Som da voz de múmia egípcia de 3 mil anos é reproduzido com ajuda de impressora 3D

Por G1

Pesquisadores da Universidade de Londres divulgaram nesta quinta-feira (23) na revista “Scientific Reports” aquilo que seria um som da voz de um egípcio que viveu há 3 mil anos. Os cientistas realizaram tomografias na múmia selecionada, usaram os dados coletados para fazer uma impressão 3D e usaram o modelo resultante em uma simulação computadorizada.

O responsável pelo estudo, David Howard, e a sua equipe conseguiram fazer a reprodução de um som que se assemelha a um “É” longo.

Na divulgação da pesquisa, Howard afirmou que o som que ouvimos é o que seria produzido pelo trato vocal na posição em que ele está no sarcófago: deitado. O professor alerta que o som que eles produziram não é necessariamente o que o egípcio faria caso estivesse vivo, pois na reconstrução que fizeram faltam o palato mole e boa parte da língua. O estudo conseguiu analisar a posição das vias aéreas, ossos e estruturas de outros tecidos moles.

O professor contou que antes de fazer este experimento na múmia, o mesmo método foi utilizado em pessoas vivas. O próprio pesquisador foi uma das cobaias da pesquisa, e ele afirma que chegou a resultados muito próximos da realidade.

Em 2016, a múmia foi submetida a uma tomografia computadorizada em Leeds. — Foto: Leeds Teaching Hospitals/Leeds Museums and Galleries via Nature

Em 2016, a múmia foi submetida a uma tomografia computadorizada em Leeds. — Foto: Leeds Teaching Hospitals/Leeds Museums and Galleries via Nature

Sobre a múmia

A múmia que teve um som da voz recuperada chama-se Nesyamun. Ela foi um religioso mumificado na época do faraó Ramsés XI, que reinou a região do Egito, no início do século XI a.C.

Os restos mortais de Nesyamun estão em um sarcófago em exibição permanente no Museu da Cidade de Leeds, na Inglaterra, há quase dois séculos. No artigo que revela a voz do egípcio, os professores contam que no caixão em que a múmia se encontra está o epíteto “maat kheru”, que significaria “verdadeiro da voz”. Em alguns outros escritos achados no sarcófago, Nesyamun pediu que sua alma receba sustento eterno, que seja capaz de se movimentar livremente, de ver e se dirigir aos deuses.

Metodologia para criar a voz

Os pesquisadores digitalizaram as tomografias e criaram, em uma impressora 3D, um trato vocal (imagem abaixo). A partir disso, os cientistas usam um aparelho, como se fosse um instrumento musical, que se chama Vocal Tract Organ (Órgão do trato vocal). Este instrumento é capaz de gerar o som como se fosse uma laringe eletrônica.

O aparelho pode controlar a intensidade do som, a taxa e a profundidade do vibrato. Os cientistas pontuam que alguns detalhes, como a posição em que a múmia está, podem comprometer a precisão da voz. A esperança é que outros sons possam ser obtidos no futuro.

Vista da imagem feitas a partir de tomografias e da reprodução do trato vocal da múmia Nesyamun — Foto: Reprodução Nature

Vista da imagem feitas a partir de tomografias e da reprodução do trato vocal da múmia Nesyamun — Foto: Reprodução Nature

Possibilidades de novas vozes

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode trazer ganhos para a gestão de patrimônio e para as experiências em museus, que podem se transformar consideravelmente. Para eles, as vozes podem trazer uma nova forma de interação e aprendizagem para os frequentadores.

Os cientistas defendem que a recuperação desta voz pode fazer com que a sociedade tenha um contato direto com o antigo Egito “ouvindo um som de um aparelho vocal que não é ouvido há mais de 3 mil anos, preservado através da mumificação e agora restaurado através desta nova técnica”, diz o artigo.

Howard confessa que gostaria de fazer o trabalho em outras múmias. “Se tivermos a permissão, podemos fazer exatamente a mesma coisa”, afirmou.

CCBB do RJ comemora 30 anos com exposição sobre o Egito antigo

CCBB do RJ comemora 30 anos com exposição sobre o Egito antigo

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Biden lidera corrida para candidatura democrata à presidência dos EUA, diz pesquisa


Por Reuters

O ex-vice presidente dos Estados Unidos Joe Biden lidera a disputa entre os candidatos democratas à vaga do partido para disputar a Presidência, enquanto outros parecem estar ganhando um embalo em suas campanhas pela Casa Branca, de acordo com uma pesquisa nacional de opinião da Reuters/Ipsos publicada na quinta-feira.

A pesquisa online realizada entre 22 e 23 de janeiro mostrou que 24% do democratas registrados e independentes apoiam Biden, enquanto 20% apoiam o senador Bernie Sanders e 12% dizem que irão votar na senadora Elizabeth Warren.

