Mesmo após atraso em parcela do Fla por Thiago, Náutico não quer antecipar verba oferecida pela CBF

Vice-presidente diz que gestão não adiantou nenhum recurso desde o começo do trabalho

Por GloboEsporte.com — Recife

No começo deste mês, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma série de medidas financeiras para prestar socorro aos clubes durante a paralisação no calendário do futebol por conta do avanço do novo coronavírus. Especificamente para os clubes da Série B, a entidade resolveu antecipar R$ 600 mil, montante referente aos direitos de transmissão. O Náutico, contudo, não usará essa verba.

A diretoria do clube quer contar com esse recurso para o Campeonato Brasileiro. Portanto, no momento que estava previsto para receber a verba. A postura está mantida mesmo no momento que o clube foi comunicado de que não receberá na data prevista a segunda parcela da venda do atacante Thiago ao Flamengo neste mês.

“A posição está mantida. O Náutico não tem um real que seja antecipado. Aliás, ao longo da nossa gestão, desde que assumimos o clube, não antecipamos nenhum valor. Não adianta antecipar recurso futuro para agora. Problema não se adia, se resolve”, disse o vice-presidente Diógenes Braga.

A medida da CBF já havia sido criticada pelo presidente Edno Melo, que ainda busca outra saída junto à entidade para auxiliar os clubes que estão na Segunda Divisão. No momento, o Náutico é mais um dos times com o caixa apertado diante da paralisação no calendário.

Para este mês, a diretoria já acertou uma redução salarial de 25%. A medida preservou quem ganha até R$ 5 mil. Além disso, concedeu férias de 30 dias ao elenco.

Neste sábado, também veio à tona outro imprevisto financeiro. O clube foi procurado pelo Flamengo para ser informado de que será efetuado na data prevista a segunda parcela da compra do atacante Thiago. O valor é de 250 mil euros.

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Dal Pozzo prevê Náutico mais forte para volta com recuperação de lesionados

Timbu terá retorno de peças que podem ajudar técnico alvirrubro a implementar mudanças táticas

Por GloboEsporte.com — Recife

Náutico foi bastante prejudicado com lesões no início da temporada. Com a pausa no futebol por conta da pandemia do novo coronavírus, pelo menos um ponto positivo será tirado pelo Timbu: a recuperação de jogadores importantes.

Alguns atletas não voltam tão cedo, como os atacantes Álvaro e Matheus Carvalho e o zagueiro Ronaldo Alves, que se lesionaram de forma grave. Mas, quando jogou a última partida antes da paralisação, contra o Fortaleza, nos Aflitos, o time alvirrubro também não tinha à disposição os zagueiros Diego e Rafael Dumas, além dos atacantes Guillermo Paiva e Kieza.

Os retornos são esperados pelo técnico Gilmar Dal Pozzo, que tem pensado em contar com o maior número de peças possíveis para fazer mudanças de ordem tática.

“Tivemos muitos problemas de lesão no início da temporada, que interferiram diretamente no resultado de campo e no desempenho da equipe. A gente sentiu muita falta desses atletas, que eram importantes dentro do sistema. Com a recuperação cria expectativa muito boa, porque agora a maioria vai poder treinar e fazer uma preparação muito boa para a sequência da temporada.”

Segundo o clube, Diego e Dumas já estão, inclusive, recuperados. O primeiro sentiu um desconforto no púbis durante clássico contra o Santa Cruz, no dia 1º de março, enquanto o outro reclamou de dores após sofrer pancada no joelho, em jogo contra o Afogados, no dia 10 de fevereiro. Além deles, o zagueiro Camutanga, que se recupera de cirurgia no joelho esquerdo, deve retornar em junho aos trabalhos com bola.

Quanto a Kieza, o atacante também é esperado. Ele teve uma lesão no tornozelo esquerdo nesta temporada que foi curada, mas as dores voltaram pouco antes da paralisação do futebol. Apesar de o clube não ter atualizado o status do jogador, não foi constatada lesão ligamentar e ele aparenta estar bem – inclusive, já apareceu brincando de altinha com sua cadela nas redes sociais.

Sobre Paiva, o atacante paraguaio não deve ter problemas para retornar aos jogos com a volta do Timbu. Ele perdeu os últimos cinco jogos da temporada após sofrer lesão muscular em partida contra o Central. Na ocasião, atuou “no sacrifício” após alto desgaste em jogo contra o Botafogo, pela Copa do Brasil.

