Obama e Raúl Castro anunciam retomada das relações de Cuba e EUA

Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram nesta quarta-feira (17) o restabelecimento das relações dos Estados Unidos e Cuba. O embargo comercial ao país caribenho, no entanto, permanecerá.

Obama confirmou que Cuba libertou nesta quarta o prisioneiro americano Alan Gross e, em troca, três agentes de inteligência cubanos que estavam presos nos Estados Unidos voltaram à ilha. A transferência de Gross e dos cubanos Luis Medina, Gerardo Hernandez e Antonio Guerrero foram concluídas.

Os EUA anunciaram as seguintes medidas:

– restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países;
– facilitar viagens de americanos a Cuba;
– autorização de vendas e exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba;
– autorização para norte-americanos importarem bens de até US$ 400 de Cuba;
– início de novos esforços para melhorar o acesso de Cuba a telecomunicação e internet.

As medidas incluem ações práticas como o restabelecimento de uma embaixada americana em Havana e a revisão da designação dada pelos EUA a Cuba de Estado que patrocina o terrorismo.

Obama também disse que espera um debate sério do Congresso norte-americano para que levante o embargo que o país mantém a Cuba, que proíbe a maioria das trocas comerciais. Os dois países não se relacionavam desde 1962 – mantendo apenas seções de interesse de nível menor desde 1977 em suas respectivas capitais.

EUA-Cuba (Foto: Doug Mills/Pool/Reuters, Reprodução/Reuters)
Barack Obama e Raúl Castro durante seus pronunciamentos  (Foto: Doug Mills/Pool/Reuters, Reprodução/Reuters)

Obama disse que a normalização das relações com Cuba encerram uma “abordagem antiquada” da política externa americana. Ao justificar a decisão, o presidente disse que a política “rígida” dos EUA em relação a Cuba nas últimas décadas teve pequeno impacto.

O presidente americano afirmou acreditar que os EUA poderão “fazer mais para ajudar o povo cubano” ao negociar com o governo da ilha.

Ele usou uma frase em espanhol durante o discurso: “Todos somos americanos”.

“A mudança é difícil nas nossas vidas e na vida das nações. E a mudança é ainda mais difícil quando nós carregamos a carga pesada da história nos nossos ombros. Mas hoje nós estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer.”

Em Havana, Raúl Castro confirmou o restabelecimento de relações diplomáticas e disse que quer restabelecer os vínculos especialmente no que se refere a viagens, correio postal direto e telecomunicações.

“Exorto ao governos dos Estados Unidos a remover os obstáculos que impedem os vínculos entre nossos povos”, disse Castro.

‘Profundas diferenças’
Castro disse ainda que reconhece que há “profundas diferenças” entre os dois países, “fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterior”, para em seguida completar: “Reafirmo nossa vontade de dialogar sobre todos esses temas.”

O presidente cubano ainda disse que a ilha vai libertar e mandar para os EUA um homem de origem cubana que espionou para os americanos — não se trata, nesse caso, de Alan Gross, que já está em solo americano.

Papel do Vaticano
Obama e Castro mencionaram o papel do Vaticano e do Papa Francisco em facilitar as negociações históricas entre os dois países. Obama dissse que o Papa ajudou ao pressionar pela libertação do americano Alan Gross. Raúl Castro também agradeceu o apoio do Papa Francisco para “ajudar a melhorar as relações entre Cuba e os EUA”. Ele também agradeceu ao Canadá pelo apoio logístico.

Após o anúncio, Papa Francisco parabenizou os dois países e disse que continuará a apoiar o fortalecimento das relações bilaterais.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que a troca de prisioneiros entre EUA e Cuba foi um gesto “corajoso” do presidente Barack Obama e que tratou-se de uma vitória para a ilha. “Temos que reconhecer o gesto de Obama, um gesto corajoso e necessário”, disse Maduro a líderes do Mercosul em reunião na Argentina.

 

Do G1 em São Paulo

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Raúl Castro recebe em Havana os 3 cubanos libertados pelos EUA

O presidente cubano, Raul Castro, com Fernando Gonzalez, Ramon Labañino, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero e René González, depois que os agentes Labañino, Hernandez e Guerrero desembarcaram em Havana. (Foto: Reuters)

O presidente cubano, Raul Castro, com Fernando Gonzalez, Ramon Labañino, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero e René González, depois que os agentes Labañino, Hernandez e Guerrero desembarcaram em Havana. (Foto: Reuters)

 

O presidente de Cuba, Raúl Castro, recebeu nesta quarta-feira (18) em Havana os três agentes cubanos que estavam presos nosEstados Unidos desde 1998, em um encontro que foi transmitido pela televisão estatal, no qual se abraçaram e trocaram agradecimentos.

