Diretor-geral da OMS cancela participação em evento britânico após EUA confirmarem saída da OMS

Os Estados Unidos confirmaram na terça-feira que deixarão a OMS em 6 de julho de 2021. O presidente Donald Trump acusou a agência de se tornar um fantoche para a China durante a pandemia de Covid-19. A OMS nega.

Por Reuters

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, se retirou de última hora de um evento em Londres nesta quarta-feira (8), sob a justificativa de participaria de reuniões relacionadas à notificação dos Estados Unidos sobre a retirada da entidade.

O evento no centro de estudos de Chatham House, em Londres, teria a participação de Tedros em um seminário online ao vivo sobre a pandemia de Covid-19, liderado por David Heymann, ex-funcionário da OMS e professor de saúde global.

Donald Trump notifica a ONU que vai retirar os Estados Unidos da OMS

Heymann disse durante o evento online: “Eu entrei em contato com o escritório dele (Tedros) por outra questão (hoje de manhã), e me disseram que ele tem uma série de reuniões diplomáticas hoje, resultado da retirada dos EUA”.

O gabinete de Tedros não respondeu imediatamente aos pedidos por comentários.

Os Estados Unidos confirmaram na terça-feira que deixarão a OMS em 6 de julho de 2021. O presidente Donald Trump acusou a agência de se tornar um fantoche para a China durante a pandemia de Covid-19. A OMS nega.

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Coronavírus ameaça a alimentação das crianças na África do Sul

Pandemia fechou escolas do país e deixou 12 milhões de alunos sem aulas e, nas áreas mais pobres, sem a única refeição quente do dia.

Por France Presse

A pandemia do novo coronavírus, que forçou o fechamento das escolas, ameaça a alimentação de muitas crianças da África do Sul, para as quais a escola é o único lugar que garante o acesso a uma refeição completa.

“Algumas crianças se alimentam apenas das refeições que recebem na escola”, disse Thabang Letsoso, diretor do colégio do ensino médio Sitoromo, na pequena cidade rural de Sterkspruit, na província de Cabo Oriental.

A pandemia de coronavírus fechou durante dois meses as escolas de toda a África do Sul e deixou 12 milhões de alunos sem aulas, longe dos amigos e, nas áreas mais pobres, sem a única refeição quente do dia.

Os estudantes de 12 a 17 anos retornaram às aulas em junho.

Mas o avanço da doença — o país registra mais de 200 mil casos e 3 mil mortes — obrigou as autoridades a adiar o retorno dos demais alunos nas regiões mais afetadas.

Este é o caso de Cabo Oriental, onde a próxima etapa de volta às aulas está prevista para 20 de julho. No caso da escola Sitoromo de Sterkspruit, isto significa que 368 alunos ficarão afastados do centro de ensino por quatro meses.

“Desde março estão em casa, onde não acontece nada”, lamenta o diretor Letsoso. “Às vezes, alguns vão dormir com o estômago vazio”.

Antes da pandemia, quase nove milhões de alunos de escolas públicas sul-africanas eram beneficiados por uma refeição gratuita por dia, subsidiada pelo governo.

Mas o confinamento interrompeu a medida, sem um programa substituto.

Segundo uma pesquisa da ONG Equal Education, mais de um terço dos alunos tiveram dificuldades de alimentação com o fechamento das escolas.

Em um momento difícil, Nondabezitha Sikunya ficou muito feliz com o retorno da neta de 12 anos à escola Sitoromo.

“Pelo menos, quando está na escola não sente fome”, disse a avó de 55 anos, cujo salário de trabalhadora comunitária não é suficiente para alimentar toda a família.

A ministra da Educação, Angie Motshekga, ameaçada de denúncias pela associação Equal Education, anunciou programas para “alimentar os alunos que não foram autorizados a voltar à escola”.

O impacto do confinamento sobre a segurança alimentar é tamanho que muitos analistas o consideram mais importante que o risco de contrair Covid-19.

África do Sul passa a marca dos 200 mil casos do novo coronavírus

“A escola é a melhor estrutura para os pais que precisam voltar a trabalhar e se preocupam sobre o que acontecerá com seus filhos”, afirmou Mignon McCulloch, presidente da Associação Sul-Africana de Pediatria, recordando os efeitos limitados do coronavírus nos mais jovens.

