Argentinos, em quarentena imposta por decreto, foram às janelas para agradecer aos médicos

Entenda as regras de isolamento que o país vizinho impôs aos moradores: as pessoas devem ficar em casa e haverá controles em vias públicas, e quem desobedecer pode ser sentenciado a até dois anos de prisão.

Por G1

Os moradores de Buenos Aires foram às janelas de suas casas para aplaudir os médicos e profissionais de saúde da Argentina que combatem o novo coronavírus na noite da quinta-feira (19).

A convocação aconteceu por meio de redes sociais, e foi uma réplica de eventos semelhantes que aconteceram na Itália e na Espanha.

O governo do presidente Alberto Fernández impôs um isolamento obrigatório, que vai durar até o dia 31 de março. A ordem é manter um isolamento social, preventivo e obrigatório.

As pessoas estão obrigadas a permanecer em suas residências. Elas não podem ir ao local de trabalho e não podem transitar em vias e espaços públicos.

Nas ruas haverá controles permanentes em pontos estratégicos.

Pena de até dois anos de prisão

Pelo código penal do país, há dois artigos que podem ser usados para punir as pessoas que violarem os termos do decreto.

Um deles é de desacato a autoridades. A pena é de 15 dias a um ano de prisão.

Há, no entanto, um outro artigo, que é específico para quem desacatar as medidas impostos para impedir a propagação de uma epidemia no país: a pena de prisão varia de seis meses a dois anos, segundo o código penal do país.

Eventos proibidos e as exceções

Estão proibidos todos os eventos esportivos, religiosos ou de qualquer natureza que precisam de aglomeração de pessoas. O comércio varejista e atacadista está proibido de abrir as portas –exceto os mercados de comida.

Há exceções. Profissionais de saúde, forças de segurança, forças armadas, autoridades das diferentes esferas de governo podem circular. Diplomatas e pessoas de corpos consulares estrangeiros também.

Quem precisar dar assistência a familiares ou tiver que se locomover por uma força maior também estão liberados.

Enterros e velórios não podem ter aglomerações.

A indústria da alimentação está isenta das novas regras. Além dela, também as de telecomunicações e a imprensa.

O transporte público, de mercadorias, de óleo, de distribuição de alimentos, de medicamentos, de produtos de higiene e limpeza também são exceções.

O governo determinou que os assalariados deverão receber seus salários na íntegra durante o período de isolamento social preventivo obrigatório.

Os aposentados vão receber um bônus, e foram estabelecidos tetos de preços para uma série de produtos alimentícios e de higiene.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Austrália fecha áreas indígenas para impedir chegada do coronavírus

A Austrália registrou até o momento 785 casos confirmados de coronavírus, a grande maioria em áreas urbanas. Em Sidney, foram registradas cinco mortes em decorrência do vírus.

Por France Presse

Austrália decidiu na sexta-feira (20) fechar os acessos a comunidades aborígenes remotas com o objetivo de evitar que o Covid-19 atinja populações vulneráveis, que poderiam ser devastadas rapidamente.

O primeiro-ministro Scott Morrison afirmou que estava “adotando medidas para restringir as viagens a comunidades indígenas remotas para evitar a propagação do coronavírus”.

“Os estados e territórios indicarão áreas prescritas em consulta com as comunidades indígenas –isso restringirá a entrada ou saída de pessoas, com exceção dos serviços de emergência”, disse Morrison.

Especialistas em saúde advertiram que as elevadas taxas de doenças crônicas, as residências superpovoadas e o acesso insuficiente às instalações médicas em comunidades aborígenes remotas poderiam tornar o impacto do vírus ainda mais drástico.

A Austrália registrou até o momento 785 casos confirmados de coronavírus, a grande maioria em áreas urbanas. Em Sidney, foram registradas cinco mortes em decorrência do vírus.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Principal negociador europeu do Brexit está infectado com o coronavírus

Michel Barnier afirmou em uma rede social que está com a doença; prazos para a negociação do acordo comercial entre o Reino Unido e a Europa podem ser extendidos por causa da pandemia.

Por Associated Press

Michel Barnier, o principal negociador da União Europeia com o Reino Unido após o Brexit, disse nesta quinta-feira (19) que está infectado com o coronavírus.

Ele afirmou em uma rede social que está bem. “Estou seguindo todas as instruções, assim como a minha equipe”, afirmou ele.

