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Primeiro-ministro da Índia diz que o país é autossuficiente em vacinas contra Covid-19

No sábado, a Índia iniciou o que o governo classifica como o maior programa mundial de vacinação. Em menos de uma semana, um milhão de pessoas foi vacinado.

Por Reuters

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse nesta sexta-feira (22) que o país é completamente autossuficiente na fabricação de vacinas contra o coronavírus, e já foram inoculadas mais de 1 milhão de pessoas uma semana depois de iniciar uma campanha de imunização.

No sábado, a Índia iniciou o que o governo classifica como o maior programa mundial de vacinação, usando duas vacinas fabricadas localmente: uma desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca e outra desenvolvida pela indiana Bharat Biotech em parceria com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica.

“Nossa preparação foi tal que a vacina está chegando rapidamente a todos os cantos do país”, disse Modi enquanto interagia com profissionais de saúde de Varanasi, seu distrito eleitoral, durante uma videoconferência.

“E naquela que é a maior necessidade do mundo hoje, somos completamente autossuficientes. Não somente isso, a Índia também está ajudando muitos países com vacinas”.

Exportação para o Brasil

A Índia, conhecida como a capital farmacêutica do mundo, deu vacinas a vizinhos e parceiros, como Bangladesh, Nepal, Butão, Ilhas Seychelles, Maurício e Maldivas, e enviou remessas comerciais ao Brasil e ao Marrocos nesta sexta-feira.

A iniciativa de vacinação do próprio país asiático começou com 30 milhões de profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha de frente, os primeiros da fila, seguidos por cerca de 270 milhões de pessoas de mais de 50 anos ou consideradas de alto risco devido a problemas médicos preexistentes.

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Após deixar de trabalhar com Trump, principal epidemiologista dos EUA fala em ‘sensação libertadora’

Anthony Fauci trabalha com todos os presidentes americanos desde Ronald Reagan. Ex-presidente dos EUA chegou a chamá-lo de ‘idiota’ e se queixar da sua popularidade.

Por G1

Maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos e conselheiro de todos os presidentes americanos desde Ronald Reagan, Anthony Fauci está aliviado com a mudança de poder no governo americano.

Depois de diversos embates com Donald Trump devido às divergências em relação ao combate à pandemia do novo coronavírus, que quase custaram a sua demissão, Fauci falou em “sensação libertadora”.

“Não tenho nenhum prazer em estar em uma situação de contradizer o presidente”, afirmou o epidemiologista de 80 anos, ao participar de uma coletiva na Casa Branca, na quinta-feira (21).

Imunologista da Casa Branca, Anthony Fauci, é vacinado nos EUA

“A ideia de que eu posso subir aqui e falar sobre o que eu sei, quais são as evidências, o que é a ciência – deixe a ciência falar”, disse Fauci. “É uma sensação libertadora”.

O diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA teve um relacionamento tortuoso com o ex-presidente e chegou a ser afastado das reuniões no Salão Oval e das entrevistas do governo americano sobre a Covid-19.

Joe Biden, que havia prometido na campanha “ouvir a ciência”, lançou ontem um plano nacional para combater a pandemia no país mais afetado do mundo (os EUA têm mais de 400 mil mortes e 24,6 milhões de infectados).

“Uma das coisas que vamos fazer é sermos totalmente transparentes, abertos e honestos”, afirmou o especialista aos jornalistas. “Se as coisas derem errado, não vamos apontar responsáveis, mas corrigi-los. E vamos fazer com que tudo o que fazemos seja baseado em ciência e evidências”.

Embates com Trump

Perguntado se gostaria de mudar ou esclarecer alguma coisa que disse durante o governo Trump, Fauci afirmou que sempre foi franco. “É por isso que às vezes me metia em problemas”.

Ele e outros conselheiros de saúde pública tiveram que lidar na Casa Branca com um presidente que minimizava o novo coronavírus, tentava promover curas milagrosas e usava a pandemia para atacar a China.

Trump chegou a defender a injeção de desinfetante em pacientes com Covid-19 o uso da hidroxicloroquina e até se queixar de popularidade de Fauci.

Em julho, uma pesquisa mostrou que 67% dos entrevistados acreditavam e seguiam as orientações do especialista sobre o novo coronavírus, enquanto 26% diziam confiar nos conselhos de Trump.

A duas semanas da eleição em que foi derrotado, Trump chegou a chamar o epidemiologia e outras autoridades de Saúde do país de idiotas durante um comício: “As pessoas estão cansadas da Covid, de ouvir Fauci e esses idiotas”.

