Óleo avança no Litoral Norte e chega a novas praias

Por G1 PE e TV Globo

Óleo avança no Litoral Norte e chega a novas praias

Reprodução/TV Globo

Paulista limpa praias atingidas por óleo e monitora chegada de novas manchas

Paulista limpa praias atingidas por óleo e monitora chegada de novas manchas

O óleo que vem atingindo o litoral nordestino avançou e chegou às praias do Pilar, em Itamaracá, e na de Pau Amarelo, nas proximidades do forte de mesmo nome, em Paulista, ambas no Litoral Norte do estado. A informação foi confirmada pelas prefeituras dos municípios, nesta quinta-feira (24) (veja vídeo acima).

A partir desta quinta, as denúncias de óleo no litoral pernambucano pode ser feitas 24 horas por dias pelo telefone 185, central que funciona na Capitania dos Portos, no Recife.

Itamaracá, no Grande Recife, é a décima cidade a ser atingida pelo óleo, desde que a substância reapareceu no estado, há uma semana. Paulista teve registro da substância na quarta-feira (23), na Praia do Janga. Nesses sete dias, foram 958 toneladas recolhidas de resíduos das praias do estado.

Segundo Clóvis Barreto, secretário de meio ambiente de Itamaracá, fragmentos de óleo foram encontradas por volta das 5h10 pelas equipes de monitoramento, que vem atuando no município desde que a substância reapareceu em Pernambuco.

“São pontos individuais, não está como outras praias que vimos. São fragmentos numa extensão de cerca de 250 metros”, disse.

Voluntários removem óleo de praia na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Voluntários removem óleo de praia na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o secretário, as manchas foram localizadas da Praia do Pilar até as proximidades da Praia de Jaguaribe. “Vamos isolar o local, para nenhum civil ter contato com o material. A Marinha e o Exército têm equipes para fazer essa limpeza. Queremos evitar casos de intoxicação”, apontou o secretário.

Em Paulista, a substância foi encontrada próximo ao forte de Pau Amarelo. Essa é a segunda praia do município a ser atingida. De acordo com o general Alexandre Cantanhede, comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, um efetivo de 100 militares foi destacado para a limpeza.

“Além dos 100 homens, a Brigada tem um efetivo de mais 4.800 militares que estão em Pernambuco e Alagoas para serem empregados a qualquer momento”, afirmou o comandante.

Óleo atingiu a Praia do Forte de Pau Amarelo, em Paulista, no Grande Recife e Litoral Norte da cidade, nesta quinta-feira (24) — Foto: Wellington Pereira/TV Globo

Óleo atingiu a Praia do Forte de Pau Amarelo, em Paulista, no Grande Recife e Litoral Norte da cidade, nesta quinta-feira (24) — Foto: Wellington Pereira/TV Globo

Secretário de Meio Ambiente de Paulista, Ricardo Couto afirmou que, na quarta-feira (23), foram retirados aproximadamente 25 toneladas da Praia do Janga.

“Estamos fazendo o monitoramento e atentos a qualquer mancha de óleo que chegue na nossa costa. No Janga, vamos tirar os resíduos que ficaram nas pedras”, relatou.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti, a população pode ajudar mandando informações sobre as praias que forem afetadas pelo óleo pelo número 185. O telefone é utilizado para o envio de informações de emergências marítimas e fluviais pela Marinha.

Manchas de óleo apareceram em Itamaracá, no Litoral Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Manchas de óleo apareceram em Itamaracá, no Litoral Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

“O 185 vem sendo utilizado pelas prefeituras, que recebem informações de pescadores, mas, desta forma, toda a população pode nos ajudar. O monitoramento é feito pela Secretaria de Defesa Social, Marinha e navios dos portos de Suape e do Recife, além da população. É um trabalho conjunto”, disse o secretário.

Ainda segundo o secretário de Meio Ambiente, na Praia do Cupe, em Ipojuca, no Litoral Sul, mergulhadores recolheram ao menos mil litros de óleo que estavam próximos a arrecifes.

“A gente recebeu, no Centro de Comando, que na quarta-feira, havia óleo, nos arrecifes em frente à Praia do Cupe. Foi feito um trabalho de mergulho e foram recolhidos cinco tonéis de 200 litros, cada. É uma análise que já era feita, porque uma parte desse material vem para a praia e outra, no mar”, afirmou o secretário.

Riscos à saúde

A professora de química da Universidade Federal de Pernambuco, Ana Paula Paim, explicou que, além do cuidado ao entrar em contato físico com o óleo, que pode causar doenças como dermatite, é preciso evitar a inalação da substância, mesmo que cada corpo tenha uma reação diferente.

“Quem inalar, por exemplo, pode ter sintomas como irritação, asma e tosse. Como só se faz pesquisa sobre os efeitos do contato humano com esse material quando registramos acidentes, temos poucos materiais na literatura a respeito desses contatos”, afirmou a professora.

A bióloga Mariana Guenther, professora da Universidade de Pernambuco, ressalta que o problema é físico e químico. “Além do óleo que recobre os corais e o mangue, temos as substâncias que estão sendo dissolvidas na água e vão sendo encorporadas ao organismos. A preocupação é geral. Com os animais, com quem entra em contato com a água e quem pode vir a consumir esses organismos”, afirma.