Mesmo antes de seu anúncio, a segunda rodada de negociações do Brexit que deveria acontecer em Londres nesta semana tinha sido cancelada por causa da pandemia.

As equipes de negociação dos dois lados disse que eles buscam formas alternativas de continuar a negociar, incluindo por videoconferência.

Londres é o epicentro da epidemia de Covid-19 no Reino Unido.

Apesar de o Reino Unido ter deixado as instituições políticas da União Europeia no dia 31 de janeiro, ele permanece com as mesmas tarifas até o fim deste ano.

O primeiro-ministro Boris Johnson disse que ele quer um acordo compreensivo ainda neste ano.

O líder conservador disse que não busca uma extensão do período de transição, insistindo que 11 meses é mais do que suficiente para garantir um acordo compreensivo com a União Europeia para bens e serviços.

Pelos termos da saída do Reino Unido da União Europeia, o país pode pedir uma única extensão da transição por até dois anos.

No entanto, a epidemia do coronavírus levantou questões a respeito da possibilidade de fazer o acordo comercial dentro do prazo, dadas as restrições à viagens.

A oposição disse que o governo deveria pedir uma extensão de prazo.

As negociações começaram neste mês em Bruxelas, e devem ser alternadas –parte na sede da Europa Continental, parte em Londres.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Confinamento e quarentena deverão ser prorrogados na França e na Itália

Franceses que continuam saindo às ruas são imbecis e uma ameaça para si mesmos, declarou o ministro do Interior da França, Christophe Castaner.

Por G1

Autoridades de saúde da França afirmaram nesta quinta-feira (19) que será necessário prolongar o confinamento no país além dos 15 dias previstos inicialmente.

Na Itália, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, afirmou que o país deve estender a quarentena imposta a todos os seus cidadãos para além de 3 de abril, data prevista até o momento (veja abaixo).

O avanço da epidemia “depende da adoção das medidas de barreira e contenção decretadas”, afirmou a diretora geral da Agência de Saúde Pública da França, Geneviève Chêne, à rádio FranceInfo.

Ela disse acreditar que a pandemia registrará um “importante” recesso “dentro de duas ou quatro semanas”.

Apesar da instauração de medidas de confinamento desde terça-feira (17) ao meio-dia em todo país, que restringem a circulação das pessoas, alguns franceses continuam saindo às ruas.

“Alguns consideram que são pequenos heróis quando violam as regras. Mas não, são imbecis e sobretudo uma ameaça para si mesmos”, declarou nesta quinta-feira o ministro do Interior da França, Christophe Castaner.

De acordo com as medidas impostas pelas autoridades francesas, os cidadãos podem sair apenas para trabalhar (quando não têm condições de trabalhar à distância), ir ao médico, fazer compras ou praticar exercícios, mas neste último caso apenas sozinhos e perto de casa.

A França registra 9.134 contágios e 89 mortos pela COVID-19, segundo o balanço oficial de quarta-feira (19).

Quarentena na Itália

Giuseppe Conte, o primeiro-ministro da Itália, disse ao jornal “Corriere della Sera” que vai estender a quarentena. É inevitável que medidas como a proibição de reuniões e o fechamento de escolas tenham que ser mantidas por mais tempo, afirmou.

De acordo com ele, o país evitou o colapso do sistema e as medidas restritivas estão funcionando. “É óbvio que quando atingirmos um pico e o contágio começar a diminuir, pelo menos em porcentagem, espera-se que em poucos dias, não seremos capazes de voltar imediatamente à vida de antes. De momento não é razoável dizer mais, mas é claro que as medidas que tomamos, tanto a que fechou grande parte das atividades empresariais e individuais no país, como a que diz respeito à escola, terão de ser prorrogadas”, disse o premiê, segundo a RFI.

Nas próximas duas semanas deve ser apresentado um pacote de estímulo econômico.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

China não tem transmissão local, mas registra 34 casos ‘importados’

É o primeiro dia sem casos locais de contaminação; país registrou 34 casos de pessoas que vieram do exterior.

Por France Presse

A China anunciou nesta quinta-feira (19) que nas últimas 24 horas não registrou qualquer novo caso de Covid-19, mas verificou 34 casos de infectados que vieram do exterior. Trata-se da primeira jornada sem casos locais de contaminação desde que as autoridades locais definiram, em janeiro, os critérios de contagem.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, estes 34 casos “importados” constituem o maior aumento diário em duas semanas.