Horas depois que o próprio Castro confirmou a chegada dos agentes ao país em um pronunciamento exibido na televisão por volta do meio-dia, um telejornal nacional divulgou as primeiras imagens dos ‘heróis’, como são conhecidos em Cuba.

“Estou orgulhoso de vocês pela resistência que mostraram, pelo valor e pelo exemplo que isso representa para todo nosso povo”, disse Castro aos agentes, segundo o noticiário televisivo.

Também foram exibidas imagens do reencontro de Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero com seus familiares. O de Hernández com sua mulher, Adriana Pérez, foi especialmente emocionante, já que ela não o via há 16 anos, pois nunca obteve permissão dos EUA para visitá-lo na prisão.

Após sua chegada em Havana, Hernández, Labañino e Guerrero foram recebidos nas ruas pelos moradores e visitaram o cemitério para homenagear seus familiares mortos no período em que permaneceram detidos.

Hernández, Labañino e Guerrero fazem parte do grupo conhecido como ‘Los Cinco’, detidos em 1998 nos EUA quando o FBI desmantelou a rede de espionagem cubana ‘Avispa’ (vespa, em espanhol), que operava no sul da Flórida.

Todos admitiram que eram agentes do governo cubano ‘não declarados’ nos EUA, mas que seus alvos eram ‘grupos terroristas de exilados’ que conspiravam contra o então presidente Fidel Castro, e não contra o governo americano.

O grupo foi julgado e condenado a longas penas de prisão em 2001 e seu caso se transformou em mais um ponto de controvérsia no longo e tenso contencioso entre Havana e Washington.

Considerados ‘heróis’ e ‘lutadores antiterroristas’ em Cuba, o grupo também era formado por René González e Fernando González, que retornaram a Havana em 2013 e em fevereiro deste ano, respectivamente, depois que cumpriram suas penas.

 

Da EFE

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Tempestade de neve deixa ao menos 3 mortos no norte do Japão

Homem remove neve em calçada de Nagoya, em Aichi, no centro do Japão nesta quinta-feira (18) (Foto: Jiji Press/AFP)

Homem remove neve em calçada de Nagoya, em Aichi, no centro do Japão nesta quinta-feira (18) (Foto: Jiji Press/AFP)

Uma forte tempestade de neve no norte do Japão provocou a morte de pelo menos três pessoas, além de interrupções no sistema de transportes na ilha de Hokkaido, informou nesta quinta-feira (18) a emissora pública ‘NHK’.

Duas frentes de baixa pressão estão desde quarta-feira sobre a ilha de Hokkaido e o norte da ilha de Honshu, a maior do país, com fortes nevascas e ventos, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA, sigla em inglês).

O temporal, que poderia ser um dos mais intensos no norte do arquipélago japonês nos últimos anos, segundo essa agência, continuará com a precipitação, nas próximas horas, de até 120 centímetros de neve em algumas áreas, além de ventos que podem chegar a 160 km/h.

Pelo menos três pessoas morreram em acidentes de trânsito provocados pela tormenta e avalanches, duas delas em Hokkaido e outra em Hiroshima, segundo a ‘NHK’.

Neve cobriu telhados de um castelo em Nagoya. (Foto: Jiji Press / AFP Photo)
Neve cobriu telhados de um castelo em Nagoya. (Foto: Jiji Press / AFP Photo)

Nas áreas montanhosas de Hokkaido, as autoridades locais retiraram cerca de 150 pessoas que estavam isoladas pela neve, enquanto cerca de 20 mil famílias ficaram sem energia elétrica em suas casas entre terça e quarta-feira, informou a companhia energética local Hokkaido Electric Power.

O temporal também causou o fechamento de 1,2 mil escolas e interditou trechos de estradas regionais e locais.

O serviço de trens que liga Sapporo, a capital de Hokkaido, com outras partes do país, foi suspenso na noite de quarta-feira, assim como outras linhas de alta velocidade (Shinkansen, o trem bala) no noroeste de Honshu.

