EUA compraram 90% do estoque de antiviral que deu sinais de ser eficaz no tratamento contra a Covid-19

Agência de saúde americana anunciou compra de 500 mil doses do medicamento remdesivir, que não é encontrado comercialmente e não está disponível no Brasil. Isso representa 90% da capacidade de produção da fabricante até o fim de setembro.

Por G1

Os Estados Unidos compraram praticamente todo o estoque global de remdesivir, um dos medicamentos que deram sinais de serem efetivos para o tratamento de Covid-19, pelos próximos três meses.

Segundo a agência Reuters, o governo Trump adquiriu mais de 500 mil doses, que representa toda da produção da fabricante, a Gilead, para julho, e 90% da capacidade de agosto e setembro.

A Gilead havia fixado o valor do antiviral em U$2.340 por paciente para os países ricos e aceitou enviar quase toda a oferta para os EUA.

O remdesivir é indicado para impedir que certos vírus, inclusive o novo coronavírus, façam cópias de si mesmos, o que pode sobrecarregar o sistema imunológico. O remédio não funcionou em testes como tratamento para Ebola.

Brasil usa medicação Remdesivir apenas para testes clínicos

Há expectativa de que a demanda seja alta, já que é um dos poucos tratamentos que mostrou ajudar na recuperação da doença.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirmou em maio que está em contato com a empresa que fabrica o remdesivir pra acompanhar a evolução dos estudos. O remdesivir não é vendido em farmácias.

Anúncio no começo da semana

A Gilead informou na segunda-feira que concordou em enviar a maior parte de sua produção para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS, na sigla em inglês).

Foi essa agência que afirmou ter adquirido as 500 mil doses. A HHS tem sido responsável por distribuir o medicamento, e não a fabricante Gilead. A empresa afirmou que não discutiu sua estratégia de abastecimento para países ricos que não sejam os EUA.

A Gilead fez parcerias com fabricantes de genéricos na Índia e no Paquistão para produzir o medicamento para 127 países em desenvolvimento.

Europa e Coreia do Sul incorporaram medicamento às diretrizes

A Coreia do Sul acrescentou o antiviral às suas diretrizes de tratamento do coronavírus em sua primeira revisão de recomendações desde o início do surto.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou na semana passada a autorização “condicional” do uso do antiviral remdesivir em pacientes afetados pelo coronavírus.

Em comunicado, a EMA informou que a molécula será o primeiro medicamento contra a Covid-19 formalmente recomendado aos pacientes da União Europeia.

O procedimento derrogatório da EMA permite acelerar a comercialização – por um ano – de um medicamento cuja avaliação ainda não está completa. No caso do remdesivir, a agência europeia decidiu recomendar sua utilização para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos que sofrem de pneumonia e precisam de oxigênio, ou seja, “os que estão afetados por uma forma grave” da Covid-19. A decisão final caberá à Comissão Europeia e poderá ser anunciada na próxima semana, indicou a agência.

Um estudo da EMA demonstrou que os pacientes com a Covid-19 e tratados com remdesivir se recuperam, em média, quatro dias antes que outros enfermos.

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Nuvem de gafanhotos se afasta do Brasil, e governo da Argentina prepara novo controle

Parte dos insetos foi encontrada na cidade de Esquina, dentro da província de Corrientes, um pouco mais longe da fronteira argentina com o Brasil e com o Uruguai.

Por G1

Parte da nuvem de gafanhotos foi localizada por técnicos do governo da Argentina na tarde desta terça-feira (30) na cidade de Esquina, ainda dentro da província de Corrientes.

Antes, os insetos estavam em Curuzú Cuatiá. Segundo mapa divulgado, a nuvem se afastou um pouco do Brasil e do Uruguai (veja no mapa abaixo).

