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Qual o segredo da cidade onde se vive dez anos mais e melhor?

Exercícios fazem parte da rotina dos moradores de Loma Linda (Foto: BBC)

Exercícios fazem parte da rotina dos moradores de Loma Linda (Foto: BBC)

Em meio a uma paisagem urbana cercada por fast foods e lojas de conveniência, uma cidade na Califórnia conseguiu manter bons hábitos alimentares e alcançar uma expectativa de vida dez anos mais alta que a média dos Estados Unidos.

Estudos mostraram que os habitantes de Loma Linda vivem até dez anos a mais do que a média dos americanos (79 anos) e chegam à idade avançada com uma saúde melhor.

É um fenômeno notável em um mundo onde o custo da crise de obesidade é reconhecido como sendo tão prejudicial quanto o de fumar ou dos conflitos armados.

A longevidade tem ligação com a religião da comunidade. Os adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia compõem cerca de metade dos 24 mil habitantes do local. É uma comunidade cristã evangélica que segue diretrizes rigorosas sobre alimentação, exercício e descanso.

“Os dados são claros. Foram publicados e revisados”, diz Wayne Dysinger, presidente do Departamento de Medicina Preventiva da Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda.

“Não há muita dúvida de que as pessoas que seguem este estilo de vida vivem mais tempo.”

‘Templo’ do corpo
Loma Linda – em espanhol, “colina linda”- fica 100 km a leste de Los Angeles. É conhecida como a meca da vida saudável há décadas.

A cidade foi adotada pelos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que na virada do século 20 compraram uma propriedade na área.

Ellen White, uma das líderes e pioneiras da Igreja, afirmou que se encantou com o charme do lugar.

Branca, pequena e com uma personalidade forte, ela inspirou os ensinamentos da Igreja sobre questões de dieta, exercício e estilo de vida. White alega que suas crenças são baseadas em experiências visionárias – sonhos e conversas com Deus.

“Ela classificou o tabaco como um veneno maligno e lento em 1864”, diz Richard Schaefer, historiador da biblioteca da universidade. Isso foi cem anos antes de a autoridade de saúde pública americana abordar o tema.

White, que tinha pouca educação formal, disse que o álcool danifica o cérebro. Ela também escreveu sobre os perigos de consumir muito sal.

“Os motivos disso eu não sei, mas repasso a vocês as instruções que me foram dadas”, disse a pioneira, parafraseada por Schaefer.

Os adventistas creem que sua longevidade esteja ligada ao respeito pelo corpo humano como um templo do Espírito Santo.

“Vocês têm o dever de reservar esse templo para o serviço de Deus, porque Ele nos fez”, explica o pastor aposentado Belgrove Josiah.

“Por causa desse princípio, estamos muito preocupados com o que colocamos em nossos corpos.”

“Não descartamos a ciência médica no geral, porque ela está muito relacionada com nos guiar sobre como tratamos nosso corpo”, acrescenta Josiah.

Descanso
O modo de vida adventista envolve uma dieta principalmente à base de vegetais, exercício regular e um compromisso com a celebração do sábado como o dia de descanso.

Um estudo de longo prazo que começou em 1976, envolvendo 34 mil membros da igreja, concluiu que seu estilo de vida acrescentava um número significativo de anos para a média de vida. Os pesquisadores identificaram “surpreendentes” efeitos protetores de uma dieta vegetariana.

“Quando olhamos apenas para a mortalidade, os adventistas parecem morrer das mesmas doenças, mas eles morrem muito mais velhos” diz Larry Beeson, professor de epidemiologia da Universidade de Loma Linda.

Beeson participa de pesquisas sobre adventistas por mais de 50 anos.

Ele argumenta que a boa saúde não se deve apenas à dieta. Para ele, o que ocorre é uma mistura complexa de religiosidade, espiritualidade e compreensão de uma pessoa de sua crença em Deus, combinado com outros componentes do estilo de vida, como exercícios e apoio social.