A Comissão também informou oito óbitos nas últimas 24 horas de pacientes do coronavírus, o que elevou o total de vítimas fatais na China continental a 3.245.

Os números revelam que a epidemia parece estar sob controle na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei e onde a Covid-19 foi inicialmente identificada, em dezembro de 2019.

O boletim revela ainda que apenas 7.263 pacientes permanecem internados na China devido ao Covid-19, que infectou mais de 81 mil pessoas no país.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Embaixada da China repudia post de Eduardo Bolsonaro que culpa China pelo coronavírus

‘Suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Aconselhamos que não corra para ser o porta-voz dos EUA no Brasil’, escreveu Embaixada em rede social.

Por G1

A Embaixada da China no Brasil publicou uma série de mensagens nas redes sociais nesta quarta-feira (18) em repúdio a comentários feitos pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que culpou o país asiático pela pandemia donovo coronavírus.

Na mensagem, o perfil oficial da Embaixada chinesa fez uma alusão às declarações do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, e à viagem da comitiva liderada pelo presidente Jair Bolsonaro à Flórida.

O norte-americano — que vem chamando o novo coronavírus de “vírus chinês” — tem adotado postura crítica ao presidente da China, Xi Jinping, após uma troca de acusações sobre quem teria iniciado a pandemia.

“As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental que está infectando a amizade entre os nossos povos”, escreveu a Embaixada chinesa.

“Lamentavelmente você é uma pessoa sem visão internacional, nem senso comum, sem conhecer a China, nem o mundo. Aconselhamos que não corra para ser o porta-voz dos EUA no Brasil, sob a pena de tropeçar feio”, acrescentou a representação diplomática, que marcou na publicação o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Também em uma rede social, Eduardo Bolsonaro tinha publicado uma mensagem na qual dizia que “Quem assistiu (à série) Chernobyl vai entender o q ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. +1 vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas q salvaria inúmeras vidas. A culpa é da China e liberdade seria a solução”.

Embaixador: ‘vão ferir relação amistosa’

A Embaixada também replicou uma série de mensagens atribuídas ao embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, contra as palavras de Eduardo Bolsonaro. O diplomata afirmou que exigiu que o deputado “retire imediatamente” as palavras e “peça desculpas ao povo chinês”.

“As suas palavras são um insulto maléfico contra a China e o povo chinês. Tal atitude flagrante anti-China não condiz com o seu estatuto como deputado federal, nem a sua qualidade como uma figura pública especial”, escreveu.

“Além disso, vão ferir a relação amistosa China-Brasil. Precisa assumir todas as suas consequências”, completou o embaixador.

A venda de produtos brasileiros para a China, Hong Kong e Macau somaram US$ 4,724 bilhões em fevereiro, alta de 20,9% na comparação com o mesmo mês de 2019, informou o Ministério da Economia em 2 de março.

Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu desculpas à China na madrugada desta quinta-feira (19) pela afirmação do deputado Eduardo Bolsonaro, que responsabilizou o país pela disseminação do coronavírus pelo mundo.

“Em nome da Câmara dos Deputados, peço desculpas à China e ao embaixador @WanmingYang pelas palavras irrefletidas do Deputado Eduardo Bolsonaro”, escreveu Maia em uma rede social.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Unesco: metade dos estudantes do mundo sem aulas por conta da Covid-19

O número de estudantes sem aulas por epidemia de coronavírus dobrou em quatro dias e deve continuar aumentando, segundo a organização para educação da ONU.

Por France Presse

Metade dos estudantes do mundo, ou seja, mais de 850 milhões de crianças e adolescentes, estão sem aulas devido à pandemia de coronavírus, anunciou nesta quarta-feira (18) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Com o fechamento total de escolas e universidades em 102 países e o fechamento parcial em outros 11 em consequência da pandemia da Covid-19, o número de estudantes sem aulas dobrou em quatro dias e deve continuar aumentando, destacou a organização em um comunicado.

“Isto impõe aos países desafios imensos para poder proporcionar um aprendizado ininterrupto a todas as crianças e jovens de maneira equitativa”, afirmou a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

Como resposta imediata ao fechamento das escolas, a Unesco criou um grupo de trabalho para proporcionar assessoria e assistência técnica aos governos, anunciou a instituição, que tem sede em Paris.

