Em tensão com o Irã, EUA anunciam envio de cerca de 1 mil militares ao Oriente Médio

Por G1

Os Estados Unidos vão enviar cerca de 1 mil militares adicionais ao Oriente Médio, informou o Pentágono nesta segunda-feira (17). O anúncio veio em meio ao acirramento da crise entre os EUA e o Irã.

Em comunicado, o secretário interino de Defesa norte-americano, Patrick Shanahan, disse que o novo contingente vai ao local por “motivos defensivos”.

“Os recentes ataques iranianos comprovam as informações confiáveis e credíveis que recebemos sobre o comportamento hostil das forças iranianas e de grupos associados que ameaçam funcionários norte-americanos e interesses na região”, disse.

Mais cedo, o governo norte-americano divulgou imagens que seriam de soldados do Irã removendo uma mina que não explodiu no Kokuka Corageous, um dos petroleiros danificados no Golfo de Omã na quinta-feira passada.

O governo dos Estados Unidos diz que as imagens, feitas a partir de um helicóptero militar norte-americano, provam que o Irã atacou as duas embarcações. O regime iraniano vem negando a acusação.

O novo contingente vai se somar aos outros 1,5 mil militares deslocados ao Oriente Médio em maio, quando a tensão entre EUA e Irã tomou maiores proporções (saiba mais abaixo).

Aumento na tensão no Oriente Médio

Na manhã desta segunda-feira, o Irã anunciou o aumento no estoque de urânio enriquecido para além do que havia sido firmado no acordo nuclear de 2015. Dessa forma, país não vai mais estabelecer um limite para o volume do material que produz.

O porta-voz da organização de energia atômica do Irã, Behrouz Kamalvandi, disse que em dez dias, na data de 27 de junho, a quantidade de urânio enriquecido vai ultrapassar 300 quilos, que era a quantidade máxima que, pelo acordo, eles poderiam ter.

Os recentes movimentos formam mais um capítulo da crise intensificada em maio, quando o governo do Irã anunciou a retomada de parte das atividades nucleares que estavam suspensas pelo acordo firmado em 2015 com os EUA e outros países do Ocidente.

O presidente Donald Trump retirou os EUA desse acordo em 2018, e, desde então, passou a impor sanções econômicas ao Irã. Apesar da saída norte-americana, Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China permanecem no tratado.

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Morre Mohamed Morsi, ex-presidente do Egito que estava preso desde 2013

Por G1

O ex-presidente do Egito Mohamed Morsi morreu, informou nesta segunda-feira (17) a TV estatal do país.

De acordo com o anúncio, Morsi desmaiou após uma sessão de um tribunal e morreu em seguida. Seu corpo foi levado a um hospital.

Segundo fontes da agência AFP, o ex-presidente, que estava preso desde julho de 2013, depôs perante o tribunal antes de desmaiar. Ele chegou a ser levado para um hospital, onde acabou morrendo.

“Ele falou diante do juiz por 20 minutos, então, se agitou e desmaiou. Ele foi rapidamente levado para o hospital onde morreu”, disse a fonte da AFP.

O site do jornal estatal “Al-Ahram” também informou a morte de Morsi, de 67 anos.

Morsi foi o primeiro presidente democraticamente eleito no Egito, mas teve um curto mandato entre 2012 e 2013, até ser destituído pelo Exército.

O ex-presidente estava preso desde o golpe sofrido no verão de 2013. Desde então, foi julgado em vários casos, incluindo um de espionagem em favor do Irã, Catar e grupos militantes, como o Hamas, em Gaza.

Ele também foi acusado de fomentar atos de terrorismo.

Desde sua destituição em 2013, seu ex-ministro da Defesa Abdel Fattah al-Sisi conduz uma repressão contra a oposição islâmica, especialmente a Irmandade Muçulmana, que teve milhares de membros presos.

