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Joe Biden vai liderar delegação dos EUA na posse de Dilma

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em foto de 16 de maio de 2014. Político foi convidado para baile de formatura e enviou arranjo de flores para jovem (Foto: Kevin Wolf/AP)

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden. (Foto: Kevin Wolf / AP Photo)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (19) os integrantes da delegação americana que virão ao Brasil para a posse da presidente Dilma Rousseff. A equipe será liderada pelo vice-presidente, Joe Biden.

Além de Biden, estarão em Brasília no dia 1º de janeiro a secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, e a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, informou a Casa Branca em comunicado.

A delegação também terá Ricardo Zúñiga, assessor principal de Obama para a América Latina no Conselho de Segurança Nacional. Ele foi um dos principais negociadores do histórico acordo entre EUA e Cuba anunciado esta semana para restabelecer as relações diplomáticas, que tinham sido rompidas em 1961.

 

Da EFE

 

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Ao menos 8 crianças são achadas mortas no norte da Austrália

Policiais carregam corpo de criança achado em casa na Austrália (Foto: AP)

Policiais carregam corpo de criança achado em casa na Austrália (Foto: AP)

Os cadáveres de oito crianças com idades entre 18 meses e 15 anos foram encontrados nesta sexta-feira (19) em uma casa da cidade australiana de Cairns junto a uma mulher ferida, anunciou a polícia, enquanto meios de comunicação locais afirmam que elas foram esfaqueadas.

Quatro dias após a tomada de reféns em um café de Sydney que deixou três mortos – entre eles o sequestrador -, o primeiro-ministro, Tony Abbott, reagiu ao novo drama afirmando que seu país vive dias difíceis.

“Nesta noite, o país derramará lágrimas e orará” após este crime inominável, declarou em um comunicado.

As redes de televisão transmitiam imagens da casa em um bairro de Manoora, um subúrbio de Cairns, a grande cidade do nordeste tropical da Austrália, ponto de partida dos turistas que visitam a Grande Barreira de Corais.

“Os investigadores de Cairns indicaram que um crime havia ocorrido, e nesta manhã uma investigação foi aberta”, declarou a polícia.

“Durante a inspeção da casa, a polícia encontrou os cadáveres das crianças, com idades de 18 meses a 15 anos”, acrescentou.

Uma mulher negra de 34 anos foi encontrada ferida na residência.

As imagens da televisão mostraram a mulher sendo colocada em uma maca em uma ambulância.

O estado de saúde da mulher era estável, e por isso ela pôde ser interrogada pelos investigadores, indicou a polícia. O vínculo com as crianças não foi confirmado pelas autoridades, segundo a France Presse.

Segundo sua prima, Lisa Thaiday, a mulher é a mãe das crianças. “Não posso acreditar nisso. Acabamos de saber o que aconteceu com estas pobres criaturas”, disse citada pela agência de notícias australiana AAP.

Policiais e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)
Policiais e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)

As crianças foram encontradas por seu irmão mais velho, de 20 anos, acrescentou sua prima.

Vários meios de comunicação informaram que as crianças foram esfaqueadas. Já o jornal local Cairns Post afirma que também foram asfixiadas, enquanto a polícia não confirmou estas versões.

O companheiro da mulher, que não seria o pai das crianças, vive no mesmo local, segundo a Sky News Australian, cuja apresentadora começou a chorar ao anunciar o crime.

Um oficial da polícia local, o inspetor Bruno Asnicar, tentou tranquilizar a população, dando a entender que os investigadores não buscavam nenhum assassino foragido.

“A população não deve se preocupar além do fato de que se trata de uma tragédia”, declarou em uma coletiva de imprensa. “A situação está sob controle por enquanto”, acrescentou.

A polícia forense estava no local do crime.

“A cena do crime foi isolada. Ninguém pode entrar no local enquanto os técnicos (da polícia) seguirem trabalhando e até que tenhamos estabelecido as circunstâncias” do crime, acrescentou.

