Brasileiro acusado de integrar facção vive na Espanha desde os 11 anos

O brasileiro de 18 anos preso na Bulgária por suspeita de integrar o Estado Islâmico se mudou para a Espanha aos 11. Ele foi preso pela Interpol enquanto tentava chegar à Síria para lutar com a facção.

Segundo a polícia catalã, foi na Catalunha que o jovem se converteu ao islamismo e se radicalizou, inscrevendo-se no EI pela internet. De acordo com o Itamaraty, representantes do consulado do Brasil na Bulgária visitaram o rapaz na prisão, que passa bem, e prestam-lhe assistência consular. Seu nome não foi divulgado.

Como ele não cometeu crime em território búlgaro, sua extradição à Espanha é dada como certa e pode acontecer já no domingo (21). Ele será levado à Madri, onde aguardará julgamento em prisão preventiva e responderá sob acusação de terrorismo. Mesmo sem saber a identidade, o governo de Goiás -o jovem é de Formosa (GO)- tenta encontrar a família do jovem para oferecer apoio e acompanhar o caso.

 

Folhapress

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Polícia identifica as oito crianças encontradas mortas na Austrália

Australianos deixam flores perto da casa onde 8 crianças foram mortas. (Foto: Peter Parks / AFP Photo)

Australianos deixam flores perto da casa onde 8 crianças foram mortas. (Foto: Peter Parks / AFP Photo)

 

A polícia australiana afirmou neste sábado (20) que já identificou formalmente as oito crianças encontradas mortas na casa de uma mulher em Manoora, subúrbio de Cairns, a grande cidade do nordeste tropical da Austrália. Embora não tenha divulgado os nomes das vítimas, Bruno Asnicar, inspetor da Polícia de Queenland, confirmou a idade de cada uma delas à mídia local, segundo a agência de notícias Associated Press.

“Com a assistência de membros da família, nesta tarde conseguimos identificar positivamente todas as vítimas relacionadas com este incidente”, disse Asnicar. “Posso confirmar que as vítimas são quatro meninas de 14, 12, 11 e dois anos, e quatro meninos de nove, oito, seis e cinco anos de idade.”

Polícia isola parte do quarteirão onde crianças foram mortas. (Foto: Peter Parks / AFP Photo)

Polícia isola parte do quarteirão onde crianças foram mortas (Foto: Peter Parks / AFP Photo)

A mulher de 37 anos, que é mãe de sete das oito crianças, e seria tia da oitava, foi presa no início deste sábado (na noite de sexta-feira, no horário de Brasília). “A mãe dessas crianças está atualmente nos auxiliando na investigação”, afirmou Asnicar.

De acordo com o inspetor, a polícia ainda não acusou formalmente a mulher de nenhum crime, mas disse que as investigações a apontam como suspeita. “Acusações estão sendo consideradas, claro, as investigações continuam, obviamente, nesta direção. Nesse estágio nós não formalizamos nenhuma denúncia”, disse ele.

A polícia não divulgou o nome da mulher, mas corrigiu a idade dela. Na sexta-feira, os veículos de imprensa foram informados de que ela tem 34 anos, mas essa informação foi atualizada e, segundo as autoridades, a mulher tem 37 anos.

“A cena do crime será mantida por provavelmente dois ou três dias. Os tecnologistas forenses ainda estão trabalhando e continuarão trabalhando, e o centro de investigação está funcionando enquanto conversamos. A investigação ainda está no início, mas não foi interrompida. Pretendemos manter a intensidade da investigação até uma conclusão bem sucedida”, disse Asnicar.

Entenda o caso
Oito crianças foram encontradas em uma casa em um bairro de Manoora, um subúrbio de Cairns, a grande cidade do nordeste tropical da Austrália. Uma mulher de 37 anos foi encontrada ferida na residência. O estado de saúde da mulher era estável e, por isso, ela pode ser interrogada pelos investigadores, relatou a polícia.

