Anderson fala sobre momentos de tensão no Santa Cruz e consolo a goleiro rival

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

O Santa Cruz vivia o pior início da sua história na Série C. Sem conseguir vencer na competição, a pressão externa atrapalhou o clube. O técnico Leston Júnior saiu e Milton Mendes ocupou o seu lugar. E foi na estreia de Milton, diante do ABC, que o Santa conseguiu a primeira vitória. Até esse momento chegar, os jogadores sentiram os efeitos do ambiente tenso, apesar do elenco contar com várias peças bem experientes como o zagueiro Danny Morais, o meia Allan Dias, o lateral-direito Marcos Martins e o atacante Pipico.

– Sentimos. A gente vinha sendo pressionado e estávamos nos pressionando sobre isso, mas a primeira vitória tira um peso e foi um passo fundamental para a nossa sequência no campeonato – disse o goleiro Anderson, de 21 anos, um dos atletas mais jovens do Santa.

A vitória veio de forma sofrida. Somente aos 47 minutos do segundo tempo, Misael fez o segundo gol do Santa. Mas só graças a uma colaboração grande do goleiro Edson, que tocou a bola nos pés do camisa 7. Após o apito final, Edson caiu no choro. E Anderson saiu do outro gol para consolá-lo.

– Eu sei o que ele sentiu na pele. Eu já passei por isso, todos os goleiros também. Eu falei que ele tava de parabéns, que não era um erro que ia apagar o que ele vinha fazendo. Quando acontece o que aconteceu é difícil, e eu tentei dar um conforto.

Anderson disse que se colocou no lugar do adversário e afirmou que Edson pode demorar muito a esquecer o que aconteceu.

– Pode passar um ou dois anos e o cara pode ficar pensando na falha, pensando o que poderia fazer para não acontecer. Mas vida de goleiro é assim, temos de aprender com os nossos erros.

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Suspenso, Jiménez desfalca Náutico para jogo diante do Globo-RN

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Além de Odilávio e, possivelmente, Matheus Carvalho, o Náutico terá mais um desfalque certo para o jogo contra o Globo-RN, no próximo sábado, pela sexta rodada da Série C: Jiménez. O paraguaio tomou o terceiro amarelo no jogo diante do Confiança e não atua na partida do final de semana, nos Aflitos.

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A notícia é menos preocupante para o técnico Gilmar Dal Pozzo porque o lateral-esquerdo Assis está de volta. Assim, ele pode retomar seu lugar no time, liberando Josa para sair da lateral para voltar à posição de origem: primeiro volante.

Nesta temporada, Jiménez vivia boa sequência como titular do Náutico. Dos últimos oito jogos do Náutico, jogou 90 minutos em sete deles (só não atuou contra o Campinense, na volta da semifinal da seletiva da Copa do Nordeste de 2020).

Para o próximo jogo, o único pendurado do Náutico é Danilo Pires, que também levou amarelo contra o Confiança e havia sido advertido contra o Treze-PB na rodada anterior. Todos os demais jogadores do grupo têm apenas um cartão amarelo ou não levaram essa advertência ainda na competição.

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Guto cobra, e Sport finaliza mais na Série B: “Treinamos muito”

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

Depois do início ruim do Sport na Série B do Campeonato Brasileiro, com três empates seguidos e sendo dois deles na Ilha do Retiro, o técnico Guto Ferreira passou a bater numa tecla de forma recorrente nos treinamentos: aprimorar a finalização. Nas duas últimas semanas, o treinador deu ênfase ao fundamento e o Sport conseguiu melhorar no jogo da última sexta-feira, contra o Londrina. Foram 16 chutes no gol, contra 11 diante do América-MG e 13 contra o Figueirense.

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– Treinamos muito as finalizações. Quanto mais repetir, uma hora vai começar a encaixar. Antes estava batendo pouco e agora estamos chutando mais. É de suma importância.

Nos cinco jogos que fez até agora na Série B, o Sport chutou em gol 68 vezes. Está longe do Bragantino, que lidera a estatística. O time paulista finalizou 93 vezes. Cuiabá (75), Coritiba (70), CRB (70) e Vila Nova (69) estão na frente do Sport.

