Homem é preso nos EUA acusado de incendiar igrejas centenárias; FBI investiga motivação racista

Por G1

A polícia do estado de Louisiana, nos Estados Unidos, prendeu na quarta-feira (10) o homem de 21 anos acusado de atear fogo em três igrejas centenárias na região da cidade de Opelousas. De acordo com a agência Associated Press, os templos eram frequentados por pessoas negras, e o FBI apura se houve motivação racista para o crime.

Os incêndios ocorreram entre 26 de março e 2 de abril. As igrejas – todas construídas há mais de 100 anos – estavam vazias, e, portanto, ninguém se feriu. Cada uma delas servia às comunidades afro-americanas na região rural perto da cidade de Opelousas, a cerca de 220 km de Nova Orleans.

O chefe do Corpo de Bombeiros local, Butch Browning, disse que o homem agiu sozinho. Ele, no entanto, preferiu não comentar o que teria levado o acusado a cometer os incêndios.

No entanto, o governo do estado de Louisiana, John Bel Edwards, afirmou que os incêndios foram “especialmente dolorosos” porque lembram “um passado horrível de medo e intimidação”.

O sul dos Estados Unidos sofreu durante décadas com ataques a igrejas frequentadas pela população afro-americana, especialmente durante a vigência das leis de segregação apelidadas de Jim Crow. Somente em 1965 elas foram completamente retiradas.

O estado de Louisiana é o segundo com maior população negra nos EUA – 37,3% dos habitantes locais têm origem afro-americana, de acordo com censo de 2010.

Agente ajudou a prender o próprio filho

O acusado é filho de um dos assistentes do xerife local. O pai, inclusive, ajudou as autoridades norte-americanas a prender o rapaz.

“Ele está devastado. Foi muito difícil”, disse o xerife Bobby Guidroz sobre a reação do pai ao saber que o próprio filho era o principal suspeito do crime.

Os investigadores chegaram ao acusado com a ajuda de câmeras de segurança de casas e comércios próximos às igrejas queimadas, e com rastreamento de telefone celular. Além disso, eles encontraram o recibo da compra dos equipamentos inflamáveis para atear fogo.

O homem, agora, vai responder por três acusações de incêndio a estabelecimento religioso. Somadas as penas, ele pode ser condenado a 45 anos de cadeia.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Senadores dos EUA propõem lei contra algoritmos preconceituosos nas empresas de tecnologia

Por Reuters

Parlamentares norte-americanos propuseram na quarta-feira (10) uma lei que exigiria que grandes empresas de tecnologia detectassem e eliminassem quaisquer algoritmos e processos de inteligência artificial que gerassem viés e discriminação.

A proposta ressalta o crescente interesse de Washington na regulamentação do Vale do Silício e vem depois de o Departamento de Habitação e Urbanismo americano acusar o Facebook por discriminação em anúncios de moradia.

Intitulado ‘Algorithmic Accountability Act’, a proposta daria novos poderes à Comissão Federal de Comércio (FTC) e forçaria as empresas a estudarem se preconceitos raciais, de gênero são criados por suas tecnologias. As regras se aplicariam a empresas com faturamento anual acima de US$ 50 milhões, às que compram e vendem informações de consumidores e às que detêm dados de mais de 1 milhão de usuários.

“Os computadores estão cada vez mais envolvidos nas decisões importantes que afetam a vida dos americanos — se alguém pode ou não comprar uma casa, conseguir um emprego ou até mesmo ir para a cadeia”, disse o senador democrata Ron Wyden em um comunicado de imprensa anunciando o projeto.

“Mas, em vez de eliminar o preconceito, com frequência esses algoritmos confiam em suposições tendenciosas ou dados que podem reforçar a discriminação contra mulheres e pessoas de cor”, afirmou.

O comunicado à imprensa citou como exemplo uma reportagem informando que a Amazon havia descartado um mecanismo de recrutamento automatizado que era preconceituoso contra mulheres, além da acusação do Departamento de Habitação e Urbanismo contra o Facebook.

O senador Cory Booker e a deputada Yvette Clarke, ambos democratas, juntaram-se a Wyden para apresentar o projeto de lei, que pode enfrentar uma batalha difícil no Senado, controlado pelos republicanos.