Um jornalista do Cairns Post interrogado pela rede de televisão ABC ressaltou que o bairro está habitado em grande parte por indígenas. “Todos aqui têm um parentesco com as pessoas envolvidas” no drama, explicou.

“As pessoas desabaram. Também nos dizem que ela (a mulher ferida) era uma mãe muito orgulhosa que amava profundamente seus filhos e que era muito, muito protetora”, declarou.

Um casal de vizinhos descreveu o bairro como uma região marcada pelo alcoolismo e pela violência.

 

Do G1, em São Paulo

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Fuzileiro naval dos EUA acusado de homicídio comparece à Justiça filipina

Marilou Laude, irmã de Jennifer Laude, morta nas Filipinas, mostra uma foto do fuzileiro naval americano Joseph Pemberton, acusado do crime, durante audiência nesta sexta-feira (19) (Foto: Noel Celis/AFP)

Marilou Laude, irmã de Jennifer Laude, morta nas Filipinas, mostra uma foto do fuzileiro naval americano Joseph Pemberton, acusado do crime, durante audiência nesta sexta-feira (19) (Foto: Noel Celis/AFP)

 

O fuzileiro naval americano acusado de assassinar uma transexual nas Filipinas em outubro compareceu nesta sexta-feira (19) pela primeira vez a um tribunal de justiça filipino, informou a imprensa local.

Joseph Scott Pemberton, que continuará sob custódia das autoridades dos Estados Unidos enquanto ocorrer o julgamento, chegou em um comboio de três veículos e escoltado por fortes medidas de segurança aos tribunais de Olongapo, cerca de 100 quilômetros ao noroeste da capital Manila.

A audiência foi realizada a portas fechadas, enquanto no exterior esperavam a imprensa local, que informam minuciosamente deste caso de assassinato.

A procuradoria acusou formalmente Pemberton na segunda-feira  (15) pelo assassinato da transexual Jeffrey “Jennifer” Laude, cujo corpo, seminu, foi encontrado no quarto de um hotel de Olongapo onde havia entrado pouco antes, junto ao fuzileiro naval.

Perante a indignação dos parentes da vítima, o militar segue sob a custódia dos EUA apesar de o governo das Filipinas ter pedido formalmente na terça-feira para que Pemberton fosse entregue às autoridades do país antes do julgamento.

Segundo a embaixada americana em Manila, é permitido por direito manter a custódia do acusado até que sejam finalizados os procedimentos judiciais em virtude de um acordo militar bilateral assinado em 1999 e ratificado em abril.

Pemberton permanece nas dependências de Camp Aguinaldo, o quartel-general das Forças Armadas das Filipinas, situado em Manila, isolado do resto dos detidos e sob custódia de soldados filipinos e americanos.

Olongapo, uma das localidades filipinas que recebe o maior número de turistas sexuais, fica a poucos quilômetros da baía de Subic, onde Pemberton participava de atividades militares organizadas pelas Forças Armadas de ambos países.

A morte de Laude causou indignação entre os filipinos, que protestaram em frente à Embaixada dos EUA em Manila em várias ocasiões. Eles exigem que seja feita justiça e os mais nacionalistas criticam a presença de militares americanos no país.

Filipinas viveu uma situação similar em 2006, quando os EUA se negaram a entregar às autoridades do país um soldado processado e condenado a 40 anos de prisão por estuprar uma mulher na baía de Subic, e que acabou sendo absolvido.

 

Da EFE

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Em blog, estudante relata estupro em festa universitária de Oxford

Campanha da polícia de Manchester enfatiza que beber não crime, mas estupro é (Foto: Polícia de Manchester)

Campanha da polícia de Manchester enfatiza que beber não crime, mas estupro é (Foto: Polícia de Manchester)

Maria (nome fictício) tinha 20 anos quando foi estuprada no alojamento da tradicional e prestigiosa universidade de Oxford depois de ficar embriagada durante um jogo de pôquer.

Mas foi só no dia seguinte, quando conversou com um amigo, que teve uma ideia do que tinha acontecido.

