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Com medo de efeito na população, cidade argentina barra a queima de 20 mil quilos de maconha

A medida tinha sido autorizada por um juiz federal, mas o prefeito conseguiu interromper a queima de todo o estoque e ficou acertado que serão destruídas 6 toneladas por dia.

Por g1

Argentina legaliza cultivo de maconha para fins medicinais

Roberto Fracalossi, o prefeito da cidade de Colonia Libertad, na Argentina, impediu a queima de 20 mil quilos de maconha que foram apreendidos perto do município por receio dos efeitos da fumaça na população.

A medida tinha sido autorizada por um juiz federal, mas o prefeito conseguiu interromper a queima de todo o estoque e ficou acertado que serão destruídas 6 toneladas por dia.

A história foi publicada na mídia argentina na quarta-feira (1º).

Segundo o prefeito, o forno onde a maconha deveria ser queimada fica a duas quadras de uma escola.

Imagem de plantação de maconha no norte da Bahia — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Imagem de plantação de maconha no norte da Bahia — Foto: Divulgação/Polícia Militar

A maconha estava em um armazém das forças de segurança. Na segunda-feira, os agentes começaram a queimar a droga estocada. O cheiro chegou à cidade.

“Recebemos a notificação sobre a determinação (para queimar a maconha) na quinta-feira (da semana passada). Na segunda-feira começaram a queimar, e o nosso assessor legal apresentou a situação e a preocupação pelos nossos moradores. Não sabemos se a queima de 20 mil quilos pode ser nociva”, disse o prefeito.

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EUA registram primeiro caso de Covid-19 ligado à variante ômicron

Há casos confirmados desta mutação em ao menos outras 24 nações. Infectado era viajante que desembarcou no país oriundo da África do Sul em 22 de novembro.

Por g1

Os Estados Unidos registraram, nesta quarta-feira (1º), o primeiro caso de Covid-19 ligado à variante ômicron do coronavírus, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Além dos EUA, há casos confirmados desta mutação – identificada pela primeira vez na África do Sul -, em ao menos outras 24 nações. Veja a lista aqui.

Autoridades sanitárias da Califórnia disseram que a nova variante do vírus foi identificada em um paciente do estado, que está em isolamento.

“O indivíduo era um viajante que voltou da África do Sul em 22 de novembro de 2021”, disse o CDC em comunicado.

Anthony Fauci, conselheiro da força-tarefa da Casa Branca no combate ao coronavírus, disse em entrevista coletiva que o primeiro infectado recebeu duas doses da vacina e apresenta sintomas leves.

Nenhuma das atuais vacinas contra a Covid-19 evita 100% a infecção e a transmissão. No entanto, as chances de o vacinado se infectar e transmitir são menores – e de desenvolver uma doença grave são menores ainda.

O que se sabe sobre a variante?

A variante ômicron – também chamada B.1.1529 – foi reportada à Organização Mundial da Saúde (OMS) em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul.

De acordo com OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes. O primeiro caso confirmado da ômicron foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021, na África do Sul.

Na terça (30), autoridades sanitárias holandesas afirmaram que a variante já estava presente na Europa uma semana antes do que se acreditava antes, em 9 de novembro. O primeiro caso até então havia sido identificado em 26 de novembro, na Bélgica.

Dobro de mutações

Primeira imagem da variante ômicron revela mais que o dobro de mutações que a delta — Foto: Cortesia Hospital Bambino Gesù de Roma

Primeira imagem da variante ômicron revela mais que o dobro de mutações que a delta — Foto: Cortesia Hospital Bambino Gesù de Roma

A primeira imagem da variante ômicron do coronavírus revelou mais que o dobro de mutações que a da variante delta. Veja na ILUSTRAÇÃO acima.

Sintomas leves

Um funcionário da OMS disse, nesta quarta-feira (1º), que informações preliminares sugerem que os casos da variante ômicron estão ligados a sintomas leves da Covid-19. A declaração foi feita em entrevista à agência Reuters, de forma não oficial, e ele não foi identificado.

