Bolton diz ao Reino Unido que EUA apoiariam com entusiasmo um Brexit sem acordo


Por Reuters

Os Estados Unidos apoiariam com entusiasmo uma separação do Reino Unido da União Europeiasem um acordo se fosse isso que o governo britânico decidisse fazer, disse o conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, John Bolton, nesta segunda-feira (12) durante uma visita a Londres com a meta de reafirmar os laços bilaterais com o Reino Unido.

Bolton disse ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que o presidente Donald Trump quer ver uma desfiliação britânica da UE bem-sucedida no dia 31 de outubro e que Washington estará pronta para trabalhar rapidamente em um acordo de livre comércio entre EUA e Reino Unido.

Johnson quer que o bloco renegocie os termos da saída de seu país antes do prazo de 31 de outubro, mas a UE diz que não alterará a parte do acordo que o premiê diz ser necessário mudar.

O impasse coloca o Reino Unido diante de uma ruptura sem um período formal de transição nem um acordo legal cobrindo questões como comércio, transferência de dados e política de fronteiras.

“Se esta é a decisão do governo britânico, nós a apoiaremos entusiasticamente, e é isso que estou tentando transmitir. Estamos com vocês, estamos com vocês”, disse Bolton aos repórteres após seu primeiro dia de reuniões.

Agora que o Reino Unido se prepara para deixar a UE, sua maior guinada geopolítica desde a Segunda Guerra Mundial, muitos diplomatas acreditam que Londres contará cada vez mais com os EUA.

Bolton, que passa dois dias na capital inglesa para reuniões, busca um relacionamento EUA-Reino Unido melhor com Johnson – houve momentos de tensão nos laços quando Trump lidava com a antecessora de Johnson, Theresa May.

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Mortos em enchentes na Índia chegam a 147


Por Reuters

O número de mortes decorrente das enchentes nos Estados indianos de Karnataka, Kerala e Maharashtra subiu para 147, disseram autoridades neste domingo (11).

As fortes chuvas e deslizamentos forçaram centenas de milhares de pessoas a buscar abrigo em campos de ajuda humanitária, enquanto os serviços de trem foram cancelados em várias áreas alagadas.

No Estado de Kerala, ao sul, pelo menos 57 pessoas morreram em incidentes relacionados à chuva, enquanto mais de 165 mil pessoas estavam em campos de ajuda no Estado, informaram as autoridades neste domingo.

“Várias casas ainda estão cobertas sob 10 a 12 pés (entre 3 e 3,7 metros) de lama. Isto está prejudicando os trabalhos de resgate”, disse o ministro-chefe de Estado Pinarayi Vijayan.

Enchente deixou centenas de pessoas desabrigadas na Índia — Foto: Reuters

Enchente deixou centenas de pessoas desabrigadas na Índia — Foto: Reuters

As autoridades temem que as operações de resgate sejam prejudicadas por chuvas e trovoadas previstas em algumas partes de Kerala.

Ano passado, mais de 200 pessoas morreram em Kerala e mais de cinco milhões foram afetados em uma das piores enchentes no Estado em 100 anos.

Em Karnataka, várias estruturas de Hampi, uma cidade histórica que é patrimônio mundial, foram alagadas.

Até o momento, 60 pessoas morreram em incidentes relacionados à chuva, disse o ministro-chefe de Estado B S Yediyurappa, acrescentando que quase 227 mil pessoas estavam alojadas em campos de ajuda humanitária.

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Polícia norueguesa investiga ataque a mesquita como possível ato terrorista


Por France Presse

A polícia norueguesa anunciou, neste domingo (11), que investigaráo ataque ocorrido no sábado (10) em uma mesquita nos arredores de Oslo como uma “tentativa de ataque terrorista”.

“A cartografia que estabelecemos mostra que o autor do ataque tinha posições de extrema direita”, declarou uma autoridade policial de Oslo, Rune Skjold, ao se referir ao suspeito, um jovem norueguês.

“Tinha posições xenófobas, queria semear o terror”, acrescentou Skjold, em entrevista coletiva.

O ataque ao centro islâmico Al-Noor, sábado, em Baerum, uma zona residencial na periferia da capital norueguesa, deixou uma pessoa levemente ferida.

Horas depois do episódio, a polícia encontrou o corpo de uma mulher na casa do suspeito.

Foi aberta uma investigação por homicídio relacionada ao ataque armado contra a mesquita. Interrogado à noite pelos investigadores, o suspeito se negou a dar explicações.

