Milton Mendes diz que gramado pesado atrapalhou o Santa Cruz

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

O Santa Cruz confiava nos dois jogos seguidos no estádio do Arruda para alavancar na classificação. Mas o saldo foi de, seis pontos disputados, apenas um conquistado. Neste domingo, o Santa empatou contra o Botafogo-PB no apagar das luzes. O gol saiu no último minuto, com Charles. Ou seja, o Tricolor, por pouco, não tem um resultado pior. E o técnico Milton Mendes avaliou a partida, mas disse que o gramado pesado prejudicou a equipe.

– Nós temos as nossas variações, forma de jogar e nossa equipe tem aproximação, bolas em profundidade, temos jogadores rápidos e agora optamos por uma escalação leve, rápida e que tínhamos certeza que ia dar frutos com Augusto e Dudu. E Daniel por dentro, que são homens de qualidade. No intervalo e na preleção eu disse que o campo estava molhado, que tínhamos de chutar mais. Mas eu coloco a possibilidade do campo estar ruim dos dois lados. Eles mal chutaram também. É difícil jogar no campo como estava hoje, com chuva.

O gramado do Arruda ficou com vários pontos alagados por causa das chuvas que caíram no último sábado e neste domingo. Mesmo com a grama pesada, Milton disse que o time tentou jogar bola.

– Lutamos muito. Umas bolas boas, umas ruins. Colocamos a bola no chão, arriscamos mais e aí, no fim, eles entraram mais no jogo. Acredito que, em outras condições de gramado, a gente teria vencido. Seria muito injusto (perder) por tudo que fizemos. No primeiro tempo, eles não tiveram nenhuma chance. No segundo tempo, uma triangulação e o gol. A bola estava parando muito. Augusto tentou e não conseguiu, sofreu com isso. Eu parabenizo os meus jogadores. Vocês podem ter a opinião de vocês. E o torcedor também. O descontentamento é natural. Muitas vezes jogar em casa, nas condições que o campo estava hoje, é pior do que jogar fora de casa.

Protestos da torcida

Depois do jogo, a torcida do Santa Cruz protestou muito. Nas arquibancadas, com vaias, e também fora delas. Um grupo chegou a protestar perto dos vestiários e a polícia foi chamada para isolar a área. Milton Mendes também falou sobre isso.

– A reação, quando é feita na arquibancada, é totalmente aceitável. O torcedor tem direito de reagir. Durante o jogo, incentivando, porque eu sempre disse que eles são o nosso 12º jogador. E nós gostaríamos de ter o nosso torcedor no momento bom e no menos bom. Talvez uma insatisfação por algum motivo, que eu também não sei porque. A diretoria, na pessoa do presidente, tem feito o máximo. Tem dado condições. As coisas que aconteciam antes, de não pagar, hoje é diferente. Eles já receberam na sexta-feira e o pessoal da cozinha me disse isso, felizes da vida. Sem nenhum tipo de bajulação, porque eu não sou assim, mas eu vejo a luta de Tininho em dar estabilidade ao clube. Essa semana devem receber os salários do mês. Eu acredito que a torcida está insatisfeita como nós.

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Milton avalia Warley e Elias, promessas do Santa Cruz: “Tudo tem seu tempo”

Por Sarah Porto — Recife

Globo Esporte

Com apenas 19 anos, Warley e Elias Carioca são dois dos atletas mais jovens no elenco doSanta Cruz. Com a chegada de Milton Mendes, o primeiro foi utilizado duas vezes, enquanto o segundo, quatro. Ambos seguiram atuando no time sub-23 do clube que disputou o Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Para o treinador coral, é de suma importância o entendimento de que os jovens adquiram maturidade em campo antes de serem expostos a desafios que possam, de alguma maneira, frustrá-los para a carreira.

– Warley é como meu filho. Eu brinco com ele, é um menino que tem um valor muito grande. É um menino que tem que se ter cuidado: dar um pouco e tirar. Ele teve situações no sub-23 não tão boas e quando veio para o profissional atuou melhor. Potencial ele tem, mas precisamos ter cuidado para que ele não seja exposto e não ir muito bem – afirmou Milton Mendes.

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Tendo atuado mais vezes na temporada pelo elenco principal, Elias Carioca foi o principal destaque no time no início do ano. Porém, após algumas atuações longe do esperado, foi preservado. No retorno aos campos, chegou a sair chorando durante o empate contra o Globo por 3 a 3 e foi defendido pelo comandante.

“Talvez tenha acontecido um pouco dessa exposição com o Elias. Eu vejo os dois com potencial de Série A fácil, mas tudo são etapas. O momento de entrar, o momento de sair, o momento deles saberem que é a hora”, acrescentou Milton.

