Em aventura na Transiberiana, brasileira percorre a Rússia de trem com filha de 2 anos

Por Lara Pinheiro, G1

Imagine percorrer 9,3 mil quilômetros de trem: agora, imagine fazer o mesmo pela Sibéria, e levando uma criança de 2 anos.

Pois foi exatamente isso o que a brasileira Gabriela Antunes, de 36 anos, acabou de fazer: entre 22 de julho e 24 de agosto, ela viajou de Vladivostok até Moscou, na Rússia, atravessando o país de trem pela ferrovia Transiberiana.

Junto com ela estava a filha, Olívia, que completou 2 anos em junho.

E nem pensou em deixar Olívia de fora: “Achei legal essa ideia da mãe Rússia, de fazer a viagem mãe e filha”, contou ao G1, que acompanhou (a distância) essa aventura.

Depois de saírem de casa, em Lisboa, no começo de julho, Gabriela e Olívia embarcaram em uma verdadeira aventura pan-europeia. Antes de chegarem à Rússia, passaram por SuíçaFrançaAlemanha e duas cidades na Ucrânia – de onde seguiram de avião para Moscou. Na capital russa, embarcaram em outro voo, para Vladivostok, no extremo leste do país – onde finalmente pegaram o trem para fazer o caminho de volta à capital.

Se não tivessem feito as paradas pelo caminho (veja mapa), a viagem direta teria durado 6 dias. A brasileira comprou os bilhetes com antecedência, pela internet. “Que bom, porque é um caos comprar nas estações”, relatou, depois de precisar mudar a data de uma das passagens presencialmente.

Sem recorrer a agências, pediu ajuda a uma amiga ucraniana em Lisboa para entender o russo e acertar nos trajetos; ela teve que comprar cada trecho individualmente, porque o trem não permitia subidas e descidas com a mesma passagem (modalidade hop-on, hop-off).

Só com os bilhetes, calcula ter gastado, ao todo, 550 euros (R$ 2.460). Como ela escolheu viajar de forma econômica, também não pegou os trens de primeira classe.

A brasileira escolheu as paradas que faria levando em conta, principalmente, o horário de saída e chegada, sem dar prioridade ao conforto das acomodações. O maior trecho que passou dentro do trem, entre Khabarovsk e Ulan-Ude, durou 56 horas.

“Você percebe que esse não é um trem para turistas; é o meio de transporte da galera que vive aqui. Todo mundo viaja nele: [para] quem mora por aqui, esse trem é essencial – a veia central da Rússia”, contou.

Solidariedade

Gabriela e Olívia começaram a viagem pela Rússia sozinhas – mas logo começaram a fazer amigos por onde passavam, e contaram com a solidariedade russa durante toda a aventura.

“Eles são muito amigáveis com pessoas com criança. Se você não tiver uma criança e for uma turista jovem, ou estudante, talvez eles não sejam tão simpáticos. Não sei. Comigo? Nossa, maravilhoso. Sempre sorrisos”, disse.

Em Vladivostok, a primeira parada, conheceram um grupo de russos que mudaria a viagem delas: eles falavam português, e, como dois deles ensinavam capoeira, acabaram fazendo com que as duas fossem recebidas por outras pessoas praticantes do esporte por todo o país.

A “conexão capoeira”, como disse Gabriela, “transformou completamente” a viagem das duas.

“[Quando cheguei a Vladivostok], eu pensei: a partir de agora estou completamente sozinha”, disse.

“É o mais incrível de viajar. Você vai para o lugar mais longe, a 9 mil quilômetros de casa, aonde sempre quis ir mas sempre teve medo. É você entrar uma estranha e, dois dias depois, ter amigos e pensar, eu poderia morar aqui”, disse a brasileira.

A solidariedade russa apareceu logo que a dupla embarcou para a cidade seguinte, Khabarovsk. Assim que entrou no trem, Gabriela percebeu que havia esquecido os tênis no hostel. Uma amiga que tinha feito em Vladivostok, que morava na cidade e embarcava no horário seguinte, levou os sapatos.

