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Movidos por rumor de Whatsapp, moradores de cidade no México acusam turista de ser ‘ladrão de crianças’ e o matam em linchamento

Daniel Picazo foi espancado e queimado vivo. Moradores não deixaram que resgate se aproximasse para salvá-lo.

Fonte: g1 mundo

Daniel Picazo estava apenas passeando por Papatlazolco, mas acabou linchado — Foto: Reprodução/Facebook/Daniel Picazo

Daniel Picazo estava apenas passeando por Papatlazolco, mas acabou linchado — Foto: Reprodução/Facebook/Daniel Picazo

Moradores de uma comunidade no interior do México lincharam e queimaram vivo um homem de 31 anos que identificaram equivocadamente como um ladrão de crianças.

O caso aconteceu na noite de sexta-feira feira (10) depois que um boato se espalhou na localidade de Papatlazolco sobre uma suposta tentativa de sequestro de um menor. Os moradores enfurecidos então capturaram Daniel Picazo, de 31 anos, o espancaram e o queimaram vivo com gasolina.

Polícia e paramédicos deslocaram-se ao local, mas nada puderam fazer pelo homem porque a turba de assassinos não permitiu sua passagem. Quando o resgate finalmente conseguiu chegar a Daniel, ele já não apresentava sinais vitais. O jovem advogado, segundo o jornal local “El Universal”, estava apenas passeando pela cidade como turista.

Alguns moradores comentaram que havia medo na comunidade depois que um áudio circulou pelo WhatsApp alertando as famílias para cuidarem de seus filhos, já que haveria desconhecidos circulando na região com a intenção de levar crianças.

Num post no Facebook, uma irmã da vítima lamentou: “Descobrir como tiraram sua vida me causa a maior repulsa pelas pessoas que injustamente fizeram isso sem saber que você era um profissional, um amante das viagens e da vida, com um futuro brilhante. Voe alto meu Dany, confio que Deus fará justiça a todas aquelas pessoas que cortaram suas asas”.

Este não é o primeiro caso de linchamento por causa de boatos de sequestros de crianças no México. Em 2018, houve outros casos de mortes relacionadas a boatos no Facebook e no Whatsapp no país.

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‘Muita gente não quer que a verdade sobre a Amazônia venha à tona’, diz família de jornalista britânico desaparecido

Irmã e cunhado de Dom Phillips deram entrevista à BBC pedindo que autoridades se empenhem em desvendar o desaparecimento dele e de Bruno Pereira.

Por BBC

Sian Phillips e Paul Sherwood, respectivamente irmã e cunhado de Dom Phillips, disseram à BBC que esperam que o desaparecimento do jornalista britânico e do indigenista brasileiro Bruno Pereira seja desvendado para que “a Amazônia seja um lugar onde jornalistas possam reportar a verdade”.

O jornalista e o indigenista desapareceram no dia 5 de junho no Vale do Javari, uma região remota da Floresta Amazônica. Eles estavam lá para investigar atividades ilegais na região — e Dom Phillips fazia pesquisas para um livro a respeito de como preservar a floresta.

Em entrevista concedida ao programa Breakfast, da BBC, na manhã desta segunda-feira (13), Sian e Paul disseram ter poucas esperanças em um “desfecho positivo” no caso.

“À medida que os dias foram passando, eles (indígenas envolvidos nas buscas de Phillips e Pereira) passaram a se referir cada vez mais ao meu irmão e a Bruno no passado”, contou Sian.

As informações repassadas ao casal por indígenas e pessoas acompanhando o caso apontam, segundo Sian, que Phillips e Pereira sofreram uma “emboscada”.

Nesta segunda-feira, houve relatos de que dois corpos haviam sido encontrados na região do desaparecimento, o que foi negado até o momento pelas autoridades brasileiras.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que “foram encontrados materiais biológicos que estão sendo periciados e os pertences pessoais dos desaparecidos. Tão logo haja o encontro, a família e os veículos de comunicação serão imediatamente informados”.

“Esperamos que (as autoridades) descubram o suficiente para desvendar o crime. Porque esta é uma das coisas que queremos: justiça”, afirmou o cunhado Paul Sherwood. “Porque queremos que a Amazônia seja um lugar aonde jornalistas possam ir e reportar a verdade. E no momento há muita gente que não quer que essa verdade venha à tona.”

