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Roberto Fernandes muda de perfil no primeiro jogo após queda do Santa Cruz para a Série D

Sempre explosivo, treinador coral não gritou com seus jogadores, como de costume, nem vibrou com o gol. Mas voltou a reclamar da arbitragem

Por Carlyle Paes Barreto e Lucas de Senna — Recife

Globo Esporte

Participativo, irritado, explosivo. Roberto Fernandes tem comportamento conhecido por todos que já trabalharam com o treinador. E vinha sendo assim no Santa Cruz. Até este domingo, em Tombos, Minas Gerais. No primeiro jogo após o rebaixamento matemático, o estilo mudou.

Na derrota do Tricolor para o Tombense, Roberto Fernandes foi diferente. Apesar de ter passado os 90 minutos em pé, ao lado do campo, pouco gritou. Não xingou jogadores, não fez a costumeira cara de bravo. Sequer comemorou o primeiro gol do duelo, anotado por Pipico, em pênalti.

Também não reagiu quando tomou o empate, minutos depois. Na virada do Tombense, se segurou.

E só elevou o tom para reclamar da arbitragem. Mas sem o exagero de outras partidas. Fez isso poucas vezes, de forma moderada.

Já o time manteve o padrão, mesmo tendo entrado em campo sabendo do rebaixamento. Notícia recebida na véspera, quando chegava no hotel, no interior mineiro. Apesar de muitos terem sentido o golpe, alguns até terem chorado, dentro de campo não houve apatia. Pelo menos física.

Verdade que Pipico não comemorou o gol, logo no início do duelo. Mas fez questão de pegar a bola na rede e correr com ela em direção ao meio de campo, como se o Santa Cruz precisasse de saldo para se livrar da degola.

Assim como o artilheiro tricolor, os demais jogadores correram o tempo todo, até procuraram mais o gol, em relação a jogos anteriores fora de casa. Embora tenham voltado a falhar. E sem forças para reagir, após ter tomado a virada. Mesmo terminando a partida em cima dos donos da casa, no campo ofensivo. Com direito a gol anulado e ao goleiro Jordan ter ido à área adversária tentar o empate.

Antes do final do confronto, o último do Santa fora de casa na Série C, teve até confusão entre jogadores. Como se o jogo valesse algo para os dois. Após o apito do árbitro, resignação. Cabisbaixos, os jogadores foram deixando o campo.

Já Roberto, que sequer se envolveu no tumulto próximo ao banco de reservas nos minutos finais, permaneceu estático por algum tempo. Depois, calado, seguiu para o vestiário. Numa triste despedida.

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Pelé posta foto e comemora recuperação: “Dando socos no ar a cada dia melhor”

Rei do Futebol se recupera de uma cirurgia para retirada de um tumor no cólon

Por Redação do ge — São Paulo

Pelé voltou a usar as redes sociais neste domingo para mostrar mais uma etapa da recuperação de uma cirurgia para retirada de tumor no cólon, uma parte do intestino.

Na foto, o Rei aparece em uma cadeira de rodas e com os punhos cerrados. No texto, ele comemora:

– Como podem ver, estou dando socos no ar em comemoração a cada dia melhor. O bom humor é o melhor remédio e isso eu tenho de sobra. Não poderia ser diferente. É tanto carinho que tenho recebido, que estou com o coração cheio de gratidão. Obrigado a toda equipe incrível do Hospital Albert Einstein!

No sábado, Kely Nascimento, filha de Pelé, mostrou um vídeo com o processo de fisioterapia de Pelé e disse que haviam sido “dois passos para a frente”.

Na sexta-feira, depois de os médicos divulgarem um novo boletim sobre seu estado de saúde, Pelé mandou um recado aos fãs.

– Meus amigos, eu sigo me recuperando muito bem. Hoje eu recebi visitas de familiares e continuo sorrindo todos os dias. Obrigado por todo amor que recebo de vocês – escreveu o Rei do Futebol.

Pelé posta foto de recuperação no hospital — Foto: Reprodução

Pelé posta foto de recuperação no hospital — Foto: Reprodução

Kely Nascimento também fez um post na tarde desta sexta-feira, nas redes sociais, com uma foto ao lado do pai. No texto, Kely diz que Pelé se recupera bem, “dentro do quadro normal” e que na noite de quinta-feira ele “deu um passinho para trás”, mas nesta sexta-feira “deu dois para frente”.

