Linha de frente contra a Covid-19, reforços, saídas… Dez fatos do Santa Cruz durante a pandemia

Tricolor retoma as atividades presenciais três meses após disputar última partida em 2020

Por GloboEsporte.com — Recife

Nesta segunda-feira, o Santa Cruz dá início à primeira etapa do protocolo de segurança para a retomada dos treinos presenciais. Três meses depois da última vez em que esteve em campo, o Tricolor volta a receber os atletas para uma bateria de testes para o Covid-19 antes das atividades. Sem jogos, foram os bastidores que movimentaram o Arruda. Assim, relembramos dez fatos que aconteceram no clube neste período de paralisação.

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Vale lembrar que o Santa volta às atividades presenciais mediante liberação do Governo do Estado, mas ainda não há previsão sobre a retomada das competições em Pernambuco ou no país.

Chegou e não jogou

O Tricolor anunciou um reforço que nem sequer chegou a ser utilizado. Era dia 13 de março quando o atacante paraguaio Derlis Alegre, de 26 anos, que estava no Nacional, do mesmo país, foi oficializado pelo clube. Três dias depois, Confederação Brasileira de Futebol, Federação Pernambucana e Liga Nordeste anunciarem a paralisação das competições,

“Tutorial do erro”

Neste mesmo dia 15, há três meses, quando iniciava a paralisação, o Santa Cruz disputou sua última partida. Venceu o Decisão por 2 a 1 pelo Pernambucano, consolidando a liderança do primeiro turno com uma rodada de antecedência.

Mas o detalhe é que, ali, a equipe jogava sem público no Arruda por conta da Covid-19 e ainda marcou o início do jogo com um “tutorial do erro”. Pois árbitro e capitães deram uma aula sobre como não agir na pandemia. Eles trocaram aperto de mãos e ainda teve o bônus do árbitro levando a mão ao nariz.

Combate ao coronavírus: tutorial do que não fazer em um jogo de futebol

Olho nas promessas

O ritmo no mercado de transferências diminuiu, mas um atleta em particular chamava a atenção no Santa. Destaque da base, o volante André ganhou espaço no profissional e tornou-se alvo de sondagens de outras equipes. De olho na concorrência, o Tricolor oficializou a renovação de empréstimo do atleta.

Na negociação, feita junto ao Guarulhos (equipe a qual André pertence) o Tricolor aumentou o percentual dos direitos econômicos que detém do jogador de 19 anos, de 30% para 40%.

Planejamento coral

Em relação aos atletas, o clube adotou uma estratégia diferente de maior parte das equipes do país. Mesmo sem previsão de retorno das competições, diferentemente dos clubes das Séries A e B, os atletas não foram liberados para férias. A ideia era manter o elenco para seguir com acompanhamento e cobranças, mesmo à distância.

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Diego Souza lembra “contratação” de Neymar, Thiago Silva, Marcelo e Paulinho para o Sport: “Relíquia”

Ídolo rubro-negro, meia, atualmente no Grêmio, movimentou redes sociais em 2017 ao postar foto com companheiros de seleção brasileira vestindo camisa do Leão

Por GloboEsporte.com — Recife

Diego Souza elege três gol mais marcantes com a camisa do Sport

“Voltando para o Recife com os novos reforços do meu Leão.” A frase que legenda a postagem de Diego Souza nas redes sociais mexeu com o imaginário dos torcedores do Sport em 2017. Ali, quando convocado para a seleção brasileira por Tite, o ídolo do Rubro-negro presenteou Neymar, Thiago Silva, Marcelo e Paulinho com camisas do Leão.

Três anos após a publicação, que movimentou as redes, não só com torcedores do Sport, o camisa 87, atualmente no Grêmio, relembra o momento e as conversas sobre o clube pernambucano nos bastidores da amarelinha.

