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NUVEM DE TAGS

Terremoto na Indonésia deixa mortos e dezenas de feridos

Milhares tiveram de deixar suas casas. Agência meteorológica do país alertou para risco de tremores secundários, fortes o suficiente para produzirem um tsunami.

Por G1

Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu nesta sexta-feira (15) a ilha de Sulawesi, na Indonésia. Ao menos 35 pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas, segundo o governo local.

Milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas após o tremor.

O governo indonésio diz que dezenas de casas, dois hotéis e um prédio público que abriga o escritório do governador ficaram severamente danificados pelos tremores.

A agência meteorológica do país alertou para o risco de tremores secundários, fortes o suficiente para produzirem um tsunami.

O epicentro do tremor ocorreu a 18,4 km de profundidade e a 6 km da cidade de Majene, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitora a atividade sísmica pelo mundo.

MAPA: Terremoto na Indonésia — Foto: G1 Mundo

MAPA: Terremoto na Indonésia — Foto: G1 Mundo

Círculo de Fogo do Pacífico

A Indonésia fica na região conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico, com intensa atividade sísmica devido ao encontro entre placas tectônicas. Terremotos e vulcões são comuns na área, e frequentemente países com litoral no Pacífico sofrem com os efeitos de fenômenos do tipo.

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Coreia do Norte exibe em desfile míssil balístico lançado por submarino

Armamentos foram exibidos em celebração a congresso do partido de Kim Jong-un, que não era realizado há cinco anos. Especialistas acreditam que país está aproveitando o evento para enviar uma mensagem ao próximo governo dos Estados Unidos, com a ideia de obter concessões.

Por France Presse

Coreia do Norte exibiu um míssil balístico lançado por submarino em um desfile militar em Pyongyang nesta sexta-feira (quinta-feira, 14, no Brasil), noticiou a agência oficial KCNA, a poucos dias da posse de Joe Biden nos Estados Unidos.

O desfile aconteceu em comemoração ao congresso do Partido dos Trabalhadores (no poder), que não acontecia há cinco anos e no qual o líder norte-coreano Kim Jong-un afirmou que os Estados Unidos são “o principal inimigo” de seu país.

“A arma mais poderosa do mundo, o míssil balístico lançado de um submarino, entrou na praça, demonstrando fortemente o poder das forças armadas revolucionárias”, disse a agência KCNA.

O desfile também exibiu foguetes com “poderosa capacidade de ataque para aniquilar totalmente os inimigos, de forma preventiva, fora do território”, acrescentou o órgão oficial.

“As majestosas unidades de elite e as fileiras invencíveis da República que orgulhosamente cruzarão a praça Kim Il Sung representam nosso poder absoluto”, disse o ministro da Defesa, Kim Jong Gwan, antes do desfile, de acordo com a mesma fonte.

Alguns especialistas acreditam que a Coreia do Norte está aproveitando o congresso do partido no poder para enviar uma mensagem ao próximo governo dos Estados Unidos, com a ideia de obter concessões.

Kim Jong-un e Donald Trump tiveram um relacionamento tumultuado, que foi de insultos e ameaças de guerra à realização de várias cúpulas diplomáticas nas quais o presidente americano elogiou o líder norte-coreano.

Mas, no final, pouco progresso foi feito nas conversas entre os dois países e o processo está paralisado desde o fiasco da última cúpula, realizada em Hanói em fevereiro de 2019, que tropeçou na espinhosa questão de suspender as sanções contra Pyongyang e os compromissos que o regime norte-coreano teria que assumir.

A mudança de governo nos Estados Unidos representa um desafio para a Coreia do Norte, já que Biden costuma ser associado à “paciência estratégica” demonstrada pelo governo Obama. Além disso, o presidente eleito chamou Kim de “valentão” durante os debates presidenciais.

