Número de mortos em ataque na Somália passa de 350

Por G1

Homens caminham em frente a prédio destruído no local do ataque do último sábado em Mogadíscio (Foto: AP Photo/Farah Abdi Warsameh)

Homens caminham em frente a prédio destruído no local do ataque do último sábado em Mogadíscio (Foto: AP Photo/Farah Abdi Warsameh)

O número de mortos no pior ataque da Somália, ocorrido há uma semana na capital Mogadíscio, subiu para 358, anunciou o ministro da informação do país, Abdirahman Osman, nesta sexta-feira (20). O balanço anterior era de 302 mortos. Osman disse ainda que 56 pessoas seguem desaparecidas após o ataque.

Segundo as informações do ministro, no total outras 228 pessoas ficaram feridas e 122 foram levadas de transporte aéreo para receberem tratamento na Turquia, no Sudão e no Quênia.

No último sábado, um caminhão com mais de 300 kg de explosivos foi detonado num posto de controle numa área movimentada da cidade. Nesta sexta, milhares de somalis se reuniram em Mogadíscio para um funeral simbólico em homenagem às vítimas.

O ataque foi o mais mortal desde que o grupo militante islâmico al Shabaab iniciou o processo de insurgência, em 2007. O grupo não assumiu a responsabilidade pelo atentado, mas o governo afirma que o ataque foi organizado pela organização, ligada à Al Qaeda.

De acordo com autoridades citadas pela Reuters, pelo menos metade dos mortos na tragédia não pode ser identificada, por conta da severidade das queimaduras que sofreram.

‘Estado de guerra’

O primeiro-ministro somali disse nesta sexta que o presidente deverá anunciar nos próximos dias um “estado de guerra” contra o al Shabab. Uma autoridade militar disse à agência Associated Press, sob anonimato, que os EUA devem oferecer apoio na nova ofensica.

O porta-voz do Exército da Somália, Abdullahi Iman, a ofensiva tentará expulsar os combatentes do grupo extremista de regiões em que muitos ataques mortais foram lançados.

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Policiais disfarçados perseguem assediador dentro do metrô de Londres; veja

Por BBC

 

Policial a paisana persegue assediador no metrô de Londres (Foto: Reprodução/ BBC)

Policial a paisana persegue assediador no metrô de Londres (Foto: Reprodução/ BBC)

Cerca de 90% dos casos de abusos sexuais ocorridos no sistema de transporte público de Londres não são reportados, estimam as autoridades da capital britânica.

Para combater as violações, a polícia londrina tem colocado agentes à paisana para observar passageiros de comportamento suspeito.

A BBC acompanhou o trabalho de um deles. O agente nota que um homem de pé ao lado de uma mulher e passa a segui-lo. O passageiro vai e volta na mesma linha, reforçando as suspeitas do policial.

No final, o passageiro acaba sendo denunciado por uma mulher agredida sexualmente.

A discussão sobre assédio e abuso sexual cresce ao redor do mundo e no Brasil, englobando desde os casos de homens que ejacularam em passageiras de ônibus paulistanos até a campanha online #metoo, em que milhares de mulheres usaram a hashtag para relatar já terem sido vítimas de algum tipo de abuso.

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Sobe para 44 o número de mortos nos incêndios em Portugal

Por Agencia EFE

O número de mortos nos incêndios, que começaram no domingo nas regiões central e norte de Portugal, subiu para 44 depois que mais um ferido que estava hospitalizado não resistiu, informou nesta sexta-feira (20) à Agência Efe a porta-voz da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar.

Esta atualização aumenta em uma vítima o último balanço da ANPC, oferecido na quinta, que estimava em cerca de 70 o número de feridos, mais de dez deles em estado grave.

A onda de incêndios, que contabilizou mais de 700 focos no domingo e na segunda-feira, foi controlada na terça-feira graças à queda das temperaturas e à chegada da chuva.

