Nova York proíbe uso de religião como motivo para não se vacinar

Por G1

O estado de Nova York eliminou nesta quinta-feira (13) a isenção religiosa que permitia aos nova-iorquinos não se vacinarem por motivos religiosos.

A medida, assinada pelo governador Andrew Cuomo após aprovação no Congresso local, veio em resposta ao atual surto de sarampo no estado, que afeta principalmente uma comunidade de judeus ortodoxos.

A lei entra em vigor imediatamente, e estudantes não vacinados terão 30 dias para provar que receberam cada vacina requerida.

No Congresso nova-iorquino, a proposta recebeu 77 votos a favor e 55 contra. O parlamentar Jeff Dinowitz, um dos incentivadores da medida, afirmou que a lei vai salvar vidas

“Eu não sei de nada na Torá, na Bíblia, no Corão ou em qualquer outro lugar que sugira que você não deva se vacinar”, afirmou Dinowitz à Associated Press.

Mesmo com a medida tomada em Nova York, a isenção da vacina por razões religiosas continua valendo em outros 45 estados norte-americanos.

Sarampo nos EUA

Em 30 de maio, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), informaram que os casos de sarampo nos Estados Unidoscontinuam aumentando e já passaram de mil neste ano, o maior número no país em 27 anos.

A cidade de Nova York é uma das zonas mais afetadas, com 550 casos reportados desde setembro do ano passado, especialmente no Brooklyn e no Queens, onde mais de 25 mil crianças e adolescentes foram vacinados.

No caso do estado de Nova York, os dois focos se concentram em comunidades judaicas ultraortodoxas, uma no distrito do Brooklyn e outra no condado de Rockland, nos arredores da cidade.

As autoridades já fecharam sete escolas judaicas neste bairro por descumprirem a ordem de não aceitar crianças não imunizadas, uma decisão tomada para tentar conter a expansão da doença.

Em 9 de abril, foi declarado o estado de emergência nas zonas onde se concentram os casos em Nova York e emitido uma ordem para que adultos e crianças com mais de 6 anos se vacinassem em um período de 48 horas. A Secretaria de Saúde advertiu quem resistisse poderia ser multado em até US$ 1 mil.

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Venezuelanos fazem fila em fronteira do Equador para tentar chegar ao Peru

Por Christian A. Sánchez, Agência EFE

Longas filas de imigrantes venezuelanos se formam nesta quinta-feira (13) na fronteira entre Equador Colômbia com pessoas que tentam chegar ao Peru antes de o governo peruano aplicar, a partir de sábado, uma exigência de visto aos cidadãos da Venezuela.

Autoridades equatorianas e colombianas afirmaram que o fluxo aumentou nas últimas horas por dois motivos principais:

  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu abrir a fronteira com a Colômbia neste fim de semana;
  • Entrará em vigor à meia-noite de sábado (horário local) a exigência de visto para entrar em território peruano.

Diante disso, um comitê interinstitucional do Equador decidiu reabrir o corredor humanitário para Huaquillas, cidade na fronteira com o Peru. Assim, seis ônibus saíram nesta quinta-feira de Rumichaca com mais de 200 venezuelanos.

O diretor de Relações Internacionais e Mobilidade Humana da Prefeitura de Pichincha, Paúl Ramírez, disse à Agência Efe que a prioridade para o transporte era para mulheres sozinhas, grávidas ou mães com crianças. Um outro ônibus foi aberto para homens sozinhos.

Em agosto do ano passado, e diante da necessidade de passaporte para entrar no país vizinho, o Equador já tinha aberto um corredor humanitário com 36 ônibus para levar do norte ao sul centenas de venezuelanos que queriam chegar ao Peru.

Naquela ocasião, mais de mil imigrantes foram transportados, não só desde a passagem de fronteira de Rumichaca, mas também de Sucumbíos.

Os dados mais recentes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) dão conta de que quase 4 milhões de venezuelanos deixaram o o país desde 2015 e que pelo menos 3,1 milhões ficaram na América Latina.

Considerando apenas o Equador, 1,5 milhão de chegadas foram registradas no mesmo período, 1 milhão delas desde janeiro do ano passado. Estimativas apontam que 300 mil venezuelanos ficaram no seu território.

Filas de até 24 horas

As autoridades migratórias de Rumichaca disseram à Efe que esta semana houve um claro aumento no fluxo de venezuelanos, o que está provocando longas filas de esperas de até 24 horas para poder realizar os trâmites. Carolina Morales precisou esperar exatamente isso para ter seu passaporte carimbado na Colômbia e conseguiu entrar em um dos ônibus da Prefeitura.

“Foi tudo improvisado. Aproveitei a abertura da fronteira e fui. Estou rodando desde sábado”, disse à Efe.

O destino final é Lima, onde parte da família já está, e onde espera encontrar um trabalho para ganhar o suficiente para buscar os filhos que ficaram na Venezuela.

