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Eleição no Peru: projeção indica segundo turno entre sindicalista de esquerda e herdeira política de um ex-presidente preso

Em uma contagem mais rápida, mas não oficial, lidera Pedro Castillo, um sindicalista que promete nacionalizar empresas, e Keiko Fujimori, filha de Alberto Fujimori, está em segundo. Pelos números oficiais, o economista Hernando de Soto está em segundo.

Por G1

Uma contagem mais rápida de votos feita pela consultoria Ipsos no Peru, com dados de dois terços dos eleitores da eleição de domingo (11), indica que o segundo turno no país será disputado entre Pedro Castillo, um candidato de esquerda, e Keiko Fujimori, herdeira política de seu pai, Alberto Fujimori.

A Ipsos afirma que esses dados são referentes a 69% dos votos, com uma margem de erro de 1 %. A consultoria aponta que Castillo, um sindicalista e professor de escola primária de 51 anos, teve cerca de 18,6% dos votos. Fujimori recebeu 14,5 %.

Essa não é a contagem oficial, que ainda está em cerca de 50% dos votos (veja mais abaixo).

Castillo prometeu uma reforma constitucional do país, que teria como propósito diminuir o poder das elites empresariais e dar ao Estado um papel mais dominante em setores como mineração, óleo, hidrelétricas e comunicações.

O pai de Keiko, Alberto Fujimori, está preso por abusos de direitos humanos. Ela mesma já foi presa, acusada de ter recebido US$ 1,2 milhão da Odebrecht (R$ 6,82 milhões, na cotação atual). Ela nega ter recebido propina.

As pesquisas indicavam que Hernando de Soto, um economista, estaria em segundo lugar. Os resultados iniciais apontam que ele ficou em quarto, em 10,8 % dos votos.

Rafael Lopez Aliaga, um candidato de extrema-direita, ficou em terceiro, com 11,9 %.

Esquerda na frente

Por enquanto, cerca de 50 % dos votos foram contados oficialmente.

Os primeiros resultados oficiais também apontam a liderança de Castillo, o candidato de esquerda, com 15,8 % dos votos.

No entanto, o resto da votação não coincidiu com os números da Ipsos.

Em segundo aparece de Soto, com 13,63 % dos votos. Em terceiro, Keiko, com 12,89 %. Aliaga, com 12,88 %.

Comemoração em Cajamarca

Logo que as pesquisas de boca de urna apontaram a liderança de Castillo, começaram as comemorações na cidade de Cajamarca, nos Andes, onde ele faz campanha. Ele disse estar calmo, e que aguarda os resultados finais.

Ele ganhou força nas pesquisas nos últimos dias, impulsionado especialmente pelas regiões mais pobres do Peru.

Além de prometer uma reforma constitucional, ele disse que vai continuar a receber como se fosse um professor e diminuir o salário dos deputados.

Novo Congresso

Os peruanos também elegeram um novo Congresso.

A Ipsos mostra que os dois partidos que conseguiram as maiores representações firam o Ação Popular, um partido de um candidato presidencial conservador, e o Partido Livre do Peru tiveram as melhores votações, com cerca de 10% do eleitorado.

Outros partidos ficaram com uma porcentagem parecida. O Força Popular, de Fujimori, teve 9,5%.

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Irã acusa Israel por ataque contra instalação nuclear

País diz ter sido alvo no domingo de um ato de ‘terrorismo antinuclear’ na planta de Natanz e prometeu ‘vingança’. Irã tinha inaugurado novas centrífugas no complexo no dia anterior.

Por G1

Irã acusou Israel nesta segunda-feira (12) de estar por trás do ataque contra o complexo nuclear de Natanz e prometeu vingança. A imprensa israelense diz que o Mossad é responsável pelo ciberataque.

Um dia após classificar o ataque de domingo (11) como “terrorista”, o país confirmou que centrífugas de enriquecimento de urânio foram danificadas, sem dar detalhes do estrago causado.

O incidente ocorreu um dia após o Irã acionar novas centrífugas no complexo Chahid-Ahmadi-Rochan de Natanz, apesar de a ampliação da capacidade nuclear ser proibida pelo acordo firmado em 2015.

O apagão acrescenta uma nova incerteza nos esforços diplomáticos para tentar salvar o acordo nuclear, do qual os Estados Unidos saíram em 2018 (veja mais abaixo).

A declaração do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, é a primeira acusação oficial contra Israel pelo ataque, que cortou a energia no complexo nuclear.

“A resposta para Natanz é se vingar de Israel”, afirmou Khatibzadeh. “Israel receberá sua resposta por seu próprio caminho”, disse o porta-voz iraniano sem detalhar a ameaça.

Israel não assumiu diretamente a responsabilidade pelo ataque, mas a imprensa israelense diz que o apagão foi causado por um ciberataque “devastador” orquestrado pelo país. A emissora pública Kan disse que o Mossad (o serviço secreto do Estado de Israel) estava por trás do ataque.

A Organização de Energia Atômica Iraniana confirmou ontem o apagão no complexo, mas afirmou que o ato de “terrorismo antinuclear” não deixou vítimas nem contaminação. O local é o principal centro do programa nuclear iraniano e já foi alvo de outros ataques (veja mais abaixo).

Khatibzadeh afirmou que ainda é “muito cedo” para determinar os danos materiais causados pelo ataque. “É preciso inspecionar cada centrífuga para ter um balanço dos danos”.