Óleo em Pernambuco

Ao todo, incluindo Itamaracá, foram atingidos 10 municípios, desde o dia 17 de outubro. O primeiro deles foi São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, que, na quarta-feira (23), teve o decreto de situação de emergência reconhecido pelo governo federal. No município, 17 pessoas que tiveram contato com o petróleo foram ao hospital com sintomas provocados por reação à substância.

Além de Paulista, Itamaracá e São José da Coroa Grande, também foram atingidos pelo óleo Jaboatão dos GuararapesBarreirosTamandaréRio FormosoSirinhaémIpojuca Cabo de Santo Agostinho. O Recife montou barreiras para evitar a chegada do óleo aos estuários.

Também na quarta-feira, representantes de 15 prefeituras se reuniram com o governo estadual para planejar ações de prevenção e contenção do óleo. Mais cedo, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou um edital de R$ 2,5 milhões para 12 projetos de pesquisa para analisar a toxicidade do petróleo e seus efeitos na água, ecossistema e alimentação (veja vídeo abaixo).

Especialistas afirmam que o impacto do óleo no meio ambiente vai durar décadas, com prejuízo para espécies marinhas, para toda a cadeia alimentar e para os seres humanos. Além do recobrimento de praias, arrecifes, mangues e solos rochosos, que são difíceis de serem limpos, os fragmentos se decompõem e há moléculas nocivas ao ecossistema e à fauna.

Desde a terça-feira (22), o Exército passou a trabalhar também na limpeza do litoral pernambucano, após determinação do vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB). Até então, voluntários estavam se deslocando até os locais afetados para fazer a limpeza.

Na quarta, o governo federal anunciou que vai solicitar formalmente à Organização dos Estados Americanos para que a Venezuela se manifeste oficialmente sobre o óleo.

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Hospital atende 17 voluntários que tiveram reações após contato com óleo em São José da Coroa Grande

Por Antonio Coelho e Ricardo Novelino, TV Globo e G1 PE

Dezessete voluntários que ajudaram a remover óleo de praias de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco, foram atendidos no hospital com sintomas provocados por reação ao produto. Entre eles estavam: dor de cabeça, enjoo, vômitos, erupções e pontos vermelhos na pele. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as notificações começaram a ser feitas na sexta-feira (18), um dia depois de as manchas chegarem ao município (veja vídeo acima).

A Secretaria de Saúde informou que não houve internamentos nem foi preciso remover doentes para outras unidades. Além dos voluntários, houve atendimentos a pelo menos quatro militares. A pasta disse também que eles foram atendidos pela Marinha.

O diretor clínico do Hospital Osmário Omena de Oliveira, Marcello Neves, informou ao G1, por telefone, nesta quarta-feira (23), que foram registrados dois tipos distintos de reação ao óleo que contaminou as praias.

Sessenta por cento dos atendimentos, segundo ele, foram de paciente com problemas de pele, por causa do contato com a substância. “Nesse caso, as pessoas tiveram dermatite de contato, apresentando coceiras e feridas na pele, além de dor de cabeça”, declarou.

Os outros 40% dos pacientes tiveram reações por inalar os gases que saem do óleo, de acordo com o médico. “Eles também tiveram dor de cabeça e apresentaram enjoos, que é um sintoma diferente”, comentou.

Neves disse também que todos os pacientes foram tratados com medicações específicas para cada caso. “Quem chegou com as reações cutâneas, tomou corticoides, por exemplo, e fez hidratação”, comentou.

A maioria dos atendimentos ocorreu no sábado (19), segundo a Secretaria de Saúde de São José da Coroa Grande. Nesta quarta (23), no entanto, mais um paciente procurou o serviço de saúde, apresentando sintomas.

Agente comunitário de saúde, Claudemir dos Santos Silva, de 31 anos, trabalhou como voluntário na sexta-feira (18), ajudando as pessoas que estavam retirando o óleo da praia. Mesmo sem ter contato direto com o produto, disse que teve muita dor de cabeça, enjoo forte, dor de garganta e sensação de desmaio.

“Minha língua ficou dormente e me deixou preocupado. E eu nem toquei no óleo só fui olhar os toneis, por curiosidade. Inalei aqueles gases”, disse.

Claudemir disse que demorou a procurar o serviço de saúde por achar que os sintomas iriam passar logo. “Como a gente trabalha em posto de saúde, acha que está tudo normal. Pedi remédio aos meus chefes e fique tomando. Como não passou, foi ao hospital agora”, declarou.

Servidora pública municipal, Carla Accioly disse que trabalhou como voluntária logo depois e que o óleo chegou a São José da Coroa Grande e que ainda sentia os sintomas nesta quarta-feira. “Estou com falta de ar. O cheiro é muito forte”, afirmou.

Carla disse também que já esteve no hospital e precisou volta para a unidade de saúde. “Estou há quase uma semana deste jeito, me sentindo mal”, declarou.

Carla Accioly afirmou que sentiu falta de ar após trabalhar como voluntária na ação contra o óleo em São José da Coroa Grande, em Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Carla Accioly afirmou que sentiu falta de ar após trabalhar como voluntária na ação contra o óleo em São José da Coroa Grande, em Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Procedimentos

Passado o atendimento emergencial, a rede municipal de saúde dará início a uma segunda fase de acompanhamento desses pacientes. O médico Marcello Neves informou que é preciso saber se houve subnotificação de casos ou se algum paciente teve mais problemas de saúde.

