Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Hong Kong começa a desmantelar acampamentos pró-democracia

Trabalhadores removem barricadas em uma área bloqueada por manifestantes pró-democracia, perto do edifício sede do governo no distrito financeiro de Hong Kong. (Foto: Athit Perawongmetha / Reuters)

Trabalhadores removem barricadas em uma área bloqueada por manifestantes pró-democracia, perto do edifício sede do governo no distrito financeiro de Hong Kong. (Foto: Athit Perawongmetha / Reuters)

As autoridades de Hong Kong iniciaram nesta quinta-feira (11) o desmantelamento do principal acampamento de manifestantes pró-democracia, visando acabar com mais de dois meses de protestos.

Dúzias de trabalhadores começaram a desmanchar as barricadas em um dos extremos do acampamento, situado no coração da cidade, enquanto centenas de manifestantes aguardavam uma intervenção policial.

A remoção é resultado de uma decisão da Alta Corte de Hong Kong, e envolve o acampamento montado pelos ativistas perto da sede do governo da ex-colônia britânica.

Há mais de dois meses, os manifestantes exigem a instauração do voto universal para a eleição, em 2017, do próximo chefe do Executivo do território, que foi devolvido a China em 1997.

Funcionário usa um alicate de corte para desmantelar barricada em Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu /Reuters)
Funcionário usa um alicate de corte para desmantelar barricada em Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu /Reuters)

O mandato autoriza os oficiais de justiça a pedir o apoio da polícia para remover três áreas do acampamento de Admiralty, um setor comercial ocupado desde 28 de setembro.

Segundo a imprensa, as autoridades querem aproveitar a oportunidade para esvaziar completamente a região, assim como um acampamento menor em Causeway Bay, área de lojas que são procuradas pelos moradores da China continental.

Um terceiro acampamento, em Mongkok, na parte continental de Hong Kong, foi esvaziado no fim de novembro.

O governo da China aceitou o princípio de sufrágio universal, mas exige que os candidatos recebam o aval de um comitê ligado ao Partido Comunista, o que, para os manifestantes, garantirá a eleição de um fantoche de Pequim.

 

 

Da France Presse

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Dados da Rosetta aumentam mistério sobre origem da água da Terra

 Imagem tirada por câmera na sonda Rosetta mostra cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko: água encontrada no cometa é diferente de água da Terra (Foto: AP Photo/ESA)

Imagem tirada por câmera na sonda Rosetta mostra cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko: água encontrada no cometa é diferente de água da Terra (Foto: AP Photo/ESA)

O mistério sobre a origem da água terrestre se aprofundou ainda mais nesta quarta-feira (10), quando astrônomos praticamente eliminaram um dos princpais suspeitos: os cometas.

Nos últimos meses, a sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), examinou de perto o tipo de cometa que os cientistas acreditavam que poderia ter trazido água ao nosso planeta há 4 bilhões de anos. Ela encontrou água, mas não do tipo certo.

A água encontrada era muito pesada. Um dos primeiros estudos científicos da missão Rosetta descobriu que a água do cometa contém mais de um isótopo do hidrogênio chamado deutério do que a água terrestre.

“A questão é quem trouxe essa água: foram os cometas ou alguma outra coisa?”, perguntou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna, na Suíça, principal autora de um estudo publicado nesta semana pela revista “Science”. A cientista cita que asteroides podem ter sido os responsáveis por trazer água à Terra. Mas outros discordam.

Muito scientistas acreditram durante tempos que a Terra já tinha água quando se formou, mas que ela evaporou, por isso a água do planeta teria que ter vindo de uma fonte externa.

As descobertas da missão da Rosetta no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko complicam não apenas a questão da origem da água da Terra, mas nossa compreensão sobre os cometas.

Cometas próximos e distantes
Até agora, cientistas dividiam os cometas em dos tipos: os mais próximos e os mais distantes. Os próximos se originavam do Cinturão de Kuiper, depois da órbita de Netuno e Plutão. Já os longínquos vinham da Nuvem ne Oort, muito mais longe.

