O misterioso lodo encontrado em ilha ‘recém-nascida’ do Pacífico que intriga a Nasa

Por BBC

A nova ilha, no centro da imagem, surgiu de uma erupção vulcânica em 2015 — Foto: Woods Hole

A nova ilha, no centro da imagem, surgiu de uma erupção vulcânica em 2015 — Foto: Woods Hole

“Parecíamos crianças no meio daquilo.”

Dan Slayback, pesquisador da Nasa, descreve a experiência que teve ao visitar uma nova ilha que nasceu no Pacífico e que vem, desde então, intrigando os cientistas da agência espacial americana.

A ilha vulcânica surgiu no oceano em 2015 após uma erupção e faz parte do arquipélago de Tonga.

Mas por que ela vem chamando a atenção?

A ilha é especialmente interessante porque apenas três, nos últimos 150 anos, nasceram de erupções – ela faz parte do grupo e tem sobrevivido há meses à poderosa erosão do oceano. Mas não é só isso.

Pistas que ‘levam a Marte’

Entender como as ilhas se formam e mudam na Terra pode dar pistas sobre a interação entre terrenos vulcânicos e antigas fontes de água em Marte.

Pesquisadores da Nasa vinham monitorando a ilha através de satélites. Mas a realidade, em campo, pode ser muito diferente das imagens captadas de forma remota.

Slayback e um grupo de estudantes com quem esteve no local que o digam. Ao desembarcarem por lá, eles encontraram um cenário muito diferente do esperado.

Lodo e cascalho

Slayback visitou a ilha com um pesquisador de Tonga, cientistas e estudantes da Sea Education Association (Associação de Estudos Marinhos, em tradução literal), um programa de exploração oceânica para estudantes universitários com sede em Woods Hole, Massachusetts, nos Estados Unidos. O grupo chegou a bordo de um navio da Associação.

A ilha é tão nova que não tem nome e é descrita simplesmente como HTHH, a combinação do nome de duas ilhas próximas, Hunga Tonga e Hunga Ha’apai.

“A maior parte da ilha é como um cascalho negro. Eu não chamaria de areia porque as pedras são do tamanho de uma ervilha”, disse Slayback, que é cientista do Centro de Voos Espaciais Goddard, o centro de pesquisas da Nasa em Maryland.

“(Para andar no local) quase todos usávamos sandálias. Era muito doloroso sentir as pedras debaixo dos pés”, disse o pesquisador em um blog da Nasa.

Ele também observou que, no local, “há como uma argila que se estende a partir do centro”. “Nas imagens de satélite você vê claramente esse material colorido, é lodo argiloso.”

“É muito pegajoso. Quando o vimos não sabíamos o que era e sua origem ainda me intriga. Porque não é cinza vulcânica.”

Vegetação e pássaros

A lama não foi a única surpresa para os pesquisadores.

Slayback e os estudantes fotografaram a vegetação que está colonizando o terreno e que provavelmente cresceu a partir de sementes que chegaram à ilha em fezes de pássaros.

Uma coruja, inclusive, provavelmente residente na vegetação das ilhas próximas, apareceu no local enquanto estavam lá.

Os cientistas também encontraram aves marinhas trinta-reis-das-rocas (Onychoprion fuscatus), nas depressões da terra ao redor da cratera.

Buracos nas falésias ao redor da cratera são outro mistério.

“Me surpreendeu o quão valioso foi estar pessoalmente na ilha. Quando você está lá, vê claramente o que acontece com o terreno”, disse Slayback.

“A erosão causada pela chuva na ilha é muito mais rápida do que eu imaginava.”

Pesquisas

Os pesquisadores e estudantes coletaram amostras de rochas da ilha e fizeram medições do terreno com drones e unidades de GPS.

De volta ao laboratório no centro Goddard, Slayback agora trabalha em um modelo 3D da ilha para determinar seu volume.

O cientista espera voltar ao local no próximo ano em busca de pistas que permitam decifrar alguns dos seus muitos mistérios.

