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Elenco do Náutico terá mudanças, mas comissão técnica permanece a mesma

O elenco do Náutico vai mudar. O quanto ainda não é conhecido. O gerente de futebol alvirrubro, Lúcio Surubim, afirmou que mudanças serão feitas, mas as definições só após reunião da diretoria com a comissão técnica. Esse encontro deve acontecer nesta sexta-feira (25). A comissão técnica, no entanto, será mantida integralmente.

De acordo com Surubim, o timbu não está sondando ninguém. “Só podemos fazer isso depois dessa reunião, quando vamos definir as posições que precisam ser reforçadas, todas as necessidades”, ressaltou.

Como em toda avaliação de final de campeonato, além de contratações também devem acontecer dispensas. Nos bastidores fala-se que até seis atletas podem ser disponibilizados. “Tudo vai depender de reunião, que nem está confirmada. Estamos programando para amanhã. Ainda não recebemos nenhum relatório do treinador”, explicou.

Entre os jogadores, o clima ainda era de frustração no regenerativo do dia seguinte. No entanto, todos já absorveram que ficar se lamentando não vai levar a nada. E a Série B foi citada várias vezes. O zagueiro Flávio, um dos mais jovens do grupo já virou o foco para a competição nacional. “Agora é focar na Série B para conseguirmos esse acesso. Temos um bom grupo, que pode dar essa alegria”, disse.

Sobre suas atuações, o jogador fez questão de dividir os méritos com os companheiros. De reserva, ele passou à condição de titular desbancado William Alves, titular desde o ano passado. “Esperei bastante tempo por essa oportunidade. Se vou continuar ou não como titular vai depender do treinador”, pontuou.

 

 

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Foto: Guga Matos/JC Imagem

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Presidente do Santa Cruz diz que incidente desta quinta-feira foi o reflexo da falta de punições severas

O Santa Cruz viveu uma de suas páginas mais tristes na história, e justamente no ano em que o clube completou o seu 100°aniversário.

Cerca de 50 torcedores invadiram as dependências do clube para cobrar dos jogadores os maus resultados obtidos neste início de temporada.

O resultado foi uma confusão generalizada com os repórteres correndo dos bandidos e várias viaturas da polícia militar no local. Quem também não escapou da fúria do bando foi o presidente do clube, Antonio Luiz Neto, que estava saindo do Arruda quando teve o carro cercado por alguns membros da principal organizada do Santa.

ALN confirmou que teve uma conversa rápida com os torcedores e disse que ao saber dos incidentes nos vestiários do Arruda, voltou imediatamente para averiguar os fatos.

“Hoje eu trabalhei até as 14h no clube e quando fui embora um grupo de 20 torcedores veio até mim perguntando de alguns jogadores e como as coisas iriam ficar.”

“Pedi para que tivessem calma e paciência, pois todos vão continuar trabalhando para o bem do clube”, afirmou. “Logo depois fui comunicado deste incidente no vestiário e decidi voltar.”

“Somos a favor que os bandidos sejam presos, esses marginais que se tranvestem de torcedores. Espero que as autoridades tomem as medidas necessárias”, disse.

O fato desta quinta-feira na opinião do presidente, é fruto da falta de fiscaliação e punições mais rigorosas das autoridades. “A mim não falta coragem de dizer que é preciso prender os bandidos que fazem assaltos próximos aos estádios; falta fiscalizar os terminais integrados, pois é lá que a maioria se reúne para começar os atos de vandalismo”, comentou.

No entanto ele disse que não é contra as organizadas, pois acredita que elas fazem belos espetáculos dentro dos estádios. “Não nego que acontecem belos espetáculos nos estádios.”

“Mas, eu só sou marginal se pratico algum tipo de violência e esses bandidos foram proíbidos pelas autoridades mas continuam indo aos estádios”, falou.

Agora o clube vai apurar as imagens da confusão junto à polícia para identificar os autores do tumulto e o presidente espera que desta vez alguém seja punido severamente.

“Se exisitiu hoje pessoas com camisas de organizadas então que apurem os fatos. Se identificarmos alguém vamos levar o caso à polícia. Temos as autoridades competentes para acabar com esse tipo de acontecimento”, comentou.

