No Sport, Hernane Brocador vê redução salarial “válida” e tempo curto para jogos pós-paralisação

Sem poder contar com a renda dos jogos, Rubro-negro ainda não definiu como lidará com os vencimentos dos próximos meses; elenco está de férias até 20 de abril

Por GloboEsporte.com — Recife

Três semanas após a suspensão das atividades no Sport, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, o futuro ainda é incerto. Com as competições paralisadas, o Rubro-negro definiu apenas pela concessão de férias ao elenco, durante abril, em solução conjunta entre clubes. Mas em crise financeira e sem poder contar com a renda dos jogos, o Leão ainda não bateu o martelo sobre como lidará com os pagamentos dos salários nos próximos meses. Para o atacante Hernane Brocador, a redução de valores é uma alternativa justa diante do atual cenário.

“Acho que é válido, pelo momento que está sendo tudo isso. A gente está chegando em um acordo com o Sport, mas pelo momento, eu acho que é válido. Porque sabemos que muitos clubes vivem de receita de torcedor, de patrocínio. Então parando o futebol, acho que para o mundo.”

Em 2020, o Sport arrecadou mais de R$ 300 mil nas bilheterias em sete jogos como mandante. Uma média de R$ 43 mil por partida. Desde a paralisação, perdeu o acerto com um patrocinador máster quando estava prestes a assinar, e sofre com uma queda no número de sócios adimplentes. Atualmente, o contador do clube mostra 32.839 torcedores, quase quatro mil a menos do que tinha no início de fevereiro (36.798).

O Leão está sem jogar desde o dia 15 de março, quando enfrentou o Ceará, pela Copa do Nordeste. A Confederação Brasileira de Futebol, por sua vez, ainda não se posicionou sobre o calendário, enquanto a Federação Pernambucana trabalha com uma visão otimista (retorno em maio). Uma volta neste período, no entanto, parece improvável, uma vez que o Ministério da Saúde projeta a redução do ritmo de contaminações para junho. Até a última quarta-feira, o Brasil registrava 16.170 casos da Covid-19 e 819 mortes pela infecção.

No Rubro-negro, que antes da paralisação brigava pela classificação nos campeonatos estadual e regional, os atletas projetam os cenários possíveis. A certeza é de que, quando a volta acontecer, para Hernane, o tempo será curto.

– A gente fica imaginando: e se voltar o Estadual e a Copa do Nordeste? E se voltar só a Copa do Nordeste? Ou só o Brasileiro? Discutimos no grupo entre nós, mas acho que quando tudo isso voltar, o tempo vai ser curto. Nossas férias estão sendo agora. Dezembro não sabemos como vai ser, provavelmente vai estender a competição até o final do ano, próximo de Natal e Ano Novo. Então acho que eu não seria a pessoa certa para ser dirigente nesse momento, porque acho que vai ser difícil esse calendário.

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Quatro paraguaios em dois anos: relembre melhores momentos dos gringos no Náutico

Timbu contratou meia Júnior Brítez, que seguirá passos de conterrâneos ex-alvirrubros Ortigoza e Jorge Jiménez, e de Guillermo Paiva, atualmente no elenco

Por GloboEsporte.com — Recife

Náutico anunciou nesta terça-feira a contratação do meia Júnior Brítez, de 23 anos. É o quarto paraguaio a chegar no clube em pouco mais de dois anos, desde a contratação do atacante Ortigoza, em fevereiro de 2018. Os outros foram o volante Jorge Jiménez e o atacante Guillermo Paiva.

+ Náutico confirma contratação de meia paraguaio Júnior Brítez

A chegada dos jogadores tiveram a ver com um monitoramento que o clube começou a fazer do futebol do Paraguai há alguns anos. O executivo de futebol alvirrubro, Ítalo Rodrigues, tem feito viagens todos as temporadas para o país vizinho, como parte do trabalho do Centro de Inteligência do Náutico.

O GloboEsporte.com relembra como foram as passagens dos dois primeiros jogadores e como está sendo a de Paiva:

Ortigoza

O atacante Ortigoza ficou conhecido no Brasil pelas passagens pelo Palmeiras e Cruzeiro, em 2009 e 2011. No início de 2018, voltou ao futebol brasileiro após o Náutico conseguir convencer o jogador a reduzir consideravelmente seu patamar salarial – além de contar com ajuda de um patrocinador específico para pagá-lo.

