Cachorros são treinados para sentir o cheiro da Covid-19 em pessoas assintomáticas

Estima-se que o animal tem um olfato entre 10.000 e 100.000 vezes melhor que a do ser humano médio.

Por G1 — São Paulo

Cachorro Asher foi um dos primeiros a iniciar treinos para detectar o cheiro da Covid-19 — Foto: Twitter Medical Detection Dogs

Cachorro Asher foi um dos primeiros a iniciar treinos para detectar o cheiro da Covid-19 — Foto: Twitter Medical Detection Dogs

Os cachorros são capazes de sentir cheiros que muitas vezes os seres-humanos não conseguem detectar. E essa habilidade canina pode ser uma aliada no combate ao coronavírus.

Um grupo de cientistas do Reino Unido está treinando cachorros para que eles possam reconhecer o cheiro da Covid-19. Há estudos que comprovam que as doenças têm cheiros. Dizem que a febre amarela, por exemplo, cheira a carne crua. A tuberculose, por sua vez, começa com cheiro de cerveja velha, mas depois se torna mais como uma espécie de salmoura.

“Poderíamos detectar uma colher de açúcar em uma xícara de chá, mas um cachorro poderia detectar uma colher de açúcar em duas piscinas olímpicas. É nesse nível”, afirma o professor James Logan, chefe do departamento de controle de doenças da Escola de Higiene de Londres e Medicina Tropical, em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.

Estima-se que os cachorros têm um olfato entre 10 mil e 100 mil vezes melhor que a do ser humano médio.

Os estudos começaram através de Asher, um cachorro da raça cocker spaniel. Asher chegou à organização Medical Detection Dogs (Cães de Detecção Médica, na tradução do inglês) após ter vários donos e não conseguir ficar com nenhum devido a sua hiperatividade.

Co-fundadora da Medical Detection Dogs, a Dra. Claire Guest viu em Asher potencial para um bom “detector de cheiros” e, ao lado do professor James Logan, Guest começou a treinar o cocker spaniel para reconhecer pessoas que tinham contraído a malária.

Logan e Guest estavam planejando lançar o projeto da malária ainda no primeiro semestre de 2020, mas a Covid-19 chegou com força e os planos da dupla foram modificados. Com o novo vírus tomando grandes proporções mundiais, Asher mudou o seu foco e passou a treinar o cheiro do coronavírus.

Asher durante treinamento para detectar a presença da Covid-19 — Foto: Twitter Medical Detection Dogs

Asher durante treinamento para detectar a presença da Covid-19 — Foto: Twitter Medical Detection Dogs

O projeto da Covid-19 está atualmente na fase de coleta de amostras. O estudo é feito com meias de náilon que ficam com odores corporais, além de máscaras faciais, enviadas para cerca de 3.200 funcionários do Serviço de Saúde Nacional do Reino Unido que usarão as máscaras por um período e devolverão ao laboratório de James Logan para análise.

“Terminamos com um número muito alto de amostras de pessoas não infectadas e um grupo menor de amostras de pessoas infectadas”, diz Logan. E tudo bem. Porque, na verdade, precisamos de um alto número de amostragem. Precisamos de uma quantidade para os cães ignorarem.”

Em sua conta no Twitter, a Medical Detection Dogs divulgou um vídeo de Asher em uma bateria de treinamentos para detectar o cheiro da Covid-19 (assista abaixo).

Medical Detection Dogs@MedDetectDogs

Super Six member, Asher, training to become a #COVID19 detection dog. He’s learned to make it clear to his trainer when he finds his target odour and then he gets a treat. https://www.medicaldetectiondogs.org.uk/covid-19-detection-dogs/ … @LSHTM @durham_uni

London School of Hygiene & Tropical Medicine Durham University2705:00 AM – Jun 11, 2020Twitter Ads info and privacy77 people are talking about this

Neste momento, além de Asher, mais cinco cães de bio-detecção das raças cocker spaniel e labradore estão em treinamento sob supervisão de Claire Guest, na cidade de Milton Keynes. Os exercícios para aperfeiçoar a detecção do cheiro é semelhante aos feitos para que os animais identifiquem a presença de drogas e explosivos em aeroportos.