 

 

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Foto: Wladmir Paulino

 

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No Pernambucano 100, o Sport entra para o clube dos quarentões

Em sua edição de número 100, o Campeonato Pernambucano premiou seu maior vencedor. Com uma nova vitória sobre o Náutico, desta vez por 1×0 na Arena Pernambuco, o Sport conquistou a competição pela 40ª vez em sua história. O capitão Durval, ainda ainda não marcara um gol sequer desde que retornou à Ilha, foi o autor do gol que ratificou o título. E justamente em cima de sua maior vítima.

Antes do jogo começar o técnico Lisca avisou que o Náutico não seria um time desesperado mas iria adiantar um pouco sua marcação. Dito e feito. Sem querer correr mais que a bola, os jogadores alvirrubros começavam a pressão um pouco além da linha central de campo e, principalmente com os laterais adiantados para conter as descidas de Patric e Renê.

O Sport, que veio sem Felipe Azevedo, mas com Ananias. Segundo o treinador Eduardo Baptista, o baixinho tem mais posse de bola que Felipe Azevedo e seria essa a característica que ele queria mais forte na equipe. Mas, ao contrário de seu colega de profissão, o que ele preconizou não aconteceu nos primeiros minutos. A posse de bola que faltou sobrou em faltas. Antes dos 20 minutos, o time visitante já cometera uma dezena delas. E bem distribuídas. Apenas Durval e Aílton não cometeram infrações nesse intervalo de tempo.

Apesar do domínio territorial, o Náutico não conseguia verticalizar o jogo. Tocava bem a bola até a intermediária, mas faltava acertar o passe final. Zé Mário chegava. Marinho se movimentava tanto pelo lado esquerdo quanto direito, mas Marcelinho, o centroavante, não recebia uma bola redonda. Quando finalmente conseguiu articular uma jogada mais rápida, o Sport levou perigo. Aos 21 ele recebeu de Renê e chutou forte. Alessandro, mesmo bem colocado, deu rebote. Neto Baiano acompanhava e tentou empurrar com o peito, mas foi fraco e dessa vez o goleiro timbu segurou.

Durval ergue mais uma taça. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Durval ergue mais uma taça. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O dono da Arena deu o troco com juros aos 29. Jackson, passou por Durval e entrou livre na área. Mas cometeu o pecado de fechar os olhos e soltar uma bomba. Não viu que Magrão se atirava para o lado oposto. A bomba explodiu no travessão e foi embora. O timbu ficou mais tempo no campo ofensivo mas sem concluir com a qualidade necessária. Zé Mário tentava de longa distância e as enfiadas pelo meio não encontravam o alvo correto. Por sua vez, o leão quando retomava a bola não conseguia acertar o passe para sequer iniciar os contra-ataques, principalmente quando elas chegavam aos pés de Patric e Aílton.

Mesmo com bom volume de jogo, o Náutico voltou para o segundo tempo com mais um armador. Marcos Vinícius entrou na vaga de Elicarlos. O jogo só não foi um clone do início da primeira etapa porque o Sport foi menos passivo. O time rubro-negro marcou mais perto, procurando antecipar os movimentos do adversário. A partida ficou menos feia, pois a bola correu mais. Mas a mudança do Náutico também contribuiu, pois com Marcos Vinícius o timbu usou menos os lados do campo.

Com apenas dez minutos, Eduardo Baptista acionou Rithely e Danilo nos lugares de Ewerton Páscoa e Wendel. O Sport ganhou em jogadas pelo lado esquerdo, mas preferiu os chutes de longa distância às tabelas entre o lateral dublê de atacante e Renê. Essa pressa em finalizar dos leoninos terminou ajudando o adversário. O Náutico conseguia manter o jogo mais tempo no campo defensivo do Sport mas ainda sem conseguir finalizar de maneira mais contundente.

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Isso só veio acontecer aos 22 minutos. Zé Mário foi lançado dentro da área e ainda teve tempo de dominar. Magrão saiu do gol e defendeu com o pé. A bola ainda insistiu em ficar na área rubro-negra mas sem que ninguém chutasse. No bate-rebate, sobrou novamente para Magrão, desta vez com bem menos dificuldade.

