De problemas neurológicos a desnutrição grave, o chocante estado dos 13 filhos da família Turpin

Por BBC

Promotor do condado de Riverside, Mike Hestrin, anuncia as acusações contra David Turpin e Louise Turpin em tribunal na California, na quinta-feira (18)  (Foto: Lucy Nicholson/ Reuters)

Promotor do condado de Riverside, Mike Hestrin, anuncia as acusações contra David Turpin e Louise Turpin em tribunal na California, na quinta-feira (18) (Foto: Lucy Nicholson/ Reuters)

Uma criança de 12 anos com o peso de uma de sete e uma mulher de 29 anos com chocantes 37 kg. Muitas vítimas com problemas cognitivos e neurológicos, resultado dos castigos.

Autoridades da Califórnia, nos Estados Unidos, detalharam nesta quinta-feira as acusações de maus-tratos cometidas pelos pais de 13 crianças, adolescentes e até adultos encontrados trancafiados no domingo na casa da família em Perris, a 95 km de Los Angeles.

David e Louise Turpin, de 56 e 49 anos, respectivamente, são acusados de tortura, abuso e prisão ilegal, segundo o procurador Mike Hestrin explicou a repórteres. O casal se declara, no entanto, inocente dos crimes.

De acordo com Hestrin, quando os policiais chegaram à casa, três crianças estavam acorrentadas a camas. As vítimas contaram que começaram a ser amarradas, anos atrás como punição – primeiramente com cordas mas, como conseguiam escapar, os pais passaram a usar correntes e cadeados para prendê-las.

O castigo durava semanas – e até meses. A única coisa que os filhos eram autorizados a fazer, quando estavam acorrentados no quarto, era escrever em um diário.

A polícia recolheu os registros e vai analisar o conteúdo em busca de mais evidências sobre o caso, que chocou o país.

Saúde física e mental

Os filhos dos Turpin, que têm idade entre dois e 29 anos, estão em tratamento hospitalar desde que foram libertados.

Segundo o procurador, todos os 13 irmãos foram encontrados severamente desnutridos. Por causa disso, os policiais pensaram que todos eram menores de idade, mas depois perceberam que alguns eram, na verdade, adultos.

“Uma das vítimas, aos 12 anos, tem o peso de uma criança de sete anos. A vítima de 29 anos, do sexo feminino, pesa 37 kg. Muitas das vítimas apresentam deficit cognitivo e neuropatia, condição que afeta os nervos, devido ao extremos e prolongados maus-tratos físicos”, contou Hestrin aos jornalistas.

Supostamente educadas em casa, as vítimas também não têm conhecimentos básicos.

De acordo com o procurador, uma delas “não sabia o que era um policial”. E uma adolescente de 17 anos, quando perguntada sobre saber se havia medicamentos ou comprimidos na casa, respondeu não saber do que isso se tratava.

Ele contou ainda que todas as 13 vítimas, incluindo os acusados, costumavam se deitar entre 4h e 5h da manhã – dormiam o dia inteiro e passavam a noite em claro.

Plano de fuga

Segundo Hestrin, a adolescente que conseguiu escapar e denunciar os pais planejava a fuga com os irmãos havia dois anos.

Ela fugiu pela janela com um deles – que acabou ficando com medo e voltou para o cativeiro.

David e Louise Turpin agora são alvo de:

– 12 acusações de tortura

– 1 acusação contra David Turpin de ato obsceno contra uma criança

– 7 acusações de abuso contra adulto dependente

– 6 acusações de negligência/abuso de crianças

– 12 acusações de prisão ilegal

Se forem condenados por todas as acusações, cada um deles pode receber uma pena somada de até 94 anos de prisão.

Autoridades acreditam que o fato de os Turpin terem registrado uma escola privada para educar os filhos em casa ajudou a não levantar suspeitas sobre a forma como eles eram tratados.

Na Califórnia, a lei local exige que crianças com idade entre seis e 18 anos frequentem a escola no período diurno.

No entanto, pais e tutores podem tirar os filhos de escolas convencionais e educá-los em uma escola privada existente, um programa de estudos independente ou abrindo uma escola em casa. Para isso, basta apresentar uma declaração registrada – o que fez David Turpin.