“Falei: ‘Deixa tirar uma foto com vocês, porque isso é relíquia, né’. Para mim, também. Porque são jogadores de alto nível, que conquistaram quase tudo que tinham para conquistar na carreira. Acabou que eu postei essa foto, e viralizou. Foi muito legal a repercussão que deu e fiquei muito feliz de poder também estar com jogadores daquele nível na seleção.”

Diego Souza "contrata" quarteto de peso para o Sport  — Foto: Reprodução / Rede social

Diego Souza “contrata” quarteto de peso para o Sport — Foto: Reprodução / Rede social

Na época, Neymar defendia o Barcelona, antes da transferência para o Paris Saint-Germain. Na brincadeira, Diego Souza ainda ofereceu ao atacante a camisa com o número 87, que faz alusão ao título do Campeonato Brasileiro daquele ano, rendendo uma polêmica de décadas com o Flamengo. Thiago Silva, Marcelo e Paulinho, por sua vez, estavam respectivamente no PSG, Real Madrid e Guangzhou Evergrande-CHI.

Diego Souza relembra que, na ocasião, assim como ganhou algumas camisas, também decidiu presentear os companheiros de seleção. Um período em que, segundo ele mesmo, “levava” o nome do Sport.

“Sem dúvida falava (do Sport) porque a gente ficava quase duas semanas juntos, todo mundo falava de tudo. Muitos queriam saber como que era também, estrutura, Recife, o clube, como eram os campeonatos. A gente conversava de tudo isso.”

Os gols de Uruguai 1 x 4 Brasil pelas Eliminatórias da Copa de 2018

O camisa 87, que jogava na seleção como atacante, estava defendendo Sport naquele ano. Ele chamou a atenção de Tite pelo desempenho no Brasileiro do ano anterior, quando o Leão fez a melhor campanha do clube na história dos pontos corridos, terminando em sexto lugar. Com isso, terminou convocado para os jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia.

Carinho guardado

A identificação de Diego Souza com o Sport não se restringiu ao período em que esteve na Ilha do Retiro. Não à toa que, nesta semana, em uma “live” com o comentarista Ale Oliveira, o meia expôs mais uma vez o carinho que tem pelo clube.

Na entrevista, ele elegeu o Rubro-negro como melhor clube pelo qual passou, com exceção do Grêmio, em que está atualmente. Além disso, lembrou de 2011, pelo Vasco, e 2017, pelo Leão, como os melhores momentos no futebol, e da dupla de ataque ao lado de André, também no Recife.

Sem deixar a provocação de lado, quando perguntado sobre quem é o campeão do Brasileiro de 1987, respondeu de pronto: “Sport Club do Recife”. A história do campeonato, vale lembrar, rendeu uma disputa de anos na Justiça. Uma vez que o Flamengo, que se auto intitula campeão, buscou o reconhecimento legal do título, mas perdeu em todas as instâncias.

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Apesar de finanças equilibradas, Náutico descarta tranquilidade para meses seguintes

Presidente alvirrubro, Edno Melo, avaliou que muitos fatores podem influenciar no futuro do clube, mas tem conseguido manter salários em dia

Por GloboEsporte.com — Recife

“Todo mês é uma história nova no Náutico“. A frase é do presidente alvirrubro, Edno Melo, que tem conseguido manter os salários dos jogadores em dia mesmo em meio à paralisação do futebol – por conta da pandemia do novo coronavírus. Apesar das finanças equilibradas, o mandatário afirmou que não dá para garantir que o próximo mês, por exemplo, será de tranquilidade. E explicou os motivos.

“É muito difícil com o passivo que o Náutico tem. Não sei se no próximo mês vou ter um bloqueio, uma redução de verba, um estádio que não vou poder disputar jogo com público. É difícil bater o martelo e dizer que está tranquilo até o fim do mês ou até o fim do ano.”