E quando o Náutico já mostrava a mesma superioridade do primeiro tempo veio golpe fatal. E logo em dose dupla. Aos 32 minutos, Ananias puxou o contra-ataque e foi derrubado por Leonardo Luís. Como ele recebera amarelo logo no começo do jogo foi expulso. Na cobrança da falta, Aílton mandou para a área e Durval, com um toque quase imperceptível de cabeça, desviou de Alessandro para fazer 1×0.

Dois golpes duros que acabariam com o ânimo de qualquer time. Menos do Náutico. Bravamente o timbu foi para cima. O Sport só esperava o contra-ataque e parecia que assim levaria o jogo em banho-maria até o fim. Mas essa folga durou apenas três minutos. Renê fez falta dura em Jackson e também tinha amarelo. Foi advertido novamente, mas com a cor vermelha.

Mesmo assim, o técnico rubro-negro tirou um meia, Aílton, para acionar um atacante, Felipe Azevedo. Com mais espaço em campo, a mudança de Baptista deu certo. Felipe Azevedo valorizou a posse de bola o mais longe possível do campo do Náutico, que não teve mais força de marcar, fazer a transição ofensiva e ainda concluir com qualidade.

Ficha do jogo:

Náutico: Alessandro; Jackson, Flávio, Leonardo e Rai (Leleu); Dê, Elicarlos (Marcos Vinícius), Yuri e Zé Mário; Marinho e Marcelinho. Técnico: Lisca.

Sport: Magrão, Patric, Durval, Ferron e Renê; Ewerton Páscoa (Rithely), Rodrigo Mancha, Aílton e Wendel (Danilo); Neto Baiano e Ananias.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Leandro Vuaden. Assistentes: Charles Rosa e Clóvis Amaral. Gols: Durval, aos 32 do segundo tempo. Cartões amarelos: Jackson, Rodrigo Mancha, Renê, Aílton e Neto Baiano. Expulsões: Leonardo Luís e Renê. Público: 30.061. Renda: R$ 809.950.

 

 

 

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Foto: Diego Nigro/JC Imagem

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Presidente e técnico do Náutico lembram do velho ditado: quem não faz leva

Com a voz embargada, o presidente do Náutico, Glauber Vasconcelos, ressaltou o orgulho do trabalho feito por jogadores, comissão técnica e diretoria. Também pediu desculpas à torcida por não ter conquistado o título garantiu que o Pernambucano foi só uma etapa do trabalho e o foco total a partir de agora é o retorno à primeira divisão do futebol brasileiro.

“O trabalho começou no dia 2 de janeiro e não termina hoje. Foi mais uma etapa que nós construímos e nos esforçamos para chegar aqui. Infelizmente não foi o nosso momento. Quero dizer a todos que o trabalho continua e no sábado o Vila Nova vai sentir o gosto de um time ferido, que vai entrar para vencer e agora só pensar em chegar à Série A no fim do ano”, disse.

O dirigente lembrou o velho chavão do futebol – “Quem não faz leva” – para avaliar o que aconteceu na partida desta quarta-feira. “Não vou fazer nenhuma espécie de crítica que nao seja à nossa infelicidade de não termos concluído uma bola no travessão e outra cara a cara. Quem não faz, leva e isso aconteceu conosco. Peço desculpas humildemente à torcida por não ter tido a oportunidade de dar essa felicidade a eles”, pontuou.

O técnico Lisca bateu na mesma tecla da máxima descrita acima depois de dar os parabéns ao adversário pela conquista. “Permitimos pouco (o ataque do Sport). O gol foi em cima da expulsão. Era o Leo (Leonardo Luís) que deveria estar ali. O time lutou e quero cumprimentar meus jogadores, a torcida… Chegamos perto, lideramos, jogamos de igual para igual, mas infelizmente não tivemos a felicidade de fazer gol que daria tranquilidade para administrar o jogo. Tomamos o gol aos 30 e não tivemos força para buscar. O time se mostrou cansado”, explicou.

Lisca também teve que responder sobre a continuidade do trabalho. Como sua demissão não foi ventilada, ele respondeu sobre dispensas e contratações, mas evitou se aprofundar. As decisões começam a ser tomadas a partir desta quinta, sempre em conjunto com a diretoria. “Agora está todo mundo triste, de cabeça quente. Não é o momento desse tipo de avaliação. O momento é de avaliação da diretoria, para saber o que eles têm em mente junto comigo”, explicou.