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Inflação na Venezuela passou de 2,5 milhões por cento em 12 meses, diz Assembleia Nacional

Por Reuters

A inflação da Venezuela chegou a 2,688 milhões por cento nos 12 meses encerrados em janeiro, segundo os cálculos da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, que acompanha a evolução dos preços devido à ausência de dados do Banco Central.

A Venezuela está em recessão há cinco anos e não consegue controlar a velocidade com que os preços sobem, apesar de o governo de Nicolás Maduro, que iniciou um contestado segundo mandato em janeiro, afirmar que está adotando medidas para superar a crise.

O Parlamento relatou que em janeiro de 2019 os preços subiram cerca de 191,6%, ou quase triplicaram, o que implica um aumento diário de cerca de 3,5%. A Assembleia Nacional calculou que no mês passado o preço dos alimentos subiu cerca de 266%.

“Este resultado da inflação de janeiro se deveu à depreciação do câmbio paralelo”, disse o deputado Ángel Alvarado. As empresas buscam dólares fora do controle governamental para operar devido à escassez de divisas no sistema oficial, o que eleva a paridade e impulsiona a inflação.

Maduro atribui a crise à “guerra econômica” dos Estados Unidos e das empresas, mas críticos do governo e economistas dizem que as distorções se devem ao modelo de controles estatal.

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Explosão em mina de carvão deixa mortos na África do Sul

Por Reuters

Uma explosão provocada por gás em uma mina de carvão desativada na província de Mpumalanga, no leste da África do Sul, deixou cinco mortos, informou a polícia nesta quinta-feira (7).

Várias pessoas continuam presas no interior da mina de Middleburg e os esforços de resgate foram prejudicados por níveis perigosamente altos de gás tóxico no subsolo. Cerca de 20 pessoas ainda estão no local, segundo a emissora estatal SABC.

As pessoas tinham entrado na mina na quarta-feira (6) à tarde para roubar cabos de cobre que fornecem eletricidade para iluminação e ventilação do local quando um cano de gás explodiu, disse o porta-voz da polícia Leonard Hlati. “Eles estavam em busca do cobre”, disse Hlati.

O cobre é frequentemente roubado das minas em desuso na África do Sul e vendido como sucata.

A mina é de propriedade da Tegeta Resources and Exploration, que está sob recuperação judicial depois que seus donos, os irmãos Gupta, disseram ser difícil continuar fazendo negócios no país devido a acusações de corrupção contra eles.

Os irmãos Gupta, seus advogados e funcionários de suas empresas e representantes da família não puderam ser contactados para comentar o incidente da mina.

Os irmãos, que comandavam o que era um dos maiores conglomerados do país, foram acusados de influenciar indevidamente o ex-presidente Jacob Zuma em nomeações políticas e na conquista de contratos. Zuma e os Guptas negam qualquer irregularidade.

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CIDH denuncia ‘escalada’ de censura e violações aos direitos humanos na Nicarágua

Por France Presse

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou nesta quarta-feira (6) uma “escalada” de ataques à imprensa na Nicarágua, bem como a persistência de abusos contra oponentes do presidente Daniel Ortega, 9 meses após o início de uma onda de protestos que abalou o país.

A CIDH, órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmou que casos documentados mostram que “um padrão de detenções arbitrárias e ilegais” de dissidentes foi mantido e instou o país a restabelecer “as condições inerentes ao Estado de Direito”.

Em seu comunicado nesta quarta-feira, a Comissão ressaltou uma “ofensiva” para censurar e fechar veículos de comunicação e prender jornalistas. Nos últimos três meses, mais de 60 jornalistas foram exilados devido a ameaças de grupos controlados pelo Estado.

A CIDH também denunciou o aumento de denúncias de maus tratos e castigos corporais contra pessoas privadas de liberdade.

“É muito preocupante que junto com o fechamento gradual dos espaços democráticos no país, ameaças à integridade e à liberdade do povo também persistam”, afirmou o secretário executivo da CIDH, Paulo Abrão.

