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Acidente em rodovia no México deixa 14 mortos

Por France Presse

Os corpos de 14 pessoas, incluindo duas da Guatemala, foram encontrados dentro de uma caminhonete que caiu em um riacho no estado mexicano de Nuevo León (norte), informaram as autoridades locais na terça-feira.

As vítimas são 12 homens, incluindo um adolescente de 15 anos, e duas mulheres, segundo o Ministério Público mexicano.

O veículo, com placa de Nuevo León, foi encontrado por moradores do município de Pesquería, que alertaram as autoridades. “Foi um acidente de trânsito, um capotamento”, afirma o boletim da polícia.

Pesquería fica a 35 quilômetros de Monterrey, a capital de Nuevo León, e a 200 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos.

Os migrantes, em sua maioria de países da América Central, que atravessam o México na tentativa de chegar aos Estados Unidos às vezes são forçados a viajar clandestinamente e em veículos superlotados ou a seguir por rotas controladas por grupos criminosos.

Nos últimos anos, muitos os acidentes envolvendo migrantes foram registrados. O mais grave ocorreu em 9 de dezembro de 2021, quando um trailer que transportava quase 160 migrantes colidiu com uma ponte em uma rodovia em Chiapas (sul) e provocou 56 mortes.

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Presidente da Ucrânia visitará o Reino Unido nesta quarta-feira

É a segunda viagem de Volodimir Zelensky ao exterior desde a invasão russa, há quase um ano.

Por France Presse

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, é aguardado nesta quarta-feira (8) no Reino Unido, para sua segunda viagem ao exterior desde o início da invasão russa há quase um ano, anunciou o governo britânico.

Zelensky se reunirá com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e discursará no Parlamento, informou Downing Street em um comunicado.

A nota afirma ainda que Londres oferecerá treinamento para as tropas ucranianas, incluindo a formação de pilotos de caças.

A primeira visita ao exterior do presidente ucraniano desde o início da guerra foi aos Estados Unidos.

Esta reportagem está em atualização.

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Por dentro do centro que combate ameaças da ‘guerra híbrida’

A BBC visitou um centro dedicado a combater esta forma relativamente nova de guerra que preocupa cada vez mais a Otan e a União Europeia

Por Frank Gardner, BBC

Misteriosas explosões subaquáticas, ciberataques anônimos e campanhas online sutis para debilitar as democracias ocidentais — são as chamadas “ameaças híbridas”.

A BBC visitou um centro dedicado a combater esta forma relativamente nova de guerra que preocupa cada vez mais a Otan e a União Europeia.

“A questão é a manipulação do espaço informativo. São ataques à infraestrutura crítica”, explica Teija Tiilikainen, diretora do Centro Europeu de Excelência para o Combate às Ameaças Híbridas (Hybrid CoE, na sigla em inglês), formado há seis anos na capital da Finlândia, Helsinque.

Tiilikainen afirma que esta forma de ameaça é ambígua e, às vezes, os países têm dificuldade para combater e proteger-se. Mas são ameaças muito reais.

Em setembro passado, fortes explosões subaquáticas no mar Báltico abriram grandes buracos nos gasodutos Nord Stream, entre o litoral da Dinamarca e da Suécia. As tubulações foram construídas para levar gás russo para o norte da Alemanha.

Moscou negou rapidamente qualquer responsabilidade. Mas as suspeitas recaíram sobre um possível motivo da Rússia para deixar o Ocidente com ainda menos energia, como punição pelo apoio à Ucrânia após a invasão russa, em fevereiro de 2022.

Existem também as interferências eleitorais. Depois das eleições americanas de 2016, investigadores concluíram que houve interferência orquestrada da Rússia — novamente, negada por Moscou — para reduzir as chances de Hillary Clinton, favorecendo Donald Trump.

Supostamente, esta interferência foi realizada usando “robôs” online — contas artificiais em redes sociais, controladas por ciberativistas apoiados pelo Estado, a partir de “fábricas de trolls” na cidade russa de São Petersburgo.

