Federação Pernambucana monta protocolo para volta dos treinos; veja as definições

Clubes estão autorizados a retomar os trabalhos no dia 15; não há data estabelecida para jogos

Globo Esporte

Após autorização do Governo do Estado, a Federação Pernambucana de Futebol elaborou um documento que define as diretrizes para a volta gradual das atividades dos clubes. No documento, estão estabelecidos os procedimentos de segurança que devem ser adotados a partir do próximo dia 15, quando está liberada a retomada dos treinos.

Entre as medidas, a entidade indica o reforço do distanciamento entre os atletas, a necessidade de higiene redobrada nos locais de trabalho e concentração e o veto a entrevistas. Tudo está estabelecido dentro de um documento de 18 páginas que detalha as medidas a serem tomadas, segundo recomendação das autoridades sanitárias, e que será distribuído aos clubes nesta sexta-feira.

A primeira regra prevista é que, até a data do início dos treinamentos, todas as delegações deverão ser testadas para a Covid-19. A mesma determinação vale para a equipe de arbitragem, que também irá retomar a preparação.

Nessa quinta-feira, a FPF já havia decidido que pagará 30 testes para cada um dos dez times que disputam a Primeira Divisão. O restante necessário será bancado pelos próprios clubes, o que esbarra na dificuldade de caixa das equipes.

Outro ponto importante do documento é a recomendação de se manter um espaço mais isolado e controlado possível, sendo indicado que os clubes optem por concentrações próprias ou alojamentos, com área exclusiva preferencialmente. Toda a instalação deve ser submetida a um processo constante de higiene antes da chegada dos membros.

Para a retomada das atividades, o protocolo ainda estabelece, entre os principais pontos, que:

  1. Deverá ser aplicado um questionário epidemiológico e realizado exames clínicos em todos que compõe o staff do departamento de futebol além de ser assinado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos atletas e médicos;
  2. Também está estabelecido que a triagem clínica será realizada pelos médicos dos clubes. Caso necessário, será possível determinar o afastamento dos integrantes das atividades ou ser solicitado exame complementar;
  3. Deverá ser respeitado o distanciamento social, como principal medida de prevenção;
  4. É obrigatório o uso de máscaras, menos aos atletas que podem escolher a utilização durante os treinamentos coletivos e jogos;
  5. Evitar a circulação desnecessária de pessoas sem a realização de testes;
  6. É sugerido que os trabalhos iniciais sejam escalonados e individualizados. Em seguida, divididos em pequenos grupos até que sejam retomados os coletivos;
  7. Evitar o envolvimento de pessoas consideradas na faixa de risco;
  8. Os locais de atividade devem ser desinfetados a cada atividade realizada;
  9. O documento também estabelece procedimentos para a ocupação das áreas de fisioterapia, academia e refeitórios.

Até o momento, o Campeonato Pernambucano não tem uma data estabelecida para a volta dos jogos. A decisão, segundo o protocolo da FPF, ainda será tomada em parceria com o Comitê do Plano de Convivência com a Covid-19, do Governo do Estado. A última partida realizada pela competição foi no dia 15 de março. Ainda faltam 17 jogos para definir o campeão.

Em Pernambuco, os casos do novo coronavírus preocupam as autoridades. O estado registra 37.507 confirmações e 3.134 óbitos por Covid-19 até essa quinta-feira. A taxa global de ocupação dos leitos chegou a 78%.

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Perto de volta, coordenador técnico do Santa avalia impacto de pausa em evolução do elenco

Thiago Duarte afirmou que clube e comissão precisam de cautela na readaptação e preparação quando treinos retornarem; Tricolor tem plano para retomar atividades

Por GloboEsporte.com — Recife

O futebol está parado desde meados de março por conta da pandemia do novo coronavírus, mas dá seus primeiros passos para o retorno. Após o governo de Pernambuco liberar treinos a partir do dia 15 deste mês, o Santa Cruz começou a desenhar um plano de volta. Mas ele será marcado por cautela para que o elenco se readapte bem após a parada.

A comissão técnica tinha em mente alcançar uma harmonia entre padrões de jogo, físico e fisiológico para a temporada. Segundo o coordenador técnico coral, Thiago Duarte, os três meses de trabalho antes da interrupção do futebol não seriam suficientes para isso, mas o caminho de evolução que o elenco apresentava acabou prejudicado.