Em 1986, uma espaçonave chegou perto do cometa Halle, um cometa da Nuvem de Oort, e analisou sua água. A conclusão foi que ela era mais pesada do que a da Terra. Mas há três anos, cientistas examinaram a água de um cometa do Cinturão de Kuiper, o Hartley 2. Ela era perfeitamente compatível com a da Terra, por isso a teoria da origem da água terrestre nos cometas voltou a ficar em alta.

O cometa visitado pela Rosetta é do Cinturão de Kuiper, mas sua água é ainda mais pesada do que a encontrada no cometa Halley, segundo Kathrin.

“Isso provavelmete exclui a possibilidade de os cometas do Cinturão de Kuiper terem trazido água para a erra”, diz.

O astrônomo da Universidade de Maryland, Michael A’Hearn, que não fez parte da pesquisa, disse que os resultados do estudo são interessantes, mas que eles não excluem completamente a possibilidade de a água da Tera ter vindo dos cometas. Para ele, a água poderia ter vindo de outros tipos de cometa do Cinturão de Kuiper.

 

Da Associated Press

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Protesto em Londres contra mortes de negros nos EUA tem 40 detidos

Grupo de manifestantes se deita em shopping de Londres para apoiar os protestos contra morte de negros por policiais brancos dos EUA (Foto: LEON NEAL/AFP)

Grupo de manifestantes se deita em shopping de Londres para apoiar os protestos contra morte de negros por policiais brancos dos EUA (Foto: LEON NEAL/AFP)

Ao menos 40 pessoas foram detidas nesta quarta-feira (10) durante um protesto em torno de um shopping de Londres em apoio às manifestações nos Estados Unidos pela morte de homens negros por policiais brancos.

Segundo a polícia, as detenções ocorreram após manifestantes atacarem os guardas do shopping.

Os manifestantes carregavam cartazes com as frases ‘As vidas dos negros não contam’ ou ‘Mãos ao Alto’, em solidariedade aos protestos ocorridos nos Estados Unidos nas últimas semanas.

Um cartaz dizia ‘Solidariedade com Ferguson’, em referência ao subúrbio de Saint Louis onde um policial branco que matou o jovem negro desarmado Michael Brown foi absolvido por um grande juri.

Os manifestantes em Londres também gritaram a frase ‘Não posso respirar’, em alusão às últimas palavras de Eric Garner, o homem negro que morreu após ser agarrado pelo pescoço por um policial em Nova York.

 

Da France Presse

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Consumo de maconha supera o de tabaco entre estudantes uruguaios

Jovem fuma um cigarro de maconha em parque de Montevidéu na marcha de comemoração. (Foto: Matilde Campodonico/AP)

Jovem fuma um cigarro de maconha em parque de Montevidéu em marcha de comemoração da aprovação da lei que regulamentou a maconha em maio deste ano. (Foto: Matilde Campodonico/AP)

Uma pesquisa realizada pela Junta Nacional de Drogas (JND) entre mais de 11 mil jovens escolarizados no Uruguai revela uma queda no consumo de álcool e cigarros nos adolescentes de entre 13 e 17 anos, e esclarece que pela primeira vez o consumo de maconha supera o do tabaco.

De acordo com o levantamento, 17% dos consultados consumiu maconha no último ano, enquanto 15,5% fumou tabaco, segundo a Sexta Pesquisa Nacional sobre Consumo de Drogas em Estudantes de Ensino Médio, realizada pelo Observatório Uruguaio de Drogas (OUD), dependente da JND.

“Isso é uma realidade”, declarou nesta quarta-feira  (10) à Agência Efe o secretário-geral da JND, Julio Calzada, destacando que ditos dados estão associados a um forte descenso do consumo de tabaco, que caiu ‘significativamente’ nos últimos 10 anos, quando sua prevalência chegou a ser de 34%.

