Por que tantas áreas dos EUA estão debaixo d’água


Por Ritu Prasad, BBC

Mais de 200 hectares da fazenda de Blake Hurst, no estado de Missouri, nos Estados Unidos, estão debaixo d’água.

“Na primeira rodada de enchentes, tivemos mais de 150 acres (60 hectares) debaixo d’água”, lembra Hurst. “Boa parte dessa área estava plantada, então essas colheitas foram perdidas.”

Isso foi em março, quando fortes tempestades no Meio-Oeste, juntamente com a neve derretida, fizeram os rios inundarem as comunidades. “Tem sido uma desgraça depois da outra.”

Desde então, a área central dos Estados Unidos teve pouco alívio em relação à chuva. Maio foi o segundo mês mais chuvoso da história do país.

Além da chuva, as tempestades trouxeram uma série de tornados – mais de 500 só em maio, segundo relatórios preliminares do serviço de meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês).

Durante esse tempo, os níveis dos rios e lagos continuaram a subir, quebrando recordes de anos, transbordando, e cobrindo rodovias, pontes e cidades. Houve mais de 35 mortes devido a inundações na região, de acordo com o NWS.

“Os Estados Unidos estão separados em dois por centenas de quilômetros”, diz Hurst, que é o presidente do Missouri Farm Bureau, entidade que representa os fazendeiros da região, ao descrever a expansão da água no território americano.

Em 10 de junho, cerca de 200 medidores de rios ao longo dos rios Mississipi, Missouri e Arkansas ainda apontavam níveis de inundação, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

“Nós vimos mais inundações na última década do que vimos nas décadas anteriores. Virou algo histórico”.

O cientista ambiental Samuel Munoz, professor da Northeastern University, também diz que 2019 entrará nos livros de História.

É “incomum” para a região das Grandes Planícies e o Meio-Oeste, segundo ele, ter essa quantidade de tempestades fortes repetidas e mau tempo durante a primavera.

Parte disso pode ser devido ao El Niño – fenômeno climático que altera temperaturas da superfície do mar no Pacífico.

“As condições do El Niño tendem a aumentar a precipitação e o mau tempo nas áreas inundadas”, explica Munoz.

“As mudanças climáticas provocadas pelo homem intensificam essas variações naturais, causando mais chuva em um ano que já teria sido chuvoso.”

Keith Hillman, diretor da equipe de gerenciamento de emergência em Vilonia, no Arkansas, diz que a cidade já viu mais que o equivalente a 1,4 metro de chuva desde janeiro.

“Este ano o nível de chuva já está bem acima do normal e, toda vez que você tem muita chuva, ela tem que ir pra algum lugar”, disse. “O juiz do condado me disse que eles acham que o rio não estará em situação normal até o fim de julho.”

Quando falei com Hillman na semana passada, a equipe dele estava se preparando para o caso de o Lago Conway, na região, inundar. Em certo momento, as autoridades disseram que os níveis de água no reservatório do lago subiam 30 cm por hora.

“É difícil controlar a mãe natureza”, disse Hillman.

No entanto, a maneira como esses grandes rios são gerenciados também pode estar contribuindo para essas enchentes históricas.

O sistema do rio Mississipi tem uma elaborada rede de barragens e represas, administradas pelo grupo de engenheiros do Exército dos EUA, segundo Munoz.

“Esses esforços de gerenciamento tornaram o rio mais íngreme e mais estreito. E nossa pesquisa mostrou que essas mudanças fazem com que as águas da enchente corram cada vez mais rápido”.

Tais estruturas são, sem dúvida, necessárias do ponto de vista econômico, mas Munoz diz que o problema é que esses sistemas foram projetados para um clima de meados do século 20.

“Como o clima continua mudando, precisamos ter uma conversa nacional e global sobre como vamos viver e trabalhar em áreas mais baixas”, diz ele.

“Se ignorarmos este problema, nossos sistemas de gerenciamento de água continuarão a ficar sobrecarregados – e continuaremos a ver desafiadas as nossas suposições do que seria ‘seguro’ contra inundações.”

Diferente de alguns desastres, a inundação – especialmente nesta escala – é muito extensa, diz Lori Arnold, diretora da Cruz Vermelha do Grande Arkansas.

