Homens encontrados mortos carbonizados em carro não tinham ligação com o tráfico, diz polícia

Por G1 PE

Carro foi queimado na entrada da comunidade Entra a Pulso, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Carro foi queimado na entrada da comunidade Entra a Pulso, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Os dois homens encontrados mortos carbonizados em um carro incendiado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em setembro, não eram traficantes e não tinham passagem pela polícia. Ambos foram assassinados por traficantes da comunidade Irmã Dorothy, segundo os investigadores. Os detalhes do caso foram divulgados nesta sexta-feira (20).

O crime aconteceu na noite do dia 17 de setembro. Imagens enviadas ao WhatsApp da TV Globo mostram o momento em que quatro homens se aproximam do veículo, ateiam fogo e efetuam disparos. Segundo o delegado Francisco Océlio, as vítimas já estavam mortas quando os bandidos colocaram fogo no carro. Os dois foram identificados, após testes de DNA, como Diego Vieira da Rocha, de 26 anos, e Luan Pedro da Silva, de 22.

“Ficou constatado que as vítimas foram Diego e Luan, dois moradores da comunidade Irmã Dorothy que foram arrastados por traficantes da mesma comunidade e executados na beira da maré. Depois, os corpos foram colocados no carro que havia sido roubado 15 dias antes. Outro carro foi escoltando esse carro e foi levado a entrada da comunidade rival, a Entra a Pulso”, explica o delegado.

Dias antes do crime, o líder do tráfico da comunidade Irmã Dorothy foi assassinado na BR-408 com diversos disparos de arma de fogo. Segundo a polícia, os mandantes do crime seriam justamente da Entra a Pulso.

“Cinco dias antes, na noite do dia 12 de setembro, o chefe do tráfico da comunidade Irmã Dorothy foi executado com múltiplos disparos na BR-408, em Paudalho. Os traficantes acreditaram piamente que os jovens teriam dado a posição. O carro foi incendiado como forma de mostrarem o que acontece com aqueles que os traíram”, detalha.

Apesar da crença dos traficantes, o delegado acredita que Diego e Luan não eram delatores. Os criminosos acreditaram que os jovens repassaram informações aos rivais porque ambas as vítimas eram de Carpina, na Mata Norte, mesma cidade da namorada do líder assassinado. A rotina era de conhecimento de Diego, segundo o delegado.

“As investigações ainda estão em curso. O que colhemos até agora, me dá a convicção que os dois não tinham ligação com o tráfico de drogas. Trabalhamos também com a tese de que os dois não foram os delatores”, afirma.

Autores

Dos quatro homens suspeitos de envolvimento no crime, um está preso sob mandado de prisão preventiva, Paulo Henrique dos Santos, de 26 anos. Outro homem, identificado como Carlos Henrique Pereira, de 19 anos, está foragido. Há também um adolescente de 17 anos que também teria participado da investida. Um quarto suspeito ainda não foi identificado pelos policiais.

A polícia segue também investigando a origem das câmeras que foram localizadas na comunidade da Entra a Pulso. Há a possibilidade de que os equipamentos fossem utilizados por bandidos para monitorar o entorno. Um inquérito foi aberto e segue em andamento.

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Testes da Adutora do Agreste são iniciados em Toritama

Por G1 Caruaru

Testes foram iniciados em Toritama (Foto: Divulgação/Compesa)

Testes foram iniciados em Toritama (Foto: Divulgação/Compesa)

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou a fase de testes do Lote 4 da Adutora do Agreste, que vai permitir levar água de Caruaru para abastecer Toritama, no Agreste de Pernambuco, uma das regiões mais castigadas com a seca prolongada no estado. A antecipação do uso das tubulações já assentadas do empreendimento para socorrer a cidade , foi uma determinação do governador Paulo Câmara.

