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Chave da prisão onde Napoleão morreu vai a leilão no Reino Unido

Lote pode chegar a valer até 5.000 libras (R$ 36 mil) após quatro dias de arremates, que serão encerrados na quinta-feira (14).

Por France Presse

Chave da prisão onde Napoleão morreu — Foto: Reprodução/Sotheby's

Chave da prisão onde Napoleão morreu — Foto: Reprodução/Sotheby’s

A casa de leilões britânica Sotheby’s anunciou que colocou a leilão em seu site a chave do quarto onde Napoleão morreu enquanto estava encarcerado pelos britânicos na ilha de Santa Helena.

Esta peça de metal de 13 centímetros de comprimento foi encontrada “em um envelope, no baú de uma casa escocesa”, explicou David MacDonald, especialista britânico em móveis da Sotheby’s, em um comunicado.

De acordo com a Sotheby’s, o lote pode chegar a valer até 5.000 libras (R$ 36 mil) após quatro dias de leilão, que será encerrado na quinta-feira (14).

“A família que a teve sempre soube que ela estava lá em algum lugar, mas ela estava escondida”, acrescentou.

Um soldado chamado Charles Richard Fox, que estava na ilha de Santa Helena após a morte de Bonaparte em 1821, levou a chave para a Escócia para dá-la a sua mãe, que era uma “grande admiradora” do ex-imperador francês, a tal ponto que lhe havia enviado doces e livros durante seu cativeiro.

Seus descendentes finalmente encontraram a chave e decidiram leiloá-la.

“Muitas vezes vemos objetos associados a Napoleão, pinturas importantes ou móveis de uma de suas moradas incríveis”, disse David MacDonald, “mas há algo muito poderoso sobre esta chave, especialmente porque vem do lugar onde ele foi preso e do quarto onde morreu”.

“Era um objeto tão forte e poderoso naquela época quanto é hoje”, estimou.

O próprio Fox removeu a chave da fechadura durante uma visita após a morte de Napoleão e admitiu o fato em sua carta de 6 de setembro de 1822, que será vendida com o objeto.

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‘Spitfire Women’: Morre no Reino Unido uma das últimas mulheres pilotos da Segunda Guerra

Eleanor Wadsworth, que faleceu aos 103 anos, pilotou os famosos caças Spitfire 132 vezes durante o conflito.

Por BBC

Eleanor Wadsworth pilotou os famosos caças Spitfire 132 vezes durante o conflito — Foto: ROBERT WADSWORTH por BBC

Eleanor Wadsworth pilotou os famosos caças Spitfire 132 vezes durante o conflito — Foto: ROBERT WADSWORTH por BBC

Morreu, aos 103 anos, uma das últimas “Spitfire Women” do Reino Unido — as mulheres que transportavam aeronaves para o front da Segunda Guerra Mundial.

Eleanor Wadsworth era funcionária do serviço Auxiliar de Transporte Aéreo (Air Transport Auxiliary, ATA), uma organização civil criada durante o conflito para fazer melhorias e reparos nas aeronaves de combate e levá-las das fábricas às bases da Força Aérea britânica (RAF, sigla para Royal Air Force).

Segundo a associação de membros da ATA, ela foi uma das 165 mulheres que voaram naquela época sem o auxílio de rádio ou outros instrumentos de voo. No total, 1,250 homens e mulheres de 25 países transportaram por meio da organização cerca de 309 mil aviões de combate, de 147 modelos diferentes.

Wadsworth vivia na cidade de Bury St Edmunds, no condado de Suffolk, na Inglaterra, e morreu após estar um mês adoentada.

'A ideia de aprender a pilotar de graça era um grande incentivo, então me inscrevi sem pensar muito sobre o assunto', disse Wadsworth — Foto: ELEANOR WADSWORTH/HOWARD COOK por BBC

‘A ideia de aprender a pilotar de graça era um grande incentivo, então me inscrevi sem pensar muito sobre o assunto’, disse Wadsworth — Foto: ELEANOR WADSWORTH/HOWARD COOK por BBC

Ela nasceu em 1917 na cidade de Nottingham e começou a pilotar em 1943 — algo que, até então, não estava em seus planos. Trabalhando como assistente do departamento de arquitetura da ATA, um dia ela viu um anúncio de vagas para mulheres pilotos com pouca ou nenhuma experiência prévia.

Em uma entrevista dada no ano passado à associação que reúne as últimas mulheres pilotos da Segunda Guerra Mundial, ela contou que “buscava um novo desafio” quando resolveu aplicar para a vaga.