“Temos que continuar pressionando. O (que era) pessoal se tornou político para mim”, concluiu Sian.

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Rússia isola soldados ucranianos em Sievierodonetsk

Todas as pontes para a cidade foram destruídas, impedindo retirada de civis e envio de ajuda. Situação se assemelha a Mariupol, dizem tropas locais. Nova vala coletiva é encontrada em Bucha. Kiev investiga 12 mil mortes.

Por Deutsche Welle

Tropas russas destruíram nesta segunda-feira (13) as últimas rotas possíveis para a retirada de civis da cidade ucraniana de Sievierodonetsk, palco de violentos confrontos nas últimas semanas.

A última ponte no entorno da cidade, na região do Donbass, foi destruída, aprisionando os civis que ainda estão na região e tornando impossível a entrega de ajuda humanitária, afirmou o governador regional Serguei Gaidai. Ele disse que 70% da cidade estaria sob controle das tropas invasoras.

A agência russa de notícias RIA reproduziu uma declaração de um grupo separatista pró-Moscou, dizendo que os soldados ucranianos estariam isolados em Sievierodonetsk. Ele deu um ultimato para que se rendam ou morram.

Ucrânia pede ajuda do ocidente para enfrentar a Rússia

Um porta-voz da Legião Internacional pela Defesa da Ucrânia, que possui combatentes em Sievierodonetsk, disse que situação na cidade se assemelha à do cerco a Mariupol, “com uma grande quantidade de defensores da Ucrânia bloqueados do resto das tropas ucranianas”.

Antes da queda de Mariupol para as forças russas, no mês passado, centenas de soldados e civis ucranianos ficaram aprisionados durante semanas na siderúrgica de Azovstal, em condições bastante precárias, após a cidade ser alvo de um brutal cerco imposto pelas forças russas.

A conquista de Sievierodonetsk poderá abrir caminho para outras cidades estrategicamente importantes, como Sloviansk e Kramatorsk.

“Um dos episódios mais brutais da história da Europa”

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, disse nesta segunda-feira que a batalha pelo Donbass entrará para a história como um dos episódios mais brutais da história da Europa.

“Para nós, o custo dessa batalha é alto demais. É simplesmente assustador”, afirmou.

“Chamamos a atenção diariamente dos nossos parceiros para o fato de que, somente com um número suficiente de artilharia moderna, poderemos assegurar nossa vantagem”, ressaltou o líder ucraniano.

O primeiro-ministro do país, Mykhailo Podolyak, disse que a Ucrânia necessita ainda de mil obuses, 500 tanques e mil drones, além de outros itens de artilharia pesada.

Kremlin: objetivo é “proteger” Donbass

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, assegurou que o objetivo da Rússia é proteger as províncias separatistas de Donetsk e Lugansk, localizadas na região do Donbass, após os líderes insurgentes pedirem a Moscou o envio de tropas adicionais.

Após fracassar ao tentar tomar a capital, Kiev, a Rússia concentrou seus esforços na região do Donbass, onde os separatistas já ocupavam uma parte significativa do território desde 2014.

Mais vítimas em vala coletiva

A Anistia Internacional acusou a Rússia de cometer crimes de guerra, ao afirmar que os ataques russos em Kharkiv, com a utilização de bombas de fragmentação, mataram centenas de civis.

Em Bucha, cidade que viveu um impiedoso massacre durante um mês em que esteve ocupada por tropas russas, equipes locais descobriram uma nova vala coletiva, onde estavam enterrados sete mortos.

Segundo a polícia local, alguns deles estavam com as mãos e os joelhos amarrados e com marcas de tiros.

Desde a retirada dos soldados russos de Bucha, no final de março, as autoridades afirmam ter encontrado 1.316 cadáveres, muitos destes em valas comuns.

O chefe da Polícia Nacional, Igor Klimenko, informou que foram abertas investigações criminais pelas mortes de mais de 12 mil ucranianos.

Ele afirmou que as execuções em massa também foram feitas por atiradores em tanques e blindados. O policial não especificou quantas das 12 mil vítimas seriam civis ou militares.

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Coreia do Norte faz novos disparos de artilharia, afirma Seul

Por France Presse

Coreia do Norte executou uma série de disparos de artilharia durante o fim de semana, denunciou o exército da Coreia do Sul, poucos dias depois de seu líder Kim Jong Un prometer usar “poder por poder” para defender a soberania do país.

