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Sobe para 13 o número de mortos após erupção de vulcão na Indonésia; 7 pessoas estão desaparecidas

Monte Semeru entrou em erupção no sábado (4); vídeo mostra pessoas fugindo de nuvem de cinzas.

Por g1

Subiu para 13 o número de mortos depois da erupção do vulcão Semeru, na Indonésia, no sábado (4), anunciaram as autoridades do país neste domingo (5).

Sete pessoas ainda estão desaparecidas e 57 estão hospitalizadas, com 16 em estado grave.

Imagens divulgadas em redes sociais mostraram moradores fugindo de uma nuvem gigantesca de cinzas, logo após a erupção do vulcão .

Moradores fogem de nuvem gigantesca de cinzas durante erupção de vulcão na Indonésia

A erupção foi causada por uma uma tempestade e dias de chuva – que derrubaram a cúpula de lava no topo do Semeru, afirmou Eko Budi Lelono, que chefia o centro de pesquisa geológica do país, à agência Associated Press. O Semeru tem 3.676 metros de altura e é o mais alto da Indonésia.

Segundo a AP, o Monte Semeru expeliu grossas colunas de cinzas a mais de 12 mil metros de altura. Gás e lava desceram pelas encostas do monte. Várias aldeias ficaram cobertas de cinzas.

De acordo com o chefe da agência geológica, os fluxos de gás escaldante e lava desceram por até 800 metros até um rio próximo.

As pessoas foram aconselhadas a ficar a 5 quilômetros da entrada da cratera do vulcão; mais de 900 tiveram que ser transferidas para abrigos temporários. Um blecaute dificultou a saída.

Os destroços e lava misturados com a chuva formaram uma lama espessa que destruiu a ponte principal que conecta Lumajang, onde ocorreu a erupção, e o distrito vizinho, de Malang, além de uma ponte menor.

Alguns moradores que fugiram para um abrigo do governo perto da sede do distrito de Lumajang disseram que as autoridades não deram nenhuma informação sobre as atividades do vulcão.

“De repente, tudo escureceu, a tarde clara se transformou em noite. Um som estrondoso e calor nos forçaram a correr para a mesquita ”, disse Fatmah, uma moradora que fugiu para um abrigo a cerca de 5 quilômetros da cratera.

“Foi uma erupção muito mais forte do que em janeiro”, disse referindo-se à última vez em que o Semeru também entrou em erupção, sem deixar vítimas.

A porta-voz do Ministério dos Transportes, Adita Irawati, disse que seu escritório emitiu um aviso no sábado para que companhias aéreas evitassem rotas perto do vulcão. Ela disse que as operações de voo ainda estão ocorrendo conforme programado e que as autoridades continuarão monitorando a situação.

Erupção do vulcão Semeru: incidente foi na ilha de Java Oriental — Foto: g1

Erupção do vulcão Semeru: incidente foi na ilha de Java Oriental — Foto: g1

A Indonésia é um arquipélago com mais de 270 milhões de habitantes propenso a terremotos e atividades vulcânicas, porque fica ao longo do “Anel de Fogo” do Pacífico.

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Tailândia muda regra de entrada em cima da hora e casal brasileiro em lua de mel fica preso quase 3 dias em aeroporto na Etiópia

Bia Hader e Demétrio Zanini estavam em pleno voo quando Phuket alterou exigências e eles foram surpreendidos ao desembarcarem em escala no país africano. Mesmo após obterem vistos, funcionários não queriam deixar que eles aguardassem voo de volta em hotel por causa de guerra civil.

Por Fabiana de Carvalho, g1

A atriz Bia Hader e seu marido, o engenheiro de dados Demétrio Zanini, que ficaram presos no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia — Foto: Reprodução/Instagram/Bia Hader

A atriz Bia Hader e seu marido, o engenheiro de dados Demétrio Zanini, que ficaram presos no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia — Foto: Reprodução/Instagram/Bia Hader

Uma alteração de regras do governo tailandês para entrada no país, introduzida – literalmente – de última hora, fez com que um casal de brasileiros passasse quase três dias preso dentro de um aeroporto na Etiópia, sem conforto ou acesso à sua própria bagagem.

Ao planejarem sua lua de mel em Phuket, a atriz Bia Hader, de 32 anos, e o engenheiro de dados Demétrio Zanini, de 39, pesquisaram minuciosamente o que precisariam fazer para não correr o risco de serem barrados em virtude do rigoroso controle de turistas na Tailândia por causa da pandemia de Covid.

Providenciaram toda a documentação necessária, pagaram um seguro viagem, reservaram hotel e transporte, preencheram uma série de termos, fizeram os testes de saúde no prazo exigido e embarcaram tranquilos.

Eles só não contavam que as autoridades de Phuket fossem alterar as regras exatamente enquanto estavam a caminho, dentro de um avião em um voo de 13 horas entre São Paulo e Adis Abeba, na Etiópia, onde fariam apenas uma breve escala.

Surpresa

Ao chegarem ao país africano, às 19 horas de terça-feira, 23 de novembro, encontraram uma funcionária da companhia aérea já à sua espera, para avisar que eles teriam problemas em prosseguir viagem.

“A moça da companhia sugeriu alterarmos nosso destino final pra Bangkok, também na Tailândia, mas como todos esses termos foram feitos pra Phuket não tinha possibilidade de aceitarem lá. Hotel específico para cumprir quarentena obrigatória (existe uma lista de hotéis autorizados), local do PCR, seguro viagem, tudo que preenchemos era pra Phuket, e se chegássemos em Bangkok com essas coisas ficaríamos presos lá”, explica Bia ao g1, ressaltando que tudo isso já estava pago.

Foi então que, conta a atriz, começou o drama do casal, agravado pelas dificuldades de comunicação e a má vontade dos funcionários do aeroporto de Adis Abeba.

