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Jornal russo ‘Novaya Gazeta’ é multado em R$ 29 mil por ‘abusar da liberdade de imprensa’

A multa foi aplicada por conta de uma reportagem publicada em março sobre uma testemunha ocular na cidade ucraniana de Kherson, ocupada pelos russos. A matéria foi apagada do site jornalístico por determinação da agência reguladora de imprensa da Rússia.

Por Reuters

O veículo russo independente de imprensa “Novaya Gazeta” anunciou nesta quarta-feira (10) que recebeu uma multa de 350 mil rublos (cerca de R$ 29 mil) por “abusar da liberdade de imprensa”. 

A multa foi aplicada por conta de uma reportagem publicada em março sobre uma testemunha ocular na cidade ucraniana de Kherson, ocupada pelos russos. A matéria foi apagada do site jornalístico por determinação da agência reguladora de imprensa da Rússia, afirmou a porta-voz Nadezhda Prusenkova. 

O veículo planeja recorrer da decisão, acrescentou.

O “Novaya Gazeta” tem sido uma das principais vozes resistentes na imprensa independente russa, cerceada desde os anos 1990, e seu editor-chefe, Dmitry Muratov, foi um dos premiados em 2021 com o Prêmio Nobel da Paz por suas iniciativas para salvaguardar a liberdade de expressão. 

O jornal suspendeu suas operações dentro da Rússia em março, após avisos repetidos da agência reguladora do setor, a Roskomnadzor, sobre sua cobertura da campanha militar de Moscou na Ucrânia. 

Rússia criminalizou a publicação de reportagens sobre o conflito que sejam divergentes dos relatos oficiais. 

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Avião que manobrava em aeroporto de Chicago bate uma das asas em poste

De acordo com sites que cobrem o setor de aviação, quatro pilotos foram demitidos por causa do incidente.

Por g1

Um Boeing 777-200F da Qatar Airlines bateu num poste no aeroporto de Chicago, nos Estados Unidos.

De acordo com sites que cobrem o setor de aviação, quatro pilotos foram demitidos por causa do incidente. O acidente ocorreu na sexta-feira (5).

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A aeronave vinha de Atlanta e, quando estava manobrando na pista, depois de pousar, bateu a asa direita em um poste. Uma foto foi publicada em uma rede social.

Imagem de asa de avião danificada após colisão com um poste no aeroporto de Chicago — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Imagem de asa de avião danificada após colisão com um poste no aeroporto de Chicago — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A empresa aérea confirmou o incidente, de acordo com o site Aerotime Hub.

Ninguém ficou ferido, não houve nenhum problema de segurança ou perigo que dificultasse as operações do aeroporto.

O Corpo de Bombeiros de Chicago disse que o avião teve um pneu furado.

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Incêndio na França obriga 10 mil pessoas a deixar suas casas

A França, como o resto da Europa, vem enfrentando dificuldades neste verão com sucessivas ondas de calor e a pior seca já registrada. Dezenas de incêndios florestais afetaram diversas regiões do país.

Por g1

Uma região no sudoeste da França foi atingida por incêndios florestais nesta quarta-feira (10), e foi necessário retirar 10 mil moradores da área —uma parte deles subiu em telhados quando as chamas se aproximaram.

A área afetada foi Gironde, vizinha de Landes, que também foi afetada por incêndios neste ano.

Em Gironde, a polícia foi de porta em porta dizer aos moradores para saírem enquanto o fogo avançava.

Os bombeiros continuam a retirar pessoas de suas casas, e diversas estradas e acessos foram interditados.

A França, como o resto da Europa, vem enfrentando dificuldades neste verão com sucessivas ondas de calor e a pior seca já registrada. Dezenas de incêndios florestais afetaram diversas regiões do país.

Números históricos de incêndios

Mais de 57 mil hectares foram incendiados na França neste ano, quase seis vezes a média anual de 2006-2021, segundo dados do Sistema Europeu de Informações sobre Incêndios Florestais.

O ministro do Interior, Gerald Darmanin, afirmou que 9 em cada 10 incêndios são causados por pessoas.

Suécia e Itália se preparam para enviar ajuda à França.

O incêndio florestal de Gironde é um dos muitos que se espalharam pela Europa neste verão, desencadeado por ondas de calor que assaram o continente e trouxeram temperaturas recordes.