A Associação da Internet, que tem AmazonFacebookGoogle e outras grandes empresas de tecnologia como membros, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Julian Assange é preso em Londres

Por G1

O fundador do WikiLeaksJulian Assange, de 47 anos, foi preso nesta quinta-feira (11) pela polícia britânica na embaixada do Equador, em Londres, onde estava refugiado desde 2012. O WikiLeaks é uma organização que divulga documentos confidenciais de governos e empresas.

A polícia londrina afirmou que a prisão tem relação com um pedido de extradição contra Assange feito por autoridades norte-americanas. Os policiais entraram na embaixada após o presidente equatoriano, Lenín Moreno, suspender o asilo que concedia a ele.

O criador do WikiLeaks foi levado para uma delegacia do centro de Londres e depois seguiu para a Corte de Magistrados de Westminster.

Segundo Moreno, o fundador do WikiLeaks violou repetidas vezes os termos acordados para permanência na embaixada. Ele disse que o asilado não tinha o direito de “hackear contas privadas ou telefones” e não podia intervir na política de outros países, especialmente aqueles que têm relações amistosas com o Equador.

Em uma rede social, Moreno afirmou que a decisão foi tomada também em razão da conduta desrespeitosa e agressiva de Assange, além das declarações da sua organização contra o Equador (veja abaixo). Ele foi acusado, pelo presidente equatoriano, de instalar equipamentos eletrônicos não permitidos e bloquear câmeras de segurança da embaixada, além de maltratar guardas.

Nesta semana, Fidel Narvaez, ex-cônsul do Equador, havia dito que Assange foi acusado de invadir a privacidade de Moreno.

A cidadania equatoriana de Assange foi suspensa, de acordo com o ministro das Relações Exteriores do país.

Embedded video

Lenín Moreno@Lenin

In a sovereign decision Ecuador withdrew the asylum status to Julian Assange after his repeated violations to international conventions and daily-life protocols. #EcuadorSoberano2,7596:27 AM – Apr 11, 20192,869 people are talking about thisTwitter Ads info and privacy

Para o WikiLeaks, a decisão do Equador foi “ilegal”. O grupo já esperava o “despejo” do seu fundador. Na quarta-feira (10), o WikiLeaks divulgou que Assange foi espionado durante parte do período em que ele ficou na embaixada.

Kristinn Hrafnsson, editor-chefe do WikiLeaks, disse que as informações podem ter sido entregues ao governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Assange é investigado naquele país pelo maior vazamento de documentos da sua história.

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é preso na embaixada do Equador em Londres, nesta quinta-feira (11)  — Foto: Reprodução/RUPTLY

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é preso na embaixada do Equador em Londres, nesta quinta-feira (11) — Foto: Reprodução/RUPTLY

Refúgio

Assange se refugiou na embaixada do Equador em 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia, onde ele enfrentava um processo por abuso sexual. O caso foi arquivado em 2017.

Ele mantinha a sua condição de asilado, no entanto, porque há um processo contra ele na Inglaterra, por falta de pagamento de fiança, e uma ação nos EUA pela divulgação feita pelo WikiLeaks de documentos sigilosos.

Moreno afirmou, segundo a Reuters, que o Equador recebeu uma garantia britânica de que Assange não seria extraditado para um país onde ele poderia enfrentar a pena de morte.

Assange ficou conhecido internacionalmente em 2010, quando o WikiLeaks publicou um vídeo de 2007 que exibia helicópteros Apache matando 12 pessoas em Bagdá – entre as vítimas, havia duas equipes de notícias da Reuters.

Ainda em 2010, o grupo divulgou mais de 90 mil documentos secretos com detalhes da campanha militar dos EUA no Afeganistão, seguido por quase 400 mil relatórios internos que descreviam operações no Iraque.

A proteção diplomática tinha sido concedida pelo Equador a Assange há quase sete anos pelo antecessor de Moreno, Rafael Correa, que agora vive na Bélgica.

Reação no Equador

A proteção diplomática tinha sido concedida pelo Equador a Assange há quase sete anos pelo antecessor de Moreno, Rafael Correa, que agora vive na Bélgica.

Após a prisão de Assange, o ex-presidente equatoriano denunciou imediatamente a decisão de Quito como “ilegal” e “em violação ao direito internacional”.

