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Diretora da OMS diz que mundo vive começo da 4ª onda de Covid e faz alerta sobre carnaval no Brasil

Mariângela Simão diz que o aumento de casos em alguns países da Europa tem relação com populações não-vacinadas.

Por g1

Mariângela Simão, diretora adjunta para acesso a medicamentos da Organização Mundial de Saúde — Foto: Reprodução/OMS

Mariângela Simão, diretora adjunta para acesso a medicamentos da Organização Mundial de Saúde — Foto: Reprodução/OMS

A diretora-Geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Acesso a Medicamentos, Mariângela Simão, afirmou que o mundo está entrando em uma quarta onda de casos de Covid-19 e que, apesar dos dados atualmente positivos, o Brasil não pode relaxar no controle da doença. A mobilização em torno do carnaval é um dos pontos de preocupação apontados pela diretora.

“Me preocupa bastante quando vejo no Brasil que tem discussão sobre a abertura do carnaval. Isso é realmente uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar já as ações para 2022”, disse Mariângela Simão na segunda-feira (22) na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

Nesta terça-feira, reportagem do g1 apontou que ao menos 43 cidades de SP cancelam carnaval em 2022 por conta da pandemia. As prefeituras temem nova onda de Covid. Na capital paulista, a gestão municipal manteve o cronograma e quer criar comitê com Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte para tomar decisões de forma conjunta.

A diretora da OMS citou o carnaval no Brasil enquanto analisava quais devem ser as estratégias globais no atual momento da pandemia. Ela ressaltou, entre outros pontos, que o momento exige políticas públicas baseadas em evidências científicas.

Mariângela disse que é preciso apoiar “reaberturas seguras”, com gerenciamento de risco adaptado a cada contexto local. E foi nesta avaliação que a diretora fez o alerta sobre sua preocupação com a folia nas cidades brasileiras.

Quarta onda da pandemia

O debate sobre a realização do carnaval ocorre no momento em que o Brasil vê a curva de casos e mortes em queda, e países da Europa enfrentam o ressurgimento dos casos. Durante sua palestra no Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Mariângela Simão afirmou que é visível a “ressurgência de casos de Covid-19 na Europa”.

“Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E os dados cumulativos são 255 milhões de casos e 5,1 milhões de óbitos. E é claro que isso reflete uma enorme subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia”, disse Mariângela.

Mariângela apontou ainda que a transmissão permanece concentrada em populações suscetíveis e onde as medidas sociais e de saúde são usadas de forma inconsistente.

“Este é um dos fatores determinantes da ressurgência de casos na Europa. Os surtos que estão havendo em diferentes países europeus são por conta do aparecimento de casos em pessoas não vacinadas”, disse Mariângela.

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‘Doutor Cloroquina’ da França é investigado por distorções em pesquisas em seu hospital

Pacientes que não haviam tomado cloroquina precisavam passar por mais exames que aqueles que receberam o remédio, segundo site.

Por g1

O cientista francês Didier Raoult, que defendeu o uso de hidroxicloroquina para tratar a Covid-19, foi denunciado por membros da equipe do IHU, o instituto médico onde ele trabalha e é alvo de uma investigação interna, em Marselha, por ter falsificado resultados de ensaios clínicos, de acordo com o site francês Mediapart.

De acordo com o Mediapart, funcionários do instituto afirmaram que testemunharam a mudança de critérios dos testes de PCR para que fosse possível concluir que a hidroxicloroquina era benéfica —depois, foi reiterado por diversas instituições que essa droga não deve ser usada contra a Covid-19.

Segundo os depoimentos, Didier fez uma pressão para que os parâmetros do teste PCR que eram considerados positivos para infecção para coronavírus fossem alterados para negativos. Dessa forma, ele conseguiu alterar a quantidade de pessoas que eram “curadas”.

Acusação em casos de tuberculose

O Mediapart já tinha revelado em outubro que o professor Raoult teria conduzido experimentos sem seguir protocolos de pesquisa em pacientes com tuberculose. O hospital desmentiu os ensaios clínicos, mas a Justiça anunciou seu dará seguimento ao caso, após uma ação legal da agência de medicamentos.

De acordo com o Mediapart, que cita vários funcionários do Hospital em condição de anonimato, além de relatórios de internação, as equipes do IHU testaram uma combinação de quatro medicamentos cuja eficácia conjunta nunca havia sido avaliada contra esta doença infecciosa.

Didier Raoult, aposentado como professor universitário e médico hospitalar, deve deixar a chefia do IHU até final de junho de 2022.

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Morre Chun Doo-hwan, ex-presidente da Coreia do Sul

Político chegou ao poder após um golpe de estado em 1979 e governou o país ao longo da década de 1980, um período de crescimento econômico.

Por g1

O ex-presidente da Coreia do Sul Chun Doo-hwan morreu nesta terça-feira (23) (noite de segunda-feira no horário de Brasília) aos 90 anos. A informação é da agência sul-coreana Yonhap.

Chun chegou ao poder em 1979 após um golpe militar, e só deixou o cargo em 1988 após anos de protestos liderados por estudantes.

O político foi visto como um presidente autoritário que ordenou massacres e freou o avanço da democracia sul-coreana. Ele chegou a ser condenado à morte em 1996 pela repressão violenta a um protesto pró-democracia em Gwangju em 1980, mas acabou perdoado e deixou a prisão em 1997.

Por outro lado, Chun esteve à frente do governo em um momento de crescimento econômico e tecnológico da Coreia do Sul, que consolidou o avanço dos Tigres Asiáticos — apelido dado às economias em ascensão no continente.

