Com alta de moedas estrangeiras por conta de crise, Sport vê dívida na Fifa saltar cerca de 20%

Rubro-negro tem débito de € 1 milhão (sem juros) tramitando na entidade, referente à compra do atacante André, adquirido em 2017, junto ao Sporting-POR

Por GloboEsporte.com — Recife

Raros são os momentos em que a conjuntura de crise política e sanitária, seja no Brasil ou o mundo, faz parte do âmbito esportivo. Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, no entanto, além da paralisação das competições, o cenário de conflito trouxe mais um problema para alguns clubes, principalmente aos que têm dívidas internacionais em aberto. É o caso do Sport, que, em menos de dois meses, viu o débito na Fifa saltar de R$ 5 milhões (além dos juros) para R$ 6 milhões.

Notificado pela entidade máxima do futebol no dia 4 de março de 2020, o Rubro-negro deve um milhão de Euros (mais juros) ao Sporting, de Portugal, referente à compra do atacante André. Ali, era o início das contaminações no Brasil, que tinha dois casos confirmados da Covid-19. A cotação da moeda europeia, por sua vez, estava em R$ 5,03, de acordo com dados do Banco Central. Desde então, os valores aumentaram em 21%, o que acresceu o prejuízo do Leão em R$ 1 milhão.

Os números são um reflexo de como a crise política e sanitária interfere no câmbio internacional. Impacto que se intensificou à medida que os conflitos internos no Brasil ocasionaram na saída dos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Mandetta e o presidente Bolsonaro tiveram divergências públicas sobre as estratégias para conter a velocidade do contágio da Covid-19. E o impasse culminou na demissão de Mandetta, em 16 de abril. Dois dias depois, com o Euro saltando de R$ 5,67 para R$ 5,71, o Sport viu o prazo para pagar a dívida na Fifa estourar. O que, de acordo com o Código Disciplinar da entidade, ocasionou em uma multa, além de um novo limite, de mais 30 dias, para solucionar o problema antes de sofrer a primeira sanção. Ali, o Brasil tinha 36.925 infectados e 2.372 mortos pelo novo coronavírus.

Uma semana depois, Sérgio Moro deixou o Governo motivado pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor da Polícia Federal. Mudança depois da qual o dólar disparou, e o Euro, mais uma vez, saltou de R$ 5,88 para R$ 6,10 (valor que está em curso atualmente).

A inconstância cambial cria um cenário de instabilidade para as equipes. Uma vez que, enquanto as cotações, sob a qual dirigentes não têm controle, crescem, a receita dos clubes cai. Desde o início da paralisação das competições, o Sport perdeu renda referente à bilheteria, quadro de sócios e patrocinadores, que teve parte dos pagamentos suspensos devido à ausência dos jogos. Ao mesmo tempo, busca reduzir a folha salarial do clube.

A Fifa, por sua vez, afirma que, mesmo em meio à pandemia, nenhuma exceção será concedida a respeito da execução das decisões dos comitês e da Câmara de Resolução de Disputas da entidade. Na tentativa de solucionar a dívida, o Rubro-negro estava otimista em chegar a um desfecho na última semana. Mas não houve mudança no cenário.

A diretoria trabalha por uma composição financeira através de colaboradores e da Confederação Brasileira de Futebol. Desde a notificação da Fifa, propôs o parcelamento do montante e a concessão dos direitos econômicos do atacante Juninho e do zagueiro Adryelson, mas o Sporting negou. Agora, com o Euro a R$ 6,10 e o limite adicional, o Leão corre contra o tempo para quitar o débito até 18 de maio, ou será punido com a proibição de transferir atletas por até três janelas (um ano e meio).

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Não é só André… Quem são as joias da base do Santa Cruz que despertam interesse

Destaque na equipe titular, volante teve contrato renovado e divide o posto de ativo financeiro da casa com atletas como Maycon Cleiton, João Cardoso e Felipe Cabeleira

Por GloboEsporte.com — Recife

Apesar do contrato renovado com o Santa Cruz, o volante André, revelado na base coral nesta temporada, continua na mira de outros clubes no mercado. Mas ele não é o único. Desde o início de 2020, o Tricolor têm lançado peças promissoras, permitindo não só a utilização dos atletas no time profissional, como também a construção de ativos financeiros. A possibilidade, vale ressaltar, é estudada pela direção coral, que começa a mapear fontes de receita devido à pandemia causada pela Covid-19. Conheça quem são os principais nomes.