Embora falassem inglês, o forte sotaque atrapalhava a compreensão e o descaso e falta de empatia eram chocantes, diz a brasileira.

“Tirando raras exceções, nos trataram tão mal que é de desacreditar. As pessoas da imigração até riram da nossa cara quando estávamos pedindo para sair porque precisávamos descansar”, lembra.

Demétrio Zanini no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia — Foto: Reprodução/Instagram/Bia Hader

Demétrio Zanini no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia — Foto: Reprodução/Instagram/Bia Hader

‘Salinha’

Depois de uma longa espera em uma pequena sala, Bia e Demétrio foram informados de que só receberiam uma resposta na manhã seguinte, e que deveriam retornar aquele espaço às 6 horas da manhã. Eles então tiveram que passar a primeira noite nas desconfortáveis cadeiras do saguão do aeroporto. Para piorar, sua mala não foi localizada, e eles não podiam trocar de roupa ou ter acesso a outros itens pessoais que haviam despachado.

Ela conta que ficaram em frente ao local, onde estavam aglomeradas dezenas de pessoas, de várias nacionalidades e enfrentando os mais diversos tipos de problemas. Nenhuma outra, porém, em situação semelhante à do casal brasileiro. “Nos disseram que nunca viram nada igual”, diz Bia.

A manhã chegou e nada foi resolvido, a resposta era sempre de que deviam esperar ou retornar mais tarde. Os brasileiros chegaram a tentar trocar sua passagem para outro lugar, mas não conseguiram inicialmente. Por fim, a companhia os colocou em voo de volta ao Brasil, mas que só decolaria no sábado, dia 27.

Eles decidiram então que tentariam pelo menos sair do aeroporto para descansar até lá, mas para isso precisariam de um visto de entrada na Etiópia. Passaram a partir daí a tentar contato com a embaixada brasileira para conseguir a documentação.

Demétrio Zanini dorme no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia — Foto: Reprodução/Instagram/Bia Hader

Demétrio Zanini dorme no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia — Foto: Reprodução/Instagram/Bia Hader

Saída negada

Após diversas tentativas, só na quinta-feira (dia 25) Demétrio pode falar com a vice-cônsul brasileira, e os dois receberam vistos, encaminhamento para a realização de testes PCR e conseguiram reservar um hotel para descansar até a partida de seu voo.

Como a essa altura já era noite, não puderam deixar o aeroporto por questões de segurança, mas a autoridade brasileira conseguiu convencer os funcionários do local a cederem espaço em uma sala vip para que o casal pudesse ter um pouco mais de conforto até o dia seguinte.

Segundo conta Bia, mesmo com a interferência da embaixada, vistos e exames em mãos, eles ainda enfrentaram dificuldades para finalmente deixar o aeroporto na sexta-feira. Como a Etiópia enfrenta uma guerra civil, os etíopes estavam “irredutíveis” em autorizar a saída de turistas do local, explica.

Desde novembro do ano passado, a Etiópia está atolada em um conflito entre os combatentes da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF), o partido no poder na região, e as forças federais. Os combatentes da TPLF avançaram nos últimos meses em direção às regiões vizinhas e não descartam chegar à capital etíope, Adis Abeba.

Eles só conseguiram sair às 15h40, e ainda foram fazer os testes no caminho para o hotel. Apenas nesse momento receberam sua bagagem. “Parecia um sonho, banho, trocar de roupa e dormir”, lembra Bia.

Prejuízos

Além de todas as despesas na Tailândia que já estavam pagas e foram perdidas, Bia e Demétrio também tiveram que pagar pelos vistos, testes e diária de hotel em Adis Abeba, que não estavam previstos. “Foi desgraça financeira e emocional”, resume a atriz.

Para piorar, esta nem é a primeira vez que uma tentativa de viagem de lua de mel do casal termina em frustração. “Na primeira, compramos a passagem pra África do Sul em 2019, antes da pandemia, já que nosso casamento seria em 2020. Mas perdemos essa passagem”, conta.

Bia diz que eles entraram em contato com uma advogada para saber se existe algo que pode ser feito. “Ainda vamos saber”, diz.

Como a viagem de 15 dias para a Tailândia foi programada para coincidir com as férias de Demétrio, o casal decidiu aproveitar a última semana restante de folga para celebrar o casamento bem mais perto.

“Para não passar em branco e lembrarmos só do trauma vamos de moto na segunda-feira pra Angra, mas já vamos voltar na sexta. Chega de perder passagens! Dessa vez vai ser por terra”, brinca Bia, ainda conseguindo manter algum bom humor.

Ômicron

Já de volta, o casal soube que o terceiro caso identificado no Brasil de uma pessoa contaminada pela variante ômicron do coronavírus foi de alguém que desembarcou no sábado (27) em Guarulhos, de um voo vindo da Etiópia.

Segundo Demétrio, o único voo vindo do país naquele dia era o mesmo em que eles estavam. Por isso, procuraram autoridades de saúde para saber como proceder, se oferecendo para realizar testes de Covid para auxiliar em um possível rastreamento de casos, por exemplo.

Mas, segundo ele, em um contato por telefone com o SUS – em um número que consta no site do Sistema Único de Saúde – foi informado que eles não estariam autorizados a realizar os testes de forma gratuita pelo sistema, já que estes são reservados apenas a pessoas com sintomas da doença.

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Como a pequena Lituânia está se opondo à poderosa China

Nos últimos meses, a nação báltica intensificou seu relacionamento com Taiwan, o que incomoda Pequim, que considera a ilha como parte de seu território.

Por BBC

Lituânia é um país pequeno, com apenas 2,8 milhões de habitantes. Mas isso não a impediu de desafiar a poderosa China.

Nos últimos meses, a nação báltica intensificou seu relacionamento com Taiwan, o que incomoda Pequim, que considera a ilha como parte de seu território.