Nos próximos 15 dias, será realizado o enchimento das tubulações com água do Sistema Prata/Pirangi para se fazer os ajustes e correções necessários nesse trecho da adutora, com 13 quilômetros de extensão, ao longo da BR-104. A expectativa é que os testes sejam concluídos até o início do mês de novembro deste ano. “Durante o período de testes, podemos identificar possíveis problemas operacionais e providenciar os reparos necessários, antes que o sistema passe a funcionar de forma definitiva, beneficiando a população tão sacrificada com os efeitos da estiagem prolongada”, explicou o diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio Souza, pontuando que o início da operação do sistema vai beneficiar 50 mil toritamenses.

O Lote 4 da Adutora do Agreste já está 75% finalizado e ainda atenderá a cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Agora, estão em execução sete lotes do empreendimento no Estado com a atuação de 15 frentes de trabalho simultâneas, em função da irregularidade dos repasses pelo governo federal. No mês de setembro, a Adutora do Agreste contava com 20 frentes de trabalho, e no pico da obra, neste ano, chegou a 35. “O andamento dessa obra depende dos recursos do governo federal. Do início do ano até agora, recebemos apenas R$ 67,6 milhões. No entanto, a nossa expectativa era de R$ 360 milhões, no ano de 2017”, informa Rômulo Aurélio.

Até o momento, já foram implantados 400 quilômetros de tubulações da Adutora do Agreste, principal obra complementar em Pernambuco projetada para receber água da Transposição do Rio São Francisco. A obra representa a solução definitiva para que o abastecimento de água de 2 milhões de pessoas em 68 municípios da região não dependa mais de eventos climáticos. O Agreste é a região com o pior balanço hídrico do Brasil, ou seja, apresenta o menor índice de disponibilidade de água por habitante. A primeira etapa (licitada) da Adutora do Agreste foi iniciada no ano de 2013 e corresponde ao conjunto de obras para beneficiar 23 municípios. A segunda etapa do projeto ainda não foi conveniada e atenderá os outros 45 municípios da região.

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Candidatos fazem protesto no Recife para pedir anulação de concurso do TJPE

Por G1 PE

Candidatos que fizeram concurso do TJPE realizaram protesto na frente do Palácio da Justiça, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (20) (Foto: Reprodução TV Globo)

Candidatos que fizeram concurso do TJPE realizaram protesto na frente do Palácio da Justiça, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (20) (Foto: Reprodução TV Globo)

Candidatos inscritos no concurso público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), realizado no domingo (15), promovem, nesta sexta-feira (20), um protesto em frente ao Palácio da Justiça, sede do Judiciário estadual, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife. Os manifestantes pedem a anulação do certame, sob alegações de fraudes e não cumprimento do edital, além de outras irregularidades na aplicação da prova.

De camisa branca, nariz de palhaço e apitos, os concurseiros começaram a se reunir por volta das 10h30. Na internet, foi aberta uma petição pública, que já conta com mais de dez mil assinaturas, pedindo a anulação das provas, aplicadas pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).

Segundo o mecânico Gilmar Gadelha, um dos candidatos inscritos no concurso, grupos no Facebook e no WhatsApp também foram criados para reunir quem se sentiu lesado durante a aplicação das provas.

“Vamos levar uma petição ao tribunal. Queremos a anulação e aplicação de novas provas, ou, no mínimo, a garantia de que uma investigação será iniciada. O edital é a lei do concurso e ele foi desrespeitado, por exemplo, durante a identificação dos candidatos ao entrar na sala, falta de detectores de metal e o gabarito, que era a mesma folha da prova dissertativa e, por isso, tinha identificação, quando não deveria”, disse.

Entenda o caso

Ao todo, 179.548 pessoas inscreveram-se para o certame, e alguns candidatos alegam irregularidades e suspeita de fraude na aplicação das provas da seleção. Na terça-feira (17), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) afirmou que recebeu um grande número de reclamações acerca do certame e que está fazendo a triagem das denúncias para, possivelmente, abrir um procedimento investigatório.

