Mesmo com Pipico, Santa Cruz está atrás de um camisa 9. Entenda o motivo

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Santa Cruz tem o artilheiro da Série C, Pipico, com sete gols marcados na competição. A fase do atacante é ótima: com 16 gols na temporada, também lidera – ao lado de Luciano, do Fluminense – a artilharia da Copa do Brasil. Desde que chegou ao Arruda, durante a Série C do ano passado, ele tem 22 gols feitos em 36 partidas. Mas o clube segue em busca de um camisa 9. Por quê?

Até o experiente Alecsandro, que posteriormente acertou com o CSA, foi sondado pela diretoria do Santa Cruz. A ideia da comissão técnica é ter um centroavante alto para facilitar o trabalho de Pipico. Isto porque, na visão do técnico Milton Mendes, Pipico está se desdobrando quando a bola chega na área – tromba, briga com os zagueiros e ainda consegue finalizar.

Para facilitar o trabalho de Pipico, outra formação é estudada. E pode ser usada no decorrer dos jogos. O centroavante brigaria pela bola. Pipico, com mais espaço, viria de trás. E poderia render mais.

– Estamos à procura de uma atacante de área para fazer Pipico muito mais forte. Nossa primeira forma de jogar é a que estamos jogando. E o atacante de área pode vir numa segunda forma de jogo, porque pode fortalecer ele. Pipico briga demais, é ótimo jogador e eu acho que poderíamos ter algo positivo com ele vindo de trás, encostando no camisa 9 – disse o técnico Milton Mendes.

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Em grupo embolado na Série C, Santa Cruz descarta favoritismo por tradição

Por Sarah Porto — Recife

Globo Esporte

No Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro, três pontos separam o sétimo colocado do vice-líder, fazendo com que as vagas para o mata-mata sejam disputadas ponto a ponto em cada rodada. No Santa Cruz, os jogadores sabem que só o peso da tradição da camisa não é suficiente para o acesso e descartam favoritismo.

“Não existe favorito. Ano passado eu tive essa experiência com o Náutico, a gente saiu em primeiro do grupo e pegamos o Bragantino que era o último do outro, e perdemos. Acho que não tem favorito, é jogar um jogo de cada vez que cada jogo é importante”, disse o meia Dudu.

Nesta Série C, o Tricolor chegou a amargar o sabor da lanterna antes da chegada de Milton Mendes. Por isso, o elenco sabe da importância de cada resultado positivo nesta reta final da fase classificatória.

– A Série C é difícil demais. É muito apertado, você ganha e está lá em cima, e quando perde vai lá para baixo. Agora nessa reta final não podemos vacilar mais, a gente tem que conquistar pontos. E dentro de casa temos que conseguir a vitória – ponderou Dudu.

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+ Milton Mendes confirma Pipico de titular contra Botafogo-PB
+ Entrega e conversa com Milton Mendes: os motivos da volta de Augusto ao time do Santa Cruz

O Santa Cruz entra em campo no próximo domingo, às 18h, contra o Botafogo-PB. O jogo será no Recife, no campo do Arruda, sendo a segunda partida consecutiva do time em casa.

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Entrega e conversa com Milton Mendes: os motivos da volta de Augusto ao time do Santa Cruz

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Faz tempo que Augusto não sabe o que é ser titular no time do Santa Cruz. A última vez foi no dia 18 de maio, há mais de um mês, quando o Tricolor empatou em 3 a 3 contra o Sampaio Corrêa, pela Série C. De lá para cá, foram apenas três jogos disputados, todos saindo do banco de reservas. Essas três vezes já sob o comando de Milton Mendes. E isso ajuda a explicar o que cercou a volta do atacante ao time titular.

