Justin Carter, cantor de country, morre ao atirar em si mesmo por engano gravando clipe com arma

Por G1

Justin Carter morreu após atirar acidentalmente em si no Texas — Foto: Reprodução/Facebook/JustinCarter

Justin Carter morreu após atirar acidentalmente em si no Texas — Foto: Reprodução/Facebook/JustinCarter

O cantor de country Justin Carter morreu após disparar acidentalmente contra si mesmo no sábado (16).

Em entrevista à emissora de TV americana Fox News, a mãe de Carter, Cindy McClellan, disse que ele estava gravando um novo clipe em Houston, no Texas, quando tirou uma arma de seu bolso e “atirou em seu olho”. A arma estava sendo usada no vídeo.

Carter, que era considerado uma estrela em ascensão no country, morreu aos 35 anos. Um dos empresários disse que Justin “tinha muito potencial para ser um próximo Garth Brooks”, citando a maior estrela do estilo.

“Por favor, mantenha a família de Justin em suas orações e dê privacidade neste momento difícil. Justin não está mais conosco, ele foi embora. Sentiremos saudade de você, que sempre foi cheio de alegria, riso e amado por tantas pessoas em sua vida”, disse a família nas redes sociais do cantor.

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Explosão em área indígena no oeste da Colômbia deixa mortos e feridos

Por G1

Uma explosão na zona rural do município de Dagua, no oeste da Colômbia, deixou ao menos oito pessoas mortas e três feridas, informou o jornal “El Tiempo” nesta quinta-feira (21). Segundo relatos de testemunhas, o incidente ocorreu em uma casa na região, habitada por indígenas da comunidade Nasa.

Segundo o jornal colombiano, o número de mortos e feridos foi revisado para baixo porque as autoridades não conseguiram completar o balanço total de vítimas. O prefeito de Dagua, Guillermo Giraldo, disse à agência EFE que isso ocorreu porque “os indígenas não permitiram a entrada das autoridades e exigem presença do ministério público”. Com a chegada da noite, as buscas foram interrompidas.

As causas da explosão permanecem desconhecidas. No local do incidente, havia 150 pessoas, principalmente representantes indígenas. No local, ocorreria uma reunião, diz o “El Tiempo”. As autoridades não divulgaram a identidade das vítimas. Sabe-se que um dos feridos levados a hospitais da região é menor de idade.

Local remoto e de difícil acesso

De acordo com a reportagem do “El Tiempo”, o local da explosão fica em uma região remota de uma zona montanhosa, o que dificulta o resgate. O município de Dagua fica a cerca de 50 km da cidade de Cali, uma das maiores da Colômbia.

A explosão também destruiu uma casa. O proprietário, identificado apenas como “Päisa” segundo a imprensa colombiana, foi levado ferido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A Organização Regional Indígena do Vale (Orivac) – entidade militante indígena colombiana – informou que uma comissão de Direitos Humanos vai averiguar o incidente.

No início, acreditava-se que a explosão havia ocorrido em uma mina de ouro – na região, segundo a imprensa colombiana, há exploração ilegal desde que uma avalanche impediu a mineração na área. No entanto, segundo a agência EFE, o prefeito da cidade negou a versão.

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PIB da Argentina recua 2,5% em 2018

Por Agência EFE

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina caiu 2,5% em 2018, após registrar alta de 2,7% no ano anterior, informou nesta quinta-feira (21) o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

Em comunicado, o Indec indicou que a queda registrada no quarto trimestre do ano passado em relação ao mesmo período de 2017 foi de 6,2%. Além disso, foi o terceiro trimestre consecutivo de queda da economia, mantendo o país tecnicamente em recessão.

A Argentina foi afetada por uma forte crise cambial, que começou em abril, e teve que lidar com uma grave seca que atrapalhou o desempenho do setor agropecuário, um de seus motores econômicos.

Para 2018, a lei orçamentária previa uma expansão de 3,5% do PIB, mas a projeção foi descartada no segundo trimestre do ano, quando já estavam bastante claros os sinais de deterioração econômica.

O relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Indec mostra que as importações do país caíram 26,1% no ano passado. Por outro lado, as exportações de bens e serviços cresceram 10,4%.

O consumo interno também caiu nos últimos 12 meses, segundo o Indec. No setor público, a queda foi de 5,1%. Já o das famílias foi 9,5% menor do que o registrado pelo órgão em 2017.

Para 2019, o governo de Mauricio Macri prevê uma nova retração econômica, de 0,5%. No entanto, o mercado já projeta uma queda de 1,5% no PIB do país para este ano.

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Quase 15 mil pessoas aguardam resgate em zonas inundadas de Moçambique

Por France Presse

Quase 15 mil pessoas precisam ser resgatadas rapidamente nas zonas inundadas de Moçambique depois da passagem do ciclone Idai, anunciou nesta quinta-feira (21) o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia. O ciclone deixou mais de 300 mortos em Moçambique e Zimbábue, mas a expectativas das autoridades é de que esse número aumente.

“Quase 15 mil pessoas que não estão bem. Estão vivas (…) mas devemos socorrê-las, retirá-las da região”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.

Na quarta-feira, Celso Correia avaliava que uma área de 100 km de extensão seguia totalmente inundada.

Na quinta-feira (14), o ciclone Idai destruiu a cidade portuária de Beira, a segunda maior de Moçambique, com ventos de mais de 177 km/h, seguidos de chuvas torrenciais. Várias localidades ficaram inundadas. Depois, o ciclone seguiu para os países vizinhos Zimbábue e Malawi.

Ele já é considerado a pior tempestade tropical a atingir a região nas últimas décadas e pode ser uma das piores a ter atingido o sudeste do hemisfério sul, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Nos telhados

Agentes de resgate ampliaram, nesta quinta-feira, a busca de sobreviventes. Helicópteros transportam pessoas, algumas retiradas dos tetos de casas e de topos de árvores, para Beira, o principal quartel-general da enorme operação de resgate, segundo a Reuters.

Um helicóptero voltou com quatro crianças e duas mulheres, resgatadas de um pequeno estádio de futebol de um vilarejo de resto submerso. Um menino pequeno, com uma perna quebrada, estava sozinho e dava sinais de exaustão quando os agentes de resgate o deitaram na grama antes de levá-lo a uma ambulância.

Nesta quinta, 217 mortes foram confirmadas no país, mas o presidente Filipe Nyusi teme que o número de vítimas passe de mil. No Zimbábue, foram registradas 100 mortes, porém, as autoridades do país acreditam que esse número pode chegar a 300.

Nesta quarta-feira (20), a ONU aprovou ajuda de US$ 20 milhões – cerca de R$ 75 milhões – para ajudar as vítimas do Idai. A União Europeia também anunciou apoio de 3,5 milhões de Euros, equivalentes a R$ 15 mi, para os três países afetados pelo ciclone.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou envio de ajuda médica ao Moçambique, ao Zimbábue e ao Malaui. Segundo o órgão, o carregamento é suficiente para ajudar 10 mil pessoas durante três meses, inclusive para pacientes em estado grave.

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Guaidó diz que seu chefe de gabinete foi detido

Por G1

O autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou que seu chefe de gabinete foi detido na madrugada desta quinta-feira (21) pelo serviço de inteligência venezuelano. “Desconhecemos seu paradeiro. Deve ser libertado imediatamente”, afimou.

A informação não tem confirmação oficial, mas Sergio Vergara, que é deputado da Assembleia Nacional por San Cristóbal, disse ter presenciado o momento em que Roberto Marrero foi levado de sua casa em Caracas.

Segundo ele, Marrero declarou ao deixar a residência que “dois fuzis e uma granada foram plantados em sua casa”. O seu paradeiro é desconhecido.

Antes disso, por volta das 2h (3h de Brasília), 15 agentes encapuzaram do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) chegaram à casa de Sergio Vergara.

