Adolescente de 15 anos passa nove meses esperando gêmeos e após parto recebe apenas um bebê

Por Pedro Alves e Priscilla Aguiar, G1 PE

“Imagina o meu neto crescer pensando que o irmão dele foi levado? Se for erro das clínicas, vamos aceitar, mas se tinha outro bebê, vivo ou morto, o hospital vai ter que dar conta.” A frase é da empregada doméstica Daniela Santos, mãe de uma adolescente de 15 anos, que deu entrada em um hospital do Grande Recife achando que daria à luz gêmeos, mas só recebeu um dos meninos.

Durante nove meses, a família da adolescente, que não teve o nome divulgado, achava que ela estava grávida de gêmeos. Dois exames de ultrassom, um deles feito em agosto, com oito meses de gestação, mostravam dois fetos e atestavam “gravidez gemelar”.

Além disso, nos exames de pré-natal, as médicas diziam ter escutado batimentos cardíacos de duas crianças, sendo relatos da mãe da gestante.

Família montou quarto para bebês gêmeos, mas foi surpreendida ao hospital dizer que só havia um feto — Foto: Reprodução/WhatsApp

Família montou quarto para bebês gêmeos, mas foi surpreendida ao hospital dizer que só havia um feto — Foto: Reprodução/WhatsApp

A surpresa e a frustração vieram durante o parto, ocorrido no sábado (7), no Hospital Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes. Após a cesariana, os médicos disseram aos familiares da garota que havia apenas uma criança.

“Ela passou por quatro médicas no pré-natal e todas escutaram batimentos cardíacos de dois bebês. Na hora da cirurgia, disseram que só tinha um. Não quero acusar ninguém, mas quero saber onde está o erro. A família inteira se preparou. Fizemos o quarto com os nomes dos dois meninos. Agora, só tem um”, afirmou Daniela, nesta quinta-feira (12), em entrevista ao G1, por telefone.

A família, que mora em Jaboatão, se mobilizou financeira e emocionalmente para receber as duas crianças. Na parede, foram colocados os nomes Lucas e Luan, escolhidos pela jovem mãe.

Para os parentes da adolescente, não havia dúvidas. Os exames mostravam, inclusive, posições e medidas diferentes para cada um dos fetos. O parto foi realizado na unidade de saúde, onde, segundo a família, havia uma equipe médica compatível para o nascimento de gêmeos, incluindo duas pediatras. (Veja imagem abaixo)

Ultrassom mostra dois fetos em gestação de adolescente que recebeu apenas um bebê — Foto: Reprodução/WhatsApp

Ultrassom mostra dois fetos em gestação de adolescente que recebeu apenas um bebê — Foto: Reprodução/WhatsApp

“Me aborreci porque demorou 30 minutos para que me deixassem entrar na sala de parto, porque estavam esperando uma segunda pediatra. Eram duas justamente, porque haveria dois bebês. Quando entrei, já estavam mexendo na minha filha. Ela já estava aberta na mesa de cirurgia. Achei estranho, porque ela é menor de idade”, declara Daniela.

Um vídeo gravado em agosto, pelas irmãs da adolescente, que também são gêmeas, e enviado pela família, mostra um trecho da segunda ultrassom realizada na jovem.

É possível ouvir a médica conversando com a paciente e se referindo à gestação como sendo de dois bebês. Ela chega a apontar, na tela, onde supostamente vê cada uma das crianças.

“A cabecinha está bem em cima, desse aqui. O outro está com a cabecinha embaixo. Esse de cá está com a cabecinha bem aqui e o outro está sentado, com a cabeça para cima”, são algumas das informações repassadas pela médica à paciente.

“Minha filha é muito fechada, mas de vez em quando ela solta frases como ‘as coisas deles’, ‘o quarto deles’, como se fosse mais de um bebê. Os nomes seriam Lucas e Luan e, por isso, eu quis que ela registrasse meu neto como Lucas Luan, mas ela preferiu só Lucas”, diz Daniela

Investigação

O caso chegou à Polícia Civil. Nesta quinta-feira (12), a delegada Vilaneida Aguiar, responsável pela investigação, informou que intimou duas médicas que fizeram os exames para prestar esclarecimentos.

“Eu pedi para ela [a adolescente] trazer a ultrassom original e vou ao Instituto de Medicina Legal [IML], para pedir uma perícia nesses exames e para o médico constatar se são dois bebês. A gente também oficiou o hospital para informar onde está o corpo médico que atuou no parto”, afirma a delegada.

Ainda segundo Daniela Santos, o neto e a filha dela passam bem e receberam alta hospitalar. Segundo ela, o que a família espera, agora, é o esclarecimento dos fatos, para que possam buscar justiça.