“Concluímos que estamos diante de um caso de tentativa de ato terrorista”, afirmou Skjold.

O suspeito invadiu a mesquita e abriu fogo, em meio a vários fiéis. Um homem conseguiu controlar o agressor antes da chegada das forças de segurança.

Pouco antes do ataque, uma mensagem que teria sido divulgada pelo suspeito em um fórum na Internet fala de uma “guerra de raças” e presta uma homenagem ao ataque contra duas mesquitas em março na Nova Zelândia. Nesta tragédia, 51 pessoas foram mortas.

Ainda não foi possível confirmar a autenticidade da mensagem atribuída ao suspeito.

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Navio humanitário resgata 81 pessoas em águas líbias e já navega com 251 migrantes


Por France Presse

O navio humanitário Ocean Viking, da ONG SOS Méditerrannée, resgatou neste domingo (11) 81 pessoas em sua terceira operação de socorro. Após três dias patrulhando águas líbias, já navega com 251 migrantes, comprovou a AFP, presente a bordo.

Um bote de borracha azul transportava dezenas de homens, a maioria sudaneses, que zarparam da Líbia na noite de sábado (10) e aplaudiram o navio humanitário quando o viram chegar.

Ocean Viking segue patrulhando águas internacionais a menos de 100km de Trípoli.

“Estamos sozinhos na área, os guarda-costas líbios não respondem”, informou à AFP o coordenador das operações de busca e resgate da SOS Méditerrannée, Nicholas Romaniuk.

Quase dois terços das pessoas resgatadas pela embarcação nos últimos três dias são de nacionalidade sudanesa. Um total de 81% delas têm entre 18 e 34 anos, e 17% são menores de idade.

O Ocean Viking é sucessor do Aquarius e navega com bandeira norueguesa. Depois de quase três anos no mar, o Aquarius, que resgatou 30 mil migrantes, teve que cessar suas atividades em dezembro de 2018, depois de ter sido privado de sua bandeira de Gibraltar e depois do Panamá.

O Ocean Viking, de 69 metros de comprimento, foi construído em 1986 para a assistência a plataformas de petróleo. Mais de trinta pessoas estão a bordo. A capacidade de recepção não foi especificada. Cada dia no mar custa 14 mil euros, segundo a ONG, que pede doações.

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Confrontos deixam 40 mortos e 260 feridos no sul do Iêmen


Por France Presse

Desde quinta-feira (8), osconfrontos entre combatentes separatistas e soldados do governo iemenita deixaram cerca de 40 mortos e 260 feridos, entre eles muitos civis, na cidade de Áden, ao sul do Iêmen, anunciou o Escritório de Assuntos Humanitários da ONU neste domingo (11).

“É doloroso constatar que, durante o Aid al-Adha, as famílias choram a morte de seus familiares, em vez de celebrar (esta festa) em paz e harmonia”, declarou a coordenadora humanitária das Nações Unidas no Iêmen, Lise Grande, em um comunicado.

“Segundo informações preliminares, 40 pessoas morreram, e 260 ficaram feridas desde 8 de agosto”, afirmou.

A ONG Médicos sem Fronteiras, que administra um hospital de Áden, relatou o ingresso de 119 feridos em 24 horas.

“As organizações humanitárias continuam no terreno e continuam funcionando”, acrescentou Grande.

Na quarta-feira (7), houve uma série de confrontos dentro do bando hostil aos rebeldes huthis, entre os separatistas do sul e as unidades do governo. Os embates terminaram no sábado (10), com a tomada de controle do Palácio presidencial de Áden.

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Rússia reconhece caráter nuclear de explosão com cinco mortos em base militar perto do Ártico


Por France Presse

Explosão em uma base militar na região de Krasnoiarsk no dia 5 de agosto — Foto: Liza Uskova/AP

Explosão em uma base militar na região de Krasnoiarsk no dia 5 de agosto — Foto: Liza Uskova/AP

Rússia reconheceu neste sábado (10), após dois dias de silêncio, que a explosão ocorrida na última quinta-feira (8) em uma base de lançamento de mísseis próxima do Ártico teve um caráter nuclear, com um saldo de cinco mortos.

Em comunicado, a agência nuclear russa, Rosatom, anunciou que cinco membros do seu quadro morreram na explosão e outras três pessoas sofreram queimaduras.