No último episódio dessa tensão, o país europeu permitiu que Taiwan abrisse uma embaixada em seu território. A resposta da China foi rebaixar suas relações diplomáticas com a Lituânia.

Explicamos os antecedentes desta disputa e como a Lituânia está lidando com o gigante asiático.

Uma questão de nomenclatura

A disputa começou recentemente, quando Taiwan anunciou que seu escritório na Lituânia passaria a se chamar “Escritório de Representação de Taiwan”.

Logo na sequência, em agosto, a China retirou seu embaixador da Lituânia.

Outros escritórios de Taiwan espalhados por Europa e Estados Unidos usam o nome da capital do país, Taipei, para evitar uma referência à própria ilha.

A China a classifica como uma província rebelde, mas Taiwan se considera independente.

O novo escritório de Taiwan na Lituânia, inaugurado em 18 de novembro, é o primeiro novo posto diplomático da ilha na Europa em 18 anos.

E, embora a abertura não seja uma relação diplomática oficial, ela pode ser vista como um sinal do estreitamento dos laços entre as duas localidades.

O Ministério das Relações Exteriores do gigante asiático reagiu dizendo que a ação da Lituânia “mina a soberania e a integridade territorial da China” e criou um “precedente ruim na esfera internacional”.

Os representantes também disseram que a decisão reduziria seu compromisso diplomático com o país, que passaria a ser tratado no nível de encarregado de negócios, um grau a menos que o de embaixador.

Sob o princípio de “uma China”, Pequim insiste que Taiwan é uma parte inalienável de uma China que um dia será reunificada.

Por outro lado, a política de “uma China” é o reconhecimento diplomático da posição de Pequim de que há apenas um governo chinês.

Segundo esta política, Pequim não concorda em manter relações com as nações que reconhecem a ilha, o que fez com que muito poucos lugares tivessem laços com Taipé.

Hoje, apenas 14 nações, além do Vaticano, mantêm relações diplomáticas com Taiwan. A maioria são pequenas ilhas, embora alguns países da América Central como Belize, Guatemala, Honduras e Nicarágua também se destaquem. O Paraguai é o único país sul-americano que a reconhece.

Mas a abertura do escritório não foi o único ponto de atrito entre os dois países.

Em setembro, o Ministério da Defesa do país europeu instou os lituanos com telefones chineses a descartá-los e evitar comprá-los.

De acordo com um relatório do National Cyber ​​Security Center, um telefone da Xiaomi tinha ferramentas de censura integradas, enquanto outro modelo da Huawei apresentava falhas de segurança.

A Huawei disse que os dados do usuário não são enviados para o exterior a partir de seus telefones e a Xiaomi divulgou que não censura as comunicações.

Relacionamento com Taiwan

A Lituânia, que nos últimos anos se tornou um centro de referência em tecnologia financeira, defende seu direito de ter vínculos com Taiwan, um importante fornecedor de semicondutores, lasers e outros componentes da indústria de alta tecnologia, mas diz respeitar a política de “uma China”.

“A Lituânia reafirma a sua adesão à política de ‘uma China’, mas ao mesmo tempo tem o direito de expandir a cooperação com Taiwan e de aceitar e estabelecer missões não diplomáticas para assegurar o desenvolvimento prático dessas relações, como fazem muitos outros países. A recepção da representação taiwanesa na Lituânia é baseada em interesses econômicos”, disse o governo lituano em um comunicado.

A inauguração do escritório em Vilnius, capital lituana, foi a última de uma série de reaproximações entre os dois locais.

Diversas figuras públicas e políticos do país báltico assinaram uma carta aberta ao presidente Gitanas Nauseda em 2020, na qual pediam que a nação apoiasse a independência de Taiwan e sua inclusão na Assembleia Mundial da Saúde da ONU.

Além disso, a Lituânia doou 20 mil doses da vacina contra a covid-19 para Taiwan em junho.

Mas por que a Lituânia está interessada em fortalecer os laços com Taiwan, arriscando-se a irritar uma potência como a China?

Em parte, isso tem a ver com a posição da ilha asiática como fornecedora de produtos de alta tecnologia, explica Konstantinas Andrijauskas, do Instituto de Relações Internacionais e Ciências Políticas da Universidade de Vilnius, para a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Mas, também, “a abordagem geral da política externa da Lituânia é tentar diversificar e aprofundar suas relações com um grupo bem grande de países da região do Indo-Pacífico”, explica o especialista, citando os exemplos de Coréia do Sul e Cingapura.

“Assim, a Lituânia está muito disposta a enfatizar em termos diplomáticos e econômicos sua relação com as democracias liberais, ou pelo menos com as democracias eleitorais como, por exemplo, Cingapura, porque sente que as relações econômicas com países autoritários não trazem tantos benefícios”, acrescenta o professor.

“A Lituânia lida há décadas não apenas com a China, mas também com os vizinhos russos e bielorrussos, e nossa experiência sugere que essas relações econômicas profundas não trazem prosperidade”, continua.

“Essas nações realmente não trazem segurança porque os países autoritários tendem a enfatizar o contexto econômico para perseguir seus objetivos geopolíticos e políticos”, conclui.

O próprio governo lituano reconhece a estratégia. O vice-ministro Mantas Adomėnas disse à BBC News Mundo que o atual governo “enfatiza o apoio à democracia e aos direitos humanos em todo o mundo” e considera Taiwan “um bastião muito importante da democracia”.

“Existem também laços históricos, na medida em que Taiwan nunca reconheceu a ocupação soviética da Lituânia e temos uma espécie de dívida [com eles]”, explica Adomėnas.

“E, finalmente, [Taiwan] é um país muito progressista, extremamente dinâmico, que mostra as melhores vantagens do sistema de livre mercado e do regime político democrático”, finaliza.