O relato deste funcionário acompanha a informação dada, durante o fim de semana, pela médica sul-africana Angelique Coetzee, que fez o primeiro alerta sobre a ômicron. Ela disse que notou um aumento de pessoas jovens e saudáveis com sinais de fadiga em seu consultório. 

Médica que fez primeiro alerta sobre variante ômicron cita sintomas leves

Já a organização diz, oficialmente por sua líder técnica para a Covid-19, Maria van Kerkhove, que espera ainda ter mais informações sobre a transmissibilidade da nova variante ômicron do coronavírus “dentro de dias”. Inicialmente a OMS disse que respostas poderiam levar semanas para chegar.

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Alec Baldwin diz que não puxou gatilho de arma que matou diretora de fotografia no set de ‘Rust’

Declaração foi dada por Baldwin em entrevista ao jornalista George Stephanopoulos, da rede ABC de televisão.

Por g1

O ator Alec Baldwin declarou em entrevista para TV que não puxou o gatilho da arma que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust” 

A declaração foi dada por Baldwin em sua primeira entrevista após a morte da diretora, ao jornalista George Stephanopoulos, da ABC News. A reportagem completa vai ser exibida nesta quinta-feira (2) nos Estados Unidos.

“Bem, o gatilho não foi puxado. Eu não puxei o gatilho”, diz o ator no trecho liberado. “Eu nunca apontaria a arma para alguém e puxaria o gatilho para ela. Nunca.”

Baldwin também afirma que esta foi a pior coisa que já aconteceu com ele, e diz que não sabe como a bala chegou ao set.

“Alguém colocou uma bala de verdade na arma. Uma bala que nem era para estar no local.”

Morte no set de filmagem

Em 21 de outubro, a diretora de fotografia Halyna Hutchins morreu após ser baleada por Baldwin, que estava ensaiando uma cena em que deveria atirar em direção à câmera.

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Desemprego na zona do euro recua para 7,3% em outubro

Agência oficial de estatísticas do bloco informou também que os preços ao produtor saltaram mais do que o esperado em outubro.

Por g1

A taxa de desemprego da zona do euro voltou a cair em outubro, para 7,3%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2) pela Eurostat, a agência oficial de estatísticas do bloco. Em setembro, havia ficado em 7,4%.

A agência estima que 12 milhões de pessoas estejam desempregadas no bloco. Considerando toda a União Europeia, a estimativa é de 14,3 milhões.

Taxa de desemprego na zona do euro — Foto: Economia g1

Taxa de desemprego na zona do euro — Foto: Economia g1

Preços ao produtor

Os preços ao produtor na zona do euro saltaram mais do que o esperado em outubro, mostraram dados nesta quinta-feira, devido principalmente ao aumento nos preços de energia, enquanto o desemprego diminuiu conforme a economia continua a se recuperar da pandemia.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que os preços nos portões das fábricas dos 19 países que usam o euro subiram 5,4% em outubro sobre o mês anterior e 21,9% em relação ao mesmo mês de 2020.

Economistas consultados pela Reuters esperavam alta mensal de 3,5% e anual de 19,0%. Os preços de energia exerceram o maior peso, saltando 16,8% na base mensal e 62,5% na comparação anual.

Os preços ao produtor se traduzem em preços mais altos para os consumidores. Em novembro, a inflação ao consumidor atingiu 4,9%, maior nível em 25 anos desde que os dados começaram a ser compilados.

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Grécia torna vacinação para maiores de 60 anos obrigatória e multará em 100 euros quem não se vacinar

Quem não se vacinar poderá levar multa de 100 euros. Medida passa a valer a partir de 16 de janeiro.

Por Reuters

A Grécia anunciou nesta terça-feira (30) que tornará a vacinação contra Covid-19 obrigatória para pessoas com 60 anos ou mais, uma medida drástica para o país, que está enfrentando uma nova disparada de casos de coronavírus.

Autoridades disseram que imporão uma multa de 100 euros a cada indivíduo de mais de 60 anos que não estiver vacinado.