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Número de mortos por Covid-19 na Suécia ultrapassa os 10 mil

País não adotou bloqueios e lockdowns como outros da Europa. A Suécia não chegou a ordenar o fechamento de bares, restaurantes ou lojas. O número de mortes per capita é mais alto que o de outros países nórdicos.

Por G1

Suécia ultrapassou o número de 10 mil mortos por Covid-19 nesta quinta-feira (13). O país de 10 milhões de habitantes registrou 351 mortes nas últimas 24 horas –um recorde diário.

Os registros podem ser relativos a mortes que aconteceram há mais de 24 horas, no entanto, pois houve o período de Natal e Ano Novo, quando as notificações diminuíram.

Parlamento da Suécia aprova lei que permite ao governo adotar medidas mais duras no combate à covid-19

A taxa de mortalidade per capita na Suécia, que evitou bloqueios severos, é maior do que a de seus vizinhos nórdicos, mas menor do que a de países europeus que optaram por bloqueios.

Até o momento, as autoridades não ordenam o fechamento de bares, restaurantes, ou lojas, mas a lotação será limitada a no máximo quatro pessoas por mesa nos restaurantes. O uso de máscara nos transportes públicos será recomendado a partir de janeiro, entre outras medidas.

O número de novas infecções apresentou uma tendência de estagnação, mas os óbitos continuarão a subir, disse Karin Tegmark Wisell, funcionária da Agência de Saúde Pública.

“Infelizmente, esperamos que o aumento continue devido ao alto nível de contágio no país”, disse ela.

Mesma política

As autoridades afirmaram que a situação é delicada no sistema de saúde do país. Cerca de 20% dos leitos das unidades de terapia intensiva são gratuitos.

No fim de dezembro, o primeiro-ministro, Stefan Löfven, afirmou que o país não iria mudar sua estratégia de não impor bloqueios, mas passaria a recomendar o isolamento com mais veemência.

“Posso entender que alguém pergunte: ‘A estratégia mudou?’ Não, é exatamente a mesma estratégia, tentando limitar ao máximo a propagação da infecção”, disse o primeiro-ministro Löfven em entrevista à televisão pública SVT.

Ele, no entanto, deu uma declaração que indicava que poderia, eventualmente, alterar a política: “Mas é claro que, em função da situação, pode haver mudanças”.

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Polícia de Hong Kong prende 11 suspeitos de ajudar em tentativa de fuga de ativistas

12 militantes pró-democracia foram detidos em agosto pela Guarda Costeira chinesa tentando fugir para Taiwan. Operação desta quinta ocorre 8 dias após a prisão de cerca de 50 figuras da oposição.

Por France Presse

A polícia de Hong Kong prendeu 11 pessoas nesta quinta-feira (14) suspeitas de ajudar um grupo de 12 ativistas pró-democracia a tentar de fugir de barco para Taiwan em agosto.

Um oficial afirmou à agência de notícias France Presse que as detenções foram por “conspiração com o objetivo de ajudar criminosos”.

Ameaçados pelo governo pelo envolvimento nas manifestações pró-democracia que ocorreram em 2019 em Hong Kong, os 12 militantes foram detidos pela Guarda Costeira chinesa.

As prisões desta quinta ocorrem oito dias após uma grande operação contra cerca de 50 figuras da oposição de Hong Kong.

Elas foram detidas com base na nova lei de segurança nacional da ex-colônia britânica, que foi imposta por Pequim em junho.

Entre os presos de hoje estão Daniel Wong, advogado de 71 anos especializado em direitos humanos e fervoroso militante do movimento pró-democracia.

“A polícia encarregada da segurança nacional chegou à minha casa às 6h10 e, por enquanto, não sei para qual delegacia vão me levar”, escreveu Wong em sua conta no Facebook.

Wong cridu um restaurante em Taipei que emprega e ajuda cidadãos de Hong Kong que fugiram para Taiwan.

Willis Ho, um ex-líder estudantil, afirmou que sua mãe está entre os detidos.

