O pescador que descobriu um dos maiores poços de petróleo do México e morreu na pobreza

O pescador Rudesindo Cantarell Jiménez encontrou um dos maiores tesouros energéticos da história do México. A área que leva seu nome tornou-se o motor do desenvolvimento do país no final do século 20, mas o homem que o descobriu morreu na pobreza e no esquecimento.

Por BBC

O Complexo Cantarell já foi o segundo maior campo de petróleo do mundo — Foto: Getty Images via BBC

O Complexo Cantarell já foi o segundo maior campo de petróleo do mundo — Foto: Getty Images via BBC

O que Rudesindo Cantarell Jiménez guardou por quase uma década foi a localização de um dos maiores tesouros energéticos que a natureza deu ao México.

Em 1958, o pescador de 44 anos viu pela primeira vez uma mancha negra no meio das águas azul-turquesa do mar Campeche, no sudeste do país. A princípio, ele não deu muita importância ou não quis dar, sabendo que isso poderia transformar a vida de Ciudad del Carmen.

“Um dia fui direto para o óleo. Vi que uma enorme bolha estava se espalhando na superfície… pensei que era petróleo e tive a ideia. Um dia disse à minha esposa ‘ei, acho que há petróleo em Carmen'”, disse Cantarell à revista Proceso em 1983.

A suspeita era verdadeira: naquele local próximo à costa, a empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) encontrou o maior campo de petróleo da história do país.

Sob as águas calmas, havia 40 bilhões de barris, um tesouro enorme que, na época, estava atrás apenas do campo de petróleo de Ghawar, na Arábia Saudita.

A área foi batizada de Complexo Cantarell, em homenagem ao humilde pescador que levou os engenheiros de petróleo da Pemex à sua descoberta.

E também significou tragédia para muitos, incluindo o próprio descobridor.

“Foi um acidente para Rudusindo Cantarell, que transformou para sempre a paisagem e a condição social de sua ilha”, disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o cineasta Rubén Imaz, que pesquisou a vida desse pescador para produzir o filme fictício Tormentero.

Um homem do mar

Rudesindo Cantarell estava a bordo do barco Centenario del Carmen quando deparou com petróleo — Foto:  Arquivo pessoal via BBC

Rudesindo Cantarell estava a bordo do barco Centenario del Carmen quando deparou com petróleo — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Como muitos habitantes da costa de Campeche, a vida de Rudesindo Cantarell (1914-1997) estava no mar e na pesca.

Ele contou que seu pai o levou para trabalhar a partir dos 10 anos de idade. Desde então, trabalhou com diversas embarcações, desde pequenas canoas e barcos de pesca até grandes navios que chegaram a Cuba e aos Estados Unidos.

Mas foi o Centenario del Carmen, de que ele se tornou sócio na década de 1950, que mudou sua história e a história do México.

Foi a bordo desse barco que ele viu aquele local no mar que outros pescadores supunham ser restos de um naufrágio. Mas ele suspeitava que era petróleo.

“Decidi jogar o equipamento de pesca lá, pensando que era um barco afundado, mas o fundo ficou limpo”, disse ao jornalista Ignacio Ramírez, do Proceso.

Cantarell guardou essa informação por quase uma década. Não está claro se por desinteresse ou porque os pescadores de camarão queriam impedir que a indústria do petróleo chegasse às suas águas.

“Ele rapidamente intuiu que era petróleo. Mas muitas pessoas insistiram que não era, então parece que ele guardou isso por anos”, diz Imaz.

Somente em 1968, quando chegou ao porto de Coatzacoalcos, Veracruz, para vender peixe, ele disse a outros pescadores que havia descoberto petróleo em suas águas.

Ele disse ao Proceso que seguiu o conselho daqueles homens para notificar os engenheiros de petróleo da Pemex.

Confirmação

Na década de 1960, no México, havia uma produção de petróleo discreta em comparação com outros grandes produtores do setor na época.