O Timbu tem contado com estratégias que deram certo ultimamente. Algumas na área de marketing do clube, como a campanha Tô com o Timba, em que os torcedores puderam antecipar ingressos das partidas do clube pela Série B do Brasileiro.

Além disso, por manter os salários em dia durante o começo do ano, o Náutico teve a confiança do elenco de reduzir em parte os vencimentos dos atletas durante os meses de abril e maio.

– Fazemos nosso controle. Quando fizemos a redução dos salários, avisamos que o momento era aquele. Podia até ser que se existisse uma verba extra, uma arrecadação maior, poderíamos compensar (no futuro). Mas o momento agora é de se ajudar e dar as mãos. É bom saber que o planejamento vem dando certo – acrescentou Edno.

Uma coisa que pode ajudar o Náutico a se manter bem financeiramente nos próximos meses é a ajuda financeira divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol aos times da Série B. O empréstimo de R$ 15 milhões aos times da segunda divisão será um adiantamento das cotas de televisão. O empréstimo foi visto com bons olhos pelo presidente alvirrubro.

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Sem atletas faltosos, Náutico testa elenco e grande parte da comissão técnica e dos funcionários

Clube espera ter resultado dos exames para Covid-19 até segunda-feira, quando volta a treinar

Por GloboEsporte.com — Recife

O Náutico realizou, na manhã desta sexta-feira, a primeira etapa do protocolo para a retomada das atividades presenciais. De acordo com o vice-presidente do Timbu, Diógenes Braga, todos os atletas do elenco além de grande parte dos funcionários e comissão técnica foram testados para a Covid-19.

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De acordo com o documento divulgado pelo clube nesta semana com as recomendações sanitárias para a volta, o Alvirrubro prevê receber os resultados até a segunda-feira. Data para quando está marcada também a reapresentação dos atletas para dar início aos treinamentos.

– Todos os atletas fizeram a coleta de material, grande parte de comissão técnica e funcionários fizeram, restando apenas algumas poucas pessoas para o início da próxima semana. Mas tudo correu dentro do esperado e o primeiro passo do protocolo foi realizado da melhor forma e isso nos deixa bem tranquilos de que vamos seguir o protocolo a risca, e que todos vão trabalhar com uma segurança muito grande, de que o clube esteja proporcionando todos os procedimentos necessários de segurança.

O procedimento aconteceu no centro de treinamento alvirrubro, com uma estrutura montada com sinalizações e no formato de drive-thru, para manter o distanciamento social e minimizar a possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus.

Na visão do vice-presidente timbu, a mecânica armada pelo clube funcionou da forma esperada.

“O procedimento de coleta de material para realização dos testes foi realizado. Tudo correu da melhor forma. Toda a preparação do clube funcionou muito bem, o sistema drive-thru funcionou muito bem. O laboratório fez um convênio com a federação pernambucana, fez um grande atendimento. Também tudo que foi colocado à disposição fez com que eles trabalhassem da melhor forma.”

Cumprida a primeira etapa do protocolo desenhado de forma alinhada ao departamento médico do Timbu, o plano é avançar para a próxima fase na segunda-feira. Período em que o elenco está orientado a treinar em pequenos grupos de quatro a sete jogadores, respeitando o distanciamento de um metro e meio.

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Willian Farias diz não ter sinal do Sport sobre salários atrasados, mas reforça confiança no clube

Clube não se posicionou sobre comentário do atleta, mas presidente Milton Bivar disse, semana passada, que tem dois meses em aberto com elenco, além de direitos de imagem

Por GloboEsporte.com — Recife

Willian Farias fala sobre volta aos treinos e momento financeiro do Sport

Há quase três meses sem competições, o Sport tem vivido dificuldades para manter os salários de elenco e funcionários em dia. Um cenário agravado, de acordo com o clube, por conta das quedas de receita neste período. Para o elenco rubro-negro, o momento é de dúvida. É o que diz o volante Willian Farias, ao revelar não haver sinalização do Leão sobre quando os vencimentos serão pagos.