O “passinho atrás”, citado por Kely, na noite de quinta-feira, foi um problema de refluxo gastroesofágico que levou Pelé até a UTI para a utilização de uma máquina que fica na unidade de terapia intensiva. Esse movimento foi feito porque não há no quarto a disponibilidade desse tipo de tratamento.

Agora, Pelé está numa unidade de terapia semi-intensiva para ter acesso mais fácil a esse tratamento contra o refluxo. No início da noite desta sexta-feira, o Hospital Albert Einstein soltou um boletim:

– Edson Arantes do Nascimento apresentou breve instabilidade respiratória na madrugada de 17 de setembro, e como medida preventiva, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após estabilização do quadro, o paciente passou para cuidados semi-intensivos. Ele encontra-se, neste momento, estável do ponto de vista cardiovascular e respiratório, e segue em recuperação de pós-operatório abdominal.

Boletim médico Pelé — Foto: Reprodução

Boletim médico Pelé — Foto: Reprodução

O Rei do Futebol foi hospitalizado no dia 31 de agosto. No dia 4 de setembro, Pelé passou por uma cirurgia para retirada de um tumor no cólon, uma parte do intestino, e ficou na UTI.

Na última terça-feira, dia 14, o ex-jogador, de 80 anos, foi transferido para um quarto, conforme informado em boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein.

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Sport precisa de 51% de aproveitamento por margem segura contra queda na Série A

Rubro-negro tem 28,3% de rendimento e 17 pontos, enquanto a marca histórica segura é de 45; pesa a favor o fato de que clubes têm se salvado com menos nos últimos anos

Por Redação do ge — Recife

Globo Esporte

O Sport segue na zona de rebaixamento – em 19º lugar – e começou o segundo turno do Brasileiro com dificuldades para garantir a permanência na elite. Após a derrota para o Internacional na Ilha do Retiro, o Rubro-negro precisará ter 51,8% de aproveitamento nos próximos 18 jogos para atingir a margem segura de pontos contra o rebaixamento.

Historicamente, os clubes precisam somar o mínimo de 45 pontos para evitar a queda na Série A. O número tem apenas 3,6% de risco para rebaixamento – segundo estatísticas da Universidade Federal de Minas Gerais.

O Leão pernambucano, no entanto, tem 17 neste momento e 28,3% de rendimento – com três vitórias, oito empates e nove derrotas.

Com a derrota na primeira rodada do returno, o Sport saltou de 63,1% para 73,4% em risco de queda para a Série B – segundo dados do departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais. Tornou-se o segundo pior clube neste quesito – atrás apenas da lanterna Chapecoense, que tem 96,8%.

Para mudar o cenário negativo, o Sport precisará conquistar em média mais 28 pontos neste segundo turno – assim conseguindo chegar aos 45.

O detalhe que pesa a favor do Leão é o fato de que – ao longo dos últimos anos – houve casos de clubes que conseguiram permanecer na Série A com menos pontos. Caso do próprio Rubro-negro, por exemplo, que escapou com 42 e em 15º lugar na última temporada. Dois anos antes, no entanto, caiu em 17º com a mesma pontuação (em 2018).

Visando garantir a permanência na elite, o Sport apostou na chegada do técnico paraguaio Gustavo Florentín – que estreou com empate por 0 a 0 diante do Athletico e perdeu por 1 a 0 para o Internacional.

Ao longo das últimas semanas de treino, o comandante tem priorizado garantir a confiança do elenco e melhorar as finalizações da equipe – que segue com o pior ataque da Série A, com oito gols. Além de ter um jejum de seis partidas sem marcar (e sem vencer).

Os clubes que se salvaram em 16º lugar na Série A dos pontos corridos

  • 2020: Fortaleza – 41 pontos (igual ao Vasco; escapou pelo saldo de gols)
  • 2019: Ceará – 39 pontos
  • 2018: Vasco – 43 pontos
  • 2017: Vitória – 43 pontos
  • 2016: Vitória – 45 pontos
  • 2015: Figueirense – 43 pontos
  • 2014: Palmeiras – 40 pontos
  • 2013: Flamengo – 45 pontos
  • 2012: Portuguesa – 45 pontos
  • 2011: Cruzeiro – 43 pontos
  • 2010: Atlético-GO – 42 pontos
  • 2009: Fluminense – 46 pontos
  • 2008: Náutico – 44 pontos (igual ao Figuerense; escapou pelo saldo de gols)
  • 2007: Goiás – 45 pontos
  • 2006: Palmeiras – 44 pontos
  • 2005: Ponte Preta – 51 pontos
  • 2004: Botafogo – 51 pontos
  • *2003: Paysandu – 49 pontos (igual ao Fortaleza; escapou pelo número de vitória)

*Na primeira edição dos pontos corridos, em 2003, só dois clubes eram rebaixados.

