Coreia do Norte compara Donald Trump a Hitler

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Evan Vucci)

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Evan Vucci)

A Coreia do Norte comparou o presidente americano, Donald Trump, ao líder nazista Adolf Hitler, em um editorial da agência estatal KCNA.

A política do presidente americano é uma forma de “nazismo do século XXI”, afirma o editorial de KCNA ao criticar o slogan “America First” (América em Primeiro Lugar) de Trump.

“O princípio América em primeiro lugar defende a dominação mundial por meios militares, como foi o caso com o conceito de ocupação mundial de Hitler”, escreveu a agência norte-coreana.

Trump segue “a política ditatorial de Hitler” para dividir os outros em duas categorias, “amigos e inimigos”, para justificar a “supressão” dos últimos, completa.

A Coreia do Norte tem o hábito de ofender os seus inimigos. Na semana passada, Pyongyang chamou Trump de “psicopata” em um contexto de tensão pela morte do estudante americano Otto Warmbier, repatriado em estado de coma aos Estados Unidos depois de passar alguns anos detido em uma prisão norte-coreana.

Em 2014, a agência KCNA chamou o então presidente americano Barack Obama de “bastardo de sangue mestiço” com “aparência de macaco”.

Antes, a Coreia do Norte comparou a ex-presidente sul-coreana Park Geun-Hye com uma “prostituta”.

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Tribunal de Haia considera Holanda parcialmente responsável pelo massacre de Srebrenica

O Tribunal de Apelação de Haia considerou nesta terça-feira (27) a Holanda parcialmente responsável pelo massacre de Srebrenica, na Bósnia. Em julho 1995, cerca de 300 crianças e homens muçulmanos foram mortos após serem expulsos da base holandesa da vila de Potocari.

Para a Justiça, as forças de paz holandesas deveriam ter protegido as vítimas, pois poderiam deduzir que as pessoas que procuraram refúgio na base seriam assassinados pelas tropas sérvias da Bósnia se fossem forçados a sair- como aconteceu, segundo a Reuters. A decisão confirma assim uma decisão da juíza Larissa Elwin, de 2014.

Genocídio

A área de Srebrenica estava sob proteção da Organização das Nações Unidas (ONU) quando as forças sérvias da Bósnia assumiram o controle em julho de 1995.

Cerca de 8 mil homens e adolescentes muçulmanos foram executados pelas forças sérvias bósnias, no maior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Esse foi o único episódio de guerra intercomunitária (1992-1995) considerado como um ato de genocídio pela justiça internacional.

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Ex-premier francês Manuel Valls abandona o Partido Socialista

O ex-primeiro-ministro francês Manuel Valls, que apoiou o centrista Emmanuel Macron nas eleições presidenciais em detrimento do candidato socialista, anunciou nesta terça-feira (27) sua saída do Partido Socialista.

“Uma parte de minha vida política termina. Abandono o Partido Socialista ou o Partido Socialista abandona a mim”, declarou à rádio RTL.

Manuel Valls, nascido em 1962 em Barcelona (Espanha) e naturalizado francês aos 20 anos, entrou para o Partido Socialista aos 17.

Conhecido por seus ataques de ira e por sua intransigência, o ex-premier do presidente socialista François Hollande entre 2014 e 2016 estava em desacordo há vários meses com o PS, partido dividido em várias tendências.

Derrotado em janeiro nas primárias socialistas, Valls apoiou o centrista Emmanuel Macron desde o primeiro turno da eleição presidencial, ignorando o candidato de seu partido, Benoît Hamon.

Quando era primeiro-ministro foi criticado pela ala mais à esquerda do PS por suas ideias consideradas muito liberais em temas econômicos e por suas posições rígidas na área de segurança.

Nas legislativas de junho, que disputou como candidato independente pela circunscrição de Essone, na área metropolitana de Paris, foi reeleito com dificuldade no segundo turno contra uma candidata da esquerda radical apoiada por Hamon.