Ainda segundo a agência Yonhap, o ex-presidente sofria de um mieloma, um tipo de câncer sanguíneo, e morreu em casa, em Seul.

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A pacata cidade dos EUA governada por muçulmanos

Em Hamtramck, Michigan, o novo prefeito e os novos integrantes do conselho municipal são todos praticantes do Islã

Por Zhaoyin Feng, BBC

Uma caminhada na rua principal de Hamtramck, no Estado americano de Michigan, parece uma viagem ao redor do mundo.

Uma loja polonesa de salsichas e uma padaria do Leste Europeu aparecem ao lado de uma loja de departamentos iemenita e uma butique bengalesa. Os sinos da igreja badalam juntamente com a convocação muçulmana para orações.

“O mundo em duas milhas quadradas”, diz o slogan de Hamtramck, que confirma a mensagem, com cerca de 30 línguas faladas em sua área de 5 quilômetros quadrados.

Neste mês, a cidade do meio-oeste de 28 mil habitantes atingiu um marco. Hamtramck elegeu um conselho municipal totalmente formado por muçulmanos e um prefeito da mesma religião, tornando-se a primeira cidade nos Estados Unidos a ter um governo muçulmano.

Depois de terem sido alvos de discriminação no passado, os moradores muçulmanos tornaram-se parte integral desta cidade multicultural – e agora compõem mais da metade de sua população. E, apesar dos desafios econômicos e intensos debates culturais, moradores de Hamtramck de diferentes grupos religiosos e bases culturais coexistem harmonia, fazendo da cidade um importante caso para estudos para o futuro de uma América com uma diversidade crescente.

Mas será que Hamtramck será uma exceção à regra?

Indústria automobilística

A história de Hamtramck, de suas origens como um assentamento de alemães até os dias atuais – foi a primeira cidade americana com maioria muçulmana -, está exposta em suas ruas. Fachadas de lojas exibem cartazes em árabe e bengali, e vestimentas bordadas de Bangladesh e Jambiyas, uma faca árabe curta do Iêmen, são vistas em vitrines. Moradores muçulmanos fazem fila para comprar paczki, uma rosquinha polonesa com recheio de creme.

“Não é raro ver, andando na mesma rua, pessoas de minissaia ou exibindo tatuagens e outras vestindo burcas. Isso tudo é o que somos”, diz Zlatan Sadikovic, um imigrante bósnio dono de um café no centro de Hamtramck.

Localizada perto de Detroit, que parcialmente abraça a cidade, Hamtramck fez parte do epicentro da indústria automobilística dos Estados Unidos, dominada pela fábrica da General Motors que estendeu sua divisa até a “Motor City” – como Detroit é conhecida. O primeiro Cadillac Eldorado saiu de uma linha de montagem de Hamtramck na década de 1980.

Ao longo do século 20, a cidade ficou conhecida como “Pequena Varsóvia”, depois que imigrantes poloneses chegaram em peso atraídos por empregos em suas fábricas. Hamtramck foi uma das paradas do papa polonês João Paulo 2º em sua viagem aos Estados Unidos em 1987. Em 1970, cerca de 90% da cidade já era de origem polonesa.

No entanto, aquela mesma década viu o início do longo declínio da indústria automotiva americana, e os americanos de origem polonesa mais jovens e com mais dinheiro começaram a se mudar para os subúrbios. A mudança fez de Hamtramck uma das cidades mais pobres de Michigan, mas seus preços acessíveis atraíram novos imigrantes.

Muçulmanos

Nos últimos 30 anos, Hamtramck transformou-se novamente, para se tornar um destino para imigrantes árabes e asiáticos, notadamente vindos do Iêmen e de Bangladesh. Uma parcela significativa dos moradores atuais – 42% – nasceram fora dos Estados Unidos. Acredita-se que mais da metade seja muçulmana praticante.

A composição do governo recentemente eleito reflete a mudança demográfica de Hamtramck. O conselho municipal incluirá dois bengali-americanos, três iemenitas-americanos e uma polonesa-americana que se converteu ao Islã.

Tendo recebido 68% dos votos, Amer Ghalib será o primeiro prefeito iemenita-americano dos EUA.

“Eu me sinto honrado e orgulhoso, mas eu sei que é uma grande responsabilidade”, diz Ghalib, de 41 anos. Nascido numa vila no Iêmen, ele se mudou para os EUA quando tinha 17 anos. Trabalhou inicialmente numa fábrica produzindo autopeças de plástico perto de Hamtramck. Mais tarde ele aprendeu inglês, recebeu treinamento médico e hoje trabalha na área da saúde.

Em vez de ser uma “grande mistura” ou uma “salada”, Hamtramck é mais como um “bolo de sete camadas”, em que diferentes grupos mantêm suas diferentes culturas, ao mesmo tempo que coexistem, disse Amanda Jaczkowski, recém-eleita para o conselho municipal. “As pessoas ainda têm orgulho de sua cultura específica, e no caso de assimilação, nós perderíamos essa característica única.”

“Quando você vive tão perto dos outros, você é forçado a superar as diferenças”, diz Jaczkowski, de 29 anos.

Hamtramck, porém, “não é a Disneylândia”, afirmou Karen Majewski, a prefeita que está deixando o cargo que ocupou por 15 anos. “Isto é apenas um pequeno lugar. E nós temos conflitos.”

