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Organizadas do Santa Cruz estão impedidas de frequentar estádios em todo o País

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou que as torcidas organizadas do Santa Cruz estão impedidas de frequentar qualquer estádio do País até que seja identificado o responsável por arremessar um vaso sanitário e matar o torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos. O rapaz era torcedor do Sport e foi para o Arruda assistir à partida do tricolor contra o Paraná na última sexta-feira.

A determinação, assinada pelo Auditor Presidente do STJD, Flávio Zveiter, também mantém a interdição administrativa promovida pela CBF do estádio do Arruda. Além disso, as  partidas da equipe do Santa Cruz programadas para ocorrer pela Copa do Brasil e pelo Campeonato Brasileiro, respectivamente nos dias 07/05 e 10/05, deverão ser realizadas com portões fechados.
O documento foi encaminhado para as demais Federações, para a Procuradoria de Justiça Desportiva e para a Secretaria de Defesa Social do Estado.

 

Do JC Online

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Pouco inspirado, Sport perde a primeira no Brasileirão

O Sport mostrou que precisa de mais inspiração na hora de criar suas jogadas ao sofrer sua primeira derrota no Campeonato Brasileiro. Neste domingo (4), o Leão caiu por 2×1 frente ao Internacional no Beira-Rio. No final do jogo, os pernambucanos ainda esboçaram uma pressão, tiveram chance de empatar mas a vitória gaúcha fez justição à equipe que jogou melhor.

Antes do jogo começar, o técnico Eduardo Baptista avisou que seu time não ficaria atrás e a marcação seria adiantada. Até que nos dez primeiros minutos, os jogadores cumpriram à risca a promessa do comandante. A marcação era feita antes da linha divisória do gramado e, com a bola, o Sport procurou trocar passes e evitar a ligação direta.

Porém, essa forma de jogar durou até o tempo citado acima, muito por conta dos jogadores que atuavam pelos lados do campo no setor ofensivo, Ananias e Wendel. Ambos recuaram e o Internacional ganhou terreno. Se antes, os colorados só conseguiam liberdade em parte de seu setor de defesa, ela foi ampliada até pouco depois do círculo central.

Nessa região já era possível arriscar com certo perigo um chute de longa distância. E foi isso que o meia D’Alessandro fez aos 12 minutos. Ele cortou da direita para o meio e bateu. A bola desviou em Patric e saiu do alcance de Magrão: 1×0. Depois do gol, o Sport voltou a fazer o que fazia – bem – nos primeiros minutos: a marcação. Faltava reter um pouco mais a bola para rentar jogadas de aproximação e, ao mesmo tempo, evitar que ela ficasse tanto tempo com o adversário.

Aí apareceu o maior defeito do time pernambucano: criatividade. Ou melhor, a falta dela. Aílton, o jogador de meio de campo com a maior responsabilidade de armar, pouco deu opção e, quando tentou, errou mais que acertou. Os dois volantes, Rodrigo Mancha e Rithely, ficaram mais presos para proteger a defesa. As finalizações do Sport eram sempre de longe e sem perigo para o goleiro Dida.

Sem criatividade, o Sport desceu para o vestiário perdendo por 2×0 no primeiro tempo diante do Internacional, no Beira-Rio. Os gols foram marcados por D’Alessandro e Aránguiz, este último já aos 45 minutos. Faltou ao time pernambucano mais criatividade para conseguir finalizar de dentro da área. As finalizações leoninas, em sua maioria, foram de longe e sem nenhum perigo para Dida. No final da etapa, Paulão afastou uma tentativa de ataque leonina no chutão. Rafael Moura desviou e a bola sobrou para Aránguiz, sozinho, entrar na área e acertar o canto direito.

Os rubro-negros voltaram para o segundo tempo com Igor Fernandes no lugar de Wendel. A alteração não surtiu efeito e antes dos dez minutos, Eduardo Baptista tirou Renê para colocar mais um meia, Renan Oliveira. O jogo ficou mais aberto porque o Sport posicionou seus jogadores de forma mais ofensiva, mas sem, obrigatoriamente, ser ofensivo.

O grande problema das alterações foi a insistência do técnico do Sport em colocar Renan Oliveira pelo lado esquerdo. O jogador não consegue dar a opção como um atacante – função quando a equipe ataca – nem organizar o jogo. Como Aílton voltou para o segundo tempo sem mostrar evolução, os campeões do Nordeste ficaram mais na vontade.