“Lenín Moreno, nefasto presidente do Equador, demonstrou sua miséria humana ao mundo, entregando Julian Assange – não apenas asilado, mas também cidadão equatoriano – à polícia britânica. Isto coloca em risco a vida de Assange e humilha o Equador. Dia de luto mundial”, tuitou Correa.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Número de mortos pelo ciclone Idai, no sudeste da África, passa de 1 mil

Por G1

Homem procura por vítimas em destroços de milharal em Moçambique, após passagem do ciclone Idai — Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo

Homem procura por vítimas em destroços de milharal em Moçambique, após passagem do ciclone Idai — Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo

Passou de 1 mil o número de mortos pelo ciclone Idai, que devastou MoçambiqueZimbábue Malaui há quase um mês. As autoridades locais registraram os seguintes balanços de vítimas nesta quarta-feira (10):

  • Moçambique: 602 mortos;
  • Zimbábue: 344 mortos;
  • Malaui: 59 mortos.

Segundo a agência Associated Press, o número de vítimas deve aumentar. Inclusive, talvez nunca se chegue a um total de mortos definitivo. Isso porque ainda há um número desconhecido de desaparecidos, e ainda existe o risco relacionado às doenças decorrentes dos alagamentos causados pelo ciclone Idai.

Os casos de cólera, inclusive, passaram de 4 mil nesta quarta – a doença é transmitida pela contaminação de água e alimentos por uma bactéria. Sete pessoas morreram por causa do cólera até terça-feira.

maioria dos casos do cólera foi registrada na cidade portuária de Beira, em Moçambique, a mais devastada pelo ciclone Idai. Os ventos destruíram casas e causaram enchentes, matando centenas de pessoas e deixando muitos desabrigados.

Além disso, a tempestade destruiu o sistema de água à população de Beira. O abastecimento voltou há poucos dias, mas só é suficiente para cerca de 60% da população da cidade, que tem cerca de 500 mil habitantes.

Há também o receio de um surto de malária na região, uma vez que focos do mosquito causador da doença se formaram nas poças deixadas pelos alagamentos.

Ciclone Idai

O ciclone Idai tocou o solo de Moçambique em 14 de março, e deixou rastro de destruição pelos três países por onde passou. Os ventos ultrapassaram 140 km/h, e destruíram casas e causaram alagamentos.

Por causa dos estragos, dezenas de ONGs, organizações internacionais e governos de países enviaram ajuda humanitária com alimentos e equipamentos de saúde. Bombeiros brasileiros que atuaram no desastre de Brumadinho (MG) também participaram das operações.

Além disso, após os registros de cólera, a Organização Mundial da Saúde mandou carregamentos com doses de vacina contra a doença.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Japão facilita entrada de trabalhadores estrangeiros

Por Deutsche Welle

Novos regulamentos para vistos japoneses entraram em vigor em 1º de abril, permitindo que mais imigrantes entrem no Japão para ocupar algumas das dezenas de milhares de vagas de emprego que estão atualmente esperando serem preenchidas.

Enquanto a comunidade empresarial japonesa acolheu os novos regulamentos com um suspiro de alívio, há muitos no Japão que dizem que o governo cometeu um erro e está colocando em risco os empregos, a harmonia social e até mesmo a segurança nacional.

A legislação, que foi aprovada em dezembro de 2018, inclui importantes revisões do sistema anterior para trabalhadores estrangeiros.

O novo visto tem duas versões, e ambas exigem que um candidato a emprego seja patrocinado por uma empresa japonesa. Trabalhadores em busca de trabalho também devem fornecer evidências de que passaram em vários testes, incluindo um exame de língua japonesa.

Quatorze áreas da indústria, incluindo serviços de alimentação, limpeza, construção, agricultura, pesca, reparação de veículos e operação de máquinas industriais, são cobertas pelo primeiro tipo de visto, destinado a pessoas com habilidades restritas de trabalho.

A permanência do trabalhador seria limitada a cinco anos, com a opção de renovação de visto. Os trabalhadores estrangeiros não poderiam trazer seus familiares para o Japão.

Já o segundo tipo de visto permite que trabalhadores qualificados tragam suas famílias para o Japão, se cumprirem determinados critérios. Críticos afirmam que o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe abriu uma porta para o assentamento permanente de imigrantes no Japão.