Pouco a perder

Além de tudo isso, há algo fundamental para entender por que a Lituânia se permite irritar Pequim: ao contrário do que acontece com muitos outros países, a Lituânia não depende tanto de investimentos chineses, nem do comércio com a China.

“Nossa falta de um vínculo econômico profundo com a China é um aspecto da história, mas definitivamente trata-se de uma parte muito importante, porque basicamente nos dá um pouco de espaço de manobra”, explica Andrijauskas.

No entanto, a China está aplicando restrições à importação de bens materiais e também cortando algumas exportações para a Lituânia, o que não deixa Vilnius indiferente.

“Ainda não sabemos o alcance exato, mas é claramente uma violação das regras do comércio internacional”, disse o vice-ministro da Lituânia, acrescentando que a situação será levantada em “fóruns internacionais e também da União Europeia (UE), porque é uma espécie de tentativa de restringir um Estado-Membro”.

“Esperamos que a UE tenha uma posição unida e baseada em princípios diante da China e das medidas de coerção econômica que ela está aplicando em relação a um de seus estados membros”, argumenta Adomėnas.

A questão da China realmente se tornou um tópico incômodo, tanto para os outras nações europeias, algumas com laços importantes com Pequim, quanto para a UE como um todo, diz Andrijauskas.

“A Lituânia é, em muitos aspectos, um país que pode se dar ao luxo de ser uma espécie de denunciante, mas definitivamente não quer prejudicar a relação de outros países, de nossos parceiros e aliados, com a China”, acrescenta o especialista. “Mas ela quer compartilhar com a UE uma preocupação que tem sobre a China.”

A relação que a UE mantém com a China gira em torno de três aspectos: como parceiro na política climática e comercial, como competidor no mercado de tecnologia da informação e como rival em termos de sistema político e de direitos humanos.

A UE defendeu o direito da Lituânia de ter laços com Taiwan, mas também reafirmou que o bloco não questiona a política de “uma China”.

Uma história de oposição aos gigantes

Essa não é a primeira vez que a Lituânia enfrenta uma grande potência.

Em 1990, ela foi a primeira república soviética a declarar sua independência.

A resistência foi liderada por Vytautas Landsbergis, avô do atual ministro das Relações Exteriores, Gabrielius Landsbergis.

Na opinião de Andrijauskas, na Lituânia pode haver uma espécie de ressentimento em relação à China justamente pela memória deixada após o domínio de Moscou.

“A União Soviética deixou uma marca e tem conotações muito peculiares, visto que muitos lituanos associam a experiência como parte da União Soviética com a experiência dos uigures, dos tibetanos…”, lista o professor.

Mas as controvérsias com a Rússia não param por aí. A Lituânia também se posicionou recentemente contra um dos maiores aliados de Moscou: Belarus e seu líder, Alexandr Lukashenko.

Inclusive, a líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanovskaya, vive na Lituânia desde que fugiu de seu país, após as eleições de agosto de 2020.

O real impacto desta disputa para os lituanos ainda está por ser visto, já que alguns apontaram que ela poderia perder a possibilidade de fazer negócios prósperos com a China. Mas, para a classe política do país, a questão vai além da economia.

“É claro que as reações hostis de um país de 1,4 bilhão de pessoas são sempre motivo de preocupação”, admite o vice-ministro Adomėnas.

“Mas eu diria que isso não nos faz mudar a posição em relação a Taiwan, porque já no passado a chantagem de um regime totalitário, como a União Soviética, não nos levou a recuar de nosso desejo de independência.”

Nesse contexto, o vice-ministro lembra o papel desempenhado pela Islândia, que foi o primeiro país a reconhecer a independência da Lituânia, e que representou um imenso impulso moral para eles.

“Portanto, temos esse tipo de ‘tocha’ que a Islândia nos deu há 31 anos para levar aos taiwaneses, que também estão lutando pela sobrevivência de sua democracia e de seu modo de vida.”

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Portugal vê nova onda de imigração brasileira após reabertura de fronteira

Entidades que auxiliam imigrantes no país relatam intensificação da chegada de brasileiros e da procura por informações, motivados por busca por maior qualidade de vida, familiaridade com a língua e legislação favorável à imigração.

Por Giuliana Vallone, BBC — de Lisboa para a BBC News Brasil

A reabertura das fronteiras entre Portugal e Brasil, em setembro, após um ano e meio de restrições relacionadas à pandemia da Covid-19, vem estimulando uma nova onda de imigração ao país europeu.

Entidades que auxiliam imigrantes em território português relatam maior chegada de brasileiros e busca por informações sobre o processo de migração. Dizem, ainda, que caiu o número de brasileiros procurando auxílio para voltar à terra natal.

As razões para isso, apontadas por brasileiros recém-chegados a Portugal entrevistados pela BBC News Brasil, incluem a escalada da crise no Brasil, uma vontade de melhorar sua qualidade de vida e a familiaridade com a língua.

Além disso, o país possui uma legislação nacional favorável à imigração. Diferentemente da maioria das outras nações europeias, Portugal permite a regularização com relativa facilidade daqueles que chegam como turistas (ou seja, sem visto), mas decidem viver e trabalhar em seu território.

Foi com essa possibilidade em mente que o auxiliar de enfermagem Uelber Oliveira, de 33 anos, se preparou para viver no país. Em Lisboa há cerca de três meses, chegou sem visto para procurar emprego e se instalar na cidade.

“Está cada vez mais difícil viver, e viver com qualidade, no Brasil. A nossa luta não é mais para ter um carro bom, uma moradia boa. O problema agora é ter o básico, é conseguir se alimentar”, diz ele, que é natural de Ilhéus (BA).

Uelber Oliveira e a esposa: busca por melhor qualidade de vida levou o casal a Portugal — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Uelber Oliveira e a esposa: busca por melhor qualidade de vida levou o casal a Portugal — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Na capital portuguesa, conseguiu um emprego e aguardou a chegada da esposa, cuja viagem ficou marcada para dois meses após a sua. Atualmente, os dois trabalham como cuidadores de idosos na cidade, e já começaram o processo para regularizar sua situação migratória.

