Maduro diz que prendeu militares por apoiar suposto complô dos EUA


Por France Presse

Vários militares da Venezuela foram presos acusados de apoiar supostos planos dos Estados Unidos e da Colômbia para derrubar o governo de Nicolás Maduro, disse o mandatário em entrevista transmitida neste domingo (17).

“Nos últimos meses (…) desmembramos, com participação própria de oficiais de nossa Força Armada, mais de 47 tentativas de capturar oficiais para colocá-los a serviço da estratégia da Colômbia e dos gringos”, afirmou Maduro à emissora privada Televen.

“Tem gente presa por isso, alguns cederam e foram comprados e simplesmente foram descobertos ou interceptados pela informação de oficiais patriotas”, destacou o presidente venezuelano, que não detalhou quando e quantas prisões ocorreram.

Segundo Maduro, com a prisão desses militares buscava-se “roubar mísseis” na Venezuela, além de “tentar anular o sistema” de aviões Sukhoi, de radares fixos e móveis, e “o sistema de torpedos e defesa de mísseis da Armada Bolivariana”.

Enfrentando a pior crise da história recente do país petroleiro, Maduro garantiu que mantém “inteligência permanente” destinada a detectar tentativas de “dividir e debilitar” a força armada, considerada pela oposição e por analistas o principal apoio do governo.

Por outro lado, descartou que na Venezuela se produza um cenário similar ao da Bolívia, onde policiais e militares promoveram a saída de seu aliado, Evo Morales, após quase 14 anos no poder.

Segundo o presidente, a Força Armada venezuelana “não vai se ajoelhar nunca mais aos gringos, nem se colocar nunca mais a serviço da oligarquia deste país”, garantiu Maduro, que culpa Washington de apoiar o “golpe de Estado” que forçou a renúncia de Morales.

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Polícia de Hong Kong ameaça usar munição real se manifestantes usarem ‘armas letais’


Por Reuters

A polícia de Hong Kong ameaçou responder com munição real se “manifestantes” usarem armas letais e cometessem outros atos de violência, em meio a um impasse com manifestantes que estavam atirando bombas de gasolina do lado de fora de um campus universitário neste domingo (17).

A polícia divulgou um comunicado pedindo às pessoas que, descreveram como manifestantes, que parem de usar armas letais para atacar policiais, acrescentando que a polícia responderia com força e poderia usar munição real se não atendessem ao pedido.

A polícia disse no domingo que um policial foi tratado no hospital após ser atingido na perna por uma flecha e outro teve o visor atingido por uma bola de metal, embora ele não tenha sido ferido.

Manifestantes, irritados com o que consideram uma intromissão chinesa na ex-colônia britânica, disseram que estão respondendo ao uso excessivo da força pela polícia.

“Os manifestantes estão reagindo à polícia”, disse Joris, 23, engenheiro civil, à Reuters. “Não lutamos o máximo que pudemos. Eu estaria preparado para a prisão. Estamos lutando por Hong Kong.”

Na principal via viária próxima à Universidade Politécnica de Hong Kong, veículos policiais com canhões de água avançaram em barricadas montadas por manifestantes, mas recuaram quando bombas de gasolina foram lançadas.

A polícia havia dito no domingo que a polícia havia disparado uma bala, sem dar detalhes sobre o uso mais recente de munição real. A polícia disparou e feriu gravemente um manifestante em 11 de novembro.

Soldados chineses em uma base próxima à universidade foram vistos no domingo monitorando a evolução com binóculos, alguns vestidos com equipamento anti-motim, relataram testemunhas da Reuters.

A presença dos soldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) nas ruas, mesmo para limpar, corre o risco de controvérsia sobre o status de Hong Kong como uma área autônoma.

Os manifestantes dizem que o Partido Comunista está ameaçando as liberdades garantidas quando Hong Kong voltou ao domínio chinês em 1997. Pequim nega interferências e culpou influências estrangeiras pelos distúrbios.

As tropas chinesas apareceram nas ruas de Hong Kong apenas uma vez desde 1997, para ajudar a esclarecer após um tufão no ano passado.

Violência nas manifestações

Autoridades confirmaram, na última sexta-feira (15), a 2ª morte registrada em uma semana após o agravamento da onda de violência durante as manifestações. Um homem de 70 anos, que trabalhava como faxineiro, morreu depois de ter sido atingido por um tijolo. Ele tentava, com outras pessoas, remover as pedras colocadas pelos manifestantes em um bloqueio de rua.