Augusto sempre viveu um caso de amor e ódio com a torcida do Santa Cruz. Do elenco atual, é o atleta que está há mais tempo no Arruda – chegou em 2017 e tem contrato até o final deste ano. Em números, o rendimento não é dos melhores. Só no seu último ano de Campinense, ele marcou 13 gols em 21 partidas. No Santa, desde 2017, foram 61 jogos. E sete gols feitos.

– Eu vinha trabalhando, vinha me empenhando e a oportunidade apareceu. Estou preparado e quero corresponder da melhor maneira possível com gols ou assistências. O mais importante, no entanto, é vencer. É o que a gente mais precisa. Eu acho que o Santa foi o clube que me acolheu e eu posso dar mais de mim. Posso balançar mais as redes, sei da minha qualidade e eu quero mudar isso já no domingo – disse Augusto.

As palavras de Augusto deixam claro que a preocupação dele é voltar a ser efetivo. Neste ano, foram dois gols e só uma assistência. Este foi o ponto alto de uma conversa que ele teve com o técnico Milton Mendes. O treinador cobrou isso de Augusto, que tem a missão de ser mais perigoso na partida contra o Botafogo-PB.

“Ele sempre procurou falar para eu prestar atenção no que ele queria. Ele me disse que ia dar a oportunidade e a hora chegou. Espero aproveitar da melhor maneira.”

Assim que chegou ao Santa Cruz, Milton Mendes não deu muitas chances a Augusto no time titular nem nos testes que fazia nos treinamentos. Mas pouco a pouco o jogador foi mostrando o seu valor, principalmente quando saía do banco para entrar nos jogos. Acabou convencendo o treinador e abrindo espaço.

– Eu costumo sempre falar que quem não está acostumado com pressão não pode jogar futebol. A pressão em time grande é maior, em time de massa nem se fala. A gente tem de ter tranquilidade para conseguir as vitórias.

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Patrick Vieira pede desligamento do Santa Cruz e deve ir para o futebol árabe

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Santa Cruz teve uma baixa não só no treinamento desta quarta-feira, mas no restante da temporada. O meia Patrick Vieira não apareceu no Centro de Treinamento Ninho das Cobras e não faz mais parte do plantel. Ele pediu desligamento porque tem uma proposta do futebol árabe e, amigavelmente, vai rescindir o contrato com o Santa para seguir seu caminho. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tricolor.

Patrick Vieira chegou ao Santa Cruz no mês de janeiro. Àquela altura, era o 16º reforço contratado pelo clube para a temporada de 2019, mas nunca conseguiu se firmar. Ao todo, jogou em dez oportunidades, sendo titular quatro vezes e não marcou nenhum gol.

O técnico Milton Mendes gostava muito do futebol de Patrick e estava disposto a fazê-lo render. Inclusive, após a derrota de 2 a 0 para o Ferroviário-CE, na última sexta-feira, o treinador o colocou como um dos prováveis substitutos do meia Everton, que está suspenso para a partida do próximo domingo, contra o Botafogo-PB.

O Santa Cruz não deve ir atrás de um substituto para a posição de Patrick Vieira. O clube segue atrás de um lateral-esquerdo e de um atacante de área, pedidos de Milton Mendes.

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Sem Sammir, Sport se reapresenta de olho no Cuiabá

Por Sarah Porto — Recife

Globo Esporte

O Sport se reapresentou nesta quarta-feira no CT e realizou o primeiro treino após o empate contra o São Bento. O técnico Guto Ferreira teve apenas um desfalque em relação à última partida, o meia Sammir, que está está com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda – ele sentiu ainda no primeiro tempo do jogo da segunda passada e foi substituído por Leandrinho.

O atleta realizou exames na tarde desta quarta-feira e, segundo a assessoria do clube, a lesão detectada deixará Sammir longe dos gramados de 3 a 4 semanas. Quanto ao volante João Igor, o jogador segue no departamento médico.

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Guto dividiu o elenco do Sport entre os que entraram como titulares e aqueles que não atuaram ou foram acionados no decorrer da partida. Os primeiros não foram a campo, realizando atividades apenas na academia, enquanto os demais, acompanhados de alguns atletas do sub-20, treinaram com bola.