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Especialistas da OMS chegam a Wuhan para estudar origem do coronavírus

Equipe terá que respeitar uma quarentena de duas semanas em território chinês.

Por G1

A equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar a origem do coronavírus chegou nesta quinta-feira (14) à cidade chinesa de Wuhan, berço da epidemia, segundo imagens ao vivo da televisão pública CGTN.

Esta visita é extremamente sensível para Pequim, preocupada em descartar qualquer responsabilidade na pandemia que já causou quase dois milhões de mortes no mundo.

Prevista inicialmente para a semana passada, a viagem foi adiada de última hora por não ter todas as autorizações necessárias. Os especialistas devem ficar cerca de um mês no país, sendo que também cumprirão um período de quarentena de duas semanas em território chinês.

Segundo o jornal Wall Street Journal, dois membros da comitiva da OMS testaram positivo para a Covid-19 antes do embarque para Wuhan, no centro da China. Eles fizeram o teste de sorologia em Singapura.

“O controle de prevenção de epidemias está sendo cumprido rigorosamente”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em entrevista coletiva.

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EUA proíbem importação de produtos derivados de algodão e tomate da região chinesa de Xinjiang

Medida se aplica a produtos de vestuário e tecidos produzidos com algodão cultivado na região, bem como aos alimentos à base de tomate e sementes. Agência americana alega uso de trabalho escravo na produção chinesa.

Por Reuters

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (13) a proibição de importação produtos derivados de algodão e tomate provenientes da região de Xinjiang, no oeste da China.

A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) alegou que existe uso de trabalho forçado de muçulmanos uigures na região.

A medida se aplica a fibras, produtos de vestuário e tecidos produzidos com algodão cultivado em Xinjiang, bem como aos produtos alimentícios à base de tomate e sementes da região.

A proibição também envolve produtos processados ou fabricados em outros países, afirmaram representantes da CBP em entrevista coletiva.

A agência, que faz parte do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), estima que cerca de US$ 9 bilhões em produtos de algodão e US$ 10 milhões em produtos de tomate foram importados pelos EUA no ano passado.

O subsecretário interino do DHS, Kenneth Cuccinelli, disse que a ordem passa aos importadores a mensagem de que o órgão “não vai tolerar trabalho forçado de qualquer tipo”, e que as empresas devem erradicar os produtos de Xinjiang de suas cadeias de suprimento.

Em dezembro, o Congresso norte-americano aprovou a Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado de Uigures, que pressupõe que todos os produtos de Xinjiang são fabricados com trabalho forçado e, portanto, estão barrados pela Lei de Tarifas de 1930, a menos que a CBP certifique o contrário.

EUA x China

A medida é a mais recente do governo de Donald Trump, em seus últimos dias de mandato, para endurecer a posição dos EUA contra Pequim, impondo restrições econômicas que gerariam dificuldades para que o presidente eleito Joe Biden alivie as tensões sino-americanas após sua posse, em 20 de janeiro.

A China nega maus tratos a uigures e afirma que os campos são centros de treinamento vocacional necessários no combate ao extremismo. O governo chinês refutou alegações de trabalho forçado, chamando-as de “notícias falsas”.

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‘Vergonha’ e ‘decepção’: o que dizem agora participantes de ato que culminou em invasão do Congresso e impeachment de Trump

Uma semana após atos de violência no Capitólio, Câmara aprova processo de impeachment contra republicano por ‘incitação à insurreição’.

Por Mariana Sanches, BBC

Uma semana após manifestação que desaguou na invasão do Capitólio — e no dia em que a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou novo processo de impeachment contra Donald Trump por ‘incitação à insurreição’ — apoiadores do republicano que participaram do ato do dia 6 de janeiro em Washington D.C. se dizem “envergonhados” e “decepcionados” com o desfecho do ato e os desdobramentos políticos dele.