Atritos ocorreram em 2004 depois de um voto a favor da transmissão pública da convocação para orações muçulmanas. Alguns moradores argumentaram que proibir bares em pontos próximos a mesquitas prejudicava a economia local.

Seis anos atrás, quando o local tornou-se a primeira cidade americana a eleger um governo de maioria muçulmana, jornalistas de várias partes do mundo viajaram até Hamtramck. Alguns relatos da mídia na época descreveram uma cidade “tensa”, com a chegada de muçulmanos. Um âncora de uma rede nacional de televisão perguntou se Majewski tinha medo por ser a prefeita.

Houve inclusive especulação de que um conselho municipal controlado por muçulmanos poderia impor a lei da Sharia na cidade. “Em Hamtramck, as pessoas reviram os olhos quando ouve esse tipo de conversa”, diz Majewski.

Ela disse ser “grata” por Hamtramck ser uma comunidade acolhedora e acredita ser “natural” que novos moradores votem naqueles que entendem suas experiências e suas línguas.

Islamofobia

O Departamento do Censo dos EUA não coleta informações sobre religião, mas o instituto Pew Research Center (Centro de Pesquisas Pew) estima que havia cerca de 3,85 milhões de muçulmanos vivendo nos Estados Unidos em 2020 – o correspondente a cerca de 1,1% da população do país. Em 2040, projeções indicam que os muçulmanos se tornem o segundo maior grupo religioso dos EUA, atrás dos cristãos.

Apesar de sua presença crescente, os muçulmanos nos Estados Unidos são frequentemente alvos de preconceito.

Vinte anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, a islamofobia ainda assombra muçulmanos e outros árabes americanos. Quase metade dos muçulmanos-americanos adultos disseram ao Pew, em 2016, que haviam enfrentado diretamente algum tipo de discriminação, quando o então candidato a presidente Donald Trump propôs uma proibição contra a entrada nos EUA de imigrantes de países de maioria muçulmana.

Pesquisadores também identificaram que, entre todos os grupos religiosos, os muçulmanos ainda têm a imagem mais negativa da opinião pública americana.

Mais da metade dos americanos dizem que eles não conhecem pessoalmente nenhum muçulmano, mas aqueles que conhecem têm uma tendência menor a pensar que o Islã encoraja a violência mais que outras religiões.

Hamtramck é um exemplo vivo de como o conhecimento pessoal reduz a islamofobia. Quando Shahab Ahmed disputou uma eleição para integrante do conselho municipal, pouco depois do 11 de Setembro, ele enfrentou uma batalha difícil.

“Havia panfletos pela cidade toda dizendo que eu era o 20º sequestrador que não havia conseguido entrar nos aviões”, diz ele, de origem bengali. Depois de perder a disputa em 2001, Ahmed bateu na porta de seus vizinhos para se apresentar. Dois anos depois, ele foi eleito, tornando-se o primeiro muçulmano a integrar a autoridade municipal. Desde então, o apoio à comunidade muçulmana na cidade cresceu.

Em 2017, quando o governo Trump impôs a proibição, impedindo a entrada de muçulmanos estrangeiros, moradores juntaram-se para protestar.

“De certa forma, isso mobilizou e uniu muita gente, porque todo mundo sabe que, para viverem Hamtramck, você precisa respeitar os outros”, disse Razi Jafri, codiretor do documentário Hamtramck, USA.

No plano nacional, americanos muçulmanos também ficaram mais visíveis. Em 2007, o democrata Keith Ellison, do Estado de Minnesota, tornou-se o primeiro congressista muçulmano. Atualmente, o Congresso dos EUA tem quatro muçulmanos.

No dia da recente eleição em Hamtrack, em novembro, dezenas de moradores reuniram-se em frente a um local de votação para se cumprimentarem, muitos exibindo sua lembrança do Dia da Eleição, o adesivo dizendo “Eu votei”.

Os imigrantes estavam animados em participar da democracia, disse Jaczkowski. “É uma coisa muito americana poder unir as pessoas.”

Debates e hostilidade

Mas, assim como no resto do país, intensos debates culturais têm sido travados na cidade. Em junho, quando a administração municipal aprovou que uma bandeira de orgulho gay fosse erguida em frente à Prefeitura, alguns moradores ficaram furiosos.

Várias bandeiras de orgulho gay expostas nas fachadas de endereços comerciais e residências foram arrancadas, incluindo uma na entrada de uma loja de roupas antigas, no centro, de propriedade da prefeita Majewski . “Isso passa um recado realmente alarmante para as pessoas”, disse ela.

A maconha também se tornou objeto de polêmica. A abertura em Hamtramk de três pontos de fornecimento da droga, que foi legalizada em Michigan, inclusive para uso recreativo, chocou alguns integrantes das comunidades muçulmana e católica-polonesa. Outros moradores preocupam-se com a ausência de participação política de mulheres em comunidades muçulmanas conservadoras.

Na noite da eleição, Ghalib, o prefeito eleito, foi cercado por uma exultante multidão iemenita-americana numa festa pós-eleitoral em que eram servidos baklavas e kebabs. Mais de cem apoiadores estavam lá, todos homens.

Havia mulheres participando de sua campanha, diz Ghalib, mas a segregação entre os sexos continua uma tradição, apesar de estar sendo questionada por gerações mais jovens que se tornaram mais “americanizadas”, disse ele.

Hamtramck também enfrenta desafios comuns a cidades da região conhecida como Rust Belt (Cinturão da Ferrugem), de infraestrutura deteriorada a poucas oportunidades econômicas. No verão, chuvas fortes superlotaram a rede de esgoto da cidade e alagaram muitas casas.