O Sport tem pela frente o Cuiabá, na próxima segunda-feira, às 20h, na Arena Pantanal. Até a data da partida, o grupo ainda terá mais quatro treinos nos quais o técnico poderá testar a equipe.

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Em noite ruim, Brasil perde para reservas da Polônia e se complica nas finais da Liga das Nações

Por GloboEsporte.com — Chicago, EUA

A escalação polonesa, a princípio, indicou um caminho mais tranquilo. Com o foco no Pré-Olímpico, em agosto, o time europeu escolheu levar seus jovens reservas para as finais da Liga das Nações, em Chicago. Isso, porém, em nada facilitou a vida do Brasil. Pelo contrário. Na noite desta quarta-feira, a seleção sofreu com a falta de inspiração e com a força dos rivais. Até lutou, mas não conseguiu fazer frente às surpresas da Polônia: 3 sets a 2, parciais 25/23, 23/25, 25/21, 21/25 e 15/9.

+ Confira a tabela das finais da Liga das Nações

A seleção folga nesta quinta-feira. Das arquibancadas, vai assistir ao duelo entre Polônia e Irã. Depende dele para saber exatamente o que vai precisar fazer na sexta-feira. Agora, porém, já sabe que uma vitória contra os iranianos já garante um lugar na semifinal. A equipe de Renan Dal Zotto encara o Irã às 19h, no horário de Brasília. O SporTV2 transmite a partida, e o GloboEsporte.com acompanha tudo em tempo real.

O nó polonês

Não era a Polônia tricampeã do mundo em quada. Apenas Bartosz Kwolek fez parte do grupo campeão no ano passado. O técnico Heynen Vital, então, escalou um time de jovens talentos locais. E surpreendeu. Diante de um rival pouco conhecido, a seleção não conseguiu manter o mesmo padrão da fase classificatória. Foi a segunda derrota do Brasil em toda a Liga das Nações.

Os sets

O começo já indicou uma noite pouco inspirada. A Polônia abriu 5/1 logo de cara, e Renan Dal Zotto pediu tempo. Foi o suficiente para que a seleção acordasse. Logo, diminuiu a diferença para apenas um ponto (7/6). O empate veio com um bloqueio de Bruninho, marcando 11/11 no placar. A virada veio mais uma vez através do paredão brasileiro. Flávio apareceu bem e colocou o time à frente 15/14. O Brasil chegou a abrir três pontos, mas a Polônia empatou. A equipe europeia cresceu depois da inversão do 5-1. O oposto Mujaz fez a seleção polonesa embalar de vez e fechar o primeiro set em 25/23.

Na volta à quadra, o Brasil quis reagir. Abriu vantagem logo de cara, fazendo 6/2 no placar. Pouco depois, com uma defesa espetacular com o pé, Bruninho deu sequência a um rali de 32 segundos, com a seleção levando a melhor. A Polônia, porém, seguiu firme e conseguiu se recuperar. Chegou ao empate, e Renan tentou arrumar a casa com Cachopa e Alan. Em um primeiro momento, não funcionou, e os rivais passaram à frente. Mas o jogo seguiu equilibrado. E, dessa vez, o Brasil levou a melhor. No saque errado do time polonês, a seleção deixou tudo igual: 25/23.

Dois saques errados, um de cada lado, abriram o terceiro set. Mas o jogo seguiu duro. Nenhum dos dois times conseguiu se desgrudar no placar no início da parcial. Mas o Brasil, aos poucos, tomou a frente. Pelas mãos de Wallace e Lucarelli, disparou e fez 16/11. A Polônia, mais uma vez, foi buscar. Em um ataque de Lucarelli para fora, os rivais viraram para 20/19. Renan, então, parou o jogo. Só que tudo desandou de vez. O Brasil passou a errar muito, permitiu a virada e caiu por 25/21.