A medida será aplicada a partir de 16 de janeiro.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, disse que relutou para tomar a decisão, mas que ela é necessária para proteger os mais de meio milhão de compatriotas idosos que não se imunizaram.

“É o preço a se pagar pela saúde”, disse.

Cerca de 63% da população aproximada de 11 milhões de gregos está totalmente vacinada. Embora os agendamentos de vacinação tenham aumentado nas últimas semanas, dados do Ministério da Saúde mostram que há 520 mil pessoas de mais de 60 anos ainda não vacinadas.

“Estamos concentrando nossos esforços na proteção de nossos cidadãos, e por esta razão sua vacinação será obrigatória de agora em diante”, explicou Mitsotakis em uma reunião do gabinete.

Ele não disse como a medida será aplicada, mas uma multa de 100 euros é uma parcela considerável das pensões de valor médio de 730 euros.

Neste mês, a Grécia proibiu pessoas que não se vacinaram em ambientes fechados, como restaurantes, cinemas, museus e academias de ginástica, ao ver os casos diários de Covid-19 atingirem altas recordes.

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Belarus ameaça armazenar armas nucleares da Rússia se Otan levar arsenal para a Polônia

Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que poderia levar as armas para outros países caso a Alemanha se recusasse a armazená-las.

Por g1

O presidente de BelarusAlexander Lukashenko, disse nesta terça-feira (30) que vai oferecer seu país para armazenar armamento nuclear da Rússia caso a Otan leve seu arsenal para a Polônia.

Em entrevista à agência RIA, o líder belarusso respondeu a uma afirmação feita pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de que levaria armas para oeste da Alemanha.

O norueguês Jens Stoltenberg disse que essa era uma das possibilidades caso o governo alemão se recusasse guardar o material nuclear dentro de suas fronteiras.

“[Neste caso] eu vou oferecer a Putin que volte com as armas nucleares para Belarus”, disse Lukashenko.

Crise imigratória

Várias autoridades europeias fizeram duras críticas ao regime de Lukashenko, acusando Belarus de levar os migrantes para a fronteira com a Polônia, em uma tentativa de desestabilizar o bloco.

Milhares de pessoas estão bloqueadas há alguns meses na fronteira entre Belarus e Polônia, porta de entrada para a União Europeia.

Os países ocidentais causa o governo de Belarus de ter provocado a crise migratória em represália às sanções impostas contra o Executivo de Alexander Lukashenko após a repressão das manifestações.

Belarus nega que tenha criado a crise e critica a União Europeia por não receber os migrantes.

Movimentos de tropas russas perto da Ucrânia

Nas últimas semanas, os Estados Unidos, a União Europeia e a Otan expressaram preocupação com os movimentos de tropas russas perto da Ucrânia, o que provoca o temor de uma eventual invasão, o que o governo da Rússia nega.

O diretor do serviço de inteligência do exército ucraniano, Kyrylo Budanov, declarou no domingo que a Rússia concentrou 92 mil soldados nos limites com a Ucrânia, como preparativo para uma ofensiva que poderia acontecer no fim de janeiro ou início de fevereiro.

Budanov afirmou à publicação americana “Military Times” que a ofensiva poderia implicar ataques aéreos e de artilharia, acompanhada por ações contra a cidade de Mariupol, assim como incursão pelo norte através de Belarus.

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Pacientes infectados com ômicron já estavam na Holanda antes da chegada de voos da África do Sul

Nova variante poderia já estar no país europeu pelo menos uma semana antes da chegada de dois voos da África do Sul na sexta-feira.

Por g1

Duas pessoas que testaram positivo para a ômicron, a nova variante do coronavírus, na Holanda já estavam no país há mais de uma semana.

A variante ômicron foi detectada na Holanda antes mesmo da chegada de dois voos da África do Sul na semana passada, que incialmente acreditava-se teriam carregado o vírus, de acordo com declarações de órgãos do serviço de saúde da Holanda nesta terça-feira (30).