Segundo sua prima, Lisa Thaiday, a mulher é a mãe das crianças. “Não posso acreditar nisso. Acabamos de saber o que aconteceu com essas pobres criaturas”, disse Lisa, citada pela agência de notícias australiana AAP.

As crianças foram encontradas por um jovem de 20 anos, acrescentou a prima.

Vários meios de comunicação informaram que as crianças foram esfaqueadas, enquanto o jornal local “Cairns Post” noticiou que elas também foram asfixiadas. A polícia não confirmou essas versões.

O companheiro da mulher, que não seria o pai das crianças, vive no mesmo local, segundo a Sky News Australian, cuja apresentadora começou a chorar ao anunciar o crime. O paradeiro desse homem é desconhecido, divulgou a emissora.

Policiais e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)
Policiais e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)
Do G1, em São Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Itamaraty visita brasileiro preso na Bulgária acusado de terrorismo

O Itamaraty informou, neste sábado (20), que visitou o brasileiro de 18 anos acusado de terrorismo e preso na fronteira da Bulgária com a Turquia. O jovem foi capturado na última segunda-feira (15), mas o órgão não informou quando realizou a visita. Segundo o governo da Catalunha, onde mora o adolescente, ele planejava chegar até a Síria para se juntar à facção radical Estado Islâmico.

Em nota enviada à TV Globo, o Ministério de Relações Exteriores afirma que está “prestando assistência consular” ao brasileiro, e que ele já recebeu visita de funcionários da Embaixada brasileira em Sófia. Ainda segundo o Itamaraty, o estado de saúde do jovem é bom, e não há previsão de quando ele será transferido para a Espanha.

O adolescente seria de Formosa, cidade goiana a 75 quilômetros de Brasilia. O caso é investigado pela Mossos d’Esquadra, polícia autônoma da Catalunha. O brasileiro foi preso junto com dois amigos marroquinos, que também tentavam se juntar ao grupo de insurgentes sírios.

Os detidos alegam inocência, e dizem que estavam em uma viagem de férias rumo à Turquia e à Grécia. De acordo com informações de agências europeias, no entanto, o brasileiro já era alvo de um pedido de prisão feito pela Espanha à Interpol.

Segundo o ministro do Interior catalão, Ramon Espadaler, o brasileiro mora em Monistrol de Montserrat e se converteu ao islamismo. Seus colegas, que têm 24 e 27 anos, viviam em Terrassa e Sabadell, nos arredores de Barcelona.

Os três estavam sendo investigados desde junho por exporem ideias extremistas em perfis de redes sociais. A identidade do brasileiro preso é mantida em sigilo pelas autoridades europeias e pelo Itamaraty.

Segundo caso
Desde janeiro de 2013, o Estado Islâmico conta com um membro de origem brasileira nas filas de batalha. Brian De Mulder, nascido na Bélgica e filho de mãe brasileira, é um dos 46 acusados em julgamento no “megaprocesso do jihad”, que analisa o papel da organização extremista Sharia4Belgium no recrutamento de jihadistas no país europeu.

Em entrevista à BBC Brasil em outubro, a mãe do radical, Rosana Rodrigues, disse desejar que o filho fosse condenado no processo em que é julgado à revelia.

“Eu prefiro que meu filho seja condenado, prefiro todos os dias da minha vida ir na cadeia visitar meu filho, levar comida, pasta de dente, as coisas que ele necessitar, do que saber que meu filho é um terrorista e está agora na Síria”, disse.

Grupo radical
O Estado Islâmico do Iraque e Levante, atualmente chamado apenas de Estado Islâmico, é um grupo jihadista radical que conseguiu recrutar milhares de combatentes.