Ao Brasil, só restava a obrigação de se impor. O time de Renan Dal Zotto conseguiu abrir boa vantagem na volta à quadra, fazendo 9/4 no placar. Com Cachopa e Isac, o time cresceu. Mas os reservas da Polônia queriam resolver logo o jogo. Na marra, seguiram colados no placar. O Brasil abriu três pontos, os rivais buscaram. No duelo de xadrez entre os técnicos Renan e Heynen Vital, o Brasil soube controlar melhor os nervos na reta final: 25/21, depois de uma pancada de Leal.

No set decisivo, o Brasil se manteve instável. Até saiu na frente, mas deu brechas para que a Polônia abrisse 5/2. Foi a vez de a seleção buscar. Com uma pancada de Wallace, empatou em 6/6. Só que a reação parou por ali. A Polônia manteve o ímpeto e fechou em 15/9.

Escalações:

Brasil: Bruninho, Wallace, Flávio, Lucão, Lucarelli e Leal. Líberos: Thales e Maique. Entraram: Cachopa, Alan, Maurício Borges, Douglas Souza e Isac.

Polônia: Komenda, Lukasz Kaczmarek, Klos, Bartosz , Kwolek e Huber. Entraram: Janusz, Lukasik e Muzaj.

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Preparador físico do Náutico vê estreia próxima de Paulinho, mas freia Maylson: “Precoce”

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

O Náutico pode ter dois reforços para o próximo jogo da Série C, contra o Ferroviário, pela 12ª rodada da Série C. Nenhum deles é Maylson. Fora desde abril, o volante ainda não volta a treinar com bola nesta semana. Em compensação, os atacantes Paulinho e Jefferson Nem têm chances de ficar à disposição do técnico Gilmar Dal Pozzo.

O preparador físico Walter Grassmann explicou, em entrevista à Rádio Jornal, a situação dos atletas.

– Estipular um tempo para ficar em campo depende do atleta. Ele só está sendo liberado porque tem condições de jogar. Álvaro já estava à disposição, entrou na partida. Mesmo sendo atacantes, Álvaro, Jefferson e Paulinho têm características e exigências diferentes. Mas pelo menos 30, 45 minutos eles têm condições de jogar.

Grassmann também ponderou a respeito do ritmo de jogo dos atletas. Paulinho não joga desde o ano passado. Jefferson Nem e Álvaro fizeram poucos jogos nesta temporada.

– Só treinar te deixa fora do ritmo da competição. A Série C tem um envolvimento de força muito grande. Isso exige muito mais dos atletas. O primeiro jogo não nos preocupa tanto com esses atletas. O que mais nos preocupa é a segunda partida. Temos vários jogos-treinos durante a semana, vamos colocando os atletas para executar atividades mais próximas da realidade das partidas.

A respeito de Paulinho, esta quarta-feira será decisiva para a liberação completa do jogador.

– Paulinho vai participar amanhã de uma avaliação de isocinético. Será seu sétimo teste desse tipo. Ele fez o primeiro, depois fez mais cinco em que corrigiu o déficit muscular que tinha. Amanhã (quarta), ele fará mais um e será reavaliado. Não tendo nenhum problema, vai ser liberado para Gilmar para as partidas da Série C.

Ainda não

Já sobre Maylson, a situação ainda não é tão próxima. O jogador está fora desde a primeira final do Pernambucano, por conta de uma lesão na panturrilha direita.

– Ainda precoce (liberar para bola nesta semana). A lesão dele foi muito desagradável, num grau um pouco maior. Lesão de panturrilha é sempre mais perigosa, porque você não consegue isolar esse agrupamento muscular de qualquer tipo de atividade. Ele foi muito bem tratado pelo DM e começou a transição comigo.

Grassmann explicou em que estágio Maylson está.