Autoridades militares não informaram sobre a possível presença de combustível nuclear no acidente, que ocorreu na região de Arcangel.

Um comunicado da Rosatom citado pela imprensa russa posteriormente ofereceu novos detalhes da explosão, registrada em uma plataforma marítima, motivo pelo qual funcionários foram lançados na água.

“Os trabalhos de busca continuaram enquanto havia esperança de encontrá-los com vida. Apenas depois disso, divulgamos a morte de cinco colaboradores da Rosatom”, assinala o texto.

Número de mortos aumentou

Logo após o acidente, o Ministério da Defesa informou que o mesmo aconteceu no momento em que se testava um motor de foguete a ergol líquido (propulsor), e deu conta da morte de dois especialistas e de seis feridos.

Não ficou claro se os cinco mortos citados pela Rosatom incluíam os especialistas mencionados pelo Exército.

Autoridades forneceram pouca informação sobre este acidente, ocorrido em uma base militar que data de 1954 e é especializada nos testes de lançamento de mísseis da Marinha russa.

Breve aumento da radioatividade

O Exército russo e um porta-voz do governador regional declararam que não houve contaminação radioativa, mas a prefeitura de Severodvinsk, cidade de 190 mil habitantes localizada a 30 quilômetros da base, afirmou em seu portal que seus detectores registraram “um breve aumento da radioatividade”. A publicação foi retirada do ar pouco depois.

O representante local da Defesa Civil, Valentin Magomedov, declarou à agência de notícias TASS que o nível de radiação subiu para 2,0 microsieverts por hora durante 30 minutos, acima do limite regulamentar de exposição, de 0,6 microsieverts por hora.

O Greenpeace Rússia publicou neste sábado (10) uma carta de autoridades de um centro de pesquisas nuclear que dava conta da mesma cifra, mas afirmando que a radiação durou pelo menos uma hora, sem que isso representasse riscos à saúde, segundo estes especialistas.

Habitantes de Severodvinsk correram na sexta (9) às farmácias para comprar iodo ou produtos com este elemento químico.

“Os acontecimentos de quinta-feira (8) comoveram a cidade. As pessoas entraram em pânico. Em uma hora, vendemos todos os estoques”, declarou a farmacêutica Elena Varinskaya, que distribuiu “fichas com as regras a serem seguidas em caso de contaminação radioativa”.

A imprensa russa divulgou um vídeo sem fonte identificada que mostrava filas de ambulâncias atravessando Moscou até um centro especializado no tratamento de vítimas de radiação. Segundo a Rosatom, os feridos foram atendidos em um centro médico especializado.

O especialista do instituto para a pesquisa nuclear de Moscou Boris Zhukov declarou no portal do jornal “RBK” que as fontes de energia isotópica eram utilizadas principalmente na indústria espacial, e não costumavam representar um risco aos usuários.

O pior acidente nuclear da história aconteceu em 1986, na União Soviética, na central ucraniana de Chernobil, e autoridades foram acusadas de terem ocultado durante semanas a dimensão do desastre.

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Papa autoriza auditores externos no Banco do Vaticano


Por Deutsche Welle

papa Francisco renovou os estatutos do Instituto para Obras de Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano, introduzindo a figura de um auditor externo de contas, dentro das normas internacionais, informou a Santa Sé neste sábado (10).

O órgão, instituído em 1942 por Pio 12, garante a custódia e a administração dos bens imóveis transferidos e doados ao IOR por pessoas físicas e jurídicas, destinados a obras de caridade, além de administrar contas bancárias de funcionários e autoridades do Vaticano.

No passado, ele enfrentou acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Seus clientes incluem instituições católicas, funcionários do Vaticano e embaixadores da Santa Sé, entre outros.

Numa disposição, o papa renovou por dois anos os estatutos do IOR, aprovados em 1990 por João Paulo 2º. Entre as principais novidades está a implantação da figura de um auditor externo, que poderá ser uma pessoa física ou jurídica, eliminando os três auditores internos, cujos cargos eram renováveis.

O novo auditor estará apto a solicitar da instituição financeira qualquer informação potencialmente útil para suas atividades de supervisão, além de conferir se os balancetes do banco estão conformes com os padrões internacionais.

Com a renovação dos estatutos, os órgãos do IOR terão quatro órgãos: a Comissão de Cardeais, composta por cinco prelados designados por Francisco; o Conselho de Superintendência, que passa de cinco para sete integrantes; o Prelado; e o Conselho de Administração, com a figura de um diretor-geral.