Betty Streifling, por exemplo, tem 101 anos e ainda levanta pesos na academia de sua casa de repouso. Streifling vive em seu próprio apartamento, uma casa aconchegante, cheia de recordações familiares e móveis feitos por seu falecido marido. Ela frequenta uma aula de exercícios cinco dias por semana e faz um passeio matinal na rua.

Ela atribui sua longevidade a “viver uma vida pura, sem álcool, sem tabaco, ir para a cama cedo, louvando a Deus por sua bondade e pela bênção da vida”.

Fast foods
É possível comprar um hambúrguer e batatas fritas em Loma Linda, mas no ano passado a prefeitura proibiu o funcionamento de novos “restaurantes de fast food com drive-through”. O movimento foi pensado para “proteger a saúde pública, segurança e bem-estar” de seus moradores.

Existem mercados de agricultores e lojas de alimentos saudáveis fazendo sucesso com nozes e vegetais.

O estilo de vida de Loma Linda parece dar uma receita promissora para o bem-estar. Não é para todos, e a maioria dos adventistas reconhece que há diferentes graus de observância às diretrizes alimentares e sociais definidas pela igreja.

Mas há pouca dúvida de que esta comunidade pode esperar viver muito mais tempo do que a maioria das outras pessoas.

 

 

Da BBC News, em Loma Linda (Califórnia)

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Sul-africano faz piada com morte de homônimo por crocodilo e é criticado

O sul-africano Jacques van der Sandt foi alvo de críticas na web depois que fez uma brincadeira com a morte de um homônimo, que foi atacado por um crocodilo em uma represa chamada Lake Panic (lago do pânico) no Parque Nacional Kruger, na África do Sul.

Jacques van der Sandt fez brincadeira com a morte de homônimo e foi criticado (Foto: Reprodução/Facebook/Jacques van der Sandt)
Jacques van der Sandt fez brincadeira com a morte de homônimo e foi criticado (Foto: Reprodução/Facebook/Jacques van der Sandt)

O jovem postou uma foto em seu perfil no Facebook em que aparece posando na boca de um crocodilo de brinquedo, depois que alguns amigos confundiram e pensaram que ele tivesse sido devorado pelo réptil, já que a pessoa que morreu tem o mesmo nome.

Após um amigo perguntar qual era a razão de usar aquela foto, ele ainda brincou: “Você não viu a notícia de que Jacques van der Sandt foi mordido por um crocodilo? A história é real, mas não fui eu”. A brincadeira de mau gosto, no entanto, gerou críticas de outros internautas.

 

Do G1, em São Paulo

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Capital da Índia proíbe serviço Uber após denúncia de estupro

Aplicativo Uber é mostrado em telefone indiano, em Nova Délhi (Foto: AFP)

Aplicativo Uber é mostrado em telefone indiano, em Nova Délhi (Foto: AFP)

O governo de Nova Délhi proibiu nesta segunda-feira (8) a empresa de transporte Uber de operar na capital indiana depois que um de seus motoristas foi detido, acusado de estuprar uma passageira.

‘O Departamento de Transportes proibiu todas as atividades de serviços de transporte uber.com com efeito imediato’, afirma um comunicado oficial.

O ataque teria acontecido na sexta-feira e o motorista foi detido no domingo no estado de Uttar Pradesh, norte da Índia, para onde fugiu, informou a polícia.

Segundo a imprensa, o Uber não examinou os antecedentes penais do motorista, de 32 anos, que em 2011 foi acusado de estupro, apesar de ter sido inocentado um ano depois.

Segundo a polícia, a empresa não instalou aparelhos de GPS em seus carros.

“O que aconteceu este fim de semana é Nova Délhi é horrível. Toda nossa equipe está ao lado da vítima deste crime desprezível”, afirma um comunicado da Uber.