“Temos uma questão de dúvida, não sabemos como vai ser. Infelizmente, a gente não tem uma posição do clube. Com quem eu tenho falado, que é o Drubscky, ele passa para a gente que o clube está tentando buscar recursos para que as dívidas sejam pagas. Mas temos acompanhado só pelas notícias, pelas mídias sociais, e infelizmente só notícia ruim.”

Procurado, o executivo de futebol do clube, Lucas Drubscky, não atendeu às ligações. Assim como o mandatário do Leão, Milton Bivar.

Ainda no início da paralisação do calendário, o Sport buscou empréstimo junto a uma instituição bancária para pagar parte dos atrasados. Principalmente porque, com a Covid-19, o clube deixou de receber de patrocinadores, bilheteria de estádio e perdeu receita com sócios. Isso, precisando lidar com uma folha de elenco em torno de R$ 2 milhões. Passado um mês, não houve sinalização positiva do banco.

Nesta semana, por sua vez, a CBF anunciou que disponibilizará uma linha de crédito aos clubes da Série A. O Rubro-negro, no entanto, adota cautela diante da possibilidade, uma vez que é preciso apresentar garantias para receber o auxílio, e o Leão, que iniciou o ano com uma previsão orçamentária de R$ 61 milhões, não tem muitos recebíveis para a temporada.

Atualmente, o Sport tem pago os valores da carteira de trabalho (CLT) de março, segundo o mandatário Milton Bivar. Com isso, deve as folhas de abril e maio (que venceu nesta semana). As parcelas de direito de imagem, no entanto, estão em aberto desde março, quando iniciou a paralisação do futebol.

Apesar do cenário, Willian Farias, que está na Ilha do Retiro desde a última temporada, reforça a confiança na diretoria rubro-negra em colocar os pagamentos em dia.

“Tenho certeza que eles vão arcar com os compromissos que fizeram, que eles estão correndo atrás para resolver. Uma gestão passada que deixou uma situação difícil para o clube. Desde o ano passado, a gente já vem entendendo algumas situações que aconteceram. Inclusive, conseguimos o objetivo que era o acesso, e sabendo que para esse ano poderia melhorar as questões financeiras.”

Nas últimas semanas, o jogador chegou a se posicionar sobre o cenário de dívidas dos clubes brasileiros divulgando, ao lado de outros atletas, a campanha “A culpa e a conta não são minhas”. O movimento, encabeçado pela Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), faz referência ao Projeto de Lei 2125/2020 que prevê alterações nos contratos de trabalhos dos jogadores.

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Diego Souza recorda dia de goleiro contra o Fla: “Nunca tremi para jogar, mas quando botei a luva…”

Meia diz que duelo com o clube carioca, quando substituiu Magrão no Maracanã, como marco na carreira: “Na hora que vai a vera mesmo, que bota a luva… Estava assim (tremendo)”

Por Tiago Medeiros — Recife

Globo Esporte

Melhores momentos: Flamengo 2 x 2 Sport pela 2ª rodada do Brasileirão 2015

Diego Souza chegou ao Sport, em 2014, carregando nas costas da camisa a representação de uma polêmica de décadas com o Flamengo: o número 87, por conta do título brasileiro daquele ano. O meia só não imaginava, quase 30 anos após o famoso campeonato, escrever um capítulo marcante na carreira justamente diante do rubro-negro carioca.

Era dia 17 de maio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015, quando os mais de 30 mil torcedores presenciaram, no Maracanã, um duelo de contornos dramáticos. Não à toa, eleito pelo atleta como preferido no Leão. Naquela noite, Diego Souza precisou assumir o lugar do goleiro Magrão, que se lesionou nos últimos minutos.