Segundo relatos de candidatos, uma das irregularidades diz respeito à folha de resposta para a prova discursiva. Um dos itens do edital do concurso proibia qualquer forma de identificação do candidato na folha destinada às respostas discursivas, mas, no entanto, a folha para a redação seria a mesma para o gabarito, onde constava dados como nome, RG e número de inscrição do candidato.

Além disso, os candidatos também denunciam não ter sido submetidos ao uso do detector de metal para entrada no local de prova e sala do exame, o que é de praxe nos concursos públicos para evitar fraudes no momento da prova.

TJPE e organizadora

Em nota, o TJPE afirmou que não tolerará irregularidades e que a “empresa atendeu a todos os itens estabelecidos no edital de licitação, sendo, por esse motivo, habilitada para a realização do certame”.

O documento diz, ainda, que os questionamentos acerca do concurso podem ser encaminhados ao IBFC através do Serviço de Atendimento ao Candidato por meio do telefone (11) 4788-1430, de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h, considerado horário de Brasília (DF). Recursos também podem ser interpostos no site do IBFC.

Também por meio de nota, o IBFC afirmou que a tecnologia adotada “possibilita e garante que as provas discursivas sejam corrigidas online, com toda a segurança e garantia de anonimato” e, sobre haver uma identificação na folha de respostas, o instituto afirmou ser “necessária no início da prova, para que seja certificado que cada candidato tenha sua prova entregue corretamente, sem que haja qualquer tipo de troca”.

O IBFC diz, ainda, que “nunca enviou aos corretores o documento original para avaliação Vê-se, então, que o inconformismo apresentado não tem o menor fundamento para prosperar tratando-se mais de uma estratégia para desarticular a avaliação em prol de candidatos com baixo desempenho do que propriamente um apontamento de irregularidade no procedimento”.

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Ônibus que transportavam universitários são atacados por bandidos no Grande Recife

Por G1 PE

Ônibus teve para-brisas atingido por tiros, na noite de quinta-feira (19), no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife (Foto: Whats APP TV Globo)

Ônibus teve para-brisas atingido por tiros, na noite de quinta-feira (19), no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife (Foto: Whats APP TV Globo)

Três ônibus que transportavam estudantes universitários foram atacados por bandidos, no fim da noite de quinta-feira (19), no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Um deles foi atingido por tiros e teve o para-brisas quebrado e uma roda dianteira danificada. As informações são da Polícia Militar de Pernambuco.

Segundo a PM, os veículos trafegavam em um comboio pela Rodovia PE-45, no distrito de Jussaral. Em um dos ônibus, viajavam dois policiais militares, que reagiram e também atiraram nos suspeitos. Não houve feridos.

Os homens que atacaram os coletivos estavam em duas motos. Durante o tiroteio, o ônibus em que viajavam os PMs bateu na motocicleta.

A PM informou que os bandidos conseguiram fugir. Os militares apreenderam uma das motos, que consta como roubada, conforme a Polícia Militar. O caso foi registrado na Delegacia de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, distante 50 quilômetros do Recife.

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Acidentes em série deixam feridos na BR-408, no Grande Recife

Por G1 PE

Caminhão carregado de brita tomba depois de bater em dois carros na BR-408, no Grande Recife (Foto: Divulgação/PRF)

Caminhão carregado de brita tomba depois de bater em dois carros na BR-408, no Grande Recife (Foto: Divulgação/PRF)

Dois acidentes em série foram registrados, na manhã desta sexta-feira (20), na Rodovia BR-408, em São Lourenço da Mata, perto da Arena de Pernambuco, no Grande Recife. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), primeiro, um caminhão carregado de brita bateu em dois carros de passeio. Em seguida, cinco veículos, entre eles um ônibus escolar, se envolveram em um engavetamento. Ao menos, três pessoas ficaram feridas.

O primeiro acidente aconteceu por volta das 5h30, no sentido interior/Recife. O caminhão tombou e ficou atravessado no meio da pista. A carga de brita se espalhou.