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Com sete vitórias, Santa Cruz apresenta pior aproveitamento numa temporada em sua história

Tricolor conquistou apenas 27,93% dos pontos na temporada 2021, mas ainda tem jogos para tentar diminuir a marca negativa

Por Redação do ge — Recife

Globo Esporte

O baixo rendimento do Santa Cruz na temporada é refletido através dos números. Com apenas sete vitórias em 37 jogos, o Tricolor tem o pior aproveitamento de sua história, com 27,93% dos pontos disputados até o momento. Com pelo menos três jogos a disputar, essa realidade ainda pode ser modificada pela equipe comandada pelo técnico Roberto Fernandes.

De acordo com o levantamento realizado pelo perfil Santa Stats, o pior ano considerando todos os jogos da temporada foi o de 1942, quando o Tricolor terminou com 28,57% de aproveitamento. O elenco atual tem chance de ultrapassar esse número tendo bons resultados.

Além das duas rodadas finais da Série C, contra Tombense e Botafogo-PB, o Santa Cruz ainda vai disputar a etapa preliminar da Copa do Nordeste contra o vencedor de Floresta e Treze. Em caso de classificação, outros dois jogos serão promovidos para lutar por uma das 16 vagas na fase de grupos do Nordestão.

Para evitar que a atual temporada se torne a pior em seus 107 anos de história, o Tricolor necessita de quatro pontos nos próximos três jogos. Se jogar outras duas partidas no Pré-Nordestão, serão necessários cinco pontos nos cinco últimos compromissos de 2021.

Com 99,8% de risco de queda, o Santa não tem mais chances de avançar ao quadrangular de acesso da Série C. Por isso, os encontros com Tombense e Botafogo da Paraíba vão marcar a despedida coral da competição. Em 16 rodadas, o Tricolor tem duas vitórias, cinco empates e nove derrotas.

Os números também são extremamente negativos nas demais competições da temporada. No Campeonato Pernambucano, foi eliminado na semifinal com três vitórias, cinco empates e três derrotas ao todo. Na Copa do Brasil, uma goleada por 4 a 0 sobre o Ypiranga-AP e derrota para o Cianorte pelo placar de 1 a 0. Na Copa do Nordeste, o Santa Cruz teve sua pior participação na história do torneio ao somar três pontos em oito rodadas.

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Sport anuncia contratação de volante argentino Nicolás Aguirre, ex-Lanús

Jogador de 31 anos estava no Atlético de Tucumán e é quinto reforço da atual diretoria, que contratou meias Hernanes e Everton Felipe, zagueiro Pedro Henrique e goleiro Saulo

Por Redação do ge — Recife

Globo Esporte

O Sport anunciou na noite desta quarta-feira a contratação do volante argentino Nicolás Aguirre, de 31 anos, para disputa da Série A. O jogador atuou por último no Atlético Tucumán, onde participou de 14 jogos e deu duas assistências – sua última partida foi em julho.

Nicolás Aguirre atua principalmente como segundo volante – posição que está entre as carências do Leão. Formado no Arsenal de Sarandí, também defendeu, entre outras equipes, o Chongqing Dangdai, da China, e o Granada, da Espanha.

A melhor temporada do atleta aconteceu pelo Lanús, em 2015 – quando fez sete gols em 28 partidas disputadas. Desde então, o argentino fez seis gols ao longo das temporadas seguintes.

A chegada do técnico paraguaio Gustavo Florentín fez o Sport intensificar a procura de jogadores no mercado internacional. A diretoria chegou a sondar o volante Claudio Sepúlveda, do Huachipato-CHI, e o atacante Junior Fernandes, que acabou transferindo-se para o Universidad de Chile.

Os clubes têm até 24 de setembro para registrar novos jogadores visando na Série A. Aguirre é o quinto reforço da atual diretoria, que já trouxe meias Hernanes e Everton Felipe, zagueiro Pedro Henrique e goleiro e Saulo.