O porta-voz também acusou Israel de sabotar as discussões em andamento em Viena sobre o retorno do Irã ao acordo nuclear de 2015, do qual os EUA saíram em 2018.

Com a saída dos americanos, o Irã começou a descumprir o acordo em 2019, e observadores internacionais alertam que o país vem acelerando as violações ao tratado nos últimos meses.

Ataques ao programa nuclear iraniano

Autoridades que falaram sob condição de anonimato ao jornal “The New York Times” dizem que a explosão foi um duro golpe para a capacidade do Irã de enriquecer urânio e que pode levar pelo menos nove meses para restaurar a produção de Natanz.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que o complexo nuclear será reconstruído com máquinas mais avançadas. “Os sionistas [Israel] queriam se vingar do povo iraniano”, afirmou Zarif. “Nos vingaremos dessa ação”.

Natanz já foi alvo de sabotagem no passado. O vírus de computador Stuxnet, descoberto em 2010 e considerado uma criação conjunta de EUA e Israel, já interrompeu e destruiu centrífugas no complexo.

Em julho, o complexo nuclear sofreu uma explosão misteriosa em sua avançada fábrica de montagem de centrífugas e mais tarde as autoridades iranianas descreveram o incidente como sabotagem.

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Índia supera o Brasil como 2º país com mais casos de Covid

País enfrenta uma 2ª onda de contágios e registrou um novo recorde diário de infectados (168 mil), com mais de 938 mil casos nos últimos 7 dias. Vacinação começa a ganhar tração.

Por G1

Índia ultrapassou o Brasil nesta segunda-feira (12) como o segundo país com o maior número de casos confirmados de coronavírus, após registrar mais um recorde diário de novos infectados.

Foram mais de 168 mil novos casos nas últimas 24 horas, e agora o total de infectados é de 13,52 milhões, contra 13,48 milhões do Brasil. Os Estados Unidos lideram o ranking com 31,2 milhões.

Segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, a Índia é quarto país em número de mortes (170 mil), atrás de EUA (562 mil), Brasil (353 mil) e México (209 mil).

O país enfrenta uma segunda onda de casos muito mais forte que a primeira, que ocorreu em setembro e não chegou a ter nenhum dia com mais de 100 mil novos infectados.

Mas ela tem sido menos letal, segundo dados do governo indiano. Foram 904 óbitos nas últimas 24 horas, ainda abaixo do pico de 1,3 mil mortes em setembro.

Especialistas apontam como causas do novo surto: as aglomerações de pessoas, em sua maioria sem máscaras; as festas religiosas; os comícios eleitorais; e as novas variantes.

“Todo o país foi complacente: permitimos concentrações sociais, religiosas e políticas”, afirmou Rajib Dasgupta, professor de saúde da Universidade Jawaharlal Nehru, à agência de notícias France Presse.

O país registrou mais 938 mil casos nos últimos sete dias, uma alta de 70% na comparação com a semana anterior. No mesmo período, o Brasil registrou 497 mil e os EUA, 490 mil.

Com uma média de mais de 130 mil casos por dia, hospitais em todo o país estão ficando lotados de pacientes e os especialistas temem que o pior ainda esteja por vir.

A alta de caos na Índia ocorre após o país chegar a registrar menos de 9 mil casos diários em fevereiro, e levou os estados mais afetados a anunciar diversas medidas de restrição.

Sem lockdown nacional

O governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, se recusa a adotar um lockdown nacional, depois que o primeiro, adotado no ano passado, teve um forte impacto econômico.

Mas Modi pediu aos estados que decidissem sobre a imposição de restrições locais para conter a disseminação do vírus.

O estado mais rico do país, Maharashtra, é o que registra mais casos e adotou diversas medidas, como o fechamento do comércio e a proibição de reunião de mais de quatro pessoas.

A região, cuja capital é Mumbai, centro financeiro da Índia, tem registrado metade dos novos infectados e também adotou um toque de recolher noturno e confinamento nos fins de semana.

Vacinação contra Covid

O recorde de casos ocorre em meio à aceleração da vacinação no país. A Índia é o maior produtor mundial de vacinas e iniciou em janeiro sua campanha de imunização, que demorou a engrenar.

Índia é o terceiro país que mais aplicou doses até o momento (101 milhões), atrás apenas de EUA (183 milhões) e China (164 milhões), segundo o Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford.

O país passou a restringir a exportação de vacinas contra a Covid-19 para aumentar a velocidade de vacinação, o que tem mostrado resultado.

Índia é o segundo em vacinas aplicadas por dia (média de 3,66 milhões na última semana), atrás de China (3,97 milhões) e à frente dos EUA (3,11 milhões). Até fevereiro, a média diária era inferior a 500 mil por dia.

Mas centros de vacinação em vários estados, incluindo Maharashtra, têm fechado cedo e recusam pessoas à medida que os imunizantes acabam.

E o país tem uma vacinação proporcional à população ainda pequena (7,36 doses a cada 100 habitantes), número muito inferior ao dos EUA (54,86) e menor até que o da China (11,43), país mais populoso do mundo, e da média mundial (9,92).

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O lago que volta à vida após quase virar deserto

O leito seco do Urmia, no Irã, chegou a virar fonte de uma poeira salgada que passou a alimentar violentas tempestades de areia. Seu renascimento começou tímido há menos de 10 anos — e ainda enfrenta uma série de ameaças.

Por BBC

O lento distanciamento do cais foi o sinal mais óbvio de que algo estava errado, relembra Solmaz Daryani.

