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Criança de 2 anos pede 31 cheeseburgers em app de entrega usando celular desbloqueado da mãe

A mãe do menino, Kelsey Golden, foi surpreendida com uma sacola gigante do McDonald’s em sua casa nesta semana e divulgou o caso no Facebook.

Por g1

O caso viralizou depois que a mãe do garotinho postou no Facebook uma foto do filho com seus 31 cheeseburguers — Foto: Reprodução/Facebook

O caso viralizou depois que a mãe do garotinho postou no Facebook uma foto do filho com seus 31 cheeseburguers — Foto: Reprodução/Facebook

O garoto Barett Golden, de apenas 2 anos, ficou famoso na internet por um feito inusitado: um pedido de 31 cheeseburguers na rede de restaurantes McDonald’s. O pequeno morador do Texas, nos Estados Unidos, se aproveitou do celular desbloqueado da mãe e encomendou os sanduíches em um aplicativo de delivery.

Quem contou a história foi a própria mãe do garoto, Kelsey Golden, que publicou uma foto do filho e de seus lanches no Facebook na segunda-feira (16).

A postagem teve mais de 9 mil compartilhamentos na rede social. Em entrevista à rede de TV americana “CNN”, Kelsey conta que o filho adora brincar com a câmera de seu celular. “Ele adora ver o próprio reflexo”, diz a mãe.

Ela conta que estava trabalhando, enquanto o filho usava o celular como distração. Com o aparelho desbloqueado, Barrett conseguiu acessar o aplicativo da plataforma de entregas DoorDash e fazer um pedido de US$ 91,70 (cerca de R$ 450).

Kelsey, que trabalha no setor de marketing de uma escola, foi surpreendida com uma notificação do aplicativo explicando que o seu pedido demoraria mais do que o normal. Pouco depois, ela recebeu uma sacola com os 31 cheeseburgers.

Além da quantidade inusitada de lanches, o garoto deixou uma gorjeta generosa de 25% para o entregador do app.

A mulher conta que cheeseburgers não são o tipo de lanche favorito de sua família e, por isso, resolveu postar uma mensagem nas redes sociais para oferecê-los de graça aos vizinhos.

Após a postagem viralizar, Kelsey e Barrett foram convidados na última sexta-feira (20) para visitar um dos restaurantes da rede e tirar fotos com os mascotes da companhia. E, claro, comer um sanduíche que eles gostassem.

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Apresentadoras de TV afegãs cobrem rosto após ordem do Talibã

Na véspera, diversas personalidades televisivas desafiaram a norma e apareceram descobertas durante as transmissões.

Por g1

Apresentadoras afegãs cobrem o rosto na TV após ordem do Talibã

Apresentadoras de emissoras de TV locais no Afeganistão expressaram sua frustração no domingo (22) com uma nova decisão do Talibã de que devem cobrir o rosto quando estiverem no ar.

“Uma apresentadora deve se sentir totalmente calma para transmitir a verdade às pessoas, hoje pela primeira vez vivenciei um momento em que tive que apresentar meu programa usando uma máscara e não estava me sentindo bem”, disse a apresentadora da TOLOnews, Sonia Niazi.

A nova regra foi anunciada na quinta-feira (19) e ocorre dias depois que as autoridades ordenaram que as mulheres cobrissem seus rostos em público, um retorno a uma de suas normas anteriores e uma escalada de restrições que provocam temores locais e na comunidade internacional.

Embora o porta-voz do Ministério do Vício e da Virtude do Talibã, Akif Muajer, tenha classificado a medida como “conselho”, ele disse à agência Reuters que a última data para apresentarem sem o rosto descoberto seria o sábado, 21 de maio.

No sábado (21) as apresentadoras das principais redes de televisão afegãs foram ao ar sem cobrir seus rostos, desafiando a ordem dos talibãs e se negando a se submeterem à interpretação do grupo sobre o Islã.

Desde que voltou ao poder no ano passado, os talibãs impuseram uma série de restrições à sociedade civil. Muitas delas visam a limitar os direitos das mulheres.

No início deste mês, o chefe supremo dos talibãs emitiu uma ordem, segundo a qual as mulheres devem se cobrir completamente em público, incluindo o rosto e, de preferência, com a burca tradicional. Antes, bastava um lenço, cobrindo o cabelo.

O temido Ministério afegão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício ordenou às apresentadores de televisão que fizessem isso até sábado. Mas as jornalistas dos canais TOLOnews, Shamshad TV e 1TV foram ao ar, ao vivo, sem esconder o rosto.

