Garimpeiro fica milionário após encontrar duas pedras preciosas na Tanzânia

Tanzanitas de 9,27 kg e 5,1 kg foram vendidas por US$ 3,4 milhões (R$ 18 milhões). Pedras só são encontradas no norte do país.

Por G1

Duas pedras de tanzanita, as maiores já encontradas na Tanzânia, foram mostradas à imprensa na quarta-feira (24)  — Foto: Ministério de Minerais / Reuters

Duas pedras de tanzanita, as maiores já encontradas na Tanzânia, foram mostradas à imprensa na quarta-feira (24) — Foto: Ministério de Minerais / Reuters

Um garimpeiro de 52 anos ficou milionário na Tanzânia após vender as duas maiores tanzanitas já encontradas no país da África Oriental. Uma delas tem 9,27 kg e a outra, 5,1 kg.

Saniniu Laizer, que tem quatro mulheres e mais de 30 filhos, recebeu na quarta-feira (24) um cheque de US$ 3,4 milhões (R$ 18 milhões) pelas pedras raras, só encontradas no norte da Tanzânia.

Laizer disse que planeja investir em sua comunidade no distrito de Simanjiro, em Manyara.

“Quero construir um shopping e uma escola. Quero construir esta escola perto da minha casa. Há muitas pessoas pobres por aqui que não podem dar ao luxo de levar seus filhos para a escola”, afirmou.

O garimpeiro que não foi à escola disse que gostaria que o os filhos administrassem os negócios profissionalmente.

A tanzanita pode ser verde, vermelha, roxa ou azul, de acordo com a BBC. Quanto mais fina a cor ou a clareza, maior é o preço.

O governo organizou um evento, que foi transmitido ao vivo, para divulgar a venda das pedras que Saniniu Laizer encontrou em Mirerani, que é uma área de mineração cercada por seguranças para evitar tráfico das pedras preciosas.

Laizer recebeu o cheque do Banco da Tanzânia e o presidente John Magufuli telefonou para parabenizar Laizer durante a transmissão.

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‘Nuvem de poeira Godzilla’ atinge Cuba e prejudica qualidade do ar na Flórida

Autoridades pedem que pessoas com problemas respiratórios permaneçam em casa.

Por G1

A nuvem de poeira do deserto do Saara, que atravessou o Atlântico, atingiu Cuba (24) e começou a afetar a qualidade do ar na Flórida, nos Estados Unidos, na quarta-feira (24).

Alguns especialistas chamam a intensa massa de ar muito seco e com poeira do deserto africano de “nuvem de poeira Godzilla”. É um fenômeno que ocorre anualmente, mas parece ter se intensificado em 2020.

Impulsionado por ventos fortes, o pó do Saara viaja através do Oceano Atlântico do oeste da África durante a primavera no hemisfério norte.

Grande nuvem de poeira do Saara atinge o Caribe e segue em direção aos Estados Unidos

Nesta ocasião, a massa de ar seca e poeirenta percorreu 8 mil km até o Caribe e começou a encobrir desde o domingo (21) San Juan, capital de Porto Rico, que parecia envolta em uma camada de neblina.

Agora, um sistema de alta pressão empurra o pó saariano até a costa do Golfo da Flórida.

Miami

Em Miami, a qualidade do ar na quarta era considerada “moderada”, de acordo com o escritório de gestão de recursos ambientais e a secretaria de Saúde da cidade. As autoridades pedem que pessoas com problemas respiratórios permaneçam em casa.

Isto ocorre porque “o nível de material particulado indica a presença de pó saariano no condado de Miami-Dade, que pode durar até a próxima semana”, indicou um comunicado.

Cuba

A previsão é de que a qualidade do ar em Cuba piore nesta quinta-feira (25) e a nuvem deve continuar sobre a ilha até sexta-feira (26).

Em Havana, o fenômeno causa uma deterioração considerável na qualidade do ar, segundo relatou o cientista Eugenio Mojena à agência de notícias France Presse.

Ele explica que as nuvens de poeira são carregadas com material altamente prejudicial à saúde humana, como “ferro, cálcio, fósforo, silício e mercúrio”, além de “vírus, bactérias, fungos, ácaros patogênicos, estafilococos e poluentes orgânicos”.

