EUA voltam a autorizar ‘bombas de cianureto’ contra animais selvagens

Por France Presse

Imagem de lobo e três filhotes capturada por um vídeo de monitoramento no norte da Califórnia, em agosto de 2019 — Foto: California Department of Fish and Wildlife/AP

Imagem de lobo e três filhotes capturada por um vídeo de monitoramento no norte da Califórnia, em agosto de 2019 — Foto: California Department of Fish and Wildlife/AP

O governo do presidente americano Donald Trump, dos Estados Unidos, voltou a autorizar as armadilhas venenosas conhecidas como “bombas de cianureto” para matar raposas, coiotes e cães selvagens apesar da forte oposição dos grupos de conservação.

Os dispositivos, conhecidos como M-44, são implantados no solo e se assemelham a irrigadores de gramado. Eles usam um ejetor de molas para liberar cianureto de sódio quando um animal atraído por uma isca puxa um suporte do compartimento da cápsula.

O governo havia vetado o uso desses dispositivos no ano passado, após um deles ferir uma criança e matar o cachorro dela no estado do Idaho. A família da criança também abriu uma ação contra o governo federal.

A decisão de restabelecer o uso indignou grupos ambientalistas que enviaram para Agência de Proteção Ambiental mais de 20 mil cartas de protesto.

“São incrivelmente perigosas para as pessoas, seus animais de estimação e animais selvagens ameaçados, elas são muito perigosas para serem usadas”, disse à AFP Collette Adkins, diretora de conservação de carnívoros do Centro para a Diversidade Biológica.

“A indústria pecuária quer isso”, disse, e acrescentou que os grupos da indústria agrícola enviaram cerca de dez comentários a favor do liberação dos M-44 à EPA.

Segundo dados do governo, os M-44 mataram 6.579 animais em 2018, incluindo mais de 200 animais “não objetivo”, entre eles guaxinins, gambás e um urso.

Adkins disse que sua organização continuará pressionando por proibições em nível estadual, a última das quais foi aprovada por Oregon em maio.

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China acusa EUA de interferência em Hong Kong; manifestantes ocupam aeroporto

Por G1

Nesta sexta-feira (9), dia em que se completaram dois meses de manifestações em Hong Kong, a China afirmou que há interferência do Estados Unidos nos protestos e pediu para que os americanos para deixarem de se envolver imediatamente em Hong Kong e em assuntos internos chineses.

A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hua Chunying, disse que os EUA deveriam refletir sobre suas palavras e ações.

Chunying fazia referência a uma reportagem de um jornal de Hong Kong que mostra um encontro entre uma diplomata dos EUA reunida com alguns manifestantes em um lobby de um hotel.

O diário “Ta Kung Pao” publicou uma foto da diplomata, que eles identificaram como Julie Eadeh. O título do texto era “Forças estrangeiras intervêm”.

Os americanos interferem com frequência nos assuntos de Hong Kong, o que causa a revolta do povo chinês, disse Hua Chunying, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático.

Além disso, a representante do governo de Pequim voltou a temas que os chineses já haviam verbalizado: apoiam a líder de Hong Kong, Carrie Lam, e disse aos manifestantes que eles serão levados à Justiça.

Para os EUA, a China age com agressividade nesse episódio. “Não acho que vazar a informação pessoal de uma diplomata americana, fotos, nomes de seus filhos, não é um protesto formal, é o que um regime brutamontes faria”, disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Morgan Ortagus, disse na quinta (8).

Manifestação no aeroporto

Para marcar a data de dois meses, centenas de manifestantes voltaram a ocupar aeroporto de Hong Kong.

O objetivo da ação é sensibilizar visitantes estrangeiros sobre os motivos dos protestos, que desde 9 de junho têm levado multidões às ruas do território semiautônomo.

“Não somos agitadores, isso é uma tirania”, gritavam eles, a maioria vestida de preto, com máscaras e capacetes.