 

Da France Presse

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Japão revisa para baixo seu PIB de julho-setembro

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão se contraiu 1,9% anualizado entre julho e setembro em relação ao mesmo período de 2013, segundo os dados publicados nesta segunda-feira (8) pelo governo, que revisam em baixa a evolução da economia. Os novos dados mostram uma contração de 0,3 ponto mais que a primeira estimativa do Executivo, publicada em meados de novembro.

Em comparação com o trimestre precedente, o PIB japonês registrou queda de 0,5%.

Esta evolução reflete o persistente efeito negativo da alta do imposto sobre o consumo aplicada em abril passado, e após a contração registrada em abril-junho (de 7,1% anualizado), deixa a terceira maior economia mundial em recessão técnica.

Segundo os dados revisados, o consumo doméstico, que representa 60% do PIB japonês, retrocedeu 3% em julho-setembro em relação ao mesmo período do ano anterior.

O investimento em equipamento das empresas japonesas caiu 11,3% no terceiro trimestre do ano em termos anualizados.

Além disso, as exportações de bens e serviços do Japão aumentaram 7,3% em relação ao mesmo trimestre de 2013.

Após ser divulgada a primeira estimativa do PIB de julho-setembro, o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe decidiu adiar para 2017 a nova alta do imposto sobre o consumo de 8% para 10%. A nova alta impositiva medida tinha sido aprovada pelo Parlamento japonês em 2012 com a meta de ser aplicada já no ano que vem.

Seu atraso é o principal motivo que levou Abe a dissolver a Câmara dos Representantes, para convocar as eleições antecipadas que acontecem no próximo domingo (14).

Da EFE

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Seis prisioneiros de Guantánamo são liberados e enviados ao Uruguai

Ala de celas comuns em uma das prisões da base norte-americana de Guantánamo, em Cuba, em foto de maio de 2013 (Foto: Bob Strong/Reuters)

Ala de celas comuns em uma das prisões da base norte-americana de Guantánamo, em Cuba, em foto de maio de 2013 (Foto: Bob Strong/Reuters)

Seis homens detidos por mais de uma década na prisão militar norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, foram enviados para o Uruguai neste domingo (7), disse o Pentágono, no mais recente passo de um esforço lento da administração Obama para fechar o centro de detenção.

Segundo a agência Associated Press, os quatro sírios, um tunisiano e um palestino serão libertados e terão status de refugiados. O acordo com o Uruguai estava sendo adiado há meses pelo Pentágono por motivos de segurança, e o grupo, levado para a América do Sul a bordo de um avião militar dos Estados Unidos, representa o maior a deixar o campo de detenção dos EUA desde 2009.

O presidente Barack Obama assumiu o cargo há quase seis anos prometendo fechar a prisão, citando seus danos à imagem dos EUA em todo o mundo. Mas ele não foi capaz de fazê-lo, em parte por causa dos obstáculos colocados pelo Congresso dos EUA.

Todos são suspeitos de ter relações com a rede Al-Qaeda em 2002, mas nunca foram acusados formalmente. Em 2010 eles foram liberados para libertação, mas não podiam ser enviados para os países de origem por motivos de segurança – e os EUA os mantiveram até achar um país disposto a recebê-los.

Em um gesto humanitário, o presidente uruguaio, José Mujica, concordou em receber os homens em janeiro, e disse que eles receberiam ajuda para se estabelecer no país, que tem uma pequena população muçulmana. “Somos gratos ao Uruguai por essa importante ação humanitária, e ao Presidente Mujica pela sua forte liderança ao oferecer casa aos indivíduos que não podem voltar para seus países de origem”, disse o enviado do Departamento de Estado americano, Clifford Sloan.

Autoridades da administração Obama, frustrados com a demora da transferência, culparam o atual Secretário de Defesa, Chuck Hagel, por retardar a aprovação da ação. Segundo a agência Associated Press, as fontes dizem que o acordo ficou na mesa de Hagel por meses, esperando sua assinatura – como manda a lei -, mas que a notificação só foi enviada pelo Pentágono ao Congresso em julho.