E não só isso: levou também as duas para conhecerem a cidade. A moça, que também tinha uma filha, acabou emprestando o carrinho da própria bebê a Olívia para o passeio:

“Ela me disse assim: a sua viagem já é muito difícil. Então a gente tem a obrigação de te ajudar a simplificar a vida o máximo que conseguir. Imagina, eu tinha acabado de conhecê-la e ela largou todos os compromissos que tinha para passar o dia comigo”, observou.

A cidade em si, além de seus habitantes, também ganhou o coração da brasileira. Não foi o caso da parada seguinte do trem, Ulan-Ude. Na cidade, na fronteira da Rússia com a Mongólia, não havia muito o que fazer — exceto por um detalhe curioso:

“Não tem muito o que fazer, tirando a cabeça gigante do Lênin. E não é um busto, é uma cabeça!”, disse Gabriela sobre a cidade.

Mesmo assim, as duas acabaram encontrando figuras interessantes: um grupo de turistas franceses, da terceira idade, que fazia o trajeto entre Paris e Pequim de carro, e uma família russa que as levou para um templo budista na cidade — onde todos acabaram participando, juntos, de um ritual da religião.

Em Goryachinsk, as duas fizeram uma pausa para visitar o Lago Baikal, onde acamparam em casinhas de madeira e experimentaram a sauna russa, a banya.

“Este lugar é absolutamente maravilhoso! Estamos no paraíso. É uma comunidade, todo mundo cuida da Olívia, eu deixo ela solta pelo terreno, brincando, correndo, indo nas casinhas das outras pessoas. Liberdade total”, comentou Gabriela.

Lá, ela confirmou outros rumores: “Realmente, os russos, alguns deles começam a tomar vodka às 8h da manhã”, contou.

De todos os lugares que visitaram, Kazan foi a cidade preferida da brasileira.

“Sem dúvida, foi a mais bonita de todas: lindíssima, à beira do rio Volga”, relatou. “Talvez a mais antiga [que visitaram], com casas medievais, histórias legais… É uma cultura muito à parte, diferente”, disse.

Kazan é a capital da República do Tatarstão, região russa onde cerca de metade da população é do povo tatar, cuja religião é o Islã.

Reencontro

A dupla não atravessou a Rússia inteira sozinha. Em Nizhny Novgorod, já perto de Moscou, Gabriela e Olívia se reencontraram com João, marido dela e pai da pequena. Na verdade, a reunião terminou sendo uma surpresa — porque as duas haviam saído um dia antes do planejado de Kazan, a parada anterior.

Graças a uma dupla de fotógrafos que conheceram no caminho, conseguiram planejar para que o reencontro fosse filmado e fotografado. E mais: as duas vestiram roupas tradicionais russas para encontrá-lo — em plena estação de trem da cidade.

Os três acabaram também fazendo um ensaio de fotos com Gabriela e Olívia em roupas russas tradicionais.

João, que é português, não pôde viajar com as duas porque, ao contrário da brasileira, não teve férias nesse período. O passaporte europeu também complicaria a obtenção do visto russo, que exige detalhes da duração da estadia em cada cidade visitada.

“Nos últimos anos, a única razão que impedia era eu — era agora ou nunca”, explicou João. “Surgiu essa oportunidade e achei que ela devia fazer o sonho dela”. Por terem passaporte brasileiro, ela e Olívia não precisaram de visto para visitar a Rússia.

“Nunca me senti tão bem, tão forte. Foi a minha viagem de maior aprendizado”, contou a brasileira.

Juntos, os três visitaram o motivo da visita de Gabriela ao país: São Petersburgo. Mas a cidade acabou não atendendo às expectativas do casal.

“A cidade foi uma grande surpresa pra gente: muita gente, muita confusão, muito caos, é muito mais estressante do que Moscou, por exemplo, do que todos os lugares onde nós passamos.”

Olívia: a rainha da sociabilidade

O temperamento de Olívia contribuiu, definitivamente, para a empreitada dar certo – e, inclusive, ajudou a quebrar o gelo com as pessoas, na opinião de Gabriela.