A pesquisa anterior, realizada em 2011, constatava que 20,2% dos consultados tinha fumado tabaco, enquanto 12% tinha consumido maconha.

O Uruguai adotou em 2006 uma estrita legislação que proíbe a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

Além disso, em 2013, o presidente do Uruguai, José Mujica, impulsionou uma lei destinada à legalização do cultivo, da distribuição e do comércio da maconha sob a regulação do Estado.

Segundo Calzada, a maconha segue com a mesma tendência ascendente desde 2003, quando se constatou que era consumida por 8,4% dos jovens.

Estes dados, na opinião de Calzada, comprovam que o consumo de maconha não disparou apenas a partir do início de aplicação da lei que regula seu mercado. “A curva não disparou e isto é muito significativo”, acrescentou o porta-voz da JND, que rejeitou que tenha havido um momento ‘de alta permissividade’ no uso desta substância.

A esse respeito, Calzada mostrou sua expectativa que, no marco da regulação do consumo de cannabis, ‘que está começando a se implementar este ano’, no futuro a tendência ascendente se transforme ‘em um planalto e comece a ser descendente’.

O consumo destas substâncias em jovens é, por sua ordem, de álcool, bebidas energéticas, maconha, tabaco e tranquilizantes.

Os responsáveis pela pesquisa advertiram ainda que, exceto pelo álcool, a maioria dos consumos é experimental ou ocasional.

Ainda segundo a pesquisa, quase dois de cada três estudantes uruguaios usou alguma droga nos últimos 12 meses e se constata um descenso do consumo habitual de álcool.

Em 2003, 55,9% dos indagados tinha ingerido uma bebida alcoólica no último mês, enquanto em 2014 esse número caiu para 38,7%.

A pesquisa também alertou sobre o consumo de bebidas estimulantes, chamadas energéticas, e a importância que tem o envolvimento dos pais para evitar o começo do consumo em idades prematuras.

 

Da EFE

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Ex-presidente paraguaio Federico Franco sai ileso de acidente de avião

Federico Franco, presidente do Paraguai, diz que país não continuará a 'ceder' energia para o Brasil (Foto: Divulgação/Governo do Paraguai)

Federico Franco, ex-presidente do Paraguai (Foto: Divulgação/Governo do Paraguai)

O ex-presidente do Paraguai, Federico Franco, saiu ileso depois que o avião de pequeno porte no qual viajava nesta quarta-feira (10) saiu da pista e se chocou com uma cerca quando tentava decolar em um aeroporto do departamento de Caazapá, informou à Agência Efe a polícia local.

O acidente aconteceu na pista pertencente à empresa Agroganadera Supremo S.A., a cerca de 10 quilômetros da cidade de Tavaí, quando a aeronave, pilotada por Manuel Batilano, sofreu uma avaria mecânica e se desviou de sua rota sem empreender voo, disse o suboficial César Cristaldo, da delegacia de polícia de Caazapá.

Nesse momento a hélice do bimotor roçou em uma cerca próxima e ficou presa, o que acabou destruindo o trem de pouso.

A fonte acrescentou que ninguém ficou ferido no acidente e que Franco se dirigiu depois para a capital Assunção em um automóvel.

Segundo o suboficial, Franco tinha aterrissado antes no mesmo avião para realizar uma série de atividades na empresa proprietária do aeroporto.

Franco, do Partido Liberal, era o vice-presidente do governo de Fernando Lugo quando este foi submetido a um julgamento político e afastado da presidência, em junho de 2012.

Após o julgamento, que aconteceu depois de um massacre de 17 pessoas entre policiais e camponeses que ainda não foi esclarecido, Franco assumiu a presidência.

O mandato de Franco terminou em meados de 2013, quando o atual presidente, Horacio Cartes, do Partido Colorado, ganhou as eleições.