Sem querer entrar com o SE, mas sem fugir dele, o técnico alvirrubro lamentou as frequentes lesões que precisou administrar. As mais sentidas foram as do zagueiro Luiz Alberto e do meia Pedro Carmona. “Luiz e Pedro fizeram muita falta. Luiz deu estabilidade à defesa e Pedro era nosso goleador. Mas isso faz parte de um trabalho corrido, não é só aqui que as lesões atrapalham. Temos que estar preparados para isso”, ressaltou.

 

 

 

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Salgueiro vence o Santa Cruz no Arruda, termina o Estadual em terceiro e garante vaga na Copa do Nordeste 2015

Da forma que o jogo começou parecia que Santa Cruz e Salgueiro estavam disputando algo bem mais importante do que o posto de terceiro colocado do Campeonato Pernambucano.

De fato, uma vaga na Copa do Nordeste é bem mais interessante do que a terceira colocação. Quem mais entrou com vontade em campo conseguiu a vaga no torneio regional, e este time foi o Salgueiro, que venceu o Santa Cruz por 2×1 em pleno Arruda, na segunda partida da decisão pelo terceiro lugar do Pernambucano, nesta terça-feira (22).

Os gols do Carcará foram marcados por Kanu, aos 44 minutos do primeiro tempo e Fabrício Ceará, aos 42 do segundo tempo. Pelo lado coral o artilheiro Léo Gamalho marcou aos 34 do segundo tempos.

A derrota deixa a pressão para o novo técnico Sérgio Guedes ainda maior, que terá que reanimar o cabisbaixo elenco do Santa. A chance da redenção será no próximo sábado diante da Portuguesa em São Paulo pela segunda rodada da Série B. Pelo lado do Carcará, é hora de pensar na Série C do Campeonato Brasileiro que começa no próximo dia 28 contra o Fortaleza em Salgueiro.

O jogo

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Os primeiros minutos foram de muitas oportunidades para os dois lados. Pelo Santa, Caça-Rato foi o mais ativo em campo, criando boas jogadas e finalizando com perigo.

Aos cinco minutos ele pegou a sobra do cruzamento de Oziel e chutou forte, a bola passou à direita da meta de Luciano. A resposta do Carcará veio dois minutos depois, Moreilândia arriscou de longe, Cardoso fez a defesa e na sobra Everton perdeu de frente pro gol.

O jogo seguiu bastante movimentado e com disposição de ambos os lados. Aos 12, Peri arriscou de longe e outra vez Tiago Cardoso estava atento no jogo. O Santa ainda mostrava vontade em campo e mais uma vez com Caça-Rato tentou inaugurar o marcador.

Aos 16 ele fez bela jogada, entrou na área mas ficou sem ângulo para o chute e Luciano praticou a defesa. O jogo era lá e cá, aos 18, Valdeir entrou na área e chutou forte de esquerda, Cardoso novamente evitou o gol do Carcará.

Aos poucos a emoção foi indo embora e somente aos 32 minutos outra chance foi criada. Caça-Rato subiu muito e tocou de cabeça por cima do gol. Com cara de 0×0 o jogo foi indo para os minutos finais, mas aos 44 Anderson Paraíba fez uma bela jogada e tocou para Peri, que de dentro da área chutou na trave e na sobra Kanu abriu o placar.

No início do segundo tempo Ataíde fez duas alterações no Santa tentando o empate e a virada. Nininho e Renatinho entraram nos lugares de Zeca e Caça-Rato. As mudanças não surtiram o efeito esperado. Renatinho, que deveria auxiliar o garoto Raniel na armação das jogadas não foi bem, errou muitos passes e demorou para concluir as jogadas.

Nininho também não foi bem, improvisado na esquerda, sempre que chegava na linha de fundo tinha que arrumar para o pé direito e executar os cruzamentos.

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Nas poucas vezes em que conseguiu cruzar bem, encontrou Raniel, livre na área, mas o garoto se precipitou e cabeceou a bola pra fora, aos 10 minutos do segundo tempo. Finalmente Renatinho mostrou o porquê entrou na partida, aos 19 ele fez boa jogada e cruzou na área, mas Alemão evitou que a bola chegasse até Léo Gamalho.