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Técnico do Sport tem pela primeira vez dupla Hernanes e Thiago Neves para armar time

Gustavo Florentín não teve um dos jogadores em cada uma das duas partidas à frente do Leão, por conta de suspensão; meias são principais nomes do elenco

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

O paraguaio comandou duas partidas desde que chegou ao Leão, contra Athletico e Internacional. Mas sempre com um dos meias como desfalque – para cumprir suspensão por expulsão: Thiago Neves, contra o Athletico, e Hernanes, diante do Internacional.

A dupla só começou uma partida na mesma escalação uma vez, contra a Chapecoense – ainda sob o comando do técnico interino Ricardo Severo e antes da estreia de Gustavo Florentín. Na ocasião, o Rubro-negro empatou por 0 a 0 e terminou com Thiago Neves expulso.

Apesar disso, eles ainda foram testados em treinos – principalmente pelo ex-comandante Umberto Louzer -, e ainda atuaram juntos durante pouco mais de 10 minutos contra o São Paulo, com Thiago Neves saindo do banco de reservas.

Na Ilha do Retiro, ambos os meias chegaram com status de principal contratação do clube na temporada – em 2020 e 2021.

Thiago Neves assinou ainda no ano passado, tornou-se decisivo pela permanência do Sport na Série A. Mas em 2021 ainda busca o melhor ritmo – desde que precisou ser afastado por conta da Covid-19 e encarou uma sequência de lesões.

Hernanes, por sua vez, chegou há pouco mais de um mês e disputou quatro partidas pelo clube desde então. Começou saindo do banco de reservas contra o Flamengo, na 16ª rodada, mas virou titular no confronto seguinte e só deixou o time titular contra o Internacional – porque estava suspenso.

Na contramão do cenário da dupla, o Rubro-negro não poderá contar com o volante Zé Welison – que está na Ilha do Retiro por empréstimo do Atlético-MG. Além do camisa 14, a equipe tem o meia Thiago Lopes, o também volante João Igor e o atacante Neilton no departamento médico.

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Reforço do Náutico, Murillo põe acesso à Série A e volta à Seleção do Equador como objetivos no Brasil

Atacante já foi chamado para duas partidas de”La Tri” em 2017 e espera voltar, mas privilegia metas coletivas em sua primeira vez no Brasil

Por Redação do ge — Recife

Globo Esporte

O atacante Jacob Murillo falou pela primeira vez como jogador do Náutico. A principal motivação do equatoriano em sua primeira passagem pelo Brasil é chegar à primeira divisão com o Timbu, mas ele não esquece – embora coloque em segundo plano – a ambição pessoal de voltar à seleção de seu país, que defendeu em duas partidas na temporada de 2017.

– A diretoria me apresentou o projeto do Náutico. e o que me fez tomar a decisão de vir foi o objetivo do grupo em subir (de divisão). O Náutico é um clube com história, campeão várias vezes e por isso estou aqui – afirmou.

Murillo ainda não tem data para estrear. Sem jogar desde maio, a condição física não é a única incógnita a respeito de quando ele irá atuar: a regularização ainda não saiu. Por se tratar de uma transferência internacional, é esperado que o prazo para a documentação estar pronta seja maior.

O atacante diz estar ansioso para jogar e garante estar bem fisicamente, mesmo com o longo período sem uma partida oficial.

– Venho trabalhando fisicamente desde que saí do último clube (Independiente del Valle) Chego com muita vontade de poder jogar. Esperamos resolver a documentação para poder estrear e ficar à disposição do técnico e dos companheiros o mais breve possível. Estou com muita gana de vestir a camisa do Náutico e uma ansiedade também. Não vejo a hora de entrar em campo.

Ele deseja entrar em campo para jogar pelo Náutico, ir bem, ajudar o time a subir e, assim, aumentar suas chances de voltar a vestir a camisa da Seleção Equatoriana, que defendeu em duas partidas em 2017.

– A meta principal é subir, que é objetivo da equipe. Em primeiro lugar quero ajudar o Náutico. Depois penso nos objetivos pessoais que é voltar a jogar pelo meu país.

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Cercado de expectativa, trio do Santa Cruz não deslancha e é ofuscado com queda iminente

Atacantes Lelê, Bruno Moraes e Wallace Pernambucano chegaram ao Arruda como reforços, mas não balançaram as redes na Série C

Por Alexandre Ricardo — Recife

Globo Esporte

Ao longo da Série C, o Santa Cruz foi ao mercado com a intenção de qualificar o elenco e aumentar o leque de opções no elenco comandado pelo técnico Roberto Fernandes. Entre necessidades pontuais e composição de grupo, três jogadores chegaram ao Arruda para elevar o patamar do sistema ofensivo: Lelê, Bruno Moraes e Wallace Pernambuco.