“Percebi que em Portugal teremos segurança, e, mesmo ganhando pouco, muita qualidade de vida – e ainda vou conseguir mandar um dinheirinho para o Brasil”, afirma.

O movimento atual de migração de brasileiros para Portugal começou em 2014, quando as condições econômicas do Brasil voltaram a piorar, mas se intensificou a partir de 2017. Nos últimos quatro anos, o número de brasileiros residindo em Portugal registrou um aumento – batendo recorde em 2020.

“E aí veio a pandemia e fechou as fronteiras. Mas as pessoas só suspenderam seus processos migratórios nesse período”, afirma Cyntia de Paula, presidente da Casa do Brasil de Lisboa, entidade que auxilia os imigrantes no país. “Quando abriram as porteiras, as pessoas voltaram a procurar Portugal em peso.”

É o caso de Maicon (que não quis ter seu sobrenome divulgado pela reportagem), que começou a planejar a mudança para Portugal em 2019. Casado e com dois filhos, ele trabalhou por dez anos na construção civil no Brasil, mas foi perdendo espaço na área e, há dois anos, passou a atuar como motorista de carreta.

“Eu sempre lutei para ter um conforto no Brasil para mim e para os meus filhos. Trabalhava muito e as coisas não progrediam, não conseguia suprir as necessidades básicas da minha família”, diz.

Instalado na região de Aveiro, no Centro de Portugal, conseguiu um emprego como ajudante de serralheiro e também já deu início ao processo de regularização de sua situação. Agora, aguarda a chegada da esposa e dos filhos, programada para janeiro.

“Não vim para ficar rico, mas para oferecer aos meus filhos uma qualidade de vida melhor e conseguir alguma estabilidade financeira”, conta.

“No início é perrengue mesmo, mas está valendo a pena. Aqui a alimentação é barata, o lazer é barato. No Brasil, eu estava me privando de comer carne com um salário bom. Aqui eu já estou enjoado de comer picanha.”

Perfis variados

Hoje, residem em Portugal cerca de 214.500 cidadãos brasileiros, de acordo com números de novembro do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O dado, porém, exclui aqueles em situação irregular e os que também possuem cidadania portuguesa ou de outro país europeu.

Os imigrantes no país têm perfis variados, afirma Cyntia de Paula. “Temos uma imigração não somente para o trabalho não qualificado, mas também de muitos profissionais de perfil qualificado, não apenas em termos de escolaridade, como com muitos anos de experiência. Esses não vinham antes com tanta expressividade, e agora vêm.”

Além disso, segundo ela, há registro de chegada de muitas famílias e um fluxo regular de estudantes brasileiros a Portugal.

A advogada paulista Beatriz Menezes, de 28 anos, faz parte desse último grupo. Após uma experiência profissional ruim, ela decidiu tirar alguns projetos do papel e passou a pesquisar as oportunidades de estudo em Portugal.

Beatriz Menezes está entre os estudantes que têm buscado oportunidades no país — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Beatriz Menezes está entre os estudantes que têm buscado oportunidades no país — Foto: Arquivo pessoal via BBC

“Na minha cabeça, estudar na Europa era algo impensável do ponto de vista financeiro. Mas conheci uma pessoa que fazia o curso que hoje faço aqui, um mestrado em Direito Administrativo na Universidade de Lisboa, e descobri que não era bem assim. Gastaria mais ou menos a mesma coisa estudando aqui ou em uma boa faculdade no Brasil”, diz.

Ela chegou a Portugal em outubro, depois de adiar os planos por alguns meses em razão da pandemia. Mas já pensa na possibilidade de prolongar sua estadia no país após a conclusão do curso, que tem duração de dois anos.

“Me encantei por Lisboa, e tenho certeza de que todo esse impacto da pandemia e de um governo ineficiente vai perdurar no Brasil. Isso me faz considerar ficar por aqui”, afirma.

Foi o que fez o publicitário paulista Leandro Guimarães, de 38 anos. Ele chegou ao país no segundo semestre de 2019 para ficar por um ano, enquanto cursava uma pós-graduação em Comunicação de Cultura e Indústrias Criativas, na Universidade Nova de Lisboa.

Nos meses seguintes à conclusão do curso, com o visto caducado, decidiu entrar com uma manifestação de interesse para se regularizar no país. “Dei início ao processo em setembro do ano passado, com a expectativa de que ele durasse oito meses. Atualmente, estou esperando há um ano e dois meses”, diz.

Com a regularização em andamento, ele se viu diante de duas possibilidades: permanecer em Portugal em situação irregular ou voltar ao Brasil e correr o risco de perder o processo. Optou pela segunda.

Ao longo dos meses, decidiu voltar a Portugal e passou a procurar, à distância, um emprego no país. “Achei essa empresa que cuida de mobilidade internacional e comecei a trabalhar para eles em agosto, ainda do Brasil”, conta ele que, com o contrato em mãos, voltou a Lisboa em outubro.

“Tive essa experiência primeiro como estudante, depois entendi que seria um mercado promissor para Comunicação e Tecnologia, porque muitos portugueses saíram do país. Eu gosto do fato de Portugal ser um país pequeno, e de Lisboa oferecer serviços de capital numa cidade do tamanho de Sorocaba. Faço muita coisa a pé, estou perto da natureza. E só de ter segurança já é um ganho enorme.”

Regularização e problemas

Quem vive legalmente em território nacional por cinco anos tem direito a aplicar para a naturalização, obtendo a cidadania portuguesa. Esse prazo só começa a contar, porém, a partir do momento em que o imigrante consegue sua autorização de residência – ou seja, quando passa a estar em situação regular.