O Santa partiu para o desespero, desorganizado o time não encontrava o gol, muito também pelas defesas do goleiro Luciano. O alívio veio aos 34 minutos com o artilheiro Léo Gamalho. Mas, a alegria durou oito minutos. Marcos Tamandaré cruzou na cabeça de Fabrício Ceará que havia entrado na vaga de Everton e marcou o gol da vitória. O Santa foi para o tudo ou nada mas não conseguiu empatar o jogo.

Ficha do jogo

Santa Cruz: Tiago Cardoso, Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca (Nininho); Sandro Manoel, Sorriso e Raniel (Pingo); Caça-Rato (Renatinho), Betinho e Léo Gamalho. Técnico: Ataíde

Macedo (interino).

Salgueiro: Luciano, Sidny, Alemão, Ranieri e Peri; Pio (Rodolfo Potiguar), Morelândia, Valdeir e Anderson Paraíba (Daniel); Kanu e Everton (Fabrício Ceará). Fernando Alcântara.
Campeonato Pernambucano (decisão pelo terceiro lugar)
Local: Estádio do Arruda
Árbitro: Gilberto Castro Júnior.
Assistentes: Albino de Andrade e Ricardo Bezerra.
Cartões amarelos: Santa Cruz – Léo Gamalho e Nininho; Salgueiro – Peri, Moreilândia, Luciano e Rodolfo Potiguar
Gols: Salgueiro – Kanu (aos 44 do 1°t) e Fabrício Ceará (aos 42 do 2t); Santa Cruz – Léo Gamalho (aos 34 do 2°t)                                           Público: 4.820 torcedores Renda: R$ 60.098,00

 

 

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Náutico e Sport decidem quem será campeão Pernambucano nesta quarta-feira

Chegou a hora da grande decisão. Náutico e Sport vão pisar no gramado da Arena Pernambuco, partir das 22 horas, na luta pelo título de campeão do Pernambucano Coca-Cola 2014. E existem vários motivos para que as duas equipes lutem a cada segundo de jogo, fazendo com que o confronto ganhe tons de dramaticidade e transborde em emoção. A começar pelo fato de saber quem será o campeão da 100ª edição do Estadual. E quem será o primeiro campeão na Arena, palco de cinco jogos da Copa do Mundo 2014? De um lado, o Timbu querendo acabar com o jejum de nove anos sem comemorar um título estadual. Para isso, o time alvirrubro precisa vencer para forçar as cobranças de pênaltis. Do outro, o Leão que vem amargando três vice-campeonatos e querendo levantar a taça pela 40º vez. O time precisa de um empate para comemorar, mas todos só pensam na vitória. Enfim, são elementos de sobra para que o torcedor receber uma descarga de emoção durante a partida. Haja coração!

Dono da casa e precisando da vitória, o Náutico terá que propor o jogo diante do Leão. Por isso, o técnico Lisca planeja um time um pouco mais ofensivo para esta quarta. Não vai mudar nada de maneira radical, mas deu a entender que vai acionar peças mais ofensivas. O esquema é o habitual 4-5-1. Só que desta vez serão apenas dois volantes e três armadores no time titular. Marcelinho deve ser o homem do ataque. Eis o provável time alvirrubro: Alessandro; Jackson, Flávio, Leonardo e Rai; Dê, Elicarlos, Zé Mário, Marcos Vinícius e Leleu; Marcelinho. O time não foi confirmado pelo treinador.

Lisca não confirmou o time. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Lisca não confirmou o time. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Independente do time que entrar em campo, Lisca deseja que sua equipe apresente a mesma entrega que a levou até a decisão do Estadual. Esse aspecto, por sinal, pode ser apontado como fundamental para o rendimento do Náutico, que nunca deixou de ser uma equipe lutadora. “Esses quatro meses foram de entrega total. Isso nos dá confiança para entrar na história do Náutico”.

Se o Náutico conquistar o título, sairá da fila de dez anos sem conquistas. Além disso, quebrará uma sequência negativa de oito finais sem bater o Sport. E se depender do histórico de Lisca, isso é bem possível. Lembrando que o treinador já quebrou o tabu de dez anos sem vencer na Ilha do Retiro.