Mapa do governo argentino mostra afastamento da localização da nuvem do Brasil — Foto: Senasa/Divulgação

Mapa do governo argentino mostra afastamento da localização da nuvem do Brasil — Foto: Senasa/Divulgação

Para chegar localizar os insetos, os profissionais do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Alimentar da Argentina (Senasa) tiveram que chegar ao local à cavalo.

Segundo o governo local, se as condições climáticas desta quarta-feira (1) permitirem, serão feitas novas aplicações de inseticidas por aviões.

Brasil tem plano de ação

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) afirma que entregou ao Ministério da Agricultura na terça-feira a proposta de um plano nacional permanente contra pragas de gafanhotos no Brasil.

“O material vinha sendo elaborado desde a última semana, a pedido do próprio Mapa, e agora deve ser avaliado pelos técnicos do Ministério para compor uma estratégia oficial definitiva.”

Governo de SC afirma que nuvem de gafanhotos se afastou da fronteira com o Brasil

Também na terça-feira, o Ministério da Agricultura concedeu autorizações emergenciais e temporárias para uso de alguns inseticidas biológicos contra pragas de gafanhotos.

Em portaria no Diário Oficial da União, o ministério ainda estabeleceu diretrizes para a elaboração de planos de supressão da praga de gafanhotos, que deverão ser estabelecidos por órgãos estaduais a partir de diretrizes federais.

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Austrália isolará 300 mil moradores de subúrbios de Melbourne após novo pico de Covid-19

População poderá sair apenas para compras em supermercado, consultas médicas, trabalho, prestação de cuidados e exercícios.

Por Reuters

Autoridades isolarão cerca de 300 mil pessoas nos subúrbios ao norte de Melbourne durante um mês a partir desta quarta-feira (1º) para conter o risco de infecção após duas semanas de aumento no número de novos casos de coronavírus no segundo Estado mais populoso da Austrália.

A Austrália se saiu melhor do que muitos países na pandemia, com cerca de 7.830 casos e 104 mortes, mas o recente aumento alimentou o medo de uma segunda onda de Covid-19, ecoando preocupações expressadas em outros países.

Globalmente, os casos do vírus ultrapassaram 10 milhões no domingo, um marco importante na disseminação da infecção respiratória, que já matou mais de meio milhão de pessoas em sete meses.

A partir da meia-noite, mais de 30 subúrbios da segunda maior cidade da Austrália retornarão ao terceiro nível de restrições para controlar a pandemia. Isso significa que os residentes ficarão confinados em casa, exceto para compras em supermercado, consultas médicas, trabalho, prestação de cuidados e exercícios.

Segunda maior cidade da Austrália impõe bloqueio por causa de surto de coronavírus

As restrições serão acompanhadas pela realização de testes, que as autoridades esperam estender à metade da população da área afetada e para locais cujas fronteiras serão patrulhadas, disseram autoridades.

“Se todos nós permanecermos juntos nessas próximas quatro semanas, podemos recuperar o controle dessa transmissão comunitária… na região metropolitana de Melbourne”, disse o premiê do Estado de Vitória, Daniel Andrews, em entrevista. “Em última análise, se eu não isolasse esses locais, todas as regiões seriam fechadas. Queremos evitar isso.”

O pico de casos em Vitória tem sido associado a funcionários de hotéis que hospedam viajantes que retornaram ao Estado, mas não seguiram rigorosamente os protocolos de quarentena. As autoridades estaduais anunciaram uma investigação sobre o assunto.

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Polícia de Hong Kong anuncia 1ª detenção sob nova lei de segurança e dispersa manifestantes

Esta foi a 1ª vez que a passeata tradicionalmente organizada pelos cidadãos de Hong Kong foi proibida pelas autoridades.

Por France Presse

Um homem que carregava uma bandeira a favor da independência de Hong Kong se tornou nesta quarta-feira (1º) a primeira pessoa detida com base na nova lei de segurança do território que foi promulgada na véspera pelo presidente da China, Xi Jinping.