Ômicron: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul

A análise dessas datas é importantes porque isso pode significar que a nova variante já estava presente no país pelo menos uma semana antes da chegada de dois voos da África do Sul na sexta-feira e, portanto, antes da OMS ter classificado a ômicron como uma variante preocupante.

Depois disso, alguns países estabeleceram restrições de voos com origem em locais onde a variante já foi identificada.

Inglaterra começa a adotar medidas para conter avanço da Ômicron

Desembarques em Amsterdã

Ao menos 14 pessoas em voos de Joanesburgo e da Cidade do Cabo chegaram ao aeroporto de Amsterdã no dia 26 de novembro com a nova variante, segundo um informe do Instituto Nacional para a Saúde Pública da Holanda.

“Nós achamos a variante ômicron em dois testes de amostras que foram tiradas nos dias 9 e 13 de novembro, e não é claro se essas pessoas visitaram a África do Sul”, afirmou o órgão.

Cerca de 71, dos mais de 600 passageiros nos voos da África do Sul, foram infectados com coronavírus e entraram em isolamento desde a última sexta-feira.

As autoridades holandesas também querem testar cerca de 5.000 outros passageiros que partiram dos seguintes países:

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A busca por menina desaparecida há 40 anos

Para o pai e a irmã de Katrice Lee, que desapareceu de um supermercado na Alemanha quando tinha 2 anos, o sofrimento só diminuirá quando houver respostas sobre o que aconteceu em 1981

Por BBC

Katrice Lee desapareceu num supermercado, no dia em que completava 2 anos de idade — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Katrice Lee desapareceu num supermercado, no dia em que completava 2 anos de idade — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Katrice Lee estava com sua mãe e sua tia em um supermercado antes de sua festa de aniversário de dois anos. A menina desapareceu e nunca mais foi vista. Quarenta anos depois, sua família britânica ainda busca respostas sobre o que aconteceu com ela.

O apartamento da família Lee estava tomado por risos e carinho de todos enquanto eles se preparavam para marcar o segundo aniversário de Katrice, em 28 de novembro de 1981.

Eles moravam próximo a uma base militar em Paderborn, cidade que ficava na então a Alemanha Ocidental, desde que Richard, pai de Katrice, assumira um posto de sargento do Exército britânico dois anos antes.

Mas a alegria vista durante o café-da-manhã – quando a família cantou Parabéns a Você e segurou Katrice em seus braços – seria logo substituída por pavor e horror, quando ela desapareceu sem deixar rastros.

Naquela manhã, ao perceber que esquecera de comprar batatas fritas para a festa, a mãe da menina, Sharon, deixou Katrice com sua tia Wendy ao lado do caixa do supermercado do Naafi (sigla em inglês para Institutos da Marinha, Exército e Aeronáutica).

Em poucos momentos a menina havia sumido, depois de aparentemente tentar seguir sua mãe. Com os minutos passando, Richard Lee, que esperava ao lado de seu carro sob a garoa daquele sábado frio e nublado, ficava cada vez mais incomodado.

“Eu fiquei lá, em pé, pelo que pareceu ser uma eternidade. Provavelmente uns 30 minutos. Mesmo sabendo que o supermercado estava bastante movimentado, eu sabia que Sharon não demoraria tanto, porque ela teria seguido rigorosamente sua lista de compras e pegado tudo de que ela precisava”, afirma Richard.

“Eu tive uma sensação de que havia alguma coisa errada. Então eu pensei que era melhor ver se elas precisavam de ajuda para carregar as coisas ou se algo de errado havia acontecido.”

‘Nosso mundo mudou’

Não havia sinal das três na área de alimentação do mercado, ele imaginou que talvez elas tivessem ido comprar um presente extra em alguma outra área. Então, através da porta do escritório da gerência, que estava aberta, ele viu sua mulher e sua cunhada, e ambas pareciam aflitas.

“Eu perguntei o que havia acontecido. Wendy respondeu imediatamente: ‘Katrice desapareceu’. Meu lado soldado tomou conta de mim. Eu peguei todo soldado da minha unidade que eu achei no supermercado. Foram pelo menos uns 12, talvez mais”, lembra ele.