André

Ele chegou ao profissional após chamar atenção na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Aos 20 anos, André fez oito dos 17 jogos do Santa Cruz nesta temporada, sem marcar gols. Ele começou o ano no banco de reservas, mas após estrear na vitória por 1 a 0 contra o ABC, pela Copa do Nordeste, ganhou espaço na equipe. O volante esteve na escalação principal em todas as últimas quatro partidas do clube coral.

Maycon Cleiton

Responsável por motivar o freio da diretoria na busca por goleiros no mercado, após a aposentadoria de Tiago Cardoso, ele estreou contra o Petrolina, primeira partida da equipe na temporada. As atuações corresponderam e Maycon acabou ficando com a vaga. Aos 21 anos, o atleta foi titular em todas as partidas do Tricolor em 2020. Desde então, sofreu 10 gols, com uma média de 0,59 por partida.

Rokenedy

Com as atuações de Maycon Cleiton, o goleiro de 17 anos do Tricolor, apesar de ser opção, ainda não teve oportunidade de estrear pelo profissional. Mas é visto como um nome promissor. Natural do município de São Domingos, no interior de Sergipe, ele ganhou destaque na Copinha de 2020 ao defender dois pênaltis contra o Operário-PR, levando a equipe para a terceira fase do torneio.

João Cardoso

Dono de três gols do Santa Cruz na Copa São Paulo, o meia precisou esperar para iniciar os treinos, porque se recuperava de uma lesão muscular quando os primeiros pratas da casa foram integrados. Ele estreou como titular diante do ABC, pela Copa do Nordeste, e desde então, atuou por mais três oportunidades, sendo apenas uma saindo do banco.

Felipe Cabeleira

Aos 18 anos, Felipe Simplício, mais conhecido por “Cabeleira”, é um dos xodós da torcida. Natural do Recife, ele foi promovido ao profissional ao término da Copinha. Apesar do carinho das arquibancadas, que por vezes pede por ele em campo, o meia teve apenas três oportunidades pelo Tricolor, sendo todas saindo do banco de reservas. Ele estreou contra o ABC, pelo Nordestão, e atuou por 19 minutos ao todo na equipe principal.

Felipe Almeida

Entre os pratas da casa promovidos ao elenco principal após a Copinha, o atacante, no entanto, quem teve menos espaço entre as joias do Tricolor. Até porque, vale lembrar, o setor pelo qual ele concorre por vaga tem Pipico como titular. Aos 19 anos, em 2020, o jogador apareceu como opção entre os reservas no Pernambucano e Copa do Nordeste, mas não foi utilizado.

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Josa projeta volta de competições e avalia que Náutico estará preparado para possível maratona

Volante acredita que retrospecto antes da paralisação com jogos próximos pode ajudar time

Por GloboEsporte.com — Recife

A pausa inesperada no calendário do futebol brasileiro por conta da Covid-19 deve provocar um retorno ao futebol com calendário apertado, caso todos os formatos das competições sejam mantidos. Nesse cenário, os clubes terão uma maratona. Entre eles, está o Náutico, que disputa o Estadual, Copa do Nordeste e ainda se prepara para a Série B do Brasileiro. Diante dessa possibilidade, o volante Josa acredita que o time estará bem preparado.

“A gente tem essa noção de que pode acontecer isso, um jogo mais próximo do outro. Eu acredito que a gente possa se preparar bem. Esse ano, a gente passou por um período de jogos assim no Náutico, um jogo atrás do outro.”

De fato, o Náutico teve uma intensa agenda de partidas a paralisação. Em menos de dois meses, o Timbu realizou 17 partidas por três diferentes competições. Em fevereiro, o time, por exemplo, chegou a disputar três partidas no intervalo de uma semana.

– A gente passou por essa experiência. Então, pode ser que isso sirva. Sirva pra gente colocar em prática quando voltar esse jogos. Acredito que a gente vai estar preparado. É torcer para normalizar essa situação o mais rápido possível e possa voltar a fazer o que gosta.