O início foi no nível que se esperava de sua contratação. Ele saiu do banco de reservas para colocar fogo na partida contra o Afogados, pelo Pernambucano. Sofreu pênalti, converteu a cobrança, e depois que o adversário empatou, tabelou com Robinho no lance do gol da vitória. Um gol e uma assistência para a estreia.

Daí para a frente, foi só amor entre Ortigoza e os torcedores. Ele foi peça primordial na conquista do título estadual, encerrando jejum de 14 anos, e também atuou na Série C do Brasileiro – em que o Náutico acabou desclassificado na beirada do acesso, nas quartas de final contra o Bragantino. Depois disso, o atacante deixou o clube para defender o Paraná na Série B daquele ano.

No total, Ortigoza teve 26 jogos com a camisa alvirrubra e marcou 13 gols, média de 1 a cada 2 partidas. Foram 4 gols marcados no Estadual, 2 pela Copa do Brasil (ambos contra o Cuiabá, em duas partidas diferentes), e 7 pela Série C. Ele, inclusive, recebeu o prêmio de craque do Pernambucano.

Jiménez

O volante chegou aos Aflitos em abril de 2018 como uma indicação de Ortigoza, mas sem ter o peso do nome do amigo. Sem jogar por um período de cinco meses após deixar o Nacional-PAR, demorou um pouco para pegar condicionamento físico, ritmo de jogo e ganhar chances reais.

Jiménez começou a ser relacionado na Série C, mas foi pouco utilizado. Quando entrava, era no final das partidas. No entanto, ganhou moral com o técnico Márcio Goiano – que substituiu Roberto Fernandes durante a competição – na reta final do Brasileiro, sendo titular em três jogos e tendo marcado o gol da vitória sobre o Remo.

Jiménez “desencantaria” mesmo em 2019. Com contrato renovado e mais confiança no novo país, ele se consolidou como titular durante grande parte do ano. Acabou a temporada com 37 jogos e quatro gols marcados. Um deles no segundo jogo da final do pernambucano, contra o Sport, que levou a decisão aos pênaltis – vencida pelo Leão.

A negociação para permanência em 2020 acabou não dando certo. Jiménez pediu uma valorização salarial acima do que o Náutico estava disposto a pagar. E como acabou perdendo o status de titular na fase final da Série C, seu argumento perdeu força.

Guillermo Paiva

Assim como Jiménez, o atacante Guillermo Paiva chegou como uma aposta no Náutico. Com 22 anos, ele apareceu após passagem no futebol venezuelano e agradou ao técnico Gilmar Dal Pozzo nos treinos de pré-temporada.

Sua estreia aconteceu contra o Petrolina, fora de casa, no Pernambucano, saindo do banco de reservas. A vontade de buscar o jogo e participação o fizeram ganhar as graças da torcida – inclusive, foi um dos responsáveis pelo Timbu ganhar aquela partida, por 1 a 0 – gol de Erick.

Com a lesão de Kieza, passou a disputar a vaga com Salatiel e logo se destacou em relação ao companheiro. Assim, atuou como titular, inclusive, no jogo mais importante do Náutico no ano, a partida contra o Botafogo, nos Aflitos, pela Copa do Brasil, em que o Timbu saiu derrotado nos pênaltis após 1 a 1 no tempo normal. De negativo, acabou perdendo o pênalti que sacramentou a eliminação, mas foi defendido por companheiros.

Depois de ter sofrido lesão muscular na coxa direita contra o Central, Paiva acabou ficando de fora dos últimos cinco jogos antes da paralisação do futebol por conta do Covid-19. Justamente no momento em que estava engrenando. No ano, fez 8 partidas e marcou um gol, na vitória alvirrubra por 2 a 0 sobre o Freipaulistano, pela Copa do Nordeste.

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Náutico confirma contratação de meia paraguaio Júnior Brítez

Jogador de 23 anos chega aos Aflitos bem referendado por atacante alvirrubro Guillermo Paiva e ex-volante do clube Jorge Jiménez

Por GloboEsporte.com — Recife

Júnior Brítez em arte divulgada pelo Náutico — Foto: Divulgação

Júnior Brítez em arte divulgada pelo Náutico — Foto: Divulgação

Cumprindo a promessa de reforçar o setor ofensivo durante paralisação do futebol (por conta do Covid-19), o Náutico anunciou nesta quarta-feira mais uma contratação. O Timbu oficializou acerto com o meia paraguaio Júnior Brítez, de 23 anos, ex-Olímpia-PAR e sub-23 da Ponte Preta.