“Fizemos uma busca em torno da área, mas sem resultados. Se você perde uma criança, seu coração sobe na boca. Eu nunca senti nada parecido. Esse foi o início do nosso pesadelo.”

“Nosso mundo mudou naquele dia”, diz o pai de Katrice. “Ter acontecido no seu aniversário é como esfregar sal sobre a nossa ferida.”

“Katrice era uma típica criança de dois anos de idade – difícil como qualquer outra criança pequena -, e nós éramos uma família tão normal como era possível, estando nas Forças Armadas e vivendo no exterior.”

Lee explica que a área em torno do complexo Naafi, em Schloss Neuhaus, estava um “pandemônio” naquele dia, com “um monte” de soldados, suas famílias e civis participando de um dia de visitas à faculdade.

A irmã de Katrice, Natasha, que na época tinha sete anos, lembra-se de entender o que estava acontecendo quando seu pai chegou à casa na esperança de que a menina tivesse, de alguma forma, voltado.

Natasha compreendeu o tamanho da tragédia horas depois, quando viu sua mãe abalada. “Eu podia ouvi-la gritando, foi assustador. Eu ainda consigo ouvir aqueles gritos. É algo que nunca vai sair de mim”, diz ela.

Erros da polícia

Nos críticos horas e dias que se seguiram ao desaparecimento de Katrice, investigadores da Polícia Militar Real (RMP) britânica conduziram uma investigação cheia de falhas.

Imaginando que a menina tivesse se afogado num rio próximo dali, guardas não foram avisados de que uma criança pequena havia desaparecido. Funcionários do mercado não foram ouvidos pela polícia por várias semanas, e os hospitais não foram informados sobre uma condição de vista que Katrice tinha e que poderia ter ajudado trabalhadores da área da saúde a identificá-la.

Convencido de que a teoria não era plausível, dada a distância entre o local e o rio, a profundidade da água descrita por ele como “rasa” e a ausência de sinais de um corpo no caminho do rio, Lee acredita piamente numa outra hipótese: “Katrice foi levada por alguém [no supermercado], que saiu do local com ela”.

“Ela está vivendo uma mentira com uma família que escondeu dela sua verdadeira identidade.”

A investigação das autoridades, diz ele com uma frustração bastante evidente, “parou depois de 18 meses”. Depois que o casal Lee se separou, em 1989, eles deixaram Paderborn e se divorciaram no ano seguinte.

Lee, que na época era sargento major, foi dispensado do Exército em 1999, depois de 34 anos de serviço. A luta desesperada da família, porém, continuou.

Escavações

Em 2012, a RMP desculpou-se pelas falhas na investigação inicial. O governo britânico concordou em rever o caso em 2017, mesmo ano em que foi divulgado um retrato falado de um homem, que fora visto colocando uma criança dentro de um carro.

O retrato falado, produzido pouco depois do desaparecimento, fora descartado como evidência na época – a Polícia Militar Real não soube explicar o motivo – e ficou sem ser visto por 36 anos. Foi redescoberto quando a polícia pesquisou informações antigas sobre o caso.

No ano seguinte, o foco mudou para o rio Alme, perto de onde Katrice desapareceu, quando mais de cem soldados realizaram uma escavação durante cinco semanas.

Enquanto olhava para os trabalhos, Richard Lee confrontava a possibilidade de que sua filha estivesse morta.

Para a irmã mais velha de Katrice, aquele período trouxe uma mistura “devastadora” de emoções que ela tem dificuldade em processar.

“Era para ter sido o melhor ano da minha vida, porque eu estava me casando. Eu queria aproveitar a preparação, mas às vezes eu me sentia envergonhada, porque eu lamentava o fato de que Katrice estava desaparecida. 2018 era para ter sido meu ano, mas em vez disso eles estavam escavando em busca de um corpo.”

