China anuncia medidas ‘antidumping’ para borracha sintética da UE e EUA

Por France Presse

Notas de 100 dólares, moeda dos Estados Unidos, e de 100 yuans, moeda da China, frente a frente. (Foto: Jason Lee/Reuters)

Notas de 100 dólares, moeda dos Estados Unidos, e de 100 yuans, moeda da China, frente a frente. (Foto: Jason Lee/Reuters)

A China anunciou nesta quinta-feira (19) medidas ‘antidumping’ para as importações de borracha sintética dos Estados Unidos, União Europeia (UE) e Cingapura, ao mesmo tempo que Pequim informou não ter conversado com Washington sobre a tensão comercial entre os dois países.

Uma investigação preliminar determinou que as exportações americanas, europeias e de Cingapura de borracha sintética (utilizada para a fabricação de produtos de consumo corrente) eram objeto de ‘dumping’ (venda de produtos a preços muito baixos), o que provocava um “prejuízo substancial” à indústria local, afirma um comunicado divulgado pelo ministério chinês do Comércio.

Como consequência, a partir de sexta-feira, as empresas chinesas que importam estes produtos terão que pagar uma taxa proporcional às margens de ‘dumping’ estimadas (entre 26% e 66,5% do valor importado), que cobriria as futuras taxas ‘antidumping’.

Esta “sanção temporária” acontece em um momento de tensão comercial entre China e Estados Unidos, depois que o presidente Donald Trump ameaçou adotar tarifas de até US$ 150 bilhões sobre as importações chinesas. Pequim promete adotar medidas de represália do mesmo nível.

O ministério chinês do Comércio afirmou nesta quinta-feira, no entanto, que até o momento não teve início nenhuma negociação entre as duas potências, ao contrário do que havia anunciado Trump na semana passada, quando o presidente americano celebrou as “formidáveis discussões” com Pequim sobre o assunto.

“Os dois países não iniciaram negociações bilaterais sobre a investigação dos Estados Unidos” a respeito das práticas chinesas em termos de propriedade intelectual, “nem tampouco sobre a lista americana de produtos chineses que podem ser taxados”, afirmou Gao Feng, porta-voz do ministério chinês.

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EUA negociam libertação de 3 presos americanos com Coreia do Norte

Por Agencia EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (18) que há uma “boa possibilidade” de conseguir a libertação de três americanos presos na Coreia do Norte, e garantiu que pode abandonar sua futura reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se considerar que não está sendo “frutífera”.

Em entrevista coletiva junto ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, Trump declarou que confia que seu encontro com Kim, previsto para junho, será um “sucesso mundial”.

“Esperamos ver o dia no qual toda a península coreana possa viver unida, com segurança e em paz”, afirmou Trump aos jornalistas em seu clube privado de Mar-a-Lago, na Flórida.

Perguntado se está disposto a reunir-se com Kim mesmo quando há três americanos presos na Coreia do Norte, Trump respondeu que seu governo esteve “negociando” com Pyongyang sobre o assunto.

“Estamos negociando atualmente. É um tratamento muito duro” ao qual estão submetidos os americanos na Coreia do Norte, destacou.

“Estamos lutando muito diligentemente para recuperar os três americanos, e há uma boa possibilidade de conseguir”, assegurou.

Trump garantiu também que, se não considerar que sua reunião com Kim “vai ser bem-sucedida”, a cancelará.

“Se pensarmos que não será frutífera, não iremos. E se estiver lá e não for frutífera, deixarei a reunião. Sempre gosto de ser flexível e serei flexível nisto”, frisou o presidente americano.

Trump antecipou na terça-feira que está avaliando cinco possíveis locais para seu encontro com Kim, que acontecerá “no início de junho ou antes disso, assumindo que tudo corra bem”.

O diretor da CIA e indicado como secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajou para a Coreia do Norte na Semana Santa para se reunir com Kim, um encontro de alto nível que serviu para preparar a reunião com Trump.

“Este é um momento histórico e possivelmente mais ainda que isso, se tudo correr bem”, reforçou Trump.

“Não repetiremos os erros de outros governos (americanos). Nossa campanha de máxima pressão continuará até que a Coreia do Norte se desnuclearize”, acrescentou Trump, salientando que o ideal seria “acabar com as armas nucleares em todas as partes do mundo”.