Said Marchán também conseguiu embarcar. Ele espera reencontrar a esposa grávida no Peru para poder construir uma vida melhor para o filho.

“Quero regularizar meus documentos no Peru, porque na Venezuela não nos ajudam a tirar passaportes, visto, nada. São só eles. Tudo é dinheiro, e os venezuelanos que morram de fome”, lamentou.

Do outro lado da ponte internacional centenas de venezuelanos esperam para seguir viagem para o Peru antes de fecharem a fronteira.

José Olayzola, um senhor que viaja com os netos, é um deles. Ele disse estar “extremamente preocupado” com o que poderia acontecer se não conseguir chegar ao Peru para reencontrar o filho e a nora.

Avô e netos chegaram a Rumichaca ontem de manhã e ainda não conseguiram carimbar o passaporte para atravessar ao Equador. Ele pediu para que o Peru seja “um pouco mais humanitário”, porque muita gente deixou a Venezuela “com todas as economias”, que podem ser perdias se não conseguirem chegar aos seus destinos.

Golpes e viagens longas

Mesmo com esse cenário, muitos venezuelanos estão se aproveitado da necessidade dos conterrâneos para lucrar com a situação e cobram até US$ 45 (cerca de R$ 170) para supostamente agilizar o processo de visto.

No entanto, muitos se limitam a colocar um carimbo que não serve para passar nos controles migratórios do Equador, o que leva quem pagou pelo serviço a voltar ao ponto de partida e muitas vezes sem as poucas economias que tinha.

Se conseguirem passar para o Equador e entrar em algum ônibus do corredor humanitário, os venezuelanos terão ainda uma saga de mais de 14 horas de viagem até Huaquillas, onde, se chegarem antes do horário limite de sábado, poderão carimbar os documentos rumo ao Peru sem a necessidade de visto humanitário.

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Porta-voz da Casa Branca vai deixar o cargo, anuncia Donald Trump

Por G1

Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, diz a jornalistas nesta segunda-feira (25) que Trump não declarou guerra à Coreia do Norte — Foto: AFP

Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, diz a jornalistas nesta segunda-feira (25) que Trump não declarou guerra à Coreia do Norte — Foto: AFP

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders Huckabee, vai sair do cargo no fim deste mês, anunciou o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, nesta quinta-feira (13). Ela assumiu o posto em julho de 2017, após a saída do antecessor, Sean Spicer.

Trump disse que Sanders voltará ao estado do Arkansas, onde vivia, e sugeriu que ela se candidate ao cargo de governadora, mas as próximas eleições no estado só devem ocorrer em 2022. A porta-voz, no entanto, ainda não detalhou o que vai fazer depois que deixar o posto.

“Ela é uma pessoa muito especial com talentos extraordinários, e fez um trabalho incrível! Espero que ela decida se candidatar para governadora do Arkansas – ela seria fantástica”, tuitou Trump.

Donald J. Trump@realDonaldTrump · 14h

After 3 1/2 years, our wonderful Sarah Huckabee Sanders will be leaving the White House at the end of the month and going home to the Great State of Arkansas….

Em coletiva de imprensa, Sanders disse que ocupar o cargo foi uma honra.

“Eu amei cada minuto, mesmo os mais difíceis”, disse a porta-voz.

Sanders, de 36 anos, é filha do ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee. O político do Partido Republicano chegou a concorrer como pré-candidato à presidência nas prévias das eleições de 2008 e 2016, mas perdeu a nomeação para John McCain e Donald Trump, respectivamente.

Braço direito de Trump

Enquanto ocupou o cargo, Sarah Sanders liderou as coletivas de imprensa na Casa Branca – muitas vezes em clima tenso e com discussões acaloradas com jornalistas.

Por causa da postura alinhada com Trump, um restaurante no estado norte-americano da Virgínia se recusou a servir Sanders – o que levantou críticas da secretária e do próprio presidente dos EUA.

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Por que a tensão entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz pode fazer disparar o preço do petróleo

Por BBC

A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã na região do Estreito de Ormuz ganhou mais um capítulo.

Dezenas de tripulantes foram resgatados depois de abandonar dois petroleiros atingidos por explosões no Golfo de Omã.

Os operadores dos navios disseram que 21 pessoas a bordo da embarcação panamenha Kokuka Courageous e 23 da norueguesa Front Altair foram resgatadas.

O Irã resgatou os tripulantes depois de um “acidente”, informou a mídia estatal do país, embora a causa das explosões não tenha sido confirmada.

A Marinha dos Estados Unidos disse que recebeu duas chamadas de socorro.

O incidente acontece um mês depois que quatro petroleiros foram atacados nas águas dos Emirados Árabes Unidos.

A Autoridade Marítima da Noruega disse que o Front Altair foi “atacado”, o que teria levado a três explosões a bordo.