Mas os estudos dos engenheiros Javier Meneses, Serafín Paz e Mario Galván, guiados por Rudensindo Cantarell, confirmaram a descoberta.

Nas águas relativamente rasas, a menos de 100 km da costa de Campeche, a Pemex detectou em 1971 um campo de petróleo diferente de qualquer outro na história do país.

Os poços de Bacab, Abkatun, Ku, Maloob, Akal e Nohoch elevaram a produção de petróleo a um milhão de barris por dia na década de 1980, quase 40% do que o México estava extraindo na época.

“Eu não acreditei, mas várias pessoas que trabalhavam para a Pemex começaram a me procurar, para me trazer alguns presentes, para me dizer que eu era como um herói da nação”, disse Cantarell em 1983.

E a riqueza era promissora, pois se estimava que havia cerca de 40 bilhões de barris, o que levou o governo a realizar grandes projetos de infraestrutura e gastos públicos.

“Vamos administrar a abundância”, disse o então presidente José López Portillo.

Para Ciudad del Carmen, no entanto, a invasão da indústria do petróleo confirmou os temores dos pescadores de camarão da região: cerca de mil barcos de pesca não podiam mais navegar por lá.

“Assim que a Pemex chegou, a pesca foi encerrada. E a tradição de uma vila de pescadores de um século desapareceu. E os pescadores deram as costas a Rudesindo”, diz Imaz.

‘Em outro país, seria um herói’

Rubén Imaz encontrou o modesto túmulo de Rudesindo Cantarell em Isla Aguada, Campeche — Foto: Rubén Imaz via BBC

Rubén Imaz encontrou o modesto túmulo de Rudesindo Cantarell em Isla Aguada, Campeche — Foto: Rubén Imaz via BBC

Aquele pescador foi homenageado e seu sobrenome tornou-se sinônimo da riqueza do petróleo. A Pemex prometeu a ele um emprego e o governo mexicano concedeu-lhe uma medalha de ouro em 1978 para marcar o 40º aniversário da nacionalização do petróleo com a frase “O petróleo é nosso”.

“Nosso? Pertence a quem administra. Não é justo que alguns fiquem ricos à custa do petróleo”, disse ele apenas cinco anos depois.

Depois dos agradecimentos e aplausos, Cantarell recebeu um emprego (sem contrato fixo) como auxiliar de limpeza em um laboratório da Pemex em Campeche, com um salário muito baixo.

“Foi triste saber que ele perdeu o apoio de sua comunidade. E as autoridades se aproveitaram da imagem dele inicialmente, mas lentamente ele se tornou uma figura inativa”, explica Imaz.

O velho pescador garantiu que as cartas que ele enviou aos executivos da Pemex e do governo federal nunca lhe trouxeram uma melhoria salarial ou um bom emprego.

“Estou ferrado”, disse.

Hoje em Ciudad del Carmen quase ninguém se lembra de Rudesindo Cantarell.

“O nome ressoa com os idosos, mas, na realidade, sua história e sua figura são conhecidas por umas três pessoas”, diz Imaz. “A vida dele é desconhecida, o que me parece uma tragédia, especialmente em um país como o México, que costuma valorizar seus heróis. E ele foi tão importante e transformador”, acrescenta.

O homem que levou Pemex à sua maior descoberta morreu quase sem bens em maio de 1997, aos 82 anos.

Mas, durante muitos anos, ele sabia que o destino do ouro negro não havia sorrido para ele: “Em outro país, seria quase um herói, mas aqui…”.

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Reforma constitucional que permite a Putin permanecer no poder até 2036 foi validada por 77,92%

Também incluem outras medidas, como a inclusão na Constituição da “fé em Deus” e o matrimônio como instituição heterossexual. Foram adicionados ainda princípios sociais como a garantia do salário mínimo e a revisão das pensões de acordo com a inflação.