“Estou feliz. Vai ser uma experiência boa. Eu conheço o time pelos compatriotas que jogaram e estão jogando no clube. A torcida é muito apaixonada e pode esperar muito trabalho, dedicação e vontade de dar o melhor em cada jogo. Gosto muito de atuar como meia e ponta”, disse Brítez, ao site oficial do clube.

Os compatriotas a quem o jogador se refere são o atacante Guillermo Paiva, atualmente no clube, e o volante Jiménez. Este foi parceiro de Brítez na base do Olímpia. Outro paraguaio com passagem recente pelo Náutico é o atacante Ortigoza.

Esta é a segunda contratação do Náutico durante a pausa forçada nas atividades. Antes, o Timbu havia anunciado o atacante Dadá Belmonte, que disputou o Paulista pelo Água Santa.

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Após acertos com Patric e Ronaldo, ordem no Sport é ficar atento a novas oportunidades

Clube ainda busca reforços na lateral esquerda e no ataque, caso apareçam boas opções durante paralisação do futebol

Por GloboEsporte.com — Recife

Sem previsão da retomada das competições, suspensas por recomendação do Ministério da Saúde, devido à pandemia causada pelo Covid-19, o ritmo das negociações no futebol tende a cair. Mas depois de acertar a contratação de Patric,lateral-direito pelo qual o Sport conversava com o Atlético-MG desde antes da paralisação, além de anunciar o atacante Ronaldo, a ordem no clube é ficar atento ao mercado. É o que diz o presidente do Leão, Milton Bivar.

“Eu falei para o pessoal para que a gente fique atento. Não é porque estamos na crise, que vamos parar. Muitas vezes surgem oportunidades. A gente está trabalhando e segue atento. Pode ser que aconteçam outras coisas ou não.”

Patric e Ronaldo foram as únicas contratações anunciadas pelo Sport durante a paralisação. A diferença, no entanto, é que a negociação com o Galo pelo lateral-direito estendeu-se mesmo após a suspensão das competições. O atacante, por sua vez, tinha um pré-contrato assinado com o Rubro-negro.

Vale lembrar que eles ainda não têm data para chegar ao Recife, uma vez que as atividades estão paralisadas e o elenco liberado para um período de férias. A situação está sendo reavaliada pela diretoria rubro-negra de forma constante, com base nas determinações do Ministério da Saúde.

De volta à Série A do Brasileiro neste ano, o Rubro-negro ainda busca por reforços na lateral esquerda e no ataque. Na primeira posição, a equipe conta com Sander e o prata da casa Luciano Juba, que se mostrou promissor em campo nos momentos em que foi acionado. No ataque, além do recém-anunciado Ronaldo, o Sport tem Hernane Brocador, Elton, Leandro Barcia, Marquinhos, Ewandro, Maxwell, Yan, Philip e Pedro Maranhão.

Confira o elenco do Sport

Goleiros: Maílson, Luan Polli, Carlos Eduardo e Adriano (Sub-17)
Lateral direita: Patric, Raul Prata e Ewerthon
Lateral esquerda: Sander e Luciano Juba
Zagueiros: Iago Maidana, Rafael Thyere, Adryelson, Chico e Cleberson
Volantes: Willian Farias, Ronaldo, Betinho, Rithely, Jean Patrick, Marcão, João Igor, Matheusinho e Alê Santos
Meias: Lucas Mugni, Jonatan Gómez, Bruninho e Pablo Pardal
Atacantes: Hernane Brocador, Ronaldo, Elton, Leandro Barcia, Marquinhos, Ewandro, Maxwell, Yan, Philip e Pedro Maranhão.

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Em ação do Sport, médicos anunciam Ronaldo, destaque do Paulista, como reforço do clube

Aos 28 anos, atacante que estava no Santo André chega com contrato até o fim da temporada

Por GloboEsporte.com — Recife

Em meio à paralisação do futebol, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, o Sport tem inovado no anúncio dos reforços para a temporada. Depois do lateral-direito Patric, foi a vez do atacante Ronaldo ser alvo de uma ação do clube. Destaque do Paulista pelo Santo André, o jogador teve a contratação oficializada pelo clube através de um vídeo publicado nas redes sociais do Leão, que contou com a participação de médicos, enfermeiras e técnicos de enfermagem. Ele chega com vínculo até o fim da temporada. Ação é em homenagem ao dia mundial da saúde.