E o pior, é que os espaços para contra-ataques do Inter começaram a aparecer. Aos 15 minutos, Gilberto cruzou rasteiro da direita e Alan Patrick desviou de letra. Magrão fez grande defesa na primeira e conseguiu segurar na segunda, antes da chegada de Rafael Moura. Aos 22, em outro contra-ataque, foi a vez de D’Alessandro chutar rasteiro para Magrão mandar a escanteio.

Na primeira vez que o Sport acertou uma sequência de passes na intermediária, saiu o gol. Aos 33 minutos, Leonardo tocou para Neto Baiano, que saía da área. Patric apareceu como elemento surpresa e recebeu cara a cara com Dida. Na saída do goleiro ele tocou com estilo no canto alto esquerdo. Os minutos finais tiveram o time pernambucano mais tempo no campo dos gaúchos, que recuaram perigosamente. Ficou ainda mais flagrante a falta de uma articulação mais qualificada aos rubro-negros. Leonardo ainda deixou Neto Baiano em condições de marcar, mas, pressionado, ele concluiu para fora. Willians, num contra-ataque, quase amplia para o time de camisa amarela, mas Magrão mostrou serviço, aos 47.

Ficha do jogo:

Internacional: Dida; Gilberto, Paulão, Juan e Fabrício; Willians, Aránguiz, Alex (Ygor), D’Alessandro e Alan Patrick (Valdívia); Rafael Moura (Wellington Paulista. Técnico: Abel Braga.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê (Renan Oliveira); Rodrigo Mancha, Rithely e Aílton; Wendel (Igor Fernandes), Neto Baiano e Ananias (Leonardo). Técnico: Eduardo Baptista.

Local:Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS. Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES). Assistentes: Fabiano da Silva Ramires e Vanderson Antonio Zanotti (ES). Gols: D’Alessandro, aos 12; e Aránguiz, aos 45 do primeiro tempo. Patric, aos 33 do segundo. Cartões amarelos: Alex, Ferron e Ananias.

 

 

 

 

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Foto: Alexandre Lops/Site oficial do Sport Club Internacional

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Elicarlos diz que o Náutico merecia a vitória no Castelão

O Náutico começou bem a partida diante do Ceará no Castelão pela terceira rodada da Série B. Saiu na frente ainda no primeiro tempo, ampliou no início do segundo, ficou com um homem a mais, e mesmo assim permitiu o empate dos donos da casa. Com o empate o Náutico ficou na sexta colocação com cinco pontos.  Foi talvez por ter tantos elementos a favor para sair com os três pontos que o volante Elicarlos afirmou que o time merecia sair com a vitória.

“Foi um jogo bastante disputado, mas nosso time foi melhor. No primeiro tempo merecíamos até sair com um placar maior. No segundo tempo o segundo gol desequilibrou o time do Ceará mas deixamos a desejar e permitimos o empate”, comentou.

O mais doloroso foi o segundo, marcado no fim da partida pelo volante Ricardinho, que já havia marcado o primeiro, de falta. “Tudo acontece no futebol, infelizmente tomamos um gol com 40 minutos do segundo tempo. Agora é levantar a cabeça porque é um campeonato longo e temos a chance de recuperar”, avaliou.

Antes de pensar na quarta rodada da Série B, marcada para o próximo sábado contra o Joinville na Arena Joinville, o time encara o América de Natal pela Copa do Brasil. O Mecão perdeu o clássico potiguar para o ABC-RN em jogo válido também pela Série B. Elicarlos afirmou que não conhece muito o próximo adversário, mas sabe que não terá vida fácil na próxima terça-feira, data do jogo de ida.

“Não sei muita coisa do América, isso o Lisca vai passar para a equipe. Mas sei que vai ser difícil, é um time conhecido mas esperamos fazer um bom jogo para conquistar um bom resultado para o segundo jogo”, contou.