Os protestos começaram depois que o governo local apresentou um projeto de lei –atualmente suspenso– que permitiria a extradição de cidadãos de Hong Kong para a China continental.

O governo recuou do projeto, mas os manifestantes ampliaram a pauta de reivindicações com o objetivo de barrar a influência de Pequim no território, que eles consideram crescente, e de impedir a redução das liberdades dos cidadãos que vivem em Hong Kong.

Para a China, protestos são violentos

Os manifestantes, que não têm um líder, utilizam as redes sociais para coordenar os protestos e, até agora, conseguiram poucas concessões do poder político. A maioria dos atos é pacífico, mas com frequência terminam em confrontos com as forças de segurança.

No dia em que houve a celebração oficial do 22º aniversário do retorno do território ao domínio da China, no início de julho, manifestantes invadiram o Parlamento local.

A China, que apoia o governo local, tem endurecido o tom com os manifestantes nas últimas semanas. Os protestos foram descritos por Pequim como um plano violento, orquestrado por fundos estrangeiros para desestabilizar o governo central.

As autoridades chinesas advertiram os manifestantes de Hong Kong para que não subestimem “a firme determinação e a imensa força do governo central da China” e “não brinquem com fogo”, em uma clara ameaça de intervenção direta na repressão das manifestações.

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Vulcão na região de Tóquio entra em erupção


Por France Presse

Erupção no vulcão Asama — Foto: Jiji Press / Agência Meteorológica do Japão / AFP Photo

Erupção no vulcão Asama — Foto: Jiji Press / Agência Meteorológica do Japão / AFP Photo

Um vulcão situado a 140 km de Tóquio entrou em erupção, após quatro anos inativo, lançando uma coluna de fumaça e cinzas a dois quilômetros de altura.

O monte Asama, situado a noroeste da capital japonesa, entrou em erupção durante a noite de quarta-feira (7), levando a agência nacional de meteorologia a elevar o nível de alerta para grau três (1 a 5) e pedir à população que mantenha distância da cratera.

Segundo os especialistas, a queda de rochas e fluxos piroclásticos poderá afetar uma área de quatro quilômetros a partir da cratera, com pequenas pedras e cinzas caindo nas cidades vizinhas.

Monte Arama entrou em atividade pela última vez em junho de 2015, sem deixar vítimas.

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Índia diz ao Paquistão que Caxemira é ‘assunto interno’ indiano


Por France Presse

O governo indiano afirmou nesta quinta-feira (8) que Caxemira é um “assunto interno”. A afirmação é feita um dia depois do Paquistão expulsar o embaixador da Índia em represália à revogação da autonomia constitucional deste estado, decidida pelo governo nacionalista do premiê Narendra Modi.

“Os recentes acontecimentos vinculados ao artigo 370 [da Constituição indiana] são um assunto interno da Índia. A intenção por trás desta medida é mostrar ao mundo uma imagem alarmante de nossas relações bilaterais”, afirmou o ministério indiano das Relações Exteriores em um comunicado, que critica “ações unilaterais” do Paquistão.

Islamabad anunciou na quarta-feira (7) a expulsão do embaixador indiano no Paquistão e convocou seu embaixador em Nova Déli.

O governo paquistanês também suspendeu o comércio bilateral, uma medida simbólica em função dos limitados vínculos comerciais entre os países, que já entraram em guerra três vezes, duas delas pela disputa da Caxemira.

Narendra Modi fará um discurso ainda nesta quinta para explicar a decisão anunciada na segunda-feira de revogar de forma unilateral a autonomia constitucional da Caxemira, algo que pode incendiar a região conturbada que também é reivindicada pelo Paquistão.

O Parlamento indiano aprovou em seguida a divisão do estado da Caxemira em dois territórios administrados diretamente por Nova Déli.

Prisões na Caxemira

A Caxemira está isolada do resto do mundo desde domingo (3), com as comunicações bloqueadas, o comércio fechado e as ruas desertas, após a mobilização de dezenas de milhares de soldados indianos.