Wu-fang, porta-voz da petrolífera estatal de Taiwan CPC Corp, que fretou o Front Altair, disse que o petroleiro transportava 75 mil toneladas de metano e que há a suspeita de ter sido atingido por um torpedo, embora isso não tenha sido confirmado.

O operador do Kokuka Courageous disse que sua tripulação abandonou o navio e foi resgatada por outra embarcação que estava nas proximidades.

O petroleiro carregava metanol e não corria risco de afundar, disse um porta-voz. A carga permanece intacta.

A mídia estatal iraniana disse que o Irã resgatou os membros da tripulação e que eles foram levados para o porto de Jask.

O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, escreveu no Twitter que o incidente aconteceu quando o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se reunia com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e que a palavra “suspeito” nem “começaria a descrever o que provavelmente aconteceu nesta manhã”.

Os relatos iniciais das explosões foram feitos pelo grupo de segurança da UK Maritime Trade Operations (UKMTO), ligado à Marinha Real Britânica, que emitiu um alerta, pedindo “extrema cautela” na área.

A importância do Estreito de Ormuz

Rota dos navios que teriam sido atacados nesta quinta-feira (13) no golfo do Omã. — Foto: Juliane Monteiro/G1

Rota dos navios que teriam sido atacados nesta quinta-feira (13) no golfo do Omã. — Foto: Juliane Monteiro/G1

O Golfo de Omã fica em uma das extremidades do estratégico Estreito de Ormuz, canal que conecta o Golfo Pérsico e o Oceano Índico e é uma das principais rotas mundiais de comércio de petróleo. Esse incidente aumentará ainda mais a tensão em uma rota marítima vital pela qual qual passam centenas de milhões de dólares em petróleo.

Mais de 30% da produção mundial de petróleo é escoada pelo Estreito de Ormuz. Por isso, qualquer coisa que aconteça por ali se reflete no preço da gasolina e na economia do mundo todo.

Os EUA enviaram porta-aviões e bombardeiros para a região no começo de maio em resposta ao que disseram ser um plano de “forças apoiadas pelo Irã” para atacar as forças americanas naquela área.

O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de ser uma força desestabilizadora no Oriente Médio.

O Irã rejeita as alegações e acusou os EUA de comportamento agressivo.

Essas tensões aumentaram significativamente após quatro petroleiros terem sido danificados por minas nas águas dos Emirados Árabes Unidos, no dia 12 de maio.

Os Emirados culparam um “ator estatal” não identificado. Os EUA disseram que o “ator” era o Irã, uma acusação que Teerã negou.

Embora não esteja claro por que o Irã realizaria um ataque de nível relativamente baixo contra os petroleiros multinacionais, os observadores internacionais pontuam que poderia ter sido para enviar um sinal de que o país é capaz de interromper o transporte na área sem provocar uma guerra.

O canal é um ponto frequente de conflito e já provocou tensão na relação com os EUA em anos anteriores.

E há uma deterioração nas relações entre os EUA e o Irã desde abril, quando os EUA voltaram a impor sanções ao país, proibindo efetivamente todas as exportações de petróleo iranianas.

As receitas obtidas com a venda de petróleo são vitais para a economia do Irã. Desde a volta das sanções dos EUA, as exportações iranianas do recurso caíram de 2,5 milhões de barris por dia para 800 mil.

Em 2018, os Estados Unidos anunciaram a saída do acordo nuclear assinado com o Irã três anos antes e determinaram a aplicação de novas restrições ao país. As medidas afetavam principalmente o setor energético e bancário.

À época, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, advertiu então que seu país poderia suspender o comércio pelo Estreito de Ormuz.

Desde então, o potencial bloqueio do estreito ronda o Golfo Pérsico como um fantasma e há o temor de que a escalada de tensão na região aumente.

O centro nervoso do petróleo mundial

A importância do Estreito de Ormuz é óbvia, segundo Rockford Weitz, diretor de Estudos Marítimos da Universidade de Tufts, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Ele desempenha um papel central no escoamento de um terço do petróleo consumido diariamente no mundo.

“Todo o tráfego marítimo procedente dos países do Golfo, que são grandes produtores de energia, converge no Estreito, incluindo as exportações de petróleo e gás natural liquefeito do Irã, do Iraque, do Kuwait, de Bahrein, do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos”, disse Weitz à BBC Mundo.

De acordo com Richard Baffa, especialista em Irã da RAND Corporation, think tank (centro de pesquisa e debate) ligado às Forças Armadas americanas, cerca de 17,5 milhões de barris de petróleo bruto passam por ali todos os dias.

“O Golfo Pérsico é a principal zona de produção de petróleo do mundo. E Ormuz é o principal lugar no mundo por onde escoa o petróleo que é consumido em outros países.”

Para o Irã, diz ele, isso é uma vantagem estratégica. “O Irã domina esse estreito geograficamente e também tem a marinha mais forte atuando na região, à exceção da americana”, explica.