Por último, o volante Josa também sentiu dores na virilha pouco antes da paralisação e chegou a ficar de fora do jogo contra o Fortaleza. A recuperação era considerada rápida e o jogaodr também não deve ter problemas para ficar à disposição.

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Diante de paralisação por Covid-19, Sport tenta empréstimo para pagar salários atrasados

De acordo com o presidente rubro-negro, clube deve pagamentos de março e parte de fevereiro aos jogadores

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

A paralisação das competições, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, trouxe dificuldades, sobretudo, financeiras aos clubes brasileiros. Em meio a este cenário, o Sport tenta um adiantamento no banco para arcar com salários atrasados dos jogadores e funcionários. É o que diz o presidente do Leão, Milton Bivar.

“Estamos tentando. Ainda não teve sinalização positiva, mas estamos aguardando. Preciso pagar também alguma coisa aos funcionários. Pagamos a folha de fevereiro a eles, mas temos março ainda para pagar. Jogadores é 40% de fevereiro, e o mês de março.”

Ainda nas primeiras semanas da paralisação, o mandatário reforçou que não considera justo demitir funcionários nesta situação. Mas a dificuldade financeira era uma realidade antecipada. Por esse motivo, Milton Bivar apela aos sócios pela manutenção dos pagamentos mensais, em uma tentativa de reduzir as quedas de receita no clube.

Ainda assim, a suspensão das competições impacta os cofres do Rubro-negro em diferentes vertentes. O Sport parou de receber valores com a bilheteria dos jogos, setor em que arrecadou mais de R$ 300 mil em sete partidas como mandante em 2020. Patrocinadores, ficam menos suscetíveis a assinar contratos, e o quadro de sócios, por sua vez, sofreu uma queda de receita. Atualmente, o contador oficial do clube mostra 6.488 torcedores a menos do que havia no início de fevereiro (quando lançada a promoção de 50% de desconto). São 30.310 inscritos no total.

Com as competições paralisadas e sem previsão de volta, o departamento de futebol está liberado para um período de férias até o fim de abril. Mas não há definição sobre a data de reapresentação do elenco, uma vez que o clube aguardar o desenvolver da pandemia no país. Até a tarde desta quinta-feira, o Brasil registrou 1.924 mortes e 30.425 casos confirmados da Covid-19.

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Contratações, renovação de destaque e redução salarial: o mês do Náutico durante paralisação

Timbu trouxe dois reforços, ampliou contrato com Jean Carlos e acertou redução salarial

Por Brenno Costa — Recife

Globo Esporte

Dois dias depois de perder para o Fortaleza por 3 a 0, nos Aflitos, no último jogo com torcida no Recife antes da paralisação pelo avanço do novo coronavírus, o Náutico anunciava a suspensão de suas atividades. A medida completa um mês nesta quinta-feira. Nesse período, o Timbu concentrou forças em novas frentes e movimentou os bastidores do clube.

O Náutico foi o primeiro time do Recife a anunciar um acordo de redução salarial com o elenco. Também acertou a contratação de dois reforços além de renovar com o meia Jean Carlos, destaque sondado por outras equipes.

Confira o que aconteceu no clube dos Aflitos durante esses últimos 30 dias, que também carregaram perdas financeiras.

Redução salarial e férias ampliadas

Com as atividades paralisadas, a diretoria do Náutico correu nos bastidores para fazer uma nova engenharia financeira. Um dos passos mais importantes, foi acertar a redução salarial com o elenco.

Segundo o presidente Edno Melo, o mês de março seria pago integralmente ao grupo e aos funcionários. Já em abril, houve uma redução global de 25% dos vencimentos.

A medida não atingiu quem recebe até R$ 5 mil. Como parâmetro, a folha salarial dos jogadores do Náutico na temporada está na casa dos R$ 600 mil.

Nesse mesmo acordo, o Náutico também estabeleceu um prazo de 20 dias de férias ao elenco. Nesta semana, no entanto, a diretoria se fez valer de outra medida pré-estabelecida e deu mais dez dias de descanso ao grupo. Desse modo, o descanso se estende até o fim deste mês.

Prejuízo financeiro

A redução salarial foi uma medida de emergência adotada pelo clube para conter o prejuízo financeiro causado pelo avanço da Covid-19 no Brasil. O Náutico, nesse período, chegou a fazer um apelo aos torcedores.

Além da queda de receitas com patrocinadores, o clube revelou que perdeu R$ 90 mil em receita bruta com sócios.

Por outro lado, junto com os demais times da Série B, teve a possibilidade de acertar um adiantamento das cotas de televisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A quantia é de R$ 600 mil.