Milton Mendes participou da formação de promessas do futebol nacional como o atacante Paulinho, hoje no Bayer Leverkusen, enquanto ainda estava no Vasco.

– Tudo tem seu tempo e eu tenho experiência nisso. Na hora certa eles vão aparecer. Pode acreditar.

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Jogadora do Sport desabafa após sofrer goleada para o Santos: “Falta foco do clube em nós”

Por Elton de Castro — Recife

Globo Esporte

A visibilidade dada à Copa do Mundo da França, encerrada há uma semana, trouxe a impressão de dias melhores para o futebol feminino no Brasil. Principalmente pelo interesse popular, fator que dobrou audiência da TV Globo durante as transmissões dos jogos. Passada a competição, no entanto, o cenário local mostra que ainda há muito o que melhorar. Constatação evidente após o desabafo da defensora do Sport, Sofia Sena, depois de ver o Leão perder por 9 a 0 para o Santos, no último sábado.

Indignada com a situação do clube, que desmanchou o time feminino antes da competição e só montou uma equipe, às pressas, para não ser punido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Sofia reclamou da estrutura dada às atletas, que nem sequer conseguem treinar todos os dias da semana.

– Elas (as jogadoras do Santos) treinam todos os dias e a gente mal tem horário para treinar. Elas convivem com a bola e a gente mal toca na bola. Falta foco do clube em nós. Falta o investimento que a gente não tem de nenhuma forma. Se vira do jeito que pode, tem um horário, uma professora para ensinar vocês, uma bola e se vira aí, o resto a gente que resolve. Eu acho que isso não ganha jogo. A gente pode ter raça, vontade, amor, mas com certeza isso não vai ganhar jogo – disse, em entrevista para a CBF TV.

O desabafo de Sofia é um reflexo da campanha do Sport no Brasileirão Feminino. O Rubro-negro perdeu todas as 11 partidas disputada, tendo sofrido nada menos que 46 gols e feito um. Panorama que condiz com a preparação do clube para a competição.

– Para piorar as circunstâncias tem exame antidoping depois do jogo e a gente tem que sair daqui correndo para o aeroporto, não dá nem pra passar no hotel direito pra poder ir embora. Eles não sabem organizar isso e complica muito a nossa vida, nós somos seres humanos e precisamos descansar, então não dá pra fazer essas coisas.

Bicampeão pernambucano desde a reativação da equipe, no início de 2017, e com 23 atletas remuneradas, até 2018, o Sport resolveu, por contenção de gastos, dissolver todo o departamento de futebol semanas antes do torneio. Ao todo, a economia rubro-negra gira em torno de R$ 40 mil. Para participar da competição e não ser excluído de todos os campeonatos organizados pela CBF, incluindo o futebol masculino, por desistência fora do prazo, o clube montou um elenco em pouco mais de uma semana. Com um grupo recheado de atletas novas e com ninguém recebendo salário, o objetivo na competição era evitar a punição.

As Leoas, apelido dado ao time feminino do Sport, treinam três vezes por semana, no gramado irregular do campo auxiliar da Ilha do Retiro. Os cinco campos do centro de treinamento do clube não são disponibilizados para que a treinadora, Keila Lima, que nem sequer conta com auxiliar, possa trabalhar com as garotas.

*Procurado, o diretor de futebol do clube, Nelo Campos, não atendeu a ligação

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Presidente do Sport tenta fugir de polêmica, mas responde Magrão: “Não fui eu quem o envelheci”

Por Daniel Gomes — Recife

O goleiro Magrão falou pela primeira vez com detalhes sobre sua saída polêmica do Sport nesta quinta-feira, em entrevista exclusiva para a TV Globo e GloboEsporte.com. Algumas horas depois, o presidente rubro-negro, Milton Bivar, convocou coletiva de imprensa no Centro de Treinamento do Leão, em que rebateu as críticas do jogador, ainda que, segundo ele, não tenha dado todos os detalhes: “Se eu for responder, vai ser com a verdade. E aí vai virar polêmica.”

Milton Bivar abriu a coletiva dizendo que no ano de 2006, quando era diretor de futebol, Magrão estava em uma lista de dispensas. E lembrou de outros anos, 2007, 2008, 2009 (já como presidente) e 2013. Ao falar de cada uma das temporadas em questão, fazia uma breve retrospectiva e terminava com a frase: “E Magrão estava comigo”. Até que falou sobre a conversa que teve com o goleiro em janeiro deste ano – citada pelo jogador na entrevista desta quinta.