Por France Presse

Mudança na Constituição da Rússia pode manter Putin no poder até 2036

Os russos validaram por 77,92% dos votos a reforma constitucional que potencialmente autoriza Vladimir Putin a permanecer no poder até 2036, de acordo com a apuração final divulgada nesta quinta-feira (2), um resultado classificado como uma mentira pela oposição.

A Comissão Eleitoral anunciou que os votos contrários à reforma alcançaram 21,27%. A taxa de participação no referendo foi de quase 65%.

A votação deveria ter acontecido em abril, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus. Para evitar um excesso de fluxo nas zonas eleitorais e não afetar a participação, a consulta aconteceu de 25 de junho a 1 de julho.

Não existiam dúvidas sobre o resultado do referendo porque as reformas já haviam sido aprovadas pelo Poder Legislativo no início do ano e, além disso, o novo texto da Constituição já estava à venda nas livrarias.

O principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, chamou a votação de enorme mentira e pediu a seus partidários uma mobilização nas eleições regionais de setembro.

Entre as reformas constitucionais solicitadas por Putin, figura em especial uma que abre o caminho para sua permanência no poder até 2036. Putin tem mandato atualmente até 2024.

Além da polêmica questão, as mudanças reforçam algumas prerrogativas presidenciais, como as nomeações e demissões de juízes.

Também incluem outras medidas, como a inclusão na Constituição da “fé em Deus” e o matrimônio como instituição heterossexual.

Foram adicionados ainda princípios sociais como a garantia do salário mínimo e a revisão das pensões de acordo com a inflação.

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Justiça britânica reconhece Guaidó como ‘presidente’ em caso de ouro da Venezuela

Banco Central da Venezuela tinha pedido desbloqueio de mais de 30 toneladas de ouro para o combate à pandemia de Covid-19.

Por France Presse

Um juiz britânico determinou nesta quinta-feira (2) “inequívoco” o reconhecimento de Juan Guaidó como “presidente interino” da Venezuela, em um julgamento sobre mais de 30 toneladas de ouro venezuelano depositadas no Banco da Inglaterra (BoE). O governo de Nicolás Maduro teve o acesso impedido ao ouro, que é avaliado em US$ 1 bilhão.

“O governo britânico reconhece o senhor Guaidó na capacidade de presidente constitucional interino da Venezuela” e “em virtude da doutrina de ‘uma única voz’ o tribunal deve aceitar esta declaração como inequívoca”, escreveu o juiz Nigel Teare em sua decisão.

A direção do Banco Central da Venezuela, presidida por Calixto Ortega, que pediu o desbloqueio do ouro em maio para financiar o combate à pandemia de Covid-19. O BoE afirma, no entanto, que o ouro está bloqueado entre esta direção do BCV e outra rival, nomeada por Guaidó.

Por este motivo, o juiz decidiu examinar antes, em um caso diferente, quem deve ser reconhecido como legítimo representante da república venezuelana.

Banco Central da Venezuela já anunciou que irá recorrer. “O Banco Central da Venezuela pedirá permissão ao tribunal para apelar esta sentença, por considerar que ignora por completo a realidade da situação no terreno”, afirmou em nota o advogado Sarosh Zaiwalla.

Ouro bloqueado

O opositor Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, autoproclamou-se presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019 e recebeu o reconhecimento de 50 países que rejeitam a legitimidade do governo Maduro.

Entre estes países está o Reino Unido. O então ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, afirmou em fevereiro de 2019 que “a opressão do regime ilegítimo e cleptocrático [governado por ladrões] de Maduro deve terminar”.

Desde então, e apesar dos múltiplos esforços de Caracas, o Banco da Inglaterra não responde ao pedido de repatriamento de mais de 30 toneladas de ouro, que a Venezuela, como vários outros países, mantém na instituição.

Guaidó escreveu duas vezes às autoridades britânicas para pedir que rejeitem o pedido.

A Venezuela, país com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, sofre uma grave crise econômica, com severa escassez de alimentos e remédios, além do colapso no abastecimento de água e energia elétrica, o que forçou milhões de pessoas a abandonar o país nos últimos anos.