“Um homem foi detido em posse de uma bandeira favorável à independência de Hong Kong no bairro de Causeway Bay, o que viola a lei de segurança nacional”, anunciou a polícia em sua conta no Twitter.

Também no bairro comercial de Causeway Bay, a polícia dispersou com jatos de água misturada com uma solução de pimenta pequenos grupos de manifestantes e acabou atingindo jornalistas.

Nesta quarta-feira, 1º julho, os manifestantes foram às ruas para recordar o 23º aniversário da devolução à China pelo Reino Unido apesar da proibição determinada pela nova lei de segurança nacional.

Esta foi a 1ª vez que a passeata tradicionalmente organizada pelos cidadãos de Hong Kong foi proibida pelas autoridades. Um contingente importante da polícia de Hong Kong foi mobilizado para dispersar os grupos.

A lei de segurança de Estado em Hong Kong, promulgada na terça-feira, permite reprimir quatro tipos de crimes: atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras para colocar em perigo a segurança nacional.

O objetivo de Pequim é restaurar a estabilidade da ex-colônia britânica que foi palco no ano passado de manifestações em massa contra a China e contra o governo local, que acusado de ser pró-Pequim.

A oposição pró-democracia em Hong Kong e vários países ocidentais, como os Estados Unidos, o G7 e a União Europeia (UE) consideram que essa lei é um ataque à autonomia do território pode ser usada para silenciar a dissidência e enterrar a semi-autonomia e as liberdades do povo de Hong Kong.

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O que são os assentamentos israelenses na Cisjordânia, e por que eles estão ali?

Colônias judaicas em território palestino são um dos pontos mais contenciosos das negociações de paz na região; BBC explica como esses assentamentos continuam expandindo.

Por BBC

Israelenses e palestinos vivem uma semana de expectativa pelo possível anúncio pelo premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, de anexações de assentamentos judaicos na Cisjordânia — na prática, convertendo terras palestinas em território israelense.

A maioria dos países considera ilegais esses assentamentos na Cisjordânia, mas o governo israelense se fia sobretudo no apoio do presidente americano, Donald Trump.

A seguir, a BBC explica o que são esses assentamentos, onde eles ficam e como eles conseguiram se expandir apesar da oposição palestina.

Apoio americano

Em novembro de 2019, o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, reverteu a posição diplomática de quatro décadas do país, que passou a considerar que as ocupações na Cisjordânia não são uma violação da lei internacional.

Isso, no entanto, contrasta com o posicionamento da ONU e da União Europeia, por exemplo, que consideram que essas construções israelenses na Cisjordânia violam a lei internacional.

Com o apoio americano, o Parlamento israelense pretende votar agora pela anexação desses espaços ao território de Israel.

Os palestinos se opõem frontalmente à anexação, que veem como mais um avanço israelense sobre seu já fragmentado território. Para eles, os assentamentos são em terra palestina — território que acreditam ser vital para a consolidação de um Estado próprio.

Esses assentamentos têm crescido constantemente desde a Guerra dos Seis Dias, conflito árabe-israelense ocorrido em 1967. Há também assentamentos não oficiais, conhecidos como postos avançados.

Os mapas abaixo mostram isso em imagens: em azul, as comunidades israelenses e, em amarelo, as palestinas.

 — Foto: BBC

— Foto: BBC

 — Foto: BBC

— Foto: BBC

Atualmente, cerca de 3 milhões de pessoas vivem na pequena área territorial da Cisjordânia, sendo 86% delas palestinos e 14% (ou 427,8 mil pessoas) israelenses. Eles vivem em comunidades em geral separadas entre si.

Uma grande parte dos assentamentos israelenses foi estabelecida nos anos 1970, 80 e 90. Mas, nos últimos 20 anos, a população deles dobrou. Israel lhes oferece serviços, como água, eletricidade e proteção do Exército.