Outro método é a desinformação, que é a propagação deliberada de narrativas falsas alternativas, frequentemente com apelos a setores mais receptivos da população.

Este fenômeno foi acelerado com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Milhões de cidadãos — não apenas na Rússia, mas até em países ocidentais — aceitam a visão do Kremlin de que a invasão foi necessária como ato de autodefesa.

Para ajudar os governos ocidentais a identificar essas ameaças e proteger-se contra elas, a Otan e a União Europeia formaram o Hybrid CoE na Finlândia.

O país é uma escolha interessante e talvez até natural para abrigar esse centro. A Finlândia manteve sua posição neutra desde a Segunda Guerra Mundial, quando cedeu parte do seu território para a União Soviética.

Mas a Finlândia e a Rússia são separadas por 1.300 quilômetros de fronteira. E a Finlândia, nervosa, tem se aproximado cada vez mais do Ocidente, o que culminou com seu pedido de entrada na Otan em 2022.

Em uma manhã fria e cheia de neve, visitei o centro em um edifício comercial perto do Ministério da Defesa finlandês e não muito distante da Embaixada da Rússia, um prédio cinza da era soviética.

Ali, a diretora Teija Tiilikainen lidera uma equipe de cerca de 40 analistas e especialistas de diversos países da Otan e da União Europeia, incluindo um cidadão britânico “emprestado” do Ministério da Defesa.

Tiilikainen explica que uma área de preocupação atual é o Ártico, onde eles mapearam grande potencial para ameaças híbridas.

“Existem novas fontes de energia emergentes”, afirma ela. “Existem novas possibilidades para que grandes potências protejam seus interesses. Existe também muita manipulação de informação.”

“A narrativa russa é que o Ártico é uma região especial fora de conflitos, onde nada de ruim está acontecendo — e, mesmo assim, a Rússia está aumentando sua presença militar na região”, afirma Tiilikainen.

Talvez a principal característica das ameaças híbridas seja que elas quase nunca envolvem um ataque “cinético” real — alguém que abra fogo com uma arma.

Elas são muito mais sutis, mas frequentemente não menos perigosas.

As ameaças híbridas também não são imputáveis por natureza, ou seja, normalmente é difícil determinar quem estava por trás dessas ações.

Foi o que ocorreu com o ciberataque massivo à Estônia em 2007, ou com as explosões de gasodutos no mar Báltico em 2022. Os responsáveis têm o cuidado de deixar o mínimo de pistas possível.

Ações e desinformação

Existem inúmeras formas com que um Estado pode prejudicar outro sem ações militares diretas.

Elas são ilustradas em um manual redigido pelo centro, descrevendo ameaças híbridas marítimas, com 10 cenários imaginários, mas totalmente plausíveis.

Os cenários variam do uso clandestino de armas subaquáticas até a declaração de uma zona de controle em volta de uma ilha, mais o bloqueio de pequenos estreitos.

Um cenário real que foi examinado em detalhes foram as ações russas no mar de Azov, entre a Rússia e a Ucrânia, antes da invasão.

Desde outubro de 2018, para que os navios saíssem dos portos ucranianos de Mariupol e Berdyansk e navegassem pelo estreito de Kerch e, dali, para o mar Negro, eles precisavam primeiro esperar a inspeção das autoridades russas.

Esta inspeção poderia levar dias ou até duas semanas, o que causava prejuízos econômicos à Ucrânia, segundo o diretor de vulnerabilidades e resiliência do Hybrid CoE, Jukka Savolainen.

Mas é no campo da desinformação que os especialistas do centro encontraram os resultados mais surpreendentes.

Depois de organizar e avaliar diversas pesquisas de opinião de toda a Europa, eles chegaram à conclusão de que, em diversos países da Otan, a Rússia está ganhando a guerra de informação entre parcelas substanciais da população.

Na Alemanha, por exemplo, a narrativa do Kremlin de que a invasão da Ucrânia foi uma reação necessária à provocação da Otan vem ganhando popularidade à medida que a guerra se prolonga.