Nessa época, a transferência virou um problema para o governo uruguaio por causa das eleições e as autoridades do país sul-americano decidiram esperar o pleito. Com a vitória de Tabare Vazquez, membro do partido governante, o acordo foi implantado.

Presos
Entre os reassentados está o sírio Abu Wa’el Dhiab, de 43 anos, que fez uma greve de fome em Guantánamo para protestar contra sua prisão. Ele estava no centro de uma batalha legal nas cortes americanas a respeito da alimentação forçada aos prisioneiros que se recusavam a comer.

Os outros sírios enviados ao Uruguai são Ali Husain Shaaban, de 32 anos, Ahmed Adnan Ajuri, de 37, e Abdelahdi Faraj, de 39. Também foram libertados o palestino Mohammed Abdullah Taha Mattan, de 35 anos e o tunisiano Adel bin Muhammad El Ouerghi, de 49. A libertação diminui o número total de prisioneiros da prisão para 136 – o menor número desde o primeiro mês após a abertura da prisão, em janeiro de 2002.

A demora nas libertações criaram uma atmosfera tensa na prisão. Uma greve de fome que começou em fevereiro de 2013 alcançou 100 prisioneiros em seu auge, incluindo Dhiab e Faraj. As restrições em mandá-los para fora do país foram amenizadas e os EUA já libertaram 19 prisioneiros neste ano. Autoridades dizem que muitos outros devem deixar o presídio até o final do ano.

Os presos devem ser enviados para países ao redor do mundo, mas a transferência deste final de semana foi o maior grupo mandado para o hemisfério ocidental.

 

 

Da Reuters

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Manifestantes protestam no México após identificação de desaparecido

Após identificação de restos de um dos 43 jovens desaparecidos, parentes realizam manifestação na Cidade do México. (Foto: Yuri Cortez / AFP Photo)

Após identificação de restos de um dos 43 jovens desaparecidos, parentes realizam manifestação na Cidade do México. (Foto: Yuri Cortez / AFP Photo)

Após os restos mortais de um dos 43 estudantes mexicanos desaparecidos desde setembro no estado de Guerrero (sul) serem identificados em exames de DNA realizados em um laboratório austríaco, parentes realizaram protesto na Cidade do México no final da tarde e início da noite de sábado (6).

Milhares de pessoas se uniram aos familiares.

Os restos foram identificados também neste sábado. “Uma das peças corresponde a um dos normalistas” (estudantes do curso de formação de professores), confirmou a fonte à AFP, pedindo para ter sua identidade preservada.

Felipe de la Cruz, porta-voz dos pais dos jovens desaparecidos, antecipou que em breve serão divulgadas informações sobre estes resultados durante um comício na Cidade do México.

Fontes próximas das famílias informaram à AFP que os restos identificados pertenciam a Alexander Mora.

Trata-se da primeira identificação de um dos 43 estudantes que desapareceram em 26 de setembro em Iguala (Guerrero), após terem sido atacados a tiros por policiais locais e pistoleiros vinculados ao narcotráfico.

As autoridades acreditam que os estudantes tenham sido mortos e seus corpos, carbonizados e os restos, jogados em um rio.

Os investigadores conseguiram recuperar alguns restos humanos em um lixão e às margens do rio e os enviaram a um respeitado laboratório da Universidade de Innsbruck (Áustria) para sua identificação.

Mas até agora, as famílias sempre rechaçaram esta versão e, acreditando que seus filhos estão vivos, exigem do governo que intensifique as buscas pelos desaparecidos.

A procuradoria-geral não se pronunciou sobre a informação, mas convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia de domingo, hora local (08h00, hora de Brasília).

Manifestantes se unem a protesto de familiares dos estudantes desaparecidos. (Foto: Marco Ugarte / AP Photo)
Manifestantes se unem a protesto de familiares dos estudantes desaparecidos. (Foto: Marco Ugarte / AP Photo)

Os 43 estudantes de uma escola rural de magistério desapareceram em 26 de setembro em Iguala (Guerrero), após terem sido atacados a tiros pela polícia local que, aparentemente, seguiu ordens do prefeito, já preso.