“Nossas irmãs temem que, se cobrirem o rosto, a próxima coisa que vão dizer a elas é que parem de trabalhar”, explicou o chefe de notícias da Shamshad TV, Abid Ehsas. “Esta é a razão, pela qual eles não respeitaram a ordem até agora.”

O porta-voz do Ministério da Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, Mohamad Sadeq Akif Mohajir, alertou que essas mulheres estavam violando a determinação dos talibãs.

“Se não acatarem, falaremos com os responsáveis”, disse Mohamad. “Todo mundo que vive sob um sistema – e um governo, em particular – deve obedecer às leis e ordens desse sistema, então eles devem aplicar a ordem.”

Os talibãs ordenaram que as mulheres que trabalham no governo sejam demitidas, se não cumprirem o novo código de vestimenta. Os funcionários também correm o risco de serem suspensos se suas esposas, ou filhas, não acatarem a ordem.

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Ao menos 7 mortos após incêndio em balsa nas Filipinas; mais de 100 estavam a bordo

Pelo menos 6 pessoas foram hospitalizadas e mais 105 conseguiram escapar da embarcação em chamas.

Por g1

Uma balsa com 124 pessoas a bordo pegou fogo na costa das Filipinas nesta segunda-feira (23, horário local, 22 em Brasília), informou a rádio DZBB.

A informação da emissora foi compartilhada pela Guarda Costeira deste arquipélago do Pacífico em suas contas nas redes sociais.

Ao menos 7 pessoas morreram e mais 6 pessoas foram hospitalizadas, informou a emissora filipina. Uma operação de resgate para retirar passageiros e tripulantes ocorreu durante a manhã neste país.

O barco, uma espécies de ferry – ou balsa –, se aproximava da cidade de Quezon, na região da capital Manila, quando pegou fogo. Pelo menos 105 conseguiram escapar com vida e estão em segurança.

Imagens reproduzidas pela TV local mostram um incêndio de grandes proporções e pessoas nadando em direção a outra embarcação nas proximidades.

Não há, até a última atualização desta reportagem, informações sobre as causas do incêndio e o estado de saúde dos hospitalizados.

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Tempestades no Canadá deixam rastro de destruição e ao menos 5 mortos

Mais de 350 mil pessoas ficaram sem energia, segundo boletim do serviço meteorológico canadense.

Por g1

As tempestades que atingiram o Canadá no sábado (21) deixaram ao menos cinco mortos e estragos na estrutura de cidades da região de Ontario.

Segundo boletim do serviço meteorológico, há também um grupo de feridos e ao menos 350 mil pessoas ficaram sem energia elétrica por conta de danos na rede de transmissão.

“Uma sequência muito forte de tempestades se desenvolveu perto de Sarnia no final da manhã de sábado e seguiu para nordeste sobre o sul de Ontário em direção a Ottawa no sábado à tarde. Rajadas de vento foram relatadas em uma grande faixa do sul de Ontário, enquanto as fortes tempestades passavam”, diz o relatório preliminar.

Os ventos chegaram a mais de 130 km/h, o que derrubou postes, arrancou árvores e destruiu casas. Moradores da região compartilham imagens dos estragos nas redes sociais com a #ONStorm, a pedido do serviço meteorológico. (veja abaixo)

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, manifestou-se neste domingo em uma rede social.

“As tempestades que varreram Ontário e Quebec ontem causaram sérios danos, ceifaram várias vidas e deixaram muitos sem energia. Estamos pensando em todos os afetados e agradecendo às equipes que estão trabalhando para restaurar a energia – estamos prontos para fornecer apoio federal, se necessário”, disse Trudeau.

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Argentina registra 1º caso suspeito de varíola dos macacos no país

O paciente apresentou pequenas feridas em distintas partes do corpo e febre, além disso, ele acabou de retornar de uma viagem à Espanha, país que identificou um pequeno surto desta infecção.

Por g1

O Ministério da Saúde da Argentina investiga seu primeiro caso suspeito de varíola dos macacos no país, segundo um comunicado divulgado pelo governo neste domingo (22).

Em nota, a pasta disse que um morador da província de Buenos Aires entrou em contato com o serviço de saúde com sintomas “compatíveis com o da varíola dos macacos”.

O paciente apresentou pequenas feridas em distintas partes do corpo e febre, além disso, ele acabou de retornar de uma viagem à Espanha, país que identificou um pequeno surto desta infecção.

Ainda de acordo com o comunicado da saúde, o infectado se encontra em um bom estado, está em isolamento e recebendo tratamento para os sintomas.