Até o momento, não há data definida para o retorno das competições. Segundo o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, a CBF não projeta jogos no mês de maio. Desse modo, algumas competições podem sofrer mudanças no formato ou entrar no próximo ano para que sejam finalizadas.

Esse é o caso da Copa do Nordeste. O presidente da Liga, Eduardo Rocha, apresentará aos clubes uma proposta para jogos em uma única sede e com dez dias de competição. A intenção é minimizar os riscos com deslocamento e otimizar o tempo.

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Josa projeta volta de competições e avalia que Náutico estará preparado para possível maratona

Volante acredita que retrospecto antes da paralisação com jogos próximos pode ajudar time

Por GloboEsporte.com — Recife

A pausa inesperada no calendário do futebol brasileiro por conta da Covid-19 deve provocar um retorno ao futebol com calendário apertado, caso todos os formatos das competições sejam mantidos. Nesse cenário, os clubes terão uma maratona. Entre eles, está o Náutico, que disputa o Estadual, Copa do Nordeste e ainda se prepara para a Série B do Brasileiro. Diante dessa possibilidade, o volante Josa acredita que o time estará bem preparado.

“A gente tem essa noção de que pode acontecer isso, um jogo mais próximo do outro. Eu acredito que a gente possa se preparar bem. Esse ano, a gente passou por um período de jogos assim no Náutico, um jogo atrás do outro.”

De fato, o Náutico teve uma intensa agenda de partidas a paralisação. Em menos de dois meses, o Timbu realizou 17 partidas por três diferentes competições. Em fevereiro, o time, por exemplo, chegou a disputar três partidas no intervalo de uma semana.

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– A gente passou por essa experiência. Então, pode ser que isso sirva. Sirva pra gente colocar em prática quando voltar esse jogos. Acredito que a gente vai estar preparado. É torcer para normalizar essa situação o mais rápido possível e possa voltar a fazer o que gosta.

Até o momento, não há data definida para o retorno das competições. Segundo o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, a CBF não projeta jogos no mês de maio. Desse modo, algumas competições podem sofrer mudanças no formato ou entrar no próximo ano para que sejam finalizadas.

Esse é o caso da Copa do Nordeste. O presidente da Liga, Eduardo Rocha, apresentará aos clubes uma proposta para jogos em uma única sede e com dez dias de competição. A intenção é minimizar os riscos com deslocamento e otimizar o tempo.

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Sport e Santa lançam ingresso solidário para pagar funcionários e ajudar no combate à Covid-19

Rubro-negro, que tem salários de março atrasados, criou o “Jogo dos Sonhos” com times de 1987 e 2008, enquanto o Tricolor projeta a reinauguração do Arruda, em 1972

Por GloboEsporte.com — Recife

Sofrendo com quedas de receita em meio à paralisação das competições por conta da pandemia causada pela Covid-19, Sport e Santa Cruz aderiram ao projeto “Estádio Lotado”, que busca mobilizar torcedores para dar apoio às equipes. Na campanha, os ingressos vendidos online, com valores a partir de R$ 10, serão revertidos para os funcionários dos clubes e no combate ao novo coronavírus.

A meta da campanha é chegar ao maior público registrado, respectivamente, na Ilha do Retiro e no Arruda. Para o Rubro-negro, isso significa ultrapassar os 56.875 torcedores que estiveram presentes na vitória sobre o Porto, no Pernambucano de 1998. Para promover as vendas, o clube criou o chamado “Jogo dos Sonhos”, projetando o embate dos times campeões nacionais pelo Leão: escalações de 1987 e 2008.

Campanha do Sport — Foto: Reprodução / Sport Club do Recife

Campanha do Sport — Foto: Reprodução / Sport Club do Recife

Vale lembrar que, de acordo com o presidente Milton Bivar, o Sport deve os salários de março aos funcionários. Pouco mais de uma hora após o início da campanha, a partida tinha 49 ingressos comprados. Correspondendo a R$ 502,32 revertidos ao Sport e R$ 215,28 para o combate à Covid-19. As entradas podem ser compradas até 9 de maio, uma vez que a partida aconteceria às 15h do dia 10.