A Cruz Vermelha tem operado 10 abrigos no Arkansas e também em Estados vizinhos. Além de fornecer comida e lugar seguro para centenas de pessoas, Arnold observa que os voluntários também têm prestado serviços de saúde mental.

Os moradores da região se orgulham de serem autossuficientes, diz ela. Muitos tentam, mesmo com as inundações, ficar em suas próprias casas o maior tempo possível. Mas este ano as coisas foram diferentes.

Arnold disse que muitos moradores que se mudaram para abrigos disseram que estavam reticentes em deixar suas casas por causa da quantidade de vezes, no passado, que as advertências oficiais tinham exagerado a real situação.

“Então, para aqueles que realmente tiveram que deixar suas casas desta vez, eles ficaram um pouco em choque porque antes estavam imunes a isso”.

O rio Mississipi e seu afluente, o Missouri, formam o maior sistema fluvial da América do Norte. Inundações são esperadas – mas 2019 está entre as piores.

Os rios cheios nesta primavera quebraram uma barragem em um ponto e romperam drasticamente diques na região.

“Em nossa região, você pensa em 1952, 1993, e agora vamos pensar em 2019”, diz o agricultor Blake Hurst.

Em 1993, após persistentes tempestades de primavera e verão, as águas do rio Mississipi inundaram 400 mil milhas quadradas (mais de 103 milhões de hectares) em nove Estados. Cinquenta pessoas morreram. Os danos foram de cerca de US$ 15 bilhões – o equivalente, hoje, a quase R$ 58 bilhões.

Choveu quase todos os dias em junho e julho de 1993. As previsões do tempo para 2019 preveem de 33 a 50% de chances de chuvas acima da média no Meio-Oeste – que já está com o solo encharcado.

Nesta semana, o Serviço Nacional de Meteorologia recebeu alertas de inundação ao longo dos rios Missouri, Illinois, Ohio, Arkansas e Mississippi. As águas estão recuando em partes, mas o NWS relata que 125 indicadores de rio, de Minnesota a Missouri, preveem 50% ou mais de chance de inundação de junho a agosto.

No domingo, o nível do rio Mississipi subiu em St. Louis pouco mais de 14 metros – o segundo mais alto da história, e apenas 1 metro a menos do que o recorde de 1993 -, de acordo com o NWS.

A AccuWeather estima que os danos causados ​​pelas inundações ao longo dos rios Mississipi e Missouri já superaram US$ 12 bilhões, o equivalente a R$ 46 bilhões.

Hurst diz esperar que, sem novas tempestades severas, os níveis dos rios possam diminuir. E acrescenta: “Mas só porque não tivemos chuva nos últimos dias, isso não significa que as casas das pessoas estejam secas ou que as fazendas não estejam encharcadas”.

E algumas das fazendas que ficaram inundadas, ele diz, ainda estão lidando com os danos causados ​​pelas enchentes locais em 2011.

À medida que a inundação recua e a terra emerge novamente, um longo processo de limpeza precisa ser feito. O recuo da água deixa areia e lama, detritos e esgoto em seu rastro, e leva meses para que os processos adequados de limpeza possam começar.

Hurst diz que alguns fazendeiros acreditam que a mudança climática causou o mau tempo neste ano, enquanto outros culpam uma administração inadequada das operações fluviais pelos alagamentos.

“Não importa se o nosso problema é causado por má gestão ou mudança climática, precisamos descobrir como fazer melhor”, ele diz. “Tendo dito tudo isso: será que algum tipo de gerenciamento do rio teria impedido a inundação em 2019? Não. Não há nada que poderia ter evitado isso.”

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Manifestantes de Hong Kong planejam outro grande protesto para domingo

Por G1

Os organizadores dos protestos em Hong Kong pretendem realizar outra manifestação gigantesca no domingo, anunciaram seus líderes nesta quinta-feira (13), um dia depois de violentos confrontos na cidade entre a polícia e os ativistas que criticam um projeto de lei de extradição para a China.

Os protestos ocorridos na quarta-feira nos arredores da sede do legislativo da cidade forçaram o adiamento do debate do projeto, que muitos cidadãos de Hong Kong temem minar as liberdades e a confiança no polo comercial.

A manifestação programada para domingo estabelece uma nova linha de confronto com o governo local, que se negou a retirar da agenda o projeto de lei e conta com o firme apoio da China. Pequim chamou os protestos de “distúrbios”.