Outros 10% apoiam o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, 7% escolheram o prefeito de South Bend, Indiana, Pete Buttigieg e 3% apoiam a senadora Amy Klobuchar.

Biden, que cumpriu dois mandatos como vice do ex-presidente Barack Obama, registrou o maior apoio desde sua entrada na disputa no ano passado, embora não tenha se distanciado dos outros como um claro favorito à indicação.

Democratas e independentes ainda estão avaliando rigorosamente uma variedade de outros candidatos com menos de duas semanas para o início das primeiras eleições primárias no Estado de Iowa. Entre os que escolheram um candidato, apenas 43% dos eleitores registrados dizem estar certos de sua escolha.

Entrevistados disseram considerar Sanders o mais preparado para abordar questões como Saúde e Meio Ambiente. E Biden é considerado o mais indicado para unir o Partido Democrata e derrotar Trump.

Bloomberg, Buttigieg e Klobuchar todos registraram crescimento em apoio, ganhando alguns pontos percentuais a mais nas últimas semanas.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada online, em inglês, em todos os EUA. Foram reunidas as respostas 1.108 adultos, incluindo 545 pessoas que se identificaram como eleitores registrados e afiliados como independentes ou democratas.

Os resultados tem um intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, de cerca de 5 pontos percentuais.

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Calor de erupção do monte Vesúvio transformou cérebro de vítima em vidro


Por BBC

Fragmento encontrado pelos pesquisadores nas ruínas de Herculaneum — Foto: New England Journal of Medicine/Pier Paolo

Fragmento encontrado pelos pesquisadores nas ruínas de Herculaneum — Foto: New England Journal of Medicine/Pier Paolo

O calor da mais notória erupção do Monte Vesúvio, na Itália, foi tão extremo que transformou o cérebro da uma das vítimas em vidro, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (23), na revista científica “New England Journal of Medicine”.

O famoso vulcão teve uma erupção no ano 79 d.C., matando milhares de pessoas e destruíndo assentamentos romanos na região onde hoje fica Nápoles.

O vilarejo de Herculaneum e seus habitantes foram soterrados por material vulcânico. O local virou um enorme túmulo, preservando os restos mortais de quem estava por ali.

Recentemente, uma equipe de pesquisadores estudou um dos corpos mumificados, desenterrado no vilarejo em uma escavação nos anos 1960, e retirou fragmentos de um material negro e envidraçado do crânio da vítima.

Os pesquisadores acreditam que o material negro é formado pelos restos vitrificados do cérebro do homem.

O estudo explica que vitrificação é um processo no qual um material, normalmente areia, é aquecido a altas temperaturas e resfriado rapidamente, formando vidro.

Fragmento raro

“A preservação de um cérebro antigo é algo extremamente raro, muito difícil de encontrar”, diz o antropólogo forense Pier Paola Petrone, da Universidade de Nápoles Frederico 2º, principal autor do estudo.

“Essa é a primeira vez que encontramos restos de cérebro humano vitrificados por calor.”

Os pesquisadores acreditam que a vítima era um homem de pouco mais de 20 anos de idade. Ele foi encontrado deitado em uma cama da madeira, enterrado por material vulcânico, em Herculaneum. Ele provavelmente foi morto instantaneamente pela erupção, diz Petrone.

Uma análise da madeira queimada encontrada perto do corpo mostrou que a temperatura máxima atingida foi de 520°C.

A vítima foi encontrada deitada em uma cama da madeira, enterrada por material vulcânico — Foto: The New England Journal of Medicina/Dr. Pier Paolo

A vítima foi encontrada deitada em uma cama da madeira, enterrada por material vulcânico — Foto: The New England Journal of Medicina/Dr. Pier Paolo

Essa altíssima temperatura significa que “o calor extremo irradiado foi capaz de incendiar a gordura corporal e vaporizar tecidos macios”, antes de uma “rápida queda de temperatura”.

O estudo conclui que houve vitrificação de tecido cerebral humano com base em vários indícios: a detecção de material envidraçado na cabeça da vítima, além de proteínas que existem no cérebro humano e de ácidos graxos que existem no cabelo humano.

O material envidraçado não foi encontrado em outros locais do sítio arqueológico.

Durante a erupção do Vesúvio, Herculaneum foi enterrada por rios de lava, rápidas correntes de rocha fragmentada, cinzas e gases quentes.

O material vulcânico carbonizou e preservou parte da cidade, incluindo os esqueletos de moradores que não conseguiram escapar.

Arqueólogos investigam há séculos as ruínas de Herculaneum e de Pompeia — outro vilarejo romano famoso por ter sido destruído pelo Vesúvio.

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Acusação de abuso de poder é aprofundada no julgamento de impeachment de Trump no Senado

Por G1

Os senadores democratas promotores da acusação continuam nesta quinta-feira (23) a expor argumentos a favor do afastamento de Donald Trump da presidência em seu julgamento no Senado.