Além disso, cerca de 100 voos nacionais – a maioria deles partindo de Hokkaido – foram cancelados, segundo a ‘NHK’.

Na quarta-feira, mais de 420 voos nacionais e internacionais foram cancelados pelo temporal, que também obrigou um avião da American Airlines, que fazia a rota entre Seul (Coreia do Sul) e Dallas (EUA), a fazer um pouso de emergência em Tóquio devido às graves turbulências.

A JMA mantém hoje o estado de alerta em grande parte do norte, centro e oeste do Japão devido aos fortes ventos, intensas nevascas e ondulações nos mares. Além disso, emitiram uma advertência para o risco de avalanches, deslizamentos de terra e inundações.

 

 

Da EFE

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Agente do FBI é detido acusado de agredir namorada em briga nos EUA

Adam Quirk foi preso após acusações de agressão à namorada (Foto: AP)

Adam Quirk foi preso após acusações de agressão à namorada (Foto: AP)

Um agente da Polícia Federal americana (FBI) foi detido na cidade de Salt Lake City, em Utah, acusado de agredir a namorada após uma briga no dia 13 de dezembro.

A acusação alega que Adam Quirk, de 36 anos, jogou a mulher no chão e tentou estrangula-la. Exames mostraram que a namorada tinha diversas marcas no pescoço e um ferimento na cabeça.

Policiais disseram que encontraram um telefone celular quebrado no lixo e um copo de vidro quebrado.

 

Da Associated Press

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Número de mortos em ataque talibã a escola do Paquistão passa de 140

Família paquistanesa lamenta morte de criança em ataque do talibã contra escola em Peshawar nesta terça-feira (16) (Foto:  REUTERS/Zohra Bensemra)

Família paquistanesa lamenta morte de criança em ataque do talibã contra escola em Peshawar nesta terça-feira (16) (Foto: REUTERS/Zohra Bensemra)

O número de mortos no atentado que homens armados do Talibã promoveram a uma escola do Paquistão, nesta terça-feira (16), subiu de 126 para 141, de acordo com a agência Reuters. Do total, 132 vítimas eram estudantes (crianças e adolescentes) e nove agressores.

Os talibãs abriram fogo contra uma escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do Paquistão. Este seria o mais sangrento ataque rebelde dos últimos anos no país.

Bahramand Khan, diretor de informação para o gabinete regional do ministro-chefe, disse que ao menos 124 pessoas ficaram feridas.

“Pode aumentar”, disse ele. Um hospital local disse que os mortos e feridos atendidos tinham entre 10 e 20 anos de idade.

Mais de oito horas após militantes terem entrado no prédio da escola, os militares declararam o encerramento da operação realizada para combatê-los, e disseram que nove insurgentes foram mortos.

Estudante ferido em ataque de homens do Talibã armados a uma escola é levado a um hospital em Peshawar, no Paquistão. A escola é frequentada por filhos de militares paquistaneses (Foto: A Majeed/AFP)

Estudante ferido em ataque de homens do Talibã armados a uma escola é levado a um hospital em Peshawar (Foto: A Majeed/AFP)

O ataque à escola gerida pelos militares, onde estudavam mais de 1.100 alunos, muitos deles filhos de membros do Exército, atingiu o coração da sociedade militar do Paquistão e representa um golpe certo para enfurecer o poderoso Exército do país.O movimento radical Talibã assumiu de imediato a responsabilidade pelo ataque.

“Escolhemos a escola do Exército para o ataque porque o governo está alvejando nossas famílias e mulheres”, disse o porta-voz do Taliban Muhammad Umar Khorasani. “Queremos que eles sintam a dor.”

Na parte externa, enquanto helicópteros sobrevoavam, a polícia se empenhava em conter grupos de pais desesperados que tentavam ultrapassar o cordão de isolamento e entrar na escola.

Não ficou claro se algumas ou todas as crianças foram mortas pelos homens armados e homens-bomba ou no confronto subsequente com as forças de segurança paquistanesa que tentavam recuperar o controle do prédio.

“Um médico do Exército estava nos visitando e nos ensinando sobre primeiros socorros quando os homens vieram por trás da nossa escola e começaram a atirar”, disse um estudante a TV paquistanesa “Dunya”.

“Nossos professores trancaram a porta e nós nos deitamos no chão, mas eles (os militantes) arrombaram a porta. Inicialmente eles atiraram no ar e depois começaram a matar os estudantes, mas de repente saíram do corredor”, acrescentou. “Eles tinham barbas longas, usavam shalwar kameez (largas vestimentas tradicionais) e falavam árabe.”