Em seu ponto mais apertado, o canal mede cerca de 33 quilômetros de largura. Mas, na realidade, a largura das rotas de navegação, por onde passam as embarcações, é de apenas três quilômetros, em qualquer direção.

Por isso, as ameaças de fechamento feitas por Rouhani deixaram a comunidade internacional em alerta.

“Se o Irã fechar o estreito, independentemente de por quanto tempo, terá um impacto enorme no mercado energético mundial, assim como nas economias dos estados do Golfo, que poderiam sofrer inclusive instabilidade política no longo prazo”, avalia Baffa.

Acredita-se que o fechamento do canal poderia fazer os preços do barril de petróleo subirem entre US$ 150 e US$ 200, mas seu impacto não se restringiria a isso.

“Além dos fluxos de petróleo, também interromperia as importações marítimas nos países do Golfo, incluindo seus principais portos, como Dubai. Dado que mais de 90% do comércio mundial é feito por via marítima, acabaria resultando em escassez de oferta nos países do Golfo – e, portanto, no aumento dos preços de produtos importados”, opina Weitz.

O especialista diz que uma situação semelhante ocorreu no fim da década de 1980, quando o Estreito foi fechado durante a guerra entre Irã e Iraque, o que culminou com uma operação do Comando Central militar dos EUA.

Para evitar um bloqueio dessa natureza, a Marinha americana reativou, em 1995, sua Quinta Frota para vigiar as águas do Golfo Pérsico.

Desde então, foram feitas sucessivas ameaças de fechar o estreito – em 2011, 2012 e 2016, quase sempre associadas à aprovação de sanções a Teerã por parte de Washington.

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Homem doa dedo do pé para bar de hotel usar em coquetel tradicional


Por BBC

Nick Griffiths perdeu o dedo congelado ao competir em uma maratona de inverno no noroeste canadense — Foto: Nick Griffiths / Facebook

Nick Griffiths perdeu o dedo congelado ao competir em uma maratona de inverno no noroeste canadense — Foto: Nick Griffiths / Facebook

Um ex-comandante militar britânico fez uma doação muito especial a um longínquo hotel canadense – seu dedo do pé.

Nick Griffiths, que perdeu o dedo congelado ao competir em uma maratona de inverno em Yukon, território no noroeste canadense, enviou seu dedão do pé pelo correio para o Downtown Hotel, em Dawson City.

Ele prometeu doá-lo na esperança de voltar à região de Yukon, onde está localizado o hotel, para tomar o coquetel Sourtoe com seu próprio dedo.

É isso mesmo. O preparo do célebre coquetel requer um ingrediente inusitado: um dedo do pé humano mumificado.

Receita do coquetel existe há 40 anos

Por mais de quatro décadas, turistas e moradores vão até o bar do hotel para tomar o coquetel alcoólico de sua preferência servido com um dedo humano dissecado dentro do copo.

Um ditado local diz: “Você pode beber rápido, você pode beber devagar, mas seus lábios devem tocar o dedo do pé.”

Tradicionalmente servido com uísque Yukon Gold, o dedão deve tocar os lábios de quem está consumindo a bebida, a fim de ganhar um certificado do bar.

Mais de 86 mil coquetéis Sourtoe foram servidos desde 1973, quando o capitão Dick Stevenson teria encontrado um dedão preservado em uma cabine abandonada e teria tido a ideia de criar o drinque.

“Não poderíamos estar mais felizes em receber um novo dedo do pé”, declarou o gerente geral do Downtown Hotel, Adam Gerle, em um comunicado.

“Eles são muito difíceis de encontrar hoje em dia e essa generosa ‘doação de dedão’ vai ajudar a garantir que a tradição continue.”

Maratonista perdeu dedo em 2018

Griffiths, de 47 anos, estava competindo na Yukon Arctic Ultra 2018 – uma maratona de inverno de vários dias, em que os participantes podem disputar corridas de 100, 300 e 430 milhas -, mas precisou abandonar o evento quando seu pé esquerdo congelou, fenômeno conhecido como “frostbite”.

Mais tarde, ele retornou ao Reino Unido, onde se recuperou no hospital.

Seu dedão foi conservado em álcool para uso médico após ser amputado.

E Terry Lee, que trabalha no bar, vai levar cerca de seis semanas para mumificar o membro com sal grosso antes de poder ser adicionado à bebida.

Gerle contou à BBC que o bar conta com cerca de quatro ou cinco dedos do pé disponíveis para servir com o coquetel, mas que “nada é mais gritante” do que um dedão.

O hotel fez apelos públicos pedindo que as pessoas doem dedos do pé amputados, mas a doação de Griffiths é “a primeira que é utilizável”.

Alguns dedos foram engolidos ou roubados no passado.