O fogo também resultou em uma “vítima política”, a ministra de Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, cuja demissão foi anunciada na quarta-feira.

Além disso, o governo do socialista António Costa terá que enfrentar não só uma remodelação do gabinete de ministros, mas também uma moção de censura do partido mais à direita no parlamento português, o CDS-Partido Popular (CDS-PP), que será votada na próxima terça-feira.

Para este sábado, foram convocadas várias manifestações nas principais cidades do país, que coincidem com o dia em que o Executivo realizará uma reunião extraordinária focada em medidas para prevenir e combater os incêndios.

Esta é a segunda tragédia florestal vivida em Portugal este ano, depois que o grande incêndio de Pedrógão Grande deixou 64 mortos e mais de 250 feridos em meados de junho.

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Carro-bomba explode perto de Mogadíscio

Por Reuters

Um carro-bomba explodiu nesta sexta-feira (20) nos arredores de Mogadíscio, a capital da Somália, matando o seu motorista. O carro explodiu no vilarejo de Markaz a apenas 20 quilômetros a norte da capital, segundo disse à Reuters o major Nur Ali.

No último sábado, um duplo atentado deixou mais de 300 mortos na capital.

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Atentados contra duas mesquitas deixam mais de 40 mortos no Afeganistão

Por G1

Mais de quarenta pessoas morreram nesta sexta-feira (20) em atentados contra os peregrinos em mesquitas no Afeganistão, informam as agências Reuters e EFE.

Trinta e e duas pessoas morreram quando um homem-bomba invadiu e se detonou em meio aos peregrinos em uma mesquita xiita de Cabul, informou a polícia à AFP.

Segundo a mesma fonte, 41 pessoas ficaram feridas.

“Infelizmente um suicida explodiu a si mesmo entre os fiéis dentro da mesquita de Dasht-e-Barchi, na cidade de Cabul”, afirmou por sua vez o porta-voz Abdul Bassir Mujahid.

Cabul sofreu vários atentados desse tipo contra lugares de culto xiita, sendo que o mais recente ocorreu em 19 de setembro, e deixou seis mortos.

No centro do país, um atentado suicida contra uma mesquita sunita em Ghor deixou dez mortos, segundo o governador da província, Naser Jazeh, que mencionou a hipótese de um possível ajuste de contas.

O governo do distrito, onde ocorreu o ataque, Mohsen Danishyar, forneceu, por sua parte, um balanço muito maior, de 30 mortos.

O dirigente excluiu que tenha sido um ataque sectário e afirmou que o objetivo era atingir um comandante da polícia.

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Xi Jinping, o dirigente chinês mais poderoso em 25 anos

Por G1

Xi Jinping é considerado o dirigente mais poderoso da China dos últimos 25 anos, como o foram Mao Tsé-Tung e Deng Xiaoping. Onipresente na mídia local, ao ponto de ser comparado a Mao –fundador do regime–, Xi, de 64 anos, o atual presidente deve obter um novo mandato de cinco anos no Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC) que começou na quarta-feira (18) em Pequim.

Na abertura do congresso, Xi proclamou repetidamente “uma nova era” para a economia do país, mas deixou claro que não há planos de reforma política.

Para inaugurar esse “novo capítulo” do socialismo à chinesa, Xi exortou os cerca de 2.300 membros reunidos para o 19º congresso do PCC a combater toda ameaça à autoridade do partido. O presidente não deu sinal de liberalização.

“Cada um de nós precisa fazer o possível para defender a autoridade do partido e o sistema socialista chinês, e se opor de forma resoluta a toda palavra ou ação que vise a solapá-lo”, disse Xi.

Seu discurso teve mais de três horas, durante as quais usou o termo “nova era” 36 vezes. Ele definiu o sistema de governo chinês como a forma mais ampla, genuína e eficaz de garantir os interesses do povo.