“Fiquei muito bêbada. Desmaiei e alguém me estuprou”, contou a jovem.

“No dia seguinte, acordei por volta de duas da tarde. Um amigo me mandou uma mensagem perguntando o que tinha acontecido na noite anterior. Eu estava me sentindo um tanto estranha em relação ao episódio, mas foi só quando ele disse ‘Maria… isto é estupro’, que percebi que aquilo não era aceitável.”

A estudante conta que denunciou o caso à polícia, mas “eles não ajudaram muito”.

“A polícia veio à minha casa e pediu para guardar meus lençois, roupas e preservativos para as provas”, disse.

“Mais tarde veio uma mulher que basicamente disse que meu caso não se sustentaria na Justiça, e ordenou que (os outros policiais) me entregassem de volta os sacos com as provas.”

‘Injusto’
Maria decidiu não avançar com o caso mas considera que “não acha justo” ter sido pressionada pela polícia a tomar apressadamente uma decisão de levar o caso à Justiça ou não.

Ela afirma que o caso já ocorreu há muito tempo e ela não tem mais as provas, por isso não acredita que levará o caso à Justiça.

Em comunicado, a polícia de Thames Valley, responsável pela área de Oxford, declarou que “leva muito a sério todas as denúncias de estupro e crimes sexuais” e que alguns dos comentários de Maria são “extremamente preocupantes”.

“Mas como ela escreveu de forma anônima, precisamos que entre em contato diretamente conosco, para que possamos identificar o caso e investigar de forma apropriada as alegações feitas.”

A Universidade de Oxford é formada por 38 faculdades e Maria lembra quando conversou com os funcionários da universidade responsáveis pelo bem-estar dos estudantes.

De acordo com ela, eles conversaram algumas vezes com o suposto estuprador. “Algumas semanas depois eles decidiram que estava tudo bem e que podiam desistir (do caso)”, disse.

A aluna disse que a situação se tornou extremamente constrangedora, pois o estuprador “sempre por perto” nas festas da universidade.

Impunidade
Maria contou seu caso em um blog “Foi estuprada na Universidade de Oxford; a polícia me pressionou a desistir da acusação”, relatou a blogueira.

No texto, ela usa o seu caso para explicar por que apenas 15% dos estupros denunciados à polícia na Grã-Bretanha chegam à Justiça.

“O sistema de justiça criminal, não o fato de as mulheres beberem, é o culpado pelo (baixo) número de condenações”, diz.

Após a publicação, a Universidade de Oxford revisou sua política contra o assédio sexual e desenvolveu novas diretrizes para orientar os funcionários a lidar com crimes sexuais ou violência, incluindo estupro.

“A violência sexual, como todas as formas de assédio sexual, é inaceitável na Universidade de Oxford”, declarou a instituição em nota.

“Oferecemos apoio em diversos níveis para todas as vítimas, incluindo as de violência sexual, estupro ou ataque, e agora a coordenação é centralizada.”

Também foram organizadas oficinas para discutir a questão do consentimento sexual com os calouros.

A questão é discutida em outras universidades da Grã-Bretanha. Na semana passada a polícia na região de Manchester lançou uma nova campanha junto com movimentos estudantis e universidades do noroeste da Inglaterra.

Os folhetos afirmam que “Beber não é crime. Estupro é”. O material foi distribuído em bares, casas noturnas e alojamentos estudantis.

A polícia também está promovendo uma mobilização nas redes sociais usando a hashtag #noconsentnosex (‘sem consentimento, sem sexo’, em tradução livre).

Atitudes
Na semana passada, a união nacional de estudantes britânica encerrou uma campanha chamada “Recupere o seu Campus”, que encampou atividades contra a violência de gênero durante 16 dias.

Uma das promessas da campanha era a de exigir que as universidades “investiguem o nível de assédio e crime nos campi e disponibilizem os resultados para o público”.

Mas Maria acredita que existe um problema de atitude em relação ao estupro de mulheres sob o efeito do álcool ou substâncias.

