EUA retiram sanções a ex-chefe de inteligência venezuelano após deserção

Por France Presse

Os Estados Unidos levantaram, nesta terça-feira (7), “com efeito imediato”, as sanções econômicas contra o ex-chefe da Inteligência da Venezuela Christopher Figuera após ele apoiar, na semana passada, uma rebelião fracassada contra o presidente Nicolás Maduro.

Em um discurso no Departamento de Estado, o vice-presidente americano, Mike Pence, disse que Washington espera que este passo inspire outros altos funcionários de Caracas a respaldar o líder parlamentar Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino e foi reconhecido por cerca de 50 países, como EUA e Brasil.

“Os Estados Unidos considerarão o fim das sanções a todos aqueles que defenderem a constituição e apoiarem o estado de direito”, afirmou Pence.

“Espero que as ações que nossa nação está tomando hoje animem outros a seguir o exemplo do general Christopher Figuera”, acrescentou.

Além disso, Pence disse que a mais alta corte da Venezuela, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), alinhado com Maduro, se tornou uma “ferramenta política para um regime que usurpa a democracia” e alertou que os Estados Unidos vão responsabilizar seus 25 membros por não proteger os direitos do povo venezuelano.

“Está na hora de o Tribunal Supremo da Venezuela voltar a seu propósito defundação. Se o Tribunal Supremo de Venezuela não retornar a seu mandato constitucional para defender o estado de direito, os Estados Unidos responsabilizarão os 25 magistrados por suas ações”, afirmou.

Navio

Pence também anunciou que um navio de assistência hospitalar da Marinha americana, o USNS Comfort, voltará a águas próximas à Venezuela em junho para uma missão de cinco meses destinada a ajudar os países vizinhos que receberam parte dos mais de 3 milhões de venezuelanos que deixaram o país.

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Tiroteio em escola no Colorado, nos Estados Unidos, termina em morte

Por G1

Dois assassinos abriram fogo em uma escola em Highlands Ranch, no Colorado (Estados Unidos), na tarde desta terça-feira (7). Um estudante de 18 anos morreu e outros oito ficaram feridos. A identidade da vítima não foi revelada.

Horas após o ataque, policiais prenderam duas pessoas consideradas suspeitas de terem efetuado os disparos. As autoridades chegaram a procurar uma terceira pessoa dentro da escola, mas não há indícios de mais um envolvido.

De acordo com a polícia local, os dois suspeitos presos são alunos da escola. Um deles é adulto, e o outro, menor de idade.

O xerife Tony Spurlock contou que os dois assassinos entraram na escola e abriram fogo em duas salas de aula. Em poucos minutos, policiais chegaram à escola, entraram em confronto com os criminosos e os prenderam. Não há detalhes sobre a identidade dos dois, nem sobre a motivação do ataque.

Por razões de segurança, todas as escolas de Highlands Ranch ficaram fechadas. Os pais dos alunos da escola atingida foram orientados a buscar os filhos em uma área segura definida pelas autoridades.

A escola pública onde ocorreu o incidente tem cerca de 1.850 alunos que vão do jardim de infância ao último ano do ensino médio. Os alunos feridos têm todos mais de 15 anos.

Assassinato em universidade

Há uma semana, um assassino abriu fogo em uma universidade na Carolina do Norte, também nos Estados Unidos, e matou duas pessoas. Outras quatro ficaram feridas.

A Universidade da Carolina do Norte em Charlotte tem mais de 26,5 mil alunos, além de 3 mil funcionários. O campus fica na maior cidade do estado, no leste dos Estados Unidos.

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Geórgia, nos EUA, proíbe aborto a partir dos primeiros batimentos cardíacos do feto

Por G1

O governador do estado norte-americano da Geórgia, Brian Kemp, sancionou nesta terça-feira (7) a lei que proíbe o aborto voluntário a partir da detecção dos primeiros batimentos cardíacos do feto – o que normalmente ocorre na sexta semana de gestação.

A lei é considerada uma das mais restritivas ao aborto nos Estados Unidos porque, muitas vezes, a mulher sequer sabe que está grávida na sexta semana.

Antes da sanção do governador, a medida foi aprovada na Câmara estadual com 92 votos – somente um a mais do que o necessário.

Kemp, que é do Partido Republicano – o mesmo do presidente Donald Trump –, justificou a aprovação: “A lei assegura que todos os georgianos tenham a oportunidade de viver, crescer, aprender e prosperar em nosso grande estado”.