“A gente brinca no gol no rachão, brincava eu e o Renê. Na hora que vai a vera mesmo, que bota a luva… Estava assim (tremendo). Nunca tremi para jogar, mas quando o Renê bota a luva em mim e fala: ‘Agora você vai’. Eu falei: ‘Meu Deus do céu. Que dê tudo certo’.”

Magrão se lesiona e Diego Souza assume posição de goleiro contra Flamengo

Ali, o Sport vencia a partida por 2 a 1. Na ocasião, abriu o placar de pênalti com o próprio Diego Souza e ampliou com Élber. O Flamengo, reagiu com Canteros. Mas, na reta final, nenhum dos dois protagonistas do Leão tinha condições de buscar mais um gol.

Para o camisa 87, uma vez que o Sport tinha passado pelas três substituições antes da lesão de Magrão, foram 10 minutos debaixo das traves.

“Sem dúvida, isso foi um marco na minha carreira esse dia que joguei de goleiro pelo Sport, pelo contexto todo. A gente com um jogador a menos. O Élber não conseguia ficar em pé de tanta câimbra que ele tinha. E a gente já sem o Élber, sem o Magrão e comigo no gol… Conseguimos segurar um resultado importante.”

Segurar o resultado porque, por pouco, o Flamengo não conseguiu a virada. Aos 51 minutos, com Diego no gol, Everton finalizou no ângulo e empatou o jogo.

A reta final, com o clube carioca empurrado pela torcida, foi de tensão para o Sport. Rendeu até mesmo um cartão amarelo ao meia, por reclamação, e um lance salvador. Porque aos 58 minutos, com o árbitro prestes a assinalar o último apito, Diego Souza, de luvas, defendeu o lance de Gabriel, salvando o que seria a virada.

Um confronto de ares dramáticos e que o camisa 87, atualmente no Grêmio, carrega consigo na lembrança pela atuação, ainda que breve, como goleiro.

“É totalmente estranho, diferente. Porque querendo ou não é uma responsabilidade muito grande só em vestir a camisa. Um clássico onde ninguém quer perder, tentar fazer o máximo para que não pudesse tomar o gol. Acabei tomando um gol, mas um gol indefensável, que até meu amigo particular, o Everton, fez em mim. E seguramos um resultado que é importante para a minha carreira.”

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Com volta prevista para dia 15, Santa Cruz espera jogadores até próximo final de semana

Tricolor negocia logística individualmente, mas faz projeção para iniciar período de testes

Por GloboEsporte.com — Recife

Liberado para voltar aos treinos a partir do próximo dia 15, próxima segunda-feira, o Santa Cruz ainda não sabe quantos jogadores do elenco estarão no Recife na data. Isso porque o clube negocia individualmente os retornos, e a logística varia de acordo com a localidade de cada atleta.

A ideia do Tricolor é que todo o elenco esteja à disposição até o domingo, para que o clube possa iniciar o período de testes da Covid-19. A expectativa é que, no primeiro momento, cerca de 100 pessoas sejam testadas entre jogadores, comissão técnica, profissionais que trabalham diretamente com o futebol e diretores.

Além da testagem dos atletas, o Santa Cruz também tenta acelerar a adequação do Arruda para recebê-los. Como o Centro de Treinamento coral é considerado distante, por ficar na cidade de Camaragibe, o clube deve concentrar a preparação no estádio, com revezamento do elenco em grupos.

A expectativa fica por conta da volta ou não do atacante Victor Rangel. Sem contrato desde abril, o jogador negocia a continuidade no clube, mas o acerto segue indefinido.

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Papel específico: por que Náutico quer contratar João Paulo, ex-meia do ABC

Jogador deve acertar os trâmites finais para assinar contrato nesta semana e é visto como substituto ideal do atacante Matheus Carvalho, que operou joelho

Por GloboEsporte.com

Desde o final do mês de abril, João Paulo está na mira do Náutico. Depois de várias semanas de negociações, o jogador, que estava no ABC, deve chegar ao Recife nos próximos dias para acertar com o Timbu. O esforço do Alvirrubro para trazer João é baseado em um trabalho feito pela diretoria, comissão técnica e análise de desempenho do clube.

