Mursi será julgado por acusação de assassinato de manifestantes

O ex-presidente do Egito Mohamed Mursi, deposto há quase dois meses pelas Forças Armadas, será julgado ao lado de mais 14 pessoas sob a acusação de incitamento a assassinatos. A data do julgamento não foi anunciada. Mursi é acusado de envolvimento com a morte de sete manifestantes, em dezembro de 2012, quando houve uma série de protestos contra o governo no país.

Desde sua destituição do poder em 3 de julho, o ex-presidente é mantido preso em local não divulgado pelos militares. Também foram detidos mais de 800 simpatizantes de Mursi ligados à entidade Irmandade Muçulmana. O líder supremo da irmandade, Mohamed Badie, que é mantido preso, também deverá ser julgado.

Na relação de pessoas que serão julgadas ao lado de Mursi, estão Essam Al Ariane, que é o segundo do Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, e Mohamed Beltagi, ex- parlamentar e um dos principais simpatizantes do ex-presidente.

Fonte: Agência Brasil

Foto: AFP/Arquivo

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Obama diz que EUA estão prontos para atacar Síria

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste sábado (31) que vai pedir autorização do Congresso antes de atacar a Síria, em uma aposta política que afasta a ameaça de ataques iminentes contra o regime de Bashar al-Assad.

Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama disse que o ataque com armas químicas no subúrbio de Damasco representa uma “ameaça que deve ser enfrentada”, e que decidiu responder com o poderio militar americano.

Mas em uma iniciativa que pode redefinir o balanço de forças em Washington, Obama acrescentou que é importante obter o apoio do Congresso antes de dar a ordem de ataque.

“Eu vou pedir autorização para o uso da força aos representantes do povo americano no Congresso,” disse Obama.

A decisão representa uma iniciativa corajosa para um presidente que tenta recompor as relações com a oposição em um Congresso dividido, e que corre o risco de enfrentar o mesmo destino do primeiro-ministro britânico, David Cameron, derrotado no Parlamento em uma votação para definir o apoio a uma intervenção militar.

Obama pode receber um voto de confiança no Senado, controlado por seu Partido Democrata, mas é impossível prever o voto da Câmara dos Representantes, controlada pela oposição do Partido Republicano.

Além disso, o Congresso americano está em recesso até 9 de setembro, e Obama não deu indicação alguma de que pretenda convocar uma sessão extraordinária para abordar a questão.

“Estamos satisfeitos que o presidente peça a autorização para uma intervenção militar na Síria”, indicou o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, em um comunicado, junto com outros líderes republicanos. “Em consultas com o presidente, esperamos que a Câmara examine esta medida na semana de 9 de setembro”, indicaram os republicanos na nota.

Em seu discurso, Obama afirmou: “Nossas forças militares têm recursos preparados na região. Estamos prontos para atacar quando decidirmos”.

Para Obama, o suposto massacre ocorrido em Damasco no dia 21 de agosto foi “o pior ataque com armas químicas do século XXI”.

Na visão do presidente americano, uma resposta militar “limitada” e sem tropas terrestres é a reação adequada para um ataque que, de acordo com uma estimativa do governo americano, deixou mais de 1.400 mortos, incluindo 426 crianças, e é responsabilidade do governo sírio.

“Esse ataque foi um atentado à dignidade humana. Também representa um sério perigo para nossa segurança nacional. Corre o risco de ridicularizar a proibição global do uso de armas químicas”, afirmou.

Além disso, “coloca em risco nossos amigos e associados nas fronteiras sírias, incluindo Israel, Jordânia, Turquia, Líbano e Iraque. Pode causar uma escalada no uso de armas químicas, ou sua proliferação para grupos terroristas que podem causar dano”.

Avaliação “imparcial e crível” – Neste sábado, as Nações Unidas prometeram fazer uma avaliação “imparcial e de credibilidade” sobre o uso de armas químicas na Síria, disse seu porta-voz, Martin Nesirky, indicando que não poderá haver conclusões até que os exames de laboratório tenham sido concluídos.

Os inspetores da ONU deixaram a Síria neste sábado rumo à Holanda, onde está a sede da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

“A equipe precisa de tempo para analisar as amostras” recolhidas no local do massacre supostamente cometido com armas químicas no dia 21 de agosto perto de Damasco.

Os investigadores levarão depois suas conclusões ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que enviará as informações aos estados membros.

O porta-voz da OPAQ, Michael Luhan, disse à AFP que as amostras “devem ser enviadas para uma meia dúzia de laboratórios ao redor do mundo, para países que não estão politicamente envolvidos” no conflito.