O deputado contou que os agentes o imobilizaram, deixando-o com o rosto no chão. Eles perguntavam se ele estava sozinho e se sabia onde Marrero, que é seu vizinho, morava.

O deputado disse ter afirmado várias vezes que eles estavam “violando um direito constitucional, como é o da imunidade parlamentar e que de nenhuma maneira teria por que obedecer a ordens inconstitucionais”. Eles o mantiveram em casa por cerca de duas horas. Após ser liberado, ele presenciou o momento em que Marrero foi levado pelos agentes.

Em entrevista coletiva, na tarde desta quinta, Guaidó afirmou que o governo de Maduro tenta intimidá-lo com a prisão de Marrero. “É um sequestro vil e vulgar que procura nos intimidar, eles não vão nos tirar do caminho que planejamos”, disse.

Os governos de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Peru e demais membros do Grupo de Lima condenaram fortemente a detenção de Marrero. “O Grupo de Lima demanda do regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro a libertação imediata do Sr. Marrero e o pleno respeito da imunidade parlamentar do deputado Vergara”, diz comunicado do grupo.

Investigação sobre apagão

Na semana passada, o Ministério Público venezuelano anunciou ter começado a investigar Guaidó por sua suposta “responsabilidade” no apagão que deixou a Venezuela semiparalisada por vários dias no início do mês. A pane provocou o cancelamento de voos, suspensão de aulas nas escolas, saques e prejudicou ainda mais o atendimento nos hospitais.

A companhia de energia estatal, Corpoelec, denunciou uma sabotagem da central hidrelétrica venezuelana de Guri, a mais importante do país e uma das principais da América Latina. O governo alega que os Estados Unidos, que apoiam Guaidó, teriam ligação com o incidente.

Quando Guaidó deixou a Venezuela em fevereiro, o presidente Nicolás Maduro afirmou que ele teria que “prestar contas com a justiça”. Guaidó atravessou a fronteira e foi à Colômbia para acompanhar uma tentativa de entrega de ajuda humanitária aos venezuelanos, desrespeitando uma determinação do Tribunal Supremo da Venezuela. O tribunal, que é favorável a Maduro, tinha proibido Guaidó de sair do país e congelado suas contas.

Depois da Colômbia, Guaidó ainda visitou o Brasil, além de outros países latino-americanos, antes voltar a Caracas. Na volta, liderou um protesto contra o governo e, desde então, a comunidade internacional acompanha com atenção o desenrolar da crise política que atinge o país.

À BBC, em tom desafiador, Guaidó declarou que nenhum organismo de segurança controlado por Maduro “ousou” prendê-lo.

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Imprensa internacional repercute prisão de Michel Temer

Por G1

Veículos de imprensa de vários países repercutiram a prisão do ex-presidente Michel Temer. O ex-presidente foi detido pela Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (21).

Argentina

Clarín — Foto: Reprodução

Clarín — Foto: Reprodução

O jornal argentino “Clarín” afirmou que o ex-presidente brasileiro foi preso a pedido do juiz federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, na operação Lava Jato. O periódico lembra que a mesma operação foi responsável pela condenação à prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

La Nación — Foto: Reprodução

La Nación — Foto: Reprodução

Já o “La Nación” deu destaque na capa para a prisão de Temer. No texto, o jornal afirma que a Lava Jato, que já prendeu o ex-presidente Lula, “voltou a sacudir o Brasil” nesta quinta-feira.

Espanha

Jornal 'El País' noticia prisão de ex-presidente Michel Temer — Foto: Reprodução/El País

Jornal ‘El País’ noticia prisão de ex-presidente Michel Temer — Foto: Reprodução/El País

O jornal espanhol “El País” afirmou que Temer foi preso em uma operação relacionada ao “mega-escândalo de corrupção da Lava Jato”.

Estados Unidos

New York Times — Foto: Reprodução

New York Times — Foto: Reprodução

O jornal americano “The New York Times” informou a prisão de Temer com informações da agência Reuters. Além disso, eles mandaram um alerta pelo aplicativo, ressaltando que “ele era um líder muito impopular, que foi alvo de vários problemas de corrupção”.