“A ideia de aprender a pilotar de graça era um grande incentivo, então me inscrevi sem pensar muito sobre o assunto.”

Segundo a historiadora Sally McGlone, foi um das primeiras seis candidatas convocadas.

À publicação, Wadsworth disse ainda que o famoso Spitfire, único caça do lado dos Aliados a operar durante todo o conflito, era o modelo que ela mais gostava de pilotar — o que fez 132 vezes.

“Era uma aeronave linda, ótima de conduzir”, acrescentou.

A britânica recebeu diversas homenagens por sua bravura nas redes sociais. O ex-piloto da Força Aérea britânica John Nichol, que foi prisioneiro durante a Guerra do Golfo, lamentou sua morte e disse que, ao comentar no passado sobre sua longevidade, a piloto teria dito: “É sorte! Eu tento não me preocupar muito com as coisas sobre as quais não tenho controle”.

McGlone ressaltou que Wadsworth e suas colegas da ATA “continuarão sendo uma inspiração para mulheres no mundo inteiro”. Howard Cook, também historiadora, destacou que as “Spitfire Women”, como eram chamadas as mulheres que transportavam aviões de combate durante a Segunda Guerra, foram “incrivelmente corajosas”.

A escritora Karen Borden, que entrevistou Wadsworth para seu próximo livro, acrescentou que, “assim como muitas mulheres pilotos, ela era extremamente humilde em relação à sua contribuição ao esforço da guerra”.

“Ela brincava que voar ‘reto e nivelado’ era sua marca… e dizia como era incrível subir aos ares por conta própria.”

Para o filho Robert, ela foi “uma mãe maravilhosa e uma avó e bisavó afetuosa”, mas que era muito “pragmática” sobre o serviço prestado durante a guerra.

Segundo ele, Wadsworth costumava dizer que “todos tínhamos um trabalho a fazer e apenas arregaçamos as mangas e o fizemos”.

Ela era uma das três pilotos membros da ATA ainda vivas, ao lado da americana Nancy Stratford e da britânica Jaye Edwards, que vive no Canadá.

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Médico do papa Francisco morre por complicações da Covid-19

Fabrizio Soccorsi estava internado para tratamento de outra doença, mas contraiu o coronavírus e teve o estado de saúde agravado. Vacinação no Vaticano deve começar nos próximos dias.

Por G1

O médico pessoal do papa FranciscoFabrizio Soccorsi, morreu aos 78 anos por complicações da Covid-19, informou o Vaticano neste sábado (9).

Soccorsi, formado em medicina pela Universidade La Sapienza, estava internado havia dias no hospital Gemelli para se tratar de uma “patologia oncológica” — doença relacionada a tumor ou câncer que o Vaticano não detalhou. Ao longo da internação, ele recebeu teste positivo para o novo coronavírus e sentiu sintomas da Covid-19.

O médico trabalhava para o papa desde 2015 e atuou como consultor da Diretoria de Saúde e Higiene do Vaticano, além de especialista do conselho médico da Congregação das Causas dos Santos. Não se sabe quando foi a última vez que Soccorsi esteve com Francisco.

Vacinação

vacinação contra a Covid-19 no Vaticano deve começar nos próximos dias. A prioridade será dada ao “pessoal de saúde e segurança, idosos e pessoal em contato mais frequente com o público”. Não se sabe, ainda, quando exatamente o papa Francisco, aos 84 anos, receberá o imunizante.

Na vizinha Itália, a vacinação já começou. Estima-se que mais de 500 mil pessoas já tenham recebido a primeira dose da vacina.

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Variante do coronavírus é encontrada em pessoas no Japão que estiveram no Brasil

Infectados estiveram no Amazonas. Governo brasileiro diz que pediu às autoridades japonesas informações sobre os locais por onde os quatro viajantes passaram para fazer o rastreamento dos contatos. Vírus tem mutação semelhante à das variantes do Reino Unido e África do Sul consideradas mais contagiosas.

Por Lucas Vidigal, Thais Matos e Victor Cruz, G1

O governo japonês anunciou neste domingo (10) que as autoridades de saúde do país encontraram uma nova variante do coronavírus em quatro viajantes que estiveram no Brasil e voltaram ao Japão em 2 de janeiro.

De acordo com o Ministério da Saúde do Japão, os quatro infectados estiveram no Amazonas — não há detalhes sobre as cidades por onde eles passaram. Os pacientes apresentaram uma variante semelhante às que se disseminaram rapidamente no Reino Unido e na África do Sul e que preocupam pela maior capacidade de contágio (saiba mais detalhes adiante nesta reportagem).

