Por epidemia do novo coronavírus, Rússia suspenderá entrada de chineses

Cidadãos da China não poderão viajar à Rússia, determinou governo russo. Medida tem caráter temporário e passa a valer a partir desta quinta-feira (20)

Por G1

Rússia vai suspender a entrada de cidadãos da China a partir desta quinta-feira (20) para evitar a transmissão do novo coronavírus no país, anunciou a vice-primeira-ministra Tatyana Golikova nesta terça. Segundo a agência Tass, a medida tem caráter temporário, mas as autoridades russas não disseram quanto tempo a determinação valerá.

Em 30 de janeiro, a Rússia fechou os 4.250 km de fronteira terrestre com a China por causa do novo coronavírus. Desta vez, porém, a medida vale para todos os cidadãos chineses que chegam ao território russo por turismo, trabalho ou para fazer cursos.

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/AP

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/AP

O governo russo ainda planejou a expulsão de cidadãos estrangeiros infectados pelo novo coronavírus, após as confirmações dos primeiros casos de Covid-19 no país, ainda em janeiro. Ambos os infectados eram cidadãos chineses.

Apesar da medida tomada pelo Kremlin, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não há necessidade de barrar entrada de cidadãos chineses ou de qualquer outro país devido à epidemia do novo coronavírus na China.

Casos de coronavírus pelo mundo – Atualizado em 17/02 às 10h30 — Foto: Arte G1

Casos de coronavírus pelo mundo – Atualizado em 17/02 às 10h30 — Foto: Arte G1

Ainda assim, em Hong Kong — território semi-autônomo chinês que já vive às turras com Pequim — houve protestos para pedir o fechamento das fronteiras com a China continental.

De acordo com a atualização mais recente, divulgada na manhã desta terça-feira, a China registrou 1.870 mortes pelo Covid-19. O total de casos confirmados no país ficou em 72.528, segundo o mesmo levantamento.

Maioria dos casos de coronavírus são leves

Maior estudo já feito sobre novo coronavírus revela que mais de 80% dos casos são leves

Maior estudo já feito sobre novo coronavírus revela que mais de 80% dos casos são leves

Uma análise dos dados oficiais da China divulgada pela OMS nesta segunda-feira (17) mostra que a maioria dos casos confirmados de coronavírus é leve (80,9%), sem pneumonia ou com pneumonia branda. Todos os pacientes que morreram desenvolveram a versão mais grave da Covid-19, doença causada pelo vírus, que atingiu menos de 5% dos infectados. Veja mais no VÍDEO acima.

O estudo confirma os indícios apresentados por outros cientistas: a maior taxa de mortalidade (14,8% dos infectados) está entre as pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com outras doenças, principalmente as cardiovasculares, também têm uma chance maior de ter a versão crítica da Covid-19.

A taxa de mortalidade do coronavírus é menor que a de outros vírus da mesma família, como Sars e Mers. Ela está também abaixo de outras síndromes respiratórias, como o vírus Influenza no Brasil. No caso do H1N1, no ano passado, a média de idade era de 55 anos, e 72% apresentavam algum fator de risco, como outras doenças prévias.

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EUA sancionam empresa russa que tem negócios com a Venezuela

Os americanos impuseram sanções a uma subsidiária da Rosneft que compra petróleo cru da Venezuela.

Por Reuters

Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela.  — Foto: Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo

Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela. — Foto: Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo

Os Estados Unidos impuseram novas restrições financeiras à Venezuela: colocaram uma empresa russa que compra e revende petróleo na lista negra de quem não pode fazer negócio com os americanos nesta terça-feira (18).

Essa corretora de óleo é uma subsidiara de uma companhia maior, a Rosneft. De acordo com o governo do presidente Donald Trump, ela tem permitido a sobrevivência do regime chavista.

A medida também aumenta a pressão na Rússia –na concepção dos EUA, os russos são os principais apoiadores da Venezuela.

Os americanos a Rosneft Trading SA de sustentar o setor de óleo e gás da Venezuela, escapando das outras sanções que os EUA já impuseram.

As sanções, anunciadas pela Departamento de Tesouro dos EUA, têm como alvo a Rosneft Trading.

Os EUA também publicaram um aviso para que outras empresas parem de negociar com a Rosneft Trading nos próximos 90 dias.

A ação congela ativos financeiros que essa subsidiária da Rosneft tem nos EUA, assim como o da diretoria e do presidente da companhia.

Os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela no ano passado. Os americanos também começaram a aplicar sanções econômicas nos líderes chavistas.

