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Indonésia diz ter detectado sinais das caixas-pretas do avião da AirAsia

Mergulhadores em botes infláveis ajudam em operações de busca no Mar de Java  (Foto: REUTERS/Adek Berry/Pool )

Mergulhadores em botes infláveis ajudam em operações de busca no Mar de Java (Foto: REUTERS/Adek Berry/Pool )

 

As equipes de resgate que procuram pelos corpos de vítimas e pelos destroços do avião da AirAsia que caiu no Mar de Java, na Indonésia, informaram que detectaram sinais que seriam das caixas-pretas do avião. Na quarta-feira (7), foi localizada a cauda do avião, que é o local onde normalmente ficam os equipamentos, que guardam diálogos do piloto e dados do voo. A

“Um barco detectou os sons. Os mergulhadores tentam recuperar” as caixas-pretas, declarou à AFP S.B. Supriyadi, um dos responsáveis pelas operações no mar de Java. “A localização dos sons se situa perto da região onde a cauda do avião foi encontrada” na quarta-feira, acrescentou.

As caixas-pretas emitem sinais acústicos que, em geral, podem ser detectados até 30 dias após o acidente.

As autoridades indonésias anunciaram na quarta-feira ter encontrado a cauda do avião, a parte da aeronave onde costumam estar localizadas as caixas-pretas, que registram as informações de voo, cruciais para determinar as causas do acidente.

Trata-se da primeira vez em que são detectados sinais acústicos do voo QZ8501. Os trabalhos de busca se tornaram difíceis devido ao mau tempo e às correntes marítimas, que impedem os mergulhadores de chegar ao fundo do mar, embora nesta zona ele seja relativamente pouco profundo (cerca de 30 metros).

Está previsto para os próximos dias o início da retirada do fundo do mar da cauda do voo QZ8501, que desapareceu das telas do radar em 28 de dezembro depois de percorrer menos da metade do trajeto de duas horas de Surabaya, segunda cidade da Indonésia, até Cingapura.

Não houve sobreviventes entre as 162 pessoas a bordo. A causa do acidente permanece um mistério, e a esperança é que as caixas-pretas, com as gravações e registros do voo, forneçam pistas. A operação vai usar um balão para suspender a cauda.

Em Jacarta, o chefe da agência de resgate da Indonésia, Fransiskus Bambang Soelistyo, disse que um guindaste também pode ser usado na operação e que encontrar os corpos desaparecidos permanece o foco principal do trabalho.

A cauda do avião foi encontrada na quarta-feira, virada no fundo do mar, a cerca de 30 quilômetros da última localização que se tem do avião, a uma profundidade de cerca de 30 metros.

Corpos
Os parentes das vítimas têm pedido às autoridades para priorizar a busca pelos corpos.

Um total de 84 mergulhadores estava em embarcações na região dos destroços na quinta-feira, e equipes iniciaram as buscas pela manhã. A falta de visibilidade e o mar agitado dificultaram os esforços, afirmaram autoridades.

Quarenta e três corpos e destroços do avião foram retirados das águas na região de Bornéu, mas ventos fortes e ondas altas prejudicaram os esforços dos mergulhadores para alcançar grandes pedaços de peças, supostamente da aeronave, detectados pelo sonar no fundo do mar.

 

 

Do G1, em São Paulo

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Irmãos suspeitos de ataque em Paris integram lista de terroristas nos EUA

Chérif Kouachi e Said Kouachi, suspeitos do ataque à revista 'Charlie Hebdo' (Foto: Divulgação)

Chérif Kouachi e Said Kouachi, suspeitos do ataque à revista ‘Charlie Hebdo’ (Foto: Divulgação)

 

Os dois supostos autores do atentado contra o jornal “Charlie Hebdo”, em Paris, integram “há anos” a lista negra de terroristas elaborada pelos Estados Unidos, informou à AFP um funcionário americano.

Os irmãos Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, apontados como os autores da execução de 12 pessoas no jornal satírico parisiense “estão há anos em nossa lista de vigilância”, disse o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Os nomes deles foram incluídos até na famosa “No Fly List”, que proíbe a presença em voos para ou a partir dos Estados Unidos.