– Quando voltei, assumi em 1º de janeiro, e nessa primeira quinzena, Magrão esteve comigo. Ele e a esposa, na sala da presidência. Falei a ele de tudo do clube porque ele já chegou dizendo que o pessoal não tinha palavra, que o clube não tinha pago a ele. Ele já estava chateado. E aí conversamos. No dia 6 de fevereiro, ele assinou uma repactuação que foi toda cumprida até ele tomar a medida de colocar o Sport na Justiça.

Milton Bivar durante entrevista coletiva nesta quinta-feira — Foto: Reprodução

Milton Bivar durante entrevista coletiva nesta quinta-feira — Foto: Reprodução

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Milton Bivar se esquivou a todo momento para não entrar em polêmicas. Ao ser indagado sobre a conversa para dar mais detalhes, o presidente foi direto.

– Se eu for responder, vai ser com a verdade. E aí vai virar polêmica. Eu não quero polemizar. Eu só quero dizer que isso cabe várias interpretações. Se são dois amigos conversando… Eu falo que quero o melhor para ele. É conversa de amigo para amigo. E quando eu conversei foi como Milton amigo de Magrão e de Marilu, a esposa dele que eu sempre tive contato até em tratativas de renovação de contrato.

Homenagem segue nos planos

Segundo Milton Bivar, a ideia de homenagear Magrão até com uma estátua na Ilha do Retiro segue da mesma maneira. O presidente também garantiu que, apesar da chateação do goleiro, em pelo menos dez anos de Sport, Magrão não tem o que reclamar em relação a salários.

– Certamente segue nos planos (homenagem). Não vou ser eu, Milton Bivar, a pessoa que vai botar terra. Eu quero deixar bem claro que não fui eu que envelheci Magrão. Se ele está se aposentando é por conta da idade, não sei nem se ele vai se aposentar. Se no Sport, em algum momento, ele não foi tratado como deveria, com salários em dias, eu posso garantir que em pelo menos dez anos ele não teve problemas de salários. Eu posso garantir. Eu só tenho isso a falar. Foi uma conversa de amigos na primeira quinzena de janeiro.

A intenção do presidente é colocar um ponto final no assunto Magrão. Por isso que ele foi breve na entrevista coletiva.

– O que eu tenho que falar é isso. E eu sei, pelo que ele fez pelo Sport como atleta, eu respeito também a pessoa. Eu sei o quanto é difícil parar. E nem todos os atletas estão preparados para parar. Sou da época que ex-jogadores ficaram alcoólatras ou sem rumo porque não se preparavam para parar. Em respeito ao ser humano Magrão, não vou criar polêmica. Convoquei essa coletiva para a gente colocar um ponto final e seguir a vida. O Sport está em plena competição e com a missão de voltar à Série A.

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Magrão revela motivos de ter saído do Sport e se emociona

Por Lucas Liausu e Sabrina Rocha — São Paulo

Globo Esporte

Um mês. Foi esse o tempo exato que o goleiro Magrão ficou recluso. E nesta quinta-feira decidiu sair do seu casulo e atender o Globo Esporte e GloboEsporte.com para uma entrevista exclusiva em São Paulo, no escritório do seu advogado. Foi a primeira vez que falou com a imprensa desde que deixou o Sport e acionou o clube na Justiça do Trabalho (já foi feito um acordo).

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Magrão chegou com um semblante tranquilo e inclusive fazendo brincadeiras sobre o sumiço, mas na hora de falar sério, mostrou que o coração estava repleto de emoção e também com uma ponta de frustração por não encerrar sua participação no Sport como sonhou.

Com lágrimas nos olhos, lembrou de momentos difíceis que passou no Sport e principalmente dos últimos episódios, quando tentou negociar sua situação financeira e escutou uma resposta que o surpreendeu.

Em 14 anos de Sport, foram 731 jogos, com 10 títulos conquistados e o posto de maior vencedor da história do clube. E, de acordo com o goleiro, a decisão de por fim a tudo isso foi tomada por um somatório de fatores.

– Foi pensado devido ao momento também que o clube teve no ano passado, onde todo mundo sabe a situação que o clube se encontrou financeiramente e quando eu fui conversar com o presidente (Milton Bivar). Ele começou a falar a situação, que tinha pego o clube numa situação complicada, que estava realmente devendo a mim, e ali o presidente fez uma proposta para mim que me deixou bastante decepcionado. Ele tinha perguntado se havia clube interessado em mim porque ele facilitaria a minha saída. Então naquele momento ali eu vi que estava fora dos planos.

