Arquipélago ártico russo sofre invasão de ursos polares

Por Deutsche Welle

Ursos polares estão circulando por Novaya Zemlya, no norte da Rússia, levando as autoridades a declarar emergência — Foto: Reprodução/Youtube/Anna Liesowska

Ursos polares estão circulando por Novaya Zemlya, no norte da Rússia, levando as autoridades a declarar emergência — Foto: Reprodução/Youtube/Anna Liesowska

O arquipélago ártico russo de Novaya Zemlya declarou neste sábado (9) estado de emergência devido a uma invasão por dezenas de ursos polares agressivos, atacando residências e prédios públicos. O local com população de cerca de 3 mil habitantes pediu ajuda para enfrentar uma “invasão em massa de ursos polares em áreas habitadas”.

Até o momento as autoridades russas negaram permissão para atirar nos animais, porém estão enviando uma comissão para avaliar a situação, e não descartaram a realização de abates. Eles são considerados espécie ameaçada na Rússia, sendo proibido caçá-los.

Em consequência do aquecimento global, o gelo do Polo Norte está derretendo, forçando os ursos a passarem mais tempo em terra, onde competem pela comida.

Moscou mantém soldados da Força Aérea e da Defesa Aérea em Novaya Zemlya. Desde dezembro, 52 ursos polares têm visitado regularmente o assentamento principal do arquipélago, Belushya Guba, com alguns apresentando “comportamento agressivo”.

Segundo a autoridade local Alexander Minayev, este inclui “ataques aos moradores e adentrar casas e prédios públicos”. “Há constantemente entre seis e dez ursos dentro do assentamento. As pessoas estão assustadas, estão com medo de sair de casa, os pais têm medo de deixar as crianças irem para as escolas e jardins-de-infância.”

O chefe da administração da localidade no nordeste russo, Zhigansha Musin, afirma que os números de ursos são sem precedente. “Estou em Novaya Zemlya desde 1983, e nunca houve uma invasão em massa assim.” Os animais estão constantemente dentro da guarnição militar e “literalmente correm atrás das pessoas”, além de se instalar nas entradas dos blocos de apartamentos.

As medidas para espantá-los, como patrulhas com carros e cães não têm surtido efeito, pois os animais se sentem seguros e não mais reagem. Segundo as autoridades regionais de Arkhangelsk, a que o arquipélago está submetido, se tudo mais falhar “atirar nos animais pode ser a única medida forçada possível”.

Em janeiro, o alto funcionário do Ministério da Defesa anunciou que centenas de prédios militares em desuso haviam sido demolidos em Novaya Zemlya, pois ursos polares estavam se instalando em seu interior.

Arquipélago tem invasão de ursos polares — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

Arquipélago tem invasão de ursos polares — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

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Secretário interino de Defesa dos EUA realiza visita surpresa ao Afeganistão

Por G1

O secretário interino de Defesa dos Estados Unidos, Pat Shanahan, chegou nesta segunda-feira (11) ao Afeganistão em uma visita surpresa para se reunir com altos funcionários afegãos e os comandantes das tropas internacionais, em plenas negociações de paz entre Washington e os talibãs.

Shanahan disse ser importante o governo do Afeganistão se envolva nas conversas que visam o fim da guerra de 17 anos e das quais esteve excluído até agora.

Nos últimos meses, talibãs e representantes dos EUA mantiveram contatos nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, mas os insurgentes se negaram a se sentar à mesa com o Governo afegão e advogaram por falar só com Washington. A próxima rodada de conversas deve ocorrer no Catar em 25 de fevereiro.

Além disso, na semana passada uma conferência reuniu durante dois dias em Moscou políticos de distintas ideologias – sem a presença do Executivo de Cabul -, cujos presentes transferiram o apoio às negociações entre os Estados Unidos e os talibãs.

“É importante que o governo afegão esteja envolvido nos debates a respeito do Afeganistão”, disse Shanahan a um grupo pequeno de repórteres que o acompanhava na viagem sem anúncio prévio.

“Os afegãos têm que decidir como o Afeganistão será no futuro. Não se trata dos EUA, trata-se do Afeganistão.”