Após o ataque ao jornal, Chérif e Said fugiram e foram vistos no norte da França, onde as forças da ordem fazem uma enorme operação. A caçada prossegue nesta sexta-feira (9), mobilizando milhares de homens e cinco helicópteros.

Os dois suspeitos falaram com a polícia por telefone e disseram que querem “morrer como mártires”, disse o parlamentar Yves Albarello, que é da cidade de Dammartin-en-Goële, onde ocorre o cerco, segundo a CNN.

O atentado foi saudado nesta quinta-feira (8) pelo grupo Estado Islâmico, que chamou os irmãos de “heróis”.

Histórico
Nascido em 28 de novembro de 1982 em Paris, francês de nacionalidade e apelidado Abu Isen, Chérif Kouachi integrava a chamada “rede de Buttes-Chaumont”, comandada pelo “emir”‘ Farid Benyettu. Ela era encarregada de enviar jihadistas para combater no braço iraquiano da Al-Qaeda, então liderado por Abu Mussab al Zarkaui.

Detido pouco antes de viajar à Síria, Chérif foi julgado em 2008 e condenado a três anos de prisão, com 18 meses sob liberdade condicional.

Segundo o jornal “Guardian”, Chérif trabalhava na época como entregador de pizza e havia dito às autoridades que foi motivado a viajar ao Iraque por imagens de atrocidades cometidas pelas tropas americanas na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá.

O suspeito era órfão de pais de origem argelina do oeste da França e tinha formação técnica em instrutor de educação física, ainda de acordo com o “Guardian”.

Said também nasceu em Paris e tem nacionalidade francesa. Ele passou “vários meses” treinando com armamento de guerra com um membro da Al-Qaeda no Iêmen em 2011, antes de regressar à França, disse ao jornal “The New York Times” um funcionário americano.

 

Da France Presse

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Ataque à revista revela dificuldade da Europa em lidar com Islã

Ataque à revista satírica Charlie Hebdo deixou 12 mortos em Paris na quarta-feira  (Foto: AFP)

Ataque à revista satírica Charlie Hebdo deixou 12 mortos em Paris na quarta-feira (Foto: AFP)

No coração da Europa, em 2015, o assassinato de cartunistas e jornalistas por alegadamente insultarem Deus ainda choca, apesar do número crescente de ataques desse tipo nos últimos anos.

Na Europa racional e pós-iluminista, a religião foi relegada a um lugar seguro, com o judaísmo e o cristianismo como alvos seguros de sátira em sociedades ocidentais seculares.

Mas não em relação ao Islã. A batalha interna entre sunitas e xiitas, tão evidente nas guerras no Oriente Médio, e a luta entre interpretações extremistas do Islã, como as do grupo Estado Islâmico, e muçulmanos que desejam praticar sua religião em paz, agora está sendo travada nas ruas da Europa, com consequências potencialmente devastadoras para a coesão social.

Este último ataque pode ser resultado de “lobos solitários” mas suas consequências vão repercutir em toda a Europa e provocam muita reflexão sobre o fracasso da integração ao longo das últimas décadas.

Comunidades de imigrantes já são vistas com crescente desconfiança na França e na Alemanha, com suas significativas populações muçulmanas, e até mesmo, na Grã-Bretanha.

A França tem a maior população muçulmana da Europa, com cerca de cinco milhões de pessoas ou 7,5% da população. A Alemanha tem quatro milhões, ou 5% da população, e na Grã-Bretanha são três milhões, também 5% da população.

Em todos estes três países, os principais partidos políticos estão sendo obrigados a enfrentar o descontentamento popular com os níveis de imigração e o aparente desejo de alguns mais jovens, filhos ou netos de famílias de imigrantes, de não adotar o estilo de vida ocidental e liberal – incluindo tradições de tolerância religiosa e livre discurso.

Na Grã-Bretanha, esse mal-estar tem sido debatido na cena pública de uma maneira mais pacífica.

A fátua contra o escritor Salman Rushdie há mais de 20 anos após a publicação de Os Versos Satânicos, forçando-o a se esconder por vários anos, talvez tenha sido a primeira vez que a questão atingiu a consciência britânica, embora os ataques de 7 de julho de 2005 tenham sido um lembrete de que a violência extremista também pode atingir o coração da Grã-Bretanha.