“A Rosneft Trading S.A. e o seu presidente fizeram a corretagem da venda e transporte do óleo cru venezuelano”, disse o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

A decisão de impor uma sanção a uma subsidiária da Rosneft passou por Trump, de acordo com uma autoridade relatou à Reuters.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, discutiu o tema com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em um encontro em Munique, na Alemanha.

De acordo com a autoridade ouvida pela Reuters, a ação dos EUA é uma resposta a um papel cada vez mais central que a Rosneft tem nos negócios da Venezuela.

Os EUA ainda reiteraram seus pedidos para que todas as empresas do mundo parem de negociar com o governo de Maduro.

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Rússia estuda conceder imunidade a ex-presidentes, diz agência

No mês passado, o presidente Vladimir Putin anunciou reformas abrangentes no sistema político que transferirão alguns poderes da Presidência para o Parlamento.

Por Reuters

Os presidentes da Rússia podem se tornar imunes a processos criminais depois que deixarem o cargo, segundo reformas constitucionais propostas, disse um parlamentar graduado nesta terça-feira (18).

A ideia ventilada por um grupo de trabalho parlamentar vem depois de o presidente Vladimir Putin anunciar, no mês passado, reformas abrangentes no sistema político que transferirão alguns poderes da Presidência.

As propostas do grupo de trabalho parlamentar que avalia as reformas de Putin incluem tornar ex-presidentes imunes a processos criminais, disse Pavel Krashennikov, o copresidente do grupo.

“O presidente da Rússia, tendo deixado de exercer seus poderes, tem imunidade. Temos esta (reforma proposta)”, disse ele em uma reunião do grupo de trabalho, segundo a agência de notícias RIA.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres que não comentará a proposta do grupo de trabalho a esta altura.

Krashennikov havia dito mais cedo que os presidentes russos podem se tornar senadores vitalícios após seus mandatos. Pela lei russa, os parlamentares das câmaras alta e baixa do Parlamento são imunes a processos criminais.

O grupo de trabalho já apresentou uma série de outras propostas, incluindo uma que mudaria a descrição do cargo de Putin de chefe de Estado para Líder Supremo.

A câmara baixa do Parlamento já apoiou as reformas propostas por Putin em uma votação em janeiro.

Para que as propostas do grupo sejam adotadas, precisam ser aprovadas pela câmara baixa em mais duas votações antes de serem apreciadas pela câmara alta, analisadas pelos Parlamentos regionais e depois sancionadas por Putin.

Putin disse que as mudanças propostas serão submetidas a um plebiscito, mas ainda não se marcou uma data.

Veja vídeo sobre as reformas constitucionais que Putin pretende fazer.

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Pai cria brincadeira para distrair filha de 3 anos durante bombardeios na Síria

Família mora na província de Idlib, no noroeste do país, que está sob intenso bombardeio.

Por G1

Pai sírio finge que explosões são bombas são fogos de artifício para animar filha

Pai sírio finge que explosões são bombas são fogos de artifício para animar filha

Um pai tenta aliviar o estresse de viver na província síria de Idlib, que está sob intenso bombardeio, criando uma brincadeira para a filha de apenas 3 anos.

Abdullah Mohammad disse à menina que a queda das bombas soam como fogos de artifício e que, por isso, não há nada a temer, de acordo com a rede NBC.

Inocentemente, ao ouvir o barulho de um bombardeio, a menina começa a rir. Veja o vídeo:

No vídeo, que viralizou nas redes sociais, o pai pergunta para a filha se o barulho que eles podem ouvir é provocado por um um jato ou uma bomba.

“Uma bomba. Quando vier a próxima vamos rir?”, propõe a menina.

Então, é possível ouvir uma explosão e menina começa a gargalhar.

“Isso te faz rir?”, pergunta o pai.

“Sim, é engraçado”, responde a garota.

Conflito no noroeste do país

Em dezembro, a ofensiva do regime de Damasco no noroeste da Síria alcançou um “nível terrível” e provocou a fuga de 900 mil pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Com o apoio de Moscou, do governo sírio lançou a ofensiva contra na região de Idlib, onde está o último grande reduto jihadista e rebelde.

A Guerra da Síria começou em março de 2011 com a violenta repressão do governo a manifestações pacíficas. O conflito se degenerou e, desde então, mais de 380 mil pessoas morreram.