Carga de brita espalhada na BR-408, no Grande Recife (Foto: Divulgação/PRF)

Carga de brita espalhada na BR-408, no Grande Recife (Foto: Divulgação/PRF)

Um dos carros teve a frente e a lateral danificadas. Ele também ficou atravessado na via. O outro automóvel ficou totalmente destruído e foi jogado para o acostamento da rodovia, em um matagal. A PRF informou que houve vítimas, que foram socorridas por populares. O número de pessoas machucadas nesse primeiro acidente não foi informado.

Um dos carros que se envolveu no primeiro acidente ficou totalmente destruído na BR-408, no Grande Recife (Foto: Divulgação/PRF)

Um dos carros que se envolveu no primeiro acidente ficou totalmente destruído na BR-408, no Grande Recife (Foto: Divulgação/PRF)

A primeira batida chamou a atenção de curiosos. Segundo a PRF, o segundo acidente ocorreu por causa do afunilamento da pista, que ficou parcialmente bloqueada pelo caminhão e por um dos carros da colisão anterior.

Desatentos, os motoristas se envolveram num engavetamento com cinco veículos, cerca de 400 metros de distância da primeira batida, por volta das 8h. Entre eles estava um coletivo com estudantes de Carpina, na Zona da Mata Norte.

No segundo acidente, três pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros, ainda de acordo com a PRF. Uma delas em estado grave e duas com ferimentos leves. Não se sabe para qual unidade de saúde elas foram levadas.

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Ex-vereador é baleado por encapuzados em feira no Grande Recife

Por G1 PE

UPA do Curado, em Jaboatão dos Guararapes (Foto: Reprodução/Google Street View)

UPA do Curado, em Jaboatão dos Guararapes (Foto: Reprodução/Google Street View)

Um ex-vereador de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, foi baleado, na manhã desta sexta-feira (20), em uma feira. Edson Severiano de Oliveira, de 51 anos, conhecido como Louro, estava no bairro do Curado II, na mesma cidade, quando foi abordado por três homens encapuzados. Os desconhecidps efetuaram oito disparos de arma de fogo. As informações são do 25º Batalhão da Polícia Militar.

O crime ocorreu por volta das 8h30. Os atiradores chegaram em um carro de passeio. Segundo a PM, o ex-vereador, que perdeu o mandato nas últimas eleições municipais, em 2016, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Curado II, na mesma cidade. Ele foi atingido por cinco tiros, sendo três nas nádegas.

A Polícia Civil informou que o delegado Felipe Monteiro, titular da Divisão Sul do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está seguindo para a UPA para começar as investigações.

Como Louro é policial militar reformado, será transferido, ainda nesta sexta, para o hospital da corporação, no Centro do Recife.

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Ex-gerente da Petrobras é preso por ordem de Moro para evitar riscos à investigação da Lava Jato

Por Adriana Justi e José Vianna*, G1 PR e RPC

Operação da PF investiga supostos pagamentos de vantagens indevidas a executivos da Petrobras  (Foto: Reprodução/GloboNews)

Operação da PF investiga supostos pagamentos de vantagens indevidas a executivos da Petrobras (Foto: Reprodução/GloboNews)

O ex-gerente da Petrobras Luis Carlos Moreira da Silva foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (20) na 46ª fase da Operação Lava Jato por determinação do juiz Sérgio Moro.

O ex-gerente também foi condenado nesta sexta pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e, segundo o juiz, foi preso para evitar riscos à investigação. Os mandados judiciais foram cumpridos no Rio de Janeiro e Recife.

A atual fase tem duas frentes de investigação: projetos da Petroquisa, braço petroquímico da estatal, e contratos envolvendo o navio-sonda Vitória 10.000. As investigações apontam supostos pagamentos ilícitos no valor de R$ 95 milhões.