Até o fim da década de 1990, o hotel de sua família ficava a poucos passos da costa norte do Lago Urmia, no Irã. Aos poucos, porém, suas águas começaram a recuar.

No início, seu tio ampliou o cais em 100 metros para facilitar o acesso dos hóspedes aos barcos. No ano seguinte, ele precisou avançar o dobro da distância.

Por fim, com o lago recuando em velocidade recorde, teve que se dar por vencido.

“Num dado momento, ele simplesmente teve que parar de ampliar (o cais). O lago estava se movendo 500 metros por ano”, diz Daryani, que é fotógrafa e passou grande parte dos últimos anos documentando o que aconteceu com o lago.

À medida que o lago encolhia, a terra se tornou menos acolhedora. A vegetação morreu, e os movimentados resorts à beira do lago se transformaram em cidades fantasmas.

Não demorou muito para que Daryani chegasse à mesma conclusão de muitos moradores da região: “Percebemos que (o lago) iria desaparecer. Estava reduzindo a nada.”

Assistir ao ambiente da sua casa definhar é de cortar o coração para qualquer comunidade. Assistir ao colapso de uma economia regional que sustenta 5 milhões de pessoas é um desastre nacional.

De certa forma, esta é uma história terrivelmente familiar.

Após décadas de desenvolvimento implacável, em que as preocupações ambientais raramente são levadas em conta, o destino do Lago Urmia pode ser muito semelhante ao do Mar de Aral, na Ásia Central, do Lago Poopó, na Bolívia, ou de uma série de outros corpos de água outrora impressionantes, agora bastante reduzidos.

“É meio simples. A retirada de água para uso humano aumentou tremendamente ao mesmo tempo que houve uma seca prolongada”, explica Ali Mirchi, professor assistente do departamento de biossistemas e engenharia agrícola da Universidade Estadual de Oklahoma, nos EUA, que estudou intensamente o lago.

Por outro lado, esta é uma história exclusivamente iraniana. A destruição do Urmia se deu em um cenário de guerra, sanções e vale-tudo nas políticas internas.

Tudo isso culminou em uma situação em que até mesmo a tentativa de reviver o lago se tornou intensamente politizada.

Mas a história do Urmia também é diferente porque, contrariando todas as expectativas, o lago está mais uma vez começando a dar sinais de vida.

Trata-se da maior área alagada do Irã e já foi um dos maiores lagos de água salgada do mundo. Até recentemente, era também o principal destino turístico doméstico do Irã. Por décadas, moradores de Teerã dirigiram cerca de 10 horas da capital até o extremo noroeste do país.

Agora, o antigo litoral está repleto de hotéis em ruínas e barcos encalhados, muitos dos quais se erguem de forma desconcertante no deserto, sem nenhuma gota d’água à vista.

A mesma falta d’água que fez o lago secar está agora devastando as enormes extensões de terras agrícolas que dependem dos rios que as abastecem.

Entre as salinas e pelas outrora áreas exuberantes da bacia, há pomares abandonados, campos abandonados e casas abandonadas, cujos proprietários em grande parte partiram em busca de uma vida nova em outros lugares.

Com inicialmente mais de 5.000 quilômetros quadrados, o Lago Urmia encolheu para cerca de um décimo dessa área entre 2014-2015, chegando a apenas 5% de seu volume histórico.

Grande parte do lago agora é consumido por algas vermelhas de aparência doente, que se espalharam conforme a água desapareceu e o teor de sal aumentou.

O mais chocante de tudo, talvez, sejam as consequências para a saúde. Com a vastidão da crosta de sal exposta, ventos violentos transformam o fundo do lago hipersalino em tempestades de poeira que podem afetar a saúde respiratória da população.

Mas como, em questão de anos, este lago passou de um paraíso turístico a um árido risco para a saúde?

Anatomia de um colapso

A seca do Lago Urmia levou muito tempo em formação. Após a revolução de 1979, que derrubou a monarquia, o Irã adotou uma política de autossuficiência alimentar, em parte para proteger as novas autoridades islâmicas da pressão internacional.

Muitos dos vinhedos à beira do lago foram destruídos, alguns dos quais foram arrancados por motivos religiosos. E chegaram gêneros agrícolas cujo cultivo consome mais água, como maçãs e beterraba.

Novos sistemas de irrigação foram implantados para produzir alimentos básicos e represas enormes foram instaladas em quase todos os afluentes do lago.

Ao todo, existem agora cerca de 40 barragens em funcionamento na bacia do Urmia — uma área do tamanho da Eslováquia — com muitas outras em estudo.

A população do país aumentou, em parte como resultado de políticas pró-natalidade. O Estado iniciou uma campanha para criar novos empregos. A agricultura parecia uma opção natural para muitos.

Desde a década de 1980, a área de terras agrícolas ao redor do Lago Urmia quadruplicou, enquanto as vilas regionais e cidades cresceram.

Poolad Karimi, ex-professor associado de água e agricultura do Instituto IHE Delft, na Holanda, cresceu passando os verões ao redor do lago.

Mas quando ele voltou recentemente após 15 anos fora, descobriu que a cidade natal de sua família estava quase irreconhecível.

“Minha tia tinha um pomar e costumávamos caminhar 30 minutos por outros pomares para chegar lá”, recorda.

“E, quando voltei, o pomar estava no meio da cidade, enquanto havia enormes áreas de fazendas que não existiam antes.”