 

 

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Foto: Guga Matos/JC Imagem

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Imprensa internacional repercute morte de torcedor atingido por privada no Arruda

A morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, após a partida entre Santa Cruz e Paraná, nessa sexta-feira, no Arruda, pela Série B, também repercutiu de maneira negativa internacionalmente. Vários foram os jornais de fora do Brasil que noticiaram, e lamentaram, o ocorrido. O principal destaque de alguns sites foi o fato da morte ocorrer em uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

O espanhol Marca, o inglês Mirror, o alemão Bild e o italiano La Gazzetta dello Sport foram apenas alguns dos jornais que abordaram a cena lamentável dessa sexta. O torcedor pode conferir as imagens abaixo:

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Bild (Alemanha), Marca (Espanha), Mirror (Inglaterra) e La Gazzetta dello Sport (Itália) noticiam o ocorrido nessa sexta-feira. Foto: Reprodução

Paulo foi morto após ser atingido por uma privada, que foi arremessada de dentro para fora do estádio. Até o momento não há suspeitos de envolvimento com o episódio.

 

 

 

 

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Presidente do Santa Cruz lamenta morte de torcedor e diz que clube é vítima da violência

Antônio Luiz Neto diz que o Santa Cruz não pode ser responsabilizado pela morte que aconteceu na noite da sexta-feira, após a partida contra o Paraná

24 de abril de 2014, quinta-feira.

Um grupo de “torcedores” do Santa Cruz invade o Arruda para causar tumulto e quebra-quebra nos vestiários do futebol profissional. Alguns profissionais de imprensa foram atacados. A entrada desses “torcedores” aconteceu de uma maneira calma, sem a menor resistência dos funcionários do clube. Depois que a situação foi contornada, as portas do Arruda foram abertas para que os “torcedores” fossem assistir ao treino da equipe que se preparava para enfrentar a Portuguesa.

02 de maio de 2014, sexta-feira.

Debaixo de muita chuva os jogadores do Santa Cruz se esforçaram o máximo para vencer o Paraná no encharcado gramado do Arruda. Mas não conseguiram e ficaram apenas no empate em 1×1. O luta do time poderia ser o assunto da noite se não ocorresse um fato absurdo, surreal. Um torcedor entrou no banheiro do estádio e, sem que fosse importunado por ninguém (não havia funcionário e muito menos segurança), arrancou a privada do banheiro e arremessou do alto da arquibancada até o chão, acertando o torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, que morreu na hora.

A sequência de fatos lamentáveis que ocorreram no Arruda está se tornando uma rotina no mundo do futebol. E pior, tudo acontece diante das autoridades e dirigentes dos clubes. Mesmo assim, o presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, em entrevista ao Blog do Torcedor, afirma que o clube coral tem sido vítima da violência dos criminosos que circulam no mundo da bola.

“Acho um absurdo querer colocar nos dirigentes dos clubes e das federações. Na partida contra o Paraná, fizemos todo o nosso trabalho da maneira correta. A Polícia Militar também. A PM retirou a torcida do Santa Cruz primeiro, esperou 15 minutos para, em  seguida, retirar a do Paraná. Tudo já estava encerrado, mas acontece um episódio desse. O que precisamos fazer é um trabalho mais amplo, um trabalho investigativo mais preciso, uma ação preventiva mais ampliada”, declarou o mandatário coral.

Antônio Luiz Neto lamentou a morte do torcedor. Disse que está indignado com o fato de a violência crescendo no mundo futebol, que deveria ser de alegria. E  garante que o Santa Cruz não vem dando apoio aos torcedores organizados. “Não damos ingressos para esses torcedores, não cedemos espaços no clube para que eles guardem seus equipamentos e muito menos pagamos passagens para eles viajarem. Mas a gente não deve focar apenas nas organizadas. Até porque elas estão proibidas de entrarem nos estádios e a violência continua.  Como é que pode? Temos uma polícia de qualidade, então o que precisamos é investigar, julgar e prender os bandidos. Se tem quadrilha nas organizadas, que seja desmembrada e os integrantes, presos”, declarou.

O presidente coral revela que prestou queixa na delegacia de Água Fria e também na delegacia do Juizado do Torcedor. Antônio Luiz Neto teme que a violência ganhe ainda mais espaço no futebol pernambucano. “Os fatos estão ocorrendo na Ilha do Retiro e também na Arena Pernambuco. Não podemos aceitar. Temos que trabalhar com a verdade. E isso só pode ser atingido através de uma investigação bem apurada”, afirmou.

 

 

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Presidentes de Náutico e Sport pedem ações enérgicas do Estado para acabar com a violência no futebol

A morte do torcedor do Sport, Paulo Ricardo Gomes da Silva,  na noite da sexta-feira, logo após a partida Santa Cruz 1 x 1 Paraná, não é uma tragédia que deve ser relacionado ao clube tricolor só porque aconteceu no estádio do Arruda. A violência está espalhada em todas as praças do futebol pernambucano.  A sociedade esportiva está envolvida nisso tudo. E procurando um caminho para sair dessa situação.