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EUA registram recorde de 52 mil novos casos de Covid-19 em 24 horas

Foram 52.898 registros, mais de 10 mil acima do número de segunda-feira. País tem mais de 2,6 milhões de casos da doença, e mais de 128 mil pessoas morreram desde início da pandemia.

Por France Presse

Os Estados Unidos registraram 52.898 infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem desta quarta-feira (1) da Universidade Johns Hopkins, quando o país enfrenta um rápido aumento de casos da doença.

De acordo com os dados registrados pela instituição de Baltimore até as 21h30 de Brasília, o país contabiliza desde o início da pandemia 2.682.270 diagnósticos positivos da Covid-19.

Além disso, nas últimas 24 horas ocorreram 706 falecimentos, elevando o número de mortes no país devido ao vírus a 128.028.

O total de novas infecções divulgado nesta quarta-feira supera as 42.528 anunciadas pela universidade na segunda-feira, estabelecendo assim um novo recorde diário de contágios.

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Juiz libera publicação de livro de sobrinha de Trump

Mary Trump descreve o tio como ‘o homem mais perigoso do mundo’. Irmão do presidente havia solicitado uma ordem de restrição contra a publicação.

Por France Presse

Um juiz de um tribunal de apelações de Nova York, nos Estados Unidos, suspendeu na quarta-feira (1º) a proibição temporária de publicação de um livro com teor potencialmente explosivo, escrito por uma sobrinha do presidente Donald Trump, que o descreve como “o homem mais perigoso do mundo”, de acordo com documentos judiciais.

A decisão permite à editora Simon & Schuster imprimir e distribuir o livro “Too Much and Never Enough: How My Family Created the World’s Most Dangerous Man” (Demais e Nunca o Suficiente: Como Minha Família Criou o Homem Mais Perigoso do Mundo), escrito por Mary Trump.

O irmão do presidente, Robert Trump, havia solicitado a ordem de restrição contra o livro, alegando que Mary viola um pacto de confidencialidade assinado em 2001 após um acordo sobre o patrimônio de Fred Trump – pai de Donald, Robert e do falecido pai de Mary, Fred Trump Jr.

O juiz Hal Greenwald tinha bloqueado na terça-feira a publicação do livro até pelo menos 10 de julho. Porém, o juiz Alan Scheinkman, do tribunal de apelação, destacou que a Simon & Schuster “não é parte do acordo” e suspendeu a proibição do lançamento.

Scheinkman adiou uma decisão sobre a eventual violação por parte de Mary Trump de um acordo destinado a impedir a revelação de segredos da família.

Em um comunicado, o advogado de Mary Trump, Ted Boutrous, afirmou que a suspensão do bloqueio era “uma ótima notícia”.

“Esperamos poder explicar no tribunal por quê o mesmo resultado deve ser aplicado para a senhora Trump, com base na Primeira Emenda e na lei básica sobre contratos”, disse.

No livro, Mary, uma psicóloga clínica, revela o que presenciou do que chama de “família tóxica” na casa de seus avós, de acordo com a editora.

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Pandemia sem controle nos EUA

TOPO

Por Sandra Cohen

BLOG DA SANDRA COHEN / G1

Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em ‘O Globo’

Trajetória ascendente do novo coronavírus, prognóstico de 100 mil casos diários e veto de entrada de americanos na União Europeia contrastam com insistência do governo Trump de que doença foi dominada.

De dentro da Casa Branca, saem duas versões diferentes para a atual realidade da pandemia do novo coronavírus nos EUA. Desde a semana passada, o país atingiu a marca de 40 mil casos diários — a maior desde abril — e fez 17 estados suspenderem ou reverterem as medidas de flexibilização tomadas na pressa de voltar à normalidade.