– Ele ficou com um programa especial. Evidente que temos que ter muito cuidado porque ele ficou 50 dias fora, perde muita força. Já iniciamos um trabalho com um ganho muito grande. Temos três protocolos com ele e já colocamos dois em prática. É um atleta muito diferenciado. Quando colocarmos à disposição, tem que jogar pelo menos meio tempo. Ainda não liberamos nem para jogo-treino, mas ele vem evoluindo.

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Inspirado em Daniel Alves, Caça-Rato tenta retomar a carreira aos 33 anos

Por Elton de Castro — Recife

Globo Esporte

Seis anos após se tornar herói do retorno do Santa Cruz para a Série B do Campeonato Brasileiro e ganhar notoriedade nacional pela irreverência, Flávio Caça-Rato tenta retomar o rumo da carreira jogando a Série A2 do Campeonato Pernambucano. Aos 33 anos, o atacante aceitou a proposta do Decisão, time que representa a cidade de Bonito, Agreste pernambucano com um intuito: mostrar que ainda pode jogar a nível profissional. Ciente de que não é mais um garoto, Caça-Rato busca inspiração em um dos maiores vencedores do futebol mundial para justificar a crença em conseguir recuperar a carreira os 33 anos.

– É uma experiência nova. Se eu jogar bem as portas se abrirão para mim. Esse negócio de idade não pesa muito. A gente viu Daniel Alves dando show na Copa América e sendo importante com 36 anos. Eu tenho 33 e me vejo muito determinado. Agora é fazer o certo e trabalhar forte. Daniel Alves é o exemplo que fica e que eu vou seguir – disse Caça-Rato, apesar da evidente distância da realidade do lateral da seleção brasileira.

+ Tudo Menos Futebol: as mulheres, o dinheiro e a beleza invejável de Caça-Rato+Perfil Caça-Rato: enforcado com lençol pelo pai, a história de um sobrevivente

Campeão Pernambucano, em 2012 e 2013, mesmo ano em que levou o Santa Cruz ao acesso à Série B, Caça-Rato tornou-se um andarilho no meio do futebol. Desde que deixou o Santa Cruz, em 2014, defendeu nove clubes. Em nenhum conseguiu mostrar o futebol que o fez virar ídolo tricolor. Em todos, o fator marketing foi fundamental para a chegada dele. O sucesso, que o fez ganhar os holofotes, segundo o próprio atleta, subiu à cabeça, que agora tenta recuperar o tempo perdido.

– Joguei uma Primeira Divisão com o Santa Cruz, fui campeão, fiz gol em final e agora estou aqui, mas estou feliz. É trabalhar forte para que eu possa mostrar que ainda posso ser aquele Caça-Rato de antes. Tive meu melhor momento com o Santa Cruz. Ali eu era importante dentro de campo. Depois eu acabei fazendo algumas escolhas erradas, mas aprendi com o meu erro. Agora eu tenho a oportunidade de dar uma continuidade para a minha carreira e voltar a ser o que já fui.

Ainda sonhando em viver grandes momentos no futebol, Caça-Rato acredita que uma boa temporada pelo Decisão pode fazer com que ele retorne ao mapa de clubes mais tradicionais. Cenário que o atacante acredita ser factível.

– Sei que uma boa Série A2 vai me trazer propostas. Quero voltar a defender times grandes e sei que tenho condições para isso. A minha ideia é isso.

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Presidente do Santa Cruz faz balanço de campanha para chamar torcida e projeta novas

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Santa Cruz investiu para chamar o torcedor ao Arruda. A campanha “Ou você é cobra, ou tem medo dela” foi repercutida em rádios e nas propagandas de televisão – inclusive no intervalo do Jornal Nacional. A meta era ter 50 mil torcedores no estádio, mas o público de 25.084 – o segundo maior do ano – na derrota de 2 a 0 para o Ferroviário-CE, na última sexta-feira, agradou à diretoria. A intenção do clube é fazer outras ações de marketing, mas não deve ser tão fácil.