“Vamos fazer a busca ativa dessas pessoas para saber se eles tiveram mais reações depois de voltar para casa e como estão agora. Como São José é uma cidade de menor porte, é possível que alguém tenha buscado ajuda em outros municípios da região”, afirmou.

Secretária de Saúde de São José da Coroa Grande, Tarciana Mota informou que, diante do problema, a rede pública está orientando profissionais de saúde a fazer a notificação obrigatória de casos de reações ao óleo.

Uma campanha teve início nas redes sociais para alertar voluntários para os riscos do contato com a substância e para a necessidade de buscar atendimento em caso de problema.

“Fizemos um relatório municipal e orientamos os procedimentos. Estamos aguardando informações do governo a respeito de como atuar”, disse a secretária.

A enfermeira chefe do hospital, Camila Tavares, disse que as informações sobre o atendimento seguem para a Secretaria Estadual de Saúde e depois para o Ministério. Segundo ela, o problema é a subnotificação. “Dezenas de pessoas podem ter tido o problema e não foi registrado”, afirmou.

Saúde

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que, até esta quarta, tinam sido notificados 16 casos de intoxicação, sendo 15 em São José da Coroa Grande e um em Ipojuca, no Grande Recife.

Ainda de acordo com a pasta, todos os casos apresentaram sintomas leves, como vômito, náusea e ardência nos olhos, “sem a necessidade de uma atenção de maior complexidade”.

A secretaria informou, ainda, que o protocolo de atendimento para estes casos recomenda o tratamento de acordo com a sintomatologia clínica. O estado ressalta, no entanto, que entre os casos notificados há alguns que não estão relacionados diretamente ao óleo, mas ao uso de solventes para a retirada do produto.

A secretaria recomenda que as pessoas devem evitar o uso de solventes, como querosene, gasolina, álcool, acetona e tinner, para remoção do petróleo achado nas praias. É indicada a utilização de óleo de cozinha (óleos de origem vegetal), ou outros produtos contendo glicerina ou lanolina.

Também, por meio de nota, o governo informou que, desde o início da semana, enviou recomendações aos serviços de saúde sobre a necessidade da notificação imediata dos possíveis casos de intoxicação apresentados por pacientes após o contato com o produto que atingiu as praias.

A nota informativa, diz a secretaria, foi enviada às 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres) e à rede de assistência de cada região, alertando sobre sinais e sintomas característicos da intoxicação exógena, além de outras recomendações.

A orientação é que as unidades de saúde e profissionais que atuam nos serviços façam a notificação de forma imediata, por meio da ficha de notificação, seguindo o fluxo de rotina que já se realiza junto ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) para este tipo de evento.

Cidades afetadas

São José da Coroa Grande foi o primeiro município de Pernambuco a registrar as manchas de óleo este mês. Nesta quarta (23), o governo federal reconheceu o decreto de situação de emergência na cidade. A portaria foi publicada no Diário oficial da União.

Também nesta quarta, o óleo atingiu praias em Jaboatão dos Guararapes e em Paulista, no Grande Recife (veja vídeo acima).

Além dessas três cidades também foram contaminadas praias de Tamandaré, Sirinhaém, Rio FormosoBarreirosIpojuca e Cabo de Santo Agostinho.

No balanço divulgado na noite de terça-feira, o governo estadual informou que 489 toneladas de óleo haviam sido retiradas das praias, em seis dias, contando desde a quinta-feira.

O material está sendo levado para um centro de tratamento de resíduos, onde é transformado em combustível para indústrias.

Caminhos do óleo

As manchas de óleo começaram a ser registradas no final de agosto e no começo de setembro em Pernambuco e na Paraíba. As praias pernambucanas estavam limpas desde o dia 25 de setembro, quando voltaram a ser atingidas pela substância no dia 17 de outubro.

Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a paradisíaca Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado (19), praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas.

No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Voluntários e equipes se uniram para retirar o material da água, da areia e do mangue.

Outras praias do município foram atingidas na segunda (21), mesmo dia em que voluntários escreveram pedidos de socorro na areia e de luvas e trator. Foi também na segunda que o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), anunciou que o Exército ia passar a atuar na limpeza do litoral nordestino.

Na terça (22), a limpeza continuou nas praias do Cabo de Santo Agostinho. Desde a quinta (17) até a terça (22), foram recolhidas 489 toneladas de resíduo das praias do litoral do estado.

Governo e pesquisadores se reúnem para discutir efeitos do óleo nas praias de Pernambuco

Governo e pesquisadores se reúnem para discutir efeitos do óleo nas praias de Pernambuco

Ações no estado

O governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta, o lançamento de um edital de R$ 2,5 milhões para 12 projetos de pesquisa sobre os atuais e futuros impactos desse desastre para o meio ambiente e a economia (veja vídeo acima) .

O anúncio foi feito após uma reunião com pesquisadores e representantes de secretarias estaduais no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife.

Na terça (22), militares do Exército começaram a atuar na remoção do óleo, após determinação do vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB). O trabalho teve início na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho.

Também na terça (22), o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, veio a Pernambuco para articular ações emergenciais em resposta aos danos causados pela substância.

Além de Canuto, também estiveram em Pernambuco os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

De acordo com especialistas, o impacto do óleo no meio ambiente vai durar décadas, com prejuízo para espécies marinhas, para toda a cadeia alimentar e para os seres humanos.