Enfrentamento

Milhares de manifestantes vestidos de preto, em sua maioria jovens, lotaram na quarta-feira (12) as ruas de Hong Kong para protestar contra o projeto de lei que, segundo os críticos, daria poder a Pequim para perseguir politicamente os opositores.

De acordo com as autoridades, 22 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes, na dispersão caótica do evento.

Os confrontos aconteceram perto do Conselho Legislativo (LegCo, Parlamento), onde o texto seria analisado em segunda leitura. Analistas afirmaram que este foi o maior episódio de violência desde 1997, quando Hong Kong, então colônia britânica, foi devolvida à China.

Dominado por deputados favoráveis ao governo de Pequim, o Parlamento anunciou o adiamento do debate por tempo indeterminado e para “uma data posterior”.

Nesta quinta-feira, foram registrados alguns protestos esporádicos, incluindo confrontos com a polícia, mas com um número bem menor de pessoas em comparação com a véspera.

O número de manifestantes reunidos diante da sede legislativa no distrito financeiro diminuiu de madrugada, mas voltou a crescer ao longo da quinta-feira e chegou a mil pessoas a certa altura.

Eles acreditam que a legislatura, que tem uma maioria de membros pró-Pequim, tentará realizar o debate em algum momento, embora esta tenha emitido um aviso dizendo que não haverá sessão nesta quinta-feira.

“Voltaremos quando, e se, ele voltar para ser discutido”, disse o manifestante Stephen Chan, estudante universitário de 20 anos. “Só queremos preservar nossa energia agora”.

Mais cedo, alguns manifestantes tentaram impedir a polícia de retirar suprimentos de máscaras e alimentos, e houve confrontos.

Policiais com capacetes e escudos interditaram passarelas, e agentes à paisana verificavam a identidade de usuários do transporte interurbano.

Uma operação de limpeza começou a remover destroços como guarda-chuvas, capacetes, garrafas plásticas de água e barricadas das ruas depois dos choques do dia anterior, quando a polícia usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha em uma série de combates para afastar os manifestantes.

Autoridades disseram que 72 pessoas foram hospitalizadas. Escritórios do governo localizados no distrito financeiro foram fechados pelo resto da semana.

Opositores do projeto de lei, incluindo advogados e grupos de direitos humanos, dizem que o sistema de justiça da China é caracterizado por torturas, confissões forçadas e detenções arbitrárias.

Protesto e greve

Os manifestantes já prometeram seguir com as passeatas. Além do protesto convocado para domingo, anunciaram uma greve para a próxima segunda-feira.

“Vamos lutar até o fim com a população de Hong Kong”, afirmou Jimmy Sham, da Frente Civil de Direitos Humanos (CHRF, na sigla em inglês), o principal grupo de protesto, antes de indicar que solicitou permissão para organizar o ato no fim de semana.

“Quando enfrentamos a ignorância, o desprezo e a repressão, isso apenas nos faz mais fortes”, completou.

O CHRF organizou uma passeata gigantesca contra o projeto de lei no domingo passado, com mais de um milhão de pessoas.

A frente não consegue controlar os grupos de manifestantes que entram em confronto com a polícia.

A resposta da polícia aos protestos foi criticada por sua “força excessiva”, e muitos pediram uma investigação independente.

Nesta quinta, porém, o governo de Pequim voltou a comentar como “distúrbios” as manifestações da véspera, realizadas em Hong Kong. “Não foi uma manifestação pacífica, e sim distúrbios organizados”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang.

Pequim “condena firmemente” a violência e “apoia a reação” das autoridades de Hong Kong, completou o porta-voz.

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México diz que venda de avião presidencial ajudará a financiar plano para conter imigração

Por Reuters

O presidente do México, Andrés Manuel López Obradordisse nesta quarta-feira (12) que a venda do antigo avião presidencial e de outras aeronaves do último governo ajudarão a financiar os esforços para conter a imigração, conforme um acordo fechado na semana passada com Washington.

O acordo firmado na sexta-feira (7) evitou uma elevação de 5% nas tarifas de importação de bens mexicanos que o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, ameaçou impor a menos que o México faça mais para conter a imigração ao território norte-americano vinda da América Central.

Em troca, o México concordou em endurecer seus controles imigratórios, o que inclui a mobilização da força de segurança da Guarda Nacional na fronteira sul com a Guatemala.