“Fiz o registro na polícia e agora está nas mãos da justiça. O hospital diz que eu acompanhei todo o parto, mas quando entrei, minha filha já estava aberta. Eu só vi nascer um bebê, mas eu não estava preocupada com o que eles estavam fazendo, e sim sobre como minha filha estava”, diz Daniela Santos.

Resposta

Por meio de nota, o Hospital Guararapes informou que o parto ocorreu sem intercorrências e que, “diante dos exames de ultrassonografia realizados pela paciente em outras instituições e que demonstravam que ela estava com gestação gemelar”, preparou equipe assistencial “incluindo, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, compatível com o procedimento de cesariana.”

O hospital afirmou, ainda, que “a mãe da paciente estava presente no parto de sua filha e assistiu a todo o procedimento da equipe médica, desde o início da incisão para a cesariana até a saída do bebê e acompanhou todo o ato cirúrgico bem como a surpresa de toda a equipe ao constatar que havia apenas um bebê.”

Segundo a unidade hospitalar, a mãe “também acompanhou os procedimentos de verificação da equipe médica no intuito de ter a certeza de que não havia outro bebê, sendo, de fato, constatado que não se tratava de uma gestação gemelar.”

Por fim, o Hospital Guararapes informou que está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

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Caminhão com 2,4 toneladas de carne sem refrigeração é apreendido pela PRF

Por G1 PE

Caminhão com 2,4 toneladas de carne sem refrigeração foi apreendido pela PRF — Foto: PRF/Divulgação

Caminhão com 2,4 toneladas de carne sem refrigeração foi apreendido pela PRF — Foto: PRF/Divulgação

Um caminhão carregado com 2,4 toneladas de carne bovina e vísceras sem refrigeração foi apreendido, nesta quinta-feira (12), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A apreensão foi realizada na BR-101, em Ribeirão, cidade da Zona da Mata Sul de Pernambuco.

Segundo a PRF, a mercadoria era transportada em um caminhão que não tinha sistema de refrigeração. O policiamento estava no quilômetro 148 da rodovia e percebeu que um veículo tentava evitar a fiscalização ao transitar pelo acostamento e pegar a contramão em um retorno irregular.

Em vistoria feita no baú do caminhão, foram encontrados 2.400 quilos de carne bovina e vísceras para consumo humano, sem a devida refrigeração. Além disso, o motorista não possuía nota fiscal do produto.

A carne seguiria para o mercado público da cidade e tinha acabado de ser retirada de um matadouro. A PRF informou que o transporte de carnes sem a refrigeração adequada compromete a qualidade dos alimentos e põe em risco a saúde do consumidor.

O proprietário de veículo e da carga esteve no local e, de lá, foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Ribeirão, onde foi autuado por crime de “vender, ter em depósito para vender ou expor à venda mercadoria em condições impróprias para consumo.”

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Armas são apreendidas em presídio e agentes recolhem cola e cervejas jogadas por cima do muro

Por G1 PE

Pistola, revólver, munições, celulares e drogas foram encontradas no Presídio Frei Damião de Bozzano, no Recife  — Foto: Seres/Divulgação

Pistola, revólver, munições, celulares e drogas foram encontradas no Presídio Frei Damião de Bozzano, no Recife — Foto: Seres/Divulgação

Duas armas de fogo e munições foram apreendidas, nesta quinta-feira (12), no Presídio Frei Damião de Bozzano (PFDB), no Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife. De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), agentes também encontraram garrafas de cola de sapateiro, usada como entorpecente, e latas de cerveja, arremessadas sobre o muro na unidade.

Ainda de acordo com a Seres, uma pistola e um revólver foram localizados depois de uma revista nos pavilhões. Além das armas, os agentes apreenderam 17 munições e seis facas. Com relação ao material arremessado sobre o muro, o governo disse que eram 22 garrafas de cola e 11 latas de cerveja.

Na revista, também foram localizados três celulares, sete carregadores e 41 chips de telefonia móvel. Havia maconha e uma balança de precisão entre o material recolhido.

Com a apreensão da pistola e do revólver, subiu para 61 o número de armas de fogo recolhidas nos presídios do estado, este ano. Entre janeiro e agosto de 2018, foram localizados 55 armamentos.

Números

Dados apresentados em abril deste ano apontaram que Pernambuco tinha a maior superlotação carcerária do Brasil. Isso significava que havia o maior número de presos proporcionalmente ao número de vagas.

Eram 11.767 lugares nas 23 unidades prisionais, onde estavam 32.781 presos em regime fechado. Considerando todos os regimes, havia 40.190 detentos.

Os números fizeram parte de um levantamento feito pelo Monitor da Violência. O trabalho é uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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Passageira com autismo é impedida de embarcar em avião e Procon autua companhia aérea

Por Pedro Alves, G1 PE

Uma passageira denunciou ter sido impedida de embarcar num voo por ser autista, no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre. A violinista Uli Firmino Ary, de 26 anos, iria para Fortaleza (CE), mas foi informada de que não poderia viajar sem acompanhante, mesmo apresentando laudo médico que comprova a capacidade de desenvolver atividades sozinha.