Já na Eslováquia, mais de 30% dos cidadãos consultados acreditam que a guerra na Ucrânia foi deliberadamente provocada pelo Ocidente. E, na Hungria, 18% culparam “a opressão da população de fala russa na Ucrânia” pela guerra.

O analista sênior Jakub Kalensky, da República Tcheca, usa a analogia da água para ilustrar a necessidade de reprimir a campanha de desinformação liderada por Moscou.

“Eu não definiria a desinformação russa como particularmente sofisticada”, explica ele. “A questão não é a atratividade da mensagem, mas a forma como eles atingem o sucesso é com grandes números.”

“Não há motivo para dar a essas pessoas acesso às plataformas de redes sociais. Todos querem ter acesso à água potável, mas não permitimos que eles envenenem a água”, afirma Kalensky.

Teija Tiilikainen afirma que o papel do centro não é tomar medidas para combater as ameaças híbridas, mas sim de determinar, informar e treinar outras pessoas a fazer o que precisa ser feito para proteger a Europa deste fenômeno crescente.

Ouça o episódio do podcast “5 Minutes On” sobre a visita do jornalista Frank Gardner ao Hybrid CoE (em inglês) no site BBC Sounds.

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Imagens de satélite mostram destruição causada por terremoto na Turquia

Nos registros, é possível as cidades de Islahiye e Nurdagi, ambas da província de Gaziantep, no sudeste turco, perto da fronteira com a Síria;

Por g1

Imagens de satélite mostram a destruição causada pelo terremoto que atingiu a Síria e a Turquia na segunda-feira (6). Nos registros, é possível ver o antes e depois das cidades de Islahiye e Nurdagi, ambas da província de Gaziantep, no sudeste turco, perto da fronteira síria.

Terremoto de magnitude de 7,8

A contagem oficial de mortos por conta do maior terremoto em 80 anos na Turquia e na Síria tem subido sem parar. O tremor durou um minuto e meio e abalou fortemente a região central turca e o noroeste sírio.

  • O terremoto ocorreu na madrugada de segunda-feira (6) no povoado de Kahramanmaras, no sudoeste da Turquia, perto da fronteira com a Síria;
  • O raio de alcance do tremor foi de 250 quilômetros e, portanto, foi fortemente sentido em centenas de municípios e cidades dos dois países;
  • O epicentro ocorreu a 10 quilômetros da superfície — esta é uma profundidade considerada baixa e pode explicar, em parte, o tamanho da destruição provocada;
  • O tremor também foi sentido em Israel, no Iraque, no Chipre e no Líbano. Não há registro de vítimas ou feridos nesses países;
  • Foi o pior terremoto desde 1939 na região, muito propensa ao fenômeno por ser uma área de encontro de placas tectônicas;
  • Cerca de 90 réplicas também foram registradas após o primeiro tremor.

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Ex-jogador do Chelsea, Christian Atsu, é resgatado vivo de escombros após terremoto na Turquia

Atleta estava desaparecido desde que o primeiro, e maior, abalo sísmico aconteceu na Turquia.

Por Reuters

O jogador ganês Christian Atsu foi encontrado vivo após ter sido soterrado durante o terremoto que atingiu a Turquia nesta segunda-feira (6). A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Hatayspor, clube no qual Atsu joga.

O atleta foi dado como desaparecido na província de Hatay, na Turquia, após o abalo sísmico de magnitude 7,8 que derrubou milhares de edifícios e matou mais de 5.000 pessoas até a manhã desta terça-feira (7) na Turquia e na Síria.

“Christian Atsu foi retirado ferido. Nosso diretor esportivo, Taner Savut, infelizmente ainda está sob os escombros”, disse o vice-presidente do clube, Mustafa Ozak, à uma rádio turca.

Atsu jogou na Premier League pelo Newcastle United e Everton, emprestado pelo Chelsea, e ingressou no Hatayspor em setembro de 2022. A última vez que o jogador foi selecionado para atuar pela seleção de Gana foi em 2019.

Ozat disse a outro veículo local que vários jogadores e dirigentes já foram resgatados dos escombros.