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Enchentes nos EUA deixam centenas de desabrigados

Por G1

Inundações atingiram estrada perto de Byram, no Mississipi (Estados Unidos), nesta segunda-feira (17) — Foto: Rogelio V. Solis/AP Photo

Inundações atingiram estrada perto de Byram, no Mississipi (Estados Unidos), nesta segunda-feira (17) — Foto: Rogelio V. Solis/AP Photo

Após chuvas fortes em diversas partes dos Estados Unidos no fim de semana, cidades no Mississippi e no Tennessee registraram inundações nesta segunda-feira (17). Centenas de pessoas tiveram de deixar suas casas e ainda estão desabrigadas, segundo a agência Associated Press.

Em coletiva de imprensa, o governador do Mississippi, Tate Reeves, pediu que moradores aguardassem antes de retornar às suas casas. A situação foi mais grave ao redor da capital do estado, Jackson, onde o Pearl River registrou uma cheia de 11,3 metros acima do nível normal. Cerca de 1 mil casas foram atingidas.

“Por favor, não volte ao seu bairro ou à sua casa até que as autoridades deem um ‘OK'”, pediu o governador Reeves.

Na cidade de Jackson, moradores usaram até canoas, caiaques e barcos de pesca para socorrer as pessoas ilhadas nas casas inundadas. Apesar da gravidade das enchentes, não há registro de mortos ou desaparecidos. Autoridades precisaram fazer 16 operações de busca e salvamento, mas não houve danos mais graves às pessoas.

No Tennessee, casas na cidade de Savannah ficaram cobertas pelas inundações. No sábado (15), houve deslizamento, e ao menos duas casas desabaram. Até a última atualização desta reportagem, não havia relatos de feridos ou mortos.

“É um jogo de xadrez que jogamos com a natureza”, afirmou Jim Hopson, porta-voz da Autoridade do Vale do Tennessee.

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Candidato de Evo Morales lidera intenções de voto na Bolívia


Por Deutsche Welle

O ex-ministro Luis Arce e seu padrinho político, Evo Morales — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

O ex-ministro Luis Arce e seu padrinho político, Evo Morales — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

O candidato do partido Movimento ao Socialismo (MAS), Luis Arce, apadrinhado político do ex-presidente Evo Morales, lidera as pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais na Bolívia, em 3 de maio.

Segundo sondagem do instituto Ciesmori divulgada neste domingo (16), Arce supera com ampla vantagem o ex-presidente centrista Carlos Mesa e a autoproclamada presidente interina, a direitista Jeanine Áñez, mas ainda teria que enfrentar um segundo turno.

Com 31,6% das intenções de voto, o candidato de Evo aparece 14,5 pontos percentuais à frente de Mesa, que obteve 17,1% de apoio na pesquisa. Áñez, por sua vez, conquistou 16,5%.

Por sua vez, o líder civil conservador Luis Fernando Camacho alcançou 9,4%, seguido pelo pastor evangélico coreano Chi Hyun Chung, com 5,4%. A maior surpresa é o resultado alcançado pelo ex-presidente de direita Jorge “Tuto” Quiroga, que mal atingiu 1,6%.

Uma sondagem feita em janeiro pelo instituto Mercados y Muestras para o jornal “Página Siete” havia dado 26% para Arce, considerado o pai da estabilidade econômica boliviana. O economista foi ministro da Economia e Finanças do país em duas ocasiões, entre 2006 e 2017 e novamente em 2019.

No Twitter, Arce agradeceu “o apoio do povo bolivariano […] no interior e nas cidades”. Já seu candidato a vice-presidente, David Cochehuanca, enfatizou que os resultados da pesquisa “dão mais força para continuar trabalhando” no objetivo do MAS de retomar o poder na Bolívia.

Os candidatos do MAS participarão nesta segunda-feira de uma reunião em Buenos Aires, de onde Evo Morales atua como chefe da campanha do partido.

Áñez, em uma breve mensagem no Twitter, também agradeceu “a confiança recebida”, enquanto expressou seu compromisso de “colocar a Bolívia em primeiro lugar”.

A nova pesquisa, encomendada pelo jornal “El Deber” e pela emissora de televisão Unitel, entrevistou 2.224 eleitores e foi realizada entre 7 e 14 de fevereiro nas capitais dos nove departamentos do país, com margem de erro de 2,07%.

O candidato de Evo lidera as intenções de voto em cinco departamentos: La Paz (oeste), Cochabamba (centro), Potosí (sudoeste), Oruro (sul) e Pando (norte), enquanto Áñez triunfa em Tarija (sul) e Beni (nordeste), sua terra natal. Mesa recebe maior apoio em Chuquisaca (sudeste).