O governo insiste que os trabalhadores só permanecerão temporariamente no país e que não são imigrantes.

Mão de obra urgente

Analistas do setor dizem que a escassez de mão de obra do Japão precisa ser resolvida com urgência, embora avisem que os 47,5 mil vistos previstos para serem emitidos no primeiro ano e os 345 mil previstos para serem concedidos dentro de cinco anos ainda ficarão aquém do que as indústrias domésticas demandam.

“As estatísticas do governo e a indústria estão nos dizendo que o mercado de trabalho está completamente esvaziado”, ressalta Martin Schulz, economista sênior do Instituto de Pesquisa Fujitsu, em Tóquio.

“Com o boom no setor de construção antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, as empresas estão ficando desesperadas”, acrescenta, em entrevista à DW. “Estão achando muito difícil cumprir os requisitos de seus atuais projetos e se recusando a aceitar novos contratos.”

“As empresas que querem se mudar para novos escritórios estão sendo aconselhadas a esquecer isso nos próximos dois anos”, afirma, complementando que a situação é semelhante em praticamente todos os setores, até mesmo na agricultura.

Talvez o indicador mais sério de falta de trabalhadores possa ser visto nas onipresentes lojas de conveniência 24 horas do Japão.

Os detentores de licenças de funcionamento estão com dificuldades, trabalhando longas horas para conseguir manter suas portas abertas por todo esse tempo e atender aos requisitos de seus contratos de franquia.

Nos últimos anos, o Japão tem visto mais mulheres entrarem no mercado de trabalho, juntamente com um número crescente de pessoas idosas, quer adiando a aposentadoria ou retornando para suas antigas empresas, porque são requisitadas pelo mercado de trabalho. Apesar disso e das novas regras de visto, Schulz aponta que muitas vagas permanecem vazias.

Indústria elogia medida

Nobuyoshi Aoyama, um alto funcionário da Câmara de Comércio e Indústria do Japão, elogiou as ações do governo em uma coletiva de imprensa realizada pouco antes da entrada em vigor da nova regulamentação sobre vistos.

“Apreciamos o novo sistema, que aborda a questão da escassez de mão de obra”, sublinhou ele, acrescentando que também é vital para o país promover a “integração harmoniosa de estrangeiros” aos locais de trabalho e às comunidades.

No entanto, Schulz diz que há muitas pessoas críticas à ideia, citando manifestações em frente ao Ministério do Trabalho e protestos em empresas.

“Há muita resistência dentro do Partido Liberal Democrata, atualmente no governo, e em seus distritos eleitorais, onde há preocupação com o impacto que milhares de estrangeiros terão em suas comunidades”, ponderou, acrescentando que o Japão “não tem escolha” senão abrir sua portas para trabalhadores estrangeiros.

“Mesmo com mais automação e robôs, simplesmente não há pessoas suficientes.”

“Eu vejo essa medida [novas regras para vistos] como um teste para o país, enquanto eles experimentam as novas regulamentações e a integração de estrangeiros na sociedade japonesa”, diz. “Se essas pessoas conseguirem se encaixar, talvez as regras sejam relaxadas ainda mais no futuro, e mais estrangeiros possam vir com suas famílias.”

Barreiras à integração

Yoichi Shimada, professor de Relações Internacionais da Universidade da Província de Fukui, observa que a escassez de mão de obra está “paralisando” muitos setores industriais, enquanto a queda da taxa de natalidade e o envelhecimento da população do Japão indicam que é improvável que haja uma solução de curto prazo para o problema.

“É compreensível que a indústria tenha pressionado o governo a aprovar essas novas regulamentações sobre vistos, e que as empresas estejam aliviadas de que alguns de seus problemas de pessoal venham a ser resolvidos”, afirma. “Mas nada está sendo feito para responder às preocupações sobre tantos estrangeiros que chegarão ao Japão.”

Além dos problemas de assimilação social ou questões de barreira linguística, Shimada diz estar mais preocupado com o país de origem dos trabalhadores, acrescentando que apoia uma triagem cuidadosa dos candidatos estrangeiros.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

O gigantesco iceberg que está se separando da Antártida- e por que o aquecimento global é inocente neste caso

Por BBC

Um iceberg gigante deve se romper em breve perto da estação britânica de pesquisa Halley VI, na Antártida- e dessa vez a culpa, segundo pesquisadores, não é do aquecimento global.