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Como está o buraco gigante do Chile seis meses depois? Entenda

Foi estabelecida a multa máxima prevista no Código de Águas, que é 120 milhões de pesos chilenos – aproximadamente R$ 700 mil.

Por g1

Seis meses após a descoberta de um buraco gigante em Tierra Amarilla, no Deserto do Atacama, no Chile, a mineradora que atua na região foi multada pelo governo e há processos judiciais tramitando na Suprema Corte do país.

Não se sabe exatamente como o buraco surgiu, mas o prefeito de Tierra Amarilla, Cristobal Zúñiga, disse à mídia local que tratava-se de uma consequência de atividades extrativistas desmedidas realizadas na área. Além disso, há possíveis consequências ambientais para a área ainda sendo investigadas.

O Ministério de Obras Públicas do Chile afirmou que os trabalhos realizados na exploração da mina Alcaparrosa danificaram o Rio Copiapó. Por esse motivo, foi estabelecida a multa máxima prevista no Código de Águas, que é 120 milhões de pesos chilenos (aproximadamente 700 mil reais).

A fiscalização do governo determinou ainda que, além da multa, a mineradora Ojos del Salado deve apresentar um plano de monitoramento e acompanhamento da quantidade e qualidade das águas do rio Copiapó.

Buraco gigante aparece no Atacama, no Chile

A autoridade de mineração da região, o diretor de Rodrigo Sáez, afirmou também que não se sabe a extensão completa dos prejuízos.

“Não se conhece toda a extensão dos seus efeitos [da abertura do buraco] e devemos vigiar cuidadosamente a forma como se desenvolverão os ditos efeitos no futuro, a médio e longo prazo”, disse Saéz.

Processo na Suprema Corte

O Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) apresentou à Suprema Corte do Chile um parecer afirmando que os moradores da região afetada devem ter informações sobre o desenrolar do imbróglio judicial. O buraco gigante, causado pela mineradora, teria afetado a vida de pessoas que moram a 500 metros do sumidouro.

A ação do INDH foi realizada após o Tribunal de Justiça de Copiapó negar um recurso da população local, que pediu a preservação da região. De acordo com o tribunal, a situação está “absolutamente controlada” e os órgãos fiscais especializados adotaram “todas as medidas urgentes, necessárias e pertinentes”.

O relatório do INDH, no entanto, argumenta que o Estado deve garantir o direito da população de viver em um ambiente sem poluição. O recurso cita ainda o Acordo de Escazu, do qual o Chile é parte desde o último dia 13 de junho, que visa garantir um ambiente saudável para as pessoas.

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Número de mortos em terremoto na Turquia e na Síria passa de 5 mil

Condições climáticas nas regiões afetadas na Turquia dificultaram o acesso das equipes de resgate, segundo vice-presidente turco Fuat Oktay.

Por g1

4 pontos sobre o terremoto na Turquia: onde aconteceu e quais as causas e consequências

A contagem oficial de mortos por conta do maior terremoto em 80 anos na Turquia e na Síria, na madrugada de segunda-feira (6), já passa de 5.000.

Mais de 30 horas após o tremor, que durou um minuto e meio e abalou fortemente a região central da Turquia e o noroeste da Síria, milhares de pessoas ainda estão sendo resgatadas, e outras milhares seguem desaparecidas.

Na manhã desta terça-feira, o vice-presidente da Turquia, Fuat Oktay, disse que o número de mortos em seu país por conta do tremor aumentou para 3.419. Na Síria, o balanço de mortos é de 1.612.

Falando a repórteres, Oktay disse que as condições climáticas severas dificultaram o envio de ajuda às regiões afetadas e a realização de resgates. Ele disse que apenas veículos de resgate e ajuda estão autorizados a entrar ou sair de Hatay, Kahramanmaras e Adiyaman, três das províncias mais afetadas.

As operações de resgate estão se concentrando nessas três províncias e em Malatya, acrescentou Oktay.