Alerta do aplicativo do jornal New York Times informa que Michel Temer, ex-presidente do Brasil, foi preso — Foto: Reprodução/New York Times

Alerta do aplicativo do jornal New York Times informa que Michel Temer, ex-presidente do Brasil, foi preso — Foto: Reprodução/New York Times

França

Michel Temer — Foto: Reprodução

Michel Temer — Foto: Reprodução

“O ex-presidente Temer foi preso em investigação contra a corrupção”, diz o título do francês “Le Monde”. O periódico lembra que ele era vice de Dilma Rousseff e que assumiu o poder após a sua destituição.

Itália

Jornal italiano La Repubblica — Foto: Reprodução

Jornal italiano La Repubblica — Foto: Reprodução

O jornal italiano “La Repubblica” afirmou que Temer foi preso em São Paulo por acusações de corrupção e será transferido para o Rio de Janeiro, uma vez que sua prisão foi decretada pelo juiz federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.

O periódico lembra que o juiz também pediu a prisão do ex-ministro Moreira Franco, “proeminente colaborador do ex-chefe de Estado e seu companheiro no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB)”.

Portugal

O Público — Foto: Reprodução/  Público

O Público — Foto: Reprodução/ Público

O jornal português “Público” foi um dos primeiros a registrarem a prisão do ex-presidente, lembrando que ele é alvo de dez inquéritos diferentes no âmbito das investigações da Lava-Jato.

Reino Unido

BBC registra a prisão de Michel Temer — Foto: Reprodução

BBC registra a prisão de Michel Temer — Foto: Reprodução

A rede britânica BBC afirmou em seu primeiro relato que Temer foi detido por ter envolvimento em um esquema de corrupção. O site destacou que ele assumiu o poder após a queda de Dilma Rousseff.

The Guardian — Foto: Reprodução

The Guardian — Foto: Reprodução

“The Guardian” informou que Temer foi preso e afirma que ele “desempenhou um papel fundamental no impeachment de 2016 de sua rival Dilma Rousseff”.

O jornal afirma que Temer foi acusado de uma série de crimes, incluindo corrupção, extorsão e obstrução da justiça enquanto ainda era presidente. “Porém, conseguiu evitar procedimentos de impeachment graças a suas alianças no Congresso”.

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Mulher é presa nos EUA acusada de forçar filhos adotivos a aparecerem em vídeos do YouTube

Machelle Hackney, presa acusada de abusar de crianças youtuber — Foto: PINAL COUNTY SHERIFF'S OFFICE/ASSOCIATED PRESS

Machelle Hackney, presa acusada de abusar de crianças youtuber — Foto: PINAL COUNTY SHERIFF’S OFFICE/ASSOCIATED PRESS

Uma mulher de 48 anos está presa no Arizona, Estados Unidos, acusada de abusar dos sete filhos adotivos. Segundo autoridades locais, eles estrelavam vídeos no YouTubeforçados pela mãe, identificada como Machelle Hackney. Outros dois filhos adultos da norte-americana, Logan e Ryan Hackney, também foram detidos.

De acordo com a rede de televisão norte-americana CBS, as crianças foram resgatadas malnutridas, e suspeita-se que a mulher jogava spray de pimenta contra elas e as trancava dentro de um armário durante dias, sem comida, água ou banheiro, além de outras agressões.

A mulher obrigava as crianças a participarem de vídeos no YouTube. O canal em que elas apareciam estava no ar desde 2018 e tinha mais de 700 mil seguidores e mais de 242 milhões de visualizações.

Os vídeos mostravam as crianças jogando jogos e participando de brincadeiras, sem nada que demonstrasse os abusos sofridos. Se os garotos se recusassem a participar das gravações, eles sofriam ameaças ou eram punidos, informou a reportagem da afiliada da CBS no Arizona.

Machelle ganhava dinheiro com os vídeos, mas a polícia não divulgou quanto. A CBS divulgou que o YouTube desmonetizou o canal. A empresa também disse que vai retirá-lo do ar dependendo do resultado da investigação.