Além do recobrimento de praias, arrecifes, mangues e solos rochosos, que são difíceis de serem limpos, os fragmentos se decompõem e há moléculas nocivas ao ecossistema e à fauna.

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Óleo avança e atinge mais praias no Grande Recife

Por G1 PE e TV Globo

Óleo avança e atinge mais praias no Grande Recife

Reprodução/TV Globo

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O óleo que invadiu o litoral nordestino avançou e chegou a praias de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife nesta quarta-feira (23) (veja vídeo acima). Equipes da limpeza urbana do município, da Defesa Civil, entre outras, e voluntários iniciaram a limpeza da área ainda na madrugada, inclusive dentro da água.

“A equipe da SDS [Secretaria de Defesa Social], junto com o técnico da secretaria Meio Ambiente, identificou fragmentos de óleo na areia tanto da praia de Barra de Jangada quanto na Ilha do Amor, próximo à foz do Rio Jaboatão”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti.

A cidade é a oitava em Pernambuco a ter a orla atingida desde que a substância ressurgiu no estado na quinta (17). Desde então, foram recolhidas 489 toneladas de resíduos no litoral pernambucano, segundo balanço divulgado na noite da terça-feira (22).

Óleo chegou a Praia de Barra de Jangada, no Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, nesta quarta-feira (23) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Óleo chegou a Praia de Barra de Jangada, no Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, nesta quarta-feira (23) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Imagens do Globocop mostram vários baldes espalhados na areia para armazenar o óleo recolhido. O trecho atingido nesta quarta fica próximo à Ilha do Amor.

Com luvas, galochas e blusas de manga comprida, parte das pessoas foram para dentro da água fazer a retirada da substância. Outras ficaram na areia, fazendo a limpeza da orla.

“O recolhimento desse óleo não tem que ser feito por voluntários, tem que ser feito pela empresa causadora do dano. Como infelizmente a nossa inteligência ainda não conseguiu descobrir a fonte causadora, então isso é assumido integralmente pelo governo federal”, afirma Bertotti.

Limpeza do óleo na Praia da Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes — Foto: Reprodução/TV Globo

Limpeza do óleo na Praia da Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes — Foto: Reprodução/TV Globo

Por volta das 7h, já havia registro de baldes cheios de óleo na localidade. A prefeitura do município estava de prontidão desde que as manchas chegaram à Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, vizinha de Barra de Jangada.

Além de Jaboatão dos GuararapesSão José da Coroa Grande, BarreirosTamandaréRio FormosoSirinhaém, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho estão na lista de cidades que registraram as manchas desde o dia 17 de outubro.

Agradecimento em Itapuama

Praia de Itapuama amanhece com mensagem de agradecimento na areia após retirada do óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Praia de Itapuama amanhece com mensagem de agradecimento na areia após retirada do óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma mensagem escrita na areia da Praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, nesta quarta-feira (23), agradeceu ao trabalho dos voluntários na retirada do óleo que atinge o litoral de Pernambuco. A mensagem “obrigado voluntários” foi escrita na mesma praia em que, na segunda (21), foi registrado o pedido de ajuda e de luvas e trator.

Segundo a prefeitura, apesar de um trecho de Itapuama ter sido limpo, ainda há registro da substância na área e o trabalho de retirada do óleo foi retomado no começo da manhã, contando com o auxílio de peneiras para retirar fragmentos da areia. Os militares do Exército, que começaram a atuar na terça (22), voltaram ao local nesta quarta (23).

Além da atividade nos locais cobertos pelo óleo, grupos se mobilizaram e formaram pontos para receber donativos, como equipamentos de proteção individual (EPIs), no Recife, em Ipojuca e no Cabo de Santo Agostinho.

Especialistas afirmam que o impacto do óleo no meio ambiente vai durar décadas, com prejuízo para espécies marinhas, para toda a cadeia alimentar e para os seres humanos. Além do recobrimento de praias, arrecifes, mangues e solos rochosos, que são difíceis de serem limpos, os fragmentos se decompõem e há moléculas nocivas ao ecossistema e à fauna.

Limpeza do óleo no mar é feito com baldes na Praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes — Foto: Reprodução/TV Globo

Limpeza do óleo no mar é feito com baldes na Praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes — Foto: Reprodução/TV Globo

Caminho do óleo em Pernambuco

As manchas de óleo começaram a ser registradas no final de agosto e no começo de setembro em Pernambuco e na Paraíba. As praias pernambucanas estavam limpas desde o dia 25 de setembro, quando voltaram a ser atingidas pela substância na quinta (17), em São José da Coroa Grande, cidade próxima à divisa com o estado de Alagoas.

Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a paradisíaca Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado (19), praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas.

No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Voluntários e equipes se uniram para retirar o material da água, da areia e do mangue.

Outras praias do município foram atingidas na segunda (21), mesmo dia em que voluntários escreveram pedidos de socorro na areia e de luvas e trator. Foi também na segunda que o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), anunciou que o Exército ia passar a atuar na limpeza do litoral nordestino.