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Maior horta urbana do mundo abre sobre os telhados de Paris

Nature Urbaine vai ocupar um total de 14 mil metros quadrados sobre os telhados do Parque de Exposições de Versalhes.

Por RFI

Vista aérea de parte da maior horta urbana do mundo instalada em uma cobertura no centro de exposições de Versailles, em Paris — Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Vista aérea de parte da maior horta urbana do mundo instalada em uma cobertura no centro de exposições de Versailles, em Paris — Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Tão logo a França afrouxou a quarentena contra o coronavírus, Paris inaugurou aquela que pretende se transformar na maior horta urbana do mundo. Sobre os telhados do Parque de Exposições de Versalhes, no sul da capital, a Nature Urbaine vai ocupar um total de 14 mil metros quadrados.

No local, as técnicas mais avançadas de agricultura urbana tomam espaço, como aquaponia e aeroponia, que dispensam o uso da terra e tornam a estrutura mais leve e adaptada para um telhado. No lugar, é usado um substrato de coco onde crescem as raízes de morangos ou tomates.

“O objetivo das hortas urbanas não é de abastecer uma metrópole como Paris, mas contribuir para alimentar a cidade de uma maneira mais ecológica”, como explica a coordenadora da iniciativa, Sophie Hardy. “São produtos de alta qualidade gustativa, com circuito curto de produção. Evitamos, assim, os 1.500 quilômetros que costumam percorrer os tomates que chegam nos nossos pratos.”

Estruturas verticais

Na Nature Urbaine, as plantas crescem para cima, apoiadas em colunas verticais de PVC e bambu, e não espalhadas em fileiras no chão, como nas plantações tradicionais. Desta forma, um metro quadrado se torna cinco vezes mais produtivo do que o habitual, garante Sophie. Um local para a população urbana se reconectar com a natureza;

“Eu acho que a Nature Urbaine encarna o espírito do famoso ‘mundo depois da Covid-19’. Aqui nesta coluna, por exemplo, vemos acelgas crescendo, mas também temos flores, como as capuchinhas, que colocamos para atrair polinizadores”, conta. “Uma coisa que nos surpreendeu quando chegamos é que não havia nenhum inseto. Nada. Ficamos até um pouco preocupados, no início. Percebemos que, alguns meses depois de nos instalarmos aqui, que já temos abelhas, joaninhas, borboletas.”

Funcionários trabalham na maior horta urbana do mundo instalada em uma cobertura no centro de exposições de Versailles, em Paris — Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Água reaproveitada e monitoramento eletrônico

Por enquanto, são quatro mil metros quadrados de área plantada, onde os agrotóxicos não têm vez. As cerca de 20 espécies de plantas são regadas e adubadas automaticamente, e 90% da água utilizada é reciclada, ressalta Kahlia Gauthier, técnica agrônoma do local.

“Temos computadores que gerenciam tudo. Recebemos alertas no telefone se tem algum problema. Tudo é eletrônico”, revela a jovem. “Ganhamos muito tempo, ao não manejar diretamente a terra. Não tem ervas daninhas, por exemplo. Tudo é bastante técnico, mas a gente aprende rápido.”

Os métodos mais modernos são o carro-chefe, mas a “terra de verdade” não está ausente do projeto. Uma parte do telhado abriga jardins compartilhados que são alugados por chefs, hotéis e ou simplesmente moradores da região, que podem plantar e participar de cursos de jardinagem.

“Para o público em geral, os nossos sistemas são complexos demais. Nessa parte, podemos nos reconciliar com a terra. As famílias poderão vir com crianças, afinal queremos que essas práticas se transmitam de geração em geração”, afirma Sophie.

Ilha verde em meio aos congestionamentos

As frutas e legumes já são consumidos no próprio local: o recém inaugurado bar e restaurante Le Perchoir, de uma rede descolada de rooftops de Paris, absorve uma parte da produção. O restante é vendido em mercados do bairro, no 15º distrito da capital francesa.

Durante todo o ano, em tempos normais, o Parque de Exposições de Versalhes recebe algumas das feiras mais conhecidas do mundo – como, ironicamente, o Salão do Automóvel. Logo ao lado, passa também o anel rodoviário de Paris, sempre congestionado. O Nature Urbaine vira uma ilha verde em meio a este cenário consumista e poluído.