Se os números da sondagem prevalecerem, Arce e Mesa disputarão o segundo turno em 14 de junho. A Constituição estabelece que, para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisa obter mais de 40% dos votos válidos, com uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.

O órgão eleitoral boliviano deverá revelar a partir desta segunda-feira quais candidaturas estarão habilitadas para participar da eleição. A chapa de Arce deve completar ainda alguns dos requisitos; e há questionamentos sobre Áñez ser candidata sem ter reununciado à presidência interina do país.

As eleições de 3 de maio foram convocadas extraordinariamente após a anulação do pleito realizado em 10 de outubro, depois que uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciou irregularidades em favor do então presidente Evo Morales, eleito para seu quarto mandato.

Evo, que governou a Bolívia por quase 14 anos, desde 2006, anunciou sua renúncia em novembro, pressionado pelas Forças Armadas, para no dia seguinte seguir em asilo para o México. A renúncia foi descrita como “golpe de Estado” por vários governos e políticos latino-americanos, enquanto outros países reconheceram o governo interino de Áñez.

Em meados de dezembro, Morales seguiu do México para a Argentina, onde recebeu a condição de refugiado. À época, o vice-chanceler mexicano para a América Latina, Maximiliano Reyes Zuñiga, informou que Morales optou por viajar à Argentina “por causa da proximidade geográfica” com seu país.

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Rússia vai retirar do fundo do mar todos seus submarinos nucleares afundados


Por Agência Gazeta Russa

O governo da Rússia anunciou que reflutuará todos os seus submarinos nucleares afundados. Para tanto, diversas instituições científicas já estão elaborando soluções técnicas, segundo o jornal estatal “Rossiyskaya Gazeta” e o portal especializado Flot.com.

O primeiro do projeto a emergir será o submarino nuclear K-27, que sofreu uma avaria no reator e afundou perto do arquipélago de Nova Zembla.

O submarino entrou em funcionamento em 1963. Em maio de 1968, quando estava no Mar de Barents, ele sofreu um acidente nuclear. Um dos membros da tripulação morreu a bordo e outros oito no hospital, devido às altas doses de radiação.

Em abril de 1980, decidiu-se isolar o reator nuclear e afundar o submarino no Mar de Kara, no litoral nordeste do arquipélago de Nova Zembla.

O submarino está localizado a uma profundidade de 75 metros. Segundo o jornal “Rossiyskaya Gazeta”, a operação deverá começar na primeira metade da década de 2020.

O governo já alocou uma parte dos fundos para a construção de um navio especializado para as operações de salvamento do navios afundados Caso os especialistas consigam emergir o K-27 com êxito, o mesmo método será utilizado para reflutuar o submarino Komsomolets, que se encontra no fundo do mar da Noruega.

A ideia é retirar submarinos dos locais e, depois, armazenar os resíduos nucleares. Mas nenhuma informação específica quanto a esse aspecto do resgate dos equipamentos foi divulgada ainda.

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Em meio ao temor do coronavírus, até cães usam máscaras na China

Por G1

Cachorros com máscara em área comercial em Shanghai, na China — Foto: Aly Song/Reuters

Cachorros com máscara em área comercial em Shanghai, na China — Foto: Aly Song/Reuters

Donos de cães na China têm comprado máscaras para seus pets para protegê-los do coronavírus, mesmo não havendo claras evidências de que outras espécies, além da humana, possam pegar a doença. Na foto acima, dois cachorros foram flagrados com máscaras numa área comercial de Shanghai.

Zhou Tianxiao, de uma empresa sediada em Pequim, informou que as vendas de máscaras caninas dispararam, segundo reportagem do tabloide britânico “Daily Mail”.

Zhou — cujo negócio, antes da epidemia de Covid-19, era vender as máscaras para proteger os cães da poluição do ar — disse que os dispositivos podem ajudar a impedir que os cães lambam pessoas ou superfícies infectadas.

As máscaras para cães “podem não ser tão profissionais quanto as máscaras médicas feitas para humanos, mas são funcionais”, afirmou.

A Organização Mundial da Saúde disse que não está claro se o vírus “tem algum impacto na saúde dos animais”. “Nenhum evento específico foi relatado em nenhuma espécie”, disse a agência.

Mas a Comissão Nacional de Saúde da China alertou que os donos de animais devem ser cautelosos com os pacientes infectados, informou o “China Daily”.