Filhos adultos confirmaram abusos às crianças

Casa onde viviam as crianças que eram forçadas a participarem de vídeos no YouTube, no Arizona — Foto: Terry Tang/AP Photo

Casa onde viviam as crianças que eram forçadas a participarem de vídeos no YouTube, no Arizona — Foto: Terry Tang/AP Photo

Além dos sete filhos adotivos vítimas do abuso, Machelle tinha outros quatro biológicos. Os dois que foram presos nas investigações só confirmaram os abusos após as detenções.

Um deles admitiu que levava escondido comida às crianças presas no armário. Ambos respondem por terem se omitido de denunciar o abuso – uma outra filha de Machelle denunciou o caso às autoridades.

A mãe, por sua vez, vai enfrentar sete acusações de abuso infantil – uma para cada filho adotivo. Ela também responde por cárcere privado e negligência infantil. A Justiça arbitrou fiança de US$ 200 mil, mas até esta quarta-feira (20) a acusada não havia pago o valor para ser libertada.

A polícia do Arizona não divulgou o nome nem as idades das crianças envolvidas para preservá-las.

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EUA investigam processo de aprovação do Boeing 737 MAX 8 após acidentes na Indonésia e na Etiópia

Por G1

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos vai investigar o processo que aprovou o Boeing 737 MAX 8 para voos no país. Esse procedimento foi dirigido pela Autoridade Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) – órgão também subordinado ao governo norte-americano.

O pedido de investigação foi feito na terça-feira (19), nove dias depois de um Boeing 737 MAX 8 da companhia Ethiopian Airlines cair na Etiópia, matando 157 pessoas. O acidente ocorreu apenas cinco meses depois da queda de outro avião do mesmo modelo na Indonésia, quando 189 morreram.

Por causa da repercussão de dois acidentes parecidos em pouco tempo, companhias aéreas e autoridades de aviação em mais de 50 países suspenderam operações com aeronaves do modelo. Em seguida, a própria Boeing solicitou que aviões 737 MAX 8 e 737 MAX 9 não levantassem voo.

Investigações preliminares conduzidas pelos Estados Unidos mostram que os aviões dos acidentes na Etiópia e na Indonésia podem ter caído devido a problemas no sistema de sustentação das aeronaves. A caixa preta da aeronave da Ethiopian está em análise na França.

Pane no sistema

Boeing anunciou, na terça-feira, que vai atualizar o equipamento defeituoso e, enquanto isso, continua a produzir aviões dos modelos 737 MAX 8 e 9.

Também na terça-feira, uma reportagem da Bloomberg mostrou que um piloto de folga evitou um acidente com o mesmo avião da Lion Air acidentado na Indonésia. Ele desligou o sistema automático da aeronave a tempo de evitar a queda.

No centro das investigações está o MCAS – sigla em inglês para Sistema de Aumento de Características de Manobra. A Boeing desenvolveu esse mecanismo especificamente para o 737 MAX 8 e para o 737 MAX 9.

Ao detectar perda de sustentação por causa de subida em ângulo muito vertical e sem velocidade, o sistema automaticamente move o estabilizador para puxar o nariz do avião para baixo. É uma forma de o MCAS evitar a estolagem – ou seja, quando o avião fica sem sustentação e cai. No caso da Indonésia, os investigadores descobriram que o MCAS começou a funcionar quando não deveria.

Pilotos checaram manuais antes de acidente na Indonésia

Gravações da caixa-preta do Boeing 737 Max 8 da companhia aérea Lion Air, que em outubro do ano passado caiu na Indonésia, mostram que os pilotos vasculharam o manual da aeronave minutos antes da queda.

Segundo a agência Reuters, os pilotos tentaram entender por que o avião balançava para baixo, mas não conseguiram descobrir a tempo o que havia de errado. As três fontes que falaram sobre o conteúdo das gravações não quiseram se identificar à agência, que não teve acesso a transcrição ou ao áudio.