Na Assembleia Nacional, Valls tem a intenção de ficar ao lado da maioria de Emmanuel Macron e não descarta a possibilidade de entrar para o partido do presidente, A República Em Marcha.

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Projeto de lei do Senado faria 22 milhões perderem cobertura de saúde nos EUA

Vinte e dois milhões de norte-americanos perderiam suas coberturas de seguros de saúde durante a próxima década por conta de uma proposta de lei divulgada pelos republicanos do Senado dos Estados Unidos na semana passada, informou nesta segunda-feira (26) o não partidário Escritório de Orçamentos do Congresso (CBO, na sigla em inglês).

Em comparação, o CBO havia estimado anteriormente que legislação similar aprovada pela Câmara dos Deputados iria fazer com que 23 milhões de norte-americanos perdessem coberturas até 2026.

Em uma análise do projeto de lei do Senado, o CBO informou que o número total de norte-americanos que ficariam sem cobertura até 2026 sob a proposta do Senado seria de 49 milhões. Isto se compara à estimativa do escritório de 51 milhões sob o projeto da Câmara dos Deputados ou 28 milhões, caso seja mantida a lei atual.

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Jornalista sequestrado em maio é encontrado morto no México

O corpo carbonizado do jornalista mexicano Salvador Adame, sequestrado em maio no estado central de Michoacán, foi encontrado e identificado pelas autoridades, informou nesta segunda-feira (26) o procurador estadual, elevando a seis o número de repórteres mortos no país neste ano.

O cadáver de Adame foi localizado em 14 de junho por agentes da polícia e pelo Exército mexicano em um local conhecido como Barranca del Diablo, na estrada que une os povoados de Lombardía e Nueva Italia, afirmou o procurador de Michoacán, José Martín Godoy, em coletiva de imprensa.

“Os testes de DNA permitiram corroborar com estes restos mortais que correspondem a quem, em vida, se chamou Salvador Adame”, declarou Godoy.

Adame, dono de uma emissora de televisão local, foi sequestrado em 19 de maio em Nueva Italia, no centro de Michoacán, uma das regiões mais atingidas pela violência ligada ao crime organizado.

O sequestro de Adame ocorreu dois dias depois que o presidente do México, Enrique Peña Nieto, se comprometeu a fortalecer os mecanismos para garantir a segurança dos jornalistas e a combater a impunidade, como resposta ao assassinato de Javier Valdez, conhecido repórter cuja morte foi condenada dentro e fora do país.

O México é considerado o terceiro país mais perigoso para exercer a profissão de jornalista no mundo, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras.

Antes de Valdez, que também era correspondente do jornal “La Jornada” e colaborador da agência France Presse, outros quatro jornalistas foram assassinados neste ano no México: Cecilio Pineda, Ricardo Monlui, Miroslava Breach e Maximino Rodríguez.

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Embarcação naufraga em represa na Colômbia e deixa mortos

Embarcação de três andares naufragou neste domingo na represa de Guatapé, na região de Antioquia, na Colômbia (Foto: Reprodução)

Embarcação de três andares naufragou neste domingo na represa de Guatapé, na região de Antioquia, na Colômbia (Foto: Reprodução)

Uma embarcação naufragou na tarde deste domingo (25) na represa El Peñol de Guatapé, um ponto turístico no noroeste da Colômbia. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, esteve no local já à noite e confirmou a morte de seis pessoas.

“Tivemos informações de que 6 pessoas morreram — três no hospital e três resgatadas por mergulhadores. Há 122 pessoas vivas e bem, e há 31 pessoas que neste momento estão reportadas como desaparecidas”, afirmou o presidente, segundo o jornal local “El Colombiano”.

O número de mortos apresentado por Santos contradiz informação anterior apresentada por Margarita Moncada, diretora do Departamento Administrativo do Sistema de Prevenção, Atenção e Recuperação de Desasters (Dapard) do Governo de Antioquia, que disse mais cedo que “já temos, oficialmente, nove pessoas que foram encontradas mortas”.

Um vídeo publicado na internet mostra o momento do naufrágio. Segundo as imagens, várias lanchas e embarcações que estavam ao redor auxiliaram no resgate dos passageiros, enquanto o barco submergia.

