Óleo em praias: Justiça determina que governo federal e Ibama realizem estudo em ecossistemas atingidos

Por G1 PE

Voluntários removem óleo de corais na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Voluntários removem óleo de corais na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça Federal determinou que o governo federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) adotem uma série de medidas diante do surgimento de óleo nas praias de Pernambuco. Após uma audiência, ficou decidido que a União deverá, em 20 dias, realizar vistoria e estudo em todos os ecossistemas do litoral, além de verificar a eficácia das ações de prevenção.

A decisão ocorreu após uma audiência que havia sido determinada a partir de uma liminar que obrigou a União a implementar medidas para recolher o óleo e proteger áreas sensíveis do estado. Essa reunião aconteceu na sexta-feira (25) e foi designada pelo juiz federal Augusto Cesar de Carvalho Leal.

Nesta segunda-feira (28), o Tribunal Regional Federal da 5º Região reconheceu o acordo e decretou a perda de objeto de recursos pedidos pelo governo federal e Ibama contra a liminar concedida anteriormente.

Na audiência, a União e o Ibama assumiram o compromisso de formar um grupo de trabalho em parceria com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e quaisquer órgãos forem julgados relevantes.

A atuação do grupo de trabalho deverá ser acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF). O estudo deve ser feito em ecossistemas com sensibilidade mais crítica.

Além disso, os órgãos precisam conferir a efetividade das barreiras de proteção ou de outras medidas tecnicamente adequadas para cada cenário específico. Caso nenhuma ação tenha sido realizada, a Justiça Federal exige a adoção imediata.

A Justiça Federal também determinou a elaboração de notas técnicas sobre a situação de cada área e sobre as medidas adotadas. Elas devem ser apresentadas a cada cinco dias.

Outra medida acordada com o governo foi a de encaminhar para os órgãos pertinentes do estado orientações técnicas elaboradas pela consultoria internacional da Federação Internacional de Poluição por Petroleiros (ITOPF, na sigla em inglês).

Essas orientações abordam a retirada manual de óleo em manguezais e de áreas rochosas, gestão de resíduos, além de recuperação manual assistida por máquina e recuperação mecânica. Os documentos devem ser publicados, até a quarta-feira (30), na internet.

A decisão substitui a liminar anterior, que estabeleceu multa de R$ 50 mil para descumprimento, e determinou a implementação de barreiras de proteção com equipamentos adequados, além do monitoramento nos ecossistemas mais sensíveis da costa pernambucana, como manguezais, áreas de estuário e recifes de coral.

Cidades afetadas

Entre o dia 17 de outubro e a sexta-feira (25), foram recolhidas 1.447 toneladas de óleo no estado. Desde setembro até domingo (27), foram atingidos 13 municípios: BarreirosCabo de Santo AgostinhoGoianaItamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, OlindaPaulista, Recife, Rio Formoso, São José da Coroa Grande, Sirinhaém Tamandaré.

O desastre ambiental no litoral nordestino deixou o setor turístico apreensivo, com diminuição de reservas em hotéis de Pernambuco nos próximos meses. Pescadores também registraram uma queda significativa na venda de frutos do mar.

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Caranguejos ficam em meio a óleo em manguezais afetados pelo desastre ambiental no litoral nordestino

Por Beatriz Castro, TV Globo

óleo que atingiu praias do Nordeste preocupa ambientalistas e estudiosos, pois invadiu estuários de rios e manguezais em Pernambuco. Um dos locais afetados é o Rio Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul, onde um pesquisador fez imagens do impacto na área, um berçário natural rico em biodiversidade.

As imagens mostram que o óleo invadiu a casa dos caranguejos, uma área de transição onde a água salgada do mar se mistura à água doce do rio. Com isso, estes passaram a encontrar, em vez de alimento, material tóxico

Desde setembro, também foram afetados o Rio Persinunga e Rio Una (São José da Coroa Grande), Rio Maracaípe (Ipojuca), Rio Massangana (Cabo de Santo Agostinho), Rio Sirinhaém (Sirinhaém), Porto do Recife (Recife), Rio Paratibe (Paulista), Rio Doce (Olinda) e o Rio Jaguaribe e Canal de Santa Cruz (Ilha de Itamaracá).

Manguezais em Pernambuco são atingidos por óleo que assola costa brasileira desde setembro — Foto: Clemente Coelho Júnior/Divulgação

Manguezais em Pernambuco são atingidos por óleo que assola costa brasileira desde setembro — Foto: Clemente Coelho Júnior/Divulgação

As imagens dos caranguejos entre as raízes cobertas por óleo foram feitas pelo professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), Clemente Coelho Júnior. Segundo o pesquisador, o impacto no mangue é inestimável.

“Essas raízes são extremamente importantes para a árvore, são raízes respiratórias. Uma vez que são recobertas por óleo, ocorre o sufocamento dessas raízes, consequentemente prejudicando a árvore. Não existe protocolo, no mundo, de limpeza de óleo no mangue”, disse o pesquisador.