Líder do "Estado islâmico" se autodeclarou califa e quer implementar sharia em território dominado (Foto: AP)

Líder do “Estado islâmico” se autodeclarou califa e quer implementar sharia em território dominado (Foto: AP)

A facção surgiu a partir do Estado Islâmico no Iraque, o braço iraquiano da Al-Qaeda dirigido por Abu Bakr al-Bagdadi. Em abril de 2013, Bagdadi anunciou que o Estado Islâmico do Iraque e a Frente Al-Nosra, um grupo jihadista presente na Siria, se fundiriam para se converter no Estado Islâmico do Iraque e Levante.

Mas a Al-Nosra negou-se a aderir a este movimento e os dois grupos começaram a agir separadamente até o início, em janeiro de 2014, de uma guerra entre eles. O Estado Islâmico contesta abertamente a autoridade do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e rejeitou seu pedido de que se concentre no Iraque e deixe a Síria para a Al-Nosra.

O grupo ganhou “fama” mundial após divulgar, entre agosto e setembro deste ano, vídeos de três decapitações de reféns ocidentais que estavam presos na Síria. Duas das vítimas eram jornalistas norte-americanos, e a terceira, um agente humanitário britânico.

 

Da TV Globo em Brasília e do G1 DF

 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Joe Biden vai liderar delegação dos EUA na posse de Dilma

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em foto de 16 de maio de 2014. Político foi convidado para baile de formatura e enviou arranjo de flores para jovem (Foto: Kevin Wolf/AP)

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden. (Foto: Kevin Wolf / AP Photo)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (19) os integrantes da delegação americana que virão ao Brasil para a posse da presidente Dilma Rousseff. A equipe será liderada pelo vice-presidente, Joe Biden.

Além de Biden, estarão em Brasília no dia 1º de janeiro a secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, e a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, informou a Casa Branca em comunicado.

A delegação também terá Ricardo Zúñiga, assessor principal de Obama para a América Latina no Conselho de Segurança Nacional. Ele foi um dos principais negociadores do histórico acordo entre EUA e Cuba anunciado esta semana para restabelecer as relações diplomáticas, que tinham sido rompidas em 1961.

 

Da EFE

 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Ao menos 8 crianças são achadas mortas no norte da Austrália

Policiais carregam corpo de criança achado em casa na Austrália (Foto: AP)

Policiais carregam corpo de criança achado em casa na Austrália (Foto: AP)

Os cadáveres de oito crianças com idades entre 18 meses e 15 anos foram encontrados nesta sexta-feira (19) em uma casa da cidade australiana de Cairns junto a uma mulher ferida, anunciou a polícia, enquanto meios de comunicação locais afirmam que elas foram esfaqueadas.

Quatro dias após a tomada de reféns em um café de Sydney que deixou três mortos – entre eles o sequestrador -, o primeiro-ministro, Tony Abbott, reagiu ao novo drama afirmando que seu país vive dias difíceis.

“Nesta noite, o país derramará lágrimas e orará” após este crime inominável, declarou em um comunicado.

As redes de televisão transmitiam imagens da casa em um bairro de Manoora, um subúrbio de Cairns, a grande cidade do nordeste tropical da Austrália, ponto de partida dos turistas que visitam a Grande Barreira de Corais.

“Os investigadores de Cairns indicaram que um crime havia ocorrido, e nesta manhã uma investigação foi aberta”, declarou a polícia.

“Durante a inspeção da casa, a polícia encontrou os cadáveres das crianças, com idades de 18 meses a 15 anos”, acrescentou.

Uma mulher negra de 34 anos foi encontrada ferida na residência.

As imagens da televisão mostraram a mulher sendo colocada em uma maca em uma ambulância.

O estado de saúde da mulher era estável, e por isso ela pôde ser interrogada pelos investigadores, indicou a polícia. O vínculo com as crianças não foi confirmado pelas autoridades, segundo a France Presse.

Segundo sua prima, Lisa Thaiday, a mulher é a mãe das crianças. “Não posso acreditar nisso. Acabamos de saber o que aconteceu com estas pobres criaturas”, disse citada pela agência de notícias australiana AAP.