“Se há escolas onde as crianças usam máscaras, lavam as mãos e mantêm a distância, elas podem ser beneficiadas por um pouco de educação e comida”, completou.

Mas para isso é necessário ter condições de abrir as escolas com segurança, o que não acontece nesta província.

Desde que o início da pandemia, 270 alunos e 271 professores ou funcionários administrativos testaram positivo para Covid-19 em 150 escolas de Cabo Oriental, segundo estatísticas publicadas na semana passada.

A escola Sitoromo também foi afetada. O centro de ensino foi fechado há duas semanas, após um caso positivo entre funcionários, e só reabrirá as portas na segunda-feira.

Além disso, um incêndio criminoso destruiu parte da escola no ano passado e obrigou o diretor a dividir 400 alunos em apenas sete salas de aula.

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Tribunal sul-coreano ordena que Kim Jong-un indenize dois ex-prisioneiros de guerra

Dois homens foram capturados durante a Guerra da Coreia de 1950-53, mas não foram repatriados após o fim do conflito. Decisão pode estabelecer um precedente legal de grande alcance na península.

Por France Presse

Um tribunal da Coreia do Sul ordenou ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, a pagar indenização a dois ex-prisioneiros de guerra que passaram décadas como trabalhadores forçados. A decisão pode estabelecer um precedente legal de grande alcance na península.

A decisão constitui a primeira vez que um tribunal da Coreia do Sul reclama jurisdição sobre a Coreia do Norte ou emite uma ordem de compensação contra seu líder, de acordo com um grupo de ativistas que respalda os dois demandantes.

Os dois homens, que tiveram apenas os sobrenomes divulgados (Han, 87 anos, e Ro, de 90), afirmam que foram capturados durante a Guerra da Coreia de 1950-53, mas não foram repatriados após o fim do conflito.

Eles afirmam que foram obrigados a trabalhar em minas de carvão e outras instalações durante décadas, até que escaparam do Norte através da fronteira com a China.

Ro voltou para a Coreia do Sul em 2000 e Han um ano depois. Ambos apresentaram a demanda em 2016, alegando que sofreram “danos mentais e físicos enormes” no Norte.

O Tribunal do Distrito Central de Seul ordenou à Coreia do Norte e a Kim o pagamento a cada ex-prisioneiro do equivalente a 17,5 mil dólares (R$ 94 mil), informou uma porta-voz do tribunal à AFP.

Após a decisão, os ativistas que apoiam os dois demandantes anunciaram que pretendem adotar medidas legais para confiscar os ativos da Coreia do Norte sob controle de Seul, com as tarifas de direitos autorais para a televisão estatal de Pyongyang.

Ao final dos combates, 170 mil norte-coreanos e chineses estavam nos campos de prisioneiros de guerra das forças da ONU lideradas pelos Estados Unidos, enquanto 100 mil soldados sul-coreanos e das Nações Unidas estavam no Norte, de acordo com dados do Monumento às Vítimas na Coreia.

Após o armistício, Pyongyang repatriou 8.343 sul-coreanos, de acordo com o governo de Seul.

Desde então, a Coreia do Sul apresentou a questão em várias oportunidades, mas o Norte sempre afirmou que nenhum ex-soldado do Sul estava retido contra sua vontade.

Ativistas, no entanto, afirmam que quase 80 prisioneiros de guerra sul-coreanos escaparam do Norte e retornaram ao Sul em 2000 e 2001.

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EUA registram novo recorde de mais de 60 mil casos de Covid-19 em 24 horas

Número total se aproxima dos 3 milhões no país; mortes chegam a 131.362. Após estabilização na costa leste, há registro de aumento nos diagnósticos positivos no sul e oeste há semanas.

Por France Presse

Os Estados Unidos registraram 60 mil novas infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, um nível recorde desde o início da pandemia, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hokpins divulgada nesta terça-feira (7).

Com esse aumento, o número de casos da Covid-19 no território americano se aproxima de três milhões (2.991.351).

Após uma estabilização da epidemia na costa leste dos Estados Unidos, as autoridades sanitárias locais estão registrando um aumento nos diagnósticos positivos no sul e oeste há semanas.