Na terça (22), o mesmo dia em que a 10º Brigada de Infantaria Motorizada começou a auxiliar na retirada do óleo nas praias pernambucanas, três ministros vieram ao estado e se reuniram com o governador Paulo Câmara (PSB) para acompanhar as ações adotadas: do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva; e do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Grupo de se reúne na Praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, para retirar as manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Grupo de se reúne na Praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, para retirar as manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

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Caminhão carregado de batatas-doces tomba na BR-232 e motorista fica preso às ferragens

Por G1 PE

Motorista ficou preso às ferragens em acidente na BR-232, em Pombos — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Motorista ficou preso às ferragens em acidente na BR-232, em Pombos — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Um caminhão carregado de batatas-doces tombou após o motorista do veículo perder o controle da direção, no quilômetro 62,5 da BR-232, em Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu no sentido Recife da rodovia, na manhã desta quarta-feira (23).

O condutor ficou preso às ferragens e recebeu os primeiros socorros prestados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A vítima foi encaminhada ao Hospital João Murilo, em Vitória de Santo Antão, na mesma região do estado.

 Veículo tombou no acostamento e causou bloqueios no trânsito — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Veículo tombou no acostamento e causou bloqueios no trânsito — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

O veículo tombou no acostamento do lado direito da via e causou bloqueios no trânsito. De acordo com a PRF, outros carros estão transitando apenas pela faixa esquerda. Até a última atualização desta matéria, a via não havia sido liberada.

Como o nome do motorista ferido não foi divulgado, a reportagem não teve acesso a informações sobre o estado de saúde dele.

Acidente em Paudalho

No dia 15 de outubro, no intervalo de uma hora, dois acidentes com caminhões ocorreram no mesmo trecho da BR-408, em Paudalho. O primeiro acidente aconteceu na descida de uma curva. Após o caminhão tombar, a carga do veículo se espalhou na via e a maior parte dela foi saqueada, segundo a PRF.

Uma hora após o primeiro acidente e no mesmo local, o motorista de outro caminhão, que estava carregado de tijolos, bateu na traseira de uma viatura da Polícia Militar que dava apoio à ocorrência.

Ainda de acordo com a PRF, o caminhão não tombou e ninguém ficou ferido no segundo acidente. O motorista realizou o teste do bafômetro e o resultado foi normal.

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ICMBio recolhe materiais similares a fardos de borracha que foram encontrados em Noronha

Por Ana Clara Marinho, G1 PE

O material foi recolhido pelo pessoal do ICMBio  — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

O material foi recolhido pelo pessoal do ICMBio — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Dois objetos similares a fardos de borracha foram recolhidos das praias do Sueste e Atalaia, em Fernando de Noronha, por servidores do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). Um terceiro objeto foi visto na Praia do Leão, mas as equipes não conseguiram encontrá-lo.

Os servidores disseram que não foi fácil retirar os objetos da praia. “Nós acreditamos que esse material deve ter uns 100 quilos, cada um. A operação foi um pouco difícil por causa do acesso, além das pedras e da areia”, disse o servidor do ICMBio José Ivaldo Barnabé.

Os servidores do ICMBio avaliam que cada fardo pesa cerca de 100 quilos  — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Os servidores do ICMBio avaliam que cada fardo pesa cerca de 100 quilos — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

O coordenador de Pesquisa e Manejo do ICMBio, Ricardo Araújo, acredita que os objetos são fardos de borracha. “A gente joga no não e ele quica. As informações que temos é que esse material era de um navio que afundou nos idos de 1940”, afirmou Ricardo Araújo.

O material tem as mesmas características dos fardos encontrados em praias do litoral nordestino. Segundo pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC), os fardos encontrados são de um navio alemão que naufragou no litoral do Nordeste em 1944.

Um dos objetos foi encontrado na Praia do Sueste  — Foto: ICMBio/Divulgação

Um dos objetos foi encontrado na Praia do Sueste — Foto: ICMBio/Divulgação

O ICMBio espera que mais materiais cheguem a Noronha. “Chegaram três fardos, esperamos que chegue mais. Ainda não sabemos o que fazer. Caso o volume seja grande, vamos ver uma estratégia para resolver “, disse Araújo.

Além dos servidores do ICMBio, os guias de turismo e todos os profissionais que trabalham com visitantes e percorrem as praias estão orientados a entrar em contato com o órgão, caso identifiquem qualquer material estranho.

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Barcos fazem monitoramento no mar e barreiras são colocadas para impedir chegada de óleo a rios no Recife

Por Beatriz Castro, TV Globo

Toneladas de óleo são retiradas por barcos e barreiras são postas no mar de Pernambuco

Toneladas de óleo são retiradas por barcos e barreiras são postas no mar de Pernambuco

Para evitar que mais óleo chegue às praias do litoral pernambucano e contamine estuários e rios, barcos estão fazendo o monitoramento diário das manchas que chegam pelo mar. As embarcações levam barreiras e boias para conter e retirar o produto (veja vídeo acima).

Os barcos acionados para o controle do óleo são usados em emergências ambientais, no Porto do Recife. O trabalho foi intensificado desde a quinta-feira (17), quando as manchas voltaram a surgir no litoral pernambucano, em São José da Coroa Grande.

Mais de dois quilômetros de boias foram instalados nos estuários, segundo as equipes. A ideia é, ainda no mar, evitar que o óleo chegue à praia, pois o trabalho é menos complicado. Até agora, segundo as equipes, foram removidas três toneladas de substância que chegariam às praias.

As boias são levadas já armadas e prontas para serem colocadas no mar. Um barco menor coloca as barreiras até o local específico.