Policiais e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)
Policiais e equipes de resgate são vistos do lado de fora de casa onde oito crianças foram encontradas mortas em Cairns, na Austrália, nesta sexta-feira (19) (Foto: Catherine Shaw/AFP)

As crianças foram encontradas por seu irmão mais velho, de 20 anos, acrescentou sua prima.

Vários meios de comunicação informaram que as crianças foram esfaqueadas. Já o jornal local Cairns Post afirma que também foram asfixiadas, enquanto a polícia não confirmou estas versões.

O companheiro da mulher, que não seria o pai das crianças, vive no mesmo local, segundo a Sky News Australian, cuja apresentadora começou a chorar ao anunciar o crime.

Um oficial da polícia local, o inspetor Bruno Asnicar, tentou tranquilizar a população, dando a entender que os investigadores não buscavam nenhum assassino foragido.

“A população não deve se preocupar além do fato de que se trata de uma tragédia”, declarou em uma coletiva de imprensa. “A situação está sob controle por enquanto”, acrescentou.

A polícia forense estava no local do crime.

“A cena do crime foi isolada. Ninguém pode entrar no local enquanto os técnicos (da polícia) seguirem trabalhando e até que tenhamos estabelecido as circunstâncias” do crime, acrescentou.

Um jornalista do Cairns Post interrogado pela rede de televisão ABC ressaltou que o bairro está habitado em grande parte por indígenas. “Todos aqui têm um parentesco com as pessoas envolvidas” no drama, explicou.

“As pessoas desabaram. Também nos dizem que ela (a mulher ferida) era uma mãe muito orgulhosa que amava profundamente seus filhos e que era muito, muito protetora”, declarou.

Um casal de vizinhos descreveu o bairro como uma região marcada pelo alcoolismo e pela violência.

 

Do G1, em São Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Fuzileiro naval dos EUA acusado de homicídio comparece à Justiça filipina

Marilou Laude, irmã de Jennifer Laude, morta nas Filipinas, mostra uma foto do fuzileiro naval americano Joseph Pemberton, acusado do crime, durante audiência nesta sexta-feira (19) (Foto: Noel Celis/AFP)

Marilou Laude, irmã de Jennifer Laude, morta nas Filipinas, mostra uma foto do fuzileiro naval americano Joseph Pemberton, acusado do crime, durante audiência nesta sexta-feira (19) (Foto: Noel Celis/AFP)

 

O fuzileiro naval americano acusado de assassinar uma transexual nas Filipinas em outubro compareceu nesta sexta-feira (19) pela primeira vez a um tribunal de justiça filipino, informou a imprensa local.

Joseph Scott Pemberton, que continuará sob custódia das autoridades dos Estados Unidos enquanto ocorrer o julgamento, chegou em um comboio de três veículos e escoltado por fortes medidas de segurança aos tribunais de Olongapo, cerca de 100 quilômetros ao noroeste da capital Manila.

A audiência foi realizada a portas fechadas, enquanto no exterior esperavam a imprensa local, que informam minuciosamente deste caso de assassinato.

A procuradoria acusou formalmente Pemberton na segunda-feira  (15) pelo assassinato da transexual Jeffrey “Jennifer” Laude, cujo corpo, seminu, foi encontrado no quarto de um hotel de Olongapo onde havia entrado pouco antes, junto ao fuzileiro naval.

Perante a indignação dos parentes da vítima, o militar segue sob a custódia dos EUA apesar de o governo das Filipinas ter pedido formalmente na terça-feira para que Pemberton fosse entregue às autoridades do país antes do julgamento.

Segundo a embaixada americana em Manila, é permitido por direito manter a custódia do acusado até que sejam finalizados os procedimentos judiciais em virtude de um acordo militar bilateral assinado em 1999 e ratificado em abril.

Pemberton permanece nas dependências de Camp Aguinaldo, o quartel-general das Forças Armadas das Filipinas, situado em Manila, isolado do resto dos detidos e sob custódia de soldados filipinos e americanos.