O anúncio da morte acontece uma semana depois de um estudante morrer após cair de um prédio, em uma área em que ocorriam tumultos entre ativistas e a polícia. As circunstâncias da morte não foram esclarecidas, mas ativistas responsabilizam agentes da polícia.

Onda de protestos

Os protestos antigovernamentais vêm ocorrendo há mais de cinco meses na região administrativa especial chinesa. Os manifestantes criticam, entre outras coisas, a crescente influência da China na antiga colônia britânica. Desde o retorno à China, em 1997, Hong Kong é governada de forma autônoma sobre o princípio “um país, dois sistemas”.

Os manifestantes pedem eleições livres, uma investigação independente da violência policial, além de liberdade para os mais de 4 mil presos. Entre as reivindicações está também a renúncia da chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, que acusada de ser pró-China.

A escalada da violência em Hong Kong — Foto: G1

A escalada da violência em Hong Kong — Foto: G1

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Veneza tem novo dia de maré alta e atrações fechadas ao público

Por G1

Veneza teve mais um dia de maré alta no domingo (17). As lojas e os museus da cidade ficaram fechados na região da Praça de São Marcos, área mais atingida, mas alguns turistas com botas de borracha altas não deixaram de visitar o local.

Muitos donos de lojas em torno da Praça de São Marcos esvaziaram seus estabelecimentos, enquanto outros aumentaram os produtos o mais alto possível e colocaram sistemas de bombeamento automático para manter a água sob controle.

As portas da famosa Basílica de São Marcos também foram fechadas como medida de segurança, enquanto as autoridades tomaram precauções como empilhar sacos de areia nas janelas ao lado do canal para impedir que a água entrasse novamente na cripta da igreja.

O Departamento de Marés de Veneza informou que a maré atingiu o pico de 1,5 metro, menor que o previsto, de 1,6 m, graças a condições meteorológicas que impediram a chegada de ventos do sul do mar Adriático.

Na terça-feira, Veneza sofreu as piores inundações em 53 anos, quando o nível da água chegou a 1,87 metro – a maré submergiu 80% da Veneza histórica, provocou a morte de uma pessoa de 70 anos e o afundamento de gôndolas e ‘vaporetti’, os barcos de transporte público. O pico recorde foi registrado em 4 de novembro de 1966, quando a maré chegou a 1,94 m.

Veneza recebe a cada ano 36 milhões de turistas, 90% deles estrangeiros. Os hotéis da cidade começaram a registrar cancelamentos nas reservas para as festas de fim de ano.

A prefeitura de Veneza anunciou a abertura de uma conta bancária para doações, na Itália ou no exterior, que ajudarão nos trabalhos de reconstrução.

“Veneza, lugar único, é patrimônio do todo o mundo. Graças a sua ajuda, a cidade brilhará de novo”, afirmou o prefeito Luigi Brugnaro em um comunicado. Ele estimou em 1 bilhão de euros os prejuízos com as inundações.

Na quinta-feira, o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte aprovou o estado de emergência em Veneza e anunciou a liberação de 20 milhões euros para as obras mais urgentes.

O ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, afirmou que as obras de reconstrução serão consideráveis. Ele disse que mais 50 igrejas foram danificadas.

Aquecimento global e cruzeiros

Para o ministro do Meio Ambiente, Sergio Costa, a fragilidade de Veneza aumentou em consequência do que ele chamou de “tropicalização” do clima, com chuvas intensas e rajadas de vento, vinculadas ao aquecimento global.

Os ecologistas também atribuem responsabilidade à expansão do grande porto industrial de Marghera, perto de Veneza, e às viagens de cruzeiros gigantes.

Muitos visitantes parecem não perceber o risco de afundamento na cidade, construída sobre 118 ilhas e ilhotas majoritariamente artificiais e sobre pilares. Em um século, a cidade afundou 30 cm no mar Adriático.

Diversas autoridades pediram a conclusão o mais rápido possível do projeto de comportas Mose. Esse plano de engenharia, apresentado em 2003 mas adiado por escândalos de corrupção, consiste em 78 barragens que sobem e bloqueiam o acesso à lagoa em caso de maré alta de até três metros de altura. O primeiro-ministro Conte afirmou que o projeto está pronto “em 93% e será concluído na primavera de 2021”

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Alberto Fernández promete enviar ‘o quanto antes’ ao Congresso argentino projeto de lei sobre aborto no país

Por France Presse

O presidente eleito da ArgentinaAlberto Fernández, afirmou neste domingo (17) que vai enviar um projeto de legalização do aborto, com a intenção de que seja aprovado “o quanto antes”.