A Nicarágua foi abalada em abril do ano passado por manifestações da oposição a Ortega, um ex-guerrilheiro de 73 anos que governa a Nicarágua desde 2007. Conflitos durante os protestos deixaram 325 mortos, mais de 700 detidos e 80 mil exilados, segundo grupos de direitos humanos e a oposição.

Para examinar as denúncias, a CIDH formou um Grupo Especial de Investigação Interdisciplinar (GIEI) e criou o Mecanismo Especial para a Nicarágua (MESENI), cujos membros foram expulsos pelo governo de Ortega em 19 de dezembro.

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Rússia diz estar aberta a propostas dos EUA para novo pacto de armas nucleares

Por G1

Rússia está disposta a considerar novas propostas dos Estados Unidos para substituir um pacto nuclear da Guerra Fria que está suspenso por um tratado mais amplo que inclua mais países, afirmou nesta quinta-feira (7) o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, segundo a Reuters.

Os russos suspenderam o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) no fim de semana, depois que Washington anunciou que iria se retirar do acordo em seis meses a menos que a Rússia abandonasse o que os EUA dizem ser violações do pacto. Moscou nega as alegações.

O tratado de 1987 eliminou os arsenais de mísseis de médio alcance das duas maiores potências nucleares do mundo, mas deixa outros países livres para produzi-los e implantá-los.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na semana passada que gostaria de manter conversações com o objetivo de criar um novo tratado de controle de armas.

“É claro que vimos a referência na declaração do presidente Trump à possibilidade de um novo tratado que poderia ser assinado em uma sala bonita e que este tratado deveria também incluir outros países como seus participantes. Esperamos que esta proposta seja concretizada e colocada no papel ou por outros meios”, disse Ryabkov, em coletiva de imprensa em Moscou.

Ryabkov disse que os Estados Unidos não enviaram a Moscou nenhuma proposta concreta para um novo pacto.

Acusação americana

Washington acusa a Rússia há tempos de descumprir o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário de 1987, alegando que o novo míssil russo Novator 9M729, chamado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de SSC-8, viola o pacto, que proíbe os dois lados de instalarem mísseis terrestres de alcance curto e intermediário na Europa.

A Rússia nega, dizendo que o alcance do míssil o exclui do tratado, acusando os EUA de inventarem um pretexto para se desligarem de um acordo que Washington quer abandonar de todo modo para desenvolver novos mísseis e rejeitando a exigência norte-americana de destruir o novo míssil.

Novo míssil

Na terça-feira (5), o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou que o seu país planeja desenvolver até 2021 uma versão terrestre dos mísseis usados até agora pela Marinha russa.

“Durante os anos de 2019-2020, será necessário desenvolver uma versão terrestre do sistema Kalibr usado na Síria. Durante o mesmo período, teremos que criar um sistema de mísseis terrestres de longo alcance”, declarou Shoigu em comunicado das Forças Armadas russas.

A Rússia usou mísseis Kalibr pela primeira vez em 2015, em operações contra rebeldes sírios. Sua potência corresponde ao tipo de armas proibidas pelo tratado INF, e que só se aplica a mísseis terrestres.

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Abusos, anorexia, suicídios: a ordem religiosa em que freiras eram feitas escravas sexuais na França

Por BBC

Suicídios, abusos físicos e mentais, antidepressivos e anorexia faziam parte do cotidiano de uma ordem religiosa na França onde freiras foram transformadas em “escravas sexuais” por padres da congregação – caso que veio à tona após declaração do Papa Francisco.

O papa reconheceu, na terça-feira, que padres cometem abusos sexuais contra religiosas. “Há sacerdotes e bispos que fizeram isso e ainda fazem”, declarou o pontífice.

A Comunidade de Saint Jean – apontada pelo Vaticano como uma ordem onde as freiras foram escravizadas, até sexualmente – foi fundada em 1975 pelo padre francês Marie-Dominique Philippe.

Autor da “teoria do amor de amizade”, que ele utilizava para assediar religiosas e justificar os abusos, o padre Philippe, falecido em 2006, foi acusado por autoridades da Igreja de “desvios afetivos e sexuais”.