Estima-se que em torno de 60% a 70% das espécies de importância econômica, utilizados na pesca, utilizam, em pelo menos uma fase da vida, os ambientes afetados pelo óleo. Segundo o pescador Sandro Francisco Barbosa, o problema tem afetado o sustento de quem vive do mar.

“Há mais de uma semana, praticamente 15 dias, que a gente não pesca. E o peixe que eu tenho em casa, ninguém quer comprar, porque está com suspeita de estar contaminado. E eu não estou nem querendo vender, porque não quero colocar em risco os meus clientes”, contou.

Rio Mamucabas

Outro local afetado pelo óleo é a Praia da Boca da Barra, em Tamandaré, no Litoral Sul do estado, onde fica o estuário do Rio Mamucabas, uma área de proteção ambiental rica em biodiversidade e ameaçada por esse desastre ambiental.

Esse estuário é o endereço do peixe mero, uma espécie criticamente ameaçada de extinção. Dóceis e grandes, os meros vão até Tamandaré na fase de crescimento, segundo o supervisor do projeto Meros do Brasil, Lucian Interaminense.

Estuário do Rio Mamucabas foi afetado por óleo que vem do mar — Foto: Reprodução/TV Globo

Estuário do Rio Mamucabas foi afetado por óleo que vem do mar — Foto: Reprodução/TV Globo

“Na fase juvenil, ele fica entre quatro e sete anos, para depois se jogar para o mar. Então, os manguezais, o estuário, eles são importantes para a alimentação e proteção desses indivíduos jovens”, disse.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Tamandaré, Manoel Pedrosa, a situação dos manguezais exige maior atenção. “Na maré seca, a água fica confinada, então todo sedimento que está poluído, com óleo, vai soltando as partículas e isso pode prejudicar a coluna d’água”, afirmou.

O óleo no fundo do rio atraiu outro tipo de voluntário, como o geógrafo Danilo Carvalho. Ele usava luvas, nadadeiras e máscara para mergulhar, com raça e fôlego, para limpar o leito do Rio Mamucabas. “[A mancha tem] de 150 a 200 metros de extensão. Ela começa fina, em direção à foz do rio, no sentido ao mar, e no sentido do estuário. Tem uma espessura de até 20 centímetros”, contou.

Raízes nos manguezais ficaram cobertas por óleo no Litoral de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Raízes nos manguezais ficaram cobertas por óleo no Litoral de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Por causa desse desastre ambiental inédito, muitos problemas surgiram, sem que haja um protocolo ou uma estratégia de ação definida pelos técnicos. Nove dias depois que o óleo chegou ao leito do Rio Mamucabas, os órgãos ambientais ainda estudam o que fazer. Enquanto isso, se torna cada vez mais difícil retirar o óleo, que está depositado no fundo do rio.

Por isso, os voluntários decidiram não esperar. A cada mergulho, o eletricista Jailson José da Silva recolhia mais resíduos. “Nós estamos aqui na força, precisando de ajuda do governo estadual, do governo federal, que está chegando agora e o tempo está se esgotando, porque o óleo está sendo soterrado e sendo carregado para o mar novamente”, declarou.

A recomendação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) é de não entrar na água enquanto o protocolo não fica pronto. Os militares obedecem, mas voluntários, não. Segundo a superintendente do órgão em Pernambuco, Lisânia Pedrosa, a elaboração do protocolo foi iniciada para estabelecer as medidas mais adequadas para lidar com a chegada do óleo às praias.

Caixas vazadas são usadas para remover óleo de estuário de rio em Tamandaré — Foto: Reprodução/TV Globo

Caixas vazadas são usadas para remover óleo de estuário de rio em Tamandaré — Foto: Reprodução/TV Globo

“Nós estamos avaliando com técnicos especializados as medidas mais adequadas para estabelecer um protocolo, que já está sendo montado, para que se retire do leito do rio as camadas de óleo que ficaram soterradas, de forma segura, e tenham o menor impacto ambiental possível. Pisoteiam em cima dessa camada, muita gente movimentando, isso pode atrapalhar mais porque afunda mais o petróleo no leito do rio e aí dificulta mais ainda”, explicou Lisânia.

A prefeitura de Tamandaré improvisou um equipamento para retirar o óleo, usando um trator para puxar caixas vazadas com grades, que tiravam a areia, junto com o óleo do fundo do rio. Segundo o prefeito Sérgio Hacker (PSB), o improviso supre a necessidade da técnica, que ainda não existe.

“Infelizmente, a gente cobrou a solução e, como não existe esse protocolo, que está sendo criado, a gente vai continuar com os voluntários fazendo a retirada manual desse material do leito do rio”, disse Hacker. Ele informou que foram removidas 20 toneladas de óleo do local.

Cidades afetadas

Entre o dia 17 de outubro e a sexta-feira (25), foram recolhidas 1.447 toneladas de óleo no estado. Desde setembro até este domingo (27), foram atingidos 13 municípios: Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, GoianaItamaracáIpojucaJaboatão dos GuararapesOlindaPaulistaRecifeRio FormosoSão José da Coroa GrandeSirinhaém e Tamandaré.