“Os legumes não estão poluídos. A poluição entra nas plantas pelas raízes, e no nosso caso, as raízes ficam protegidas dentro das colunas”, frisa a coordenadora. “Além disso, estamos num telhado a 15 metros de altura. Os metais pesados não chegam a essa altura. Quanto às partículas finas expelidas pelos carros, basta lavar as frutas e legumes normalmente para poder consumi-los. Não tem nenhum problema.”

A previsão é de que, em dois anos, todo o telhado do pavilhão 6 do Parque de Exposições esteja tomado pela agricultura urbana.

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República Democrática do Congo, o país que enfrenta surtos de ebola, Covid-19 e sarampo ao mesmo tempo

País tem enfrentado desafios na saúde pública e usa experiência em outras doenças no combate ao coronavírus.

Por G1

República Democrática do Congo tem enfrentado graves desafios na saúde pública. Além da Covid-19, que assolou o mundo inteiro em 2020, o país africano convive com surtos recorrentes do vírus Ebola e do sarampo.

Desde 2018, o governo local tenta diminuir o número de contaminados e mortos pelo ebola. De acordo com a revista científica “The Lancet”, de 1º de agosto de 2018 até 28 de maio de 2020, havia 3.406 casos confirmados com 2.243 mortes pela doença.

Embora a situação atual esteja mais controlada em relação a anos anteriores, quatro novas mortes pelo ebola foram confirmadas no dia 1º de junho de 2020 na cidade de Mbandaka, deixando em alerta as autoridades locais.

O caso chamou a atenção do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesu, que na ocasião alertou em seu Twitter: “Esse surto é um lembrete de que a Covid-19 não é a única ameaça à saúde que as pessoas enfrentam. A OMS continua monitorando e respondendo a muitas emergências de saúde”, escreveu.

O sarampo, por sua vez, apareceu com força na República Democrática do Congo em 2011 e o número de contaminados cresce ano após ano. Em 2013, por exemplo, eram 88.381 casos confirmados. Até o fim do ano passado, esse número saltou para 311.471.

Covid-19

A mais nova batalha da epública Democrática do Congo é com a Covid-19. O primeiro caso confirmado foi diagnosticado no dia 10 de março de 2020. No dia 24 daquele mês, o governo já declarava estado de emergência no país.

As experiências com outros surtos de doenças, como o ebola e o sarampo, foram fundamentais para o Congo lidar com o coronavírus. Líderes e instituições comunitárias fazem um trabalho de conscientização e prevenção com a população.

Por já ter enfrentado situações semelhantes em outras ocasiões, o país adequou a infraestrutura e profissionais de saúde empenhados em outros surtos para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus.

Equipes de enfermeiros, médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde foram realocados e aproveitados para fazer atividades de sensibilização, triagem e testes da Covid-19. Há dificuldade, porém, na resposta rápida dos resultados, já que todas as amostras precisam ser enviadas para Kinshasa, capital do país.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a República Democrática do Congo registrava mais de 6 mil casos e 142 mortes pelo coronavírus até a tarde desta quarta-feira. Com as dificuldades na realização de testes e nos resultados, há suspeita de que haja número considerável de subnotificação.

A questão sócio-econômica do país é um fator preocupante no combate ao vírus. Grande parcela da população não tem acesso a saneamento básico e condições adequadas de higiene, como lavar as mãos, umas da maneiras de evitar o contágio do novo coronavírus.

Além disso, o alto índice de comorbidades, como hipertensão, diabetes, HIV e AIDS e tuberculose, são agravantes na luta contra a mortalidade.

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Egito, Quênia, México: veja o que aconteceu em países atingidos por pragas de gafanhotos

Fenômeno é mais comum na África, mas enxames causaram prejuízos em países da América. Fronteira entre Brasil e Argentina registrou nuvens de gafanhotos nesta semana.