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Ação russa em Zaporíjia representa risco de acidente nuclear superior à Chernobyl

Usina nuclear localizada na Ucrânia tem sido estratégica desde início do conflito contra Rússia e é alvo de acusações mútuas entre Moscou e Kiev.

Por RFI

O grupo do G7, que reúne as sete democracias mais industrializadas do mundo, acusou Moscou, nesta quarta-feira (10), de “colocar em risco” a região em torno da usina nuclear de Zaporíjia, ocupada por tropas russas, e exigiu a devolução da central à Ucrânia. Analistas ouvidos pela RFI destacam os riscos de um acidente nuclear que superaria a catástrofe de Chernobyl, uma ameaça que o Exército russo estaria consciente.

Na noite desta terça-feira (9), a operadora ucraniana Energoatom informou que as forças russas se preparavam para conectar a usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa, à Crimeia, península anexada por Moscou em 2014. Porém, desviar a produção de energia para o sul da Ucrânia é uma operação arriscada, segundo especialistas, no momento em que a central nuclear de Zaporíjia se encontra no meio do fogo cruzado.

A usina nuclear localizada na Ucrânia tem sido estratégica desde o início do conflito e é alvo de acusações mútuas entre Moscou e Kiev. Os dois lados afirmam que o campo adversário bombardeou as instalações nucleares na semana passada, sem que nenhuma fonte independente pudesse confirmar essas alegações.

Na segunda-feira (8), o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, denunciou em uma entrevista coletiva no Japão o que qualificou de “ataques suicidas” visando o complexo nuclear. Ele pediu a suspensão das operações militares em torno da usina, para que a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) possa ter acesso ao local. 

Desde o início da guerra, a central nuclear é utilizada como base militar e esconderijo para tropas russas. “O Exército ucraniano não vão atirar contra essa central por causa dos riscos de um acidente nuclear”, explica à RFI Anastasiya Shapochkina, professora da Science Po Paris. “Os últimos anúncios do Exército russo informam que os militares presentes na usina estão conscientes dos riscos. Eles informaram sobre a instalação de minas terrestres em todos os seis reatores de Zaporíjia. Há testemunhos da presença de veículos militares russos e de munição armazenada perto de dois reatores”, acrescenta a especialista, que avalia a gravidade de um possível acidente em Zaporíjia superior a de Chernobyl

Fantasma de Chernobyl

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citou o desastre de Chernobyl, ocorrido em 1986, para chamar a atenção internacional para o problema. O ministro ucraniano das Relações Exteriores alertou que se os bombardeios causarem a explosão da usina, seria dez vezes pior do que Chernobyl, episódio pode ter deixado mais de 4 mil mortos diretos, segundo dados das Nações Unidas, além das consequências sanitárias, ecológicas e econômicas.

“Toda a população adulta tem uma memória clara sobre o acidente de Chernobyl, pois muita gente foi mobilizada para combater o fogo ou reduzir as consequências da tragédia, operações que deixaram muitos mortos e feridos. Mas isso é muito mais claro na Ucrânia e em Belarus, país também afetado, do que na Rússia”, destaca Shapochkina.

“As manobras do Exército russo, formado por muitos jovens, demonstram que eles não têm essa lembrança, nem seus comandantes, porque eles fizeram escavações na terra radioativa, aumentando o nível de radioatividade 10 vezes, sendo que muitos acabaram sendo hospitalizados”, acrescenta a especialista.

Os países do G7 acusam Moscou de colocar em perigo toda a região e mesmo a comunidade internacional. “Exigimos que a Rússia devolva imediatamente ao seu legítimo proprietário soberano, a Ucrânia, o controle total da usina nuclear de Zaporíjia”, escreveu o grupo formado por Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, em um comunicado.

O texto foi divulgado pela Alemanha, que à frente da presidência do G7 em 2022. “É o controle contínuo da usina pela Rússia que coloca a região em risco”, acrescenta a nota. “Os funcionários ucranianos que operam a usina nuclear de Zaporíjia devem poder cumprir suas funções sem serem ameaçados ou pressionados”, alerta o G7.

O grupo se diz “profundamente preocupado com a séria ameaça” representada pelo Exército russo à “segurança” das instalações nucleares ucranianas. A sua ocupação por tropas de Moscou “aumenta significativamente o risco de um acidente ou incidente nuclear” e “coloca em perigo o povo da Ucrânia, os estados vizinhos e a comunidade internacional”, afirma a mesma fonte.