Nesta quinta, eles aprofundam a acusação sobre abuso de poder, uma das duas enfrentadas por Trump (leia mais abaixo). Na sexta, último dia dedicado à exposição dos acusadores, eles falarão sobre a obstrução ao Congresso.

Em suas primeiras horas, na quarta, os sete integrantes do grupo de promotores discursaram, iniciando pelo deputado Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência.

“O presidente mostrou que acha estar acima da lei”, disse Schiff, que liderou a investigação contra Trump na Câmara.

Cada lado – acusação e defesa – tem direito a uma exposição oral de 24 horas, dividida em três dias, para tentar convencer os 100 senadores.

Nesse período, portanto, os senadores deverão apenas ouvir. Após as exposições, eles terão 16 horas para fazer perguntas por escrito e haverá uma nova votação para definir se testemunhas e provas poderão ser incluídas.

Os senadores estão tentando fechar um acordo para que a sessão de sábado, a primeira a ser usada para discursos da defesa, tenha início de manhã e seja encerrada no início da tarde. Isso só poderá acontecer se todos os senadores aprovarem a proposta de horário, mas aparentemente a ideia foi bem recebida no plenário.

Passos do julgamento

  • Acusação e defesa têm 24 horas cada — divididas ao longo de três dias — para apresentar os argumentos iniciais
  • Em seguida, os senadores — que atuam na prática como jurados do julgamento de impeachment — terão 16 horas para fazer perguntas por escrito
  • Haverá uma nova votação para definir se o Senado ouvirá ou não as testemunhas que não depuseram durante a fase de investigação na Câmara

Testemunhas e argumentos finais

Se testemunhas forem permitidas, elas poderão ser questionadas pelas duas partes. Depois de escutar esses depoimentos e avaliar mais provas, haverá um argumento final por parte dos promotores e da defesa.

Na terça-feira, todas as tentativas dos democratas de convocar testemunhas importantes ou obter documentos foram bloqueadas pela maioria republicana, que derrubaram 11 propostas de emendas, em uma sessão com 13 horas de duração.

Nesta quinta, no entanto, circularam rumores de que poderia haver uma negociação para troca de testemunhas: democratas concordariam com a convocação de Joe Biden e seu filho, Hunter, em troca do depoimento de funcionários e ex-assessores chave da Casa Branca, como o ex-conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton. Adam Schiff, porém, nega que isso vá acontecer.

Depois disso, o Senado vai optar por um debate sobre os artigos de impeachment, que pode ser a portas fechadas ou não.

Há 21 anos, quando Bill Clinton, então presidente dos EUA, enfrentou um processo de impeachment, cada senador falou por 15 minutos.

Por fim, haverá a votação. Para que Trump seja destituído, é preciso que uma maioria de dois terços vote para isso.

Acusações do processo de impeachment

As acusações contra Trump aprovadas pela Câmara são as seguintes:

  • Abuso de poder ao pedir investigação ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, contra a família de Joe Biden. Deputados consideraram a ação uma “interferência de um governo estrangeiro” em favor da reeleição de Trump em 2020;
  • Obstrução ao Congresso por impedir diversas pessoas ligadas à sua administração de prestar depoimento (inclusive algumas que tinham sido intimadas) e por se recusar a entregar documentos aos investigadores durante o inquérito.

Um grupo de sete deputados — todos do Partido Democrata — atua como uma promotoria do caso. Os nomes foram definidos no mesmo dia em que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, autorizou o envio do processo ao Senado:

  • Deputado Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência
  • Deputado Jerry Nadler, presidente do Comitê Judiciário
  • Deputado Hakeem Jeffries
  • Deputado Jason Crow
  • Deputada Val Demings
  • Deputada Zoe Lofgren
  • Deputada Sylvia Garcia

Defesa

A equipe de defesa de Donald Trump chama as acusações contra o republicano de “afronta à Constituição“.

O texto entregue na segunda-feira ao Senado considera o procedimento “falho” e diz que o objetivo dos democratas “nunca foi buscar a verdade”. O documento pede que os senadores rejeitem o impeachment e aponta os quatro pontos abaixo como destaque:

  1. As acusações falham, do ponto de vista jurídico, ao apontar as irregularidades passíveis de impeachment.
  2. As acusações são resultado de um inquérito de impeachment que violou todo precedente e negou ao presidente o devido processo requerido pela Constituição.
  3. A primeira acusação (de abuso de poder) é falho porque as provas refutam as alegações dos democratas.
  4. Os artigos são estruturalmente deficientes e podem apenas resultar em absolvição.
Julgamento de Trump no Senado — Foto: Aparecido Gonçalves/G1

Julgamento de Trump no Senado — Foto: Aparecido Gonçalves/G1

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Galo a caminho de rinha na Índia tenta escapar e fere ‘dono’, que morre em seguida

Por G1

Um homem morreu após sofrer um corte causado por uma lâmina amarrada nas pernas de um galo que ele levava a uma rinha, no sul da Índia. De acordo com a imprensa local, o animal se debateu e acabou cortando o “dono”, que morreu em seguida.