“Estávamos começando a entrar na ‘sintonia de onda’ que pretendíamos, mas veio o inesperado e freou nossa evolução. E isso prejudica muito, pois o intervalo sem jogos vai ser muito superior (o dobro, provavelmente) ao intervalo normal de jogos”, explicou o coordenador tricolor.

O ineditismo da paralisação longa inspira cuidados em duas frentes. Tanto na questão da saúde de atletas e funcionários como na questão de avaliação técnica.

– É uma situação nova que teremos que ter cautela em nos adaptar e preparar. Ter cautela em avaliar e criticar os nossos resultados futuros – acrescentou Thiago Duarte.

O coordenador informa que o trabalho da comissão segue forte para traçar os planos futuros em relação à temporada.

– Itamar Schulle (técnico coral) é um fanático por trabalho como eu. Nossa comunicação esta ótima e já tivemos diversas reuniões técnicas e conceituais para aprimorar nosso trabalho.

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Após liberação do Governo, Sport inicia adequação do CT para treino em três campos e testes semanais

Segundo diretor médico do Leão, Stemberg Vasconcelos, volta terá cerca de 60 profissionais e refeitório fechado; clube não prevê testagem de familiares a princípio

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Após o governo de Pernambuco anunciar liberação para retomada dos treinos presenciais a partir do dia 15 deste mês,o Sport deu início à primeira etapa do protocolo de prevenção contra a Covid-19: a adequação de seu Centro de Treinamento.

De acordo com o diretor médico do clube, Stemberg Vasconcelos, o Rubro-negro utilizará os três campos e toma medidas para individualizar a movimentação.

“Começamos a dar início ao protocolo, que passa pela adequação do CT. Disponibilizar álcool nas áreas comuns, separação individual dos estacionamentos. Estamos individualizando local e material de treino. A parte da hidratação com o isotônico cada um vai receber o seu. E estamos adequando os três campos para dividir ao máximo os jogadores.”

A ideia do departamento médico é distribuir aproximadamente cinco atletas por campo. E os treinos serem divididos em dois turnos dentro do mesmo período, para que todos possam fazer o trabalho de forma separada.

Com base no protocolo que vinha sendo desenhado pelo clube nas últimas semanas, guiado também pelas equipes que retomaram as atividades presenciais no Brasil e outros países, a segunda etapa a ser cumprida é o processo de testagem para todos que forem ingressar no CT.

Ainda de acordo com Stemberg, a previsão do Rubro-negro é começar de forma reduzida, com cerca de 60 profissionais, entre atletas, comissão técnica, funcionários da limpeza e segurança. O refeitório continuará fechado neste momento, enquanto os jogadores serão orientados a fazer o treino e retornar para casa.

Como estão os clubes de Pernambuco para a volta aos treinos

O clube negocia com a Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) e laboratórios para adquirir os testes necessários para o monitoramento semanal. Neste momento, segundo o diretor médico, os essenciais são:

  • IGM, que acusa se a pessoa está com a doença ativa
  • IGG, que mostra se há anticorpo para a Covid-19
  • RT-PCR, que indica se está transmitindo a doença

“Depois de testar todo mundo vou pegar o resultado dos exames e dividir os grupos. Quem já teve a doença e não está transmitindo, vai formar um grupo para treinar. Quem não, vai ser isolado e trabalha em outro. Quem estiver transmitindo, vai para casa e espera. Tem também um questionário, que vai ser respondido diariamente. Se apresentar alteração no questionário, vai ficar em casa.”

O Sport não prevê rodada de testes para familiares, inicialmente. No entanto, caso algum atleta acuse positivo para a Covid-19, serão testados também todos aqueles que vivem com ele.

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Até 140 profissionais envolvidos e teste semanal: o que pensa o Santa para volta aos treinos

Com quedas de receita, presidente coral Constantino Júnior espera acordo com a FPF para minimizar custos da operação de retorno aos trabalhos presenciais

Por GloboEsporte.com — Recife

A possibilidade de retorno aos treinos presenciais no dia 15 de junho, aberta pelo Governo de Pernambuco, fez com que o Santa Cruz desenhasse o plano de ação do clube para a volta. Embora a Federação Pernambucana ainda esteja detalhando o protocolo a ser seguido pelas equipes, o presidente coral, Constantino Júnior, destacou alguns pontos que devem ser colocados em prática pelo Tricolor.

De acordo com o dirigente, o clube deve envolver cerca de 140 funcionários na operação, que passarão por exames semanais.