“Vou tentar que saia o quanto antes. Não depende só de mim”, declarou ao jornal Página/12 consultado se uma “lei do aborto” poderia ser apresentada ao Congresso ainda neste ano, no período de sessões extraordinárias.

O futuro presidente disse ser “um defensor de dar fim à criminalização do abordo” e garantiu que enviará um projeto de lei ao Congresso assim que assumir o governo, em 10 de dezembro, sem esclarecer se vai procurar apenas descriminalizar ou legalizar a prática, como pedem os movimentos de mulheres.

Na Argentina, o aborto só é permitido em casos de estupro, ou se a vida da mulher está em risco.

Em 2018, em meio a enormes mobilizações de mulheres, pela primeira vez se debateu um projeto de lei de aborto legal no Congresso argentino. Ele foi aprovado pelos deputados, mas rejeitado no Senado, casa legislativa tradicionalmente mais conservadora.

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Idoso brasileiro que desapareceu em Buenos Aires é encontrado após mais de 24 horas

Por Eduardo Ribeiro Jr., G1 Sorocaba e Jundiaí

Idoso brasileiro desapareceu na capital da Argentina — Foto: Reprodução/TV TEM

Idoso brasileiro desapareceu na capital da Argentina — Foto: Reprodução/TV TEM

O idoso de 75 anos que desapareceu em Buenos Aires, na Argentina, durante uma viagem com a esposa foi encontrado na noite de sábado (16), mais de 24 horas depois do sumiço.

A polícia de Buenos Aires foi mobilizada pela família de Sorocaba (SP) depois que Claudinei Andrade, de 75 anos, desapareceu durante um passeio com a mulher. O idoso foi procurar banheiro em uma farmácia que fica na esquina do hotel em que se hospedaram, na Avenida Roque Saenz Peñe, e não foi mais localizado.

Claudinei desapareceu por volta de 18h de sexta-feira (15) e foi encontrado às 21h de sábado (16), em uma praça, por uma moradora, informou a filha do casal, Stella de Andrade Almeida, de 42 anos.

Ainda conforme Stella, o pai estava desorientado e não comeu durante o período. “Ele tem diabetes, pressão alta, sofreu três AVCs (Acidente Vascular Cerebral) e tem lapsos de memória”, conta a filha.

“Ele foi procurar banheiro e não achou. A cada comércio que entrava e não tinha, ele ia mais à frente. Ele se perdeu e não pediu ajuda”, diz Stella, que completa dizendo que o pai estava com os documentos.

Policial fez contato para avisar que encontrou idoso de Sorocaba que desapareceu em Buenos Aires, Argentina — Foto: Reprodução

Policial fez contato para avisar que encontrou idoso de Sorocaba que desapareceu em Buenos Aires, Argentina — Foto: Reprodução

“Uma moradora desconfiou ao ver um idoso sozinho à noite na praça, aparentando estar desorientado, quando chamou a polícia. Uma policial pegou o documento do meu pai e pesquisou sobre ele, quando achou nas redes sociais que estava desaparecido”, conta.

Foi então que a policial fez contato com a família que conseguiu avisar a esposa de Claudinei. “Graças a Deus ele está bem. Só não comeu nesse período, mas está bem. Dois irmãos meus foram para a Argentina para ajudar ele.”

De acordo com a filha, os pais vão manter o cronograma da viagem e voltam ao Brasil na quarta-feira (20). O Consulado do Brasil informou que acompanhou o caso e confirmou que o idoso foi encontrado.

Polícia procura idoso brasileiro desaparecido — Foto: Arquivo pessoal

Polícia procura idoso brasileiro desaparecido — Foto: Arquivo pessoal

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EUA e Coreia do Sul adiam manobras militares aéreas

Por France Presse

Estados Unidos e Coreia do Sul decidiram adiar as manobras militares aéreas conjuntas, como um gesto de boa vontade no diálogo com a Coreia do Norte, anunciou neste domingo (17) em Bangcoc o secretário de Defesa americano, Mark Esper.

“Tomamos esta decisão como gesto de boa vontade para contribuir para um ambiente propício à diplomacia e ao avanço da paz”, disse Esper à imprensa.