Os Artigos 88 e 89 da Lei dos Estrangeiros são os que permitem àqueles sem visto em Portugal, ou com o visto caducado, se regularizarem no país, por meio de contrato de trabalho ou como prestadores de serviços.

Para isso, eles devem dar entrada no processo online, apresentar uma série de documentos, ter número de inscrição fiscal e estar contribuindo para a Segurança Social. Esse processo, porém, pode levar anos para ser concluído.

“Como existe a possibilidade de regularização em território nacional, muita gente opta por essa estratégia. Mas durante esse processo, que pode demorar até quatro anos, essas pessoas enfrentam muita instabilidade”, diz Cyntia de Paula.

“Os imigrantes em situação irregular enfrentam dificuldades práticas e correm risco maior de exploração laboral, trabalhando em condições à margem da legalidade. Também correm o risco de expulsão e de não poder retornar ao país por alguns anos”, afirma Vasco Malta, chefe da missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Portugal.

Cyntia relata que, durante a pandemia, muitos imigrantes perderam o emprego. Sem contrato ou acesso a programas de auxílio do governo, eles ficaram sem rendimento de um dia para o outro.

Além disso, apesar da medida emergencial do governo que regularizou temporariamente todos os imigrantes no país, de modo a garantir seu acesso ao Sistema Nacional de Saúde, muitos enfrentaram dificuldades para se vacinar contra a Covid-19.

A OIM fornece apoio a imigrantes que queiram voltar ao seu país de origem, mas não conseguem fazê-lo por falta de recursos, por meio do Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e Reintegração (ARVoRe). A grande maioria dos atendidos é brasileira, e o percentual atingiu 97,9% em 2020.

Em 2021, contudo, a participação dos cidadãos brasileiros no total caiu para 83%, considerando os dados até outubro.

De acordo com o chefe da missão, embora não haja dados para explicar a redução, ela estaria ligada à evolução negativa da pandemia no Brasil, além de uma melhora no cenário econômico e no mercado de emprego em Portugal durante os meses do verão europeu (de junho a setembro). Ele também cita a continuidade dos processos de regularização pelo SEF.

Malta afirma que é essencial que os brasileiros busquem a entrada em Portugal de maneira regular e se planejem antes da viagem.

“Planejar-se é absolutamente fundamental, as pessoas precisam saber o que vão encontrar, até para gerir expectativas. O custo de vida em Lisboa e no Porto continua altíssimo, assim como o valor do arrendamento [aluguel]. A crise de matérias-primas também impacta o custo de vida das pessoas”, diz.

O preço elevado dos aluguéis, especialmente nos grandes centros, é uma reclamação recorrente entre os imigrantes brasileiros no país, assim como as dificuldades relacionadas ao preconceito de portugueses com o grupo e com o sotaque brasileiro.

“Em razão de vários estereótipos relacionados à comunidade brasileira, muitos imigrantes têm dificuldade de encontrar trabalho qualificado. Eles sentem que seu percurso profissional fica dentro do avião. Há também dificuldades de integração, em especial para as mulheres brasileiras”, diz a presidente da Casa do Brasil de Lisboa.

De acordo com Maicon, muitos proprietários pedem até três cauções de adiantamento para alugar um imóvel. “E os portugueses nem sempre são simpáticos aos brasileiros”, afirma ele, que também recomenda muito planejamento a quem pensa em emigrar.

“Vi vários relatos de pessoas passando até fome aqui. E acho que, se não tivesse demorado tanto tempo para vir, eu também estaria passando por alguns apertos por falta de informação e de planejamento.”

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‘Papa, você é um herege’, grita padre ortodoxo durante passagem de Francisco em Atenas

O pontífice foi atacado verbalmente quando entrava no arcebispado ortodoxo de Atenas, para se encontrar com o chefe da Igreja Ortodoxa Grega.

Por g1

Um padre ortodoxo grego atacou verbalmente o Papa Francisco neste sábado (4), durante visita do pontífice ao arcebispado ortodoxo em Atenas, na Grécia.

O padre Ioannis Diotis gritou: “Papa, você é um herege”, enquanto Francisco entrava no local para se encontrar com o chefe da Igreja Ortodoxa Grega.

Diotis precisou ser controlado pela polícia e levado para longe do local.

“Eu disse que ele é um herege, para se arrepender. É inaceitável o Papa na Grécia, ele deveria se arrepender”, disse o padre aos repórteres que estavam no local.

Testemunhas disseram que ele gritou alto o suficiente para que o Papa ouvisse a comoção.

Em 2001, uma visita do Papa João Paulo II foi recebida com o protesto de monges e clérigos ortodoxos. Foi a primeira visita de um papa à Grécia desde o Grande Cisma, a divisão do Cristianismo em Oriente e Ocidente.

Na ocasião, João Paulo II pediu perdão por erros históricos cometidos por católicos aos cristãos ortodoxos durante aquela viagem, o que ajudou a facilitar as relações difíceis entre as duas igrejas.

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Líder de grupo negacionista italiano diz que vai se vacinar após quase ir para a UTI com Covid-19

Lorenzo Damiano, de 56 anos, teria contraído a Covid-19 durante uma viagem que fez à cidade de Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina.

Por g1

Lorenzo Damiano em foto sem data — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Lorenzo Damiano em foto sem data — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O líder de um grupo negacionista italiano, que espalhava desinformação sobre as vacinas, afirmou que vai se vacinar após quase ir para a UTI com Covid-19.

Segundo a agência italiana de notícias Ansa, Lorenzo Damiano, de 56 anos, organizava manifestações contra a obrigatoriedade do passaporte sanitário em Treviso, na região do Vêneto.

Ele teria contraído a Covid-19 durante uma viagem que fez à cidade de Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina.

“Depois deste período, tenho agora outra visão do mundo e vou me vacinar”, disse Damiano em entrevistas para a imprensa local.