O volume de óleo começou a ser contabilizado em 17 de outubro porque foi quando, depois de quase um mês, as manchas voltaram a aparecer em Pernambuco e atingiram São José da Coroa Grande, município da Zona da Mata que teve o decreto de situação de emergência reconhecido pelo governo federal. Itamaracá foi a cidade mais recentemente afetada.

O desastre ambiental no litoral nordestino deixou o setor turístico apreensivo, com diminuição de reservas em hotéis de Pernambuco nos próximos meses.

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Óleo no litoral: pescadores prejudicados fazem cadastro social para receber seguro defeso

Por G1 PE e TV Globo

Com as dificuldades enfrentadas por pescadores e marisqueiros para retomar o trabalho após o óleo atingir praias e manguezais, o governo de Pernambuco iniciou um cadastro desses trabalhadores. Também foi solicitada uma audiência no Ministério da Agricultura, em Brasília, sobre o pagamento do seguro defeso aos profissionais que estão sem trabalhar

O auxílio é de um salário mínimo e, de acordo com o governo federal, deve ser pago aos que já são beneficiários, segundo o o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto. “Aqui em Pernambuco, apenas quem pesca lagosta tem direito. A gente está falando aí, no máximo, de 400 pessoas. Esse seguro tem que ser pago a todos os pescadores”, disse.

Segundo o secretário, o governador Paulo Câmara (PSB) enviou um documento ao Ministério da Agricultura na sexta-feira (25), e, em paralelo, equipes têm feito um levantamento para contabilizar a quantidade de trabalhadores prejudicados pelo óleo.

Pescadores fazem cadastro com profissionais da prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Pescadores fazem cadastro com profissionais da prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

“A gente precisa chegar no Ministério dizendo o número. Essas pessoas não estão vendendo seus produtos porque não querem. Pela legislação brasileira, pelo Plano de Contingência, a responsabilidade é do governo federal enquanto não se identificar o agente poluidor”, afirmou Peixoto.

O trabalho acontece em municípios como o Cabo de Santo Agostinho, que teve praias afetadas pelo óleo. “Estamos fazendo esse cadastro, um estudo socioeconômico, de composição familiar. A gente faz essa identificação e verifica qual a necessidade emergencial”, contou a secretária de Programas Sociais, Edna Gomes.

Para a proteção de estuários, berçário de espécies marinhas, o governo estadual decidiu detectar quais os pontos têm óleo para fazer um trabalho de perfuração. “Desde o primeiro dia, o óleo sedimentou quando entrou em contato com a água doce e a maré vem e traz areia”, explicou o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti.

Diante dessa movimentação natural, autoridades estaduais optaram por utilizar máquinas para retirar o óleo enterrado. “Ficou indicado, inclusive, trazer uma bomba de sucção. Se colocar uma retroescavadeira, pode tirar 80% do óleo, mas vai enterrar os outros 20%”, afirmou Bertotti.

Trabalho voluntário

Desde que o óleo voltou a atingir o litoral pernambucano, no dia 17 de outubro, voluntários dedicam horas para ajudar na limpeza das praias do estado. Apesar da presença das Forças Armadas, locais como Itamaracá continuaram a receber o apoio do trabalho voluntário. Luciana Naira é uma dessas pessoas que trocaram os momentos de folga pela limpeza da costa

“O que nos motiva é ver que, se não fizermos, não vai ter quem faça. Já chorei bastante, mas quando a gente olha um para o outro, a gente dá a mão e segue”, disse a voluntária.

As roupas de banho perderam lugar temporariamente para calças, blusas de manga, chapéu, máscara e bota, itens de equipamento de proteção individual (EPI) para tirar o óleo que se espalha pelo litoral pernambucano.

Os voluntários também receberam doações de lanches e água para conseguirem realizar a limpeza. “A gente passa a semana toda recolhendo doações e divulgando nas redes sociais para conseguir mais insumos”, declarou a voluntária Beatriz Amaral.

Outros jovens também se mobilizaram para limpar as praias. Entre eles, um grupo de Carpina, na Zona da Mata. “Estou fazendo meu papel de cidadão. Não é perder um domingo, é ganhar um domingo porque estamos fazendo uma benfeitoria que vai beneficiar a gente e a população”, contou o voluntário Sérgio Moura.

Ao chegarem ao Grande Recife, eles receberam EPIs e um treinamento básico para o primeiro dia de voluntariado. “Quando fico em casa, fico angustiada de não estar aqui ajudando, fazendo alguma coisa que está ao meu alcance para minimizar os danos”, afirmou Camille Azevedo.

Cidades afetadas

Entre o dia 17 de outubro e a sexta-feira (25), foram recolhidas 1.447 toneladas de óleo no estado. Desde setembro até domingo (27), foram atingidos 13 municípios: Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Goiana, Itamaracá, IpojucaJaboatão dos GuararapesOlindaPaulistaRecifeRio FormosoSão José da Coroa GrandeSirinhaém e Tamandaré.

