Jornalista é assassinada no sudeste do México

Por France Presse

Uma jornalista mexicana, Norma Sarabia, foi assassinada nesta terça-feira (11) à noite no estado de Tabasco, sudeste do país, informou o jornal local “Tabasco HOY”, no qual ela trabalhou por 15 anos.

Norma foi vítima de um ataque na cidade de Huimanguillo, a cerca de 65 km da capital do estado, Villahermosa. As primeiras informações indicam que ela foi atingida por vários tiros disparados por dois homens que estavam em uma motocicleta quando tentava entrar em casa.

A repórter se dedicava à cobertura policial.

Em 2014, ela denunciou judicialmente os comandantes da polícia de Huimanguillo por ameaças depois que publicou informações que os envolviam em supostos casos de sequestro, indicou o jornal Cambio, do estado de Puebla, em fevereiro, segundo a France Presse.

México é um dos países mais violentos para o exercício do jornalismo, com mais de 100 profissionais assassinados desde 2000.

Norma é a sexta jornalista assassinada no país em 2019, segundo levantamento da organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), que apontava a morte de cinco jornalistas até maio. No ranking de liberdade de imprensa da RSF, que lista 180 países, o México aparece em 144.

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Polícia russa prende ao menos 94 em protesto a favor de jornalista

Por G1

A polícia da Rússia prendeu ao menos 94 pessoas nesta quarta (12) em um protesto em Moscou. Entre eles, está um líder da oposição, Alexei Navalny.

Os manifestantes pediam punição aos responsáveis pela armação que levou à prisão do jornalista Ivan Golunov.

O repórter escreve para o portal “Meduza”, um dos mais críticos ao Kremlin.

Ele foi levado à cadeia por denúncias de tráfico de drogas na semana passada. No sábado (8), passou a cumprir prisão domiciliar.

Na terça-feira (11) ele foi libertado.

Ao deixar a prisão, Golunov disse que continuaria a denunciar a corrupção no país. Ele também afirmou esperar que nunca mais uma acusação de tráfico de drogas recaia da mesma forma a uma pessoa.

Ministro do Interior da Rússia ordenou a soltura

O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, anunciou, na terça (11), a retirada de todas as acusações e a suspensão dos policiais envolvidos no caso, porque eles não demonstraram a culpa do acusado. Afirmou ainda que pediria ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, a demissão de dois generais de polícias de alta patente.

“Acredito que os direitos de todos os cidadãos, independentemente de sua profissão, devem ser protegidos”, acrescentou Kolokoltsev.

Os manifestantes resolveram organizar uma passeata mesmo assim, mesmo com o aviso, dado pelas autoridades, de que o protesto seria ilegal.

O caso de Golunov causou comoção entre jornalistas e figuras culturais proeminentes da Rússia e em organizações internacionais. Eles afirmam que a denúncia foi uma armação para punir suas investigações sobre corrupção nas altas esferas políticas.

Jornalistas russos que criticam as autoridades correm risco desde pelo menos a década de 1990, diz a Reuters —às vezes ameaçados, atacados fisicamente e até assassinados por seu trabalho.

A forma com que a armação contra Golunov foi feita, dizem seus apoiadores, desencadeou uma demonstração incomum de união na mídia do país e uma resposta rápida, pouco usual, das autoridades, preocupadas com a agitação social em um momento em que o presidente Vladimir Putin já enfrenta insatisfação da população quanto aos padrões de vida no país.

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Manifestantes bloqueiam avenidas do centro de Hong Kong e votação de lei de extradição é adiada

Por G1

Milhares de manifestantes bloquearam nesta quarta-feira (12) as duas principais avenidas do centro de Hong Kong, em mais um protesto contra a lei que autoriza que pessoas sejam extraditadas para a China continental para serem julgadas.

Os opositores ao texto, que incluem juízes de Hong Kong e advogados vindos da China continental que trabalham na cidade, alegam que não é possível acreditar que o sistema judicial de Pequim atenda a critérios básicos de justiça.