Pelo lado do Sport, o clima é de muita confiança. O time chega à grande decisão bem diferente de como iniciou a temporada. Se nos primeiros jogos, o Rubro-negro era uma equipe sem alma, agora, o Leão mostra um futebol mais organizado e consciente em campo. Desde que o preparador físico Eduardo Baptista assumiu o comando técnico, o Sport  evoluiu, conquistou o título da Copa do Nordeste (que para muitos parecia impossível). Na primeira partida decisiva, o time rubro-negro venceu o Náutico por 2×0, na Ilha do Retiro, e abriu uma vantagem importante. Um empate é o suficiente para o Leão sagrar-se campeão. Mas no time, ninguém quer saber dessa vantagem.

Otimismo reina no Sport. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Otimismo reina no Sport. Foto: Guga Matos/JC Imagem

O técnico Eduardo Baptista está pregando respeito ao Náutico e alertando os seus jogadores a manter o ritmo das últimas partidas para vencer o advesário no tempo normal. O grupo parece ter assimilado bem. “A gente tem a vantagem, mas não podemos jogar pensando nela. O Náutico pode vencer o jogo por um placar mínimo e levar a partida para os pênaltis. Então, é preciso ter atenção máxima”, disse o volante Éverton Páscoa.

O time considerado titular atuou no último domingo, contra o Santos, na Vila Belmiro, na estreia do Brasileirão. O único que não atuou foi o meia Aílton, que está confirmado no clássico desta quarta-feira. O jogador volta no lugar de Renan Oliveira, que fica como opção no banco de reservas. É possível que Ananias seja acionado no início da partida, no lugar de Wendell. Mas Eduardo não confirmou a escalação rubro-negra. A esperança de gol continua sendo o artilheiro Neto Baiano, que fez dois gols nos últimos dois jogos do time.

FICHA DO JOGO – NÁUTICO X SPORT

Náutico – Alessandro; Jackson, Flávio, Leonardo e Rai; Dê, Elicarlos, Zé Mário, Marcos Vinícius e Leleu (Paulo Jr.); Marcelinho. Técnico: Lisca.

Sport – Magrão, Patric, Durval, Ferron e Renê; Ewerton Páscoa, Rodrigo Mancha, Aílton e Wendel (Ananias); Neto Baiano e Felipe Azevedo.

Pernambucano (final). Local: Arena Pernambuco. Horário: quarta-feira, às 22h. Árbitro: Leandro Vuaden. Assistentes: Charles Rosa e Clóvis Amaral.

 

 

 

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Foto: Edmar Melo / JC Imagem

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Santa Cruz vai para cima do Salgueiro para garantir vaga no Nordestão 2015

O Santa Cruz espera começar uma nova vida na temporada 2014 na partida diante do Salgueiro, nesta quarta-feira, a partir das 20h, no estádio do Arruda. A partida vale a terceira colocação no Pernambucano Coca-Cola e, consequentemente, a presença na Copa do Nordeste na próxima temporada. Mas para isso, o Santa Cruz precisa superar seus traumas, que causaram a saída de Vica do comando técnico da equipe, no último sábado, e conseguir a vitória sobre o Carcará. Um empate levará a disputa para os pênaltis.

Desde as eliminações precoces na Copa do Nordeste e no Pernambucano que o Santa Cruz não vem apresentado o futebol competitivo que o torcedor está acostumado a ver. As cobranças aumentaram e o empate diante do ABC, na estreia da Série B, foi a gota d’água para o técnico Vica deixar o clube. Na tarde  desta segunda-feira, a diretoria do clube anunciou a contratação de Sérgio Guedes, que deve estar no Arruda para assistir à partida. Ataíde Macedo comanda a equipe interinamente.

Com pouco tempo para trabalhar, restou a Ataíde conversar com o elenco coral. A missão é levantar o ânimo do grupo. E o comandante não vai fazer muitas mudanças da equipe que empatou com o ABC. Carlos Alberto voltou de São Paulo, mas não foi relacionado para o jogo. A novidade é a volta de Léo Gamalho, que não participou da estreia do Santa por que cumpria suspensão imposta pelo STJD. Assim, Betinho fica no banco de reservas.