Para Dominique Trinquand, ex-chefe da missão francesa nas Nações Unidas, o objetivo dos russos de conectar a central nuclear de Zaporíjia à Crimeia, para abastecer todo o sul da Ucrânia, tem várias razões. “A Crimeia é estratégica para a Rússia primeiro por uma razão histórica, já que há uma reivindicação de pertencimento à Rússia. A segunda, é que desde 24 de fevereiro, data da ofensiva russa, as tropas russas da Crimeia foram determinantes para a conquista de Kherson e a ofensiva no mar de Azov. Além disso, o porto de Sebastopol é o grande porto russo para acesso ao Mar Negro” destaca o general.  

Na terça-feira (9) explosões em um depósito de munição em um aeródromo militar na península da Crimeia deixaram um morto e um ferido. “Hoje há o desejo russo de anexar toda a região que vai do Donbass até Kherson, usando a Crimeia como apoio”, conclui Trinquand.

A operação para conectar a produção de energia de Zaporíjia à Crimeia exigiria um corte nas linhas de alta-tensão para um religamento posterior. A agência nuclear ucraniana alerta sobre o perigo de uma operação como essa, pois os russos seriam obrigados a conectar temporariamente a central a geradores alimentados por diesel.

Aiea pede acesso a Zaporíjia

Com base em informações fornecidas pela Ucrânia, especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) concluíram que os bombardeios recentes perto de Zaporíjia “não representaram uma ameaça imediata à segurança nuclear”, conforme informou o diretor-geral da agência, Rafael Grossi.

Os dois ataques com foguetes ocorridos no final da semana passada – um deles lançado de uma área de floresta e o outro de uma zona urbana – resultaram em explosões perto de piscinas de resfriamento de material radioativo. A principal preocupação dos especialistas é de evaporação da água das piscinas, além do risco de incêndio.

Em um comunicado atualizado nesta quarta-feira, Grossi enfatizou novamente a necessidade de uma missão de especialistas da Aiea para visitar a usina o mais rápido possível. A Aiea não pode vistoriar as instalações desde o início do conflito, há mais de cinco meses.

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As sinistras ‘pedras da fome’ reveladas em rios da Europa após período de seca

Populações que viviam entre os séculos 15 e 19 onde hoje estão países como Alemanha e República Tcheca deixaram marcos nessas pedras com mensagens sobre as catástrofes desencadeadas pela falta de água e lembranças das dificuldades sofridas durante as secas. Agora elas têm ficado visíveis com cada vez mais frequência.

Por Cristina J. Orgaz, BBC

A Europa está vivendo uma seca que tornou visíveis as chamadas “pedras da fome” — um aviso sinistro do passado pressagiando períodos de miséria.

Comuns na Europa central, as “pedras da fome” são rochas nos leitos dos rios que só são visíveis quando os níveis de água estão extremamente baixos.

Populações que viviam entre os séculos 15 e 19 onde hoje estão países como Alemanha e República Tcheca deixaram marcos nessas pedras com mensagens sobre as catástrofes desencadeadas pela falta de água e lembranças das dificuldades sofridas durante as secas.

A inscrição mais antiga encontrada na bacia do rio Elba (que nasce na República Tcheca, corre pela Alemanha e deságua no Mar do Norte) data de 1616 e está em alemão. Ela diz wenn du mich siehst, dann weine, que pode ser traduzido para o português como “se você me vir, chore”.

Essa pedra específica é particularmente famosa porque os habitantes da região esculpiram as datas de secas severas em sua superfície. De acordo com um estudo publicado em 2013 por uma equipe tcheca, os anos 1417, 1616, 1707, 1746, 1790, 1800, 1811, 1830, 1842, 1868, 1892 e 1893 podem ser lidos na pedra.

Na cidade de Pirna, na Alemanha, há um registro nos arquivos da cidade que aponta a existência de uma pedra com o ano 1115 gravado, mas a localização exata desse marco não é mais conhecida.

“A vida florescerá novamente quando esta pedra desaparecer”, diz outra das rochas esculpidas.

“Quem uma vez me viu, chorou. Quem me vê agora vai chorar”, está gravado em outra.