Por G1

Foto de novembro de 2004 mostra nuvem de gafanhotos perto das Pirâmides de Gizé, no Egito — Foto: Reuters

Foto de novembro de 2004 mostra nuvem de gafanhotos perto das Pirâmides de Gizé, no Egito — Foto: Reuters

A preocupação com os efeitos de nuvens de gafanhotos, como a registrada nesta terça-feira (23) na fronteira entre Brasil e Argentina, levou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) a monitorar de perto registros de enxames desse animal. Desde o início da série histórica, em 1997, alguns casos da praga se notabilizaram pelo mundo.

Em 2004, uma nuvem de gafanhotos chegou a Cairo, capital do Egito — em episódio que fez muita gente se lembrar das Dez Pragas do Egito, contada na Bíblia no livro do Êxodo. O caso chamou a atenção porque o enxame atingiu uma metrópole com quase 15 milhões de habitantes. As imagens dos insetos tapando a visão das Pirâmides de Gizé correram o mundo.

De acordo com reportagens da agência Reuters naquele ano, os gafanhotos que chegaram ao Egito haviam causados estragos em países do norte da África, como MauritâniaMali Níger. O Chipre, país insular no Mediterrâneo, também foi atingido por enxames.

Mais recentemente, entre o fim de 2019 e o início 2020, gafanhotos geraram alertas da FAO a países do leste da África para as piores infestações dos últimos 70 anos. A situação foi pior no Quênia, na Somália e na Etiópia, e fazendeiros relataram preocupação com a fome depois que os insetos comeram plantações inteiras de produtos como milho e feijão.

A situação por lá ainda é considerada “uma ameaça” segundo a FAO, principalmente no noroeste do Quênia, onde um novo enxame está em formação. Países do sul da Ásia como Índia Paquistão também estão em alerta.

Índia sofre com onda de calor e infestação de gafanhotos

Gafanhotos em outras regiões

A porção norte da África registra a maior parte dos registros de nuvens de gafanhotos de acordo com os monitoramentos periódicos da FAO. Ainda assim, como tem ocorrido na fronteira Brasil-Argentina, outros continentes foram atingidos pela praga nos últimos anos.

Caso de Cancún, destino turístico do México que viu milhares de gafanhotos durante um surto em setembro de 2006. Os impactos do inseto às plantações da região preocupavam porque o país acabava e sofrer com o Furacão Wilma.

Gafanhotos em destinos turísticos também foram um problema nas Ilhas Canárias, pertencentes à Espanha, que passou por uma série de enxames com cerca de 100 milhões de insetos em novembro de 2004. Fenômeno estava relacionado a uma infestação considerada das mais graves da história no leste da África naquele ano

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Médicos denunciam mercado negro de plasma sanguíneo no Paquistão, diz jornal

O plasma sanguíneo com anticorpos de pacientes curados da Covid-19 estaria sendo comprado por novos infectados por até R$ 25 mil.

Por G1

O plasma do sangue de um paciente recuperado da Covid-19 é visto no Centro Nacional de Transfusão de Sangue em Bagdá, no Iraque — Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters

O plasma do sangue de um paciente recuperado da Covid-19 é visto no Centro Nacional de Transfusão de Sangue em Bagdá, no Iraque — Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters

Reportagem do jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (24) denuncia um esquema de comercialização do plasma do sangue de pacientes curados da Covid-19 no Paquistão. Com o colapso do sistema de saúde do país, o material estaria sendo vendido por ate R$ 25 mil para pacientes que buscam a cura.

O plasma é a parte líquida do sangue, na qual estão anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. Essa forma de tratamento está em teste, mas não tem eficácia comprovada.

Segundo o jornal, médicos testemunharam a transação entre famílias de pacientes e intermediários nos hospitais. Eles alegam que as instituições não estão envolvidas, mas que viram o negócio acontecer na frente deles.

“Geralmente, um familiar de um paciente aborda alguém que se recuperou pedindo para doar sangue. Quando uma certa quantia é acordada como pagamento, geralmente entre 200.000 e 800.000 rúpias (R$ 6 mil a 25 mil), eles vão para um laboratório privado e extraem o plasma, que é então ‘doado’ aos pacientes.”

Ele acrescenta: “Conheço uma família de cinco pessoas contaminadas com a Covid-19 que gastou 3,5 milhões de rúpias (R$ 240 mil) em plasma sanguíneo no mercado negro. Eles acreditam que é uma cura milagrosa.”