Nesta quarta-feira (11), o Procon foi até o aeroporto e autuou a empresa Latam Airlines por proibir o embarque, mesmo a passageira apresentando um laudo neurológico de ampla capacidade. Segundo o órgão, a empresa foi autuada e multada por não apresentar justificativa legal para que ela não viajasse.

Segundo Uli, o problema começou após ela pedir para trocar de assento, que ficava próximo à turbina do avião, por possuir sensibilidade auditiva. O pedido também foi feito porque a cadeira em que ela ficaria era entre duas pessoas, quando o ideal seria que ela ficasse no corredor.

Ela viajaria para a cidade onde os pais dela moram, para se submeter a uma cirurgia, marcada para a segunda-feira (10). Uli tem síndrome de Asperger, um Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela foi diagnosticada aos 16 anos e diz que viaja desde os 10, mas que nunca teve problemas com o embarque.

“Fui até a fila preferencial e pedi para trocar o assento. Perguntaram qual minha condição e eu falei que tinha Asperger com alto grau de desempenho. Ela trocou o assento e emitiu a nova passagem, mas chamou a supervisora, que disse que precisava de um laudo. Fui ao médico, consegui o documento e ela disse que precisava de 48 horas para avaliar e que eu não poderia embarcar”, afirma a violinista.

No momento em que foi informada sobre a necessidade do laudo, a jovem foi até uma unidade de saúde, onde foi avaliada por uma neurologista. A médica preencheu um documento conhecido como Medif, sigla de “Medical Information Form”, que em tradução livre do inglês significa “Formulário de Informações Médicas”.

“Me senti muito constrangida e fiquei muito irritada, tentando manter a calma ali, mas eu fiquei bem triste. Me desprogramou”, diz Uli Firmino

G1 entrou em contato com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para saber se existe alguma regra que obrigue pessoas com autismo a viajarem acompanhadas e foi informado que a resolução nº 280/2013 prevê que “é facultado ao operador aéreo exigir” o Medif ou outro documento médico “com informações sobre as condições de saúde do passageiro que apresentar.”

O documento fala, dentre outras especificações, sobre “condições que possam resultar em risco para si ou os demais passageiros ou que necessite de atenção médica extraordinária no caso de realização de viagem aérea.”

Entretanto, a mesma resolução citada pela Anac diz que deverão viajar acompanhadas as pessoas que precisarem de maca ou incubadora; que tiverem impedimento de natureza mental ou intelectual que as façam não compreender as instruções de segurança de voo; ou que não possam atender às suas necessidades fisiológicas sem assistência.

Segundo Uli Firmino, o laudo neurológico concedido a ela não se aplica a nenhum desses casos.

“A neurologista achou estranha a minha ida, porque no Medif não há nada sobre autismo. Todo esse tempo viajando sozinha e nunca tive o embarque negado. Perguntei à supervisora se, caso eu não declarasse o autismo, viajaria. Ela respondeu que sim, mas que me questionariam se eu fosse à fila preferencial. Eu disse que sempre agi da mesma forma e nunca fui barrada”, declara Uli Firmino.

Professora do Núcleo de Educação Musical Inclusiva do Conservatório Pernambucano de Música (CPM) e amiga da família de Uli Firmino, Daniela Genuíno estava com a jovem no momento do embarque. Segundo ela, o tratamento da funcionária da empresa aérea a desagradou.

“Uli queria falar, mas a dificuldade de comunicação faz parte do autismo. A mulher se reportava muito a mim e pedia para falar com a mãe de Uli e eu dizia que ela podia resolver com a gente. Uli estava ali também, mas a supervisora não deu a oportunidade de ela falar. Foi inadmissível”, afirma Daniela.

Ação judicial

A advogada da passageira, Taisa Guedes, informou que ingressará com uma ação por danos morais e materiais, contra a Latam, já que a jovem perdeu a cirurgia, que já estava paga.

“Ela tem síndrome de Asperger e viaja sozinha desde os 10 anos de idade, nesse trajeto Recife-Fortaleza. Uli é violinista, fala vários idiomas e é uma pessoa com grandes funcionalidades. Mesmo com toda a documentação exigida pela companhia, foi impedida de viajar. Vamos entrar com uma ação judicial contra a Latam por causa disso”, afirma a advogada.

Segundo a Polícia Civil, na madrugada do sábado (7), a passageira registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia do Turista. Segundo o delegado Erivaldo Guerra, o caso deverá ser tratado no âmbito cível.

“Me parece que o cabível, neste caso, é uma indenização no âmbito cível, porque desconheço uma lei que verse sobre casos como esse”, afirma o delegado.

