Princípio de incêndio atinge hotel em Boa Viagem

Os três elevadores do Recife Praia Hotel, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, pararam na manhã desta quarta-feira (11), depois que um princípio de incêndio atingiu o gerador do hotel. O Corpo de Bombeiros (CB) verificou se havia pessoas nos elevadores, porém ninguém ficou preso ou ferido.

O fogo começou por volta das 7h20, quando, após uma queda de energia no bairro, o gerador do Recife Praia Hotel foi ativado. Segundo a assessoria de imprensa do CB, houve um curto-circuito, que provocou o princípio de incêndio. O fogo foi controlado às 7h45 e afetou apenas o gerador.

 

 

NE10

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Reginaldo Rossi continua na UTI do Memorial São José

Pouco mais de 12 horas depois de passar por cirurgia para retirada de líquido do pulmão direito, o cantor pernambucano Reginaldo Rossi continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José, no Centro do Recife, sem previsão de alta.

De acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira (9), o Rei do Brega, como é conhecido, tem quadro estável. Segundo o boletim, o músico, que respirava com dificuldades, teve uma melhora e permanece respirando sem a ajuda de aparelhos.

O dreno colocado na cirurgia à qual Reginaldo Rossi foi submetido nessa segunda deve ser retirado entre 48 e 96 horas, dependendo da evolução do seu estado de saúde.

Reginaldo Rossi é fumante e está internado desde a noite do último dia 27. Ele procurou o hospital ao sentir fortes dores no peito. No fim da tarde do domingo, o cantor voltou a ter os mesmos sintomas e retornou à Unidade de Terapia Intensiva, de onde havia saído na sexta-feira.

Recifense, o artista  é autor de sucessos como A Raposa e as Uvas, Leviana, Garçom e Tô Doidão. Conhecido nacionalmente como o Rei do Brega, Rossi realizou no mês passado seus últimos dois shows na capital pernambucana.

 

 

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Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

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Governos são os maiores violadores dos Direitos Humanos, avaliam especialistas

Nesta terça-feira, dia 10 de dezembro, o mundo celebra os 65 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), redigida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e criada com o objetivo de garantir os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Entretanto, especialistas na área garantem que os governos, em todas suas esferas, são os maiores transgressores do que rege a convenção.

“Os Direitos Humanos estão relacionados à dignidade humana, e o Estado, em seu conceito macro, é o maior violador. Você pode ver pelo atendimento degradante nos hospitais, a falta de segurança ou a situação das escolas públicas”, alertou o promotor de Justiça Westei Conde, que tem atuação na área de Direitos Humanos há cerca de dez anos.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Regional Pernambuco (OAB-PE), João Olímpio comunga da mesma opinião. O advogado criminalista vai adiante e garante que, em tese, todos que se sentirem lesados pela omissão do Estado poderiam processar os governos. “Se você observar, tudo que está na declaração de Direitos Humanos está espalhado na Constituição Federal, principalmente no artigo 5º. O problema é que na prática os serviços são tão ruins que não daria para todo mundo processar o Estado”, explicou João Olímpio.


Populção vê os Direitos Humanos como protetor das minorias, entre ela a causa gay
Foto: AFP

Apesar da visão global que a DUDH propõe, o tema é visto de canto de olho por grande parte da população que agrega ao tema um valor negativo de que a convenção “só protege bandidos”. João Olímpio acredita que essa visão é no mínimo “caolha”: “É um preconceito que ainda existe e que só mudará com o tempo e a partir das conquistas provenientes da luta das entidades de classe”, avaliou o presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Já o promotor Westei Conde avalia a questão sob um olhar mais crítico. Segundo ele, pensar que os Direitos Humanos só servem às minorias é uma visão falha, principalmente porque a luta das autoridades ligadas ao assunto beneficiam a população em geral. “Existem grupos que lutam pelos direitos das mulheres, e no Brasil, elas, definitivamente, não são minoria. Pelo contrário, elas são responsáveis por mais de 50% da população brasileira”, pontuou Westei.

Artigo II: Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação

Sobre o que causaria essa visão deturpada sobre os objetivos perseguidos através da DUDH, Westei avalia que a mídia tem sua parcela de culpa. “Muitas vezes as notícias fazem as situações terem um lado bom e outro mal e os Direitos Humanos sempre ‘aparecem’ protegendo o mal. No entanto, a defesa é por aqueles que, por algum motivo, não têm acesso aos seus direitos de dignidade”, ressaltou o professor da pós-graduação de Direitos Humanos da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
Os dois advogados também concordam que todas as pessoas devem ser defensoras dos direitos coletivos. Enquanto o promotor Westei Conde apela que a população seja engajada em buscar uma vida com dignidade não só para si, mas para o próximo, o presidente da comissão da OAB-PE João Olímpio avalia que de minoria em minoria todos são beneficiados com ações concretas.