O dedão chegou pelo correio com um bilhete escrito à mão por Griffiths — Foto: Downtown Hotel

O dedão chegou pelo correio com um bilhete escrito à mão por Griffiths — Foto: Downtown Hotel

O hotel anunciou ainda que vai pagar para Griffiths ir até Yukon experimentar o coquetel Sourtoe com seu próprio dedo no fim deste verão.

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Trump anuncia envio de drones e soldados à Polônia e Rússia reage

Por G1

O governo russo afirmou, nesta quinta-feira (13), que vai monitorar de perto os planos dos Estados Unidos de enviar drones de vigilância e mil soldados americanos à Polônia, segundo o que foi anunciado no dia anterior pelo presidente Donald Trump.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabok, afirmou que a manobra americana demonstrava o que chamou de “intenções agressivas”. O país declarou que irá garantir que as ações dos EUA não ameacem a segurança nacional.

A intenção de Trump seria de deter ameaças potenciais vindas da Rússia. Trump anunciou o envio das tropas na quarta-feira (12), quando se encontrou com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, na Casa Branca. O presidente dos EUA também criticou a Alemanha por ser “refém” de Moscou na questão energética.

O reforço não atendeu à ambição da Polônia de ter uma maior presença de tropas americanas em seu território, entretanto. Cerca de 5 mil soldados dos EUA estão alocados na Polônia, como parte da presença da Otan no país.

Mais cedo na quarta-feira, Trump havia antecipado o envio de 2 mil soldados à Polônia, o que tornou o anúncio oficial uma ducha de água fria para Duda — que pretende abrigar uma base permanente dos EUA no país.

“Ele gostaria de 250 mil soldados”, brincou Trump.

O presidente polonês foi diplomático ao ser questionado sobre quantos soldados americanos gostaria de receber, dizendo que “sempre depende dos Estados Unidos”.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, recebeu com agrado o anúncio de tropas adicionais na Polônia e tuitou que isto mostra “o forte compromisso dos Estados Unidos com a segurança europeia…”.

Situada na Europa oriental, na antiga área de influência soviética, a Polônia é um membro da Otan e defende um vínculo mais estreito com os Estados Unidos.

Duda, preocupado com os antecedentes da Rússia e sua apropriação de territórios na Geórgia Ucrânia durante a última década, tem tentado seduzir Trump com a ideia de uma base militar que possa abrigar milhares de soldados.

Mas uma grande base militar dos Estados Unidos tão próxima da fronteira russa poderia irritar o Kremlin e gerar uma resposta do governo de Vladimir Putin, como uma maior presença militar em Kaliningrado, na região de fronteira com a Polônia, ou a instalação de uma base russa na Bielorrússia, aliada de Moscou.

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Por que tantas áreas dos EUA estão debaixo d’água


Por Ritu Prasad, BBC

Mais de 200 hectares da fazenda de Blake Hurst, no estado de Missouri, nos Estados Unidos, estão debaixo d’água.

“Na primeira rodada de enchentes, tivemos mais de 150 acres (60 hectares) debaixo d’água”, lembra Hurst. “Boa parte dessa área estava plantada, então essas colheitas foram perdidas.”

Isso foi em março, quando fortes tempestades no Meio-Oeste, juntamente com a neve derretida, fizeram os rios inundarem as comunidades. “Tem sido uma desgraça depois da outra.”

Desde então, a área central dos Estados Unidos teve pouco alívio em relação à chuva. Maio foi o segundo mês mais chuvoso da história do país.

Além da chuva, as tempestades trouxeram uma série de tornados – mais de 500 só em maio, segundo relatórios preliminares do serviço de meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês).

Durante esse tempo, os níveis dos rios e lagos continuaram a subir, quebrando recordes de anos, transbordando, e cobrindo rodovias, pontes e cidades. Houve mais de 35 mortes devido a inundações na região, de acordo com o NWS.

“Os Estados Unidos estão separados em dois por centenas de quilômetros”, diz Hurst, que é o presidente do Missouri Farm Bureau, entidade que representa os fazendeiros da região, ao descrever a expansão da água no território americano.

Em 10 de junho, cerca de 200 medidores de rios ao longo dos rios Mississipi, Missouri e Arkansas ainda apontavam níveis de inundação, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

“Nós vimos mais inundações na última década do que vimos nas décadas anteriores. Virou algo histórico”.

O cientista ambiental Samuel Munoz, professor da Northeastern University, também diz que 2019 entrará nos livros de História.

É “incomum” para a região das Grandes Planícies e o Meio-Oeste, segundo ele, ter essa quantidade de tempestades fortes repetidas e mau tempo durante a primavera.

Parte disso pode ser devido ao El Niño – fenômeno climático que altera temperaturas da superfície do mar no Pacífico.

“As condições do El Niño tendem a aumentar a precipitação e o mau tempo nas áreas inundadas”, explica Munoz.

“As mudanças climáticas provocadas pelo homem intensificam essas variações naturais, causando mais chuva em um ano que já teria sido chuvoso.”

