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Com pênalti polêmico, Holanda vira e elimina o México

16tttvy4rg34t5349tgv439g34tgv34g67890O México esteve muito próximo de fazer história e ir às quartas de final da Copa do Mundo, mas tudo mudou em apenas seis minutos. A Holanda, que parecia entregue, conseguiu uma virada incrível nos últimos momentos, venceu por 2 a 1 neste domingo, no Castelão, e conseguiu avançar. Huntelaar, já nos acréscimos, foi o herói da classificação holandesa ao bater o pênalti decisivo, depois que Sneijder havia deixado tudo igual aos 42 – Giovani dos Santos, no início do segundo tempo, tinha aberto o placar para os mexicanos.

Finalista em 2010, quando perdeu o título mundial para a Espanha, a Holanda não exibiu o ótimo futebol da primeira fase da Copa no Brasil – teve três vitórias -, mas contou com seus medalhões para ganhar novamente. Sneijder, sumido até então, deu sobrevida à equipe no fim do jogo. Nos acréscimos, Robben fez grande jogada e sofreu o pênalti de Rafa Márquez. Huntelaar bateu e garantiu a vitória.

Com isso, o México mantém a escrita de não ir às quartas de final desde 1986. Esta, aliás, foi a sexta vez consecutiva que a seleção caiu nas oitavas de final, como havia acontecido em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010. No fim, a frustração mexicana foi traduzida nas lágrimas dos jogadores.

Do outro lado, os holandeses eram só alegria por mais uma classificação às quartas de final. Agora, a equipe do técnico Louis van Gaal espera para conhecer seu adversário, que sairá do duelo entre Costa Rica e Grécia, em jogo que acontece ainda neste domingo. A Holanda entrará em campo na briga por uma vaga na semifinal no sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

O JOGO – O começo foi do México, que chutou a primeira com um minuto, quando Layún cortou para o meio, arriscou de longe e levou certo perigo. Aos quatro, o lateral repetiu a jogada, mas, dessa vez, pegou muito mal. A situação holandesa piorou quando o volante De Jong sentiu uma lesão e precisou ser substituído.

Layún era o homem mais perigoso do México e voltou a incomodar aos 13 minutos, quando foi à linha de fundo e cruzou à meia altura, mas a bola passou por toda a área. Aos 16, ele mesmo cruzou para Giovani dos Santos, que dominou no peito e tocou para Peralta. O passe saiu um pouco atrás e o atacante não conseguiu bater, mas encontrou Herrera, que chutou fraco, raspando a trave direita de Cillessen.

O goleiro holandês, aliás, mostrava-se inseguro e não passava nenhuma tranquilidade à defesa. Isso fez com que os mexicanos começassem a arriscar de longe, como aconteceu com Salcido aos 23 minutos. Mesmo sem jeito, Cillessen espalmou para escanteio. A primeira chance da Holanda foi sair somente aos 26, quando Van Persie foi lançado, dominou e tentou finalizar de direita, mas pegou mal.

Layún seguia sendo o desafogo do México e levava a melhor em todas as jogadas sobre Verhaegh, mas a Holanda soube consertar suas falhas e equilibrou a partida. O fim do primeiro tempo já teve o time europeu com mais posse de bola. Mas a melhor chance nos últimos minutos foi mesmo mexicana. Aos 41, Peralta recebeu e se atrapalhou ao tentar o domínio, mas a bola sobrou com Giovani dos Santos, que bateu cruzado. Desta vez, Cillessen foi bem e impediu o primeiro o gol.

Aos 45, a Holanda ainda poderia ter uma ótima chance se o árbitro Pedro Proença visse o pênalti de Rafa Márquez, em carrinho dado em Robben. O erro custaria caro aos holandeses, porque logo no início da etapa final o México abriu o placar. Aos dois minutos, Vlaar tirou de cabeça, a bola sobrou para Giovani dos Santos, que dominou no peito e enfiou o pé esquerdo no canto de Cillessen, que não alcançou.

Aos 10, o time mexicano quase ampliou novamente de fora da área, desta vez com Peralta, que arriscou de esquerda. Cillessen foi bem e agarrou. A resposta veio aos 12, quando De Vrij aproveitou escanteio da direita e finalizou na linha da pequena área. Ochoa mostrou muito reflexo e espalmou. A bola ainda tocou na trave e saiu.

O gol sofrido definitivamente acordou a Holanda, que passou a pressionar. Aos 15, Robben fez sua jogada tradicional pela direita, cortou para o meio e tocou para Sneijder. O meia bateu, a bola desviou e quase encobriu Ochoa. Naquela altura, Robben começava a tomar conta do jogo e seria o responsável por outra grande chance aos 28. Ele arrancou, desta vez cortou para direita e bateu. Novamente o goleiro mexicano impediu o gol.

Quando o resultado parecia garantido, a Holanda empatou. Após escanteio da direita, Huntelaar subiu para cabecear e a bola sobrou com Sneijder. O meia encheu o pé e estufou a rede de Ochoa aos 42 minutos. Decisivo, Robben decidiria a partida nos acréscimos. Aos 46, ele fez jogada incrível pela direita, chegou à linha de fundo e, ao cortar Rafa Márquez, foi calçado. Huntelaar foi para a bola, deslocou Ochoa e garantiu a vitória.