Shanahan também disse que seu objetivo na viagem é ser informado pelos comandantes da situação no local e depois informar Trump sobre suas conclusões.

De acordo com a agência Reuters, ele se reunirá com o presidente afegão, Ashraf Ghani, além de soldados dos EUA. Esta é a primeira visita de Shanahan desde que assumiu o posto interino em janeiro, em substituição de Jim Mattis.

Retirada do Afeganistão

Quanto à estratégia militar, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou recentemente de forma repentina um plano para retirar a metade do contingente que seu país mantém no Afeganistão, cerca de 7 mil soldados dos 14 mil desdobrados.

A maior parte destes soldados está integrada na missão de treino das tropas afegãs realizadas pela Otan, que conta, além disso, com o apoio das tropas americanas que realizam de maneira independente a antiterrorista Operação Sentinela da Liberdade.

Shanahan disse que, por ora, não recebeu nenhuma orientação para reduzir as tropas de sua nação no Afeganistão. Cabul receia que uma retirada acentuada de forças dos EUA desencadeie o caos na região.

O Governo afegão controla cerca de 55% do território do Afeganistão e os talibãs dominam em torno de 11%, enquanto o resto do território está em disputa, segundo dados do inspetor especial geral para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR), do Congresso dos Estados Unidos.

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Presidente do Irã diz que país está determinado a expandir poderio militar e programa de mísseis

Por G1

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta segunda-feira (11) que o país está determinado a expandir seu poderio militar e programa de mísseis balísticos, apesar da crescente pressão de países para restringir seu trabalho defensivo, informou a TV estatal do país.

“Não pedimos e não pediremos permissão para desenvolver tipos diferentes de mísseis e vamos continuar nosso caminho e nosso poderio militar”, disse Rouhani.

A declaração foi dada durante discurso na praça Azadi (Liberdade) em Teerã, onde dezenas de milhares de iranianos se reuniram em cerimônia que marca o 40º aniversário da Revolução Islâmica do Irã.

Rouhani também prometeu que derrotará sanções impostas pelos Estados Unidos, reimpostas após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclearestabelecido com o Irã e com potências mundiais durante o governo de Barack Obama.

“O povo iraniano tem e terá algumas dificuldades econômicas [devido às sanções], mas vamos superar os problemas ajudando uns aos outros”, disse Rouhani.

As sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos passaram a vigorar em agosto de 2018 e afetam transações financeiras, importações de matérias primas, o setor automotivo e a aviação comercial.

Elas proíbem o Irã de comprar dólares e metais preciosos, o que integra uma tentativa mais ampla de cortar o país do sistema financeiro internacional. Negócios com aço, carvão e alumínio com o país também foram vetados.

Revolução iraniana

No Irã, o dia 1º de fevereiro marca o primeiro dia da “década do Alvorecer”, o período de dez dias entre o retorno do aiatolá Ruhollah Khomeini, pai da Revolução e primeiro guia da República Islâmica do Irã, e a vitória final da Revolução, em 11 de fevereiro de 1979 (o 22 do mês de bahman 1357 de acordo com o calendário iraniano).

Há várias semanas, a televisão estatal multiplicou as emissões dedicadas à Revolução e aos 40 anos de história da República Islâmica. Guirlandas luminosas e cartazes comemorativos enfeitam a capital iraniana.

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Consumo de álcool tóxico na Índia deixa quase 100 mortos

Por France Presse

Após ingerirem álcool tóxico, 99 pessoas morreram e dezenas foram hospitalizadas nos últimos três dias nos estados de Uttar Pradesh e Uttarakhand, no norte da Índia. O balanço foi anunciado pelas autoridades nesta segunda-feira (11).

A polícia suspeita que contrabandistas tenham misturado metanol à bebida “Moonshine”, uma espécie de licor barato feito localmente, comum em partes rurais do país.

Se ingerido em grandes quantidades, o metanol pode causar cegueira, danos no fígado e morte.

Em um distrito de Uttar Pradesh, 59 pessoas morreram depois de consumir álcool tóxico, disse à AFP Shailendra Kumar Sharma, porta-voz da polícia.

Em um distrito vizinho, um policial disse que nove pessoas morreram. Amostras do destilado enviadas a um laboratório para testes e 66 supostos contrabandistas foram presos.