“Não tenho culpa de ter desmaiado, mas ele tem culpa de ter me estuprado”, disse.

Apesar de não levar o caso adiante, Maria acha que seu estuprador sabe do blog que ela escreveu.

“Ele deve saber que estou apenas a um click de revelar para todo mundo que ele é estuprador, e isto me dá muito poder”, diz.

“Para mim, isso é quase suficiente. Não preciso que ele vá para a prisão, mas quero acreditar que, com as palestras sobre consentimento sexual na universidade, ele não vá reincidir no crime.”

A jovem tampouco quer ser definida pelo que ocorreu naquela noite. “Quero achar que há mais coisas na minha personalidade além de ter sido estuprada”, afirma.

“Não quero que as pessoas olhem para mim e pensem, ‘essa é a garota que foi estuprada’. Quero que pensem, ‘essa é a menina que fez X, Y e Z – ela é incrível'”.

 

 

Da BBC

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Chinês é flagrado traindo a esposa com a cunhada em estacionamento

A chinesa Ting Su, de 29 anos, flagrou o marido a traindo com a irmã dela em um estacionamento lotado de um shopping na China. O marido e a irmã de Su estavam nus no carro.

Chinês foi flagrado traindo a esposa com a cunhada (Foto: Reprodução/YouTube/Video to-Day)
Chinês foi flagrado traindo a esposa com a cunhada (Foto: Reprodução/YouTube/Video to-Day)

Segundo a imprensa chinesa, Su usou um rastreador de celular para encontrar o marido, mas ficou em choque ao flagrá-lo tendo relações sexuais com a cunhada.

Como vingança, Su entrou no carro e foi embora, deixando o marido Cheng e a irmã dela nus em pleno estacionamento. A mulher pediu o divórcio do marido.

Outros clientes do shopping fotografaram o casal nu e postaram fotos nas redes sociais, como o Weibo.

 

Do G1, em São Paulo

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Putin diz que crise na Rússia durará no máximo 2 anos

Vladimir Putin durante entrevista coletiva de fim de ano em Moscou, nesta quinta-feira, 18 de dezembro (Foto: Maxim Zmeyev/Reuters)

Vladimir Putin durante entrevista coletiva de fim de ano em Moscou, nesta quinta-feira, 18 de dezembro (Foto: Maxim Zmeyev/Reuters)

 

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (18) que a economia da Rússia, que enfrenta a pior crise monetária desde 1998, voltará a crescer em dois anos no máximo. “Na pior das hipóteses, a crise vai durar dois anos, mas pode melhorar ‘antes’ e, de todos os modos, terá uma solução de forma ‘inevitável’, já que a economia mundial continua crescendo”, afirmou Putin, em sua entrevista coletiva anual.

“Vamos utilizar as medidas empregadas com êxito em 2008”, explicou. Putin não quis se aventurar sobre a evolução da situação e considera possível tanto um aumento do rublo como uma nova queda diante “dos numerosos fatores de incerteza”.

O presidente, mais popular do que nunca, disse que serão mantidos os programas sociais (aumento das aposentadorias e dos salários dos funcionários), mas que o governo pode se ver obrigado a reduzir alguns gastos em função de como a situação evoluir.

“Se a situação se desenrolar desfavoravelmente, teremos que ajustar nossos planos. Sem dúvida, teremos que cortar alguns (gastos)”, disse Putin.

O presidente disse que a Rússia tem que diversificar sua economia para reduzir a dependência do petróleo, seu principal produto de exportação e uma fonte importante de receita estatal, e que uma recuperação pode ter início em algum momento do ano que vem.

Ele afirmou que o governo deve adotar medidas adicionais para garantir a estabilidade econômica. “Tem havido resultados, mas o governo precisa adotar outras medidas”, disse Putin, acrescentando que o Banco Central não é a única entidade responsável pela situação econômica.