O Sport ganha na estatística de finalizações quando o comparativo é feito com os chutes certos, aqueles que vão na direção do gol. O Leão tem 38,8%, contra 35,5% do Bragantino, por exemplo. Cuiabá (34,7%), Coritiba (34,3%) CRB (30%) e Vila Nova (26,1%) puxam a fila.

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Guilherme é quem mais chuta

Nas estatísticas individuais, o Sport lidera. O atacante Guilherme é o jogador que mais finaliza na Série B do Campeonato Brasileiro. Ao todo, foram 22 chutes. Ele tem um gol, marcado numa cobrança de pênalti contra o América-MG. O atacante Rodrigão, do Coritiba, é quem mais finaliza certo. Com 19 chutes, ele mandou 11 na direção do gol e 8 para fora. Guilherme acertou apenas sete dos 22 no gol e os outros 15 foram para fora.

Veja como estão distribuídas as finalizações do Sport

JogadorJogosFinalizaçõesCertasErradasAproveitamentoGols
Guilherme52251731,8%1
Hernane Brocador596366,7%5
Ezequiel571614,3%0
Charles561516,7%0
Juninho253260%0
Sammir541325%0
Raul Prata332166,7%0
Adryelson531233,3%0
Norberto421150%0
Hyuri221150%1
João Igor5220100%0
Elton2110100%0
Yago31010%0
Leandrinho31010%0

Fonte: GloboEsporte.com e Footstats

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Milton Mendes e elenco do Santa Cruz valorizam primeira vitória: “Divisor de águas”

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Para os jogadores do Santa Cruz e o treinador Milton Mendes, a vitória sobre o ABC, por 2 a 1, no último sábado, representa mais do que os três pontos na tabela da Série C. Por ser o primeiro triunfo na competição, avaliam, ele traz paz e confiança para o grupo – cujo objetivo é conseguir o acesso à segunda divisão.

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O meia Everton, por exemplo, acredita que o grupo trabalhará mais leve agora para os próximos jogos, inclusive o do sábado que vem, contra o Imperatriz, pela sexta rodada.

– Saíram 100 kg das costas. Sabemos da qualidade que temos. Trabalhamos bastante para conseguir a vitória e, felizmente, conseguimos – disse.

O técnico Milton Mendes foi além. Para ele, a campanha do Santa Cruz nesta Série C será dividida entre antes deste jogo e após ele.

– Foi divisor de águas. Quando a gente trabalha em clube de massa, o peso dos títulos, da camisa, viram um caminhão numa descida quando o time está na zona de rebaixamento. Vêm cobranças, críticas, muitas coisas que não são salutares para o grupo. Essa vitória é muito importante para mudar isso – afirmou.

Mas só a melhora no aspecto psicológico não vai fazer toda a diferença, na visão de Milton. O treinador promete cobrança aos jogadores no dia a dia.

– Não inventaram nada para que se ganhe jogos sem trabalhar. Não se ganha nada sem trabalho, sem disciplina, sem organização. Isso é fundamental para nosso objetivo, que é lutar pelo acesso – declarou.

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Paulinho Mossoró sai na bronca com desatenção do Central e diz: “Temos que aprender”

Por GloboEsporte.com — Caruaru, PE

O Central mais uma vez perdeu fora de casa após sofrer gol nos minutos finais. A Patativa foi derrotada pelo Altos por 2 a 1, no estádio Lindolfo Monteiro, em jogo válido pela quarta rodada do Grupo A5 da Série D do Campeonato Brasileiro. O gol da vitória do Jacaré saiu as 47 minutos da etapa final.

O meia Paulinho Mossoró, autor da assistência para o gol de Leandro Costa, saiu na bronca com a desatenção da equipe.

– Foi um jogo bastante difícil, um campo que não dava pra sair tocando, o sol muito quente, mas achamos um gol no começo. Acho que não entramos com a mesma pegada do jogo passado. Infelizmente, de novo, tomamos um gol no fim da partida. A gente fica chateado, triste. Era um jogo importante, a gente tinha que pontuar para já pensar na classificação.