“Se os animais de estimação saem e têm contato com uma pessoa infectada, eles têm a chance de se infectar”, disse Li Lanjuan, epidemiologista do comitê do NHC para o vírus, segundo o relatório.

Não há evidências de que um cão ou gato de estimação possa estar infectado com o novo coronavírus. Mas isso não significa que não se deve lavar as mãos regularmente com água e sabão depois de tocá-los.

Mesmo os bichos de estimação mais bem tratados podem portar micro-organismo como E. coli e salmonela — e eles podem ser transmitidos entre estes animais e humanos.

Mesmo com a possibilidade de o surto do novo coronavírus ter se originado em um mercado de animais vivos em Wuhan, na China, é importante saber que a fonte provavelmente foi uma espécie selvagem.

O vírus poderia passar despercebido entre animais antes de infectar seres humanos, que é como muitas epidemias deste tipo começam, como por exemplo, as de gripe aviária, ebola e Sars. Mas isso não significa que animais em geral são perigosos ou espalham a doença.

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Família brasileira é baleada na França e mulher relata momentos de pânico: ‘Achava que ia morrer’

Por TV Bahia

Casal que morava no sudoeste da Bahia é baleado na França e mulher relata atentado em Toulon — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Casal que morava no sudoeste da Bahia é baleado na França e mulher relata atentado em Toulon — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma família que morava em Vitória da Conquista, cidade do sudoeste da Bahia, foi vítima de um atentado a tiros na cidade de Toulon, na França.

Uma das vítimas, a jornalista Cristiane Tavares, de 36 anos, relatou o caso, ocorrido na última quinta-feira (13). Ela foi baleada nas costas e o marido no abdômen. O filho do casal, de quatro anos, não teve ferimentos.

Cristiane, que é servidora pública no setor de comunicação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conta que os disparos foram feitos por um vizinho. O homem foi preso no mesmo dia do ataque, dentro do imóvel onde morava.

A mulher se recupera bem, enquanto o marido, André Modenezi, de 39 anos, está na UTI de um hospital da cidade. Ele já foi submetido a duas cirurgias e, nesta segunda-feira (17), vai passar pelo terceiro procedimento cirúrgico. André está em coma induzido e estado de saúde estável.

Por meio de nota, o Itamaraty informou que as autoridades consulares do Brasil na França estão cientes do ocorrido e acompanham o caso junto com as autoridades francesas. O Itamaraty ainda destacou que não pode informar mais detalhes, em respeito à legislação vigente sobre privacidade individual.

Cristiane e André moram em Toulon há cerca de cinco meses. Eles se mudaram de Vitória da Conquista para a cidade francesa em setembro do ano passado. O objetivo da mudança foi estudar. Cristiane faz mestrado em comunicação.

“A gente decidiu morar na cidade de Toulon porque é uma cidade considerada tranquila”, destaca.

A jornalista disse que ocorreu quando ela saía de casa para a universidade. “Recebi um tiro nas costas. No primeiro momento pensei que se tratava de uma descarga elétrica porque teve um clarão muito forte. Mas eu senti como se tivesse um estado de choque no corpo. Não identifiquei como tiro porque teve um clarão. Aí eu entrei para casa, no apartamento que fica no segundo andar, em um bairro bem tranquilo daqui”, relata.

Ao entrar em casa, Cristiane disse ao marido que havia recebido uma descarga elétrica e achava que estava tendo uma parada cardíaca. Ela deixou a porta aberta e em pouco tempo depois, um homem apareceu no apartamento dela.

“Eu não tinha sangue pelo corpo, porque eu estava com um casaco muito pesado, a gente não se deu conta. Aí na hora que eu sentei no sofá, meu marido percebeu que tinha alguma coisa na roupa, como se fosse sangue. Meu marido teve aquela coisa de ir em direção à porta. Na hora que ele foi em direção à porta, o homem entrou e deu o segundo disparo, que foi em meu marido. Eu tava sentada no sofá e meu filho em pé do meu lado”, relembra.

Com o marido ferido, Cristiane diz que percebeu tratar-se de um ataque. Então ela correu e trancou a porta. A jornalista disse ter pensado que era um ataque terrorista, mas só depois descobriu que o autor dos disparos era um vizinho dela que, conforme relataram os policiais, tem transtornos psiquiátricos.