Ele também prometeu abrir a economia e respeitar os interesses das empresas estrangeiras no país. “A abertura traz progresso para nós, enquanto o isolamento nos deixa atrasados. A China não fechará suas portas para o mundo, estaremos cada vez mais abertos”, disse.

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

Xi já acumula as principais funções à frente da segunda potência econômica mundial: secretário-geral do PCC, presidente da República Popular e da comissão militar central.

“Representa o que os chineses querem em termos de governo: um país bem gerido, uma China forte e respeitada”, observa Jean-Pierre Cabestan, da Universidade Batista de Hong Kong.

O “sonho chinês de um grande renascimento” do país mais populoso do mundo –1,38 bilhão de pessoas– após um século de humilhação infligida pelos ocidentais, está no cerne do programa do presidente Xi.

Sua onipresença midiática lembra o estilo soviético mais puro, acompanhado de um retorno da ideologia, da propaganda e repressão contra aqueles que ameaçam a estabilidade, começando com as redes sociais, monitoradas de perto.

No exterior, Xi age com desenvoltura para reforçar o status de potência global. Neste ano, lançou o projeto “One Belt, One Road” (um cinturão, uma rota), conhecida como a nova Rota da Seda, que prevê investimentos bilionários em 68 países em energia e na construção de pontes, ferrovias e portos, entre outras áreas.

Anti-Gorbachev

“Xi Jinping se apresenta como o anti-Gorbachev. É alguém que foi traumatizado pela queda da URSS, o que explica a repressão da sociedade civil e o retorno da ideologia após sua chegada ao poder”, analisa o jornalista François Bougon, autor de um recente livro sobre o líder chinês, em entrevista à AFP.

“Se nos desviamos do marxismo, ou o abandonamos, nosso partido perderá sua alma e seu curso”, advertiu Xi no mês passado, como se seu partido não tivesse feito grandes avanços na economia de mercado desde o final da década de 1970.

Morou em caverna

Xi Jinping nasceu em um ambiente confortável. Ele é filho de Xi Zhongxun, um dos fundadores da guerrilha comunista e pertencente à casta dos “Príncipes Vermelhos”, descendentes dos revolucionários que chegaram ao poder em 1949, antes de serem purgados por Mao.

Xi tenta apagar essas origens e cultiva uma imagem de líder próximo do povo. A imprensa oficial insiste em sua vida no campo durante a “revolução cultural” (1966-76), quando morou em uma caverna.

Ao final dos distúrbios da era maoista, Xi Jinping se formou como engenheiro químico na prestigiada Universidade de Tsinghua em Pequim, embora tenha feito carreira dentro do partido, para o qual entrou com apenas 21 anos.

Esposa cantora

O presidente chinês já conhecia os Estados Unidos: esteve em Iowa em 1985 para estudar agricultura. Ele se divorciou e em 1987 se casou com a cantora Peng Liyuan, então muito mais famosa do que ele. O casal teve uma filha.

Xi Jinping foi governador de Fujian em 2000 e líder do partido em Zhejiang em 2002, duas províncias costeiras que são vitrine da China reformista.

O presidente Hu Jintao recorreu a ele em 2007 para colocar ordem em Xangai, onde o então chefe do partido havia caído em desgraça após um escândalo de corrupção.

Neste mesmo ano, Xi Jinping ingressou no comitê permanente do gabinete político, politburo do PCC, cujo comando assumiu em novembro de 2012.

Xi fez da luta contra a corrupção o principal objetivo do seu mandato: em cinco anos mais de um milhão de autoridades foram punidas. Há quem suspeite que a campanha tente acobertar um expurgo da oposição interna.

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Novo ataque dos talibãs deixa mais de 40 mortos no Afeganistão

Por France Presse

Os talibãs lançaram um novo ataque no Afeganistão, nesta quinta-feira (19), que matou 43 soldados em uma base no sul do país.