No entanto, a França teve muito mais violência em suas ruas em nome da religião nas últimas décadas, embora tenha tentado associar a maior parte dos recentes ataques a ações de “lobos solitários”, como atos de indivíduos mentalmente desequilibrados.

Mas alguns membros da comunidade judaica do país têm respondido à crescente onda de anti-semitismo e à morte de judeus na França e na Bélgica por extremistas islâmicos.

Ataques recentes a sinagogas e a judeus nos subúrbios de Paris – onde judeus e muçulmanos vivem, muitas vezes, lado a lado em áreas mais pobres como Sarcelles – apenas exacerbou os temores de que a violência em nome da religião, visível em partes da África e do Oriente Médio, e que tantos tentam escapar fugindo para a Europa, seguiu-os até aqui.

A Alemanha também tem visto um aumento crescente do sentimento anti-Islã em suas cidades, no momento em que preocupações em relação a jovens muçulmanos radicalizados deixam partidos de extrema-direita e neo-nazistas e partem para o centro da política, como visto na recente popularidade do movimento Pegida, que faz campanha contra a “islamização” da Europa.

Líderes políticos e religiosos na Alemanha se manifestaram contra o movimento, e marchas de oposição foram realizadas, mas os temores do Pegida trouxeram milhares para as ruas.

Os assassinatos da Charlie Hebdo são um lembrete profundamente indesejável para o Ocidente de que, para alguns, principalmente jovens radicalizados, a interpretação fundamentalista que têm da religião é o suficiente para matar aqueles que, na visão deles, a ofendem.

Como resultado, na Europa ocidental, sociedades liberais estão começando a se dividir sobre a melhor forma de lidar com o islamismo radical e o impacto sobre seus países, enquanto governos agonizam sobre uma potencial reação contra muçulmanos que vivem na Europa.

Organizações muçulmanas tradicionais na Grã-Bretanha e França condenaram os assassinatos de forma inequívoca, dizendo que terrorismo é uma afronta ao Islã.

Mas a potencial reação, incluindo apoio a partidos e grupos de extrema-direita, pode também ferir muçulmanos comuns mais do que ninguém, deixando autoridades e líderes religiosos na Europa Ocidental pensando em como enfrentar a violência em nome da religião, sem vitimizar minorias ou serem acusados de “islamofobia”.

 

Correspondente para Assuntos de Religião da BBC News

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Testemunha relata ‘horror’ do ataque ao jornal francês

Da AFP

 / Foto: AFPFoto: AFP

“Ainda me pergunto como escapei”, disse nesta quinta-feira (8) um dos raros sobreviventes do ataque em Paris contra a sede do jornal satírico Charlie Hebdo, que se salvou do massacre entrando debaixo de uma mesa.

Repórter do jornal, Laurent Léger participava da reunião de pauta, na quarta-feira, quando dois homens armados com fuzis de assalto entraram no Charlie Hebdo, onde executaram 12 pessoas.

“Eles atiraram a esmo, simplesmente”, disse Léger à Rádio France Info, desmentindo a informação de que os dois atiradores perguntaram os nomes das pessoas antes de disparar.

“Vi um homem encapuzado, e depois muito sangue… Vi a metade da redação caída. Ainda me pergunto como consegui escapar… Foi um horror”.

Entre os doze mortos estão os chargistas Charb, Wolinski, Cabu, Tignous e Honoré, e o jornalista especializado em economia Bernard Maris.

“Estávamos no final da reunião de pauta e de repente ocorreram pequenas detonações, depois a porta se abriu em um homem entrou gritando ‘Allah Akbar’ (Alá é grande)”, contou Léger.

“Parecia um agente do GIGN ou do Raid (unidades de elite da polícia), encapuzado, todo de preto, e com uma arma que segurava com as duas mãos. Então começou a atirar, depois veio o cheiro de pólvora… Me joguei debaixo da mesa e consegui escapar da sua visão, e os colegas do jornal caíram”.