“A Olívia é muito docinha. Ela agradece, se despede, joga beijinho, abraça, beija. Quando ela está com vontade, vai, abraça você e estende o braço pra você pegar no colo. Quando ela não está com vontade, te joga beijinho de longe”, conta a brasileira sobre a filha.

Mesmo assim, manter a pequena feliz não foi tarefa fácil. “Aprendi que a melhor maneira de lidar com birra de criança é dar muita atenção pra ela, conversar. Então, fica a dica – não é brigar com a criança, não. E, sim, dar muito amor — que, aí, ela joga no nosso time”, explicou Gabriela.

Para garantir uma bebê contente, Gabriela se certificou de reservar dias inteiros só para ela – sem celular, redes sociais e, nem mesmo, fotos. Até abril deste ano, a brasileira nem tinha uma conta no Instagram; hoje, depois da viagem, tem mais de 11,6 mil seguidores.

Na rede, recebeu muitos comentários positivos: “Se a gente estiver conseguindo, de alguma maneira, com a nossa história, fazer com que as pessoas tenham esperança, então acho que é legal, né? Acho que valeu a pena.”

Mãe viaja?

Mesmo antes de Olívia nascer, Gabriela e João já tinham planos de continuar viajando: juntos desde 2008, calculam já ter visitado 63 países. Olívia, com apenas 2 anos, foi a cerca de 15. A mãe da pequena garante que não vê nada de extraordinário no estilo de vida da família:

João, que é ator, começou um emprego novo em fevereiro, para garantir melhor estabilidade financeira ao casal.

Gabriela está escrevendo um livro sobre as aventuras na Sibéria – e, para o futuro, planeja continuar viajando: neste ano, ainda vai para Marrocos e Inglaterra. No ano que vem, para Escócia e Coreia do Sul. E quer visitar a Rússia de novo, claro.

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Filhote de elefante com prótese em pata ganha novo lar na Tailândia

Por G1

Uma filhote de elefante de três anos que ganhou uma prótese em uma de suas patas foi transferida para um novo lar na noite de quinta-feira (12), na Tailândia.

Fa Jam ficou gravemente ferida depois de ser presa por uma armadilha em 2016. Após ser resgatada, ela ganhou a prótese para substituir uma de suas patas dianteiras.

“Espero que ela seja feliz em seu novo lar. Estamos tristes, mas sabíamos desde o início que seria assim”, disse Kampon Tansacha, diretor do Nong Nuch Tropical Garden, onde a elefante foi tratada. “O que me preocupa mais é que você sabe que ela vai ficar grande, não sabemos o que vai acontecer (com a prótese). Mas o local para onde ela irá vai saber o que fazer”, acrescentou.

Fa Jam foi levada ao Centro de Conservação de Elefantes Thai, na província de Lampang, em uma viagem de 16 horas, para viver com outros elefantes feridos.

Segundo Tansacha, o transporte foi programado para o período noturno para que Fa Jam ficasse mais tranquila. Além disso, paradas seriam feitas para que ela sentisse menos estresse. “Filhotes e elefantes jovens, com menos de dez anos, ficam estressados facilmente”, explicou.

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Congresso da Califórnia aprova lei que proíbe prisões privadas

Por G1

Legisladores da Califórnia (Estados Unidos) aprovaram na quarta-feira (11) lei para proibir o uso de presídios privados ou mantidos com fins lucrativos no estado. O texto ainda depende de aprovação do governador californiano, Gavin Newsom – que sinalizou ser a favor da medida em janeiro, ainda no discurso de posse.

A legislação vale tanto para presídios destinados a criminosos comuns como centros para detidos em ações civis. Isso significa que, na prática, algumas casas de custódia para imigrantes clandestinos na Califórnia mantidas pela iniciativa privada também devem ser proibidas.

Se sancionada, a proibição aos presídios concedidos à iniciativa privada deve começar em 2028, segundo o jornal “San Francisco Chronicle”. A Califórnia também não poderia assinar ou renovar contratos para prisões do tipo a partir de 1º de janeiro de 2020.