– Estamos trabalhando muito para que tudo volte ao normal e possamos estar na Ilha do Retiro novamente. Fora das quatro linhas, o Sport segue trabalhando para receber vocês quando tudo isso passar. Como rubro-negros, ficamos muito felizes de anunciar mais uma novidade do clube para vocês. O leão tem mais um reforço para a temporada: o atacante Ronaldo, um dos artilheiros do campeonato paulista. Seja muito bem vindo e que tenha muto sucesso no nosso clube – dizem no vídeo.

Vale lembrar que Ronaldo tinha um pré-contrato assinado com o Sport, válido a partir de abril. O clube, por sua vez, garantiu cumprir com o acordo apesar da indefinição do calendário de competições. Uma vez que ainda não há previsão de quando a equipe voltará a jogar.

Natural de São Paulo, o atacante de 28 anos estava no Santo André, equipe pela qual marcou cinco gols em dez partidas no Campeonato Paulista, entrando na disputa pela artilharia da competição. O time tem o melhor desempenho da competição, ao lado apenas do Palmeiras, com os mesmos 19 pontos. Além do Estadual, Ronaldo marcou uma vez pela Copa do Brasil, competição pela qual atuou em dois jogos.

Revelado pela Portuguesa, ele passou por equipes como Fortaleza, Botafogo, Guarani e Ituano. No Sport, ele disputará posição com os centroavantes Hernane Brocador e Elton. O ataque rubro-negro também conta com outros sete atletas, que jogam pelas pontas, caso de Leandro Barcia, Marquinhos, Ewandro, Maxwell, Yan, Philip e Pedro Maranhão.

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Fenapaf avalia que decisão do STF deve trazer igualdade aos acordos de redução salarial dos jogadores

Por determinação do Supremo, acordos precisarão passar por sindicatos, e futebol é afetado: “Existem clubes falando em redução de 25, outros 50… Poderá haver um nivelamento”

Por Elton de Castro — Recife

Globo Esporte

Medida Provisória 936, que permite às empresas negociar a redução salarial diretamente com os funcionários, fez com que os clubes de futebol enxergassem nela uma forma de reduzir os gastos. Neste sentido, algumas agremiações chegaram a propor uma redução de 25% ou até mesmo 50% dos vencimentos dos atletas. Só que uma liminar assinada pelo Ministro do Superior Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, determinou que os acordos precisam passar pelos sindicatos de cada categoria, que podem solicitar uma negociação coletiva.

A medida afeta diretamente a negociação dos clubes não só com os atletas, mas com os funcionários de forma geral. Neste sentido, para o advogado da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), Décio Neuhaus, a determinação do STF deverá organizar as negociações.

– Acredito que poderá nivelar as negociações. Existem clubes falando em redução de 25, outros 50… Poderá haver um nivelamento. Foi uma forma de resgatar a Constituição Federal, que diz que redução salarial só mediante acordo ou convenção coletiva.

Segundo a liminar, qualquer acordo precisa ser informado aos sindicatos com 10 dias de antecedência. Caso seja necessário, os sindicatos podem solicitar para que o acordo seja tratado de forma coletiva. Caminho que, segundo Décio, os sindicatos locais devem estar preparados para seguir.

– O clube faz acordo com o atleta e deve comunicar ao sindicato. O sindicato, se não abrir negociação, dará com o seu silêncio o acordo. A Fenapaf está alertando seus sindicatos para estarem prontos a abrir uma negociação coletiva.

Ainda segundo Décio Neuhaus, os acordos fechados podem ser revistos. No entanto, as negociações firmadas pelo Fortaleza e Ceará, com seus respectivos atletas, atendem de forma satisfatória e devem ser mantidos.

– Pela MP poderiam ser revistos. Mas por enquanto só Fortaleza e Ceará firmaram e não vejo necessidade de alteração, porque ambos lados cederam.

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Fenapaf avalia que decisão do STF deve trazer igualdade aos acordos de redução salarial dos jogadores

Por determinação do Supremo, acordos precisarão passar por sindicatos, e futebol é afetado: “Existem clubes falando em redução de 25, outros 50… Poderá haver um nivelamento”

Por Elton de Castro — Recife

Medida Provisória 936, que permite às empresas negociar a redução salarial diretamente com os funcionários, fez com que os clubes de futebol enxergassem nela uma forma de reduzir os gastos. Neste sentido, algumas agremiações chegaram a propor uma redução de 25% ou até mesmo 50% dos vencimentos dos atletas. Só que uma liminar assinada pelo Ministro do Superior Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, determinou que os acordos precisam passar pelos sindicatos de cada categoria, que podem solicitar uma negociação coletiva.