À BBC News Brasil três manifestantes revisitaram suas memórias daquela tarde e arriscaram explicações — parte delas baseadas em teorias da conspiração — para o desfecho do ato: cinco mortes e o Congresso depredado, com parlamentares evacuados depois de terem sido forçados a interromper a sessão que ratificaria Joe Biden como presidente eleito do país.

Os entrevistados dizem ter participado do ato porque se sentem ignorados pelas instituições americanas nas alegações de fraude eleitoral — que o presidente Trump falhou sistematicamente em provar em oito Estados — e que a frustração e a raiva levaram parte do grupo às cenas de violência. Afirma ainda que grupos de esquerda se infiltraram no movimento para incitá-los a invadir o Congresso, acusação refutada inclusive por congressistas republicanos. E se dividem sobre as responsabilidades de Trump na ação, que se tornaram foco do processo de impeachment.

“Tudo o que foi feito naquele dia era necessário, menos invadir o Capitólio”, afirma o empresário Chad Kulchesky, de 32 anos, que se juntou à massa naquela manhã acompanhado da mulher e dos sogros. De Delaware, ele trouxera consigo uma bandeira de Trump estilizado como o personagem de ação Rambo, uma mochila com água e lanches e uma faquinha de bolso.

Naquele dia, ele havia afirmado à reportagem da BBC News Brasil que “não vamos ficar parados enquanto tomam o país da gente”. Duas horas depois de ter dito isso, Kulchesky calcula que estivesse a cerca de 10 metros da escadaria do Capitólio quando bombas de gás lacrimogêneo começaram a estourar.

“Nessa hora entendi que algo tinha saído errado”, diz Kulchesky, que nega ter entrado no prédio.

“Eu estava lá para protestar pacificamente e eu definitivamente diria que sou contra qualquer pessoa subir lá e invadir (o Congresso). Porque era completamente o oposto do que, você sabe, 99,9% de nós acreditávamos. Eu sei que gente pró-Trump estava envolvida nisso. E estou envergonhado por isso, mesmo que você entenda a raiva que sentimos, porque realmente sentimos que fomos privados de direitos”, afirmou Joe*, da Virgínia, que na entrevista à BBC no dia 6 se disse “preparado para violência”, apontando para uma barra de ferro.

Agora, Joe pediu para não ter seu nome real incluído no texto por temor de “viralizar”, como aconteceu com outros participantes da manifestação, como Jacob Anthony Chansley, que irrompeu no Congresso usando trajes de viking.

Mas a fama indesejada na internet não é a única preocupação dele. Embora todos os entrevistados digam que não se envolveram em violência nem entraram no prédio do Congresso, eles ainda podem ser investigados ou mesmo presos. E ao menos um deles afirmou que participará de atos pró-Trump em Washington D.C. no dia 20, quando Biden tomará posse. A cidade prepara forte esquema de segurança para os próximos dias enquanto apura responsabilidades pelos atos do dia 6.

Na terça-feira, 12, o FBI informou que mais de 70 pessoas já foram formalmente acusadas pelo ataque ao Capitólio. Os investigadores abriram até agora 170 casos relacionados ao motim e trabalham na análise de cerca de cem mil arquivos de mídia digital na tentativa de identificar criminosos e testemunhas dos fatos de 6 de janeiro. “Isso é apenas o começo, e não o fim”, disse o procurador-geral interino do Distrito de Columbia, Michael Sherwin, que disse esperar processar e prender centenas de pessoas.

É que as investigações até agora mostram que as ações no Capitólio não foram um ato de momento. Isso pode ter sido o caso para alguns, mas a apuração dos fatos mostra que grupos organizaram a invasão de antemão.

Antifascistas

Dottie, moradora do estado de Maryland de 65 anos, que nas primeiras horas da manhã do dia 6 afirmou à BBC estar em frente ao Capitólio por ter certeza que “os democratas roubaram a eleição”, admitiu ter chegado a subir as escadas do Capitólio junto à multidão que invadiu o prédio por volta das duas da tarde, mas afirmou que sua intenção era dissuadir os manifestantes de seguir com o motim.