As manobras militares conjuntas estavam planejadas para dezembro. O adiamento tem o objetivo de apoiar o diálogo com a Coreia do Norte sobre desnuclearização, conforme comunicado divulgado neste domingo pelos dois países.

“Esperamos que a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte) demonstre a mesma boa vontade”, disse Esper, ao pedir para Pyongyang “voltar à mesa das negociações sem condições prévias ou dúvidas”.

Seul e Washington tinham planejado realizar uma versão reduzida dos exercícios aéreos do Vigilant Ace no mês que vem, algo que desencadeou críticas da Coreia do Norte, apesar de a escala das manobras ter sido reduzida.

Essas não são as primeiras manobras que os dois países modificam ou cancelam para favorecer o processo diplomático aberto com Pyongyang no ano passado.

Na última sexta-feira, o próprio Esper havia dito em Seul que os exercícios militares conjuntos poderiam se tornar mais flexíveis para ajudar no processo diplomático.

O anúncio deste domingo tem o objetivo de impulsionar o processo de desnuclearização, que está parado desde a fracassada cúpula realizada em Hanói (Vietnã), em fevereiro, onde os EUA consideraram insuficiente a oferta norte-coreana em relação ao desmantelamento de seus ativos nucleares. Com isso, o governo americano se recusou a suspender as sanções econômicas ao país asiático.

No mês passado, aconteceu uma reunião de trabalho em Estocolmo (Suécia), mas o encontro foi encerrado com os norte-coreanos acusando Washington de não oferecer nada de novo e de manter ativa sua “política hostil”.

De acordo com especialistas, na ausência de progressos, a Coreia do Norte pode optar por realizar novos testes de armas, especialmente mísseis de alcance intermediário, como estratégia para pressionar os Estados Unidos e seus aliados na região.

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Australiano é acusado de iniciar incêndios no leste do país para salvar plantação de maconha

Por France Presse

Um australiano foi acusado de ter iniciado de forma deliberada os incêndios que devastam a costa leste do país com o objetivo de proteger sua plantação de maconha.

Quatro pessoas morreram e 300 casas foram destruídas pelas chamas, que devastaram mais de um milhão de hectares nos últimos dias.

A polícia informou que o homem de 51 anos foi acusado de iniciar de maneira intencional os incêndios ao atear fogo em um ponto da cidade de Ebor, em Nova Gales do Sul, em uma tentativa de proteger sua plantação de maconha.

Tudo começou com uma tentativa de queimada – uma prática utilizada pelos bombeiros para limpar a vegetação rasteira que alimenta os incêndios -, mas as chamas se propagaram rapidamente.

De acordo com a polícia, o homem não fez nada para tentar apagar o fogo.

O incêndio de Ebor afeta uma superfície de 10.000 hectares e continua fora de controle.

As autoridades acreditam que incendiários estão por trás de outros focos de chamas tanto em Nova Gales do Sul como na vizinha Queensland. O governo pediu ajuda da população para encontrar os culpados.

Neste domingo, os dois estados registravam 130 incêndios ativos, agravados pela seca que afeta o país.

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Documentos vazados mostram como China criou campos de detenção para cerca de um milhão de muçulmanos

Por G1

Documentos vazados ao jornal “New York Times” mostram pela primeira vez como surgiram os campos de detenção na região de Xinjiang, no noroeste da China, onde são mantidos cidadãos de minoria muçulmana, e de que maneira eles são aprisionados em massa para serem submetidos a tratamentos para se livrarem do “vírus do extremismo religioso”.

De acordo com o jornal, 403 páginas de documentos foram entregues por um membro do meio político chinês, que permaneceu em anonimato, e que espera que líderes do Partido Comunista, entre eles o presidente chinês Xi Jinping, sejam responsabilizados por seus atos.

Os textos contêm trechos de discursos secretos de Xi a líderes da região, nos quais ele menciona que é preciso ser “severo” e “demonstrar absolutamente nenhuma misericórdia”.

Embora não mencione especificamente detenções em massa ou a criação dos campos, o presidente chega a dizer que o partido precisa lançar mão de ferramentas da “ditadura” para erradicar o Islã radical da região de Xinjiang.

Ele compara o extremismo islâmico alternadamente a um contágio semelhante a um vírus e a uma droga perigosamente viciante, e diz que lidar com ele exige “um período de tratamento interventivo e doloroso”.