Resposta

Por meio de nota, a Latam Airlines Brasil informou que “não houve qualquer tipo de discriminação no atendimento à passageira e que qualquer prática ofensiva não reflete os valores da empresa.”

A empresa disse que “se sensibiliza com o ocorrido e informa que se manteve mobilizada para o embarque da passageira”, mas que “seus procedimentos estão de acordo com as regras vigentes do setor e têm como objetivo resguardar o bem-estar e a saúde do passageiro a bordo.”

A Latam disse que o Medif, necessário para o transporte de passageiros com necessidades especiais, deve ser enviado para a empresa com, no mínimo, 10 dias e, no máximo, 48 horas antes do embarque, para ser avaliada por um grupo de médicos especializados em medicina aeroespacial.

Depois de enviado o documento, a empresa tem até 48 horas para se pronunciar.

Apesar disso, a resolução 280/2013 da Anac diz que, a “ausência das informações sobre assistências especiais dentro dos prazos especificados não deve inviabilizar o transporte” das pessoas com necessidades especiais, “quando houver concordância do passageiro em ser transportado com as assistências que estiverem disponíveis.”

G1 questionou a empresa sobre quais são as regras do setor para o embarque de pessoas com autismo e foi informado que, por haver diferentes níveis do transtorno do espectro autista, “pode solicitar o Medif para a análise desses casos, uma vez que, em graus mais severos, os passageiros portadores desse transtorno podem apresentar riscos para si próprios.”

A nota diz, ainda, que a passageira informou a empresa “ser portadora do transtorno ao solicitar uma alteração de assento, e a orientação médica da Latam com relação a apresentação do Medif teve unicamente o objetivo de assegurar o seu bem-estar e segurança a bordo.”

Por fim, a Latam afirma que sua solicitação tem como base o artigo 10, inciso III, da resolução 280 da Anac, que fala que é facultado ao operador aéreo exigir a apresentação do Medif e outro documento com informações médicas sobre pessoas com necessidades especiais.

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Em vídeo, jovem que perdeu couro cabeludo em kart comemora evolução: ‘sinto até minha cabeça coçar’

Por G1 Ribeirão Preto e Franca

Um mês depois de perder o couro cabeludo em um acidente de kart no Recife, Débora Dantas de Oliveira comemora a evolução apresentada no Hospital Especializado, em Ribeirão Preto (SP), em um vídeo obtido pela EPTV, afiliada da TV Globo.

“Estou assim muito bem, eu já sinto até minha cabeça coçar de vez em quando, eu estou muito feliz, porque estou viva, estou bem, da melhor forma possível”, diz.

Depois de realizar um transplante de pele e músculo, entre os vários procedimentos até o momento, o centro hospitalar confirmou que a jovem, há mais de uma semana liberada da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para permanecer no quarto, deve receber alta para visitar a família no Pernambuco até o fim de setembro.

Segundo boletim médico divulgado na quarta-feira (11), ela apresenta boa evolução clínica e não houve intercorrências.

No vídeo, Débora agradece as mensagens de apoio que tem recebido, inclusive de fora do país por conta da repercussão do caso, e diz sentir que a preocupação das pessoas é verdadeira.

Débora Dantas de Oliveira ao lado do namorado Eduardo Tumajan, no Hospital Especializado de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Débora Dantas de Oliveira ao lado do namorado Eduardo Tumajan, no Hospital Especializado de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

“Mensagens chegam, mensagens de carinho de brasileiros que estão em outro país, é muito bonito. Eu fico muito feliz, eu não sou muito de mexer no celular, mas eu sempre tento estar lendo as mensagens, estar tentando responder as pessoas, porque é importante pra gente que elas saibam que eu estou bem”, afirma.

A jovem, que tem o sonho de fazer medicina, também conta que, no período em que tem permanecido no hospital, tem aproveitado para estudar. “Estou estudando bastante, que a gente não pode desistir de estudar jamais, primeira coisa que eu aprendi foi: acredite em si que tudo que a gente quer a gente começa a conseguir quanto a gente acredita que a gente pode, é o primeiro passo.”

Ao relembrar do acidente no Recife, Débora afirma que algo pior poderia ter acontecido e, por isso, se sente agradecida. “Fui ajudada, protegida, a gente conseguiu sair de uma situação muito difícil pra conseguir estar aqui hoje, eu andando, conversando tranquilamente, é isso que me deixa mais satisfeita”, diz.

Por fim, a jovem demonstra otimismo com o que há por vir após a série de procedimentos cirúrgicos que ainda terá que fazer antes de retomar a vida e que acreditar em si tem sido o que ela tem feito desde o dia do acidente. “Daqui a pouco estou por aí de novo pulando, tirando foto.”