A medida afeta diretamente a negociação dos clubes não só com os atletas, mas com os funcionários de forma geral. Neste sentido, para o advogado da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), Décio Neuhaus, a determinação do STF deverá organizar as negociações.

– Acredito que poderá nivelar as negociações. Existem clubes falando em redução de 25, outros 50… Poderá haver um nivelamento. Foi uma forma de resgatar a Constituição Federal, que diz que redução salarial só mediante acordo ou convenção coletiva.

Segundo a liminar, qualquer acordo precisa ser informado aos sindicatos com 10 dias de antecedência. Caso seja necessário, os sindicatos podem solicitar para que o acordo seja tratado de forma coletiva. Caminho que, segundo Décio, os sindicatos locais devem estar preparados para seguir.

– O clube faz acordo com o atleta e deve comunicar ao sindicato. O sindicato, se não abrir negociação, dará com o seu silêncio o acordo. A Fenapaf está alertando seus sindicatos para estarem prontos a abrir uma negociação coletiva.

Ainda segundo Décio Neuhaus, os acordos fechados podem ser revistos. No entanto, as negociações firmadas pelo Fortaleza e Ceará, com seus respectivos atletas, atendem de forma satisfatória e devem ser mantidos.

– Pela MP poderiam ser revistos. Mas por enquanto só Fortaleza e Ceará firmaram e não vejo necessidade de alteração, porque ambos lados cederam.

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Náutico questiona adiantamento de cota ofertado pela CBF: “Não é uma ajuda efetiva”

Em meio à paralisação por conta da Covid-19, entidade disponibilizou adiantamento de R$ 600 mil referente aos direitos de transmissão para clubes da Série B

Por GloboEsporte.com — Recife

Nesta quinta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou algumas medidas para auxiliar os clubes no período de paralisação por conta do Covid-19.Dentre elas, o adiantamento de R$ 600 mil para cada clube da Série B do Brasileiro, referentes ao direito de transmissão da competição. A ação, porém, não foi bem vista pelo presidente do Náutico, Edno Melo.

Na avaliação do mandatário alvirrubro, o fato de os clubes adiantarem um valor que teriam direito de qualquer maneira não é uma ajuda efetiva.

“A CBF não disponibilizou. Ela deu a opção de antecipar uma receita que temos. Isso não ajuda. Ainda vamos tentar alguma ajuda da CBF, pois não temos nada ainda. Porque esse dinheiro, de toda forma, já viria para os clubes.”

Edno Melo, presidente do Náutico — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Mesmo com a queda do número de sócios e ainda negociando com os jogadores, para tentar amenizar os prejuízos provocados pela paralisação do futebol, em decorrência da Covid-19, Edno deixou claro que o Náutico não pretende usar a antecipação.

– Até o momento, nós não vamos pegar. Pode ser que venhamos a precisar, mas até agora não vamos buscar.

Vale lembrar que os clubes das Séries A e B se reúnem nesta terça-feira com representantes da CBF na busca por auxílio financeiro. A ideia é que a entidade possa dar um aporte que auxilie as equipes a manterem as contas em dia.

– A gente vai buscar essa ajuda. Os clubes das Séries C e D tiveram ajuda. Até agora, nós da Série B ainda estamos buscando.

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Santa Cruz vê parada por Covid-19 mais prejudicial do que anos de eliminação na Série C

Presidente Constantino Júnior, eleito no final de 2017, comandou do clube com quatro meses sem futebol por duas temporadas, em 2018 e 2019

Por GloboEsporte.com — Recife

Ficar sem jogar por um longo tempo não é, em tese, uma novidade para o Santa Cruz. Desde que foi eleito presidente do Tricolor, no final de 2017, Constantino Júnior sabe o que é gerir o clube por quatro meses sem futebol. Foi assim em 2018 e 2019, quando acabou eliminado, respectivamente, nas quartas de final e na primeira fase da Série C. Para ele, no entanto, nada se compara ao momento vivido.

Embora as competições esportivas tenham parado há menos de um mês, por conta da pandemia causada pela Covid-19, o mandatário coral afirma que a imprevisibilidade do ato causa um prejuízo maior.

“A gente passou alguns períodos sem jogos, mas não é a mesma coisa. Quando você é eliminado de uma competição, bem ou mal você sabe que aquilo pode acontecer. Então, sempre tivemos um plano de ação. Dessa vez, não. Planejamos tudo certinho dentro do nosso orçamento, mas com tudo parado o impacto é grande.”