Segundo o governo japonês, esses pacientes são:

  • Um homem com cerca de 40 anos que chegou ao Japão sem sintomas, mas que, posteriormente, foi internado com dificuldades para respirar;
  • Uma mulher com cerca de 30 anos, com dor de garganta e dor de cabeça;
  • Um jovem de idade entre 10 e 19 anos, com febre;
  • Uma jovem também com idade entre 10 e 19 anos, assintomática.

O Ministério da Saúde informou nesta tarde, por meio de nota, que pediu ao Japão dados de nacionalidade dos viajantes e dos locais de deslocamento no Brasil para rastreamento dos contatos. A pasta também disse comunicou outros centros de vigilância pelo país e reforçou que “não há nenhuma evidência científica que aponte impacto na efetividade do diagnóstico laboratorial ou das vacinas ainda em estudo contra a Covid-19”.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas afirmou ao G1 que não recebeu nenhuma notificação sobre os quatros casos da variante e disse que “está apurando junto ao Consulado do Japão sobre essa divulgação que foi anunciada para imprensa e não para as autoridades de saúde do Amazonas e do país”.

O Amazonas, até este domingo, não tinha casos confirmados das novas variantes do coronavírus. No sábado, o estado chegou a 212.996 casos da Covid-19 e 5.669 mortes pela doença. Os números vêm subindo nas últimas semanas: a capital Manaus registrou 130 enterros apenas no sábado, um dos mais altos desde o começo da pandemia.

No Japão, a chegada das novas variantes em dezembro fez o governo proibir a entrada de todos os estrangeiros e declarar estado de emergência, inclusive na capital Tóquio, a menos de 200 dias dos Jogos Olímpicos. O país vive um novo aceleramento de casos e mortes por coronavírus, e o número de diagnósticos diários da Covid-19 vem atingindo neste mês os patamares mais altos desde o início da pandemia.

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‘Meus dois filhos precisam de rins, mas eu só posso doar um’

O filho e a filha de Sarah Bingham têm a mesma doença rara, e ela é uma doadora compatível para ambos. Mas terá de escolher apenas um para doar o órgão.

Por BBC

Sarah Bingham disse que ela é uma doadora compatível para sua filha Ariel e filho mais velho Noah (o último à direita) — Foto: Acervo familiar

Sarah Bingham disse que ela é uma doadora compatível para sua filha Ariel e filho mais velho Noah (o último à direita) — Foto: Acervo familiar

Uma mãe de dois filhos que precisam de transplante de rim enfrenta um dilema dificílimo de resolver: para quem doar seu rim já que ambos correm risco de morrer em consequência de problemas renais graves?

O filho de Sarah Bingham, Noah, de 20 anos, e a filha Ariel, 16, têm a mesma rara condição genética.

Sarah, 48, é uma doadora compatível com seus filhos e disse que seu instinto maternal é doar para os dois.

Dois amigos da família são compatíveis com seu filho mais velho, mas ainda não é certo que haverá um transplante nesse caso.

Seu marido Darryl, 49, não é compatível com nenhum dos dois, então não pode ser um doador.

Tanto Noah quanto Ariel têm nefronoftise, que causa inflamação e cicatrizes nos rins.

Sarah Bingham, de Northumberland, condado no norte da Inglaterra, disse que embora seu filho mais velho esteja “muito mal”, ele faz diálise regular e apresenta estado estável.

Já a função renal de sua filha mais nova, Ariel, “piorou mais no último ano” e ela provavelmente precisará realizar o transplante antes do irmão.

Dilema

“Eu estava pronta para dar um rim para minha filha e então meu filho teve insuficiência renal e ele também precisa de um rim. Obviamente, eu só tenho um que posso doar”, afirmou Sarah.

“As equipes médicas não pressionam você [para tomar uma decisão] porque você está se arriscando para doar um rim.”

“Você tem que tomar essa decisão sozinha, mas obviamente, como mãe, quando você tem dois filhos que precisam de transplante de rim e esperava dar o seu rim a um deles, e de repente o outro também precisa de um, você sofre com este dilema”, afirmou.

Tudo começou em 2016, quando Ariel passou a se sentir constantemente cansado.

Sua fadiga foi inicialmente atribuída ao estresse, mas testes na Royal Victoria Infirmary, centro de referência médica da cidade de Newcastle, revelaram que ela tinha problemas renais.

Sarah foi informada que ela seria uma doadora adequada para Ariel quando chegasse a hora.

Então, em 2019, Noah também ficou doente e foi diagnosticado com a mesma condição.

Ele está estável, mas precisaria engordar para se submeter a um transplante.

O casal tem outro filho, Casper, de 12 anos, que está sendo examinado para ver se também tem a doença.