O volume de óleo começou a ser contabilizado em 17 de outubro porque foi quando, depois de quase um mês, as manchas voltaram a aparecer em Pernambuco e atingiram São José da Coroa Grande, município da Zona da Mata que teve o decreto de situação de emergência reconhecido pelo governo federal.

O desastre ambiental no litoral nordestino deixou o setor turístico apreensivo, com diminuição de reservas em hotéis de Pernambuco nos próximos meses.

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Homem fica ferido durante incêndio no quarto de casa e é resgatado por vizinhos no Recife

Por G1 PE

Um homem ficou ferido durante um incêndio em uma casa na Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife, na madrugada deste domingo (27). Segundo o Corpo de Bombeiros, ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus e foi levado para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, no Centro da capital.

A casa onde ocorreu o incêndio fica na Rua Rio Morno. O registro da ocorrência no Corpo de Bombeiros foi feito às 4h43 e duas viaturas de combate ao fogo foram enviados ao local.

O incêndio ficou concentrado no quarto da residência. Quando os bombeiros chegaram ao local, a vítima já tinha sido retirada de dentro da casa pelos vizinhos, que também já tinham iniciado o combate ao fogo.

Os bombeiros levaram o homem ferido para o HR. Apesar dos ferimentos, ele estava consciente e orientado, segundo a corporação.

Como o nome da vítima não foi divulgado pelo Corpo de Bombeiros, a reportagem não teve acesso ao estado de saúde.

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Exportação de frutas no Vale do São Francisco deverá bater recorde

Por Globo Rural

A exportação de frutas deverá bater recorde no Vale do São Francisco, em Pernambuco. A produção de manga e de uva está superando as expectativas.

Este é considerado o melhor semestre para os produtores de uva locais. Um alívio e tanto, já que 2018 foi um ano difícil. Problemas climáticos e o surgimento de pragas diminuíram as vendas para o exterior em 16%. O mercado europeu é o principal comprador.

Para este ano, a expectativa é exportar 45 mil toneladas, um aumento de 28% sobre o ano passado.

A manga também se recuperou. Até o fim de 2019 as exportações da fruta devem ter um crescimento de 42%.

Se o bom ritmo for mantido, a região pode alcançar a marca recorde de R$ 1 bilhão em exportações de manga e uva no final da safra.

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‘O óleo destruiu as nossas vidas’, diz catadora de mariscos afetada por desastre no litoral de Pernambuco

Por Antonio Coelho, TV Globo

“O óleo destruiu as nossas vidas”. A frase é da catadora de mariscos Maria de Cássia da Silva, que depende dos pescados para sobreviver, na praia de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, um dos municípios atingidos pelo desastre ambiental em Pernambuco.

O surgimento das manchas no litoral do município, no Grande Recife, afetou também outros profissionais, como donos de bares e barracas e barqueiros. A colônia de pescadores do município estima que 1.800 pessoas estão paradas desde o aparecimento do óleo, na sexta-feira (18).

Balanço divulgado pelo governo do estado, na quarta-feira (23), aponta que quase mil toneladas de óleo foram retiradas das praias pernambucanas, em sete dias. Nesta quinta-feira (24), foram atingidas áreas de Itamaracá e outras localidades de Paulista, na Região Metropolitana.

Maria de Cássia falou sobre o sentimento de quem depende da pesca em áreas atingidas pelas manchas no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Maria de Cássia falou sobre o sentimento de quem depende da pesca em áreas atingidas pelas manchas no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Maria de Cássia afirmou, nesta quinta-feira (24), que depende da coleta de mariscos para sustentar quatro filhos e o marido, que está desempregado. Sem poder trabalhar por causa do óleo, ela afirma que está esperando providências das autoridades.

“A gente não tem resposta do governo. O pessoal da prefeitura do Cabo começou a fazer um cadastramento, mas a gente não sabe o que é e para que é”, afirma.

Como os clientes deixaram de ir à praia, Maria de Cássia diz que conta com a ajuda da mãe, que é aposentada. “Estamos de mãos atadas”, declara.

Na praia de Suape, os pescadores também estão parados. A colônia tem 800 cadastrados e mais mil que atuam sem registro formal.

Mesas de bares e barracas estão vazias em praia no Cabo de Santo Agostinho, uma das cidades pernambucanas atingidas pelo óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Secretário da Colônia Z-8, Laílson Souza afirma que a situação é precária. “Não sabemos se os peixes estão contaminados nem se podemos pescar”, declara.

Sobre ajuda dos governos, o pescador diz que ninguém recebeu dinheiro na região. “Não temos informação de verba para pescadores nas áreas em apareceram o óleo. O dinheiro repassado durante a proibição da pesca de lagosta [defeso] saiu 30%, no ano passado”, afirmou.

Para Elinaldo dos Santos, que pesca e vende os produtos, a chegada do óleo representa a impossibilidade de trabalhar e de ganhar dinheiro. “Há dias, eu não vendo nada”, informa.