A revelação de abusos praticados na Comunidade de Saint Jean, em 2013, feita pelo superior que assumiu o comando da ordem, encerrou definitivamente o processo de beatificação do padre Philippe.

Vários padres da Comunidade de Saint Jean (apelidados de “cinzinhas” por causa da cor de suas batinas) foram julgados na França por agressões sexuais, incluindo pedofilia.

Os rumores existiam há anos. Iniciativa rara nos meios religiosos, o padre Thomas Joaquim, que dirige a ordem desde 2010, alertou internamente os membros da congregação que seu fundador e outros religiosos cometeram “gestos contrários à castidade”.

Em um “livro negro da fraternidade de Saint Jean”, realizado pela associação de Ajuda às Vítimas de Desvios de Movimentos Religiosos na Europa (Avref), há depoimentos de vítimas do padre Philippe e de outros clérigos.

Segundo a associação, havia um processo de manipulação mental, misturado à religião, para assediar as freiras e culpabilizá-las.

“Levei 15 anos para assumir que esse herói da minha vida era um doente. Para entender também que não era estupidez da minha parte, mas sim manipulação, domínio e lavagem cerebral”, diz uma das vítimas no relatório da associação, que aponta ainda casos de suicídios na congregação.

Padres também relataram ter sofrido abusos sexuais. O irmão do fundador da Saint Jean, padre Thomas Philippe, foi acusado de práticas do mesmo tipo.

Seita

Esse não foi o único problema da Comunidade de Saint Jean para o Vaticano. Freiras acusadas de tiranizar outras religiosas foram expulsas da Igreja e ramificações da ordem foram extintas.

A Comunidade de Saint Jean possui três congregações : Os Irmãos de Saint Jean, As Irmãs Contemplativas, fundada em 1982, e As Irmãs Apostólicas, criada em 1984.

Pressões psicológicas, ausência de cuidados médicos, substituídos por sessões de exorcismo, isolamento e ruptura dos laços familiares eram algumas das práticas recorrentes sofridas pelas freiras das Irmãs Contemplativas.

Para vítimas desse abuso mental, que deviam ter uma “obediência cega” às freiras superiores, as práticas da congregação eram as mesmas de uma seita.

“As consequências psicológicas do abuso espiritual são as mesmas do abuso sexual, porque há uma violação da intimidade”, afirma a associação Avref.

Segundo o jornal francês “A Vida”, que trata de temas ligados ao catolicismo, em um dos monastérios de Saint Jean o consumo de remédios antipsicóticos e ansiolíticos chegava a mil euros (cerca de R$ 4,4 mil) por mês.

Em 2005, um ramo das Irmãs Contemplativas foi dissolvido pela Arquidiocese de Lyon, medida rara, após acusações e queixas na Justiça de abuso psicológico.

Em 2009, a madre superiora, irmã Alix, considerada tirânica, e outras três principais responsáveis, foram expulsas da Igreja Católica. Elas se instalaram na Espanha, em 2012, com uma centena de religiosas dissidentes, mas o Vaticano dissolveu a comunidade.

Exorcismo

Uma ex-freira das Irmãs Contemplativas de Saint Jean decidiu expor publicamente as torturas mentais, contadas no livro “O Silêncio da Virgem”.

Marie Laure Jansenss, hoje casada e com filhos, diz ter vivido “11 anos em uma seita”. Ela não menciona eventuais abusos sexuais.

“Era preciso pedir permissão para tudo, até para tomar uma aspirina. Perdemos nossa personalidade e nosso discernimento. Uma armadilha mental se fecha sobre nós”, diz.

No livro, ela conta sobre casos comentados na época de freiras anoréxicas e que tentaram se matar. Jansenss afirma que as religiosas não podiam conversar sobre assuntos pessoais entre elas e viviam isoladamente seus problemas.

Janssens afirma que as manipulações sofridas tinham sempre uma dimensão espiritual.

“Elas utilizavam minha vontade de ser fiel a Deus para me manipular. Se eu andasse rápido, não era fraterna com as irmãs. Se questionava um curso, eu era crítica e estava agindo com o demônio”, afirma.