Porém, a expectativa não se concretizou dentro de campo e nenhum dos três jogadores balançou as redes até o momento. Problemas médicos, inclusive, atrapalharam o trio até para construir uma sequência de jogos na competição.

De volta ao clube após se destacar nas temporadas 2015 e 2016, Bruno Moraes chegou a ser titular em três partidas consecutivas. Porém, após testar positivo para Covid-19, o centroavante foi afastado por 15 dias e desde então não recebeu oportunidades de iniciar no time titular.

Assim como o “General”, Lelê voltou ao Arruda com a intenção de repetir os bons momentos de cinco temporadas atrás. Depois de estrear na derrota para o Manaus, ele sofreu fraturas em duas costelas e esteve no departamento médico durante quase um mês. De volta, ele pouco pôde fazer ao entrar no segundo tempo do jogo contra o Altos, no último sábado.

– Fiquei muito triste pela minha lesão, num momento que o clube estava precisando. Vim para cá com o pensamento de ajudar da melhor forma possível. Felizmente, pude voltar e participar. Agradeço a todos que mandaram mensagens. Me senti bem nos 15 minutos que entrei, mas infelizmente o resultado que não esperávamos aconteceu – declarou o meia-atacante.

Apesar da dupla levar consigo também o carinho da torcida, muita expectativa girava em torno de Wallace Pernambucano. Artilheiro do Campeonato Potiguar, o centroavante deixou o América de Natal com uma média de 0,55 gol por partida.

Santa Cruz está prestes a reviver drama de 2008, quando caiu para a Série D

Titular nas seis vezes que entrou em campo pelo Santa Cruz, Wallace perdeu sete rodadas devido a uma lesão na panturrilha. De volta à equipe, vem formando dupla com Pipico no ataque mas ainda não deixou sua marca na Série C. Pipico, inclusive, é o artilheiro da equipe na competição – com cinco gols anotados. Um velho protagonismo mesmo em meio a tantas novidades.

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Medina acerta backflip, bate Filipe Toledo duas vezes e é tricampeão mundial da WSL

Gabriel dá show em final que foi paralisada por conta de um tubarão em Trestles. Tatiana Weston-Webb perde para a havaiana Carissa Moore no desempate da decisão feminina

Por Redação do ge — Trestles, Califórnia(EUA)

Desde que conquistou o título mundial de 2014, o primeiro da história do surfe brasileiro, Gabriel Medina sempre falou em suas entrevistas que tinha um sonho: ser tricampeão e se igualar aos seus grandes ídolos e lendas do esporte. Pois esse dia chegou. E de forma incontestável. Nesta terça-feira, Gabriel teve que derrotar duas vezes Filipe Toledo na decisão WSL Finals, em Lower Trestles, Califórnia (EUA) para se colocar no patamar de seus grandes heróis.

Com direito a um backflip na última bateria da final, o surfista de Maresias entrou para um grupo seleto que já contava com o tricampeões Tom Curren (EUA), Andy Irons (HAV) e Mick Fanning (AUS). Depois de anos de domínio de americanos e australianos, o Brasil agora soma 5 títulos mundiais nos últimos 7 anos do Tour masculino. Ainda no mar, em entrevista à WSL, Medina falou desse grande momento da carreira e do surfe brasileiro.

– Conquistei o meu maior objetivo no surfe. Estou chorando agora porque é um mix de emoções. Estou feliz, emocionado. Sou feliz de fazer parte desse time (brasileiro). Eles me puxam e eu puxo o nível deles – disse Medina.

A WSL Finals definiu os campeões mundiais da temporada de 2021, com os 5 primeiros do ranking masculino e feminino se enfrentando em apenas um dia de competição. Líder do masculino na temporada regular, Medina já entrou classificado para a decisão e ficou esperando pelo vencedor do mata-mata que contou com Italo Ferreira (2º do ranking), Filipinho (3º), o americano Conner Coffin (4º) e o australiano Morgan Cibilic (5º).