 

Da EFE

 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Escritórios buscam investidores para ação contra Petrobras nos EUA

Escritórios norte-americanos de direito estão em busca de novos investidores interessados em participar de ação coletiva contra a Petrobras em Nova York, informou nesta quarta-feira (11) a agência Reuters. A estatal brasileira é alvo de uma ação coletiva aberta pelo escritório de advocacia norte-americano Wolf Popper LLP em nome dos investidores que compraram ações da petroleira nos Estados Unidos. A acusação é de ter divulgado informações falsas ao mercado e e superfaturado o valor de suas propriedades, em razão do suposto esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

Segundo a Reuters, após o Wolf Popper dar entrada na ação, com prazo até 6 de fevereiro para investidores se tornarem autores da ação, começou uma corrida de outros escritórios em busca de novos clientes. O Glancy Binkow & Goldberg LLP enviou e-mail a investidores nesta quarta-feira dizendo que está investigando pedidos em nome de acionistas da Petrobras sobre supostas violações das leis federais de valores mobiliários dos Estados Unidos.

A investigação, segundo o escritório que fica em Los Angeles, na Califórnia, está focada em declarações emitidas pela petroleira entre 20 de maio de 2010 e 21 de novembro de 2014, sobre operações e desempenho financeiro. Na carta enviada a investidores, o escritório alerta que há acusações de que a estatal teria deturpado ou omitido lavagem de dinheiro e suborno em um esquema multibilionário desde 2006.

Para o Glancy Binkow & Goldberg LLP, as denúncias recentes de corrupção envolvendo aPetrobras causaram uma queda de 46% no valor das ações da empresa entre 5 de setembro último e 24 novembro.

“Se você comprou ADS da Petrobras, se você tiver informações ou gostaria de saber mais sobre estas alegações, ou tem alguma dúvida sobre este anúncio ou de seus direitos ou interesses em relação a esses assuntos, entre em contato”, diz comunicado do Glancy Binkow & Goldberg LLP.

Também nesta quarta-feira, os escritórios Brower Piven, da cidade de Stevenson, Maryland, e Kahn Swick & Foti, LLC, da cidade de New Orleans, Louisiana, enviaram mensagens a investidores lembrando o prazo de 6 de fevereiro para interessados em participar da ação coletiva. Ambos disseram que estão à disposição de investidores que se sintam prejudicados.

Petrobras já recebeu citação
A Petrobras informou que recebeu nesta terça-feira (9) citação relativa à ação coletiva movida por um escritório de advocacia dos Estados Unidos contra a petroleira. A companhia afirma que “realizará sua defesa através de escritório de advocacia americano especializado”.

Segundo a Petrobras, o autor da ação afirma ser titular de ações da Petrobras nos Estados Unidos e pede para representar outros investidores que compraram os papéis da empresa brasileira entre maio de 2010 e novembro de 2014, “alegadamente prejudicadas uma vez que o preço das ADSs [ações] da Petrobras teria sofrido desvalorização a partir das recentes denúncias de casos de corrupção”. Segundo a empresa, o autor da ação requer “a condenação da Petrobras ao pagamento de indenização pelas perdas supostamente sofridas”.

A acusação é de violação das normas da Securities and Exchange Commission (SEC) – o órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e que, no Brasil, seria correspondente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a acusação, a Petrobras divulgou aos investidores informações enganosas, “desvirtuando fatos e não informando a cultura de corrupção na companhia que consistiu em um esquema multibilionário de suborno e lavagem de dinheiro” que acontece na empresa desde 2006.

A Petrobras também é acusada de ter superfaturado o valor de suas propriedades e equipamentos em seu balanço oficial. Ainda de acordo com a acusação, “quantias superfaturadas pagas em contratos foram contabilizadas como ativos no balanço. Essas quantias foram superfaturados porque a Petrobras inflou o valor de seus contratos de construção”.

A Wolf Popper LLP aponta que, em meio às denúncias envolvendo a petroleira e ao reconhecimento de que pode haver reajuste no histórico de demonstrações financeiras da companhia por conta dos contratos superfaturados, as ações ADS da companhia caíram 46% entre setembro e novembro, passando de US$ 19,38 para US$ 10,50.