Embarcação cheia

Há relatos divergentes sobre o número de pessoas que estavam a bordo da embarcação. De acordo com declarações dadas ao diário pela secretária de governo da Antioquia, Victoria Eugenia Ramírez, a empresa dona da embarcação afirmou que 150 pessoas estavam a bordo. Porém, o jornal colombiano “El Tiempo” afirmou que “fontes oficiais” confirmaram “cerca de 170 passageiros”. Já o capitão do Corpo de Bombeiros de Rionegro disse à emissora local Blu Radio que havia 130 pessoas na embarcação.

Turistas em fim de semana prolongado

De acordo com o jornal colombiano, a embarcação tem três andares e estaria cheia de turistas. Neste domingo, a represa estava especialmente cheia porque os colombianos aproveitam um fim de semana prolongado, já que esta segunda-feira (26) é feriado no país.

De acordo com Victoria, o governo, a força aérea, o exército e a polícia local ajudam no resgate dos passageiros. Luis Bernardo Morales, capitão do corpo de bombeiros de Envigado, afirmou que todos os grupos de resgate na parte leste de Antioquia foram mobilizados para tentar atender às vítimas.

O governador da Antioquia, Luis Pérez Guitérrez, publicou um comunicado em seu perfil no Facebook sobre o naufrágio. “Lamento profundamente os fatos ocorridos no município de Guatapé. Atendemos a emergência com um posto de mando unificado”, disse ele.

Mapa mostra local da represa Guatapé, onde embarcação naufragou neste domingo (25), deixando pelo menos três mortos (Foto: Editoria de Arte/G1)

Mapa mostra local da represa Guatapé, onde embarcação naufragou neste domingo (25), deixando pelo menos três mortos (Foto: Editoria de Arte/G1)

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Homem é recapturado 32 anos após fugir de prisão nos EUA

Um fugitivo de uma cadeia do estado americano do Arkansas foi recapturado 32 anos depois de sua fuga.

O departamento responsável divulgou que Steven Dishman, de 60 anos, foi preso neste domingo (25) em Springdale, por policiais locais e estaduais.

Ele cumpria uma pena de 7 anos por furto no condado de Washington quando conseguiu escapar, em 28 de maio de 1985.

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‘Eu mantive o corpo da minha filha em casa por três semanas’

 (Foto: GILLI DAVIDSON)

(Foto: GILLI DAVIDSON)

Niamh Storey Davidson recebeu um diagnóstico de tumor de Wilms – um câncer raro de rim que afeta crianças – aos seis anos.

Ela enfrentou o tratamento por quase três anos, mas continuou piorando. Então a família recebeu a notícia que o estado dela era irreversível.

“Pensar que ela não estaria aqui era algo insuportável”, lembra Gilli.

“Ela morreu em casa às 13h30, ao meu lado e do pai dela.” Os outros filhos de Gilli – incluindo o irmão gêmeo de Niamh, Zach – estavam na escola ou na faculdade.

Mas em meio àquela tempestade de tristeza e chateação, Gilli tinha certeza de uma coisa: ela queria doar os olhos de Niamh, os únicos órgãos da garota que não tinham sido afetados pela doença.

Doação de órgãos é algo muito importante para a família de Gilli – quando era bebê, um dos irmãos de Niamh fez um transplante de coração após contrair uma grave infecção no peito.

A mãe precisava agir rápido. Por volta das 17h ela estava em contato com a Arka Original Funerals – uma empresa da cidade de Brighton, na Inglaterra, que integra um movimento no Reino Unido para retirar o caráter industrial e humanizar as questões que envolvem a morte.

Gilli Davidson com o caixão da filha Niamh na sala de casa (Foto: GILLI DAVIDSON)

Gilli Davidson com o caixão da filha Niamh na sala de casa (Foto: GILLI DAVIDSON)

Quando a diretora da firma Cara Mair chegou com sua colega Sarah Clarke-Kent para pegar o corpo de Niamh, não havia sacos funerários pretos e impessoais para colocá-lo.