A jovem Débora Dantas de Oliveira e o namorado, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

A jovem Débora Dantas de Oliveira e o namorado, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Desde que chegou a Ribeirão Preto, em 18 de agosto, Débora já foi submetida a diferentes procedimentos que visam reconstituir os tecidos perdidos em um acidente durante uma corrida de kart, em 11 de agosto.

Além do transplante, a jovem passou por uma cirurgia para reconstrução das pálpebras superiores e parte da testa. Os médicos também precisaram religar artérias e veias, para garantir o fluxo de sangue no local.

Segundo o microcirurgião Alex Fioravante, antes de ser liberada a viajar para o Pernambuco e visitar a família, nas próximas semanas, Débora deve receber mais curativos na área operada, além de novos enxertos para o músculo das costas transplantado no couro cabeludo.

Ele explica que era preciso dar alguns dias para avaliar o desempenho dos primeiros enxertos colocados na última cirurgia sobre o músculo. Passada a etapa de reconstituição funcional da cabeça, as equipes ainda devem se dedicar a detalhes estéticos.

Desde o acidente, o Walmart informa que tem prestado todo o suporte necessário a Débora. Tanto o transporte dela, quanto do noivo, de Recife para Ribeirão Preto, assim como o tratamento médico particular, estão sendo custeados pela empresa.

Débora Dantas, de 19 anos, sofreu escalpelamento após acidente com kart no Recife — Foto: Acervo pessoal

Débora Dantas, de 19 anos, sofreu escalpelamento após acidente com kart no Recife — Foto: Acervo pessoal

O acidente

Débora participava de uma corrida de kart com o namorado na tarde de 11 de agosto, em uma pista no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, na zona Sul do Recife, quando o cabelo dela, que era na altura da cintura, soltou da touca e ficou preso no motor.

Em entrevista exclusiva ao Fantástico, Débora relembrou os momentos de tensão que passou na pista, enquanto era socorrida.

A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca da jovem, que foi socorrida pelo namorado e levada ao Hospital da Restauração, na capital pernambucana. Tumajan disse que pegou “o rosto dela na mão”, colocou em uma sacola e correu para levá-la ao hospital.

Os médicos conseguiram recuperar e reimplantar 80% da área atingida. Débora ainda passou por outra cirurgia para a retirada de trombos, mas os médicos apontaram o risco de o procedimento não funcionar devido às obstruções em veias e artérias.

No dia 18 de agosto, Débora foi transferida em um avião particular de pequeno porte para Ribeirão Preto. Na mesma noite, os médicos confirmaram que coágulos em veias e artérias prejudicaram o reimplante do couro cabeludo, que precisou ser retirado. O crânio foi coberto com um curativo, que chegou a ser refeito no dia 20.

No dia 22, Débora voltou ao centro cirúrgico. Dessa vez, os médicos reconstruíram as pálpebras superiores e parte da testa. A parti daí, a equipe passou a planejar o transplante de pele e músculo, realizado dois dias depois.

No início de setembro, ela foi liberada da UTI do Hospital Especializado para permanecer no quarto.

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‘É muito ruim, muito cruel’, afirma cientista política sobre aumento do número de mortes a ‘esclarecer’

Por G1 PE e TV Globo

Entre 2017 e 2018, Pernambuco teve um aumento de 246% no número de mortes “a esclarecer”, segundo o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Para a doutora em ciência política Ana Maria Barros, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os números são preocupantes. “Essas mortes acabam sendo ligadas ao mundo do crime. Existe um estereótipo construído na sociedade de que essas vidas não têm valor. Isso é muito ruim, muito cruel”, declara.

Os dados do anuário foram divulgados na terça-feira (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Pernambuco aparece como o estado com a maior variação para os casos de “morte a esclarecer” de todo o Brasil. (Veja vídeo acima)

Foram 184 mortes a esclarecer registradas em 2018. No ano anterior, as notificações desse tipo de óbito ficaram em 53.

Professora do Mestrado em direitos humanos, Ana Maria Barros afirmou, ainda, que as mortes a “esclarecer” estão relacionadas a inquéritos não concluídos. Neles, não se sabe como o caso ocorreu, se há envolvimento da polícia ou não há a identificação dos acusados.

Ela destacou que a sociedade tem uma cultura de violência muito grande e trabalha pouco os valores democráticos de pacificação.

“Essas mortes a esclarecer acabam sendo ligadas ao tráfico de drogas e a pessoas com passagens pela polícia. Houve aumento de ações e confrontos do setores de segurança e o crime organizado. Também cresceram pressões nas áreas ‘criminógenas’, na periferia”, explica.

A especialista em segurança afirma, ainda, que a sociedade brasileira precisa trabalhar para ter uma polícia que seja mais eficiente. “É preciso ter mais condições de trabalho e mais tecnologia para que esses casos possam ser esclarecidos”, afirma.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que as mortes a “esclarecer” são casos em que não há indício aparente de crime, como nas mortes súbitas e suicídio.