O exército sul-coreano detectou “várias trajetórias de voo” que são compreendidas como disparos de artilharia norte-coreana, afirmou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul no domingo.

Os supostos disparos aconteceram entre 8H07 e 11H03 locais (20H07 – 23H03 de Brasília, sábado), segundo o Estado-Maior, que destacou a continuidade da preparação militar do país em colaboração com os Estados Unidos.

A agência oficial de notícias de Pyongyang – que normalmente informa sobre testes de armas bem-sucedidos 24 horas após o fato – não divulgou informações sobre os disparos de domingo, nem sobre outros lançamentos recentes de mísseis.

Coreia do Norte executou uma série de testes de armas este ano que ignoraram as sanções contra o país, incluindo o lançamento de um míssil balístico intercontinental de pleno alcance pela primeira vez desde 2017.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul anunciou uma reunião para discutir os disparos de artilharia no domingo à noite e reafirmou a posição de Seul de “responder de forma calma y dura” às provocações de Pyongyang.

Sem revelar imediatamente suas descobertas, o gabinete presidencial indicou que foram disparos do tipo “tradicional”, com altitude relativamente baixa e curto alcance.

A última série de tiros acontece após advertências de Seul e Washington de que o regime de Kim está se preparando para realizar o que seria seu sétimo teste nuclear. A subsecretária de Estado americana, Wendy Sherman, disse que isto provocaria uma resposta “rápida e contundente”.

Na semana passada, Kim anunciou planos para reforçar o poder miliar do país durante uma importante conferência política.

O ministro da Defesa sul-coreano, Lee Jong-sup, disse no domingo que Seul “fortalecerá” suas capacidades de defesa, assim como a cooperação de segurança com Washington e Tóquio, para contra-atacar a ameaça nuclear de Pyongyang.

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Intensa onda de calor atinge os Estados Unidos; temperaturas chegam aos 50ºC

Em Phoenix, no estado do Arizona, os termômetros marcaram 46 graus Celsius, igualando o recorde de 1918.

Por g1

Os Estados Unidos estão enfrentando uma intensa onda de calor neste final de semana.

No sábado (11), Phoenix, no Arizona, Las Vegas, em Nevada, Denver, no Colorado, e o Vale da Morte, na Califórnia, registraram temperaturas recordes.

De acordo com Serviço Nacional de Meteorologia do país, em Phoenix os termômetros marcaram 46 graus Celsius, igualando o recorde de 1918. Neste domingo (12), a situação não foi muito diferente, a cidade registrou 44ºC.

Já Las Vegas teve uma temperatura recorde de 43°C no sábado, igualando o recorde de 1956. Em várias áreas do interior da Califórnia, as temperaturas passaram dos 40°C, com um recorde de 50ºC no chamado Vale da Morte, área de deserto no leste do estado.

Os meteorologistas também alertaram para um “risco de calor” muito alto no centro-sul do Arizona durante este fim de semana. As autoridades pediram ao público para limitar as atividades ao ar livre.

O calor faz parte da rotina normal do verão no deserto americano, mas os meteorologistas dizem que isso não significa que as pessoas não devam se preocupar.

O calor excessivo causa mais mortes nos EUA do que outros desastres relacionados ao clima, incluindo furacões, inundações e tornados combinados.

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Resultado do 1° turno das eleições legislativas na França ameaça maioria absoluta de Macron

Pleito teve bons resultados da aliança de esquerda e da extrema direita, o que obriga o chefe de Estado a esperar até o segundo turno para saber qual margem de manobra terá durante seu mandato.

Por RFI

O presidente francês, Emmanuel Macron, sai do primeiro turno da eleição legislativa deste domingo (12) sem garantia de poder dirigir o país nos próximos cinco anos com uma maioria absoluta na Assembleia Nacional, condição para conseguir implementar seu programa de governo.

O pleito, marcado pelos bons resultados da aliança de esquerda e por uma boa performance da extrema direita, obriga o chefe de Estado a esperar até o segundo turno, no próximo domingo, para saber qual margem de manobra terá durante seu mandato.