“Se você vir essa pedra de novo, vai chorar. A água estava baixa até aqui no ano de 1417”, diz outra.

Pedras que anunciam pobreza

Períodos de seca eram ainda mais graves no passado do que hoje em dia, porque as pessoas tinham muito menos recursos logísticos e tecnológicos para driblá-los. Níveis tão baixos de água significavam pobreza e carestia para muitas cidades e povoados.

No passado, a área da Europa Central, que inclui partes da Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Áustria e Hungria, dependia das terras férteis ao longo das margens dos rios para produzir alimentos.

A seca arruinava as plantações e tornava difícil ou impossível a navegação nos rios por onde chegavam alimentos, suprimentos de todos os tipos e carvão para cozinhar, ameaçando o sustento das famílias que viviam ao longo da margem dos rios.

Então, depois das secas, vinham as fomes – por isso as pedras são conhecidas como hungersteine (pedras da fome) na Alemanha

As pedras se tornaram visíveis diversas vezes ao longo do século 20, incluindo em 1918 em um período que coincidiu com a crise gerada pela Primeira Guerra Mundial. Também há marcos em diversas pedras dos anos 1904, 1928, 1963.

Nos últimos anos – 2003, 2015, 2018 – o fenômeno da seca em intervalos muito curtos tornou-se a manifestação mais proeminente das mudanças climáticas na Europa Central.

Lembranças do passado

Uma das cidades a expor mais pedras – doze – é Děčín, no norte da República Tcheca, onde o rio Ploučnice deságua no rio Elba, muito perto da fronteira com a Alemanha.

Outra pedra da fome está em exibição no museu da cidade de Schönebeck, na Alemanha. É uma antiga lápide que ficava em uma bacia portuária e na qual foram esculpidos níveis de água particularmente baixos.

Em 1904 a água ali baixou para 47 cm e a visibilidade da pedra indicava aos navios que o nível não era suficiente para navegar.

Além das pedras, várias bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial foram encontradas no leito do rio.

A maioria das “pedras da fome” são encontradas no rio Elba, mas também há rochas do tipo no rio Reno, no Mosela e no Weser, todos na Alemanha.

Seca extrema

Nas últimas semanas, a França e a Espanha tiveram que fazer racionamento de água devido a uma seca severa.

O governo francês declarou que o país enfrenta a pior seca da história.

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‘Guerra da Rússia contra a Ucrânia começou e vai acabar na Crimeia’, diz Zelensky

O presidente ucraniano relembrou o início das invasões russas em 2014 e disse que a segurança do Mar Negro não deve ser retomada enquanto a península estiver sobre domínio de Moscou.

Por g1

Durante fala ao público ucraniano nesta quarta-feira (10), o presidente Volodymyr Zelensky disse que a guerra da Rússia contra a Ucrânia começou na Crimeia e deve terminar na Crimeia.

“Esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre começou na Crimeia e tem que terminar na Crimeia”, disse Zelensky.

Os comentários do presidente ucraniano se deram depois que uma explosão atingiu uma base aérea militar da Rússia na península do Mar Negro.

Forte explosão atinge base aérea militar da Rússia na Crimeia

O incidente vitimou uma pessoa e feriu outras 9. A Ucrânia, oficialmente, nega qualquer tipo de responsabilidade no caso. A Rússia garante que foi um acidente envolvendo munições que estavam no local.

Oficiais do exército ucraniano disseram ao jornal norte-americano “The Washington Post” que forças especiais do país estão por trás do ataque, de acordo com a publicação.

Bombardeios no centro-oeste da Ucrânia

Ataques noturnos russos mataram 13 civis em Dnipropetrovsk, centro-oeste ucraniano, nesta quarta-feira, segundo as autoridades desta região ao norte da usina nuclear de Zaporizhzhia, que provoca uma troca de acusações sobre ataques entre Rússia e Ucrânia.

O ataque noturno também deixou 11 feridos, cinco deles em estado grave, nesta região relativamente segura, para onde são levados os civis retirados do Donbass, mais ao leste, epicentro da ofensiva russa.

“Passamos uma noite horrível (…) É muito difícil retirar os corpos dos escombros”, afirmou o governador Valentin Reznichenko em uma mensagem divulgada no Telegram.