“Pedi socorro e tranquei meu filho no banheiro. Meu marido já estava no chão, em estado já grave, sangrando, mas ainda consciente, e aí eu fiz essa barreira na porta do banheiro com meu filho lá dentro. Achava que ia morrer naquele momento, vi que já tinha começado mesmo a sangrar, já tinha me dado conta que era mesmo um tiro. Sentei com meu filho debaixo da pia, longe da porta, liguei para a polícia pedindo socorro. Então ele [o atirador] veio e deu o terceiro tiro na porta. Ele queria entrar, mas não conseguiu. Entre esse período do terceiro tiro, a polícia chegou. Meu marido também conseguiu se arrastar até a janela para falar com a polícia. Foi tudo muito rápido, mas assim, tudo muito terrível”, conta.

Cristiane descobriu, por meio da polícia, que o homem que efetuou os disparos é francês e morava no andar de cima do prédio dela, mas ela nunca tinha o visto.

“Ele era novo no meu prédio. Ele já estava observando a gente. Não sei porque ele teve a gente como mira. Somos uma família, viemos para a França para estudar. É uma coisa incompreensível”, lamenta a jornalista.

A jornalista conta que se surpreendeu com a forma que o homem foi preso e o descreve como uma pessoa fria.

“Quando a polícia subiu entraram no apartamento dele, ele estava sentado na mesa, com a arma do crime, munições, alguns outros tipos, como faca, canivetes, não sei exatamente, parece que tinha uma espingarda também. Ele estava sentado na mesa tomando café. Eu lembro que no momento em que ele entrou em minha casa, para dar o segundo tiro no meu marido, ele olhou para mim. Ele riu e olhou para meu filho”, diz.

Cristiane ainda relembra outros detalhes do ataque. “Aquela arma, depois que fui entender, precisava ser recarregada várias vezes. Ele não tinha munição para dar o tiro no meu filho. Ele voltou para o apartamento dele para recarregar. Acredito que aquele terceiro tiro que ele deu na porta seria destinado para meu filho”, disse.

A jornalista disse que está recebendo apoio de hospitais e de toda a comunidade da universidade de Toulon, assim como de moradores.

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Parlamento chinês cogita adiar sessão anual por epidemia de coronavírus

Por G1

Médicos conversam em um hospital da Cruz Vermelha de Wuhan, na China, em 16 de fevereiro de 2020 — Foto: Stringer/AFP

Médicos conversam em um hospital da Cruz Vermelha de Wuhan, na China, em 16 de fevereiro de 2020 — Foto: Stringer/AFP

O Parlamento da China avalia adiar sua sessão plenária, o grande evento anual do regime comunista, anunciou nesta segunda-feira (17) a agência estatal Xinhua, no momento em que o país enfrenta uma epidemia de pneumonia viral causada pelo Covid-19, o coronavírus.

A sessão de 10 dias, durante a qual o Parlamento habitualmente ratifica por grande maioria as decisões do Partido Comunista, deve começar em 5 de março.

O Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP) vai se reunir na próxima semana para “deliberar sobre um projeto de adiamento da terceira sessão anual parlamentar”, informou a Xinhua.

A agência não explicou o motivo do possível adiamento, mas uma decisão neste sentido é aguardada em função da epidemia do novo coronavírus, que provocou 1.770 mortes na China e deixou mais de 70.500 infectados desde dezembro. O vírus se propagou a todo o território.

Mais de 600 casos foram registrados em quase 30 países.

Praticamente toda a província de Hubei (centro), onde a doença surgiu, está em quarentena desde 23 de janeiro, com 56 milhões de habitantes isolados do mundo.

Durante uma reunião que começará em 24 de fevereiro, o Comitê Permanente da ANP discutirá ainda um projeto de lei para proibir o comércio de animais selvagens, assim como seu consumo “para proteger a vida, a saúde e a segurança das pessoas”.

Especialistas acreditam que a epidemia do novo coronavírus teve origem em um mercado de Wuhan, capital da província de Hubei, onde eram vendidos animais selvagens vivos.

Mais de 70 mil casos

O número de mortos na China por Covid-19 chegou a 1.770 no domingo (16), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados ficou em 70.548, aumento de 2.048 em um dia.

Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei — Foto: G1

Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei — Foto: G1

Só na província de Hubei, epicentro do coronavírus, foram registradas mais 100 mortes e 1.933 casos confirmados da doença entre sábado (15) e domingo (16). Os números incluem o balanço do dia da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais uma morte registrada em Taiwan.

Apenas na região de Hubei são 58.182 pacientes com o vírus e 1.698 mortes desde o início do surto. Receberam alta do hospital 6.639 pacientes; 40.814 pessoas estão em tratamento hospitalar e outras 71.613 estão sob observação médica.

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