Por isso, o Blog do Torcedor ouviu os presidentes do Náutico e Sport, Glauber Vasconcelos e Humberto Martorelli, respectivamente,  sobre o episódio ocorrido na sexta-feira e da violência no futebol de uma forma geral. Afinal de contas, a morte de Paulo Ricardo não pode ser encarada como algo isolado. Afinal, não é de hoje que se arremessam privadas do alto de uma arquibancada. O fato está chamando atenção porque, desta vez, houve uma vítima fatal.

Vasconcelos e Martorelli foram enfáticos ao afirmar que a culpa de toda essa violência no futebol é do Estado. “Não é uma medida do clube que vai resolver esse problema. O Estado precisa deixar de ser omisso nesses casos. Não é possível que a SDS não tenha como fazer um trabalho de inteligência para acabar com isso. O que aconteceu no Arruda foi um ato de guerrilha”, declarou Glauber.

Para o mandatário alvirrubro,  as pessoas que mataram Paulo Ricardo não são torcedores, mas sim pessoas que vivem à margem da sociedade e que vão ao estádio para trabalhar contra uma instituição centenária. “Fizeram uma arapuca. Levaram o grupo de torcedores do Paraná para ficar em baixo da arquibancada e, assim, arremessar a privada”, disse Gláuber, que ligou para o presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, se solidarizando ao dirigente coral.

O presidente rubro-negro Humberto Martorelli tem praticamente a mesma opinião de Glauber. Para ele, o clube tem que buscar medidas para atender seus sócios , enquanto o Estado precisa cuidar da sociedade. “Isso é caso de polícia. É um trabalho que passa por uma investigação, uma inteligência policial eficiente. É o Estado quem tem que cuidar disso”, declarou Humberto, revelando que  seus filhos estão deixando de ir ao estádio por medo da violência.

Para Martorelli, a sociedade pernambucana tem que se espelhar com o governo da Inglaterra que erradicou a ação dos Hooligans. “Lá, tem gente que, até hoje, nos dias de jogos do seu time, ao invés de ir ao estádio, vai para a delegacia”, disse o presidente rubro-negro, revelando que já escreveu diversos artigos sobre o assunto e publicados no Jornal do Commercio.

O alerta do mandatário rubro-negro é a necessidade de um trabalho educacional e de conscientização. Mas, para isso, “é preciso, antes,  extirpar esses casos de violência”. É lamentável que essas torcidas se pautem pela violência. Por isso, não as apoiamos. Não damos apoio algum”, afirmou Martorelli, destacando o trabalho social que o Sport vem fazendo, como visitas a hospitais, doação de sangue e reforçando a ideia de cidadania.

 

 

 

 

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Torcedor morre atingido por privada atirada da arquibancada do Arruda

O jogo entre Santa Cruz e Paraná, na noite desta sexta-feira, pela Série B, teve uma notícia trágica após o apito final. Um torcedor foi morto nas imediações do Arruda após ser atingido por uma privada, que foi atirada para fora do estádio. A informação inicial é que o fato ocorreu após briga entre as duas torcidas dos clubes. De acordo com a Polícia Militar, o nome do homem é Paulo Ricardo Gomes da Silva. Ele morava no Pina, Zona Sul do Recife, e tinha 25 anos. Ainda segundo a PM, Paulo era torcedor o Sport e tinha ligações com a uniformizada do Paraná. A vítima morreu na hora. No local ficaram muitos estilhaços da privada jogada.

Logo após o ocorrido, a PM foi acionada para o local e isolou a área.  Não há suspeitos, nem detidos, até o momento. Segundo as primeiras informações da perícia, foram dois vasos sanitárias atirados. A polícia iniciou investigação no Arruda para saber de qual banheiro foram retiradas as privadas.

A cena não é novidade no futebol pernambucano. Dia de jogo em Pernambuco, é quase um sinônimo de guerra com brigas constantes entre as torcidas da capital. Ver privadas e outras partes dos estádios sendo atiradas das arquibancadas também não é algo novo. Lamentável isso. Lembrando que as organizadas já foram punidas neste ano com o veto de frequentarem os estádios. Pelo visto é necessário maiores ações por parte das nossas autoridades.