Em nota, a Petrobras reiterou “que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades públicas”.

Documentos solicitados por regulador dos EUA
Em novembro, a SEC já havia solicitado à Petrobras documentos relativos a uma investigação que o próprio órgão dos EUA está fazendo sobre a empresa brasileira.

Em comunicado divulgado na ocasião, a petroleira informou que os documentos seriam enviados “após um trabalho conjunto com o escritório nacional Trench, Rossi e Watanabe Advogados e com o norte-americano Gibson, Dunn & Crutcher, já contratados pela Petrobras para fazer uma investigação interna independente”.

“A Petrobras reitera o seu compromisso de atender as autoridades públicas americanas com o mesmo empenho que vem atendendo as autoridades públicas brasileiras”, disse a empresa, sem informar quais documentos a SEC pediu.

No dia 10 de novembro, o jornal britânico “Financial Times” informou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra a Petrobras por conta das denúncias de corrupção na companhia.

Denúncias
A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O esquema, segundo a PF, foi usado para lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, e movimentou cerca de R$ 10 bilhões. De acordo com a PF, as investigações identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio.

Os principais contratos sob suspeita são a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que teria servido para abastecer caixa de partidos e pagar propina, e o da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, da qual teriam sido desviados até R$ 400 milhões.

 

Do G1, em São Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pianista brasileiro morre aos 53 anos, nos Estados Unidos

Da Folhapress

Brasileiro, Feghali estudou na Royal Academy of Music em Londres / Foto: reproduçãoBrasileiro, Feghali estudou na Royal Academy of Music em LondresFoto: reprodução

O pianista e professor de música Jose Feghali, 53, morreu nesta teça (7) em sua casa em Forth Worth, no Texas. Segundo a polícia local, a suspeita é de que ele tenha cometido suicídio.

Brasileiro, Feghali estudou na Royal Academy of Music em Londres, ganhou a medalha de ouro e o prêmio de música de câmara na competição de piano Van Cliburn e atualmente era coordenador da área de tecnologia da escola de música da Universidade Cristã do Texas.

“Estamos totalmente em choque”, disse o diretor, Richard Gipson. “Ele era um músico extraordinário, podia tocar qualquer coisa a qualquer hora.”

A carreira do pianista incluiu apresentações com orquestras como a Filarmônica de Berlim, a Sinfônica de Londres e a Leipzig Gewandhaus.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Grupos de direitos humanos pedem julgamento dos responsáveis por tortura na CIA

Da AFP

Anistia Internacional afirmou que o informe deixa claro que a CIA atuou ilegalmente / Foto:  AFPAnistia Internacional afirmou que o informe deixa claro que a CIA atuou ilegalmenteFoto: AFP

Grupos de defesa dos direitos humanos pediram, nesta terça-feira, o julgamento dos responsáveis por um programa de tortura da CIA muito mais brutal do que se supunha, após o Senado publicar um informe extenso sobre o caso.

Para as organizações humanitárias, o documento mostra que os métodos secretos usados pela CIA para extrair informação dos detidos após os atentados de 11 de setembro violaram repetidamente a legislação internacional e os direitos elementares.

“É um informe atormentador. É impossível lê-lo sem sentir uma imensa indignação pelo fato de nosso governo estar envolvido nesses crimes terríveis”, disse Anthony Romero, diretor executivo da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).

“Os funcionários governamentais que autorizaram atividades ilegais devem ser julgados”, afirma a ACLU.

A Anistia Internacional afirmou que o informe deixa claro que a CIA atuou ilegalmente desde o primeiro dia e que os interrogatórios brutais não foram operações espontâneas fora de controle.

Steven Hawkins, diretor executivo da representação americana da Anistia Internacional, disse que o programa “deu sinal verde para cometer crimes puníveis pela lei internacional contra tortura e desaparecimentos forçados”. “É hora de assumir responsabilidades, incluindo uma profunda investigação e ressarcimento das vítimas”.