Segundo o jornal, fontes da agência federal de investigação confirmaram que estavam cientes das vendas não regulamentadas do mercado negro de plasma sanguíneo, mas que cabia à polícia investigar os casos individuais.

O Paquistão está com uma das taxas de infecção mais rápidas do mundo, com 185 mil casos confirmados e mais de 5 mil novas infecções por dia. A quarentena foi suspensa pela Suprema Corte do país em 18 de maio ao dizer que o vírus “não era uma pandemia no Paquistão” e questionando porque o combate à doença estava “gastando tanto dinheiro”.

Além disso, o país sofre com falta de medicamentos para o tratamento da Covid-19, com o roubo de cilindros de oxigênio – que são vendidos por 25 vezes o seu valor no mercado negro – e com o atraso no salário de médicos de hospitais públicos.

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Autoridades tailandesas tentam recuperar o controle da ‘cidade dos macacos

População de macacos dobrou e 6.000 deles convivem com 27 mil humanos na cidade de Lopburi

Por France Presse

Os habitantes estão refugiados em suas casas e há territórios proibidos para seres humanos. Em Lopburi, na Tailândia, milhares de macacos em liberdade, atração de turistas hoje inexistentes, estão fora de controle, forçando as autoridades a agir.

“Vivemos em uma gaiola e os macacos vivem em liberdade”, suspira Kuljira, forçada a cobrir a parte de trás de sua casa com uma cerca impressionante.

Macacos entram por janela de hospital no Rio e roubam comida

“Os excrementos estão por toda parte, o cheiro é insuportável, especialmente quando chove”, acrescenta a mulher, antes de abrir sua pequena loja no centro da cidade de Lopburi, localizada 150 km ao norte de Bangcoc.

Um pouco mais longe, Taweesak, outro comerciante, instalou tigres e crocodilos empalhados para tentar assustar os macacos e não hesita em usar uma bengala para afugentá-los quando se aproximarem de sua pequena loja.

Em três anos, sua população dobrou e 6.000 macacos convivem hoje com 27 mil humanos na cidade.

Expulsos de seu habitat natural e confinados em um primeiro momento ao redor de um templo da cidade, com o passar do tempo, os animais invadiram as ruas, apropriaram-se de edifícios e obrigaram os comércios a fechar as portas.

Assim, o antigo cinema da cidade se transformou em seu cemitério, que os macacos defendem com zelo.

Como representavam a principal atração turística de Lopburi, os macacos eram tolerados pela população e constituíam uma fonte de renda considerável.

Centenas de macacos famintos

Mas a Tailândia fechou suas fronteiras para conter a pandemia de coronavírus e os turistas estrangeiros, que alimentavam os animais e tiravam fotos deles, desapareceram e a situação se tornou incontrolável.

As imagens de centenas de animais famintos brigando no meio da rua por comida se espalharam pelo mundo.

Um vídeo, postado na internet em março, também serviu para fazer as autoridades reagirem, lançando uma campanha de esterilização, a primeira em três anos.

O objetivo era castrar 500 macacos, machos e fêmeas, para impedir sua proliferação.

Atraídos por alimentos depositados em gaiolas grandes, os macacos são anestesiados e transferidos para uma clínica veterinária. Em 20 de junho, o primeiro dia da campanha, “capturamos 100, mas operamos apenas metade”, explica Narongporn Daudduem, diretor do Departamento de Parques e Vida Selvagem de Lopburi.

“Alguns já haviam sido esterilizados, outros estavam amamentando, outros eram muito jovens”, explica.

Mas a campanha de esterilização corre o risco de não ser suficiente e outra solução mais duradoura deve ser estudada. Por exemplo, remover todos os macacos da cidade e agrupá-los em outro local construído para eles, fora da localidade.

Enquanto isso, os habitantes de Lopburi terão que continuar sofrendo com eles. Para evitar que a situação degenere, os comerciantes decidiram alimentá-los por conta própria.

“Esses macacos têm o hábito de comer de tudo, como os humanos”, diz Pramot Ketampai, morador da cidade.

“Mas quanto mais são alimentados, mais energia terão e mais se reproduzirão”, acrescenta.

Apesar de tudo, Taweesak não quer que os macacos desapareçam, pois são importantes para as finanças da cidade.