Segundo o jornal indiano “The Hindu”, o galo tentou escapar das mãos do homem, que morreu minutos depois. O caso ocorreu na semana passada.

Não ficou claro em qual região do corpo o homem sofreu os cortes. O “Hindu” diz que ele foi atingido na altura de uma das coxas. Já a emissora norte-americana CNN, atribuindo a uma fonte policial, diz que o corte ocorreu no pescoço. O britânico “Independent” afirma que ele teve a barriga cortada.

Rinhas de galo são proibidas na Índia desde 1960. Porém, algumas comunidades do interior do país ainda adotam a prática, ainda que ela seja ilegal. Há, ainda, “rinhas de passarinhos” — em que participantes amarram os animais para que briguem em uma celebração da colheira em um templo local.

No Brasil

O Brasil também proíbe rinhas de galo. Mesmo assim, criminosos insistem em organizar as brigas em diversas partes do país.

Em 11 de janeiro, uma rinha de galo que ocorria num galpão em São João Batista, na Grande Florianópolis, foi fechada pela Polícia Militar, após uma denúncia. Um homem de 43 anos assinou termo circunstanciado por maus-tratos a animais. Havia 37 aves no local.

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Bebê de 1 ano tem queimaduras após babá colocar sua mão em água fervente em Singapura

Por G1

Amy denunciou no Facebook os maus-tratos sofridos pela filha — Foto: Reprodução/Facebook Amy Low Mei Liang

Amy denunciou no Facebook os maus-tratos sofridos pela filha — Foto: Reprodução/Facebook Amy Low Mei Liang

Uma bebê de 1 ano e 4 meses em Singapura teve queimaduras depois que uma babá colocou sua mão e parte do braço em um pote de água fervente.

Os maus-tratos foram denunciados pela mãe da criança, Amy Low Mei Liang, no Facebook, e tiveram repercussão na imprensa local e internacional.

Segundo a publicação de Amy, a filha mais velha dela, de 8 anos, ligou para o pai, o marido de Amy, por volta das 17h do dia do incidente, 14 de janeiro, dizendo que a irmã tinha sofrido uma queimadura. O casal levou a bebê às pressas até uma clínica próxima, onde ficou constatado que os ferimentos eram sérios e a criança foi encaminhada a um hospital.

Quando Amy questionou a babá sobre o que tinha acontecido, a mulher disse que estava cozinhando, com a bebê no colo, quando a criança tocou a panela antes que ela pudesse impedir, por acidente. No relato do incidente, a mãe conta que os médicos desconfiaram da versão da babá, mas ela escolheu acreditar na história.

No dia seguinte, a babá, que é de Mianmar e foi para Singapura por meio de uma agência de trabalho, arrumou as coisas e pediu para voltar para a agência. Apesar de Amy dizer que o casal não a culpava, a mulher insistiu e ela ligou para o local, que ficou de buscar a babá.

Desconfiada, Amy resolveu checar a filmagem das câmeras que tem dentro de casa.

“E o que vi foi horrível. A empregada fez de propósito! Não foi um acidente! Ela pegou a mão da minha filha e a mergulhou dentro de uma panela fervente”, relatou no Facebook.

A mãe da criança disse ainda que fez uma denúncia na polícia e informou a agência sobre o acontecido. A empresa insistiu que ela “devolvesse” a babá e encerrasse o caso. Em vez disso, Amy perguntou à mulher por que ela havia feito aquilo.

“Ela disse que queria ir para casa, que as amigas a ensinaram a fazer isso para que ela pudesse ir para casa. E quando perguntei se o agente [da empresa] também estava envolvido, ela disse que sim”, escreveu a mãe.

Segundo o relato, a babá contou a Amy que o agente lhe disse que, se fizesse aquilo com a criança, poderia ir para casa. A mãe também afirma que a empresa a assediou e a acusou de ser uma má empregadora e que, por isso, a babá queria ir embora.

Amy diz que também fez uma segunda denúncia, esta contra a agência. “Mas o resultado foi decepcionante, a polícia disse que, a menos que o agente nos assedie novamente, eles não farão mais nenhuma ação”, relata no Facebook.

Segundo o jornal local de Singapura “Today Online”, o ministério do Trabalho do país declarou ao veículo que está ciente do post de Amy. O órgão também acrescentou que está investigando a agência de emprego por uma possível violação da lei que trata de agências de trabalho singapurenses.

‘Minha filha chora sem parar’, diz Amy

“Minha filha chora sem parar todas as noites. Mesmo quando está tirando uma soneca, ela chora enquanto dorme. Acho que, além de sentir a dor na mão, ela está tendo pesadelos”, disse Amy ao “Today Online”. Ela acrescentou que o incidente também afetou sua filha mais velha, que está se culpando por não cuidar da irmã, mesmo tendo sido ela quem fez a ligação para contar do incidente.