A polícia disse que pelo menos 31 pessoas morreram no estado vizinho de Uttarakhand e duas foram presas suspeitas de fornecer o licor.

Relatos de jornais dizem que cerca de 3.000 pessoas ligadas ao comércio ilegal foram detidas em Uttar Pradesh depois da tragédia.

Centenas de pessoas morrem todos os anos na Índia devido ao consumo de álcool tóxico.

Dos estimados cinco bilhões de litros de álcool ingeridos anualmente na Índia, cerca de 40% são produzidos ilegalmente, segundo a International Spirits and Wine Association of India.

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EUA propõem à ONU projeto de resolução por eleições na Venezuela

Por France Presse

Os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança das Nações Unidas um projeto de resolução sobre a Venezuela, pedindo a facilitação da entrega de ajuda humanitária internacional e o compromisso com novas eleições presidenciais. A Rússia se opôs ao texto.

O projeto americano, ao qual a AFP teve acesso no sábado (9), expressa o “pleno apoio” do Conselho de Segurança à Assembleia Nacional venezuelana, que considera a “única instituição democraticamente eleita na Venezuela”.

Apontando uma “profunda preocupação diante da violência e do uso excessivo da força por parte das forças de segurança venezuelanas contra manifestantes pacíficos não armados”, o texto pede ainda um “processo político que conduza a eleições presidenciais livres, justas e confiáveis”.

O projeto de resolução solicita também ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que “utilize seus bons ofícios” para conseguir esse processo eleitoral, e insiste na necessidade de evitar uma “deterioração extra” da situação humanitária e “facilitar o acesso e a entrega de ajuda a quem precisar”.

Washington não divulgou nenhuma data para votar o texto e, segundo um diplomata, as negociações continuam. Outras fontes diplomáticas indicaram ainda que, se forem convocadas eleições, a Rússia, que apoia Nicolás Maduro e acusa os Estados Unidos de apoiarem um “golpe de Estado” na Venezuela, usará seu direito de veto.

Moscou propôs texto alternativo

Na sexta-feira, Moscou propôs a seus 14 sócios no órgão um “texto alternativo” ao de Washington, relataram diplomatas.

O texto russo obtido pela AFP expressa “a preocupação” do Conselho diante “das ameaças de recorrer à força contra a integridade territorial e a independência política da Venezuela”. Critica também “as tentações de intervir em temas que constituem principalmente assuntos internos” do país.

O rascunho russo pede “um acerto da situação atual (…) através de meios pacíficos”. Também manifesta seu apoio a “todas as iniciativas dirigidas a encontrar uma solução política entre os venezuelanos, incluindo o Mecanismo de Montevidéu”, tendo o diálogo nacional como base.

Segundo um diplomata, em caso de votação, o texto russo não conseguirá o número suficiente de votos – nove, sem que nenhum país use seu poder de veto – para ser aprovado.

Um carregamento de remédios e alimentos enviados por Washington chegou na quinta-feira (7) à cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela. Lá foi instalado um centro de coleta perto da ponte internacional Las Tienditas, bloqueada pelos militares venezuelanos com dois contêineres e um caminhão-tanque.

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Clínica onde jovem em estado vegetativo deu à luz nos EUA será fechada

Por Associated Press

Uma clínica no Arizona, onde uma mulher em estado vegetativo deu à luz em dezembro de 2018, anunciou na quinta-feira (7) que vai encerrar suas operações.

Responsáveis pela Hacienda HealthCare disseram que seu conselho de diretores determinou que não é sustentável manter a unidade de cuidados intermediários em Phoenix. O local atende bebês, crianças e jovens adultos com deficiências intelectuais ou de desenvolvimento que exigem um alto nível de assistência médica.

Funcionários disseram que estão trabalhando com agências estatais para desenvolver um plano para levar 37 pacientes para outros centros. As instalações de enfermagem especializada permanecerão abertas.

“Continuaremos a trabalhar com essas agências nas próximas semanas e meses para garantir uma transição apropriada e segura”, disse a clínica em um comunicado. “O atendimento de nossos pacientes continua sendo nossa prioridade e faremos tudo ao nosso alcance para garantir uma transição suave para eles e suas famílias”.