“Eu tenho de viver com o momento em que eu pensei aquilo Se tivesse dado respostas aos meus pais, mesmo que tivessem sido respostas terríveis, então aquilo era para ter encerrado a história.”

A operação, que custou 100 mil libras (R$ 750 mil), não conseguiu encontrar nenhuma pista sobre o destino de Katrice, e o local foi descartado para buscas adicionais.

Homenagem e lembranças

Seis meses depois, Natasha casou-se com seu companheiro, Mike Walker. Numa comovente homenagem, seu vestido incluiu uma lembrança carinhosa – um botão de uma malha vermelha pertencente a sua irmã.

“Isso era tudo o que eu tinha [de Katrice]. Ela deveria estar caminhando atrás de mim, como minha dama de companhia, mas não estava. Ela era um botão no meu vestido de noiva.”

Uma possível reviravolta acabou não dando em nada, quando um ex-soldado foi preso e liberado sem indiciamento após buscas em uma casa e um jardim na cidade inglesa de Swindon.

A família sofreu uma nova decepção em dezembro de 2020, quando a RMP anunciou que estava reduzindo sua investigação depois de não ter conseguido identificar nenhuma nova linha investigativa.

A agonia foi acentuada ainda mais pelo que Natasha descreve como “incansáveis” abordagens de enganadoras alegando que eram sua irmã desaparecida.

Num esforço para manter o caso visível para o grande público, a parlamentar Jill Mortimer – representante da cidade inglesa de Hartlepool, de onde vem a família Lee – levou o caso ao Parlamento no início de novembro e obteve a promessa do primeiro-ministro, Boris Johnson, de que ele se encontraria com Richard Lee, num encontro “de pai para pai”.

O Ministério da Defesa, enquanto isso, disse que seus “pensamentos e simpatia continuam com a família de Katrice Lee” e que investigaria “qualquer informação nova que seja relatada”.

No quadragésimo aniversário do desaparecimento de Katrice, porém, a dor da família continua tão profunda quanto antes.

“Quarenta anos depois, eu continuo tentando superar o que aconteceu”, admite Natasha, que vive em Gosport, na região de Hampshire. “Eu não acho que eu vá superar até que nós saibamos o que aconteceu.”

“Seu desaparecimento me deixou com cicatrizes emocionais. Eu tento lidar com elas devagar, um dia após o outro. Eu só posso imaginar como meus pais se sentem.”

“Minha mãe a carregou por nove meses e deu Katrice à luz. Para meu pai, deve ser devastador.”

“Eu me lembro ficar deitada na cama, não muito depois do desaparecimento, e meu pai sentado do meu lado. Eu chorava, e ele acariciava minha cabeça, me dizendo que tudo iria ficar bem.”

“Eu só percebi anos depois que ele se trancava no banheiro e chorava. Ele não chorava na minha frente ou na frente da minha mãe. Ele estava destruído.”

Esperança

Apesar do passar dos anos, Natasha mantém a esperança de que boas notícias chegarão em algum momento. “Todo dia a gente acorda pensando que hoje pode ser o dia em que a gente tenha respostas. Eu só tenho esperanças de que ela esteja viva e bem e que tenha tido a melhor vida possível.”

“Eu não quero que a minha irmã esteja em algum bosque, enterrada, sem ninguém podendo dizer adeus ou ter um túmulo para visitar.”

Dez dias atrás, Lee, hoje com 72 anos e vivendo em Hartlepool, voltou mais uma vez à Alemanha, onde “reviveu seu pesadelo” numa tentativa de manter o drama de Katrice sob os olhos do grande público, no Reino Unido e no exterior.

Embora o supermercado Naafi já tenha desparecido faz tempo, muito da área ao seu redor continuamente estranhamente familiar para ele. Sua luta, diz Lee de forma determinada, continuará.

“Eu sou questionado com frequência, ‘Fica mais fácil [com o passar do tempo]?’ Não, não fica. As pessoas também dizem ‘Desista. Ela se foi. Você tem que aceitar’. Eles não devem ter filhos ou não fariam esses comentários.”