Já Tatiana Weston-Webb, número 2 do ranking feminino e única representante do Brasil no feminino, entrou direto nas semis, derrotou a australiana Sally Fitzgibbons (3ª). Mas na final, depois de vencer a primeira bateria na melhor de 3, a brasileira acabou sofrendo a virada para a líder Carissa Moore, que se sagrou pentacampeã mundial.

Final tem tubarão e show de Medina com backflip

Depois de esperar e assistir a um dia inteiro de competição, Medina foi para sua bateria na final contra Filipinho, que eliminou o campeão olímpico Italo Ferreira. Precisando vencer dois confrontos para se sagrar tricampeão, Medina abriu a primeira bateria decisiva com uma nota 5, enquanto Toledo levou a melhor na primeira troca com um 7. Era só um aquecimento para o que estava por vir nos 15 minutos finais.

Primeiro Filipe acertou uma sequência de batidas de backside para tirar um 8,33 dos juízes. Na mesma série de ondas, Gabriel veio na de trás, acertou uma rasgada e decolou para dar um áereo frontside grab e aterrissar na base da onda para tirar a maior nota do dia: 9.

Precisando de um 7,98 para virar, Filipinho pegou uma bela direta a 5 minutos do fim, acertou duas belas rasgadas, um floater e ainda finalizou na junção. Ele trocou a segunda nota, fez 7,37, mas não foi o suficiente para bater Gabriel: 16,30 a 15,70.

A segunda bateria da final começou com Filipe pegando a melhor na série de duas ondas que vieram. O sufista da Ubatuba conseguiu um 7,83, enquanto Gabriel fez um 6,33. O show do futuro tricampeão começou quando ele optou em ir para as esquerdas. A primeira grande nota começou com um áreo reserve, seguido de uma sequência de rasgadas e a finalização com mais um aéreo reverse: nota 8,50.

Com a pressão de não poder perder a bateria, Filipinho começou a se arriscar mais e cometeu alguns erros, buscando um 7,01 para virar. Faltando 18 minutos para o fim, um tubarão de mais de 2m foi visto próximo ao pico de Trestles. A organização do evento resgatou os surfistas do mar com jetskis e paralisou a disputa por 15 minutos.

Com o tubarão afastado do local, a bateria foi retomada e veio o grande momento de todo o campeonato. Depois de Filipe conseguir um 8,53 em uma direita muito bem surfada, Gabriel pegou uma esquerda, acelerou com tudo e acertou a manobra que apenas ele já tinha conseguido completar em um campeonato: o backflip. Um mortal para trás que valeu a nota 9,03. Fim de bateria: 17,53 a 16,36 para o novo tricampeão do surfe mundial, que ficou muito emocionado e foi abraçado por Filipinho ainda no mar.

– Não é todo dia que você realiza um sonho. Todo sonho parece impossível. Hoje é um dia especial pra mim. Eu tenho isso há muito tempo comigo. Tem que trabalhar duro. Não tem outro caminho. Tem muita paixão. Tem que deixar o surfe falar. Esse dia vai ficar pra sempre na minha vida. Tive que surfar muito pra conquistar – comemorou Gabriel já na areia.

Filipe bate Italo nas semis

Italo e Filipe se enfrentaram para definir o adversário de Medina. E diferentemente das quartas, Toledo saiu pegando várias ondas. Já abriu tirando um 7,33, com dois aéreos reverse, e depois conseguiu um 8,50 em uma onda da série sem decolar, só com manobras fortes de borda.

Com um 7,27 e um 5,17 em duas direitas bem surfadas de backside, Italo ficou precisando de 8,70 para virar. E o campeão olímpico e mundial teve a chance da virada na última onda. Eles arriscou um aéreo full rotation nas alturas, mas acabou caindo na aterrissagem.

Filipinho vira na última onda nas quartas

Depois de abraçar o pai, a esposa e os amigos, Filipinho desceu as escadas do palanque para a sua estreia na WSL Finals de mãos dadas com os filhos Koa e Mahina. O surfista de Ubatuba, que mora desde 2015 nos EUA, mostrou que estava em casa contra o ídolo local Conner Coffin, que tinha acabado de eliminar o australiano Morgan Cibilic nas oitavas.

Com as ondas grandes, com mais de 2m de altura, o americano já abriu a bateria com uma das melhores ondas do dia. Foram 3 boas rasgadas e uma batida na finalização, que renderam a nota 8,5. O brasileiro levou 15 minutos para pegar sua primeira onda e conseguiu um 8,40, em uma onda muito parecida com a de Coffin. Só que o americano conseguiu um 5,5 e deixou Filipinho precisando de um 5,91. O brasileiro foi para o tudo ou nada em sua última onda, acertou um aéreo full rotation e conseguiu a virada com um 8,17.