FICHA TÉCNICA:

HOLANDA 2 X 1 MÉXICO

HOLANDA – Cillessen; Verhaegh (Depay), Vlaar, De Vrij, Blind e Kuyt; De Jong (Martins Indi), Wijnaldum e Sneijder; Robben e Van Persie (Huntelaar). Técnico: Louis Van Gaal.

MÉXICO – Ochoa; Rodríguez, Rafa Márquez e Héctor Moreno (Diego Reyes); Aguilar, Salcido, Herrera, Guardado e Layún; Giovani dos Santos (Aquino) e Peralta (Chicharito Hernández). Técnico: Miguel Herrera.

GOLS – Giovani dos Santos, aos dois, Sneijder, aos 42, e Huntelaar, aos 48 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Aguilar, Rafa Márquez e Guardado (México).

ÁRBITRO – Pedro Proença (Portugal).

RENDA – Não disponível.

PÚBLICO – 58.817 torcedores

LOCAL – Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

 

 

Arena das Nações

matheus albino

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Quatro problemas que podem sair caro para o Brasil

Ninguém agoniza como a Seleção Brasileira agonizou no Mineirão impunemente no último sábado (28). O Chile era o melhor Chile em décadas, o que por si só já dificultaria bastante o trabalho dos pentacampeões. Mas como se precisasse de uma dose cavalar de emoção, Luiz Felipe Scolari e seus comandados fizeram questão de tornar um jogo difícil numa batalha épica, situação que deve perdurar se algumas providências não forem tomadas. E aqui vai uma lista de alguns erros observados das oitavas de final. Uns mais facilmente solucionáveis que outros. Mas todos, em conjunto, podem custar muito caro na próxima sexta-feira, em Fortaleza.

1 – Sistema tático

Scolari adotou o 4-2-3-1 do Bayern de Munique campeão europeu na temporada 2012/2013. Hulk pela direita, Oscar centralizado e Neymar pela esquerda davam o suporte ao centroavante Fred. O time passou a marcar a saída de bola dos adversários e sair rápido para o ataque. Deu certo e o Brasil triturou a Espanha na Copa das Confederações. Contra o Chile invertou a posição dos três: Neymar foi para o meio, Oscar para a direita e Hulk para a esquerda. Os dois primeiros naufragaram fragorosamente. Hulk só rendeu quando tentou duas jogadas pela direita, onde rende melhor. Foram os sopros de inspiração no segundo tempo contra os chilenos. Sem a bola nos pés os jogadores correspondem: marcam intensamente, não deixam o adversário respirar. Mas quando retomam a posse comportam-se como se a ferramenta de trabalho fosse um arisco chiuaua a morder-lhes os pés.

2 – Falta de confiança nos reservas

Hernanes entrou contra a Croácia e nem foi tão mal assim mas está esquecido. William, quando apareceu também produziu pouco e só foi acionado no segundo tempo da prorrogação contra o Chile. Para piorar, Jô assumiu o posto do apagado Fred e manteve o ataque verde e amarelo na mesma escuridão. Só quem surtiu efeito mesmo foi Fernandinho, que deu mais consistência o meio que Paulinho. Bernard, cujas pernas alegres parecem ter entrado em depressão, sequer foi cogitado. Contra a Colômbia Felipão vai ter que mexer, já que Luiz Gustavo está suspenso. Ramires, outro que ao entrar não disse para que veio, deve ser o escolhido.

3 – Não há um líder dentro de campo

Tem muita gente cantando o Hino Nacional a plenos pulmões. Mas na hora de chamar a responsabilidade, o time ficou a ver navios. O capitão Thiago Silva deu uma das maiores demonstrações de falta de fibra ao isolar-se dos companheiros antes da disputa por pênaltis. Também omitiu-se para as cobranças, colocando-se como opção até depois do goleiro Julio Cesar, quando, pela patente que tem, deveria ser o primeiro. Na roda de jogadores antes das cobranças entrou mudo e saiu calado. Neymar, Julio e principalmente Paulinho incentivaram os demais.

4 – Emocional pesado

Se emocionar é bom, sim. Mostra que o homem tem sangue nas veias e mais do que um simples trabalho, ele está ali acreditando que faz o melho. Mas há de se ter um limite. E os jogaodres brasileiros estão bem perto deste limite. O primeiro é Thiago Silva, com os olhos marejados na estreia. No jogo seguinte foi a vez de Neymar desabar durante o hino. Nos pênaltis, os nervos em frangalhos quase custaram a classificação. Para se ter uma ideia, ao perder o pênalti, William teve que ser resgatado pelos companheiros. A imagem de Neymar aos prantos nos braços de Felipão é ao mesmo tempo marcante e preocupante. Até Carlos Alberto Parreira, que tem um repertório de impropérios semelhante ao do Papa partiu para cima do quarto árbitro. No dia seguinte, o lateral-esquerdo Marcelo admitiu a estafa emocional do elenco. Ninguém duvida de que a pressão por jogar em casa é monstruosa, mas cabe à comissão técnica transformar isso em estímulo, não em bloqueio, como parece estar acontecendo.