A organização também destacou que está organizando reuniões virtuais periódicas com os ministros da Educação de todo o mundo para compartilhar experiências e avaliar as necessidades prioritárias.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Presidente do conselho do Santander de Portugal morre por coronavírus

Executivo de 74 anos se tornou a segunda vítima da doença em Portugal, segundo a imprensa do país.

Por G1

O presidente do conselho administrativo da unidade portuguesa do Santander, António Vieira Monteiro, morreu de coronavírus nesta quarta-feira (18), se tornando a segunda vítima da doença em Portugal, informou a imprensa do país.

Segundo o Jornal de Notícias, o executivo de 74 anos estava há alguns dias internado nos cuidados intensivos no hospital de São José, em Lisboa.

Segundo a agência Reuters, um porta-voz do Santander confirmou que Vieira Monteiro havia morrido, mas não quis dizer se era em decorrência de coronavírus.

Monteiro assumiu a presidência do conselho do Santander Totta em 2019, após sete anos como presidente-executivo.

O Jornal Económico disse que Vieira Monteiro foi colocado em quarentena no início deste mês após uma viagem à Itália, e estava em tratamento intensivo em um hospital de Lisboa desde a semana passada.

Portugal registrou 448 casos confirmados de coronavírus, muito abaixo dos 11.178 da vizinha Espanha.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Primeiro-ministro espanhol adverte que o ‘mais duro está por vir’

A Espanha, segundo país mais atingido da Europa, tem 13.716 infectados e 558 mortos, anunciou o ministério da Saúde.

Por France Presse

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, advertiu nesta quarta-feira (18) que “o mais duro ainda está por vir”, quando aumentar o número de pessoas nos hospitais pelo coronavírus, em um Congresso praticamente vazio para evitar contágios do vírus.

“O mais duro ainda está por vir, quando nosso sistema sanitário receber o impacto do maior número de pessoas infectadas, com os dias de isolamento prolongados, quando se manifestarem as consequências econômicas da pandemia do novo coronavírus”, afirmou o socialista Sánchez.

“Estou pedindo sacrifício, mas também união. Nada é caprichoso, e sim o que devemos fazer para salvar muitas vidas, para salvar muitas empresas, para salvar nossa economia”, completou Sánchez, em uma Espanha em confinamento quase total desde sábado.

No Congresso estavam presentes apenas 20 deputados, alguns deles de máscara e luvas, sentados com várias cadeiras de distância uns dos outros. Uma pessoa limpava a área dos discursos antes de cada orador.

A Espanha registrou 2.538 novos casos e 67 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que eleva o balanço total a 13.716 infectados e 558 mortos, anunciou o ministério da Saúde.

A Itália é a nação mais atingida na Europa –tem 31.500 casos.

Segundo país mais afetado na Europa e quarto a nível mundial, a Espanha tem 754 pessoas infectadas em unidades de terapia intensiva de diversos hospitais, afirmou o diretor de emergências do ministério, Fernando Simón.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Brasileiros em navio rejeitado por 4 países temem não conseguir voltar para casa

Embarcação Norwegian Jewel seguirá viagem para o Havaí após países recusarem o desembarque de passageiros por receio do novo coronavírus. Porém, brasileiros temem dificuldades com visto para os EUA e passagens aéreas de volta ao Brasil.

Por Lucas Vidigal, G1

Brasileiros a bordo do navio Norwegian Jewel ainda aguardam uma definição sobre como conseguirão voltar para casa. Após partir da Austrália no fim de fevereiro, a embarcação foi recusada em quatro países no Pacífico Sul por causa das medidas de contenção à pandemia do novo coronavírus (veja mais abaixo o percurso do cruzeiro).

A empresa responsável pelo cruzeiro definiu que a viagem seguirá para o Havaí, arquipélago pertencente aos Estados Unidos — o problema é que nem todos têm visto norte-americano, o que dificultaria a volta ao Brasil.

Ao G1, a passageira cearense Marta Soares assegurou que todos no Norwegian Jewel estão bem. “Não tem ninguém doente, e a companhia está dando o mesmo tratamento do cruzeiro: temos refeições, lazer e shows. Tudo o que um cruzeiro normal oferece”, disse.