Figura de destaque na Irmandade Muçulmana, Morsi enfrentava diversos processos. Desde que foi destituído pelo Exército, Morsi foi condenado a um total de 45 anos de prisão por dois casos: incitação à violência contra os manifestantes no final de 2012 e espionagem a favor do Catar.

Além disso, é julgado em outros dois processos após a anulação de dois veredictos contra ele: uma sentença de morte e uma à prisão perpétua.

A Irmandade Muçulmana, organização à qual Morsi pertencia, foi tornada ilegal pelo governo do Egito.

Os anos que se seguiram ao golpe do Exército no Egito registravam uma série de ataques contra forças de segurança, com centenas de policiais e militares mortos e uma insurgência jihadista principalmente no norte do Sinai.

Ex-presidente passava 23 horas por dia em solitária

Em 2018, um comitê de três parlamentares ingleses publicou um relatório que dizia que Morsi era mantido em solitária durante 23 horas por dia.

As condições da prisão de Morsi eram semelhantes à de tortura, e poderiam levá-lo à morte.

O ex-presidente egípcio tinha um histórico de problemas de saúde, era diabético e teve problemas no fígado e nos rins. Ele não recebia tratamento médico adequado, de acordo com os ingleses.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan Erdogan, aliado do ex-presidente membro da Irmandade Islâmica, imediatamente prestou homenagem ao colega, chamando-o de “mártir”.

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Pequim apoia autoridades de Hong Kong e critica ‘hipocrisia’ de protestos

Por Agência EFE

Hong Kong protesta há dias contra projeto de extradições para a China continental — Foto: Thomas Peter/Reuters

Hong Kong protesta há dias contra projeto de extradições para a China continental — Foto: Thomas Peter/Reuters

Pequim demonstrou nesta segunda-feira (17) seu apoio à chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, após a onda de protestos contra o projeto de lei de extradição que ela apresentou. A imprensa oficial do regime classifica o momento de “violência popular” derivada de “intervenções maliciosas de governos estrangeiros”.

Em um editorial, o jornal estatal “China Daily” afirma que o apoio do Governo central a Lam “não fraquejará” apesar do crescente clamor dos manifestantes, que exigem sua renúncia depois da suspensão do polêmico plano legislativo.

Nessa mesma linha se expressou Tam yiu-chung, deputado de Hong Kong na Assembleia Nacional Popular – o Legislativo nacional chinês -, que participou de uma reunião com mais de 200 políticos locais, parlamentares nacionais e funcionários do Escritório de Enlace – órgão oficial que representa Pequim em Hong Kong -, que lhe transmitiram que o regime “apoia, respeita e entende” a decisão de Lam.

Segundo o relato de Tam, o diretor do Escritório, Wang Zhimin, afirmou que o projeto de lei de extradição é “pelo bem dos de Hong Kong”, mas que o processo legislativo “sofreu constantes interferências e foi vilipendiado por forças estrangeiras”.

Interesses estrangeiros

De fato, o artigo do “China Daily” afirma que a “violência” foi “instigada por aqueles que não velam pelos interesses” de Hong Kong, e lembra que a número um do governo da ex-colônia é “a responsável última para que se aplique o ‘um país, dois sistemas'”, princípio que permite certa autonomia de Hong Kong em relação à China continental.

O jornal nacionalista “Global Times” também vê relação entre os protestos e os assuntos exteriores da China, e publicou ontem à noite um artigo no qual adverte os Estados Unidos de que não devem utilizar a situação em Hong Kong para resolver a guerra comercial travada contra a China.

Apesar de as autoridades de Hong Kong suspenderem as emendas à lei de extradição após os grandes protestos, não conseguiram aplacar os manifestantes, que exigem a retirada total do projeto e que voltaram a encher as ruas da cidade no domingo (16) para defender seus direitos e liberdades.

Eles também demandam a renúncia de Carrie Lam.