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Magrão deu entrevista em escritório de advogado — Foto: Reprodução

Magrão deu entrevista em escritório de advogado — Foto: Reprodução

Magrão falou sobre o momento desde que começou o imbróglio com o clube.

“Têm sido semanas completamente diferentes do que eu vinha tendo né, já que foram 14 anos de dedicação ao clube e agora vivendo com a minha família. Já que nesses 14 anos eu me dediquei ao máximo ao clube e agora estou tendo a oportunidade de estar me dedicando à minha família.”

O goleiro também se emocionou ao falar da família.

– Foram 14 anos de dedicação ao clube, fiquei longe da família. No momento em que minha esposa estava operando eu estava em campo. Então eu acho que algumas críticas são pesadas, pelo fato que eu fiz tudo pelo clube. Tudo que eu podia eu fiz. Eu errei, tive falhas, mas eu honrei essa camisa. Então eu saio de cabeça erguida porque eu fiz o melhor.

Uma versão estendida da entrevista vai ao ar nesta sexta-feira no Globo Esporte Pernambuco. E a íntegra será publicada no GloboEsporte.com também nesta sexta.

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Mesmo com Pipico, Santa Cruz está atrás de um camisa 9. Entenda o motivo

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Santa Cruz tem o artilheiro da Série C, Pipico, com sete gols marcados na competição. A fase do atacante é ótima: com 16 gols na temporada, também lidera – ao lado de Luciano, do Fluminense – a artilharia da Copa do Brasil. Desde que chegou ao Arruda, durante a Série C do ano passado, ele tem 22 gols feitos em 36 partidas. Mas o clube segue em busca de um camisa 9. Por quê?

Até o experiente Alecsandro, que posteriormente acertou com o CSA, foi sondado pela diretoria do Santa Cruz. A ideia da comissão técnica é ter um centroavante alto para facilitar o trabalho de Pipico. Isto porque, na visão do técnico Milton Mendes, Pipico está se desdobrando quando a bola chega na área – tromba, briga com os zagueiros e ainda consegue finalizar.

Para facilitar o trabalho de Pipico, outra formação é estudada. E pode ser usada no decorrer dos jogos. O centroavante brigaria pela bola. Pipico, com mais espaço, viria de trás. E poderia render mais.

– Estamos à procura de uma atacante de área para fazer Pipico muito mais forte. Nossa primeira forma de jogar é a que estamos jogando. E o atacante de área pode vir numa segunda forma de jogo, porque pode fortalecer ele. Pipico briga demais, é ótimo jogador e eu acho que poderíamos ter algo positivo com ele vindo de trás, encostando no camisa 9 – disse o técnico Milton Mendes.

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Em grupo embolado na Série C, Santa Cruz descarta favoritismo por tradição

Por Sarah Porto — Recife

Globo Esporte

No Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro, três pontos separam o sétimo colocado do vice-líder, fazendo com que as vagas para o mata-mata sejam disputadas ponto a ponto em cada rodada. No Santa Cruz, os jogadores sabem que só o peso da tradição da camisa não é suficiente para o acesso e descartam favoritismo.

“Não existe favorito. Ano passado eu tive essa experiência com o Náutico, a gente saiu em primeiro do grupo e pegamos o Bragantino que era o último do outro, e perdemos. Acho que não tem favorito, é jogar um jogo de cada vez que cada jogo é importante”, disse o meia Dudu.

Nesta Série C, o Tricolor chegou a amargar o sabor da lanterna antes da chegada de Milton Mendes. Por isso, o elenco sabe da importância de cada resultado positivo nesta reta final da fase classificatória.

– A Série C é difícil demais. É muito apertado, você ganha e está lá em cima, e quando perde vai lá para baixo. Agora nessa reta final não podemos vacilar mais, a gente tem que conquistar pontos. E dentro de casa temos que conseguir a vitória – ponderou Dudu.

+ Milton elogia Dudu no Santa Cruz, mas cobra papel defensivo: “Tem que ajudar mais”
+ Milton Mendes confirma Pipico de titular contra Botafogo-PB
+ Entrega e conversa com Milton Mendes: os motivos da volta de Augusto ao time do Santa Cruz

O Santa Cruz entra em campo no próximo domingo, às 18h, contra o Botafogo-PB. O jogo será no Recife, no campo do Arruda, sendo a segunda partida consecutiva do time em casa.

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Entrega e conversa com Milton Mendes: os motivos da volta de Augusto ao time do Santa Cruz

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Faz tempo que Augusto não sabe o que é ser titular no time do Santa Cruz. A última vez foi no dia 18 de maio, há mais de um mês, quando o Tricolor empatou em 3 a 3 contra o Sampaio Corrêa, pela Série C. De lá para cá, foram apenas três jogos disputados, todos saindo do banco de reservas. Essas três vezes já sob o comando de Milton Mendes. E isso ajuda a explicar o que cercou a volta do atacante ao time titular.