Donos de mais de 100 empresas se mobilizaram nas redes sociais, sob a hashtag que pode ser traduzida como “#greve1206”, para anunciar que suas lojas fechariam portas nesta quarta-feira (12) para permitir que seus funcionários fossem aos protestos — iniciativa que não é comum em Hong Kong.

Além disso, mais de 1,6 mil funcionários de companhias aéreas pediram, em um abaixo-assinado, a seu sindicato que entre em greve. Um sindicato de motoristas de ônibus convidou seus membros a dirigirem lentamente nesta quarta, para mostrar apoio aos manifestantes.

Professores, enfermeiros e assistentes sociais também expressaram disposição em interromper o trabalho.

Apesar dos protestos, a votação do projeto no Parlamento, que deveria ocorrer nesta quarta (12), pode acontecer no dia 20 de junho, anunciou Andrew Leung, presidente do Legislativo, segundo o jornal americano “The New York Times”.

O que diz a lei?

O texto, que começou a ser discutido em fevereiro, traria mudanças que tornariam mais simples as extradições de suspeitos de crimes para a China, incluindo Taiwan e Macau. Segundo o governo de Hong Kong, a aprovação da medida fecharia uma “brecha” que tem permitido que a cidade se torne um refúgio para criminosos da China continental.

Segundo o projeto, o governo de Hong Kong só aprovaria pedidos de extradição depois de audiências judiciais, incluindo possíveis recursos. A norma, entretanto, retira do Conselho Legislativo da cidade a supervisão sobre os acordos de extradição.

Hoje, Hong Kong tem tratados de extradição com 20 países, diz a Reuters.

Além dos protestos internos, há, ainda, a pressão política e diplomática estrangeira sobre questões relacionadas aos direitos humanos. Representantes da União Europeia e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, reuniram-se com a chefe executiva de Hong Kong, Carrie Lam, para protestar contra a lei.

Alguns políticos da oposição dizem que a questão agora representa um ponto de virada para o status de livre da cidade.

Por que o governo quer passar o projeto agora?

As autoridades da cidade justificaram a necessidade de mudanças rápidas com o assassinato, no ano passado, de uma mulher de Hong Kong que passava férias em Taiwan. A polícia afirma que o namorado dela confessou o crime depois de voltar à cidade; ele agora está preso por acusações de lavagem de dinheiro.

As autoridades de Taiwan, entretanto, se opuseram ao projeto de extradição — que, segundo elas, pode deixar cidadãos taiwaneses em Hong Kong expostos. O governo também prometeu se recusar a receber o suspeito de homicídio se o projeto de lei for aprovado.

Hong Kong mantém um sistema legal separado e independente — como parte das liberdades garantidas em 1997, quando a cidade deixou de ser comandando pelos britânicos e voltou ao controle da China. Esse sistema deve durar pelo menos até 2047.

A necessidade de um acordo de extradição com a China continental foi reconhecida por representantes do governo e especialistas antes dessa transferência de poder — quando o modelo de “um país, dois sistemas” começou a valer.

Desde então, entretanto, pouco progresso foi feito com as autoridades chinesas do continente, onde o Partido Comunista ainda controla os tribunais. Além disso, Hong Kong tem sido palco de intensa agitação política na última década, devido à preocupação com a crescente interferência de Pequim em seus assuntos internos.

No final de 2014, o centro de Hong Kong foi bloqueado durante várias semanas pelo “Movimento dos Guarda-chuvas”, uma mobilização para exigir que a eleição do chefe do Executivo acontecesse por sufrágio universal. Pequim não deixou passar.

Quarto dia de protestos

As manifestações contra a lei começaram no domingo (9), quando a ex-colônia britânica foi palco do maior protesto ocorrido desde sua transferência para a China. De acordo com os organizadores, mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir ao governo de Hong Kong que desista do projeto de lei.