“Eu pedia calma pras pessoas, enquanto outros faziam discurso incitando. Eu tenho certeza que esses que repetiam ‘vamos entrar, quebrar tudo’ não eram gente nossa, eram antifascistas infiltrados, manifestantes Black Lives Matter que queriam empurrar os trumpistas para o que aconteceu”, afirma Dottie, repetindo um argumento falso que passou a circular entre apoiadores e aliados de Trump horas depois do que aconteceu, quando estava clara a possibilidade de que o presidente fosse responsabilizado pela violência.

Durante a votação de abertura do processo de impeachment na Câmara, nesta quarta, 13, o líder republicano, Kevin McCarthy, desmentiu a explicação: “Alguns dizem que a rebelião foi causada por antifascistas. Não existe absolutamente nenhuma evidência disso e os conservadores deveriam ser os primeiros a admitir”.

Nem as investigações sustentam a tese da infiltração, nem o presidente Trump a usou naquela quarta, dia 6, quando, em um vídeo postado nas redes sociais e rapidamente derrubado pelas plataformas por incitação à violência, ele afirmou que os invasores eram “patriotas” a quem disse: “eu amo vocês, vocês são muito especiais”.

“Mas isso era porque ele não sabia que aqueles eram antifascistas”, argumenta Kulchesky, quando confrontado pela BBC News Brasil com a fala de Trump. “Eu sei que existem extremistas na direita, é uma decepção, mas entendo que seja por causa do momento que estamos vivendo. Temos que condenar a violência, mas queremos ser ouvidos e não estamos sendo”, completou.

Kulchesky segue convicto de que houve fraude eleitoral na eleição presidencial de novembro, tecla na qual Trump bateu por mais de dois meses sem jamais apresentar evidências da fraude massiva que acusou. Na Justiça, o republicano perdeu mais de 50 processos em oito Estados e na Suprema Corte.

Naquela quarta-feira, dia 6, Trump tentava reescrever o resultado da eleição por duas vias: pedir aos parlamentares que votassem majoritariamente contra o reconhecimento de Joe Biden como presidente eleito e convencer seu vice-presidente Mike Pence, a quem cabia a posição cerimonial de anunciar o vencedor, a alterar unilateralmente os resultados.

Impeachment

Deputados se reúnem nos EUA para discutir o impeachment de Trump — Foto: Reprodução

Deputados se reúnem nos EUA para discutir o impeachment de Trump — Foto: Reprodução

Enquanto os apoiadores de Trump forçavam sua entrada no Capitólio, Trump tuitava que “Mike Pence não teve coragem de fazer o que deveria ser feito para proteger nosso país e nossa constituição”. Isso, horas após recomendar a seus seguidores que caminhassem até o Capitólio para “lutar”. Dentro e fora do prédio, uma massa de pessoas gritava “enforque Mike Pence, enforque Mike Pence”. O Serviço Secreto tentou convencer o vice-presidente a se retirar do Congresso, o que Pence não aceitou. Ele passou horas escondido em um porão do Capitólio.

O comportamento do presidente e a resposta da massa são a base da acusação de impeachment, de que Trump impulsionou a multidão para os atos de violência. De acordo com a representante republicana Liz Cheney, que votou a favor do impeachment de Trump, o presidente “acendeu a chama da rebelião”.

Para Dottie, Trump não pode ser responsabilizado por seu discurso inflamado. “Imagina como ele se sente, após quatro anos com os democratas o perseguindo todos os dias?”, questionou à reportagem, reconhecendo que as palavras do presidente eram confrontativas no discurso que fez à multidão no dia 6.