Isto porque, apesar de ver a campanha com bons olhos, o Santa Cruz investiu uma quantia considerável – não revelada. De acordo com o presidente Constantino Júnior, o Tricolor tem dificuldade de investimento.

– Isso mostra a importância do nosso marketing e comunicação andando junto com a torcida. A gente não faz mais pela dificuldade de investimento, mas vamos procurar fazer sempre que possível visando o fortalecimento da nossa marca e conseguir recursos com isso, porque mexe com o torcedor, com a venda de camisas. A gente trata a marca do Santa Cruz com grandeza, como ela merece.

Constantino Júnior disse que o Santa Cruz não pode parar com as ações, que, segundo o presidente, foram bem elogiadas até por torcedores de clubes rivais.

– Não podemos parar. Quem tem uma torcida como essa não pode parar. Claro que não posso fazer uma campanha para chamar 30 mil pessoas. A gente coloca isso de maneira usual, então temos de chamar 50 mil, a capacidade do estádio. Claro que um jogo de sexta-feira à noite não é normal para o torcedor ir a campo. Um jogo de meio de competição, a gente sabe que o nosso torcedor apoia muito, mas gosta de chegar no filé, na reta final de competição. A campanha foi muito bem feita e deu o efeito da grandeza da autoestima do nosso torcedor e o número fala por si, o número de torcedores em campo. E a qualidade do material. Fomos elogiados por clubes do Brasil inteiro, por publicitários e por torcedores de clubes rivais.

O presidente coral fez um apelo para a torcida continuar comparecendo em bom número ao estádio do Arruda. Depois do jogo contra o Ferroviário-CE, por exemplo, o clube saltou da quarta melhor média depúblico pagante da Série C para a segunda (com 7.429 torcedores).

“A Série C é muito difícil e o Santa Cruz tem muitos gastos para fazer jogos em um estádio como o Arruda. É diferente dos outros times que têm estádios municipais ou estaduais, que não têm custo de jogo. Isso nos custa. “

– Claro que temos o maior orgulho do mundo do nosso estádio e não abrimos mão porque ele nos ajuda demais. Estamos feridos pela derrota, mas passamos mais de um ano sem perder no Arruda. Temos de jogar junto com a torcida, não é uma derrota em um ano que vai derrubar nossas pretensões. Precisamos da casa cheia, sim, do torcedor nos ajudando. Fizemos um trabalho de austeridade financeira e ele continua.

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Em processo de negociação para renovar, Anderson adota silêncio no Santa Cruz

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Neste mês de julho, Anderson já pode assinar pré-contrato com qualquer outro time. Isto porque o vínculo com o Palmeiras, seu clube de origem, se encerra no final do ano. Enquanto isso, o Santa Cruz negocia com os paulistas a extensão do contrato do goleiro – o empréstimo se encerra no final da Série C. Enquanto as conversas se desenrolam, o camisa 1 se cala. E disse que prefere focar apenas no que acontece dentro das quatro linhas.

“No momento, eu falei com meu empresário e disse que não queria falar sobre isso porque estamos em reta final de campeonato. Só quero focar dentro de campo e fazer o melhor para a gente se classificar.”

+ Derrotas não abalam ambiente e treino tem momento de descontração; assista

Anderson chegou ao Santa Cruz no início deste ano e se tornou titular depois que Ricardo Ernesto se machucou, atuando atuou 29 vezes. Entrou para não sair mais. E fez um breve resumo da temporada que teve até o momento – a primeira dele como jogador profissional.

– Tenho 29 partidas aqui e, pelo meu primeiro ano profissional, eu não esperava um desempenho tão alto. Ninguém consegue manter uma fase boa o ano inteiro, em todos os jogos. Mas eu fico tranquilo porque eu tenho mais jogos para mostrar meu trabalho.

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