Cometido com uma bomba implantada em um Humvee (veículo militar leve), esta foi a terceira investida letal contra forças do governo em menos de 48 horas.

Segundo o Ministério da Defesa, “mais de 60 soldados estava na base, 43 morreram, nove ficaram feridos, e seis estão desaparecidos”. “Dez agressores foram mortos”, relatou a Pasta em um comunicado.

Em uma mensagem dirigida à imprensa, os talibãs reivindicaram a operação, afirmando que “os 60 soldados foram mortos”. Mortos e feridos foram levados para o hospital da base militar de Kandahar, a grande cidade do sul do país.

“O ataque aconteceu esta manhã, às 2h50 (20h20 de quarta, no horário de Brasília). Um grupo de insurgentes atacou a base de Chashmo no distrito de Maiwand”, acrescentou a nota.

“Achamos que os invasores usaram pelo menos um Humvee cheio de explosivos, que detonaram na entrada da base. Temos de verificar se havia vários nele, mas, infelizmente, não sobrou nada no campo. Queimou tudo”, declarou à AFP o porta-voz do Ministério, general Dawlat Waziri.

Reforços foram enviados para o local.

Uma fonte dos serviços de segurança consultada pela AFP disse que “um único Humvee roubado do Exército” foi usado.

“Quando esse tipo de veículo é enchido de explosivos basta um só para causar enormes estragos. Explodiram a base. Não resta mais nada, apesar dos muros de proteção”, disse esse funcionário.

Segundo ele, recentemente, os talibãs “ameaçaram” a instalação diversas vezes.

Outros ataques

O distrito de Maiwand é uma área afastada, em uma zona particularmente exposta, 80 quilômetros ao oeste de Kandahar e a cerca de 20 km do limite com Helmand, a “província da papoula”. Ali, os talibãs controlam dois terços do território.

Os insurgentes também são acusados de lançar uma novo ataque aéreo, nesta quinta, no distrito de Ghazni, ao sul de Cabul. “Pelo menos dois policiais foram mortos no ataque a seu posto” no distrito de Andar, já atacado na terça-feira, anunciou o chefe da Polícia provincial de Ghazni, Mohammad Zaman.

Ao menos 30 pessoas morreram no ataque de terça, incluindo 25 membros das forças da ordem.

Nesse mesmo dia, uma operação de envergadura realizada com três carros-bomba e um comando de pelo menos 12 homens se arrastou por mais de cinco horas contra um complexo da Polícia em Gardez, capital da província de Paktiya no sudeste.

O balanço oficial é de mais de 60 mortos e 230 feridos, entre civis e policiais.

Na fronteira com o Paquistão, a província de Paktiya e a região do sudeste em geral – como Kandahar e Helmand – são considerados redutos dos talibãs e de outros elementos armados em luta contra o governo central.

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Paquistão inicia construção de cerca na fronteira com o Afeganistão

Por France Presse

O Paquistão iniciou a construção de uma cerca na fronteira com o Afeganistão, como parte da luta contra os grupos extremistas presentes na região.

As Forças Armadas do Paquistão organizaram na quarta-feira (18) uma visita para um grupo de jornalistas estrangeiros à fronteira, com o objetivo de apresentar os avanços desde março, quando foi anunciada a construção da cerca.

A cerca, de quase três metros de altura, termina com arame farpado. Até o momento, ocupa vários trechos dos 43 quilômetros das zonas tribais montanhosas do Waziristão do Norte e Waziristão do Sul.

O objetivo da construção é impedir que grupos armados, como os talibãs ou a Al-Qaeda, atravessem livremente a fronteira entre os dois países.

A construção da cerca representa uma “mudança histórica” em termos de controle da fronteira, afirmou uma fonte oficial em Angoor Adda, no Waziristão do Sul.

“Até dezembro de 2018 não restará uma polegada de fronteira internacional sem vigilância”, completou a fonte.