“No tocante a quanto este plano custará, digo a vocês que temos o orçamento”, disse López Obrador em sua coletiva de imprensa diária. “Ele sairá do que receberemos da venda do luxuoso avião presidencial.”

López Obrador disse que os lances pelo Boeing 787 Dreamliner usado pelo antecessor Enrique Peña Nieto começarão em US$ 150 milhões, citando uma avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU). O avião está à venda há vários meses.

Assim que tomou posse, em dezembro, o líder de esquerda anunciou planos de vender o avião, cujo interior espaçoso inclui um quarto e tem selos oficiais do governo gravados nas paredes e monitores de tela plana.

O jato foi adquirido no final de 2012 por US$ 218 milhões e está sendo vendido junto com 60 aeronaves do governo e 70 helicópteros.

López Obrador se recusa a usufruir dos privilégios muitas vezes luxuosos das elites ricas do México, preferindo voar em aviões comerciais.

Ele também adotou uma série de programas sociais para os pobres e idosos, reduziu os salários de servidores civis de alto escalão e diz estar economizando dinheiro público através da eliminação da corrupção.

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Piloto morto em acidente em Nova York não tinha habilitação para voos em baixa visibilidade

Por G1

Imagem divulgada pela polícia de Nova York mostram destroços do helicóptero que pegou fogo após tentar pouso em prédio — Foto: @nypd/Reprodução/Twitter

Imagem divulgada pela polícia de Nova York mostram destroços do helicóptero que pegou fogo após tentar pouso em prédio — Foto: @nypd/Reprodução/Twitter

O piloto do helicóptero que caiu no topo de um prédio em Nova York não tinha certificação para voar em condições meteorológicas ruins, afirmaram as autoridades dos Estados Unidos em comunicado divulgado nesta terça-feira (11) para a imprensa local.

Tim McCormack, de 58 anos, pilotava o helicóptero modelo Agusta A109E e estava sozinho no momento do acidente. Chovia muito em Nova York na segunda-feira, e, na hora da batida, a visibilidade estava muito ruim. Algumas nuvens, inclusive, tapavam os topos dos arranha-céus de Manhattan.

Em comunicado, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), afirmou que McCormack não estava habilitado para voar com instrumentos. Ele podia pilotar apenas com uma visibilidade mínima de 4,8 quilômetros – a vista alcançava apenas 2 quilômetros no momento do acidente.

Nenhum dos ocupantes do prédio se feriu no acidente. O edifício também não sofreu danos estruturais.

McCormack, segundo a Associated Press, trabalhou como bombeiro em Clinton Corners, no estado de Nova York, e tinha experiência com voos de helicópteros. O Corpo de Bombeiros Voluntários local disse que o piloto tinha habilidade e conhecimento técnico excepcionais “de comandar uma ação de emergência”.

Acidente com helicóptero em Nova York — Foto: Diana Yukari e Wagner Magalhães/G1

Acidente com helicóptero em Nova York — Foto: Diana Yukari e Wagner Magalhães/G1

Área com restrições para voos

O helicóptero se acidentou após 11 minutos de voo, em uma área onde os pilotos devem pedir autorização para sobrevoar. Desde que o presidente Donald Trump tomou posse, em 2017, uma norma de segurança estabelece que nenhuma aeronave pode voar abaixo de 914 metros em um raio de 1,6 quilômetros da Trump Tower, edifício das empresas do magnata que fica em Nova York.

O investigador Doug Brazy, do NTSB – órgão norte-americano responsável por investigar acidentes aéreos – afirmou que o piloto não chegou a pedir autorização nem entrou em contato com a torre de controle.

Diante disso, os investigadores acreditam que o tempo nublado pode ter confundido o piloto. Afinal, se McCormack fizesse o trajeto planejado até a cidade de Linden, ele não precisaria pedir autorização para sobrevoar Manhattan.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afastou a hipótese de terrorismo em coletiva de imprensa horas depois do acidente. As causas exatas da batida ainda estão sob investigação das autoridades norte-americanas.

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Jornalista é assassinada no sudeste do México

Por France Presse

Uma jornalista mexicana, Norma Sarabia, foi assassinada nesta terça-feira (11) à noite no estado de Tabasco, sudeste do país, informou o jornal local “Tabasco HOY”, no qual ela trabalhou por 15 anos.