O que Lopburi seria sem seus macacos?, ele pergunta. “São eles que farão os turistas voltarem. E também, se todos forem embora, eu finalmente me sentiria um pouco sozinho.”

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Para conter aumento de casos de Covid-19, estados dos EUA vão impor multas a viajantes que não respeitarem a quarentena

Nova York, Nova Jersey e Connecticut vão impôr quarentena obrigatória de 14 dias para viajantes que vierem de estados onde a taxa de contaminação do novo coronavírus é alta. Quem não respeitar a medida será penalizado em US$ 2 mil (R$ 10,6 mil).

Por G1

Nos Estados Unidos, os estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut vão impôr quarentena obrigatória de 14 dias para viajantes que vierem de estados onde a taxa de contaminação do novo coronavírus é alta. A medida entra em vigor nesta quarta-feira (24) às 23h59.

A multa para quem não respeitar a quarentena será de US$ 2 mil (R$ 10,6 mil), e pode chegar a US$ 10 mil (R$ 53 mil) em caso de reincidência.

Estados Unidos temem segunda onda de contágio de coronavírus

A princípio serão afetados viajantes de nove estados: Alabama, Arizona, Arkansas, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Washington, Texas, Flórida e Utah.

Essa lista dos estados poderá ser alterada diariamente. Serão analisados os dados dos últimos sete dias de contaminação dos estados.

A medida é em conjunto entre os três estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut, mas cada estado será responsável por fiscalizar o cumprimento. Haverá blitz em rodovias e a população será incentivada a denunciar pessoas que furarem a quarentena.

Os EUA têm mais de 120 mil mortes por Covid, de acordo com a universidade Johns Hopkins. É o país com mais óbitos e também com mais casos: 2,35 milhões.

De acordo com o “The New York Times”, mais de 35 mil novos casos foram identificados nas últimas 24 horas. É a maior alta diária desde o fim de abril.

Os números estão piorando em mais de 20 estados, principalmente nas regiões Sul e Oeste do país.

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Bolsas da Europa têm forte queda, influenciadas por Covid nos EUA e tensão comercial

Novos dados mostram sinais de uma aceleração dos casos de covid-19 nos EUA. A média de sete dias de novos casos diários da doença aumentou mais de 30%.

Por Valor Online

Os principais índices europeus não tiveram força para estender os ganhos da véspera e, mesmo com a melhora nos indicadores de sentimento no continente, fecharam o dia em forte queda. A aversão ao risco é desencadeada pela alta no número de infectados pela covid-19 nos Estados Unidos e por novos episódios de disputas comerciais, dessa vez envolvendo a Casa Branca e a Europa e o Canadá.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em forte queda de 2,78%, aos 357,17 pontos, enquanto, maior queda desde o dia 11 de junho.

Em Londres, o FTSE 100 perdeu 3,11%, para 6.123,69 pontos e, em Frankfurt, o DAX recuou 3,43%, a 12.093,94 pontos. O CAC 40, de Paris, cedeu 2,92%, fechando o pregão aos 4.871,36 pontos. Em Milão e Madrid, os índices de referência recuaram 3,42% e 3,27%, respectivamente.

Novos dados mostram sinais de uma aceleração dos casos de covid-19 nos EUA. A média de sete dias de novos casos diários da doença aumentou mais de 30% em comparação com uma semana atrás, de acordo com uma análise da CNBC de dados da Universidade Johns Hopkins. Os casos de coronavírus estão aumentando no Texas, Flórida, Arizona e Califórnia, fazendo com que autoridades municipais e estaduais comecem a considerar a desaceleração ou a reversão dos planos de reabertura de negócios.

“Nosso trabalho sugere fortemente que indivíduos e empresas não são psicologicamente imunes a desenvolvimentos pandêmicos e se retrairão se o vírus começar a se espalhar novamente, independentemente das restrições oficiais do governo (ou da falta delas)”, afirma a economista-chefe do Jefferies, Aneta Markowska e o economista de mercados monetários da instituição, Thomas Simons.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse na terça-feira que bares, restaurantes e cinemas reabrirão no início de julho, apesar das advertências dos cientistas de que tais medidas, juntamente com a redução da regra de distanciamento social, poderiam permitir uma disseminação mais rápida do vírus.