“A declaração tem um caráter simbólico muito forte. As pessoas podem não saber os artigos dela, mas já ouviram falar de algum ponto, em especial os que dizem respeito à vida com dignidade”, avaliou Westei Conde sobre um possível desconhecimento do que reza a DUDH.


A imagem da criança nadando no lixo chocou a população que cobrou providências do poder público
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Por outro lado, coordenador executivo do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), Eduardo Sá Carneiro, confirmou que o desconhecimento da população sobre o assunto ainda é uma barreira para o trabalho das entidades de classe. “A verdade é que se em determinado momento a gente trata de um tema específico não significa em a gente não está trabalhando para as outras pessoas. Afinal, se a minoria faz parte de um todo, a gente está fazendo algo por todo mundo”, finalizou Eduardo.

HISTÓRIA – A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que delineia os direitos humanos básicos, foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 10 de dezembro de 1948. Esboçada principalmente pelo canadense John Peters Humphrey, o tratado aponta em 30 artigos as garantias para uma vida digna. Embora não seja um documento que representa obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU, de força legal, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, e o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Segundo o Guinness Book of World Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas. Em Dezembro de 2012, o site oficial da Declaração Universal dos Direitos Humanos informa a existência de 403 traduções disponíveis.

 

 

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Foto: Diego Nigro

 

 

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Guarda Municipal do Recife terá aumento de 40% no salário-base. PCCV é aprovado na Câmara

O Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da Guarda Municipal do Recife foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores, na tarde desta segunda-feira (9). A matéria segue agora para segunda votação na casa. Entre as conquistas da categoria estão o aumento de 40% no salário-base, a promoção de 127 subinspetores ao posto de inspetor, de 395 guardas ao cargo de subinspetor e a unificação de gratificações.

O plano foi aprovado na íntegra, depois de ser elaborado durante três meses por uma comissão formada por três membros do governo e três representantes da categoria. O enquadramento dos 522 guardas e subinspetores promovidos será realizado em 1º de janeiro de 2014. A nova matriz salarial da categoria passará a vigorar a partir de setembro do ano que vem.

“É importante destacar que o prefeito Geraldo Julio cumpriu com a sua palavra de que enviaria o plano da Guarda Municipal ainda este ano. O PCCV é algo esperado pela categoria há muito tempo e que vai proporcionar melhores condições de trabalho e um maior reconhecimento da corporação”, afirmou o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcanti.

Os profissionais da Guarda Municipal também tiveram a carga horária ampliada de seis para oito horas diárias e passarão a zelar não só pelo patrimônio público e pelo trânsito do Recife, mas também pelo ordenamento urbano. Até o fim do ano, será lançado o edital do concurso para elevar o efetivo da corporação dos atuais 1.152 homens para 2.500 guardas. Desde janeiro, a Prefeitura do Recife vem implementando uma política municipal voltada para a cidadania e a Guarda Municipal terá um papel fundamental dentro deste projeto.
 

 

Blog do Jamildo

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Secretaria da Saúde esclarece que não haverá prejuízo para portadores de glaucoma

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que não haverá qualquer suspensão ou encerramento do Programa de Glaucoma. O programa, lançado pelo Estado no ano de 2008, continuará assistindo os pacientes do SUS que precisam de consultas, exames e colírios para o tratamento de doença.

A SES esclarece ainda que o mal entendido se deve a equivocada interpretação da Portaria 1.554 de 30 de julho de 2013 do Ministério da Saúde, segundo a qual, a entrega de colírios deve ser feita nas farmácias do SUS, sejam municipais ou do Estado, ao invés das clínicas oftalmológicas privadas.

A portaria, válida para todo o território nacional, entra em vigor na data 31 de janeiro, porém, o Ministério da Saúde estuda a possibilidade de prorrogar o prazo para que haja mais tempo para que as unidades públicas organizem esse fluxo de entrega.

No entanto, independentemente do contrato, não haverá nenhum prejuízo para os pacientes.