“Nós não vamos voltar atrás. Vamos sempre continuar lutando pela vida”, declarou Kemp.

A nova lei estabelece exceções para gravidez resultante de estupro, incesto e para salvar a vida da mãe. Grávidas de bebês com poucas chances de sobrevivência devido a problemas de saúde também poderão abortar.

O texto entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020. A legislação ainda vigente permite à mulher a procurar pela interrupção voluntária da gravidez até a 20ª semana de gestação.

Além da Geórgia, os estados de Mississippi, Kentucky e Ohio aprovaram leis semelhantes – chamadas também de “lei do batimento cardíaco”. Congressistas do Tennessee, Missouri, Carolina do Sul, Flórida, Texas, Louisiana e Virgínia Ocidental também debatem essa legislação.

Oposição diz que lei é inconstitucional

De acordo com a Associated Press, ativistas favoráveis ao aborto legal acusaram a lei de ferir a Constituição norte-americana. A ONG União Americana das Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) afirmou à agência que vai acionar a Suprema Corte.

“Essa lei é claramente inconstitucional segundo o precedente de 50 anos na Suprema Corte”, afirmou Sean Young, diretor jurídico da ACLU na Geórgia. No Kentucky, por exemplo, a “lei do batimento cardíaco” está temporariamente suspensa.

“Todos os tribunais federais disseram que leis do tipo são inconstitucionais, quando houve julgamento”, explicou Young.

Em 1973, a Suprema julgou o caso Roe v. Wade, que abriu o precedente para a descriminalização do aborto em todo o país até que o feto esteja suficientemente desenvolvido para viver do lado de fora do útero.

A expectativa dos políticos conservadores é pressionar a Suprema Corte a reverter a decisão. Eles acreditam que, com a nomeação dos juízes Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh por Donald Trump – que fez campanha contra o aborto – mude o quadro.

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Por que decidi colocar a pele tatuada de meu marido em um quadro após sua morte

Por BBC

Esta reportagem tem imagens que podem ser consideradas incômodas por alguns leitores.

O canadense Chris Wenzel começou a gostar de tatuagens aos nove anos de idade, quando sua tia pediu que ele desenhasse algo para que ela tatuasse na própria pele. O menino acabaria ajudando até a colocar a tinta na tatuagem da tia.

Na adolescência, ele cobriu os dois braços inteiros com desenhos e, já adulto, tornou-se um respeitado tatuador em seu país.

Algumas das tatuagens preservadas de Chris Wenzel; elas foram removidas cirurgicamente  — Foto: Save My Ink Forever/ BBC

Algumas das tatuagens preservadas de Chris Wenzel; elas foram removidas cirurgicamente — Foto: Save My Ink Forever/ BBC

“Ele adorava ver a tinta na pele das outras pessoas, se apaixonava por isso”, conta sua mulher, Cheryl, que hoje gerencia com um sócio o estúdio deixado pelo marido.

É que Chris morreu em outubro do ano passado, aos 41 anos, de falência cardíaca, após anos lutando contra uma retocolite ulcerativa, doença crônica que provoca inflamações e lesões no intestino. Ele e Cheryl têm cinco filhos.

Antes de morrer, Chris fez um pedido: queria que suas tatuagens fossem preservadas.

Assim como ele, outras pessoas têm buscado formas de manter vivos os desenhos em suas peles, mesmo após elas próprias morrerem.

“Por que eu iria querer que tantas horas de trabalho de tatuagem no meu corpo fossem enterradas comigo?”, disse Chris antes de morrer, segundo a mulher.

Chris Wenzel amava tatuagens desde criança  — Foto: Arquivo pessoal da família Wenzel/BBC

Chris Wenzel amava tatuagens desde criança — Foto: Arquivo pessoal da família Wenzel/BBC

Cheryl Wenzel acabou descobrindo que já existem serviços para isso no vizinho EUA. Um deles é um negócio familiar de Cleveland, Ohio, chamado Save My Ink Forever (“guarde minha tatuagem para sempre”, em tradução livre). Eles trabalham em conjunto com casas funerárias americanas, canadenses e britânicas para preservar tatuagens de pessoas mortas, como um memorial para seus entes queridos.

Michael e Kyle Sherwood, pai e filho, já trabalhavam com embalsamento e funerais quando se deram conta de dois acontecimentos distintos: primeiro, que há estimados 45 milhões de americanos com tatuagens, algo que ganha popularidade no país e no mundo; segundo, que cresce no país também o interesse por funerais e memoriais customizados.