“Tudo aconteceu muito rápido (…). Vi os outros no chão, o barulho dos tiros e depois veio o silêncio. Corremos em direção aos feridos e segurei a mão do nosso webmaster”, que estava em estado muito grave.

Os integrantes do jornal, especialmente seu diretor, Stéphane Charbonnier (“Charb”), sabiam da ameaça terrorista desde a publicação, em 2006, das caricaturas do profeta Maomé. “Charb se sentia mais ameaçado que os demais…”, revelou Léger, que está determinado a publicar uma nova edição do jornal na próxima semana. “Vamos fazer qualquer coisa. Isto é importante”.

 

 

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Ataque em Paris: Obama visita embaixada da França em Washington

Da AFP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizou nesta quinta-feira (8) uma visita à embaixada da França em Washington, um dia após o sangrento ataque ao jornal Charlie Hebdo, em Paris, por dois homens armados que executaram 12 pessoas.

Obama retornou a Washington após uma viagem ao Arizona, e assim que pousou na capital federal seguiu para a sede diplomática francesa, constatou um jornalista da AFP. Na véspera, Obama qualificou o massacre de “ataque terrorista”.

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Polícia caça autores de massacre pelas ruas de Paris

Da AFP

Unidades de elite da polícia francesa foram mobilizadas para as buscas / Foto: AFPUnidades de elite da polícia francesa foram mobilizadas para as buscasFoto: AFP

Uma perseguição desenfreada acontecia nesta quinta-feira (8) na França para capturar os dois irmãos suspeitos de terem cometido o atentado contra o jornal “Charlie Hebdo”, tendo como pano de fundo o luto nacional e homenagens às vítimas.

Os irmãos de origem argelina Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, foram vistos nesta quinta de manhã pelo gerente de um posto de gasolina ao sul da pequena cidade de Villers-Cotterêts (80 km ao nordeste de Paris), na região administrativa da Picardia.

Segundo uma fonte policial consultada pela AFP, eles agora estariam sem carro, andando “encapuzados e armados com kalashnikovs e lança-foguetes à mostra”.

Homens do RAID e do GIGN, unidades de elite da polícia e da gendarmeria francesas, foram mobilizados para essa área, onde o nível máximo de alerta antiterrorista foi decretado. Até o momento, apenas a região parisiense se encontrava sob esse status.

Usando capacetes e uniformes pretos, os policiais patrulhavam as estradas, fazendo controle de veículos, além de revistarem os jardins das casas e as ruas do cidade, de acordo com imagens transmitidas pelas emissoras de televisão locais. Helicópteros também sobrevoavam a região.

“A prioridade é perseguir e deter os terroristas que cometeram este atentado. Milhares de policiais, gendarmes e investigadores estão mobilizados”, declarou o primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

Apesar de não haver uma reivindicação formal, a rádio do grupo Estado Islâmico (EI), captada no Líbano, classificou os autores do atentado de “heróis”.

Nove pessoas ligadas aos dois suspeitos foram detidas e estão sendo interrogadas, informou nesta quinta-feira o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve. De acordo com o ministro, Said Kouachi foi “formalmente reconhecido em uma foto como o agressor”, e várias batidas foram feitas em sua casa em Reims (nordeste da França).

A dupla foi identificada depois que os investigadores encontraram o documento de identidade de um deles no carro usado para praticar o atentado. Na fuga, o veículo foi abandonado pelos agressores.

Cazeneuve contou ainda que Chérif foi descrito por seus cúmplices “como violentamente antissemita”. Ele já havia sido condenado em 2008 a três anos de prisão, sendo um ano e meio de condicional, por participação em uma rede de envio de combatentes ao Iraque para abastecer a rede Al-Qaeda.

A hipótese de terrorismo islâmico, adotada na investigação, rapidamente considerada depois que os agressores gritaram “Allah Akbar”, foi reforçada pela descoberta de uma bandeira jihadista e de vários coquetéis molotov no carro abandonado em Paris, ao fugirem, na quarta-feira.