Mossoró também afirmou que o grupo é experiente e precisa aprender com os erros.

– Estamos no páreo, estamos na vice-liderança. A vitória deixaria a gente classificado, mas temos que aprender. Não tem jogo fácil, precisamos entrar ligados, com atenção para que erros como esse não aconteçam mais. Nosso time é experiente, no final do jogo não pode tá tomando gol. Agora é levantar e esfriar a cabeça para ganhar o próximo jogo.

O Central volta a campo no próximo domingo, contra o já eliminado Maranhão, às 17h, no estádio Castelão.

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No Náutico, Dal Pozzo avalia diferenças em relação a Márcio Goiano

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

O técnico Gilmar Dal Pozzo tem, pela primeira vez, uma semana para treinar o Náutico, antes de uma partida. Neste sábado, o Timbu encara o Confiança, pela quinta rodada da Série C, e o treinador espera um bom nível de futebol da equipe. Além disso, Dal Pozzo quer começar a mostrar estilo próprio, que, segundo ele, tem diferenças importantes em relação ao do antecessor, Márcio Goiano.

Confira os principais pontos da entrevista do treinador

Herança de Márcio e diferença de estilos

– A diretoria procurou seguir um perfil de trabalho de técnico. Essa foi uma escolha acertada, não mudando muito o conceito de jogo de um técnico para outro. Peguei uma herança muito boa de Márcio. Fisicamente, o time está muito bem. E, taticamente, não fiz grandes diferenças. É um conceito só diferente. Márcio tem um conceito mais de posse, um jogo mais apoiado, que deu certo. Gosto mais, principalmente na retomada da bola, um jogo mais reativo, com transição de velocidade. Gosto de propor, atacar o adversário, sempre com cinco, seis jogadores, de forma organizada. Eu peguei uma herança muito boa e, a partir dessa semana, vou colocar minhas ideias, estratégias, conceitos.

Escalação para o jogo

– Há uma tendência muito grande de continuidade. Não tenho motivo de fazer troca por conta do desempenho ou do resultado. As duas vitórias foram satisfatórias em termos de produtividade e o resultado também agradou. O que procurei foi fazer ajustes. Um posicionamento um pouco diferente nas ações ofensivas, no momento de propor o jogo. E defensivamente também, uma postura de posicionamento diferente, fazendo alguns ajustes para surpreender. Isso faz parte da nossa estratégia.

Como será a marcação?

– A gente trabalha muito em função do adversário. Tem uma maneira de jogo, mas usa como estratégia as linhas de marcação. No primeiro jogo, contra o Campinense, marcamos o adversário praticamente o tempo todo, no campo deles, e não fizemos linha baixa. Contra o Treze, a gente fez uma marcação pressão, baixou linha em algum momento, e deu certo.

Ênfase no setor ofensivo

Ontem (quarta) foi um dia de trabalhar o setor defensivo. Trabalhamos muito o contra-ataque, caprichar no passe. Hoje é dia de trabalhar a parte ofensiva, trabalhando pelo lado direito, que está bom, fluindo, trabalhando e usando mais um posicionamento por dentro, com Wallace vindo, e aproximação de alguns jogadores – e um lado esquerdo é um jogo mais técnico, mas com profundidade, dependendo de quem vai começar por ali, se é Matheus ou Odilávio.

Necessidade de equilíbrio

Sempre uso a palavra equilíbrio. Nem desespero quando os resultados não vêm e, quando tivemos uma sequência de dois resultados positivos, muita calma nessa hora. Temos consciência de que temos que melhorar. A palavra é equilíbrio. Nem desespero, nem euforia. O futebol é assim. Ele oscila bastante. Temos que buscar o ponto de equilíbrio. Essas circunstâncias acontecem até no jogo. Eventualmente tu vai estar melhor que o adversário. É o momento da definição, que tem que aproveitar para fazer o gol. Mas tem que saber que, quando o adversário está com a posse, melhor, controlando o jogo, a gente vai ter que sofrer um pouquinho, baixar a linha e marcar forte.