Secretaria Estadual de Saúde – PE

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Plantonistas do Hospital Otávio de Freitas protestam contra atraso no pagamento

Enfermeiros e técnidos de enfermagem que trabalham em plantões extras do Hospital Otávio de Freitas (HOF), na Zona Oeste do Recife, protestam em frente à unidade de saúde, na manhã desta segunda-feira (9), pelo pagamento de dois meses de salários atrasados. Alguns deles também paralisam as atividades nesta segunda.

Os trabalhadores que protestam nesta segunda-feira são plantonistas que não fazem parte do quadro de servidores concursados nem dos contratados temporários por seleção. Eles fazem 15 plantões por mês e recebem R$ 857,15 – com o desconto relativo ao pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fica R$ 720. De acordo com os manifestantes, os depósitos referentes a outubro e novembro não foram feitos.

“Recebemos, no Otávio de Freitas, o menor valor pelo plantão do Estado. E ainda trabalhamos sabendo que não temos 13º salário, férias, entre outros direitos. Nos sujeitamos a isso porque precisamos”, reclama a técnica de enfermagem Leila Bezerra, que atua no HOF há dois anos. Organizadora da manifestação, ela denuncia ainda que, mesmo em dias em que os profissionais apresentam atestados médicos pelas faltas, é feito o desconto de R$ 120 por dia de ausência.

Enfermeiros e técnicos de enfermagem do quadro extra do Otávio de Freitas afirmam também que, nos plantões, pelo menos 90% do quadro é composto por esses profissionais. “A demanda extra é bem maior. Temos plantões em que há dois efetivos (os concursados) e 10 extras”, revela Leila Bezerra.

Em nota, a Secretaria de Saúde reconheceu o atraso e prometeu fazer o pagamento ainda esta semana.

 

 

NE10

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Reginaldo Rossi sente dor no peito e volta à UTI

O cantor e compositor Reginaldo Rossi voltou, na tarde deste domingo, à unidade de terapia intensiva do Hospital Memorial São José, no Recife. A informação é do comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal. O radialista havia, durante a semana, visitado o artista e chegou a postar no seu perfil do Facebook uma fotografia ao lado de Reginaldo Rossi, no quarto da unidade.

O médico do artista, Jorge Pinho Filho, confirmou a piora no quadro de saúde. “Ele voltou à UTI por volta das 17h40. Amanhã (esta segunda) vamos fazer uma nova avaliação. Acredito que estará melhor”, afirmou o médico.

O cantor deu entrada no hospital pela primeira vez no último dia 27, depois de sentir dores no peito, mesma reclamação que o fez voltar à UTI ontem.

Na ocasião, o empresário do artista, Sandro Nóbrega, tentou minimizar o episódio e assegurou que Reginaldo Rossi teria ido apenas realizar exames de rotina e seria liberado logo em seguida, o que não ocorreu.

Conhecido como o Rei do Brega, Reginaldo Rossi tem 69 anos. Além do fator idade, ele tem o hábito de fumar e beber. Recifense, o artista é autor de mais de 300 composições. E gravou, pelo menos, 26 discos. A Raposa e as Uvas, Leviana, Garçom e Tô Doidão são alguns dos sucessos.

Há pouco mais de 15 dias, Reginaldo Rossi realizou seus últimos dois shows na capital pernambucana, no Manhattan Café Theatro, em Boa Viagem, Zona Sul. A apresentação leva o título de Cabaret do Rossi.

 

 

JC Online

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Hospital no Centro do Recife é alvo de tiros e vigilante fica ferido

Um segurança do Hospital Memorial do Recife, na Avenida João de Barros, no Centro da capital pernambucana, foi baleado de raspão no peito e no pescoço por volta das 18h deste domingo (8), quando homens que estavam em um carro atiraram contra a unidade de saúde.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), o vigilante, identificado como José Edson Pereira, estava atrás da porta de vidro do hospital quando foi ferido. A porta quebrou e pacientes se assustaram.

Nenhuma das testemunhas conseguiu identificar o modelo e a cor do veículo em que as pessoas que fizeram os disparos estavam. Também não há informações sobre quantas pessoas estavam no carro e quantos tiros foram disparados.

O segurança foi levado para o Hospital da Restauração (HR), também no centro da capital pernambucana, onde passa por exames. Segundo a PM, ele está fora de perigo. A Polícia Militar realiza diligências para identificar e prender os suspeitos.