Confira os resultados das baterias da WSL Finals:

Oitavas
Stephanie Gilmore (AUS) 6,70 x 12,17 Johanne Defay (FRA)
Conner Coffin (EUA) 15 x 9,84 Morgan Cibilic (AUS)

Quartas
Sally Fitzgibbons (AUS) 11,33 x 6,66 Johanne Defay (FRA)
Filipe Toledo (BRA) 16,57 x 14,33 Conner Coffin (EUA)

Semis
Italo Ferreira (BRA) 12,44 x 15,97 Filipe Toledo (BRA)

Finais
Bateria 1: Gabriel Medina (BRA) 16,30 x 15,70 Filipe Toledo (BRA)
Bateria 2: Gabriel Medina (BRA) 17,53 x 16,36 Filipe Toledo (BRA)

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Sem esperança de evitar queda, Roberto Fernandes pede para Santa Cruz projetar 2022

Treinador evita falar em permanência na Série C, aponta erros na temporada e pede para clube mirar a Copa do Nordeste; Tricolor precisa vencer jogos restantes e torcer contra dois rivais

Por Redação do ge — Recife

Globo Esporte

Falando como rebaixado, o técnico Roberto Fernandes culpou o planejamento errado no início do ano para a situação que o Santa Cruz está passando, com a iminência de queda para a Série D do Campeonato Brasileiro. Embora tenha assumido parcela da culpa, ele apontou a montagem do elenco como fator primordial para os resultados em campo.

– O trabalho que a gente desenvolveu foi dentro da melhor condição possível. Agora é muito claro que não deu liga. E não deu liga só o trabalho do Roberto, não deu liga a temporada. Eu sou o quarto ou o quinto treinador, né? Sessenta jogadores, né? A gente não conseguiu uma unidade. Enfim, é triste pela camisa, pela torcida, pela tradição de Santa Cruz.

O Tricolor está na lanterna do Grupo A da Série C e tem 11 pontos – sendo seis atrás da primeira equipe fora da zona de queda. O clube coral precisa vencer as duas partidas restantes – diante de Tombense e Botafogo-PB -, além de torcer contra Floresta e Jacuipense, que estão em 8º e 9º lugar.

Em nenhum momento da entrevista após a derrota para o Altos, Roberto Fernandes falou em esperança de se manter na Série C. Pelo contrário. Sinalizou para o clube começar a projetar a próxima temporada. Questionado se haveria a possibilidade de seguir no comando, respondeu:

– O foco estava inteiro em tentar reverter algo que a cada rodada se mostrava irreversível. E então não pensei no futuro. Agora é óbvio que o Santa Cruz tem que começar a pensar no futuro urgentemente, porque o futuro do Santa Cruz não é em 2022 não. Ele começa agora, na pré-Copa do Nordeste. Acredito que o primeiro jogo é nos próximos quinze, vinte dias… É fundamental que o Santa Cruz comece a próxima temporada tendo um calendário mais digno das suas tradições, da sua camisa, do da sua torcida.

Sobre a campanha coral, o treinador se disse envergonhado. E apontou a falta de força em casa como diferencial.

– A nossa campanha em casa é uma lástima, gente. Pelo amor de Deus, é vergonhosa. Eu tenho vergonha, sabe? Nós tivemos oito jogos em casa, quatro derrotas, três empates, apenas uma vitória. Como mandante nós fizemos seis gols em oito jogos. É muito pouco… Quando virou o turno, os nossos principais adversários nessa luta contra o rebaixamento eram Floresta, Jacuipense e Altos. O Floresta veio aqui e tirou dois pontos da gente, o Jacuipense veio aqui e tirou dois pontos da gente. O Alto tirou três pontos da gente. Eu me sinto envergonhado.

Em todos esses jogos, Roberto Fernandes comandou a equipe. Sobre a derrota do último sábado, o treinador apontou os gols perdidos como vilão.

– Faltou o gol, né? Faltou um gol com quinze segundos de jogo. Nós entramos dentro da área do adversário, com a bola trabalhada, a bola cai no pé do artilheiro do Santa Cruz, que é o cara que mais tem gols deste grupo. Nós tivemos duas grandes chances com ele e realmente essa bola teimou em entrar.

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