– Nesse primeiro momento, as ações administrativas continuam de casa. Então, o momento é de deixar só quem está diretamente ligado ao futebol, para que a gente possa minimizar o risco de contaminação e propagação. De 120 a 140 pessoas. A gente quer fazer uma testagem grande nesse primeiro momento.

Ainda de acordo com o mandatário coral, a intenção do clube é testar não só os atletas, como todos os profissionais que terão contato com os jogadores.

– Futebol não é uma bolha, não é só quem entra em campo. A gente tem um número de profissionais que lidam diretamente com os jogadores. Caso do massagista, roupeiro, pessoal que cuida do campo, cozinha, lavanderia. É um grande número de profissionais que envolve, mesmo com esse quadro reduzido, que é o que todos os clubes vem tentando fazer. Se for levar em consideração as famílias dos atletas e também a condição de todas as pessoas que lidam com o futebol diretamente, no primeiro momento, acho que cerca de 120 a 140 testes.

Sem dinheiro de patrocinadores, com queda no número de sócios e pouca receita, Constantino Júnior disse esperar um acordo com a FPF para minimizar os custos da operação de volta aos trabalhos presenciais.

– A gente sabe que também precisa discutir com a Federação e a CBF a condição desse custo com testagem. São inúmeras perdas por conta dessa paralisação. Você não tem receita, e ter que aumentar o nível de investimento, o custo, para que a gente consiga fazer essa testagem. Então a gente espera que dentro desse diálogo, mas entendo também o bom senso da Federação e da Confederação para que a gente consiga chegar a um denominador comum e consiga manter um bom padrão de testagem e justamente desse acompanhamento, para que a gente volte com total segurança.

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Vizinhos e companheiros no Sport, Lucas Mugni e Leandro Barcia mantém parceria à distância

Argentino e uruguaio, que dividem setor ofensivo no Rubro-negro, estão separados por quase dez mil quilômetros na pandemia: “Falo para ver como ele está”

Por GloboEsporte.com — Recife

Mugni fala sobre momento na pandemia e parceria com Leandro Barcia

São quase três meses desde que competições e treinos foram suspensos por conta da pandemia causada pela Covid-19. Um tempo que, pela primeira vez, trouxe medidas de isolamento social àqueles que costumavam conviver diariamente, por conta do futebol: os atletas. É o caso dos estrangeiros do Sport, Lucas Mugni e Leandro Barcia. Vizinhos no Recife e companheiros de concentração no Rubro-negro, argentino e uruguaio tentam manter a comunicação à distância.

Isso porque, após a paralisação, mesmo com as atividades mantidas em casa, eles terminaram se dispersando por diferentes localidades. O argentino permaneceu no Recife, mas o uruguaio, tem se aventurado por outros países na América do Sul. Recentemente, cruzou a fronteira com o Peru e está em uma fazenda no extremo norte do país, na cidade de Chiclayo.

Eles são dois dos três estrangeiros que compõe o elenco do Leão nesta momento, uma vez que há ainda o meia Jonatan Gómez. No Recife, Mugni relembra a parceria com Leandro Barcia e conta sobre como tem mantido contato.

“Falo para ver como ele está, sua família, tudo. Porque o tempo que compartilhei aqui com ele foi muito bom. Ele mora no mesmo prédio, então a gente ia junto treinar, concentrava junto, a parceria foi muito boa.”

Contratados nesta temporada, eles compõe atualmente o setor ofensivo titular da equipe. Mugni atuando como meia e Barcia, desfalque nas últimas partidas por lesão, na ponta esquerda. Com a projeção de retomada das atividades, com base no plano de liberação das restrições por parte do Governo do Estado, Mugni fala sobre o momento de espera.

– Agora, de longe, tentamos mandar mensagem para ver como estão as coisas e torcendo para a gente se juntar novamente.

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Sport vive expectativa de receber R$ 895 mil por dívida de clube do Chipre na Fifa: “Se vier, ajuda”

Ermis Aradippou publicou nota nas redes sociais afirmando ter uma multa pendente na entidade máxima do futebol referente ao atacante Índio, formado na base do Leão

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Em meio às quedas de receita, devido à paralisação do futebol por conta da Covid-19, o Sport vive a expectativa de receber uma verba referente ao atacante Índio, de 23 anos, formado na base do Leão. A história veio à tona após o Ermis Aradippou, clube do Chipre, para o qual ele se transferiu em 2018, publicar uma nota nas redes sociais informando ter uma multa de € 150 mil (cerca de R$ 895 mil na cotação atual) pendente na Fifa, referente a “taxas de direitos de treinamento” do atleta, chamado Wildson Silva de Melo.