De um lado, o prognóstico aterrador traçado por Anthony Fauci, seu mais respeitado epidemiologista, de que o país está na direção errada e, se não mudar o curso, chegará a 100 mil infectados por dia. De outro, Kayleigh McEnany, a porta-voz do presidente Trump, minimiza a onda, classificando-a como “brasas que precisam ser apagadas” e delega o uso de máscaras faciais a uma escolha pessoal.

Em quem acreditar? “Basta olhar os números. As pessoas estão adotando a abordagem do tudo ou nada, quando se trata de distanciamento social e uso de máscaras”, constatou o experiente Fauci, há mais de quatro décadas atuando como o principal especialista em doenças infecciosas da Casa Branca, numa audiência no Senado americano nesta terça-feira (30).

A União Europeia parece ter avalizado o panorama exposto pelo ressurgimento da doença nos EUA, em um segundo pico, e vetou a entrada dos passageiros provenientes do país, que já registrou 2,6 milhões de infectados e 126 mil mortos.

Em trajetória ascendente, o retrato do descontrole da doença numa superpotência como os EUA é um alerta para o Brasil, também excluído da lista da União Europeia. Especialistas de saúde que estiveram no Senado nesta terça-feira atribuíram a propagação da doença à pressa de alguns estados para reabrir a economia, sem cumprir o cronograma elaborado pela força-tarefa do novo coronavírus.

Texas, Flórida e Califórnia concentram 50% do crescimento de novos casos de Covid-19 no território americano. Foram seguidos por outros em medidas de recuo, como fechamento de bares, cinemas, academias de ginástica ou parques aquáticos e proibição de bebidas alcoólicas.

“Ou você vê pessoas confinadas ou você vê pessoas em bares, sem máscaras, sem evitar multidões, sem prestar atenção ao distanciamento físico”, resumiu Fauci. Aí entra outro agravante. Em dez dos 15 estados que enfrentam uma segunda onda sem ter encerrado a primeira, o uso de máscaras não é obrigatório.

Todos são governados por republicanos, que seguem a cartilha do presidente Trump, o primeiro a recusar-se a portar a proteção facial em público. Robert Redfield, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), indicou o uso universal de máscara como a “coisa mais importante a fazer.”

Num duro pronunciamento, o oponente de Trump na corrida à Casa Branca apontou as falhas do presidente para limitar a ação do vírus e disse que faria tudo diferente, a começar por testes e tratamentos gratuitos para todos.

O ex-vice-presidente Joe Biden associou o uso de máscaras a patriotismo: “Todo mundo precisa usar uma máscara em público, ponto final. Presidente, não é sobre você, é sobre a saúde e o bem-estar do público americano.” Mais didático, impossível.

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EUA compraram 90% do estoque de antiviral que deu sinais de ser eficaz no tratamento contra a Covid-19

Agência de saúde americana anunciou compra de 500 mil doses do medicamento remdesivir, que não é encontrado comercialmente e não está disponível no Brasil. Isso representa 90% da capacidade de produção da fabricante até o fim de setembro.

Por G1

Os Estados Unidos compraram praticamente todo o estoque global de remdesivir, um dos medicamentos que deram sinais de serem efetivos para o tratamento de Covid-19, pelos próximos três meses.

Segundo a agência Reuters, o governo Trump adquiriu mais de 500 mil doses, que representa toda da produção da fabricante, a Gilead, para julho, e 90% da capacidade de agosto e setembro.

A Gilead havia fixado o valor do antiviral em U$2.340 por paciente para os países ricos e aceitou enviar quase toda a oferta para os EUA.

O remdesivir é indicado para impedir que certos vírus, inclusive o novo coronavírus, façam cópias de si mesmos, o que pode sobrecarregar o sistema imunológico. O remédio não funcionou em testes como tratamento para Ebola.

Brasil usa medicação Remdesivir apenas para testes clínicos

Há expectativa de que a demanda seja alta, já que é um dos poucos tratamentos que mostrou ajudar na recuperação da doença.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirmou em maio que está em contato com a empresa que fabrica o remdesivir pra acompanhar a evolução dos estudos. O remdesivir não é vendido em farmácias.