O diretor executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, afirmou que o informe “mostra que os repetidos argumentos de que são necessárias medidas duras para proteger os americanos são uma ficção”.

Roth reconheceu que a administração do presidente Barack Obama deu fim a muitas práticas descritas no documento., mas advertiu: “a menos que este importante processo de busca da verdade leve ao julgamento dos responsáveis, a tortura continuará sendo uma opção política para os futuros presidentes”.

Nesta terça-feira, no entanto, parecia uma realidade distante que alguém fosse julgado.

Um alto funcionário do departamento de Justiça disse que desde 2009 realiza investigações sobre maus-tratos a detentos e concluiu que não há provas suficientes para realizar uma condenação.

Os investigadores que revisaram o informe do Senado “não conseguiram informações além das que já haviam considerado antes de tomar suas decisões”, acrescentou o funcionário.

 

 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Gangues usam escolas para ‘recrutar’ alunos e geram medo em Honduras

Alunos da escola  Jose Ramon Montoya fazem prova em Tegucigalpa, em Honduras (Foto: Esteban Felix/AP)

Alunos da escola Jose Ramon Montoya fazem prova em Tegucigalpa, em Honduras (Foto: Esteban Felix/AP)

Em escolas primárias e secundárias em Tegucigalpa, em Honduras, “corredor” não é apenas outra palavra para designar uma passagem, mas uma gíria para membros de gangues que batem em instrutores por dinheiro, enquanto se dirigem à aula. Professores que também não pagam, não ministram aulas.

A polícia de prevenção a gangues distribui panfletos financiados pelos EUA sobre boas maneiras e gerenciamento de raiva em cerca de dois terços das 130 escolas públicas da capital hondurenha. Enquanto isso, os infratores oferecem catálogos com mulheres que oferecem serviços sexuais por dinheiro.

Não é possívdel dizer exatamente que gangues de rua estão recrutando jovens em escolas porque as gangues não precisam disso. Em um país com oportunidades limitadas, cada vez mais alunos querem se unir à violenta Mara Salvatrucha, 18th Street, e outras organizações criminosas novas do que elas próprias podem absorver.

O que pode ser dito é que, assim como controlam a maioria dos bairros de Tegucigalpa, as gangues mandam em grande parte das escolas. Gangsters são alunos e alunos são gangsters, e até alguns de seus pais. O prédio é marcado com grafite, e monitoram o movimento da polícia, que tenta vigiá-los. Quando o governo envia os militares para retomarem o controle, a gangue fica discreta por um tempo, mas não muito, ou os concorrentes irão se movimentar, o que gera uma onda de violência.

“As escolas são a base de organização das gangues, e o ponto pelo qual todas as crianças da vizinhança passam”, disse o tenente-coronel Santos Nolasco, porta-voz da junta militar e da força policial encarregada da segurança, em um país de 8,2 milhões de pessoas.

Essas organizações criminosas dependem das crianças para fazer boa parte do trabalho sujo pesado, sabendo que, mesmo sendo pegas, não pegaram penas longas. Mais de um terço dos cerca de 5 mil membros com antecedentes criminais até 2010 tem menos de 15 anos de idade, de acordo com o único estudo que examina a idade nas gangues. Esse ano, a polícia afirmou que apreendeu mais de 400 menos por atividades relacionadas a gangues, alguns com apenas 12 anos de idade.

Alunos educados de forma ruim chegam a repetir uma série diversas vezes antes de passarem pelas provas, e a polícia afirma que alguns membros de gangues repetem intencionalmente os alunos por anos, apenas para mantê-los nas operações ilegais em uma escola – a forma utilizada para que eles ganhem dinheiro. Como resultado, alunos com idades de 11 a 17 anos podem estar na mesma classe.