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Cabral Neto aposta em repetição do time do Sport para jogo contra o Londrina

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

O técnico Guto Ferreira deixou no ar a provável escalação do Sport para o jogo desta sexta-feira, contra o Londrina, pela 5ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador está diante de duas possibilidades: repetir a equipe pela primeira vez ou dar chance aos reservas que entraram bem contra o América-MG. O comentarista do Grupo Globo Cabral Neto deu sua opinião do que faria e do que acha que o técnico Guto Ferreira vai fazer.

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Sport e Londrina se enfrentam às 21h30 desta sexta-feira, na Ilha do Retiro. A partida terá transmissão do Sportv (exceto para Pernambuco) e no Premiere (para todo o Brasil).

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Com força máxima, Guto Ferreira faz mistério em time do Sport

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

O técnico Guto Ferreira tem duas linhas para seguir na escalação do time do Sport para o jogo desta sexta-feira, contra o Londrina, na Ilha do Retiro. Por um lado, não perdeu nenhum jogador da partida contra o América-MG e poderia repetir a escalação pela primeira vez. Mas por outro, viu os reservas Leandrinho, Elton e Hyuri mudarem a história do jogo contra os mineiros e garantirem a vitória de virada. Diante disso, fica o questionamento: manter o time ou mudar?

– Amanhã por volta de uma hora antes da partida temos que liberar a escalação. Eu não cogito nada – brincou o treinador.

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O Sport teve três treinos de preparação para o jogo contra o Londrina. No primeiro, os titulares ficaram na academia fazendo um trabalho regenerativo. Nos dois seguintes, Guto Ferreira fechou os portões. A imprensa só teve acesso ao aquecimento e pôde constatar apenas que o Sport não perdeu nenhum jogador. Charles e Hernane Brocador, que deixaram o último jogo machucados, treinaram normalmente.

Caso opte por não mexer na equipe, o Sport entra em campo contra o Londrina com Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; João Igor, Charles e Sammir; Ezequiel, Guilherme e Hernane Brocador.

Caso escolha mexer, três opções surgem como as principais. A primeira seria trocar Sammir por Leandrinho. Existe também a chance da entrada de Hyuri na vaga de Sammir, que colocaria Guilherme como meia. E para finalizar, Elton na vaga de Hernane Brocador.

Leandrinho meia ou segundo volante?

Guto Ferreira descartou utilizar o meia Leandrinho como segundo volante. O jogador atuou assim saindo do banco de reservas contra o América-MG e deu o passe para o gol da vitória de Hyuri.

+ Meia ou segundo volante? Leandrinho esclarece preferências no Sport

– Ele tem sido usado da melhor maneira possível. Às vezes com atuações bem interessantes quando a gente consegue colocar. Ele é um jogador mais ofensivo do que defensivo. Se jogar como volante não consegue ter o poder de marcação necessário. Contra o América-Mg entrou descansado contra uma equipe cansada. É diferente. Agora entrar no início, 0 a 0, é diferente. O jogo é diferente.

Ronaldo ainda fora

O volante Ronaldo voltou a treinar com bola nesta semana depois de passar cerca de 20 dias no departamento médico com uma lesão na coxa direita, mas ainda não vai ser relacionado para o duelo contra o Londrina. A comissão técnica ainda trabalha para que ele volte aos 100% de sua condição física. Existe a chance que ele 

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Primeiro treino de Milton Mendes no Santa Cruz é intenso, termina à noite e arranca aplausos

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

A segunda passagem de Milton Mendes pelo Santa Cruz começou. E quem mais sentiu isso foram os jogadores. No primeiro treinamento do comandante neste retorno ao clube, visando ao jogo do próximo sábado, contra o ABC, no Arruda, vários atletas terminaram exaustos. O treino foi longo e só terminou quando os refletores do estádio já estavam acesos.

Milton começou a implantar os conceitos e deu uma pequena amostra de como o Santa pode ser armado para o jogo – a escalação ainda não está confirmada.