Diante da guerra de oito anos com o Iraque na década de 1980 e contínuas tensões com o Ocidente, o meio ambiente se tornou uma prioridade tão baixa que as autoridades cogitaram até fechar o departamento de meio ambiente, de acordo com conservacionistas iranianos.

Por um tempo, até por volta de 1995, o lago parecia estar resistindo, apesar da baixa precipitação desde os anos 1970.

No entanto, com a crescente demanda por água, a seca se intensificou. As coisas começaram a se deteriorar rapidamente a partir daí, como mostram imagens da Nasa, agência espacial americana.

Com a necessidade urgente de irrigar suas plantações, os agricultores recorreram ao bombeamento de mais água subterrânea para compensar a falta de chuva — esgotando ainda mais o lago e expondo seu leito salgado.

Em um ciclo de realimentação vicioso, a expansão da agricultura para terras desérticas marginais se somou às tempestades de areia, que despejavam a poeira carregada de sal do lago de volta nas plantações, reduzindo a produtividade.

A indústria de turismo do Lago Urmia entrou em colapso, acelerado pela deterioração da qualidade do ar. Afinal, quem quer passar férias em um lugar sem lago e com ar poluído?

Em 2008, a família de Solmaz Daryani fechou sua pousada, que naquele momento não hospedava ninguém além dos amigos de seu avô. Os outros 40 hotéis da cidade também logo fecharam as portas.

Manifestantes saíram às ruas ao redor do lago em 2011, gritando que o “Urmia está morrendo” e que o parlamento havia “ordenado sua execução”.

Os serviços de segurança prenderam dezenas deles em uma amostra sombria das dificuldades que viriam para os ambientalistas.

O retorno da água

No entanto, com o lago reduzido a quase nada, ele finalmente teve uma espécie de respiro em 2013.

Com a intenção de resolver o que alguns viam como um constrangimento nacional — ou ansioso para ganhar votos, dependendo de com quem você falar —, Hassan Rouhani prometeu restaurar o lago durante a campanha eleitoral para a presidência. Após sua vitória, a restauração foi em frente.

Grande parte do plano se concentrou na reforma da agricultura local, que consome cerca de 85% da água do Urmia, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Ao deixar para trás o plantio de produtos agrícolas mais “sedentos”, como melancias, as autoridades esperam reduzir o uso de água sem prejudicar a segurança alimentar do Irã.

E ao reformular as práticas de irrigação — sobretudo regando à noite, quando a água tem mais chance de afundar no solo —, eles vislumbram safras mais saudáveis ​​e com “menos sede”.

Resultados prévios confirmam isso. Por volta de 2000, Mehdi Mirzaie, um ex-especialista em água da Organização de Planejamento e Orçamento do governo, coliderou um projeto piloto holandês que, segundo ele, proporcionou um aumento de 50% na produção para os moradores, usando 30% menos água, simplesmente alterando seus padrões de cultivo.

“Trata-se de mudar a cultura das pessoas”, diz ele.

“Se conseguirmos mudar isso, não importa qual seja a atitude do governo”.

Convencer os agricultores dos méritos dessas reformas é crucial para o futuro do lago e uma prioridade para aqueles que lideram sua recuperação.

“Se você der a impressão errada às pessoas, elas vão sentir que suas vidas estão competindo com a restauração do lago”, diz Mohsen Soleymani Roozbahani, ex-autoridade ambiental que agora integra o Programa de Desenvolvimento da ONU, que está oferecendo apoio técnico ao esforço de restauração do governo.

“É uma questão de construção de confiança.”

Ao adotar essa abordagem, Roozbahani e seus colegas estão confiantes de que serão capazes de cumprir a meta de redução de 40% no consumo de água.

O departamento de meio ambiente, um dos vários órgãos do governo iraniano envolvidos na recuperação do lago, não respondeu aos pedidos de comentários desta reportagem.

Mas, junto com o foco na agricultura sustentável, há outras intervenções que geraram polêmica.

Trabalhadores da construção civil acabaram de cavar um túnel de 35 km de comprimento que vai transferir água da bacia vizinha de Little Zab para o lago, entre outros projetos de engenharia, como a reforma das estações de esgoto.

Karimi, do Instituto IHE Delft, questiona se essa estratégia resolverá a raiz do problema da escassez de água.

“Se você vai atrás de coisas voltadas para o investimento, não precisa trabalhar com as comunidades. Não precisa mudar o comportamento”, diz ele.

“Mas isso não vai funcionar. A demanda só vai aumentar para atender à oferta.”

Ele e outros cientistas temem a repetição de alguns dos erros insustentáveis ​​que contribuíram desde o início para os problemas do lago.

Aqueles que estão nas áreas de onde a água será canalizada também estão furiosos. Ativistas dizem que as autoridades iranianas estão simplesmente impondo os problemas do Urmia a terceiros, empurrando a pobreza hídrica adicional para o Iraque, que já está sofrendo com uma escassez severa.

Eles estão preocupados que a escassez de água seja levada para áreas de maioria curda do Irã que carecem de apoio político para reagir.

Por outro lado, as províncias iranianas do Azerbaijão, onde o lago está localizado, estão entre as partes politicamente mais influentes do país.

Esperança para a natureza?

Hoje em dia, a área do lago aumentou para 2.800 km², cerca de metade de seu tamanho histórico. Mas quanto disso se deve ao programa de restauração e quanto se deve às fortes chuvas?

Também não há garantia de que as tempestades de areia vão se dissipar ou enfraquecer tão cedo, não importa o quão bem-sucedido seja o renascimento do Urmia.