Norma foi vítima de um ataque na cidade de Huimanguillo, a cerca de 65 km da capital do estado, Villahermosa. As primeiras informações indicam que ela foi atingida por vários tiros disparados por dois homens que estavam em uma motocicleta quando tentava entrar em casa.

A repórter se dedicava à cobertura policial.

Em 2014, ela denunciou judicialmente os comandantes da polícia de Huimanguillo por ameaças depois que publicou informações que os envolviam em supostos casos de sequestro, indicou o jornal Cambio, do estado de Puebla, em fevereiro, segundo a France Presse.

México é um dos países mais violentos para o exercício do jornalismo, com mais de 100 profissionais assassinados desde 2000.

Norma é a sexta jornalista assassinada no país em 2019, segundo levantamento da organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), que apontava a morte de cinco jornalistas até maio. No ranking de liberdade de imprensa da RSF, que lista 180 países, o México aparece em 144.

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Polícia russa prende ao menos 94 em protesto a favor de jornalista

Por G1

A polícia da Rússia prendeu ao menos 94 pessoas nesta quarta (12) em um protesto em Moscou. Entre eles, está um líder da oposição, Alexei Navalny.

Os manifestantes pediam punição aos responsáveis pela armação que levou à prisão do jornalista Ivan Golunov.

O repórter escreve para o portal “Meduza”, um dos mais críticos ao Kremlin.

Ele foi levado à cadeia por denúncias de tráfico de drogas na semana passada. No sábado (8), passou a cumprir prisão domiciliar.

Na terça-feira (11) ele foi libertado.

Ao deixar a prisão, Golunov disse que continuaria a denunciar a corrupção no país. Ele também afirmou esperar que nunca mais uma acusação de tráfico de drogas recaia da mesma forma a uma pessoa.

Ministro do Interior da Rússia ordenou a soltura

O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, anunciou, na terça (11), a retirada de todas as acusações e a suspensão dos policiais envolvidos no caso, porque eles não demonstraram a culpa do acusado. Afirmou ainda que pediria ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, a demissão de dois generais de polícias de alta patente.

“Acredito que os direitos de todos os cidadãos, independentemente de sua profissão, devem ser protegidos”, acrescentou Kolokoltsev.

Os manifestantes resolveram organizar uma passeata mesmo assim, mesmo com o aviso, dado pelas autoridades, de que o protesto seria ilegal.

O caso de Golunov causou comoção entre jornalistas e figuras culturais proeminentes da Rússia e em organizações internacionais. Eles afirmam que a denúncia foi uma armação para punir suas investigações sobre corrupção nas altas esferas políticas.

Jornalistas russos que criticam as autoridades correm risco desde pelo menos a década de 1990, diz a Reuters —às vezes ameaçados, atacados fisicamente e até assassinados por seu trabalho.

A forma com que a armação contra Golunov foi feita, dizem seus apoiadores, desencadeou uma demonstração incomum de união na mídia do país e uma resposta rápida, pouco usual, das autoridades, preocupadas com a agitação social em um momento em que o presidente Vladimir Putin já enfrenta insatisfação da população quanto aos padrões de vida no país.

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Manifestantes bloqueiam avenidas do centro de Hong Kong e votação de lei de extradição é adiada

Por G1

Milhares de manifestantes bloquearam nesta quarta-feira (12) as duas principais avenidas do centro de Hong Kong, em mais um protesto contra a lei que autoriza que pessoas sejam extraditadas para a China continental para serem julgadas.

Os opositores ao texto, que incluem juízes de Hong Kong e advogados vindos da China continental que trabalham na cidade, alegam que não é possível acreditar que o sistema judicial de Pequim atenda a critérios básicos de justiça.

Donos de mais de 100 empresas se mobilizaram nas redes sociais, sob a hashtag que pode ser traduzida como “#greve1206”, para anunciar que suas lojas fechariam portas nesta quarta-feira (12) para permitir que seus funcionários fossem aos protestos — iniciativa que não é comum em Hong Kong.

Além disso, mais de 1,6 mil funcionários de companhias aéreas pediram, em um abaixo-assinado, a seu sindicato que entre em greve. Um sindicato de motoristas de ônibus convidou seus membros a dirigirem lentamente nesta quarta, para mostrar apoio aos manifestantes.

Professores, enfermeiros e assistentes sociais também expressaram disposição em interromper o trabalho.