Keith Hillman, diretor da equipe de gerenciamento de emergência em Vilonia, no Arkansas, diz que a cidade já viu mais que o equivalente a 1,4 metro de chuva desde janeiro.

“Este ano o nível de chuva já está bem acima do normal e, toda vez que você tem muita chuva, ela tem que ir pra algum lugar”, disse. “O juiz do condado me disse que eles acham que o rio não estará em situação normal até o fim de julho.”

Quando falei com Hillman na semana passada, a equipe dele estava se preparando para o caso de o Lago Conway, na região, inundar. Em certo momento, as autoridades disseram que os níveis de água no reservatório do lago subiam 30 cm por hora.

“É difícil controlar a mãe natureza”, disse Hillman.

No entanto, a maneira como esses grandes rios são gerenciados também pode estar contribuindo para essas enchentes históricas.

O sistema do rio Mississipi tem uma elaborada rede de barragens e represas, administradas pelo grupo de engenheiros do Exército dos EUA, segundo Munoz.

“Esses esforços de gerenciamento tornaram o rio mais íngreme e mais estreito. E nossa pesquisa mostrou que essas mudanças fazem com que as águas da enchente corram cada vez mais rápido”.

Tais estruturas são, sem dúvida, necessárias do ponto de vista econômico, mas Munoz diz que o problema é que esses sistemas foram projetados para um clima de meados do século 20.

“Como o clima continua mudando, precisamos ter uma conversa nacional e global sobre como vamos viver e trabalhar em áreas mais baixas”, diz ele.

“Se ignorarmos este problema, nossos sistemas de gerenciamento de água continuarão a ficar sobrecarregados – e continuaremos a ver desafiadas as nossas suposições do que seria ‘seguro’ contra inundações.”

Diferente de alguns desastres, a inundação – especialmente nesta escala – é muito extensa, diz Lori Arnold, diretora da Cruz Vermelha do Grande Arkansas.

A Cruz Vermelha tem operado 10 abrigos no Arkansas e também em Estados vizinhos. Além de fornecer comida e lugar seguro para centenas de pessoas, Arnold observa que os voluntários também têm prestado serviços de saúde mental.

Os moradores da região se orgulham de serem autossuficientes, diz ela. Muitos tentam, mesmo com as inundações, ficar em suas próprias casas o maior tempo possível. Mas este ano as coisas foram diferentes.

Arnold disse que muitos moradores que se mudaram para abrigos disseram que estavam reticentes em deixar suas casas por causa da quantidade de vezes, no passado, que as advertências oficiais tinham exagerado a real situação.

“Então, para aqueles que realmente tiveram que deixar suas casas desta vez, eles ficaram um pouco em choque porque antes estavam imunes a isso”.

O rio Mississipi e seu afluente, o Missouri, formam o maior sistema fluvial da América do Norte. Inundações são esperadas – mas 2019 está entre as piores.

Os rios cheios nesta primavera quebraram uma barragem em um ponto e romperam drasticamente diques na região.

“Em nossa região, você pensa em 1952, 1993, e agora vamos pensar em 2019”, diz o agricultor Blake Hurst.

Em 1993, após persistentes tempestades de primavera e verão, as águas do rio Mississipi inundaram 400 mil milhas quadradas (mais de 103 milhões de hectares) em nove Estados. Cinquenta pessoas morreram. Os danos foram de cerca de US$ 15 bilhões – o equivalente, hoje, a quase R$ 58 bilhões.

Choveu quase todos os dias em junho e julho de 1993. As previsões do tempo para 2019 preveem de 33 a 50% de chances de chuvas acima da média no Meio-Oeste – que já está com o solo encharcado.

Nesta semana, o Serviço Nacional de Meteorologia recebeu alertas de inundação ao longo dos rios Missouri, Illinois, Ohio, Arkansas e Mississippi. As águas estão recuando em partes, mas o NWS relata que 125 indicadores de rio, de Minnesota a Missouri, preveem 50% ou mais de chance de inundação de junho a agosto.

No domingo, o nível do rio Mississipi subiu em St. Louis pouco mais de 14 metros – o segundo mais alto da história, e apenas 1 metro a menos do que o recorde de 1993 -, de acordo com o NWS.

A AccuWeather estima que os danos causados ​​pelas inundações ao longo dos rios Mississipi e Missouri já superaram US$ 12 bilhões, o equivalente a R$ 46 bilhões.

Hurst diz esperar que, sem novas tempestades severas, os níveis dos rios possam diminuir. E acrescenta: “Mas só porque não tivemos chuva nos últimos dias, isso não significa que as casas das pessoas estejam secas ou que as fazendas não estejam encharcadas”.

E algumas das fazendas que ficaram inundadas, ele diz, ainda estão lidando com os danos causados ​​pelas enchentes locais em 2011.