Mais casos devem aparecer

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que espera identificar mais casos de varíola dos macacos à medida que países onde a doença normalmente não é encontrada aumentem a vigilância.

Até sábado (21), 94 casos haviam sido confirmados e 28 casos suspeitos de varíola foram relatados em 15 países que não são endêmicos para o vírus, disse a agência de Saúde da ONU.

“As informações disponíveis sugerem que a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos”, acrescentou a OMS.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que geralmente é leve e endêmica em partes da África Ocidental e Central.

Ela é espalhada por contato próximo, e pode ser contida com relativa facilidade por meio de medidas como isolamento e higiene.

Os sintomas são:

  • dores de cabeça
  • dores no corpo
  • nódulos linfáticos inchados
  • cansaço
  • erupções cutâneas nas mãos e pés.

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A primeira-dama da Ucrânia em rara entrevista: ‘Nem a guerra tira meu marido de mim’

Olena Zelenska contou que passou mais de dois meses sem poder ver o marido por conta da guerra, que segue no leste ucraniano sem um fim claro no horizonte.

Por BBC

A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, deu uma rara entrevista à imprensa do país e apareceu ao lado do marido, o presidente Volodymyr Zelensky, apenas pela segunda vez desde o início da guerra, em fevereiro – ela tem permanecido em locais secretos por motivo de segurança.

“Nossa família foi despedaçada, assim como todas as famílias ucranianas”, afirmou na entrevista.

A repórter ucraniana então perguntou: “A guerra essencialmente tirou seu marido de você”.

“Ninguém tira meu marido de mim, nem mesmo a guerra”, Zelenska respondeu.

“Mas sim, ele vive para seu trabalho, e nós (família) quase não o vemos. Não o vimos durante dois meses e meio (da duração da guerra). Só falamos por telefone um com o outro. Agora estamos tendo algumas ocasiões para nos ver. E sou grata por esta ocasião (entrevista), que nos permite passar um tempo juntos”.

“Um encontro romântico na TV”, afirmou a entrevistadora. “Sim, um encontro na TV. Obrigada”, respondeu a primeira-dama, que tem dois filhos com Zelensky – uma menina chamada Oleksandra e um menino chamado Kyrylo.

Sobre o primeiro dia da ação militar russa, em 24 de fevereiro, Zelenska afirmou que “acordou com sons estranhos lá de fora, como provavelmente todo mundo”.

“Estava escuro, e vi que Volodymyr (Zelensky) não estava (deitado) do meu lado. Ele já estava vestido, de terno, mas sem gravata. Perguntei a ele o que estava acontecendo, e ele disse: ‘Começou’. Não consigo descrever as emoções – ansiedade, estupor… Ele me falou isso e saiu. Depois disso, não nos vimos por um bom tempo.”

Ao lado de Zelenska, o presidente ucraniano afirmou que o fim da guerra da Ucrânia depende da diplomacia.

“Estou muito convencido disso. Há coisas que não podemos encerrar sem sentar em uma mesa de negociações. (…) Porque nós queremos tudo de volta, e a Rússia não quer dar nada de volta”, afirmou Zelensky.

A guerra da Ucrânia está perto de completar três meses sem um fim claro no horizonte.

Neste fim de semana, o principal negociador ucraniano, Mykhailo Podolyak, descartou qualquer possibilidade de um cessar-fogo com concessões territoriais por parte da Ucrânia. Ele alega que isso permitiria a permanência de tropas russas nesses locais e facilitaria eventuais ataques futuros.

Após capturar a cidade portuária de Mariupol, as tropas russas seguem atacando a região de Donbas, no leste da Ucrânia. Acredita-se que estejam se preparando para tentar tomar as cidades de Slovyansk e Severodonetsk.

Neste domingo, Volodymyr Zelensky estendeu a lei marcial na Ucrânia por mais três meses, até 23 de agosto. Essa lei determina, por exemplo, a permanência de homens de 18 a 60 anos no país para combater na guerra.

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OMS confirma mais de 1200 suspeitas de varíola dos macacos na República Democrática do Congo

58 pessoas já morreram no país em decorrência da doença.

Por g1

O órgão da OMS que opera na República Democrática do Congo informou oficialmente que 1284 pessoas com suspeitas da varíola dos macacos. Entre essas, 58 morreram, o que leva a uma taxa de mortalidade de 4,5%, segundo o relatório.

A doença, que tem uma baixa taxa de mortalidade, infectou milhares de pessoas em partes da África central e ocidental nos últimos anos, mas é pouco frequente na Europa e em outros continentes. A maioria dos infectados consegue se recuperar em semanas.

