Brasileiros contam como está a vida na China, primeiro país a enfrentar o coronavírus: ‘É o que chamam de novo normal’

Com medição de temperatura em todos os lugares, obrigatoriedade no uso de máscara e QR code para rastrear os cidadãos, China começa a afrouxar a quarentena aos poucos

Por Manuela Aragão, Jornal Hoje

Maria Luiza Emygdo vive em Xangai — Foto: Maria Luiza Emygdo/Arquivo Pessoal

Com mais de 81 mil casos confirmados e mais de 3.200 mortes por causa do novo coronavírus, a China vive um momento oposto a grande parte dos países do mundo. Enquanto Itália, Estados Unidos, Espanha veem as mortes por Covid-19 crescendo rapidamente, a China conseguiu “achatar a curva”, ou seja, conseguiu estabilizar a curva de crescimento da doença e desacelerar o número de novos infectados.

O primeiro caso da Covid-19 foi diagnosticado em dezembro do ano passado na China, mas foi em janeiro que o país começou a impor duras medidas para conter a disseminação do vírus. A quarentena por lá foi coisa séria.

A estilista paulista Maria Luiza Emygdo, que vive há 3 anos em Xangai, uma das maiores cidades do país com mais de 24 milhões de habitantes, viveu uma quarentena restrita. Ela voltou de viagem do Brasil no início de fevereiro e por isso precisou ficar completamente isolada por 14 dias.

Nesse período, ela ganhou uma tutora – única pessoa com quem ela teve algum tipo de contato.

Ruas de Pequim retomam ‘normalidade’ pouco a pouco — Foto: Luiz Tasso Neto/Arquivo Pessoal

“Quando eu pedia comida, minha tutora acompanhava o pedido. Quando chegava, ela buscava na portaria do condomínio e trazia na porta do meu apartamento. Ela chegava aqui com uma roupa especial de proteção, com luvas e máscara. E tocava a campainha para que eu pudesse pegar a comida depois que ela saísse de perto. Era a mesma coisa com o lixo: colocava para fora do apartamento e avisava minha tutora que vinha com a mesma proteção recolher o lixo na minha casa”.

Maria Luiza conta que Xangai é uma cidade cosmopolita e com uma vida noturna ativa. E nos dois meses de isolamento o cenário mudou. Todos os estabelecimentos comerciais fecharam, só ficaram mercados e algumas farmácias.

As pessoas praticamente não saíam para a rua. Foi difícil, mas ela conta que valeu a pena. “Todo mundo por aqui comenta, a China está voltando a ter vida. Aos poucos, mas as coisas estão voltando a ser como eram antes do começo da epidemia”.

Mas essa normalidade surge ainda com muito cuidado. A estilista conta que em todos os lugares a temperatura das pessoas é checada. No metrôs, nas entradas de condomínios e restaurantes. Todo mundo que vive na China está cadastrado em um aplicativo e vinculado a um QR code.

Quem não está infectado recebe um código da cor verde e por isso tem autorização para andar na rua. Os táxis e carros de aplicativo estão paramentados para tentar conter as infecções: existe uma capa plástica que isola o motorista do passageiro.

André Almeida também é de São Paulo, mora em Xangai e vem acompanhando todas essas mudanças. “A vida na China está voltando ao normal, mas agora isso é o que alguns chamam de novo normal aqui na China”. Ele conta que bares e restaurantes voltaram a abrir mas todo mundo anda na rua de máscara. O movimento nas ruas aumentou, e Almeida diz que agora voltou a ver famílias, inclusive com crianças, nos parques da cidade.

Mas os cuidados para evitar um novo pico da doença ainda são intensos. Sempre que Almeida recebe uma entrega de comida em casa, por exemplo, vem junto da sacola uma etiqueta com a temperatura da pessoa que preparou e embalou o pedido. “O que eu costumo dizer aos meus amigos no Brasil é que dá pra ver uma luz no fim do túnel, basta manter todos os cuidados”, afirma.

André Almeida diz que em Xangai o comércio está reabrindo, mas praticamente todo mundo anda de máscara — Foto: André Almeida/Arquivo Pessoal

Em Pequim, capital da China, o paulista Luiz Tasso Neto está há dois meses trabalhando de casa. Ele disse que há três semanas começou a ver o movimento na rua aumentar aos poucos: “Cada vez a gente se sente melhor porque as restrições, em termos de ir para rua, de se movimentar, são menores. As pessoas se sentem cada vez mais seguras, mas ainda há muito cuidado”.