A lei ainda prevê uma exceção: em caso de aumento na população carcerária, com autorização da Justiça. Hoje, há cerca de 115 mil detentos em prisões na Califórnia. Em presídios privados, apenas cerca de 2 mil.

Centros para imigrantes

A alteração no texto que acaba por incluir os centros de detenção para imigrantes foi incluída dias depois da crise desencadeada pela revelação das más condições dessas casas de custódia.

Uma reportagem do jornal britânico “The Guardian” informa que há quatro grandes centros para imigrantes na Califórnia, com capacidade para 4,5 mil detentos.

Xerifes são contra

A lei recebe oposição dos xerifes da Califórnia, que argumentam que a medida permitirá um aumento da população carcerária nas mãos do Estado acima de um limite. Com isso, o poder público poderia ser obrigado a remover os presidiários mais perigosos a pequenas prisões nas cidades.

Além disso, segundo o “Chronicle”, a aprovação custaria aos cofres da Califórnia mais de US$ 100 milhões por ano – o custo médio de manter um interno em uma prisão estadual aumentou mais do que o dobro do que o de uma instituição privada.

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Cliente estaciona mal em supermercado na Argentina e encontra veículo cercado por carrinhos

Por G1


Com pressa, um motorista da Argentina deixou o carro no primeiro espaço livre que achou em um estacionamento na região metropolitana de Buenos Aires. Quando retornou, encontrou o veículo cercado por carrinhos de supermercado.

O caso ocorreu no domingo passado (8), segundo a imprensa argentina. O professor Arnold Angelini, que passava pelo local, registrou a cena inusitada nas redes sociais. As fotografias rapidamente viralizaram.

“A verdade é que tem que ser muito otário para estacionar um carro no setor de carrinhos de supermercado”, escreveu no Facebook.

Em entrevista ao canal de TV Todo Noticias, Angelini disse que o centro comercial estava bastante cheio – era fim de tarde, e várias pessoas estavam no local. Ainda assim, a testemunha aplaudiu a atitude dos funcionários.

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Trump não descarta suspender sanções ao Irã para se reunir com Rouhani


Por France Presse

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, não descartou nesta quarta-feira (11) uma eventual suspensão das sanções contra o Irã para abrir caminho para um encontro com seu contraparte iraniano, Hassan Rouhani.

Consultado no Salão Oval sobre a possibilidade de suspender as sanções que sufocam a economia iraniana visando um possível encontro com Rouhani, Trump limitou-se a responder: “Vamos ver”.

“Acho que o Irã tem um potencial enorme (…). Esperamos poder chegar a um acordo”, acrescentou, voltando a insistir na ideia de que Teerã “quer alcançar um acordo”.

Mas Trump também fez advertências a Teerã.

“Não podemos permitir que o Irã tenha armas nucleares (…). O enriquecimento de urânio será muito perigoso para eles”, afirmou.

Segundo a agência Bloomberg, recentemente Trump falou abertamente durante uma reunião na Casa Branca sobre a possibilidade de suavizar as sanções impostas a Teerã em troca de um encontro com Rouhani.

A ideia do presidente tem apoiadores no governo, como o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e críticos, liderados pelo ex-assessor de Segurança Nacional John Bolton.

A demissão de Bolton, na terça-feira, pode ajudar a tornar realidade um encontro considerado impossível durante muito tempo.

“A ideia de que o Irã receba benefícios econômicos tangíveis somente por deixar de fazer aquilo que jamais deveria ter feito está descartada”, disse Bolton no final de agosto.

Enquanto isso, Teerã voltou a rejeitar a ideia de uma cúpula entre os dois presidentes sem a suspensão prévia das sanções.

“Enquanto o governo dos Estados Unidos mantiver seu terrorismo econômico e as sanções cruéis sobre o povo iraniano, não há espaço para negociações”, afirmou Majid Takht-Ravanchi, representante do Irã na ONU.