Já a condição de islamita de seu suposto cúmplice, Hamyd Mourad, de 18 anos, foi colocada em xeque nesta quinta pelos testemunhos de vizinhos e companheiros de turma. Segundo esses depoimentos, Mourad esteve na escola de Ensino Médio, onde estuda “toda a manhã de quarta-feira”, e que “não tem nada a ver” com os fundamentalistas muçulmanos.

Desde a tarde de ontem, vários locais de culto muçulmanos foram alvo de ataques em diferentes cidades da França, prováveis atos de vingança pelo atentado contra a revista. A polícia, que prefere não estabelecer qualquer vínculo formal entre os incidentes e o atentado de quarta-feira, busca um homem que feriu gravemente duas pessoas em um subúrbio do sul de Paris. Uma delas, uma policial, morreu pouco depois.

Uma nova reunião governamental de crise foi realizada pela manhã no Palácio do Eliseu, comandada pelo presidente François Hollande. Na noite desta quinta-feira, milhares de pessoas voltaram a se reunir na praça da República, em Paris, e também em outras cidades da Europa, de Lisboa a Moscou, para homenagear as vítimas do ataque.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o conjunto das forças políticas do Conselho de Paris convocaram um ato silencioso – mas as palavras de ordem não demoraram a aparecer.

O atentado contra a “Charlie Hebdo”, o mais letal cometido na França em meio século, já tinha levado mais de 100 mil pessoas às ruas em diferentes cidades francesas na tarde de quarta-feira e também provocou indignação no mundo todo.

MINUTO DE SILÊNCIO – Nesta quinta-feira, a França estava de luto nacional e foi feito um minuto de silêncio em todo o país, às 11h GMT (9h de Brasília), a pedido do presidente Hollande.

Do Palácio presidencial, ao metrô parisiense, passando por ministérios, Parlamento, imprensa e escolas, o país inteiro participou da homenagem. Na capital, o metrô parou por um minuto, e a Igreja Católica, alvo frequente das sátiras do “Charlie Hebdo”, ressonou os sinos da catedral Notre-Dame de Paris.

A Torre Eiffel apagava suas luzes em sinal de apoio, às 20h (17h em Brasília). As bandeiras tremularão a meio pau por três dias, e uma grande manifestação está prevista para o próximo domingo em Paris. Participarão do ato associações e partidos de esquerda e direita.

“Barbárie”, “Guerra contra a liberdade”, “A liberdade assassinada”: os jornais franceses e europeus fizeram eco nesta quinta-feira na primeira página ao horror provocado pelo atentado.

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Filho de Jackie Chan é condenado a 6 meses de prisão por caso com drogas

O ator e cantor Jaycee Chan, filho de Jackie Chan, em foto de 14 de junho de 2010 (Foto: Vincent Yu/AP/Arquivo)

O ator e cantor Jaycee Chan, filho de Jackie Chan, em foto de 14 de junho de 2010 (Foto: Vincent Yu/AP/Arquivo)

Jaycee Chan, filho do famoso ator Jackie Chan, foi condenado a seis meses de prisão nesta sexta-feira (9) por crimes relacionados a drogas após julgamento em um tribunal do distrito de Dongcheng, em Pequim, segundo informações da rede norte-americana CNN.

Ele foi considerado culpado por ‘proporcionar um espaço para o consumo de droga’, um crime que na China pode gerar uma pena de até três anos de prisão. Jaycee se declarou culpado por “abrigar outras pessoas para uso de drogas”.

Prisão
Jaycee Chan e o ator taiuanês Kai Ko Cheng-tung foram detidos em 14 de agostoem Pequim por consumo de drogas em um local de massagens.

A polícia encontrou mais de 100 gramas de maconha na casa do filho do ator, famoso por suas interpretações de personagens especialistas em artes marciais. Kai Ko, de 23 anos, foi liberado no final de agosto enquanto Jaycee Chan, de 32, continua detido.

No final de agosto, Jackie Chan pediu desculpas publicamente pela atitude de seu filho, assegurando que se sentia muito envergonhado e responsável por “não tê-lo educado bem”. “Estou muito zangado e surpreendido pelo o que meu filho fez”, disse em sua conta do Weibo.