Reguladores estaduais, enquanto isso, chamaram a decisão de “notícias perturbadoras” e que não atende aos interesses dos pacientes.

“Encorajamos a Hacienda a trabalhar com o estado para encontrar um caminho”, disse o Departamento de Segurança Econômica do Arizona em um comunicado. “As agências estatais estão esgotando todos os esforços para chegar a uma conclusão que seja benéfica para os pacientes, alguns dos quais estiveram nessa instituição quase toda a sua vida”.

O Estado havia ordenado que a Hacienda contratasse uma equipe de administração terceirizada para supervisionar as operações diárias após a revelação de que uma mulher incapacitada que vivia na instalação desde os três anos de idade deu à luz em 29 de dezembro. Mas a Hacienda e a equipe externa não conseguiram chegar a um acordo de longo prazo.

Autoridades acusaram Nathan Sutherland, ex-enfermeiro, de agredir sexualmente a vítima de 29 anos. Eles determinaram que seu DNA correspondia a uma amostra retirada do recém-nascido.

Sutherland, de 36 anos, declarou-se inocente no início desta semana por agressão sexual e abuso de adulto vulnerável.

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Descoberta de bombas da Segunda Guerra Mundial fecha aeroporto de Ciampino em Roma

Por Reuters

O aeroporto de Ciampino, em Roma, que é muito usado pela companhia aérea de baixo custo Ryanair, foi fechado nesta quinta-feira (7) depois da descoberta de três bombas datadas da época da Segunda Guerra Mundial, informaram autoridades aeroportuárias.

Uma equipe antibomba do Exército foi chamada para desativar os explosivos, informou o Ministério da Defesa. As bombas pesam juntas 150 quilos e têm cerca de 75 quilos de pólvora.

Autoridades de Roma afirmam que o aeroporto ficaria fechado por três horas, com os voos sendo cancelados ou desviados para o principal aeroporto da cidade, o de Fiumicino.

Peritos em bomba do exército italiano removem três bombas alemãs encontradas nos arredores do aeroporto Ciampino, em Roma, na quinta-feira (7) — Foto: Italian Ministry of Defence via AP

Peritos em bomba do exército italiano removem três bombas alemãs encontradas nos arredores do aeroporto Ciampino, em Roma, na quinta-feira (7) — Foto: Italian Ministry of Defence via AP

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Nicolás Maduro apela pela paz em carta dirigida ao povo dos EUA

Por G1

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assinou nesta quinta-feira (7) uma carta aberta dirigida ao povo dos Estados Unidos pedindo pela paz em seu país e que o presidente americano, Donald Trump, tire suas “mãos” da Venezuela.

“Acabo de assinar pela paz, acabo de assinar pela soberania sagrada da Venezuela em apoio ao direito à independência, à autodeterminação”, disse, após assinar a carta em um ato com simpatizantes no centro de Caracas.

No poder desde 2013, Maduro enfrenta o desafio imposto pelo chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que há 15 dias disse ter assumido o Executivo interinamente diante do que ele classifica de “usurpação” do líder chavista. Iniciativa ganhou apoio dos Estados Unidos, além de vários países europeus e latino americanos.

Para Maduro, ele é alvo de um golpe impulsionado pelos Estados Unidos, que foram o primeiro país em reconhecer Guaidó como presidente interino. O país lidera uma coalizão de países que levará ajuda humanitária para a Venezuela do Brasil, Colômbia, e uma ilha do Caribe que não foi anunciada ainda.

O presidente venezuelano alerta aos americanos na carta que “os próximos dias definirão o futuro de nossos países entre guerra e paz”.

“Seus representantes em Washington querem enviar às nossas fronteiras o mesmo ódio que enviaram ao Vietnã, querem invadir a Venezuela como fizeram em nome da liberdade”, afirma no documento.

Maduro afirmou que a Venezuela não precisa dessa ajuda, e rejeita recebê-la argumentando que isso poderia levar a uma invasão armada para produzir uma mudança de governo.

A Venezuela passa por um colapso econômico que dificulta o abastecimento nos supermercados. Segundo a Assembleia Nacional venezuelana, a inflação no país em 12 meses chegou a 2.500.000%.

A ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos aguarda o desbloqueio de uma ponte entre Venezuela e a Colômbia, que foi fechada por militares leais a Maduro na terça-feira (5), segundo relato de um deputado da oposição ao líder chavista.

Grupo de Contato Internacional

Na quinta-feira, representantes de um grupo de países e da União Europeia se encontraram em Montevidéu, no Uruguai, e decidiram enviar uma missão técnica à Venezuela para avançar com o processo eleitoral como solução pacífica para sair da crise no país.

Grupo de Contato Internacional é composto por sete países que reconheceram Guaidó como presidente interino e o indicado para convocar eleições (Portugal, França, Reino Unido, Alemanha, Espanha Holanda e Suécia). A Itália é o único europeu que não reconheceu o chefe do Parlamento venezuelano.

Entre os quatro latino-americanos, dois países (Costa Rica e Equador, que pertencem ao Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte) reconhecem Guaidó. O Uruguai se anuncia como “neutro” e a Bolívia está alinhada com o regime de Maduro.

“Ela parte da premissa da igualdade, entre o governo legítimo de Guaidó e a ditadura de Maduro. A exemplo do passado, essa iniciativa não deve prosperar, apenas retardar a ditadura de Maduro e criar dúvidas sobre o processo. Achamos que não é por aí. É pelo reconhecimento pleno do presidente Juan Guaidó”, explicou, durante coletiva na embaixada do Brasil em Washington.

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Corpo encontrado em destroços de avião no Canal da Mancha é do jogador Emiliano Sala

Por G1

corpo encontrado nos destroços de um avião que caiu no Canal da Mancha é do jogador argentino Emiliano Sala,confirmou na noite desta quinta-feira (7) a polícia de Dorset, no Reino Unido.

“O corpo transferido para Portland foi formalmente identificado como o do jogador de futebol profissional Emiliano Sala”, anunciou a polícia no Twitter. “As famílias de Sala e do piloto David Ibbotson foram informados. Nossos pensamentos estão com eles”, acrescentou a polícia.

Diante das más condições meteorológicas para os próximos dias, as autoridades decidiram interromper as operações de resgate, abandonando a busca pelo corpo do piloto.

A aeronave, um monomotor modelo Piper Malibu, desapareceu em 21 de janeiro no Canal da Mancha, que fica entre a França e o Reino Unido. Sala viajava da cidade francesa de Nantes até Cardiff, no País de Gales, quando o avião sumiu.

Imagem de destroço de avião que transportava o jogador Emiliano Sala é divulgada pela agência britânica de investigações de acidentes aéreos — Foto: Reprodução/ Twitter/ AAIB

Imagem de destroço de avião que transportava o jogador Emiliano Sala é divulgada pela agência britânica de investigações de acidentes aéreos — Foto: Reprodução/ Twitter/ AAIB

Após semanas de buscas, que chegaram a ser interrompidas, as equipes de resgate encontraram um avião com um corpo dentro. O cadáver foi retirado na quarta-feira, mas não havia sido identificado até esta noite.

Ainda não há informação sobre o paradeiro do outro ocupante do avião, o piloto David Ibbotson, de 59 anos. Somente os dois viajavam na aeronave.

Em nota, a polícia de Dorset afirmou que continuará investigando as causas da queda do avião.

Sala, de 28 anos, havia acabado de ter a transferência confirmada do Nantes para o Cardiff City FC – time que, apesar de representar a capital do País de Gales, joga a primeira divisão inglesa.

Reações na Argentina

A identificação de Sala despertou reações de dor em seu país natal, entre elas do presidente Mauricio Macri.

“Que notícia dolorosa. Minhas condolências aos familiares, amigos e companheiros de Emiliano Sala neste momento tão duro. Estamos com vocês”, escreveu Macri em sua conta no Twitter.

A Associação de Futebol Argentina (AFA) reagiu com pesar. “Dor profunda diante da confirmação da morte de Emiliano Sala, enviamos nossas condolências a toda sua família e entes queridos”, publicou a AFA junto a uma fotografia do jogador.

O ex-jogador Gabriel Batistuta, oriundo da província de Santa Fé como Sala, também enviou uma mensagem nas redes sociais. “Que tristeza, a pior das notícias. Meus pêsames”, escreveu.