Inicialmente ela surge com sintomas similares aos de gripe como o inchaço nos gânglios, porém, depois começa a despertar erupções na pele do rosto e do corpo.

Ações contra a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na terça-feira (17) que está trabalhando em coordenação com as autoridades de saúde britânicas e europeias para tentar impedir os novos surtos.

“Precisamos entender melhor a extensão da varíola do macaco nos países endêmicos para entender a verdade sobre como está circulando e o risco que significa para as pessoas, bem como o risco de exportação”, declarou a epidemiologista Maria Van Kerkhove.

O primeiro caso no Reino Unido foi identificado em uma pessoa que viajou para a Nigéria, mas os casos subsequentes foram possivelmente por transmissão comunitária, segundo a Agência de Segurança Sanitária (UKHSA).

“Os casos mais recentes, juntamente com relatos de casos em países da Europa, confirmam nossa preocupação inicial de que a varíola do macaco possa estar se espalhando em nossas comunidades”, comentou Susan Hopkins, consultora médica do governo britânico.

A OMS informou, ainda, que muitos dos casos relatados são de pessoas que se identificam como gays, bissexuais ou homens que fazem sexo com homens.

“Estamos vendo uma transmissão entre homens que fazem sexo com homens”, disse o vice-diretor-geral da OMS, Ibrahima Socé Fall. “Esta é uma nova informação que precisamos investigar adequadamente para entender melhor a dinâmica da transmissão local no Reino Unido e em outros países”.

Primeiro caso na Alemanha

A Alemanha confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso da doença no país. Ainda não se tem mais informações sobre a pessoa infectada, porém, o país garantiu estar monitorando a situação.

Outros países da Europa também confirmaram casos da doença.

Veja lista:

  • Reino Unido
  • Portugal
  • Espanha
  • Itália
  • França
  • Bélgica
    Fora da Europa, na América do norte, EUA e Canadá confirmaram, além da Austrália, na Oceania.

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‘Procurei minha irmã por 30 anos, mas a Covid a levou’

Quando criança, Steve Ellis descobriu um segredo de família e, 60 anos depois, a descoberta levou a uma amizade inesperada.

Por BBC

No verão de 1988, Steve Ellis recebeu uma notícia chocante que afetaria sua vida por mais de 30 anos e levaria a uma amizade inesperada.

Ellis estava trabalhando nos escritórios londrinos da revista feminina Bella, quando uma carta chegou para ele. O envelope tinha um carimbo postal de Halifax, no Reino Unido, e Steve reconheceu a caligrafia imediatamente – era de sua mãe.

“Querido Stephen, não tenho orgulho do meu passado e, às vezes, ainda dói muito”, começava a carta.

“Acredite, ninguém sabe da angústia que passei por muitos anos. As pessoas perdoaram a mim e a ele pelo que fizemos, mas posso dizer que o mais difícil é perdoar a si mesmo.”

Steve, um dos editores fundadores da revista, tinha 37 anos quando recebeu a carta. Ele foi criado como filho único por sua mãe solo, Dorothy. Mas em sua carta, Dorothy revelou que ela também deu à luz outra criança – uma menina nascida dois anos depois de seu filho.

Steve e sua irmã tinham o mesmo pai, escreveu Dorothy, mas ele era casado e tinha sua própria família.

“Foi a primeira vez que ela mencionou que teve outro filho”, diz Steve. “Isso estourou uma bolha de silêncio, de algo não dito entre mãe e filho.”

“Stephen, por favor, me perdoe pelo passado, pois não consigo explicar o desgosto que foi para mim”, escreveu Dorothy. “Eu te amo muito.”

Embora a carta de sua mãe tenha sido um choque, Steve não ficou surpreso ao saber que ele tinha uma irmã. Na verdade, ele havia descoberto o segredo de sua mãe mais de 25 anos antes, quando um dia encontrou um maço de cartas no quarto dela.

Entre os documentos estava uma certidão de nascimento de uma pessoa chamada Susan Ellis, nascida em dezembro de 1953 – dois anos depois dele.

“Fiquei tão surpreso. Senti que eu não era a única pessoa no mundo”, diz Steve.

Também havia cartas da Sociedade de Adoção Ashton-under-Lyne, que diziam coisas como: “Sentimos muito por sua ação”, “Este é um ato muito pecaminoso” e “Espero que sua família a perdoe”.

Steve, na época com 10 anos, sabia o que significava adoção, mas havia outras palavras que ele não entendia, e descobrir os segredos de sua mãe o fez se sentir culpado. Ele nunca disse uma palavra à mãe sobre o que havia encontrado.