Os cientistas Jan De Rydt e Hilmar Gudmundsson passaram anos estudando o local e afirmam que o rompimento será resultado de um processo de erosão natural.

A estação britânica na Antártida, que está localizada numa plataforma flutuante de gelo, foi transferida em 2017 para mais longe da área onde haverá a ruptura.

Infográfico mostra o local da fissura — Foto: Nasa

Infográfico mostra o local da fissura — Foto: Nasa

O bloco que deve se descolar da plataforma deverá ter tamanho equivalente a 150 mil campos de futebol ou a área de uma cidade como Londres, segundo os cientistas. Não está claro quando, exatamente, isso vai ocorrer, mas pode ser a qualquer momento. Os funcionários da estação britânica foram, inclusive, retirados do local por precaução.

Aquecimento global

Assim que o rompimento ocorrer, certamente uma das primeiras perguntas a serem feitas será sobre a influência das mudanças climáticas no episódio.

O time da Northumbria University acredita que já pode responder a esse questionamento com segurança: “A influência é nenhuma”.

Jan De Rydt e Hilmar Gudmundsson construíram um modelo para descrever o comportamento da plataforma flutuante de gelo, conhecida como “Brunt Ice Shelf”.

O Brunt é essencialmente um amálgama de gelo glacial que se descolou do continente e passou a flutuar no oceano a um ritmo de 400 metros por ano.

Com satélites e equipamentos de coleta de dados da superfície do gelo, o time revelou como as erosões estão distribuídas pela estrutura de 260 metros de espessura. O modelo de cálculo desenvolvido pelos cientistas consegue prever quando as rupturas devem ocorrer e qual a extensão delas.

“O modelo mostra que as rachaduras no gelo começaram a aumentar como resultado das tensões internas geradas pelo crescimento natural da geleira. A própria geleira criou essa fissura”, diz Hilmar Gudmundsson.

Mas essa rachadura que deve desembocar num rompimento não é a primeira nem única da plataforma de gelo. Há também uma rachadura apelidada de Halloween, descoberta em 31 de outubro de 2016, no dia das Bruxas. Neste caso, também, a explicação não vem do aquecimento global.

“Não há indicação de dados oceanógrafos nem atmosféricos de que o clima está afetando a área de Brunt”, disse Rydt à BBC News.

“Nossas observações do oceano sofrem limitações, mas que o temos não indica a ocorrência de qualquer coisa incomum. Nosso modelo mostra que o que estamos vendo pode ser perfeitamente explicado por mudanças naturais na geometria do gelo”, completou.

Infografia ilustra linhas da fissura de 1915 a 2019 — Foto: Nasa, Ste Lhermitte, USGS, Landsat

Infografia ilustra linhas da fissura de 1915 a 2019 — Foto: Nasa, Ste Lhermitte, USGS, Landsat

Foram Rydt e Gudmundsson que alertaram para a necessidade de mudar a estação de pesquisa Halley VI de local. Eles também recomendaram que a estação fique fechada de março a novembro deste ano.

Há incertezas sobre como a geleira vai reagir à ruptura e não seria inteligente arriscar ter de empreender missões de resgate na escuridão de um inverno polar.

Sem a presença de seres humanos na superfície de gelo, os sinais do rompimento terão que ser captados por equipamentos instalados no local e por observações espaciais.

Os radares do satélite Sentinela 1, da União Europeia, passam sobre a geleira semanalmente e são capazes de identificar não apenas a propagação de fissuras, mas também sutis deformações no gelo.

A tecnologia de coleta remota de dados é processada pela empresa ENVEO (Environmental Earth Observation), que fica em Innsbruck, na Áustria.

Os funcionários da ENVEO são co-autores de um artigo científico com o time da Northumbria University. O texto deve ser publicado na revista acadêmcia The Cryosphere.

Embora o modelo seja capaz de prever fissuras na geleira Brunt, ele não consegue calcular a data exata do rompimento total do bloco de gelo, que produzirá um iceberg de cerca de 1.500 km².