Norman é um dos seis cachorros em treinamento para detectar a Covid-19 — Foto: Twitter Medical Detection Dogs

Norman é um dos seis cachorros em treinamento para detectar a Covid-19 — Foto: Twitter Medical Detection Dogs

“Se você tem um avião com 500 pessoas saindo, 10% pode ser assintomático ou pré-sintomático”, diz Guest. “O cachorro pode dizer rapidamente: ‘Você, você, você’. É um cheiro de 0,5 segundo. O cachorro não tomará a decisão final. A pessoa fará um teste. Mas, no momento, não há outra maneira de rastrear rapidamente pessoas como essa, especialmente assintomáticas”.

Logan espera obter os resultados iniciais do projeto em agosto ou setembro.

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Ataque deixa 15 mortos em aldeia indígena no México

Os agressores torturaram e queimaram vivas várias vítimas, de acordo com o governo municipal. Fotos de alguns dos corpos parcialmente queimados foram publicadas nas mídias sociais. Um dos homens mortos parecia ter sido espancado com tijolos.

Por Reuters

Um grupo matou 15 moradores de uma aldeia indígena no sul do México, que foi alvo de disputas locais, disseram autoridades na segunda-feira (22), em um dos ataques mais brutais a abalar o interior do país nos últimos anos.

Promotores do Estado de Oaxaca disseram que os corpos de 13 homens e duas mulheres foram identificados como vítimas dos ataques na noite de domingo e segunda-feira de manhã no município de San Mateo del Mar, a leste do porto de Salina Cruz.

O massacre da família mórmon no México

O governo municipal de San Mateo del Mar informou em comunicado que o ataque foi orquestrado por pelo menos seis pessoas armadas, com o apoio de um suposto chefe do crime local.

Em uma declaração separada, os promotores estaduais de Oaxaca afirmaram que investigações sobre o que motivou o crime em Huazantlan del Rio, uma aldeia local de origem indígena Ikoots, estão em andamento. As autoridades ainda estão investigando se o grupo tinha armas.

As duas mulheres mortas protestavam contra os abusos cometidos por um dos supostos agressores, que se descreveu como um representante de Huazantlan del Rio, informou o governo municipal.

O conflito decorreu de bloqueios de estradas organizados nas últimas semanas por pessoas que reivindicam representar as autoridades de Huazantlan del Rio que querem causar problemas para seus próprios propósitos, afirmou o governo municipal, sem dar mais detalhes.

Os agressores torturaram e queimaram vivas várias vítimas, de acordo com o governo municipal. Fotos de alguns dos corpos parcialmente queimados foram publicadas nas mídias sociais. Um dos homens mortos parecia ter sido espancado com tijolos.

Uma autoridade do Estado disse que as fotos eram verdadeiras.

Nenhuma prisão foi efetuada ainda, acrescentou a autoridade.

San Mateo del Mar fica no litoral, e a região passa por disputas territoriais e conflitos por direitos de passagem há muitos anos, de acordo com a autoridade do Estado.

A área em torno do istmo de Tehuantepec também se tornou conhecida nos últimos anos por disputas de terras relacionadas a projetos de infraestrutura.

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Alemanha ordena confinamento pontual após surto de Covid-19

Todo o cantão de Gütersloh, no oeste do país, terá medidas para reduzir o contato social após foco de Covid-19 ter sido identificado em frigorífico.

Por G1

Alemanha anunciou nesta terça-feira (23), pela primeira vez, o restabelecimento do confinamento no oeste do país, devido ao surgimento de um surto de mais de 1,5 mil casos de infeção pelo novo coronavírus, vinculado a um grande matadouro de animais.