 

 

NE10

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Parentes e amigos à espera de Vitória e Sofia. Veja vídeo

Falta pouco para a confirmação do retorno de Vitória Alves Jesumary, 37 anos, e Sofia, 3, para o Brasil. A mãe, pernambucana, está refugiada com a filha, que nasceu em São Paulo, na embaixada brasileira em Oslo, capital da Noruega, desde 28 de novembro. Ontem pela manhã, o embaixador do Brasil na capital norueguesa, Flávio Macieira, e o ministro conselheiro da embaixada, Francisco Catunda Resende, se reuniram com o diretor-geral do Ministério da Criança, Igualdade e Inclusão Social da Noruega, Oddbjorn Hauge, para tentar chegar a um acordo sobre o impasse iniciado desde que o Barnevernet, o conselho tutelar local, solicitou a guarda da criança.

O órgão alegou que os pais, que brigavam na Justiça para criar a menina, não teriam condições de permanecer com ela. “Ele ouviu bem a ponderação do embaixador e ficou praticamente decidido que elas voltarão para o País. A última palavra, no entanto, é do conselho tutelar, que está esperando o laudo feito pelo governo pernambucano, onde devem estar claras as condições que ambas terão para viver no Brasil”, disse Resende. Em Olinda, onde vive boa parte da família de Vitória e Sofia, os familiares começam a se preparar para recebê-las. E gravaram vídeo com mensagem para ela.

O governo norueguês estabeleceu três pontos específicos para constarem no conteúdo do laudo feito a partir de uma entrevista com três irmãos de Vitória (Rita Soraya, Ana e David) e ainda uma visita na residência que ambas se alojarão, bairro dos Milagres. O primeiro é um plano de assistência de mãe e filha no Brasil – ou como a família pretende sustentar as brasileiras quando as duas chegarem. O segundo é dirigido especificamente à criança: querem esclarecimentos sobre como será a vida da menina no País (escola, saúde). O terceiro diz respeito aos pais: querem um plano entre Vitória e Alberto Kroff (chileno naturalizado norueguês) sobre como pretendem se desdobrar para acompanhar o crescimento da garota.

O casal está separado desde maio, e Alberto tem feito visitas diárias a ambas. “Ele vai assinar os documentos permitindo a criança voltar ao Brasil”, comentou Francisco Resende. O advogado de Vitória, o norueguês Sindre Lovgaard, se reuniu com o conselho tutelar e também ouviu dos representantes que a esperada saída das brasileiras da embaixada só depende da chegada do laudo assegurando condições favoráveis para as duas se estabelecerem em solo pátrio.

De acordo com o secretário executivo de articulação internacional de Pernambuco, Rodolfo Soto, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras 7, no Varadouro) havia se comprometido a enviar ontem o laudo para a representação do Itamaraty em Recife. Por conta da diferença de horários (na Noruega, são quatro horas a mais em relação ao Brasil), o documento chegará após o final do expediente da embaixada brasileira em Oslo. Assim, com um fim de semana no meio, só será lido na segunda-feira (9). Significa dizer que Vitória e Sofia ainda ficarão pelo menos mais três dias alojadas na pequena sala destinada a elas no prédio governamental.

É da frente da embaixada que sai hoje uma passeata contra o Barnevernet, com concentração marcada para as 10h no horário local. O protesto terá duração de duas horas, e termina em frente ao Stortingert (parlamento). Organizado pela pastora pernambucana Ana Lucia Lima e a paulista Adriana Ask, o protesto está sendo divulgado nas redes sociais e tem mobilizado diversas mães, principalmente brasileiras que ou tiveram seus filhos levados (como a cearense Solange Monteiro, que foi separada de cinco filhos) ou que residem no país e estão preocupadas com a situação. “Estamos tentando chamar a atenção dos governantes para que vejam as injustiças que estão sendo feitas contra as famílias sob investigação desta instituição.” A passeata foi autorizada pelo município.

OLINDA

Ontem, amigos e familiares de Vitória e Sofia se reuniram na casa dos Milagres para mostrar que estão prontos para receber as brasileiras. Estavam presentes os irmãos Rita Soraya, David, Márcia e Ana, a tia Maria do Carmo, os sobrinhos Rudá, Artur e Leandro, a prima Cláudia Belfort e as amigas Maria Fonseca e Paloma Magalhães. “Vamos preparar um quarto para Sofia”, disse Soraya, que viu a menina há dois anos. Foi nesta casa que os irmãos cresceram e foi no mar, a poucos metros da residência, que foram jogadas as cinzas do patriarca José Jesumary, avô de Sofia, falecido em abril deste ano. A mãe de Vitória, que tinha o mesmo nome da filha, morreu há seis anos em São Paulo.