“O nosso problema é conseguir desembarcar e como voltar para casa — uma vez que todo nosso [trajeto] aéreo foi perdido e são vários os problemas de entrada em países e aeroportos”, acrescentou.

Brasileiros que estão no navio Norwegian Jewel aguardam solução de retorno ao Brasil após embarcação ser rejeitada em quatro países da Oceania — Foto: Reprodução/Whatsapp

Brasileiros que estão no navio Norwegian Jewel aguardam solução de retorno ao Brasil após embarcação ser rejeitada em quatro países da Oceania — Foto: Reprodução/Whatsapp

O caso de Marta é peculiar: ela tem o visto norte-americano, mas o documento está em outro passaporte que ela não levou para a viagem.

As autoridades dos EUA permitem que dois passaportes sejam mostrados na entrada no país: o mais recente, válido, e outro antigo com o visto no prazo de validade, caso ele tenha sido emitido antes da obtenção da nova documentação brasileira.

“Meu passaporte estava vencendo para esta viagem e renovei. Deram outro passaporte, e, como não ia para os Estados Unidos, não fui acertar. E meu marido é um dos que está com o visto norte-americano vencido”, preocupa-se a brasileira.

Além disso, nenhum passageiro havia comprado passagens aéreas para o cruzeiro por Honolulu. Afinal, o Havaí nunca fez parte do itinerário inicialmente previsto para o Norwegian Jewel.

O médico brasileiro Nelson Mesquita, que está no navio, estima que haja 50 brasileiros na embarcação. A empresa responsável não confirmou o número exato. V

“Estamos solicitando ajuda do governo brasileiro para que nos resgate assim que chegarmos a Honolulu, porque achamos que essa é a melhor forma de encaminhar a solução para o problema que estamos vivendo”, pediu o médico.

G1 entrou em contato com o Ministério de Relações Exteriores para saber se há previsão de alguma medida para resgatar os brasileiros que chegarão ao Havaí. Até a última atualização desta reportagem, o Itamaraty não havia respondido ao pedido de informação.

Entenda o percurso

A viagem começou em 28 de fevereiro, em Sydney e terminaria nesta sexta-feira em Papeete, no Taiti — território que pertence à França. Por causa do novo coronavírus, a empresa Norwegian Cruise Line (NCL), responsável pelo cruzeiro, interrompeu o percurso e solicitou o desembarque em Auckland, na Nova Zelândia.

Entretanto, a entrada do navio foi recusada tanto pelas autoridades francesas quanto pelas neozelandesas. A embarcação também não pode retornar à Austrália e foi impedida de chegar a Fiji, um arquipélago da Oceania. Todos os países adotaram restrições devido à pandemia de Covid-19.

A NCL, então, definiu que o navio deveria passar em Pago Pago, na Samoa Americana, apenas para reabastecimento nesta terça-feira (17). De lá, o navio segue viagem para Honolulu, no Havaí. Veja o MAPA abaixo.

Trajeto do navio de cruzeiro Norwegian Jewel — Foto: G1 Mundo

Trajeto do navio de cruzeiro Norwegian Jewel — Foto: G1 Mundo

O médico Nelson Mesquita, do Rio de Janeiro, conta que o navio navegou “sem rumo pelo Pacífico Sul”. “Não tivemos por parte do capitão nenhuma evidência de uma solução imediata para isso”, relatou.

“Compreendemos a dificuldade que ele tem, mas isso nos causou grande angústia por não sabermos qual nosso destino final”, disse Nelson.

O que diz a empresa?

Em nota, a Norwegian Cruise Line (NCL) disse que vai recolocar os passageiros que reservaram voos pela companhia de cruzeiros em outras viagens. Para aqueles que comparam bilhetes aéreos por fora, a operadora também diz que vai reembolsar “qualquer taxa adicional”.

A NCL também informou que os passageiros do Norwegian Jewel poderão requisitar reembolso e compensação pelas seguintes modalidades:

  • crédito de 150% do valor original pago para o cruzeiro a ser usado em outra viagem até 31 de dezembro de 2022
  • reembolso da viagem, que pode ser solicitado até 23 de março.

Além disso, a empresa assegurou que os passageiros do Norwegian Jewel terão direito a maior acesso à internet dentro do navio “para que possam fazer os trâmites de viagem necessários e se comunicar com amigos e família”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.