“É verdade que as pessoas ficaram mesmo um pouco loucas ali, querendo matar Pence. Mas eram patriotas enervados, eu não acho que a culpa disso é de Trump. Esse processo de impeachment é só mais uma parte do plano deles (democratas) para destruí-lo de uma vez. Só vai dividir mais o país”, afirma Kulchesky. Segundo ele, a intenção de Trump ao dizer “marchem”e “lutem”, era levá-los próximos ao prédio para que os parlamentares lá dentro ouvissem os cantos de “parem a roubalheira” e “lute por Trump”. “Ele não queria a invasão”.

Joe acredita que Trump tem ao menos parte da responsabilidade pelo que houve naquele dia 6. “Ele reuniu muitas pessoas e as encaminhou para o prédio, mas não acho que ele planejou o ataque. Aquilo foi um comportamento de manada”, diz.

Conservadores em crise

À luz dos eventos da última semana, Dottie e Kulchesky dizem seguir firmes como apoiadores de Trump. Kulchesky, inclusive, pretende comparecer a uma nova manifestação de trumpistas na capital do país no dia 20, quando Biden será empossado. Para ele, a batalha pelos resultados eleitorais não deverá acabar com o início do próximo governo.

Um forte esquema de segurança foi montado para o evento, do qual Trump já avisou que não participará. Grades de 3 metros de altura, calçadas por blocos de concreto, circundam o Congresso, vigiado agora por agentes da Guarda Nacional. Washington D.C. está em estado de emergência por duas semanas.

Já Joe afirma que, depois de inúmeras excursões pelo país em apoio ao republicano, não mais participará de atos pró-Trump e diz que não necessariamente ainda o apoia, mas que via nele o primeiro líder a priorizar interesses conservadores desde Ronald Reagan, que presidiu o país nos anos 1980.

Os republicanos enfrentam um momento de crise profunda. Enquanto o presidente Trump se encastelou em acusações falsas de fraude e levou consigo parte dos parlamentares republicanos, como o senador pelo Texas Ted Cruz, outros líderes do partido, como o senador Mitch McConnell dizem nos bastidores que as ações de Trump são passíveis de impeachment. Na Câmara, o líder republicano McCarthy diz que o presidente tem responsabilidade pela invasão do Capitólio e sequer organizou um bloco de resistência ao impedimento, como fez há um ano quando Trump sofreu processo semelhante.

A batalha interna fragilizou o partido, que perdeu não só a presidência, como o controle do Senado. Os democratas comandarão ambos e também a Câmara pela primeira vez em 10 anos. Além disso, grandes empresas como Amazon, Intel e Mastercard anunciaram a suspensão de doações a 147 congressistas republicanos que se colocaram contra a confirmação de Biden como presidente eleito, por incitar a insurreição.

E se custou caro para o bolso a opção dos parlamentares de abraçar os questionamentos de Trump, o posicionamento deles não parece ter atraído a base trumpista para sua órbita. Kulchesky afirma não se sentir representado pelos republicanos, que considera “tão corruptos quanto os democratas”. Joe afirma não ver ninguém que possa ocupar esse vácuo agora. Perguntado sobre o que diria a Trump, se pudesse falar com ele, Joe afirmou:

“Muitas pessoas diriam: renuncie, precisamos de uma transição pacífica neste momento. Acredito que agora está acabado. Eu tinha esperança até aquele dia de que pudéssemos descobrir uma maneira de provar que houve uma fraude grosseira na eleição. Depois do dia 6, tudo mudou, é hora de apenas dizer: ‘Ei, termine isso, faça uma transição em paz’. E então nós vamos, pacificamente tentar trabalhar para fazer com que nossos valores conservadores voltem ao poder”.

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Massacre no oeste da Etiópia deixa dezenas de mortos

Mais de 80 pessoas morreram, incluindo crianças, segundo comissão etíope. Novo ataque acentua crise étnica no país africano.

Por G1

MAPA: Massacre na Etiópia — Foto: G1 Mundo

MAPA: Massacre na Etiópia — Foto: G1 Mundo

A Comissão de Direitos Humanos da Etiópia disse nesta quarta-feira (13) que mais de 80 civis morreram em uma ação no oeste do país, na região de Benishangul-Gumuz.