À medida que a inundação recua e a terra emerge novamente, um longo processo de limpeza precisa ser feito. O recuo da água deixa areia e lama, detritos e esgoto em seu rastro, e leva meses para que os processos adequados de limpeza possam começar.

Hurst diz que alguns fazendeiros acreditam que a mudança climática causou o mau tempo neste ano, enquanto outros culpam uma administração inadequada das operações fluviais pelos alagamentos.

“Não importa se o nosso problema é causado por má gestão ou mudança climática, precisamos descobrir como fazer melhor”, ele diz. “Tendo dito tudo isso: será que algum tipo de gerenciamento do rio teria impedido a inundação em 2019? Não. Não há nada que poderia ter evitado isso.”

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Manifestantes de Hong Kong planejam outro grande protesto para domingo

Por G1

Os organizadores dos protestos em Hong Kong pretendem realizar outra manifestação gigantesca no domingo, anunciaram seus líderes nesta quinta-feira (13), um dia depois de violentos confrontos na cidade entre a polícia e os ativistas que criticam um projeto de lei de extradição para a China.

Os protestos ocorridos na quarta-feira nos arredores da sede do legislativo da cidade forçaram o adiamento do debate do projeto, que muitos cidadãos de Hong Kong temem minar as liberdades e a confiança no polo comercial.

A manifestação programada para domingo estabelece uma nova linha de confronto com o governo local, que se negou a retirar da agenda o projeto de lei e conta com o firme apoio da China. Pequim chamou os protestos de “distúrbios”.

Enfrentamento

Milhares de manifestantes vestidos de preto, em sua maioria jovens, lotaram na quarta-feira (12) as ruas de Hong Kong para protestar contra o projeto de lei que, segundo os críticos, daria poder a Pequim para perseguir politicamente os opositores.

De acordo com as autoridades, 22 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes, na dispersão caótica do evento.

Os confrontos aconteceram perto do Conselho Legislativo (LegCo, Parlamento), onde o texto seria analisado em segunda leitura. Analistas afirmaram que este foi o maior episódio de violência desde 1997, quando Hong Kong, então colônia britânica, foi devolvida à China.

Dominado por deputados favoráveis ao governo de Pequim, o Parlamento anunciou o adiamento do debate por tempo indeterminado e para “uma data posterior”.

Nesta quinta-feira, foram registrados alguns protestos esporádicos, incluindo confrontos com a polícia, mas com um número bem menor de pessoas em comparação com a véspera.

O número de manifestantes reunidos diante da sede legislativa no distrito financeiro diminuiu de madrugada, mas voltou a crescer ao longo da quinta-feira e chegou a mil pessoas a certa altura.

Eles acreditam que a legislatura, que tem uma maioria de membros pró-Pequim, tentará realizar o debate em algum momento, embora esta tenha emitido um aviso dizendo que não haverá sessão nesta quinta-feira.

“Voltaremos quando, e se, ele voltar para ser discutido”, disse o manifestante Stephen Chan, estudante universitário de 20 anos. “Só queremos preservar nossa energia agora”.

Mais cedo, alguns manifestantes tentaram impedir a polícia de retirar suprimentos de máscaras e alimentos, e houve confrontos.

Policiais com capacetes e escudos interditaram passarelas, e agentes à paisana verificavam a identidade de usuários do transporte interurbano.

Uma operação de limpeza começou a remover destroços como guarda-chuvas, capacetes, garrafas plásticas de água e barricadas das ruas depois dos choques do dia anterior, quando a polícia usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha em uma série de combates para afastar os manifestantes.

Autoridades disseram que 72 pessoas foram hospitalizadas. Escritórios do governo localizados no distrito financeiro foram fechados pelo resto da semana.

Opositores do projeto de lei, incluindo advogados e grupos de direitos humanos, dizem que o sistema de justiça da China é caracterizado por torturas, confissões forçadas e detenções arbitrárias.

Protesto e greve

Os manifestantes já prometeram seguir com as passeatas. Além do protesto convocado para domingo, anunciaram uma greve para a próxima segunda-feira.

“Vamos lutar até o fim com a população de Hong Kong”, afirmou Jimmy Sham, da Frente Civil de Direitos Humanos (CHRF, na sigla em inglês), o principal grupo de protesto, antes de indicar que solicitou permissão para organizar o ato no fim de semana.

“Quando enfrentamos a ignorância, o desprezo e a repressão, isso apenas nos faz mais fortes”, completou.

O CHRF organizou uma passeata gigantesca contra o projeto de lei no domingo passado, com mais de um milhão de pessoas.

A frente não consegue controlar os grupos de manifestantes que entram em confronto com a polícia.

A resposta da polícia aos protestos foi criticada por sua “força excessiva”, e muitos pediram uma investigação independente.

Nesta quinta, porém, o governo de Pequim voltou a comentar como “distúrbios” as manifestações da véspera, realizadas em Hong Kong. “Não foi uma manifestação pacífica, e sim distúrbios organizados”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang.