Ele conta que alguns bares e restaurantes já estão abertos mas ainda estabelecem um número máximo de pessoas por mesa. A ideia é evitar aglomeração. Ele acredita que cumprir todas as medidas da quarentena foi fundamental para que a vida pudesse aos poucos voltar ao normal no país.

Checagem de temperatura no metrô de Xangai — Foto: Maria Luiz Emygdo/Arquivo Pessoal

O medo agora na China é que os casos da Covid-19 voltem a aumentar, principalmente por causa de pessoas que chegam infectadas do exterior, os chamados casos importados.

“A gente sente que existe um risco, talvez, de uma segunda onda, de uma reinfecção. Por isso, o controle para quem chega de fora da China está sendo bem pesado. As pessoas precisam cumprir uma quarentena em um lugar designado pelo governo”, explica. A China decidiu ontem que vai banir a entrada de estrangeiros a partir da semana que vem.

Todos esses brasileiros concordam que o pior parece já ter passado e que o sentimento nas ruas da China agora é de alívio e esperança. “Por aqui agora já tem primavera, já tem a luz do sol… A gente não vê a hora de que tudo volte totalmente ao normal mas é importante ter calma e entender que talvez ainda demore alguns meses”, aponta Maria Luiza.

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Em carta, presidente Trump pede para americanos ficarem em casa por coronavírus

Ficar em casa, não trabalhar doente e evitar reuniões e eventos com mais de 10 pessoas são algumas das recomendações do presidente norte-americano.

Por G1

Carta assinada por Donald Trump apresenta diretrizes ao povo americano sobe o combate ao novo coronavírus entregue na Flórida, EUA — Foto: G1

Carta assinada por Donald Trump apresenta diretrizes ao povo americano sobe o combate ao novo coronavírus entregue na Flórida, EUA — Foto: G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou cartas à população norte-americana com diretrizes para o combate ao coronavírus. Entre elas estão a recomendação de ficar em casa e a de evitar contato com idosos.

Intituladas “Diretrizes de Coronavírus do Presidente Trump para a América”, as cartas são datadas de 16 de março e apresentam conselhos sérios, validados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Ficar em casa, não trabalhar doente e evitar reuniões e eventos com mais de 10 pessoas vão de encontro com o que o presidente fala em suas declarações públicas. Na terça-feira (24) Trump disse que esperava pôr fim às restrições de isolamento até a Páscoa, em 12 de abril.

Ele disse mais de uma vez que as pessoas saudáveis podem voltar ao trabalho, além disso, defendeu que muitos americanos serão infectados pela doença mas apresentarão poucos ou nenhum dos sintomas.

Carta assinada por Donald Trump apresenta diretrizes ao povo americano sobe o combate ao novo coronavírus entregue na Flórida, EUA. — Foto: G1

Carta assinada por Donald Trump apresenta diretrizes ao povo americano sobe o combate ao novo coronavírus entregue na Flórida, EUA. — Foto: G1

“Mesmo se você for jovem, ou saudável, você está em risco e suas atitudes podem aumentar o risco para outras pessoas”, diz o documento. “É importante que você faça sua parte para reduzir o espalhamento do coronavírus.”

A carta enviada por Trump apresenta 11 conselhos a serem seguidos pelos americanos para ajudar a frear a expansão do novo coronavírus no país, que nesta quinta-feira (26) passou a China e se tornou o que mais tem casos confirmados de Covid-19 no mundo (veja os conselhos abaixo).

  1. Escutar e seguir as determinações dos estados e autoridades locais
  2. Não ir trabalhar se estiver com sintomas
  3. Não sair de casa com crianças doentes e chamar a assistência médica
  4. Idosos e pacientes com doenças crônicas devem ficar em casa
  5. Isolamento total da família caso haja a confirmação de um caso de Covid-19
  6. Trabalhar e estudar de casa sempre que possível
  7. Evitar reuniões sociais e em grupos com mais de 10 pessoas
  8. Evitar bares e restaurantes, dar preferência a delivery e “para viagem”
  9. Evitar viagens desnecessárias, para compras ou turismo
  10. Não visitar berçários ou asilos
  11. Praticar sempre uma boa higiene

A carta não cita, no entanto, o remédio experimental que Trump chegou a citar em uma de suas entrevistas coletivas na Casa Branca. O medicamento é indicado para o tratamento da malária e não é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a Covid-19.