Chan, popular por seus papéis em filmes de ação e artes marciais, pediu na mesma mensagem que seu filho “assuma a responsabilidade por suas más ações”, embora disse que “como seu pai, quero enfrentar o futuro contigo”. O ator, de 60 anos, protagonizou em 2009 uma campanha do governo chinês para a luta contra a toxicomania.

A detenção e o julgamento se emolduram dentro de uma campanha contra o consumo de drogas em grandes cidades chinesas como Pequim, que acabou com a detenção de milhares de pessoas, entre elas grandes celebridades como atores, cantores e diretores de cinema.

 

 

Do G1, em São Paulo

 

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Rádio do Estado Islâmico chama de ‘heróis’ autores de ataque em Paris

A rádio do grupo radical Estado Islâmico (EI) qualificou, nesta quinta-feira (8), de “heróis” os autores do ataque ao jornal satírico francês “Charlie Hebdo”, que deixou 12 mortos na quarta-feira, em Paris. Os irmãos Said e Chérif Kouachi estão sendo procurados pela polícia francesa como suspeitos de terem cometido o atentado.

“Os heróis jihadistas mataram doze jornalistas e feriram mais de dez outros que trabalhavam no jornal ‘Charlie Hebdo’ e fizeram isto para vingar o profeta Maomé”, noticiou o boletim da rádio Al Bayane, do EI, que controla grandes partes do território do Iraque e da Síria.

A rádio do EI lembrou que o periódico “não parou de insultar o profeta desde 2003”, em alusão à publicação de caricaturas de Maomé.

O francês Chérif Kouachi, de 32 anos, procurado como um dos suspeitos pelo ataque, é um jihadista muito conhecido pelos serviços antiterroristas franceses e foi condenado em 2008 por participar de uma rede de recrutamento de combatentes para o Iraque. Seu irmão Said, de 34, também é suspeito de atuar no ataque desta quarta.

Nascido em 28 de novembro de 1982 em Paris, francês de nacionalidade e apelidado Abu Isen, Chérif integrava a chamada “rede de Buttes-Chaumont”, comandada pelo “emir” Farid Benyettu e encarregada de enviar jihadistas para combater no braço iraquiano da Al-Qaeda, então liderado por Abu Mussab al Zarkaui.

Detido pouco antes de viajar à Síria, Chérif foi julgado em 2008 e condenado a três anos de prisão, com 18 meses sob liberdade condicional.

Imagem obtida pela agência France Presse através de uma fonte policial mostra reprodução do documento de identidade de Said Kouachi, um dos suspeitos do atentado em Paris, deixada no carro usado pelos suspeitos (Foto: AFP)

Imagem obtida pela France Presse através de uma fonte policial mostra reprodução do documento de identidade de Said Kouachi, um dos suspeitos do atentado em Paris, deixada no carro usado no ataque (Foto: AFP)

Segundo o jornal “Guardian”, Chérif trabalhava na época como entregador de pizza e havia dito às autoridades que foi motivado a viajar ao Iraque após ver imagens de atrocidades cometidas pelas tropas americanas na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá.

Seus advogados da época disseram que ele não era um muçulmano ortodoxo, que bebia, fumava e tinha uma namorada antes de se envolver com o grupo. “Antes eu era um delinquente. Mas depois eu me senti ótimo. Não conseguia nem imaginar que um dia poderia morrer”, ele teria dito à Corte, segundo o “Guardian”.

Relações
Dois meses depois de solto, seu nome apareceu em um plano de fuga da prisão do combatente islâmico Smain Ait Ali Belkacem, membro do Grupo Islâmico Armado Argelino (GIA) que foi condenado em 2002 à prisão perpétua pelo atentado que deixou 30 feridos na estação Museu de Orsay de Paris, em outubro de 1995.

Chérif Kouachi era suspeito de ser ligado a outro membro do Islã radical francês, Djamel Beghal, que cumpriu dez anos de prisão por preparar atentados, e com quem teria treinado.

Segundo o “Guardian”, Kouachi era órfão de pais de origem argelina do oeste da França e tinha formação técnica em instrutor de educação física.

Identidade dos suspeitos
A carteira de identidade de um dos irmãos foi encontrada em um carro abandonado pelos atiradores no nordeste de Paris durante a fuga.