Olongapo, uma das localidades filipinas que recebe o maior número de turistas sexuais, fica a poucos quilômetros da baía de Subic, onde Pemberton participava de atividades militares organizadas pelas Forças Armadas de ambos países.

A morte de Laude causou indignação entre os filipinos, que protestaram em frente à Embaixada dos EUA em Manila em várias ocasiões. Eles exigem que seja feita justiça e os mais nacionalistas criticam a presença de militares americanos no país.

Filipinas viveu uma situação similar em 2006, quando os EUA se negaram a entregar às autoridades do país um soldado processado e condenado a 40 anos de prisão por estuprar uma mulher na baía de Subic, e que acabou sendo absolvido.

 

Da EFE

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Em blog, estudante relata estupro em festa universitária de Oxford

Campanha da polícia de Manchester enfatiza que beber não crime, mas estupro é (Foto: Polícia de Manchester)

Campanha da polícia de Manchester enfatiza que beber não crime, mas estupro é (Foto: Polícia de Manchester)

Maria (nome fictício) tinha 20 anos quando foi estuprada no alojamento da tradicional e prestigiosa universidade de Oxford depois de ficar embriagada durante um jogo de pôquer.

Mas foi só no dia seguinte, quando conversou com um amigo, que teve uma ideia do que tinha acontecido.

“Fiquei muito bêbada. Desmaiei e alguém me estuprou”, contou a jovem.

“No dia seguinte, acordei por volta de duas da tarde. Um amigo me mandou uma mensagem perguntando o que tinha acontecido na noite anterior. Eu estava me sentindo um tanto estranha em relação ao episódio, mas foi só quando ele disse ‘Maria… isto é estupro’, que percebi que aquilo não era aceitável.”

A estudante conta que denunciou o caso à polícia, mas “eles não ajudaram muito”.

“A polícia veio à minha casa e pediu para guardar meus lençois, roupas e preservativos para as provas”, disse.

“Mais tarde veio uma mulher que basicamente disse que meu caso não se sustentaria na Justiça, e ordenou que (os outros policiais) me entregassem de volta os sacos com as provas.”

‘Injusto’
Maria decidiu não avançar com o caso mas considera que “não acha justo” ter sido pressionada pela polícia a tomar apressadamente uma decisão de levar o caso à Justiça ou não.

Ela afirma que o caso já ocorreu há muito tempo e ela não tem mais as provas, por isso não acredita que levará o caso à Justiça.

Em comunicado, a polícia de Thames Valley, responsável pela área de Oxford, declarou que “leva muito a sério todas as denúncias de estupro e crimes sexuais” e que alguns dos comentários de Maria são “extremamente preocupantes”.

“Mas como ela escreveu de forma anônima, precisamos que entre em contato diretamente conosco, para que possamos identificar o caso e investigar de forma apropriada as alegações feitas.”

A Universidade de Oxford é formada por 38 faculdades e Maria lembra quando conversou com os funcionários da universidade responsáveis pelo bem-estar dos estudantes.

De acordo com ela, eles conversaram algumas vezes com o suposto estuprador. “Algumas semanas depois eles decidiram que estava tudo bem e que podiam desistir (do caso)”, disse.

A aluna disse que a situação se tornou extremamente constrangedora, pois o estuprador “sempre por perto” nas festas da universidade.

Impunidade
Maria contou seu caso em um blog “Foi estuprada na Universidade de Oxford; a polícia me pressionou a desistir da acusação”, relatou a blogueira.

No texto, ela usa o seu caso para explicar por que apenas 15% dos estupros denunciados à polícia na Grã-Bretanha chegam à Justiça.

“O sistema de justiça criminal, não o fato de as mulheres beberem, é o culpado pelo (baixo) número de condenações”, diz.

Após a publicação, a Universidade de Oxford revisou sua política contra o assédio sexual e desenvolveu novas diretrizes para orientar os funcionários a lidar com crimes sexuais ou violência, incluindo estupro.