Níveis altos de chumbo foram encontrados em amostras da água usada na cidade para consumo humano, notícia que ganhou destaque nacional. Quase a metade da população da cidade está abaixo da linha de pobreza. Essas são apenas algumas das questões urgentes com que a nova liderança municipal terá de lidar.

“Como é a democracia numa cidade de maioria muçulmana? Como em qualquer outro lugar, bagunçada e complicada”, disse o documentarista Jafri. “Quando a novidade perde a força, o trabalho precisa ser feito.”

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Onde fica o perigoso ‘corredor do câncer’ nos EUA

As taxas de câncer são mais altas nas margens do rio Mississippi, entre Baton Rouge e Nova Orleans, do que no resto do país.

Por BBC

O câncer parece estar em toda parte na vida de Eve Butler.

“Na minha rua, eu conheço três pessoas, duas da mesma família, que tiveram câncer ao mesmo tempo. Meus irmãos têm amigos que morreram prematuramente ou estão doentes. Eles têm problemas respiratórios, leucemia, asma…”

Butler, que também teve câncer de mama, mora em St. James County, na Louisiana, lugar conhecido nos Estados Unidos como “Corredor do Câncer”.

Nestes 160 km entre Baton Rouge e a cidade turística de New Orleans, existem mais de 150 instalações petroquímicas e refinarias.

O odor de gasolina impregna o ar e as substâncias tóxicas emitidas por elas são classificadas como potencialmente cancerígenas pela Agência Federal de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês).

O risco de contrair câncer entre seus habitantes, em sua maioria negros, é 50 vezes maior do que a média nacional, segundo a EPA.

Em condados como Saint John the Baptiste, o risco de contrair câncer é de 200 a 400 pessoas por milhão e está associado às emissões de óxido de etileno e cloropreno, duas toxinas poderosas.

Os números contrastam com o resto do Estado da Louisiana, que é entre 6 e 50 por milhão.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse logo após chegar à Casa Branca que deseja abordar “o impacto desproporcional na saúde, meio ambiente e economia nas comunidades de cor, especialmente em áreas duramente atingidas como o Corredor do Câncer da Louisiana”.

“O Departamento de Qualidade Ambiental da Louisiana tem a responsabilidade primária de implementar os programas da Lei do Ar Limpo, incluindo o monitoramento das emissões e da qualidade do ar, e o cumprimento das regulamentações”, disse um porta-voz da EPA.

O departamento de qualidade ambiental do Estado, por sua vez, argumenta que “a qualidade do ar na Louisiana é muito boa”.

“Cumprimos a regulamentação. Respeitamos todos os critérios da EPA sobre poluentes”, disse Gregory Langley, porta-voz do departamento da Louisiana responsável pela saúde ambiental, à BBC Mundo.

Eve Butler, no entanto, tem uma experiência diferente do que contam as autoridades da Louisiana.

“Não só cheira diferente. Em algumas ocasiões, saí sem guarda-chuva. Começou a chover e meu cabelo e rosto ficaram molhados. Dias depois, minha pele começou a cair. Sou uma pessoa de pele morena e parecia que eu estava com queimaduras de sol”, disse Butler à BBC Mundo.

De sua janela, ao se levantar todas as manhãs, o que se vê são seis tanques de armazenamento usados pela empresa petroquímica instalada em frente à sua casa.

“A grama está descolorida, as árvores não são mais tão verdes quanto antes e, às vezes, coisas pretas crescem em algumas das plantas que até recentemente eram saudáveis”, diz ela.

“Racismo ambiental”

A concentração de fábricas emissoras de tóxicos é tão avassaladora aqui que chamou a atenção das Nações Unidas.

O corpo descreve o que acontece no Corredor do Câncer como uma forma de “racismo ambiental”.

“O corredor petroquímico ao longo do rio Mississippi não apenas poluiu a água e o ar ao redor, mas também sujeitou seus residentes, a maioria afro-americanos, ao câncer, doenças respiratórias e outros efeitos adversos à saúde”, disseram.

“Esta forma de racismo ambiental representa ameaças sérias e desproporcionais aos vários direitos humanos de seus residentes”, afirmaram.

De acordo com dados da EPA citados pela ONU, no condado de St. James, onde Butler mora, a incidência de câncer em comunidades de negros é de 105 casos por milhão, enquanto nos bairros da região onde vive a população branca, a incidência é de 60 casos por milhão.

Butler, de 64 anos, foi diagnosticada com câncer em 2017 e, embora ele tenha sido contido e não tenha se espalhado por todo o corpo, ela teve que se submeter a uma cirurgia e perdeu a mama esquerda.

“Tenho uma filha e dois netos. Eu disse à minha filha que ela teria que se mudar para outro lugar porque o condado não é um lugar seguro. Os únicos parentes próximos a mim agora são minha mãe e um dos meus oito irmãos “, acrescenta.

Algo semelhante acontece com Marylee Orr, também moradora da região e ativista ambiental contra a poluição.

“Muitos moradores iriam embora se tivessem dinheiro, eles abandonariam tudo. Eles iriam para outra parte da Louisiana ou para onde quisessem. No momento, eles não podem nem mesmo fazer uma festa de aniversário para seus filhos no jardim porque cheira muito mal, fazendo tossir e causando dificuldades para respirar”, explica.