Os resultados devem levar, no mínimo, “duas semanas” para ser apresentados, afirmou.

EUA condenam “impotência” da ONU – Os Estados Unidos asseguram que o relatório dos inspetores sobre as armas químicas não trará informações novas, e disse que já possuem todas as provas que acusam o regime sírio.

Obama, que deve participar da cúpula do G20 nos dias 4 e 5 de setembro, em São Petersburgo (Rússia), condenou inclusive “a impotência” do Conselho de Segurança da ONU, por não conseguir ter uma voz única desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, que deixou mais de 100.000 mortos.

“Como disse em várias oportunidades Ban Ki-moon, a investigação da ONU não dirá quem utilizou essas armas químicas (…). Eles dirão se essas armas foram utilizadas”, explicou o secretário de Estado americano, John Kerry, que considerou: “A missão da ONU não pode nos dizer nada (…) que já não saibamos”.

O presidente russo, Vladimir Putin, aliado da Síria, considerou “completamente absurdas” as acusações de que o regime sírio usou armas químicas.

“Em uma situação em que o Exército sírio estava na ofensiva (…), afirmar que o governo sírio usou armas químicas é absurdo,” disse Putin.

“Estou convencido de que se trata de uma provocação daqueles que querem envolver outros países no conflito sírio, e garantir o apoio de atores internacionais poderosos, em primeiro lugar o dos Estados Unidos”, acrescentou Putin, que exortou Washington a apresentar provas que diz possuir.

“Mentiras e fabricações”, segundo Damasco – O regime sírio nega que tenha utilizado armas químicas e chamou de “mentiras e fabricações” o relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos sobre o envolvimento de seu Exército em um ataque químico.

“Esperamos uma agressão a qualquer momento e estamos preparados para responder também a qualquer momento”, afirmou neste sábado à AFP uma autoridade dos serviços de segurança sírios.

Em uma declaração por escrito divulgada pela televisão estatal síria, o primeiro-ministro do país, Wael al-Halqi afirmou: “O Exército está pronto para enfrentar todos os desafios e todos os cenários”. Ele ressaltou que as forças sírias estão “com o dedo no gatilho.”

Apesar da oposição do Parlamento britânico, que na quinta-feira rejeitou um ataque, e de Moscou e Pequim, Obama e seu colega francês, François Hollande, expressaram sua intenção de enviar uma “mensagem forte” ao regime de Assad.

Obama conversou com Hollande neste sábado antes de anunciar que pediria a anuência do Congresso para um ataque, que eles já haviam ressaltado que não tem como objetivo derrubar o regime sírio, e sim evitar o uso de armas químicas.

Devido ao temor de uma iminente intervenção, uma maré de famílias sírias abandonava neste sábado o país através da cidade fronteiriça libanesa de Masna.

Em um vídeo divulgado na internet, a oposição síria pediu que os sírios tomem medidas de precaução para “superar as dificuldades nos próximos dias”.

Protestos a favor e contra – Uma pesquisa divulgada na sexta-feira mostrou que a metade dos americanos não quer a intervenção militar do país na Síria, e que oito em cada dez consultados afirmaram que o presidente deve solicitar a aprovação do Congresso, como exige a Constituição.

Esta situação era evidente neste sábado diante da Casa Branca, onde grupos pacifistas e que defendem a oposição síria realizaram manifestações e toiveram que ser separados pela polícia depois de empurrões e insultos.

“A guerra na Síria, justificada por mentiras”, gritavam os manifestantes contrários aos ataques militares, agarrando as grades que dão para os jardins da Casa Branca.

“Estamos metidos em guerras demais neste momento”, disse Andre Jones, um estudante que mencionou a situação no Afeganistão. A situação na Síria “não é da nossa conta. É um país soberano, e também não nos querem lá. Além disso, os dois lados são maus”, disse.

Cerca de outras cinquenta pessoas gritavam palavras de ordem em favor dos ataques e contra Assad. Um manifestante tinha um cartaz que comparava o presidente sírio a Adolf Hitler.

 

Fonte: AFP e Agência Estado

Foto: AFP

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Avião cai no Paraguai e mata seis, sendo dois brasileiros

A queda de um avião no Paraguai deixou seis mortos na noite desta sexta-feira (30), incluindo dois brasileiros. O acidente aconteceu perto da aldeia de Ypejhu, próximo à fronteira com o Brasil. Segundo o oficial de polícia Sixto Mendoza, o aeronave foi encontrada em uma plantação de trigo, totalmente destruída.