Enquanto líderes chineses anteriores enfatizavam o desenvolvimento econômico para reprimir a agitação em Xinjiang, Xi afirma que isso não é suficiente. Ele fala em uma cura ideológica, um esforço para reconectar o pensamento das minorias muçulmanas da região.

O surgimento dos campos

O mais próximo que o presidente chega de sugerir a criação dos campos é uma defesa de um programa de doutrinação mais intenso nas prisões de Xinjiang, durante uma visita em 2014.

“Deve haver reforma educacional e transformação eficazes de criminosos. E mesmo depois que essas pessoas sejam libertadas, sua educação e transformação devem continuar”, afirma.

Meses após esse discurso, os campos de doutrinação começaram a ser abertos na região. No início, eles ainda não tinham o formato dos campos atuais: eram pequenas instalações que promoviam sessões onde centenas de cidadãos da etnia Uighur eram pressionados a renegar sua devoção ao Islã e demonstrar gratidão ao Partido Comunista.

A situação mudou em agosto de 2016, quando Chen Quanguo foi transferido do Tibete para governar Xinjiang. Considerado “linha dura”, ele reformulou a política local e expandiu drasticamente esses locais, acrescentando novos controles de segurança.

Em fevereiro de 2017, ordenou a milhares de policiais e militares que se preparassem para uma “ofensiva esmagadora, obliterante”. E, segundo os documentos obtidos pelo “NYT”, nas semanas seguintes estabeleceu planos para o início das detenções de Uighurs em grande escala.

Estudantes

Parte dos documentos inclui diretivas de como devem ser tratados os universitários que voltam à região, ao constatarem que seus familiares – detidos nos campos – estão desaparecidos de suas casas.

Entre as instruções, é explicado que oficiais à paisana devem receber os estudantes assim que possível e “demonstrar preocupação humana e ressaltar as regras”.

“Eles estão em um treinamento escolar determinado pelo governo”, é a resposta inicial indicada, seguida pela explicação de que, embora seja um programa educacional, as pessoas não são livres para sair quando quiserem.

A seguir, os jovens ouvem um ponto de extrema importância: “temos certeza de que vocês irão apoiá-los, porque é para o bem deles – e para o de vocês também”.

Em tom de ameaça velada, eles são informados de que as “notas” de seus familiares nos estudos também dependem de seus comportamentos do lado de fora, e que, portanto, é melhor que colaborem sem questionar ou se rebelar.

As informações incluem ainda uma explicação sobre a contaminação pelo “vírus” do radicalismo islâmico, e que mesmo avós ou outros membros idosos e aparentemente inofensivos da família não podem ser poupados porque podem ter sido infectados.

Xinjiang

Xinjiang é uma região rica em recursos naturais no noroeste da China, próxima à fronteira com o Paquistão, Afeganistão e a Ásia Central. Mais da metade de sua população de 25 milhões de habitantes é composta por minorias étnicas muçulmanas, sendo os Uighurs o maior desses grupos.

Estima-se que mais de um milhão de Uighurs, Cazaques e membros de outras etnias muçulmanas tenham sido detidos pelas autoridades em campos nessa região desde 2017. Eles passam por meses ou até anos de doutrinações e interrogatórios, que visam fazer com que abandonem sua religião e se tornem apoiadores do Partido Comunista.

Segundo os documentos obtidos pelo “New York Times”, há referências a planos de estender os planos de combate ao Islã a outras partes da China.

(Correção: o G1 errou ao dizer que os campos de detenção ficavam no sul da China. Xinjiang está localizada no noroeste do país. A informação foi corrigida às 7h57 deste domingo, 17)

Matéria do jornal 'New York Times' sobre os documentos vazados que falam dos campos de detenção na China — Foto: Reprodução/New York Yimes

Matéria do jornal ‘New York Times’ sobre os documentos vazados que falam dos campos de detenção na China — Foto: Reprodução/New York Yimes

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Filhote de cão com rabo ‘extra’ na testa é resgatado nos EUA

Por BBC

Narwhal nasceu com um rabinho extra no meio da testa — Foto: Reprodução/Facebook

Narwhal nasceu com um rabinho extra no meio da testa — Foto: Reprodução/Facebook

Um filhotinho de 10 semanas com um rabo no meio da testa foi resgatado por um centro de proteção de animais no Missouri, nos Estados Unidos.

O cachorrinho foi chamado de Narwhal, uma referência ao narval, uma baleia que aparenta ter um longo chifre saindo da cabeça (na verdade, é um de seus dentes).