Além dos militares mobilizados nas colinas para vigiar o outro lado da fronteira, as Forças Armadas utilizam câmeras na área da cerca, que permanece iluminada durante a noite.

Fronteira

Os dois países compartilham uma fronteira de 2.400 km conhecida como Durand, traçada pelos britânicos em 1896, uma delimitação contestada por Cabul. Afeganistão e Paquistão trocam acusações sobre santuários de insurgentes em seus territórios, locais onde seriam planejados atentados.

A população pashtun local tradicionalmente dava pouca importância à fronteira. Muitas localidades se desenvolveram de modo independente à linha, a tal ponto que algumas casas têm uma porta no Afeganistão e outra no Paquistão.

Os controles de fronteira eram praticamente inexistentes, até que o Paquistão decidiu reforçar a segurança recentemente.

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Espanha vai determinar no sábado suspensão de autonomia da Catalunha, diz governo central

Por G1

O governo da Espanha afirmou, nesta quinta-feira (19), que vai iniciar o processo de suspensão da autonomia da Catalunha. Para isso, o governo central deve aplicar o artigo 155 da Constituição, que permite que Madri assuma diretamente as atribuições exercidas pela administração autônoma da Catalunha.

De acordo com um comunicado emitido pelo governo central, no próximo sábado (21), o Conselho de Ministros se reúne em forma extraordinária, e vai aprovar as medidas que serão levadas ao Senado. De acordo com o jornal “La Vanguardia”, a expectativa é de que o Senado vote a aplicação do artigo 155 da Constituição até o fim da semana que vem.

A declaração do governo foi publicada depois do prazo dado pelo gabinete do chefe do executivo espanhol, Mariano Rajoy, para que o presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont esclarecesse se realmente declarou a independência da Catalunha durante a sessão plenária, no último dia 10.

“O Governo colocará todos os meios ao seu alcance para restaurar o quanto antes a legalidade e a ordem constitucional, recuperar a convivência pacífica entre cidadãos e frear a deterioração econômica que a insegurança jurídica está causando na Catalunha”, diz o texto.

Em sua carta enviada ao governo central também nesta quinta, o líder catalão pede um diálogo para a opção de renunciar essa declaração de independência que, afirma ele, o parlamento regional não votou no dia 10. Puigdemont alerta, no entanto, que se a Espanha persistir em impedir o diálogo, o Parlamento poderá proceder a votação da declaração formal de independência.

“Se o governo do Estado persistir em impedir o diálogo e continuar com a repressão, o Parlamento da Catalunha poderá proceder, se considerar oportuno, a votar a declaração formal de independência que não votou em 10 de outubro”, afirma Puigdemont em sua carta.

A ativação do artigo 155 representa um movimento sem precedentes desde que a Espanha retomou a democracia, na década de 1970. Se Rajoy realmente prosseguir com a ativação, como promete fazer no sábado, a suspensão da autonomia não é automática, pois depende da aprovação do Parlamento. Clique aqui e veja as principais dúvidas com relação à independência da Catalunha.

Apesar dos termos do artigo 155 serem vagos, de acordo com a análise da Reuters, o dispositivo permite que, em teoria, Madri destitua a administração local e nomeie uma nova equipe para conduzir a polícia catalã e o setor financeiro da região.

 (Foto: Arte/ G1)

(Foto: Arte/ G1)

Declaração confusa

A troca de declarações entre Madri e Catalunha nesta quinta é mais um episódio em uma complicada crise política na Espanha.

No dia 1º de outubro, a Catalunha realizou um referendo pela independência, que teve comparecimento de 43% do eleitorado, dos quais mais de 90% afirmaram que querem a separação do país e a formação de uma república.

Desde o princípio, a votação foi considerada ilegal pelo governo de Madri, que enviou as forças de segurança para reprimir a votação. O confronto entre independentistas e forças de segurança terminou com mais de 800 feridos.