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Líder republicano propõe que impeachment de Trump no Senado comece na quinta-feira

Mitch McConnell sugeriu que o processo tenha início no dia 28 de janeiro e que, a partir desta data, o ex-presidente tenha duas semanas para montar sua defesa. Democratas estão avaliando a proposta.

Por G1

O líder dos republicanos no Senado dos EUA, o senador Mitch McConnell, propôs nesta quinta-feira (20) que o segundo impeachment de Donald Trump seja analisado pela casa na próxima quinta, dia 28, e o ex-presidente tenha duas semanas para apresentar sua defesa.

Em comunicado oficial, McConnell disse que enviou a proposta para Chuck Schumer, líder dos democratas. Nela, ele sugere que o processo (entenda os próximos passos aqui) tenha início em 28 de janeiro. A partir desta data, os dois lados teriam 14 dias para montar suas defesas, a favor do impeachment e, no caso de Trump, contra ele.

McConnell, que declarou dias atrás que Trump incitou a invasão ao Capitólio, afirmou que em “momentos de fortes paixões políticas”, os senadores republicanos acreditam que é necessário não permitir que um “processo incompleto” prejudique Trump, o Senado e a presidência.

À Reuters, um porta-voz de Schumer confirmou que a proposta foi recebida e que ela será discutida com McConnell. A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, informou na quinta que não definiu uma data para encaminhar o pedido de impeachment ao Senado, o que daria início ao processo. Ela disse apenas que “será em breve”.

Ainda segundo a Reuters, Trump contratou o advogado Butch Bowers para defendê-lo no processo. Para que o impeachment seja aprovado, dois terços do Senado devem votar pelo “sim”.

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Ex-presidente do banco do Vaticano é condenado a quase 9 anos de prisão

Três homens foram condenados por terem desviado mais de 50 milhões de euros (cerca de R$ 327 milhões, pela cotação atual) do banco com a venda de dezenas de imóveis, realizada praticamente sem publicidade ou controle entre 2001 e 2008.

Por France Presse

A Justiça do Vaticano condenou, nesta quinta-feira (21), Angelo Caloia, ex-presidente do Banco do Vaticano, a quase nove anos de prisão por enriquecimento ilícito com a venda fraudulenta de imóveis da Santa Sé.

Caloia, de 81 anos, foi presidente do Instituto de Obras Religiosas (IOR, nome oficial do banco) durante vinte anos, até 2009.

O tempo preciso da pena é de oito anos e onze meses de prisão. Ele foi condenado por desvio de dinheiro ao se apropriar ilicitamente de dezenas de milhões de euros após a venda de cerca de vinte propriedades em Roma e Milão, na Itália.

Investigação no Banco do Vaticano aponta mais de 500 transições suspeitas

Além dele, também foram condenados o seu advogado, Gabriele Liuzzo, de 97 anos, e o filho deste, Lamberto Liuzzo.

Segundo os investigadores, os três condenados desviaram mais de 50 milhões de euros (cerca de R$ 327 milhões, pela cotação atual) do banco com a venda de dezenas de imóveis, realizada praticamente sem publicidade ou controle entre 2001 e 2008.

O caso foi descoberto em 2014, quando as contas bancárias de dois executivos do banco e do advogado foram confiscadas.

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Incêndio atinge prédio em construção do Instituto Serum, mas produção de vacinas não é afetada

Fogo não atinge o estoque de vacinas e nem a fábrica onde elas são produzidas.

Por G1

Incêndio em uma unidade do Instituto Serum, na Índia — Foto: Reprodução/Reuters

Incêndio em uma unidade do Instituto Serum, na Índia — Foto: Reprodução/Reuters

Um incêndio atingiu um edifício em construção do Instituto Serum, a empresa da Índia que produz vacinas com tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, nesta quinta-feira (21), na cidade de Pune.

O estoque de vacinas e a indústria onde elas são feitas estão seguras, segundo o jornal “Times of India”.

As redes de TV indianas mostram uma coluna de fumaça cinza acima da sede da empresa.

O Instituto Serum é o maior fabricante de vacinas do planeta. Lá são produzidas 1,5 bilhão de doses de para várias doenças, de poliomielite a caxumba. A estimativa é que seis em cada dez crianças no mundo recebam pelo menos uma vacina fabricada pela empresa indiana.

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China anuncia sanções a Pompeo e ex-funcionários da gestão Trump

Ex-secretário de Estado dos EUA e 27 autoridades de alto escalão foram acusados de ‘preconceito e ódio contra a China’.

Por G1

O governo chinês anunciou nesta quinta-feira (21) sanções contra o ex-secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo e mais 27 autoridades de alto escalão do governo Trump, acusando-os de “preconceito e ódio contra a China”.