Por meio de nota, o secretário Antônio de Pádua disse que, “em todos os casos, as forças de segurança atuam para a devida elucidação, realizando perícias nos locais, exames nos corpos e a investigação policial, até que a conclusão.”

A SDS ressaltou que, com o passar do tempo, essas mortes vão sendo esclarecidas.

“Os dados de 2017, por exemplo, tiveram mais tempo de maturação e foram favorecidos, em relação às estatísticas de 2018, pelo maior desenvolvimento das apurações. Grande parte das mortes a esclarecer de 2018 ainda será elucidada”, afirma o texto.

A nota da secretaria diz, também, que em 2019, a meta é chegar a uma taxa de resolução de homicídios em torno de 60%, no próprio ano. A média nacional é 8%, informa a SDS.

Mais dados

O anuário aponta também que Pernambuco registrou redução de 30% no numero de homicídios, entre 2017 e 2018. No ano passado, ocorreram 4.022 assassinatos.

O número de policiais mortos também teve aumento, em Pernambuco. Em 2017, foram 14 registros, contra 21, no ano passado.

Já o número de mortes de decorrentes de intervenções policiais teve redução, no comparativo entre os dois últimos anos. Em 2017, foram 122 casos, contra 116, em 2018.

Em entrevista à TV Globo, o secretário Antônio de Pádua afirmou que o número de homicídios vem caindo por causa dos investimentos em segurança feitos em Pernambuco.

Segundo Pádua, a meta para 2019 é obter o melhor desempenho do programa Pacto pela Vida, que teve início em 2017. O secretário disse, ainda, que o estado vem trabalhando para minimizar o número de mortes de policiais.

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Deficientes enfrentam dificuldades para ocupar vagas de trabalho reservadas por lei

Por Bianka Carvalho, Tv Globo

As agências de trabalho de Pernambuco ofereceram, este ano, 750 vagas de emprego para pessoas com deficiência. Desse total, no entanto, apenas 350 foram preenchidas. O número mostra a dificuldade de conseguir uma ocupação formal para quem não consegue se locomover, ouvir e enxergar bem ou tem outro problema, mesmo com a determinação legal.

De acordo com as leis em vigor no Brasil, há 28 anos, a cota de contratação de pessoas com deficiência varia de acordo com o tamanho da empresa. Em uma firma que tem até 200 funcionários, é preciso ter 2% de deficientes, por exemplo.

A empresa com até 500 pessoas precisa adotar a cota de 3% de deficientes, enquanto as firmas com mais de 1001 trabalhadores devem ter 5% de pessoas com deficiência.

Mesmo com as regras determinadas, muitas empresas descumprem a determinação, dificultando o acesso de deficientes ao mercado de trabalho. As firmas alegam que falta qualificação e que a oferta de vagas é maior do que a demanda.

Há também o problema de pessoas que recebem benefícios dos governos e não querem perder dinheiro, caso consigam empregos formais, de acordo com as empresas.

Apesar de obstáculos, deficientes conseguem vagas de emprego em indústria têxtil em Pernambuco  — Foto: reprodução/TV Globo

Apesar de obstáculos, deficientes conseguem vagas de emprego em indústria têxtil em Pernambuco — Foto: reprodução/TV Globo

Em Pernambuco, anualmente, entre 200 e 300 empresas são alvo de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em uma ação que pretende garantir o acesso de deficientes ao mercado.

A superintendência afirma que essas justificativas apresentadas não podem ser usadas e que é preciso investir na aprendizagem profissional. A multa é de R$ 2,5 mil para cada vaga não preenchida.

Quem é notificado precisa apresentar a justificativa para esse descumprimento. A empresa também deve mostrar como vai fazer para se adequar.

O auditor fiscal do trabalho Fernando André Sampaio Cabral afirma que a principal barreira é o preconceito.

“Na hora da entrevista, ela não contrata. A empresa cria requisitos e tem uma ideia de atuação plena. Ela quer um cego que enxerga, uma surda que escuta ou uma pessoa que não se locomove que ande legal. Ela não quer contratar, mas quer mostrar para os operadores jurídicos que está tentando”, declara.

Superintendência de Trabalho e Emprego fica no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Superintendência de Trabalho e Emprego fica no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo o auditor, entre 2010 e 2016, em Pernambuco, 29 mil pessoas com deficiência foram contratadas no estado. “Há a alegação de medo de perda do Benefício de Prestação Continuada (BPC), mas esse dinheiro só e dado para uma minoria dos deficientes”, explica.

Gestor de departamento pessoal de uma empresa de roupas, Everaldo José da Silva diz que o quadro de deficientes não está completo, como manda a lei. Entretanto, a empresa está tentando alcançar a meta. “Existe uma dificuldade de pessoas que temem perder o BPC. E o medo de perder o salário que já tem garantindo”, afirma.