Poluição do ar e câncer

Kimberly Terrell e Gianna St. Julien são cientistas pesquisadoras da Clínica de Direito Ambiental de Tulane e autoras do relatório “Poluição Tóxica do Ar e Câncer na Louisiana”, divulgado em junho do ano passado.

Ambas concordam que há fortes evidências de uma ligação entre a poluição do ar e as taxas de câncer.

“Especificamente na Louisiana, há mais quilos de poluição atmosférica industrial tóxica lançada no ar do que em qualquer outro Estado do país”, explica St. Julien.

“Existem três poluentes atmosféricos principais. O primeiro é o benzeno, que normalmente vem da queima de gasolina em refinarias de petróleo. O segundo é o formaldeído, outro tóxico industrial bastante comum”, diz Terrell.

“E finalmente temos o óxido de etileno. Em 2016 a EPA determinou que ele causava 30 vezes mais câncer do que se pensava. É produzido na fabricação de plástico”, explica a cientista.

“E esses três são os mais comuns. Mas a lista é muito mais longa e algumas comunidades estão lidando com contaminantes ainda mais incomuns”, acrescenta.

O Departamento de Meio Ambiente da Louisiana disse à BBC Mundo que “não concorda com a metodologia ou as conclusões do relatório” de Terrell e St. Julien.

A tradição petroquímica

A indústria petroquímica no Corredor do Câncer começou com a abertura de uma refinaria da Standard Oil em Baton Rouge, em 1908, e disparou para mais de 300 instalações no século passado.

Os motivos que levaram este tipo de indústria a se estabelecer nesta área são um misto de circunstâncias geográficas e sociais, mas também políticas.

Para começar, explica Craig E. Colten, professor emérito do departamento de Geografia e Antropologia da Louisiana State University, o Estado abriga abundantes depósitos de petróleo que foram explorados desde o início dos anos 1900, além de outros recursos naturais como sal e gás.

A segunda atração da área é que o rio Mississippi é uma via navegável que permite a passagem de barcos e o transporte de mercadorias e resíduos de áreas tão distantes do mar como Baton Rouge, que fica a cerca de 2,32 mil milhas da foz do rio.

Outro fator são as isenções fiscais para o estabelecimento desse tipo de empresa na Louisiana. Um Estado que, apesar de ter uma das áreas mais industrializadas, é um dos mais pobres dos Estados Unidos.

Enquanto o país tem 10,5% de pessoas vivendo na pobreza, Louisiana chega a 19%, de acordo com o censo.

A renda familiar média nos Estados Unidos é de quase US$ 63 mil (cerca de R$ 353 mil), enquanto no Estado é de apenas US$ 49,5 mil (R$ 278 mil).

O baixo custo da mão-de-obra, um governo estadual que apoia a chegada de novas empresas com incentivos fiscais, bem como políticas e leis ambientais frouxas são, para o professor Colten, fatores que têm permitido que a maior potência mundial seja também um dos lugares mais poluídos da Terra.

“Desde 1997, enormes liberações tóxicas foram permitidas na região do corredor, despejando mais de 65,5 milhões de quilos de produtos químicos no meio ambiente e mudando para sempre a paisagem da indústria no sudeste da Louisiana”, disse o professor Colten.

Marcos Orellana, relator especial das Nações Unidas e advogado especialista em direito internacional, direitos humanos e meio ambiente, afirma que o que está acontecendo no Corredor do Câncer não é acidental.

“O que existe é uma política concertada e sistemática das autoridades do Estado da Louisiana para privilegiar a localização de indústrias altamente poluentes nos locais onde vive a população afrodescendente”, disse ele em conversa com a BBC Mundo.

“Se olharmos, por exemplo, o projeto Sunshine da empresa Formosa, que visa abrir uma grande fábrica para a produção de plásticos, o uso do solo no município foi alterado para permitir o projeto onde viviam comunidades afrodescendentes”, afirma.

“Enquanto as próprias autoridades do condado proibiram a localização de outras fábricas petroquímicas nos locais onde vivem os brancos.”

“Portanto, não há uma coincidência aqui, mas uma discriminação aberta com base na raça”, diz ele.

“As instalações cercaram literalmente as comunidades afrodescendentes que ali vivem, com incessante contaminação tóxica”, acrescenta.

A BBC Mundo contatou o gabinete do governador da Louisiana para questioná-lo sobre as acusações do relator da ONU, mas até o momento da publicação desta reportagem, não houve resposta.

A fábrica de plásticos

Apesar das reclamações, dos dados da EPA e dos estudos científicos, a indústria petroquímica continua crescendo na área.

Orellana, relator da ONU, mencionou acima um mega plano conhecido como The Sunshine Project para construir um complexo petroquímico de US$ 9,4 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões) em pouco mais de 9 km quadrados.

Tudo pertence à mesma empresa, a petroquímica taiwanesa Formosa, uma das líderes mundiais na fabricação de plásticos.

Durante anos, os executivos da empresa vêm tentando obter licenças para tornar as 14 instalações que fazem parte do projeto uma realidade ao longo do rio Mississippi.

O plano inclui a construção de usinas químicas, cais para navios e barcaças, linhas de captação, conexão ferroviária, usinas de geração de energia e estação de tratamento de efluentes.

Janile Parks, diretora de Relações Comunitárias e Governamentais de Formosa, disse em um e-mail para a BBC Mundo que “o Corredor do Câncer não existe”.

“Não há evidências científicas de que as taxas de câncer no corredor industrial da Louisiana, que inclui o condado de St. James, onde o The Sunshine Project está localizado, sejam maiores devido à atividade industrial”, argumentou ela com base nos dados do Registro de Tumores de Louisiana, da Escola de Saúde Pública da Universidade Estadual.