E os leitores, identificaram outros problemas na Seleção Brasileira?

Do NE10

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Nos pênaltis, Costa Rica volta a fazer história na Arena Pernambuco

Num jogo que parecia que não queria acabar, a Costa Rica mostrou que quem deu as cartas na Arena Pernambuco nesta Copa do Mundo foi ela. Depois de sofrer o empate aos 45 do segundo tempo (1×1), o time centro-americano segurou as pontas na prorrogação e bateu a Grécia nos pênaltis por 5×3. Em seu segundo jogo no estádio pernambucano, os Ticos voltaram a escrever mais um capítulo de ouro em sua história futebolística. Nas quartas de final, o adversário será a Holanda, que derrotou o México por 2×1. O jogo acontece no próximo sábado (5), às 17h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.


Foto: AFP

As previsões mais negativas davam conta de um jogo parado, lento e com pouca ou nenhuma emoção. Ao menos no primeiro tempo acertaram. A Costa Rica não foi o time incendiário que levou às cinzas os gigantes Uruguai e Itália. Da Grécia só se esperava retranca e contra-ataque. E eles fizeram justamente isso e, pasmem, ignoraram a esmagadora maioria pernambucana pró-latinos e teve mais organização ofensiva. Mas ainda foi pouco para tirar o 0x0.

Os Ticos começaram do jeito que o povo gostava e acostumou-se a ver na primeira estadia dos costarriquenhos na capital pernambucana: foram para cima, tentando imprimir velocidade. Mas a pilha estava fraca e durou menos de cinco minutos. Pilha fraca também para tomar a bola dos rivais, tanto de um lado como de outro. A Grécia se organizava para preencher os espaços e os adversários não pressionavam a saída de bola. Quando a tinham tocavam com velocidade quase infantil.

Com a bola sofrendo um açoite após o outro, o público, que chegou ensaiar “olés” e “Olê, olê, olê! Ticos! Ticos!”, resolveu se divertir sozinho. Organizou a melhor ‘olla’ – aquela onda de braços criada na Copa de 1986, no México – e durante bons três minutos, os 22 jogadores foram solenemente ignorados. Só aos 36 minutos alguém fez o favor de tirar o mofo da partida. E foi o time europeu. Cholevas cruzou da esquerda e Salpingidis entrou para completar. Navas fechou o ângulo e desviou para escanteio.

E depois voltamos para as cadeiras. O punhado de gregos localizado na parte inferior à direita da tribuna de imprensa, ensaiava gritos de “Brasil” para ganhar adeptos. Os brasileiros esqueceram os ticos e, pela primeira vez, a Arena Pernambuco, ouviu o infame “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, que há décadas constitui-se no solitário grito de guerra em jogo da Canarinha. O último destaque foi a bela vaia que as vozes que gritavam pelos ticos soltou ao fim do primeiro tempo.

A volta para o segundo prometia o mesmo ritmo de câmera super-lenta quando Ruiz, o camisa 10 costarrquinho, mostrou o nível de sua intimidade com as redes da Arena Pernambuco. Contra a Itália ele marcou no lado direito. Cavalheiro, fez o mesmo do lado esquerdo ao escorar uma bola rolada por Bolaños. O engraçado é que ela foi rolando lentamente pela grama até acomodar-se no canto esquerdo da barra, sem que ninguém de azul tivesse qualquer iniciativa de mudar a trajetória.

Como se tratava de um perde e volta para casa esperava-se uma Grécia finalmente abandonando a reflexão ateniense e partindo para o ataque espartano. Não teve jeito, o DNA futebolístico helênico não combina com o ataque. Foi preciso algo mais. E ele atendeu pela expulsão de Duarte, aos 21 minutos. Com um a menos a Costa Rica teve que recuar todo mundo para o seu campo. E para evitar um vazio entre ambos, a Grécia avançou suas fileiras.

E o técnico Fernando Santos deixou o time com três atacantes: Gekas, Mitroglou e Katsouranis. O problema era alguém que que alimentasse o trio. O único era o capitão Karagounis, mas bem marcado, nem sempre conseguia escapar das garras dos adversários. Quando a bola chegou ao ataque, eles provaram porque são tão bons se defendendo. Era difícil dominar a bola. Gekas o fez de canela ao receber um ótimo lançamento na linha frontal da pequena área.


Foto: AFP

Da Costa Rica pouco pôde-se dizer depois da expulsão. Campbell ficou sozinho no ataque e os outros nove atrás da linha da bola tentando induzir os gregos ao erro, artimanha que eles nem faziam muito esforço para cair. Aos 42, Lazaros arrancou pela direita e cruzou da linha de fundo. Gekas, mais uma vez, meteu a canela na bola e jogou de zagueiro.