Os EUA registraram até o momento, mais de 82 mil casos confirmados de coronavírus e ao menos 1 mil mortes pela síndrome respiratória aguda grave. Apenas nas últimas 24 horas foram 237 mortes, o maior número diário desde o início da epidemia nos EUA.

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EUA passam a China e se tornam o país com mais casos confirmados de coronavírus no mundo

O presidente Donald Trump disse que o aumento das confirmações no país se deveu à ampliação dos exames para os pacientes norte-americanos.

Por G1

Com mais de 82 mil casos, os Estados Unidos se tornaram nesta quinta-feira (26) o país com mais casos confirmados de Covid-19 no mundo, superando a Itália e a China, de acordo com um levantamento da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Segundo a John Hopkins, os três países atingiram os seguintes números de casos nesta quinta:

  • EUA – 82.404
  • China – 81.782
  • Itália – 80.589

O presidente Donald Trump disse que o aumento dos casos confirmados no país se deveu à aplicação de testes em massa para os pacientes norte-americanos. Em entrevista coletiva, o mandatário disse não ser possível saber o número real de casos da doença no mundo.

O presidente Donald Trump fala sobre o coronavírus na Casa Branca nesta quinta-feira (26) — Foto: Alex Brandon/AP

“Isso [o aumento] é por conta da nossa maneira de testar”, disse Trump. “No fundo não sabemos quais são os números reais da doença, mas nós testamos um grande número de pessoas e a cada dia vemos que nosso sistema funciona.”

Ainda mais casos

Trump disse que provavelmente há mais casos que os reportados até o momento. “Centenas de milhares”, que segundo ele, são de pessoas que apresentam poucos ou nenhum sintoma.

“Muitas pessoas têm [a Covid-19]. Acabei de falar com duas pessoas que tiveram ”, disse Trump. “Elas nem foram para o médico.”

O presidente dos EUA defendeu estes casos como exemplo para justificar o retorno às atividades econômicas, reduzir medidas de isolamento e reabrir o comércio.

Ele disse ainda que o percentual de mortes é “muito menor do que realmente pensava”. Até agora, mais de 1 mil americanos morreram de Covid-19. Apenas nas últimas 24 horas foram 237 mortes, o maior número diário desde o início da epidemia nos EUA.

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Itália tem mais de 8 mil mortes por Covid-19 desde o início do surto

Autoridades de saúde contabilizam mais de 62 mil infectados pelo novo coronavírus no país.

Por G1

O Ministério da Saúde da Itália registrou ao menos 8.165 mortes pela Covid-19 desde o início do surto. Em um balanço divulgado nesta quinta-feira (26), as autoridades de saúde contabilizaram mais de 62 mil infectados pelo novo coronavírus.

Nos últimos dias, desde o pico de sábado (21), quando o país registrou 793 mortes, o número de vítimas reduziu levemente e ontem chegou a 683 mortes. Na quinta o número diário de mortes ainda é alto, mas mais baixo que no dia anterior, nas últimas 24 horas o país registrou 662 mortes por Covid-19.

A região de Piemonte, no norte da Itália, contabilizou mais 50 mortes por coronavírus. O número não foi atualizado na contagem oficial do governo italiano, segundo a agência Reuters. Com estes casos, o número de mortos no país salta para 712 mortes na quinta-feira.

Trabalhadores da saúde também estão entre as vítimas do novo coronavírus. Um levantamento do governo italiano mostrou que cerca de 9% dos infectados do país no início da semana eram médicos, enfermeiros ou técnicos. A Federação de Médicos da Itália contabilizou nesta quinta 37 médicos mortos pelo novo coronavírus.

Quarentena

A Itália vive, desde o dia 9 de março, um isolamento total que inclui a suspensão de aulas e de serviços não essenciais. Eventos foram cancelados, e até mesmo o transporte de mercadorias foi limitado.

Giuseppe Conte afirmou nesta quarta-feira que a emergência do novo coronavírus é “sem precedentes” em todo o mundo. Ele pediu também que os países sejam rigorosos no combate ao coronavírus.