Primeira parte

Após o aquecimento, Milton Mendes dividiu o elenco em vários grupos. Todos formando pequenas rodas de “bobinho”. Com dois jogadores em cada roda tentando roubar as bolas dos companheiros, que só davam um toque. Milton encostou, observou e pediu para os atletas pensarem rápido. Esta foi a parte mais rápida da movimentação.

– Tá muito bom, gente. Muito bom! – dizia o treinador a todo instante.

Segunda parte

Na segunda parte, Milton Mendes realizou trabalhou em espaço reduzido – menor que a metade das dimensões oficiais do Arruda.

“O fundamental é acabar a jogada. Finaliza logo. Dá o passe logo. Em dez segundos dá pra chegar no meio para gol”, disse o treinador.

O treinamento começava da seguinte forma: um jogador, sozinho, finalizava. Logo depois, dois entravam contra ele. Depois que esses dois finalizavam a jogada, outros dois se juntavam ao jogador que estava sozinho. O circuito terminava com três jogadores contra três. E a missão era finalizar logo a jogada.

– Vai para dentro, vai para dentro! Entenderam, né?

Os atletas tinham até dez segundos para finalizar a jogada. Membros da comissão técnica contavam, em voz alta, a contagem regressiva. Neste momento, os jogadores, no geral, erraram muitos passes.

Terceira parte

O elenco do Santa Cruz foi dividido em três grupos. O primeiro – que parecia ser o principal – ficou de coletes brancos e tinha Marcos Martins, William Alves, João Victor, Bruno Ré, Charles, Allan Dias, Celsinho, Everton, Dudu e Pipico. Outro, de coletes pretos, tinha: Cesinha, Vitão, William, Carlos Renato, Diego Lorenzi, Italo Henrique, Guilherme Queiroz, Elias, Augusto e Sillas.

A movimentação, mais uma vez, foi em campo reduzido. A missão era clara: trocar passes até o outro lado do campo. Uma espécie de “barra bandeira”. Quem conseguisse entrar na área demarcada do adversário – que era no campo de defesa – fazia um ponto. O time branco venceu.

Depois, entrou um grupo sem coletes. Nele, estavam Augusto Potiguar, Warley, Carlos Renato, Eduardo, Luiz Felipe, Lucas Gonçalves, Jeremias, Paulo Victor, Neto Costa e Misael. O time sem colete chegou a marcar cinco pontos a zero no time de coletes brancos. Mas depois a equipe de coletes brancos virou.

Quarta parte

A última parte explorou a velocidade na transição ofensiva. Ele pediu para que os jogadores se movimentassem fazendo um “triângulo” no meio de campo. Todos os laterais ficaram blocados, ocupando o mesmo espaço. Os esquerdos também. E assim com todas as posições.

Quem estava no mesmo grupo dos segundos volantes – com Diego Lorenzi e Italo Henrique – era o meia Allan Dias. Desde que chegou, o antigo camisa 10 disse que a posição de segundo volante era a sua preferida.

Nesta movimentação, Milton Mendes explorou muito saídas de bola, que começavam com os zagueiros.

– Eu quero que todos se movimentem para a gente saber o que a gente quer.

Milton treinou duas maneiras de sair com a bola, usando os laterais e os jogadores de meio de campo. Todos se movimentaram muito. No final, já com os refletores acesos, o treinamento terminou com todo mundo – jogadores e comissão técnica – dando aplausos.

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Gilmar Dal Pozzo trabalha contra-ataque e varia marcação no Náutico; treino em detalhes

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Náutico fez um trabalho tático nesta quarta-feira, no CT Wilson Campos. De olho no jogo do próximo sábado, quando enfrenta, em Sergipe, o Confiança, pela quinta rodada da Série C, o técnico Gilmar Dal Pozzo deu grande ênfase ao contra-ataque. Foi o que ele mais trabalhou com a equipe – e o que mais cobrou dos atletas.

+ Sempre presente, Luiz Henrique mira ampliar perfil de “garçom” no Náutico

Como foi o treino?