O responsável por este último pode ser nomeado por cinco anos, com uma única renovação, ou ter mandato sem prazo definido, porém a idade máxima para o cargo é de 70 anos.

A Comissão de Cardeais será responsável por nomear os auditores, que atuarão pelo período de três exercícios financeiros consecutivos, em mandato a ser renovado apenas uma vez.

Desde que assumiu, em 2013, Francisco tem condenado severamente as atividades financeiras ilícitas. A partir daquele ano, o Banco do Vaticano divulga anualmente seus balanços. Em junho ele publicou os resultados econômicos de 2018, apontando um lucro de 17,5 milhões de euros (R$ 77,2 milhões), uma queda de 45% em relação aos 12 meses anteriores.

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Ostra gigante de 1,4 kg é encontrada na costa atlântica da França


Por Reuters

Imagem de antiga mina de urânio nos Estados Unidos — Foto: Andrew Walker/BBC

Imagem de antiga mina de urânio nos Estados Unidos — Foto: Andrew Walker/BBC

Os moradores de duas cidades do norte da Rússia estão estocando o iodo usado para diminuir os efeitos da exposição a radiação desde um acidente misterioso em uma instalação militar de testes das proximidades, noticiou a mídia regional.

O Ministério da Defesa deu poucos detalhes do acidente, dizendo somente que duas pessoas foram mortas e seis foram feridas pela explosão de um motor de propulsor líquido de foguete em uma instalação de testes no norte russo.

Embora o ministério tenha dito inicialmente que nenhum elemento químico prejudicial foi liberado na atmosfera e que os níveis de radiação não mudaram, autoridades da cidade vizinha de Severodvinsk relataram o que descreveram como um breve pico de radiação. Não se forneceu nenhuma explicação oficial sobre a razão de tal acidente fazer a radiação disparar.

Uma farmácia da cidade afirmou que tem recebido ligações com pedidos de iodo durante o dia inteiro, segundo o 29.Ru, veículo de mídia que cobre a área de Arkhangelsk.

A corrida por iodo ocorreu nas cidades portuárias de Arkhangelsk e Severodvinsk, no norte do país, e várias farmácias ficaram sem estoque. Severodvinsk sedia um estaleiro que fabrica submarinos nucleares.

As autoridades interditaram uma parte da baía Dvina, no Mar Branco, à navegação por um mês perto do local do acidente, sem explicar o porquê.

Explosão de motor

Um oficial naval não identificado citado pelo jornal “Kommersant” disse que o acidente pode ter ocorrido em uma instalação de testes no mar e que a explosão de um foguete poderia causar um vazamento de combustível tóxico.

A mídia russa disse que a explosão do motor de foguete pode ter acontecido em uma área de testes de armas próxima do vilarejo de Nyonoksa, na região de Arkhangelsk.

Segundo essas reportagens, uma área próxima de Nyonoksa é usada para testes de armas, inclusive mísseis balísticos e de cruzeiro usados pela Marinha russa. Algumas reportagens especularam que o teste pode ter envolvido um novo míssil hipersônico chamado Tsirkon.

O grupo ambientalista Greenpeace citou dados do Ministério de Emergências que disse terem mostrado que os níveis de radiação ficaram 20 vezes acima do normal em Severodvinsk, que fica a cerca de 30 quilômetros de Nyonoksa.

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Russos correm para comprar iodo depois de explosão causar pico de radiação


Por Reuters

Imagem de antiga mina de urânio nos Estados Unidos — Foto: Andrew Walker/BBC

Imagem de antiga mina de urânio nos Estados Unidos — Foto: Andrew Walker/BBC

Os moradores de duas cidades do norte da Rússia estão estocando o iodo usado para diminuir os efeitos da exposição a radiação desde um acidente misterioso em uma instalação militar de testes das proximidades, noticiou a mídia regional.

O Ministério da Defesa deu poucos detalhes do acidente, dizendo somente que duas pessoas foram mortas e seis foram feridas pela explosão de um motor de propulsor líquido de foguete em uma instalação de testes no norte russo.

Embora o ministério tenha dito inicialmente que nenhum elemento químico prejudicial foi liberado na atmosfera e que os níveis de radiação não mudaram, autoridades da cidade vizinha de Severodvinsk relataram o que descreveram como um breve pico de radiação. Não se forneceu nenhuma explicação oficial sobre a razão de tal acidente fazer a radiação disparar.