De acordo com a imprensa etíope, há crianças pequenas entre os mortos no massacre. Testemunhas também disseram que o número de vítimas pode ser ainda maior, passando de 100.

Uma fonte disse à agência France Presse que os criminosos usaram facas, flechas e armas de fogo durante o massacre. Ainda não se sabe a autoria dos assassinatos.

A mesma região, em dezembro, viveu um sangrento ataque que deixou mais de 200 mortos, segundo a agência Al Jazeera.

Tensão na Etiópia

O primeiro-ministro Abiy Ahmed está sob pressão na Etiópia em um momento de violência étnica generalizada no país: há mais de 80 grupos que têm entrado em conflito.

Um desses confrontos mais preocupantes é na região de Tigré, onde forças do governo e milícias aliadas entraram em choque contra militantes regionais. Centenas de pessoas morreram desde novembro.

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Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales é diagnosticado com coronavírus

‘Ele está estável e recebendo cuidados médicos’, segundo comunicado divulgado por seu gabinete.

Por G1

O ex-presidente da BolíviaEvo Morales, testou positivo para o coronavírus e já está recebendo tratamento para combater os sintomas, de acordo com comunicado divulgado por seu gabinete na noite desta terça-feira (12).

‘Ele está estável e recebendo cuidados médicos’, disse o comunicado, sem dar mais detalhes sobre seus sintomas.

Na semana passada, Morales, de 61 anos, participou de reuniões de grupo com plantadores de coca em Cochabamba, no centro do país.

As enfermarias e leitos hospitalares dos principais hospitais da Bolívia e do vizinho Peru estão à beira do colapso, especialmente após os feriados de fim de ano. Por conta da situação e aumento de casos, grande parte da América Latina luta para garantir suprimentos adequados de vacina Covid-19. A Bolívia já fez um acordo com a Rússia por 5,2 milhões de doses da vacina Sputnik V.

Embora os casos diários permaneçam abaixo do pico do ano passado, falta de recursos, médicos e enfermeiros cansados ​​e uma recente onda de casos graves estão sobrecarregando e causando muita dificuldade para os sistemas de saúde de países da América Latina, segundo as autoridades locais.

A Bolívia teve 176.761 casos confirmados de Covid-19 e 9.454 mortes.

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Após envenenamento, principal opositor de Putin anuncia que voltará à Rússia no domingo

Alexei Navalny foi envenenado no país em agosto e atualmente se recupera na Alemanha. Ele acusa presidente russo de tentar matá-lo, mas Putin nega.

Por France Presse

O opositor russo Alexei Navalny, que foi envenenado na Rússia em agosto e atualmente se recupera na Alemanha, anunciou nesta quarta-feira (13) que retornará ao seu país no domingo (17) mesmo com a ameaça de ser preso.

Navalny acusa o presidente do país, Vladimir Putin, de ser o responsável pelo envenenamento e diz que queriam matá-lo pela ameaça que representa nas eleições parlamentares de 2021.

“Afirmo que Putin está por trás do ato, não vejo nenhuma outra explicação”, afirmou Navalny à revista alemã Der Spiegel em outubro, em sua primeira entrevista após receber alta de um hospital em Berlim.

Na ocasião, ele já havia prometido voltar à Rússia. “Não vou dar a Putin o presente de não voltar à Rússia. Não voltar significaria que Putin alcançou seu objetivo”.

Nesta quarta, em um vídeo publicado em uma rede social, o opositor de 44 anos afirmou que “Putin, que ordenou meu assassinato, agora manda seus servos fazerem de tudo para que eu não volte”.