 Várias fotos mostram a família visitando a Disney (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

Várias fotos mostram a família visitando a Disney (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

 

 

 


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Sanções da UE são ‘erro lamentável’, diz chanceler da Venezuela

Por France Presse

O governo da Venezuela classificou como um “erro lamentável” a decisão da União Europeia (UE) de aprovar sanções contra funcionários do presidente Nicolás Maduro.

“Que erro lamentável a União Europeia está cometendo!”, declarou o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, na quinta-feira (19), afirmando que o bloco age como “subsidiário dos interesses” dos Estados Unidos.

Arreaza vinculou a decisão sobre as sanções a uma visita do subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Thomas Shannon, feita ao chefe de governo espanhol, o conservador Mariano Rajoy, em Madri.

Shannon “deu instruções e ordens imperialistas para que começassem um processo” para impor sanções “por parte da União Europeia”, afirma o chanceler.

Sanções

Desde o ano passado, Washington estabeleceu sanções contra Maduro e contra vários de seus funcionários, além de proibir seus cidadãos de negociarem dívida emitida pelo governo venezuelano e por sua estatal petroleira, a PDVSA.

Na quinta-feira (18), os representantes dos países da UE em Bruxelas deram sinal verde para a imposição de sanções contra “dirigentes da repressão e da situação política na Venezuela”.

“Os embaixadores acordaram novas listas para impor medidas restritivas visto a situação na Venezuela”, indicou a fonte consultada pela AFP.

Na véspera, diferentes fontes diplomáticas já haviam dito à AFP que estas sanções individuais afetariam “sete pessoas”.

Entre elas está Diosdado Cabello, número dois do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, da situação) e deputado influente da Assembleia Nacional Constituinte, assim como o ministro do Interior, general Néstor Reverol, indicou à AFP uma fonte diplomática.

As sanções, que incluem o congelamento de ativos e a proibição de viajar ao bloco, devem ser adotadas formalmente na semana que vem, “provavelmente” durante a reunião de chanceleres europeus na segunda-feira, segundo outra fonte diplomática. Na sequência, anunciaram os nomes dos afetados.

Crise poilítica e socioeconômica

A decisão chega em meio a uma nova rodada, na República Dominicana, de conversas para buscar saídas para crise política e socioeconômica venezuelana.

O objetivo das sanções é “apoiar o processo de diálogo” em curso entre governo e oposição no vizinho caribenho, indicou uma terceira fonte diplomática europeia consultada pela AFP, destacando a “percepção, que se confirmou nos últimos dias, de que se deve continuar pressionando”.

Arreaza ironizou a justificativa europeia, após a decisão dos delegados da oposição de se ausentarem de um encontro com representantes de Maduro previsto para quinta-feira, em Santo Domingo.

“Dizem no mundo que eles sancionam o governo venezuelano para que haja diálogo (…) Será que não é Julio Borges [o principal negociador da oposição] que tem de sofrer sanções, não?”, questionou.

A morte esta semana do ex-policial Óscar Pérez durante uma operação policial coloca as negociações em suspenso, depois que um funcionário de alto escalão insinuou que delegados opositores em Santo Domingo delataram o piloto rebelde.

Preocupada com a “deterioração” da democracia e dos direitos humanos no país, a UE já adotou em novembro uma série de medidas. Entre elas, está um embargo de armas e de material que poderia ser usado para “repressão interna”.

Os europeus decidiram não impor sanções individuais contra “responsáveis por graves violações de direitos humanos” e aqueles cujas ações “atentem de alguma maneira contra a democracia ou o Estado de direito na Venezuela”, à espera da evolução dos acontecimentos.

A porta-voz da diplomacia europeia Catherine Ray recordou ontem que a decisão de novembro estabelecia que tomariam atitudes “à luz dos desenvolvimentos no terreno” e reiterou o apoio “aos esforços em curso para uma solução negociada à crise”.

Além de Reverol, outras autoridades das forças de segurança fazem parte da primeira lista de sanções individuais da UE na Venezuela, como o chefe do serviço de Inteligência, Gustavo González, e o ex-comandante da Guarda Nacional Bolivariana Antonio Benavides.

Segundo a fonte diplomática, a lista se completa com o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena; com o presidente do Tribunal Supremo, Maikel Moreno; e com Tarek William Saab, que substituiu Luisa Ortega como procurador-geral.