Essas colônias estão dispersas pelo território palestino. E, como muitas são protegidas pelos militares e o acesso a elas é proibido aos palestinos, a política de assentamentos tem como efeito colateral a separação de cidades palestinas umas das outras, dificultando as conexões de transporte e o desenvolvimento de infraestrutura no território da Cisjordânia.

Imagens de satélite mostram como os assentamentos cresceram ao longo do tempo. Em 2004, a colônia de Givat Zeev tinha cerca de 10 mil pessoas. Hoje, são 17 mil, com a construção de novas casas, centros comerciais e sinagogas.

Assentamentos variam muito em tamanho: alguns têm apenas algumas centenas de moradores; em contrapartida, o maior deles, chamado Modi’in Illit, tem 73 mil pessoas. Nos últimos 15 anos, sua população triplicou. O grupo ativista Peace Now, que se opõe aos assentamentos, é que coletou esses dados.

Parte de um plano elaborado pelo governo Trump prevê um congelamento na construção de assentamentos por ao menos quatro anos.

No entanto, mesmo que as construções sejam suspensas, o número de assentados possivelmente continuará a crescer, uma vez que eles têm uma alta taxa de natalidade.

Em média, mulheres israelenses moradoras de assentamentos têm mais de sete filhos cada uma. Isso é mais do dobro da taxa de natalidade média de Israel (3,1 filhos por mulher).

Para efeitos comparativos, a taxa média de natalidade do Brasil é de 1,74 filho por mulher, segundo dados de 2017.

No assentamento de Modi’in Illit, cada moradora tem, em média, 7,59 filhos.

Palestinas, em contrapartida, vivem uma redução na taxa de natalidade (3,2 bebês por mulher), embora ela seja proporcionalmente alta em relação a outras partes do mundo.

No entanto, os efeitos dessa disparidade na composição da população da Cisjordânia ainda levará uma geração para ser sentido.

Por que alguns israelenses querem morar na Cisjordânia?

Algumas pessoas se mudam para assentamentos porque neles dispõem de moradia mais barata, subsidiada pelo governo israelense.

Há também os que se mudam para viver ali em comunidades estritamente religiosas, que acreditam que Deus lhes deu o dever de assentar na região. Um terço dos assentamentos são ultraortodoxos, com famílias maiores e também mais pobres — e que também buscam melhor qualidade de vida.

Mas algumas comunidades veem o assentamento como uma ideologia – a de que eles teriam o direito de morar ali por acreditar se tratar de um território ancestralmente judaico.

Quem defende a solução de dois Estados?

Cada vez menos pessoas defendem a proposta de dividir a região conflagrada em dois países independentes, segundo a pesquisa Palestinian-Israeli Pulse. Em 2006, 71% dos palestinos e 68% dos israelenses apoiavam a solução de dois Estados. Em 2018, essas porcentagens caíram, respectivamente, para 44% e 55%.

Em contraste, em 2018, o apoio para a união de israelenses e palestinos em um só Estado era de 36% entre os palestinos, 19% entre os israelenses judeus e 56% entre os israelenses árabes.

Outra má notícia para a solução de dois Estados é de que o número de jovens que anseiam por ela é ainda mais baixo. Em Israel, apenas 27% da população de 18 a 24 anos diz defender a coexistência de um Estado judaico com um palestino.

Fontes: dados da população de assentamentos foram compilados pela organização Peace Now com base em informações do Escritório Israelense de Estatísticas e do Instituto de Estudos Israelenses de Israel. Os dados de fertilidade vêm dos escritórios de estatísticas de Israel e Palestina. As estimativas sobre a fertilidade nos assentamentos são feitas por Yinon Cohen, professor de estudos israelenses e judaicos na universidade americana de Columbia.

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Resultados iniciais de plebiscito mostram que mais de 70% dos russos apoiam permanência de Putin

Presidente da Rússia fez alterações na Constituição do país que o permitem concorrer em duas novas eleições e se manter no poder até 2036. Ele assumiu o cargo de primeiro-ministro em 1999.