Depois, elas são presas por âncoras. Uma das barreiras tem 200 metros de extensão. Para garantir a passagem de outras embarcações, as equipes deixam aberturas estreitas.

Boias são colocadas no Recife para evitar contaminação de rios por óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Boias são colocadas no Recife para evitar contaminação de rios por óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Para retirar o óleo da água, o trabalho é lento e exige muita técnica. O produto, muito denso, não tem condições de ser retirado com bombas de sucção.

Especialista em gerenciamento em gerenciamento de risco, Luiz Carlos França afirma que as condições do material dificultam a remoção, Segundo ele, o produto fica rígido e, em água doce, afunda. No entanto, tem outra densidade na água salgada do mar.

“A gente está evitando que qualquer mancha de óleo venha para os rios. A gente fica monitorando agora 24 horas”, declara.

Além do trabalho na área dos estuários, uma fragata da Marinha também retira óleo do mar. Por causa do risco de contaminação, todos os tripulantes usam macacões e equipamentos de proteção.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, afirma que foi mobilizada toda a estrutura que os portos do Recife e de Suape têm para eventos de contaminação.

“A ideia é proteger principalmente os estuários e tentar pegar essas manchas ainda no mar, para fazer o direcionamento correto dela, para darmos destinação certa”, declara.

A estratégia conta com apoio de ambientalistas e pesquisadores. O biólogo da Universidade de Pernambuco (UPE) Clemente Coelho Júnior aponta o risco de contaminação das pessoas.

“Minha maior preocupação com as pessoas que ficaram expostas a uma exposição prolongada aos gases que soltam Gostaria de ver maior atenção essas pessoas. Acredito que já estejam tendo alguns relatos de pessoas intoxicada”, disse.

Ministros em Pernambuco

Nesta terça-feira (22), três ministros vieram a Pernambuco e se reuniram com o governador Paulo Câmara (PSB) para acompanhar as ações adotadas sobre as praias afetadas pelo óleo.

De manhã, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, afirmou ao G1 que “não julgava ser necessário empregar o Exército” na limpeza do óleo antes desta terça. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que não é prioridade a origem do petróleo que vem atingido o litoral do Nordeste há quase dois meses.

À tarde, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, informou que a investigação sobre o derramamento de petróleo está concentrada em 30 navios, de 10 nacionalidades, que estiveram na costa em um período de dez dias

Óleo em Pernambuco

Entre a quinta (17) e a terça (22), Pernambuco recolheu 489 toneladas de óleo das praias do estado. O material foi encaminhado ao Centro de Tratamento de Resíduos de Igarassu, no Grande Recife, para ser usado como combustível pela indústria cimenteira.

Na quinta (17), a substância chegou a São José da Coroa Grande. Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado, praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas.

No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Voluntários e equipes se uniram para retirar o material da água, da areia e do mangue.

Na segunda (21), também no Cabo, voluntários escreveram pedidos de socorro na areia. Na mensagem, o grupo também solicitou trator e luvas para auxiliar na retirada do material das praias do município.

Durante todo esse período, voluntários participam de operações para ajudar a limpeza das praias atingidas. As equipes precisam de apoio, equipamentos de segurança individual, água e alimentos.

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Incêndio em hospital faz pacientes serem retirados às pressas no Recife

Por G1 PE e TV Globo

Um incêndio no Hospital Vasco Lucena, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife, provocou a transferência de pacientes para outras unidades de saúde da capital na terça-feira (22). O fogo atingiu uma sala do térreo, onde havia tubulações de oxigênio, ocasionando um vazamento de gás, segundo o Corpo de Bombeiros, que não registrou feridos na ocorrência (veja vídeo acima).

Ao todo, treze pacientes foram retirados do local, incluindo gestantes e crianças, além de bebês transferidos em incubadoras. Imagens da TV Globo mostram profissionais de saúde retirando os pacientes às pressas do hospital localizado na Rua do Progresso, que pertence ao grupo Hapvida e conta com uma área específica para maternidade.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 10h30 e sete viaturas foram até o local para combater as chamas. O fogo não se alastrou para outras áreas do hospital, ficando restrito à sala do térreo. O vazamento atingiu o térreo, o 1º e o 2º pavimentos, mas foi controlado.

“Pelas informações que foram passadas, o vazamento iniciou em um ar-condicionado que fica na sala que os médicos usam para descanso. Suspeitamos que tenha sido um curto-circuito, mas não podemos afirmar. O fogo atingiu apenas parte de um alojamento. O que complica são os gases tóxicos, mas houve evacuação com sucesso. Só está interditado o térreo”, disse o tenente Gladston Bandeira, do Corpo de Bombeiros.

Os pacientes que estavam na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Vasco Lucena foram encaminhados para o hospital do grupo na Ilha do Leite, no Centro do Recife. Outros foram transferidos para um pronto-atendimento na Avenida Caxangá, na Zona Oeste da capital pernambucana, e para a Fundação Altino Ventura (FAV), que fica ao lado do Hospital Vasco da Gama.

“Minha esposa ia entrar em trabalho de parto induzido, mas começou um cheiro de fumaça e a equipe do hospital prontamente evacuou o local, tranquilizando as pessoas e foi de suma importância isso. Foram distribuídas máscaras para todo mundo que estava na situação. Se não fosse a evacuação, talvez pudesse ter um acidente maior”, contou João da Costa, que seguiu com a esposa para a FAV. Até a noite, a bebê ainda não tinha nascido.