“A violência sexual, como todas as formas de assédio sexual, é inaceitável na Universidade de Oxford”, declarou a instituição em nota.

“Oferecemos apoio em diversos níveis para todas as vítimas, incluindo as de violência sexual, estupro ou ataque, e agora a coordenação é centralizada.”

Também foram organizadas oficinas para discutir a questão do consentimento sexual com os calouros.

A questão é discutida em outras universidades da Grã-Bretanha. Na semana passada a polícia na região de Manchester lançou uma nova campanha junto com movimentos estudantis e universidades do noroeste da Inglaterra.

Os folhetos afirmam que “Beber não é crime. Estupro é”. O material foi distribuído em bares, casas noturnas e alojamentos estudantis.

A polícia também está promovendo uma mobilização nas redes sociais usando a hashtag #noconsentnosex (‘sem consentimento, sem sexo’, em tradução livre).

Atitudes
Na semana passada, a união nacional de estudantes britânica encerrou uma campanha chamada “Recupere o seu Campus”, que encampou atividades contra a violência de gênero durante 16 dias.

Uma das promessas da campanha era a de exigir que as universidades “investiguem o nível de assédio e crime nos campi e disponibilizem os resultados para o público”.

Mas Maria acredita que existe um problema de atitude em relação ao estupro de mulheres sob o efeito do álcool ou substâncias.

“Não tenho culpa de ter desmaiado, mas ele tem culpa de ter me estuprado”, disse.

Apesar de não levar o caso adiante, Maria acha que seu estuprador sabe do blog que ela escreveu.

“Ele deve saber que estou apenas a um click de revelar para todo mundo que ele é estuprador, e isto me dá muito poder”, diz.

“Para mim, isso é quase suficiente. Não preciso que ele vá para a prisão, mas quero acreditar que, com as palestras sobre consentimento sexual na universidade, ele não vá reincidir no crime.”

A jovem tampouco quer ser definida pelo que ocorreu naquela noite. “Quero achar que há mais coisas na minha personalidade além de ter sido estuprada”, afirma.

“Não quero que as pessoas olhem para mim e pensem, ‘essa é a garota que foi estuprada’. Quero que pensem, ‘essa é a menina que fez X, Y e Z – ela é incrível'”.

 

 

Da BBC

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Chinês é flagrado traindo a esposa com a cunhada em estacionamento

A chinesa Ting Su, de 29 anos, flagrou o marido a traindo com a irmã dela em um estacionamento lotado de um shopping na China. O marido e a irmã de Su estavam nus no carro.

Chinês foi flagrado traindo a esposa com a cunhada (Foto: Reprodução/YouTube/Video to-Day)
Chinês foi flagrado traindo a esposa com a cunhada (Foto: Reprodução/YouTube/Video to-Day)

Segundo a imprensa chinesa, Su usou um rastreador de celular para encontrar o marido, mas ficou em choque ao flagrá-lo tendo relações sexuais com a cunhada.

Como vingança, Su entrou no carro e foi embora, deixando o marido Cheng e a irmã dela nus em pleno estacionamento. A mulher pediu o divórcio do marido.

Outros clientes do shopping fotografaram o casal nu e postaram fotos nas redes sociais, como o Weibo.

 

Do G1, em São Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Putin diz que crise na Rússia durará no máximo 2 anos

Vladimir Putin durante entrevista coletiva de fim de ano em Moscou, nesta quinta-feira, 18 de dezembro (Foto: Maxim Zmeyev/Reuters)

Vladimir Putin durante entrevista coletiva de fim de ano em Moscou, nesta quinta-feira, 18 de dezembro (Foto: Maxim Zmeyev/Reuters)

 

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (18) que a economia da Rússia, que enfrenta a pior crise monetária desde 1998, voltará a crescer em dois anos no máximo. “Na pior das hipóteses, a crise vai durar dois anos, mas pode melhorar ‘antes’ e, de todos os modos, terá uma solução de forma ‘inevitável’, já que a economia mundial continua crescendo”, afirmou Putin, em sua entrevista coletiva anual.