A escala do protesto não intimidou, porém, a chefe do Executivo local, Carrie Lam. Ela reiterou que o Conselho Legislativo (LegCo) — o “Parlamento” de Hong Kong — analisaria, como previsto, este texto em segunda e terceira leitura, e a segurança foi reforçada em torno do prédio.

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Mais de 100 prisioneiros políticos são libertados na Nicarágua

Por RFI

Os principais líderes dos protestos contra o governo de Daniel Ortega foram libertados nesta terça-feira (11), em virtude da Lei de Anistia aprovada no último fim de semana. Os oponentes fazem parte de um grupo de centenas de pessoas detidas desde o ano passado por participarem de manifestações antigoverno.

Vídeos postados nas redes sociais mostravam os opositores libertados gritando “Nicarágua” e “justiça”, agitando a bandeira do país. Eles deixaram a prisão em um ônibus da Cruz Vermelha Internacional e se reuniram com familiares.

O economista membro da oposição Juan Sebastián Chamorro informou que, no total, 56 presos foram libertados nesta terça-feira. Outros 50 já haviam deixado a prisão na segunda-feira (10).

“Vamos continuar nosso trabalho”, declarou Lucia Piñeda, diretora do canal “100% Noticias”, que estava presa desde dezembro de 2018. Entre os opositores libertados, estão os líderes Medardo Mairena e Pedro Mena, a comerciante Irlanda Jerez, além dos estudantes Amaya Copens, Edwin Carcache e Byron Estrada e o jornalista Miguel Mora.

Controversa lei de anistia

A libertação ocorre depois que o Parlamento, de maioria pró-governo, aprovou no sábado (8) uma controversa Lei de Anistia que concede perdão “a todas as pessoas que participaram nos eventos que ocorreram em todo o território nacional a partir de abril de 2018 até o presente”.

O governo informou que “em cumprimento ao estabelecido na Lei de Anistia aprovada pela Assembleia Nacional (…) foram libertadas pessoas condenadas por crimes contra a segurança comum e contra a tranquilidade pública, e continua-se preparando a libertação de outros presos por esses delitos”.

Organismos de direitos humanos e familiares das vítimas protestam contra a nova lei porque impede o julgamento dos responsáveis pela morte ou repressão de seus parentes.

A opositora Aliança Cívica pela Justiça e Democracia (ACJD), interlocutora do governo num diálogo, foi contrária à anistia promovida pelo governo porque alega que “é uma lei de impunidade que pretende proteger os crimes cometidos através de suas instituições, estruturas partidárias e paramilitares”.

Liliam Ruiz, dirigente do Comitê de Familiares de Presos Políticos, manifestou sua oposição à medida porque “isso significa perdão, e o governo não tem porque perdoá-los, porque eles não cometeram nenhum crime”.

Mas, para o governo, a lei é um “ato heroico” e de reconciliação, baseado em sentimentos justos de “indignação, ira e dor profunda”. “Proclamamos e juramos” que a anistia não deve ser entendida “como apagar e virar a página”, advertiu o Executivo em um comunicado.

Mais de 300 mortos

Os opositores libertados nesta semana estavam presos por participarem dos protestos que começaram em 18 de abril de 2018 contra Ortega, cuja repressão deixou ao menos 325 mortos, centenas de presos e 62.500 exilados, segundo organismos humanitários.

Em 27 de fevereiro, o governo começou a aplicar prisão domiciliar a detidos após os protestos, uma medida que penalizou 386 pessoas. No total, 133 pessoas continuam presas devido às manifestações.

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Mais de 2 milhões de pessoas são afetadas por chuva intensa na China; há mortos, diz mídia estatal

Por G1

Casas e carros ficaram submersos depois da chuva intensa que atingiu a província de Jiangxi, na China, nesta segunda-feira (10). — Foto: Stringer/Reuters

Casas e carros ficaram submersos depois da chuva intensa que atingiu a província de Jiangxi, na China, nesta segunda-feira (10). — Foto: Stringer/Reuters

Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela chuva intensa que atingiu o centro e o sul da China desde a última quinta, informou nesta terça-feira (11) a mídia estatal chinesa. Dessas, pelo 150 mil tiveram que ser transferidas. Até o último levantamento oficial, pelos menos cinco pessoas tinham morrido por causa das chuvas.