Outras três vítimas não fatais foram levadas para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) dos Torroes, Zona Oeste do Recife. Elas foram atingidas por estilhaços das privadas.

 

 

 

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Foto: Guga Matos/JC Imagem

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Sport vence o Brasília por 3×1 e garante classificação antecipada na Copa do Brasil

O Sport deu sopa para o azar no fim do jogo mas a superioridade técnica dos campeões do Nordeste derrubou os campeões da Copa Verde na noite desta quinta-feira (1), no Estádio Mané Garrincha, em Brasilia. Com o placar de 3×1 em cima do Brasília, os leoninos garantiram a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil sem a necessidade do jogo da volta. Leonardo, Augusto e Ananias marcaram os gols pernambucanos. O próximo adversário será o Paysandu, com primeiro jogo previsto para 15 de maio, em Belém. Se houver necessidade de um segundo confronto, ele só acontece depois da Copa do Mundo: 24 de julho.

De falta de disposição ninguém pôde reclamar. Tanto Brasília quanto Sport entraram em campo dispostos a fazer gols e não cozinhar o jogo como se poderia imaginar. Mas os pés muito fundo no acelerador precipitaram tanto rubro-negros quanto colorados. E as boas chances de gol até os dez minutos surgiram em erros. Aos cinco, Rithely aproveitou o rebote de um escanteio e tocou para Leonardo. A defesa do Brasília ficou apenas olhando o camisa nove soltar uma bomba que explodiu no travessão e saiu. O erro da defesa brasiliense até que não foi tão grosseiro, mas sim o do assistente, que deu permissão para um jogador em impedimento finalizar.

Como foi tiro de meta, o Brasília saiu jogando. Mas Márcio Santos dominou a bola com a canela e Augusto, que estava ligado, tomou-lhe a bola. Avançaou sozinho para a grande área e tentou encobrir o goleiro Arturu. Conseguiu, mas não poderia ter encoberto também a barra. Novo tiro de meta. O time pernambucano também não ficou impune. Aos dez, Ewerton Páscoa, agora zagueiro, preferiu jogar como volante, provavelmente pelo hábito da nova função. Tentou sair jogando ao lado da área e perdeu para Vítor Hugo. Ele cruzou para Claudecir entrar de peixinho e mandar rapsando a trave direita de Magrão.

Para um time que mal treinou, o Sport não fazia feio, principalmente pela atuação de Augusto, Renan Oliveira e Leonardo. O primeiro mostrou que além da função principal de marcar, tem força e capacidade para sair jogando. Renan, finalmente desperto do sono que o acometeu nos dois primeiros jogos do Brasileirão, deu mais opção para os volantes. E Leonardo mexeu-se bem, procurando confundir a marcação.

Leonardo teria outra chance ao receber de Augusto na meia-lua. Mas estava perto demais da bola e o chute saiu sem força, claro que sem tirar o mérito de Artur, que foi bem na bola. Na terceira chance que teve, Leonardo não poderia mais reclamar. Depois de um escanteio cobrado pela direita do ataque pernambucano a bola espirrou para a lateral oposta. Ninguém deu muita importância. Só Renan Oliveira, que chegou, sozinho e ajeitou a bola quantas vezes quis antes de cruzar.

O que vem a seguir é uma daquelas cenas bizarras que só o futebol é capaz de nos oferecer. O cruzamento de Renan foi cheio de estilo, com a bola descrevendo uma parábola e tal, mas na cabeça de André Nunes, que é zagueiro do Brasília. Sabe-se lá o motivo, mas André poderia fazer tudo, menos levantar o braço direito e tentar uma cortada, como bem fazem Giba, Murilo, Sheilla e Jaqueline, todos eles, e elas, jogadores de… vôlei. O camisa nove rubro-negro não tinha nada com isso e chutou forte, no canto alto direito.

Apenas cinco minutos de intervalo para o segundo gol. Desta vez em jogada bem trabalhada. Augusto repetiu a infiltração dos seis minutos, só que agora pelo lado direito. Recebeu de Felipe Azevedo e chutou forte, lá em cima, sem tempo suficiente para o goleiro chegar. Ewerton Páscoa deu um susto em Magrão aos 44. Clécio cruzou da direita e o cabeludo tentou cortar para escanteio. Magrão já se projetava para interceptar o passe mas teve tempo e reflexo suficiente para voltar e espalmar.