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Considerada heroína com ‘nervos de aço’ por passageiros, piloto de voo da Southwest foi treinadora da Marinha

Por G1

A piloto Tammie Jo Shults e membros da tripulação são vistos dentro do voo 1380 da Southwest Airlines, em Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17) (Foto: Kristopher Johnson/via Reuters)

A piloto Tammie Jo Shults e membros da tripulação são vistos dentro do voo 1380 da Southwest Airlines, em Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17) (Foto: Kristopher Johnson/via Reuters)

Passageiros elogiaram os “nervos de aço” da piloto da Southwest Airlines que conseguiu fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional da Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17) depois que o avião sofreu uma explosão em um dos motores e teve uma das janelas quebrada por estilhaços da fuselagem.

O voo 1380 estava a caminho de Dallas, no Texas, com 149 pessoas a bordo, quando o motor explodiu e estilhaços quebraram a janela. Com isso, a passageira Jennifer Riordan, de 43 anos, teve parte do corpo sugada para fora da aeronave. Sete pessoas ficaram feridas no acidente.

Tammie Jo Shults, de 56 anos, manteve a calma e, para os passageiros, conseguiu evitar uma tragédia maior.

A piloto conseguiu fazer o pouso de emergência ao descer rapidamente, enquanto passageiros usavam as máscaras de oxigênio que caiam dos compartimentos acima de seus assentos e se preparavam para o impacto.

Nervos de aço

O passageiro Alfred Tumlinson, de Corpus Christi, Texas, disse à Associated Press, que Shults e sua equipe foram extremamente profissionais.

“Ela tem nervos de aço. Aquela mulher, eu a aplaudo. Vou mandar a ela um cartão de Natal. Com um vale-presente por ter me colocado no chão. Ela foi sensacional”.

“A mulher, a tripulação, tudo, todos foram perfeitos. Eles foram tão profissionais no que fizeram para nos colocar em solo”, acrescentou.

Passageiros disseram ainda que, assim que o avião pousou, a piloto caminhou pelos corredores e conversou com eles para se certificar de que estavam bem.

Peggy Phillips, de Brandon, Texas, também estava a bordo e disse à emissora NBC que considera a piloto “uma heroína”.

“A maioria de nós, quando aquele motor explodiu, acho que estávamos meio pensando ‘bem, acho que já era’”, lembra.

“Nos colocar no chão com um motor explodido e nos pousar em segurança é nada menos do que um milagre para mim. Ela é uma heroína, com certeza”.

Gravação

A tranquilidade de Shults pode ser comprovada pelo tom de sua voz na gravação de sua comunicação com a torre de comando do aeroporto, quando ela relatou o acidente. Após informar sobre a explosão, ela foi questionada se o avião estava em chamas.

“Não, não está em chamas, mas parte dele está faltando”, disse, fazendo uma breve pausa. “Disseram que há um buraco e que alguém saiu”.

“Desculpe, você disse que tinha um buraco e alguém saiu?”, perguntou o controlador em tom de incredulidade.

“Sim”, respondeu a piloto, ainda mantendo o controle emocional.

Carreira militar

Tammie Jo Shults tem 56 anos e se formou em 1983 pela universidade MidAmerica Nazarene University, de Olathe, no Kansas, em biologia e agronegócios, segundo uma porta-voz da universidade.

Em seguida, ela se alistou na Marinha, onde se tornou uma das primeiras piloto militar mulher nos EUA, apesar da resistência que sofreu dos colegas homens. De acordo com o jornal “The Kansas City Star”, ela foi a primeira mulher a pilotar um caça F/A-18 Hornet para a marinha norte-americana.

Antes de se tornar piloto comercial, Shults foi treinadora de pilotos na Marinha.

À Associated Press, o cunhado dela, Gary Shults, a descreve como “uma mulher formidável”. Ele diz que seu irmão, Dean Shults, que também é piloto, afirma que ela é a melhor piloto que ele já viu. “Ela é uma pessoa muito atenciosa e dedicada, que cuida de muita gente”, resume.