Barracas de praia estão sem clientes no Cabo de Santo Agostinho, uma das cidades de Pernambuco atingidas pelo óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Barracas de praia estão sem clientes no Cabo de Santo Agostinho, uma das cidades de Pernambuco atingidas pelo óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Para quem depende dos clientes para vender comidas e bebidas nas barracas da praia, o problema se agrava a cada dia. A orla está vazia.

Em um dos trechos de Suape, oito barraqueiros costumavam receber os consumidores em dias normais. Agora, os equipamentos estão guardados e há guarda-sol fechado em todos os lugares.

“Em dia normal, a gente recebe até 60 pessoas. Hoje [quinta], foram só quatro mesas. O movimento está muito fraco e gente não sabe o que fazer”, declara Áurea Célia, que tem uma barraca na área.

Uma das trabalhadoras mais antigas do local, ela foi a única que saiu de casa para tentar conseguir algum dinheiro, nesta quinta. “Os turistas sumiram”, resume.

Avanço

Com a chegada do óleo às praias do Pilar e Jaguaribe, em Itamaracá, subiu para dez o número de cidades pernambucanas com registro da substância desde o reaparecimento das manchas no estado, em 17 de outubro (veja vídeo acima).

Também foram atingidas pelo óleo as cidades de São José da Coroa GrandeJaboatão dos GuararapesBarreiros, TamandaréRio FormosoSirinhaémIpojuca, Cabo de Santo Agostinho e Paulista.

Consumo e riscos

Os governos federal e estadual reforçaram que não há restrição de venda. Os produtos vêm sendo acompanhados e não há elementos que apontem contaminação. Um dos pontos que pode ser observado pelos consumidores é a questão do Selo de Inspeção Federal (SIF).

A professora de química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ana Paula Paim, explicou que, além do cuidado ao entrar em contato físico com o óleo, que pode causar doenças como dermatite, é preciso evitar a inalação da substância, mesmo que cada corpo tenha uma reação diferente.

Intoxicação

Pessoas que ajudaram a remover o óleo encontrado nas praias de Pernambuco relataram ter sentido diversos sintomas após o contato com a substância.

Ao menos 17 foram socorridas a um hospital de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, relatando dor de cabeça, enjoo, vômitos, erupções e pontos vermelhos na pele. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, há outros dois casos relatados em Ipojuca, no Grande Recife.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quinta-feira (24) que pessoas intoxicadas durante o trabalho de limpeza do óleo em praias do Nordeste usaram produtos tóxicos para limpar o petróleo cru que grudou na pele.

Mandetta pediu que população evite contato direto e indireto com o petróleo cru, mas atribuiu problemas de saúde às soluções para retirar o óleo da pele.

Ao G1, os voluntários entrevistados negaram o uso de produtos tóxicos. O diretor-clínico do Hospital Osmina Omena de Oliveira, em São José da Coroa Grande, Marcello Neves, afirmou que “em nenhum momento foi relatado o uso de qualquer substância, além de óleo de cozinha ou água e sabão”.

Vídeo mostra óleo sedimentado e submerso em meio a recifes em Pernambuco

Vídeo mostra óleo sedimentado e submerso em meio a recifes em Pernambuco

Água

Dias depois da limpeza do óleo que atingiu a Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, blocos da substância foram encontrados sedimentados dentro da água, no fundo, em meio a recifes.

Um pesquisador do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou o material próximo a corais e peixes.

As imagens foram feitas na quarta-feira (23), pelo oceanógrafo Paulo Carvalho. O óleo chegou à Praia do Paiva na segunda-feira (21).

Nesta quinta-feira (24), amostras de água da Praia do Paiva e outras afetadas pelo desastre começaram a ser coletadas como parte de uma pesquisa que busca entender os riscos para o meio ambiente e para a população. O trabalho de coleta é feito pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) e a análise, pela UFPE.

Segundo Paulo Carvalho, que também desenvolve uma pesquisa na universidade desde antes do desastre, a análise dos peixes nativos dos locais afetados é importante para saber os efeitos do incidente.

Óleo em Pernambuco

O primeiro município atingido pelo óleo em Pernambuco, em 17 de outubro, foi São José da Coroa Grande, no Litoral Sul. Na quarta-feira (23), teve o decreto de situação de emergência reconhecido pelo governo federal

Na quarta-feira, representantes de 15 prefeituras se reuniram com o governo estadual para planejar ações de prevenção e contenção do óleo.

Também na quarta, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou um edital de R$ 2,5 milhões para 12 projetos de pesquisa para analisar a toxicidade do petróleo e seus efeitos na água, ecossistema e alimentação.

Especialistas afirmam que o impacto do óleo no meio ambiente vai durar décadas, com prejuízo para espécies marinhas, para toda a cadeia alimentar e para os seres humanos.

Além do recobrimento de praias, arrecifes, mangues e solos rochosos, que são difíceis de serem limpos, os fragmentos se decompõem e há moléculas nocivas ao ecossistema e à fauna.