O primeiro susto do “Juntos!”, coalizão criada pelos aliados do chefe de Estado, foi o número de votos conquistados pelo NUPES, grupo formado por boa parte dos partidos de esquerda do país.

A aliança, encabeçada pelo chefe da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, conseguiu entre 25% e 26,2% dos votos, contra de 25% a 25,8% para o grupo de Macron, segundo os primeiros resultados. Para Mélenchon, “o partido presidencial está derrotado”.

Em seguida, a legenda de extrema direita Reunião Nacional, de Marine Le Pen, reuniu quase 20% dos votos. Com o resultado, o partido de Le Pen, que tradicionalmente sai prejudicado nas eleições legislativas em razão do sistema majoritário, poderá ultrapassar 15 deputados na Assembleia, algo que não acontecia desde 1986 e que representa uma progressão de 13,2% com relação a 2017.

A candidata, que foi derrotada no segundo turno da eleição presidencial, mas obteve 55% na disputa como deputada neste domingo, convocou seus apoiadores a se mobilizarem para “enviar um grupo importante de deputados patriotas na nova Assembleia Nacional”.

Essa primeira etapa das legislativas confirma uma recomposição do tabuleiro político francês. Segundo as projeções, a aliança de Macron, que precisa obter no mínimo 289 cadeiras, pode terminar com um saldo entre 255 e, no máximo, 310 deputados.  

Ministro recém nomeado por Macron é acusado de estupro

“Hugo Chávez francês” assusta partido governista

Esse pleito, que acontece menos de dois meses após a reeleição de Emmanuel Macron para a presidência, visa definir se o chefe de Estado centrista terá uma nova maioria parlamentar para implementar seu programa de governo. Após o segundo turno da eleição legislativa, que acontece em 19 de junho, o país saberá se Macron recebeu a confiança total dos franceses, se será obrigado a negociar com uma maioria relativa ou se terá que governar em um regime de “coabitação”, termo usado na França quando o chefe do governo e o presidente são de tendências políticas diferentes.

Segundo os primeiros resultados, essa possível “coabitação” pode acontecer entre os centristas de Macron e a esquerda que, pela primeira vez em 25 anos, conseguiu se reunir em uma coalizão. Ecologistas, comunistas, socialistas e a França Insubmissa (FI), partido da esquerda radical, concorreram em uma frente unida, liderada por Jean-Luc Mélenchon.

Batizada de Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES), a coalizão é encabeçada pelo próprio Mélenchon, o chefe da França Insubmissa. O político de 70 anos, que por pouco não chegou ao segundo turno da eleição presidencial, ao receber quase 22% dos votos em abril, vê nessa eleição legislativa uma revanche no que considera o “terceiro turno” da votação. Seu objetivo é impedir Macron de aplicar seu programa de linha liberal.

A França já conheceu mandatos com um governo e um presidente de tendências políticas diferentes. A última “coabitação” ocorreu entre 1997 e 2002, quando o presidente conservador Jacques Chirac teve que nomear o socialista Lionel Jospin como primeiro-ministro.

Como Jospin, que liderou a aliança Esquerda Plural nas legislativas de 1997, Mélenchon espera se tornar o próximo chefe de governo. Mas a ideia de ver no cargo de primeiro-ministro o “Hugo Chávez francês”, como é apelidado o chefe da esquerda radical, preocupa o partido governista.

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Chefe da OMC vê caminho difícil para acordos comerciais em reunião global

Na abertura da 12ª Conferência Ministerial da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala falou em uma ‘policrise’ causada pela pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e crises de alimentos e energia

Por g1

A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala discursou na abertura da 12ª Conferência Ministerial da OMC, em Genebra, na Suíça, neste domingo (12), e mostrou otimismo cauteloso de que os 164 ministros do Comércio reunidos chegarão a acordos globais nesta semana, mas alertou que o caminho será turbulento e com obstáculos. 

A diretora-geral disse que o mundo mudou desde a última conferência de ministros da OMC, realizada há quase cinco anos. 

“Eu queria poder dizer que [mudou] para melhor. Certamente se tornou mais complicado”, disse ela em coletiva de imprensa antes da Conferência, que acontece de 12 a 15 de junho, listando a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e as amplas crises de alimentos e energia como partes de uma “policrise”. 