À medida que a desertificação causa estragos, o Irã sofre com redemoinhos de poeira que nascem muito além de suas próprias fronteiras.

Mais complicado ainda é o ambiente político em que o lago está sendo restaurado. É ano de eleições presidenciais, e a recuperação do lago ganhou contornos um tanto partidários.

“Os radicais definitivamente veem essa questão do meio ambiente e da restauração do lago como uma história de sucesso da base de Rouhani”, diz Negar Mortazavi, jornalista e analista político baseado em Washington.

“E eles obviamente veem isso como um ponto de disputa que não querem defender e não querem que a mídia defenda.”

É nesse contexto que o lago atingiu um ponto crucial — está atualmente 3 metros abaixo da sua meta de nível da água.

“Portanto, há um longo caminho a percorrer”, diz Ali Mirchi.

“Se eles seguirem tudo o que disseram no programa de recuperação do lago, e se as condições forem favoráveis, é teoricamente possível chegar ao nível ecológico designado em um período de três anos. Mas se atingirmos as condições ‘normais’, pode levar até 16 anos.”

Mesmo com o avanço do refluxo do lago, o volume de trabalho pela frente não dá sinais de diminuir.

Além da dificuldade de mudar as práticas agrícolas arraigadas e da questão de saber se grandes projetos de infraestrutura serão uma ajuda ou um obstáculo, existe a pressão adicional da mudança climática.

Para o Irã, isso deve significar mais seca, mais inundações e calor mais intenso pela frente.

Ainda assim, há algumas evidências de que a situação do Lago Urmia pode ter ajudado a desencadear um tipo de despertar ambiental.

Tendo visto de perto os perigos de permitir que as paisagens naturais definhem, muitos iranianos estão mais atentos às questões ecológicas.

Com um pouco de paciência e apoio contínuo, os envolvidos no esforço de restauração do lago estão confiantes de que será um sucesso.

“Restaurar o lago é um processo. Você não pode simplesmente estalar os dedos”, diz Mohsen Soleymani Roozbahani.

“A situação do Lago Urmia é resultado de pelo menos 20-25 anos de desenvolvimento insustentável na bacia.”

Por sua vez, os habitantes da região do lago estão cautelosamente otimistas.

A água está agora se aproximando de uma doca de conserto de navios centenária que muitos moradores da margem nordeste do lago usavam como ponto de referência.

“Agora até meu tio diz: a água está se aproximando”, diz Solmaz Daryani.

“As pessoas estão vendo as coisas acontecerem. Muitas pensam que talvez haja alguma esperança agora.”

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Paciente com Covid-19 recebe transplante de pulmão de doadores vivos

Japoneses anunciaram o 1º transplante mundial de tecido pulmonar de doadores vivos para uma paciente com grave lesão pulmonar causada pelo novo coronavírus.

Do G1 BEM ESTAR

Japoneses anunciam o 1º transplante mundial de tecido pulmonar de doadores vivos para um paciente com grave lesão pulmonar causada pela Covid-19. Radiografias fornecidas em 9 de abril de 2021 pelo Hospital Universitário de Quioto mostram o tórax de um paciente antes da cirurgia (à esquerda) e depois — Foto: Hospital Universitário de Quioto via AP

Japoneses anunciam o 1º transplante mundial de tecido pulmonar de doadores vivos para um paciente com grave lesão pulmonar causada pela Covid-19. Radiografias fornecidas em 9 de abril de 2021 pelo Hospital Universitário de Quioto mostram o tórax de um paciente antes da cirurgia (à esquerda) e depois — Foto: Hospital Universitário de Quioto via AP

Médicos japoneses anunciaram ter realizado com sucesso o primeiro transplante mundial de tecido pulmonar de doadores vivos para uma paciente com grave lesão pulmonar causada pela Covid-19.

A cirurgia durou quase 11 horas na quarta-feira (7), segundo o Hospital Universitário de Quioto.

A transplantada é uma mulher da região oeste de Kansai, no Japão, que recebeu a doação de parte dos pulmões do seu marido e do seu filho. Segundo o hospital, o estado de saúde deles também é estável.

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Nazistas condenados nos EUA escampam da Justiça na Alemanha

Caso de antigo guarda de campo de concentração ilustra como os dois países julgam colaboradores do Holocausto: extraditado pelos EUA, acusado de 95 anos não será julgado na Alemanha e passará resto da vida em liberdade.

Por Deutsche Welle

Friedrich Karl B., de 95 anos, escapou de um julgamento na Alemanha. Em 20 de fevereiro, o antigo guarda de um campo de concentração foi extraditado do Tennessee, nos EUA, para Frankfurt, depois que um tribunal americano o considerou culpado de participar do Holocausto.

Veja uma reportagem de 2018 sobre um julgamento de um nazista nos EUA.

Começa julgamento de ex-guarda de campo de concentração nazista

B. admitiu ter servido como guarda do campo, mas disse a um tribunal de imigração dos Estados Unidos em 2020 que não viu nenhum prisioneiro sendo abusado, não soube de nenhuma morte entre os presos e não foi destacado para vigiar as marchas de evacuação do campo.

Já na Alemanha, B. anunciou que não queria ser interrogado novamente. Como não há testemunhas sobreviventes para prestar depoimento, em 31 de março promotores em Celle, região central da Alemanha, declararam que a investigação havia terminado. Não havia novas provas e ponto final.

B., que morava nos Estados Unidos desde 1959, agora provavelmente passará o resto de sua vida na Alemanha.