Gilmar Dal Pozzo separou o Náutico em três grupos e dividiu o campo em duas partes. Uma das partes correspondia a cerca de 60% do campo – enquanto a outra preenchia o restante.

Na parte menor do campo, jogadores como Lucas Paraíba, Fábio Matos e Danilo Pires faziam um treino técnico de finalização.

Na maior, a mais importante, Dal Pozzo dividiu os dois times. O de vermelho era o titular e estava completo: dez na linha e um no gol. O de colete branco tinha seis jogadores e o goleiro (Luiz Carlos).

A diferença do número de jogadores se explicava porque o trabalho era mais focado no grupo vermelho. O treinador trabalhou a marcação da equipe na saída de bola e o contra-ataque.

A bola sempre iniciava com o time branco saindo jogando de trás. Os titulares, então, faziam a marcação: ora o time baixava as linhas, ora pressionava para tentar roubar lá na frente. Assim que conseguia tomar a bola, a equipe principal era instigada a armar o contra-ataque rápido.

Dal Pozzo cobrou muito que os jogadores, quando roubassem a bola, não conduzissem muito. A ideia do treinador era que os jogadores que não estavam com a bola se projetassem no ataque e entrassem em diagonal nas costas da defesa.

Em determinado momento, o treinador cobrou que Thiago se movimentasse num espaço deixado pela defesa do time branco.

– Vamos atrair o adversário para um lado do campo e, depois de retomar a bola, atacar o outro lado. O lateral deles vai estar aberto. Tem que aproveitar – pediu.

Houve outro momento em que Luiz Henrique, após roubar a bola, deixou Matheus Carvalho em ótimas condições de marcar após passe longo.

– Essa é a bola. Precisão de passe, Luiz – elogiou.

Regra dos cinco segundos

Ao longo do treino, Dal Pozzo variou a forma de marcar do time titular. Em alguns momentos, falou claramente para o time baixar as linhas – como forma de atrair o adversário e abrir espaço para o contra-ataque.

Mas, em outros momentos, também exigiu marcação pressão – especialmente quando, ao sair de trás, o time branco levava a bola para uma das laterais.

Houve um momento em que, por exemplo, Gilmar estabeleceu a regra dos “cinco segundos”. Assim que a bola chegasse num dos laterais, o ponta do time titular teria que subir a marcação e ser acompanhado por seus colegas para sufocar o adversário.

Isso teria de ser feito em cinco segundos. Se o time não roubasse a bola nesse tempo ou estivesse perto disso, era o momento de voltar e recompor.

Novamente Thiago foi protagonista numa dessas ocasiões, quando pressionou o lateral-esquerdo do time branco. Não roubou a bola e até fez falta, mas, mesmo assim, mereceu elogios do treinador pela agressividade.

– Boa, Thiago. Aí é agredir marcação. Aí me serve. Falta técnica – disse.

Escalação

Time do Náutico em treino — Foto: GloboEsporte.com

Time do Náutico em treino — Foto: GloboEsporte.com

A escalação do time titular foi a mesma do jogo contra o Treze-PB, no último sábado: Bruno; André Krobel, Camutanga, Suéliton e Josa; Jiménez, Luiz Henrique, Odilávio e Thiago; Matheus Carvalho e Wallace Pernambucano.

A linha de quatro atrás era formada normalmente. Dal Pozzo pediu que os jogadores não fizessem linha de impedimento.

Um pouco mais à frente dessa primeira linha, Luiz Henrique e Jiménez ficavam na proteção, ora fechando o meio, ora subindo a marcação em caso de pressão no homem da bola.

Thiago fechou pela direita, um pouco à frente da linha dos volantes, enquanto Odilávio fazia o mesmo pela esquerda. Em dados momentos, o esquema de marcação era próximo a um 4-2-4, com um “cinturão” de atacantes pressionando o adversário.

Quando as linhas baixavam. Thiago e Odilávio ficavam numa altura mais próxima à dos volantes, com Wallace Pernambucano e Matheus Carvalho mais à frente.

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