“Vamos reordenar um confinamento em todo o cantão de Gütersloh”, disse o líder da região da Renânia do Norte-Vestfália, Armin Laschet.

Previsto para durar até 30 de junho, a medida prevê a redução do contato social, o fechamento de bares, cinemas e museus, assim como a proibição de atividades de lazer em espaços fechados, na região onde vivem cerca de 360 mil pessoas.

Os restaurantes podem abrir, mas com restrições, segundo Laschet. O líder da região é visto como o possível sucessor da chanceler Angela Merkel e candidato à liderança de seu partido, a CDU, em dezembro próximo.

Foco em frigorífico

Frigorífico Tönnies, na Alemanha — Foto: Divulgação

Frigorífico Tönnies, na Alemanha — Foto: Divulgação

Com cerca de 9 mil mortes por complicações da Covid-19 até o momento, a Alemanha tenta controlar uma importante fonte de contaminação no frigorífico Tönnies, que é considerado o maior matadouro de animais da Europa.

O estabelecimento, que foi fechado no sábado (20), fica perto de Gütersloh e tem cerca de 6.700 funcionários – muitos deles são procedentes da Bulgária e da Romênia.

Na noite de segunda (22), as autoridades locais anunciaram que 1.553 pessoas estão infectadas com a Covid-19 no cantão de Gütersloh. Cerca de 7 mil estão em quarentena, 21 estão hospitalizadas, sendo que seis deles em terapia intensiva.

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Estudo vincula erupção de vulcão no Alasca a queda da República Romana

Atividade vulcânica gerou uma série de fenômenos observados no momento da queda de Júlio César, inclusive temperaturas mais baixas do que o normal e fome generalizada.

Por France Presse

assassinato do governante Júlio César no ano 44 a. C. desencadeou uma luta pelo poder de quase duas décadas que levou à queda da República Romana e ao surgimento do Império Romano.

Os registros históricos indicam que o período foi marcado por avistamentos estranhos no céu, temperaturas incomumente baixas e fome generalizada. Um novo estudo sugere que a causa disso tudo pode ter sido uma erupção vulcânica no Alasca.

A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (22) nas Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Uma equipe internacional de cientistas e historiadores usou análise de cinzas vulcânicas (tefra), encontradas em testemunhos de gelo no Ártico para vincular o inexplicável período de clima extremo no Mediterrâneo com a erupção do vulcão Okmok no Alasca, no ano 43 a.C.

“Encontrar provas de que um vulcão do outro lado da Terra entrou em erupção e contribuiu efetivamente para o desaparecimento dos romanos e dos egípcios e o surgimento do Império Romano é fascinante”, disse o autor principal do estudo, Joe McConnell, do Instituto de Pesquisas do Deserto (DRI) em Reno, estado de Nevada.

O advento do Império Romano também pôs um fim à dinastia ptolomaica, a última dos faraós egípcios.

“Certamente mostra quão interconectado era o mundo inclusive há 2 mil anos”, acrescentou McConnell.

Ele e o suíço Michael Sigl começaram a estudar o assunto quando encontraram no ano passado uma camada de cinzas em um estado estado de conservação bom e pouco frequente dentro de uma amostra de gelo.

Depois foram feitas medições em testemunhos de gelo na Groenlândia e na Rússia, alguns dos quais foram perfurados na década de 1990 e armazenados em arquivos.

Então, conseguiram distinguir duas erupções distintas: um evento poderoso, mas localizado e de curta duração no começo do ano 45 a.C., seguido de um fato muito mais longo e estendido no ano 43 a.C., cujas consequências duraram mais de dois anos.

Coincidência perfeita

Os pesquisadores fizeram uma análise geoquímica em amostras de cinzas encontradas no gelo da segunda erupção e estas coincidiram perfeitamente com o evento Okmok, uma das maiores erupções dos últimos 2,5 mil anos.

“A coincidência da tefra não podia ser melhor”, disse o vulcanólogo Gill Plunkett, da Queen’s University de Belfast.