Feridos são retirados de escola que foi atacada pelo Talibã no Paquistão. Pelo menos 126 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, foram mortos em ataque contra escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do país (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
Feridos são retirados de escola que foi atacada pelo Talibã no Paquistão. Pelo menos 126 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, foram mortos em ataque contra escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do país (Foto: Mohammad Sajjad/AP)

O primeiro-ministro Nawz Sharif condenou o ataque e disse estar a caminho de Peshawar.

“Eu não posso ficar recuado em Islamabad. Essa é uma tragédia nacional, provocada por selvagens. Essas eram minhas crianças”, afirmou ele em comunicado.

“Essa perda é minha. Esta é uma perda da nação. Estou indo para Peshawar agora e vou supervisionar a operação pessoalmente”, acrescentou.

Alvos raros

O Talibã paquistanês, que luta para derrubar o governo e estabelecer um rígido regime islâmico, tem prometido intensificar os ataques em resposta a grandes operações conduzidas pelo Exército contra insurgentes em áreas tribais.

Os insurgentes têm atacado forças de segurança, postos de controle, bases militares e aeroportos, mas atentados contra alvos civis sem qualquer importância logística são relativamente raros.

Em setembro de 2013, dezenas de pessoas, incluindo muitas crianças, foram mortas em um ataque contra uma igreja, também em Peshawar, cidade extensa e violenta perto da fronteira com o Afeganistão.

Apoiadores do movimento Mutahida Qaumi seguram velas em Karachi em  vigília pelas vítimas do massacre (Foto: AP Photo/Fareed Khan)
Apoiadores do movimento Mutahida Qaumi seguram velas em Karachi em vigília pelas vítimas do massacre (Foto: AP Photo/Fareed Khan)

 

 

Da Reuters

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Manifestação contra o governo acaba em confronto com a polícia no Haiti

Manifestantes antigovernamentais realizar cerimônia vudu em Porto Príncipe. (Foto: AFP Photo)

Manifestantes antigovernamentais realizar cerimônia vudu em Porto Príncipe. (Foto: AFP Photo)

Um protesto realizado nesta terça-feira por centenas de opositores que pediam a renúncia do presidente do Haiti, Michel Martelly, acabou em confronto com a polícia, que usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Esta foi a primeira manifestação após a renúncia do primeiro-ministro, Laurent Lamothe, no domingo (14) passado. Os manifestantes percorreram as ruas de Porto Príncipe rumo ao Palácio Nacional, exigindo também a libertação de todos os ‘presos políticos’ que permanecem detidos acusados de vandalismo.

Além disso, protestavam contra a forma como o governo vem manejando os recursos da ajuda para a reconstrução do país após o terremoto que ocorreu há quase cinco anos. Grupos chegaram a realizar até cerimônias vudu contra o governo.

A polícia haitiana formou barricadas próximas do parque Champ de Mars, situado em frente ao Palácio Nacional, e atirou para o alto para dispersar os manifestantes e impedir que os mesmos invadissem os espaços da casa do governo.

O Haiti mergulhou em um período de agitação política liderado pela oposição, que vem fazendo protestos diários contra a presidente, a quem acusam de liderar um governo corrupto.

A oposição assegura que suas manifestações não vão acabar e que continuará exigindo a saída de Martelly. O próximo protesto está previsto para quinta-feira (18).

 

 

Da EFE

 

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Robô Curiosity detecta emissão de gás metano em Marte

Perfuração feita pelo Curiosity em Marte (Foto: JPL/NASA)

Perfuração feita pelo Curiosity em rocha permitiu encontrar moléculas orgânicas (Foto: JPL/NASA)

O robô americano Curiosity, que explora Marte, detectou picos de emissões de metano no planeta, disseram nesta terça-feira (16) os cientistas da missão. Eles não conseguiram ainda, no entanto, identificar a origem deste gás, que na Terra é gerado por organismos vivos e decomposição de matéria orgânica.

O gás “registra picos de aumento de 10 vezes, ou até mais em determinadas ocasiões ao longo de 60 dias marcianos”, informaram os autores do estudo, entre eles Christ Webster, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

“Esse aumento temporário — que sobe rápido e depois cai — nos diz que deve haver alguma fonte relativamente localizada”, disse em nota o pesquisador Sushil Atreya, da Universidade de Michigan. “Há muitas fontes possíveis, biológicas e não-biológicas, como a interação de água com rochas”, completou.