O governo espanhol considera que todo o processo do referendo foi ilegal, já que o Tribunal Constitucional da Espanha o suspendeu por violar a Constituição de 1978, que afirma que o país não pode ser dividido.

No dia 10 de outubro, Puigdemont anunciou no parlamento o resultado do referendo em que aprovou o “sim” à independência catalã . Para o líder catalão, com esse resultado, a região ganhou o “direito de ser independente, a ser ouvida e a ser respeitada”, mas propôs a abertura de um processo de diálogo com Madri.

Após a declaração, foi assinado um documento que proclamava a “República Catalã”, classificado no dia 11 como ato simbólico pelo governo catalão.

O pronunciamento frustrou os independentistas que esperavam a declaração unilateral clara da separação. O discurso não deixou evidente a posição do governo catalão, o que gerou dúvidas sobre o futuro da relação da região autônoma com a Espanha. Após a declaração, Madripediu formalmente esclarecimentos.

Em resposta ao pedido de Rajoy, Puigdemont propôs, na segunda-feira (16), ao governo espanhol dois meses de negociações, mas evitou responder claramente se declarou ou não a independência da região.

“Durante os dois próximos meses, nosso principal objetivo é fazê-lo dialogar”, escreveu Puigdemont carta ao primeiro-ministro espanhol. O líder catalão pediu uma reunião “o mais rápido possível” com o premiê para tentar resolver a crise política. “Nossa proposta de diálogo é sincera e honesta”, escreveu Puigdemont.

Posteriormente, autoridades espanholas afirmaram que esperavam uma declaração clara do presidente catalão até 10h (6h de Brasília) desta quinta-feira (19). “O governo lamenta que o presidente da Generalitat [governo da Catalunha] tenha decidido não responder ao requerimento que foi apresentado pelo governo”, disse a vice-presidente espanhola, Soraya Sáenz de Santamaría, que reiterou que “apenas se pede e se pedia clareza”.

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Brasil conquista quatro medalhas de ouro em olimpíada de astronomia e astronáutica no Chile

Por G1

Brasileiros na OLAA - da direita para esquerda - Henrique, Fernando, Miriam, Danilo e Bruno (Foto: Divulgação)

Brasileiros na OLAA – da direita para esquerda – Henrique, Fernando, Miriam, Danilo e Bruno (Foto: Divulgação)

O Brasil ficou em primeiro lugar na 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (IX OLAA), realizada entre 8 e 14 de outubro na cidade de Antofagasta, no Chile. A delegação obteve quatro de ouro e uma de prata. A OLAA reuniu 50 alunos do ensino médio de 10 países da América Latina: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Foram medalhistas de ouro: Miriam Harumi Koga (Guarulhos, SP), Bruno Caixeta Piazza (Campinas, SP), Fernando Ribeiro de Senna (Jundiaí, SP) e Henrique Barbosa de Oliveira (Valinhos, SP). Já Danilo Bissoli Apendino (São Paulo, SP) conquistou a prata.

De acordo com os responsáveis pela delegação, o Brasil soma 26 medalhas de ouro, 15 de prata e quatro de bronze nas nove edições do evento.

A competição

As provas da olimpíada foram divididas em parte teórica, prática e de reconhecimento do céu. A prova teórica foi realizada em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. A avaliação de reconhecimento do céu real foi individual e exigiu o manuseio de telescópio.

Segundo o Dr. João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a olimpíada científica promoveu o intercâmbio de conhecimentos entre os alunos e o de experiências didáticas entre os professores que lideraram os grupos. “O objetivo principal não é a competição entre países. A OLAA é uma grande oportunidade de integração internacional entre as nações”, disse.

Segundo a OBA, a olimpíada latino-americana é a única modalidade internacional a realizar provas em que alunos de diferentes países são avaliados também em grupos multinacionais. Além disso, é a única olimpíada que obriga que os grupos sejam de ambos os gêneros.

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