Por G1

Cerca de 73% dos russos apoiaram as mudanças constitucionais que permitem que Vladimir Putin seja eleito mais duas vezes, de acordo com relato da agência Interfax nesta quarta-feira (1).

Os primeiros resultados, da apuração no extremo leste do país, mostram que 73,7% dos eleitores apoiam as reformas, afirma outra agência, a RIA.

Houve uma pequena manifestação na Praça Vermelha, em Moscou, por causa da possibilidade de Putin ficar no poder até 2036.

Em março, o Parlamento da Rússia aprovou mudanças na Constituição do país que permitem que Putin permaneça outros 12 anos no poder depois do fim do seu mandato atual, que acaba em 2024.

No mesmo mês, o Tribunal Constitucional aprovou as alterações.

Mudança na Constituição, aprovada pelo Parlamento russo, permite reeleição de Putin

O passo seguinte, um plebiscito, havia sido marcado inicialmente para o fim de abril. No entanto, por causa da pandemia, aconteceu em sete dias e terminou nesta quarta-feira (1).

Putin, de 67 anos, é um ex-agente da KGB, o antigo serviço de inteligência soviético, e está no poder no país há mais de 20 anos.

Inicialmente, ele foi presidente durante dois mandatos consecutivos de quatro anos. Ao fim desse período, um aliado dele, Dmitry Medvedev, assumiu a presidência, enquanto o próprio Putin serviu como primeiro-ministro.

Durante o governo de Medvedev, o mandato passou a ser de seis anos. Putin foi eleito então em 2012 e, novamente, em 2018.

A reforma constitucional aprovada pela Duma nesta quarta-feira (11) permitiria que Putin pudesse concorrer mais duas vezes depois de 2024.

As mudanças redistribuem os poderes executivos do governo russo e aumentam o poder do presidente.

Também foram votados a proibição ao casamento de pessoas do mesmo gênero e a “crença em Deus” passa a ser considerada legalmente um valor tradicional russo.

A proposta para dar mais tempo ao atual presidente foi feita pela deputada Valentina Tereshkova. Ela foi a primeira mulher do mundo a viajar para o espaço.

Logo depois do discurso dela, Putin apareceu no Congresso e verbalizou seu apoio.

Como era o mundo quando Putin chegou ao poder

Vladimir Putin virou primeiro-ministro do presidente Boris Yelstin em 10 de agosto de 1999. Todo o gabinete foi demitido para a nomeação.

Ele foi o quinto nome a ocupar o cargo em 17 meses. Em dezembro daquele ano, ele assumiu o cargo de presidente.

  • O presidente do Brasil era Fernando Henrique Cardoso; depois dele vieram Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro;
  • Nos EUA, era Bill Clinton quem estava no poder; ele sofreu um impeachment na Câmara dos Deputados em dezembro de 1998, mas foi absolvido no Senado em janeiro de 1999; foi sucedido por George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump;
  • O dólar valia R$ 1,86 naquele dia;
  • Um litro de gasolina comum custava, em média, R$ 1,10;
  • A Confederação Brasileira de Futebol protocolou, naquele dia, os documentos para a candidatura do país para receber a Copa de 2006 –o que não aconteceu;
  • Nos EUA, a canção número um era Genie in a Bottle, da Christina Aguilera; no Brasil os hits foram de Caetano Veloso (Sozinho), Charlie Brown Jr (Tudo que ela Gosta de Escutar), Sandy e Junior (No Fundo do Coração) e Djavan (Eu te Devoro);
  • A China proibiu uma visita do Papa João Paulo II à Hong Kong no mesmo dia em que Putin chegou ao poder;
  • Augusto Pinochet, o ditador chileno, estava detido em prisão domiciliar em Londres. A Espanha havia pedido a extradição dele para julgá-lo por crimes contra direitos humanos no Chile; ele morreu em 2006.