O Sport aguarda o desfecho do caso. É o que diz o presidente do Rubro-negro, Milton Bivar. O valor pode representar um auxílio ao clube, uma vez que o Leão trabalha com um montante de R$ 145 milhões em dívidas a curto prazo (que precisam ser pagas em 12 meses), e tem um débito também na Fifa, referente à compra de André, junto ao Sporting, de Portugal, além de valores cobrados na CNRD e na Justiça do Trabalho.

“Notícia muito boa. Estamos esperando. Todos os clubes que tem base, tem jogadores que saíram por aí e, quando são transacionados, existe um direito de formação do jogador, é de solidariedade, então todos os clubes têm que receber. Para o Sport, é entrando e saindo na mesma hora. Mas se vier, é bom, ajuda.”

Procurada, a entidade máxima do futebol não se posicionou sobre o tema até a publicação desta reportagem. A manifestação do clube cipriota, por sua vez, teve como objetivo esclarecer o débito após entrevista do presidente Loukas Fanieros à rádio local Sport FM 104. Ainda de acordo com a nota, o pagamento será feito pelo mandatário nos próximos dias.

– Para que não haja erros ou mal-entendidos por parte de alguns, informamos que a multa de 150.000 euros que nossa Associação tem pendente neste momento na Fifa foi criada devido a uma omissão (de ex-associados de nossa equipe) de solicitar o documento de taxas de direitos de treinamento (conforme definido pela FIFA para jovens jogadores) em agosto de 2018 pela antiga equipe do De Melo, Sport Recife. Essa penalidade será liquidada nos próximos dias pelo presidente da nossa Associação com um pagamento direto (transferência bancária) para a conta bancária desse grupo.

No Regulamento sobre Status e Transferências de Jogadores, a Fifa determina compensação financeira a clubes formadores em dois cenários: como “Training compensation” e “Solidarity mechanism”.

Na compensação de treinamento, clubes responsáveis pela formação do atleta dos 12 aos 21 anos são indenizados no momento da primeira assinatura de contrato profissional e a cada transferência do jogador até ele completar 23 anos. O mecanismo de solidariedade é mais abrangente. Neste caso, a cada transferência internacional paga, até o término da carreira do atleta, os clubes formadores têm direito a até 5% do valor, contabilizado a depender do tempo que ele passou pela equipe em questão.

Natural de Paulista, em Pernambuco, Índio chegou ao Sport no Sub-17, em 2014, e permaneceu no clube por quatro anos, até os 21 anos de idade. Ele estreou pelo profissional em abril de 2017, em um confronto contra o Salgueiro, pelo Pernambucano, que contou apenas com pratas da casa. Na equipe principal do Leão, fez dois gols (um deles na estreia) em 14 partidas.

Em agosto de 2018, Índio deixou a Ilha do Retiro e desembarcou no Chipre para atuar pelo Ermis Aradippou. Após um gol em 17 jogos, foi negociado para o Centro Desportivo de Fátima, em Portugal, marcando três vezes em nove partidas. Em seguida, aos 23 anos, foi negociado para o Valadares Gaia, também de Portugal, onde está agora. O atacante fez dois jogos, sem marcar, antes da paralisação das competições por conta da Covid-19.

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Governo de Pernambuco traça estratégia, e jogos têm chances de voltar ainda em junho no estado

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, explicou as etapas para retomada das atividades, indo dos treinos aos jogos com torcida

Por GloboEsporte.com — Recife

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, deu alguns detalhes sobre como o estado deve liberar a volta do futebol local. Após decidir que os clubes poderão retomar os treinamentos no dia 15 de junho, Bruno disse que, a depender da curva de contágio da Covid-19, os jogos têm chances de serem retomados no final do mês.

– A gente fez uma parte do plano de ação voltada para o futebol profissional. Sabemos que é um ambiente controlado e que alguns lugares do mundo estão voltando. Então, fizemos um protocolo, junto com a Federação, para que os treinos voltassem no dia 15 de junho. Digamos que tudo corra bem e que a gente vá conseguindo implantar as etapas, a volta seria 29 de junho.

Ainda de acordo com o secretário, o protocolo feito em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol atende às exigências do Governo e está em fase final de conclusão.