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Mulher morta após ser sugada por janela de avião nos EUA era executiva de 43 anos

Por G1

Executiva Jennifer Riordan morreu em acidente com aeronave da Southwest Airlines, nos Estados Unidos  (Foto: Marla Brose/The Albuquerque Journal via AP)

Executiva Jennifer Riordan morreu em acidente com aeronave da Southwest Airlines, nos Estados Unidos (Foto: Marla Brose/The Albuquerque Journal via AP)

A relações públicas Jennifer Riordan, do Novo México, foi identificada nesta quarta-feira (18) como a vítima do incidente que provocou o pouso de emergência do avião da companhia Southwest Airlines no Aeroporto Internacional da Filadélfia, nos Estados Unidos, na terça-feira (17). Ela tinha 43 anos, era casada e deixou dois filhos, segundo a CNN.

Veículos americanos, como CNN e o jornal “The New York Post”, relatam que Jennifer foi parcialmente sugada para fora da aeronave após uma janela, perto de onde ela estava sentada, ter quebrado. A explosão de um motor do avião provocou danos na fuselagem e destroços atingiram a janela.

Passageiro postou no Facebook imagem da janela do avião quebrada (Foto: Facebook Marty Martinez/Reprodução)

Passageiro postou no Facebook imagem da janela do avião quebrada (Foto: Facebook Marty Martinez/Reprodução)

Colegas relataram à CNN que ela dedicou a vida à filantropia. Como vice-presidente de relações com a comunidade na empresa Wells Fargo (que presta serviços financeiros), em Albuquerque (Novo México), Riordan gerenciava o trabalho voluntário de mais de 1.000 funcionários desde 2008. A empresa afirmou em um comunicado que a funcionária era “amada e respeitada”.

Pouso de emergência

O voo 1380 da SouthWest tinha decolado do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, e após o problema no motor foi desviado para a Filadélfia, onde fez um pouso de emergência às 11h20 (hora local).

O passageiro Marty Martinez disse que uma senhora teve os braços e parte do corpo puxados na direção da janela: “Ela não ficou para fora da janela. As pessoas do banco de trás a seguraram, tentando mantê-la no lugar”.

Ainda segundo Martinez, algumas pessoas tentaram fechar o buraco: “Elas estavam usando coletes salva-vidas, e as coisas estavam simplesmente sendo sugadas para fora”.

Acidente com motor em fevereiro

De acordo com a CNN, em fevereiro, outro avião da Southwest teve problemas com um dos motores, que pegou fogo durante o voo.

A aeronave precisou voltar para o aeroporto de Salt Lake City momentos depois da decolagem. A companhia declarou que a morte de Jennifer Riordan foi a primeira na sua história.

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Água fervendo e marteladas: o homem abusado pela parceira, que foi condenada a 7 anos de prisão

Por BBC

O casal se conheceu quando os dois tinham 16 anos (Foto: SBNA)

O casal se conheceu quando os dois tinham 16 anos (Foto: SBNA)

Um homem que sofria violência doméstica disse que estava “a dez dias da morte” quando foi salvo pela polícia.

O britânico Alex Skeel, de 22 anos, estava com sua parceira havia seis anos – quatro deles sofrendo abuso – quando recebeu ajuda.

Sua namorada, Jordan Worth, também de 22 anos, foi condenada a sete anos e meio de prisão por tê-lo submetido a diversos tipos de tortura física e psicológica.

Ela se declarou culpada de lesão corporal grave e controle coercitivo.

O caso é a primeira condenção por controle coercitivo no Reino Unido em que o culpado é uma mulher, segundo a polícia de Bedfordshire.

Alex vem recebendo apoio de outras vítimas de relacionamentos abusivos para falar sobre o assunto.

Juntos desde a adolescência

Os dois jovens se conheceram na escola, em 2012, quando tinham 16 anos.

Os promotores do caso disseram à Corte que, desde o início, Jordan tinha controle sobre Alex, decidindo que roupas ele deveria usar e atacando-o fisicamente.

Nos nove últimos meses do seu relacionamento, ela o machucou diversas vezes – ao ponto de ele precisar ir para o hospital.

O abuso terminou no ano passado, quando um vizinho chamou a polícia após ouvir gritos na residência do casal.

Os paramédicos notaram que a mão do jovem estava machucada e que ele tinha queimaduras nos braços e pernas que tinham sido “tratadas” em casa – ele as cobria com filme plástico.

Alex disse que a namorada não deixou que ele procurasse tratamento médico.

“Os médicos me disseram que eu estava a 10 dias da morte”, disse Alex.