No Santa Cruz, a partida escolhida foi a reinauguração do Arruda, em 1972. Ocasião em que o estádio recebeu mais 62 mil torcedores, em um empate sem gols com Flamengo. Menos de uma hora após o início da campanha, o Tricolor tinha 36 vendidos, sendo R$ 412,16 para o clube e R$ 176,64 para o combate à Covid-19.

Vale lembrar que, por conta da pandemia, o Santa Cruz perdeu 50% do número de sócios, além de 70% da receita do clube devido à suspensão e renegociação com patrocinadores. Nesta semana, inclusive, definiu por colocar os funcionários na Medida Provisória 936, que permite redução de carga horária e salários.

Como doar

Como doar para o Leão: Sport 1987 x Sport 2008
Como doar para o Tricolor: Santa Cruz 0 x 0 Flamengo

Confira os valores dos ingressos:

Preços na Ilha do Retiro
Arquibancada Sede: R$10
Sociais: R$10
Arquibancada Frontal: R$20
Assentos de Ampliação: R$30
Cadeiras do Placar: R$50
Cadeiras Centrais: R$100
Camarotes: R$150

Preços no Arruda
Arquibancada inferior: R$ 10
Sociais: R$ 20
Cadeira: R$ 40
Camarote: $ 80

Campanha do Santa Cruz — Foto: Reprodução / Santa Cruz

Campanha do Santa Cruz — Foto: Reprodução / Santa Cruz

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Didira se mostra contra jogos sem torcida e alerta risco para viagens e contato entre atletas

Armador do Santa Cruz acredita que falta de público tira a rivalidade do esporte e faz alerta para a segurança dos jogadores no momento em que se discute retorno das partidas

Por GloboEsporte.com — Recife

Por conta da paralisação das competições do esporte brasileiro, motivada pela Covid-19, o meio-campo Didira, do Santa Cruz, está sem entrar em campo desde o dia 15 de março. Mesmo assim, ele se mostrou contrário à possibilidade de jogar sem torcedores no estádio. Uma opção que vem sendo debatida pelas federações e clubes, com o objetivo de retomar as disputas.

Na avaliação do atleta, além de tirar o clima de rivalidade, proporcionado justamente pelos torcedores, a ideia não minimiza o risco para os atletas, que seguirão tendo que ter contato físico com outros jogadores.

– É difícil até de explicar a possibilidade de jogar de portão fechado, porque não é a mesma coisa de sentir o clima da torcida, da cobrança, da emoção. Nós vamos ter contato com outros jogadores, vai ter viagens e você acaba passando por um momento difícil, por tudo que vem acontecendo. Seria importante poder voltar e desfrutar do nosso trabalho, mas essa possibilidade é muito complicada.

Didira também acredita que o período parado vai gerar uma necessidade de que os atletas tenham uma preparação mais adequada no retorno. Isso porque, mesmo tendo recebido orientações do Santa Cruz para treinar em casa, o armador acredita que muitos colegas de profissão não possuem condições adequadas de treinamento.

– Vai ser difícil para todas as equipes, porque não é a mesma coisa. Uma situação é fazer atividades em casa, outra é quando estava treinando forte, acompanhado de preparador físico e da comissão. Treinar em casa não é a mesma coisa. Até pela situação de não poder ter contato com preparador e não poder ir para a academia. Temos que ter o máximo de tranquilidade, para tentar voltar com força.

Vale ressaltar, que a Confederação Brasileira de Futebol e a Federação Pernambucana estão trabalhando em um protocolo, para que os clubes tentem ajustar seus treinamentos e proporcionem condições mais seguras para os atletas. No entanto, no momento, não há qualquer previsão de quando o Ministério da Saúde e os governos estaduais irão liberar a volta dos jogadores às atividades.

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Jhonnatan avalia chance de jogos do Náutico sem torcida por conta de pandemia: “Estranho”

Atleta lembra de atmosfera dos estádios com torcida e espera que situação possa se normalizar

Por GloboEsporte.com — Recife

A possibilidade do calendário do futebol brasileiro ser retomado sem a presença da torcida nos estádios por conta da Covid-19 mexe com os jogadores. Ainda que essa possibilidade esteja distante de uma confirmação oficial, já que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não se manifestou oficialmente sobre o tema, o cenário incomum passa a ser avaliado pelos atletas. Para o volante do Náutico Jhonnatan, a situação seria estranha.