“Ninguém pode aceitar, muito menos a Itália que está fazendo grandes sacrifícios para combater o vírus, que outros países não percebam essa necessidade de máxima atenção preventiva”, disse o primeiro-ministro durante um pronunciamento na Câmara dos Deputados da Itália.

O premiê disse também que, se outros países não forem rigorosos com as medidas preventivas, a pandemia pode aumentar ainda mais o ritmo dos contágios.

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China registra 54 casos de coronavírus importados, e país se isola

Pequim se prepara para fechar fronteiras para a maioria dos estrangeiros.

Por France Presse

A China registrou 55 novos casos da Covid-19 nesta sexta-feira (27), dos quais 54 são “importados” do exterior, enquanto o país se prepara para fechar temporariamente as fronteiras e reduzir drasticamente os voos internacionais.

Pela primeira vez em três dias, um caso de contágio de origem local foi identificado no leste do país, de acordo com o balanço oficial.

Além disso, foram registradas cinco mortes em Hubei, a província que foi colocada em quarentena no final de janeiro e onde as restrições estão sendo progressivamente levantadas desde a quarta-feira (25).

A China, onde surgiu o primeiro foco da Covid-19 no mundo em dezembro, prioriza agora o combate a chegada da doença a partir do exterior. O país possui 595 casos “importados”.

Pequim anunciou na noite de quinta (26) que fechará temporariamente as fronteiras para a maioria dos estrangeiros e cortará voos internacionais.

A medida entrará em vigor no sábado à meia-noite (11h da sexta-feira pelo horário de Brasília).

Essas restrições fecham as portas do território chinês a turistas e estrangeiros domiciliados na China, mas atualmente fora do país.

Aparentemente, há exceção para homens e mulheres de negócios e portadores de passaporte diplomático.

O país anunciou um corte drástico nos voos internacionais, sendo que partir de domingo (29), uma empresa chinesa só poderá fazer um voo semanal para outro país e uma companhia aérea estrangeira poderá fazer apenas um voo por semana para a China.

O novo coronavírus infectou pelo menos 81.340 pessoas na China e causou 3.292 mortes, segundo dados divulgados pelas autoridades.

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Com voos cancelados por causa do coronavírus, mais de 280 brasileiros não conseguem voltar da África do Sul

Governo local decretou isolamento por período de 21 dias e medidas incluem fechamento do espaço aéreo. Em carta à embaixada, brasileira pede que seja estudado o envio de avião da FAB e alternativas de alojamento; alguns hotéis colocaram hóspedes nas ruas por não terem estrutura para quarentena.

Por Fabiana de Carvalho, G1

Passageiros no aeroporto de Joanesburgo, na África do Sul, aguardam para saber se seus voos foram cancelados ou não — Foto: Renata Rinaldi/Arquivo pessoal

Passageiros no aeroporto de Joanesburgo, na África do Sul, aguardam para saber se seus voos foram cancelados ou não — Foto: Renata Rinaldi/Arquivo pessoal

Mais de 280 brasileiros aguardam uma oportunidade de retornar ao país, sem saber ao certo quando poderão deixar a África do Sul. Diferente do que aconteceu com pessoas pegas de surpresa pelos bloqueios em outros países, a maioria deles chegou a comprar passagens aéreas, mas seus voos foram cancelados dias ou mesmo horas antes da partida.

É o caso de Dayane Augusta, professora do Instituto Federal de Brasília (IFB), que falou ao G1 de Joanesburgo, onde mantém contato com a embaixada brasileira e atualiza uma planilha que já registrava 253 brasileiros na cidade, além de outros 28 na Cidade do Cabo, na tarde de quinta-feira (26).

Ela explica que muitas pessoas que estavam em cidades menores correram para pegar voos internos ou mesmo alugar carros para chegar até Joanesburgo ainda na quinta-feira, antes da meia-noite, horário marcado para o início das rígidas restrições de locomoção anunciadas pelo governo.

Muitos tiveram problemas também com hospedagem, sendo colocados nas ruas por seus hotéis e hostels, que alegaram não poder oferecer as condições exigidas durante uma quarentena.

A professora diz que aqueles que estavam na lista de embarque de um voo programado pela Latam para 27 de março, e que foi cancelado, foram acomodados em hotéis pagos pela companhia aérea.

Quem tinha passagens para outros dias foi orientado a colocar seu nome em uma lista, e está pagando por sua própria hospedagem, com a promessa de receber reembolso da companhia depois.