Este crime atroz, um dos piores da história recente da América Latina, segundo a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, gerou grande comoção nacional e intensos protestos contra a classe política mexicana, mergulhando o presidente Enrique Peña Nieto na pior crise desde que assumiu o poder, em 2012.

Em meio a esta grave situação, o presidente é anfitrião, na segunda e na terça-feira, da XXIV Cúpula Ibero-americana em Veracruz (leste), que contará com a presença de presidentes latino-americanos, da Espanha e de Portugal.

Segundo as investigações, baseadas em declarações de alguns dos 70 presos, os 43 estudantes atacados em Iguala foram entregues depois por policiais a pistoleiros dos Guerreros Unidos, para os quais supostamente trabalha o prefeito.

Os narcotraficantes teriam assassinado os jovens e queimado seus corpos durante 14 horas em um lixão da cidade vizinha de Cocula. Ainda segundo as investigações, os restos foram colocados em sacos plásticos e jogados em um rio.

Na época em que os investigadores recuperaram os restos mortais, enviando-os, em 12 de novembro, para o laboratório austríaco, a procuradoria advertiu que, devido ao estado de quase carbonização dos restos, apenas um par de ossos tinha alguma chance de identificação.

O sumiço dos jovens desatou uma onda de protestos multitudinários na Cidade do México e no estado de Guerrero, um dos mais pobres e violentos do México.

 

Do G1, em São Paulo

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Distúrbios em Atenas terminam com mais de 200 detidos

Tanque de água da polícia é usado pra conter protestos em Atenas na noite de sábado (6) (Foto: Thanassis Stavrakis/AP)

Tanque de água da polícia é usado pra conter protestos em Atenas na noite de sábado (6) (Foto: Thanassis Stavrakis/AP)

Distúrbios em Atenas terminaram na madrugada deste domingo (7) com mais de 200 detidos após uma longa noite de enfrentamentos que se seguiu à manifestação em lembrança do adolescente Alexis Grigoropulos, assassinado por um policial em 2008.

Os confrontos aconteceram no bairro ateniense de Exarjia, onde morreu Grigoropulos, após uma manifestação acompanhada por cinco mil pessoas.

A polícia levou 211 pessoas à delegacia, entre elas alguns jornalistas.

Os manifestantes montaram barricadas com contêineres em que atearam fogo e lançaram coquetéis molotov contra os agentes antidistúrbios, que responderam com gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e veículos especiais que lançavam água.

A batalha se estendeu pelas estreitas ruas deste bairro conhecido por sua militância anarquista e esquerdista com contínuos enfrentamentos com a polícia, que cercou as imediações.

Congrontos aconteceram em outras cidades do país, como Salônica, Volos, Patras, e em menor medida em Janiá e Heraclion, na a ilha de Creta.

O assassinato do jovem provocou uma revolta juvenil sem precedentes na Grécia, com altos graus de violência e que se prolongou durante três semanas.

 

Da EFE

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Protestos marcam funeral em NY de jovem negro morto por policial

Manifestantes deitam no piso da Estação Central de Nova York. (Foto: John Minchillo / AP Photo)

Manifestantes deitam no piso da Estação Central de Nova York. (Foto: John Minchillo / AP Photo)

Nova-iorquinos voltaram a se manifestar, neste sábado (6), debaixo de chuva, no quarto dia de protestos contra a impunidade policial, marcado pelo funeral de mais um jovem negro desarmado morto por um policial branco, um novo e controverso caso que será analisado por um júri popular.

Apesar do mau tempo, dezenas de pessoas se reuniram na Times Square e na Union Square para denunciar as recentes mortes de cidadãos negros pelas mãos de policiais brancos que foram liberados por júris populares de ir à julgamento em Nova York e em Ferguson (Missouri, centrosul).