Ela foi levada em uma maca com travesseiro, envolta em um lençol de algodão e uma fina cobertura de veludo com folhas.

“Para famílias é muito difícil testemunhar o corpo de um ente querido sendo retirado de casa”, afirma Cara.

“É importante ter algo bonito pela embalar os corpos. A pessoa pode ter morrido, mas ainda é sua armadura, seu receptáculo.”

Niamh foi levada rapidamente às instalações da Arka, onde os olhos foram removidos por um técnico médico naquela mesma noite.

Uma despedida diferente

“Sarah ficou com Niamh durante o procedimento”, conta a mãe, Gilli. “Foi um privilégio, porque sabia assim que o processo seria respeitoso. O homem que a operou disse que os olhos de Niamh eram lindos e estavam em ótima condição, então certamente seriam doados. Fiquei muito feliz de ouvir aquilo.”

No dia seguinte, Niamh foi levada de volta para casa. Manter um corpo em casa antes do funeral é raro no Reino Unido, mas não é ilegal.

A questão mais importante é a temperatura. Algumas funerárias oferecem unidades de ar condicionado no verão para manter os corpos na temperatura adequada, e cobertores elétricos frios também podem ser usados.

No caso de Niamh, a temperatura não foi um problema. Era novembro, mês frio no hemisfério Norte, então ela foi colocada em um quarto em casa com as janelas abertas.

“Ela ficou lá, deitada no sofá com seus cobertores e almofadas”, lembra Gilli.

“Eu não conseguiria tê-la deixado em outro lugar. Apenas não parecia a coisa certa. Ela tinha acabado de fazer nove anos – ainda parecia que era parte de mim.”

Niamh permaneceria em casa por quase três semanas, com os olhos fechados.

“Nós tentamos desacelerar as coisas para os familiares, para dar tempo de digerir a notícia de uma morte. Não temos um jeito padrão de fazer as coisas”, afirma Cara.

Nos dias em que Niamh ficou em casa, a mãe passou muito tempo com ela.

“Pude dar banho nela e colocar suas roupas favoritas. A principal coisa para mim era tornar sua morte real. Se ela tivesse simplesmente desaparecido da casa, depois colocada em um caixão para nunca mais ser vista, eu ainda a estaria procurando”, diz a mãe.

Niamh durante os anos de tratamento (Foto: GILLI DAVIDSON)

Niamh durante os anos de tratamento (Foto: GILLI DAVIDSON)

Gilli confiou em seus instintos ao conduzir a despedida da filha porque ela já havia sofrido a perda de dois filhos. Seu primeiro, Liam, morreu pouco após o nascimento, em 1990.

“Eu lembro de pedir para vê-lo antes do funeral, mas o capelão que cuidava do velório não permitiu. Então por anos depois costumava pensar que acreditaria se alguém batesse à porta e dissesse que a morte dele havia sido um terrível engano. Era como se eu não acreditasse que ele estava morto.”

Ela nunca esqueceu o fato de que não conseguiu ver o filho pela última vez. “Aquilo me fez pensar – por que? Por que estão querendo me enrolar? Você fica em um estado tão frágil e estranho após a morte de uma criança.”

No Reino Unido, não é comum que familiares e amigos vejam o corpo no caixão logo antes do enterro ou da cremação. Mas Cara Mair diz que isso é algo importante para alguns clientes.

“Quando o caixão é fechado, eles sabem que foram os últimos a ver aquela pessoa, então podem descansar com a certeza de que os corpos não foram manuseados de forma desrespeitosa”, afirma.

“Claro que isso não é igual para todos – isso pode deixar algumas pessoas desconfortáveis. Mas a chance de escolher precisa existir”, completa.

Lições do luto

Em 1998, Gilli perdeu um segundo filho, Robbie, ainda recém-nascido. Ela tinha aprendido algumas lições de seu primeiro processo de luto, mas ainda assim o serviço funerário pareceu muito equivocado.