“Vamos utilizar as medidas empregadas com êxito em 2008”, explicou. Putin não quis se aventurar sobre a evolução da situação e considera possível tanto um aumento do rublo como uma nova queda diante “dos numerosos fatores de incerteza”.

O presidente, mais popular do que nunca, disse que serão mantidos os programas sociais (aumento das aposentadorias e dos salários dos funcionários), mas que o governo pode se ver obrigado a reduzir alguns gastos em função de como a situação evoluir.

“Se a situação se desenrolar desfavoravelmente, teremos que ajustar nossos planos. Sem dúvida, teremos que cortar alguns (gastos)”, disse Putin.

O presidente disse que a Rússia tem que diversificar sua economia para reduzir a dependência do petróleo, seu principal produto de exportação e uma fonte importante de receita estatal, e que uma recuperação pode ter início em algum momento do ano que vem.

Ele afirmou que o governo deve adotar medidas adicionais para garantir a estabilidade econômica. “Tem havido resultados, mas o governo precisa adotar outras medidas”, disse Putin, acrescentando que o Banco Central não é a única entidade responsável pela situação econômica.

De acordo com Vladimir Putin, o Banco Central e o governo estão adotando medidas adequadas para sustentar o rublo e que a atual situação da economia russa foi provocada por fatores externos, como a forte queda do preço do petróleo. “Acredito que o Banco Central e o governo estão adotando medidas adequadas”, disse ele, acrescentando que podem ter havido questões sobre o momento e a qualidade das medidas.

Segundo Putin, o BC não irá desperdiçar reservas internacionais impulsionando o rublo, mas que a taxa de juros não irá permanecer no atual patamar durante toda a crise econômica.

O chefe do Kremlin assegurou que a saída da crise e posterior crescimento da economia russa são “inevitáveis” e poderiam acontecer antes de dois anos. Ele argumentou que, embora o ritmo de crescimento da economia desacelere, este continua e “com toda segurança se manterá”.

“A conjuntura econômica mudará e com o crescimento da economia mundial recursos energéticos adicionais serão requeridos”, disse Putin, que ao mesmo tempo não descartou a possibilidade de que o preço do petróleo continue caindo.

Putin atribuiu a queda do valor do rublo e da bolsa russa a fatores externos, em particular a queda do preço do petróleo, mas reconheceu também que a Rússia não deu os passos necessários para “diversificar sua economia”, altamente dependente das exportações de hidrocarbonetos.

Banco central
O presidente russo assinalou que as recentes medidas adotadas pelo governo e pelo Banco Central da Rússia para estabilizar a situação no mercado foram adequadas, mas opinou que algumas ações poderiam ter sido adotadas com mais rapidez. Putin afirmou que o BC deveria ter parado com suas intervenções no mercado cambial há muito tempo, e que se isso tivesse acontecido não precisaria ter elevado a taxa de juros em uma medida de emergência nesta semana.

“Tudo foi feito corretamente, mas poderia ter sido dado meio passo à frente”, disse Putin, defendendo a presidente do Banco Central, Elvira Nabiulina, ao assinalar que o órgão emissor “não é o único responsável pela situação econômica do país”.

Putin afirmou que seu governo não planeja emitir normas para que exportadores domésticos vendam sua receita em moeda estrangeira para sustentar o rublo, que entrou em colapso nesta semana.

Moeda enfraquece
O rublo enfraquecia contra o dólar e o euro nesta quinta-feira, com operadores dizendo que o presidente Vladimir Putin não ofereceu até agora medidas concretas para tirar a Rússia da crise.

O rublo perdeu cerca de 45% contra o dólar até agora neste ano em meio ao recuo dos preços do petróleo e às sanções do Ocidente devido à Ucrânia. Segundo operadores, as oscilações do câmbio foram exarcebadas pela liquidez baixa (menor facilidade de converter bens e investimentos em dinheiro) e operações envolvendo volumes pequenos são capazes de impactar demais o mercado.