“Eu diria que (o rompimento) vai acontecer a qualquer momento, num prazo de um ano”, diz Gudmundsson.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Dois em cada três hotéis vazam dados pessoais de hóspedes, diz pesquisa

Por Reuters

Dois em cada três sites de hotéis inadvertidamente vazam detalhes de reservas de hóspedes e dados pessoais para sites de terceiros, incluindo anunciantes e empresas de análise de dados. A informação é parte de uma pesquisa divulgada pela empresa de segurança digital Symantec, nesta quarta-feira (10).

O estudo, que analisou mais de 1,5 mil sites de hotéis com duas a cinco estrelas em 54 países, foi divulgado vários meses depois que a rede Marriott International afirmou ter sofrido uma das piores violações de dados da história. A Symantec diz que a Marriott não foi incluída do levantamento.

As informações pessoais comprometidas incluem nomes completos, endereços de email, dados de cartão de crédito e números de passaporte de hóspedes que poderiam ser usados por criminosos cibernéticos, que estão cada vez mais interessados nos movimentos de profissionais influentes e funcionários de governo, disse a Symantec.

“Embora não seja nenhum segredo que os anunciantes estão rastreando os hábitos de navegação dos usuários, neste caso, as informações compartilhadas podem permitir que esses serviços façam login, visualizem detalhes pessoais e até cancelem a reserva”, disse Candid Wueest, pesquisador principal do estudo.

A pesquisa mostrou que os vazamentos geralmente ocorrem quando um site de um hotel envia emails de confirmação, que possui informações de reserva. O código de referência anexado ao link pode ser compartilhado com mais de 30 provedores de serviços diferentes, incluindo redes sociais, mecanismos de pesquisa e serviços de publicidade e análise.

Wueest disse que 25% dos responsáveis pela privacidade de dados nos sites de hotéis afetados não responderam à Symantec dentro de seis semanas quando notificados do problema, e os que responderam levaram uma média de 10 dias para fazê-lo.

“Alguns admitiram que ainda estão atualizando seus sistemas para serem compatíveis com o GDPR [legislação de proteção de dados na Europa]”, disse Wueest. A lei que entrou em vigor há cerca de um ano, impediria esse tipo de compartilhamento sem autorização. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados passa a vigorar em fevereiro de 2020 e deve trazer essas mudanças para companhias brasileiras.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Justiça argentina manda governo de Buenos Aires suspender aplicativos de entregas

Por G1

A Justiça da Argentina deu uma ordem para que o governo da cidade de Buenos Aires proíba imediatamente o funcionamento de aplicativos de entregas, como Rappi e Glovo, segundo os jornais do país.

A determinação vale enquanto não houver previsão legal no código de trânsito de como essas companhias devem operar.

Há uma lista de requisitos que a Justiça considera fundamentais para que as empresas possam funcionar.

Os trabalhadores não poderão voltar às ruas até que se garanta que todos circularão com capacetes, que a mochila esteja fixada à moto ou bicicleta, que haja sinalização luminosa nos veículos e que eles tenham um plano de seguro para acidentes.

Pedidos de sindicatos e empresas

A decisão é de terça-feira (9). O juiz que a assinou, Andrés Gallardo, ordenou ainda que o Ministério do Desenvolvimento Humano apresente um plano de emergência econômica e social para compensar a falta de renda dos entregadores até que a situação seja resolvida.

A Justiça acatou um pedido da defensoria pública argentina, que havia sido procurada por sindicatos e também por outras empresas, de acordo com o texto de Gallardo.

A polícia da capital argentina fez uma pesquisa e averiguou que 67% dos entregadores não usam capacete.

Para o juiz Gallardo, é “paradoxal que não haja regulamentação e, ainda assim, as ruas estejam infestadas de entregadores sem capacete e sem proteção adequada”.

A Rappi afirmou que vai recorrer da decisão, de acordo com o jornal “La Nación”.

No Brasil já houve protestos de entregadores que discordam dos valores que as empresas pagam pelas viagens. Os trabalhadores de São Paulo reclamaram da forma como é calculado o frete.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nova York declara emergência devido a surto de sarampo

Por Jonathan Allen e Gina Cherelus, Reuters

Homem passa perto de escola judaica no  Brooklyn, em Nova York. — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Homem passa perto de escola judaica no Brooklyn, em Nova York. — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Um surto de sarampo no Brooklyn, principalmente entre crianças judias ortodoxas, fez com que a cidade de Nova York declarasse uma emergência de saúde pública nesta terça-feira (9), exigindo que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.