No dia seguinte ao recebimento da carta, Steve foi de carro encontrar a mãe no apartamento dela em Halifax. Em meio às lágrimas, Dorothy contou a ele como havia amamentado sua filha por 10 semanas em casa, antes de levá-la embora.

“Um segundo filho ‘ilegítimo’, nascido em uma casa geminada de dois quartos com sete ocupantes era demais para ela”, diz Steve.

Na época, ele e a mãe moravam com os pais de Dorothy e três ou quatro irmãos dela. A avó de Steve era faxineira, enquanto seu avô alimentava caldeiras em uma fábrica de tapetes. Dorothy não tinha emprego e eles simplesmente não podiam se dar ao luxo de alimentar outra boca.

Dorothy vivia com um “horrível fardo de culpa”, ela disse a ele, além de ter que suportar o estigma de ser uma mãe solo que doou um de seus filhos. Tinha sido difícil encontrar trabalho porque muitos empregadores não aceitavam mães solteiras, e alguns dos amigos de Dorothy não falavam com ela há anos.

“As pessoas atravessaram a rua e se recusavam a falar com ela porque ela teve um filho ilegítimo”, diz Steve. “Ela era uma mulher rejeitada.”

Steve sempre se perguntou sobre o paradeiro de sua irmã Susan. Ele perguntou a Dorothy se ela gostaria que ele tentasse encontrá-la, e sua mãe disse que sim.

Em poucos dias, Steve estava preenchendo formulários em um serviço público para localizar pessoas no Reino Unido. Ele entrou em contato com advogados, falou com uma agência de detetives particulares e até colocou um anúncio no jornal Manchester Evening News com um palpite de que Susan estava morando naquela área.

“Não recebi nenhuma resposta”, diz Steve.

Com o passar dos anos, Steve muitas vezes se perguntava se sua irmã poderia ser uma estranha que passava por ele na rua. Ele ansiava por encontrar Susan, não apenas para seu próprio bem, mas também para sua mãe.

“Não consigo imaginar que houve um dia em que ela não tivesse pensado na filha”, diz ele.

“De certa forma, é pior do que a morte. Alguém que você deu à luz está lá fora, mas você não sabe como ela é, se os pais adotivos foram legais ou desagradáveis, se ela foi bem-sucedida. Ela está lá, mas também não está.”

Em 2019, Steve estava com quase 70 anos e se resignou ao fato de que talvez nunca encontrasse sua irmã. Mas durante os anos seguintes, a lei mudou para permitir que agências intermediárias ajudassem a rastrear pessoas separadas por adoção antes de 30 de dezembro de 2005.

Quando Steve percebeu que essa ajuda estava disponível, ele entrou em contato com uma agência e contou tudo o que sabia sobre Susan Ellis. Dentro de alguns meses um pesquisador teve notícias dela.

“Minha irmã estava viva”, diz Steve.

O investigador o avisou que teriam que agir com cuidado. Susan podia não saber que havia sido adotada. Eles enviaram uma carta delicada e esperaram, mas a resposta de Susan não foi a que Steve desejava.

“Ela ficou muito zangada e chocada”, diz ele.

Susan havia sido informada pelos pais adotivos de que foi colocada para adoção após a morte de sua mãe biológica. Ela não fazia ideia de que tinha parentes vivos – disse que precisava de tempo para considerar a abordagem de seu irmão.

Steve esperava que Susan voltasse e eles pudessem finalmente construir um relacionamento de irmãos, mas quando mais de cinco meses se passaram sem nenhuma notícia, ele começou a perder a esperança.

Em um dia ensolarado de abril, apenas algumas semanas após o primeiro lockdown no Reino Unido por causa da pandemia de Covid-19, em 2020, o investigador o procurou novamente. Mas não era uma boa notícia. Susan tinha morrido três dias antes.

“Sentei-me no jardim chorando”, diz Steve. “Perdi minha irmã.”

O investigador disse a Steve que Graham, o marido de sua irmã, gostaria de falar com ele, e mais tarde naquela noite os dois homens conversaram.

Sarah – cujo nome havia sido mudado quando foi adotada – estava pensando em entrar em contato com Steve, disse Graham, mas sua saúde estava se deteriorando após uma complicada operação de ponte de safena – ela foi internada em um hospital.

“Como estava ficando mais doente, ela foi mais conciliadora e queria fazer contato”, diz Steve. “Mas então sua saúde se deteriorou a ponto de se tornar tarde demais.”

Sarah morreu isolada. Oficialmente, a causa da morte foi Covid-19.