Os organizadores dizem que o número de manifestantes foi de “quase dois milhões de pessoas” e a Polícia, 338 mil.

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Decretado estado de catástrofe natural na França após tempestade que deixou um morto

Por France Presse

O governo francês decretou neste domingo (16) estado de catástrofe natural por conta de um forte tempestade que deixou um morto no centro-leste do país e muitos danos materiais.

Uma turista alemã de 51 anos faleceu no sábado num acampamento nos Alpes franceses, ao ser atingida por uma árvore que tombou por causa dos fortes ventos.

Pouco mais ao sul, em Romans-sur-Isère, caiu granizo por cerca de 15 minutos, provocando muitos estragos, segundo as autoridades locais.

Muitos campos de plantação foram destruídos na mesma região. “A situação é realmente dramática”, declarou o ministro da Agricultura, Didier Guillaume.

O mau tempo tempo também provocou uma morte na Suíça, onde uma turista se afogou no sábado no lago Léman em Genebra, quando o barco em que passeava foi atingido pelos fortes ventos e naufragou.

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O drama dos milhares de bebês sem nacionalidade filhos de pais venezuelanos

Por Boris Miranda, BBC — Colômbia

Diego acompanha sua mãe todos os dias.

Julia, mãe do bebê, se dedica a vender sacos para lixo e material de limpeza em uma das melhores áreas de Bogotá.

Ela chegou à Colômbia há dois anos, Diego nasceu nove meses atrás.

“Eu não sei que procedimento devo fazer nem onde devo registrá-lo”, disse a mulher à BBC News Mundo.

A criança é um dos mais de 20 mil casos de bebês nascidos de imigrantes venezuelanos na Colômbia que não têm nacionalidade.

As crianças apátridas, ou seja, sem nacionalidade, são um tema de “alta preocupação” para organizações internacionais como o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que defende a adoção de medidas urgentes nestes tipos de situações.

Os bebês

De acordo com a diretoria de Migração da Colômbia, 1.260.594 cidadãos da Venezuela se encontram neste país.

Produto desse alto fluxo migratório, nunca antes visto, é que existem mais de 20 mil recém-nascidos em território colombiano que são filhos de imigrantes venezuelanos.

Mas, pela legislação, não basta nascer na Colômbia para obter a nacionalidade.

Muitas mulheres atravessam a fronteira para dar à luz devido à falta de medicamentos na Venezuela — Foto: BBC

Muitas mulheres atravessam a fronteira para dar à luz devido à falta de medicamentos na Venezuela — Foto: BBC

O êxodo em massa dos venezuelanos é atribuído à crise econômica e à escassez que existe no país.

O caso de Diego é um deles, filho de um casal que faz parte da enorme diáspora venezuelana.

Eles vivem em um bairro no sul de Bogotá, longe dos restaurantes exclusivos e dos grandes centros comerciais da capital colombiana.

“Se nada mudar, espero que eles me deixem estudar aqui, que me deixem crescer (aqui)”, diz Julia.

“Parem de parir”

A questão gerou uma controvérsia especial nesta semana na Colômbia, como resultado da coluna “Parem de parir”, que é assinada pela jornalista e ex-apresentadora da CNN em espanhol, Claudia Palacios, e publicada no jornal El Tiempo – o mais importante do país – que provocou uma tempestade nas redes sociais e foi descrito como “xenófobo”, “eugênico” e até “fascista”.

No artigo, Palacios afirma que o governo colombiano deve fazer do controle de natalidade dos imigrantes venezuelanos a prioridade de sua estratégia de migração. E acrescenta:

“Mas, queridos venezuelanos, aqui não é como no seu país, e é bom que não seja, porque a ponta de subsídios o socialismo do século 21 fez o país mais rico da região muito pobre, então a melhor forma de serem bem-recebidos é vocês estarem cientes de que, apesar dos problemas internos, a Colômbia conseguiu recebê-los como nenhum outro país, mas se vocês continuarem se reproduzindo como estão fazendo, seria ainda mais difícil vê-los como oportunidade para o desenvolvimento em vez de vê-los como problema.”