Em seu discurso, a chefe da OMC pediu aos que ministros que “mostrem ao mundo que a Organização pode assumir suas responsabilidades” e alcançar acordos sobre temas como redução de subsídios à pesca, ampliação do acesso a vacinas contra Covid-19, segurança alimentar e definição de um rumo para a reforma da própria OMC.

“O que resta a ser decidido requer vontade política — e eu sei que vocês têm — para nos levar até a linha de chegada”, disse ela, alertando que será um desafio.

Antes do início da conferência neste domingo, ela afirmou em entrevista coletiva que “mesmo chegando a um ou dois, não será um caminho fácil”.

“Será caótico e teremos algumas minas ao longo do percurso. Teremos que evitá-las”, afirmou Ngozi, que é a primeira mulher e a primeira africana a ser diretora geral da organização.

A OMC funciona por consenso, o que exige a aprovação dos 164 países membros para a conclusão de um acordo.

A organização perdeu relevância nos últimos anos porque não foi capaz de concluir grandes acordos – o último deles aconteceu em 2013.

Crise alimentar

Uma das expectativas da Conferência é encontrar solução para o grave risco de uma crise alimentar que ameaça o mundo, especialmente países mais pobres, devido à invasão russa da Ucrânia, que provocou um aumento no preço dos alimentos.

Já foi apresentado um projeto de declaração ministerial, que promete “tomar medidas concretas” para facilitar o comércio e melhorar o funcionamento dos mercados, “incluindo os de grãos e fertilizantes”. O texto afirma que priorizará países de menor poder aquisitivo.

Sobre a crise alimentar, o vice-ministro russo, Vladimir Ilichev, pediu a seus colegas que analisem a situação de maneira “objetiva e equilibrada”, com a promessa de que a Rússia terá participação “ativa e responsável” para abastecer o mercado mundial de alimentos.

Antes da fala de Ilichev, mais de 50 países prestaram solidariedade à Ucrânia em declaração conjunta, dirigida ao representante comercial ucraniano, Taras Kachka.

No rol da crise alimentar, a pesca também é uma questão fundamental, em particular devido à tentativa de eliminar os subsídios que podem incentivar práticas ilegais vinculadas à pesca.

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Alemanha planeja endurecer regras sobre controle de armas

Governo alemão quer verificação mais rigorosa de antecedentes e registros de saúde mental de quem deseja comprar armas. Mas há dúvidas se as autoridades estão equipadas para realizar tal controle.

Por Ben Knight, Deutsche Welle

O governo alemão está tentando impor controles ainda mais rigorosos dos antecedentes de quem pretende comprar armas, em uma tentativa para evitar que extremistas políticos e pessoas com transtornos mentais as adquiram.

O mais recente esforço para aumentar as restrições é em parte uma resposta aos assassinatos em Hanau em fevereiro de 2020, quando o racista Tobias R. assassinou nove pessoas de origem estrangeira antes de matar a sua mãe e a si mesmo.

Ele foi capaz de comprar armas legalmente mesmo tendo sido diagnosticado com delírios paranóicos em 2002, quando disse à polícia que estava sendo espionado e “psicologicamente estuprado” por meio de tomadas elétricas nas paredes. Tobias R. possuía legalmente três armas na época dos assassinatos, e foi capaz de pedir outra emprestada a um comerciante de armas.

Em uma declaração à DW, uma porta-voz do Ministério do Interior alemão confirmou que um projeto de lei está sendo elaborado, cuja intenção é expandir o escopo da verificação de antecedentes que as autoridades devem fazer antes de conceder ou renovar uma licença de posse de arma.

Doenças mentais e posse de armas

Cerca de um milhão de pessoas na Alemanha possuem legalmente um total de mais de cinco milhões de armas de fogo. A maioria delas são atiradores esportivos ou caçadores. Embora a violência armada seja relativamente rara na Alemanha, em média 155 pessoas por ano são mortas no país por armas de fogo.

Marcel Emmerich, deputado federal pelo Partido Verde e porta-voz para assuntos de política interna, está convencido de que incidentes recentes mostram que as regras da Alemanha para a posse de armas precisam ser mais restritas. “Menos armas sob propriedade privada significa mais segurança pública”, diz.

Os planos do governo incluem exigir que as autoridades que concedem licenças de posse de armas – muitas vezes, a polícia local – verifiquem com as autoridades de saúde se os candidatos têm um registro de transtornos mentais.