Foto de 23 de setembro de 2020 de Alexei Navalny, opositor do presidente russo, Vladimir Putin — Foto: Reprodução/Instagram via AP

Foto de 23 de setembro de 2020 de Alexei Navalny, opositor do presidente russo, Vladimir Putin — Foto: Reprodução/Instagram via AP

O governo russo nega qualquer envolvimento no envenenamento. Médicos russos que trataram de Navalny antes de ele ser transferido para a Alemanha disseram não ter encontrado nenhum veneno em seu corpo.

Putin, que se recusa a dizer o nome do seu adversário, afirmou em dezembro que “se alguém quisesse envenená-lo, teriam acabado com ele”.

O presidente russo sugeriu que Navalny é apoiado por agentes de inteligência dos Estados Unidos e, por isso, é preciso que ele seja vigiado pelo governo. “Mas isso não quer dizer, de jeito nenhum, que ele precise ser envenenado. Quem precisa dele?”.

Envenenamento por Novichok

Navalny desmaiou em um voo de Tomsk, na Sibéria, para Moscou, em 20 de agosto, e só sobreviveu porque o avião fez um pouso de emergência em Omsk, onde foi levado às pressas para a UTI.

“O plano dos assassinos era simples: que eu passasse mal 20 minutos depois da decolagem, perdesse a consciência 15 minutos depois e uma hora mais tarde eu terminaria em um saco plástico preto”, já afirmou o opositor de Putin.

Alexei Navalny posa para foto com sua família em hospital em Berlim, onde ficou 32 dias internado — Foto: Reprodução/Instagram via Reuters

Alexei Navalny posa para foto com sua família em hospital em Berlim, onde ficou 32 dias internado — Foto: Reprodução/Instagram via Reuters

Ele foi contaminado pelo agente nervoso Novichok e chegou a ficar alguns dias internados no país, mas acabou transferido em coma induzido para a Alemanha, onde ficou mais 32 dias internado.

Durante a recuperação, Navalny afirmou que tinha alucinações, fraqueza muscular e insônia.

Inicialmente, pensava-se que o veneno estava em um chá que ele tomou no aeroporto de Tomsk, antes de embarcar. Mais depois se descobriu que traços do veneno foram encontrados em uma garrafa de água no hotel onde Navalny estava hospedado.

Garrafas de água são vistas em quarto de hotel o opositor russo Alexei Navalny ficou internado em Tomsk, na Sibéria  — Foto: Instagram @ NAVALNY / Reuters

Garrafas de água são vistas em quarto de hotel o opositor russo Alexei Navalny ficou internado em Tomsk, na Sibéria — Foto: Instagram @ NAVALNY / Reuters

Substância neurotóxica

Os agentes Novichok, desenvolvidos por cientistas soviéticos durante a Guerra Fria, são extremamente tóxicos. Uma pequena quantidade da substância pode matar.

O nome significa “novato” em russo, e se aplica a um grupo de substâncias neurotóxicas desenvolvidas nas décadas de 1970 e 1980.

Elas eram conhecidas como uma arma química de quarta geração e foram desenvolvidas sob um programa soviético chamado Foliant para driblar a detecção de inspetores internacionais.

A existência do Novichok foi revelada pelo químico Vil Mirzayanov nos anos 1990. Mais tarde, ele fugiu para os EUA, onde publicou a fórmula química no seu livro State Secrets (Segredos de Estado, em tradução livre).

Sintomas de envenenamento

Agentes Novichok têm efeitos parecidos com os de outros agentes nervosos. Eles agem bloqueando mensagens dos nervos para os músculos, provocando o colapso de funções corporais.

Segundo Mirzayanov, o primeiro sintoma que se deve procurar é miose, a contração excessiva das pupilas, e grandes doses podem provocar convulsões e interromper a respiração. “Aí começam as convulsões e o vômito, e em seguida vem a morte”.

O químico russo revelou que há antídotos que podem ajudar a impedir o avanço do veneno. Se uma pessoa é exposta ao agente, sua roupa tem que ser retirada e sua pele tem que ser lavada com água e sabão. Os olhos têm que ser limpos e deve-se dar oxigênio à vítima.

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