A ex-freira foi diagnosticada com um tumor no estômago, mas, em vez de ter cuidados médicos, ela teve de consultar um padre exorcista, afirma.

Após deixar a congregação, ela teve acompanhamento psicológico. De acordo com Janssens, a Igreja pediu que ela não revelasse o que viveu na ordem de Saint Jean.

Segundo a associação Avref, de apoio às vítimas de movimentos religiosos, a Comunidade de Saint Jean perdeu centenas de padres e freiras pelo mundo após a revelação dos escândalos de abusos sexuais e mentais.

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Suspeita de provocar incêndio em Paris passou por internações psiquiátricas

Por G1

Prédio residencial é destruído por chamas em Paris, na França, nesta terça-feira (5)  — Foto: B. Moser / Brigada dos Sapeurs-Pompiers de Paris/ via Reuters

Prédio residencial é destruído por chamas em Paris, na França, nesta terça-feira (5) — Foto: B. Moser / Brigada dos Sapeurs-Pompiers de Paris/ via Reuters

A suspeita de ter provocado o incêndio que deixou 10 mortos e mais de 30 feridos em Paris, na terça-feira (5), passou o equivalente a quase cinco anos internada em hospitais psiquiátricos. Ela teria colocado fogo no imóvel depois de brigar com um vizinho.

Essia B., de 40 anos, recebeu alta da última vez em 30 de janeiro, cinco dias antes do incêndio que destruiu o prédio da Rua Erlanger, no 16º distrito da capital francesa. Para conter as chamas, cerca de 200 bombeiros foram mobilizados.

Desesperados, muitos moradores se refugiaram no teto do imóvel à espera de socorro. Três pessoas morreram ao se atirar das janelas para fugir das chamas. O fogo só foi contido cinco horas após o início dos trabalhos dos bombeiros.

Mais de 24 horas após o incêndio, os bombeiros continuam no prédio em busca de vítimas principalmente no 7º e 8º andar, que foram os mais atingidos pelas chamas apesar do fogo ter começado no 2º andar. Técnicos também avaliam os estragos na estrutura.

Conhecida da justiça

A suspeita foi detida na rua, após o início do incêndio, enquanto tentava atear fogo ainda em uma lixeira e em um carro. Alcoolizada, ela explicou aos policiais que havia brigado com o vizinho Quentin, um bombeiro de 22 anos, que mora no edifício há apenas 3 meses.

Na Justiça francesa, Essia já era conhecida por “porte de arma”, sem que a natureza dela tenha sido especificada. Foi alvo de duas queixas em 2016, incluindo uma para um caso de incêndio de uma loja, de acordo com a Rádio França Internacional (RFI).

Os processos, no entanto, foram arquivados devido ao estado mental da suspeita. O terceiro caso, em 2017, referente à violência doméstica, também foi arquivado, mas por um delito que não foi suficientemente caracterizado. Ela também já havia sido interpelada por disputas de vizinhança e atos de violência e degradação.

Briga com vizinho

Quentin contou que, na noite de segunda-feira (4), a música alta que vinha do apartamento de Essia B. estava impedindo a namorada e ele de dormir.

Como não conseguiu convencê-la de baixar o volume, o casal chamou a polícia e deixou o imóvel. Ao retornar, voltou a encontrá-la. Segundo o bombeiro, ela ainda tentou quebrar uma janela, derrubar sua porta e que teria colocado pedaços de madeira e papel na entrada do seu apartamento.

“Ela me desejou boa sorte, lembrando que eu sou bombeiro e que eu deveria adorar o fogo”, contou, de acordo com a Rádio França Internacional.

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Quais os motivos que podem ter levado o Vietnã a ser escolhido para 2ª cúpula entre Trump e Kim

Por France Presse

Dirigido por comunistas, mas com inclinações capitalistas, e amigo de Estados Unidos e Coreia do Norte, o Vietnã será a sede da próxima cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un, em 27 e 28 de fevereiro.