Jornalista defendeu em coluna que o controle da natalidade dos venezuelanos deveria ser uma prioridade do governo — Foto: Reprodução El Tiempo

Jornalista defendeu em coluna que o controle da natalidade dos venezuelanos deveria ser uma prioridade do governo — Foto: Reprodução El Tiempo

Muitos leitores lembraram à jornalista os milhões de colombianos que já buscaram refúgio na Venezuela, onde muitos também tiveram filhos.

A jornalista (que também contou com algumas vozes de apoio) se defendeu no Twitter escrevendo que “a recepção que a Venezuela deu aos colombianos é reconhecida, mas que esse não é o ponto da questão. O ponto é que a migração em massa em condições tão vulneráveis não é o contexto ideal para ter filhos. Há responsabilidades individuais e estaduais, é disso que a minha coluna trata.”

Desamparo

Tanto o ACNUR quanto outras organizações não-governamentais alertam que os bebês apátridas são uma questão pendente na Colômbia.

“Recomendamos que, qualquer que seja o caminho que as autoridades colombianas decidam seguir, seja uma lei ou um decreto, o mecanismo permita resolver esses casos”, diz Juan Ignacio Mondelli, responsável pela proteção do escritório regional do ACNUR.

O organismo internacional pontua que os filhos de imigrantes podem passar a vida inteira sem direito a acessar vários serviços básicos, como saúde ou educação.

“Eles vivem nas sombras e, na prática, são excluídos”, afirma o funcionário do organismo internacional..

As Nações Unidas não são a única entidade a demonstrar preocupação sobre o caso.

A Defensoria do Povo da Colômbia também pede às autoridades deste país para abordar a questão.

“A complexidade do fenômeno e as problemáticas daí decorrentes na garantia dos direitos das pessoas com maior vulnerabilidade, como crianças e migrantes, tais como o risco de apatridia, a desnutrição, a falta de acesso a escolas e serviços de saúde, entre outros, dão conta da necessidade de que as autoridades nacionais atuem rapidamente para evitar prejuízos irremediáveis “, disse a entidade à BBC News Mundo.

A Defensoria acrescenta que “muitos menores de idade nascidos em nosso país não tem nacionalidade, o que resulta na impossibilidade de acesso e garantia de seus seus direitos fundamentais, aumentando assim a vulnerabilidade dessa população.”

Jorge

Bogotá e o departamento fronteiriço do Norte de Santander são os dois destinos mais comuns da diáspora venezuelana.

Mais de 270.000 imigrantes se estabeleceram na capital colombiana, enquanto 176.695 pessoas do país vizinho estão localizadas na área de fronteira, principalmente na cidade de Cúcuta.

Maria, a mãe de Jorge, é uma delas. A venezuelana cruzou a fronteira porque sua gravidez era perigosa e após o parto decidiu ficar na Colômbia.

O bebê nasceu em fevereiro deste ano e teve que receber cuidados especiais por causa do peso baixo e do estado de fragilidade em que se encontrava.

“Eu não sei se será colombiano ou venezuelano, mas quero que esteja saudável”, disse a mãe, na ala pediátrica do hospital público de Cúcuta.

María relata que o marido tenta deixar a Venezuela para se juntar a eles, mas ainda precisa juntar mais dinheiro.

Nesse meio tempo, ela fica com uma prima que mora em Cúcuta há alguns anos.

Ela espera começar a trabalhar em uma padaria.

Por que não são colombianos?

Ao contrário de outros países da América Latina ou dos Estados Unidos, o nascimento em território não confere nacionalidade na Colômbia.

Entre 2017 e 2019, mais de 3.300 recém-nascidos filhos de imigrantes venezuelanos foram registrados neste país, mas não adquiriram a nacionalidade colombiana.