Em um forte comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os ex-funcionários do governo Trump eram “políticos anti-China” que minaram o relacionamento entre os dois países.

“Planejaram, promoveram e executaram uma série de movimentos malucos que interferiram gravemente nos assuntos internos da China, minaram os interesses da China, ofenderam o povo chinês e perturbaram seriamente as relações China-EUA”, disse o governo chinês no comunicado.

A decisão ocorre um dia após Donald Trump deixar o cargo e Joe Biden se tornar o 46º presidente dos Estados Unidos e dois dias depois que o governo americano classificou a China como autora de genocídio contra os uigures.

Os uigures são uma minoria de religião muçulmana que vivem no noroeste da China, e o governo é acusado de colocá-los em campos de concentração onde são “reeducados”.

A poucas horas do fim do governo Trump, Pompeo classificou a China como autora de um genocídio contra a humanidade pela forma como reprimiu os uigures na região de Xinjiang.

“Após um exame cuidadoso dos fatos disponíveis, determinei que a República Popular da China, sob a direção e controle do Partido Comunista Chinês, cometeu genocídio contra os uigures predominantemente muçulmanos e outros grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang”, escreveu Pompeo em um comunicado. “Eu acredito que este genocídio está em andamento”.

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México comemora suspensão da construção do muro na fronteira com os EUA

Biden assinou um decreto determinando suspender a construção do muro fronteiriço e apresentará um projeto ao Congresso que permitirá a naturalização de cerca de 700 mil jovens nos EUA

Por RFI

O governo mexicano saudou nesta quarta-feira (20) a decisão do presidente americano, Joe Biden, de suspender a construção do muro na fronteira comum, determinada por seu antecessor, Donald Trump.

“O México saúda o fim da construção do muro, a iniciativa migratória a favor do DACA e um caminho rumo à dupla cidadania”, escreveu em uma rede social o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard.

“Como escreveu o presidente López Obrador há alguns anos ao agora presidente Joe Biden, as pontes abrem caminho para a cooperação e o entendimento”, acrescentou.

Joe Biden assina uma série de decretos como novo presidente dos Estados Unidos

Biden assinou na quarta-feira (20) um decreto determinando suspender a construção do muro fronteiriço e apresentará um projeto ao Congresso, que permitirá a naturalização de cerca de 700 mil jovens que chegaram de forma irregular durante a infância, acompanhando seus pais, um grupo conhecido como “dreamers” (sonhadores).

O governo de Barack Obama havia instaurado um programa conhecido como DACA, que protegia da deportação desses jovens e que o governo Trump queria suspender.

Mais cedo, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, desejou a Joe Biden sucesso em seu mandato nos Estados Unidos e disse compartilhar as prioridades do democrata e destacou que a cooperação binacional deve ser respeitosa da soberania.

“Concordo com suas três propostas principais. São muito importantes: o [combate à] pandemia, a reativação econômica e a migração. E já desejando ao presidente Biden que saia muito bem em sua gestão”, disse López Obrador nesta quarta-feira, ao iniciar sua coletiva de imprensa matutina.

Líder mexicano era próximo de Trump

López Obrador, que teve uma relação estreita com o ex-presidente, o republicano Donald Trump, foi um dos últimos a cumprimentar Joe Biden pela vitória nas eleições de novembro, aguardando a reunião e a confirmação do Colégio Eleitoral, em 14 de dezembro.

À pergunta dos jornalistas, López Obrador afirmou que com Trump teve uma “boa relação em benefício do México” e que sempre foi respeitoso com a soberania mexicana.

Ele acredita que a relação com Biden “será muito boa” e destacou que a cooperação deve ser “ordenada e respeitosa, que não haja ingerência”.

Analistas e opositores advertiram, no entanto, que entre o governo de López Obrador e o de Biden poderiam surgir diferenças nas áreas trabalhista, energética, agrícola e ambiental.

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Ataques suicidas deixam 13 mortos e mais de 30 feridos em Bagdá

Atentados a bomba se tornaram raros na capital iraquiana desde a derrota do Estado Islâmico no país em 2017. O último havia sido em janeiro de 2018, no mesmo local, e deixou 27 mortos.

Por G1

Dois ataques suicidas deixaram 13 mortos e mais de 30 de feridos na praça Tayaran, uma movimentada área comercial no centro de Bagdá, capital do Iraque, nesta quinta-feira (21).

O número de mortos foi confirmado por um porta-voz do ministro do Interior iraquiano, que disse que a quantidade de óbitos pode crescer porque muitos feridos estão em estado grave.