Pequim “condena firmemente” a violência e “apoia a reação” das autoridades de Hong Kong, completou o porta-voz.

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México diz que venda de avião presidencial ajudará a financiar plano para conter imigração

Por Reuters

O presidente do México, Andrés Manuel López Obradordisse nesta quarta-feira (12) que a venda do antigo avião presidencial e de outras aeronaves do último governo ajudarão a financiar os esforços para conter a imigração, conforme um acordo fechado na semana passada com Washington.

O acordo firmado na sexta-feira (7) evitou uma elevação de 5% nas tarifas de importação de bens mexicanos que o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, ameaçou impor a menos que o México faça mais para conter a imigração ao território norte-americano vinda da América Central.

Em troca, o México concordou em endurecer seus controles imigratórios, o que inclui a mobilização da força de segurança da Guarda Nacional na fronteira sul com a Guatemala.

“No tocante a quanto este plano custará, digo a vocês que temos o orçamento”, disse López Obrador em sua coletiva de imprensa diária. “Ele sairá do que receberemos da venda do luxuoso avião presidencial.”

López Obrador disse que os lances pelo Boeing 787 Dreamliner usado pelo antecessor Enrique Peña Nieto começarão em US$ 150 milhões, citando uma avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU). O avião está à venda há vários meses.

Assim que tomou posse, em dezembro, o líder de esquerda anunciou planos de vender o avião, cujo interior espaçoso inclui um quarto e tem selos oficiais do governo gravados nas paredes e monitores de tela plana.

O jato foi adquirido no final de 2012 por US$ 218 milhões e está sendo vendido junto com 60 aeronaves do governo e 70 helicópteros.

López Obrador se recusa a usufruir dos privilégios muitas vezes luxuosos das elites ricas do México, preferindo voar em aviões comerciais.

Ele também adotou uma série de programas sociais para os pobres e idosos, reduziu os salários de servidores civis de alto escalão e diz estar economizando dinheiro público através da eliminação da corrupção.

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Piloto morto em acidente em Nova York não tinha habilitação para voos em baixa visibilidade

Por G1

Imagem divulgada pela polícia de Nova York mostram destroços do helicóptero que pegou fogo após tentar pouso em prédio — Foto: @nypd/Reprodução/Twitter

Imagem divulgada pela polícia de Nova York mostram destroços do helicóptero que pegou fogo após tentar pouso em prédio — Foto: @nypd/Reprodução/Twitter

O piloto do helicóptero que caiu no topo de um prédio em Nova York não tinha certificação para voar em condições meteorológicas ruins, afirmaram as autoridades dos Estados Unidos em comunicado divulgado nesta terça-feira (11) para a imprensa local.

Tim McCormack, de 58 anos, pilotava o helicóptero modelo Agusta A109E e estava sozinho no momento do acidente. Chovia muito em Nova York na segunda-feira, e, na hora da batida, a visibilidade estava muito ruim. Algumas nuvens, inclusive, tapavam os topos dos arranha-céus de Manhattan.

Em comunicado, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), afirmou que McCormack não estava habilitado para voar com instrumentos. Ele podia pilotar apenas com uma visibilidade mínima de 4,8 quilômetros – a vista alcançava apenas 2 quilômetros no momento do acidente.

Nenhum dos ocupantes do prédio se feriu no acidente. O edifício também não sofreu danos estruturais.

McCormack, segundo a Associated Press, trabalhou como bombeiro em Clinton Corners, no estado de Nova York, e tinha experiência com voos de helicópteros. O Corpo de Bombeiros Voluntários local disse que o piloto tinha habilidade e conhecimento técnico excepcionais “de comandar uma ação de emergência”.

Acidente com helicóptero em Nova York — Foto: Diana Yukari e Wagner Magalhães/G1

Acidente com helicóptero em Nova York — Foto: Diana Yukari e Wagner Magalhães/G1

Área com restrições para voos

O helicóptero se acidentou após 11 minutos de voo, em uma área onde os pilotos devem pedir autorização para sobrevoar. Desde que o presidente Donald Trump tomou posse, em 2017, uma norma de segurança estabelece que nenhuma aeronave pode voar abaixo de 914 metros em um raio de 1,6 quilômetros da Trump Tower, edifício das empresas do magnata que fica em Nova York.

O investigador Doug Brazy, do NTSB – órgão norte-americano responsável por investigar acidentes aéreos – afirmou que o piloto não chegou a pedir autorização nem entrou em contato com a torre de controle.

Diante disso, os investigadores acreditam que o tempo nublado pode ter confundido o piloto. Afinal, se McCormack fizesse o trajeto planejado até a cidade de Linden, ele não precisaria pedir autorização para sobrevoar Manhattan.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afastou a hipótese de terrorismo em coletiva de imprensa horas depois do acidente. As causas exatas da batida ainda estão sob investigação das autoridades norte-americanas.

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