SALGUEIRO
O Carcará chegou completo e sem desfalques para o jogo contra o Santa Cruz. Quem vai comandar o time é o técnico Fernando Alcântara, que chegou a Salgueiro no sábado passado e realizou treinamentos anteontem e ontem antes da viagem para o Recife. Ele substituiu Cícero Monteiro, que pediu demissão na semana passada. O novo treinador informou que só vai confirmar o time minutos antes da partida, mas deve manter a base do primeiro jogo contra o tricolor.

Ficha do jogo

Santa Cruz: Tiago Cardoso, Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca; Sandro Manoel, Sorriso, Memo e Jefferson Maranhão; Caça-Rato e Léo Gamalho. Técnico: Ataíde Macedo (interino).

Salgueiro: Luciano, Sidny, Alemão, Ranieri e Peri; Pio, Morelândia, Valdeir e Anderson Paraíba; Kanu e Everton. Fernando Alcântara.

Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Albino de Andrade e Ricardo Bezerra. Ingressos: R$ 15 (arquibancada superior, estudantes e sócios) e R$ 30 (arquibancada inferior e visitantes).

 

 

 

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FOto: JC Imagem

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Sport melhora no segundo tempo mas gol duvidoso do Santos tira a vitória

Um gol duvidoso de Gabriel tirou do Sport a chance de estrear com vitória na Série A do Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro tempo em que foi totalmente dominado, os rubro-negros entenderam o recado e voltaram para a etapa final mais ligados. Agora, as atenções estão voltadas para o Campeonato Pernambucano, competição que os leoninos decidem com o Náutico na próxima quarta-feira (23), na Arena Pernambuco.

O Sport sofreu o que fez a maioria de seus adversários sofrerem na Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano. O Santos adiantou a marcação e anulou o setor de criação pernambucano. Renan Oliveira, que deveria ser o principal articulador, só tocou na bola durante os dez primeiros minutos para bater falta. No setor de Ewerton Páscoa e Rodrigo Mancha começava a caçada dos santistas.

Essa pressão rendeu duas grandes chances em sequência para os donos da casa. Aos quatro minutos, Geuvânio arriscou de fora da área e a bola passou raspando a trave esquerda de Magrão. No minuto seguinte, a mesma trave recebeu uma tremenda bomba de Cicinho. O lateral arrancou pelo meio e estava atento numa bola cortada por Durval. Livre, carimbou o poste.

O time da Ilha do Retiro limitava-se apenas a marcar, mas viu que na Série A vai ser complicado. Com muita movimentação de Geuvânio, Cicinho e Leandro Damião, o Santos conseguia confundir a marcação leonina e Geuvânio, que estava com boa pontaria para o lugar mais difícil, acertou a trave direita aos 15 minutos. Dois minutos depois foi a vez de o volante Gabriel aparecer como elemento surpresa e chutar fraco, o suficiente para Magrão defender.

O primeiro tempo serviu para dar um choque de realidade no Sport. O ritmo de jogo imposto pelo Santos é bem mais veloz do que qualquer equipe que os rubro-negros enfrentaram até a semana passada, seja no Pernambucano ou no Nordestão. Essa velocidade constata-se não só com a bola nos pés, mas também na disposição para retomá-la. E jogadores como Renan Oliveira, Wendel, Felipe Azevedo e Neto Baiano pareciam estar numa rotação mais lenta e, por isso, foram facilmente anulados.

O bombardeio do Santos também teve a bola parada. Aos 33, Cícero bateu falta e Magrão voou para fazer grande defesa. O mesmo Cícero, um minuto antes, perdeu a bola na saída do jogo, mas Neto Baiano chutou fraco, fácil para a defesa de Aranha.

Os dois times voltaram para o segundo tempo sem alterações e o Santos perdeu aqueles gols chamados de feitos aos três minutos. Cícero fez um lançamento longo. Ferron furou e Thiago Ribeiro ficou com a bola esperando a aproximação de Magrão. Quando ela aconteceu, ele deu um toque curto para o lado, onde estava Leandro Damião. Este também tocou curto, mas errou o gol aberto e mandou para fora.