Um porta-voz da Lion Air afirmou que todos os dados e informações foram entregues aos investigadores e se recusou a comentar mais detalhes.

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Em apelo na TV, May pressiona Parlamento a aprovar acordo do Brexit

Por G1

A primeira-ministra britânica Theresa May admitiu nesta quarta-feira (20) que o Reino Unido não irá deixar a União Europeia dentro do prazo estabelecido, no próximo dia 29, e que este atraso no prazo é um “grande pesar pessoal”.

Em pronunciamento na TV, ela pressionou o Parlamento a votar por um acordo com urgência para que o país não deixe o bloco em um Brexit não negociado, que seria prejudicial a diversos setores.

“Eu cheguei ao cargo com a promessa de entregar o resultado do referendo”, disse a premiê, que atribuiu ao Parlamento a culpa por, dois anos depois, não ter conseguido cumprir sua missão. “Como resultado, não seremos capazes de sair no tempo determinado”.

Pressionando os parlamentares a votarem por um acordo nos próximos dias, May disse que é hora de eles tomarem “uma decisão final”, se querem aceitar o que ela propôs – em suas palavras “o melhor (acordo) negociável possível” – uma saída sem acordo algum ou simplesmente não sair da EU, o que causaria “um enorme dano à confiança pública”.

“O Parlamento nunca decide o que quer, apenas o que não quer”, reclamou. A primeira-ministra se colocou ainda ao lado do povo, ao dizer que todos estão cansados de ver os parlamentares discutindo apenas Brexit há dois anos, deixando de lado outros problemas.

Ela também afirmou que 30 de junho é a data limite para que o Brexit ocorra, caso o adiamento solicitado à União Europeia seja aceito. “Eu não estou preparada para atrasar além de 30 de junho”, garantiu.

Caso o Reino Unido permaneça na UE depois dessa data, será obrigado a participar das eleições do Parlamento Europeu, algo que May descarta. “O quanto essas eleições seriam amargas e divisivas?”, questionou, “justamente em um momento em que o país precisa se unir novamente”.

Adiamento

Nesta quarta, May enviou à União Europeia uma carta solicitando que o prazo para a saída do Reino Unido do bloco seja adiado até 30 de junho.

Para prorrogar a permanência no bloco, o pedido precisa ainda da aprovação de todos os 27 países membros. Eles se reunirão em Bruxelas para discussão nesta quinta-feira (21).

Com a extensão do prazo, May espera conseguir, em uma terceira votação, aprovar um acordo para garantir uma saída ordenada do bloco europeu.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que é possível prorrogar o prazo se o parlamento britânico aprovar um acordo de retirada.

“Acho que uma pequena extensão será possível, mas estará condicionada à aprovação do acordo de retirada na Câmara dos Comuns [a câmara baixa do Parlamento britânico]”, declarou Tusk em comunicado à imprensa. Tusk disse ter conversado com a premiê britânica por telefone.

Tentativas de acordo

O acordo original proposto por Theresa May, aprovado por Bruxelasem novembro de 2018, foi recusado pelo parlamento britânico em 15 de janeiro, por 432 votos contra e 202 a favor, a maior derrota do governo na história moderna – o recorde anterior era de 1924, com diferença de 166 votos.

Depois disso, o Parlamento aprovou duas emendas ao projeto: uma delas exigindo mudanças no que estava originalmente proposto para a fronteira da Irlanda com a Irlanda do Norte; e outra, consultiva, que “rejeita que o Reino Unido deixe a União Europeia sem um Acordo de Retirada e um Marco para o Futuro Relacionamento”.

A decisão sobre o que fazer com a fronteira física entre a Irlanda (integrante da UE) e a província britânica da Irlanda do Norte (integrante do Reino Unido) é um ponto que emperra a aprovação do acordo. A ideia é que o Brexit não prejudique o frágil Acordo de Paz de 1998 entre as Irlandas.

Em uma segunda votação, no dia 12 de março, uma nova proposta de acordo foi rejeitada. Foram 391 votos contra e 242 a favor.