Em outra frente de preocupação dos investidores, uma matéria da Bloomberg apontou que os EUA estão considerando a imposição de tarifas em US$ 3,1 bilhões de mercadorias da França, Alemanha, Espanha e Reino Unido, em produtos que incluem cerveja, gim, azeitonas e caminhões. Os investidores temem que a medida possa reacender uma guerra comercial nova e enfraquecer ainda mais a retomada da economia.

“As tensões entre os europeus e os EUA estão borbulhando há algum tempo”, disse Jane Foley, chefe de estratégia de câmbio do Rabobank. “Qualquer coisa que sugira que haverá tensão no comércio é ruim para a economia global”.

Com regras diversas por país, Europa reabre fronteiras internas

Segundo a agência, os EUA também estavam pensando em repor tarifas sobre as importações de alumínio do Canadá a partir de 1º de julho, quando o novo USMCA, ou o Acordo EUA-Canadá-México, entrará em vigor.

Os desdobramentos ofuscaram as notícias positivas sobre expectativas no continente. O instituto Ifo informou que o índice de clima de negócios subiu de 79,7 pontos em maio para 86,2 pontos em junho, superando a estimativa dos analistas (84,3). De acordo com o instituto, “os negócios alemães veem a luz no fim do túnel”.

As ações do segmento de turismo e lazer, do setor automobilístico e de bancos foram as maiores penalizadas nesta quarta-feira, em queda de 4,70%, 4,74% e 3,61%, respectivamente.

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Parada militar do Dia da Vitória reúne milhares na Rússia

Evento que comemora a vitória contra os nazistas na segunda guerra mundial foi adiado em mais de um mês por causa da pandemia de Covid-19.

Por Associated Press

O desfile militar que celebra o Dia da Vitória foi acompanhado por uma multidão em Moscou, na Rússia, nesta quarta-feira (24). O evento, adiado em mais de um mês devido à pandemia de Covid-19, marca a vitória sobre a Alemanha nazista em 1945, após a ocupação da então União Soviética em Berlim.

A parada geralmente acontece em 9 de maio, no Dia da Vitória, o feriado laico mais importante da Rússia. Mas o momento permitiu à Rússia marcar outro evento significativo da era da guerra – o 75º aniversário da parada da Praça Vermelha pelas tropas que voltam para casa após a derrota dos nazistas.

“É impossível imaginar o que teria acontecido ao mundo se o Exército Vermelho não resistisse à sua defesa”, disse Putin em trecho do discurso.

Cerca de 14.000 soldados participaram do desfile, incluindo unidades de várias ex-repúblicas soviéticas e da Mongólia e Sérvia.

Aviões militares russos soltam fumaça com as cores da bandeira do país durante o Desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha em Moscou, Rússia — Foto: Vladimir Sergeev/Divulgação via Reuters

Aviões militares russos soltam fumaça com as cores da bandeira do país durante o Desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha em Moscou, Rússia — Foto: Vladimir Sergeev/Divulgação via Reuters

Mais de 230 veículos militares atravessaram a vasta praça da capital russa, variando de renomados tanques T-34 da Segunda Guerra Mundial a enormes lançadores de mísseis balísticos intercontinentais Topol. Um viaduto de helicópteros, bombardeiros e aviões de combate completou o show de força militar.

O apelo ao patriotismo russo chega em um momento importante para Putin, com a votação antecipada começando na quinta-feira (25) de um referendo sobre emendas constitucionais que lhe permitiriam concorrer por mais dois mandatos como presidente, possivelmente no cargo até 2036.

Putin não mencionou a pandemia de coronavírus em seu discurso, reforçando tacitamente sua afirmação no dia anterior de que a Rússia passou pelo estágio mais perigoso da pandemia. No entanto, a Rússia registrou mais de 7.000 novos casos de infecção diariamente nesta semana e tem o terceiro maior número confirmado de infecções no mundo, depois dos Estados Unidos e do Brasil.

Apesar da pandemia de Covid-19, o desfile foi acompanhado de perto pelo público que aproveitou o feriado nacional proporcionado pela data. Muitos se aglomeraram para ver os veículos militares e não utilizaram máscara

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