Com isso em mente, eles criaram a Save My Ink Forever para desenvolver técnicas que preservassem a longo prazo as tatuagens em peles humanas.

“Como embalsamadores, já éramos familiarizados com o conceito de preservação de tecidos”, diz Kyle Sherwood. “Mas o embalsamento não é um processo permanente, por mais que gostaríamos que fosse. Então começamos a pesquisar e a mesclar algumas técnicas. Foi por tentativa e erro.”

Levaram dois anos para desenvolver uma técnica que consiste em remover cirurgicamente a tatuagem e enviá-la a laboratório para preservação. Em seguida, o pedaço de pele é emoldurado com um vidro protetor contra raios ultravioleta. O processo leva, ao todo, cerca de três meses.

“As pessoas guardam urnas (com as cinzas de seus entes queridos) e, para mim, minhas tatuagens são mais significativas do que uma urna sobre a lareira. É um pedaço real da pessoa, que simboliza algo”, opina Sherwood.

Cheryl Wenzel recorreu aos Sherwoods depois da morte de Chris.

“Quando meu marido morreu, metade de mim morreu com ele”, conta. “Não sabia o que fazer. Só sabia que queria levar a cabo sua preservação. Tive de deixar minhas emoções de lado para resolver essa questão.”

Como Chris tinha grandes tatuagens cobrindo boa parte de seu corpo, Kyle Sherwood viajou ao Canadá para supervisionar a remoção da pele (em geral, sua empresa costuma lidar com tatuagens menores, removidas cirurgicamente pelos próprios embalsamadores e casas funerárias).

Cheryl escolheu quais tatuagens seriam preservadas – nos braços, mãos, pescoço, peito, costas, coxas e panturrilha -, no maior serviço já feito pela empresa familiar até agora.

Kyle Sherwood diz que o resultado de seu trabalho costuma provocar três tipos de reação: “Existem as pessoas que não gostam – que em geral são pessoas que não têm tatuagens e não conseguem entender o significado que uma tatuagem pode ter”, afirma.

“E existem também as pessoas tatuadas que ficam meio que hesitantes quanto a isso (preservação da pele). Por fim, há as pessoas que ficam absolutamente apaixonadas.”

A empresa também enfrentou o ceticismo de alguns serviços funerários americanos, que resistiram à ideia. “Dito isso, as pessoas da minha geração são muito receptivas e entendem, mesmo que não necessariamente concordem (com a remoção da pele). Nós, da indústria como um todo, estamos aqui para servir as pessoas e realizar seus desejos.”

Ele diz que nem sempre os observadores percebem de imediato que a arte que estão vendo emoldurada é, na verdade, uma pele humana.

“Muitas vezes, você apenas olha como se fosse uma pintura e aprecia a arte”, conta. “E uma vez que digere o fato, reflete: ‘uau, isso é o remanescente (da pessoa que morreu)’.”

No caso de Chris Wenzel, diversas funerárias canadenses negaram o pedido, até que Cheryl encontrou uma que aceitasse trabalhar com a equipe da Save My Ink Forever.

Cheryl tem levado o quadro com as tatuagens do marido a convenções de tatuadores no Canadá. Ela diz que queria preservar as artes no corpo de Chris como um lembrete de que a vida continua após a morte, embora os que ficaram nunca esquecerão as pessoas que perderam.

“Vejo como uma linda arte. Para mim, foi como trazer meu marido de volta. Consigo vê-lo todos os dias”, conta.

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Pence deve oferecer incentivo às Forças Armadas da Venezuela e fazer alerta a juízes

Por Reuters

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, deve acenar com incentivos para que as Forças Armadas da Venezuela deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro, disse uma autoridade do governo norte-americano à Reuters.

Houve uma tentativa de levante na semana passada, que fracassou, em parte, porque os militares permaneceram fiéis a Maduro.

Está programado para a tarde desta terça (7) um discurso de Pence à Americas Society no Departamento de Estado.

O vice-presidente deverá delinear a estratégia do governo dos Estados Unidos para a Venezuela após os protestos de rua da semana passada.

Pence anunciará que os EUA sancionarão mais 25 juízes da Suprema Corte da Venezuela, segundo uma autoridade afirmou. Ele também vai oferecer assistência para refugiados que deixaram o país sul-americano, e a ajuda humanitária depende de uma transição política, segundo a fonte.

Navio hospital

Os Estados Unidos também tem planos para enviar um navio hospital para a região, de acordo com oficiais norte-americanos.