É um pouco estranho você jogar sem a presença do torcedor, até porque a gente sabe da paixão do povo brasileiro pelo futebol e, normalmente quando é dia de jogo, o estádio tem uma presença boa de torcedores. Então, será estranho, mas fico na torcida para que as coisas possam melhorar o quanto antes e que tudo volte ao normal, disse o jogador.

De férias oficiais até o fim deste mês, após decisão da diretoria alvirrubra, o volante segue a indicação do isolamento social e aproveita o tempo com a esposa e as duas filhas. Por outro lado, já sente falta da rotina de treinos e partidas pelo Náutico.

– A gente sente falta do dia a dia, do treinamento, da rotina de treino, concentração, jogos. Venho treinando em casa e fazendo trabalhos à parte, conforme a preparação física do clube passou, mas não é a mesma coisa. Fico na torcida para que tudo volte ao normal logo, que todo mundo faça a sua parte e se cuide, afirmou.

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Sport deixa de receber dinheiro de parte de patrocinadores, e presidente lamenta: “Terrível”

Sem pode fazer exigências, uma vez que os jogos estão suspensos, clube sugere ampliar exposição de marcas pelo tempo correspondente à paralisação

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Depois de perder o acerto com um patrocinador máster quando estava prestes a assinar, o Sport volta a sofrer com os abalos nos cofres do clube devido à pandemia causada pela Covid-19. De acordo com o presidente Milton Bivar, o Leão está sem receber parte da receita dos investidores, uma vez que os os jogos estão suspensos por tempo indeterminado. O cenário faz com que a diretoria se desdobre em busca de alternativas para retomar os recebimentos.

Com salários atrasados e sem poder contar com a renda das partidas, responsável por mais de R$ 300 mil em receita líquida em 2020, o mandatário leonino conta que, devido ao cenário, o clube fica praticamente de mãos atadas.

“É uma coisa terrível, porque não temos nem do que reclamar. Fica difícil pegar patrocinador. A maioria deles está sendo cancelada. A gente não pode exigir. É aguardar a retomada das competições para que a gente volte a receber dos nossos. Uma boa parte parou de pagar.”

Ainda no início do mês, a ideia do departamento de marketing do clube era aumentar a exposição das marcas durante a paralisação e na volta do futebol. Duas semanas depois, a proposta de Milton Bivar vai além. Sugere que, a cada período sem jogos pago pelo patrocinador, o clube compensará com a exposição pelo tempo correspondente, no ano seguinte.

“Estou fazendo uma proposta em que, quem continuar pagando, recebe mais um mês na frente. Se paga o mês de abril, estou devendo abril porque não teve jogo, então eu daria janeiro. Digamos que ele pague maio, aí dou mais um mês, fevereiro. Mas não está surtindo muito efeito.”

O Sport tem seis marcas no uniforme nesta temporada. Uma delas, no entanto, funciona como permuta para abater parte da dívida do Sport com os representantes do volante Rithely, referente à compra do atleta, em 2017. Além da camisa, o clube trabalha com outros tipos de ativação, como placas de publicidade e instalações na Ilha do Retiro e CT. Caso, por exemplo, de uma fabricante de produtos mobiliários, anunciada neste ano.

Sem poder contar com a bilheteria dos jogos, os patrocinadores seriam umas das poucas rendas fixas do clube durante a paralisação. Assim como o quadro de sócios, que também sofreu queda de receita. Atualmente, o Leão tem 35.159 associados no contador oficial.

Mesmo diante deste cenário, ainda não há previsão de volta das competições. De acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro de Carvalho, a CBF trabalha com junho como mês limite para retomar o futebol. Ou comprometerá todo o calendário nacional.

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Mesmo sem jogos, Santa Cruz evita dar férias aos jogadores para manter foco

Ainda que não exista previsão de retorno das competições, presidente coral, Constantino Júnior, mantém elenco para seguir com acompanhamento e cobranças

Por GloboEsporte.com — Recife

Líder invicto com aproveitamento de 91,7% no Pernambucano e quinto colocado no Grupo B da Copa do Nordeste, o Santa Cruz quer manter o rendimento do grupo, mesmo sem poder jogar. O plano é continuar com o elenco focado. Por isso, apesar da paralisação das competições em decorrência da pandemia causada pela Covid-19, o clube decidiu não dar férias aos atletas.