Amy tirou uma licença do trabalho e está se revezando com o marido para cuidar das filhas. Ela diz que não vai empregar uma babá tão cedo, e que planeja colocar a filha mais nova em uma creche em março – além de pedir ajuda à própria mãe, que mora na Malásia.

“Minha filha está tão afetada que agora está com medo de estranhos. Mesmo quando nossos amigos vêm nos visitar, ela só quer que nós a seguremos. Fico muito triste por ela ter passado por isso ”, disse Amy ao jornal.

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‘Está vendo aquela fumaça? É sua família’: o relato do brasileiro que sobreviveu a Auschwitz


Por BBC

De Auschwitz a SP, a trajetória de um sobrevivente: 'No Brasil, você se sente abraçado' — Foto: BBC

De Auschwitz a SP, a trajetória de um sobrevivente: ‘No Brasil, você se sente abraçado’ — Foto: BBC

“Não é todo dia que coloco a tefilin em cima do número de Auschwitz”, diz o rabino David Weitman logo depois da breve cerimônia, em uma sinagoga na região central de São Paulo, em 11 de novembro de 2019. “E é a primeira vez que faço isso em alguém dessa idade. É muito emocionante. Os nazistas se foram, mas nós estamos aqui.”

O tefilin citado por Weitman são tiras de couro tradicionalmente colocadas no braço de meninos judeus que, ao completar 13 anos, realizam seu bar mitzvah — cerimônia judaica que é celebrada como um rito de passagem.

Naquele dia, porém, o bar mitzvah era para um senhor de 91 anos: Andor Stern, brasileiro de nascença que, aos 13 anos, estava escapando da perseguição na Hungria, terra natal de seus pais. Clique aqui e veja o vídeo.

Andor Stern acabaria capturado e viveria cerca de um ano no campo de concentração em Auschwitz, na Polônia, o maior e mais cruel símbolo do Holocausto. Os números que o identificavam no campo continuam tatuados em seu braço: 83892. Ele é tido como o único brasileiro nato a sobreviver a Auschwitz.

Registro de Andor Stern em base de dados de sobreviventes do Holocausto. Ele foi libertado no sul da Alemanha, perto de Munique — Foto: BBC

Registro de Andor Stern em base de dados de sobreviventes do Holocausto. Ele foi libertado no sul da Alemanha, perto de Munique — Foto: BBC

O local, cuja libertação ocorreu há 75 anos, pelo Exército soviético, em 27 de janeiro de 1945, é considerado o epicentro do Holocausto: estima-se que 1,1 milhão de pessoas (judeus em sua grande maioria) tenham morrido de fome, doenças ou em câmaras de gás no complexo de 40 campos de concentração de Auschwitz, que antes de ser ocupado pelos nazistas era um enorme quartel militar. Outras vítimas incluíam prisioneiros russos, poloneses, ciganos e gays.

Stern sobreviveu não apenas para ser homenageado, em novembro, pelo Memorial da Imigração e do Holocausto, com um bar mitzvah especial e tardio — mas também para reerguer sua vida no Brasil, criar uma família com cinco filhos (e muitos netos e bisnetos), perder tudo em uma das crises econômicas brasileiras na era Collor e manter-se ativo profissionalmente até agora. E fazer tudo isso com grande apreço pelos pequenos prazeres do cotidiano.

“A vida foi generosa comigo: me mostrou o sucesso, o fracasso, o terrível e o maravilhoso”, diz ele à BBC News Brasil em sua casa, um sobrado bem iluminado na zona sul de São Paulo. “Às vezes, fico divagando e somando e não sei como tanta coisa coube em 91 aninhos.”

‘Minha família saía pela chaminé’

Filho de imigrantes judeus, Stern nasceu no bairro do Bixiga, em São Paulo, em 17 de junho de 1928. Mas viveu desde cedo uma vida itinerante. Aos três anos, mudou-se com para a Índia, por conta de uma oferta de emprego ao pai, médico. Depois disso — e Stern não sabe exatamente o motivo —, em vez de voltar ao Brasil, a família decidiu passar um tempo na Europa, com parentes húngaros.

Essa decisão selou seu destino de uma forma drástica.

Na Hungria, como brasileiro nato, Andor passou uma infância feliz e comum, embora fosse tratado como estrangeiro. As coisas mudaram quando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) eclodiu. No momento em que o governo de Getúlio Vargas alinhou-se com os chamados países aliados (inimigos do Eixo, então liderado pela Alemanha e do qual a Hungria fazia parte), por ser brasileiro, Stern foi detido em uma instituição como inimigo estrangeiro pelas autoridades húngaras.

Foi uma estada breve: em poucas semanas, escapou com a ajuda de um detento americano de quem ficara amigo e, graças a isso, voltou à casa de sua família, onde passou a viver escondido. Ele tinha apenas 13 anos. Agora, o problema não era mais ele ser brasileiro: era ser judeu.