Carlos Negret, Defensor Público, salienta que é por isso que uma lei que permita que “as crianças obtenham a nacionalidade por adoção” é necessária.

“Neste momento essas crianças estão em um limbo jurídico. Nós não vemos, da Ouvidoria, que a situação na Venezuela vai melhorar e é por isso que as crianças vão continuar nessa situação”, disse a autoridade.

A entidade colombiana apresentou um projeto de lei perante o Congresso em abril para que todos os bebês de imigrantes venezuelanos nascidos na Colômbia possam obter a nacionalidade deste país.

“O número de crianças nesta situação é extremamente grave. Nós temos que cortar (esse número), acabar com a má administração dessas crianças”, disse Negret.

O defensor público salientou que esta situação deve “superar qualquer tipo de nuance política”.

O futuro

Julia e Maria concordam que gostariam de voltar para a Venezuela, mas não sabem quando isso será possível.

Enquanto isso, esperam encontrar apoio na Colômbia para que seus filhos tenham acesso à saúde e educação.

Elas receberam atenção no sistema público hospitalar, mas sabem que, como os filhos não são colombianos, eles não poderão ter atendimento médico caso tenham algum problema.

No início de junho, o presidente Ivan Duque se reuniu com emissários do ACNUR para tratar do crescente problema dos bebês apátridas.

O governo sinalizou que adotaria medidas para evitar que as crianças sejam deixadas em situação de desamparo, mas ainda não anunciou quais serão.

A atriz americana Angelina Jolie, embaixadora do ACNUR, também demonstrou preocupação com a questão em sua recente visita à Colômbia.

“O presidente e eu conversamos sobre o risco de que mais de 20 mil crianças venezuelanas se tornem apátridas e estamos comprometidos em apoiá-las”, disse Jolie.

Enquanto o Congresso e o governo debatem possíveis soluções para este conflito inesperado, Julia e María cuidam de Diego e Jorge.

Julia segue em uma rua de Bogotá rodeada de restaurantes, oferecendo seus produtos de limpeza, inclusive quando chove. Maria permanece em Cúcuta.

Os filhos, nascidos em meio ao seu êxodo, são os motivos que elas têm para não desistir.

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Japão pede mais provas aos EUA sobre autoria do Irã em ataque a navios

Por Agência EFE

O governo do Japão pediu aos Estados Unidos provas concretas para embasar sua informação de que o Irã está por trás do recente ataque a dois navios petroleiros no golfo de Omã, sobre cuja responsabilidade Tóquio evitou se pronunciar até agora.

Horas depois do ataque na última quinta-feira (13), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou o Irã sem oferecer provas e posteriormente seu Departamento publicou um vídeo no qual supostamente um bote patrulheiro iraniano aparecia tirando uma mina não explodida do casco do petroleiro japonês Kokuka Courageous.

O Japão continua sem estar convencido e considera que as explicações dos EUA não ajudaram a “passar da especulação”, revelaram fontes do governo em informações publicadas neste domingo (16) pela agência de notícias “Kyodo”.

Pompeo disse que a avaliação dos EUA se baseia em “relatórios de inteligência, nas armas utilizadas, no nível de conhecimento necessário para executar a operação, nos ataques similares contra navios cometidos pelo Irã recentemente e no fato de que nenhum grupo rebelde da região tem os recursos para atuar com tal nível de sofisticação”, argumentos que não convenceram Tóquio.

A acusação foi repetida pelo príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, da Arábia Saudita, neste fim de semana. Em uma entrevista, bin Salman disse que “o regime iraniano não respeita a presença do premiê do Japão como convidado em Teerã, e respondeu a seus esforços diplomáticos atacando dois navios-tanque, um deles japonês”.

‘Não são provas definitivas’

Se ter o nível de experiência necessária é considerado um argumento de peso para determinar que foi o Irã, a suspeita “também se aplicaria aos EUA e a Israel”, disse uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Japão.