João Paulo é um jogador que tem a velocidade como principal característica. No ABC, jogou como um meia centralizado, mas também pelo lado esquerdo de ataque. Desse modo, é visto como um substituto ideal para Matheus Carvalho, que fez uma cirurgia no joelho após três meses de espera e vai ficar de fora do restante da temporada.

Matheus era considerado um dos jogadores mais importantes do esquema do técnico Gilmar Dal Pozzo. No ano passado, já tinha sido importante na campanha do acesso à Série B, inclusive marcando o gol do título. Em 2020, tinha sido titular em sete partidas e marcado quatro gols, sendo o vice-artilheiro da equipe.

Desde que Matheus Carvalho se machucou gravemente – na eliminação da Copa do Brasil diante do Botafogo – o Náutico entrou em campo seis vezes. E quase sempre com um jogador diferente na posição de Matheus. Os atacantes Jefferson Nem (que deixou o clube) e Julio foram testados. Até o volante Jhonnatan também foi utilizado na função.

O técnico Gilmar Dal Pozzo chegou a admitir que a diretoria dificilmente contrataria uma peça para a vaga de Matheus Carvalho. Mas, diante da tentativa do treinador em buscar soluções dentro do elenco sem sucesso, o Náutico foi ao mercado.

João Paulo, o mais novo candidato à função, não é de fazer muitos gols. Nos últimos cinco anos, ele marcou dez vezes (Rio Branco-ES e no ABC-RN foram os clubes onde ele mais balançou as redes nesse período, com três gols em cada). Ele é visto como um jogador com um maior poder de criação. Mas, se jogar mais perto do gol como Matheus, pode aumentar o poder de fogo da equipe e melhorar esses números.

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As finanças do Sport em 2019: mesmo com o retorno à primeira divisão, o caos impera nas mal explicadas contas rubro-negras

TOPO

Por Rodrigo Capelo

BLOG DO RODRIGO CAPELO G1

Jornalista especializado em negócios do esporte

Milton Bivar, o presidente que está de saco cheio de falar sobre problemas financeiros, administra um clube pouco transparente e estrangulado por dívidas de curto prazo

São Paulo

Milton Bivar, presidente do Sport, está cansado de falar sobre as finanças do clube que dirige. Ele está de saco cheio. Diante das muitas notícias negativas – contestação na Fifa de quem vendeu e não recebeu, cobrança na Justiça de jogador com salários atrasados, entre outras –, o cartola resolveu que o torcedor saberá dos fatos apenas pela imprensa.

– É muita coisa acontecendo, aliado a uma chuva de processos. Que eu falei: ‘Vai cair tudinho em 2020’. E está caindo. Está cansativo falar da situação financeira do Sport, já estou de saco cheio. Perguntam, mas eu não quero mais falar disso, que parece que é desculpa. Então não vou mais falar da situação financeira do Sport, isso aí vocês vão ver pelo jornal – afirmou Milton Bivar.

Assim sendo, o GloboEsporte.com tentará explicar a situação das contas do Sport com base nas demonstrações financeiras de 2019. Antes de entrar nos números, o torcedor precisa ter ciência de que o clube peca em credibilidade e transparência. Não apenas pela postura do cartola.

No balanço, há desconfianças relacionadas à auditoria externa.