Desde a terça-feira (22), o Exército passou a trabalhar também na limpeza do litoral pernambucano, após determinação do vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB). Até então, voluntários estavam se deslocando até os locais afetados para fazer a limpeza.

Na quarta, o governo federal anunciou que vai solicitar formalmente à Organização dos Estados Americanos para que a Venezuela se manifeste oficialmente sobre o óleo.

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Satélite, aeronave, matemática e sonares: entenda as ações e os desafios na busca da origem das manchas de óleo no Nordeste

Por Patrícia Figueiredo e Elida Oliveira, G1

Mancha de óleo é encontrada em Suape, no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Mancha de óleo é encontrada em Suape, no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Monitoramento remoto, observação em campo, modelagens matemáticas, sonares e patrulha naval: de acordo com especialistas ouvidos pelo G1, diferentes medidas já são ou poderiam ser aplicadas para localizar a origem do óleo que está poluindo as praias do Nordeste.

Confira abaixo os principais aspectos de cada uma e, em seguida, o que está sendo feito em relação a essas opções:

Análise de imagens de satélites

Desde o dia 2 de setembro, técnicos do Instituto Nacional de Meio Ambiente (Ibama) monitoram imagens de satélite para tentar localizar a origem das manchas de óleo, que apareceram pela primeira vez em 30 de agosto, na Paraíba. As imagens captam uma área de 200 km por 200 km, segundo Pedro Bignelli, coordenador geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), do Ibama. Segundo ele, são quatro a cinco imagens analisadas por dia. No entanto as imagens não mostram a origem do óleo. Apesar disso, a análise segue sendo feita todos os dias.

  • Expectativa: encontrar algum indício que delimite a área de buscas
  • Desafio: satélite só capta imagens na superfície da água, mas a densidade do óleo o coloca na subsuperfície, o que torna difícil a identificação de manchas antes de surgirem próximas à orla; há ainda baixa disponibilidade de imagens, sobretudo nas águas internacionais

Sobrevoos

O Ibama disponibilizou um avião e dois helicópteros para que sejam feitos sobrevoos em busca da origem do óleo.

  • Expectativa: localizar manchas de óleo em alto mar que indiquem a origem do vazamento e ajudar a evitar que manchas perto da costa cheguem às praias
  • Desafio: o óleo viaja na subsuperfície e portanto as manchas só são visíveis quando chegam perto do litoral; entretanto, ao menos uma destas ações resultou na contenção da mancha antes de chegar ao litoral. O caso aconteceu em Pernambuco

Monitoramento de navios

No início do mês de outubro a Marinha do Brasil fez uma triagem das informações do tráfego mercante no Nordeste e notificou 30 navios-tanque de 10 diferentes bandeiras a prestarem esclarecimentos na investigação.

Foram analisados quase 1.100 navios-tanque que circularam entre 1º de agosto e 1º de setembro em uma área de 800 km de distância da costa brasileira, entre Sergipe e Rio Grande do Norte.

Segundo a Marinha, foram contatadas as autoridades competentes dos países de origem dos navios, com apoio da Organização Marítima Internacional e da Polícia Federal.

  • Expectativa: localizar navios suspeitos que poderiam estar envolvidos no vazamento
  • Desafio: grande quantidade de navios suspeitos e possível existência de embarcações ilegais, que não são monitoradas

Patrulhamento naval e ‘aviso aos navegantes’

De acordo com a Marinha, já foram usados 16 navios no patrulhamento das águas. Outra ação foi a divulgação do ‘Aviso aos Navegantes’, um documento em que a Marinha solicita a marinheiros e tripulantes que reportem qualquer informação sob suspeita.

  • Expectativa: encontrar pista que leve à localização da origem do óleo
  • Desafio: patrulhar a costa, que tem mais de 2 mil quilômetros de extensão, com 16 navios; conseguir informação de qualidade por meio do informe

Rastreamento com sonar

Identificar a origem do óleo por meio do rastreamento com sonar – equipamento que emite ondas sonoras e pode ajuda a localizar objetos no fundo do mar – ainda não é uma alternativa viável, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1.

Em nota, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) afirmou que o sonar é uma boa alternativa quando a área já está delimitada, o que não é o caso em relação às manchas de óleo que estão aparecendo no Nordeste. “Os equipamentos com sonar são úteis para identificar um vazamento, por exemplo, se você já tem uma ideia da origem, mas não são úteis quando a área de rastreamento é enorme”, afirmou. “Isso seria muito lento”.

Esta é a mesma dificuldade apontada pelo Cenima. A hipótese de que o óleo está vindo do alto mar ainda não pode ser comprovada devido à abrangência da área de rastreamento. “É praticamente todo o Nordeste”, diz Bignelli. “Estamos concentrando todos os esforços para localizar a fonte ou ao menos para localizar uma mancha. Quando a encontrarmos em alto mar, delimitaremos a área e, a partir dali pra frente, a Marinha poderia entrar com um sonar”, afirma Bignelli.