Além disso, mais de 1.100 pessoas morreram por coronavírus no país nas últimas 24 horas, elevando a 131.362 o número de vítimas fatais desde o início da crise mundial da saúde.

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Melbourne, na Austrália, volta a decretar confinamento contra o coronavírus

Medidas de restrição na circulação na cidade do estado de Victoria deve durar pelo menos seis semanas.

Por G1

As autoridades decretaram nesta terça-feira (7) um novo confinamento dos habitantes de Melbourne, a segunda maior cidade da Austrália, com quase cinco milhões de habitantes, para frear a propagação do novo coronavírus.

O confinamento na cidade do estado de Victoria começará à meia-noite e deve durar pelo menos seis semanas, anunciou o primeiro-ministro do estado de Victoria, Daniel Andrews.

“Não podemos fingir que a pandemia de Covid-19 terminou”, afirmou Andrews ao explicar a decisão.

O anúncio do confinamento aconteceu depois da divulgação que a cidade registrou 191 novos casos da doença nas últimas 24 horas. “Estes números não podem continuar”, disse Andrews.

“Ninguém deseja ficar nesta situação”, declarou o chefe de governo provincial, antes de reconhecer que aceitar as restrições “será muito difícil” para a população.

O novo confinamento prevê o fechamento dos centros de ensino, o que obrigará a maioria dos alunos a acompanhar as aulas de maneira virtual.

Restaurantes e cafés só podem vender comidas e bebidas para retirada.

“Esta é a única decisão possível, porque em caso contrário potencialmente teremos milhares e milhares de casos adicionais”, disse Andrews.

Melbourne, na Austrália, volta a decretar confinamento contra o coronavírus

O estado de Nova Gales do Sul, o mais populoso da Austrália, decidiu fechar a divisa estadual com Victoria após os novos registros da doença em Melbourne

Policiais e militares controlam dezenas de pontos de fronteira e as forças de segurança mobilizaram aviões e drones para controlar o respeito ao isolamento.

Até agora, as autoridades haviam decretado confinamentos parciais em Melbourne que afetavam 300 mil habitantes.

O novo confinamento dos habitantes de Melbourne acontece um dia depois de o estado de Nova Gales do Sul fechar as fronteiras com o estado de Victoria.

O país registrou mais de 9 mil casos de coronavírus e 109 mortes. Atualmente, a maioria dos casos de Covid-19 na Austrália se concentram em Melbourne. Nas outras regiões do país, as autoridades começam a flexibilizar as restrições adotadas para lutar contra a pandemia.

Falhas na quarentena

Autoridades australianas suspeitam que a onda de Covid-19 em Melbourne tenha começado com falhas de segurança em hotéis onde pessoas que chegaram do exterior cumpriam quarentena. Entre as denúncias, há inclusive casos em que os seguranças contratados para impedir a circulação dos hóspedes teriam feito sexo com alguns deles.

Atualmente, apenas australianos ou pessoas com residência no país podem entrar na Austrália, e mesmo assim, são obrigados a cumprir 14 dias de quarentena, em isolamento em hotéis, que estão sendo controlados pelo governo.

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Os EUA à espera de outro livro-bomba sobre Trump

TOPO

Por Sandra Cohen

BLOG DA SANDRA COHEN / G1

Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em ‘O Globo’

Com bloqueio liberado pela Justiça, única sobrinha do presidente antecipa publicação e promete revelar histórias com potencial destrutivo em ano eleitoral.

Tudo que o presidente Donald Trump não precisava agora era de outro livro com potencial destrutivo para balançar ainda mais os alicerces de sua campanha para manter-se por mais quatro anos na Casa Branca. O novo petardo vem da sobrinha, Mary, que não apenas assegurou na Justiça o direito de publicação como antecipou duas semanas o lançamento.

Psicóloga e filha de Fred, o irmão mais velho do presidente, ela se apresenta como o único membro da família disposto a contar “muitas histórias angustiantes e obscenas” sobre o tio Donald. Trata-se, conforme explica a editora Simon & Schuster, da descrição de “um pesadelo de traumas, relacionamentos destrutivos e uma trágica combinação de negligência e abuso”.