As vítimas brasileiras são Antônio Kuschel e seu filho Adriano Kuschel, produtores de soja no Paraguai. Segundo informações do Aeroporto Internacional de Assunção, o avião deles partiu de uma colônia em Chaco Boreal com destino a Canindeyú. Depois foi detectado um sinal de alarme e por volta da meia-noite foram encontrados os restos da aeronave e seus tripulantes. Fonte: Associated Press. (AE)

Fonte: Agência Estado

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Washington lançou 231 ciberataques em 2011, dizem documentos de Snowden

Os serviços de inteligência americana lançaram 231 ciberataques em 2011, principalmente contra Irã, Rússia, China e Coreia do Norte, noticiou o Washington Post este sábado (31), com base em documentos que foram divulgados pelo ex-analista Edward Snowden.

“Estas revelações (…) dão novas provas de que os ‘ciberguerreiros’, cada vez mais numerosos no governo (do presidente Barack) Obama invadem as redes de informática do exterior e perturbam seu funcionamento”, destaca o Post, que se baseou no orçamento secreto dos serviços de inteligência americanos entregues pelo analista que trabalhava para a Agência de Segurança Nacional americana (NSA).

Além dos ciberataques, os especialistas “invadem redes estrangeiras para colocá-las sob um discreto controle americano”, continua o jornal, em alusão ao projeto denominado GENIE que, com um orçamento de US$ 652 milhões foram implantados programas espiões em dezenas de milhares de máquinas.

“Perto do fim do ano, GENIE deveria controlar pelo menos 85.000 programas implantados em máquinas escolhidas estrategicamente ao redor do mundo”, contra 21.000 em 2008, segundo documentos consultados pelo Post.

Entre os 231 ciberataques realizados em 2011, segundo os documentos orçamentários “cerca de 75% tinham objetivos da maior importância, que ex-funcionários identificam adversários, entre eles Irã, Rússia, China e Coreia do Norte ou ativistas como a proliferação nuclear”, continua o periódico.

O vírus da internet Stuxnet, que tinha atacado em 2010 o programa nuclear iraniano, tinha sido atribuído por Teerã a um ataque israelense-americano.

Nos últimos meses, Washington chamou reiteradamente a China a cessar suas atividades de pirataria na internet, mas “os serviços de inteligência americanos usam rotineiramente no mundo inteiro programas espiões desenhados pelo governo que diferem pouco em seu funcionamento das ‘persistentes ameaças aperfeiçoadas’ que os americanos atribuem à China”, destaca o Post.

A principal diferença, explicam os especialistas, “é que a China rouba segredos industriais americanos com um objetivo financeiro”, destaca o periódico da capital americana.

Fonte: AFP

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Protestos terminam em violência na Colômbia

Milhares de pessoas se manifestaram nesta quinta-feira nas principais cidades da Colômbia para apoiar os camponeses que exigem ajuda financeira do governo, em passeatas que terminaram com cenas de violência em Bogotá e Medellín.

Em Bogotá, trabalhadores, estudantes e profissionais da saúde ocuparam a Praça Bolívar, no centro da capital, onde a polícia de choque reprimiu os manifestantes.

Ao menos 147 pessoas ficaram feridas na capital, incluindo 26 que receberam atenção médica, e 40 foram detidas, informou a prefeitura de Bogotá.

Segundo o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, 37 policiais ficaram feridos nos protestos, em todo o país, incluindo três agentes baleados em Soacha, subúrbio de Bogotá.

“Está claro que aqui não há inocentes: são vândalos, criminosos a serviço de interesses obscuros, certamente a serviço dos terroristas das Farc”, disse Pinzón em referência à guerrilha colombiana.

O protesto que começou pacífico na capital degenerou no final da tarde, quando manifestantes e policiais se enfrentaram, o que destruiu as vidraças de várias agências bancárias e lojas.

Grupos de encapuzados atacaram os policiais com vidros quebrados, paus e pedras, constatou a AFP no local. A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo. O ministro do Interior, Fernando Carrillo, atribuiu os incidentes a “vândalos que não são camponeses”.

Em Medellín, segunda principal cidade da Colômbia, o protesto terminou em confronto entre policiais e manifestantes, e dois jornalistas foram agredidos pela polícia, constatou o fotógrafo da AFP.

No final da tarde, o presidente Juan Manuel Santos se reuniu com a liderança policial para avaliar a situação. No total, ocorreram 48 protestos, em todo o país.

Jorge Morales, um estudante de 22 anos, declarou à AFP em Bogotá que “é preciso apoiar os camponeses. Os TLCs (tratados de livre comércio) nos deixam mal. Os camponeses preferem jogar fora suas colheitas e derramar seu leite porque tudo está entrando do estrangeiro com preços muito baixos, não vale a pena vender”,

“Sou neta de camponeses e não é justo que este país, capaz de produzir comida para se sustentar, traga tudo de fora porque é mais barato”, lamentou outra estudante.