Andor Stern foi homenageado com um bar mitzvah especial, aos 91 anos de idade — Foto: BBC

Andor Stern foi homenageado com um bar mitzvah especial, aos 91 anos de idade — Foto: BBC

Com a posterior ocupação nazista da Hungria, sua família toda (menos o pai, que se separara da mãe e fora embora do país em 1938) foi transportada a Auschwitz em um mesmo trem, em 1944. Foram separados na chegada ao campo de concentração.

“Daí começou o calvário deles: meus avós, meus tios, minha tia grávida foram levados direto para a câmara de gás”, conta Stern.

Sua mãe, Julia, tampouco foi poupada. Uma das primeiras coisas que Stern escutou ao chegar foi “‘Está vendo aquela fumaça lá? Tua família está saindo de lá — seus avós, teus tios, tua mãe’. Minha família estava saindo pela chaminé”, recorda.

‘O homem deixa de ser homem’

A perda da mãe marcou Stern profundamente, e a tristeza superava as dores físicas do campo de concentração.

“Ela faz falta. Me lembro cada vestido dela. Incrível como tenho a cara dela na minha cabeça. Ela era minha maior amiga. Usei ela tão pouquinho”, diz à equipe da BBC.

Aos 14 anos, de porte atlético por conta de esportes como o remo e a natação, o adolescente foi poupado do extermínio na câmara de gás para ser usado no trabalho forçado no campo. O processo de desumanização também foi rápido.

“Uma mesma bacia de noite é penico e de dia é o prato em que você come. E você come como cachorro. Não tem garfo, faca, colher”, lembra.

“Você tem eczema, sarna. A comida te causa uma eterna diarreia, o que, aliás, é uma (das causas) que mais matavam as pessoas. No inverno, abaixo de 22, 24, 26 graus, quando você está ‘vazando’, você até gosta porque é quentinho. E você não tem como tomar banho depois disso. Você aceita a sujeira, a imundície. E você perde a condição de ser humano. Devora qualquer casquinha de batata. Só o que pensa é na fome. Você vira um zumbi.”

Quando o cerco internacional se fechava em Auschwitz, com notícias da aproximação de tropas russas, os alemães nazistas começaram a retirar a maior parte dos prisioneiros do local. Muitos foram enviados para as chamadas “Marchas da Morte” em que pessoas de todas as idades eram obrigadas a andar por quilômetros em meio ao rigoroso inverso. Milhares morreram a poucas semanas da derrota alemã na Segunda Guerra Mundial.

Andor Stern em foto com sua mãe; ela foi morta na câmara de gás em Auschwitz, quando ele era adolescente — Foto: Arquivo pessoal/ BBC

Andor Stern em foto com sua mãe; ela foi morta na câmara de gás em Auschwitz, quando ele era adolescente — Foto: Arquivo pessoal/ BBC

Stern foi um dos transportados, primeiro a Varsóvia (capital da Polônia, na época sob ocupação nazista), para recolher tijolos das ruínas dos bombardeios de guerra, e, depois, ao campo de concentração de Dachau, no sul da Alemanha, onde chegou a fazer trabalhos forçados para a indústria bélica alemã de aviões Messerschmitt e bombas V1.

Até que, no final de abril de 1945, o campo foi libertado pelo Exército dos EUA. Em 1º de maio, depois de quase um ano e meio sob poder dos nazistas, Stern estava livre.

“A guerra terminou e eu sobrevivi. Estava vivo. Pesava 28 quilos, mas estava vivo. (…) Perguntei a mim mesmo: ‘o que quero da vida? Onde estarei daqui a 5, 10, 20 anos?'”.

“Decidi o seguinte: ‘quero um par de sapatos em que não entre água e me aqueça no inverno; uma roupa isenta de qualquer bicho e que me cubra no inverno, um paletó com bolso e um relógio que eu possa olhar e dizer: ‘vou comer esse pão amanhã às 14h e vou resistir, porque não estarei passando fome’. Podendo me movimentar da esquerda para a direita, vou ser o homem mais feliz do mundo'”, conta.

“Isso passa, e você fica cheio de frescura”, brinca. “‘O sapato tem que ser de cromo alemão’, ‘O terno tem de ser de casimira inglesa’ [Mas] eu não esqueci. Tudo isso para mim era um presente extra. Cada dia que eu vivo é uma sobremesa. Talvez isso explique essa intensidade de querer viver e que os outros vivam. Tenho o máximo respeito pela vida.”

De volta à Hungria de seus parentes, Stern concluiu seus estudos e entrou em uma faculdade de engenharia, mas diz que começou a “sentir saudades do desconhecido”.

Era hora de voltar para sua terra natal: o Brasil.