Grafite em muro da escola Jose Ramon Montoya faz referência à gangue Mara Salvatrucha (ou MS-13) (Foto: Esteban Felix/AP)
Grafite em muro da escola Jose Ramon Montoya faz referência à gangue Mara Salvatrucha (ou MS-13) (Foto: Esteban Felix/AP)

Estrupos e extorsão
Enquanto que atos violentos acontecem do lado de fora da escola, ocorreram casos de estupro e sequestros dentro das instituições, além de extorsão e casos ainda piores. Além de posicionarem jovens nas salas, onde professores precisam tirar dinheiro do próprio bolso quando requisitados, as gangues exigem que os educadores paguem 1 mil lempiras (cerca de R$ 120) por mês, mais de 10% de seu salário.

“A extorsão começa com o diretor da escola” disse Liliana Ruiz, diretora do Ministério da Educação de Tegucigalpa. “Eles fazem um encontro com o diretor em um shopping e ele precisa levar o dinheiro. Em Honduras, a extorsão precisa ser paga”.

Em muitas escolas, o poder das gangues é onipresente e, uma vez que os criminosos conseguem o controle da instituição, disse Ruiz, o professor não tem escolha senão cooperar ou pedir para ser transferido. Se alguém tira uma criança da sala, a maioria dos professores fica em silêncio, mesmo que o estudante nunca mais seja visto. “O medo é indescritível, porque essas crianças são capazes de qualquer coisa. É um clima de choque desesperador”, complementou a diretora.

Apenas um terço das crianças em idade escolar no país vive com os dois pais, de acordo com os administradores. Muitos desses pais foram para os EUA em busca de trabalho, enquanto outros foram mortos ou apenas abandonaram as famílias. Boa parte dos estudantes não tem o suficiente para comer, ou trabalham várias horas antes ou depois da escola para sustentarem suas famílias. Os jovens estão cercados pela violência em um país com a maior taxa de homicídios do mundo.

Medo do futuro
Boa parte das crianças hondurenhas tem uma visão limitada do próprio futuro: operários, motoristas de táxi ou de ônibus ganham muito menos do que o dinheiro obtido com a venda de drogas ou empunhando armas em nome das gangues. Muitos jovens deixam o país por medo ou em busca de oportunidades nos EUA, muito antes de terminarem a escola.

Os distritos escolares não possuem dados de evasão escolar, mas o departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA afirmou que apreendeu 18.244 crianças hondurenhas desacompanhadas em 2014, um aumento expressivo em relação ao período anterior, após boatos circularem de que os jovens seriam livremente aceitos no país.

Administradores de escolas dizem que os professores geralmente têm mais medo das gangues do que dos estudantes remanescentes, porque muitos alunos admiram os criminosos. Em seus olhos, filhos de membros de gangues são considerados puros, uma espécie de casta superior.

No começo do novo ano escolar, policiais foram enviados para escolas para oferecer proteção e recuperar o controle algumas delas. Os gangsters reagiram jogando móveis do segundo andar, em direção aos oficiais. Diante disso, a polícia optou por uma estratégia menos agressiva, e colocou oficiais em cada porta para observar os estudantes. Com isso, alguns criminosos recuaram.

Na escola Jose Ramon Montoya, o controle foi recuperado e as paredes, cobertas de símbolos de gangues, estão sendo repintadas. “Pintamos as paredes por dentro da escola há três semanas. Eles virão pichar novamente, e vamos pintar de novo”, lamentou o professor Marcio Pastrana, comentando sobre a conhecida rotina na escola, onde trabalha há 35 anos.

“Há mais crianças boas que ruins”, refletiu o docente. “Fazemos tudo que é humanamente possível, mas o problema não é a escola, é a sociedade”, concluiu.

Policial militar faz guarda em frente a escola no última dia de aulas na capital Tegucigalpa (Foto: Esteban Felix/AP)
Policial militar faz guarda em frente a escola no última dia de aulas na capital Tegucigalpa (Foto: Esteban Felix/AP)
Da AP

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Proposta do Brasil é alterada em texto da COP 20 e Itamaraty tenta reverter

A proposta do Brasil para acalmar o debate sobre a culpa histórica das emissões dos gases-estufa (que aumentam a temperatura do planeta) sofreu alteração no primeiro rascunho apresentado na COP 20, Conferência Climática das Nações Unidas. A mudança não agradou os negociadores brasileiros em Lima, no Peru.