A medida não agradou ao presidente Edno Melo, que ainda quer uma ajuda efetiva da entidade. Segundo o gestor, esse valor já era de direito dos clubes.

Movimentações no elenco

Apesar do cenário financeiro complicado, o Náutico se movimentou nos bastidores e trouxe dois reforços para a parte ofensiva. Foi uma medida para recompensar a perda de outros jogadores por lesão. Além disso, o Timbu também acertou uma renovação impactante.

Em um intervalo de cinco dias, o clube fez essas três movimentações. Na primeira delas, acertou com o meia-atacante Dadá Belmonte. O jogador chega por empréstimo junto ao Água Santa até o fim desta temporada.

Em seguida, o vice-presidente Diógenes Borges anunciou a ampliação do contrato com o meia Jean Carlos, o grande destaque do time alvirrubro em 2020. O acordo com o atleta, que era cobiçado no mercado, passa a vencer no fim de 2022.

Após o acerto com o camisa 10, o Timbu ainda foi ao mercado e contratou o meia paraguaio Júnior Brítez. O atleta estava no time sub-23 da Ponte Preta.

Com a chegada de Brítez, por sinal, o Náutico aumenta a conta de paraguaios nos últimos dois anos para quatro. No atual grupo, o novo reforço terá como companheiro o atacante Guillermo Paiva.

Nos anos anteriores, também passaram o volante Jímenez e o atacante Ortigoza, que foi o grande destaque do time na conquista do Estadual de 2018.

Recuperação travada

O período de isolamento social também atrasou o plano de jogadores do Náutico que estão em recuperação de lesão. Um deles é o atacante Matheus Carvalho.

Após sofrer uma lesão ligamentar no joelho direito sofrida no duelo contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, em fevereiro, o jogador se preparava para fazer a cirurgia quando o Ministério da Saúde determinou que cirurgias eletivas sejam suspensas temporariamente.

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Representante da CNC revela indefinição sobre volta do futebol: “Não há nenhum consenso”

Constantino Júnior, presidente do Santa Cruz, diz que teorias sobre formatos e datas não passam de especulação, pois depende do controle da pandemia causada pela Covid-19

Por Cabral Neto — Recife

Globo Esporte

Competições com sede única, jogos sem torcida, mudanças de fórmulas… A paralisação dos torneios, em decorrência da pandemia causada pela Covid-19, fez com que várias teorias fossem levantadas sobre o futuro do futebol nacional. Mas de acordo com um dos representantes da Comissão Nacional dos Clubes, o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior, nada disso faz parte da atual realidade.

Sem previsão de que a crise humanitária seja amenizada, dirigentes e entidades nem sequer conseguem vislumbrar uma data base para retorno.

– Eu faço parte de uma comissão nacional de clubes que se reúne com a CBF e não há nenhum consenso sobre como ou quando será a volta do futebol. Está tudo parado, não há nenhuma perspectiva de consenso entre clubes, federações e a CBF.

Sem prazo, o exercício das federações e clubes tem sido traçar planos e encontrar, dentro dos cenários possíveis, alternativas que façam com que os prejuízos causados sejam minimizados.

– Quem falar em alguma solução, atualmente, está chutando. O que podemos fazer, e estamos fazendo, é pensar em alternativas para cenários diferentes.

Na última terça-feira, em mais uma reunião com representantes de clubes, principalmente para tratar sobre direitos de transmissão internacional, as equipes novamente não chegaram a um consenso sobre cenários a serem seguidos.

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Golaço em cima da Portuguesa é eleito o maior de Kieza com a camisa do Náutico

Atleta acertou chute no ângulo esquerdo do goleiro em partida válida pela Série A de 2012

Por GloboEsporte.com — Recife

Primeiro, Kieza recebe a bola na ponta esquerda do campo. Em seguida, corta o defensor e, na entrada da área, enche o pé para acertar um chuto no ângulo esquerdo. Foi um golaço em cima da Portuguesa, pela Série A de 2012.

O lance protagonizado pelo atacante do Náutico foi eleito como o maior golaço na trajetória pelo clube. Em enquete realizada pelo GloboEsporte.com, recebeu 52% dos votos.

Na ocasião, o Timbu encarou a Lusa no estádio Canindé, em São Paulo. No fim, o Timbu perdeu por 3 a 1.

Esse gol de Kieza superou o marcado em cima do Corinthians, em 2012 (40%); outro sobre o Sport, pela semifinal do Pernambucano de 2011 (5,75%) e mais um diante do Vitória, também pelo Estadual de 2011 (1,25%).