Jordan quebrou todos os celulares do namorado para que ele não conseguisse falar com os amigos ou com a família.

Ele afirmou que, certa vez, Jordan disse que a mãe dele havia recebido uma mensagem que informava que o avô dele havia morrido.

Depois de observá-lo chorar por duas horas, ela então disse que na verdade o avô dele estava vivo – e na sequência o humilhou e criticou por ele se importar com a família.

Em outra ocasião, ele acordou e descobriu que Jordan tinha acertado sua cabeça com uma garrafa de cerveja. Depois ela o perseguiu e acertou suas mãos e seu rosto com um martelo.

O detetive responsável pela investigação do caso, Jerry Waite, disse que o controle coercitivo é algo sutil. “A vítima pode não perceber imediatamente que está sofrendo um abuso… (a situação) pode terminar em violência.

Desde que o caso foi descoberto pela polícia, Alex passou por diversas operações – nas mãos, na cabeça e até no cérebro.

“Você recupera sua humanidade quando consegue colocar para fora (o abuso que sofreu). Você só melhora se conseguir falar sobre o assunto”, disse ele.

A Justiça também determinou um ordem de restrição contra Jordan – ele não pode se aproximar ou tentar contatar Alex por um período indeterminado.

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Como o ‘país da felicidade’ virou motivo de queda de braço entre potências

Por BBC

Paisagem de Butão é marcada por montanhas, colinas e monstérios (Foto: BBC)

Paisagem de Butão é marcada por montanhas, colinas e monstérios (Foto: BBC)

Com seus cenários de lindas montanhas e monastérios budistas no topo de colinas, o Butão é um destino dos sonhos para muitos viajantes, descrito como um derradeiro Shangri-lá – um lugar místico de beleza exótica.

A capital do país, Timfu, com seu ar fresco, cercada por exuberantes montanhas do Himalaia e picos nevados, é um deleite para quem quer escapar da poluição e do barulho das grandes cidades.

Homens, mulheres e crianças caminham nas ruas usando as vestimentas típicas. Esse é provavelmente o único país do mundo em que não há faróis de trânsito – apenas policiais fazendo sinais com as mãos.

Não é à toa que é conhecido mundo afora como o “país da felicidade”. Mas os 800 mil butaneses passam por um momento tenso desde o ano passado.

Cercado por dois gigantes asiáticos – a China, ao norte, e a Índia, ao sul –, o Butão ameaça ser objeto de um delicado conflito territorial.

Área disputada

No centro da disputa está um platô estratégico, conhecido como Doklam, situado na tríplice fronteira entre Índia, Butão e China.

Tanto o Butão quanto a China reivindicam a área. A Índia apoia o Butão.

Em junho de 2017, a China começou a construir, ali, uma estrada de terra. Tropas indianas interromperam a obra e a situação esquentou.

Para os indianos, a estrada causa um problema de segurança. Ela poderia permitir que os chineses tivessem acesso ao Corredor de Siliguri, conhecido como “Pescoço de Galinha”, uma faixa de terra de grande importância estratégica que liga os Estados indianos do nordeste com o restante do território do país.

Muitos butaneses desconheciam a importância estratégica de Doklam e se surpreenderam com a escalada dos acontecimentos.

“Doklam foi insignificante até se tornar um tema polêmico há alguns meses. A maioria das pessoas nem sequer sabe onde fica”, diz Namgay Zam, jornalista em Timfu, capital do Butão.

“Virou assunto de discussão só quando explodiu como tema de disputa entre China e Índia”, conta.

Muitos chegaram a temer uma guerra. Pequim chegou a denunciar uma “invasão indevida de tropas indianas”.

Mas após semanas de intensas negociações diplomáticas, a tensão de 73 dias chegou ao fim. As tropas indianas acabaram se retirando.

A influência da Índia

O governo do Butão se recusa a discutir publicamente o confronto em Doklam, mas, em agosto, lançou um cuidadoso comunicado se dizendo satisfeito com o resultado das negociações.

Mas o assunto esquentou nas redes sociais. Muitos defendem uma postura mais ativa do Butão no sentido de buscar resolver com a China questões relativas a suas fronteiras; outros querem que o país se distancie da esfera de influência indiana.