O vice-presidente turco, Fuat Oktay, disse nesta terça-feira (7) que o número de mortos nos terremotos na Turquia aumentou para 3.419. Somados aos mortos na Síria, o terremoto causou a morte de mais de 5.000 pessoas.

Oktay disse que as condições climáticas severas dificultaram o envio de ajuda às regiões afetadas e a realização de resgates. Ainda de acordo com o vice-presidente turco, apenas veículos de resgate e de ajuda estão autorizados a entrar ou sair das três províncias mas afetadas: Hatay, Kahramanmaras e Adiyaman.

As operações de resgate estão se concentrando nessas três províncias e em Malatya.

O terremoto ocorreu na madrugada de segunda-feira (6) no povoado de Kahramanmaras, no sudoeste da Turquia, bem perto da fronteira com a Síria.

O raio de alcance do tremor foi de 250 quilômetros, e, portanto ele foi fortemente sentido em centenas de municípios e cidades dos dois países.

  • O epicentro ocorreu a 10 quilômetros da superfícies – esta é uma profundidade considerada baixa e pode explicar, em parte, o tamanho da destruição provocada.
  • O tremor também foi sentido em Israel, Chipre e no Líbano.
  • Segundo o último balanço do governo turco, 3,419 pessoas morreram na Turquia.
  • Na Síria, foram 1.612 mortos, segundo levantamento do governo e da ONU.
  • Mais de 5 mil pessoas ficaram feridas, e milhares ainda estão desaparecidas.
  • Até a última atualização desta reportagem, mais de 40 réplicas foram registradas.
  • Segundo o governo turco, mais de 45 países já anunciaram que enviarão ajuda humanitária e equipes de busca.

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Tensão entre China e EUA: por que a destruição do balão chinês agrava ainda mais a crise diplomática entre os países

Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.

Por Fernanda Berlinck, g1

Suposto balão espião da China sobrevoa os Estados Unidos

De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.

O vai-e-vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo.

E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o g1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.

Balão espião ou instrumento meteorológico?

“Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.

Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos Joe Biden.

“Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.

Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que sim tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo:

  1. Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão?
  2. Quem comanda o abatimento deste instrumento?
  3. Quanto tempo demora?
  4. É ágil a ação americana?

“Eu acredito que tenha alguma questão relacionada com espionagem, sim. Quando a gente fala de uma relação neste nível, em altíssimo nível político, econômico e diplomático, informação é um elemento muito importante”, argumenta Baghdadi.

Relação EUA x China

Ainda que se trate de um episódio isolado e quase “cotidiano” da relação entre os dois países, tanto Elias Khalil Jabbour quanto Tanguy Baghdadi explicam que o aparecimento (e o abatimento) do balão chinês eleva, ainda mais, a crise diplomática entre Estados Unidos e China.

“Qualquer coisa que aconteça fora de qualquer padrão nesse momento agravaria as relações. Então, se fosse um drone americano para fins de diversão no mar do sul da China, também teria um problema”, pontua Jabbour.

Ao voltar na história recente, Baghdadi lembra que não é a primeira vez que o governo americano acusa a China de espionagem. Em 2019, por exemplo, dois diplomatas chineses foram expulsos dos EUA por suspeita de espionagem.

Além disso, é importante lembrar, destaca Tanguy Baghdadi, que se trata das duas maiores potências do mundo, que são também os maiores parceiros comerciais e que, com isso, dependem muito um do outro.

“Eu acho que, às vezes, a gente fica esperando grandes acontecimentos. Esse nível de tensão entre Estados Unidos e China vai ter outros capítulos, mas isso faz parte do cotidiano da relação”, resume Tanguy.

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Terremoto de 7,8 de magnitude atinge a Turquia e deixa mais de 500 mortos

Tremor principal durou mais de um minuto e meio, e réplicas atingiram a Síria e foram sentidos no Líbano e no Chipre. Milhares de pessoas ainda estão desaparecidas.

Por g1

Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região central da Turquia e o noroeste da Síria na manhã desta segunda-feira (6), causando mais de 500 mortes e deixando milhares de pessoas feridas. O tremor também foi sentido no Chipre e no Líbano.