Em conversa por telefone nesta quarta-feira, Rouhani disse ao colega francês, Emmanuel Macron, que os diálogos com os Estados Unidos “não têm sentido” se as sanções não forem suspensas.

A atitude de Trump parece marcar um ponto de inflexão na posição linha-dura mantida por vários membros de sua equipe. Segundo a Casa Branca, Trump quer se encontrar com Rouhani sem condições prévias, ao mesmo tempo em que mantém as sanções.

“Não podemos ser mais claros sobre o fato de que estamos decididos a implementar esta campanha de pressão máxima e que não temos a intenção de outorgar exceções ou anulações”, disse no começo de setembro o enviado dos Estados Unidos ao Irã, Brian Hook.

“Os Estados Unidos estão intensificando sua campanha de máxima pressão”, reforçou na ocasião.

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Manifestantes tomam principal avenida de Buenos Aires em protesto por crise


Por France Presse

Milhares de manifestantes tomaram, nesta quarta-feira (11), a Avenida 9 de Julho, a principal de Buenos Aires, para pedir que seja decretada emergência alimentar na Argentina, que atravessa uma forte crise econômica em meio à corrida presidencial.

Militantes dos movimentos sociais anunciaram que vão acampar por 48 horas, a partir desta quarta, na avenida, em um dia com manifestações populares na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede da Presidência.

Famílias inteiras, com crianças, se preparavam para acampar na avenida, com mantas e brinquedos.

O Congresso deve receber na quinta-feira um projeto de lei de emergência alimentar, que permitiria aumentar os recursos destinados a subsídios.

“Queremos abertura de programas sociais. Também queremos aumento da receita para os programas vigentes”, declarou Eduardo Belliboni, um dos dirigentes.

No começo do protesto, houve incidentes com a polícia, que impediu o bloqueio do serviço transporte.

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Governo do Paraguai convoca embaixador do Brasil após incidente na fronteira

Por G1

O governo do Paraguai convocou nesta quarta-feira (11) o embaixador do Brasil no país, Carlos Simas Magalhães, para dar explicações após um incidente ocorrido na fronteira entre os países dois dias antes.

Em entrevista à rádio paraguaia ABC Cardinal, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas Palacios, afirmou que agentes da Polícia Federal brasileira ultrapassaram o limite entre os dois países no Rio Paraná durante perseguição a uma lancha que supostamente carregava entorpecentes.

Durante a caçada, os policiais brasileiros se depararam com bombeiros paraguaios, que levantaram as mãos e advertiram sobre a entrada irregular no território do país.

O caso ocorreu em um clube perto de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR) (veja mapa no fim da reportagem).

Em nota, o Ministério de Relações Exteriores do Paraguai afirmou que os dois diplomatas se reuniram nesta manhã. No encontro, o chanceler paraguaio disse ao embaixador brasileiro que “é necessário continuar com trabalhos conjuntos e mecanismos estabelecidos no âmbito dos órgãos de segurança de ambos os países” para evitar “a repetição de incidentes do tipo”.

G1 entrou em contato com o Itamaraty e a Polícia Federal, que, até a última atualização desta reportagem, não haviam comentado o caso.

Incidente na fronteira do Brasil com o Paraguai — Foto: Infografia: Dennis Barbosa/G1

Incidente na fronteira do Brasil com o Paraguai — Foto: Infografia: Dennis Barbosa/G1

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Entenda a complexidade da Cisjordânia e do Vale do Jordão


Por Deutsche Welle

A promessa eleitoral do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de anexar o Vale do Jordão na Cisjordânia foi recebida com forte condenação pela comunidade internacional, com a ONU e a União Europeia (UE) dizendo que isso seria ilegal à luz do direito internacional.

A Cisjordânia e os assentamentos israelenses instalados há décadas nesta área estão no cerne do conflito palestino-israelense.

Anexar mesmo uma parcela desse território teria consequências de longo alcance para os residentes da região e para o processo de paz como um todo.

Uma análise da natureza complexa da Cisjordânia e do Vale do Jordão ajuda a explicar por que a promessa de anexação de Netanyahu é tão controversa.