Pela manhã, a Rede Aliança Nacional, do reverendo Al Sharpton, celebrou um ato no Harlem, que contou com a presença do cineasta Spike Lee, um conhecido defensor dos direitos da minoria negra americana.

Akai Gurley, de 28 anos, morreu atingido por um tiro disparado por um oficial branco nas escadarias de um conjunto habitacional do Brooklyn (sudeste de Nova York), em 20 de novembro passado. Gurley era ‘totalmente inocente’, admitiu o chefe de polícia de Nova York, Bill Bratton.

Este caso se soma ao de Eric Garner, o homem negro de 43 anos, que morreu em julho passado em Nova York, após ser imobilizado com uma gravata por um policial branco durante sua violenta detenção, um caso qualificado de homicídio pelos médicos legistas.

Desde que um júri popular livrou do julgamento o policial Daniel Pantaleo, na quarta-feira passada (3), Nova York e outras cidades americanas são palco de protestos, que deixaram mais de 300 detidos na cidade em três noites.

O funeral de Gurley, que teve os custos cobertos pela prefeitura de Nova York, foi celebrado na manhã deste sábado na igreja batista Brown Memorial, do Brooklyn, com a presença de uma centena de pessoas, entre as quais estava a mãe do jovem, Sylvia Palmer, constatou a AFP.

“Pedimos que permitas que o nome do irmão Akai Gurley viva para sempre, enquanto continuamos lutando pelo que é certo neste país e neste mundo”, disse o reverendo Clinton Miller, ao lado do caixão cinza metálico com o corpo do jovem.

Em meio à tensão racial gerada por este novo caso, o promotor do Brooklyn, Ken Thompson, anunciou na sexta-feira (5) que pedirá a formação de um júri popular para analisar as evidências do que ocorreu com Gurley.

“Ele não fez nada de errado. Era um bom menino, boa pessoa, que amava sua família e sua filha”, disse a mãe do jovem na sexta, ao falar em público pela primeira vez, pedindo justiça.

Segundo o jornal “The New York Post”, o policial novato Peter Liang, que fez o disparo, mandou uma mensagem de texto pelo celular ao seu representante sindical, enquanto a vítima agonizava, caída nas escadas onde o incidente aconteceu.

Os protestos contra a impunidade policial se multiplicaram nos Estados Unidos desde a decisão, há menos de duas semanas, de um júri de Ferguson (Missouri, centro) de não levar a julgamento outro oficial branco pela morte de Michael Brown, um jovem negro de 18 anos, morto em agosto passado.

Na noite de sexta, em Nova York, manifestantes entraram nas lojas da Apple, na Quinta Avenida, e da Macy’s, na Herald Square, deitaram no chão e gritaram “I can’t breathe!” (Não consigo respirar!), repetindo as últimas palavras de Garner, quando Pantaleo o agarrou pelo pescoço.

Outras manifestações significativas foram celebradas em Miami, Chicago, Boston e San Francisco. Em Washington, centenas de pessoas se reuniram no centro da cidade, repetindo em coro: “Mostre-me o que é democracia!”, enquanto a polícia reforçava o cinturão de segurança em torno da Casa Branca.

Aos casos de Nova York e do Missouri se soma a morte, em 22 de novembro, de um menino negro de 12 anos, abatido a tiros por um policial que se dirigiu a um parque de Cleveland (Ohio, norte) para atender a uma chamada de emergência, segundo a qual havia no local um menor segurando uma arma, que acabou se revelando ser de brinquedo.

 

Da France Presse

 

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Suíço sequestrado por extremistas escapa e é resgatado nas Filipinas

Um suíço sequestrado em 2012 no sul dasFilipinas e detido pelo grupo islâmico Abu Sayyaf foi resgatado neste sábado pelo exército filipino após um confronto armado entre os soldados e rebeldes.