Mas a questão dos transtornos mentais tem vários problemas, segundo Dietmar Heubrock, professor de psicologia forense na Universidade de Bremen, que já atuou como consultor sobre controle de armas para o Parlamento alemão.

As autoridades de saúde não têm necessariamente registros completos sobre transtornos mentais, argumenta ele, e nenhum banco de dados pode cobrir a variedade de questões psicológicas que poderiam levar à violência. “Temos os procedimentos certos para reconhecer os perigos psicológicos potenciais que podem se desenvolver na vida futura?”, questiona.

“Digamos que eu já tenha uma arma e depois enfrente uma crise pessoal – meu sustento é tirado de mim, e começo a desenvolver fantasias violentas. Quero me vingar da sociedade, e quero sair e matar todos que vejo”, diz ele à DW. “Nenhuma autoridade de saúde saberia disso.”

A solução, de acordo com Heubrock, seria desenvolver novos testes psicológicos que cada candidato a um cartão de posse de arma teria que fazer. “Os testes atuais têm 20 anos, e qualquer teste, seja um teste de inteligência ou de personalidade, tem que ser padronizado novamente após algum tempo”, explica.

O deputado Emmerich concorda, e diz que a nova lei poderia, por exemplo, exigir que todos os candidatos passassem num teste de avaliação psicológica, e não apenas aqueles com menos de 25 anos, como a lei atual exige.

Mas a Federação Alemã de Tiro Esportivo e Arco e Flecha (DSB), que conta com cerca de 1,3 milhões de membros, duvida que a coleta de dados sensíveis sobre saúde seja legalmente viável e que alguém sem conhecimento médico seja qualificado para interpretá-los corretamente.

“Por exemplo, um funcionário de uma autoridade reguladora certamente não pode julgar se uma informação em um ficha de saúde é relevante para a lei de armas”, disse o porta-voz da DSB, Thilo von Hagen, à DW por e-mail.

Reformas na lei de armas

A Alemanha tem constantemente endurecido as leis sobre armas após tiroteios em massa. A idade mínima para a posse de armas foi elevada após um tiroteio escolar em Erfurt em 2002, e fiscalizações aleatórias sobre os proprietários de armas, para garantir que estejam armazenando as armas de acordo com as regras, foram introduzidas após um atentado a tiros na cidade de Winnenden em 2009.

Após os ataques terroristas em Paris em 2015, a União Europeia alterou sua diretiva sobre armas de fogo, que foi incorporada à lei alemã em 2020, a última alteração até hoje. Desde então, as autoridades têm sido obrigadas a verificar na agência doméstica de inteligência se um requerente é fichado como extremista.

Desde 2020, as autoridades também são obrigadas a verificar a cada cinco anos se os proprietários de armas de fogo registrados na Alemanha têm uma “necessidade” legítima de possuir uma arma. Na prática, isso muitas vezes significa que a polícia verifica se o proprietário da arma ainda é membro de um clube de tiro ou se tem uma licença de caça.

Mas há relatos de neonazistas ingressando em clubes de tiro, e muitos alemães ficaram chocados nos últimos anos com histórias sobre os chamados Reichsbürger – teóricos da conspiração que acreditam que a República Federal da Alemanha não é um Estado legítimo – acumulando armas de fogo. Dois recentes criminosos de extrema direita, o atirador de Hanau, Tobias R., e Stephan E., um neonazista que assassinou o político alemão Walter Lübcke em 2019, haviam ingressado em clubes de tiro.

Os proprietários de armas na Alemanha não veem necessidade de mais regulamentos. Torsten Reinwald, porta-voz da Associação Alemã de Caça (DJV), que representa cerca de 250 mil caçadores alemães registrados, diz que o problema é a implementação das leis atuais, ao invés das leis em si.

“Hanau poderia ter sido evitado”, diz Reinwald à DW. “Os fatos estavam na mesa. Sabia-se que essa pessoa estava mentalmente doente, mas nenhuma ação foi tomada. Se as autoridades estivessem melhor conectadas, essa pessoa poderia ter sido retirada de circulação. Esse é o problema básico. Fazer novas exigências agora são apenas ‘placebos’, nada mais.”