Augusto sempre viveu um caso de amor e ódio com a torcida do Santa Cruz. Do elenco atual, é o atleta que está há mais tempo no Arruda – chegou em 2017 e tem contrato até o final deste ano. Em números, o rendimento não é dos melhores. Só no seu último ano de Campinense, ele marcou 13 gols em 21 partidas. No Santa, desde 2017, foram 61 jogos. E sete gols feitos.

– Eu vinha trabalhando, vinha me empenhando e a oportunidade apareceu. Estou preparado e quero corresponder da melhor maneira possível com gols ou assistências. O mais importante, no entanto, é vencer. É o que a gente mais precisa. Eu acho que o Santa foi o clube que me acolheu e eu posso dar mais de mim. Posso balançar mais as redes, sei da minha qualidade e eu quero mudar isso já no domingo – disse Augusto.

As palavras de Augusto deixam claro que a preocupação dele é voltar a ser efetivo. Neste ano, foram dois gols e só uma assistência. Este foi o ponto alto de uma conversa que ele teve com o técnico Milton Mendes. O treinador cobrou isso de Augusto, que tem a missão de ser mais perigoso na partida contra o Botafogo-PB.

“Ele sempre procurou falar para eu prestar atenção no que ele queria. Ele me disse que ia dar a oportunidade e a hora chegou. Espero aproveitar da melhor maneira.”

Assim que chegou ao Santa Cruz, Milton Mendes não deu muitas chances a Augusto no time titular nem nos testes que fazia nos treinamentos. Mas pouco a pouco o jogador foi mostrando o seu valor, principalmente quando saía do banco para entrar nos jogos. Acabou convencendo o treinador e abrindo espaço.

– Eu costumo sempre falar que quem não está acostumado com pressão não pode jogar futebol. A pressão em time grande é maior, em time de massa nem se fala. A gente tem de ter tranquilidade para conseguir as vitórias.

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Patrick Vieira pede desligamento do Santa Cruz e deve ir para o futebol árabe

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Santa Cruz teve uma baixa não só no treinamento desta quarta-feira, mas no restante da temporada. O meia Patrick Vieira não apareceu no Centro de Treinamento Ninho das Cobras e não faz mais parte do plantel. Ele pediu desligamento porque tem uma proposta do futebol árabe e, amigavelmente, vai rescindir o contrato com o Santa para seguir seu caminho. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tricolor.

Patrick Vieira chegou ao Santa Cruz no mês de janeiro. Àquela altura, era o 16º reforço contratado pelo clube para a temporada de 2019, mas nunca conseguiu se firmar. Ao todo, jogou em dez oportunidades, sendo titular quatro vezes e não marcou nenhum gol.

O técnico Milton Mendes gostava muito do futebol de Patrick e estava disposto a fazê-lo render. Inclusive, após a derrota de 2 a 0 para o Ferroviário-CE, na última sexta-feira, o treinador o colocou como um dos prováveis substitutos do meia Everton, que está suspenso para a partida do próximo domingo, contra o Botafogo-PB.

O Santa Cruz não deve ir atrás de um substituto para a posição de Patrick Vieira. O clube segue atrás de um lateral-esquerdo e de um atacante de área, pedidos de Milton Mendes.

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Sem Sammir, Sport se reapresenta de olho no Cuiabá

Por Sarah Porto — Recife

Globo Esporte

O Sport se reapresentou nesta quarta-feira no CT e realizou o primeiro treino após o empate contra o São Bento. O técnico Guto Ferreira teve apenas um desfalque em relação à última partida, o meia Sammir, que está está com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda – ele sentiu ainda no primeiro tempo do jogo da segunda passada e foi substituído por Leandrinho.

O atleta realizou exames na tarde desta quarta-feira e, segundo a assessoria do clube, a lesão detectada deixará Sammir longe dos gramados de 3 a 4 semanas. Quanto ao volante João Igor, o jogador segue no departamento médico.

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Guto dividiu o elenco do Sport entre os que entraram como titulares e aqueles que não atuaram ou foram acionados no decorrer da partida. Os primeiros não foram a campo, realizando atividades apenas na academia, enquanto os demais, acompanhados de alguns atletas do sub-20, treinaram com bola.

O Sport tem pela frente o Cuiabá, na próxima segunda-feira, às 20h, na Arena Pantanal. Até a data da partida, o grupo ainda terá mais quatro treinos nos quais o técnico poderá testar a equipe.

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