Na foto divulgada na madrugada desta quinta pela polícia, Chérif Kouachi aparece com cabeça raspada e barbicha rala. Ele pode “estar armado e ser perigoso”, segundo as autoridades.

Seu irmão Said nasceu em 7 de setembro de 1980, também em Paris, e tem nacionalidade francesa. Ele aparece na foto policial com cabelo curto castanho e barba.

Chérif Kouachi e Said Kouachi, suspeitos do ataque à revista 'Charlie Hebdo' (Foto: Divulgação)
Chérif Kouachi e Said Kouachi, suspeitos do ataque à revista ‘Charlie Hebdo’ (Foto: Divulgação)

Suposto cúmplice detido
O suposto cúmplice dos dois irmãos, que se apresentou à polícia na noite de quarta-feira no nordeste da França, Mourad Hamyd, de 18 anos, é cunhado de Chérif Kouachi. Ele é suspeito de ter ajudado os atiradores. Uma testemunha informou sobre a presença de um cúmplice no carro no momento da fuga dos atiradores.

Hamyd se apresentou à polícia na cidade de Charleville-Mézières “ao ver que seu nome circulava nas redes sociais”, explicou à agência de notícias France Presse uma fonte próxima ao caso.

No entanto, internautas que se apresentaram como companheiros de classe tuitaram anteriormente que Mourad Hamyd estava na aula com eles no momento do ataque.

 

 

Da France Presse

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Veja a sequência da ação no ataque à sede da Charlie Hebdo, segundo jornal

O jornal francês “Le Monde” publicou nesta quinta-feira (8) uma reportagem com base em depoimentos de sobreviventes sobre o passo a passo da ação dos atiradores no ataque à redação do jornal “Charlie Hebdo”, em Paris. Ao todo 12 pessoas morreram no ataque: oito funcionários do jornal – entre eles quatro cartunistas –, um funcionário do edifício, um convidado da redação e dois policiais. O jornal publicou ainda uma foto do corredor da redação com várias manchas de sangue.

De acordo com a reportagem, os homens entraram primeiro em um prédio vizinho perguntando se ali era a sede do Charlie Hebdo. Desde os bombardeios de 2011 e após inúmeras ameaças de morte recebidas, a equipe do jornal mantém o endereço da redação em sigilo. Eles chegaram a pedir à vizinhança que não revelasse o local.

Veja a sequência dos acontecimentos, segundo o ‘Le Monde’:

– Pouco depois das 11h locais desta quarta-feira (7), dois homens armados vestidos de preto e usando coletes chegam ao número 6 da rua Nicolas-Appert, a duas portas do prédio da revista “Charlie Hebdo”.  Eles se aproveitaram da chegada de um carteiro ao edifício para entrarem no local.

– Já na recepção deste primeiro edifício, os homens perguntam se é ali a “Charlie Hebdo”. Em seguida, um dos homens dispara uma bala que passa pela porta de vidro de um escritório.

– Os homens, então, se dão conta de que estão no prédio errado e saem. Eles vão até o número 10 da mesma rua, local da redação de “Charlie Hebdo” desde 1 de julho de 2014. No momento da invasão acontece uma reunião de pauta entre a equipe do semanário.

Le Monde mostra foto do interior da sede da Charlie Hebdo após o ataque (Foto: Reprodução/Le Monde)

Le Monde mostra foto do interior da ‘Charlie Hebdo’ após o ataque (Foto: Reprodução/Le Monde)

– No hall do prédio, os homens cruzam com dois funcionários da manutenção. Antes de atirar e matar um deles, Frédéric Boisseau, de 42 anos, eles perguntam se é ali a sede da revista.

– Na escada, eles encontram a cartunista Corinne Rey, conhecida como Coco, que eles fazem de refém. Ela tenta enganar os homens levando-os ao terceiro andar. A redação, onde acontece a reunião de pauta, fica no segundo andar do prédio.

– No segundo andar, os dois assaltantes encontraram outro homem e o ameaçam com a arma antes de repetir a pergunta “Onde é o Charlie Hebdo?”