No apagar das luzes, o que se configurava numa tragédia ganhou ares de epopeia. Aos 45 minutos, Sokratis, não quis saber dos porques filosóficos e mandou o pé direito na bola reboteada por Navas. Ninguém sabia para onde correr. Dois minutos depois, o caneludo Gekas usou a cabeça e obrigou o goleiro costarriquenho a fazer uma grande defesa. Após 89 minutos, o despertador da partida tocava. E ainda haveria mais meia hora pela frente…

PRORROGAÇÃO – Com o adversário inferiorizado numericamente e fisicamente a Grécia tomou a iniciativa na prorrogação. E optou por levantar a bola na área. Aos dez minutos, Katsouranis ficou com as migalhas de um bate-rebate e só não fez o gol da virada porque o pé salvador de Gonzalez apareceu para bloqueá-lo. Katsouranis teve que volar à sua área aos 14 para abafar um cruzamento. O segundo continuou o mesmo: Lazaros escapando pela direita para a Grécia e a Costa Rica esperando um milagre. Aos sete minutos, Lazaros teve a chance de ouro para coroar sua atuação diferente de todo time grego num contra-ataque. Mas o chute saiu fraco e Navas defendeu. Gekas, sempre ele, teve a classificação nos pés. Mas como seu forte é a cabeça, chutou prensado e a bola foi para fora. Os dois minutos de acréscimo foram constrangedores com jogadores das duas equipes pedindo o apito final. Quando ele veio, vários desabaram no gramado.


Foto: AFP

PÊNALTIS – Quem começou a disputa por pênaltis foi a torcida que fica do lado esquerdo das tribunas de imprensa. Aos gritos de “Aqui! Aqui!” Pediam que a barra ‘deles’ fosse escolhida. A turma do lado direito, com menos decibeis, repetiu o pedido. Apesar de pedir com menos fervor, o lado direito venceu. E o senhor Matthew Cream teve que ouvir em bom português um coro nada lisonjeiro.

Com a bola na cal a disputa ficou taco a taco até o quarto pênalti, quando Gekas tentou o canto alto direito de Navas mas mandou devagar. O goleiro espalmou e na cobrança seguinte, Umana garantiu uma inédita quarta de final para a Costa Rica por 5×3.


Foto: AFP

Ficha do jogo:

Costa Rica: Navas; Gonzalez, Duarte e Umana; Gamboa (Acosta), Borges, Tejeda (Cubero), Ruiz, Bolaños (Brenes) e Diaz; Campbell. Técnico: Jorge Luis Pinto.

Grécia: Karnezis; Torosidis, Manolas, Sokratis e Cholevas; Karagounis, Maniatis (Katsouranis) e Samaris (Mitroglou); Salpingidis (Gekas), Samaras e Lazaros. Técnico: Fernando Santos.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Benjamin Williams (AUS). Assistentes: Matthew Cream (AUS) e Hakan Anaz (AUS). Gols: Ruiz, aos sete; e Sokratis, aos 45 do segundo tempo. Cartões amarelos: Samaris, Manolas, Granado, Navas e Tejeda. Expulsão: Duarte. Público: 41.242. Nos pênaltis: Costa Rica 5×3 Grécia.

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Torcedor de 69 anos morre após passar mal no Mineirão

16yyyy4rv43trg3478tgv3840gv3tg3tgAs fortes emoções das oitavas de final entre Brasil e Chile custaram a vida de um torcedor no Mineirão. De acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Jairo de Oliveira, 69 anos, chegou a ser removido para um hospital, mas morreu de enfarte cerca de duas horas depois do fim da partida.

Com histórico de hipertensão e diabetes, Jairo, que tinha vindo do Rio de Janeiro, primeiramente foi atendido no ambulatório do Mineirão. De lá, foi removido por uma empresa contratada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para o hospital particular Lifecenter, onde deu entrada às 15h49.

Segundo a Secretaria de Saúde de Minas, Jairo teve parada cardíaca às 17h. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas não tiveram sucesso. Ele teve a morte confirmada às 17h45.

Na partida desse sábado (28), Brasil e Chile empataram por 1 a 1 no tempo normal. Depois de dois tempos de prorrogação sem gols, a decisão foi para os pênaltis, onde o Brasil venceu o Chile por 3 a 2 e conquistou a classificação para as quartas de final.

Fonte: Agência Brasil

Foto: AFP

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Júlio César defende duas cobranças e Brasil passa pelo Chile nos pênaltis

16rrrrrrr4f3784ty087tg3tg3tFoi uma vitória sofrida. Marcada pelo domínio dos chilenos, muitas faltas e erros de arbitragem. Mas foi também a consagração do Camisa 1 da Seleção Brasileira. Durante o tempo regulamentar e a prorrogação, Júlio César fez belíssimas defesas. Na cobrança de pênaltis, fez ainda mais. Com o placar de 1×1 no tempo regulamentar e de 3×2 nos pênaltis, o Brasil se classificou para as quartas de final e joga contra Uruguai ou Colômbia na próxima sexta (4), às 17h, na Arena Castelão, em Fortaleza.

JOGO – Foi um primeiro tempo pegado. Prova disso é o número de faltas: 23 no total, sendo 14 do Brasil e 9 do Chile. Quem mais sofreu com a marcação, como já esperado, foi Neymar. Tanto que já aos três minutos o atacante foi calçado pelo zagueiro Mena e passou cerca de cinco minutos fora de campo, recebendo atendimento e reclamando de dores no joelho. Para alívio da torcida brasileira, esclarecida de que sem Neymar o time desandaria, o craque logo voltou a campo.