  • A auditoria mudou. A diretoria trocou a BDO, uma das maiores empresas de auditoria do mercado, pelo trabalho independente de um contador chamado José Geraldo Lins de Queirós. Não há nada de errado com o profissional escolhido, mas o selo da auditoria existe justamente para dar confiabilidade ao balanço. Quanto maior e mais estruturada for a empresa, mais confiável será este selo
  • O parecer da BDO referente ao balanço de 2018 trouxe fortes inconsistências. A auditoria não pôde confirmar a veracidade de valores em contas correntes, aplicações financeiras, empréstimos e financiamentos, além de falhas nos controles sobre imóveis e outros ativos. O parecer produzido pelo contador José Geraldo Lins de Queirós não apresentou nenhuma ressalva ao balanço de 2019

E, ainda no balanço, em relação à sua apresentação:

  • O Sport é o único na primeira divisão a impedir qualquer análise ao classificar receitas. Em vez de discriminar as arrecadações em televisão, patrocínios, bilheterias, sócios-torcedores etc, a direção resume números sob rubricas genéricas como “futebol”. Na análise sobre 2018, a diretoria atendeu o GloboEsporte.com para fornecer o detalhamento. Desta vez, os números permanecerão fechados

O detalhamento inapropriado tem relação com a situação financeira, por incrível que pareça. Como o clube está sob uma chuva de ações judiciais, para usar a mesma metáfora que Bivar, a diretoria rubro-negra entende que detalhar demais as entradas de dinheiro pode atrair cobranças.

Aos números…

Mesmo tendo em mente que o Sport conseguiu o acesso para a primeira divisão e tende a arrecadar mais em 2020, a comparação entre receitas e dívidas aponta para o pior quadro pelo menos desde 2003.A relação entre receitas e dívidas do SportO leão está na pior situação financeira de sua história, e ainda não há motivos para otimismo.

Na época em que presidiu o clube e conquistou a Copa do Brasil, entre 2007 e 2008, Milton Bivar lidava com uma relação de um para um. Ou seja, havia em dívidas a mesma quantidade de receitas na temporada. Trata-se de medida usada pelo mercado para entender a gravidade.

Em 2019, a diferença passou de quatro vezes. Imagine se você, torcedor comum, somar toda a sua renda por um ano inteiro. Em comparação, você tem quatro vezes mais dívidas. Desespero? Este é o Sport.

A análise para entender o porquê começaria pelo detalhamento da arrecadação. Como o clube não abriu os valores, o GloboEsporte.com está impedido de aprofundar as explicações nesse sentido.

Também não há como comparar o orçamento, produzido pelo departamento financeiro rubro-negro com projeções financeiras para a temporada, com os valores realizados conforme o balanço. Pois a diretoria não publica o orçamento para que a torcida o veja.O perfil do faturamento do Sport em 2019Clube pernambucano peca em transparência e não detalha fontes de receitas apropriadas.

No lado dos gastos, as linhas sintéticas também não permitem o entendimento. Pode-se apenas inferir que Bivar gastou mais do que poderia, mesmo estando na segunda divisão nacional, pois os custos do futebol profissional foram de R$ 43 milhões. A conta não fechou nem mesmo na diferença entre essas cifras e as receitas líquidas. E nós nem consideramos despesas administrativas, do marketing, tributárias…

O quadro só começa a clarear – apesar das desconfianças suscitadas a respeito da auditoria externa – ao tratar das dívidas acumuladas.

Quando quebrado conforme o prazo, o endividamento rubro-negro aponta para um clube que está há dois anos estrangulado por compromissos de curto prazo. Segundo o balanço, nada menos do que R$ 131 milhões precisariam ser pagos em prazo inferior a um ano.

Mesmo que o mundo não passasse pela pandemia do coronavírus, o Sport não teria condições de honrar com essas pendências. A paralisação da economia e do futebol “apenas” potencializará a gravidade de um quadro financeiro que já estava insustentável.O perfil do endividamento do Sport por vencimentoDívidas com prazo inferior a um ano estrangulam o caixa rubro-negro e inviabilizam ambições no futebo.

Uma explicação para este aperto está nos refinanciamentos que o Sport perdeu durante a administração de Arnaldo Barros – maior responsável pelo caos instaurado – por falta de pagamento. Ao todo, foram perdidos 11 parcelamentos com o governo. Caso não tivessem sido perdidos, até R$ 27 milhões poderiam estar categorizados no longo prazo.