  • Expectativa: encontrar um suposto navio de onde poderia estar vazando o óleo (a hipótese não é a única e nem mesmo definida) ou manchas em deslocamento em alto mar
  • Desafio: grande área de rastreamento

Análises laboratoriais

Exames em laboratório feitos verificaram a origem do óleo encontrado nas praias brasileiras. Uma análise da UFBA concluiu que o óleo é da Venezuela. Os exames feitos pela Petrobras no Cenpes teriam chegado à mesma conclusão mas, oficialmente, a empresa diz apenas que o óleo não é produzido pela companhia. Apesar disso, a indicação da nacionalidade do óleo não deu indícios de onde pode ter ocorrido o derramamento.

  • Expectativa: localizar a origem do vazamento
  • Desafio: a nacionalidade da substância não revela necessariamente onde ocorreu o vazamento
Professor Ronaldo Gonçalves analisa amostra de petróleo cru em laboratório — Foto: Divulgação/Centro Universitário FEI

Professor Ronaldo Gonçalves analisa amostra de petróleo cru em laboratório — Foto: Divulgação/Centro Universitário FEI

Modelagem matemática

Diversas universidades têm feito estudos de correntes marítimas para tentar apontar hipóteses da origem do óleo. Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criaram um modelo reverso que parte dos locais onde as manchas foram encontradas para rastrear a possível origem do óleo. Com a ajuda desse registro reverso, eles conseguiram estimar a atuação de correntes marinhas no Atlântico e chegaram ao possível ponto de origem a 700km do litoral de Sergipe e Alagoas.

Além da UFRJ, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) também realizam pesquisas sobre o local de vazamento.

De acordo com o Cenima, aviões do Ibama estão sobrevoando as áreas indicadas por pesquisadores das universidades para checar as hipóteses levantadas.

  • Expectativa: delimitar as áreas de busca de acordo com o surgimento das manchas na costa
  • Desafio: as hipóteses ainda não foram confirmadas devido à grande área de rastreamento, segundo Pedro Bignelli, coordenador geral do Cenima
Cientistas da UFRJ determinam área mais provável de origem do óleo no Nordeste

Cientistas da UFRJ determinam área mais provável de origem do óleo no Nordeste

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Vídeo mostra óleo sedimentado e submerso na Praia do Paiva, em meio a recifes

Por Pedro Alves, G1 PE

Vídeo mostra óleo sedimentado e submerso em meio a recifes em Pernambuco

Vídeo mostra óleo sedimentado e submerso em meio a recifes em Pernambuco

Dias depois da limpeza do óleo que atingiu a Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, blocos da substância foram encontrados sedimentados dentro da água, no fundo, em meio a recifes. Um pesquisador do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou o material próximo a corais e peixes (veja vídeo acima).

As imagens foram feitas na quarta-feira (23), pelo oceanógrafo Paulo Carvalho. O óleo chegou à Praia do Paiva na segunda-feira (21).

“O óleo estava submerso numa área onde está a maior parte das piscinas naturais do Paiva. Há placas significativas da substância, numa região arenosa. São placas muito grandes, mas também há fragmentos pequenos, que ficam impregnados às pedras, nesses casos, é ainda mais difícil de remover”, afirmou o professor.

Imagens mostram que óleo ameaça corais em Pernambuco

Imagens mostram que óleo ameaça corais em Pernambuco

Paulo Carvalho, que desenvolve uma pesquisa na área de poluição aquática, foi até os locais atingidos para avaliar efeitos do desastre ambiental nos peixes. Segundo ele, o petróleo que chegou à costa pernambucana apresenta sinais de dissolução.

“Esse petróleo está chegando emulsificado. Embora isso facilite a remoção, é impossível tirar os pequenos fragmentos e ele já está iniciando um processo de gradativa dissolução. Em alguns locais, depois da retirada, é possível ver uma nata de óleo na superfície. E isso, sem dúvidas, afeta todos os organismos vivos que estão nesse ambiente”, disse o pesquisador.

Óleo sedimentado e submerso foi encontrado em meio a corais na Praia do Paiva — Foto: Paulo Carvalho/Reprodução/WhatsApp

Óleo sedimentado e submerso foi encontrado em meio a corais na Praia do Paiva — Foto: Paulo Carvalho/Reprodução/WhatsApp

Nesta quinta-feira (24), amostras de água da Praia do Paiva e outras afetadas pelo desastre começaram a ser coletadas como parte de uma pesquisa que busca entender os riscos para o meio ambiente e para a população. O trabalho de coleta é feito pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) e a análise, pela UFPE.

Segundo Paulo Carvalho, que também desenvolve uma pesquisa na universidade desde antes do desastre, a análise dos peixes nativos dos locais afetados é importante para saber os efeitos do incidente.

“Temos uma espécie de peixe conhecida como ‘donzelinha’ e é tida como sentinela de mudanças biológicas. Vamos analisá-la nesse momento posterior às manchas para saber os efeitos desse petróleo”, diz Paulo.