A imprensa local noticiou que o governador democrata da Louisiana, John Bel Edwards, apoia o projeto como um motor econômico para seu Estado.

Mas associações de moradores e ativistas do condado, o mesmo ao qual Eve Butler pertence, lutam contra a empresa há anos e, nos últimos meses, vários relatórios sugerem que a batalha pode estar a favor deles.

O Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA ordenou uma revisão ambiental do projeto Formosa na Louisiana, paralisando temporariamente os planos da empresa.

Esta é uma pequena vitória para mulheres como Eve Butler e Marylee Orr.

“Com o passar dos anos, perdi muitas pessoas”, disse Orr à BBC Mundo.

“Amigos, vizinhos, colegas de trabalho.”

“Eles dirão que as taxas de câncer na Louisiana são maiores porque as pessoas são gordas, comem mal ou fumam. Mas a verdade é que minha comunidade sofre de asma, erupções cutâneas e sangramento nasal sem motivo aparente.”

“Quando começamos com a associação onde trabalho, outra mãe e eu a codirigimos. O nome dela era Ramona Stevens. Quando o câncer foi detectado, estava em todo o corpo e ela morreu aos 39 anos, deixando dois filhos”, Orr lembra.

“E isso continuou a acontecer. Isso continuou o tempo todo.”

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Áustria inicia 4º lockdown; na Alemanha, Merkel diz que restrições são insuficientes

Com a atual evolução e os recordes diários de casos, a situação será pior do que tudo o que vimos até agora, afirmou Angela Merkel.

Por g1

Áustria iniciou seu quarto lockdown nacional nesta segunda-feira (22) para tentar conter a Covid-19.

Dezenas de milhares de pessoas, muitas delas apoiadoras da extrema-direita, protestaram em Viena contra a retomada de restrições à circulação.

O governo anunciou que tornará a vacinação obrigatória a partir de 1º de fevereiro. Há um movimento antivacina significativo no país, estimulado pelo Partido da Liberdade de extrema-direita, o terceiro maior do Parlamento austríaco. Cerca de 66% da população da Áustria está totalmente vacinada contra a Covid-19, uma das taxas mais baixas da Europa Ocidental.

As ruas de Viena ficaram tranquilas nesta segunda-feira. Os cafés ficaram vazios, e a maioria das lojas permaneceu fechada.

Restaurantes, cafés, bares, teatros, comércios não-essenciais e cabeleireiros não poderão abrir as portas durante 10 dias, e talvez até durante 20, diz o governo.

Os mercados natalinos, um grande chamariz de turistas que tinham acabado de abrir, também precisam fechar. Os teleféricos de esquiadores ficarão abertos, mas só para os vacinados.

Os hotéis fecharão para turistas que ainda não estão hospedados.

“É uma situação na qual temos que reagir agora”, disse o ministro da Saúde, Wolfgang Mueckstein, à ORF TV na noite de domingo. “Um lockdown, um método relativamente duro, uma marreta, é a única opção para diminuir os números (de infecções) aqui.”

Situação na Alemanha

A líder da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira (22) que as atuais restrições no país não são suficientes diante da situação dramática provocada pelo surto de infecções de Covid-19, de acordo com fontes de seu partido.

Com a atual evolução e os recordes diários de casos, a situação será pior do que tudo o que vimos até agora, afirmou a chefe de Governo durante um encontro de dirigentes de seu partido, a conservadora União Democrata Cristã (CDU), segundo uma fonte que acompanhou o encontro.

Protestos de sábado

Cerca de 40 mil pessoas protestaram na capital austríaca no sábado, e somente seis foram presas.

No entanto, na Bélgica e na Holanda protestos contra a reativação de restrições para impedir uma nova disseminação da Covid-19 se tornaram violentos.

Os mercados de ações começaram a semana com uma postura cautelosa depois de registrarem uma segunda queda semanal consecutiva, e o euro passou apuros nas mãos de negociadores que pesam os riscos de novos lockdowns.

“O problema na Europa é a disseminação da Covid-19, que significa que mais lockdowns e outras restrições de saúde em parte contra os não-vacinados devem aumentar rapidamente nas próximas duas semanas”, disse Sebastian Galy, estrategista da Société Générale.

“Isto, por sua vez, deve ter um impacto negativo em alguns serviços e impactar negativamente o crescimento.”

Eslováquia também entra em lockdown

A Eslováquia também começou um confinamento nesta segunda-feira, mas é só para pessoas não vacinadas, informou o ministério da Saúde. As pessoas não vacinadas serão proibidas de entrar em lojas que não sejam consideradas essenciais, como supermercados ou farmácias, mesmo com um teste de coronavírus negativo.

“Recorremos a um confinamento vigoroso dos não vacinados, porque temos de protegê-los”, disse o primeiro-ministro Eduard Heger à emissora pública RTVS.

A Eslováquia tem atualmente a quarta maior taxa de infecção do mundo, com 917 novos casos de Covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos sete dias, de acordo com cálculos da AFP, atrás de Eslovênia, Áustria e a vizinha República Tcheca.

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Democracia está ‘em declínio’ no Brasil, aponta relatório internacional

País foi o que mais perdeu atributos democráticos no ano passado. Estudo da International IDEA também colocou os EUA, pela primeira vez, na lista dos que enfrentam retrocessos na sua democracia.