Uma farmácia da cidade afirmou que tem recebido ligações com pedidos de iodo durante o dia inteiro, segundo o 29.Ru, veículo de mídia que cobre a área de Arkhangelsk.

A corrida por iodo ocorreu nas cidades portuárias de Arkhangelsk e Severodvinsk, no norte do país, e várias farmácias ficaram sem estoque. Severodvinsk sedia um estaleiro que fabrica submarinos nucleares.

As autoridades interditaram uma parte da baía Dvina, no Mar Branco, à navegação por um mês perto do local do acidente, sem explicar o porquê.

Explosão de motor

Um oficial naval não identificado citado pelo jornal “Kommersant” disse que o acidente pode ter ocorrido em uma instalação de testes no mar e que a explosão de um foguete poderia causar um vazamento de combustível tóxico.

A mídia russa disse que a explosão do motor de foguete pode ter acontecido em uma área de testes de armas próxima do vilarejo de Nyonoksa, na região de Arkhangelsk.

Segundo essas reportagens, uma área próxima de Nyonoksa é usada para testes de armas, inclusive mísseis balísticos e de cruzeiro usados pela Marinha russa. Algumas reportagens especularam que o teste pode ter envolvido um novo míssil hipersônico chamado Tsirkon.

O grupo ambientalista Greenpeace citou dados do Ministério de Emergências que disse terem mostrado que os níveis de radiação ficaram 20 vezes acima do normal em Severodvinsk, que fica a cerca de 30 quilômetros de Nyonoksa.

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Termo ‘racismo antibranco’ reacende polêmica na França

Por RFI

No momento em que o racismo está no centro do debate político mundial, o tema é retomado na França, por meio do termo “racismo antibranco”, que divide os ativistas. De um lado, a ONG SOS Racismo, criada em 1984, que se descreve como “comprometida com a luta contra o racismo, o antissemitismo e a discriminação”, que não reconhece o termo. Do outro lado, a associação Organização de Luta contra o Racismo Antibranco (OLRA), fundada há dois anos, que defende o termo “por uma melhor luta contra o racismo como um todo”.

Vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, mas o fenômeno massivo das migrações – por razões econômicas, políticas e ambientais – remonta a alguns séculos. Ele se tornou mais forte na época das grandes navegações, no século XVI, com europeus explorando riquezas e colonizando países de todos os outros continentes. Com a descolonização, o fenômeno se inverteu. Massas de ex-colonizados foram viver nas metrópoles.

A França experimentou o fenômeno com todas as suas ex-colônias, mas as guerras de descolonização, principalmente a Guerra da Argélia (1954-1962), ainda deixa marcas na sociedade francesa atual. A tendência de taxar como inimigo o “imigrante” tem origem na extrema direita, que, nos anos 1980, começou a utilizar o termo “racismo antibranco”, para explicar que eles, os “verdadeiros franceses”, não se sentiam mais em casa no próprio país (“chez nous”, ou “na nossa casa”, é um slogan da extrema direita francesa).

“Tática grosseira”

O cientista político e economista Dominique Sopo, presidente da associação SOS Racismo na França, explica por que ele rejeita o termo, embora reconheça que há, no país, casos de racismo contra pessoas brancas.

“A expressão ‘racismo antibranco’, nos remete às velhas expressões como ‘racismo antifrancês’ ou ‘racismo anticristão’, que são expressões que foram colocadas no debate público no final dos anos 1980 pela extrema direita francesa, quando havia muitos casos de racismo contra árabes, para inverter a realidade e dizer que o verdadeiro racismo neste país seria aquele a que os brancos seriam submetidos pelos árabes que viriam agredi-los”, analisa Sopo.

“É preciso ver que este tema remete a teorias como a da ‘Grande Substituição’ e outras que dizem que ‘agora a gente não está mais em casa no nosso próprio país porque, na verdade, tem uma horda de bárbaros, uma horda de selvagens, que vieram de fora e nos impuseram a sua lei’. É uma tática grosseira da extrema direita”, continua.

“O fato de haver negros e árabes que possam ser racistas em relação aos brancos, é evidente que isso existe, mas é preciso ver que há uma manipulação conceitual da parte da extrema direita e que a SOS Racismo, que luta contra o racismo neste país há décadas e milita para vivermos juntos, será um obstáculo a estas tentativas, que são marcadas por bastante perversidade”, completa.