Outras dívidas de ordem tributária dispararam entre 2018 e 2019. O Imposto de Renda (IR) dos jogadores, por exemplo, passou de R$ 4 milhões devidos na temporada retrasada para R$ 20 milhões na passada. Cabe lembrar que o não pagamento deste tributo caracteriza crime de apropriação indébita, segundo entendimento consensual entre advogados, pois o dinheiro não pertence ao clube.

Entre empréstimos, classificados como “bancários” no quadro abaixo por sua natureza, há valores que agravam uma guerra política. O Sport reconhece R$ 519 mil em dívida com o ex-vice-presidente de futebol Laercio Guerra, por exemplo. Ele hoje processa o clube.O perfil do endividamento do Sport por tipo em 2019Clube perdeu a maior parte dos refinanciamentos de impostos e não conseguiu solucionar parte fiscal.

A prática não começou, nem acabou nesta gestão. Os ex-presidentes Gustavo Dubeux e Arnaldo Barros também aparecem na lista de partes relacionadas com empréstimos, ainda que com valores baixos. Milton Bivar, o presidente, tem R$ 398 mil pendurados. E o irmão dele, ex-presidente e deputado Luciano Bivar, emprestou R$ 1,2 milhão.

O Sport também possui dívidas contestadas na Fifa. A mais notória, pela compra do atacante André e pelo não pagamento dos direitos ao português Sporting. De acordo com a imprensa, a dívida está perto de 900 mil euros e tem escalado com a desvalorização do real. No balanço, não há uma linha sequer para detalhar dívidas desta natureza.

A responsabilidade pela catástrofe nas contas rubro-negras dificilmente pode ser atribuída a Milton Bivar. Ainda que em 2019 não tenha havido nenhuma melhora no sentido financeiro, e ainda a piora em relação a transparência e confiabilidade, pelo menos o futebol deu novas esperanças ao conseguir o acesso para a primeira divisão.

Em vez de dificultar o acesso a números para enfrentar a chuva de processos que cai sobre o Sport, no entanto, o presidente poderia partir para ideias não executadas por nenhum de seus antecessores: transparênciacredibilidadedemocratização. A torcida agradeceria.

@rodrigocapelo

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Erick acerta bases com Braga e fica mais perto de renovar empréstimo com Náutico

Atacante de 22 anos agora negocia para seguir no Timbu por empréstimo até junho de 2021

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

A renovação do atacante Erick com o Náutico deu mais um passo importante. O atleta acertou novas bases com o Braga e irá estender o contrato até o fim de 2023, restando apenas a assinatura do acordo.

Com isso, Erick cumpre um condição estabelecida pelo clube português para poder ampliar o empréstimo junto ao Timbu, que iria até o fim deste mês e deve ser estendido até junho de 2021.

Erick e Náutico agora estão em um momento decisivo da negociação. As duas partes discutem o pagamento dos salários, que será bancado totalmente pelo Timbu, em caso de acerto nesta nova etapa.

Anteriormente, tanto clube como jogador já haviam demonstrado interesse na ampliação do vínculo. Erick, inclusive, reconheceu que atravessou um momento ruim neste começo de temporada, mas se mostrou disposto a deixar a má para trás na retomada do futebol.

O jogador foi revelado pelo Timbu e vendido ao Braga ainda em 2017. Os valores da transação, à época, foram uma primeira parcela de 650 mil euros (R$ 2,4 milhões) e mais 175 mil euros (R$ 647 mil) quando Erick completasse dez jogos. O Timbu manteve 15% dos direitos econômicos.

Em seguida, Erick também passou por Vitória-BA e Gil Vicente, de Portugal, de onde foi cedido para o Náutico. Nesta temporada, o atleta de 22 anos disputou 14 partidas e marcou um gol.

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