Vida nova em São Paulo

Sem recordar-se de nenhuma palavra sequer de português, aos 20 anos de idade, Stern voltou à cidade onde nasceu e começou a erguer uma vida: reaprendeu a língua, teve um reencontro tardio com seu pai (que Stern achava que estava morto, mas formara nova família na Espanha), estudou engenharia e trabalhou na empresa de tecnologia IBM, experiência que o ajudou a abrir uma empresa própria.

A empresa teve anos muito lucrativos, conta Stern, até que veio a crise econômica dos anos Collor — e, em 1993, o negócio quebrou.

O baque inicial da falência foi substituído, com o passar dos anos, por uma sensação de “leveza”, diz ele, por não ter que carregar nas costas a forte pressão do trabalho de empresário e a responsabilidade sobre os empregados. Hoje, Stern ainda bate ponto diariamente como consultor em uma empresa química, além de fazer palestras — “sem aceitar um centavo” — sobre sua experiência de vida.

Casado desde 1954 com Terezinha, Stern se diz afortunado por ter “filhos maravilhosos e uma mulher que é um ser humano invejável”. Não é um homem religioso. Acompanha política brasileira pelo noticiário e acha o presidente Jair Bolsonaro “um crápula” e “um bestalhão”, embora tampouco simpatize com o PT. Tem entre seus hobbies ler e escutar discos na vitrola.

Nesta semana, ele viajará a Auschwitz para os eventos em memória dos 75 anos de libertação do campo onde ficou detido.

“A vida me deu péssimos momentos, mas também momentos maravilhosos, talvez mais do que uma pessoa merece. Saber sentir gratidão já é um grande presente, e sinto gratidão quase diariamente”, conta.

“Sobreviver àquilo (Holocausto) te dá uma lição de vida que você fica tão humilde. Quer que eu te conte uma coisa que aconteceu hoje? Talvez isso nunca tenha te ocorrido, e essa vantagem eu levo em cima de você. Imagina a minha cama cheirosa, de lençóis limpos. Chuveiro fumegante no banheiro. Sabonete. Pasta de dente, escova de dente. Uma toalha maravilhosa. Descendo (a escada), uma cozinha cheia de remédio, porque velhinho precisa tomar para viver melhor; comida à vontade, geladeira cheia. Peguei meu carrinho fui trabalhar pelo caminho que eu quis, ninguém me enfiou uma baioneta. Estacionei, fui recebido com calor humano pelos meus colegas. Gente, eu sou um homem livre.”

Andor Stern, em sua casa em SP: 'Cada dia que eu vivo é uma sobremesa. Talvez isso explique essa intensidade de querer viver e que os outros vivam. Tenho o máximo respeito pela vida' — Foto: BBC

Andor Stern, em sua casa em SP: ‘Cada dia que eu vivo é uma sobremesa. Talvez isso explique essa intensidade de querer viver e que os outros vivam. Tenho o máximo respeito pela vida’ — Foto: BBC

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Sucessor de Soleimani terá mesmo destino se matar americanos, diz enviado dos EUA ao Irã


Por Nafisa Eltahir e Parisa Hafezi, Reuters

O enviado dos Estados Unidos ao Irã, Brian Hook, declarou nesta quinta-feira (23) que o comandante militar que substituiu o general iraniano Qassem Soleimani, morto no dia 2 de janeiro, terá o “mesmo destino” se matar americanos.

Soleimani morreu depois de um ataque aéreo dos EUA em Bagdá, no Iraque. Ele era o principal general do Irã e comandava a Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Dois dias depois de sua morte, o aiatolá supremo iraniano, Ali Khamenei, nomeou Esmail Qa’ani para liderar a força.

A declaração de Hook foi feita em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao jornal “Asharq al-Awsat”, segundo a Reuters. O jornal é publicado em árabe e tem sede em Londres.

“Se [Esmail] Qa’ani seguir o mesmo caminho de matar americanos, ele terá o mesmo destino”, disse Hook.

O enviado ao Irã lembrou que o presidente americano, Donald Trump, há muito tempo deixou claro “que qualquer ataque aos interesses americanos ou contra americanos teria uma resposta decisiva”.

“Esta não é uma ameaça nova. O presidente sempre disse que sempre responderá decisivamente para proteger os interesses americanos”, disse Hook. “Acho que o regime iraniano entende agora que eles não podem atacar os Estados Unidos e se safar”.

Depois de ser nomeado, Qa’ani prometeu seguir o caminho de Soleimani, dizendo que “continuaria neste caminho luminoso” adotado pelo general morto e que o objetivo era expulsar as forças dos EUA da região – política declarada do Irã há muito tempo.

Crise

O Irã respondeu ao assassinato de Soleimani lançando mísseis contra bases no Iraque que abrigavam tropas americanas. Os ataques não deixaram vítimas. Pouco depois, um dos mísseis atingiu, acidentalmente, um avião ucraniano que saía de Teerã para Kiev, matando as 176 pessoas a bordo.