Atentados a bomba se tornaram raros na capital iraquiana desde a derrota do Estado Islâmico no país em 2017. O último foi em janeiro de 2018, na mesma praça, e deixou 27 mortos.

Ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelos ataques.

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Especialistas dizem como o novo governo Biden pode impactar o agronegócio brasileiro

Mais comprometido com a agenda ambiental e climática, novo presidente dos EUA deve pressionar para que o Brasil fortaleça políticas nessas áreas. Para o agro nacional, isso significaria mais compromisso do setor em eliminar formas de produção que ainda causam desmatamento.

Por Paula Salati, G1

O novo presidente dos Estados UnidosJoe Biden, tomou posse nesta quarta-feira (20), anunciando medidas de fortalecimento da agenda climática e ambiental.

Para o agronegócio brasileiro, um dos maiores exportadores do mundo, isso pode significar uma pressão maior para que o setor que reforce medidas de combate ao desmatamento, avaliam especialistas ouvidos pelo G1.

Além disso, os dois países disputam o maior cliente do agronegócio no mundo, a China – e a guerra comercial entre os EUA e a potência asiática acabou beneficiando as exportações do Brasil. Mas a expectativa é de que Biden tenha um relacionamento menos tenso com os chineses do que seu antecessor, Donald Trump.

Veja abaixo os possíveis impactos para o agronegócio nacional com o novo governo dos EUA.

Pressão ambiental

Diferentemente de Trump, Biden é mais comprometido com a agenda ambiental e, por isso, especialistas avaliam que ele pode pressionar mais para que o Brasil e, consequentemente, o agronegócio, fortaleçam políticas nessa área.

O novo presidente chegou a citar o Brasil em debate com Trump durante a campanha eleitoral, em setembro, dizendo que haveria “consequências econômicas significativas” se o país não parasse de destruir a floresta.

Queimadas no Pantanal em 2020 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Queimadas no Pantanal em 2020 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

“Enquanto diversos países do mundo criticaram as queimadas no Pantanal e o desmatamento na Amazônia, Trump se manteve em silêncio. Ele não ajudava o Brasil, mas não atrapalhava. Agora vai mudar porque o Biden já chega com uma agenda ambiental e climática forte”, diz o especialista em gestão ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Raoni Rajão.

Rajão é autor de um estudo divulgado pela revista “Science” em julho de 2020 que afirmou que até 22% da soja e pelo menos 17% da carne bovina, produzidas na Amazônia e no Cerrado e exportadas para a União Europeia, poderiam ter rastros de desmatamento ilegal.

O especialista da UFMG acredita ainda que uma pressão ambiental dos EUA poderia acabar gerando penalizações para produtos nacionais.

“O Biden tem uma posição diferente do Trump em relação ao multilateralismo e, por isso, ele deve voltar a fortalecer a OMC [Organização Mundial do Comércio]. Uma das funções dela é estabelecer regras para os mercados internacionais, como penalizações, se um alimento está contaminado, por exemplo. Hoje não existe nenhuma regra na OMC em relação a produtos que venham do desmatamento, mas isso pode mudar”, diz.

Para Felipe Serigatti, pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), apesar da expectativa de que Biden direcione esforços para acordos multilaterais, é pouco provável que ocorra alguma penalização ao Brasil via OMC em relação a questões ambientais. Isso tendo em vista que a entidade está enfraquecida há muitos anos.

Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, mas as vendas da agropecuária representaram apenas 5,7% do total das exportações para aquele país, enquanto a indústria de transformação detém 86% desse volume, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Imagem do agronegócio

Serigatti está otimista com o governo de Biden e avalia que o Brasil deve aproveitar este momento para “mitigar os problemas ainda existentes” no agronegócio.

“Se o pessoal está oferecendo recursos para que a gente resolva o problema do desmatamento, vamos aproveitar a oportunidade para revertê-lo”, diz o pesquisador da FGV ao se referir à declaração de Biden, durante o mesmo debate eleitoral, de que ele levantaria “US$ 20 bilhões (…) para o Brasil não queimar mais a Amazônia“.

Para Serigatti, o grande desafio do agronegócio daqui para a frente é trabalhar para reverter a imagem negativa do setor, construída tanto por declarações de lideranças de outros países como do Brasil.

“Precisamos trabalhar para reverter essa imagem mostrando as coisas positivas que já temos. Quando a gente olha para a produção de grãos, por exemplo, nós já adotamos técnicas de baixa emissão de carbono”, aponta Serigatti. “E, em relação à pecuária, nós fizemos, de 2010 a 2018, uma recuperação de pastagens degradadas do tamanho do Reino Unido.”

O presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari, diz que o Brasil “é um grande protagonista da agenda climática” e que, por isso, o retorno dos EUA ao Acordo de Paris, anunciado horas antes da posse de Biden, só traz benefícios.

O consultor destaca ainda que a experiência de Biden como legislador o fez visitar diversas vezes o Brasil e que isso faz com ele conheça a realidade do país.

“Não podemos desprezar que 46% da matriz energética brasileira é renovável. Nós somos o país que mais substituiu combustíveis líquidos fósseis em todo o planeta. Nós já substituímos mais de 45% da gasolina e 12% do diesel”, diz Nastari.

“O retorno de Biden ao Acordo de Paris é muito salutar. É um acordo do qual o Brasil faz parte, mas que não tem atuado muito. Mas não há saída para nós a não ser embarcar de forma mais séria nas questões ambientais, caso contrário, vamos ficar na contramão do mundo”, afirma Marcello Brito, presidente do conselho diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

“A vastíssima produção do agronegócio é feita sob normas muito fortes, até maiores do que no mundo todo. Há, sim, problemas que precisam ser resolvidos dentro do setor, mas a nossa produção é feita sob regras muito rígidas”, completa Brito.

Nastari, da Datagro, diz que ainda há muito desconhecimento com relação ao desmatamento. “O que motiva é a atividade ilegal e criminosa, que não está ligada à produção organizada de alimentos, que está suportada por certificações”, afirma.

“O setor organizado da produção de alimentos, a agroindústria, não desmata porque sabe que será penalizado. Tudo está ficando integrado, digitalizado, não tem como você esconder mais”, conclui o consultor.

Disputa pela China

Brasil e EUA são grandes competidores na venda de grãos, disputando o maior cliente mundial, que é a China.

O agronegócio brasileiro aumentou as exportações para o país asiático durante o governo Trump, depois que a China praticamente parou de comprar soja dos EUA em meio à longa disputa que culminou com um acordo comercial em janeiro de 2020.

Por esse acordo, que ainda vigora, a China se comprometeu a adquirir US$ 36,5 milhões em produtos agrícolas dos EUA apenas no ano passado.

Para Serigatti, ainda que haja uma expectativa de que o governo de Joe Biden tenha uma relação melhor do que Trump com os chineses, isso não significa que os dois países irão parar de “disputar por hegemonia” no cenário global. Ou seja: as tensões não deixarão de existir.

Segundo ele, o acordo entre EUA e China também não significa que o Brasil irá diminuir as suas vendas de produtos agrícolas ao país asiático no curto prazo.

“A China está demandando muitos grãos, recompondo o seu rebanho de suínos (que usam a soja como ração). E ninguém consegue atender a esta demanda como o Brasil”, afirma.

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Variante britânica do coronavírus está presente em 60 países, diz OMS

A cepa sul-africana está em 23 países. A entidade também investiga a propagação das outras duas variantes que surgiram no Brasil.

Por France Presse

Mutação do coronavírus — Foto: JN

Mutação do coronavírus — Foto: JN

A variante britânica do coronavírus foi detectada em pelo menos 60 países, dez a mais de uma semana atrás, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (20). Já a cepa sul-africana, que também é mais contagiosa, está em 23 países – três a mais do que em 12 de janeiro.

A OMS afirma ainda que também investiga a propagação das outras duas variantes que surgiram no Brasil, a P1, que apareceu no estado do Amazonas e também foi detectada no Japão, e outra cepa.

“Atualmente, há pouca informação disponível para avaliar se essas novas variantes modificam a transmissibilidade, ou a gravidade”, afirma esta agência da ONU, destacando que suas características genéticas similares às das variantes britânica e sul-africana tornam necessário estudos adicionais.

A variante britânica é considerada entre 50% e 70% mais contagiosa do que o novo coronavírus original. Ela está presente nas seis áreas geográficas da OMS, enquanto a sul-africana aparece em quatro delas. A organização não especificou quais.

Embora muito mais contagiosas, ainda não é possível afirmar que essas variantes são mais letais, segundo pesquisas. O problema é que, como as pessoas podem adoecer com mais facilidade, a pressão sobre os sistemas de saúde aumenta, o que já vem acontecendo em alguns países, como Reino Unido, ou Estados Unidos.

Por enquanto, ainda não há informação suficiente para determinar se as variantes afetarão a eficácia das vacinas. Especialistas dizem que as vacinas podem ser reformuladas e ajustadas para se adequar melhor ao vírus em questão de semanas ou meses, se necessário. Um estudo preliminar mostrou que a vacina da Pfizer/BioNTech é eficaz contra as mutações do coronavírus.

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