De acordo com Vladimir Putin, o Banco Central e o governo estão adotando medidas adequadas para sustentar o rublo e que a atual situação da economia russa foi provocada por fatores externos, como a forte queda do preço do petróleo. “Acredito que o Banco Central e o governo estão adotando medidas adequadas”, disse ele, acrescentando que podem ter havido questões sobre o momento e a qualidade das medidas.

Segundo Putin, o BC não irá desperdiçar reservas internacionais impulsionando o rublo, mas que a taxa de juros não irá permanecer no atual patamar durante toda a crise econômica.

O chefe do Kremlin assegurou que a saída da crise e posterior crescimento da economia russa são “inevitáveis” e poderiam acontecer antes de dois anos. Ele argumentou que, embora o ritmo de crescimento da economia desacelere, este continua e “com toda segurança se manterá”.

“A conjuntura econômica mudará e com o crescimento da economia mundial recursos energéticos adicionais serão requeridos”, disse Putin, que ao mesmo tempo não descartou a possibilidade de que o preço do petróleo continue caindo.

Putin atribuiu a queda do valor do rublo e da bolsa russa a fatores externos, em particular a queda do preço do petróleo, mas reconheceu também que a Rússia não deu os passos necessários para “diversificar sua economia”, altamente dependente das exportações de hidrocarbonetos.

Banco central
O presidente russo assinalou que as recentes medidas adotadas pelo governo e pelo Banco Central da Rússia para estabilizar a situação no mercado foram adequadas, mas opinou que algumas ações poderiam ter sido adotadas com mais rapidez. Putin afirmou que o BC deveria ter parado com suas intervenções no mercado cambial há muito tempo, e que se isso tivesse acontecido não precisaria ter elevado a taxa de juros em uma medida de emergência nesta semana.

“Tudo foi feito corretamente, mas poderia ter sido dado meio passo à frente”, disse Putin, defendendo a presidente do Banco Central, Elvira Nabiulina, ao assinalar que o órgão emissor “não é o único responsável pela situação econômica do país”.

Putin afirmou que seu governo não planeja emitir normas para que exportadores domésticos vendam sua receita em moeda estrangeira para sustentar o rublo, que entrou em colapso nesta semana.

Moeda enfraquece
O rublo enfraquecia contra o dólar e o euro nesta quinta-feira, com operadores dizendo que o presidente Vladimir Putin não ofereceu até agora medidas concretas para tirar a Rússia da crise.

O rublo perdeu cerca de 45% contra o dólar até agora neste ano em meio ao recuo dos preços do petróleo e às sanções do Ocidente devido à Ucrânia. Segundo operadores, as oscilações do câmbio foram exarcebadas pela liquidez baixa (menor facilidade de converter bens e investimentos em dinheiro) e operações envolvendo volumes pequenos são capazes de impactar demais o mercado.

Um aumento de 6,5 pontos percentuais na principal taxa de juros, para 17%, não conseguiu impulsionar o rublo na terça-feira (16). A Rússia também já gastou mais de US$ 80 bilhões neste ano tentando sustentar a moeda.

Inicialmente o governo adotou uma atitude passiva diante da queda do rublo, justificando que dependia principalmente de fatores externos (sanções ocidentais e queda de preços do petróleo) e que a moeda acabaria subindo.

Mas, diante do desenrolar dos acontecimentos, se uniu aos esforços do BC para apagar o incêndio, com medidas de apoio aos bancos e negociações com os grandes grupos exportadores para evitar que a venda de divisas afetasse muito a moeda.

O ministro da Economia, Alexei Ulyukayev, afirmou em entrevista a um jornal que as sanções ocidentais devem durar “bastante tempo” e que a Rússia está pagando o preço por não realizar reformas estruturais, descrevendo os baixos preços do petróleo, as sanções do Ocidente pela crise da Ucrânia e os problemas econômicos globais como “tempestade perfeita”.

 

Do G1, em São Paulo

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Nigéria condena à morte 54 militares por não lutarem contra Boko Haram

Da Folhapress

Um tribunal militar da Nigéria condenou à morte 54 soldados que se negaram a participar de uma operação contra o grupo terrorista Boko Haram durante o mês de agosto, segundo confirmaram fontes do Ministério da Defesa nigeriano.