Única sobrinha de Trump e avessa à trajetória que o fez presidente, Mary descreve-o baseada nos relatos que ouviu do pai morto em 1981: uma criança privada de amor, marcada para sempre por uma mãe doente e um pai frio e viciado em trabalho. E também nas cenas que presenciou, para tachá-lo como incapaz de crescer, aprender, regular suas emoções, moderar respostas ou absorver e sintetizar informações.

Previsto para sair na próxima semana, o livro atrai também pelo título sugestivo sobre o presidente que semeia a divisão do país: “Too Much and Never Enough: How My Family Created the World’s Most Dangerous Man” (Demais e Nunca o Suficiente: Como Minha Família Criou o Homem Mais Perigoso do Mundo).

Com 75 mil exemplares impressos, já lidera a lista dos mais vendidos da Amazon, superando outra obra explosiva, da mesma editora: “A sala onde tudo aconteceu” (The Room Where It Happened), do ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton.

De formas distintas, o presidente tentou impedir, sem sucesso, a publicação dos dois livros. Desta vez, o agente de Trump foi seu irmão mais novo, Robert, que entrou na Justiça alegando que Mary havia quebrado um acordo de confidencialidade, que ela negou existir, ao escrever o livro.

A batalha legal prossegue e fomenta a expectativa do lançamento, antecipado para o dia 14. O momento não poderia ser mais inoportuno para o presidente, enredado na má condução da pandemia do novo coronavírus, que o fez perder o favoritismo na batalha pela reeleição. Por meio de seu advogado, Mary Trump acusa o tio de tentar silenciá-la numa campanha orquestrada contra a liberdade de expressão. A proibição de seu livro equivaleria à censura e violaria a Primeira Emenda.

Como escreveu Margaret Sullivan, colunista de mídia do “Washington Post”, quatro meses antes das eleições, os americanos merecem saber tudo que é possível sobre o presidente. Ainda que as revelações bombásticas prometidas por sua sobrinha não alterem qualquer movimento em sua base eleitoral.

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Colisão no ar entre 2 pequenos aviões nos EUA deixa mortos

Acidente ocorreu em região turística no estado de Idaho, no noroeste do país. Destroços caíram em lago e foram encontrados a 40 metros de profundidade.

Por G1

Dois aviões de pequeno porte colidiram no ar no domingo (5), sobre um lago no estado norte-americano de Idaho. Ao menos oito pessoas morreram, admitiram autoridades locais nesta segunda-feira.

As aeronaves se chocaram enquanto sobrevoavam o lago Coeur d’Alene, destino turístico de veraneio no noroeste dos Estados Unidos a cerca de 600 km de Boise, capital de Idaho. Segundo um xerife local, os destroços foram encontrados a quase 40 metros de profundidade.

Uma das aeronaves era um hidroavião operado pela empresa Brooks Seaplanes, que opera voos turísticos na região do lago. Cinco pessoas, incluindo três crianças, estavam a bordo.

O outro avião era um Cessna 206, que levava ao menos duas pessoas — as autoridades não descarta que mais passageiros estivessem a bordo.

“Não acreditamos que haja sobreviventes. Acho que todos estão mortos”, disse à Associated Press Ryan Higgins, representante do xerife local.

A agência federal de aviação abrirá uma investigação para determinar as causas do acidente.

“Este é o incidente mais trágico que já tivemos” na área, disse Higgins.

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Terremoto atinge o Mar de Java, na Indonésia

De acordo com órgão norte-americano que monitora tremores, riscos são pequenos porque epicentro estava a mais de 500 km de profundidade. Não há alerta de tsunami.

Por G1

Um terremoto de magnitude 6,6 atingiu o Mar de Java, na Indonésia, nesta terça-feira (7) (horário local), registrou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Apesar da intensidade, o tremor teve epicentro a 528,7 quilômetros de profundidade, e, por isso, não deve causar estragos. Não há alerta de tsunami emitido para a região.

Terremotos no Sudeste Asiático preocupam porque remontam ao grande tremor no fim de 2004 que gerou tsunamis em vários países da região. Centenas de milhares de pessoas morreram.

A Indonésia fica no Círculo de Fogo do Pacífico — região com alta atividade sísmica por causa dos encontros de placas tectônicas. Veja no MAPA abaixo.