Apesar dos protestos, a votação do projeto no Parlamento, que deveria ocorrer nesta quarta (12), pode acontecer no dia 20 de junho, anunciou Andrew Leung, presidente do Legislativo, segundo o jornal americano “The New York Times”.

O que diz a lei?

O texto, que começou a ser discutido em fevereiro, traria mudanças que tornariam mais simples as extradições de suspeitos de crimes para a China, incluindo Taiwan e Macau. Segundo o governo de Hong Kong, a aprovação da medida fecharia uma “brecha” que tem permitido que a cidade se torne um refúgio para criminosos da China continental.

Segundo o projeto, o governo de Hong Kong só aprovaria pedidos de extradição depois de audiências judiciais, incluindo possíveis recursos. A norma, entretanto, retira do Conselho Legislativo da cidade a supervisão sobre os acordos de extradição.

Hoje, Hong Kong tem tratados de extradição com 20 países, diz a Reuters.

Além dos protestos internos, há, ainda, a pressão política e diplomática estrangeira sobre questões relacionadas aos direitos humanos. Representantes da União Europeia e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, reuniram-se com a chefe executiva de Hong Kong, Carrie Lam, para protestar contra a lei.

Alguns políticos da oposição dizem que a questão agora representa um ponto de virada para o status de livre da cidade.

Por que o governo quer passar o projeto agora?

As autoridades da cidade justificaram a necessidade de mudanças rápidas com o assassinato, no ano passado, de uma mulher de Hong Kong que passava férias em Taiwan. A polícia afirma que o namorado dela confessou o crime depois de voltar à cidade; ele agora está preso por acusações de lavagem de dinheiro.

As autoridades de Taiwan, entretanto, se opuseram ao projeto de extradição — que, segundo elas, pode deixar cidadãos taiwaneses em Hong Kong expostos. O governo também prometeu se recusar a receber o suspeito de homicídio se o projeto de lei for aprovado.

Hong Kong mantém um sistema legal separado e independente — como parte das liberdades garantidas em 1997, quando a cidade deixou de ser comandando pelos britânicos e voltou ao controle da China. Esse sistema deve durar pelo menos até 2047.

A necessidade de um acordo de extradição com a China continental foi reconhecida por representantes do governo e especialistas antes dessa transferência de poder — quando o modelo de “um país, dois sistemas” começou a valer.

Desde então, entretanto, pouco progresso foi feito com as autoridades chinesas do continente, onde o Partido Comunista ainda controla os tribunais. Além disso, Hong Kong tem sido palco de intensa agitação política na última década, devido à preocupação com a crescente interferência de Pequim em seus assuntos internos.

No final de 2014, o centro de Hong Kong foi bloqueado durante várias semanas pelo “Movimento dos Guarda-chuvas”, uma mobilização para exigir que a eleição do chefe do Executivo acontecesse por sufrágio universal. Pequim não deixou passar.

Quarto dia de protestos

As manifestações contra a lei começaram no domingo (9), quando a ex-colônia britânica foi palco do maior protesto ocorrido desde sua transferência para a China. De acordo com os organizadores, mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir ao governo de Hong Kong que desista do projeto de lei.

A escala do protesto não intimidou, porém, a chefe do Executivo local, Carrie Lam. Ela reiterou que o Conselho Legislativo (LegCo) — o “Parlamento” de Hong Kong — analisaria, como previsto, este texto em segunda e terceira leitura, e a segurança foi reforçada em torno do prédio.

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Mais de 100 prisioneiros políticos são libertados na Nicarágua

Por RFI

Os principais líderes dos protestos contra o governo de Daniel Ortega foram libertados nesta terça-feira (11), em virtude da Lei de Anistia aprovada no último fim de semana. Os oponentes fazem parte de um grupo de centenas de pessoas detidas desde o ano passado por participarem de manifestações antigoverno.

Vídeos postados nas redes sociais mostravam os opositores libertados gritando “Nicarágua” e “justiça”, agitando a bandeira do país. Eles deixaram a prisão em um ônibus da Cruz Vermelha Internacional e se reuniram com familiares.

O economista membro da oposição Juan Sebastián Chamorro informou que, no total, 56 presos foram libertados nesta terça-feira. Outros 50 já haviam deixado a prisão na segunda-feira (10).