Em luto, Graham respondeu às perguntas de Steve sobre Sarah e criou uma imagem da irmã que Steve nunca conheceu. Ela era emotiva, calorosa e amigável, disse Graham, e gostava da vida.

“Foram 66 anos de história condensados ​​em 90 minutos de conversa. Foi incrível”, diz Steve.

Sarah foi criada por pais adotivos amorosos. Seu pai era diretor de uma escola e eles moravam em uma casa grande e isolada.

“Há uma ironia maravilhosa nisso, desses contrastes na vida dela e na minha”, diz Steve. “Fui deixado neste casebre lotado em Halifax, enquanto minha irmã partiu para uma vida bastante luxuosa.”

Depois de frequentar uma escola particular, Sarah passou três anos como oficial da RAF (Força Aérea Real) e depois administrou seu próprio café.

Alguns dias depois, Graham enviou a Steve uma fotografia de Sarah – a primeira que ele viu.

“Quando apareceu na tela, eu desabei”, diz Steve. “Acho que foram 60 anos de emoção reprimida. Foi a sensação mais surpreendente, nunca tive isso antes e nunca mais tive desde então. Ela ganhou vida para mim, embora estivesse morta.”

Através de um link de vídeo a partir da casa onde moravam, Steve e sua esposa puderam ver Graham, sozinho, no crematório no dia do funeral de Sarah. Então os dois homens passaram a se falar por telefone todos os dias, e o vínculo entre eles cresceu.

Graham convidou Steve para ficar na casa que ele e Sarah tinham compartilhado. Ao passar um tempo com seu marido de 25 anos, vasculhando fotografias e visitando lugares onde ela esteve, Steve se sentiu mais próximo de sua irmã do que nunca.

Ele descobriu paralelos interessantes também – ambos tocavam piano de ouvido e adoravam cozinhar – e quando Steve viu algumas das pinturas de Sarah, ficou impressionado com a semelhança entre o estilo dela e o dele.

“Você não seria capaz de dizer se foi ela ou eu quem tinha pintado um quadro”, diz ele.

Dorothy, a mãe de Steve, morreu dois anos antes dele encontrar sua irmã, levando sua culpa para o túmulo. Steve se sente triste por não ter sido capaz de tranquilizar sua mãe sobre como as coisas aconteceram para o bebê que ela precisou doar.

“Teria sido maravilhoso se ela soubesse que a filha foi criada por pais gentis e amorosos”, diz ele.

Steve é ​​grato pelo relacionamento com seu cunhado, que cumpriu os desejos de Sarah, tornando possível a “peregrinação” de Steve para conhecer um pouco sua irmã.

“Eu nunca vou conhecê-la pessoalmente, nunca vou conseguir falar com ela, e isso será uma fonte de arrependimento para sempre”, diz Steve, que agora tem 70 anos.

“No entanto, eu conheci Sarah depois de sua morte, porque seu marido Graham abriu seu coração e sua casa para me permitir descobrir o máximo possível sobre minha irmã há muito perdida – foi um ato de incrível generosidade”.

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Covid na Coreia do Norte: sem remédios e vacinas, governo recomenda chá e água salgada

Mais de 2 milhões de pessoas adoeceram e pelo menos 65 morreram por Covid-19, mas o governo central de Pyongyang tem chamado a doença apenas de “febre”, segundo a imprensa estatal.

Por BBC

Sem vacinas e remédios, a Coreia do Norte tem sido duramente atingida pelo avanço da Covid-19. Mais de 2 milhões de pessoas adoeceram e pelo menos 65 pessoas morreram, mas o governo central de Pyongyang tem chamado a doença apenas de “febre”, segundo a imprensa estatal.

No início do ano 2020, o país fechou suas fronteiras para tentar isolar o país da pandemia que afetava o resto do mundo. A Coreia do Norte compartilha fronteiras terrestres com a Coreia do Sul e a China, que registraram grandes surtos. A China agora está enfrentando uma onda de ômicron, com lockdowns em suas principais cidades.

Mas até hoje as autoridades da Coreia do norte têm rejeitado apoio médico estrangeiro.

Analistas apontam que norte-coreanos estão mais vulneráveis ao vírus devido à falta de vacinas e à precariedade do sistema de saúde. Um lockdown nacional está em vigor no país, mas não há informações precisas se a estratégia tem surtido efeito.

Além disso, a imprensa estatal disse que o líder do país, Kim Jong-un, tem responsabilizado autoridades de saúde por “atrapalhar” a distribuição das reservas nacionais de medicamentos.