“Foi muito longo para um pequeno bebê. E quem falou citou muitas coisas religiosas, que não tinham nada a ver comigo”, conta.

A mãe se recorda de uma conversa que teve com Niamh antes da morte da filha.

“Estávamos indo ao parque com o irmão dela, e ela disse que queria ser enterrada. Ela não gostava da ideia de fogo, e estava muito certa daquilo.”

Mas a mãe odiava a ideia de um cemitério – macabro e escuro e tão diferente de sua pequena e tímida filha.

A família decidiu fazer o enterro em uma área de bosque. Gilli não queria colocar a filha em um caixão, e a empresa disse que ela poderia ser enterrada apenas envolta em uma manta. Mas o pai mudou de ideia no último minuto e o corpo acabou sendo colocado em um caixão.

“Ela não mudou muito no período que passou em casa desde a morte”, lembra Sarah Clarke-Kent, da empresa funerária. “Ela parecia tão pequena e em paz.”

Niamh amava cães. No dia do enterro, sua rua ficou cheia de vizinhos, amigos, crianças e seus cachorros.

“Foi emocionante ver como a família se envolveu e se manteve no controle do funeral de Niamh. Foi um privilégio ajudá-los”, afirma Cara Mair.

Ela dirigiu lentamente o carro com o caixão pela rua, seguida por uma procissão de pessoas a pé. Balões foram soltados, então todos entraram em seus carros e foram até o local do enterro.

“Realmente sentimos que foi a coisa certa. O funeral é apenas o começo da despedida, mas é um começo muito importante – é o início do caminho para o próximo capítulo da vida, sem aquela pessoa. E se não lidamos com a morte de uma maneira boa, o luto fica preso, e pode afetar sua vida e de suas crianças”. afirma Gilli.

A família também teve uma reação muito positiva à decisão de doar os olhos de Niamh.

“Temos essa ideia cultural de que os olhos são a janela da alma, então é comum não autorizar a retirada. Muitas pessoas nos escreveram dizendo ter mudado de ideia após ouvir a história de Niamh.”

E quando Gilli soube que as córneas da filha tinham sido transplantadas, dando visão a um adolescente e a um jovem homem, ela ficou muito feliz.

“Significa que um pedacinho de Niamh viveu – esse é o legado dela.”

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Sindicato denuncia agressões a 376 jornalistas em protestos na Venezuela

Membros da tropa de choque entram em confronto com manifestantes durante um protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela, em 7 de junho (Foto: Frederico Parra/AFP)

Membros da tropa de choque entram em confronto com manifestantes durante um protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela, em 7 de junho (Foto: Frederico Parra/AFP)

O principal sindicato de jornalistas da Venezuela denunciou neste domingo (25) que 376 repórteres sofreram agressões durante quase três meses de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, a maioria por parte de militares e policiais.

“Entre 31 de março de 24 de junho, 376 trabalhadores da imprensa foram agredidos em 238 casos documentados”, dos quais as “forças de segurança são responsáveis por 170”, afirmou a organização no Twitter.

O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) contabiliza igualmente 33 “detenções ilegais” de trabalhadores dos meios de comunicação.

Os protestos da oposição geraram distúrbios com um balanço de 75 mortos e mais de mil feridos, segundo o Ministério Público. Governo e oposição se culpam mutuamente pelos casos de violência.

Embora a solicitação do Ministério Público aos tribunais sobre “medidas especiais de proteção” aos jornalistas tenha sido aceita, as denúncias de ataques a repórteres por policiais, militares e manifestantes são constantes.

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Incêndio em Portugal gera debate sobre o eucalipto, um dos motores econômicos do Brasil

O incêndio que na última semana devastou mais de 30 mil hectares de floresta e matou 64 pessoas em Portugal levantou mais uma vez o debate sobre os riscos do plantio de eucalipto, uma atividade com crescente importância para a economia do país europeu – assim como para o Brasil.