A equipe reuniu mais provas provenientes de outras partes do mundo, de registros climáticos obtidos a partir de anéis de árvores na Escandinávia a formações de cavernas no nordeste da China.

Estes dados foram introduzidos em um modelo climático, que sugeria que os dois anos posteriores à erupção foram os mais frios do hemisfério norte em 2,5 mil anos.

As temperaturas com médias sazonais podem ter sido até sete graus Celsius abaixo do normal durante o verão e o outono depois da erupção, com precipitações no outono que chegam a 400% do nível normal no sul da Europa.

“Na região mediterrânea, estas condições úmidas e extremamente frias durante a primavera agrícola e as temporadas de outono provavelmente reduziram o rendimento dos cultivos e agravaram os problemas de abastecimento durante as turbulências políticas em curso neste período”, disse o arqueólogo clássico Andrew Wilson, da Universidade de Oxford.

Também coincidiram no fracasso do Nilo para inundar as planícies e as subsequentes ondas de doença e fome, acrescentou o historiador da Universidade de Yale, Joe Manning.

Estranhos avistamentos

A erupção também pode explicar fenômenos atmosféricos incomuns observados nos registros da época, como halos solares, o sol escurecendo no céu ou três sóis que aparecem no céu, um fenômeno conhecido como um “cão solar”.

Mas os autores acrescentaram que muitas destas observações ocorreram antes da erupção no Alasca e poderiam estar relacionadas com outra erupção menor, do monte Etna no ano 44 a. C.

McConnell sustentou que embora muitos fatores tenham contribuído para a queda da República Romana e o Reino Ptolemaico, a erupção do Okmok teve um papel importante para a sua crise e além disso, agora ajuda a preencher um vácuo de conhecimento que tinha desconcertado os historiadores.

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Maduro diz que aceitaria conversa com Trump ‘baseada no respeito’

Em entrevista no domingo, presidente dos EUA não descartou diálogo com presidente venezuelano, embora tenha dito que reunião seria para debater ‘saída pacífica’ do poder.

Por G1

O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (22) que aceitaria se reunir para conversar com o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, desde que houvesse “respeito” durante o diálogo.

“Minha resposta é que, assim como me reuni com (Joe) Biden e conversamos longamente e de maneira respeitosa, o que foi registrado naquele momento, também no momento que seja necessário estou disposto a conversar respeitosamente com o presidente Donald Trump. Da mesma maneira como falei com Biden, posso falar com Trump”, disse Maduro, segundo a Agência Venezuelana de Notícias.

Maduro se encontrou com Joe Biden, então vice-presidente dos EUA, em 2015, no Brasil, durante a posse da ex-presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, ele pediu “respeito à Venezuela”.

Durante entrevista no domingo ao site Axios, Trump também demonstrou frieza ao se referir a Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, que se autodeclarou presidente interino e foi reconhecido por mais de 50 países.

As declarações podem indicar uma mudança na política americana com relação à Venezuela nos últimos meses já que o governo americano foi o 1º a declarar apoio à iniciativa de Guaidó em janeiro de 2019.

Quando questionado sobre a possibilidade de se encontrar com Maduro, Trump respondeu:

“Poderia pensar nisso. Maduro gostaria de se reunir. E eu nunca me oponho às reuniões. Sempre digo que se perde muito pouco com as reuniões. Mas, até agora, eu as recusei”, disse Trump, segundo trecho da entrevista divulgado pelo Axios.

Nesta segunda-feira, Trump afirmou no Twitter que o seu encontro com presidente venezuelano seria apenas para discutir “uma saída pacífica [de Maduro] do poder”.

Falta de confiança em Guaidó

Na entrevista ao site Axios, Trump mostrou suas reservas em relação ao autoproclamado presidente interino e “indicou que não ter muita confiança” já que ele teria falhado em controlar o país apesar do apoio internacional que recebeu.