Por g1

A democracia brasileira está “em declínio”, de acordo com um relatório internacional publicado nesta segunda-feira (22) pela organização International IDEA, com sede em Estocolmo.

O país também foi o que mais perdeu atributos democráticos em um ano, levados principalmente por conta da pandemia, protestos antidemocráticos, escândalos de corrupção e ameaças às instituições.

O relatório “The Global State Of Democracy 2021” (Estado da democracia global), também colocou os Estados Unidos, pela primeira vez, na lista das nações que enfrentam retrocessos na sua democracia.

Pandemia, corrupção e ameaças às instituições

Segundo o documento, no Brasil, país que desde 2016 aparece no levantamento das democracias em declínio, a situação foi afetada principalmente por:

  • a gestão da pandemia
  • escândalos de corrupção
  • protestos antidemocráticos
  • ameaças às instituições democráticas

“A gestão da pandemia foi tomada por escândalos de corrupção e protestos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro menosprezava a crise sanitária”, diz o relatório.

O documento cita nominalmente o presidente brasileiro, e diz que Bolsonaro “testou abertamente as instituições democráticas” ao questionar a lisura das eleições e dizer que não iria respeitar mais decisões do Supremo Federal Tribunal (STF).

Além do Brasil, a lista das democracias em retrocesso também inclui Índia, Filipinas, Polônia, Hungria e Eslovênia. Os EUA apareceram pela primeira vez por conta da “deterioração durante a segunda metade do mandato do ex-presidente Donald Trump”.

O retrocesso americano

Embora os EUA continuem sendo “uma democracia de alto nível”, o retrocesso americano está relacionado com a redução dos indicadores de “liberdades civis e de controles do governo”, disse Alexander Hudson, um dos coautores do estudo, em entrevista à agência de notícias AFP.

“Classificamos os Estados Unidos como ‘em declínio’ pela primeira vez este ano, mas nossos dados sugerem que o episódio da deterioração começou pelo menos em 2019”, destacou Hudson.

A International IDEA cita especialmente a “guinada histórica” dos questionamentos em relação aos resultados das eleições presidenciais de novembro de 2020 por Donald Trump e “a redução das investigações do Congresso sobre a ação do presidente entre 2018 e 2020”.

Três categorias diferentes

A organização internacional acompanha cerca de 160 países há pelo menos 50 anos e classifica as nações em três categorias diferentes:

  • democracia (onde entram também as “em declínio”)
  • regimes híbridos
  • regimes autoritários

Mais de um quarto da população mundial vive agora em democracias em retrocesso e seriam cerca de 70% se forem somados os regimes autoritários ou “híbridos”, com uma tendência à degradação democrática contínua desde 2016.

O número de países onde a democracia é considerada em retrocesso quase dobrou em uma década e chega já a sete. Pelo quinto ano consecutivo, em 2020, o número de países que se dirigem para o autoritarismo superou o de países em fase de democratização.

Mianmar, Afeganistão, Mali

Mianmar recuará do nível de democracia para o de regime autoritário, enquanto o Afeganistão e o Mali passarão do nível de regimes híbridos ao de regimes autoritários. A Zâmbia, agora classificada como democracia, é o único país que mudou positivamente de categoria este ano.

Para 2021, a pontuação provisória da International IDEA registra 98 democracias, o número mais baixo em vários anos, 20 regimes “híbridos”, entre eles Rússia, Marrocos e Turquia, e 47 regimes autoritários, entre os quais estão China, Arábia Saudita, Etiópia e Irã.

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China fez teste com arma hipersônica que conseguiu disparar um míssil, diz jornal dos EUA

China conseguiu desenvolver uma tecnologia que nenhum outro país tem.

Por g1

Novas informações sobre o teste com a arma hipersônica que a China fez em julho foram revelados pelo jornal “Financial Times” no domingo (22).

A China fez os testes em julho, mas só em outubro a informação foi tornada pública pelo “Financial Times”. Os Estados Unidos reconheceram os avanços chineses.

De acordo com os novos detalhes publicados pelo jornal, a China conseguiu desenvolver duas armas hipersônicas:

  • Uma delas é um míssil que pode ser manobrado e é impulsionado por um motor;
  • A outra é um veículo que plana e atinge uma velocidade equivalente a cinco vezes a velocidade do som; essa aeronave pode levar ogivas nucleares e também disparar mísseis.

Essa segunda aeronave tem uma tecnologia que nenhum outro país conseguiu desenvolver.

No teste militar, o veículo hipersônico que plana chegou a disparar um míssil no Mar do Sul da China, segundo fontes ouvidas pelo “Financial Times”.

Os especialistas dos EUA tentam entender como a China desenvolveu essa tecnologia. Eles também discutem qual é o propósito do projétil —uma parte acredita que se trata de um projétil para disparar um míssil a partir do ar, e outros pensam que é um sistema de defesa que destrói mísseis no ar.

Os EUA se preocupam porque o segundo tipo de arma hipersônica pode circular o Polo Sul, e os americanos construíram seu sistema de defesa pensando em ameaças que viriam pelo Polo Norte.

Esse novo sistema daria à China mais opções para atingir alvos nos EUA.

Durante a Guerra Fria, os russos chegaram a tentar desenvolver um sistema parecido, mas era mais primitivo.

EUA dizem que teriam dificuldade para se defender

Em outubro, Mark Milley, chefe do Estado-Maior dos EUA, afirmou em uma entrevista que a China está fazendo avanços significativos em sistemas de armas hipersônicas, dos quais seria difícil para os Estados Unidos se defenderem.