A informação foi transmitida por militares que não desejam ter a identidade revelada, e ainda não se sabe em qual país ele deverá atracar.

Os norte-americanos apoiam Juan Guaidó, o oposicionista que liderou o levante fracassado.

Guaidó, que se autoproclamou presidente interino, caracterizou os protestos como o início da “fase final” para a deposição de Maduro, mas a tentativa não obteve sucesso.

Maduro –que diz ver Guaidó como uma marionete de Washington– tentou mostrar que as Forças Armadas permanecem ao seu lado, mas líderes de oposição e autoridades norte-americanas argumentam que o apoio é tênue.

Pence está disposto a oferecer novos estímulos aos militares da Venezuela, disse a autoridade à Reuters, se negando a dar mais detalhes sobre os incentivos antes do discurso.

“Ele estará mostrando onde as oportunidades estão caso as pessoas façam a coisa certa ao seguir em frente”, afirmou a autoridade.

Também está previsto que Pence elabore novas assistências para os venezuelanos que deixaram o país, que vem enfrentando privações de comida, água, energia e saúde — e um plano de assistência econômica que depende da saída de Maduro, acrescentou.

Além disso, o vice-presidente vai entregar uma “advertência” aos juízes da Suprema Corte da Venezuela. O Departamento do Tesouro sancionou o presidente do tribunal, Maikel Moreno, em 2017 e os sete principais membros de sua câmara constitucional — e, agora, está se preparando para sancionar os 25 membros restantes do tribunal, disse a autoridade.

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Depois de 511 dias, Mianmar liberta jornalistas presos por publicar texto sobre assassinatos

Por Reuters

Dois jornalistas da agência de notícias Reuters foram libertados pelo governo de Mianmar, depois de terem passado mais de 500 dias presos por descumprir um ato de segredos oficiais.

Wa Lone, 33, e Kywan Soe Oo, 29, tinham sido condenados em setembro de 2018 a sete anos de prisão, em um caso que levantou questões a respeito da evolução do país em direção à democracia e que gerou manifestações de diplomatas e ativistas de direitos humanos.

Eles foram libertados em uma anistia presidencial dada a 6.520 prisioneiros na terça (7). O presidente Win Myunt perdoou milhares de outros prisioneiros desde o mês passado. É comum que as autoridades livrem prisioneiros na época do Ano Novo, que começou no dia 17 de abril.

A Reuters afirma que os dois não cometeram nenhum tipo de crime e pediu sua libertação.

Saída da prisão

Abordados por jornalistas e por apoiadores enquanto atravessavam os portões da cadeia de Insein, Wa Lone disse estar grato pelos esforços internacionais para garantir sua liberdade.

“Estou muito feliz e animado para ver minha família e meus colegas. Não consigo nem esperar para ir para a redação”, ele disse.

Kyaw Soe Oo sorriu e acenou para os jornalistas.

Os dois foram então levados por colegas da Reuters e se reuniram com as suas mulheres e filhos.

Reportagem ganhou prêmio de jornalismo

Antes da prisão em dezembro de 2017, os dois trabalhavam para investigar o assassinato de muçulmanos rohingya. Esse é um grupo é sunita, fala um dialeto de origem bengali de uma parte de Bangladesh, de onde são originários.

Apesar de viverem em Mianmar, são apátridas, porque o país lhes nega a cidadania.

Os dois jornalistas da Reuters publicaram um texto em que descreviam a morte de dez rohingya, inclusive crianças, por forças de segurança e civis budistas em um estado no oeste de Mianmar, durante uma ação militar em agosto de 2017.

A operação forçou a emigração de 730 mil pessoas para Bangladesh, um país vizinho de maioria muçulmana. Os dados são da ONU.

O texto de autoria dos dois jornalistas, que trazia depoimentos dos autores dos crimes, testemunhas e de parentes das vítimas, ganhou o prêmio Pulitzer de reportagem internacional.

Pedidos de entrevista feitos ao governo de Mianmar não foram respondidos imediatamente.

O editor chefe da Reuters, Stephen J. Adler, recebeu bem a notícia. “Estamos muito contentes que Mianmar tenha libertado nossos repórteres corajosos. Desde a prisão deles, há 511 dias, eles viraram símbolos da importância da liberdade de imprensa no mundo inteiro. Eles são bem-vindos no seu regresso.”

O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, ficou aliviado ao receber a notícia, de acordo com um porta-voz.