Considerando o duelo contra o Brasil um clássico, o técnico Sampaoli resolveu fechar a marcação com três zagueiros, além de Díaz e Aranguiz no meio-campo. À procura de espaço para atacar, os brasileiros precisavam investir nas jogadas aéreas, visto que a zaga do Chile é a mais baixa de todas as outras equipes deste Mundial.

E foi assim que o Brasil abriu o placar, aos 18 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Thiago Silva desviou para dentro da área e, a princípio, acreditava-se que David Luiz tinha marcado seu primeiro gol pela Seleção. Mas foi com um toque do zagueiro Jara que a bola entrou.

Em desvantagem, o Chile continuou a marcar a saída de bola do Brasil e, aos 31 minutos, Hulk errou a devolução do passe ao lateral Luiz Gustavo e Sánchez pegou a bola. O atacante adiantou e mandou no canto direito de Júlio César.

Depois do empate, os brasileiros recuaram. Os chilenos, que já pareciam desacreditados na vitória, continuaram dominando a posse de bola, mas sem finalizações de perigo até o fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa, mesmo com o embalo da torcida, o Brasil voltou mal. O time mostrava, mais uma vez, a falta de harmonia em campo e a dependência de Neymar que, muito marcado, pouco podia fazer. Aos 9 minutos, a seleção canarinho ainda chegou a comemorar um gol de Hulk, mas o árbitro anulou, alegando que o jogador tinha dominado a bola com a mão.

Dez minutos depois, Júlio César brilhou com uma bela defesa que quase deu uma virada no placar. Aránguiz, livre dentro da área, recebeu pela direita e mandou rasteiro, mas o goleiro estava bem posicionado.

Para o Chile, era uma grande partida. Sendo o único erro da defesa o gol do Brasil, os zagueiros tinham um desempenho eficaz, anulando Hulk no segundo tempo e marcando Neymar. Mais à frente, Sánchez e Vidal davam trabalho aos brasileiros.

Com uma péssima atuação no segundo tempo e minutos de sufoco na etapa final, o Brasil, quase que por milagre, conseguiu segurar o empate e levar o jogo à prorrogação. Era esperado que Felipão fizesse alguma mudança que influenciasse no meio-campo, anulado pela marcação chilena e por uma atuação apagada de Oscar.

Nos primeiros quinze minutos da prorrogação, o jogo parecia mais equilibrado. O Brasil chegava mais ao ataque e o Chile parecia deixar o tempo passar, esperando apenas uma oportunidade para contra-atacar.

Depois, La Roja preferiu ganhar tempo. A cada cinco minutos um chileno caía em campo alegando dores ou cansaço físico. Os brasileiros iam levando o jogo à base do nervosismo, insistindo nas finalizações e sofrendo com cada um dos poucos chutes a gol que os chilenos arriscavam. Um deles foi aos 14 minutos, quando Pinilla carimbou a trave de Júlio César, mas o jogo terminou mesmo no 1×1.

Antes da cobrança de pênaltis, Júlio César se emocionou em campo e foi consolado pelos demais jogadores. No gol, as duas defesas que garantiram o Brasil nas quartas de final: as cobranças de Pinilla e Sánchez, dois dos jogadores mais perigosos do Chile. Para o Brasil, David Luiz, Marcelo, Neymar marcaram.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 (3) x (2) 1 CHILE

BRASIL – Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Neymar, Hulk e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CHILE – Bravo; Francisco Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Díaz, Aránguiz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutiérrez). Técnico: Jorge Sampaoli.

GOLS – David Luiz, aos 17, e Sánchez, aos 31 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS – Jô, Luiz Gustavo e Hulk (Brasil); Mena, Pinilla e Francisco Silva (Chile).

ÁRBITRO – Howard Webb (Fifa/Inglaterra).

RENDA – Não disponível.

PÚBLICO – 57.714 pessoas.

PÚBLICO – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

NE10

Foto: AFP

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Técnico da Alemanha olha para segunda fase da Copa e diz que é tudo ou nada

A partir de agora é tudo ou nada na Copa do Mundo. Esse foi o pensamento do técnico da Alemanha, Joachim Löw, depois da classificação da Nationalelf para a segunda fase da competição. Os alemães venceram por 1×0 os Estados Unidos, na tarde desta quinta-feira (26), na Arena Pernambuco, e avançaram em primeiro no Grupo G.

“Nas oitavas é uma atitude diferente. É uma fase mais dinâmica. Mas acho que estamos bem fortes. Me deu uma boa impressão hoje”, avaliou Löw após a partida contra os americanos.

Analisando o jogo de hoje, o treinador alemão considerou que a equipe teve boa posse de bola e que foi agressiva nos desarmes. “Dominamos o jogo. Nossa organização estava boa e não demos nenhuma oportunidade para o adversário marcar”.

Amigo do técnico dos Estados Unidos, Jürgen Klinsmann, Löw parabenizou o companheiro ainda no gramado pela classificação em segundo na chave. “Fiquei feliz. Não foi fácil, pois todo mundo achava que Portugal iria passar. Dei os parabéns. Isso significa que eles têm qualidade”.