Ainda ficou a frente de outro gol contra o Boa Esporte, pela Série B de 2011 (0.75%)e contra o Santos, pela Série A de 2012 (0,25%).

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“Preso” na Arábia, Guilherme fala em tentativa de fretar avião e diz: “Povo aqui abraçou o isolamento”

Artilheiro da última Série B, ex-Grêmio, Botafogo e Sport relata empenho de Ministério dos Esportes e de presidentes locais para levarem brasileiros de volta

Por Tiago Medeiros — Recife

Globo Esporte

Artilheiro da última Série B, o atacante Guilherme ainda deixa saudades para o torcedor do Sport. Vendido em janeiro ao Al-Faisaly, da Arábia Saudita, ele também não esconde um certo saudosismo ao falar da vida no Brasil, sobretudo em tempos de quarentena na Ásia. De férias e sem condições de conseguir um voo de volta, ele disse que os organismos responsáveis estão procurando um jeito, nem que seja fretar um avião para os jogadores brasileiros.

– Estou numa agonia aqui. Estamos liberados para ir para ir ao Brasil, os jogadores podem ir para os seus países. Só que os aeroportos daqui estão fechados. A junta brasileira aqui, com o Ministério dos Esportes e os presidentes, estão vendo um meio. Talvez fretem um avião. Porque tem muito brasileiro aqui na Arábia. Eu já estou de férias, eles pensam em voltar em agosto com o futebol. Acredito que aqui estou um pouco mais seguro que no Brasil, mas nada como a nossa casa.

O ex-atacante de Grêmio, Botafogo e Sport explica que as restrições no país começaram cedo e, aliado ao fato de o país já ter tirado lições de outras epidemias, a Arábia Saudita tem tido bons resultados no enfrentamento do vírus.

– Quando começou na China, aqui na Arabia já começaram as restrições. Aqui tem seus casos, mas não tão numerosos, porque a turma está fazendo a sua parte. O árabe tem ”casca” no assunto, pois já sofreu com uma pandemia no passado (Sars),

“Além do constante medo de sofrer um ataque biológico, eles se cuidam por conta própria. Existe uma flexibilidade maior que o Brasil, mas o povo aqui abraçou o isolamento, eles têm a consciência que precisam fazer sua parte”.

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Sem previsão de voltar a jogar, Santa Cruz mapeia fontes de receita

Tricolor está sem atuar desde 15 de março e vê em pratas da casa como Felipe Cabeleira, Felipe Almeida, André e João Cardoso possibilidades de equilibrar cofres

Por GloboEsporte.com — Recife

Voltar aos gramados e, principalmente, a ter o torcedor lotando o Arruda, é algo que a diretoria do Santa Cruz não vislumbra para os próximos meses. Sem futebol, por conta da pandemia causada pela Covid-19, o Tricolor mapeia fontes de receita, para tentar manter o clube em ordem. Dentre elas: os atletas revelados nas categorias de base.

Negociando com os patrocinadores, para não perder faturamento, e sem a verba das competições, o Santa Cruz vê nos atletas Felipe Almeida, Felipe Cabeleira, João Cardoso e André possibilidades de equilibrar os cofres. No entanto, o presidente coral, Constantino Júnior, mostra cautela ao falar da alternativa.

“Claro que temos alguns ativos e que, no primeiro momento, os jogadores da base atraem mais negócios. Mas o mercado está muito incerto. Não se sabe como as coisas caminharão, quem terá condições. Mas é uma possibilidade, sim.”

Além da possível venda de atletas, o Santa Cruz contratou uma consultoria para traçar estratégia que garanta a sobrevivência financeira da equipe. A ideia é que o estudo aponte os cortes necessários para fazer com que o Tricolor sobreviva ao período longe dos gramados.

Com a suspensão dos jogos, o clube deixou de lucrar com a receita líquida das bilheterias do estádio. Nesta temporada, depois de oito partidas como mandante, o Santa arrecadou R$ 185 mil. No ano passado, em 22 jogos, foram R$ 2,5 milhões. A folha salarial do Santa Cruz, por sua vez, entre atletas, comissão e administrativo, gira em torno de R$ 650 mil.

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Presidente do Sport anseia volta de jogos, mas descarta portões fechados: “Não é solução”

Leão enfrenta dificuldades sem renda das bilheterias e reforça necessidade de cuidados com funcionários e departamento de futebol durante pandemia

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Quase um mês depois da suspensão das competições, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, ainda não existe cenário previsto para o retorno dos jogos. Com dificuldade financeira e sem poder contar com a renda das bilheterias, o Sport anseia pela volta do futebol. Mas o cenário, assim como o aumento da contaminação pela Covid-19, fazem com que o presidente leonino, Milton Bivar, descarte as partidas sem público como solução.