 

 

 

 


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Governo Trump recorre à Suprema Corte contra decisão que barra política imigratória

Por Reuters

 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu na quinta-feira (18) à Suprema Corte que derrube uma decisão de um tribunal inferior que bloqueou a medida do presidente Donald Trump para acabar com um programa que protege centenas de milhares de imigrantes levados aos EUA ilegalmente quando crianças.

O advogado-geral do governo dos EUA, Noel Francisco, disse em uma petição que “o tempo é essencial”, e pediu à Suprema Corte que decida sobre o caso até junho.

Trump, um republicano, rescindiu em setembro do ano passado, com entrada em vigor em março, o programa de proteção a crianças imigrantes implementado em 2012 pelo ex-presidente democrata Barack Obama. Trump pediu ao Congresso, controlado pelos republicanos, que elabore uma correção legislativa, que ainda não foi feita.

Diversos procuradores-gerais estaduais democratas, organizações e indivíduos desafiaram a ação de Trump em vários tribunais federais.

O governo federal está recorrendo especificamente contra uma decisão de 9 de janeiro do juiz distrital William Alsup, de San Francisco, que decidiu que o programa de proteção aos jovens imigrantes deve permanecer em vigor enquanto o litígio é resolvido.

O Departamento de Justiça não apresentou um solicitação de emergência, que caso tivesse sucesso suspenderia a decisão do juiz dentro de dias. Isto significa que o programa irá continuar em vigor até que a Suprema Corte decida sobre o caso.

Uma decisão pode demorar mais de um ano caso a corte assuma o caso mas se negue a acelerar a tramitação.

Cerca de 800 mil jovens, na maioria adultos hispânicos chamados de “Dreamers” (Sonhadores), têm sido protegidos de deportação e autorizados a trabalhar legalmente nos EUA desde que o programa foi implementado. Até setembro, quando os números mais recentes foram disponibilizados, 690 mil jovens adultos eram protegidos pelo programa.

A decisão de Alsup foi tomada durante negociações entre Trump e líderes do Congresso sobre políticas imigratórias. Estas conversas não produziram frutos após Trump rejeitar um acordo bipartidário e provocar ira com o suposto uso de linguagem vulgar para descrever o Haiti e os países africanos em um encontro com parlamentares sobre imigração.

A ação do Departamento de Justiça de recorrer diretamente à Suprema Corte é incomum porque o governo está, na prática, contornando o 9º Circuito da Corte de Apelações dos EUA, que anteriormente decidiu contra o governo sobre as proibições temporárias de Trump sobre a entrada nos EUA de pessoas de sete países de maioria muçulmana.

 

 


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Universidade russa ganha banheiro de ouro

Por Reuters

Universidade de economia da Rússia tem banheiro luxuoso com adornos de ouro

Universidade de economia da Rússia tem banheiro luxuoso com adornos de ouro

Um ex-aluno de uma universidade russa presenteou a instituição com um agrado curioso: um banheiro todo decorado com ouro e mármore.

O luxuoso ambiente fica na Universidade de Economia dos Estados Urais, em Ekaterinburgo.

De acordo com professores da universidade, o banheiro foi um presente de um estudante de gradução que se tornou presidente de uma grande empresa.

Banheiro é decorado com ouro (Foto: Reprodução/G1)

Banheiro é decorado com ouro (Foto: Reprodução/G1)

Em um dos espelhos, há uma frase atribuída à atriz italiana Sophia Loren: “Uma mulher firmemente confiante em sua beleza será capaz de convencer todo mundo disso”.

“Esse luxo todo não deve ser para os estudantes”, criticou um aluno, dizendo que aparentemente apenas os dirigentes da universidade terão acesso ao ambiente.

 

 

 


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De problemas neurológicos a desnutrição grave, o chocante estado dos 13 filhos da família Turpin

Por BBC

Promotor do condado de Riverside, Mike Hestrin, anuncia as acusações contra David Turpin e Louise Turpin em tribunal na California, na quinta-feira (18)  (Foto: Lucy Nicholson/ Reuters)

Promotor do condado de Riverside, Mike Hestrin, anuncia as acusações contra David Turpin e Louise Turpin em tribunal na California, na quinta-feira (18) (Foto: Lucy Nicholson/ Reuters)

Uma criança de 12 anos com o peso de uma de sete e uma mulher de 29 anos com chocantes 37 kg. Muitas vítimas com problemas cognitivos e neurológicos, resultado dos castigos.