– A questão do treino vai atender ao protocolo de segurança que estamos desenvolvendo. Na questão de isolamento, distanciamento. Vai atender ao que está sendo feito pela CBF, mas com algumas especificações nossas.

A ideia do Governo de Pernambuco é dividir a volta dos clubes em três etapas: treinos, jogos sem torcida e jogos com torcida. A volta do público, no entanto, faz parte da penúltima etapa do plano estadual de retorno das atividades econômicas, previsto para ocorrer em 11 semanas. Mesmo assim, segundo Bruno, isso será feito de forma gradual.

– A volta da torcida não será como estamos acostumados. Será numa quantidade reduzida. Dentro de um controle.

Cronograma de flexibilização das atividades econômicas em Pernambuco — Foto: Reprodução

Cronograma de flexibilização das atividades econômicas em Pernambuco — Foto: Reprodução

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Guarani alega readequação financeira e devolve atacante Juninho Piauiense ao Sport

Jogador com histórico de problemas extracampo deixa Bugre após fazer dois jogos

Por GloboEsporte.com — Campinas, SP

Além de Thallyson, que não renovou para acertar com um clube do Azerbaijão, o elenco do Guarani teve outra baixa nesta segunda-feira.

Alegando a necessidade de uma readequação financeira devido à paralisação pela pandemia do novo coronavírus, o Bugre devolveu o atacante Juninho Piauiense ao Sport.

O contrato de empréstimo iria até 30 de novembro, mas será rescindido “em comum acordo entre as diretorias”, segundo comunicado do clube campineiro. Oficialmente, o lado bugrino descarta que a decisão tenha sido motivada por qualquer aspecto disciplinar.

Com histórico de problemas extracampo desde quando subiu para o profissional do Sport, o jogador de 21 anos entrou em campo apenas duas vezes com a camisa alviverde (Palmeiras e Ponte Preta), sendo importante para a virada no dérbi campineiro ao fazer o gol de empate – o Bugre começou perdendo por 2 a 0, mas no fim ganhou da Ponte por 3 a 2.

Gol do Guarani! Juninho recebe bola de Todinho e finaliza, aos 35 do 2º tempo

Agora, o Guarani espera a definição sobre a renovação de Júnior Todinho. Assim como Thallyson, ele tinha vínculo até 30 de abril e é tratado como prioridade no Brinco de Ouro para a sequência da temporada. A tendência é que a situação seja resolvida nas próximas horas – para o sim ou para o não.

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Náutico adota protocolo e trata jogadores que se recuperam de lesão no CT do clube

Quatro atletas estão sob cuidados; confira como está a situação de cada um deles

Por GloboEsporte.com — Recife

Ainda impossibilitado de voltar aos treinos com todo o elenco por conta do novo coronavírus, o Náutico abriga no seu centro de treinamento quatros jogadores que estão em recuperação de diferentes lesões. Para realizar o tratamento, o clube adotou um protocolo com grupos divididos em horários alternados e uso de materiais de prevenção para evitar contágio em meio à pandemia.

– A gente está se dividindo em dois turnos para não ficar condensado. Eles [os jogadores] têm que usar máscara. Tem todos os cuidados de manipulação dos aparelhos, cuidado com fisioterapia e álcool em gel, disse o vice-presidente médico Múcio Vaz.

Com estado de quarentena decretado em Pernambuco até este domingo, a posição do governo é que não pode haver aglomeração com mais de dez pessoas e que tratamentos médicos são permitidos. Desse modo, a atividade está dentro dos parâmetros estabelecidos.

No caso alvirrubro, estão em recuperação os zagueiros Ronaldo Alves, Rafael Dumas e Camutanga além do atacante Álvaro. Por fim, o atacante Matheus Carvalho é outro que está lesionado, mas não frequenta o CT e aguarda cirurgia.

Entenda abaixo, como está a situação de cada jogador que está em recuperação de lesão.