“Peço que as pessoas sigam para locais seguras durante o ataque aéreo (…) Não deixem que os russos os matem”, acrescentou.

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Morre beluga que estava perdida no rio Sena, na França

Animal chegou a ser içado para mas apresentou problemas respiratórios. Equipe tentava transferir baleia, típica do Ártico, a uma bacia de água salgada nesta manhã. Animal nadava com dificuldade no rio havia quase uma semana há cerca de 80 km de Paris.

Por g1

Beluga perdida no Rio Sena morre após ser içada

A beluga que se perdeu e foi parar no rio Sena, na França, morreu nesta quarta-feira (10) durante uma operação de resgate sem precedentes para devolvê-la ao mar, informou a equipe que tentava resgatá-la.

A baleia chegou a ser içada do rio, mas, no caminho a uma bacia de água salgada, enfrentou problemas respiratórios.

O animal havia sido visto pela primeira vez no rio na quinta-feira (4), e, nos últimos dias, nadava com dificuldade a cerca de 80 quilômetros de Paris e recusava alimentos fornecidos por profissionais que tentavam salvá-la.

Ao longo desta madrugada, uma equipe formada por autoridades locais e o grupo de conservação marinha Sea Shepherd France tentava uma operação arriscada e sem precedentes para transferi-la, em um caminhão refrigeado, a uma bacia de água salgada no porto do canal de Ouistreham. Ali, ela seria tratada e, posteriormente, devolvida ao mar, segundo o plano de resgate.

A baleia chegou a ser içada do rio, e foi examinada e monitorada por veterinários, mas, segundo a equipe, começou a apresentar problemas respiratórios no caminho e não resistiu. , segundo informou o prefeito de Calvados, região onde a operação era realizada.

O Sea Shepherd informou que, apesar de a operação ser arriscada, a beluga estava desnutriada e não seria capaz de sobreviver na água quente e doce do rio. As belugas são típicas das águas do Ártico mas podem sobreviver por um tempo em água doce.

“Apesar de uma operação de resgate sem precedentes, anunciamos com tristeza a morte do cetáceo”, anunciou o prefeito.

Baleia beluga perdida no Sena recusa comida dos socorristas

Ao longo da semana, profissionais tentaram alimentá-la com trutas e lulas vivas, mas a baleia recusou qualquer alimento e vinha nadando lentamente, além de apresentar muita perda de peso.

Apesar de ser um episódio considerado raro, esta não é a primeira vez que um cetáceo aparece no rio Sena. Em maio, uma orca também em estado grave nadou dezenas de quilômetros pelo rio. Equipes tentaram guiá-la de volta para o mar, mas o animal estava desorientado e morreu de causas naturais.

Em 2018, outra beluga foi vista no rio Tâmisa, em Londres.

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Polícia francesa mata homem armado com faca no aeroporto de Paris

Prefeitura alega que homem, morador de rua, ameaçou equipe de segurança. Não há suspeitas de terrorismo. Aeroporto é um dos mais movimentado do mundo.

Por g1

A polícia da França matou a tiros um homem dentro aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, nesta quarta-feira (10). O homem, segundo a prefeitura de Paris, portava uma faca e ameaçou a equipe de segurança do aeroporto, um dos mais movimentados do mundo.

Não há suspeita de terrorismo.

Segundo a administração do aeroporto, o caso aconteceu no terminal 2F por volta das 08h20 no horário local (03h20 no horário de Brasília), quando havia fluxo intenso de passageiros. Ninguém mais ficou ferido.

Um funcionário do Charles de Gaulle alegou à agência de notícias France Presse que o homem “importunava os agentes de segurança”, e policiais fronteiriços que trabalham no aeroporto foram chamados para ajudar.

Segundo a polícia, o homem foi embora, mas depois voltou com uma faca, e um policial então atirou contra ele.

Um fotógrafo da agência France Presse que estava no aeroporto afirmou que o homem recebeu ordens para guardar a faca mas, em vez disso, seguiu avançando em direção aos policiais, que o abateram com um único tiro.

A polícia ainda não deu informações sobre a identidade do homem morto.

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Cidade de Bucha, na Ucrânia, enterra corpos de vítimas de massacre não identificadas da ocupação russa

Catorze corpos não puderam ser identificados, acrescentando que a maioria havia sido baleada na cabeça e no peito. Os enterros acontecem 4 meses após a saída das tropas russas do local.