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Índices da China recuperam perdas após enviado comercial confirmar visita aos EUA

Por Reuters

Os mercados acionários da China fecharam com avanço nesta terça-feira (7) depois que o governo da China disse que enviará sua principal autoridade aos Estados Unidos nesta semana para negociações comerciais, apesar de a Casa Branca ter ameaçado com novas tarifas.

Os Estados Unidos vão aumentar para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses importados a partir de 10 de maio, anunciou no domingo (5) o presidente Donald Trump.

Já o mercado europeu oscilava, acompanhando cautelosamente os acontecimentos em torno das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Em Londres, o índice Financial Times caía 0,97%. Em Frankfurt, o índice DAX recuava 0,56%. Em Paris, o índice CAC-40 caía 0,67%. Em Madri, o índice Ibex-35 caía 0,31%. Em Milão, o índice FTSE MIB subia 0,16%. Em Lisboa, o índice PSI 20 caía 0,57%. O índice FTSEEurofirst 300, que reúne as principais ações do continente, caía 0,43%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,4%.

Desempenho na Ásia

Os mercados asiáticos conseguiram recuperar parte das perdas vistas na segunda-feira depois desse anúncio.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,98%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,69%.

O subíndice do setor financeiro ganhou 0,4%, o de consumo subiu 1,3%, o imobiliário ganhou 2,2% e o de saúde teve alta de 1,6%.

As ações avançaram na parte da tarde, quando o Ministério do Comércio da China confirmou que o vice-premiê Liu He irá adiante com sua visita aos EUA em 9 e 10 de maio para negociações comerciais.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,51%, a 21.923 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,52%, a 29.363 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,69%, a 2.926 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,98%, a 3.720 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,88%, a 2.176 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,83%, a 10.987 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,67%, a 3.312 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,19%, a 6.295 pontos.

China quer negociar

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, visitará os Estados Unidos nesta semana para negociações comerciais, minimizando o aumento na tensão depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu impor novas tarifas.

Autoridades dos EUA disseram que a China voltou atrás em compromissos substanciais feitos durante meses de negociações para encerrar a guerra comercial entre os dois países.

Essas preocupações levaram Trump a dizer no domingo que vai elevar tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses de 10 para 25% até o fim da semana, e terá como alvo centenas de bilhões em breve.

O Ministério do Comércio da China confirmou que Liu, que lidera as negociações pelo lado de Pequim, visitará os EUA na quinta e na sexta-feiras. O ministério não deu mais detalhes nem forneceu os tópicos de discussão.

A resposta de Pequim à perspectiva de novas tarifas tem sido reservada, e na terça-feira o porta-voz do Ministério da Relações Exteriores, Geng Shuang, disse à imprensa que o respeito mútuo é a base para alcançar um acordo comercial.

“Acrescentar tarifas não pode resolver qualquer problema”, disse Geng. “As negociações são por natureza um processo de discussão. É normal para ambos os lados ter diferenças. A China não vai evitar problemas e é sincera sobre continuar as negociações”.

“Esperamos que o lado norte-americano possa trabalhar duro com a China, para chegar a um meio-termo e, com base em respeito mútuo e igualdade, resolver as preocupações razoáveis um do outro, e buscar um acordo mutualmente benéfico.”

A disposição de Pequim de continuar com as negociações diante das mensagens de Trump mostra que continua calma e com “foco nas negociações em vez de entrar em uma guerra pública de opiniões”, disse o tablóide estatal Global Times em um editorial.

A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu nesta terça-feira (7) que as tensões comerciais entre China e Estados Unidos são uma “ameaça para a economia mundial” e afirmou que os recentes “boatos e tuites” não são favoráveis a um acordo.

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Premiê australiano é atingido por um ovo durante campanha eleitoral

Por Agência EFE

Premiê australiano, Scott Morrison, conversa com os participantes de conferência em Albury, nesta terça-feira (7). Morrison foi atingido na cabeça por um ovo — Foto: Mick Tsikas / AAP Image via AP

Premiê australiano, Scott Morrison, conversa com os participantes de conferência em Albury, nesta terça-feira (7). Morrison foi atingido na cabeça por um ovo — Foto: Mick Tsikas / AAP Image via AP

Uma mulher jogou, nesta terça-feira (7), um ovo contra a cabeça do primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, durante um ato de campanha para as eleições gerais que acontecerão no próximo dia 18.

Imagens de televisão mostraram uma mulher jogando o ovo (que não quebrou) na cabeça de Morrison, durante um ato da Associação de Mulheres Rurais em Albury, no sudeste do país.