Mapa identifica a região do Círculo de Fogo do Pacífico — Foto: Ciência/G1

Mapa identifica a região do Círculo de Fogo do Pacífico — Foto: Ciência/G1

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China suspende importação de mais dois frigoríficos no RS em meio a receio sobre Covid-19

BRF de Lajeado e JBS de Três Passos são afetadas pela medida. País asiático já havia anunciado a suspensão de importações de outras unidades no Brasil.

Por Reuters

A China suspendeu as importações de duas unidades processadoras de carne suína do Brasil pertencentes à JBS e à BRF, de acordo com a autoridade aduaneira chinesa, reprimindo os embarques de carne em meio a preocupações com o novo coronavírus.

A medida atinge temporariamente as importações de uma fábrica da BRF em Lajeado, no Vale do Taquari, e de uma da JBS em Três Passos, no Norte do RS, segundo publicação com data de sábado no site da Administração Geral de Alfândega da China (GACC, na sigla em inglês).

O município de Lajeado é o terceiro do estado com maior número de casos confirmados de coronavírus, 1.660, na atualização mais recente, publicada pela Secretaria Estadual de Saúde neste domingo (5). Vinte e duas pessoas morreram na cidade pela doença.

Já Três Passos tem 406 confirmados e três óbitos.

A publicação, que apenas identificou as usinas por números de registro, não dá o motivo para a suspensão. Mas o Brasil é o segundo país com maior número de casos do novo coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Na semana passada, o país havia anunciado a suspensão de importação de outros dois frigoríficos do RS: a JBS de Passo Fundo e o Minuano, em Lajeado.

Em todo o país, seis unidades de frigoríficos brasileiros foram impedidas de exportar para a China em meio à preocupações crescentes com os milhares de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, entre trabalhadores de matadouros no país.

A China é o maior comprador de carne suína, bovina e de frango do Brasil. O país asiático solicitou que os exportadores de carne certifiquem globalmente que seus produtos estão livres de coronavírus, o que BRF, JBS e outras processadoras de alimentos do Brasil já fizeram.

A JBS disse em comunicado que não comentaria a decisão e afirmou que estava tomando várias medidas para garantir que seus alimentos fossem da mais alta qualidade e que seus trabalhadores estivessem protegidos.

Em nota, a BRF informou não ter sido notificada oficialmente sobre a suspensão da habilitação para exportações de carne suína de sua unidade de Lajeado e ressaltou desconhecer o motivo da decisão.

A BRF “já está atuando junto às autoridades brasileiras e chinesas, incluindo o Ministério da Agricultura – MAPA, o Ministério de Relações Exteriores – MRE, a Embaixada da República Popular da China no Brasil e o próprio GACC, para reversão da suspensão no menor prazo possível e tomando todas as medidas cabíveis para restabelecer tal habilitação”, disse a empresa em nota.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

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Índia ultrapassa a Rússia e se torna o 3º país com mais casos de Covid-19

País teve um aumento exponencial de casos desde 1º de junho após o governo relaxar as medidas de confinamento.

Por G1

Com quase 700 mil casos de infecções pelo novo coronavírus, a Índia ultrapassou a Rússia e se tornou nesta segunda-feira (7) o terceiro país mais atingido pela pandemia de Covid-19 em todo o mundo. Estados Unidos e Brasil são os países com o maior número de casos confirmados.

Nas últimas 24 horas, a Índia registrou 24 mil novos contágios. O país, porém, tem um número relativamente baixo de mortes em razão da doença, com 19.693 óbitos até esta segunda-feira (6).

O país teve um aumento exponencial de 475 mil casos desde 1º de junho, após o governo relaxar as medidas de confinamento em todo o país, de acordo com a Deutsche Welle. Esse aumento coincide também com o reforço de vários estados na testagem em uma tentativa de controlar a pandemia.

A propagação do vírus está em ritmo acelerado principalmente nas grandes cidades como Mumbai, Nova Déli e Madras.

Para enfrentar o grande número de infectados, Nova Déli inaugurou um gigantesco centro com capacidade para 10 mil leitos, em um espaço dedicado a reuniões religiosas.

Muitas cidades voltaram a determinar o confinamento da população.

As autoridades de Agra, no norte do país, decidiram manter fechado o célebre Taj Mahal, que não recebe visitantes desde meados de março.

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