O anúncio foi feito pelo presidente americano em seu discurso de Estado da União nesta terça no Congresso. Os dois líderes se reuniram pela primeira vez em junho do ano passado, em Singapura.

Assim como a Coreia do Norte, o Vietnã esteve imerso em uma sangrenta e amarga guerra com os Estados Unidos.

Diferentemente de Pyongyang, Hanói agora conta com Washington entre seus aliados mais próximos, após se recuperar dos estragos da guerra para se tornar uma das economias de mais rápido crescimento na Ásia e um país diplomaticamente experiente.

Veja abaixo algumas das razões, pelas quais o Vietnã foi eleito para sediar a segunda cúpula Trump-Kim:

– Tem sentido logístico

O Vietnã preenche muitos requisitos. De Pyongyang, é um voo suficientemente curto para Kim. Do contrário, ele viaja em um trem blindado.

Também abriga as embaixadas dos Estados Unidos e da Coreia do Norte. Ambas poderão se ocupar dos acertos prévios à cúpula.

– É um território ‘neutro’

Hanói goza de laços amistosos com ambos os países e se considera um território “neutro”. Diferentemente, por exemplo, do estado americano do Havaí, também apontado como uma opção.

A segurança no país comunista já é normalmente restrita, ainda mais para um evento dessa natureza.

– Kim tem boa relação com o Vietnã

O Vietnã é um dos poucos países, com os quais a Coreia do Norte tem boas relações.

Os laços diplomáticos entre Hanói e Pyongyang remontam a 1950. A Coreia do Norte enviou pessoal da Força Aérea para o norte comunista durante a Guerra de Vietnã.

O último líder norte-coreano a visitar o Vietnã foi o avô de Kim Jong-un, Kim Il-sung, em 1958.

Embora o comércio tenha diminuído em consequência das sanções da ONU contra Pyongyang, em 2017 alcançou os US$ 7 milhões.

– Kim pode aprender com a economia local

A viagem de Kim ao Vietnã, que será sua primeira, pode ser uma oportunidade para aprender com a transformação econômica do país.

Kim pode estar “interessado em ver pessoalmente o caso do Vietnã, pode ser uma boa fonte de inspiração e reflexão para que pense em como a Coreia do Norte deveria avançar”, disse à AFP Le Hong Hiep, um especialista em Vietnã do ISEAS-Yusof Ishak Institute, de Singapura.

– É um local estratégico para Washington

O Vietnã também pode ser um lugar de importância estratégica para os Estados Unidos, que atualmente se encontra em uma guerra comercial com China – um dos aliados mais próximos da Coreia do Norte.

Trump pode usar Vietnã para “sinalizar para Pequim que a Coreia do Norte não está em suas mãos. Temos um contrapeso à influência chinesa nesta área”, disse Cheon Seong Whun, pesquisador visitante do Instituto Asan de Estudos Políticos de Seul.

Além disso, Washington está disposto a destacar a história do sucesso econômico do Vietnã, como já fez o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante uma visita à Coreia do Norte.

“Seu país pode copiar este caminho. É seu, se aproveitar o momento”, disse Pompeo em comentários dirigidos a Kim.

– O Vietnã também tem interesse

O Vietnã está ansioso para mostrar seu peso diplomático, após organizar a cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em 2017 e uma reunião regional do Fórum Econômico Mundial no ano passado.

A reunião entre Trump e Kim pode dar resultados em mais de um sentido.

Organizar a cúpula pode impulsionar “o status do Vietnã na comunidade internacional, o que ajudaria o país a atrair turismo e investimento estrangeiro”, disse Vu Minh Khuong, analista da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew, de Singapura.

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Militares venezuelanos bloqueiam ponte na fronteira com a Colômbia, diz deputado

Por G1

Um tanque de transporte de combustível e um gigantesco contêiner de carga impedem o tráfego em uma ponte na fronteira entre a Venezuelae a Colômbia. Um deputado afirmou que militares venezuelanos bloquearam a ponte Tienditas na tarde de terça-feira (5).

O bloqueio acontece em um momento em que em que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o autodeclarado presidente interino, Juan Guaidó, travam uma disputa sobre a entrega de ajuda humanitária no país.