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No Vaticano, promotores apreendem documentos da Basílica de São Pedro

A ação foi motivada por uma auditoria sobre as compras feitas pelo Vaticano. Há uma reforma administrativa na Santa Sé que busca centralizar os negócios.

Por Associated Press

Promotores do Vaticano ordenaram uma busca e apreensão de documentos e computadores nos escritórios administrativos na Basílica de São Pedro nesta terça-feira (30).

Isso indica que pode haver uma nova investigação das irregularidades financeiras da Santa Sé.

Papa Francisco nomeia mais duas mulheres para cargos no Vaticano

O Vaticano afirmou que o Papa Francisco também nomeou um comissário especial para gerenciar a basílica, reorganizar os escritórios, atualizar os estatutos para entrar em conformidade com as novas regras do Vaticano de contratação e para clarificar a administração.

O Vaticano afirma que as decisões parte de um relatório do auditor geral.

Foi com base nesse relatório que os promotores determinaram a busca e apreensão nos escritórios que gerenciam a basílica.

Não foram dados detalhes sobre o que o auditor encontrou ou quais os problemas específicos ele afirmou que precisam ser resolvidos. O comissário, o bispo Mario Giordana, já havia pedido uma investigação sobre irregularidades financeiras no coral da Capela Sistina, que forçou o maestro a se aposentar mais cedo.

Em uma declaração, o Vaticano afirmou que a nomeação de Giordana segue novos parâmetros estabelecidos pelo Papa para centralizar em um só escritório todas as contratações –é uma tentativa de diminuir os desperdícios, acabar com a corrupção e atualizar o gerenciamento financeiro do Vaticano.

No ano passado, os promotores do Vaticano fizeram uma outra investigação sobre uma compra de um prédio de luxo em Londres, feita pelo secretariado da Igreja. Havia indícios de que atravessadores levaram milhões de euros da Santa Sé. Não houve nenhum processo, mas um corretor foi preso e depois liberado.

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Primeira candidata indiana a vacina contra Covid-19 é aprovada para testes em humanos

Nenhuma vacina foi aprovada ainda para uso comercial contra a doença, mas mais de uma dúzia delas, das mais de 100 candidatas em todo o mundo, está sendo testada em humanos.

Por Reuters

A potencial vacina contra Covid-19 da Bharat Biotech foi aprovada nesta terça-feira (30) para ser testada em humanos, tornando-a a primeira candidata indiana a receber o aval da agência reguladora local em um momento em que aumentam os casos da doença respiratória causada pelo novo coronavírus no país de 1,3 bilhão de habitantes.

A Controladoria-Geral de Medicamentos da Índia aprovou o pedido da companhia para realizar as Fases 1 e 2 de testes clínicos da Covaxin, que foi desenvolvida em conjunto com o Instituto Nacional de Virologia do Conselho Indiano de Pesquisa Médica, informou a empresa em comunicado na segunda-feira.

Os testes clínicos em humanos com a vacina devem começar em todo o país em julho.

A Índia, que está atrás apenas de Estados Unidos, Brasil e Rússia em número de casos de Covid-19, registrou perto de 20 mil novas infecções na segunda-feira (29), de acordo com dados do Ministério da Saúde do país.

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Mais de 16 mil pessoas morreram por causa da doença desde o primeiro caso na Índia em janeiro –um número baixo se comparado com o de países com quantidade similares de casos. Mas especialistas temem que os hospitais do país densamente povoado não serão capazes de lidar com o aumento dos casos.

Nenhuma vacina foi aprovada ainda para uso comercial contra a doença, mas mais de uma dúzia delas, das mais de 100 candidatas em todo o mundo, está sendo testada em humanos.

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Charges da esposa de Kim Jong-un irritam Coreia do Norte

Propaganda foi enviada em balões por dissidentes norte-coreanos que vivem na Coreia do Sul.