‘Espera aterrorizante’

O professor John Sayer, um especialista em rins do Hospital Freeman de Newcastle que está tratando Noah, disse que a nefronoftise afeta cerca de uma em cada 100 mil pessoas.

“Há claramente um dilema porque há falta de doadores para pacientes que precisam de transplantes renais. Mas a insuficiência renal em si não é rara. Há 4.500 pessoas em todo o país esperando por um transplante.”

Ele acrescentou que os pacientes muitas vezes enfrentam uma espera “extenuante e assustadora” de cerca de três anos por um órgão.

Em dezembro, Sarah Bingham completou o desafio de andar 12 mil passos todos os dias durante 12 dias para arrecadar dinheiro para a Kidney Research UK, uma entidade que ajuda pessoas com problemas nos rins e que tem apoiado a família.

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Trump diz que não vai à posse de Biden

Os únicos três presidentes que faltaram à posse dos seus sucessores foram John Adams (em 1801), John Quincy Adams (em 1829) e Andrew Johnson (em 1869).

Por G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (8) que não participará da posse de Joe Biden no cargo em 20 de janeiro. Na véspera, após a certificação do democrata como vencedor das eleições de novembro, o republicano reconheceu pela primeira vez que deixará a presidência.

“A todos aqueles que perguntaram, eu não vou à cerimônia de posse em 20 de janeiro”, escreveu Trump no Twitter.

Presidente Donald Trump diz em um tweet que não estará presente na posse do presidente Joe Biden em 20 de janeiro de 2021, registro feito em 8 de janeiro de 2021 — Foto: Reprodução/Twitter/realDonaldTrump

Presidente Donald Trump diz em um tweet que não estará presente na posse do presidente Joe Biden em 20 de janeiro de 2021, registro feito em 8 de janeiro de 2021 — Foto: Reprodução/Twitter/realDonaldTrump

Tradicionalmente, os presidentes que deixam o cargo participam da cerimônia de posse do sucessor. Quando Trump assumiu a Casa Branca, em 2017, Barack Obama compareceu e cumprimentou o republicano.

Os únicos três presidentes que faltaram à posse dos seus sucessores foram John Adams (em 1801), John Quincy Adams (em 1829) e Andrew Johnson (em 1869).

Semana de tensão nos EUA

Trump tem insistido que não perdeu a eleição presidencial de novembro e que houve fraude e irregularidades. Entretanto, os auditores e a Justiça dos EUA não encontraram nenhum indício que pudesse mudar a vitória de Biden, que obteve 306 votos no Colégio Eleitoral contra 232 do republicano.

A situação atingiu o ápice nesta quarta-feira, quando o Congresso se reuniu para contar as cédulas do Colégio Eleitoral e certificar a vitória de Joe Biden — processo que, em outros anos, teve papel muito mais cerimonial do que político.

Após Trump dizer em comício que “iria junto” com os apoiadores ao Capitólio, um grupo de extremistas invadiu a sede do Congresso americano, e os parlamentares precisaram ficar protegidos em áreas seguras ou ser evacuados do edifício. Houve tumulto, e cinco pessoas morreram, incluindo um policial.

Horas mais tarde, após intervenção da Guarda Nacional e de um toque de recolher imposto pela prefeita da capital Washington, a sessão foi retomada e Biden, enfim, recebeu a certificação como presidente eleito dos EUA.

Somente aí, Trump reconheceu que “um novo governo tomará posse” em 20 de janeiro. Ele porém se recusou, mais de uma vez, a dizer o nome de Joe Biden como novo presidente dos EUA. E somente mais de 24 horas depois da invasão, o republicano condenou a invasão ao Congresso, que chamou de “ataque odioso”, e pediu investigação aos envolvidos na violência.

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Mais de 50 pessoas são indiciadas em um dia por crimes relacionados à invasão do Capitólio

Oito suspeitos enfrentam acusações por posse de armas, incluindo um que tinha um rifle semiautomático de estilo militar e onze coquetéis molotov; demais irão responder por crimes como entrada ilegal, agressão e roubo. Identificação por fotos e vídeos deverá durar meses, segundo gabinete de procurador.

Por G1

Até a noite desta quinta-feira (7), 55 pessoas já tinham sido indiciadas pelo gabinete do procurador dos EUA em exercício em Washington, Mike Sherwin, por diversas acusações relacionadas à invasão do Capitólio na tarde de quarta.

Oito suspeitos enfrentam acusações por posse de armas, incluindo um que tinha um rifle semiautomático de estilo militar e onze coquetéis molotov, segundo a rede NBC. Os demais acusados irão responder por crimes como entrada ilegal, agressão e roubo.