Lorenzo Vinciguerra, um ornitólogo amador suíço que foi capturado em fevereiro de 2012, escapou dos rebeldes do Abu Sayyaf durante os combate na ilha de Jolo e, logo em seguida, foi resgatado pelos soldados, informou  o porta-voz nacional do Exército filipino, o coronel Restituto Padilla.

“Ele teve a oportunidade de fugir por causa do fogo cruzado das nossas tropas” com os rebeldes, explicou o coronel Padilla. De acordo com as autoridades, Lorenzo aproveitou o conflito para roubar uma faca e atacar um guarda. Mesmo baleado, o suíço conseguiu fugir e se esconder em uma mata, onde foi resgatado por militares.

O embaixador da Suíça nas Filipinas, Ivo Sieber, confirmou que Vinciguerra estava livre. O diplomata informou que o agora ex-refém havia sido levado a um hospital militar devido aos ferimentos sofridos durante a fuga, acrescentando que ele não corre risco de morte.

Lorenzo Vinciguerra é amparado após ser resgatado nas Filipinas (Foto: Nickee Butlangan/AP)

Lorenzo Vinciguerra é amparado ao ser resgatado nas Filipinas (Foto: Nickee Butlangan/AP)

O Exército indicou ainda que um holandês, Ewold Horn, que foi capturado ao mesmo tempo que Vinciguerra, não foi resgatado pelos militares e que não há informações neste momento sobre o seu destino.

Vinciguerra e Horn realizavam juntos, em fevereiro de 2012, uma expedição para fotografar aves raras nas ilhas isoladas de Tawi-Tawi, perto da ilha de Jolo, no sul das Filipinas, quando foram sequestrados por homens armados desconhecidos e, em seguida, entregues ao grupo Abu Sayyaf.

No momento do sequestro, Vinciguerra tinha 47 anos de idade e Horn 52 anos.

O grupo Abu Sayyaf é considerado responsável pelos mais graves atos terroristas da história das Filipinas e já reivindicou inúmeros sequestros de estrangeiros em troca de enormes quantias em dinheiro de resgate.

É classificado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos, que presta assistência e treinamento aos militares das Filipinas para ajudar na tarefa de combater os rebeldes.

Muitos governos estrangeiros desaconselham os seus cidadãos a viajar para as ilhas do arquipélago de Tawi-Tawi e outras ilhas do sul das Filipinas, consideradas redutos do Abu Sayyaf e de outros grupos islâmicos.

Abu Sayyaf libertou em outubro passado dois alemães cativos por seis meses. As autoridades alemãs e filipinas se recusaram a dizer na ocasião se um resgate teria sido pago por sua libertação.

Mas o grupo islâmico postou pouco depois em sua conta no Facebook um vídeo em que mostra uma grande quantidade de dinheiro, em torno de 250 milhões de pesos filipinos (5,7 milhões de dólares) que ele havia exigido em troca da libertação dos dois alemães.

Suíço ficou quase 3 anos sob poder de grupo extremista (Foto: Forças Armadas das Filipinas/AP)
Suíço ficou quase 3 anos sob poder de grupo extremista (Foto: Forças Armadas das Filipinas/AP)

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Tufão Hagupit chega às Filipinas e meio milhão são levados a abrigos

Moradores que deixaram suas casas se abrigam em escola de Surigao, no sul das Filipinas por causa da ameaça do tugão Hagupit (Foto: Reuters)

Moradores que deixaram suas casas se abrigam em escola de Surigao, no sul das Filipinas por causa da ameaça do tugão Hagupit (Foto: Reuters)

 

Com a chegada do tufão Hagupit à região leste da Filipinas neste sábado (6), fazendo com que mais de meio milhão de pessoas fugissem para abrigos da região. Fortes ventos derrubaram árvores no leste filipino, trazendo chuvas intensas e ameaçando causar mais destruição em áreas que ainda mostram as cicatrizes de um supertufão de 13 meses atrás.

Segundo a agência Reuters, com a tempestade, a eletricidade foi cortada na maior parte da ilha central filipina de Samar e nas proximidades da província de Leyte, incluindo Tacloban City, considerado o marco zero do devastador supertufão Haiyan no ano passado.