Os resultados das observações foram publicados na edição de segunda-feira da revista “Science” e, segundo informou a agência AFP, foram objeto de uma apresentação na conferência anual do sindicato de geofísicos americanos, reunidos em San Francisco.

O Curiosity também detectou diferentes moléculas orgânicas no pó de uma rocha denominada Cumberland que foi perfurada pelo robô. Foi a primeira detecção definitiva de partículas orgânicas em materiais da superfície de Marte. Essas moléculas orgânicas marcianas podem ter se formado em Marte ou ter chegado ali em meteoros.

As moléculas orgânicas, que contêm carbono e hidrogênio, são os “blocos de construção” da vida, embora possam existir sem a presença de vida. A própria nasa destaca que as análises de amostras de atmosfera e de pó de rocha apresentadas não revelam se Marte já abrigou seres vivos em algum momento. “Mas elas jogam luz sobre um planeta Marte moderno quimicamente ativo e em condições favoráveis para a vida no planeta no passado”, diz a agência espacial americana.

Foto divulgada pela NASA em 23 de junho mostra autorretrato do robô Curiosity em Marte (Foto: AP Photo/NASA, JPL-Caltech, MSSS, File)
Foto divulgada pela NASA em 23 de junho mostra autorretrato do robô Curiosity em Marte (Foto: AP Photo/NASA, JPL-Caltech, MSSS, File)
Do G1, em São Paulo

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Talibãs matam dezenas e fazem reféns em escola no Paquistão

Crianças deixam escola para filhos de militares que foi alvo de ataque dos talibãs nesta terça-feira (16); pelo menos 20 pessoas morreram (Foto: Khuram Parvez/Reuters)

Crianças deixam escola para filhos de militares que foi alvo de ataque dos talibãs nesta terça-feira (16); pelo menos 84 pessoas morreram (Foto: Khuram Parvez/Reuters)

Pelo menos 126 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, foram mortos em um ataque do Talibã contra uma escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do Paquistão, informaram as autoridades locais. Outras 122 pessoas ficaram feridas, segundo a Reuters.

Segundo as autoridades do Paquistão, algumas crianças ainda eram feitas reféns por homens do Talibã dentro da escola. Os combates entre o exército e os criminosos na escola prosseguiam no meio da tarde. Segundo a polícia local, cinco militantes do Talibã foram mortos, e os outros integrantes do ataque eram procurados.

Policiais no local disseram ter ouvido três explosões. A polícia tinha dificuldades para conter os pais que estavam ao redor da escola e tentaram romper os bloqueios após ouvirem as explosões.

De acordo com a imprensa local, um grupo de seis insurgentes vestidos com uniformes do exército entrou na escola durante a manhã. As forças de segurança rodearam o edifício e entraram em confronto com os extremistas.

O exército iniciou uma operação de resgate no interior da escola que, segundo a imprensa local, encontra-se muito danificado pelos disparos e explosões. O local tem alunos com idades entre 10 e 18 anos.

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, classificou o ataque como uma “tragédia nacional”.

O ataque foi reivindicado pelo Talibã, que alegaram uma vingança pelos combatentes mortos na ofensiva militar na região de Peshawar. “Nós atacamos a escola porque o exército ataca nossas famílias. Queremos que eles sintam nossa dor”, disse o porta-voz do grupo, Muhammad Umar Khorasani.

Feridos são retirados de escola que foi atacada pelo Talibã nesta terça-feira (16) no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
Feridos são retirados de escola que foi atacada pelo Talibã nesta terça-feira (16) no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
Soldado monitoram proximidades de escola militar atacada pelo Talibã nesta terça-feira (16) no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
Soldado monitoram proximidades de escola militar atacada pelo Talibã nesta terça-feira (16) no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
Do G1, em São Paulo

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Suspeito da morte de 6 pessoas na Filadélfia é ex-militar

Bradley William Stone em foto não datada, cedida pela promotoria do condado de Montgomery (Foto: AP Photo/Montgomery County Office of the District Attorney)

Bradley William Stone em foto não datada, cedida pela promotoria do condado de Montgomery. (Foto: Montgomery County Office of the District Attorney / Via AP Photo)

O suspeito que é procurado pela polícia dos Estados Unidos pela morte de seis pessoas, nesta segunda-feira (15), na Filadélfia, é um ex-reservista da Marinha que combateu no Iraque e teve que deixar seu posto porque sofre de estresse pós-traumático, informou a imprensa local.