Camutanga

  • Sofreu ruptura dos ligamentos no joelho esquerdo
  • Está na preparação física, em recuperação
  • Entra no sexto mês de recuperação; prazo total é de sete

Álvaro

  • Sofreu lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco do joelho esquerdo
  • Está fazendo fisioterapia há pouco mais de um mês
  • Prazo de recuperação total é entre seis e oito meses

Ronaldo Alves

  • Sofreu ruptura total do tendão de aquiles
  • Em tratamento no segundo mês de fisioterapia
  • Prazo de recuperação total é entre seis e oito meses

Rafael Dumas

  • Problema no joelho esquerdo
  • Fez tratamento, mas, quando chuta, está com dor
  • Será submetido a uma artroscopia, mas o retorno está previsto dentro de um mês

Matheus Carvalho

  • Sofreu lesão ligamentar no joelho direito
  • Estava impedido de fazer cirurgia por conta do avanço da pandemia do novo coronavírus que impediu temporariamente procedimentos seletivos
  • Deve ser operado em junho
  • Prazo de recuperação é entre seis e sete meses após a cirurgia

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“Usam a pandemia para fazer safadeza”, diz Magrão após suspensão de acordo com Sport

Após adiar parte da dívida com ídolo para 2023, Rubro-negro solicitou paralisação dos pagamentos na Justiça do Trabalho sob a justificativa da crise causada pela Covid-19

Por GloboEsporte.com — Recife

O Sport conseguiu, na Justiça do Trabalho, a suspensão dos pagamentos da dívida com o goleiro Magrão, por três meses após a volta das atividades. Medida solicitada pelo clube, sob a justificativa da crise causada pela Covid-19. A decisão, no entanto, aconteceu contra a vontade do camisa 1, que mostrou-se revoltado com a direção rubro-negra, em entrevista ao Canal do Nicola.

– A gente vê um pouco de mal caráter da parte das pessoas que estão tomando a frente dessa situação em relação ao Sport. Porque havia um acordo, onde eu aceitei a situação, entendi o problema do clube, mas agora que é para pagar o acordo que tinha feito, eles começam a falar que não tem condições. Então é complicado. Foi feito um acordo e esse acordo foi desonrado. Vamos ver se a gente entra em um acordo pelo menos um pouco amigável.

Procurado, o Sport ainda não se posicionou sobre o tema.

Quando o Rubro-negro solicitou a suspensão do processo, em 13 de maio de 2020, Magrão posicionou-se contra, impugnando a manifestação do clube. O pedido do Leão, no entanto, foi aceito pela juíza Maria Carla Dourado de Brito Jurema.

Na ocasião, a repactuação entre clube e atleta, deferida em 20 de abril, deixou de valer. No acordo, o Sport havia adiado as parcelas de abril e junho para 2023, assim como metade dos valores correspondentes a maio e julho. O pedido de suspensão ocorreu dois dias antes de quando deveria pagar os outros 50% de maio.

“Está difícil para todo mundo e quando eles me procuraram para reduzir, eu falei: ‘Não tem problema, eu aceito’. Quando foi para receber agora um pedaço, eles entraram de novo, dizendo que não tem condições de pagar. Aí eu falei: ‘Pera aí’. Estou querendo ajudar, mas a gente vê que algumas pessoas usam a pandemia, as dificuldades, para fazer safadeza” – disse Magrão.

O começo do problema

O valor do processo, ajuizado pelo goleiro no ano passado, corresponde a R$ 5 milhões. Mas duas semanas após o início da briga na Justiça do Trabalho, Sport e Magrão entraram em acordo, acertando um parcelamento sobre um montante de aproximadamente R$ 1,8 milhões. Na entrevista, o camisa um explicou o motivo por ter recorrido aos meios legais quando deixou a Ilha do Retiro.

– Fiquei praticamente seis meses sem receber e não vi da parte deles uma vontade de solucionar o problema. Não sei se por achar, pelo tempo que eu estava no clube, que eu não estava ligando, mas tenho família, projetos na vida e estava precisando dos meus salários. E pelas conversas que a gente estava tendo, eles não mostraram preocupação, que queriam resolver essa questão. Eles iam empurrar com a barriga e aí eu falei, tudo tem um limite.

Maior campeão da história do clube, acumulando, entre os títulos, a Copa do Brasil de 2008, Magrão passou 14 anos no Sport. No ano passado, estava no banco de reservas, durante a Série B, quando deixou o Leão, em junho.

– Infelizmente acabei saindo de uma maneira que não gostaria, mas sempre deixei claro o amor, respeito, carinho, pelo torcedor e pelo clube. Independentemente de alguns dirigentes terem arrebentado o clube. Queria sair de uma maneira diferente, mas não me arrependo, porque provavelmente lá na frente iria me arrepender se não tivesse tomado essa atitude. Meu problema é com as pessoas. Infelizmente sabemos que nem todo torcedor consegue raciocinar de uma maneira clara. O que eu pude fazer, eu fiz, pelo clube.

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