“Guaidó foi eleito. Eu acho que eu não era necessariamente a favor, mas eu disse ‘algumas pessoas gostavam dele, outras não’. Soou ok para mim. Não acho que tenha sido muito significativo de uma maneira, ou de outra”, disse Trump.

As declarações de Trump coincidem com a publicação desta semana de um livro de memórias de John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump, e que tem causado alvoroço nos Estados Unidos. Nele, Bolton mencionaria Venezuela e Guaidó.

Segundo trechos publicados pelo Axios, Bolton escreveu que Trump tinha suas dúvidas sobre Guaidó desde o início, pois o considerava “uma criança” na frente de Maduro, cuja imagem era “forte”.

Respondendo a uma pergunta sobre se ele se arrependia da decisão de apoiar Guaidó, como sugere Bolton em seu livro, Trump disse: “Eu poderia ter vivido com e sem Guaidó, mas eu era muito contra o que estava acontecendo na Venezuela”.

Desde janeiro de 2019, os Estados Unidos lideram uma campanha internacional para tirar Maduro do poder. Washington considera fraudulenta sua reeleição em maio de 2018 e atribui a Maduro uma corrupção generalizada no país, além de graves violações dos direitos humanos e o colapso econômico dessa antiga potência do petróleo.

Apesar de uma bateria de sanções, Maduro permanece no poder com o apoio particular da Rússia e da China.

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Trump suspende emissão de vistos de trabalho para estrangeiros nos EUA

Presidente diz que medida servirá para diminuir o impacto da pandemia de Covid-19 nos empregos.

Por G1

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, assinou nesta segunda-feira (22) ordem executiva que suspende a emissão de vistos de trabalho para estrangeiros. O republicano argumenta que a medida servirá para amenizar os riscos ao emprego de norte-americanos após os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

A suspensão começa a valer nesta quarta-feira (24) e deverá durar até 31 de dezembro de 2020, mas a Casa Branca sinaliza que pode estender o prazo, se necessário.

A medida interrompe a emissão dos seguintes vistos:

  • H-1B ou H-2B — Trabalhadores de áreas que requerem alto grau de especialização ou trabalhos temporários ou sazonais.
  • J — Professores, pesquisadores e au-pair em regime de intercâmbio
  • L — Profissionais transferidos aos EUA pela empresa onde atua

De acordo com estimativa do Migration Policy Institute, uma organização independente norte-americana, feita com base em dados oficiais, mais de 160 mil trabalhadores podem ser afetados pela medida.

Trump decide suspender concessão de alguns vistos de trabalho

A suspensão também vale para as pessoas que acompanhariam esses profissionais nos Estados Unidos. A medida não se aplica aos trabalhadores que já estejam com o visto válido em mãos, mesmo fora do território norte-americano.

“Trabalhadores americanos competem contra estrangeiros por empregos em todo setor de nossa economia, inclusive contra milhões de estrangeiros que entram nos Estados Unidos para atuar no trabalho temporário”, justificou Trump.

“Em circunstâncias comuns, programas de emprego temporário bem administrados podem ajudar a dar benefícios à economia. Mas sob circunstâncias extraordinárias da contração econômica resultante do surto de Covid-19, alguns programas de vistos para não imigrantes que autorizam esse tipo de trabalho significam uma ameça incomum ao emprego de trabalhadores americanos”, completou.

Com a pandemia, os EUA registraram recorde nos pedidos de seguro desemprego entre abril e maio. Porém, no começo deste mês, novos números mostraram queda na taxa de desemprego, na medida em que os estados começavam a retirar medidas de isolamento social.

Medidas contra imigração na pandemia

Desde o início da pandemia, o governo Trump tem adotado medidas para diminuir o fluxo de imigrantes aos Estados Unidos sob justificativa de que os empregos estão em risco por causa da recessão gerada pelo novo coronavírus.

Em abril, Trump assinou decreto que interrompeu a emissão de green cards — categoria que dá residência permanente nos EUA. Profissionais de algumas categorias na área da saúde ainda poderiam pleitear esse direito.