A agência de notícias Press Trust of India e o jornal “India Express” informaram que 560 pessoas foram detidas nas cidades de Srinagar, Baramulla e Gurez, na Caxemira indiana, desde o início da crise. Entre elas, estão empresários, ativistas e professores universitários. Algumas detenções aconteceram durante operações policiais noturnas.

Apesar da forte presença das forças de segurança e da proibição de manifestações e deslocamento, alguns protestos esporádicos foram registrados na cidade de Srinagar, reduto da contestação contra a Índia.

Um manifestante morreu depois de ser perseguido pela polícia na Caxemira indiana, afirmou na quarta-feira uma fonte policial à AFP.

A agência de segurança aérea indiana pediu aos aeroportos que reforcem os dispositivos de segurança e advertiu que a “aviação civil pode ser um alvo fácil de ataques terroristas”.

 — Foto: Juliane Monteiro/G1

— Foto: Juliane Monteiro/G1

Território em disputa

A região de Caxemira, que tem maioria muçulmana, é motivo de uma animosidade entre Índia e Paquistão há mais de 70 anos, desde que o Reino Unido fez a separação da colônia entre Índia (majoritariamente hindu) e Paquistão (muçulmano).

Depois da divisão do subcontinente indiano em 1947, esperava-se que a Caxemira fosse para o Paquistão, pois isso havia acontecido com as outras regiões de maioria muçulmana.

O líder da região naquela época era hindu. Ele queria a independência, mas, confrontado com uma invasão de grupos muçulmanos do Paquistão, aderiu à Índia, em troca de ajuda militar contra os invasores.

A Índia controla o Vale da Caxemira e a cidade de Jammu, que são as áreas mais populosas. Já o Paquistão controla um território no oeste. A China também controla uma área montanhosa com pouca gente.

Os dois países protagonizaram três guerras – duas delas por causa desta região montanhosa.

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Maré leva pacotes de cocaína até praia na Nova Zelândia


Por France Presse

Praia de Bethells, na Nova Zelândia — Foto: Reprodução Google

Praia de Bethells, na Nova Zelândia — Foto: Reprodução Google

Pacotes de cocaína avaliados em milhões de dólares foram encontrados em uma praia da Nova Zelândia e a polícia pediu que novos embrulhos eventualmente localizados na costa sejam entregues às autoridades.

A polícia recebeu ligações na quarta-feira (7) com alertas de que a maré havia arrastado pacotes de droga até a praia de Bethells.

“A polícia compareceu ao local e encontrou 19 pacotes. As análises confirmaram que contém cocaína”, afirmou o detetive Colin Parmenter.

A imprensa local informou que os pacotes de cocaína tinham pedaços de conchas, um provável sinal de que estavam no mar há algum tempo.

“Existe a possibilidade de que mais pacotes apareçam nas praias. Pedimos ao público que, neste caso, entre em contato imediatamente [com as autoridades]”, afirmou Parmenter.

Esta não é a primeira vez que algo similar acontece em praias da Nova Zelândia. Em 2016, as ondas arrastaram até uma praia do norte do país uma carga de 500 kg de metanfetamina.

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Imigração dos EUA prende 680 funcionários de fábricas no Mississippi em único dia


Por Associated Press

Funcionários da imigração dos EUAfizeram buscas em diversas fábricas de alimentos em Mississippi nesta quarta-feira (8), e prenderam 680 trabalhadores – em sua grande maioria latinos – no que foi a maior operação em locais de trabalho em pelo menos uma década.

Trabalhadores lotaram três ônibus – dois para homens e um para mulheres – na fábrica da Koch Food Inc., na pequena cidade de Morton, a 64 km de Jackson. Eles foram levados a um hangar militar para serem registrados por violações de imigração. Cerca de 70 familiares, amigos e moradores acenaram e gritaram ‘deixem eles irem! Deixe eles irem!” Mais tarde, outros dois ônibus chegaram.