O BBC Reality Check tem monitorado a mídia controlada pelo governo norte-coreano, que tem recomendado diversos tratamentos tradicionais contra doenças comuns, como chá quente e gargarejo com água salgada, mas sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Bebidas quentes e o alívio de sintomas leves

Para aqueles que não estão gravemente doentes, o jornal estatal Rodong Simnun recomenda se tratar com chá quente com gengibre ou madressilva ou uma bebida à base de folhas de salgueiro.

Bebidas quentes podem aliviar alguns sintomas mais leves da covid, como dor de garganta e tosse, e ajudar a hidratação de algumas pessoas doentes.

Gengibre e folha de salgueiro também podem aliviar a inflação e reduzir a dor.

Mas eles não são tratamentos para o vírus em si, como os antivirais adotados ao redor do mundo, a exemplo do paxlovid e do molnupiravir.

Gargarejo com água salgada e sua eficácia limitada contra sintomas

A mídia estatal norte-coreana exibiu uma reportagem em que um casal entrevistado recomenda gargarejo com água salgada de manhã e de noite para combater a covid-19.

“Milhares de toneladas de sal” foram enviadas para Pyongyang a fim de ser produzida a “solução antisséptica”, anunciou a agência estatal de notícias.

Por um lado, alguns estudos apontam que o gargarejo com água salgada e a lavagem das narinas com soluções salinas podem ajudar a combater vírus que causam resfriados comuns.

Mas não há evidência de sua eficácia contra a covid-19.

Além disso, enxaguantes bucais, que também foram recomendados, se mostraram eficazes contra o vírus em laboratório. Mas, novamente, não há qualquer evidência de sua eficácia contra a covid-19 em humanos.

A covid-19 é principalmente transmitida pelo ar, invadindo o corpo tanto pelo nariz quanto pela boca. Então, gargarejo só atacaria um dentre vários pontos de entrada.

Além disso, uma vez que o vírus tenha entrado no corpo humano, ele se replica e se espalha profundamente por outros órgãos, onde essa estratégia não terá alcance nem eficácia.

Analgésicos e antibióticos sem eficácia contra covid-19

A TV estatal norte-coreana também tem aconselhado pacientes a usar analgésicos e antitérmicos como ibuprofeno e antibióticos como amoxicilina.

O ibuprofeno (e paracetamol) pode reduzir a temperatura e aliviar sintomas como dor de cabeça ou dor de garganta. Mas eles não eliminarão o vírus ou impedirão que ele se desenvolva.

Antibióticos são eficazes em infecções causadas por bactérias, e não em infecções causadas por vírus.

Além disso, usar antibióticos de forma desnecessária eleva o risco de surgirem micróbios resistentes a medicamentos.

Um amplo estudo com o antibiótico azitromicina, por exemplo, descobriu que fazia pouca ou nenhuma diferença nos sintomas da covid-19, na probabilidade de internação hospitalar ou nas chances de morrer pela doença.

Existem atualmente alguns medicamentos aprovados em diversos países, incluindo o Brasil, para evitar que pessoas com covid-19 acabem no hospital:

– antivirais: paxlovid, molnupiravir e remdesivir

– terapias de anticorpos que imitam o sistema imunológico

Mas a eficácia varia bastante a depender do perfil do paciente e do momento em que o tratamento teve início em relação ao dia da infecção.

Sistema de saúde em dificuldade

O sistema de saúde da Coreia do Norte foi criado para oferecer assistência médica gratuita, desde serviços básicos em vilarejos até tratamento especializado em hospitais governamentais (geralmente em centros urbanos).

Mas a economia nacional declinou nos últimos anos por causa de sanções econômicas internacionais e condições climáticas extremas, como secas.

Além disso, o fechamento das fronteiras do país e medidas rígidas de lockdown também acarretam impactos negativos.

Sem a mesma estrutura da capital Pyongyang, o sistema de saúde no resto do país sofre com escassez de pessoal, medicamentos e equipamentos.

Kee Park, professor de Saúde Global e Medicina Social da Universidade Harvard, diz que a Coreia do Norte é um país de baixa renda com um sistema de saúde limitado.

“Apesar de uma densidade relativamente alta de profissionais de saúde, o sistema teria dificuldades para lidar com o aumento de pacientes”, diz ele.

Alistair Coleman, especialista em Coreia do Norte, explica que a resposta de Pyongyang à covid sempre foi negar que o vírus exista no país.

“A resposta do Estado foi fechar as suas fronteiras e implementar uma estratégia de higiene para prevenir infeções, pulverizando locais públicos como estações de trem, escolas, hospitais, etc.”