O vice-presidente executivo do Comitê Internacional de Auschwitz em Berlim, Christoph Heubner, acha estranho que os sistemas judiciários dos Estados Unidos e da Alemanha tenham interpretações tão diferentes do mesmo caso: “Se os americanos estão mandando pessoas de volta, os promotores alemães têm o dever de esclarecer isso”, comenta.

Duas visões de culpa

Mas a relutância das autoridades alemãs ao lidar com o caso não é incomum: nas últimas quatro décadas, os EUA deportaram 70 idosos colaboradores do nazismo para a Alemanha, e a grande maioria jamais enfrentou um tribunal alemão.

Muitos, como o polonês Jakiw Palij, um colaborador da SS de 95 anos que foi deportado de sua casa em Nova York para a Alemanha em 2018, após uma longa batalha diplomática sobre para onde enviá-lo, simplesmente acabam vivendo seus últimos dias numa casa de repouso às custas do sistema social alemão.

A lei americana pertinente, uma emenda à lei de imigração de 1978, determina que qualquer um que tenha participado de crimes nazistas pode ser removido dos Estados Unidos – embora, é claro, apenas se outro país estiver preparado para recebê-lo.

Mas a Alemanha não há nenhuma lei que cubra especificamente a participação no Holocausto. Décadas depois da guerra, ex-nazistas só podem ser julgados por assassinato ou como cúmplices de assassinato. Todos os outros crimes relevantes – estupro, sequestro, tortura, homicídio culposo – já prescreveram há muito tempo. Sem contar que encontrar provas para crimes específicos é difícil.

O advogado Thomas Walther sabe muito bem disso. Nos últimos 20 anos, esse ex-juiz de 77 anos desempenhou um dos papéis principais na investigação e na condenação de antigos nazistas na Alemanha, muitas vezes encontrando dificuldade para explicar os desvarios da lei alemã aos sobreviventes do Holocausto que ele representava.

“Nos EUA basta concluir que o suspeito está mentindo. Que ele estava mantendo segredo sobre seu passado nazista e que serviu em algum campo de concentração, seja ele qual for e o que quer que realmente tenha acontecido lá”, explica Walther.

Já na Alemanha os promotores precisam de provas de um crime específico para ter alguma esperança de condenação – e para isso, é necessário estabelecer a cena do crime. “É preciso provar que ele era [um guarda] no campo X e não no campo Y”, explicou Walther. “É somente quando temos uma cena de crime que se pode determinar qual foi o crime – o assassinato de pessoas específicas, por exemplo. E então temos que responder à pergunta: de que forma o acusado foi cúmplice desse assassinato?”

A história de Friedrich Karl B.

Isso torna tudo muito difícil para os promotores, especialmente quando – como no caso de Friedrich Karl B. – trata-se de esclarecer eventos que ocorreram no norte da Alemanha em meio ao caos do final da Segunda Guerra.

Neste ponto, o memorial de Neuengamme, em Hamburgo, desempenhou um papel decisivo, sobretudo através de seu arquivista-chefe, Reimer Möller, que enviou uma lista que incluía o nome de B. ao Escritório Central da Administração de Justiça do Estado da Alemanha para a Investigação de crimes nazistas em Ludwigsburg. A lista foi compilada a partir de um conjunto de crachás nazistas resgatados de um navio afundado pela Royal Air Force em maio de 1945.

Com essa evidência, Möller foi capaz de juntar os pedaços do que se sabe da história de B.: em janeiro de 1945, B. era um soldado da Marinha de 19 anos. Ele havia sido convocado pela SS para guardar dois campos de concentração de Meppen, parte do “sistema” de Neuengamme, que compreendia mais de 80 campos que se estendiam de Hamburgo à costa do Mar do Norte.

B. vigiava prisioneiros na ilha de Langeoog, um dos muitos lugares onde judeus, dinamarqueses, poloneses, russos, italianos e outras pessoas encarceradas foram forçados a construir defesas gigantescas ao longo da costa norte da Alemanha. De acordo com o memorial de Neuengamme, centenas deles morreram por falta de alimentos ou roupas e abrigos inadequados. Um juiz americano também concluiu que os prisioneiros nos campos de Meppen foram mantidos em condições “atrozes” e tiveram que trabalhar “até a exaustão e a morte”, mas ninguém pôde afirmar com certeza onde B. serviu.

Os campos foram evacuados em março de 1945 – e sabe-se que pelo menos 70 prisioneiros morreram nas subsequentes “marchas da morte” dos campos de Meppen – mas Friedrich Karl B. nega que tenha supervisionado as marchas, e Möller não pode afirmar com certeza que ele foi um dos soldados da Marinha a vigiar os prisioneiros nessas ocasiões.

Relutância alemã

Esse é um problema familiar para Eli Rosenbaum, talvez o principal investigador de colaboradores do Holocausto nos Estados Unidos. Por três décadas, Rosenbaum tem “caçado nazistas” – ele não gosta do termo –, inicialmente como diretor do Escritório Especial de Investigações do Departamento de Justiça (DOJ) e agora, nos últimos 11 anos, como diretor do departamento de Política e Estratégia de Aplicação dos Direitos Humanos do DOJ.

Para Rosenbaum, a falta de vontade política na Alemanha tem gerado muita frustração. “Ao longo de décadas, o maior problema em relação ao governo alemão é que eles normalmente se recusam a aceitar pessoas que queremos deportar por envolvimento em crimes nazistas”, afirma.