Trump também proibiu a chegada nos EUA de estrangeiros que tivessem passado por países com alta transmissão do novo coronavírus. No início, a medida atingiu a China e países da Europa. Com o agravamento da epidemia, o Brasil também entrou na lista de países banidos.

Em números absolutos, os EUA são o país mais atingidos pelo novo coronavírus, com mais de 2 milhões de casos confirmados. O número de mortes pela Covid-19 supera as 120 mil, segundo a Universidade Johns Hopkins.

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Coreia do Norte está pronta para enviar milhões de panfletos ao Sul

O governo da Coreia do Norte copia uma tática de desertores que foram para a Coreia do Sul e passaram a enviar panfletos com balões.

Por France Presse

Funcionários do governo da Coreia do Norte com os panfletos que vão ser jogados na Coreia do Sul, em imagem sem data — Foto: Divulgação KCNA/Via AFP

Funcionários do governo da Coreia do Norte com os panfletos que vão ser jogados na Coreia do Sul, em imagem sem data — Foto: Divulgação KCNA/Via AFP

O governo da Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira (22) que tem milhões de panfletos de propaganda para enviar ao Sul em balões, em um aumento da retórica contra Seul depois de destruir um escritório de relações entre os países.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte fez uma série de críticas à Coreia do Sul devido aos folhetos que os desertores norte-coreanos instalados no Sul enviam através da fronteira, geralmente presos a balões.

Depois de acabar com os canais oficiais de comunicação, a Coreia do Norte destruiu na semana passada o escritório de relações em seu lado da fronteira, um local inaugurado em setembro de 2018 ao norte da Zona Desmilitarizada (DMZ), e que simbolizava a aproximação intercoreana.

Pyongyang também ameaça reforçar a presença militar na DMZ.

Coreia do Norte destrói escritório em que fazia reuniões com autoridades da Coreia do Sul

De acordo com analistas, o Norte desejaria provocar uma crise como estratégia para obter concessões, no momento em que as negociações internacionais sobre a desnuclearização se encontram paralisadas.

Uma das das fontes de irritação do regime norte-coreano são os panfletos que, segundo Pyongyang, ofendem a dignidade de seu líder Kim Jong-un.

Por este motivo, o regime deseja adotar represália com “a maior distribuição de panfletos contra o inimigo”, afirmou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias KCNA.

No total foram produzidos “12 milhões de panfletos de todo tipo que refletem a ira e o ódio das pessoas de todos os âmbitos da vida”, destacou a agência, antes de afirmar que mais de 3.000 balões estão prontos para o envio ao Sul.

“Se aproxima o momento da represália”, destacou a agência.

Um dos folhetos publicados no jornal oficial “Rodong Sinmun” mostra uma imagem do presidente sul-coreano Moon Jae-in bebendo de um copo e a frase que o acusa de “comer tudo, incluindo o acordo entre Coreia do Norte e Coreia do Sul”.

As duas partes da península coreana enviavam com frequência panfletos para o outro lado da fronteira, mas concordaram em interromper as atividades de propaganda, incluindo as transmissões por alto-falantes, na Declaração de Panmunjom, que Moon e Kim assinaram em sua primeira reunião em 2018.

Há alguns dias, a KCNA descreveu os folhetos como instrumentos de “guerra psicológica” e como “um ataque preventivo antes da guerra”.

O impacto dos panfletos no Sul é muito limitado porque a maioria dos sul-coreanos nem sequer lê os papéis.

Mas em alguns momentos, os panfletos exaceram as tensões, como em outubro de 2014, quando o Norte abriu fogo contra os balões que os transportavam, o que provocou uma troca de tiros entre os dois lados da DMZ.

As relações intercoreanas estão bloqueadas desde o fracasso do encontro de cúpula em Hanói entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de 2019.