Origens da Cisjordânia

Quando o Plano de Partilha da Palestina, elaborado pela ONU em 1947, recomendou que a área fosse dividida entre um Estado árabe e um judeu, a região atualmente conhecida como Cisjordânia recaiu sob o território árabe-palestino proposto.

Após a declaração da ONU e o estabelecimento do Estado de Israel, eclodiram combates e guerras civis entre israelenses e palestinos apoiados pelos Estados árabes vizinhos, em torno do controle do território.

Como os esforços palestinos não tiveram êxito, as esperanças da formação de um Estado próprio esvaneceram-se e o futuro da região permaneceu incerto.

Os países vizinhos mantiveram suas próprias reivindicações sobre seus territórios na divisa com Israel e, como tal, o armistício jordaniano-israelense de 1949 estabeleceu as fronteiras do que hoje é conhecido como Cisjordânia.

Em 1950, o território foi formalmente anexado pela Jordânia e dividido pelo rio Jordão, com a população jordaniana em sua margem leste e a população palestina a oeste.

Ocupação israelense

No entanto, após a Guerra dos Seis Dias de 1967, a terceira e última guerra no conflito árabe-israelense, Israel ocupou a Cisjordânia, junto à Faixa de Gaza e as Colinas de Golã.

A ocupação israelense da Cisjordânia e suas reivindicações sobre os outros territórios nunca foram reconhecidas pela comunidade internacional.

Mesmo assim, a construção de assentamentos israelenses no território ocupado teve início entre as décadas de 1970 e 1980. Isso também foi considerado ilegal pela ONU e contestado pelos palestinos.

Poucos assentamentos foram levantados inicialmente, mas, no início dos anos 2000, eles já eram mais de 100 e estavam espalhados por toda a Cisjordânia.

A política de assentamentos, apoiando-os ou demolindo-os, tem sido o cerne da política interna israelense e um ponto sensível nas negociações de paz lideradas globalmente.

O que é o Vale do Jordão?

Em seu anúncio de anexação nesta semana, Netanyahu exibiu um mapa da área que se estende ao longo do rio Jordão e a linha do Armistício de 1949 com a vizinha Jordânia.

É nesta faixa da Cisjordânia que Netanyahu disse que poderia “aplicar imediatamente a soberania israelense”.

Essa área responde por um terço da Cisjordânia e hospeda 9 mil dos 400 mil israelenses que vivem nos territórios ocupados.

O vale do Jordão compreende 60% da área totalmente controlada por Israel na Cisjordânia e é considerado estrategicamente importante, pois abriga muitos interesses comerciais de Israel.

O grupo israelense de direitos humanos B’Tselem informou que cerca de 65 mil palestinos vivem atualmente nessa região.

A decisão de Netanyahu de anexar o Vale do Jordão é vista como o último e desesperado esforço para aumentar sua popularidade antes das eleições parlamentares da próxima semana, depois que ele não conseguiu formar uma coalizão de governo em meados deste ano, já que seu partido obteve uma vitória apertada na votação anterior.

Mas Netanyahu sempre se inclinou para a direita no tocante à política de assentamentos. Em março de 2017, seu gabinete de segurança aprovou a construção do primeiro novo assentamento em duas décadas na Cisjordânia.

Ele também foi encorajado pelo apoio do presidente Donald Trump, que saudou a anexação das Colinas de Golã pelo primeiro-ministro israelense. Sob esse prisma, o Vale do Jordão pode ser visto como a continuação das políticas de Netanyahu.

Consequências da anexação

Embora Israel já detenha o controle total da área, uma anexação formal de uma parcela tão grande da Cisjordânia enviaria um forte sinal quanto à soberania israelense sobre os territórios palestinos.

A medida vai recompensar e empoderar políticos de orientação de direita em Israel, que veem o Vale do Jordão como a fronteira leste do país e se opõem firmemente a uma solução de dois Estados.