De acordo com o procurador, centenas de pessoas estão envolvidas na identificação de mais suspeitos através da análise de imagens feitas durante a invasão e comparações com fotos e vídeos de mídias sociais. O Departamento de Justiça diz que o trabalho irá coninuar por meses.

Além disso, estão sendo feitas buscas por material roubado durante a invasão, incluindo equipamentos eletrônicos e documentos de gabinetes de deputados e assessores.

Também nesta quinta-feira o FBI e a polícia de Washington DC estão pedindo ajuda para identificar pessoas que participaram dos atos. Fotos foram divulgadas pela polícia em um post no Twitter, e pelo FBI em um site. Em ambos os links são feitos pedidos para que quem possa identificar aquelas pessoas entre em contato e denuncie.

Corte federal

Na tarde desta quinta-feira, dois homens se tornaram os primeiros acusados a comparecer a uma corte federal em Washington para responder a acusações por suas participações nos eventos da quarta-feira.

Christopher Alberts, de Maryland, foi acusado de carregar ou ter acesso a armas de fogo ou munição dentro do Capitólio. Ele foi abordado por um policial que notou um volume em sua cintura e tentou fugir.

Ao ser revistado, usava um colete a prova de balas e tinha uma pistola Taurus G2C 9mm e 25 cartuchos de bala. Em sua mochila havia uma máscara antigás, um canivete e um kit de primeiros socorros. Alberts alegou que a arma era para sua proteção e que não pretendia ferir ninguém.

Já Mark Jefferson Leffingwell, de 51 anos, recebeu três acusações. Durante a confusão, quando manifestantes tentavam entrar no prédio, ele empurrou um membro da Polícia do Capitólio e depois deu “socou repetidamente” a cara do mesmo agente, Daniel Amendola. Ele depois teria pedido desculpas.

Segundo seu advogado, Leffungwell é um militar veterano que sofre com problemas de perda de memória.

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FBI e polícia procuram invasores do Capitólio e procurador-geral anuncia primeiras acusações

Polícia Metropolitana prendeu 68 pessoas na noite de quarta-feira, maioria por violar o toque de recolher, Polícia do Capitólio deteve 14. ‘Alguns participantes da violência de ontem serão acusados hoje e continuaremos a avaliar metodicamente as evidências e fazer prisões nos próximos dias e semanas’, disse promotor-geral Jeffrey A. Rosen.

Por G1

FBI divulga fotos de pessoas que participaram de invasão ao Capitólio e pede ajuda para identificá-las — Foto: Reprodução/FBI

FBI divulga fotos de pessoas que participaram de invasão ao Capitólio e pede ajuda para identificá-las — Foto: Reprodução/FBI

FBI e a polícia de Washington DC estão pedindo ajuda para identificar pessoas que participaram da invasão ao Capitólio na tarde de quarta-feira (6), durante a sessão que iria certificar Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos. Os invasores provocaram a interrupção da sessão, que só foi retomada horas mais tarde e concluída durante a madrugada.

Fotos foram divulgadas pela polícia em um post no Twitter, e pelo FBI em um site. Em ambos os links são feitos pedidos para que quem possa identificar aquelas pessoas entre em contato e denuncie.

Nesta quinta-feira (7), o promotor-geral Jeffrey A. Rosen anunciou que o Departamento de Justiça está comprometido em responsabilizar ainda hoje os culpados pelo “ataque ao governo”, e acrescentou que alguns serão indiciados também pela invasão ao Capitólio.

“Nossos promotores criminais trabalharam durante toda a noite com agentes especiais e investigadores da Polícia do Capitólio dos EUA, FBI, ATF, Departamento de Polícia Metropolitana e o público para reunir as evidências, identificar os perpetradores e os acusar de crimes federais quando justificado. Alguns participantes da violência de ontem serão acusados hoje e continuaremos a avaliar metodicamente as evidências, acusar por crimes e fazer prisões nos próximos dias e semanas para garantir que os responsáveis sejam responsabilizados perante a lei”, diz um trecho de comunicado assinado por Rosen.

Prisões

A Polícia Metropolitana de Washington DC informou que realizou 68 prisões na noite de quarta-feira, a maioria delas por violação ao toque de recolher imposto no Distrito de Columbia e invasões. Houve ainda cinco detenções por posse de armas de fogo e duas por posse de outros tipos de armas.

Já a Polícia do Capitólio, que foi extremamente criticada pela forma como lidou com os invasores, informou ter detido 13 pessoas que entraram no prédio, além do dono de um veículo suspeito.