Anúncio no começo da semana

A Gilead informou na segunda-feira que concordou em enviar a maior parte de sua produção para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS, na sigla em inglês).

Foi essa agência que afirmou ter adquirido as 500 mil doses. A HHS tem sido responsável por distribuir o medicamento, e não a fabricante Gilead. A empresa afirmou que não discutiu sua estratégia de abastecimento para países ricos que não sejam os EUA.

A Gilead fez parcerias com fabricantes de genéricos na Índia e no Paquistão para produzir o medicamento para 127 países em desenvolvimento.

Europa e Coreia do Sul incorporaram medicamento às diretrizes

A Coreia do Sul acrescentou o antiviral às suas diretrizes de tratamento do coronavírus em sua primeira revisão de recomendações desde o início do surto.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou na semana passada a autorização “condicional” do uso do antiviral remdesivir em pacientes afetados pelo coronavírus.

Em comunicado, a EMA informou que a molécula será o primeiro medicamento contra a Covid-19 formalmente recomendado aos pacientes da União Europeia.

O procedimento derrogatório da EMA permite acelerar a comercialização – por um ano – de um medicamento cuja avaliação ainda não está completa. No caso do remdesivir, a agência europeia decidiu recomendar sua utilização para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos que sofrem de pneumonia e precisam de oxigênio, ou seja, “os que estão afetados por uma forma grave” da Covid-19. A decisão final caberá à Comissão Europeia e poderá ser anunciada na próxima semana, indicou a agência.

Um estudo da EMA demonstrou que os pacientes com a Covid-19 e tratados com remdesivir se recuperam, em média, quatro dias antes que outros enfermos.

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Nuvem de gafanhotos se afasta do Brasil, e governo da Argentina prepara novo controle

Parte dos insetos foi encontrada na cidade de Esquina, dentro da província de Corrientes, um pouco mais longe da fronteira argentina com o Brasil e com o Uruguai.

Por G1

Parte da nuvem de gafanhotos foi localizada por técnicos do governo da Argentina na tarde desta terça-feira (30) na cidade de Esquina, ainda dentro da província de Corrientes.

Antes, os insetos estavam em Curuzú Cuatiá. Segundo mapa divulgado, a nuvem se afastou um pouco do Brasil e do Uruguai (veja no mapa abaixo).

Mapa do governo argentino mostra afastamento da localização da nuvem do Brasil — Foto: Senasa/Divulgação

Mapa do governo argentino mostra afastamento da localização da nuvem do Brasil — Foto: Senasa/Divulgação

Para chegar localizar os insetos, os profissionais do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Alimentar da Argentina (Senasa) tiveram que chegar ao local à cavalo.

Segundo o governo local, se as condições climáticas desta quarta-feira (1) permitirem, serão feitas novas aplicações de inseticidas por aviões.

Brasil tem plano de ação

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) afirma que entregou ao Ministério da Agricultura na terça-feira a proposta de um plano nacional permanente contra pragas de gafanhotos no Brasil.

“O material vinha sendo elaborado desde a última semana, a pedido do próprio Mapa, e agora deve ser avaliado pelos técnicos do Ministério para compor uma estratégia oficial definitiva.”

Governo de SC afirma que nuvem de gafanhotos se afastou da fronteira com o Brasil

Também na terça-feira, o Ministério da Agricultura concedeu autorizações emergenciais e temporárias para uso de alguns inseticidas biológicos contra pragas de gafanhotos.

Em portaria no Diário Oficial da União, o ministério ainda estabeleceu diretrizes para a elaboração de planos de supressão da praga de gafanhotos, que deverão ser estabelecidos por órgãos estaduais a partir de diretrizes federais.

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Austrália isolará 300 mil moradores de subúrbios de Melbourne após novo pico de Covid-19

População poderá sair apenas para compras em supermercado, consultas médicas, trabalho, prestação de cuidados e exercícios.