Autoridades da Califórnia, nos Estados Unidos, detalharam nesta quinta-feira as acusações de maus-tratos cometidas pelos pais de 13 crianças, adolescentes e até adultos encontrados trancafiados no domingo na casa da família em Perris, a 95 km de Los Angeles.

David e Louise Turpin, de 56 e 49 anos, respectivamente, são acusados de tortura, abuso e prisão ilegal, segundo o procurador Mike Hestrin explicou a repórteres. O casal se declara, no entanto, inocente dos crimes.

De acordo com Hestrin, quando os policiais chegaram à casa, três crianças estavam acorrentadas a camas. As vítimas contaram que começaram a ser amarradas, anos atrás como punição – primeiramente com cordas mas, como conseguiam escapar, os pais passaram a usar correntes e cadeados para prendê-las.

O castigo durava semanas – e até meses. A única coisa que os filhos eram autorizados a fazer, quando estavam acorrentados no quarto, era escrever em um diário.

A polícia recolheu os registros e vai analisar o conteúdo em busca de mais evidências sobre o caso, que chocou o país.

Saúde física e mental

Os filhos dos Turpin, que têm idade entre dois e 29 anos, estão em tratamento hospitalar desde que foram libertados.

Segundo o procurador, todos os 13 irmãos foram encontrados severamente desnutridos. Por causa disso, os policiais pensaram que todos eram menores de idade, mas depois perceberam que alguns eram, na verdade, adultos.

“Uma das vítimas, aos 12 anos, tem o peso de uma criança de sete anos. A vítima de 29 anos, do sexo feminino, pesa 37 kg. Muitas das vítimas apresentam deficit cognitivo e neuropatia, condição que afeta os nervos, devido ao extremos e prolongados maus-tratos físicos”, contou Hestrin aos jornalistas.

Supostamente educadas em casa, as vítimas também não têm conhecimentos básicos.

De acordo com o procurador, uma delas “não sabia o que era um policial”. E uma adolescente de 17 anos, quando perguntada sobre saber se havia medicamentos ou comprimidos na casa, respondeu não saber do que isso se tratava.

Ele contou ainda que todas as 13 vítimas, incluindo os acusados, costumavam se deitar entre 4h e 5h da manhã – dormiam o dia inteiro e passavam a noite em claro.

Plano de fuga

Segundo Hestrin, a adolescente que conseguiu escapar e denunciar os pais planejava a fuga com os irmãos havia dois anos.

Ela fugiu pela janela com um deles – que acabou ficando com medo e voltou para o cativeiro.

David e Louise Turpin agora são alvo de:

– 12 acusações de tortura

– 1 acusação contra David Turpin de ato obsceno contra uma criança

– 7 acusações de abuso contra adulto dependente

– 6 acusações de negligência/abuso de crianças

– 12 acusações de prisão ilegal

Se forem condenados por todas as acusações, cada um deles pode receber uma pena somada de até 94 anos de prisão.

Autoridades acreditam que o fato de os Turpin terem registrado uma escola privada para educar os filhos em casa ajudou a não levantar suspeitas sobre a forma como eles eram tratados.

Na Califórnia, a lei local exige que crianças com idade entre seis e 18 anos frequentem a escola no período diurno.

No entanto, pais e tutores podem tirar os filhos de escolas convencionais e educá-los em uma escola privada existente, um programa de estudos independente ou abrindo uma escola em casa. Para isso, basta apresentar uma declaração registrada – o que fez David Turpin.

 Várias fotos mostram a família visitando a Disney (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

Várias fotos mostram a família visitando a Disney (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

 

 

 


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Caso de menino de 7 anos que trabalha como entregador gera revolta na China

Por BBC

Apelidado de 'Pequeno Li', garoto ficou órfão após seu pai morrer e sua mãe se casar novamente (Foto: Reprodução/Pear Video)

Apelidado de ‘Pequeno Li’, garoto ficou órfão após seu pai morrer e sua mãe se casar novamente (Foto: Reprodução/Pear Video)

A história de um órfão de 7 anos que trabalha fazendo entregas na China gerou um debate sobre a pobreza na infância e o acesso à educação no país.

Um vídeo publicado no site Pear Video, um site popular em território chinês, mostra o menino, apelidado de “Pequeno Li” nas redes sociais, entregando pacotes na cidade de Qingdao, no leste da China. As imagens foram vistas mais de 18 milhões de vezes.