A empresa, atualmente, faz um projeto piloto com 16 jovens com síndrome de Down em um curso de costura. É uma ação feita a partir de um convênio com o Ministério do Trabalho. “É uma experiência única. É importante para todos. Eles produzem, sim, desde que sejam capacitados”, declara.

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Mercadorias avaliadas em mais de R$ 2 milhões são encontradas em ‘central de distribuição’ de produtos roubados

Por G1 PE

Segundo a polícia, galpão descoberto na Zona Sul do Recife era usado como central de distribuição de mercadorias roubadas ou desviadas do destino  — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo a polícia, galpão descoberto na Zona Sul do Recife era usado como central de distribuição de mercadorias roubadas ou desviadas do destino — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um galpão usado como “central de distribuição de mercadorias roubadas ou desviadas do destino” foi descoberto pela Polícia Civil no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife. De acordo com a corporação, ainda não foi possível contabilizar todos os produtos, mas o material está avaliado em mais de R$ 2 milhões.

Segundo o delegado de Roubos e Furtos de Cargas, Edmilson Batista, o espaço servia como ponto para a ações de um grupo organizado envolvido com o comércio de produtos roubados ou extraviados.

“Era um centro de distribuição. Estamos diante de um condomínio logístico de pessoas que usam nos seus comércios produtos ilícitos”, declarou o delegado.

A descoberta do galpão ocorreu na segunda-feira (9), durante uma investigação de um extravio de uma carga de pilhas avaliada em R$ 500 mil. Os detalhes da ação foram divulgados, nesta quarta-feira (11), durante entrevista coletiva realizada no Recife.

Imagens divulgadas pela polícia mostram uma grande quantidade e variedade de produtos estocados no galpão. Havia fardos de alimentos, produtos e rações para animais, bebidas alcoólicas, além de materiais de limpeza e higiene pessoal.

Além da carga de pilha, a polícia encontrou notas fiscais de um carregamento de biscoitos avaliado em R$ 200 mil. Havia produtos que deveriam ter sido entregues em outros estados e nunca chegaram ao destino final.

Vários tipos de produtos, como ração para animais e alimentos, foram encontrados no galpão descoberto pela polícia, no Recife — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Vários tipos de produtos, como ração para animais e alimentos, foram encontrados no galpão descoberto pela polícia, no Recife — Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Encontramos no local caminhão que estava sendo carregado, empilhadeiras e três câmeras frias. Isso mostra que o galpão tinha condições de receber qualquer tipo de carga e em grande quantidade. Também mostra a organização dos responsáveis”, afirma o delegado.

Na ação, dois homens responsáveis pela logística foram encontrados no espaço, mas não houve prisões. “Os donos não estavam no galpão, mas já temos a identificação de algumas pessoas, que deverão ser indiciadas”, disse Batista.

Os envolvidos, afirmou o delegado, podem ser enquadrados em vários crimes. Entre eles estão receptação qualificada, apropriação de cargas e até infrações contra a ordem tributária.

“Em alguns casos, motoristas contratados para fazer o transporte podem ter extraviado a mercadoria e levado para o galpão”, comentou o delegado.

O mesmo galpão, de acordo com a polícia, já tinha sido alvo de uma operação, em novembro de 2017. Na época, o dono foi preso. Agora, acreditamos que esses dois casos podem ter ligação”, comentou.

Um caminhão foi encontrado no galpão usado como central de distribuição de mercadorias roubadas ou extraviadas, segundo a polícia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um caminhão foi encontrado no galpão usado como central de distribuição de mercadorias roubadas ou extraviadas, segundo a polícia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Jovem que perdeu couro cabeludo em kart deve ter alta de hospital em Ribeirão até o fim de setembro

Por EPTV 1

A jovem Débora Dantas de Oliveira, que perdeu o couro cabeludo em um acidente de kart há um mês no Recife (PE), deve receber alta do Hospital Especializado de Ribeirão Preto (SP) até o fim de setembro, segundo o médico Alex Fioravante.

A paciente, que deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há mais de uma semana após ser submetida a um transplante de pele e músculo que durou nove horas, está em recuperação no quarto com boa evolução clínica e sem intercorrências, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (11) pelo hospital.

Segundo o microcirurgião, antes de ser liberada a viajar para o Pernambuco e visitar a família, nas próximas semanas, Débora deve receber mais curativos na área operada, além de novos enxertos para o músculo das costas transplantado no couro cabeludo.

“Acredito que vamos fazer enxertos de gordura e alguns procedimentos para melhorar as cicatrizes resultantes das cirurgias anteriores, mas tudo isso pode ser feito mais para frente. Se, caso ela quiser voltar para Recife e depois retornar aqui para fazer essas cirurgias complementares, é possível”, afirma Fioravante.