Um menino de 13 anos, cujos pais são da Guatemala, chorou ao se despedir da mãe, uma funcionária da Koch, enquanto estava ao lado de seu pai. Alguns funcionários tentaram fugir correndo, mas foram capturados no estacionamento.

Funcionários que tiveram seu status legal confirmado receberam autorização para deixar a fábrica depois de terem seus porta-malas vasculhados.

“Foi uma situação triste lá dentro”, disse Domingo Candelaria, um morador legal e funcionário da Koch que disse que as autoridades checaram os documentos de identificação dos trabalhadores.

A empresa não respondeu imediatamente a um email da Associated Press pedindo comentários.

Cerca de 600 agentes se espalharam por fábricas de diversas companhias, cercando perímetros para impedir a fuga de funcionários. As ações ocorreram em pequenas cidades próximas a Jackson com uma força de trabalho amplamente composta por imigrantes latinos, incluindo Bay Springs, Carthage, Canton, Morton, Pelahatchie e Sebastapol.

Matthew Albence, diretor interino de imigração e alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), disse à Associated Press que as batidas poderiam ser a maior dessas operações até então em qualquer estado.

Questionado sobre o fato de as batidas estarem acontecendo no mesmo dia da visita do presidente Trump a El Paso, no Texas, Albence respondeu: “Esta é uma operação de longo prazo que está acontecendo. Nossas operações de fiscalização estão sendo feitas em uma base racialmente neutra. Investigações são baseadas em evidências”.

A operação foi outra demonstração da prioridade interna de Trump para reprimir a imigração ilegal. Embora planejada meses atrás, coincidiu com o dia em que Trump foi visitar El Paso para oferecer suas condolências à cidade de maioria latina depois que um atirador ligado a postagens online anti-hispânicas matou 22 pessoas no sábado.

Um hangar na Guarda Nacional do Mississippi em Flowood, perto de Jackson, foi preparado com 2 mil refeições para registrar funcionários por violações de imigração na quarta-feira. Havia sete filas, uma para cada local visitado. Ônibus foram enfileirados desde o início do dia para serem despachados para as fábricas.

A Koch Foods, com sede em Park Ridge, Illinois, é uma das maiores produtoras de frango dos EUA, emprega cerca de 13 mil pessoas, e opera no Mississippi, Alabama, Geórgia, Illinois, Ohio e Tennessee.

A Forbes a classifica como a 135ª maior empresa de capital fechado dos EUA, com uma receita anual estimada de US$ 3,2 bilhões. A fábrica de Morton produz mais de 700 mil toneladas de ração por ano, disseram funcionários da empresa em fevereiro. A empresa não tem relação com os proeminentes doadores políticos conservadores e ativistas Charles e David Koch.

Os agentes chegaram à fábrica de Morton passando por cima de uma cerca de arame farpado com uma placa indicando que a empresa estava contratando. Mike Hurst, o procurador federal para o Mississippi, estava no local.

Trabalhadores tiveram seus pulsos amarrados com tiras de plástico e foram orientados a depositar seus pertences em sacos plásticos transparentes. Agentes recolheram os sacos antes de eles embarcarem nos ônibus.

“Isso afetará a economia”, disse Maria Isabel Ayala, funcionária da creche dos funcionários da fábrica, enquanto os ônibus saíam. “Sem eles aqui, como você vai conseguir o seu frango?”

Os agentes de imigração também visitaram uma fábrica da Peco Foods Inc. em Canton, cerca de 56 quilômetros ao norte de Jackson. A empresa, com sede em Tuscaloosa, Alabama, diz que é a oitava maior produtora de aves nos EUA. Um representante da empresa não respondeu imediatamente a um telefonema ou e-mail pedindo comentários.

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Som de moto em Nova York causa correria após multidão pensar que estava em tiroteio

Por G1

Imagem da Times Square, em Nova York, em julho de 2019 — Foto: Michael Owens/AP

Imagem da Times Square, em Nova York, em julho de 2019 — Foto: Michael Owens/AP

O som do estampido de motocicletas foi interpretado como o de tiros na noite de terça-feira (6) na Times Square, um dos pontos turístico mais famosos de Nova York, nos Estados Unidos. Pessoas que caminhavam pelo local correram para se proteger.