O Pear Video afirma que o Pequeno Li perdeu o pai e perdeu contato com sua mãe após ela se casar novamente. O garoto vive com um amigo de seu pai desde os três anos.

Esse homem trabalha com entregas, e o menino passou a acompanhá-lo nesses momentos depois de eles se mudarem da região rural da Província de Shandong. Hoje, o garoto faz entregas sozinho.

Nas redes sociais, muitos disseram estar tristes com a situação do garoto e manifestaram preocupação com seu bem-estar e o desejo de que ele tenha uma “vida melhor”.

“Problemas de família sempre afetam mais as crianças”, disse um usuário sobre o caso.

‘Tragédia’

Vídeo gerou debate sobre crianças pobres e problemas na educação da China (Foto: Reprodução/Pear Video)

Vídeo gerou debate sobre crianças pobres e problemas na educação da China (Foto: Reprodução/Pear Video)

O vídeo também foi o ponto de partida para um debate sobre crianças pobres na China.

Alguns usuários classificaram a condição do Pequeno Li como uma “tragédia” e apontaram falhas no sistema de seguridade social chinês.

Outros comentaram sobre o plano do governo de erradicar a pobreza até 2020, dizendo que a meta está “em um futuro distante”.

Várias pessoas questionaram a aceitação do trabalho infantil na sociedade chinesa e lamentaram que algumas crianças não possam ter uma infância feliz e livre de preocupações.

Na rede social Weibo, a mais popular do país, usuários cobraram providências das autoridades quanto à situação do Pequeno Li. “Que menino incrível”, comentou uma pessoa. “Espero que o serviço social faça uma campanha de financiamento coletivo para dar a ele uma vida melhor.”

Outro usuário escreveu: “Deveriam ajudar o garoto e processar sua mãe”. Em reação a essa mobilização, autoridades locais confirmaram que estão avaliando o caso, segundo o site estatal de notícias China Daily.

A história do Pequeno Li é apenas o mais recente de uma série de exemplos de “crianças abandonadas” que causaram revolta no país.

Ainda que a mídia estatal busque controlar as discussões em torno de certas questões sociais, os apelos em nome de crianças pobres e abandonadas é um assunto amplamente coberto por veículos oficiais.

Muitos nas redes sociais traçaram um paralelo entre o Pequeno Li e outro menino, Wang, de 8 anos, apelidado de “menino de gelo” após ser fotografado com o cabelo e as sobrancelhas congelados depois de caminhar 4,5 km para chegar à escola.

Um dos comentários dizia: “Do ‘menino de gelo’ ao menino das entregas, todas essas crianças são de famílias pobres”.

Ao China Daily, o diretor de uma organização de caridade para crianças confirmou que o Pequeno Li agora estava sob os cuidados da ONG e que receberia o apoio necessário para poder estudar.

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Câmara dos Comuns do Reino Unido aprova projeto de lei do Brexit

Por G1

A Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou na quarta-feira (17) a lei do Brexit, que sanciona a saída do Reino Unido da União Europeia. A lei foi aprovada por 324 votos a favor e 295 contrários.

O projeto de lei seguirá para a Câmara dos Lordes, pró-europeia e, portanto, inclinada a submetê-lo a uma análise mais profunda. A Câmara dos Loredes deve debater o projeto no final do mês.

O projeto de lei incorpora milhares de artigos da legislação da União Europeia ao ordenamento jurídico britânico e revoga as leis britânicas sobre a adesão britânica ao bloco. Com sua aprovação, o Reino Unido continuará operando normalmente quando ocorrer a interrupção dos vínculos com o bloco, em 29 de março de 2019.

Os britânicos votaram em favor da saída da União Europeia durante oreferendo de junho de 2016, e a primeira-ministra Theresa May formalizou em 29 de março de 2017 a intenção de seu país de abandonar o bloco.

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Adolescente palestina que bateu em soldados israelenses continuará detida até fim de julgamento

Por Reuters

Uma palestina de 16 anos, vista como uma heroína entre palestinos por chutar e bater em soldados israelenses do lado de fora da sua casa, permanecerá detida até o final de seu julgamento por suposta agressão, decidiram as Forças Armadas de Israel nesta quarta-feira (17).

Ahed Tamimi foi presa após ser filmada confrontando um agente e um soldado israelense do lado de fora da sua casa em um vilarejo na Cisjordânia ocupada no dia 15 de dezembro, após o que Israel diz ter sido um ataque com arremesso de pedras contra seus soldados.