O Sport só mostrou que o choque tomado no primeiro tempo fez efeito aos 18 minutos. Patric inverteu bem o jogo e encontrou Renê sozinho entrando pela esquerda. Ele chutou forte e Aranha defendeu parcialmente e conseguiu segurar na segunda uma fração de segundo antes da chegada de Neto Baiano. Na segunda tentativa, o Leão já tinha Rithely e Ananias nos lugares de Ewerton Páscoa e Wendel. O Sport ganhou em mobilidade sem ficar desorganizado, por isso, passou a chegar mais no campo defensivo do oponente

Aos 23, Renê cruzou novamente e desta vez Neto Baiano ajeitou para Patric chutar completamente torto. Desta vez jogando futebol, procurando competir, o time pernambucano conseguiu seu gol aos 27. Felipe Azevedo entrou pela direita e cruzou rasteiro. Encontrou Neto Baiano livre na linha frontal de pequena área. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Meio que no desespero, até porque já desperdiçara gols de todas as formas, o Santos partiu para tentar a igualdade. E conseguiu de forma bastante contestada pelos leoninos aos 34. Geuvânio chutou de longe e Gabriel, em posição bastante duvidosa, desviou de cabeça para o gol. Mesmo depois de muita chiadeira dos rubro-negros, consulta ao assistente, o gol foi validado.

Nos minutos finais o Santos tentou pressionar de qualquer jeito, inclusive pediram um pênalti num cruzamento de Mena que bateu no braço esquerdo de Ferron. Mas o Sport estava mais organizado e não só se defendeu bem como conseguiu manter a posse de bola o suficiente para evitar um bombardeio.

Ficha do jogo:

Santos: Aranha; Cicinho, Neto (Jubal), David Braz e Mena; Arouca (Alan Santos), Gabriel, Cícero e Geuvânio; Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa (Rithely), Wendel (Ananias) e Renan Oliveira (Augusto); Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Arílson Bispo da Anunciação (BA). Assistentes: Rodrigo Pereira Joia e Silbert Faria Sisquim (ambos do RJ). Gols: Neto Baiano, aos 27; e Gabriel, aos 34 do segundo tempo. Cartões amarelos: Jubal, Ferron e Rodrigo Mancha.

 

 

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Foto: site oficial do Santos Futebol Clube

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Silvio Guimarães segue internado na UTI do Hospital Santa Joana

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Joana, nas Graças, Zona Norte do Recife, o ex-presidente do Sport Silvio Guimarães, 66 anos, apresenta quadro estável. O ex-dirigente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na última quarta-feira e seu estado de saúde é considerado grave.

Segundo o médico Orlando Gomes, genro de Silvio, a área acometida pelo AVC é importante por controlar o tronco cerebral, mas é possível reverter o quadro.

Formado em medicina, Silvio Guimarães tem sua vida marcada pela atuação na Ilha do Retiro. Ele foi presidente do Sport em 2009 e 2010, anos em que conquistou dois títulos pernambucanos. Já em 2007 e 2008, foi o vice-presidente executivo na gestão de Milton Bivar, quando a equipe rubro-negra faturou a Copa do Brasil.

Silvio Guimarães é filho de Haroldo Praça, autor do primeiro gol da Ilha do Retiro, em 1937, na vitória do Sport sobre o Santa Cruz por 6×5. Haroldo morreu em maio de 2011, aos 95 anos, vítima de uma parada cardíaca.

 

 

Do  JC Online

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Técnico do Náutico comemora mais opções para montar time

O empate com sabor de vitória arrancado pelos reservas do Náutico diante do Bragantino, na largada da Série B, no último sábado (19), em Bragança Paulista, não mudou o pensamento do técnico Lisca em fazer mudanças na equipe para a decisão com o Sport, na quarta-feira (23), mas, sem dúvida, ampliou o leque de opções do comandante se quiser criar alguma situação diferente.

Dos que entraram em campo no interior paulista, quem tem mais chances de jogar é o atacante Geovane, substituído no intervalo, reconhecidamente para ser poupado. Lisca, no entanto, elogiou a todos genericamente. “A postura de alguns jogadores contra o Bragantino me agradou bastante. É bom chegar em uma momento decisivo com os atletas respondendo tão bem dentro de campo”, enfatizou.

Geovane pode ser aproveitado para a formação mais ofensiva que o timbu fatalmente apresentará no clássico, já que não tem outra alternativa a não ser vencer. Um triunfo timbu leva a decisão para as cobranças de tiros livres diretos da marca do pênalti, já que no primeiro confronto o Sport saiu vencedor por 2×0,  na Ilha do Retiro.

 

 

Blog do Torcedor

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

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