Com uma folha salarial, contando futebol e administrativo, em torno de R$ 650 mil, o Santa Cruz tenta uma renegociação com os patrocínios, para não perder nenhum parceiro. A ação tem por objetivo evitar atrasos salariais.

– A gente fala que futebol brasileiro não tem planejamento, mas a gente tinha tudo traçado. Agora temos que trabalhar com o que temos e buscar soluções. Não tem sido fácil.

Na última segunda-feira, a Confederação Brasileira de Futebol liberou R$ 19 milhões para serem repartidos entre os clubes das Séries C e D, além das duas principais divisões do futebol feminino. Com isso, o Tricolor terá direito a R$ 200 mil. Valor inferior a um mês de folha dos atletas, que gira em torno de R$ 450 mil.

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Sem jogos, árbitros recorrem a bicos por sobrevivência financeira: “Não temos apoio”

Situação de árbitros durante paralisação do futebol por conta da Covid-19 é ainda mais complicada para os que só atuam a nível estadual, que não têm ajuda prevista da CBF

Por Victor Andrade — Recife

Dentro de campo eles têm que lidar com a pressão de jogadores, torcedores, dirigentes… Mas agora vivem uma pressão diferente, longe dos estádios. Com a paralisação do futebol brasileiro por conta da pandemia causada pela Covid-19, também parou a renda dos árbitros, que recebem por jogo. Saber como eles estão lidando com esse percalço financeiro é o tema da reportagem deste domingo do Esporte Espetacular.

O árbitro assistente Jean Carlos trabalha na profissão há 20 anos. Antes da interrupção, apitava no Campeonato Acreano. Ele mora na capital Rio Branco com a esposa e duas filhas.

– Minha válvula de escape tem sido ficar como motorista. Alugo o carro, as pessoas me ligam e eu faço corrida – conta o árbitro que, sem o cachê dos jogos, viu as contas começarem a atrasar.

“Duas parcelas este mês do carro e do seguro. Esse mês não tem como. Ou você compra comida ou você atrasa o carro. Então é melhor comprar o alimento da família.”

Antes da paralisação, Jean Carlos apitava no Campeonato Acreano — Foto: Reprodução TV Globo

Antes da paralisação, Jean Carlos apitava no Campeonato Acreano — Foto: Reprodução TV Globo

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol tem 4.018 cadastrados. Desses, 479 integram o quadro nacional da Confederação Brasileira de Futebol e receberão uma ajuda da entidade: a antecipação do pagamento de uma partida.

Os árbitros principais e que estão no quadro internacional da Fifa podem receber até R$ 5 mil. Os nacionais, R$ 4 mil. A ajuda, no entanto, não atinge os árbitros estaduais.

– As federações são autônomas e independentes, e deveriam seguir o exemplo da CBF para que medidas como essa possam alcançar e beneficiar os árbitros que não são do quadro nacional – defende Paulo César Vasconcelos, comentarista da Globo.

 479 integram o quadro nacional da Confederação Brasileira de Futebol e receberão auxílio financeiro — Foto: Reprodução TV Globo

479 integram o quadro nacional da Confederação Brasileira de Futebol e receberão auxílio financeiro — Foto: Reprodução TV Globo

Outro exemplo é o de Leandro Barchz, que apitou três jogos no Campeonato Potiguar. Ele morava com a mãe e a filha, mas, com a necessidade de isolamento social, ambas foram para o interior do Rio Grande do Norte, e ele ficou sozinho em Natal procurando emprego.

– Estou fazendo frete para um, ir no supermercado para outro, levando alguma pessoa para um canto… Mas muito pouco. Não está dando nem para sobreviver. Precisamos voltar a ganhar nosso dinheiro, cuidar da nossa família, e a situação não está fácil. Não temos o apoio de ninguém. A gente tem que se manter basicamente só. Recebemos a notícia de que a CBF ia ajudar os árbitros do quadro nacional. A gente queria também para o quadro local – fala Leandro.

Chefe de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba falou sobre o assunto:

– A ajuda da CBF se dará da seguinte forma: vamos adiantar a principal taxa, o maior valor que o árbitro recebeu nas competições organizadas pela CBF no ano de 2019. Então esse árbitro vai receber esse adiantamento durante este momento de crise, para que consiga auxiliar a si e aos seus imeditados. O objetivo é dar um suporte.

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