Os camponeses, que bloqueiam as principais estradas do país, iniciaram o protesto em 19 de agosto para exigir preços mínimos sobre alguns produtos agrícolas e a redução dos preços de fertilizantes, pesticidas e sementes.

Nesta quinta-feira, os camponeses realizavam 72 bloqueios em 37 trechos de estradas de oito regiões da Colômbia, segundo o ministério do Interior.

 

 

Fonte: AFP

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Casa Branca consulta líderes do Congresso sobre ação na Síria

A Casa Branca consultou nesta quinta-feira (29) os líderes do Congresso para comunicar as informações em seu poder sobre o ataque com armas químicas na Síria e a eventual ação militar contra o regime em Damasco.

O presidente americano, Barack Obama, ainda não tomou uma decisão sobre o ataque, disse um congressista que participou da teleconferência – de cerca de 90 minutos – entre membros do Executivo e legisladores.

“A equipe de segurança nacional da administração (Obama) segue avaliando suas opções e manterá as consultas com o Congresso”, revelou o representante democrata Eliot Engel.

Participaram da teleconferência altos funcionários do Executivo, como a conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, o secretário de Estado, John Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e o vice-chefe do Estado-Maior conjunto, Sandy Winnefeld.

Um porta-voz da presidência confirmou que “até o final da semana” será publicada uma “versão sobre a investigação envolvendo o uso de armas químicas por parte do regime” do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Na quarta-feira, o Congresso americano pediu a Obama que revele publicamente seus projetos de ataques militares contra a Síria, por meio de uma carta enviada pelo presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner.

“É fundamental que envie uma explicação clara e sem ambiguidade sobre a maneira que uma ação militar, que é um meio e não uma política, permitirá alcançar os objetivos americanos e como se articula com sua política global”, escreveu Boehner.

O dirigente republicano lamentou que os contatos entre a Casa Branca e os responsáveis das comissões competentes do Congresso não tenham “atingido um nível substancial de consulta”.

Alguns parlamentares, como o republicano John McCain, pressionam Obama para que ordene um bombardeio contra o regime sírio, mas 116 representantes da Câmara (do total de 435), entre eles 18 democratas, assinaram uma carta comum para reivindicar a convocação do Congresso para autorizar formalmente os ataques à Síria.

Em tese, a lei americana requer uma autorização votada pelo Congresso para qualquer envio prolongado de forças ao exterior, mas os presidentes costumam considerar que, como comandantes-em-chefe, dispõem do poder constitucional de realizar operações militares sem o aval do Legislativo.

Os ataques aéreos à Líbia em março de 2011 foram decididos unicamente por Barack Obama.

 

 

Fonte: AFP

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Rússia deve enviar navios de guerra para o Mediterrâneo

A Rússia deverá enviar navios de guerra para o Mediterrâneo nos “próximos dias”, em meio a preparação do Ocidente para um possível ataque contra a Síria, informou a agência de notícias Interfax nesta quinta-feira (29).

“A situação bem conhecida que está se intensificando no Mediterrâneo oriental exigiu certas correções para a organização das forças navais”, disse uma fonte do Exército russo à Interfax.

“Um grande navio antisubmarino da Frota do Norte vai se juntar a eles (as forças navais no local) ao longo dos próximos dias. Posteriormente, ele será acompanhado por… um cruzador de mísseis da Frota do Mar Negro”.

Fonte: Agência Estado

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Inspetores da ONU deixarão a Síria no sábado

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon informou nesta quinta-feira (29) que a equipe da ONU que está investigando supostos ataques com armas químicas na Síria deverá deixar o país no sábado pela manhã.

“Eles continuarão as atividades de investigação até amanhã, sexta-feira, e sairão da Síria no sábado pela manhã e se reportarão a mim assim que deixarem o país”, disse Ban a jornalistas.

Ele acrescentou que compartilhará os resultados “e nossa análise das amostras e evidências” com os membros do Conselho de Segurança da ONU e todos os países da ONU.

Ban também afirmou que conversou na quarta-feira com o presidente dos EUA, Barack Obama, tendo em vista que os Estados Unidos parecem estar se aproximando de um ataque militar. “Eu manifestei o meu desejo sincero que esta equipe de investigação receba autorização para continuar o seu trabalho, como mandam os Estados membros”, disse o chefe da ONU.

“Discutimos como a ONU e o mundo podem trabalhar juntos particularmente com os Estados Unidos [e] como podemos agilizar o processo de investigação”, acrescentou.