Por Reuters

Autoridades ucranianas realizaram uma cerimônia de sepultamento nesta terça-feira para 15 corpos descobertos em Bucha, quatro meses depois de as forças russas se retirarem da região.

A vice-prefeita, Mykhailyna Skoryk, disse a repórteres que 14 corpos não puderam ser identificados, acrescentando que a maioria havia sido baleada na cabeça e no peito.

“Todas as pessoas que foram baleadas e exumadas de uma vala comum tinham marcas de tortura nelas”, disse.

The New York Times publica vídeos e depoimentos de testemunhas em Bucha

A Ucrânia e seus aliados acusam as forças russas de terem cometido atrocidades em Bucha, uma cidade-satélite de Kiev, após iniciarem sua ofensiva em fevereiro. A Rússia nega a acusação.

Skoryk disse que cada tumba tem um marcador único, e se amostras de DNA permitirem a identificação de uma vítima, uma placa com o seu nome pode ser feita, e os parentes poderão enterrar seus entes queridos novamente.

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O que se sabe sobre as buscas do FBI na mansão de Donald Trump na Flórida

A busca fez parte de uma investigação do Departamento de Justiça sobre documentos presidenciais considerados propriedade oficial do governo que foram removidos da Casa Branca quando Trump deixou o governo, em janeiro de 2021.

Por g1

Na noite de segunda-feira (8), o próprio Donald Trump publicou uma nota na qual afirmava que um grupo de agentes do FBI fazia uma operação em sua casa de Mar-a-Lago.

Eric Trump, um dos filhos do ex-presidente, afirmou que eram cerca de 30 policiais.

Trump estava em Nova Jersey naquele momento. Não foi uma invasão a força, já que o FBI avisou o Serviço Secreto, que protege o ex-presidente, antes de chegar, de acordo com a rede NBC.

Entenda se Trump pode ser barrado de tentar reeleição em 2024

Lá dentro, passaram horas revistando a residência. Abriram, inclusive, uma caixa forte. O portal Politico, citando uma fonte familiarizada com os fatos, indicou que os agentes levaram “registros em papel”.

“Nunca aconteceu antes com um presidente dos Estados Unidos nada como isso”, disse Trump em um comunicado, em que descreve as buscas como “desnecessárias e inapropriadas”.

O que o FBI está investigando?

O Departamento de Justiça e o FBI não se pronunciaram sobre a investigação.

Segundo especialistas, a realização de buscas direcionadas a Trump, que pode voltar a disputar a Casa Branca em 2024, é algo tão politicamente sensível que precisaria ser aprovado pelo procurador-geral Merrick Garland e o diretor do FBI, Christopher Wray.

FBI deve ter precisado de uma ordem judicial, o que exigiria a revisão de um juiz da justificativa para entrar na casa de um ex-presidente. Mas o mandado, que poderia revelar a natureza da investigação, permanece em segredo.

Seamus Hughes, subdiretor do Programa sobre Extremismo da Universidade George Washington e especialista em documentos judiciais, afirmou que o promotor federal do sul da Flórida mantém as ordens seladas.

“Cada distrito judicial pode estabelecer suas próprias regras locais para o acesso do público a documentos”, disse.

Documentos confidenciais?

Eric Trump disse à Fox News que a operação estava relacionada a acusações sobre uma grande quantidade de documentos que o presidente levou consigo quando deixou a Casa Branca em janeiro de 2021.

No início do ano, o ex-presidente foi obrigado a entregar 15 caixas desses documentos aos Arquivos Nacionais, a instituição que controla os registros presidenciais.

Posteriormente, os Arquivos informaram ao Departamento de Justiça que as caixas incluíam alguns documentos altamente confidenciais.

As buscas de segunda-feira sugerem que havia mais arquivos desse tipo em Mar-a-Lago.

“O propósito das buscas, pelo que disseram, foi porque os Arquivos Nacionais queriam corroborar se Donald Trump tinha ou não algum documento em seu poder”, afirmou Eric Trump.

É ilegal guardar documentos presidenciais?

A Lei de Registros Presidenciais determina que todos os documentos relacionados a assuntos oficiais devem ser entregues aos Arquivos Nacionais. Mas violar essa norma traz poucas consequências.