A ideia, segundo o presidente coral, Constantino Júnior, é seguir tendo a prerrogativa de manter os atletas treinando, mesmo que seja cada um em suas respectivas casas.

“Não estamos pensando em férias. Até porque queremos manter nossos atletas se condicionando, queremos acompanhar isso. Uma vez que estejam de férias, não podemos cobrar nada.”

Apesar da iniciativa, o mandatário tricolor ainda não tem previsão de voltar aos trabalhos no Arruda. Por conta da pandemia, a reapresentação dos atletas foi adiada para o final de abril. Data que também deve ser revista.

– Ainda não sabemos quando voltaremos. Temos que esperar o desenrolar dessa situação. Não podemos fazer nada que vá de encontro ao que o Ministério da Saúde fala.

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Sander reforça confiança no presidente do Sport para pagar salários atrasados

Lateral-esquerdo reconhece dificuldade financeira do clube, agravada por pandemia do novo coronavírus; de acordo com Milton Bivar, Leão deve março e parte de fevereiro

Por GloboEsporte.com — Recife

Em meio à paralisação das competições por conta da pandemia do novo coronavírus, o Sport busca alternativas para arcar com salários atrasados de jogadores e funcionários do clube. Sofrendo com uma queda de receitas, seja com sócios ou bilheteria dos jogos, a dificuldade financeira do Leão, em crise desde 2018, torna-se um agravante. É o que acredita o capitão do Rubro-negro, Sander. Apesar disso, o lateral-esquerdo reforça confiar na palavra do presidente, Milton Bivar, sobre o clube cumprir com os vencimentos.

– Essa pandemia acabou afetando o mundo inteiro e também o nosso trabalho. Além disso, sabemos, e todos sabem, que o Sport não vive boas condições e isso tudo acaba piorando ainda mais. Temos salários atrasados, mas o importante e o que gera confiança é que o presidente deixou claro que vai honrar com seus compromissos. E também o mais importante ainda é que esse ano estamos na elite do futebol nacional. Não podemos esquecer disso.

De acordo com o mandatário leonino, o Sport deve aos atletas 40% de fevereiro e os vencimentos de março. No caso dos funcionários, a dívida é apenas referente ao mês passado.

Neste ano, Sander precisou negociar dívidas antigas do clube ao acertar a renovação de contrato até dezembro de 2022 (ele tinha vínculo até junho de 2020). Além dele, outros atletas como o volante Rithely, o atacante Hernane Brocador e o lateral-direito Raul Prata também acertaram débitos ao negociar a permanência na Ilha do Retiro.

O Leão, por sua vez, está sem arrecadar renda com as bilheterias dos jogos, responsáveis por mais de R$ 300 mil em receita líquida neste ano. No quadro de sócios, outra perda financeira. O contador oficial mostra 35.161 torcedores inscritos atualmente, 1.637 a menos do que o apresentado em fevereiro.

O cenário financeiro crítico, longe de ser realidade única do Sport, fez alguns clubes negociarem uma redução salarial dos jogadores durante a paralisação. Na Série A, é o caso de equipes como Grêmio, Fortaleza e Fluminense (São Paulo e Atlético-MG decidiram pelo corte forçado).

No Leão, as conversas aconteceram, mas não chegaram a um desfecho, conta Sander. O lateral, assim como o restante do elenco, está de férias até o fim de abril, mas sem data prevista para reapresentação. Medida adotada devido à indefinição do calendário de jogos.

– Tivemos conversas referente a essa situação e também das propostas que chegaram para nós. Mas não teve andamento, não teve um desfecho. Até porque não sabemos até quando vai durar esse isolamento e muito menos como vai ser o andamento dessa pandemia. Não tivemos ideia de alguma proposta, até porque nosso foco agora é o que a gente conversa no grupo. Se manter na ativa para uma possível volta. Até porque estamos vivendo umas férias forçadas, que não é aquilo que a gente queria. Queríamos estar em campo jogando. Então esperamos por dias melhores e que essa situação se resolva da melhor forma possível.

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