Se queria jogar na Ilha do Retiro, o Brasília não tinha outra alternativa a não ser partir para cima. E assim se fez com a contribuição do recuo do Sport, materializado nos dois volantes. Mas a pressão foi mais territorial do que bombardeio. Quando chutou, faltou, literalmente, força aos de vermelho.

O Sport quando foi, fez Artur trabalhar bem mais duro. Aos oito, Leonardo cruzou rasteiro e Felipe Azevedo desviou para o camisa 1 espalmar. Na cobrança de escanteio, a bola passou por todo mundo e encontrou Wendel perto do bico de grande área. Ele chutou de primeira e o onipresente Artur estava lá novamente.

O sofrido goleiro do Brasília não era infalível e provou isso aos 14. Ananias, que entrara há quatro minutos, foi lançado por Leonardo no contra-ataque. Avançou até a grande árae e chutou cruzado no canto direito. Os 3×0 davam ao Sport o direito de levar pelo menos um gol. Por isso não havia mais necessidade de marcar pressão e correria.

Os leoninos limitavam-se a esperar em seu campo para puxar os contra-ataques. E eles vieram. Só não vieram gols porque Leonardo errou a pontaria na primeira tentativa e demorou demais a chutar na segunda. Já era hora de mexer novamente. O técnico Eduardo Baptista tirou Rithely, que saiu de campo mancando, para colocar o prata da casa Ronaldo. Na lateral direita, Igor Fernandes, que é lateral-esquerdo de origem, deu lugar a Bileu, que nasceu volante mas também atua pelo lado do campo.

As mudanças desfiguraram o time, principalmente a saída de Rithely. O Sport perdeu posse de bola e passou a levar o jogo em banho-maria, esperando o fim de um jogo que parecia definido. Dentro de suas limitações, o Brasília fazia o que podia. E podia cada vez mais. O Leão apenas esperava suas chances de jogar. E elas apareciam cada vez menos. Assim, Alequito, que já chutara fraco nas mãos de Magrão e não conseguira sequer desviar a trajetória da bola numa cabeçada, resolveu mudar o setor. Caiu pela esquerda e, aos 34 minutos arrancou para a linha de fundo. Kaká, o lateral, entrou pelo meio como atacante e bateu firme, rasteiro, no canto esquerdo.

O gol acendeu o rastilho de pólvora para o Brasília salvar a degola precoce. E o Sport, antes tão seguro de si, amontoou-se no seu campo de defesa. E o jogo terminaria na base do ataque de qualquer jeito e defesa aos trancos e barrancos. Nesse meio-tempo, Brian acertou uma bomba no travessão aos 39. Renan Oliveira retrucou aos 40, tirando tinta da trave oposta.

Ficha do jogo:

Brasília: Artur; Fernando, André Nunes, Márcio Santos e Kaká; Pedro Ayub, Mateuzinho, Clécio e Vítor Hugo; Alequito e Claudecir. Técnico: Luiz Carlos Carioca.

Sport: Magrão; Igor Fernandes (Bileu), Oswaldo, Ewerton Páscoa e Danilo; Augusto, Rithely (Ronaldo) e Renan Oliveira; Wendel (Ananias), Leonardo e Felipe Azevedo. Técnico: Eduardo Baptista.

Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF). Árbitro: Jânio Pires Gonçalves (TO). Assistentes: Adailton Menezes e Edson Antonio de Souza (GO). Gols: Leonardo, aos 34; Augusto, aos 39 do primeiro tempo. Ananias, aos 14;  e Kaká, aos 34 do segundo. Cartões amarelos: Mateuzinho, André Nunes, Bileu, Felipe Azevedo, Augusto e Igor Fernandes.

 

 

 

 

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Contra o Paraná, Santa Cruz tenta melhorar imagem diante da torcida

Com dois empates nas duas primeiras rodadas da Série B, a torcida do Santa Cruz espera uma resposta positiva da equipe comandada por Sérgio Guedes no retorno ao Arruda, nesta sexta-feira (2), quando o tricolor encara o Paraná, a partir das 21h, pelo terceiro giro da competição. Somados aos jogos do Pernambucano, o jejum coral já chega a cinco partidas. Também existe a expectativa da reação das arquibancadas ao primeiro encontro com o novo comandante.