Um aumento de 6,5 pontos percentuais na principal taxa de juros, para 17%, não conseguiu impulsionar o rublo na terça-feira (16). A Rússia também já gastou mais de US$ 80 bilhões neste ano tentando sustentar a moeda.

Inicialmente o governo adotou uma atitude passiva diante da queda do rublo, justificando que dependia principalmente de fatores externos (sanções ocidentais e queda de preços do petróleo) e que a moeda acabaria subindo.

Mas, diante do desenrolar dos acontecimentos, se uniu aos esforços do BC para apagar o incêndio, com medidas de apoio aos bancos e negociações com os grandes grupos exportadores para evitar que a venda de divisas afetasse muito a moeda.

O ministro da Economia, Alexei Ulyukayev, afirmou em entrevista a um jornal que as sanções ocidentais devem durar “bastante tempo” e que a Rússia está pagando o preço por não realizar reformas estruturais, descrevendo os baixos preços do petróleo, as sanções do Ocidente pela crise da Ucrânia e os problemas econômicos globais como “tempestade perfeita”.

 

Do G1, em São Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nigéria condena à morte 54 militares por não lutarem contra Boko Haram

Da Folhapress

Um tribunal militar da Nigéria condenou à morte 54 soldados que se negaram a participar de uma operação contra o grupo terrorista Boko Haram durante o mês de agosto, segundo confirmaram fontes do Ministério da Defesa nigeriano.

A corte declarou os militares culpados por conspiração criminosa para se amotinar e os condenou à morte por fuzilamento nesta quinta-feira (18).

Outros cinco foram absolvidos no julgamento secreto, segundo o advogado Femi Falana.

Eles foram o primeiro grupo de 97 soldados julgados por crimes como motim, agressão, fuga, destruição de casas e comportamento desordeiro.

Aparentemente, os soldados, todos membros da Sétima Divisão do Exército nigeriano, destacada na cidade nordeste de Maiduguri, teriam se negado a fazer parte de uma missão para recuperar três aldeias que haviam sido tomadas pelo Boko Haram.

Os 54 militares se declararam inocentes das acusações. Uma das testemunhas apresentadas pela procuradoria reconheceu que a maior parte deles se uniram à operação com posterioridade, relata o jornal local “Premium Times”.

Trata-se da segunda sentença de morte contra militares emitida pelo tribunal militar de Abuja, que no mês de setembro condenou à morte outros 12 militares da mesma Divisão por se amotinar e disparar contra o oficial do comando de sua unidade.

Nos últimos meses, a ofensiva do Exército nigeriano contra Boko Haram desacelerou pelas constantes queixas dos soldados, que denunciam a falta de armas e equipamento apropriado para lutar contra um inimigo que muitas vezes dispõe de mais e melhores recursos.

A proximidade das eleições presidenciais, previstas para meados de fevereiro de 2015, transformou a luta contra Boko Haram em um assunto prioritário, já que existe um grande temor de que o Exército não seja capaz de garantir a segurança durante as votações.

As tropas são acusadas de praticar abusos, segundo grupos de direitos humanos, incluindo matar civis e queimar suas casas.

BOKO HARAM – Desde 2009 o grupo luta para refundar um califado islâmico sob o cumprimento estrito da sharia (lei islâmica). O nome do movimento significa “a educação ocidental é proibida”.

A violência do Boko Haram e sua repressão pelas forças de segurança fizeram 13 mil mortos e mais de um milhão de deslocados desde 2009.

Em abril o grupo Boko Haram sequestrou mais de 200 meninas de aldeia Chibok, também no norte da Nigéria. O caso ganhou repercussão internacional.

Embora o governo tenha anunciado em outubro um cessar-fogo com o grupo e a libertação das meninas, os islamitas negaram o acordo e disseram já ter casado as estudantes.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

contato@encartenoticias.com
jencartnoticias@gmail.com