“Estas não são provas definitivas de que se trata do Irã”, declarou à agência uma fonte próxima ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

O Japão diz que está levando muito a sério a investigação do ataque, que aconteceu quando Abe estava se reunido com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.

“Os ataques afetaram gravemente a reputação do primeiro-ministro porque estava tentando ser mediador entre os EUA e o Irã”, afirmou a mesma fonte, que classificou o assunto como uma “preocupação séria” para Tóquio, no qual “cometer erros na hora de determinar os fatos é inadmissível”.

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Conheça as coligações que vão disputar a eleição presidencial da Argentina

Por G1

Sete coligações vão concorrer nas eleições presidenciais que acontecem na Argentina neste ano.

O prazo para as inscrições terminou nesta quarta-feira (12).

A lei eleitoral exige que todas as frentes políticas validem suas chapas em uma eleição prévia, conhecida no país pela sigla Paso, que são abertas a todos os eleitores.

Apesar de serem sete coligações, três delas têm mais chances de vitória, segundo as projeções até o momento.

Veja abaixo quais são as frentes que disputarão o primeiro turno em outubro:

Juntos pela Mudança

 — Foto: Juliane Monteiro/G1

— Foto: Juliane Monteiro/G1

O presidente Mauricio Macri tentará a reeleição, mas trocou de vice. No lugar da atual, Gabriela Michetti, deverá entrar Miguel Pichetto.

Pichetto, o novo companheiro de chapa de Macri, é senador, e, durante sua vida pública, sempre esteve em um campo político oposto ao do atual presidente –ele é do Partido Justicialista, nome oficial da agremiação peronista (herdeiros políticos de Juán Perón, que foi presidente nos anos 1950 e 1970).

O senador já deu declarações contra imigrantes. Quando foi anunciado o seu nome, a mídia argentina publicou que a candidatura de Macri “se bolsonarizou”, em uma referência a declarações controversas que tornaram o presidente brasileiro conhecido na Argentina.

A avaliação do governo de Macri é negativa: 60% dos argentinos desaprovam sua gestão, de acordo com uma pesquisa da consultoria Real Tima Data publicada pelo jornal “Clarín”.

O nome da frente vitoriosa em 2015 era “Cambiemos” (Mudemos), e agora passa a ser “Juntos por el Cambio” (Juntos pela Mudança).

Frente de Todos

 — Foto: Juliane Monteiro/G1

— Foto: Juliane Monteiro/G1

A ex-presidente Cristina Kirchner, hoje senadora, deverá ser vice na chapa liderada por Alberto Fernández, seu antigo chefe de gabinete.

Há uma possibilidade de mudança: nesta quarta-feira (12), o último dia para definir as coligações, a frente recebeu a adesão de Sergio Massa, que, em 2015, teve cerca de 20% dos votos e ficou em terceiro nas eleições presidenciais, quando Macri foi eleito.

Massa poderá exigir concorrer com Fernández em eleições prévias dentro da coligação.

Tanto Massa como Fernández pertenceram ao governo de Cristina Kirchner, mas saíram e se tornaram críticos. A ex-presidente responde a processos criminais por corrupção.

Consenso Federal

 — Foto: Juliane Souza

— Foto: Juliane Souza

Roberto Lavagna, que foi o ministro da Economia do país entre 2002 e 2006, é o líder dessa frente. Seu vice provavelmente será o governador do estado de Salta, Juan Manuel Urtubey.

Segundo a mídia argentina, Urtubey recebeu proposta para ser vice de Macri, mas preferiu fechar com Lavagna.

Durante o período de negociações para compor essa terceira via, que foi pensada para ser uma alternativa à polarização, ela perdeu dois nomes de peso: Massa, que foi para a Frente de Todos, e Pichetto, que compôs a chapa com Macri no Juntos pela Mudança.