Depois que o Tibete foi invadido pela China nos anos 50, o Butão se voltou para o sul, em direção à Índia, em busca de uma aliança. Desde então, está sob sua esfera de influência.

O “país da felicidade”, uma monarquia parlamentarista que era fechada a estrangeiros nos anos 70, passou a receber da Índia ajuda econômica, militar e técnica. Butão é o principal receptor de ajuda exterior de Nova Déli, recebendo quase US$ 800 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões) para o seu último plano quinquenal de desenvolvimento (2013 – 2018).

Centenas de soldados indianos foram deslocados ao Butão com a justificativa de que precisam treinar tropas butanesas. O quartel-geral indiano se encontra na cidade de Haa, a cerca de 20 quilômetros de Doklam.

Os países mantêm um laço especial desde 1949, quando firmaram um tratado. Este documento foi revisado em 2007, dando mais liberdade ao pequeno país em sua política exterior e nas compras militares.

Enquanto alguns butaneses se sentem agradecidos pela ajuda da Índia ao longo das décadas, outros – principalmente os mais jovens – querem que o país defina sozinho o seu próprio rumo.

Butão tem população de 800 mil pessoas (Foto: BBC)

Butão tem população de 800 mil pessoas (Foto: BBC)

“À medida que amadurecemos (como democracia), temos que sair da sombra da Índia. A Índia também não deveria pensar no Butão como o que algumas pessoas chamam de um ‘Estado vassalo’. Deixem que Butão defina o seu próprio destino político”, defende Gopilal Acharya, escritor e analista político.

Atitude de ‘irmão mais velho’

Butão e China têm disputas territoriais no norte e no oeste, uma situação que muitos veem com preocupação.

“Realmente, Butão precisa resolver esse problema com a China o quanto antes. Depois, poderemos avançar diplomaticamente. Do contrário, esse problema (como o de Doklam) voltará”, diz Karma Tenzin, um comentarista político.

“Não podemos nos dar ao luxo de ter duas superpotências brigando na porta de uma nação pacífica como Butão.”

Várias pessoas entrevistadas em Timfu acreditam que a Índia poderia ter agido com mais moderação em 2017, evitando enfrentamentos e contribuindo para um ambiente de negociações entre Butão e a China.

A Índia não consegue conter o aumento da influência chinesa sobre outros países do sul da Ásia como Nepal, Sri Lanka, Maldivas ou Bangladesh. Mas o Butão é único país da região que não tem relações diplomáticas formais com Pequim.

Para muitos butaneses, a postura de Nova Déli de agir como “irmão mais velho” impede que o país tenha mais vínculos comerciais com a China.

“Nosso futuro é com a Índia. Mas devemos criar um novo tipo de relação entre iguais”, diz Acharya.

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Japonês que chocou o mundo na Maratona de Boston é amador e administra escola

Por GloboEsporte.com, Tóquio

Yuki Kawauchi espantou o mundo na última segunda-feira ao vencer a Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do planeta. O japonês é inspetor de um colégio em Saitama e treina apenas nas horas vagas. Aos 31 anos, é um atleta amador, não recebe patrocínios, não vive da corrida e sua carga de treino é muito inferior a de um atleta profissional, tanto é que, apesar de ter no currículo o tempo de 2h08min37s na Maratona de Tóquio, em 2011, marca respeitáve até para o alto rendimento, é comum vê-lo correr as provas vestido de panda. Seu triunfo na segunda-feira quebrou a hegemonia de quenianos e etíopes e fez especialistas e corredores de fim de semana se perguntarem: quem é Kawauchi e como ele conseguiu tal feito?

Para começo de história, o japonês está no atletismo desde que se entende por gente. Começou aos seis anos, incentivado pelos pais. Teve técnicos na escola e na faculdade. Mas, aos 23 anos, quando se formou em administração e passou a trabalhar, começou a treinar sozinho. Durante a semana, treina pela manhã por 90 ou 120 minutos e então trabalha de 12h45 às 21h15. Sua planilha, inclusive, é vista com espanto por profissionais. Corre muito se levado em conta a quilometragem mensal de um amador, mas fica muito abaixo dos profissionais. Atualmente, faz cerca de 700km por mês. São quatro treinos de corrida e um intervalado de velocidade, além de trabalhos mais longos nos fins de semana, de cerca de 150km subindo e descendo trilhas.