Perguntado sobre os jogadores do time alemão de maneira individual, o técnico não quis entrar em polêmicas. Elogiou a atuação de todos de uma maneira geral, incluindo Thomas Müller, eleito o melhor em campo pela votação da Fifa. “Vai ser difícil qualquer adversário pará-lo. Ele sempre descobre uma maneira de chegar à área”.

Em uma de suas últimas respostas, Löw ainda elogiou o gramado da Arena Pernambuco, que parece não ter sofrido com as fortes chuvas que ocorreram antes da partida. “Estava melhor até do que Salvador e Fortaleza (cidades em que a Alemanha já jogou). A bola rolou rápido”.

 

 

 

 

Arena das Nações

Por Thiago Wagner

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Técnico dos Estados Unidos ressalta grande feito da seleção

O técnico dos Estados Unidos, Jurgen Klinsmann, viu seu time muito tenso na primeira metade do primeiro tempo mas lembrou que seus comandados superaram todas as expectativas com a classificação para as oitavas de final no que ele considerou o ‘Grupo da Morte’. Ao lado da potência tricampeã mundial (Alemanha) e do time que tem o melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo), ele considerou a vaga um grande feito.

“Foi sensacional para nosso grupo. Se alguém dissesse que Estados Unidos e Alemanha passariam poucos acreditariam. Esses jogadores estão sedentos em jogar bem.
Gana e Portugal têm uma qualidade tremenda e a Alemanha, pelo que vocês já viram, é um dos favoritos para vencer a Copa”, elogiou.

As boas observações foram para a campanha como um todo, mas no jogo desta quinta-feira, o treinador não gostou de algumas coisas. E uma delas foi a baixa produtividade ofensiva. Para ele foram poucas oportunidades de gol, mas que servirão de exemplo para o próximo confronto. “Temos que analisar o jogo, ver o que não fizemos e levar as lições para o próximo”, disse.

Outro ponto levantado por Klinsmann é que a partir de agora começa outra competição e sem espaço para muitos estudos e contas de classificação. É mais simples: quem perder volta para casa. “Foi um grande feito mas temos que deixar isso tudo para trás. Agora começa outra competição. Na fase de grupo ainda fazemos cálculos. Agora a imagem é mais clara: tem que ganhar aquele jogo”, ressaltou.

Apesar de esse tipo de competição ter um caráter mais intenso e permitir pouco espaço para erros, é uma situação que ele gosta de viver. Por isso, já vislumbra o que deve ser feito. “Temos que manter a posse de bola por mais tempo. Quando conseguíamos ligar até sete passes ia tudo bem, mas isso não foi feito com a frequência que eu esperava”, enfatizou.

 

 

 

Da Agência Estado

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Empate em jogo contra a Rússia garante à Argélia vaga nas oitavas

A Argélia está pela primeira vez na segunda fase de uma Copa do Mundo. Nesta quinta-feira, a seleção africana precisou superar o susto por sair atrás no placar logo no início e foi buscar um suado empate diante da Rússia por 1 a 1, na Arena da Baixada, em Curitiba. Exatamente o resultado que precisava para seguir no Mundial e fazer história.

O resultado levou a Argélia a quatro pontos, na segunda colocação do Grupo H, atrás apenas da Bélgica. Com isso, os desacreditados africanos, que chegaram ao Brasil apontados por muitos como principais candidatos a ficarem com a lanterna da chave, foram às oitavas. Passar às quartas de final, no entanto, parece um sonho distante, já que o adversário será a Alemanha, nesta segunda, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

Já a Rússia viu o goleiro Akinfeev se tornar o vilão da equipe no Mundial. Depois de um frango na primeira partida, no empate com a Coreia do Sul, ele voltou a cometer falha decisiva no gol da Argélia, nesta quinta. Assim, os russos deixam o Brasil com apenas dois pontos e na próxima vez que atuarem em uma partida de Copa estarão em casa, já que sediarão a competição em 2018.

Mas o começo foi bom para a seleção europeia nesta quinta. Depois de mostrar tanta dificuldade para criar oportunidades em seus dois primeiros jogos, a Rússia precisou de apenas cinco minutos para marcar. Logo no início de jogo, Kombarov recebeu pela esquerda e cruzou de primeira, na cabeça de Kokorin, que subiu bonito e finalizou com estilo para a rede argelina.

Foi apenas um lampejo em meio a um jogo bastante nervoso. Faltas duras, provocações e reclamações com o árbitro se sucediam e ninguém criava nada. Os poucos momentos de mais lucidez eram da Argélia, principalmente quando a bola chegava em Feghouli. Mas cada vez que a Rússia alçava a bola à área, assustava, graças à ineficiência da defesa adversária neste tipo de jogada.

Durou pouco, porém, o bom momento da Argélia com a bola no pé. Logo a marcação por pressão de Rússia passou a fazer diferença e a equipe tomou conta da partida. Foi após uma roubada no ataque que Shatov quase marcou da intermediária, aos 25 minutos. A Argélia respondeu na sequência com a cabeçada de Medjani, que exigiu defesa de Akinfeev.