Ao NE1, a direção do Hospital Vasco Lucena explicou que o atendimento foi normalizado após o incêndio.

“Foi detectado um foco de fumaça intenso no térreo do hospital, na sala dos médicos, e rapidamente foi acionada a Brigada de Incêndio. Colocamos uma série de pessoas para atuar na evacuação, que é o protocolo de segurança. Os bombeiros liberaram as áreas do hospital, a gente está trazendo todos os pacientes com calma e segurança, todos acompanhados, sendo realocados, o hospital está funcionando normalmente. Já contornamos a situação e tudo vai voltar à normalidade”, afirmou o diretor do hospital, Flávio Sivini.

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Exército reforça limpeza de praias atingidas por óleo no litoral pernambucano

Por G1 PE e TV Globo

Exército ajuda na retirada do óleo das praias do Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Exército ajuda na retirada do óleo das praias do Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Militares do Exército atuam, nesta terça-feira (22), na limpeza de praias do litoral pernambucano atingidas por óleo, entre elas a de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinhoonde voluntários escreveram pedido de socorro e de luvas e trator para fazer a limpeza. O reforço foi anunciado pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), na segunda (21).

Também nesta terça (22), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a Pernambuco e, durante a manhã, vistoria as praias do Cabo de Santo Agostinho. “Estamos vendo aqui hoje um efetivo expressivo. Todas as medidas foram tomadas, estamos aqui num esforço conjunto, todos aqueles dispostos efetivamente a trabalhar para retirar esse óleo. Estão todos engajados e de parabéns”, disse.

As manchas de óleo voltaram a surgir em Pernambuco na quinta-feira (17), em São José da Coroa Grande, primeira cidade após a divisa com Alagoas. Desde então, foram recolhidas 257 toneladas o volume de óleo recolhido nas praias do estado. Essa é a primeira vez que o Exército atua na limpeza.

Desde a quinta (17), foram atingidos, além de São José da Coroa Grande, os municípios de BarreirosTamandaréRio FormosoSirinhaémIpojuca e Cabo de Santo Agostinho, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do estado.

Exército ajuda na retirada do óleo das praias do Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Exército ajuda na retirada do óleo das praias do Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que as praias de Itapuama, Reserva do Paiva e Pedra do Xaréu ainda não foram completamente limpas. A área mais crítica fica próximo a Pedra do Xáreu, uma vez que o óleo impregnou nas pedras e o acesso é mais complicado.

Além de Itapuama, os militares atuam também na limpeza das outras duas praias atingidas na cidade.

Voluntários

O trabalho de retirar o óleo das praias pernambucanas vem contando com a presença de inúmeros voluntários. Entre eles, está Laís Araújo, que integra a iniciativa “Xô, Plástico”.

“Dependendo do tamanho do óleo, fica muito pesado. Ontem [segunda, 21], a gente tava pegando direto da água com redes então é muito desgaste físico. Cola muito na mão, por isso a gente perde muita luva e pedimos que enviem mais”, recordou.

Como ajudar

Diante do problema, entidades da sociedade civil e prefeituras montaram postos para arrecadar e distribuir equipamentos de proteção usados pelos voluntários que estão atuando na remoção do óleo. Também é solicitada ajuda, com a doação de água e alimentos.

“Todo o bairro do Recife está mobilizado em prol dessa causa. A gente tem pontos de coleta, sendo três no Softex, um no Porto Digital, e no Cesar. A gente está recolhendo e pedindo que a população traga sacos de ráfia, luvas de cano longo resistentes e grossas, máscaras e galochas, porque é muito importante que os voluntários tenham todo equipamento de proteção”, diz a superintendente de Negócios e Inovação do Porto Digital, Mariana Pincovsky.

Nordeste

Pelo menos 900 toneladas de resíduos já foram recolhidas das praias afetadas pelas manchas de óleo no Nordeste, segundo balanço divulgado pela Marinha na segunda-feira (21). As manchas de petróleo surgiram em 30 de agosto e já afetaram 200 locais em 9 estados, segundo o último relatório do Ibama.

No mesmo dia, o vice-presidente informou que o Exército decidiu disponibilizar a 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada no Recife, como “reforço” para as ações de vigilância e limpeza das praias com manchas de óleo. Segundo Mourão, são pelo menos 4 mil homens que podem atuar.

A medida foi tomada após a Justiça Federal determinar o cumprimento de ações para retirada do óleo das praias de Pernambuco à União e ao Ibama. A liminar foi concedida no domingo (20), após cobranças do governo estadual. Entre as medidas estão a distribuição de boias de contenção e Equipamentos de Proteção Individual, inclusive para voluntários.

Caminho do óleo em Pernambuco

Entre a quinta (17) e a segunda (21), Pernambuco recolheu 257 toneladas de óleo das praias do estado. Todo o material foi enviado ao Centro de Tratamento de Resíduos, na Zona Rural de Igarassu, no Grande Recife, para ser encaminhado a empresas da indústria cimenteira.

Na quinta, a substância chegou a São José da Coroa Grande. Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado (19), praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas.

No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Voluntários e equipes se uniram para retirar o material da água, da areia e do mangue.