Nos dias que se seguiram à tragédia em Pedrógão Grande, na região central do país, diversos setores da sociedade portuguesa começaram a cobrar maior controle do plantio de eucalipto, a árvore dominante na área afetada pelo incêndio e que representa cerca de 30% de toda a cobertura florestal portuguesa.

Uma petição online que já recolheu assinaturas suficientes para ser obrigatoriamente discutida no Parlamento exige a revogação de um decreto-lei, assinado em 2013, que facilitou o plantio do eucalipto.

A árvore apresenta alta rentabilidade financeira em curto prazo, mas também é conhecida por ser muito inflamável.

“O decreto-lei 96/2013 implementou o novo regime de arborização, que liberaliza a plantação em monocultura de eucalipto, deixando de ser necessário pedido de autorização prévia às autoridades florestais para plantar até dois hectares”, explica o texto da petição.

Segundo o engenheiro zootécnico João Camargo, a política de incentivo à plantação de eucalipto não é recente e causou uma mudança profunda no território do país europeu.

“Existe há algumas décadas um predomínio total da pasta de celulose sobre outros setores da indústria florestal, graças a uma sequência de governos responsáveis por uma legislação muito favorável à proliferação do eucalipto”, afirma Camargo, doutorando em alterações climáticas e políticas de desenvolvimento sustentável pela Universidade de Lisboa.

A indústria papeleira rende cerca de 2,8 bilhões de euros (mais de R$ 10 bilhões) por ano a Portugal.

No Brasil, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira e florestas no país, o setor gerou US$ 28,1 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) só no ano passado, com participação de 9,3% nas exportações da balança comercial brasileira.

Além disso, a produção nacional de celulose totalizou 18,7 milhões de toneladas em 2016, crescimento de 8,1% em relação a 2015.

O resultado confirmou o Brasil como o quarto maior produtor do mundo e deixou o país a um passo do Canadá, o terceiro, e da China, que ocupa a vice-liderança mundial no setor.

A projeção agora é que a produção brasileira assuma a vice-liderança ainda esse ano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), as áreas de plantios florestais com eucalipto estão distribuídas em todo o território nacional – 54,2% se concentram no Sudeste, 16,4%, no Nordeste, 12,2%, no Centro-Oeste, 11,8%, na região Sul e 5,5%, no Norte.

‘Árvore de gasolina’

O plantio em larga escala do eucalipto é criticado por ambientalistas, que apontam contribuição à destruição de recursos hídricos – o que alimenta a erosão – e ao desaparecimento da fauna, já que poucos animais conseguem se alimentar de suas folhas.

Além disso, o seu poder de gerar e propagar incêndios levou a espécie a receber o apelido de “árvore de gasolina”.

“Um dos principais problemas do eucalipto é que ele arde muito rápido e é muito resistente ao fogo. Ele continua a sobreviver durante o incêndio e graças ao calor a sua casca se solta do tronco, se transformando em condutor das chamas”, explica Camargo.

“Estamos falando de uma árvore que vem de uma região em que as queimadas são muito comuns. Na verdade, o eucalipto aprendeu a usar os incêndios para se expandir, tomando o lugar da natureza que foi destruída pelo fogo”, afirma o especialista português.

Apesar das campanhas de prevenção às queimadas, Portugal registra todos os anos um alto número de incêndios durante o verão, quando o clima seco e quente facilita a propagação do fogo.

Segundo o instituto estatístico luso Pordata, somente entre 2010 e 2015 foram identificados 110.634 focos de incêndio no país, uma média de aproximadamente 18,5 mil queimadas por ano.

“Os incêndios são uma característica do clima mediterrâneo e isso não vai mudar. A diferença desse ano para os anteriores é que no passado recente nós conseguimos evitar que pessoas morressem nessas grandes queimadas”, diz João Camargo.

Riscos no Brasil

Segundo o engenheiro florestal Alexandre Franca Tetto, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o plantio de eucalipto no Brasil tem características distintas da realidade portuguesa, o que minimiza os riscos de uma tragédia como a que aconteceu em Pedrógão Grande.