Confrontação

Sopo foi acusado por Laurent de Béchade, empresário e presidente da OLRA, de serem ele e a SOS Racismo os causadores da ascensão da extrema direita na França, ao “negarem o ‘racismo antibranco’”.

“A SOS Racismo resume [o “racismo antibranco”] a um problema de extrema direita. Este discurso é grave, porque existem vítimas brancas que não são necessariamente pessoas da extrema direita. O discurso da SOS Racismo deve ser atualizado”, diz Béchade à RFI.

O presidente da OLRA, associação que se apresenta como universalista, laica e apolítica, continua: “Eu acho que Dominique Sopo e a SOS Racismo contribuem fortemente para o aumento da extrema direita na França, porque esse discurso que eles sustentam divide as pessoas. Seu discurso é muito condenável. Ele é culpado não apenas do desenvolvimento do racismo antibranco como tal, mas também da ascensão da extrema direita. São fenômenos correlatos”, acusa Béchade.

Sopo, entrevistado em seguida pela RFI, responde à crítica: “Pra começar, o presidente desta associação que pretende lutar contra o ‘racismo antibranco’ é uma pessoa que ela mesma é adulada por pessoas da extrema direita. A gente está diante de um discurso clássico, de extrema direita, aliás, que consiste em dizer que são as pessoas que lutam contra o racismo que produzem o racismo”.

Béchade continua: “Há 30 anos, eu entendo que a SOS Racismo poderia manter esse tipo de discurso. Hoje em dia, achamos muito criminoso ouvir líderes de uma associação tão grande e histórica na França, que continuam a negar uma realidade e desculpar esse fenômeno. O racismo anti-branco não é menos grave nem menos sentido”, defende.

O presidente da OLRA, no entanto, admite que o termo “racismo reverso” é aproveitado pela extrema direita: “Há muitas pessoas falando globalmente sobre isso no prisma político, da direita à esquerda, mas em geral, é explorado pela extrema direita e também pela extrema esquerda, que, pelo contrário, explicará que não existe”, diz.

“Partidos de extrema direita e extrema esquerda exploram o tema racismo. A nossa associação foi criada para lidar com o problema sem apropriação partidária”, conclui Béchade.

Como tratar casos de racismo contra brancos?

Para Sopo, há que se fazer a distinção entre fenômenos majoritários e minoritários.

“O fato de ser agredido quando se é branco não quer dizer necessariamente que é um caso de racismo contra brancos. Tem negros e árabes que são agredidos por outras questões que nada têm a ver com a sua origem. O que determina o racismo contra uma pessoa não é a sua cor de pele, mas a motivação da agressão. Até a prova contrária, eu gostaria de ver casos numerosos concretos que me mostrem que existe, na França, um fenômeno majoritário de agressividade contra brancos”, explica.

“A realidade é que, a partir do momento em que se é negro ou árabe na França, é que se sofre de casos de discriminação racial, a situações verbais em lugares públicos ou na mídia, que se é mais suscetível de controle e violência por parte das autoridades. Esta é a realidade da França”, salienta.

Paralelo com o feminismo

Cansado de ter que explicar por que a SOS Racismo não se dedica à luta contra os casos de racismo contra pessoas brancas, Sopo traça um paralelo com o feminismo.

“Será que passa pela cabeça das pessoas criticar associações feministas porque elas não cuidam de casos de violências de mulheres contra homens? Existe também a violência de mulheres contra homens, mas, é sabido que são preferencialmente as mulheres que são vítimas de violência por parte dos homens. E é normal de concentrar na situação que é majoritária, massiva e advinda do patriarcado. É a mesma coisa com o racismo”, conclui.

“Evidentemente que se pode ser vítima de racismo quando se é branco, em países de maioria branca, sem dúvida, mas o fato racista majoritário, o fato de inferiorização majoritário e massivo e aquele que atinge as pessoas que têm origem principalmente nas antigas colônias francesas”, explica.

“Eu não reconheço este termo ‘racismo antibranco’ porque é uma arma ideológica que está nas mãos da extrema direita e eu reforço que o fato social massivo não é a agressão de brancos por negros ou árabes na França, mas o fato de que negros e árabes são agredidos são discriminados e inferiorizados, são massivamente vítimas de preconceitos e de estereótipos. Estas são as razões pelas quais a temática do ‘racismo antibranco’ é completamente torta”, finaliza.

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