A ativista, que foi detida pela segurança, afirmou aos jornalistas que se tratava de um protesto pela política da coalizão governista contra os solicitantes de asilo, segundo a emissora pública “SBS”.

Uma idosa caiu no chão durante o incidente, após o qual, Morrison lamentou através do Twitter que “nossos agricultores têm que suportar os mesmos idiotas que invadem suas fazendas e casas”.

Morrison se referia também um recente protesto de veganos e defensores dos animais em frente a matadouros e fazendas, onde ele se comprometeu a “confrontar a intimidação desses ativistas covardes que não têm respeito por ninguém”.

O incidente segue ao protagonizado em março onde um adolescente quebrou um ovo na cabeça do controverso senador Fraser Anning. O parlamentar culpou as políticas de imigração pelo atentado supremacista contra duas mesquitas da Nova Zelândia que deixou 50 mortos.

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Rússia pede que Estados Unidos ‘abandonem planos irresponsáveis’ na Venezuela

Por France Presse

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov aperta a mão de Jorge Arreaza, representante da Venezuela, neste domingo (5) — Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov aperta a mão de Jorge Arreaza, representante da Venezuela, neste domingo (5) — Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP

Diante da deterioração do cenário político na Venezuela, Rússia e Estados Unidos trocam acusações a respeito de suas atuações no país latino. “Os russos devem partir”, disse neste domingo (5) o secretário de Estado americano Mike Pompeo. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, pediu que os Estados Unidos “abandonem seus planos irresponsáveis” na Venezuela.

“Todos os países que interferem no direito do povo venezuelano de restaurar sua democracia devem sair”, enfatizou Pompeo. O secretário indicou que vai realizar “mais conversas” sobre a presença da Rússia em Caracas com seu colega russo, Sergei Lavrov, com quem se encontrará “em poucos dias”, à margem de uma reunião na Finlândia.

“O objetivo é muito claro”, disse ele. “Queremos que os iranianos, os russos e os cubanos saiam”.

No entanto, Donald Trump afirmou na sexta-feira que Vladimir Putin “não procurou se envolver na Venezuela”, após uma longa conversa telefônica com seu colega russo.

Lavrov, por sua vez, chamou a atuação dos Estados Unidos na Venezuela de irresponsável.

“Pedimos aos americanos, e a todos que os apóiam, que abandonem seus planos irresponsáveis e atuem exclusivamente dentro da estrutura do direito internacional”, declarou o chanceler no início de uma reunião em Moscou com seu colega venezuelano, Jorge Arreaza.

“Estamos testemunhando uma campanha sem precedentes dos Estados Unidos para derrubar as autoridades legítimas da Venezuela”, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia.

Por seu lado, Jorge Arreaza agradeceu a Moscou por seu apoio ao regime de Chávez.

“A relação entre Moscou e Caracas se tornou mais significativa, não apenas para nossos dois países, mas também para o mundo”, disse ele ao seu colega russo.

A situação tornou-se novamente tensa na Venezuela depois de uma tentativa de insurreição militar liderada pelo líder da oposição Juan Guaidó, apoiada pelos Estados Unidos e reconhecida presidente interina por mais de 50 países.

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‘Vacine seus filhos ou seja multado’, diz ministro da Saúde da Alemanha

Por Reuters

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, preparou um projeto de lei que obriga os pais a vacinarem seus filhos contra sarampo ou terão de pagar multas e serem excluídos de creches.

A iniciativa de Spahn acontece em meio a um inflamado debate na Alemanha sobre a obrigatoriedade da vacina contra sarampo, enquanto o número de casos da doença, outrora erradicada, atinge os maiores níveis nos Estados Unidos desde 2000.

“Eu quero erradicar o sarampo”, disse Spahn ao jornal Bild am Sonntag.

“Qualquer um que frequenta o jardim de infância ou a escola deveria ser vacinado contra sarampo”, disse Spahn, explicando seu plano, que obrigaria os pais a mostrarem provas da vacinação.

“Quem não vacinar seus filhos seria multado em 2.500 euros (cerca de R$ 11 mil)”, acrescentou.

Spahn acredita que tem amplo apoio para a lei que propõe na coalizão governista conservadora da chanceler Angela Merkel, à qual ele pertence, e com os sociais-democratas (SPD), mais à esquerda.

O especialista em políticas de saúde Karl Lauterbach citou uma “base muito boa” para a discussão. “Não funcionará sem multas”, afirmou ao jornal Augsburger Allgemeine.

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