Segundo o chefe Steven A. Sund, os policiais do Capitólio foram atacados “com canos de metal e outras armas”, por pessoas que “estavam determinadas a causar grandes danos”. Sund disse ainda que mais de 50 membros da corporação ficaram feridos, e vários foram hospitalizados com ferimentos graves.

“O violento ataque ao Capitólio dos EUA foi diferente de qualquer um que já experimentei em meus 30 anos de aplicação da lei aqui em Washington, D.C.”, afirmou o chefe da Polícia do Capitólio.

Ele informou ainda que o policial responsável pelo tiro que matou a apoiadora de Donald Trump Ashli Babbit foi colocado em licença administrativa e sua autoridade foi suspensa, enquanto o caso está sob investigação.

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Republicanos e ex-presidentes condenam Trump após invasão de apoiadores ao Capitólio

Congresso americano foi atacado quando se reunia para certificar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial, última etapa formal antes de o democrata tomar posse como 46º presidente dos EUA.

Por G1

Dezenas de republicanos, todos os ex-presidentes dos Estados Unidos ainda vivos e ex-membros do governo Trump condenaram o atual presidente após a invasão do Capitólio na quarta-feira (6).

Apoiadores de Trump invadiram a sede do Congresso americano após discurso do republicano em um ato em seu apoio, enquanto senadores e congressistas faziam a recontagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral para confirmar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial de novembro.

Veja quem já se pronunciou contra o presidente americano:

Ex-presidentes dos EUA:

  • Barack Obama: “A história se lembrará corretamente da violência de hoje no Capitólio, incitada por um presidente em exercício que continuou a mentir sem base sobre o resultado de uma eleição legal, em um momento de grande desonra e vergonha para nossa nação”.
  • George W. Bush: “É assim que os resultados das eleições são disputados em uma república de bananas – não em nossa república democrática”, afirmou o penúltimo presidente republicano. “Estou chocado com o comportamento imprudente de alguns líderes políticos desde a eleição”.

Políticos do Partido Republicano:

  • Mitt Romney, senador do Utah e candidato republicano à Presidência em 2012: citou o “orgulho ferido de um homem egoísta e à indignação de seus partidários a quem ele deliberadamente desinformou” e afirmou que a “jogada perigosa ao se opor aos resultados de uma eleição legítima e democrática serão para sempre vistos como cúmplices de um ataque sem precedentes contra nossa democracia”.
  • Tom Cotton, senador do Arkansas: “Já passou da hora de o presidente aceitar os resultados da eleição, parar de enganar o povo americano e repudiar a violência da multidão”, afirmou o aliado de longa data de Trump.
  • Ben Sasse, senador de Nebraska: “Mentiras têm consequências. Essa violência foi o resultado inevitável e desagradável do vício do presidente em alimentar a divisão constante. Não é assim que transferimos o poder pacificamente”.
  • Richard Burr, senador da Carolina do Norte: “O presidente é responsável pelos eventos de hoje, promovendo as teorias da conspiração infundadas que levaram a este ponto”.
  • Kevin Cramer, senador de Dakota do Norte: “Ele estava jogando combustível em uma faísca. Acho que o presidente tem alguma responsabilidade”.
  • Roy Blunt, senador do Missouri: “É um dia trágico e ele [Trump] fez parte dele”.
  • Liz Cheney, congressista de Wyoming: “Não há dúvida de que o presidente formou a multidão, o presidente incitou a multidão, o presidente se dirigiu à multidão – ele acendeu a chama”.
  • Adam Kinzinger, congressista de Illinois: “Todas as indicações são de que o presidente se desvencilhou não apenas de seu dever ou mesmo de seu juramento, mas da própria realidade”.
  • Brian Fitzpatrick, republicano da Pensilvânia e ex-agente do FBI: “o presidente dos Estados Unidos tem mentido para seus apoiadores com informações falsas e expectativas falsas. Ele acendeu a chama do incitamento e é o responsável por isso”.

Ex-membros do governo Trump:

  • Jim Mattis, ex-secretário de Defesa: “O violento ataque de hoje ao nosso Capitólio, um esforço para subjugar a democracia americana pelo governo da máfia, foi fomentado pelo Sr. Trump. Seu uso da Presidência para destruir a confiança em nossa eleição e envenenar nosso respeito pelos companheiros cidadãos foi capacitada por pseudo-líderes políticos cujos nomes viverão na infâmia como perfis na covardia”.
  • Anthony Scaramucci, ex-diretor de comunicação da Casa Branca: “Não seja cúmplice do criminoso traidor Donald Trump”.