Mesmo com o bloqueio, a Latam tinha conseguido autorização para realizar viagens nos dias 30 e 31, porém estas também foram canceladas.

E, como as medidas de bloqueio anunciadas pelo governo sul-africano são para 21 dias e incluem o fechamento do espaço aéreo do país, eles agora não sabem como e quando poderão retornar ao Brasil.

Pessoas fazem fila para entrar em supermercado em Joanesburgo, na África do Sul, às vésperas de isolamento determinado pelo governo — Foto: Thalita Melo Pimenta/Arquivo pessoal

Pessoas fazem fila para entrar em supermercado em Joanesburgo, na África do Sul, às vésperas de isolamento determinado pelo governo — Foto: Thalita Melo Pimenta/Arquivo pessoal

Em uma carta entregue à embaixada, Dayane solicita que o Itamaraty interceda para que os voos cancelados dos dias 30 e 31 possam ser retomados, para que um avião da Força Aérea Brasileira (ou órgão semelhante) possa ser deslocado para o transporte dos brasileiros, se possível, e que seja avaliada uma alternativa de acomodação, já que nem todos terão dinheiro para bancar três semanas de hospedagem que não tinham previsto.

Segundo ela, os brasileiros já preencheram uma série de tabelas com seus dados na embaixada, inclusive uma sobre possíveis interessados em um voo fretado. A resposta que tiveram, por enquanto, é que todas as informações seriam transmitidas para Brasília, porque a representação local não tem autonomia para tomar as decisões e aguarda um posicionamento do Itamaraty.

Segundo a universidade Johns Hopkins, a África do Sul registrava na quinta-feira 927 casos de Covid-19 e nenhuma morte pela doença.

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Adolescente de 16 anos morre com coronavírus na França; país teve 365 mortes em 24h

A garota, que morava em Île de France, não tinha histórico de doenças. Ela é a primeira vítima nessa faixa etária no país europeu.

Por RFI

Uma adolescente de 16 anos morreu após ter sido contaminada pelo coronavírus na região de Paris. A jovem é uma das 365 vítimas do vírus na França nas últimas 24 horas, anunciou nesta quinta-feira (26) o diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon.

A garota, que morava em Île de France, não tinha histórico de doenças. Ela é a primeira vítima nessa faixa etária no país europeu.

Até o momento, a França conta 29.155 pessoas contaminadas pelo vírus. Do total, 13 mil pessoas diagnosticadas estão hospitalizadas, 3,4 mil delas internadas em leitos de UTI.

O número oficial de mortes no país desde o início desta epidemia é de 1.696 vítimas. Na lúgubre estatística, a França é o terceiro país da Europa em número de vítimas, atrás dos seus vizinhos Itália (8.215 mortes) e Espanha (4.145).

No entanto, os números franceses estão subdimensionados, pois só leva em conta as mortes em hospitais, deixando de contabilizar óbitos em casas de repouso ou em casa.

Só na região de Paris, 150 casas de repouso declararam ter tido contaminações pelo coronavírus, segundo o presidente da Federação Francesa de Hospitais, Frédéric Valletoux. Em uma dessas unidades, 16 idosos morreram nos últimos dias.

“Hoje não sabemos como medir a extensão dos danos nas casas de repouso”, resumiu.

Transferência de pacientes com trem

Com uma grande quantidade de casos na região leste, a França começou nesta quinta-feira a transferir pacientes para hospitais de outras regiões em um trem-bala transformado em ambulância.

O comboio saiu de Estrasburgo levando 20 pacientes que precisavam de terapia intensiva para hospitais da região Pays de Loire, no oeste do país.

Além do confinamento nacional, que já dura dez dias, a transferência de pacientes de áreas mais afetadas para regiões com leitos disponíveis é uma das estratégias adotadas pela França para tentar reduzir o número de mortes causados pelo coronavírus e pelo colapso dos hospitais.

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Hospitais de Londres recebem ‘tsunami contínuo’ de pacientes

Apesar do grande aumento nas últimas semanas de sua capacidade de receber pacientes em unidades de terapia intensiva, sistema de saúde registra explosão no número de pacientes em estado grave.

Por G1

Os hospitais públicos de Londres enfrentam um “tsunami contínuo” de pacientes de coronavírus, ao mesmo tempo que devem atuar com uma falta “sem precedentes” de profissionais porque muitos estão doentes, afirmou um dos diretores do Serviço Nacional de Saúde britânico.