Ele explica que era preciso dar alguns dias para avaliar o desempenho dos primeiros enxertos colocados na última cirurgia sobre o músculo. Passada a etapa de reconstituição funcional da cabeça, as equipes ainda devem se dedicar a detalhes estéticos.

A jovem Débora Dantas de Oliveira e o namorado, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

A jovem Débora Dantas de Oliveira e o namorado, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

“Grande parte dos enxertos já foi feita e integrada, então posso dizer que tudo está caminhando muito bem. Do que foi feito até agora, tudo foi bem sucedido, está tendo uma ótima recuperação”, afirma.

Desde que chegou a Ribeirão Preto, em 18 de agosto, Débora já foi submetida a diferentes procedimentos que visam reconstituir os tecidos perdidos em um acidente durante uma corrida de kart, em 11 de agosto.

Além do transplante, a jovem passou por uma cirurgia para reconstrução das pálpebras superiores e parte da testa. Os médicos também precisaram religar artérias e veias, para garantir o fluxo de sangue no local.

Desde o acidente, o Walmart informa que tem prestado todo o suporte necessário a Débora. Tanto o transporte dela, quanto do noivo, de Recife para Ribeirão Preto, assim como o tratamento médico particular, estão sendo custeados pela empresa.

O acidente

Débora participava de uma corrida de kart com o namorado na tarde de 11 de agosto, em uma pista no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, na zona Sul do Recife, quando o cabelo dela, que era na altura da cintura, soltou da touca e ficou preso no motor.

Em entrevista exclusiva ao Fantástico, Débora relembrou os momentos de tensão que passou na pista, enquanto era socorrida.

A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca da jovem, que foi socorrida pelo namorado e levada ao Hospital da Restauração, na capital pernambucana. Tumajan disse que pegou “o rosto dela na mão”, colocou em uma sacola e correu para levá-la ao hospital.

Os médicos conseguiram recuperar e reimplantar 80% da área atingida. Débora ainda passou por outra cirurgia para a retirada de trombos, mas os médicos apontaram o risco de o procedimento não funcionar devido às obstruções em veias e artérias.

No dia 18 de agosto, Débora foi transferida em um avião particular de pequeno porte para Ribeirão Preto. Na mesma noite, os médicos confirmaram que coágulos em veias e artérias prejudicaram o reimplante do couro cabeludo, que precisou ser retirado. O crânio foi coberto com um curativo, que chegou a ser refeito no dia 20.

No dia 22, Débora voltou ao centro cirúrgico. Dessa vez, os médicos reconstruíram as pálpebras superiores e parte da testa. A parti daí, a equipe passou a planejar o transplante de pele e músculo, realizado dois dias depois.

No início de setembro, ela foi liberada da UTI do Hospital Especializado para permanecer no quarto.

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Polícia prende quadrilha que usava ácido para clonar placas de veículos

Por G1 PE

Oito pessoas foram presas no bairro do Timbi, em Camaragibe, no Grande Recife, por crimes como roubo de caixas eletrônicos, clonagem e venda de veículos roubados e homicídios. Segundo a Polícia Civil, o grupo usava ácido para clonar placas e utilizá-las em carros roubados para vender os veículos.

As prisões, ocorridas na segunda-feira (9), fazem parte da Operação Espólio e foram divulgadas nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil. Com a quadrilha, foram apreendidas munições, uma arma, celulares, placas, documentos de veículos, uma motosserra e uma furadeira utilizadas para adulterar as placas.

Placas cortadas foram encontradas com quadrilhas que clonava veículos  — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Placas cortadas foram encontradas com quadrilhas que clonava veículos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil chegou à quadrilha através de um carro com características de adulteração em Camaragibe. “Encontramos, em frente a uma casa, um veículo que apresentava sinais de clonagem. Existia uma oficina perto da casa e foi feito o flagrante de um carro sendo clonado nesse local”, conta o delegado Alberes Félix.

Através das investigações, a polícia constatou que eles utilizavam materiais como ácido para desmontar placas de carros roubados e utilizar as placas clonadas nos veículos. Também foram apreendidos documentos dos carros, que seriam entregues no momento das vendas.

Polícia Civil apreendeu R$ 8,9 mil roubados de caixas eletrônicos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Polícia Civil apreendeu R$ 8,9 mil roubados de caixas eletrônicos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

De acordo com o delegado Derivaldo Falcão, que também apresentou detalhes da operação, as falsificações poderiam ser constatadas por órgãos de fiscalização, mas poderiam passar despercebidas por clientes.

“O comprador inexperiente certamente seria uma vítima da compra de um carro clonado”, afirma. Ao todo, quatro motos e cinco carros foram apreendidos pela operação.

Além do envolvimento com clonagem de veículos, o grupo também está ligado ao roubo de caixas eletrônicos, segundo a Polícia Civil. “Encontramos R$ 8,9 mil, produto de roubo a caixas eletrônicos”, afirma Falcão.

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