O agora ex-antivacina chegou a ficar uma semana internado na unidade de terapia semi-intensiva do hospital de Vittorio Veneto.

Ele foi um dos fundadores de um movimento que propõe processar os responsáveis pelo que chamava de “grande esquema de um vírus criado de propósito”.

Além disso, ele afirmava que “a vacina não vem de Deus”.

Com outra opinião, ele disse agora que vai se vacinar “quando Deus quiser”, e que “o mundo inteiro tem que saber o quão importante é seguir a ciência coletivamente”.

“Às vezes, é preciso passar por uma porta estreita para entender as coisas como elas são”, reconheceu Damiano. “Vacinem-se todos.”

A Itália já vacinou cerca de 74% de sua população com as duas doses da vacina, segundo balanço mais recente da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford.

Mesmo com um número bastante acima da média mundial (42,7%), o governo italiano reconhece que mais de 6 milhões de pessoas ainda não tomaram sequer a primeira dose.

O país instaurou a criação de um polêmico passaporte sanitário para tentar driblar a recente alta nos casos – principalmente entre os não vacinados.

Sem a vacinação, teste ou comprovante de que já pegou Covid, o cidadão pode ser impedido de realizar praticamente qualquer atividade, inclusive frequentar locais de trabalho.

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‘Eu amo, fui abençoado’, diz turco com o maior nariz do mundo segundo livro dos recordes

Mehmet Ozyurek ostenta seus 8,8 centímetros de nariz há mais de duas décadas, invencível, segundo o Guinness World Records.

Por g1

O turco Mehmet Ozyurek permanece como o maior narigudo do mundo há mais de duas décadas, segundo o livro dos recordes.

“Eu amo o meu nariz, é claro… eu fui abençoado”, disse em entrevista ao Guinness World Records.

Ozyurek, com seus 8,8 centímetros, é considerado o homem vivo com maior nariz desde 2001, quando teve sua primeira medição oficial.

Mehmet Ozyurek ostenta um nariz de 8,8 centímetros. — Foto: Reprodução/Guinness

Mehmet Ozyurek ostenta um nariz de 8,8 centímetros. — Foto: Reprodução/Guinness

“Eu amo essa minha característica”, disse o narigudo. “O mundo também, o Guinness e, é claro, minha esposa!”

Apesar de nariz e orelhas crescerem durante a vida, o de Ozyurek continua com a mesma medida há 20 anos – pouco maior que uma carta de baralho, da base à ponta.

Ozyurek nasceu na Turquia em 1949 é um célebre morador da cidade de Artvin, no nordeste do país, a mil quilômetros da capital Ancara.

Ele explicou ao livro dos recordes que acredita que seu narigão seja uma característica genética, que herdou do pai e dos tios, que também tinham narizes avantajados.

“Nenhum médico conseguiu me explicar o porquê”, ponderou Ozyurek.

O turco, no entanto, diz que nem sempre levou essa sua característica especial com tranquilidade. Quando criança, sofria bullying dos amigos.

“Eles me chamavam de narigão para me deixar mal”, lamenta. “Mas eu resolvi olhar para mim. Eu olhei no espelho e me descobri.”

“Deus me fez assim, não tem nada que pode ser feito contra isso. Eu aprendi a viver em paz com meu físico”, disse Ozyurek.

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O migrante que se arriscou no Canal da Mancha em pedalinho: ‘prefiro morte a ficar na França’

BBC acompanhou grupo de homens tentando a sorte na perigosa travessia entre a França e a Inglaterra.

Por BBC

02/12/2021 15h10  Atualizado há 14 horas

O migrante que se arriscou no Canal da Mancha em pedalinho: 'prefiro morte a ficar na França' — Foto: Reprodução/BBC

O migrante que se arriscou no Canal da Mancha em pedalinho: ‘prefiro morte a ficar na França’ — Foto: Reprodução/BBC

Todos os dias, dezenas ou centenas de imigrantes tentam atravessar o Canal da Mancha, que separa o norte da França da ilha da Grã-Bretanha.

O objetivo dessas pessoas é chegar ao Reino Unido em busca de uma melhor condição de vida.

Mas a travessia é considerada perigosa por suas tempestades, frequentes neblinas que reduzem a visibilidade e correntes fortes.

Muitos morrem durante a jornada.

São pessoas que deixaram seus países de origem, a maioria no Oriente Médio e na África, fugindo de perseguições, conflitos civis e guerras.

Muitos não veem outra opção a não ser tentar a sorte na Europa, onde acreditam que terão mais oportunidades.

Esse é o caso de Sultan. Ele e um grupo de jovens do Sudão foram alguns dos milhares de imigrantes que chegaram ao norte da França para tentar a travessia.

Os jornalistas Julien Goudichaud e Daisy Walsh, da BBC, o acompanharam durante um ano, entre tentativas fracassadas (e uma bem-sucedida) de chegar a território inglês.

Sultan entendia os riscos da jornada e sabia que poderia morrer.

Sua primeira tentativa de chegar à Inglaterra não deu certo. Ele e outros homens haviam roubado um pedalinho e se lançaram ao mar, que não estava em boas condições.

O grupo passou oito horas à deriva antes de ser avistado pela guarda costeira francesa, que tentou resgatá-los.

Mas eles recusaram.

“Depois de um tempo, o barco encheu de água de um lado e virou”, lembra Sultan.

De volta ao território francês, sem seus companheiros e sem ter onde morar, o jovem permanecia determinado a cruzar o canal.

Ele chegou ao Reino Unido meses depois e agora aguarda decisão sobre seu pedido de refúgio em Manchester, na Inglaterra.

Assista ao vídeo.

Na última semana, 27 imigrantes morreram afogados depois que um barco com destino ao Reino Unido virou no Canal da Mancha.