Além de Itapuama, o óleo chegou às praias de Enseada dos Corais e da Reserva do Paiva, próximo ao limite com Jaboatão dos Guararapes, na segunda (21). Voluntários fizeram um apelo, escrevendo pedido de socorro na areia.

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Óleo nas praias: produto recolhido em Pernambuco é usado como combustível em indústrias

Por Danielle Fonseca, TV Globo

Óleo recolhido nas praias é transformado e usado como combustível para indústrias

Óleo recolhido nas praias é transformado e usado como combustível para indústrias

O óleo retirado das praias do litoral de Pernambuco está sendo levado para um centro de tratamento de resíduos em Igarassu, no Grande Recife. No Ecoparque Pernambuco (CRT-PE), o material vira um combustível usado pelas indústrias, como fábricas de cimento (veja vídeo acima).

Um balanço divulgado pelo governo de Pernambuco, na noite desta segunda-feira (21), aponta que foram recolhidas 257 toneladas de óleo, desde quinta-feira (17). O material foi removido de sete municípios.

Óleo rcolhido nas praias é transformnado em combustível para indústrias — Foto: Reprodução/TV Globo

Óleo rcolhido nas praias é transformnado em combustível para indústrias — Foto: Reprodução/TV Globo

O diretor técnico do Ecoparque, Laércio Braga Chaves, informou, nesta segunda, que desde sábado (19), chegaram ao centro de tratamento de resíduos cerca de 150 toneladas de óleo, em 20 caminhões, contratados pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

O número é diferente do apresentado pelo governo do estado. Para Chaves, essa diferença de quantidade pode ser explicada por alguns fatores, como o fato de o material chegar misturado com areia. “Essa diferença também pode ser uma questão de delay de tempo (tempo para totalização do material”, afirmou.

Quando chega ao centro, o óleo é peneirado, separado de outros materiais e triturado. Também é transformado em partículas de cinco centímetros. “Ele vira combustível que é colocado em fornos de indústrias” observou.

O material é usado como se fosse uma espécie de carvão para as fábricas. Ele pode substituir um derivado de petróleo chamado de coque.

Óleo recolhido no litoral é peneirado e triturado para produção de componente energético para indústrias — Foto: Reprodução/TV Globo

Óleo recolhido no litoral é peneirado e triturado para produção de componente energético para indústrias — Foto: Reprodução/TV Globo

Reforço

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, informou nesta segunda-feira (21) que o Exército decidiu disponibilizar a 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada no Recife, como “reforço” para as ações de vigilância e limpeza das praias com manchas de óleo no Nordeste.

Será a primeira vez em que o Exército participará da operação. Segundo Mourão, serão pelo menos 4 mil homens da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Danos

O óleo voltou a aparecer nas praias de Pernambuco na quinta-feira (17), em São José da Coroa Grande. Na sexta (18), foram encontradas manchas da substância na Praia dos Carneiros, em Tamandaré.

Foram afetadas áreas de Sirinhaém e Barreiros. No sábado (19), praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas. No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho.

Nesta segunda, praias do Cabo voltaram a registrar manchas de óleo. Em Itapuama, voluntários fizeram um apelo, escrevendo pedido de socorro na areia.

Diante do problema, entidades e prefeituras montaram postos para arrecadar e distribuir equipamentos de proteção usados pelos voluntários que estão atuando na remoção do óleo. Também é solicitada ajuda, com a doação de água e alimentos.

Prevenção

O governo de Pernambuco informou, em balanço divulgado nessa segunda (21), que implantou barreiras de contenção nos estuários dos seguintes rios:

  • Persinunga, em São José da Coroa Grande
  • Una, em Barreiros
  • Mamucabas, em Tamandaré
  • Maracaípe, em Ipojuca

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Noronha promove atividades de prevenção ao câncer de boca

Por Ana Clara Marinho, G1 PE

O  atendimento vai ser feito no Hospital São Lucas  — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

O atendimento vai ser feito no Hospital São Lucas — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Fernando de Noronha conta com uma ação de prevenção ao câncer de boca. A programação começa na terça-feira (22) e segue até sexta-feira (25), no Hospital São Lucas, onde serão realizados os atendimentos.

A Semana de Saúde Bucal é promovida pela Administração da Ilha e tem como grupos prioritários idosos, fumantes, alcoolistas e trabalhadores que ficam expostos ao sol. Também podem participar pessoas que não se encaixam nesses perfis, mas que apresentam alguma lesão oral.

Segundo os organizadores, a ação busca identificar doenças orais como inchaços, bolhas ou feridas na boca, lábios ou língua que podem comprometer a saúde do paciente, ocasionando doenças mais graves.

O trabalho vai ser realizado por duas dentistas especializadas em estomatologia. Fabiana Mota e Cícera Gomes trabalham no Recife. As profissionais vão examinar e identificar os moradores da ilha que estiverem com problemas orais.

No 25 é comemorado o Dia Nacional do Dentista. Nesta data, serão realizados os atendimentos e os exames nas pessoas que foram identificadas com alguma doença oral, no Hospital São Lucas, das 14h às 17h.

Os moradores que não fazem parte dos grupos prioritários, mas que perceberem alguma lesão, como uma ferida que não se cicatriza há mais de dez dias, podem ir ao hospital para exames, na sexta-feira à tarde.

Os pacientes que estiverem com lesões mais sérias e precisarem de avaliações mais específicas, como uma biópsia, terão material coletado e analisado no Recife.

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