– Por fim, os atiradores chegam à redação. Com uma arma apontada na cabeça, Coco é obrigada a inserir o código de segurança na porta que dá acesso à sala.

– A reunião havia começado há quase uma hora. Estavam na sala de reunião em volta de uma mesa oval o editor-chefe e cartunista Stéphane Charbonnier (Charb), os cartunistas Jean Cabu, Georges Wolinski, Bernard Verlhac (Tignous), Philippe Honoré e Riss, os jornalistas Laurent Léger, Fabrice Nicolino e Philippe Lançon, o economista Bernard Maris e as colunistas Sigolène Vinson e Elsa Cayat. Outras pessoas trabalhavam na sala principal da redação.

– Os atiradores encapuzados chamaram o nome de Charb e atiraram nele. Em seguida, chamaram os apelidos dos outros cartunistas e abriram fogo aos gritos de “Allahou akbar” e “Vocês vão pagar por insultarem o Profeta”. Sete pessoas foram mortas na sala de reunião: Charb, Cabu, Wolinski, Tignous, Honoré, Bernard Maris e Elsa Cayat.

Entre os mortos no ataque estão Bernard Marris, Georges Wolinski, Jean Cabu, Stéphane Charbonnier,  Bernard Verlhac (Tignous) e Philippe Honoré (Foto: AFP)
Entre os mortos no ataque estão Bernard Marris, Georges Wolinski, Jean Cabu, Stéphane Charbonnier, Bernard Verlhac (Tignous) e Philippe Honoré (Foto: AFP)

– Segundo o “Le Monde”, os atiradores ainda colocaram a arma na cabeça de Sigolène Vinson e disseram: “Você não vamos matar porque não matamos mulheres, mas você vai ler o Alcorão”. Ela não se feriu. Outras três pessoas da reunião ficaram feridas: Philippe Lançon, no rosto, Riss, no ombro, e Fabrice Nicolino, na perna.

– Em seguida, os invasores atiraram em pessoas que estavam na redação. Mataram Michel Renaud, que visitava o jornal, e Mustapha Ourrad, revisor da publicação que tinha conseguido a cidadania francesa há algumas semanas. Eles feriram ainda o editor de mídias sociais Simon Fieschi. A cartunista Corinne Rey se escondeu debaixo de uma mesa e não foi atingida.

– Na saída, os atiradores mataram o policial Franck Brinsolaro, que fazia a segurança de Charb.

– Já na rua Richard-Lenoir, atiraram em outro policial, Ahmed Marebet. Ele caiu no chão e foi novamente atingido na cabeça por um dos atiradores.

– Em seguida, os atiradores retornam ao veículo sem qualquer sinal de pânico. Um deles ainda leva um tempo para pegar algo no chão antes de se sentar no banco do passageiro. Eles fogem e deixam o carro Citroën preto em uma rua, onde renderam o motorista de um Renault Clio cinza que roubaram para fugiram.

 

 

Do G1, em São Paulo

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Cuba liberta mais 2 presos políticos, dizem ativistas

Cuba libertou mais dois detidos, disseram nesta quinta-feira (8) dissidentes, como parte de um acordo feito entre os Estados Unidos e o governo cubano para colocar fim a décadas de hostilidade.

Os dois estão entre os 53 presos que Cuba decidiu libertar, considerados presos políticos pelos EUA.

Cinco presos foram soltos ao longo das últimas 24 horas, de acordo com grupos políticos de oposição na ilha comunista, incluindo três na quarta-feira que são membros do movimento dissidente União Patriótica de Cuba (Unpacu).

Os dois homens soltos mais recentemente são Ernesto Riveri Gascon e Lazaro Romero Hurtado, disse o Unpacu. Assim como os três libertados na quarta-feira, os dois foram acusados de crimes relativamente menores.

O cumprimento por Havana da promessa de libertar presos é parte importante do acordo histórico anunciado no mês passado entre EUA e Cuba, segundo o qual os dois governos concordaram em renovar os laços diplomáticos após mais de 50 anos.

Autoridades de Cuba e dos Estados Unidos têm um encontro previsto em Havana ainda este mês sobre imigração e a normalização de relações diplomáticas.

 

 

Da Reuters

 

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