A reunião pretendia discutir as concessões que a Coreia do Norte estava disposta a aceitar para que os países ocidentais reduzissem as sanções econômicas implementadas contra o regime.

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Taxa de contágio da Covid-19 aumenta na Alemanha e preocupa autoridades

Índice divulgado pelo Instituto Robert Koch passou de 1,79 para 2,88. Frigorífico foi fechado por duas semanas. Cidades com maiores taxas estão no estado da Renânia do Norte-Vestfália.

Por G1

Taxa de contágio do coronavírus salta para 2,88 na Alemanha

Alemanha registrou um aumento na taxa de contágio do novo coronavírus neste domingo (21). Segundo o último boletim do Instituto Robert Koch, o índice é de 2,88 no país – de 2,16 a 3,73 com a margem de erro. Isso significa que cada pessoa infectada com a Covid-19 tem a capacidade de contaminar até outras três pessoas.

No boletim de sábado (20), o índice era de 1,79 – de 1,33 a 2,23 com a margem de erro. De acordo os dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, a Alemanha registra 8.895 mortes pela Covid-19 e 191.272 casos confirmados neste domingo. A Alemanha tem 83,2 milhões de habitantes.

A Alemanha é um dos países que mais faz testes da Covid-19 considerando o tamanho da população, o que permite monitorar com precisão o avanço da doença. A testagem é fundamental para detectar os infectados, isolá-los e frear avanço do novo coronavírus.

A taxa de contágio, que agora registra aumento, foi um dos dados levados em conta para a reabertura alemã, com regras de distanciamento. Na época, o índice era inferior a 1, o que significa que a pandemia estava controlada.

Mapa da Alemanha mostra regiões com mais casos da Covid-19 por 100 mil habitantes; cidades do estado Renânia do Norte-Vestfália têm taxas mais altas — Foto: Reprodução/ COVID-19-Lagebericht vom 21.06.2020 Robert Koch-Institut

Mapa da Alemanha mostra regiões com mais casos da Covid-19 por 100 mil habitantes; cidades do estado Renânia do Norte-Vestfália têm taxas mais altas — Foto: Reprodução/ COVID-19-Lagebericht vom 21.06.2020 Robert Koch-Institut

No início da pandemia da Covid-19, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chegou a dizer que até 70% da população poderia ser contaminada. O país adotou medidas rígidas para evitar a disseminação da doença.

O aumento da taxa de contágio nas últimas semanas preocupa as autoridades do país, que estão em alerta para uma eventual segunda onda da Covid-19.

Frigorífico Tönnies, na Alemanha — Foto: Divulgação

Frigorífico Tönnies, na Alemanha — Foto: Divulgação

Em Göttingen, no estado da Baixa Saxônia, a polícia foi chamada após um tumulto onde 700 pessoas estavam em quarentena, sendo que 200 tentavam descumprir a medida.

No sábado passado (20), o maior frigorífico do país, localizado no estado da Renânia do Norte-Vestfália, foi fechado por 14 dias.

Mais de mil empregados do frigorífico Tönnies apresentaram resultado positivo nos exames da Covid-19. No total, já foram registrados 3.127 casos de coronavírus no maior estabelecimento do gênero na Alemanha.

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Suíça tem aumento de casos de Covid-19 e é criticada por suspender quarentena cedo demais

Médicos e cientistas do país afirmam ser prematuras as decisões de flexibilizar as regras de prevenção de contágio.

Por RFI

As autoridades suíças estão sendo criticadas por terem flexibilizado o isolamento preventivo ligado a pandemia do novo coronavírus. O país assiste um aumento no número de novos casos de Covid-19 e os responsáveis científicos defendem que o fim da quarentena é precipitado.

“O número de casos aumentou 30% nos últimos sete dias”, informou o epidemiologista Matthias Egger, presidente da entidade científica federal dedicada à Covid-19. Em uma entrevista divulgada neste domingo (21), ele disse claramente que considera “prematuras as medidas que flexibilizam as regras” preventivas.