Liberdade pessoal, privacidade e privilégio

As autoridades já têm poderes relativamente amplos para checar os proprietários de armas. Se tiverem alguma suspeita sobre os requerentes, podem exigir um certificado de saúde adicional. Reinwald diz que os controles aleatórios da polícia já são “uma grave intrusão na liberdade pessoal”.

Outra preocupação é a privacidade. O Partido Liberal Democrata (FDP), que integra a atual coalizão do governo alemão e é mais sensível às questões de liberdade pessoal, já demonstrou preocupação com os planos do Ministério do Interior.

O deputado Emmerich, do Partido Verde, que também integra a coalizão do governo alemão ao lado do Partido Social-Democrata, reconhece que os dados médicos são “altamente sensíveis”, mas acrescentou que isso será considerado em qualquer nova lei. “O desafio é lidar com os dados de forma responsável, mas também garantir que certas pessoas não coloquem as mãos em armas”, diz.

A historiadora Dagmar Ellerbrock, da Universidade Técnica de Dresden, afirmou à rádio pública Deutschlandfunk que, em sua opinião, o debate sobre restrições era enganoso. Possuir uma arma, disse, não é um direito básico que agora está sendo restringido por lei. “É um privilégio”, afirmou. “Um privilégio concedido a certas pessoas. E quem quiser ter esse privilégio tem que se qualificar para ele.”

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Em reunião com ministro da Justiça, ministra britânica diz que Reino Unido pode apoiar buscas por Dom Phillips e Bruno Pereira

Anderson Torres teve reunião privada com Vicky Ford, do governo britânico, que pediu que Brasil esgote todas as possibilidades de buscas pela dupla. Desaparecimento é um dos principais temas debatidos com a comitiva brasileira na Cúpula das Américas, em Los Angeles, que Bolsonaro também participa.

Por g1

O ministro da Justiça do Brasil, Anderson Torres, se reuniu nos Estados Unidos com a ministra do Reino Unido para a África, América Latina e Caribe, Vicky Ford, para discutir os trabalhos de buscas ao jornalista britânico Dom Phillips e ao indigenista Bruno Pereira, desaparecidos no Vale do Javari, no Amazonas, desde domingo (5).

Ford disse que o Reino Unido “está pronto para apoiar a operação”.

No encontro, segundo Ford, o ministro brasileiro afirmou que as forças de buscas, encabeçadas pela Marinha, pelo Exército e pela Polícia Federal, estão fazendo “tudo o que pode ser feito”.

“Ele (Anderson Torres) me garantiu que as autoridades brasileiras estão fazendo tudo o que pode ser feito com buscas aéreas, com barcos e por terra em um terreno muito difícil e remoto para buscar Dom (Phillips e Bruno Pereira), e que seguirão buscando. O Reino Unido está pronto para apoiar a operação”.

Torres também discutiu o trabalho de buscas com o enviado especial para o clima dos Estados Unidos, John Kerry.

O tema tem sido um dos mais debatidos com a comitiva brasileira que participa da Cúpula das Américas, reunião entre líderes do continente que acontece esta semana em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, participa da cúpula. Ele teve reunião bilateral com o presidente norte-americano, Joe Biden, na quinta-feira (9), e, nesta sexta-feira (10), falará em plenária.

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Ucrânia bombardeia região controlada por forças russas no sul do país

Ataque aconteceu em Kherson, região que Rússia controla quase totalmente e onde promete fazer um referendo de anexação, como ocorreu na Crimeia em 2014.

Por France Presse

O exército ucraniano afirmou nesta sexta-feira (10) que atacou posições russas em Kherson, no sul da Ucrânia. A região está sob controle quase total de Moscou, e Kiev teme a organização de um referendo no local visando a anexação do território à Rússia.

“Nossa aviação atacou posições russas, pontos onde estão reunidos equipamentos, funcionários e depósitos em cinco localidades de Kherson”, afirmou o Estado-Maior do exército ucraniano no Facebook.

Kherson foi uma das primeiras regiões a cair sob controle das tropas russas após o início da invasão, em 24 de fevereiro.

As autoridades russas nas áreas ocupadas de Kherson insinuaram que poderiam organizar em julho um referendo para integrar estes territórios à Rússia, como aconteceu em 2014, quando aconteceu uma consulta popular que terminou com a anexação da península da Crimeia.

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