A seleção russa adiantava a marcação para tentar evitar que a bola chegasse no ataque da Argélia, onde o time africano mostrava qualidade técnica e trabalhava com muito mais facilidade. Quando os russos, talvez cansados, recuaram a marcação, o domínio passou a ser todo argelino. As jogadas passavam todas por Brahimi, mas foi de Slimani a melhor chance da equipe. De cabeça, ele jogou em cima de Akinfeev aos 42 minutos.

Como na primeira etapa, a Rússia começou de forma avassaladora o segundo tempo e criou chance incrível logo com um minuto. Samedov arrancou do lado direito, fez ótima tabela com Kokorin e ficou de frente para o gol, mas Mbolhi saiu muito bem e fez a defesa na finalização do meia.

A resposta da Argélia foi fatal e novamente aproveitando-se da altura de Slimani. Aos 14 minutos, Brahimi cobrou falta pela esquerda e o atacante de 1,88m se antecipou para tocar para a rede. Como na primeira partida, quando tomou um verdadeiro frango, Akinfeev voltou a falhar e saiu muito mal. A bola passou por ele e encontrou a cabeça do rival.

A Rússia tentou responder e foi para cima. Aos 24 minutos, Kokorin deu linda enfiada de bola pela direita para Kherzakov, que invadiu e bateu forte, cruzado, mas parou na ótima defesa de Mbolhi. Apesar de ameaçar uma pressão, o time russo tinha dificuldade para criar boas chances e furar o bloqueio da Argélia, que recuou após o empate.

Os últimos minutos foram de uma pressão desenfreada da Rússia, sem uma jogada pensada ou mais trabalhada. Por sua vez, a Argélia também não encaixava um contra-ataque e por isso passou os últimos momentos rebatendo uma infinidade de bolas alçadas à área. Deu certo, e ao apito final foram os argelinos que puderam comemorar a vaga.

FICHA TÉCNICA

ARGÉLIA 1 x 1 RÚSSIA

ARGÉLIA – Mbolhi, Mandi, Belkalem, Halliche e Mesbah; Medjani, Bentaleb, Feghouli, Brahimi (Yebda) e Djabou (Ghilas); Slimani (Soudani). Técnico: Vahid Halilhodzic.

RÚSSIA – Akinfeev; Kozlov, Berezutskiy, Ignashevich e Kombarov; Glushakov (Denisov), Fayzulin, Samedov e Shatov (Dzagoev); Kokorin e Kerzhakov (Kanunnikov). Técnico: Fabio Capello.

GOLS – Kokorin, aos 5 minutos do primeiro tempo; Slimani, aos 14 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Mesbah e Ghilas (Argélia); Kombarov e Kozlov (Rússia).

ÁRBITRO – Cuneyt Cakir (Fifa/Turquia).

RENDA – Não disponível.

PÚBLICO – 39.311 presentes.

LOCAL – Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

Fonte: Agência Estado

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Bélgica vence a Coreia do Sul e avança no Mundial com 100% de aproveitamento

16gggruei4r4378yr5437895t3v3sgMesmo ainda sem corresponder às expectativas de que seria a sensação da Copa do Mundo, a Bélgica faturou a sua terceira vitória, manteve o aproveitamento de 100% e garantiu a primeira colocação do Grupo H ao derrotar a Coreia do Sul por 1 a 0, nesta quinta-feira, no estádio Itaquerão, em São Paulo. Com um time misto, a seleção belga não empolgou a torcida, mas superou a desvantagem numérica, por causa da expulsão de Defour ainda no primeiro tempo, para segurar a pressão sul-coreana e buscar mais um triunfo na competição.

Assim, Bélgica encerrou a sua participação na primeira fase com nove pontos, confirmando confronto contra os Estados Unidos nas oitavas de final, na próxima terça-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Já a Coreia do Sul se despediu da Copa sem vitória e com apenas um ponto na lanterna da chave.

A derrota confirmou a fraca campanha das seleções asiáticas nesta Copa. Nenhum dos quatro times afiliados à Confederação Asiática de Futebol – Japão, Irã, Coreia do Sul e Austrália (localizada na Oceania, mas competindo pela Ásia nas Eliminatórias) – conseguiu vencer na competição, o que não acontecia desde o Mundial de 1990.

Classificada por antecipação, a Bélgica entrou em campo nesta quinta com um time misto por conta de problemas físicos e jogadores “pendurados” com um cartão amarelo. Por essa razão, o técnico Marc Wilmots poupou até sete atletas que já foram titulares nas partidas anteriores deste Grupo H, entre eles Kompany, Vermaelen, Lukaku e Hazard – este último só entrou em campo nos minutos finais.

O JOGO – Precisando da vitória, a Coreia do Sul tratou de acelerar a partida desde os primeiros segundos e encontrou na Bélgica um rival à altura nesse quesito, em razão da correria imposta pelo trio formado por Mertens, Januzaj e Mirallas. A velocidade belga e a vontade sul-coreana, no entanto, não deram resultado no primeiro tempo.

Tentando impor pressão, a Coreia do Sul teve seus momentos de protagonista, principalmente pelo lado esquerdo, por onde avançava Son Heung Min, seu melhor jogador. A Bélgica aceitou as investidas sul-coreanas, mais recuada, mas logo ficou clara a superioridade do time europeu em campo.