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‘Povo de Beira está jogado à própria sorte’, diz brasileiro que visitava Moçambique na passagem do ciclone

Por Letícia Macedo, G1

O brasileiro Jeferson Antônio Miguel está impressionado com o estrago provocado pela passagem do ciclone Idai, que destruiu praticamente toda a cidade portuária de Beira, em Moçambique, no dia 14. Mais de 200 mortes foram confirmadas no país, mas o presidente Filipe Nyusi teme que o número de vítimas passe de mil.

“Foi terrível. O que me impressionou foi que eu passei lá três dias depois do ciclone e não tinha um bombeiro na rua, um policial. Não tinha exército. Não tinha ninguém orientando as pessoas. O povo de Beira está jogado à própria sorte”, conta Miguel, que conseguiu voltar para São Paulo na noite de terça-feira (19).

Miguel, que é pastor Metodista e vereador de Brodowski (SP), conta que as próprias pessoas estão se organizando para tirar as árvores das ruas e limpar as casas.

Ele costuma visitar o país periodicamente, pois participa do projeto “Iluminando Vidas”, que cuida de 60 crianças carentes na cidade de 350 mil habitantes, no leste do país africano. Ele e quatro amigos tinham chegado lá havia uma semana quando souberam que um ciclone atingiria a região.

“Entendi que seria uma tempestade forte, mas nunca imaginei que seria um furacão como foi. Ele durou cerca de 12 horas. Começou na quinta (14) umas 17h e foi se intensificando. Entre meia-noite e 3h [de sexta] foi terrível. Nunca vi na minha vida coisa semelhante: o vento, o barulho, a chuva. Foi algo surreal. Não dá nem para descrever”, afirmou.

Árvores de Beira, em Moçambique, foram arrancadas pelos ventos que atingiram 170km/h na quinta-feira (14) — Foto: Jeferson Antônio Miguel / Arquivo Pessoal

Árvores de Beira, em Moçambique, foram arrancadas pelos ventos que atingiram 170km/h na quinta-feira (14) — Foto: Jeferson Antônio Miguel / Arquivo Pessoal

O ciclone Idai, depois de devastar Moçambique, também atingiu o Zimbábue e o Malawi. Ele já é considerado a pior tempestade tropical a atingir a região nas últimas décadas e pode ser uma das piores a ter atingido o sudeste do hemisfério sul, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Além das 200 mortes em Moçambique, 100 foram registradas no Zimbábue. Porém, autoridades do país acreditam que esse número pode chegar a 300.

A Embaixada do Brasil em Maputo, capital moçambicana, estima que cerca de 300 brasileiros vivam nas províncias de Sofala e Manica – as mais atingidas pelo ciclone Idai. Segundo o Itamaraty, todos estão a salvo, exceto por danos materiais.

Pastor Jeferson (de azul à esquerda) e os amigos tiraram selfie antes da passagem do ciclone em Beira, no leste de Moçambique — Foto: Jeferson Antônio Miguel/ Arquivo pessoal

Pastor Jeferson (de azul à esquerda) e os amigos tiraram selfie antes da passagem do ciclone em Beira, no leste de Moçambique — Foto: Jeferson Antônio Miguel/ Arquivo pessoal

Após a noite de muito medo, ele e os amigos deixaram a casa onde estavam, no bairro Macuti, para ver os estragos pela cidade e ficaram impressionados. Eles viram postes no chão, árvores derrubadas pelo vento de 170 km/h, imóveis destruídos e invadidos pela água.

“Nossa casa só teve uma telha arrancada e ficamos com uma goteira, mas a cidade ficou destruída. Vimos pessoas andando de um lado para o outro. Uns 80% da cidade são favelas e casebres. Ficaram todos alagados. As casas ricas e os hotéis também foram atingidos. Um resort chinês, que tinha acabado de ficar pronto, desabou. O telhado do maior supermercado desmoronou.”