Em diversas ocasiões, Ban se mostrou contra a ação militar na Síria. Por outro lado, EUA, Reino Unido e França tem pressionado por uma intervenção no país do presidente Bashar Assad, e enfrentam a oposição dos outros membros do Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China.

Na quarta-feira, Obama disse que ainda não tinha tomado uma decisão sobre lançar um ataque militar na Síria, embora tenha alertado, no passado, que o uso de armas químicas na Síria cruzaria um limite para os EUA.

“A diplomacia deve receber uma chance… A paz [deve] deve receber uma chance”, disse Ban. “É importante que todas as diferenças de opinião sejam resolvidas por meios pacíficos e pelo diálogo”.

Mas ele acrescentou que “o uso de armas químicas por qualquer um por qualquer razão, em qualquer circunstância, é um crime contra a humanidade e isso deve ser responsabilizado.”

Uma equipe de inspetores da ONU tem investigado um suposto ataque com gás venenoso perto de Damasco. O ataque teria ocorrido em 21 de agosto e a oposição síria diz que a ofensiva pode ter matado centenas de pessoas.

O governo de Bashar Assad e a oposição se acusaram mutuamente sobre o ataque, que, se confirmado, é o pior incidente com tais armas desde que Saddam Hussein atacou os curdos iraquianos em 1988.

 

Fonte: Agência Estado

Foto: AFP

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Armamento apreendido em navio norte-coreano viola sanções da ONU

O armamento cubano apreendido em um navio norte-coreano no Panamá “viola, sem deixar dúvida, as sanções da ONU”, afirmou o Ministério panamenho de Segurança Pública nesta quarta-feira (28), citando um primeiro relatório do comitê de especialistas que inspecionou o arsenal há duas semanas.

“Segundo o primeiro informe apresentado pelo painel de especialistas do Comitê de Sanções das Nações Unidas, o armamento cubano encontrado no cargueiro da Coreia do Norte, viola, sem deixar dúvida, as sanções da ONU”, destaca a nota.

O comunicado do Ministério de Segurança é a primeira informação oficial divulgada sobre o resultado da inspeção realizada há duas semanas pelos especialistas da ONU.

A nota foi distribuída depois que um grupo de diplomatas norte-coreanos visitou os 35 tripulantes do cargueiro “Chong Chon Gang”, que permanecem retidos em uma antiga base militar. Eles são acusados de tráfico de armas e podem ser condenados a até 12 anos de prisão.

No dia 10 de julho, as autoridades panamenhas detiveram a embarcação norte-coreana “Chong Chon Gang” por suspeita de tráfico de drogas. O navio, que saiu de Havana, tentava cruzar o canal do Panamá pelo Atlântico.

Após as primeiras revistas, a polícia encontrou, escondidos debaixo de sacos de açúcar, contêineres não declarados com material militar de origem cubana. Entre o material encontrado, estavam aviões Mig e sistemas de mísseis antiaéreos.

Cuba reconheceu ser dona do armamento, e o classificou de “defensivo e obsoleto”, enquanto as autoridades norte-coreanas garantiram que se trata de um “contrato legítimo” para modernizar os armamentos cubanas.

Ao descobrir o armamento no navio e diante das sanções da ONU contra o regime de Pyongyang, o governo do Panamá pediu à ONU uma missão de inspeção para que analisasse se houve alguma violação.

 

Fonte: AFP

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Ataques no Iraque deixam pelo menos 75 mortos e 200 feridos

As autoridades do Iraque divulgaram nesta quinta-feira (29) um balanço das vítimas dos múltiplos ataques a bomba ocorridos em Bagdá, a capital. Nas últimas horas, 75 pessoas morreram e 200 ficaram feridas. Os ataques, que envolvem homens-bomba e explosivos em carros, não tiveram a autoria assumida por grupos terroristas. Mas as principais suspeitas, segundo as autoridades, recaem sobre grupos armados ligados à Al Qaeda.

No total, mais de 600 pessoas foram mortas no país desde o início do mês. No país, há uma disputa entre a maioria xiita e a minoria sunita, duas das maiores correntes do islamismo, que tentam ganhar espaço no cenário político local.

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al Maliki, disse que o país está em estado de alerta para combater o impacto potencial de uma intervenção militar estrangeira na vizinha Síria. Segundo ele, a pressão internacional para uma intervenção armada na Síria tem reflexo no país.

O Iraque retomou, nos últimos meses, o nível de violência registrado em 2008, no fim da guerra civil entre sunitas e xiitas. Desde o início de 2013, mais de 3.700 pessoas morreram nos ataques, segundo organizações não governamentais.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: AFP

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