A corte declarou os militares culpados por conspiração criminosa para se amotinar e os condenou à morte por fuzilamento nesta quinta-feira (18).

Outros cinco foram absolvidos no julgamento secreto, segundo o advogado Femi Falana.

Eles foram o primeiro grupo de 97 soldados julgados por crimes como motim, agressão, fuga, destruição de casas e comportamento desordeiro.

Aparentemente, os soldados, todos membros da Sétima Divisão do Exército nigeriano, destacada na cidade nordeste de Maiduguri, teriam se negado a fazer parte de uma missão para recuperar três aldeias que haviam sido tomadas pelo Boko Haram.

Os 54 militares se declararam inocentes das acusações. Uma das testemunhas apresentadas pela procuradoria reconheceu que a maior parte deles se uniram à operação com posterioridade, relata o jornal local “Premium Times”.

Trata-se da segunda sentença de morte contra militares emitida pelo tribunal militar de Abuja, que no mês de setembro condenou à morte outros 12 militares da mesma Divisão por se amotinar e disparar contra o oficial do comando de sua unidade.

Nos últimos meses, a ofensiva do Exército nigeriano contra Boko Haram desacelerou pelas constantes queixas dos soldados, que denunciam a falta de armas e equipamento apropriado para lutar contra um inimigo que muitas vezes dispõe de mais e melhores recursos.

A proximidade das eleições presidenciais, previstas para meados de fevereiro de 2015, transformou a luta contra Boko Haram em um assunto prioritário, já que existe um grande temor de que o Exército não seja capaz de garantir a segurança durante as votações.

As tropas são acusadas de praticar abusos, segundo grupos de direitos humanos, incluindo matar civis e queimar suas casas.

BOKO HARAM – Desde 2009 o grupo luta para refundar um califado islâmico sob o cumprimento estrito da sharia (lei islâmica). O nome do movimento significa “a educação ocidental é proibida”.

A violência do Boko Haram e sua repressão pelas forças de segurança fizeram 13 mil mortos e mais de um milhão de deslocados desde 2009.

Em abril o grupo Boko Haram sequestrou mais de 200 meninas de aldeia Chibok, também no norte da Nigéria. O caso ganhou repercussão internacional.

Embora o governo tenha anunciado em outubro um cessar-fogo com o grupo e a libertação das meninas, os islamitas negaram o acordo e disseram já ter casado as estudantes.

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Obama e Raúl Castro anunciam retomada das relações de Cuba e EUA

Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram nesta quarta-feira (17) o restabelecimento das relações dos Estados Unidos e Cuba. O embargo comercial ao país caribenho, no entanto, permanecerá.

Obama confirmou que Cuba libertou nesta quarta o prisioneiro americano Alan Gross e, em troca, três agentes de inteligência cubanos que estavam presos nos Estados Unidos voltaram à ilha. A transferência de Gross e dos cubanos Luis Medina, Gerardo Hernandez e Antonio Guerrero foram concluídas.

Os EUA anunciaram as seguintes medidas:

– restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países;
– facilitar viagens de americanos a Cuba;
– autorização de vendas e exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba;
– autorização para norte-americanos importarem bens de até US$ 400 de Cuba;
– início de novos esforços para melhorar o acesso de Cuba a telecomunicação e internet.

As medidas incluem ações práticas como o restabelecimento de uma embaixada americana em Havana e a revisão da designação dada pelos EUA a Cuba de Estado que patrocina o terrorismo.

Obama também disse que espera um debate sério do Congresso norte-americano para que levante o embargo que o país mantém a Cuba, que proíbe a maioria das trocas comerciais. Os dois países não se relacionavam desde 1962 – mantendo apenas seções de interesse de nível menor desde 1977 em suas respectivas capitais.