“Temos voltar o quanto mais cedo melhor. Mas tem que ser avaliado. Não concordo em voltar de portões fechados, isso é meia solução. Aliás, nenhuma solução, porque mesmo jogo de portões fechados envolve não sei quantos profissionais.. Quase 300 pessoas. E meus atletas? E os do adversário? Médicos, segurança, toda a comissão técnica, imprensa… Envolve muita gente.”

Pouco mais de um mês após o primeiro caso confirmado no Brasil, em 26 de fevereiro, a Covid-19 é responsável por 23.723 casos e 1.331 mortes no país, até a última segunda-feira. A projeção do Ministério da Saúde espera o pico de infectados para abril, mas prevê uma redução das ocorrências a partir de agosto apenas.

Na Ilha do Retiro, retomar as competições com portões fechados, ainda que colocasse as disputas novamente em curso, representa perdas em termos financeiros. Uma vez que o clube seguiria sem poder contar com a renda dos jogos. Como mandante em 2020, o Leão arrecadou mais de R$ 300 mil de receita líquida em sete jogos. Com base na previsão do orçamento do Rubro-negro para a temporada, no entanto, os valores representam 5,2% do total (R$ 5,8 milhões), número aprovado pelo Conselho Deliberativo em outubro.

O cenário ideal, no entanto, ainda não está entre as projeções de Milton Bivar. Com o Pernambucano e a Copa do Nordeste em curso antes da paralisação, além da Série A do Brasileiro para jogar neste ano, o mandatário aguarda pelas mudanças de cenário da pandemia.

“Temos que ver se vai estender a pandemia, porque se arrastar… Estou vendo que abril já pegou. Não era para pegar, porque voltaríamos no dia 20, já não vai ser possível. Está se falando em junho, o que levaria a paralisação por maio também. Então fica difícil ver o melhor cenário.”

Sem atuar desde 15 de março, quando enfrentou o Ceará, pela Copa do Nordeste, o Sport estendeu o período de férias do departamento de futebol para o fim de abril. Desde a paralisação, as partidas do Leão contra Confiança (Copa do Nordeste) e Santa Cruz (Pernambucano) foram suspensas. Caso avançasse para a segunda etapa, a equipe deveria ter confrontos de mata-mata neste mês.

Agora, a próxima partida prevista no calendário seria a estreia na Série A do Brasileiro, contra o Ceará, que estava marcada para o dia 3 de maio. Mas com as competições suspensas pela Confederação Brasileira de Futebol, ainda não se sabe quando e sob que circunstâncias acontecerão os jogos.

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Sem perspectiva, Sport amplia férias e adia retorno: “Não temos data de reapresentação”

Rubro-negro está com as atividades paralisadas desde 16 de março e não sabe quando voltará a jogar

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Após conceder férias ao elenco até 20 de abril, em decisão junto a outros clubes do futebol brasileiro, por conta da pandemia causada pela Covid-19, o Sport ampliou o período por mais 10 dias (até o fim do mês). É o que diz o presidente do Leão, Milton Bivar. Ainda sem perspectiva de quando as competições devem retornar, o mandatário reforça que, apesar da ampliação, não há data prevista para reapresentação.

– Vamos ampliar por mais dez dias. Vamos seguir a orientação da CNC, que é a Comissão Nacional de Clubes, e todos os clubes da Série A estão fazendo o mesmo. Vamos comunicar aos atletas. E também determinar que não é no dia 30 que é para retornar, possivelmente. Não temos a data da reapresentação.

A possibilidade de prorrogação das férias por mais 10 dias, vale lembrar, estava prevista na decisão dos clubes junto à Comissão, ainda no fim do mês passado. O Rubro-negro, por sua vez, acompanha o cenário da crise sanitária no país e as orientações da CNC e Confederação Brasileira de Futebol para determinar os próximos passos.

– Temos que aguardar o desenvolvimento dessa pandemia. Alguns falam que vai até julho, outros falam segunda semana de junho. Não dá para saber. Então fica difícil determinar qualquer coisa.

O Leão entrou em campo pela última vez em 15 de março, quando enfrentou o Ceará, pela Copa do Nordeste. Desde o dia seguinte (16), as atividades estão suspensas. A prorrogação do período de férias, vale lembrar, era esperada pelo técnico Daniel Paulista, que revela trabalhar no clube com projeções também de cenários a médio e longo prazo.

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