Apesar de um grande aumento nas últimas semanas de sua capacidade de receber pacientes em unidades de terapia intensiva, os hospitais da capital registram “uma explosão” do número de “pacientes gravemente enfermos, uma espécie de tsunami contínuo”, afirmou Chris Hopson do NHS (o SUS do Reino Unido) à rádio pública BBC.

O Reino Unido já registra 9,6 mil casos de infecção e mais de 460 mortes por causa do novo coronavírus, segundo cálculos da universidade americana Johns Hopkins.

Na terça-feira (24), passaram a valer regras de isolamento em uma tentativa de conter a expansão do novo coronavírus. Os britânicos só podem se deslocar para ir ao trabalho, caso não possam realizá-lo remotamente, e para comprar itens essenciais ou para atender necessidades médicas próprias ou de pessoas vulneráveis.

O governo do Reino Unido foi muito criticado ao lançar a hipótese de, inicialmente, adotar a estratégia de “mitigação” da pandemia e a “imunização de rebanho”, ou infecção de grande parte da população, que na teoria desenvolveria imunidade coletiva com o objetivo de proteger todos os cidadãos.

Porém, de repente tudo mudou: um modelo matemático apresentado pelo Imperial College de Londres deu um panorama extremamente sombrio de como a doença iria se propagar pelo país, como iria impactar o sistema público de saúde e quantas pessoas iriam morrer.

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Rússia suspende todos os voos internacionais a partir de meia-noite por coronavírus

A Rússia já havia reduzido consideravelmente os voos internacionais, que só eram permitidos a partir e com destino a Moscou.

Por France Presse

Rússia suspenderá todos os voos internacionais a partir de sexta-feira (27) à meia-noite (18h de Brasília, quinta-feira), de acordo com um decreto publicado pelo governo que inclui novas medidas contra o coronavírus.

O decreto vale para todos os voos com pouso e decolagem previstos para o território russo, com exceção dos aviões especiais fretados para repatriar cidadãos russos bloqueados no exterior.

A Rússia já havia reduzido consideravelmente os voos internacionais, que só eram permitidos a partir e com destino a Moscou, todos operados pela companhia nacional Aeroflot.

O país registra oficialmente 658 casos de coronavírus e anunciou na quarta-feira que dois pacientes, de 73 e 88 anos morreram, sem relatar um vínculo direto com a Covid-19.

Na quarta-feira, o presidente Vladimir Putin aconselhou aos russos que permaneçam em casa – mas sem uma ordem direta -, decretou uma semana de licença de trabalho e adiou a votação do plebiscito sobre a reforma constitucional, tudo com o objetivo de frear a pandemia.

Em um discurso exibido na TV, o presidente anunciou uma série medidas de apoio ao poder aquisitivo da população e às empresas ante a crise econômica provocada pela pandemia.

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China não registra casos locais de coronavírus, mas tem ‘importados’

Também foram registradas mais seis mortes, cinco delas na cidade de Wuhan, foco da epidemia no país.

Por France Presse

A China não registrou nenhum novo caso de contágio por coronavírus de origem local nesta quinta-feira (26), mas as autoridades de saúde relataram outros 67 importados.

Também foram registradas mais seis mortes, cinco delas na cidade de Wuhan, foco da epidemia na China.

O país, onde a pandemia começou em dezembro, está atualmente focado em impedir que a Covid-19 retorne ao seu território vindo exterior. Portanto, qualquer pessoa que entre na China deve passar por uma quarentena de 14 dias, independentemente do país de origem. Em Pequim, o confinamento ocorre em locais específicos.

No total, 541 infecções “importadas” foram detectadas, informou o Ministério da Saúde, em um momento em que o país parece ter controlado a epidemia.

Após dois meses de isolamento por conta do novo coronavírus, a província de Hubei (centro), cuja capital é Wuhan, começou a abrir suas portas na quarta-feira (25). A província, que tem mais de 50 milhões de habitantes, foi a mais afetada pela epidemia, que matou quase 3.300 pessoas e contaminou outras 80.000 no país.

Alguns aeroportos e estações ferroviárias da província foram reabertos, enquanto as escolas permanecem fechadas.

As últimas restrições de transporte serão suspensas nesta sexta (27) em Hubei, exceto em Wuhan, que terá que esperar até 8 de abril.

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