 

 

Jornal do Commercio

Igo Bione/JC Imagem

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Brasil quer retorno imediato de pernambucana e filha para o País

Flávio Macieira, embaixador do Brasil em Oslo, capital da Noruega, se reúne hoje com Solveig Horne, ministra da Criança, Igualdade e Inclusão Social da Noruega, para tentar chegar a um acordo sobre a situação da pernambucana Vitória Alves Jesumary, 37 anos, e sua filha Sofia, 3. As duas estão há dez dias refugiadas na embaixada brasileira na capital norueguesa. Vitória procurou o local depois de saber que o Barnevernet, o conselho tutelar local, queria levar a menina para ser assistida pelo programa – ou mesmo por outra família, como é prática comum naquele país. O ministro conselheiro da embaixada, Francisco Catunda Resende, que também participa do encontro de hoje, disse que ele e o embaixador Macieira estiveram na quarta-feira (4) reunidos com o conselho tutelar norueguês para chegar a um entendimento.

“Mencionamos que a única alternativa possível para ambas seria a volta para o Brasil. Os integrantes do conselho ainda sugeriram que elas permanecessem no país, em uma casa do governo, para ficar em observação. Nós não abrimos mão do retorno das duas”, disse ele. Ficou acertado que o governo pernambucano enviasse para o Ministério das Relações Exteriores um laudo mostrando que os familiares de Vitória e Sofia têm condições de receber e cuidar da mãe e da filha. Vitória é olindense, enquanto Sofia nasceu em São Paulo.

 Menina começa a dar sinais de estresse

Há dias vivendo no ambiente fechado, a criança começa a dar sinais de estresse: quer sair para brincar, mas está impedida: se pisar em solo norueguês, será recolhida pelo governo. “Elas estão bem instaladas, não geram qualquer problema para nós, mas, para as duas, está sendo muito difícil. Sofia precisa sair, precisa de outro ar, ficar o tempo inteiro aqui não é bom, um escritório não é a mesma coisa de uma casa”, diz a vice-cônsul Joana Maria Hjelm, acrescentando que mãe e filha estão alojadas em uma pequena sala do edifício.

Vitória conta que, na rotina forçada pela situação de extrema delicadeza, tem tentado distrair a menina como pode. “A gente brinca, vê filmes… é como se estivéssemos em uma casa. Só que não podemos sair.” A olindense sabe que os dois governos estão conversando e espera pacientemente o desfecho do problema, que revelou a história de várias outras mães brasileiras que perderam a guarda dos filhos para o governo da Noruega, como noticiado ontem e anteontem pelo JC.

Segundo Francisco Catunda Resende, o laudo é importante porque vai demonstrar que as brasileiras tem uma estrutura familiar no País. “Com isso, damos satisfação ao conselho. Muitas vezes, pensa-se que quem volta vai viver mal, sem condições. Eles chegaram a perguntar se a menina não iria viver melhor na Noruega”, contou. Resende está confiante: se no início da crise, no dia 28, o Barnevernet se mostrou inflexível, já há sinais de que Vitória e Sofia, após a entrega do laudo, podem voltar em breve para casa. Não há, no entanto, previsão de quando o documento ficará pronto para ser enviado ao Ministério das Relações Exteriores. O laudo foi realizado ontem em uma das unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras 7, no Varadouro) e envolveu três membros da família de Vitória mais uma equipe multidisciplinar, que procurou informações sobre a estrutura familiar brasileira da refugiada, que também tem parentes em São Paulo.

Hoje, o advogado de Vitória, o norueguês Sindre Lovgaard, também se reúne com o conselho tutelar. Segundo a embaixada brasileira em Oslo, ele vai reiterar a posição de Macieira e Resende e informar que a única negociação possível é de que mãe e filha voltem ao Brasil. Após as duas ficarem abrigadas na embaixada, o pai da menina, o chileno naturalizado norueguês Alberto Kroff, abriu mão da guarda da criança.

O casal, que morava na Noruega há três anos, estava separado desde maio e brigava na Justiça pela criação de Sofia. Desde então, Vitória vinha se mantendo em parte com ajuda do governo do País. “Agradecemos bastante esse cuidado com ela. Mas ressaltamos que agora é hora desse trabalho ser do Brasil”, disse o ministro conselheiro, natural do Ceará. Amanhã, acontece uma passeata de apoio tanto às brasileiras refugiadas quanto às diversas mães e pais que já perderam seus filhos para o governo local. A concentração será na frente da embaixada. Depois, o grupo segue até o parlamento.

 

 

Jornal do Commercio

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