Os agentes estão buscando Bradley William Stone, de 35 anos, desde a manhã de segunda em uma grande operação policial pelos subúrbios da Filadélfia. O homem é suspeito de ter matado seis pessoas a tiros, entre elas sua ex-mulher.

A última pista aponta para as florestas de Doylestown, onde um homem – que se encaixa na descrição de Stone – foi visto depois que tentou assaltar um motorista com um canivete, mas foi surpreendido pelo mesmo, que abriu fogo contra ele.

Os agentes pediram aos moradores das áreas onde as vítimas foram encontradas e onde se acredita que o suspeito poderia estar foragido que não saiam de suas casas. Além disso, vários distritos decidiram suspender as aulas desta terça (16) por precaução.

As primeiras investigações indicam que as seis vítimas tinham algum tipo de parentesco com Stone, que também causou ferimentos pelo menos em mais uma pessoa, um adolescente.saiba mais

De acordo com a polícia, Stone está armado, é perigoso e provavelmente está vestindo algum tipo de uniforme militar, além de carregar uma muleta que usa para caminhar.

Os primeiros disparos aconteceram por volta das 4hs locais (7hde Brasília) da segunda-feira em uma residência do subúrbio de Souderton, onde os agentes encontraram o corpo de uma mulher.

Os outros corpos foram descobertos em outros dois edifícios de Souderton e, a princípio, foi informado que o suspeito estava entrincheirado em uma casa dessa cidade, localizada nos arredores da Filadélfia.

Depois, a busca por Stone se transferiu para Pennsburg, outro subúrbio da Filadélfia, e a última pista levou os agentes às florestas de Doylestown.

 

 

Da EFE

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Australianos prestam homenagem a vítimas de sequestro em café

Os australianos prestaram homenagens, nesta terça-feira (16), aos dois reféns mortos durantesequestro no Lindt Café de Martin Place, no centro financeiro de Sydney. Katrina Dawson, uma barista de 38 anos, e Tori Johnson, gerente da cafeteria, 34, morreram juntamente com o sequestrador, o iraniano Man Haron Monis, num drama que durou 16 horas.

Centenas de pessoas depositaram flores perto da cafeteria onde ocorreu a tragédia. Mais cedo, uma missa foi celebrada em homenagem às vítimas do sequestro.

A polícia da Austrália invadiu na madrugada de terça (horário local) a cafeteria, e, após ação de 30 segundos e diversos disparos, encerrou o sequestro no local. Além dos três mortos, seis pessoas ficaram feridas, informou a polícia. Uma brasileira estava entre os reféns e foi libertada com ferimentos num dos pés.

Ao todo, 17 reféns estavam no café na hora do sequestro. Cinco conseguiram fugir um pouco antes. A imprensa local australiana identificou o clérigo muçulmano Man Haron Monis como o sequestrador. Ele já foi acusado de enviar cartas de ódio e abuso sexual.

Durante uma cerimônia na catedral St Mary’s, que fica perto do local da tragédia, o distrito de Martin Place, no coração de Sydney, o arcebispo Anthony Fisher citou o “coração partido’ da cidade. “Aparentemente, durante uma tentativa, Tori Johnson tomou a arma do sequestrador, mas tragicamente aconteceu um disparo que o matou. No entanto, isto precipitou a intervenção da polícia e, no fim, a libertação da maioria dos reféns”, disse o religioso.

“Também, ao que parece, Katrina Dawson tentava proteger uma amiga grávida. Estes heróis estavam dispostos a sacrificar suas vidas para que outros pudessem viver”, afirmou o arcebispo. Katrina era estudante de direito e mãe de três filhos.

A polícia não confirmou a luta entre o gerente do café e o sequestrador e destacou que a investigação sobre os acontecimentos ainda está em curso.

Segundo Andrew Scipione, chefe de polícia de Nova Gales do Sul (estado do qual Sydney é a capital), vários tiros foram disparados enquanto o sequestro estava em andamento, o que levou os policiais a tomarem a decisão de invadir o local.