Luis Carlos, segundo o Ministério Público Federal (MPF), teria recebido mais de 5 milhões de dólares em conta mantida no exterior. Esses valores foram pagos a título de propina em decorrência da contratação de uma empresa estrangeira para construir navios-sondas, segundo o delegado

De acordo com a PF, um mandado de prisão temporária também foi expedido contra o engenheiro Djalma Rodrigues de Souza. Inicialmente, a PF disse que o mandado havia sido cumprido, entretanto, por volta das 9h, a policia informou que ele não foi preso, pois passa por uma cirurgia.

Outros quatro mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, também foram expedidos. Três intimações também estão sendo cumpridas na operação, de acordo com a PF.

Em Recife foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de Djalma, na Avenida Boa Viagem. Nada foi apreendido no local. A doméstica que se encontrava no apartamento de luxo e que presenciou as buscas informou que ele viajava muito.

De acordo com as investigações, há indícios concretos de que um grupo de gerentes da Petrobras se uniu para beneficiar o Grupo Odebrecht em contratações com a petroleira, mediante o pagamento de valores de forma dissimulada em contas de empresas off-shores estabelecidas no exterior.

Os crimes investigados nesta operação são associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

*Colaborou: G1 PE.

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Suspeitos de homicídios presos no Grande Recife queimavam rivais ainda vivos, diz chefe da polícia

Por G1 PE

Suspeita de tráfico de drogas e homicídios na Região Metropolitana do Recife, a quadrilha desarticulada pela ‘Operação Cacique’, na manhã desta sexta-feira (20), queimava os rivais vivos. A declaração foi dada pelo chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito do Amaral, durante um balanço parcial da ação, feito na capital. As investigações apontam que o grupo é responsável por, pelo menos, 19 mortes. Entretanto, a polícia acredita que esse número pode ser bem maior.

“Esse grupo agia com muita crueldade durante os crimes. Eles matavam os rivais ateando fogo a eles ainda vivos. Temos certeza de que a quantidade de mortes é muito maior”, pontuou Joselito Amaral.

A ‘Operação Cacique’ cumpriu 16 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar. Essa é a 38º ação de repressão qualificada desencadeada pela corporação, este ano, no estado. Os mandados foram expedidos pela Juíza da Primeira Vara da Comarca de Camaragibe, na Região Metropolitana.

Desse total, sete mandados de prisão foram cumpridos. Outros sete alvos já estavam em unidades prisionais do estado. Há dois foragidos. Mas a participação desses dois homens que ainda são procurados, segundo a polícia, é de menor relevância.

Ainda segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, a quadrilha lavava o dinheiro obtido com o tráfico comprando bens. A atuação do grupo teve início na Zona Oeste do Recife e logo se expandiu para municípios da Região Metropolitana.

“Eles ainda usavam esse dinheiro para comprar mais droga para aumentar seu campo de atuação. Começaram a atuar na Várzea [Zona Oeste do Recife], partindo para Camaragibe [município do Grande Recife] e já estavam no Cabo de Santo Agostinho [município na RMR]”, completou.

Entre os mandados de prisão, a polícia anunciou que conseguiu deter o líder da quadrilha e três pessoas que praticavam os homicídios. “Ou seja, eles eram o braço armado do líder. Até o momento, ligamos o grupo a 19 homicídios, mas com a ouvida deles e a delação premiação acreditamos que vamos descobrir mais mortes”, disse Amaral.

Participam da ação 50 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações foram efetuadas pela Delegacia de Camaragibe. Os presos e o material apreendido foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

Outros detalhes serão repassados durante uma coletiva de imprensa marcada para acontecer na segunda-feira (23), às 9h.

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Polícia Civil deflagra ação para prender suspeitos de homicídios e tráfico de drogas no Grande Recife

Por G1 PE

Sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Recife  (Foto: Dyanne Melo/TV Globo)

Sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Recife (Foto: Dyanne Melo/TV Globo)

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), uma ação para prender suspeitos de tráfico de drogas e homicídios na capital pernambucana e no Grande Recife. A ‘Operação Cacique’ cumpre 16 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar.

A ‘Cacique’ é a 38º operação de repressão qualificada desencadeada pela corporação, este ano, no estado. Os mandados foram expedidos pela Juíza da Primeira Vara da Comarca de Camaragibe, na Região Metropolitana.