As perdas econômicas diretas estão estimadas em 3,73 bilhões de yuans (cerca de R$ 2 bilhões).

Os departamentos meteorológicos provinciais previram que várias rodadas de chuvas torrenciais atingiriam Jiangxi até o início de julho, e também devem se espalhar para outras províncias. Na província de Guizhou, uma cidade inteira ficou submersa em 2 metros de água, e em Guangxi outras 20 mil casas ficaram sem energia, segundo a BBC.

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Raio atinge e mata motociclista em rodovia da Flórida

Por G1

Motociclista atingido por raio morreu, informa polícia da Flórida — Foto: Polícia Rodoviária da Flórida

Motociclista atingido por raio morreu, informa polícia da Flórida — Foto: Polícia Rodoviária da Flórida

Um homem morreu depois que foi atingido por um raio enquanto andava de moto na Flórida na tarde deste domingo (9).

O homem de 45 anos viajava pela rodovia Interstate 95 quando recebeu a descarga elétrica, informou a polícia rodoviária do estado.

O raio quebrou o capacete que o homem usava, disseram autoridades citadas pela CNN. Ele perdeu o equlíbrio e foi jogado da moto, morrendo no local.

Raios mataram 47 pessoas na Flórida entre 2008 e 2017, maior índice entre os estados americanos.

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Bombardeios no norte da Síria matam civis; aviões da Rússia participam da operação, diz ONG

Por G1

Um ataque aéreo coordenado pelo governo de Bashar Al-Assad e com participação de aeronaves da Rússia deixou ao menos 25 mortos no norte da Síria nesta segunda-feira (10), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com a ONG, houve quase 100 bombardeios nas províncias de Idlib e Aleppo. Só em Jabala, no sul de Idlib, ao menos 13 pessoas morreram. Além disso, a organização suspeita de que haja civis debaixo dos escombros.

Idlib, inclusive, é o último reduto onde há jihadistas na Síria. Por isso, o local tem sido alvo de bombardeios quase diários por parte de Al-Assad e da Rússia – que é aliada do regime sírio.

Os “capacetes brancos” publicaram no Twitter imagens e vídeos das operações de resgate nos escombros dos edifícios destruídos pelos ataques.

Violência na Síria

Esta escalada de violência contra uma região em que vivem cerca de três milhões de pessoas deixou mais de 360 mortos desde o fim de abril, segundo o OSDH.

O cerco no norte da Síria continua dia após dia contra os civis em áreas nas quais existe um cordão de segurança pactuado em setembro do ano passado entre Rússia e Turquia (que apoia a oposição síria), mas que foi violado praticamente todos os dias desde então.

Segundo as Nações Unidas, os ataques forçaram cerca de 300 mil pessoas a deixarem suas casas. Os bombardeios destruíram hospitais e armazéns, o que agravou a situação no local.

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Coreia do Norte estaria reduzindo execuções públicas, segundo ONG

Por France Presse

A Coreia do Norte continua realizando execuções públicas para intimidar seus cidadãos, mas essa prática estaria diminuindo ante a crescente pressão internacional, indicou uma ONG nesta terça-feira (11, horário local).

Pyongyang foi acusada por muito tempo de utilizar as execuções públicas para aterrorizar a população, e o líder Kim Jong-un executou conselheiros próximos no passado, incluindo seu poderoso tio Jang Song Thaek em 2013.

Um novo informe do Grupo de Trabalho Justiça Transicional registrou centenas dessas execuções em um período de décadas, as mais recentes em 2015, por acusações tão triviais como roubar uma moeda ou uma vaca.