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Congresso dos EUA ratifica vitória de Biden na eleição presidencial

Sessão foi retomada após horas de interrupção causada por extremistas apoiadores de Donald Trump que invadiram o Capitólio.

Por G1

O Congresso americano confirmou na madrugada desta quinta-feira (7) a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. O presidente eleito tomará posse em 20 de janeiro.

Após horas de interrupção da sessão devido à invasão ao Capitólio por extremistas apoiadores de Donald Trump, o vice-presidente Mike Pence ratificou a contagem dos votos no Colégio Eleitoral às 5h44 (horário de Brasília).

“O anúncio do estado da votação pelo presidente do Senado será considerado uma declaração suficiente para as pessoas eleitas presidente e vice-presidente dos Estados Unidos para o mandato que começa no dia 20 de janeiro de 2021 e será inscrito junto à lista de votos nos jornais do Senado e da Câmara dos Representantes”, afirmou Pence antes de encerrar a sessão.

Ao retomar a sessão, Pence — que também saiu derrotado na tentativa de se reeleger vice na chapa de Trump — criticou a invasão do Capitólio e celebrou a volta da sessão:

“Para aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje: vocês não ganharam”, afirmou Pence em seu discurso na reabertura. “A violência nunca vence. A liberdade vence. Ao nos reunirmos novamente nesta câmara, o mundo testemunhará novamente a resiliência e a força de nossa democracia. E esta ainda é a casa do povo. Vamos voltar ao trabalho”.

Em condições normais, a sessão seria um procedimento meramente formal. Mas Trump pressionava Pence, que presidiu a sessão porque nos EUA o vice-presidente também ocupa o cargo de presidente do Senado, a não aceitar a certificação de Biden.

Depois da formalização, Trump afirmou que “haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”. “Embora isso represente o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo de nossa luta para tornar a América grande de novo”, afirmou o presidente americano ao reconhecer a derrota para Biden.

Outros parlamentares, incluindo apoiadores de longa data de Trump como o senador republicano Mitch McConnell, lamentou a invasão e a violência. Quatro pessoas morreram durante os confrontos dentro do Capitólio, 52 foram presas e 14 policiais ficaram feridos, segundo a polícia.

“O Senado dos Estados Unidos não se intimidará. Não seremos mantidos fora desta câmara por bandidos, turbas ou ameaças”, afirmou o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

O primeiro democrata a falar, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, acusou diretamente o presidente Donald Trump de incentivar o comportamento dos invasores, a quem chamou de “valentões e bandidos”.

“Não se enganem, meus amigos, os eventos de hoje não aconteceram espontaneamente”, disse Schumer. “Este presidente carrega grande parte da culpa. Essa turba era em boa parte obra do presidente Trump… sua responsabilidade, sua vergonha eterna. Os eventos de hoje, certamente, certamente não teriam acontecido sem ele”.

“Agora, o dia 6 de janeiro será um dos dias mais sombrios da história recente dos Estados Unidos, um aviso final à nossa nação sobre as consequências de um presidente demagógico”, acrescentou.

Parlamentares e jornalistas que estavam no Capitólio relataram tiros dentro do prédio. Uma mulher foi baleada e acabou morrendo algum tempo depois.

Militares da Guarda Nacional foram acionados para reforçar a segurança do Capitólio. De acordo com o Pentágono, serão cerca de 1,1 mil soldados enviados a Washington. De acordo com a imprensa americana, 13 pessoas foram presas.

Momentos antes da invasão, Trump disse que marcharia junto com os apoiadores ao Congresso. “Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas”, disse no discurso em que rejeitou, mais uma vez, reconhecer o resultado da eleição. Ele, porém, não foi visto na marcha (veja mais adiante na reportagem).

Extremistas a favor de Trump cercam congresso americano — Foto: Reprodução/GloboNews

Extremistas a favor de Trump cercam congresso americano — Foto: Reprodução/GloboNews

O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, pediu que os invasores deixassem o Capitólio “imediatamente” e disse que os envolvidos sofrerão consequências legais.

“Protestos pacíficos estão no direito de todo americano, mas este ataque ao nosso Capitólio não vai ser tolerado”, afirmou.

Só depois, Trump pediu que os extremistas deixassem o capitólio, em mensagem publicada nas redes sociais.

Vocês têm que ir para casa. Precisamos ter paz, precisamos ter lei e ordem e precisamos respeitar nosso grande pessoal de lei e ordem. Não queremos ninguém ferido”, afirmou.

Após, mais uma vez, o republicano publicar declarações infundadas de que as eleições foram alvo de fraude, o Twitter removeu as postagens e anunciou o bloqueio da conta de Trump por 12 horas.