O resultado em Boston, porém, não foi o primeiro de Yuki em provas internacionais. Em setembro do ano passado, ele venceu a Maratona de Oslo, na Noruega, fazendo 2h15min57s. Naquela oportunidade, chegou ao número de 70 provas correndo abaixo de 2h20min. Ou seja. Apesar de amador, Kawauchi é competitivo, mas vencer a Maratona de Boston batendo o atual campeão, o queniano Geoffrey Kirui, era algo inimaginável para um amador e subverte a lógica. Ele foi ajudado também pela umidade do ar, que beirou os 100%, e pela lentidão da prova. Seu tempo foi de 2h15min58s, a pior desde 1976.

Enquanto os profissionais correm cerca de três maratonas por ano, no máximo, ele fechou 2014 e 2015 com 26 provas. Em 2016, correu outras nove. No ano passado foram 12, com cinco vitórias. Após provas de 42km, médicos pedem que os atletas diminuam as cargas de atividade, o que Kawauchi não faz. Prefere a acupuntura e as águas termais e mantém seu ritmo de treinos semanais com velocidade média de 12km/h, confortável para atletas amadores e muito abaixo do pace que fez em Boston, quando terminou o primeiro quilômetro em 2min46s. Para ele, treinar menos que os profissionais o mantém livre de lesões.

“Após uma corrida ou um treino puxado, faço um tratamento em águas termais e recorro às agulhas, tentando me livrar da fadiga. Se eu sentir muita dor, ajusto o meu treino para não ficar contundido por um longo período”

Yuki Kawauchi correu 13 maratonas em 2017 e venceu cinco (Foto: Reuters)

Yuki Kawauchi correu 13 maratonas em 2017 e venceu cinco (Foto: Reuters)

Kawauchi, é bem verdade, é amador por decisão. Quando conseguiu o tempo histórico na Maratona de Tóquio, em 2011, recebeu inúmeras propostas para se tornar profissional. Empresas japonesas ofereceram patrocínios que o garantiriam uma carreira no esporte sem maiores preocupações. Ele, porém, não quis abrir mão do emprego. E no Japão, funcionários públicos não podem ter uma segunda ocupação.

– Eu gostaria que corredores que realmente precisam de apoio financeiro recebessem esse tipo de ajuda. Eu não tenho esse problema. Seria mais interessante se eles recebessem esse suporte – disse o japonês à O2.

Hoje, Kawauchi segue sua rotina amadora. Viaja sem técnicos e banca suas participações internacionais com convites dos organizadores. Faz academia em casa, com aparelhos que ele mesmo adquiriu em uma loja que você também poderia comprar. Um amigo, um canadense radicado no Japão, o ajuda com o contato com as provas. Seus custos também são mínimos. Por ano, investe apenas US$ 1.300 dólares com tênis e fisioterapia. Com 31 anos, ele não pensa em aposentadoria e quer correr por pelo menos mais cinco anos.

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Estupro e morte de menina de 6 anos causam revolta no Paquistão

Por France Presse

Pelo menos um homem foi assassinado e várias pessoas ficaram feridas nesta terça-feira (17) em Karachi, maior cidade do Paquistão, durante protestos contra o estupro e assassinato de uma menina de seis anos.

A multidão foi às ruas após o corpo da menina ter sido encontrado na segunda-feira (16) à noite, bloqueando uma via principal. Os manifestantes lançaram pedras contra a polícia no bairro de Orangi Town, no oeste da cidade.

“Um homem foi morto por um disparo”, disse Amir Faroogi, chefe da polícia do distrito. “Estamos investigando de onde saiu a bala que causou a morte”, acrescentou.

Familiares da menina e centenas de pessoas se revoltaram pelo que consideram um descuido policial e pela falta de proteção aos mais vulneráveis no país.

Segundo laudo médico, a criança foi abusada sexualmente e estrangulada. O crime aconteceu na cidade de Kasur, no leste do Paquistão.

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Detido, suspeito de matar brasileiro em universidade nos EUA nega crime

Por G1

Michael Roque, o estudante de 20 anos preso sob suspeita de ter esfaqueado e matado o brasileiro João Souza na Universidade Binghamton, no estado de Nova York, nos EUA, negou ser culpado da acusação de assassinato.