Aí, a Bélgica passou a levar perigo em cobranças de falta, de Vertonghen e Mertens, e nas rápidas trocas de passe no ataque. Em dois toques, eles chegavam à área dos sul-coreanos, que se defendiam como dava, às vezes somente com falta. Na melhor chance dos belgas, Mertens pegou sobra quase na pequena área e mandou muito longe do travessão, desperdiçando chance incrível aos 24 minutos.

Mais contida, a Coreia do Sul também teve chances de abrir o placar. Depois da correria no início, os asiáticos quase marcaram em uma blitz aos 28 minutos. Após erro na saída de bola belga, Ki Sung Yueng bateu forte e exigiu boa defesa de Courtois Na sequência, escanteio da esquerda obrigou Defour a tirar a bola quase em cima da linha.

Com chances dos dois lados, o duelo retomou o equilíbrio nos minutos finais, até que Defour fez falta violenta em Kim Shin Wook. O volante deu um pisão na canela do rival e levou o cartão vermelho direto, deixando a Bélgica com um jogador a menos em campo, a partir dos 44 minutos.

A vantagem numérica renovou as esperanças da seleção sul-coreana Com a vitória parcial da Rússia sobre a Argélia na outra partida da rodada, a Coreia do Sul precisava superar os belgas por ao menos 3 a 0 para avançar. Sem alternativa, o técnico Hong Myung Bo colocou o time no ataque no segundo tempo.

A postura mais ofensiva e a busca incessante pelo ataque no início da segunda etapa foram suficientes para conquistar definitivamente o apoio da torcida brasileira no Itaquerão. Foram três chegadas seguidas, uma delas no travessão em cruzamento de Son Heung Min aos 13 minutos.

Assustado, o técnico Marc Wilmots resolveu arrumar o meio de campo para compensar a expulsão de Defour. Sacou Januzaj e Mertens para as entradas de Origi e Chadli. E teve sucesso. Origi, que já havia decidido na rodada anterior, bateu firme da entrada da área e viu o goleiro sul-coreano dar rebote. Dentro da área, Vertonghen, em posição duvidosa, só completou para as redes, fazendo 1 a 0 aos 32 minutos.

Sem desanimar, a Coreia do Sul seguia levando perigo no ataque. No entanto, escancarava as suas limitações técnicas. O time asiático entrava na área trocando bons passes, mas pecava nas finalizações. Assim, desperdiçou ao menos três grandes chances de empatar. Recuada, a Bélgica também contou com a boa fase do goleiro Courtois para assegurar mais um triunfo na Copa.

FICHA TÉCNICA

COREIA DO SUL 0 x 1 BÉLGICA

COREIA DO SUL – Kim Seung Gyu; Lee Yong, Kim Young Gwon, Hong Jeong Ho, Yun Suk Young; Han Kook Young (Lee Keun Ho), Ki Sung Yueng, Lee Chung Young, Koo Ja Cheol; Son Heung Min (Ji Dong Won) e Kim Shin Wook (Kim Bo Kyung). Técnico: Hong Myung Bo.

BÉLGICA – Courtois; Vanden Borre, Van Buyten, Lombaerts e Vertonghen; Defour, Fellaini, Dembélé, Mertens (Origi); Januzaj (Chadli) e Mirallas (Hazard). Técnico: Marc Wilmots.

GOL – Vertonghen, aos 32 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Hong Jeong Ho (Coreia do Sul); Dembélé (Bélgica).

CARTÃO VERMELHO – Defour (Bélgica).

ÁRBITRO – Benjamin Williams (Fifa/Austrália).

RENDA – Não disponível.

PÚBLICO – 61.397 presentes.

LOCAL – Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).

Fonte: Agência Estado
Foto: AFP

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Torcida dos EUA minimiza derrota e valoriza classificação

Zebra não é, mas a seleção dos Estados Unidos ter avançado às oitavas de final da Copa foi considerado feito dos grandes para os norte-americanos que estavam esta quinta-feira na Arena Pernambuco. Para eles, junto com Portugal, Alemanha e Gana, este sim era o grupo da morte no Mundial do Brasil.
“Se você voltar a dezembro (quando houve o sorteio dos grupos), verá que ninguém acreditava nos Estados Unidos”, disse William, da Pensilvânia, após a partida contra a Alemanha. Na arquibancada da arena em São Lourenço da Mata, os norte-americanos pareciam não lembrar que acabavam de perder o jogo por 1×0.
“Avançamos. Isso é o que importa. Se passarmos da próxima fase, teremos chances reais de estar na final”, sentenciava Jason, do Texas. A montanha-russa de sensações ele descreveu: “Foi como se tivesse casado, me divorciado e depois casado de novo muito rápido.”

Alemão quer final contra a Argentina, mais forte que o Brasil, avalia
Para a tricampeã Alemanha, a vitória de hoje – e o primeiro lugar no grupo – serviu de combustível para inflar a confiança. Philip, de Colônia, quer uma final contra o Brasil (impossível, já que o cruzamento não permite o encontro) ou contra a Argentina. “Acho que vamos com a Argentina, que é mais forte que o Brasil”, garantiu.
Arena das Nações
Paula Schver

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