Policiais fortemente armados são vistos do lado de fora do café Lindt, onde pessoas eram mantidas reféns, no centro de Sydney, na Austrália (Foto: Jason Reed/Reuters)
Policiais fortemente armados são vistos do lado de fora do café Lindt, onde pessoas eram mantidas reféns, no centro de Sydney, na Austrália (Foto: Jason Reed/Reuters)

Motivações desconhecidas
“Acreditamos que ninguém tinha sido ferido até a polícia entrar”, acrescentou. Entre os feridos, há um policial, que está no hospital em boas condições. O policial foi ferido no rosto, segundo a TV “ABC”. Ele estaria animado e “feliz por estar vivo”.

As motivações do ataque ainda são desconhecidas.

Nas primeiras horas do sequestro, imagens da emissora de TV Channel 7 mostraram pessoas com as mãos para o alto e uma bandeira negra fixada em uma vidraça da lanchonete com um texto em árabe no qual se lia “Não há outro Deus que Alá e Maomé é o mensageiro de Deus”.

Imagem de arquivo sem data cedida pela TV australiana ABC mostra o iraniano Man Haron Monis, identificado como sequestrador do Cafe em Sydney, durante uma entrevista (Foto: ABC TV/Reuters)
Imagem de arquivo sem data cedida pela TV australiana ABC mostra o iraniano Man Haron Monis, identificado como sequestrador do Cafe em Sydney, durante uma entrevista (Foto: ABC TV/Reuters)

Mais de 40 grupos muçulmanos australianos condenaram a tomada de reféns. “Nós rejeitamos qualquer tentativa de tirar vidas inocentes de seres humanos ou de instilar medo e terror em seus corações”, afirmam em um comunicado, que chamou a tomada de reféns de “ato desprezível”.

Brasileira refém
A família da brasileira Marcia Mikhael afirmou que ela foi libertada do sequestro com ferimento no pé e que passa bem.

A brasileira Marcia Mikhael (Foto: Reprodução/Facebook)

A brasileira Marcia Mikhael (Foto: Reprodução)

O sequestro começou por volta das 21h de domingo (14) no horário de Brasília – 10h da manhã de segunda no horário local. Cerca de sete horas depois, cinco reféns deixaram o local.

Após horas sem movimento, outro refém conseguiu escapar, seguido por mais cinco pessoas.

Logo depois equipes da polícia invadiram o local. Diversos disparos foram feitos no local, e também foram ouvidos outros sons altos. Em seguida os disparos cessaram e a movimentação policial diminuiu, restando apenas o barulho de um alarme de incêndio.

Após a movimentação, um robô do esquadrão antibombas foi visto entrando no prédio. Houve relatos mais cedo de que o sequestrador estaria com uma bomba.

Sequestrador
A imprensa local identificou o clérigo muçulmano Man Haron Monis como o sequestrador. Segundo a rede australiana “9News”, Monis nasceu Manteghi Bourjerdi e se mudou do Irã para a Austrália em 1996. Ele teria sido processado em 2009 após uma campanha de cartas de ódio para protestar contra a presença das tropas australianas no Afeganistão e foi condenado a 300 horas de trabalho comunitário em setembro de 2013.

Em novembro do ano passado, segundo a mesma emissora, ele voltou aos noticiários após ser suspeito de ter orquestrado o assassinado da ex-mulher Noleen Pal, que foi encontrada esfaqueada em um apartamento. Em abril deste ano, ele foi acusado de abusar sexualmente de sete mulheres enquanto trabalhava como um “curandeiro espiritual” em Wentworthville. Em outubro ele foi acusado de outros 40 crimes sexuais relacionados ao seu trabalho como líder espiritual.

Ainda de acordo com a rede de notícias, o xeique Haron, como é conhecido, estava em liberdade mediante fiança.

Reféns libertados
Por volta das 2h45, três homens saíram da lanchonete. Dois deles deixaram o local pela entrada da lanchonete e outro pela saída de emergência. Por volta das 4h15, duas mulheres deixaram a cafeteria.

Prédios ao redor do café foram esvaziados, dentre eles o Consulado dos Estados Unidos no país e também a Ópera House, principal ponto turístico da cidade, que cancelou suas apresentações até esta terça. O Consulado dos EUA também ficará fechado nesta terça.

O Consulado do Brasil, que fica na área isolada pela polícia, estava fechado nesta segunda, mas mantinha contato com seus funcionários para obter e conceder informações.

 

 

Do G1, em São Paulo

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