“O vento é muito forte, parece que está girando”, disse Mabel Evardone, funcionário da cidade costeira de Sulat em Samar Oriental, à rádio local. “As águas subiram agora.”

Não havia nenhuma menção sobre casos fatais.

O Hagupit foi classificado como tempestade de categoria 3, dois pontos abaixo do “super tufão”, mas ainda assim pode desencadear uma enorme destruição com chuvas torrenciais e ondas com picos de até 4,5 metros, disse o serviço meteorológico. Com ventos de até 175 quilômetros por hora e rajadas de até 210 quilômetros por hora, a tempestade ganhou velocidade enquanto se movia a noroeste a 16 quilômetros por hora.

É o segundo ano consecutivo que esse tipo fenômeno atinge as Filipinas durante a realização da Conferência do Clima da ONU, a COP 20. Ambientalistas reunidos em Lima, no Peru, fizeram apelos por medidas que possam frear as mudanças climáticas do mundo, e evitar outros desastres no país.

Em 2013, durante a cúpula de Varsóvia, o Haiyan afetava o país asiático.

Na época, o negociador-chefe da delegação das Filipinas, Yeb Sano, estava preocupado à espera de notícias de parentes e implorou por medidas de combate às mudanças climáticas.

Desta vez, na COP 20, no Peru, o apelo veio do ambientalista filipino Voltaire Alferez, da organização Aksyon Klima (Ação Climática, em filipino). “Há um ano, estávamos vendo a calamidade criada pelo tufão. Agora, estamos em situação similar. As Filipinas mal se recuperaram”, disse ele.

Alferez afirmou que esse tipo de padrão meteorológico está se repetindo ano após ano naquela região e que é preciso agilizar a criação de um novo acordo global para reduzir as emissões de gases-estufa.

O excesso de gases como o dióxido de carbono (CO2), emitido por combustíveis fósseis, aumentam a temperatura do planeta e provocam alterações como chuvas em excesso, degelo dos polos e mais tempestades grandiosas, e mortais, como o Hagupit.

“Temos que concentrar nossa atenção em um acordo ambicioso para assegurar que o mundo não ultrapasse os 2ºC de aumento na temperatura”, explicou.

O presidente da conferência, o ministro do Meio Ambiente, Manuel Pulgar Vidal, disse ao G1que esse tufão nas Filipinas “ressalta o nível de urgência e ambição” para responder às mudanças climáticas.

O encontro entre diplomatas e cientistas ocorre em Lima até o dia 12 de dezembro e quer obter o rascunho inicial de um acordo que obrigue as nações a diminuir suas emissões a partir de 2020. Com isso, será possível evitar alterações no clima que culminem em desastres naturais.

Até este sábado (6), ainda não havia uma prévia do texto que será discutido na próxima semana por ministros do Meio Ambiente, durante o Segmento de Alto Nível.

País foi o mais prejudicado por desastres
Levantamento divulgado nesta semana na COP 20 havia apontado que as Filipinas foram o país mais afetado por desastres naturais em 2013, devido à passagem do supertufão Haiyan, que matou ao menos 6 mil pessoas e causou perdas equivalentes a US$ 13 bilhões na economia.

Os dados fazem parte do Índice de Risco Climático Global, da organização Germanwatch, que chega este ano à décima edição e avaliou 182 países.

Ambientalista filipino Voltaire Alferez discursa durante a COP 20 em Lima, no Peru (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Ambientalista filipino Voltaire Alferez discursa durante a COP 20 em Lima, no Peru (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Imagem registrada no dia 5/12 pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) mostra o tufão Hagupit se aproximando da costa das Filipinas (Foto: NOAA/AP)
Imagem registrada no dia 5/12 pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) mostra o tufão Hagupit se aproximando da costa das Filipinas (Foto: NOAA/AP)
Do G1, em Lima

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