Apoiadores de Trump cercam congresso americano

Extremista a favor de Trump invade Congresso dos EUA — Foto: Reprodução/GloboNews

Extremista a favor de Trump invade Congresso dos EUA — Foto: Reprodução/GloboNews

Veja abaixo um RESUMO da invasão do Congresso dos EUA

  • Apoiadores de Trump invadiram o Capitólio para interromper a sessão de contagem de votos do Colégio Eleitoral
  • Invasão aconteceu durante debate sobre objeção aos resultados do Arizona, onde Biden venceu
  • Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio
  • O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio
  • Houve vandalismo, uma porta de vidro foi quebrada e gás lacrimogêneo foi disparado pela polícia do Capitólio; 14 policiais ficaram foram feridos
  • Em redes sociais, Donald Trump pediu protestos pacíficos e confiança nas forças policiais
  • A prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h, por um período de 12 horas

A invasão

A invasão ocorreu enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Joe Biden na eleição de novembro. Momentos antes, Trump discursou em Washington e afirmou que não aceitaria o resultado eleitoral.

Segundo a imprensa americana, por segurança, senadores e deputados foram colocados em locais seguros dentro do prédio do Capitólio. A emissora NBC diz que o vice-presidente Mike Pence — responsável por presidir a sessão conjunta do Congresso para a contagem dos votos — foi retirado do edifício.

Facções pró-Trump invadem o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 — Foto: Reprodução/GloboNews

Facções pró-Trump invadem o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 — Foto: Reprodução/GloboNews

Em mensagem nas redes sociais, Trump pediu que os apoiadores protestassem “pacificamente” e que confiassem nas forças de segurança americanas. Entretanto, momentos antes, houve vandalismo e confrontos durante a tentativa de invasão, quando os extremistas pró-Trump conseguiram ultrapassar as barreiras de segurança e entrar no Capitólio.

Por causa dos confrontos, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h (locais, 20h de Brasília). A medida ficará em vigor por 12 horas. A prefeitura também fechou os centros de testagem para a Covid-19 até amanhã.

“Vocês viram imagens de comportamento fora da lei dentro do Congresso dos EUA. Eu peço calma, mas peço que todos fiquem em casa”, disse. “Esse comportamento não mais será tolerado; haverá lei e haverá ordem”, prometeu a prefeita.

O governador de Virginia, Ralph Northam, declarou estado de emergência e também estabeleceu um toque de recolher a partir das 18 horas nas regiões de Arlington e Alexandria, que ficam nas proximidades de Washington DC.

Líderes republicanos rejeitam pressão de Trump

Dois aliados do presidente Donald Trump, o vice-presidente Mike Pence e o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, rejeitaram nesta quarta-feira (6) mudar o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos vencidas pelo democrata Joe Biden.

Após políticos trumpistas apresentarem uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden em novembro —, o senador McConnell fez duro discurso aos colegas de partido.

“Nós [parlamentares] não podemos simplesmente nos declarar um júri eleitoral com esteroides. Os eleitores, os tribunais e os estados todos falaram. Todos falaram. Se passarmos por cima, vamos danificar nossa República para sempre”, afirmou McConnell, que foi um dos principais escudeiros do governo Trump no Congresso.

“A eleição não foi nem apertada, na verdade”, completou o líder republicano. Pelo Colégio Eleitoral, Biden venceu Trump por 306 votos a 232.

Além disso, Pence afirmou que não tem poder para fazer isso e admitiu que tem papel apenas “cerimonial” na sessão.

“Meu juramento em defender e apoiar a Constituição me impede de proclamar uma autoridade unilateral para determinar quais votos devem ser contados e quais não devem ser”, admitiu Pence.

Entretanto, num aceno à base trumpista, o vice-presidente disse que houve “significantes alegações de irregularidades” e que elas seriam analisadas pelos congressistas. Pence afirmou que acataria a decisão dos parlamentares em votar as objeções, dentro do papel que ele mesmo chamou de “cerimonial”.

Após a declaração, Trump criticou o vice-presidente. “Mike Pence não teve coragem de fazer o que era necessário para proteger nosso país e nossa constituição, dando aos estados uma chance de certificar um conjunto corrigido dos fatos, não os fraudulentos e imprecisos que foram certificados anteriormente”, escreveu.

INFOGRÁFICO - Invasão do Capitólio em Washington, nos EUA — Foto: Wagner Magalhães/G1

INFOGRÁFICO – Invasão do Capitólio em Washington, nos EUA — Foto: Wagner Magalhães/G1

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