Participam da ação 50 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. A operação é supervisionada pela Chefia de Polícia e coordenada pela Diretoria Integrada Metropolitana.

As investigações foram efetuadas pela Delegacia de Camaragibe. Os presos e o material apreendido serão levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

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Quatro morrem e dois são presos em operação contra quadrilha que roubava carros-fortes e bancos em quatro estados

Por G1 PE

Armamento apreendido com quadrilha fez investigadores acreditarem que grupo estava a caminho de assaltar carro-forte no interior de Pernambuco (Foto: Divulgação/PM)

Armamento apreendido com quadrilha fez investigadores acreditarem que grupo estava a caminho de assaltar carro-forte no interior de Pernambuco (Foto: Divulgação/PM)

Quatro mortos, dois presos e diversas armas apreendidas. Esse foi o saldo da operação que desarticulou uma quadrilha especializada em assaltos a carros-fortes e instituições financeiras com atuação em cidades de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Maranhão. Um policial militar do Ceará está entre os presos, apontado como o “braço armado” do esquema.

Os detalhes da operação, que incluiu as polícias Civil, Militar e Federal através da força-tarefa Bancos, foram apresentado no Recife, nesta quinta-feira (19). Comandante do Batalhão Especializado de Polícia do Interior (Bepi), o tenente-coronel Ely Jobson explica trabalhos de inteligência apontaram que a quadrilha estaria na zona rural de Salgueiro, no Sertão.

“Montamos um bloqueio no Sítio Quixaba 1. Os policiais deram ordem de parada, mas os marginais não pararam”, explica o comandante, apontando que houve troca de tiros e dois homens morreram na hora, enquanto os outros fugiram pela caatinga.

Houve, então, perseguição pela caatinga e uma nova troca de tiros, em que um terceiro homem foi morto. Na tarde desta quinta, um quarto suspeito de envolvimento também morreu em confronto com a polícia, em Salgueiro. “Foi feito cerco, tentou-se negociação. Ele reagiu, estava armado com fuzil e ele veio a morrer”, explica Jobson.

Armas de grosso calibre foram apreendidas com suspeitos de integrar quadrilha especializada em assalto a carros-fortes e instituições financeiras (Foto: Divulgação/PM)

Armas de grosso calibre foram apreendidas com suspeitos de integrar quadrilha especializada em assalto a carros-fortes e instituições financeiras (Foto: Divulgação/PM)

Segundo a polícia, este quarto homem havia sido preso cinco vezes, sendo quatro delas por assalto a bancos. Todos os envolvidos, com exceção do policial militar do Ceará, já tinham passagens pela polícia, de acordo com os investigadores.

Pela quantidade de armas apreendidas com a quadrilha, a polícia acredita que eles se preparavam para assaltar um carro-forte que passaria pela BR-232, em direção a Salgueiro, no horário aproximado da operação. “Temos várias investigações em andamento. Aqueles que não se renderam durante a abordagem, morreram no confronto”, aponta o chefe da Polícia Civil, delegado Joselito Kerhle.

Líderes

Um dos líderes do esquema é um preso que se encontra dentro do presídio de Salgueiro, sendo o sétimo integrante do grupo criminoso. Segundo o delegado, ele era o mentor intelectual do grupo, enquanto o PM do Ceará seria o braço armado da quadrilha.

“O policial, embora fosse destacado no Ceará, morava em Salgueiro, de onde comandava e articulava com os demais a atuação fora do presídio. Ele fornecia o suporte, o armamento, os veículos necessários. Foram vários fuzis e armas curtas, como pistolas, apreendidos. Tudo isso era fornecido e favorecido com a participação do policial e do outro braço direito da organização”, detalha o chefe da Polícia Civil pernambucana.

Os investigadores acreditam que o policial, aproveitando-se da posição que ocupava, transportava os armamentos utilizados pela quadrilha.

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