Foi a pior tragédia envolvendo imigrantes já registrada no canal, desde que dados desse tipo começaram a ser coletados, em 2014.

Entre os 27 mortos, havia pelo menos sete mulheres e três crianças.

Segundo o presidente da França, Emmanuel Macron, desde o início de 2021, 1.552 criminosos foram presos no norte da França e 44 redes de contrabandistas foram desmanteladas.

Apesar disso, 47 mil tentativas de travessia do Canal da Mancha da França para o Reino Unido ocorreram apenas neste ano e 7,8 mil imigrantes foram resgatados, acrescentou o presidente francês.

O Reino Unido se comprometeu a pagar à França 62,7 milhões de euros (R$ 400 milhões) durante 2021-22 para ajudar a aumentar o patrulhamento policial ao longo de sua costa, a vigilância aérea e a infraestrutura de segurança nos portos.

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Shincheonji: jovem conta como foi recrutada por igreja de ‘pastor prometido’

Britânica relata sua entrada na polêmica igreja suspeita de funcionar como uma seita e alienar seus membros.

Por BBC

Shincheonji: jovem conta como foi recrutada por igreja de ‘pastor prometido’ — Foto: Reprodução/BBC

Shincheonji: jovem conta como foi recrutada por igreja de ‘pastor prometido’ — Foto: Reprodução/BBC

Estima-se que mais de 2 mil grupos religiosos suspeitos de serem “seitas” funcionem no Reino Unido, e muitos deles recrutam estudantes.

Jess, uma ex-aluna da Universidade de Salford, conta que foi abordada dentro do campus por dois rapazes, que a convidaram para um “café com Deus”.

Na época, ela estava fragilizada por causa da morte repetina do pai.

A dupla era integrante da Igreja Shincheonji de Jesus, que foi fundada na Coreia do Sul em 1984 e tem fiéis em diversos lugares do mundo.

Os seguidores acreditam que o líder Lee Man-hee, que se autodenomina o “pastor prometido”, vai levar 144 mil pessoas ao paraíso após a segunda vinda de Cristo à Terra.

“Eu me tornei uma pessoa completamente diferente. Perdi motivação com relação aos meus estudos”, diz Jess, sobre a época em que frequentava as reuniões do grupo em salas da universidade.

Ela conta que passou a se dedicar intensamente às atividades da igreja e deixar a universidade em segundo plano.

Um porta-voz da Shincheonji diz que o grupo não é uma seita e nega que controle ou manipule seus membros.

A Universidade de Salford diz que o campus é aberto ao público, o que pode causar desafios com relação ao monitoramento de ações feitas por entidades externas.

Confira no vídeo como Jess descobriu que estava dentro de uma organização religiosa polêmica.

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Ex-presidente Macri vira réu por suposta espionagem sobre naufrágio de submarino na Argentina

Macri é acusado de facilitar a espionagem para obter dados pessoais e informações sobre os familiares dos tripulantes do submarino.

Por g1

O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri virou réu por supostamente ter espionado famílias dos 44 marinheiros mortos do submarino militar ARA San Juan em 2017, quando ocupava a presidência, informou o juiz encarregado da investigação nesta quarta-feira (1º).

Na acusação formal, o juiz Martín Bava disse que Macri responderá em liberdade, mas estará proibido de deixar a Argentina. É o primeiro processo formal contra o ex-presidente desde que ele deixou o cargo, em 2019, segundo o “Clarín”.

“As práticas ilegais que se suspeitam nesta resolução nos remontam às épocas mais obscuras de nosso país”, disse o magistrado, referindo-se à Ditadura Militar argentina nas décadas de 1970 e 1980.

Argentina considera praticamente impossível resgate dos destroços do submarino

Macri é acusado de facilitar a espionagem para obter dados pessoais e informações sobre os familiares dos tripulantes do submarino. Inclusive, segundo o juiz, para verificar informações como opiniões políticas e participação em organizações sociais, sindicais e partidárias.

“É uma perseguição política”, disse Macri sobre o processo, durante visita ao Chile nesta quarta.

Macri presidiu a Argentina entre 2016 e 2019, quando perdeu a eleição para o atual presidente, Alberto Fernández.

O naufrágio do submarino ARA San Juan

O ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, quando voltava do porto de Ushuaia, onde havia feito exercícios militares, para a base naval de Mar del Plata.

Horas antes, o comandante tinha feito o alerta de uma falha provocada pela entrada de água por um duto de ventilação que vazou no compartimento das baterias elétricas e produziu um princípio de incêndio.

Embora a Marinha argentina tenha garantido em várias ocasiões que essa falha foi “corrigida” e que o San Juan continuou navegando para Mar del Plata, o certo é que seu rastro foi perdido e nunca chegou ao porto dessa cidade, onde deveria ter atracado em 19 de novembro.

Só um ano depois do desaparecimento, o submarino foi encontrado em uma região de cânions (espécie de rios submarinos), a 907 metros de profundidade, e a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia, onde se tinha montado o centro de operações durante a busca.

Uma explosão submarina foi registrada no local três horas depois da última comunicação com o submarino, quando o capitão da embarcação reportou a superação de uma falha no sistema de baterias devido à entrada de água pelo snorkel.

Submarino argentino é localizado  — Foto: Juliane Souza/G1

Submarino argentino é localizado — Foto: Juliane Souza/G1

Após especulações sobre a situação do submarino e sobre sua capacidade de renovar o oxigênio a bordo, essa tese da explosão passou a ser uma pista para a causa do acidente.

Ela explicaria a ausência da ativação da baliza de emergência e a interrupção completa das comunicações do submarino.

Alguns tripulantes comentaram que a embarcação tinha sido seguida por navios ingleses. Alguns familiares pensam que poderiam ter passado pela zona de exclusão das Ilhas Malvinas, cuja soberania motivou um conflito entre Argentina e Grã-Bretanha em 1982.

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