“As regras de execução pública exigem que três atiradores disparem três rodadas cada um no corpo da pessoa condenada, ou seja, um total de nove balas”, disse o grupo com sede em Seul, que busca divulgar o que assegura ser graves abusos dos direitos humanos na Coreia do Norte.

Trata-se de uma tática amplamente utilizada, especialmente contra as elites, acrescentou, “criada para maximizar a intimidação pública, sabendo que a informação sobre os métodos de execução se expandirá por todo o país”.

Mas o estudo – baseado em testemunhos de 610 desertores norte-coreanos – também sugere que Pyongyang está cada vez mais preocupado com o olhar internacional, o que o forçou a reduzir essa prática.

“Desde 2005, afirma-se que os enforcamento públicos cessaram ou ao menos diminuíram claramente em sua frequência. Alguns atribuem esta mudança à pressão internacional para pôr fim a esta prática”, disse o informe.

Um dos autores do estudo, Ethan Shin, indicou que os dados mostram uma queda das condenações à morte no regime.

“Apesar de que é impossível verificar isto, parece que o número de execuções públicas se encontra em uma tendência declinante”, afirmou Shin à AFP.

“As execuções secretas poderiam estar aumentando mas a Coreia do Norte parece mais cuidadosa na hora de decidir por condenações à morte já que busca reconhecimento como um Estado normal”, acrescentou.

Um informe de referência publicado em 2014 por uma Comissão de Pesquisa da ONU registrou abusos galopantes dos direitos humanos na Coreia do Norte, desde estupros, torturas e assassinatos extrajudiciais até a existência de prisões políticas.

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Massacre que matou 95 no Mali joga luz sobre conflito desconhecido na África

Por BBC

Quase 100 pessoas foram mortas em um ataque a um povoado habitado pelo grupo étnico Dogon, na região central do Mali, segundo autoridades locais.

O massacre aconteceu em Sobame Da, perto da cidade de Sanga, na região de Mopti.

A busca por corpos está em andamento, mas as autoridades dizem que 95 pessoas foram encontradas mortas, e muitos dos corpos haviam sido queimados.

Houve inúmeros ataques no Mali nos últimos meses, alguns ligados a conflitos étnicos, outros realizados por grupos jihadistas.

Os confrontos entre os caçadores Dogon e os pastores semi-nômades Fulani são frequentes.

O governo do Mali disse que “supostos terroristas” atacaram a comunidade e que ao menos 19 pessoas ainda estavam desaparecidas.

Mas Moulaye Guindo, prefeito de um vilarejo próximo, Bankass, disse à agência de notícias Reuters que Fulanis daquele distrito atacaram Sobane após o anoitecer.

“Cerca de 50 homens fortemente armados chegaram em motocicletas e caminhonetes”, disse um sobrevivente à agência AFP. “Eles primeiro cercaram o povoado e depois atacaram – qualquer um que tentasse escapar era morto.”

“Ninguém foi poupado – mulheres, crianças, idosos”, acrescentou.

Nenhum grupo oficialmente assumiu responsabilidade pelo ataque.

“Neste momento, temos 95 civis mortos. Os corpos estão queimados, continuamos a procurar outros”, disse uma autoridade local à AFP.

Do que se trata o conflito Dogon-Fulani?

O povo Dogon viveu no centro do Mali durante séculos, num modo de vida tradicional, como agricultores assentados.

Muitos Fulani, por outro lado, são pastores semi-nômades que percorrem grandes distâncias na África Ocidental.

O atrito entre os fazendeiros e os pastores itinerantes sobre recursos naturais é de longa data – mas os confrontos entre eles aumentaram desde a revolta dos militantes islâmicos no norte do Mali em 2012.

Ambos os lados acusam o outro de realizar ataques em meio à agitação.

Os Fulani, um grupo étnico majoritariamente muçulmano, foram acusados ​​de ter ligações com a revolta islâmica. Mas, por sua vez, os Fulani acusam uma associação de autodefesa de Dogon, Dan Na Ambassagou, de promover ataques contra eles.