“Eles normalmente nos dizem: ‘Desculpe, não podemos processar aquele caso – nossa política é admitir apenas pessoas que podemos processar'”, diz. “Como resultado, vários colaboradores nazistas morreram nos Estados Unidos, embora tenhamos ganhado nossos casos no tribunal daqui e provado que eles participaram de crimes nazistas, mas a Alemanha simplesmente não os aceitou.”

Rosenbaum entrevistou pessoalmente muitos dos mais de cem colaboradores nazistas rastreados por sua organização.

Para o investigador, não há razão para que os nonagenários não sejam levados à Justiça, por menor que tenha sido seu papel no Holocausto. “Não tenho o hábito de classificá-los”, disse ele. “Para a vítima individual, este foi o agressor mais importante. Todos esses casos enviam uma mensagem crucial e, em alguns aspectos, quanto mais tarde os casos são trazidos à tona, mais poderosa é a mensagem.”

Essa mensagem é simples, continuou, e é dirigida a possíveis participantes em atrocidades futuras: tais atos não serão esquecidos.

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Variante brasileira do coronavírus é a 2ª mais detectada nos EUA

Dados do órgão de saúde americano apontam que a variante britânica (B.1.1.7) se tornou a cepa dominante e, pela 1ª vez, a variante brasileira (P.1) aparece à frente da cepa sul-africana (B.1.351).

Por G1

Representação gráfica da variante brasileira do novo coronavírus — Foto: Reprodução/TV Globo

Representação gráfica da variante brasileira do novo coronavírus — Foto: Reprodução/TV Globo

A variante brasileira do novo coronavírus inicialmente detectada em Manaus, conhecida como P.1, é a segunda mutação mais detectada nos Estados Unidos, apontam dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), órgão de saúde do país.

Os EUA passam por uma nova escalada no número de casos confirmados, com quase 80 mil infectados na quinta-feira (8), e voltou a passar o Brasil na média de novos infectados na segunda-feira (5).

Autoridades de saúde americanas alertam sobre a disseminação de várias variantes mais transmissíveis, algumas das são responsáveis por surtos em estados como Michigan e Califórnia, segundo o jornal “The Washington Post”.

Segundo os dados dos CDCs, a variante britânica (B.1.1.7) é responsável por quase 20 mil casos em todos os 50 estados dos EUA e se tornou a cepa dominante.

Mas, pela primeira vez, a variante brasileira (P.1) apareceu em segundo lugar. Foram detectadas 434 pessoas infectadas com a cepa brasileira, contra 424 casos da variante sul-africana (B.1.351).

Segundo o “Washington Post”, o maior número de casos confirmados de Covid-19 com a variante brasileira foram encontrados nos estados de Massachusetts, Illinois e Flórida.

Países mais afetados

Os EUA estão vendo o número de casos voltarem a subir. Foram registrados uma média de 66 mil casos por dia na última semana, contra 53,6 mil em 23 de março, segundo o “Our World in Data”.

O país voltou a passar na segunda o Brasil (62,8 mil) na média de casos, mas o número de novos infectados nos EUA ainda é muito menor do que o pico de 250 mil registrado em 8 de janeiro.

Índiaque passa por uma segunda onda de Covid-19, registrou um recorde de novos infectados pela quarta vez em cinco dias e tem a maior média de novos casos por dia do mundo: 108 mil.

Em número de mortes, o Brasil segue disparado em primeiro lugar, com uma média de 2.820 óbitos por dia na última semana. Em seguida vêm os EUA (978) e Índia (606).

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Phillip Adams, ex-jogador da NFL, mata 5 pessoas a tiros e é encontrado morto horas depois nos EUA

Segundo a polícia da Carolina do Sul, Adams atirou contra um médico de Rock Hill e seus familiares. Investigadores acreditam na hipótese de homicídio seguido de suicídio, mas desconhecem a motivação.

Por G1

Phillip Adams, ex-jogador de futebol americano da NFL, matou cinco pessoas a tiros antes de tirar a própria vida nos Estados Unidos, informaram os investigadores nesta quinta-feira (8). Eles dizem ainda não saber qual foi a motivação do crime que aconteceu na véspera.

Segundo a polícia de Rock Hill, na Carolina do Sul, Adams teria ido até a casa do médico Robert Lesslie e atirou contra o profissional da saúde e mais quatro pessoas.

O esportista de 32 anos foi encontrado morto horas depois na casa em que estava morando com os pais, próxima ao local do crime.

Lesslie era um médico conhecido na região e estava em casa com a esposa, dois netos e mais um homem adulto que trabalhava na residência – todos morreram.

Uma sexta pessoa estava no local do crime e foi ferida durante o ataque, segundo a agência Associated Press (AP) ela está internada em um estado considerado grave.

O xerife do condado de York, Kevin Tolson, disse em entrevista coletiva que não há indícios de que Adams tivesse qualquer tipo de relação com Lesslie ou com sua família.

“Nós provavelmente temos mais perguntas do que vocês agora”, disse Tolson a jornalistas.

O xerife confirmou que o ex-jogador tirou a própria vida no mesmo dia do tiroteio, após ser encurralado pela polícia.

Uma fonte da AP disse, sob condição de anonimato, que Adams chegou a ser tratado por Lesslie, mas que não sabe dizer se era um paciente do médico.

Alonzo Adams, pai do ex-jogador, disse em entrevista à agência Reuters que a carreira do filho “mexeu com a cabeça dele”. Ele disse ainda que Lesslie era seu médico pessoal.