O maior surto do vírus, antes praticamente erradicado, na cidade desde 1991, está basicamente contido na comunidade judaica ortodoxa do bairro de Williamsburg, com 285 casos confirmados desde outubro, disse o prefeito Bill de Blasio em coletiva de imprensa. O número representa um salto acentuado dos apenas dois casos registrados em todo o ano de 2017.

“Esse é o epicentro de um surto de sarampo que é muito, muito preocupante e que precisa ser enfrentado imediatamente”, disse de Blasio. O prefeito foi acompanhado por autoridades de saúde da cidade que criticaram o que chamaram de “desinformação” espalhada por críticos das vacinas.

O vírus do sarampo é altamente contagioso e pode levar a sérias consequências e à morte. Embora nenhuma morte tenha sido confirmada até agora, 21 pessoas foram hospitalizadas, com cinco na unidade de terapia intensiva, segundo autoridades. Todos os casos confirmados, com exceção de 39, afetaram crianças.

O surto faz parte de um reaparecimento mais amplo do vírus nos Estados Unidos, com 465 casos registrados em 19 Estados até agora neste ano, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Em 2000, os Estados Unidos declararam que o sarampo havia sido eliminado do país devido à ampla vacinação, o que significa que não estava mais constantemente presente. Entretanto, as taxas de vacinação têm caído nos últimos anos, de acordo com especialistas em doenças infecciosas.

O surto no Brooklyn tem sido associado a uma criança não vacinada que foi infectada durante visita a Israel, que também está enfrentando uma epidemia da doença, de acordo com o Departamento de Saúde da Cidade de Nova York.

Autoridades disseram que irão impor multas de até mil dólares àqueles que não tomaram a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e não podem fornecer outra evidência de imunidade, como já terem tido sarampo.

Essa é a primeira vez na história recente em que a cidade de Nova York ordena vacinações obrigatórias, de acordo com autoridades de saúde.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Parlamento do Reino Unido aprova pedido de prorrogação do Brexit de Theresa May à União Europeia

Por Agência EFE

A Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou nesta terça-feira (9) uma moção que respalda o pedido de uma prorrogação do Brexit até 30 de junho feito pela primeira-ministra britânica, Theresa May, à União Europeia.

Uma lei impulsionada pela deputada trabalhista Yvette Cooper e pelo conservador Oliver Letwin obrigou o governo a buscar um sinal verde do parlamento para esse plano, embora a primeira-ministra tenha pedido a extensão a Bruxelas na sexta-feira.

Por 420 votos a favor e 110 contra, os deputados aceitaram o novo prazo de saída da UE proposto por May, que agora deve ser avaliado pelos outros líderes comunitários na cúpula europeia extraordinária programada para amanhã.

Assim, ainda há a possibilidade de que o Brexit seja adiado em um prazo ainda maior. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu a líderes do bloco para que concedam uma prorrogação que pode durar até o fim do ano.

A lei de Cooper e Letwin tinha como objetivo assegurar que a chefe de governo pediria uma extensão além da atual data limite para o Brexit, 12 de abril, a fim de evitar uma ruptura sem acordo com a UE.

Para apresentar e tramitar essa legislação, os deputados decidiram tomar o controle da agenda parlamentar sobre o Brexit, uma prerrogativa reservada habitualmente ao governo.

Prorrogação do Brexit

Bruxelas já havia rejeitado no final de março uma prorrogação até 30 de junho e estuda agora conceder ao Reino Unido uma extensão flexível de cerca de um ano, que terminaria quando o parlamento britânico ratificasse o tratado com as condições de saída do bloco comunitário.

Uma extensão para além de 22 de maio obrigaria o Reino Unido a participar das próximas eleições ao Parlamento Europeu.

O governo britânico já iniciou os preparativos legais necessários para organizar esses pleitos, embora tenha afirmado que sua intenção é ter aprovado até lá o tratado de saída e estar fora da União Europeia.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.