Por France Presse

A indignação de Pyongyang em Seul é alimentada por charges “sujas e ofensivas” contra a mulher do líder norte-coreano, Kim Jong-un – disse o embaixador russo na Coreia do Norte, Alexandre Matsegora, à agência de notícias pública TASS.

Nas últimas semanas, o regime norte-coreano multiplicou os ataques verbais a Seul, criticando, principalmente, a propaganda enviada por dissidentes norte-coreanos que vivem no sul. Folhetos são enviados por eles em balões para o norte.

Isso causou um crescente atrito, e a Coreia do Norte deu um passo adiante. Em meados de junho, destruiu o escritório de ligação aberto em setembro de 2018, ameaçando adotar retaliação militar. O local simbolizava a distensão na península.

As charges enviadas em 31 de maio constituem “uma forma particularmente repugnante de propaganda contra a esposa do líder norte-coreano, Kim Jong-un”, Ri Sol-ju, o que provocou a “grave indignação” da Coreia do Norte, disse o embaixador russo à TASS.

Esses desenhos foram “a gota d’água” para Pyongyang, acrescentou.

As relações intercoreanas se deterioraram no ano passado, após o fracasso da segunda reunião entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fevereiro de 2019, em Hanói.

Na mesma entrevista, Matsegora negou os rumores de que Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, seja uma potencial herdeira do regime desde que, há semana, tornou-se o pilar da estratégia norte-coreana de ruptura com o vizinho ao sul.

Apesar de sua “sólida experiência em política e política externa”, Kim Yo-jong, nascida em 1988, é “muito jovem”, e “não há razão para falar sobre isso”, completou.

“Ninguém ousa se chamar ‘número dois’ naquele país. Existe apenas um ‘número um’ (…). Acho que se eu perguntasse à camarada Kim Yo-jong se ela se considera ‘número dois’, ela responderia categoricamente que não”. acrescentou o diplomata.

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Europeus ameaçam com reciprocidade após Maduro expulsar embaixadora da UE na Venezuela

Venezuela expulsou a embaixadora como resposta às novas sanções europeias contra 11 venezuelanos por ações contra a oposição liderada por Juan Guaidó.

Por France Presse

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, “condenou” nesta terça-feira (30) a expulsão da embaixadora da União Europeia (UE) na Venezuela decretada pelo presidente do país, Nicolás Maduro, e ameaçou com a adoção de medidas de “reciprocidade”.

“Condenamos e rejeitamos a expulsão de nossa embaixadora em Caracas. Adotaremos as medidas necessárias habituais de reciprocidade”, escreveu Borrell em uma rede social, um dia depois de Maduro anunciar o prazo de 72 horas para a saída do país da embaixadora Isabel Brilhante Pedrosa.

A expulsão da embaixadora foi a resposta do governo venezuelano às novas sanções europeias contra 11 venezuelanos, entre eles o deputado Luis Parra e vários funcionários do Tribunal Supremo Eleitoral, por ações contra a oposição liderada por Juan Guaidó.

Trump diz que poderia se encontrar com Nicolás Maduro

Com a decisão, a UE eleva a 36 o número de venezuelanos proibidos de viajar ao bloco e congela seus ativos por considerar que prejudicam a democracia, o Estado de direito e os direitos humanos no país, cenário de uma grave crise política.

Entre os afetados pelas sanções estão funcionários próximos ao presidente, incluindo a vice-presidente Delcy Rodríguez.

Apesar da pressão dos Estados Unidos e da oposição venezuelana, os europeus se recusam a anunciara sanções contra Maduro para manter o diálogo.

“Apenas uma solução negociada entre venezuelanos permitirá ao país sair de sua profunda crise”, afirmou o chefe da diplomacia da UE que, ao lado dos países europeus e latino-americanos, atua para tentar alcançar o objetivo.

A Venezuela se tornou em 2017 o primeiro país latino-americano sancionado pela UE, que também aprovou um embargo de armas. De modo paralelo, o bloco tenta aliviar a crise humanitária no país e a crise de refugiados na região.

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