O técnico acredita que somente uma resposta positiva dentro do campo vai afastar qualquer tipo de protesto. “A torcida nunca vem para o estádio propensa a vaiar. Mas cabe a nós corresponder e é preciso jogar bem”, disse Sérgio, que, novamente, fará mudanças na equipe. O sistema com um atacante, que não deu certo no primeiro tempo do jogo com a Portuguesa, está descartado. Com isso, o atacante Flávio Caça Rato volta a fazer companhia a Leo Gamalho.

Já Renatinho, que atuou como meia, terá uma nova/velha função. Ele retorna à lateral esquerda, posição onde firmou-se no time principal há três anos. Memo também pode aparecer no meio. “Fizemos um treino de observação tática. “Eu gostei de uma das formações. O time ficou mais consistente na marcação e ofensivo. Tenho o time definido, mas não vou revelar para não dar pistas ao adversário”, explicou o técnico.

CONTRATAÇÃO – Depois do lateral-esquerdo Julinho, a diretoria tricolor está bem perto de fechar com o meia Cristian, do Ituano. De acordo com informações apuradas pelo repórter Leonardo Bóris, da Rádio Jornal, a oferta feita pelo Santa está bem próxima da pedida do atleta.

PARANÁ – O time paranaense começou a competição oscilando. Estreou fora de casa e fez 2×0 no Sampaio Corrêa, em São Luís. A chance de manter os cem por cento seria em casa, mas a equipe caiu diante do Joinville por 3×2. Por isso, o técnico Claudinei Oliveira deve promover mudanças. O lateral-direito Carlinhos Miranda e o meia Marcos Serrato devem estrear. No lado esquerdo, Rodrigo Mann vai no lugar de Breno. No meio, Paulinho aparece no posto de Juliano Mineiro. Os dois jogadores ausentes estão machucados.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca (Renatinho), Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Carlos Alberto e Renatinho (Memo); Flávio Caça-Rato e Leo Gamalho. Técnico: Sérgio Guedes.

Paraná: Marcos; Carlinhos Miranda, Brinner, Anderson Rosa e Rodrigo Mann; Édson Sitta, Cambará, Marcos Serrato, Paulinho Oliveira e Lúcio Flávio; Giancarlo. Técnico: Claudinei Oliveira.

Local: Arruda. Horário: 21h. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO). Assistentes: Evandro Gomes Ferreira e Bruno Raphael Pires (GO). Ingressos: arquibancada inferior: R$ 30, arquibancada superior R$ 12, sócio e estudante R$ 15.

 

 

 

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Foto: Edmar Melo/JC Imagem

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Náutico planeja jogo-treino com seleção durante o período da Copa do Mundo

Os jogadores do Náutico treinam forte no Centro de Treinamento, na Guabiraba, visando à partida contra o Ceará,  no próximo sábado, na Arena Castelão, em Fortaleza, enquanto a diretoria alvirrubra trabalha para buscar reforços para a equipe e também discute o que será feito durante o período da Copa do Mundo. Serão 45 dias sem jogos oficiais. Tempo suficiente para trabalho intensivo  e alguns amistosos.

Ainda não há nada oficial, mas a diretoria não descartou a possibilidade de fazer uma temporada de jogos nos Estados Unidos. Mas há ainda outro plano: a realização de um jogo treino com uma das seleções que vem ao Recife para jogar uma das partidas da Copa do Mundo. Tudo ainda está embrionário, mas a negociação já está em curso. Tudo vai depender da agenda das seleções e de outros detalhes burocráticos.

Além da programação da paralisação da Copa do Mundo, o Náutico também está trabalhando a contratação de reforços. O pensamento da diretoria é trazer, no primeiro momento, três atletas. Mas tudo vai depender de uma avaliação financeira que será feita no clube. O nome do volante Zé Augusto, do Guarany de Sobral, voltou à tona. Há informações de que já está praticamente fechado, mas a diretoria não confirma.

Por falar em situação financeira do clube, o Náutico deve o mês de março à maioria dos funcionários do executivo. O clube quitou apenas aqueles que recebem até R$ 1.200. Há um planejamento que tudo seja pago até o dia 10 de maio, quando vencem os salários do clube.  Aos jogadores, a diretoria está devendo os direitos de imagem do mês de abril, que deveriam ser pagos no último dia 25.  A diretoria promete resolver tudo também até o dia 10.

 

 

 

 

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