Isso também seria um presente para os colonos israelenses, pois a anexação poderia legitimar ainda mais o desenvolvimento na região e tem o potencial de fazer com que os assentamentos aumentem.

A situação dos palestinos que vivem no Vale do Jordão também estaria incerta, pois não está claro nos planos de Netanyahu se eles seriam considerados cidadãos israelenses ou residentes com menos direitos.

Enfim, os críticos veem a anexação de qualquer parte do território da Cisjordânia como uma ameaça para alcançar uma paz sustentável e que bloqueia a busca global para pôr fim ao conflito palestino-israelense.

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EUA sinalizam que podem banir cigarro eletrônico com sabor

Por G1

Produtos para fumar cigarro eletrônico em um mostruário em Nova York — Foto: Mike Segar/Reuters

Produtos para fumar cigarro eletrônico em um mostruário em Nova York — Foto: Mike Segar/Reuters

O governo dos Estados Unidos poderá restringir a venda de cigarros eletrônicos com sabor, de acordo com indicações do presidente Donald Trump nesta quarta (11).

Trump teve uma reunião com o secretário de Saúde e Serviços Humanos do governo, Alex Azar II, e com Ned Sharpless, o comissário da agência que regulamenta comidas e drogas nos EUA (FDA, na sigla em inglês.

“Teremos que fazer algo a respeito” do problema do “vaping”, como é conhecido o hábito de fumar esses dispositivos, disse Trump.

A FDA vai fazer um plano, nas próximas semanas, para retirar do mercado todos os cigarros eletrônicos que não são de tabaco, de acordo com o secretário.

A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, compareceu ao encontro. O presidente lembrou que eles têm um filho, Barron Trump, e que se preocupam com o garoto –o consumo de aumentou entre adolescentes.

O estado de Michigan, no dia 4 de setembro, proibiu os cigarros eletrônicos com sabor.

Trata-se de uma medida para proteger os jovens de efeitos nocivos do produto, de acordo com a governadora Gretchen Whitmer, do Partido Democrata.

O uso desses cigarros por jovens é emergência de saúde pública, de acordo com ela.

O estado de Nova York poderá fazer o mesmo, se depender da vontade do governador Andrew Cuomo.

A cidade de São Francisco, na Califórnia, proibiu a venda em junho.

Michael Bloomberg, que foi prefeito de Nova York, anunciou que vai doar US$ 160 milhões (cerca de R$ 645,8 milhões) para combater o “vaping” por meio de uma de suas fundações.

Doença misteriosa

Na terça (10) foi anunciada a morte de um morador do estado do Kansas, a sexta pessoa a falecer nos EUA vítima de doença respiratória misteriosa relacionada ao uso de cigarros eletrônicos.

Autoridades de saúde pública dos EUA investigam 450 casos de doenças pulmonares relacionadas ao fumo de cigarros eletrônicos em 33 estados e um território norte-americano.

Várias das doenças registradas podem ter relação com produtos contendo acetato de vitamina E, um óleo que pode ser perigoso se inalado. Entre esses componentes, estão derivados da cannabis.

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11 de Setembro: homenagens a vítimas marcam 18 anos de atentados nos EUA

Por G1

Cerimônias e homenagens marcam nesta terça-feira (11) os 18 anos do maior ataque terrorista já sofrido pelos EUA. O ‘Tributo em Luz’ iluminou o céu de Manhattan no lugar das Torres Gêmeas desde a noite da véspera, e o presidente Donald Trump participou de momento de silêncio diante da Casa Branca.

Nos ataques de 2001, quatro voos foram sequestrados e usados como armas por terroristas ligados à rede al-Qaeda. Dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas de Nova York, um se chocou contra a fachada oeste do Pentágono, em Washington, e outro foi jogado contra o solo de um campo vazio de Shanksville, na Pensilvânia.

Os ataques deixaram quase 3 mil mortos, a maioria na área de Manhattan, e levaram a uma longa guerra no Iraque e no Afeganistão, que até hoje são afetados por conflitos violentos. Do total de 2.753 mortos no World Trade Center, 60% tiveram o corpo identificado.

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