Analistas argentinos consideram que essa frente tem mais capacidade de seduzir eleitores de Macri que os de Alberto Fernández.

Calendário — Foto: Juliane Monteiro

Calendário — Foto: Juliane Monteiro

Frente de Esquerda – Unidade

Frente liderada pelo trotskista Nicolás del Caño, que ficou em quarto nas eleições de 2015, com cerca de 3,5% dos votos.

Frente Despertar

O economista Luis Espert se lança como candidato com uma plataforma liberal, como diminuir gasto público e zerar tarifas de importação.

Frente Nós

Formada por pequenos partidos conservadores.

Frente Patriota

Coligação de extrema direita –um de seus líderes é um ex-militar linha dura de um grupo que tentou dar um golpe nos anos 1980.

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Homem que matou cinco filhos é condenado à morte nos EUA

Por G1

Timothy Jones Jr. , que matou seus cinco filhos em agosto de 2014, foi condenado à morte nesta quinta-feira (13) na Carolina do Sul, nos EUA.

Na véspera, sua ex-mulher e mãe das crianças – que tinham entre 1 e 8 anos – Amber Kyzer, tinha pedido que ele não recebesse esse tipo de pena porque “os meninos o amavam”.

Jones Jr., de 37 anos, foi condenado à morte porque a decisão do júri foi unânime, após menos de duas horas de deliberação. Caso apenas um dos jurados tivesse discordado, ele receberia uma pena de prisão perpétua sem direito a condicional, como pedia sua defesa.

Em seu pronunciamento final, o advogado de defesa pediu que ele fosse poupado, se não por si, por sua família, que já sofreu com tantas mortes. Quando a sentença foi lida, o pai de Jones Jr. segurou a cabeça com as mãos, enquanto outros parentes choravam.

Jones Jr. é a segunda pessoa a ser condenada à morte na Carolina do Sul nos últimos cinco anos. O estado não executa nenhum prisioneiro desde 2011 e atualmente não possui as drogas necessárias para aplicar uma injeção letal.

Crimes

O homem admitiu que obrigou o filho Nathan, de seis anos, a fazer exercícios até desmaiar e morrer depois que ele quebrou uma tomada, e algumas horas depois decidiu matar as outras quatro crianças.

Segundo o promotor, depois de matar Nathan, ele chegou a sair de casa para comprar cigarros e levou junto a filha mais velha, Merah, de oito anos, para que ela não pudesse chamar a polícia, deixando os filhos mais novos com o corpo do irmão.

Ao voltar, ele estrangulou Merah e Elias, de sete anos, com as próprias mãos, e Gabriel, de dois, e Abigail, de um, com a ajuda de um cinto.

Durante nove dias Jones Jr. dirigiu com os corpos dos filhos dentro de sacos de lixo em seu carro, até que os dispensou em um acostamento no estado de Alabama. Ele foi preso horas depois, quando um policial de trânsito no condado de Smith, no Mississippi, sentiu um forte cheiro de decomposição ao parar o veículo para uma inspeção de rotina de documentos.

No julgamento, seus advogados alegaram que ele sofria de uma esquizofrenia não diagnosticada, agravada pelo uso de álcool e drogas, e que ficou transtornado depois que sua esposa o deixou.

Casamento

Segundo a BBC, Kyzer e Jones se casaram seis semanas após se conhecerem em 2004, quando ambos trabalhavam num parque infantil em Chicago.

Kyzer explicou que o relacionamento começou a desandar quando o marido se tornou muito religioso e passou a defender que mulheres só devem ser “vistas, não ouvidas”.

Ela disse que, quando se separaram, nove anos depois, deu ao marido a custódia das crianças, porque ele tinha um carro e recebia US$ 80 mil dólares por ano como engenheiro de computação.

Kyzer se encontrava com as crianças todo sábado num restaurante da rede Chick-fil-A, especializado em frango.