Ao contrário de seus vizinhos, a Suíça nunca instaurou um confinamento generalizado, mesmo se algumas medidas preventivas haviam sido implementadas. No entanto, na sexta-feira (19), o governo anunciou uma quarta fase de flexibilização das restrições em vigor.

A partir de agora, já estão autorizados eventos que reúnem até mil pessoas. O toque de recolher, que impunha o fechamento de bares e casas noturna a meia-noite, também foi suspenso. Até agora, os frequentadores desses estabelecimentos noturnos tinham que permanecer sentados – o que impedia, por exemplo, o funcionamento das danceterias. Mas essa obrigação também foi abolida.

“É claro que existem boas razões econômicas e políticas para essa flexibilização”, insistiu Matthias Egger. No entanto, ele considera que a decisão é “problemática”, já que o sistema de vigilância da epidemia em todo o país ainda não é considerado eficaz.

Egger também defendeu o uso de máscaras de proteção nos transportes e em outros locais onde o distanciamento físico não seria possível. “Com a flexibilização das regras, chegaremos a um ponto onde teremos o adotar o uso desse acessório em grande escala”, martelou.

Os suíços foram relativamente poupados pelo novo coronavírus, apesar de sua proximidade com a Itália, que foi o epicentro da pandemia na Europa. A Suíça, como seus 8,5 milhões de habitantes, registrou cerca de 31 mil casos confirmados de Covid-19 e 1.679 mortes, segundo os balanços mais recentes.

Suíça consegue controlar pandemia e reabre fronteiras para os europeus

Como em todos os países europeus, as autoridades temem uma possível segunda onda de contaminação, após terem conseguido interromper o ritmo de propagação do vírus.

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Trump volta a citar Brasil como país em situação ruim na pandemia

Presidente americano citou o país durante evento em Tulsa, Oklahoma, que marcou a retomada de sua campanha para reeleição.

Por G1

O presidente americano Donald Trump voltou a mencionar o Brasil como um país com uma situação ruim na pandemia de coronavírus.

“O que há de errado em ter de fechar [a economia]? Nós salvamos milhões de vidas. Sabe, muitas pessoas dizem que nós deveríamos ter adotado a imunidade de rebanho: ‘Vamos adotar a imunidade de rebanho´. Perguntem como estão no Brasil. Ele [Jair Bolsonaro] é um grande amigo meu. Não está bom. Perguntem como estão na Suécia. Nós salvamos milhões de vida e agora é hora de abrir a economia, voltar a trabalhar, ok? Vamos voltar a trabalhar”, disse Trump.

Imunidade de rebanho é uma estratégia que permite que boa parte da população pegue uma doença e fique imunizada, o que iria gerar menor contágio da doença.

A declaração foi dada neste sábado (20), durante comício na cidade de Tulsa, Oklahoma. O evento marcou o retorno da campanha do atual presidente, que busca a reeleição no pleito de novembro.

No começo de junho, Trump já havia feito um comentário semelhante, quando disse que o Brasil estava em um “momento bem difícil”.

No início da pandemia, o presidente americano minimizou a doença, mas teve uma mudança de tom, anunciando a suspensão de viagens da Europa e da China para os Estados Unidos.

Durante o comício deste sábado, Trump defendeu as medidas tomadas e o plano de fechar as fronteiras. “Salvei centenas de milhares de vidas, mas ninguém nunca elogia nosso trabalho”, declarou.

Brasil registra 50 mil mortes

Até as 13h deste domingo, o Brasil já havia registrado mais de 50 mil mortes por Covid-19, segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Veja os dados atualizados às 13h deste domingo (21):

  • 50.182 mortos
  • 1.073.376 casos confirmados

A marca das 50 mil vítimas foi ultrapassada pouco mais de três meses depois da primeira morte, ocorrida na cidade de São Paulo. Desde então, a doença se alastrou pelo país e, atualmente, avança pelo interior.

O Brasil é o 2º país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins.

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