“Eu acho frustrante que outros casos conhecidos tenham recebido tanta publicidade e recursos. Nenhuma criança é mais importante que outra.”

“Eu não gostaria de tirá-la de sua vida atual, mas eu posso ser avô e não saber. Se eu não falar publicamente, como as pessoas saberão que Katrice continua desaparecida? Como ela vai encontrar seus pais verdadeiros?”

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Americano que comprou um Lamborghini com dinheiro de auxílio durante a pandemia é condenado a 9 anos de prisão

Apesar de não ter funcionários, americano conseguiu fraudar documentos para receber auxílio que seria destinado à manutenção de folha de pagamentos de empresas. Ele recebeu US$ 1,6 milhão.

Por g1

A Justiça do estado do Texas, nos Estados Unidos, condenou um homem a 9 anos de cadeia por ter captado dinheiro de empréstimos emergenciais durante a pandemia de Covid-19 e comprou um Lamborghini, um carro de luxo italiano.

O condenado é Lee Price III, de 30 anos. Ele foi condenado a 110 meses por fraude e lavagem de dinheiro, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA.

Em setembro ele havia se declarado culpado dos crimes.

Price recebeu US$ 1,6 milhão em empréstimos do Programa de Proteção à Folha de Proteção, que o Legislativo dos EUA havia aprovado em março de 2020 para auxiliar empresas afetadas pela pandemia.

A empresa de Price não tinha nenhum histórico de fazer pagamentos de salários, mas ele conseguiu o dinheiro mesmo assim. De acordo com a Justiça dos EUA, ele comprou:

  • Um carro do modelo Urus da Lamborguini;
  • Um carro do modelo F-350 da Ford;
  • Um relógio da marca Rolex.

Mais de US$ 700 mil foram recuperados, segundo os promotores.

O advogado de Price, Tom Berg, disse que o cliente dele se declarou culpado sem exigir algo em troca, como redução de pena. ” Price espera que outros aprendam com sua avaliação de que não há dinheiro fácil”, disse Berg por e-mail.

O Programa de Proteção à Folha de Pagamento foi parte da de um pacote mais de US $ 2 trilhões, que foi aprovado para fornecer socorro aos trabalhadores e empresas devastadas pela pandemia.

Pelo menos 120 pessoas foram acusadas de fraude relacionada ao programa, disse o Departamento de Justiça em março.

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Alemanha tem o dia com mais mortos por Covid-19 desde fevereiro

Quatro pessoas testaram positivo para a variante ômicron. O governo estuda quais medidas vai impor para combater a quarta onda de infecções.

Por g1

Alemanha teve nesta quarta-feira (1º) o registro diário com o mais alto número de mortes por Covid-19 desde fevereiro, com 446 óbitos.

Os hospitais afirmaram que o país pode ter cerca de 6.000 pessoas nas unidades de tratamento intensivo até o fim de dezembro, mais do que no ano passado.

O Instituto Robert Koch, a agência responsável pelo combate às doenças infecciosas, registrou mais de 67 mil casos de Covid-19.

A média móvel de 7 dias do índice de infecção, no entanto, caiu de 452,2 infecções por 100 mil pessoas para 442,9 por 100 mil pessoas.

O governo do país e os governos regionais concordaram em tomar ações mais enérgicas para combater a quarta onda. A ideia é intensificar a campanha de vacinação e restringir os contatos, principalmente das pessoas não vacinadas.

Os políticos já foram criticados por cientistas por demorar demais para tomar ações.

Há propostas como obrigar os clientes a mostrar prova de vacinação para que entrem em lojas ou limitar o número de pessoas em grandes eventos.

Gernot Marx, presidente da associação de médicos intensivistas, afirmou que o número de pessoas na UTI pode ser alto mesmo com a imposição dessas medidas.

Variante ômicron

Quatro pessoas no sul do país testaram positivo para a variante ômicron, mesmo vacinadas.

Três haviam voltado de uma viagem de negócios na África do Sul no fim de novembro, e a quarta é da família de um desses infectados. Todos tiveram sintomas leves.

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