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Homem sequestrado quando criança na ditadura da Argentina é identificado

Por G1

O grupo ativista Avós da Praça de Maio apresentou nesta quinta-feira (13) a identidade de uma das crianças desaparecidas na ditadura militar da Argentina (1976-1983). Javier Matías Darroux Mijalchuk foi retirado dos pais em dezembro de 1977, quando ambos desapareceram por causa do regime.

Mijalchuk comemorou ao saber quem eram os pais e conhecer mais sobre a origem biológica.

“Eu sempre dizia que tinha certeza de que [meus pais] poderiam estar desaparecidos, mas eu estava bem com quem eu era e não me convencia em iniciar as buscas”, afirmou, segundo o jornal “Clarín”.

Foi um tio chamado Roberto quem insistiu em procurar o paradeiro do sobrinho desaparecido ao longo dos anos. Sensibilizado com a persistência dos familiares, Mijalchuk pede que pessoas na mesma situação “busquem coragem” para lutar pela aproximação das famílias.

Agora, ele tentará saber o que de fato aconteceu com os pais, desaparecidos desde aquele dezembro de 1977. Além disso, o argentino quer saber o paradeiro do irmão ou irmã – a mãe dele estava grávida quando desapareceu.

“A convicção da luta e a busca não terminam”, disse Mijalchuk.

Avós da Praça de Maio

A associação presidida por Estela de Carlotto estima que cerca de 500 bebês foram tirados durante a ditadura de suas mães, a maioria opositoras ao regime que deram à luz em centros clandestinos de detenção e tortura e nunca reapareceram.

Segundo organismos de direitos humanos, o terrorismo de Estado fez cerca de 30 mil pessoas desaparecerem, segundo dados das organizações de direitos humanos.

Em meados dos anos 1980, as Avós impulsionaram a criação de um banco para armazenar os perfis genéticos e garantir a identificação de seus netos.

Em 1987, o Congresso criou, mediante uma lei, o Banco Nacional de Dados Genéticos, que desde então se encarrega de resolver a filiação das meninas e crianças apropriadas durante a última ditadura.

Em todo este tempo, o banco foi somando técnicas avançadas de identificação genética e legista e em 2009 sancionou uma nova lei que hierarquizou a instituição.

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Putin demite autoridades policiais envolvidas na prisão de jornalista

Por France Presse

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, demitiu, nesta quinta-feira (13), duas autoridades policiais envolvidas em uma detenção fraudulenta por tráfico de drogas do jornalista Ivan Golunov.

O repórter foi solto, e as acusações contra ele foram retiradas após mobilização da sociedade civil.

Putin tirou de seus cargos o chefe do departamento antitráfico de drogas de Moscou, Yuri Deviatkin, e o responsável pelo distrito oeste da cidade, Andrei Puchkov.

Eles foram “substituídos das funções que exercem”, indicou um decreto sancionado por Putin.

Policiais ficarão suspensos durante investigação

Na terça-feira (11), horas depois que as acusações contra Golunov foram retiradas, o ministro russo do Interior, Vladimir Kolokoltsev, afirmou que pediria a Putin para retirar ambos de suas funções.

Segundo Kolokoltsev, os policiais que prenderam Golunov ficarão suspensos enquanto o caso é investigado.

Prisão ganhou repercussão na Rússia

Jornalista do veículo independente Meduza, conhecido por suas investigações sobre corrupção das elites e fraudes em setores como microcrédito, ou pompas fúnebres, Ivan Golunov foi detido na última quinta. Dois dias depois, foi posto sob detenção domiciliar.

O caso ganhou enorme repercussão na Rússia, e os colegas e simpatizantes de Golunov denunciaram uma armação para impedir suas investigações jornalísticas.

Na quarta (12), a polícia reprimiu uma marcha organizada em seu apoio em Moscou e prendeu mais de 400 pessoas.

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