É um dos terremotos mais fortes da última década na região, que fica sobre várias placas tectônicas.

Segundo o vice-presidente turco, Fuat Oktay, 284 pessoas morreram e 2.323 ficaram feridas no país. Na Síria, de acordo com autoridades, o terremoto causou 237 mortes e deixou cerca de 600 feridos.

Buscas e resgates

Segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, o epicentro do tremor foi a 10 km da superfície. A autoridade turca responsável por administrar desastres e emergências mediu o tremor em 7,4 e atestou que a origem se deu perto da cidade de Kahramanmaras.

Edifícios foram danificados e pessoas se reuniram em ruas cobertas por neve, como a televisão estatal TRT mostrou em sua programação. O sismo teve duração de cerca de um minuto e destruiu janelas, segundo uma testemunha ouvida pela Reuters.

Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, lamenta por mortes em redes sociais:

“Transmito meus melhores votos a todos os nossos cidadãos que foram afetados pelo terremoto que ocorreu em Kahramanmaraş e foi sentido em muitas partes do nosso país. Todas as nossas unidades relevantes estão em alerta sob a coordenação da AFAD”, diz turco.

Ajuda global

As autoridades turcas enviaram equipes de resgate e forneceram aeronaves para a região ao redor da cidade de Kahramanmaras, enquanto declaravam um “alarme de nível 4” que pedia assistência internacional.

EUA: O presidente dos Estados Unidos, Biden, instruiu a USAID e outros parceiros do governo federal a avaliar as opções de resposta às áreas mais afetadas no terremoto da Turquia e da Síria, disse o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, em comunicado.

Ucrânia: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que seu país está pronto para fornecer a assistência necessária ao povo turco “amigo” após o terremoto que atingiu o país na segunda-feira.

“Chocado com a notícia sobre a morte e ferimentos de centenas de pessoas como resultado do terremoto na Turquia”, disse Zelenskiy no Twitter.

Israel: comunica estar preparado para ajudar a Turquia.

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Castelo de mais de 2 mil anos é danificado por terremoto na Turquia

O número de mortos passou de mil. Esse é o abalo sísmico mais forte desde 1939.

Por g1

O castelo de Gaziantep, do século II, foi danificado pelo terremoto que atingiu a Turquia nesta segunda-feira (6).

O epicentro do tremor foi no povoado de Kahramanmaras, próximo à cidade de Gaziantep, onde fica o castelo de mesmo nome. A região é próxima da fronteira com a Síria.

Imagens da agência de notícias IHA mostram que partes das paredes da fortaleza e das torres de vigia foram niveladas e outras partes desabaram.

O terremoto de magnitude 7,8 atingiu o sul da Turquia e o norte da Síria na segunda-feira, derrubando centenas de edifícios e matando pelo menos 1.200 pessoas nos dois países.

Acredita-se que centenas ainda estejam presas sob os escombros. O número de vítimas pode aumentar à medida que equipes de resgate vasculham os destroços em cidades e vilas tanto na Turquia quanto na Síria.

Em ambos os lados da fronteira turca, moradores foram acordados pelo terremoto antes do amanhecer e correram para fora em uma noite fria, chuvosa e com neve de inverno, enquanto os prédios foram destruídos e fortes tremores secundários continuaram.

Equipes de resgate e residentes em várias cidades procuraram por sobreviventes, trabalhando em emaranhados de metal e pilhas gigantes de concreto.

Síria

O terremoto atingiu uma região assolada por mais de uma década de guerra civil na Síria.

O abalo sísmico aconteceu a cerca de 90 quilômetros da fronteira turca com a Síria, fora da cidade de Gaziantep, importante capital provincial da Turquia e onde fica o castelo.

Pelo menos 20 tremores secundários aconteceram algumas horas após o principal abalo, o mais forte deles de intensidade 6,6, segundo autoridades turcas.

O terremoto aconteceu em momento delicado para diversos países do Oriente Médio, que passa por uma tempestade de neve que não deve diminuir até quinta-feira (9).

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