“Vamos continuar nosso trabalho”, declarou Lucia Piñeda, diretora do canal “100% Noticias”, que estava presa desde dezembro de 2018. Entre os opositores libertados, estão os líderes Medardo Mairena e Pedro Mena, a comerciante Irlanda Jerez, além dos estudantes Amaya Copens, Edwin Carcache e Byron Estrada e o jornalista Miguel Mora.

Controversa lei de anistia

A libertação ocorre depois que o Parlamento, de maioria pró-governo, aprovou no sábado (8) uma controversa Lei de Anistia que concede perdão “a todas as pessoas que participaram nos eventos que ocorreram em todo o território nacional a partir de abril de 2018 até o presente”.

O governo informou que “em cumprimento ao estabelecido na Lei de Anistia aprovada pela Assembleia Nacional (…) foram libertadas pessoas condenadas por crimes contra a segurança comum e contra a tranquilidade pública, e continua-se preparando a libertação de outros presos por esses delitos”.

Organismos de direitos humanos e familiares das vítimas protestam contra a nova lei porque impede o julgamento dos responsáveis pela morte ou repressão de seus parentes.

A opositora Aliança Cívica pela Justiça e Democracia (ACJD), interlocutora do governo num diálogo, foi contrária à anistia promovida pelo governo porque alega que “é uma lei de impunidade que pretende proteger os crimes cometidos através de suas instituições, estruturas partidárias e paramilitares”.

Liliam Ruiz, dirigente do Comitê de Familiares de Presos Políticos, manifestou sua oposição à medida porque “isso significa perdão, e o governo não tem porque perdoá-los, porque eles não cometeram nenhum crime”.

Mas, para o governo, a lei é um “ato heroico” e de reconciliação, baseado em sentimentos justos de “indignação, ira e dor profunda”. “Proclamamos e juramos” que a anistia não deve ser entendida “como apagar e virar a página”, advertiu o Executivo em um comunicado.

Mais de 300 mortos

Os opositores libertados nesta semana estavam presos por participarem dos protestos que começaram em 18 de abril de 2018 contra Ortega, cuja repressão deixou ao menos 325 mortos, centenas de presos e 62.500 exilados, segundo organismos humanitários.

Em 27 de fevereiro, o governo começou a aplicar prisão domiciliar a detidos após os protestos, uma medida que penalizou 386 pessoas. No total, 133 pessoas continuam presas devido às manifestações.

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Mais de 2 milhões de pessoas são afetadas por chuva intensa na China; há mortos, diz mídia estatal

Por G1

Casas e carros ficaram submersos depois da chuva intensa que atingiu a província de Jiangxi, na China, nesta segunda-feira (10). — Foto: Stringer/Reuters

Casas e carros ficaram submersos depois da chuva intensa que atingiu a província de Jiangxi, na China, nesta segunda-feira (10). — Foto: Stringer/Reuters

Mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela chuva intensa que atingiu o centro e o sul da China desde a última quinta, informou nesta terça-feira (11) a mídia estatal chinesa. Dessas, pelo 150 mil tiveram que ser transferidas. Até o último levantamento oficial, pelos menos cinco pessoas tinham morrido por causa das chuvas.

As perdas econômicas diretas estão estimadas em 3,73 bilhões de yuans (cerca de R$ 2 bilhões).

Os departamentos meteorológicos provinciais previram que várias rodadas de chuvas torrenciais atingiriam Jiangxi até o início de julho, e também devem se espalhar para outras províncias. Na província de Guizhou, uma cidade inteira ficou submersa em 2 metros de água, e em Guangxi outras 20 mil casas ficaram sem energia, segundo a BBC.

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Raio atinge e mata motociclista em rodovia da Flórida

Por G1

Motociclista atingido por raio morreu, informa polícia da Flórida — Foto: Polícia Rodoviária da Flórida

Motociclista atingido por raio morreu, informa polícia da Flórida — Foto: Polícia Rodoviária da Flórida

Um homem morreu depois que foi atingido por um raio enquanto andava de moto na Flórida na tarde deste domingo (9).

O homem de 45 anos viajava pela rodovia Interstate 95 quando recebeu a descarga elétrica, informou a polícia rodoviária do estado.

O raio quebrou o capacete que o homem usava, disseram autoridades citadas pela CNN. Ele perdeu o equlíbrio e foi jogado da moto, morrendo no local.

Raios mataram 47 pessoas na Flórida entre 2008 e 2017, maior índice entre os estados americanos.

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