EUA-Cuba (Foto: Doug Mills/Pool/Reuters, Reprodução/Reuters)
Barack Obama e Raúl Castro durante seus pronunciamentos  (Foto: Doug Mills/Pool/Reuters, Reprodução/Reuters)

Obama disse que a normalização das relações com Cuba encerram uma “abordagem antiquada” da política externa americana. Ao justificar a decisão, o presidente disse que a política “rígida” dos EUA em relação a Cuba nas últimas décadas teve pequeno impacto.

O presidente americano afirmou acreditar que os EUA poderão “fazer mais para ajudar o povo cubano” ao negociar com o governo da ilha.

Ele usou uma frase em espanhol durante o discurso: “Todos somos americanos”.

“A mudança é difícil nas nossas vidas e na vida das nações. E a mudança é ainda mais difícil quando nós carregamos a carga pesada da história nos nossos ombros. Mas hoje nós estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer.”

Em Havana, Raúl Castro confirmou o restabelecimento de relações diplomáticas e disse que quer restabelecer os vínculos especialmente no que se refere a viagens, correio postal direto e telecomunicações.

“Exorto ao governos dos Estados Unidos a remover os obstáculos que impedem os vínculos entre nossos povos”, disse Castro.

‘Profundas diferenças’
Castro disse ainda que reconhece que há “profundas diferenças” entre os dois países, “fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterior”, para em seguida completar: “Reafirmo nossa vontade de dialogar sobre todos esses temas.”

O presidente cubano ainda disse que a ilha vai libertar e mandar para os EUA um homem de origem cubana que espionou para os americanos — não se trata, nesse caso, de Alan Gross, que já está em solo americano.

Papel do Vaticano
Obama e Castro mencionaram o papel do Vaticano e do Papa Francisco em facilitar as negociações históricas entre os dois países. Obama dissse que o Papa ajudou ao pressionar pela libertação do americano Alan Gross. Raúl Castro também agradeceu o apoio do Papa Francisco para “ajudar a melhorar as relações entre Cuba e os EUA”. Ele também agradeceu ao Canadá pelo apoio logístico.

Após o anúncio, Papa Francisco parabenizou os dois países e disse que continuará a apoiar o fortalecimento das relações bilaterais.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que a troca de prisioneiros entre EUA e Cuba foi um gesto “corajoso” do presidente Barack Obama e que tratou-se de uma vitória para a ilha. “Temos que reconhecer o gesto de Obama, um gesto corajoso e necessário”, disse Maduro a líderes do Mercosul em reunião na Argentina.

 

Do G1 em São Paulo

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Raúl Castro recebe em Havana os 3 cubanos libertados pelos EUA

O presidente cubano, Raul Castro, com Fernando Gonzalez, Ramon Labañino, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero e René González, depois que os agentes Labañino, Hernandez e Guerrero desembarcaram em Havana. (Foto: Reuters)

O presidente cubano, Raul Castro, com Fernando Gonzalez, Ramon Labañino, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero e René González, depois que os agentes Labañino, Hernandez e Guerrero desembarcaram em Havana. (Foto: Reuters)

 

O presidente de Cuba, Raúl Castro, recebeu nesta quarta-feira (18) em Havana os três agentes cubanos que estavam presos nosEstados Unidos desde 1998, em um encontro que foi transmitido pela televisão estatal, no qual se abraçaram e trocaram agradecimentos.

Horas depois que o próprio Castro confirmou a chegada dos agentes ao país em um pronunciamento exibido na televisão por volta do meio-dia, um telejornal nacional divulgou as primeiras imagens dos ‘heróis’, como são conhecidos em Cuba.

“Estou orgulhoso de vocês pela resistência que mostraram, pelo valor e pelo exemplo que isso representa para todo nosso povo”, disse Castro aos agentes, segundo o noticiário televisivo.

Também foram exibidas imagens do reencontro de Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero com seus familiares. O de Hernández com sua mulher, Adriana Pérez, foi especialmente emocionante, já que ela não o via há 16 anos, pois nunca obteve permissão dos EUA para visitá-lo na prisão.