Franklyn Duarte, deputado no estado fronteiriço venezuelano de Táchira, disse à AFP que “efetivos das Forças Armadas bloquearam a passagem” da ponte Tenditas, que liga as cidades de Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela), como constatou uma equipe da AFP.

De acordo com o jornal “El Universal”, a ponte Tienditas ainda não foi inaugurada. Porém, segundo a imprensa, seria uma das rotas para a entrada de remessas de alimentos e remédios do exterior.

Os Estados Unidos ofereceram uma ajuda inicial de US$ 20 milhões de dólares, e o Canadá, de outros US$ 53 milhões.

Para Maduro, os Estados Unidos utilizam Guaidó para derrubá-lo e sua ajuda humanitária, que começou a ser enviada dos EUA para a Colômbia – na tentativa de fazê-la chegar à Venezuela – é o início de uma intervenção militar americana.

“Aqui na Venezuela não vai entrar ninguém, nem um soldado invasor. Nesta terra ninguém toca”, declarou o chavista, que conta com Rússia, China, Turquia e Irã como aliados.

“Querem mandar dois caminhõezinhos com quatro panelas. A Venezuela não tem que mendigar a ninguém. Se querem ajudar, que acabem com o bloqueio e as sanções”, disse o presidente, assegurando que não permitirá que “humilhem” o país com o “show da ajuda humanitária”.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a dar apoio à iniciativa de Guaidó de se autodeclarar presidente e conduzir um governo de transição. Maduro se mostrou favorável à organização de eleições legislativas, que desde 2016 é controlado por oposicionistas. Porém, ele resiste duramente a uma votação que indique um novo chefe de estado para o país.

Bloqueio

O deputado Franklyn Duarte afirmou à AFP que a passagem na ponte foi bloqueada depois que um incidente confuso ocorreu em Ureña depois que soldados chegaram em veículos blindados para vigiar a fronteira. Três pessoas ficaram feridas, segundo ele, depois que um tanque atingiu alguns motociclistas.

“Eles podem colocar uma parede e não impedirão a entrada da ajuda”, disse o deputado.

Na terça-feira (5), a Rússia declarou apoiar o diálogo direto entre Maduro e a oposição. “Continuamos a acreditar que a única maneira de sair desta crise é sentar o governo e a oposição na mesa de negociações”, afirmou o chanceler russo, Sergei Lavrov.

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Rússia quer desenvolver novo míssil antes de 2021

Por France Presse

A Rússia planeja desenvolver até 2021 uma versão terrestre dos mísseis usados até agora pela Marinha russa, após Washington e Moscou suspenderem sua participação no tratado de armas nucleares de alcance intermediário, anunciou o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, nesta terça-feira (5).

“Durante os anos de 2019-2020, será necessário desenvolver uma versão terrestre do sistema Kalibr usado na Síria”, declarou Shoigu em comunicado das Forças Armadas russas.

“Durante o mesmo período, teremos que criar um sistema de mísseis terrestres de longo alcance”, diz ainda o comunicado.

Shoigu explicou essa decisão devido à suspensão dos Estados Unidosde sua participação no tratado INF (Forças Nucleares de Alcance Intermediário), em vigor desde 1987 e que proibia mísseis terrestres estratégicos com alcance entre 500 e 5.500 km.

A Rússia usou mísseis Kalibr pela primeira vez em 2015, em operações contra rebeldes sírios.

No total, 26 mísseis foram lançados de um navio de cruzeiro localizado no Mar Cáspio, a 1.500 km da zona de impacto.

Sua potência corresponde ao tipo de armas proibidas pelo tratado INF, e que só se aplica a mísseis terrestres.

Segundo Shoigu, os Estados Unidos “trabalham ativamente no desenvolvimento de um míssil terrestre com um alcance de mais de 500 km”, razão pela qual “o presidente da Rússia deu a ordem ao Ministério da Defesa para tomar medidas recíprocas”.

Os Estados Unidos e a Rússia acusam um ao outro de violar o tratado INF.

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