The Daniels Group@DanielsGrp

People fleeing and hiding from #timessquare after suspected live shooter #NewYork we caught this from our hotel bar 10th floor #police confirmed this was not a live shooter #timessquare #NYC

Embedded video

1,00311:26 PM – Aug 6, 2019 ·Manhattan, NYTwitter Ads info and privacy802 people are talking about this

“Não há atirador na Times Square. O estampido de motocicletas que atravessavam [a região] soaram como tiros”, escreveu a polícia de Nova York em uma rede social.

A área estava muito segura, de acordo com a polícia, mas ainda assim o departamento recebeu ligações.

No último fim de semana houve dois ataques contra pessoas em locais públicos nos Estados Unidos num intervalo de cerca de 12 horas. O primeiro aconteceu em El Paso, Texas, no sábado (3), quando um homem matou 22 pessoas. O segundo foi na cidade de Dayton, Ohio, onde nove foram assassinadas na madrugada de domingo.

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Policiais a cavalo conduzem homem negro amarrado e a pé e são criticados nos EUA

Por G1

Polícia pede desculpas por ter levado homem algemado e amarrado até a delegacia, nos EUA

Polícia pede desculpas por ter levado homem algemado e amarrado até a delegacia, nos EUA

A imagem de dois policiais brancos a cavalo conduzindo um homem negro a pé, algemado e preso por uma corda, gerou polêmica em Galveston, no Texas. O chefe da polícia local divulgou nesta terça-feira (6) um pedido oficial de desculpas, no qual disse que a ação foi “um erro de julgamento” dos oficiais.

Uma foto da cena circula nas redes sociais desde a prisão de Donald Neely, de 43 anos, no sábado, por invasão de propriedade privada. Muitas pessoas comparam a imagem à época da escravidão e criticam os policiais pela maneira humilhante como eles levaram Neely por oito quarteirões, até a central de polícia. Elas também questionam se o mesmo teria sido feito caso o suspeito fosse um homem branco.

No comunicado divulgado nesta terça, o chefe de polícia Vernon Hale afirma que os oficiais deveriam ter aguardado no local da prisão a chegada de uma viatura que pudesse conduzir Neely.

Ele diz que “essa é uma técnica treinada e a melhor prática em alguns cenários”, citando como exemplo o controle de multidões. Mas admite que os policiais envolvidos, identificados apenas como P. Brosch e A. Smith. “demonstraram julgamento fraco nesta situação e poderiam ter esperado por uma viatura no local da prisão”.

Ainda de acordo com Hale, o departamento mudou “imediatamente” sua política para que a prática não seja mais adotada.

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Pesquisa aponta que Biden lidera corrida democrata nos EUA graças a minorias


Por Reuters

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden manteve sua liderança para a indicação do Partido Democrata para a disputa da eleição presidencial de 2020, com minorias gravitando em torno do vice de Obama e de seu principal rival, o senador Bernie Sanders, do Estado de Vermont, em busca da aposta mais segura para bater o atual presidente Donald Trump, mostrou uma pesquisa da Reuters/Ipsos.

A pesquisa conduzida entre os dia 1º e 5 de agosto e publicada nesta terça-feira (6) mostrou que 22% dos democratas e independentes votariam em Biden, uma porcentagem inalterada de uma pesquisa semelhante conduzida no mês passado, enquanto 18% votariam em Sanders, que subiu 2 pontos percentuais desde o levantamento de julho.

Nenhum dos demais 23 candidatos recebeu mais do que 9% das intenções de voto.

Biden e Sanders oferecem aos democratas opiniões altamente contrastantes sobre como governar. Sanders lidera a iniciativa para expandir a cobertura de Saúde pública para todos os norte-americanos, enquanto Biden promete uma abordagem mais moderada que permitiria que as pessoas mantivessem seus planos de saúde existentes.