Por outro lado, a legislação americana proíbe estritamente que as pessoas retenham documentos confidenciais, o que pode levar a severas penas de prisão.

Uma indicação de que a investigação poderia envolver materiais confidenciais foi uma visita a Mar-a-Lago em junho por parte do chefe da Seção de Controle de Exportações e Contrainteligência do Departamento de Justiça, segundo a CNN.

Essa seção supervisiona os casos que afetam a segurança nacional, como os de espionagem e sabotagem, assim como os que envolvem americanos que fazem lobby por governos estrangeiros.

Trump está sob investigação?

A operação de buscas não significa necessariamente que Trump esteja sob investigação por um crime.

Os documentos buscados podem ser necessários para outras investigações ligadas a membros de seu governo, inclusive para a investigação do ataque ao Congresso de 6 de janeiro de 2021 por centenas de apoiadores de Trump.

Porém, a natureza das buscas, dizem os analistas, sugere algo muito mais significativo.

Andrew McCabe, ex-subdiretor do FBI, afirmou à CNN que parece inimaginável que se trate simplesmente de material dos Arquivos Nacionais. “Devem ter muito mais que isso”, disse.

A operação foi legal?

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (órgão semelhante ao Ministério da Justiça) não deu explicações sobre a busca na casa do ex-presidente, e essa é uma indicação de que uma investigação está sendo conduzida de acordo com as regras, disseram ex-promotores federais nesta terça-feira (9).

FBI faz operação em mansão de Trump para recuperar documentos oficiais

Oficialmente, o Departamento de Justiça e o procurador-geral, Merrick Garland, não disseram nada sobre a busca (nem mesmo confirmaram que o FBI esteve na residência de Trump).

Ex-promotores de Justiça afirmaram que o departamento está observando as regras ao não comentar nada.

Isso porque um comentário poderia prejudicar um investigado.

Quais as consequências imediatas da busca?

As buscas dividiram opiniões: para alguns, foi o primeiro passo para um julgamento, para outros, uma perseguição política que teve como propósito atacar o ex-presidente, que considera se candidatar para um novo mandato.

Nunca um ex-morador da Casa Branca teve tantos problemas com a Justiça. Trump se declara inocente e se considera alvo de uma caça às bruxas.

Em nota, ele denunciou a incursão em sua mansão na Flórida, onde não se encontrava no momento. “São tempos obscuros no país”, disse. “Esta incursão não anunciada não foi necessária nem apropriada”, denunciou.

“Ninguém está acima da lei”, “nem mesmo um ex-presidente dos Estados Unidos“, declarou nesta terça-feira a presidente democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, à NBC. Como a maioria dos democratas, Pelosi está há anos pedindo que o magnata preste contas.

A escalada judicial parece ter unido mais o Partido Republicano em torno de Trump, ao ponto de elevá-lo a mártir.

Apoiadores de Trump se reuniram em frente à luxuosa casa para manifestar sua indignação. Nas redes sociais, simpatizantes defendiam um “divórcio” no país com divisões tão profundas.

Quais as consequências para 2024?

O líder dos conservadores na Câmara de Representantes, Kevin McCarthy, denunciou uma “instrumentalização intolerável com fins políticos” do Departamento de Justiça e prometeu uma investigação sobre seu funcionamento quando os republicanos retornarem ao poder.

Trump foi defendido até mesmo por seu ex-braço direito, Mike Pence, possível adversário nas primárias republicanas, cujo relacionamento foi abalado pelo episódio no Capitólio.

“Compartilho da profunda preocupação de milhões de americanos pelo ocorrido sem precedentes na residência privada do presidente Trump”, tuitou.

A emissora de televisão preferida dos conservadores, a Fox News, também não poupou críticas. “O FBI de Biden viola a casa de um de seus possíveis adversários nas eleições de 2024″, dizia uma manchete.

Trump já arrecadou mais de 100 milhões de dólares (uma quantidade sem precedentes para um ex-presidente) e pode anunciar sua candidatura a um novo mandato a qualquer momento. Por enquanto, aproveita a oportunidade para pedir mais recursos a seus apoiadores.

Sua equipe pediu a “todos os patriotas americanos de sangue vermelho que deem um passo a frente” e doem para a luta contra o que chamou de uma caça às bruxas interminável.

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