Análise: Uma crise que piora

Louise Dewast, Correspondente da BBC no Oeste da África

Há uma visão crescente no Mali de que a resposta (principalmente militar) à crise multifacetada no país é ineficaz e até contraproducente. Apesar de uma grande missão de paz da ONU e das forças francesas mobilizadas desde 2013, a insegurança piorou em algumas partes do território.

De acordo com a ONG International Crisis Group, houve quatro vezes mais ataques em maio de 2019 em comparação com maio de 2016. Em seu último relatório sobre o país, o grupo insta o governo a dialogar com militantes para negociar um cessar-fogo e facilitar o acesso humanitário a civis.

Depois de outro massacre de Fulanis em março, funcionários foram demitidos, pessoas tomaram as ruas – e todo o governo renunciou em abril.

O ataque é pouco comum?

O ataque a Sobame matou cerca de um terço de seus habitantes.

Na mesma região, em março, mais de 130 moradores Fulani foram mortos por homens armados vestindo roupas tradicionais de caçadores Dogon.

Após o ataque, o Dogon Dan Na Ambassagou foi banido pelo governo do Mali.

Mas a organização, que insiste que é um grupo de autodefesa e não tem nada a ver com os assassinatos, recusou os pedidos de entregar suas armas.

A missão das Nações Unidas no Mali, em um relatório datado de 31 de maio, disse que a situação de segurança no centro do Mali “continuou a se deteriorar”.

Ele dizia que os confrontos entre os Dogon e os Fulani foram “exacerbados pela presença de grupos extremistas” e que a região central registrou o maior número de ataques contra civis.

Qual foi o impacto da insurreição islâmica?

Há vários grupos islâmicos baseados no norte do Mali. Em 2013, eles passaram a controlar metade do país e estavam avançando em direção à capital, Bamako.

A França, a antiga potência colonial no Mali, e alguns países africanos vizinhos, intervieram – e empurraram os grupos islâmicos de volta para suas fortalezas no deserto do Saara.

Antes do conflito, os desentendimentos entre os Fulani e Dogon eram frequentemente resolvidos por meio de negociações.

Mas a revolta – que se espalhou para o centro do Mali em 2015 – diminuiu o controle do governo e aumentou a disponibilidade de armas.

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Departamento de Justiça aceita ceder provas de investigação da Rússia a comitê que estuda impeachment de Trump

Por G1

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos concordou em fornecer provas coletadas durante a investigação do procurador especial Robert Mueller para os deputados que estudam abrir um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump, informou o comitê judiciário da Câmara dos Representantes nesta segunda-feira (10).

O presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jerrold Nadler, disse que não acusará criminalmente o chefe do departamento, o procurador-geral William Barr, enquanto continuar a fornecer os materiais solicitados por sua comissão.

No começo de maio, Donald Trump, invocou “privilégio executivo” para vetar o acesso do comitê controlado pela oposição democrata à íntegra do relatório do procurador-especial Mueller sobre a suposta ingerência russa na eleição americana de 2016.

“Diante do flagrante abuso de poder do congressista (democrata Jerrold) Nadler, e por pedido do procurador-geral, o presidente não tem outra opção do que invocar seu privilégio executivo”, anunciou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado, na ocasião.

Nadler tinha solicitado ao Departamento de Justiça todo o relatório de Mueller — incluídos os trechos confidenciais — e alguns documentos relacionados, dado que a versão divulgada continha vários cortes.

Com 448 páginas, o relatório não encontrou indícios suficientes para acusar Trump de ter agido em coordenação com a Rússia durante campanha presidencial de 2016. Porém, o texto relata também que o então candidato do Partido Republicano aceitaria a ajuda dos russos por “interesses em comum”.

O texto final apresenta alguns trechos censurados, com uma tarja preta sobre eles. Em alguns casos, eles apareceram com uma justificativa “risco à matéria em análise”, o que levantou críticas e suspeitas por partes dos opositores de Trump.

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