Óleo em Pernambuco

Entre o dia 17 de outubro e a quarta-feira (24), mais de 958 toneladas de resíduos recolhidas, em Pernambuco. No período, foram atingidos 10 municípios, sendo que Itamaracá, no Litoral Norte, registrou a substância nesta quinta-feira (24). O primeiro deles foi São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, que, na quarta-feira (23), teve o decreto de situação de emergência reconhecido pelo governo federal.

No município, 17 pessoas que tiveram contato com o petróleo foram ao hospitalcom sintomas provocados por reação à substância.

Além de Itamaracá e São José da Coroa Grande, também foram atingidos pelo óleo PaulistaJaboatão dos GuararapesBarreirosTamandaréRio FormosoSirinhaémIpojuca Cabo de Santo Agostinho. O Recife montou barreiras para evitar a chegada do óleo aos estuários.

Na quarta-feira, representantes de 15 prefeituras se reuniram com o governo estadual para planejar ações de prevenção e contenção do óleo. Também na quarta, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou um edital de R$ 2,5 milhões para 12 projetos de pesquisa para analisar a toxicidade do petróleo e seus efeitos na água, ecossistema e alimentação.

Especialistas afirmam que o impacto do óleo no meio ambiente vai durar décadas, com prejuízo para espécies marinhas, para toda a cadeia alimentar e para os seres humanos. Além do recobrimento de praias, arrecifes, mangues e solos rochosos, que são difíceis de serem limpos, os fragmentos se decompõem e há moléculas nocivas ao ecossistema e à fauna.

Desde a terça-feira (22), o Exército passou a trabalhar também na limpeza do litoral pernambucano, após determinação do vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB). Até então, voluntários estavam se deslocando até os locais afetados para fazer a limpeza.

Na quarta, o governo federal anunciou que vai solicitar formalmente à Organização dos Estados Americanos para que a Venezuela se manifeste oficialmente sobre o óleo.

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Mulher é assassinada a tiros dentro de casa na frente da filha de cinco meses

Por G1 PE

Uma mulher foi assassinada a tiros, na frente da filha, na madrugada desta quinta-feira (24), em Maranguape II, em Paulista, no Grande Recife. De acordo com a Polícia Civil, Dinorah Cristina Barbosa da Silva estava dentro do quarto com o bebê cinco meses quando desconhecidos invadiram a casa e efetuaram os disparos de arma de fogo.

Ainda de acordo com a polícia, a criança, que estava na cama, não sofreu ferimentos. A Polícia Militar informou que outra mulher, que é a avó da criança, também estava na residência e não foi atingida.

Por meio de nota, a Polícia Civil disse que o crime foi cometido por dois homens que usavam capuz para cobrir o rosto. A vítima, de acordo com a polícia, estava desempregada. A polícia não informou a autoria nem a motivação do homicídio.

A corporação informou, ainda, que o caso foi registrado pela Força-Tarefa de Homicídios, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações vão ficar com a 7ª Delegacia de Homicídios (DHP).

O Conselho Tutelar de Paulista, que atua na área de Maranguape II, informou que não foi acionado para o caso. A entidade acredita que a criança está sob cuidados da avó ou de outros parentes.

Estatísticas

Em setembro deste ano, Pernambuco registrou 284 mortes violentas. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social (SDS), o número é 10,9% menor do que os 319 crimes do mesmo tipo contabilizados em setembro de 2018.

Ao todo, segundo a SDS, foram contabilizados cinco feminicídios (quando a mulher é morta por causa do gênero) em setembro de 2019, um a menos do que no mesmo período de 2018, quando foram registrados seis crimes do tipo.

Em 2019, também foram registrados 176 estupros, o que representa uma queda de 29,3% em relação aos 249 casos registrados em setembro de 2018.

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14ª Encontro Nordestino de Xaxado é realizado em Serra Talhada

Por G1 Caruaru

Encontro vai acontecer entre os dias 6 e 10 de novembro em Serra Talhada — Foto: Sebastião Costa/Divulgação

Encontro vai acontecer entre os dias 6 e 10 de novembro em Serra Talhada — Foto: Sebastião Costa/Divulgação

A Prefeitura de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, juntamente com a Fundação de Cultural Cabras de Lampião, vai realizar a 14ª edição do Encontro Nordestino de Xaxado. O encontro vai acontecer entre os dias 6 e 10 de novembro e tem o objetivo de manter e preservar a história do xaxado e da cultura do Sertão do Pajeú.

A iniciativa vai contar com apresentações do ritmo, oficina de dança, feira de artesanatos, mostra de comedoria sertaneja, shows musicais e passeios turísticos e ecológicos ao Sítio Passagem das Pedras e à Fazenda Pedreira.

O evento vai acontecer em três polos: na Estação do Forró, no Parque de Esculturas Ronaldo Aureliano e na Academia Serra-Talhadense de Letras. Confira a programação completa do evento no site da Fundação de Cultural Cabras de lampião.

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