“O que vimos foi um evento muito significativo de um teste de um sistema de armas hipersônico. E isso é muito preocupante”, disse Milley à emissora de televisão Bloomberg.

Ele também mencionou as comparações feitas com as primeiras vitórias da União Soviética na corrida espacial durante a Guerra Fria. “Não sei se é um momento [como o lançamento do] Sputnik, mas acho que está muito próximo disso”, disse o general.

A União Soviética lançou o satélite Sputnik em 1957, o que surpreendeu os EUA e gerou temores de que eles estivessem ficando para trás tecnologicamente em uma corrida armamentista cada vez mais acelerada.

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‘Milagre estar vivo’, diz taxista que evitou ataque ao fechar homem-bomba em carro

David Perry ficou ferido com explosão de bomba depois que ele estacionou em frente ao Liverpool Women’s Hospital, na Inglaterra.

Por BBC

O motorista de táxi que sobreviveu ao atentado com bomba em Liverpool diz que é um “milagre estar vivo” e que é grato por ninguém mais ter se ferido em “um ato tão perverso”.

David Perry ficou ferido quando uma bomba caseira explodiu logo depois que ele estacionou em frente ao Liverpool Women’s Hospital, em 14 de novembro.

O iraquiano que solicitava asilo na Inglaterra, Emad Al Swealmeen, de 32 anos, era passageiro do táxi e morreu quando a bomba que ele carregava explodiu.

A polícia disse anteriormente que a bomba era um explosivo caseiro com bolinhas de rolamentos presas a ela, capazes de causar “ferimentos graves ou até morte”.

Perry escapou, segundos antes de o veículo ser tomado pelas chamas, e foi levado ao hospital. Mas logo teve alta.

O taxista agradeceu ao público pela “incrível generosidade” desde a explosão.

Em um comunicado divulgado pelo Policiamento Anti-Terrorismo do Noroeste, Perry disse que ele e a esposa Rachel ficaram “completamente emocionados” com as mensagens de apoio após o ataque.

“Gostaríamos de agradecer a todos pelos votos de melhoras e pela incrível generosidade”, disse. “Sinto que é um milagre estar vivo e estou muito grato por ninguém mais ter se ferido em tal ato maligno”.

Perry disse que precisava “assimilar o que aconteceu e focar na minha recuperação, tanto mental como fisicamente”.

Ele também acrescentou um “agradecimento especial” à equipe do Liverpool Women’s Hospital, do Aintree Hospital, da Polícia de Merseyside e do Policiamento Anti-Terrorismo, que têm sido incríveis”.

Por meio de cartas, os moradores de Liverpool foram elogiados por líderes por “ficarem lado a lado” após o atentado.

A carta foi publicada em nome da chefe da polícia de Merseyside, Serena Kennedy; da prefeita de Liverpool, Joanne Anderson; da comissária de polícia e crime de Merseyside, Emily Spurrell; e do prefeito da região da cidade de Liverpool, Steve Rotheram.

Elogiando as pessoas por estarem juntas “diante da adversidade”, eles se comprometeram a “fazer com que as pessoas se sintam seguras para sair e aproveitar a cidade sabendo que estarão seguras”.

Asilo negado

Al Swealmeen tinha um histórico de doença mental e viveu em vários países do Oriente Médio antes de se mudar para o Reino Unido, disse um membro de sua comunidade na Jordânia à BBC News.

O pedido de asilo dele foi recusado em 2014 e as contestações legais subsequentes foram rejeitadas. O Ministério do Interior não comentou se ordenou que ele deixasse o Reino Unido.

Desde esse período, Al Swealmeen converteu-se do islamismo ao cristianismo, adotando o nome de Enzo Almeni.

Os registros do tribunal mostram que ele renovou um recurso de asilo sob esse nome em janeiro, com os argumentos sendo analisados no momento da morte dele.

O bispo de Liverpool, Paul Bayes, rejeitou as críticas ao modo que a Igreja acomoda os requerentes de asilo, dizendo que fez a coisa certa ao apoiar Al Swealmeen.

“Não recebemos um terrorista, recebemos alguém que estava um pouco perdido, fora de sua própria nação e que estava em uma jornada”, disse o bispo de Liverpool.

“Até hoje a polícia está nos dizendo que ninguém sabe ao certo por que ele fez o que fez.”

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Pelo menos 15 pessoas se afogam em festa budista em Mianmar

Os fiéis tentaram cruzar a estreita passagem que leva a um templo quando a maré ainda estava alta.

Por France Presse

Ao menos 15 pessoas morreram afogadas neste domingo (21), ao tentarem cruzar uma rua estreita inundada para chegar a um templo durante uma festa budista em Mianmar, informaram as forças de resgate à AFP.

A tragédia ocorreu quando milhares de fiéis tentaram chegar ao templo budista de Kyeik Hne, localizada em um afloramento rochoso a três quilômetros da costa, perto da cidade de Thanbyuzayat, no sul do estado de Mon.

“Nós normalmente deixamos as pessoas passarem às 6h30 da manhã, mas eles não nos ouviram e tentaram atravessar cedo demais”, disse uma autoridade local à AFP.

Segundo as autoridades, algumas pessoas morreram ao tentar atravessar uma passagem mal sinalizada que tem apenas quatro metros de largura, enquanto a maré estava muito alta. Outras pessoas morreram ao serem empurradas pela multidão.

Ko Kyaw Thu, um socorrista da cidade, disse à AFP que três pessoas ainda estão desaparecidas.

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