No dia 1º de janeiro, ela foi acusada de agressão e outros 11 crimes.

Um vídeo do confronto mostra Ahed Tamimi dando um tapa em um agente e socando um soldado no rosto. Os dois homens, que também foram chutados pela adolescente, usavam capacetes e equipamentos de combate e tentaram desviar dos golpes, mas permaneceram passivos em grande parte do tempo.

O soldados haviam sido mobilizados para o vilarejo durante um protesto palestino semanal contra políticas de Israel sobre assentamentos na Cisjordânia, uma das questões mais polêmicas nos esforços para retomar conversa de paz entre palestinos e israelenses, interrompidas desde 2014.

A organização Anistia Internacional observou que o choque aconteceu no mesmo dia em que a prima de 15 anos de Ahed foi atingida na cabeça por uma bala de borracha disparada por um soldado israelense.

O caso fez de Ahed Tamimi um potencial símbolo para palestinos, e um colunista do jornal israelense “Haaretz” disse que Israel arrisca transformá-la em uma “Joana D’arc palestina”.

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Milhares de mulheres protestam na Polônia para defender direito ao aborto

Por Agencia EFE

Milhares de mulheres protestam na quarta-feira (17) em 50 cidades da Polônia contra a nova tentativa do Lei e Justiça, partido conservador e nacionalista que governa o país, de endurecer a legislação sobre o aborto.

A maior parte das manifestantes se vestam de preto, como já fizeram em outubro de 2016, quando vários protestos obrigaram o Lei e Justiça a voltar atrás em um projeto de restringir o acesso ao aborto, apesar de o partido contar com maioria absoluta no parlamento.

O estopim das manifestações foi o projeto de lei para limitar o aborto voluntário que foi aceito pelo parlamento no último dia 10. Uma comissão parlamentar está revisando a proposta, uma iniciativa do grupo Stop Aborcja, que busca proibir a prática em casos em que o feto apresente má formação ou doenças irreversíveis.

O líder do Lei e Justiça, Jaroslaw Kaczynski, já defendeu em repetidas ocasiões a proibição do aborto eugênico, quando a gravidez é interrompida por motivos referentes à qualidade de vida do bebê.

Legislação restritiva

A Polônia possui uma das legislações mais restritivas sobre o aborto na Europa. A atual lei, de 1993, só permite o aborto quando a saúde ou a vida da mãe estão em perigo, em casos de estupro ou incesto, ou se o feto sofre de má formação ou doença irreversível.

No último dia 10 de janeiro, o parlamento decidiu não aceitar uma proposta dos cidadãos para legalizar o aborto, permitindo a interrupção da gravidez dentro dos primeiros meses de gestação em casos nos quais a mãe justifique danos psicológicos ou condições sociais adversas para ter o bebê.

A votação abriu uma divisão no principal partido de oposição, a Plataforma-Cidadã, de centro-direita, que expulsou três deputados que votaram contra a iniciativa popular para ampliar o acesso ao aborto.

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‘Meu pai vê apenas uma cor, a verde’, diz filho de Trump ao negar que presidente seja racista

Por Agencia EFE

Eric Trump, filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) em um programa de TV que seu pai “não vê raças” e a “única cor” que lhe interessa é “o verde”, em referência à cor da nota de dólar e à sua especial ênfase no âmbito econômico.

“Meu pai vê apenas uma única cor, a verde. É a única coisa com que ele se preocupa. Ele se preocupa com a economia”, afirmou Eric, de 34 anos, que administra junto ao seu irmão Donald Jr. os negócios do presidente americano desde janeiro de 2017.

“Não vê raças. É a pessoa menos racista já conheci em toda a minha vida. Isso não faz nenhum sentido”, disse ao comentar as recentes alegações de racismo contra Donald Trump, que teria se referido a Haiti, El Salvador e outros países africanos como “buracos de merda”.

Eric Trump fez as declarações no programa “Fox & Friends”, da Fox. Em seguida, ele ressaltou que a taxa de desemprego entre afro-americanos é a menor já registrada e lamentou que a imprensa não dá “o crédito” merecido ao seu pai.

Os comentários de Eric coincidem com o que foi expressado pelo presidente americano, que negou taxativamente ser racista e apontou o bom comportamento da economia ao longo do seu primeiro ano de mandato.

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