Até domingo, quando deixaram a cidade, ainda tinha “água e mantimento, mas a gente acha que vai acabar em pouco tempo se não houver reabastecimento”.

Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1

“A situação está ficando muito grave. Se não houver ajuda internacional, o que já era precário, vai virar o caos. Eles não vão reconstruir tão fácil. Lá já tem muito assalto, muita violência. Vai virar uma loucura”, lamentou.

Sem energia elétrica, internet e linhas telefônicas, as informações se propagaram lentamente. Miguel e seus amigos não conseguiram se comunicar até domingo.

“Lá dentro, nós não tínhamos muitas notícias de morte. Ouvimos uma ou outra notícia de pessoas que morreram, mas não muitas”, afirma. Apenas nessa quarta, uma operadora de celular anunciou ter restabelecido sua linha na região.

Pessoa atravessa área devastada por ciclone em Beira, em Moçambique — Foto: Jeferson Antônio Miguel / Arquivo Pessoal

Pessoa atravessa área devastada por ciclone em Beira, em Moçambique — Foto: Jeferson Antônio Miguel / Arquivo Pessoal

Aeroporto alagado

O grupo tinha um voo marcado para sexta-feira (15), mas o aeroporto de Beira estava totalmente alagado.

“Fomos várias vezes para o aeroporto, mas ele estava abandonado. Não tinha ninguém para dar informação. O guichê da South Africa estava fechado. No domingo, fomos com mala e tudo para lá e conseguimos um voo para Joanesburgo [na África do Sul]”, contou.

O grupo só chegou na noite de terça-feira em casa, no interior de São Paulo. Desde então, ele não teve notícias das crianças que frequentam a associação. “Foi impossível ter informações sobre eles”. O imóvel onde funciona a associação ficou destruído, mas eles já estão em busca de um novo local para funcionar. “Não vamos abandonar Beira”, garantiu.

Regiões isoladas

O presidente Nyusi pediu para aqueles que vivem perto de rios na região que “deixam a área para salvar suas vidas”, porque as autoridades poderiam não ter outra escolha senão abrir as barragens, apesar de as terras já estarem inundadas.

Em Moçambique, uma zona de 100 km de extensão segue totalmente inundada nesta quarta, segundo o ministro do Meio Ambiente, Celson Correia.

Grupos humanitários estão tendo dificuldades para chegar até os sobreviventes isolados em áreas remotas país. Imagens divulgadas por agências de notícias mostraram na terça-feira que havia desalojados aguardando ajuda em cima de árvores.

Moçambicanos que moram no exterior se desesperam sem informações sobre os moradores da cidade. Eles buscam informações pelo Facebook e em grupos criados por voluntários no WhatsApp.

Em Beira está o segundo maior porto moçambicano e a cidade serve como passagem para países da região que não têm saída para o mar. A mídia local afirma que já falta alimento e combustível em partes do centro de Moçambique por causa do isolamento da cidade.

Nesta quarta-feira (20), a ONU aprovou ajuda de US$ 20 milhões – cerca de R$ 75 milhões – para ajudar as vítimas do Idai. A União Europeia também anunciou apoio de 3,5 milhões de Euros, equivalentes a R$ 15 mi, para os três países afetados pelo ciclone.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou envio de ajuda médica ao Moçambique, ao Zimbábue e ao Malaui. Segundo o órgão, o carregamento é suficiente para ajudar 10 mil pessoas durante três meses, inclusive para pacientes em estado grave.

Furacão ou ciclone?

O termo furacão para designar uma tempestade tropical dá a impressão de que ele é mais forte do que um ciclone ou um tufão. Porém, é apenas uma questão de nomenclatura.

As tempestades tropicais recebem nomes diferentes dependendo da região do mundo em que se formam.

Quando se formam no Pacífico Sul e no Oceano Índico recebem o nome de ciclone. Quando se formam no norte do Atlântico e no nordeste do Pacífico, recebem o nome de furacão. Já os tufões se formam no noroeste do Oceano Pacífico. (Clique aqui e saiba mais)

 — Foto: Arte/ G1

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