Mas o país não poderia estar menos preparado para combater a doença.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), no ano passado, dizia: “Algumas das fábricas farmacêuticas, de vacinação e de aparelhos médicos não atingem o nível de boas práticas da OMS [Organização Mundial da Saúde] e também não atendem à demanda local”.

Muitos desertores norte-coreanos para a Coreia do Sul disseram ter que pagar por medicamentos ou encontrar tratamento e remédios restritos a membros privilegiados do partido no poder.

A mídia estatal, por outro lado, diz que tem aumentando a produção de medicamentos.

Recusa a ajuda internacional

País de quase 26 milhões de habitantes, a Coreia do Norte recusou 3 milhões de doses de vacinas fabricadas na China no ano passado – e acredita-se que tenha rejeitado outras ofertas ligadas ao Covax, o esquema global de compartilhamento de vacinas.

A Coreia do Sul diz que não teve resposta à sua oferta de vacinas, suprimentos médicos e pessoal.

Coreia do Norte teria enviado recentemente três aviões para coletar suprimentos médicos de Shenyang, na China. Só que não havia “suprimentos antipandemia”, disse o Ministério das Relações Exteriores da China. De todo modo, o país vizinho disse estar “pronto para trabalhar com a Coreia do Norte… na luta contra o coronavírus”.

Como consequência da rejeição de Pyongyang à ajuda da comunidade internacional para vacinar a população, a imunidade coletiva no país é extremamente baixa.

Apesar dos rumores de que alguns membros da elite da Coreia do Norte foram vacinados, a grande maioria dos norte-coreanos não recebeu nenhuma dose contra a covid.

De fato, durante a pandemia, a mídia estatal alertou de forma enganosa sobre a ineficácia e os perigos das vacinas contra a covid.

Sem casos confirmados de covid-19 nos últimos dois anos, a população é “imunologicamente frágil ao vírus Sars-Cov-2” e todas as suas variantes, diz o professor de Harvard Kee Park.

“Até agora eles não tiveram nenhum surto, então ninguém desenvolveu imunidade. Além disso, eles ainda precisam vacinar a população. Eles essencialmente não têm proteção imunológica”, acrescenta.

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Foto de satélite indica que China construiu modelo de avião do Japão para treinar ataque, diz site

Imagens por satélite mostram que chineses construíram uma réplica de um avião militar japonês em uma região desértica.

Por g1

Imagens feitas com satélites mostram que os chineses construíram um modelo semelhante a um avião que as forças aéreas do Japão usam em seu sistema defesa, de acordo com uma reportagem publicada no site Nikkei Asia nesta terça-feira (19).

Reprodução do site que publicou reportagem sobre um modelo de avião construído na China. À esquerda, o modelo no deserto de Xinjiang, na China. À direita, o avião real numa base japonesa, para efeito de comparação — Foto: Reprodução/Nikkei Asia

Acredita-se que a área da China onde a fotografia foi feita é uma zona especial controlada pelos militares chineses.

A imagem mostra uma estrutura com a forma de um avião, com dois motores e um radar em forma de disco, que é uma característica de um modelo específico de avião da força aérea japonesa.

O modelo chinês parece ter sido inspirado na aeronave E-767 das forças aéreas japonesas, um avião de fabricação da Boeing. Há quatro aviões no mundo, e todos estão em uma base aérea em Hamamatsu, de acordo com informações do Ministério da Defesa japonês.

O avião tem capacidade de interceptar outras aeronaves. Em uma hipotética situação de conflito, esses modelos seriam empregados para fazer buscas por outros aviões em regiões distantes dos confrontos.

Modelos como esse podem ser usados pelos militares chineses como uma forma de simular ataques aos aviões da força aérea do Japão com mísseis, de acordo com um ex-oficial de alta patente das forças armadas japonesas que foi entrevistado pelo site Nikkei Asia, mas pediu para não ser identificado.

As fotos são da empresa de imagens por satélite Planet Labs, dos Estados Unidos.

Precedentes

No deserto de Xinjiang também foi fotografado anteriormente um modelo em escala real de um navio porta-aviões americano e de um navio menor, de combate, também americano.

Os EUA alertaram que nos últimos meses a China tem expandido rapidamente suas forças armadas, incluindo suas capacidades nucleares, à medida que a tensão aumenta no Mar do Sul da China.

No início deste ano, a China foi considerada suspeita de realizar um teste de míssil hipersônico com capacidade nuclear — mísseis que podem voar na atmosfera com velocidade superior a mais de cinco vezes a do som — o que gerou preocupação em Washington.

Posteriormente, o governo chinês negou as acusações e disse que se tratava de uma verificação de rotina.

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