A crise entre Estados Unidos e Irã começou depois que uma base militar de aliados dos EUA no Iraque foi atacada com mais de 30 mísseis no dia 27 de dezembro. Um civil americano morreu, e outros quatro americanos e dois iraquianos ficaram feridos. Washington culpou a milícia iraquiana Kataib Hezbollah, que é financiada pelo Irã, pelo ataque.

Em resposta, os americanos realizaram ataques e mataram 24 pessoas em bases da milícia no Iraque e na Síria.

No dia 31 de dezembro, milicianos invadiram o complexo de prédios da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá. O local ficou sitiado até que líderes das milícias ordenaram a liberação do lugar, pouco mais de 24 horas depois.

Dois dias depois (pelo horário de Brasília; madrugada de 3 janeiro no Iraque), o ataque aéreo dos EUA, ordenado por Trump, matou Soleimani na capital iraquiana.

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Pequim cancela festas de Ano Novo chinês e fecha Cidade Proibida por epidemia de coronavírus

Por G1

A prefeitura de Pequim anunciou nesta quinta-feira (23) o cancelamento das populares cerimônias previstas para o Ano Novo chinês, como medida de proteção diante da epidemia provocada pelo novo coronavírus, que já deixou 17 mortos no país. A Cidade Proibida também foi fechada para turistas por conta da epidemia.

O feriado e as festas começam na sexta-feira (25) e duram uma semana. Todos os anos, milhares de habitantes de Pequim se espalham por parques e espaços públicos para assistir aos tradicionais bailes do leão e do dragão.

Além da concentração na capital chinesa, milhões de viajantes aproveitam o feriado para visitar diversas partes do continente asiático e se encontrar com suas famílias, o que causa um dos maiores movimentos de pessoas do planeta em uma mesma época.

No ano passado, a estatal responsável pelos transportes ferroviários do país levou mais de 400 milhões de viajantes no período do Ano Novo lunar, segundo a agência de notícias Xinhua.

Cidades em quarentena

A China suspendeu a circulação de trens e transportes de massa em ao menos três cidades do país para tentar conter uma epidemia de coronavírus. A medida foi tomada em Wuhan, epicentro do surto, e nos município de Huanggang e Ezhou.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan. Foram, então, adotadas medidas como isolamento de pacientes e realização de exames para identificar a origem da doença.

Segundo a agência France Presse, nesta quinta o prefeito de Huanggang suspendeu a circulação de trens da cidade, situada a 70 quilômetros de Wuhan. A medida vale até o final do dia e poderá ser estendida pelas autoridades locais.

Casos de coronavírus em outros cinco países

Além da China, outros 5 países já registraram pacientes afetados pelo vírus, que provoca um tipo de pneumonia: Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul

Há ainda casos suspeitos no México, em Hong Kong, nas Filipinas e na Austrália.

A geolocalização do dos infectados pelo coronavírus.  — Foto: Arte/G1

A geolocalização do dos infectados pelo coronavírus. — Foto: Arte/G1

Ministério da Saúde descarta caso em MG

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga a suspeita de um caso de coronavírus em Belo Horizonte. A paciente é uma mulher, brasileira, de 35 anos, que veio de Xangai, na China.

O Ministério da Saúde, no entanto, disse que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de pneumonia “relacionado ao evento na China”.

A pasta falou também que “o caso noticiado pela SES-MG não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)”. A SES informou que o caso em questão foi notificado ao órgão como suspeito e que as investigações “precisarão seguir o curso definido até sua conclusão”.

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Parlamento da Grécia elege uma mulher como presidente pela primeira vez

Por G1

O Parlamento da Grécia elegeu, nesta quarta-feira (22), Ekaterini Sakellaropoulou, uma magistrada de 63 anos especialista em direito ambiental, para se tornar a primeira mulher a presidir a República grega.

Sakellaropoulou, atual presidente do Conselho de Estado, recebeu 261 votos a favor de um total de 300 deputados. Em uma demonstração incomum de harmonia, o nome da juíza, que é do partido conservador, foi apoiado também pela esquerda, inclusive pelo Syriza, agremiação que estava no poder até julho do ano passado.

Ela vai assumir o seu gabinete no dia 13 de março.

Sakellaropoulou é filha de um ministro da Suprema Corte do país, e ela fez pós-graduação em Sorbonne, em Paris. Ela é da cidade de Tessalônica, e foi a primeira mulher a exercer o cargo de conselheiro de estado, em 2018.

Ela é divorciada, vive em Atenas e é ativa nas redes sociais. Escreveu diversos estudos sobre proteção ambiental e é presidente de conselho de uma entidade de discussão sobre lei ambiental. Ela também é fã de gatos, de acordo com a agência Reuters.

Na Grécia, o posto de presidente é mais protocolar –ela representa o país em eventos e cerimônias oficiais. Quem de fato gerencia o governo é o primeiro-ministro, cargo de Kyriakos Mitsotakis, que foi escolhido pelos eleitores gregos em julho de 2019.

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