A escolha para os democratas, no entanto, pode ter menos a ver com ideologia e mais a ver com quem seria o melhor para enfrentar Trump nas eleições gerais marcadas para novembro de 2020.

De acordo com a sondagem, 36% dos democratas dizem que estão apenas buscando alguém que consiga vencer. Apenas 11% dizem que a qualidade mais importante é um forte plano para a saúde pública, e 5% diz que é mais importante uma escolha com propostas fortes para a área ambiental.

Biden e Sanders são vistos atualmente como as apostas mais seguras para bater Trump entre todos os democratas. Ambos melhoraram seus desempenhos entre minorias no último mês, enquanto Trump repetidamente difamava parlamentares em uma série de tuítes e comentários públicos que enfureceram democratas e muitos outros.

Em uma discussão Trump chegou a dizer para que quatro parlamentares pertencentes à minorias “voltassem” para onde vieram.

Entre julho e agosto, tanto Biden quanto Sanders receberam um alto nível de apoio de grupos minoritários, que também deixaram de apoiar candidatos menos conhecidos como a senadora norte-americana Kamala Harris, da Califórnia, e o ex-deputado texano Beto O’Rourke.

Entre as minorias raciais que se identificam como democratas ou independentes, 23% disseram que votariam em Biden e 23% por cento disseram que apoiariam Sanders, o que representa uma alta de 2 pontos percentuais para cada pré-candidato desde julho.

Outros 6% disseram apoiar Harris, que caiu 5 pontos desde julho, e 2% votariam em O’Rourke, que registrou queda de 3 pontos desde a última pesquisa.

Quando perguntados sobre quem teria mais chances de bater Trump nas eleições gerais de 2020, 33% das minorias escolheram Biden contra 19% que optaram por Sanders.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi conduzida online e em língua inglesa nos Estados Unidos. O levantamento reuniu respostas de 1.258 adultos, incluindo 494 deles pertencentes a minorias raciais. O intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, é de 5 pontos percentuais.

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Ladrões roubam milhões em moedas de ouro na Casa da Moeda no México


Por Reuters

Ladrões armados invadiram uma fábrica de moedas do governo mexicano na terça-feira (6) e encheram uma mochila com mais de 50 milhões de pesos (quase R$ 10 milhões) em moedas de ouro de um cofre que havia sido deixado aberto, disseram autoridades de segurança.

O roubo à luz do dia foi o mais recente crime de grande repercussão que atingiu a Cidade do México.

Duas pessoas, uma delas com uma arma de fogo, invadiram uma agência da Casa da Moeda pela manhã depois de jogar no chão um guarda e tomar sua arma, informou a polícia da Cidade do México.

Um dos ladrões foi até o cofre, que estava aberto, e encheu uma mochila com 1.567 moedas de ouro, disse a polícia.

As moedas, conhecidas como “centenários”, têm um valor nominal de 50 pesos, mas são negociadas por 31.500 pesos (mais de R$ 6 mil) cada, de acordo com o banco mexicano Banorte. Isso faz com que o valor total da carga seja de quase R$ 10 milhões.

A moeda foi cunhada pela primeira vez em 1921 para comemorar o centésimo aniversário da independência mexicana da Espanha, de acordo com o banco central. A produção foi suspensa em 1931, mas a moeda voltou a ser produzida a partir de 1943 devido à demanda por moedas de ouro.

Um lado ostenta o brasão do México, com uma águia empoleirada no topo de um cacto, e o outro apresenta o icônico monumento Anjo da Independência da capital, apoiado pelos majestosos vulcões Iztaccihuatl e Popocatepetl. As moedas, de 37 mm (1,46 polegadas) de diâmetro, têm uma excelência de ouro de 0,900, ou 90% de pureza.

A mesma filial da Casa da Moeda também foi invadida no ano passado enquanto o prédio estava sendo reformado, segundo a mídia mexicana.

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