Autoridades da universidade dizem que os investigadores acreditam que o suspeito atacou Souza. No entanto, a polícia e o promotor público envolvido ainda não detalharam qual teria sido o motivo.

João Souza morreu esfaqueado no domingo à noite. Gravado pelas câmeras de segurança, Roque passou a ser procurado pela polícia, mas só foi detido na noite de segunda, em seu alojamento.

Souza era calouro do curso de engenharia e foi atacado por volta das 22h30.

‘Cara ótimo’

A reportagem do site local de notícias Pressconnects conversou com Sammy Landino, um dos primeiros amigos de Souza no colégio em que se formaram no ano passado, antes de passarem à universidade.

Ele e Souza estavam na oitava série quando o brasileiro e sua família se mudaram do Brasil para o estado de Nova York, conta. Landino foi encarregado pela direção da escola de apresentar o novato aos demais. “Era um cara ótimo, sempre sorrindo e contando piadas”, contou o amigo.

Landino participava do grupo de teatro do colégio e Souza se ofereceu para ajudar na produção do espetáculo “West Side Story”. “Ele amava gente e a equipe de palco era uma ótima maneira de conhecer outras pessoas, e se envolver com a escola”, contou.

O brasileiro também se destacava no time de futebol. “[Quando penso em Souza] penso em um grande homem, um atleta estelar, um cara contagiante que podia sempre fazer você rir e se conectar. Toda essa violência sem sentido é absolutamente horrível”, disse Landino.

Outra estudante morta no campus

Segundo o “Pressconnects”, em março, a estudante de enfermagem Haley Anderson, de 22 anos, foi encontrada morta em uma residência do campus da Universidade de Binghamton. As autoridades disseram que o suspeito da morte de Haley era o também estudante de enfermagem Orlando Tercero, que fugiu para a Nicarágua após a morte.

A polícia não divulgou como Haley foi morta.

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Estudante brasileiro morre esfaqueado em universidade nos EUA

Por G1

Universidade divulgou imagem do suspeito de esfaquear o brasileiro João Souza (Foto: Reprodução/Facebook/Universidade de Binghampton)

Universidade divulgou imagem do suspeito de esfaquear o brasileiro João Souza (Foto: Reprodução/Facebook/Universidade de Binghampton)

Um estudante brasileiro de 19 anos morreu esfaqueado no campus da Universidade de Binghamton, no estado de Nova York, no domingo (15) à noite.

João Souza era calouro do curso de engenharia e foi atacado por volta das 22h30.

O suspeito de ser autor do crime foi preso nesta segunda. Em entrevista coletiva, o promotor do distrito de Broome, Steve Cornwell, disse que o suspeito também é um estudante da universidade.

Imagens de câmera de segurança divulgadas pela polícia mostram o suspeito no domingo. É um homem de pele clara que usava calças e um capuz escuro. Ele fugiu a pé do local.

Um comunicado da universidade afirma que o crime não parece ser um ato aleatório.

‘Cara ótimo’

A reportagem do site local de notícias Pressconnects conversou com Sammy Landino, um dos primeiros amigos de Souza no colégio em que se formaram no ano passado, antes de passarem à universidade.

Ele e Souza estavam na oitava série quando o brasileiro e sua família se mudaram do Brasil para o estado de Nova York, conta. Landino foi encarregado pela direção da escola de apresentar o novato aos demais. “Era um cara ótimo, sempre sorrindo e contando piadas”, contou o amigo.

Landino participava do grupo de teatro do colégio e Souza se ofereceu para ajudar na produção do espetáculo “West Side Story”. “Ele amava gente e a equipe de palco era uma ótima maneira de conhecer outras pessoas, e se envolver com a escola”, contou.

O brasileiro também se destacava no time de futebol. “[Quando penso em Souza] penso em um grande homem, um atleta estelar, um cara contagiante que podia sempre fazer você rir e se conectar. Toda essa violência sem sentido é absolutamente horrível”, disse Landino.

Outra estudante morta no campus

Segundo o “Pressconnects”, em março, a estudante de enfermagem Haley Anderson, de 22 anos, foi encontrada morta em uma residência do campus da Universidade de Binghamton. As autoridades disseram que o suspeito da morte de Haley era o também estudante de enfermagem Orlando Tercero, que fugiu para a Nicarágua após a morte.

A polícia não divulgou como Haley foi morta.

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