“Ele era um bom garoto. Acho que o futebol mexeu com a cabeça dele. Sabe, acho que ele nunca fez mal a ninguém”, disse Alonzo.

Como jogador, Adams teve uma carreira de seis anos na NFL como jogador de defesa por cinco equipes, encerrando no Atlanta Falcons em 2015.

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O mapa 3D esculpido em pedra de 4 mil anos encontrado em porão de castelo na França

As gravuras da Idade do Bronze são um mapa de parte da Bretanha, no noroeste da França, acreditam os pesquisadores.

Por BBC

A pedra esculpida foi descoberta na região da Bretanha, na França, em 1900 — Foto: BBC

A pedra esculpida foi descoberta na região da Bretanha, na França, em 1900 — Foto: BBC

Uma pedra da Idade do Bronze pode ser o mapa tridimensional mais antigo da Europa, dizem pesquisadores.

A placa, de 2 metros por 1,5 metro, foi descoberta em 1900 e acabou se perdendo na história. Mais de cem anos depois, foi encontrada novamente no porão de um castelo na França, em 2014.

Arqueólogos que estudaram os padrões gravados na pedra de 4 mil anos dizem acreditar que as marcas revelam o mapa de uma área no oeste da Bretanha, na França.

Eles dizem que isso tornaria a placa o mais antigo mapa em 3D de uma área conhecida na Europa.

Mapa identifica a região da Bretanha, na França — Foto: G1 Mundo

Mapa identifica a região da Bretanha, na França — Foto: G1 Mundo

Idade do Bronze

Acredita-se que o pedaço de rocha, conhecido como Laje de Saint-Bélec, date do início da Idade do Bronze, como é conhecido o período entre 1900 e 1650 antes de Cristo.

A peça foi descoberta pela primeira vez em 1900, durante escavações em um cemitério pré-histórico em Finistère, no oeste da Bretanha, pelo arqueólogo local Paul du Chatellier.

Mas a pedra ficou aparentemente esquecida por mais de um século.

Acredita-se que tenha ficado guardada por décadas sob um fosso no Château de Kernuz, castelo onde vivia du Chatellier. Pesquisadores que buscavam o objeto o encontraram no porão, em 2014.

Depois de analisar marcas e gravuras esculpidas na pedra, arqueólogos suspeitaram que pudesse se tratar de um mapa.

A “presença de áreas repetidas unidas por linhas” na superfície sugeria que ela retratava uma região de Finistère, disse um estudo publicado no Boletim da Sociedade Pré-histórica Francesa.

O mapa

Os pesquisadores dizem que os recortes são uma representação 3D do vale do rio Odet. Eles explicam que as linhas parecem representar a rede de rios que percorrem a área.

Um trabalho de geolocalização revelou que o território representado na laje tem precisão de 80% em relação a um trecho de 29 km do rio.

Ou seja: o mapa ainda hoje retrata em grande parte a região.

“Este é provavelmente o mapa mais antigo de um território já identificado”, disse o Clément Nicolas, da Universidade de Bournemouth, um dos autores do estudo, à BBC.

“Há muitos desses mapas esculpidos em pedra em todo o mundo. Geralmente, são apenas interpretações. Mas esta é a primeira vez que um mapa retrata uma área em uma escala específica. “

Nicolas explicou ainda que o mapa pode ter sido usado para demarcar a região.

“Foi provavelmente uma forma de afirmar a propriedade do território por um príncipe ou rei da época”, disse ele.

A descoberta mostra que nossos antepassados tinham ferramentas de localização mais sofisticadas do que muitos podem imaginar.

“Temos a tendência de subestimar o conhecimento geográfico das sociedades do passado. Esta laje é importante porque destaca esse conhecimento cartográfico.”

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Mulher corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos

Ayanna Williams deu adeus no fim de semana às suas unhas de 73,355 centímetros, que agora serão exibidas em um museu na Flórida. A moradora do Texas ostenta o recorde do Guinness desde 2017.

Por G1

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

A americana Ayanna Williams, reconhecida desde 2017 pelo Guinness como a mulher com as maiores unhas do mundo, agora pode fazer tarefas comuns do dia a dia como abrir uma porta, lavar a louça e trocar a roupa de cama.

Williams deu adeus aos 73,355 centímetros de queratina que ostentavam a ponta dos seus dedos e cortou as suas unhas pela primeira vez desde o início da década de 1990.

“Eu tenho deixado as minhas unhas crescerem por décadas. Agora, estou pronta para uma nova vida”, afirmou Williams ao site do Guinnes. “Eu sei que eu vou sentir falta delas, mas chegou a hora – a hora delas irem embora”.

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Elas foram medidas pela última vez e cortadas no fim de semana, em um centro de dermatologia em Forth Worth, no Texas. Foi necessário usar uma ferramenta giratória elétrica (veja abaixo).

Quando entrou para o livro dos recordes, em 2017, a moradora de Houston ostentava unhas de 57,64 centímetros. Agora, está empolgada porque suas unhas serão preservadas e exibidas no museu “Ripley’s Believe or Not!” em Orlando, na Flórida.

“Vai ser incrível. Vai ser como uma cera de mim mesma, embora sejam apenas minhas unhas. Mal posso esperar para ver isso, de verdade. Vou estar sorrindo de orelha a orelha. Pense realmente sobre isso, é incrível”, afirmou a recordista ao site do Guinness.

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

Ayanna Williams corta as maiores unhas do mundo após mais de 28 anos — Foto: Reprodução/Guinness

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