Após sua chegada em Havana, Hernández, Labañino e Guerrero foram recebidos nas ruas pelos moradores e visitaram o cemitério para homenagear seus familiares mortos no período em que permaneceram detidos.

Hernández, Labañino e Guerrero fazem parte do grupo conhecido como ‘Los Cinco’, detidos em 1998 nos EUA quando o FBI desmantelou a rede de espionagem cubana ‘Avispa’ (vespa, em espanhol), que operava no sul da Flórida.

Todos admitiram que eram agentes do governo cubano ‘não declarados’ nos EUA, mas que seus alvos eram ‘grupos terroristas de exilados’ que conspiravam contra o então presidente Fidel Castro, e não contra o governo americano.

O grupo foi julgado e condenado a longas penas de prisão em 2001 e seu caso se transformou em mais um ponto de controvérsia no longo e tenso contencioso entre Havana e Washington.

Considerados ‘heróis’ e ‘lutadores antiterroristas’ em Cuba, o grupo também era formado por René González e Fernando González, que retornaram a Havana em 2013 e em fevereiro deste ano, respectivamente, depois que cumpriram suas penas.

 

Da EFE

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Tempestade de neve deixa ao menos 3 mortos no norte do Japão

Homem remove neve em calçada de Nagoya, em Aichi, no centro do Japão nesta quinta-feira (18) (Foto: Jiji Press/AFP)

Homem remove neve em calçada de Nagoya, em Aichi, no centro do Japão nesta quinta-feira (18) (Foto: Jiji Press/AFP)

Uma forte tempestade de neve no norte do Japão provocou a morte de pelo menos três pessoas, além de interrupções no sistema de transportes na ilha de Hokkaido, informou nesta quinta-feira (18) a emissora pública ‘NHK’.

Duas frentes de baixa pressão estão desde quarta-feira sobre a ilha de Hokkaido e o norte da ilha de Honshu, a maior do país, com fortes nevascas e ventos, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA, sigla em inglês).

O temporal, que poderia ser um dos mais intensos no norte do arquipélago japonês nos últimos anos, segundo essa agência, continuará com a precipitação, nas próximas horas, de até 120 centímetros de neve em algumas áreas, além de ventos que podem chegar a 160 km/h.

Pelo menos três pessoas morreram em acidentes de trânsito provocados pela tormenta e avalanches, duas delas em Hokkaido e outra em Hiroshima, segundo a ‘NHK’.

Neve cobriu telhados de um castelo em Nagoya. (Foto: Jiji Press / AFP Photo)
Neve cobriu telhados de um castelo em Nagoya. (Foto: Jiji Press / AFP Photo)

Nas áreas montanhosas de Hokkaido, as autoridades locais retiraram cerca de 150 pessoas que estavam isoladas pela neve, enquanto cerca de 20 mil famílias ficaram sem energia elétrica em suas casas entre terça e quarta-feira, informou a companhia energética local Hokkaido Electric Power.

O temporal também causou o fechamento de 1,2 mil escolas e interditou trechos de estradas regionais e locais.

O serviço de trens que liga Sapporo, a capital de Hokkaido, com outras partes do país, foi suspenso na noite de quarta-feira, assim como outras linhas de alta velocidade (Shinkansen, o trem bala) no noroeste de Honshu.

Além disso, cerca de 100 voos nacionais – a maioria deles partindo de Hokkaido – foram cancelados, segundo a ‘NHK’.

Na quarta-feira, mais de 420 voos nacionais e internacionais foram cancelados pelo temporal, que também obrigou um avião da American Airlines, que fazia a rota entre Seul (Coreia do Sul) e Dallas (EUA), a fazer um pouso de emergência em Tóquio devido às graves turbulências.

A JMA mantém hoje o estado de alerta em grande parte do norte, centro e oeste do Japão devido aos fortes ventos, intensas nevascas e ondulações nos mares. Além disso, emitiram uma advertência para o risco de avalanches, deslizamentos de terra e inundações.

 

 

Da EFE

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