O conceito, chamado de “diferenciação concêntrica”, teve sua versão original modificada e, segundo organizações sociais, passou a beneficiar apenas os países desenvolvidos. Para o negociador-chefe do Brasil na COP 20, José Antonio Marcondes de Carvalho, o conceito foi mencionado “de um jeito incorreto”. “Estamos trabalhando para recuperá-lo”, explicou.

O projeto brasileiro colocava os países em três níveis. Em cada um deles havia um “menu” de critérios para diminuir as emissões. Nações desenvolvidas ficariam no círculo central e teriam que fazer cortes em todos os setores da economia. Os emergentes, como Brasil, China e Índia, ficariam no segundo nível, com mais opções para frear o aquecimento. Países vulneráveis, como os Estados-ilha, não empreenderiam grandes ações e estariam no terceiro nível.

Segundo o Brasil, a proposta flexibiliza o conceito de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, e permite que um governo troque de nível de compromisso quando “ficasse rico”, ou seja, mais forte economicamente e, desta forma, faria mais pela causa do clima.

Grupo Basic
Com a intenção de recolocar a discussão na mesa, a diplomacia brasileira uniu forças com ministros do Basic, grupo formado por Brasil, China, África do Sul e Índia, que abraçaram a ideia e decidiram apoiar outros temas no debate. “O Basic não quer refazer a convenção, considera que as INDCs [metas nacionais] têm que incluir elementos de mitigação, adaptação e meios de implementação e que, em uma defesa do multilateralismo, o acordo tem que ser legalmente vinculante”, explicou Marcondes.

“O que está em discussão não tem o equilíbrio necessário para incluir mitigação, adaptação e meios de implementação”, complementou o embaixador, referindo-se às ações necessárias para evitar o aumento da temperatura do planeta.

Carlos Rittl, da organização Observatório do Clima, não acha que a mudança no texto foi uma derrota para o Brasil. Ele concorda que a maneira apresentada “beneficia os países desenvolvidos (emissores históricos de gases) e retrai nações em desenvolvimento a propor suas formas de redução de emissões”, mas, segundo Rittl, ainda há chance de a discussão ser retomada até sexta (12), quando termina a conferência.

Atualmente, de acordo com Protocolo de Kyoto (criado em 1997 e que obriga corte de poluentes baseado nos níveis de 1990), o mundo está dividido entre o bloco do Anexo 1, os mais ricos e emissores desde a Revolução Industrial, e as nações em desenvolvimento.

Ministros já discutem rascunhos
Na última segunda, foram divulgados dois documentos a serem utilizados nos debates. Um com elementos que terão que constar no novo acordo global para o clima e outro com modelos de metodologia a serem seguidos pelos países quando apresentarem suas Contribuições Intencionais Nacionais Determinadas (INDCs, na sigla em inglês).

As INDCs são propostas que cada governo terá que fazer para “fechar a conta do clima”, ou seja, ações a serem cumpridas pós-2020, quando o novo tratado climático entrar em vigor, no intuito de promover uma economia de baixo carbono.

Deverá sair de Lima a aprovação o parâmetro de INDCs a ser seguido – se apenas metas de redução de gases-estufa terão que ser divulgadas ou esses dados mais propostas de adaptação, finanças e etc – além do texto-base com os elementos do acordo de Paris, chamado de “rascunho zero”. Ele vai nortear outras quatro negociações em 2015 para obter o “protocolo, instrumento legal ou resultado acordado com força legal”.

Por que tudo isso?
Segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Somente assim é que será possível conter o aumento da temperatura global em 2ºC até o final deste século.

Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas.
Caso isso não seja reduzido, segundo o IPCC, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão mais frequentes. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.

 

Do G1, em São Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

contato@encartenoticias.com
jencartnoticias@gmail.com