Jogador revelou medo em gravação

Um dia depois do desaparecimento, o jornal argentino “Clarin” divulgou o conteúdo de um áudio que o jogador mandou por Whatsapp para um grupo de amigos quando estava no avião em que desapareceu. O diário argentino afirma que o pai do atleta confirmou sua veracidade.

Na gravação, Sala começa cumprimentando os amigos e contando que teve de resolver muitas coisas antes de deixar Nantes. “Não termina nunca”, comenta. Em seguida ele faz menção ao avião.

“Estou aqui no avião que parece que está para cair aos pedaços e estou indo para Cardiff. (…) Se em uma hora e meia não tiverem nenhuma notícia minha, não sei se vão mandar alguém procurar por mim, porque não vão me encontrar, mas …bem … Papai, que medo tenho… “

Voo vom o jogador Emiliano Sala desaparece — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Voo vom o jogador Emiliano Sala desaparece — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

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Ajuda humanitária para a Venezuela chega à fronteira com a Colômbia; ponte continua bloqueada

Por G1

Os primeiros caminhões com alimentos e remédios destinados à Venezuela chegaram na tarde desta quinta-feira (7) à fronteira com a Colômbia. No entanto, a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos ainda aguarda o desbloqueio das pontes entre os dois países sul-americanos, fechadas há dois dias por militares leais a Nicolás Maduro, segundo deputados de oposição ao chavista.

De acordo com a agência Reuters, os EUA pretendem manter a ajuda humanitária no local até que os chavistas retirem o bloqueio. No entanto, o enviado especial do governo norte-americano à Venezuela, Elliot Abrams, disse que os caminhões com os mantimentos “não vão forçar a passagem”.

A Venezuela passa por um colapso econômico que dificulta o abastecimento nos supermercados. Segundo a Assembleia Nacional venezuelana, a inflação no país em 12 meses chegou a 2.500.000%.

Maduro acusa os EUA de tentarem uma intervenção militar mascarada pela chegada dos caminhões com a ajuda humanitária – que também foi criticada pelo governo russo.

Além disso, o jornal “El Universal” diz que a ponte Tienditas – bloqueada por três caminhões – ainda não foi inaugurada. Porém, segundo a imprensa, seria uma das rotas para a entrada de remessas de alimentos e remédios do exterior.

O deputado Franklyn Duarte afirmou à AFP que a passagem na ponte foi bloqueada depois que um incidente confuso ocorreu em Ureña – lado venezuelano da fronteira – depois que soldados chegaram em veículos blindados para vigiar a área. Três pessoas ficaram feridas, segundo ele, depois que um tanque atingiu alguns motociclistas.

“Eles podem colocar uma parede e não impedirão a entrada da ajuda”, disse o deputado.

EUA e Guaidó exigem desbloqueio

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ordenou que o governo Maduro desbloqueasse a ponte.

“O povo venezuelano precisa desesperadamente de ajuda humanitária. Os Estados Unidos e outros países estão tentando ajudar, mas o Exército da Venezuela, sob as ordens de Maduro, está bloqueando a ajuda com caminhões e navios-tanque”, escreveu Pompeo no Twitter.

Dias antes, o presidente interino declarado da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou que as Forças Armadas planejavam “roubar” a ajuda internacional organizada por ele, incluindo alimentos e medicamentos, para que a distribuição fique a cargo do governo de Nicolás Maduro.

“Recebemos a informação do círculo próximo do alto comando [militar] que já não estão mais avaliando se deixam ou não ela entrar, mas como fazer para roubá-la”, disse Guaidó em uma entrevista coletiva.

EUA cancelam vistos de chavistas

O governo dos Estados Unidos também anunciou nesta tarde que cancelará vistos de integrantes da Assembleia Constituinte – controlada pelo regime chavista e paralela à Assembleia Nacional presidida por Guaidó.

O enviado especial dos EUA à Venezuela, Elliot Abrams, disse que o tempo de diálogo com Maduro acabou, “exceto para negociar a partida” do chavista do país.

Os EUA foram o primeiro país a reconhecer Guaidó como presidente interino, seguidos pela maioria dos países da América do Sul, como o Brasil.

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