“Temos um uso do solo diferente de Portugal, Chile e Estados Unidos (Califórnia), onde as casas estão próximas às florestas. Nesses casos, é preciso atuar bastante na silvicultura preventiva, o que não ocorre no Brasil”, explica Tetto, que é doutor em conservação da natureza e especialista em prevenção e combate a incêndios florestais.

Ainda assim, o especialista da UFPR destaca a importância de acompanhar com cuidado o plantio de árvores suscetíveis a queimadas no território brasileiro.

“Os cultivos florestais ocupam menos de 1% do território brasileiro. Apesar disso, o eucalipto e outras espécies, como pinus, teca e araucária, merecem atenção por serem mais inflamáveis que outras, apresentarem continuidade e quantidade de material combustível”, afirma.

Tetto destaca o trabalho das empresas na prevenção das queimadas no país.

“Os plantios de eucalipto existentes no Brasil são de empresas florestais ou proprietários fomentados por elas. Em função disso, e sabedores do perigo que os incêndios florestais representam, todas possuem ações de prevenção.”

Ele cita os trabalhos de educação e sensibilização da população, fiscalização, construção e manutenção de aceiros, realização de queimadas controladas, construção de açudes e silvicultura preventiva.

“Além disso, possuem brigadistas que são periodicamente treinados.”

Mesmo assim, diz que o risco de uma tragédia como a ocorrida em Portugal não pode, diante de experiências do passado, ser totalmente afastado no Brasil.

O especialista cita um incêndio ocorrido em 1963 no Paraná, no qual dois milhões de hectares foram queimados e 110 pessoas morreram, e outro em Roraima, em 1998, quando 1,5 milhão de hectares foram atingidos.

Respaldo oficial

Embora seja criticado pelos ambientalistas, o plantio do eucalipto é defendido pelo setor agropecuário.

Em seu aniversário de 50 anos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) publicou um estudo intitulado “Plantio de eucalipto no Brasil – mitos e verdades”, em que refuta algumas das acusações contra essa espécie, como a de contribuir com a destruição de recursos hídricos.

“A falta de água é ocasionada principalmente pelas más práticas de cultivo adotadas pelo produtor e pelo uso inadequado dos recursos hídricos, não pelo tipo de cultura cultivada”, afirma o texto, que também nega a ideia de que o eucalipto seja responsável pelo surgimento dos “desertos verdes”, como são conhecidas as regiões florestais em que não há vida animal.

“Os ecossistemas das áreas de florestas plantadas também são muito singulares e bastante ricos em biodiversidade (…) As áreas plantadas e cultivadas com os eucaliptos, por felicidade técnica e econômica, são em sua maioria áreas de pastagens degradadas ou locais anteriormente utilizados pela agricultura de forma intensiva”, diz a CNA.

Houve incentivo para o plantio do eucalipto em diferentes administrações em Portugal, mas a morte de 64 pessoas no primeiro incêndio do verão europeu em 2017 deve acelerar alterações na legislação em vigor.

“A revogação da lei que liberalizava o plantio do eucalipto já fazia parte do programa do atual governo, só não foi executada ainda porque não houve consenso no Parlamento. Mas uma tragédia em que mais de 60 pessoas morrem não pode passar em branco e deve impulsionar as reformas que estavam paradas”, afirma o engenheiro florestal João Camargo.

Na sequência ao incêndio da última semana, o governo luso estabeleceu o dia 19 de julho como data limite para a votação em plenário de um pacote que inclui 12 medidas ligadas à reforma florestal que estavam paradas no Parlamento, entre elas uma que trava a expansão do plantio de eucalipto em Portugal.

No entanto, para Fernando Lopes, presidente da Câmara de Castanheira de Pera, um dos municípios atingidos pelo incêndio em Pedrógão Grande, não é preciso adotar uma postura “radical” contra o eucalipto, que deve ser encarado como “riqueza” para a região.

“Temos é de encontrar uma forma mais ordenada e sustentável de plantar eucaliptos. Aproveitar esse momento para fazer aquilo que se falou durante anos e anos”, disse o político em declarações publicadas pela agência local Lusa.

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