Por Reuters

Autoridades isolarão cerca de 300 mil pessoas nos subúrbios ao norte de Melbourne durante um mês a partir desta quarta-feira (1º) para conter o risco de infecção após duas semanas de aumento no número de novos casos de coronavírus no segundo Estado mais populoso da Austrália.

A Austrália se saiu melhor do que muitos países na pandemia, com cerca de 7.830 casos e 104 mortes, mas o recente aumento alimentou o medo de uma segunda onda de Covid-19, ecoando preocupações expressadas em outros países.

Globalmente, os casos do vírus ultrapassaram 10 milhões no domingo, um marco importante na disseminação da infecção respiratória, que já matou mais de meio milhão de pessoas em sete meses.

A partir da meia-noite, mais de 30 subúrbios da segunda maior cidade da Austrália retornarão ao terceiro nível de restrições para controlar a pandemia. Isso significa que os residentes ficarão confinados em casa, exceto para compras em supermercado, consultas médicas, trabalho, prestação de cuidados e exercícios.

Segunda maior cidade da Austrália impõe bloqueio por causa de surto de coronavírus

As restrições serão acompanhadas pela realização de testes, que as autoridades esperam estender à metade da população da área afetada e para locais cujas fronteiras serão patrulhadas, disseram autoridades.

“Se todos nós permanecermos juntos nessas próximas quatro semanas, podemos recuperar o controle dessa transmissão comunitária… na região metropolitana de Melbourne”, disse o premiê do Estado de Vitória, Daniel Andrews, em entrevista. “Em última análise, se eu não isolasse esses locais, todas as regiões seriam fechadas. Queremos evitar isso.”

O pico de casos em Vitória tem sido associado a funcionários de hotéis que hospedam viajantes que retornaram ao Estado, mas não seguiram rigorosamente os protocolos de quarentena. As autoridades estaduais anunciaram uma investigação sobre o assunto.

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Polícia de Hong Kong anuncia 1ª detenção sob nova lei de segurança e dispersa manifestantes

Esta foi a 1ª vez que a passeata tradicionalmente organizada pelos cidadãos de Hong Kong foi proibida pelas autoridades.

Por France Presse

Um homem que carregava uma bandeira a favor da independência de Hong Kong se tornou nesta quarta-feira (1º) a primeira pessoa detida com base na nova lei de segurança do território que foi promulgada na véspera pelo presidente da China, Xi Jinping.

“Um homem foi detido em posse de uma bandeira favorável à independência de Hong Kong no bairro de Causeway Bay, o que viola a lei de segurança nacional”, anunciou a polícia em sua conta no Twitter.

Também no bairro comercial de Causeway Bay, a polícia dispersou com jatos de água misturada com uma solução de pimenta pequenos grupos de manifestantes e acabou atingindo jornalistas.

Nesta quarta-feira, 1º julho, os manifestantes foram às ruas para recordar o 23º aniversário da devolução à China pelo Reino Unido apesar da proibição determinada pela nova lei de segurança nacional.

Esta foi a 1ª vez que a passeata tradicionalmente organizada pelos cidadãos de Hong Kong foi proibida pelas autoridades. Um contingente importante da polícia de Hong Kong foi mobilizado para dispersar os grupos.

A lei de segurança de Estado em Hong Kong, promulgada na terça-feira, permite reprimir quatro tipos de crimes: atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras para colocar em perigo a segurança nacional.

O objetivo de Pequim é restaurar a estabilidade da ex-colônia britânica que foi palco no ano passado de manifestações em massa contra a China e contra o governo local, que acusado de ser pró-Pequim.

A oposição pró-democracia em Hong Kong e vários países ocidentais, como os Estados Unidos, o G7 e a União Europeia (UE) consideram que essa lei é um ataque à autonomia do território pode ser usada para silenciar a dissidência e enterrar a semi-autonomia e as liberdades do povo de Hong Kong.

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