Um veterinário informou aos funcionários do centro que não havia “necessidade médica” de remover o rabo extra, porque ele não causa nenhuma dor ao filhotinho.

A popularidade das fotos do pequeno Narwhal no Facebook ajudaram a ampliar o alcance do trabalho feito pelo centro.

Narwhal foi ao veterinário para checar se estava tudo bem com sua saúde — Foto: Reprodução/Facebook

Narwhal foi ao veterinário para checar se estava tudo bem com sua saúde — Foto: Reprodução/Facebook

Sem dor

Rochelle Steffen, que administra o Mac’s Mission, nomeou o centro de resgate em homenagem a um pit-bull terrier que resgatou há sete anos e meio.

Steffen disse à BBC News que Narwhal “não sente dor e brinca o tempo todo”.

No Facebook, Steffen contou que o pequeno Narwhal foi ao veterinário na terça-feira (12/11).

Os raios-x mostraram que seu segundo rabo, que tem um terço do tamanho do seu rabo de verdade, não está conectado a nenhum órgão interno e não tem nenhum osso — e portanto não pode ser ‘abanado’.

Raio-x de Narwhal mostra que o rabo extra não tem ossos — Foto: Reprodução/Facebook

Narwhal ainda não está disponível para adoção porque os cuidadores do centro querem que ele cresça um pouco mais “para se certificar de que o rabo não será um problema”.

Steffen diz que Narwhal é um de centenas de cachorros abandonados na zona rural do Missouri.

O centro Mac’s Mission recebe os que têm necessidades especiais — deformidades, traumas, fissuras labiais, deficiências — e que normalmente seriam sacrificados.

“Nós damos uma chance a eles”, diz Steffen.

Fotos e vídeos de Narwhal na página do Facebook do centro tiveram dezenas de milhares de curtidas em menos de 24 horas.

Steffen diz que a divulgação do centro é toda feita de forma amadora, pelas redes sociais, e que a atenção que o local vem recebendo é algo “épico”.

“É épico que tantas pessoas descubram esse resgate incrível.”

Narwhal foi ao veterinário para checar se estava tudo bem com sua saúde — Foto: Reprodução/Facebook

Narwhal foi ao veterinário para checar se estava tudo bem com sua saúde — Foto: Reprodução/Facebook

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Horas após acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, Israel é atingida por foguetes

Por G1

Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor às 5h30 local (0h30 em Brasília) desta quinta-feira (14) na Faixa de Gaza, informou à AFP uma fonte egípcia e um líder do grupo armado Jihad Islâmica, mas, horas mais tarde, o território de Israel foi atingido por uma saraivada de foguetes.

Nenhum grupo reivindicou os ataques, e não está claro como eles vão afetar a trégua que foi negociada.

O acordo de cessar-fogo foi intermediado pelo Egito, e obteve o aval das “facções palestinas, incluindo a Jihad Islâmica”, destacou o responsável egípcio. Uma fonte da Jihad Islâmica confirmou o acordo à AFP.

Não há, porém, informações sobre a duração do cessar-fogo.

Um oficial israelense já havia informado que o Exército suspenderia sua operação contra a Faixa de Gaza caso a Jihad Islâmica parasse com o disparo de foguetes em direção a Israel.

Ataques antes do cessar-fogo

Horas antes do anúncio, um ataque aéreo israelense matou seis membros de uma mesma família no enclave palestino –um deles, Rasmi Abu Malhus, era um dos líderes da Jihad Islâmica, de acordo com os israelenses.

“Seis membros da família Abu Malhous, entre eles três menores e duas mulheres, perderam a vida em um bombardeio israelense contra a casa da família em Deir al Balah, no sul da Faixa de Gaza”, informou o ministério da Saúde deste território controlado pelo movimento radical islâmico Hamas.

O número de mortos na região sobe a 32 desde a terça-feira (12), segundo a agência AFP, e 34, de acordo com a Associated Press.

O exército hebreu iniciou uma série de ataques contra membros da Jihad Islâmica em represália ao disparo de mais de 350 foguetes da Faixa de Gaza contra Israel.

Na terça, um ataque aéreo matou o comandante da Jihad Islâmica Baha Abu al Ata e sua mulher.

O Exército hebreu acusa a Jihad Islâmica de utilizar escudos humanos para se proteger dos ataques israelenses.

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