Fifa não prorroga prazo, e Sport corre por dívida de R$ 5,5 milhões: “Acredito que vamos solucionar”

Devido à pandemia do novo coronavírus, Leão acreditava em adiamento da data limite para pagar Sporting-POR por André, mas entidade não acatou o pedido leonino

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Apesar da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Fifa não prorrogou o prazo de pagamento da dívida de R$ 5,5 milhões que o Sport tem com o Sporting, de Portugal, referente à compra do atacante André, adquirido em 2017.

Notificado pela entidade em março, o Rubro-negro corre contra o tempo para solucionar o débito até 18 de abril, 45 dias após o informe oficial. Apesar da paralisação do futebol a nível mundial, devido à contaminação pela Covid-19, o presidente do Sport, Milton Bivar, que acreditava em uma nova data limite, revelou que o pedido leonino pelo adiamento não foi atendido.

“A Fifa não prorrogou. Houve uma solicitação nossa, feita há uns dez dias, mas não prorrogou.”

O mandatário, no entanto, mantém uma visão otimista sobre a negociação. O Sport tenta chegar a uma composição através da Confederação Brasileira de Futebol e de colaboradores.

– A gente está com um link, com uma situação, resolvendo isso eacredito que vamos solucionar antes do prazo.

Procurada pela reportagem, a Fifa preferiu não tomar uma posição definitiva sobre o caso. Nos últimos dias, tem se pronunciado através de um porta-voz reiterando o que afirmou no dia 4 de março, quando os clubes foram notificados: a decisão não é final e obrigatória. E, de acordo com o procedimento padrão, a entidade não pode comentar além disso neste estágio do processo.

Com o prazo cada vez mais próximo, o clube passou a viver um cenário mais crítico em busca da resolução nas últimas semanas, devido à pandemia causada pela Covid-19. Isso porque, com a paralisação das competições, o Leão perdeu a renda das bilheterias como mandante, ao mesmo tempo em que precisa cumprir com as obrigações financeiras que mantém o clube funcionando.

O Rubro-negro trabalha há meses para chegar a um acordo com o clube português, que persiste na exigência do pagamento feito à vista. Desde então, o Alviverde negou a proposta de parcelamento, assim como a concessão dos direitos econômicos do atacante Juninho e do zagueiro Adryelson, que foram oferecidos pelo Sport.

Caso não pague ou chegue a um acordo sobre a dívida dentro desses 45 dias, o Sport corre o risco de ser punido pela FIFA com até três janelas sem poder inscrever jogadores. O que significa um ano e meio sem poder contar com reforços. Depois disso, o Leão também pode sofrer sanções como perda de pontos ou rebaixamento. Não à toa, está entre as maiores preocupações do departamento jurídico do Rubro-negro.

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Em votação muito apertada, torcida do Sport escolhe Leonardo como grande ídolo

Destaque no Rubro-negro entre a década de 90 e o início dos anos 2000, atacante, vencedor da enquete, marcou 136 vezes e conquistou oito títulos pelo Leão

Por GloboEsporte.com

Após o desafio lançado nas redes sociais, em que o Sport divulgou o nome de quatro ídolos históricos no Leão, coube à torcida escolher o maior deles. Na Ilha do Retiro, o título ficou com Leonardo com 35,97%. Ele superou o zagueiro Durval por uma vargem muito curta. O defensor ficou com 35,91%. Em seguida, vieram o goleiro Magrão (26,73%) e o atacante Ademir Menezes (1,39%).

Natural de Picos, no Piauí, o ex-atacante Leonardo, falecido em 2016, era o principal nome do Rubro-negro na década de 90 e no começo dos anos 2000. Após 367 jogos, ele se tornou o terceiro maior artilheiro da história do Sport, com 136 gols. No ranking, fica atrás apenas de Traçaia e Djalma, que têm 202 e 151 gols, respectivamente, entre as décadas de 50 e 60.

No Brasileiro de 2000, então chamado Copa João Havelange, Leonardo chegou a marcar cinco vezes na vitória do Sport por 6 a 0 sobre o Atlético-MG, no Mineirão. Ele conquistou oito títulos pelo Rubro-negro: duas Copas do Nordeste (1994 e 2000) e seis Pernambucanos (1994, 1997, 1998, 1999 e 2000).

Leonardo faleceu no dia 1º de março de 2016, aos 41 anos. E recebeu várias homenagens dos torcedores e do clube.

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Daniel Paulista projeta reforços e Sport mais forte após paralisação de competições

Rubro-negro brigava pela classificação na Copa do Nordeste e no Pernambucano antes de parada por pandemia; equipe tem lacunas nas laterias para disputar Série A

Por GloboEsporte.com — Recife

Quando o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste foram suspensos por conta do avanço do novo coronavírus, há mais de uma semana, o Sport vivia um cenário preocupante, já que ainda não havia garantido classificação para a segunda fase. Mesmo sem ter previsão de volta do futebol, o técnico Daniel Paulista visualiza um futuro promissor, com reforços e uma equipe mais forte após a parada.

– Com um tempo preparatório, fazendo algumas contratações de reforços onde entendemos que sejam pontuais, na questão de características de elenco, nas deficiências onde a gente entende que o elenco precise… Eu acredito muito que o Sport possa apresentar um futebol melhor, mais competitivo, principalmente tendo o Brasileiro pela frente, onde vamos ter que ter uma equipe mais forte em todos os aspectos para poder disputar com todos esses times.

Apesar da suspensão das competições, o Sport se movimenta no mercado de transferências. Na última semana, o atacante Ronaldo, que estava disputando o Paulista pelo Santo André, afirmou ter um pré-contrato assinado com o clube para começar a partir de abril.

Ao mesmo tempo, o Leão também mantém esforços pela contratação do lateral-direito Patric, que tem vínculo com o Atlético-MG. Com a indefinição do calendário devido à pandemia, o Galo ainda não sinalizou liberação do atleta.

Além da dupla, o Rubro-negro também procura por opções para a lateral esquerda. No elenco, o técnico Daniel Paulista conta com Sander e o prata da casa Luciano Juba, promovido ao profissional neste ano, para a posição.

No Recife com a esposa e dois filhos, o comandante leonino conta que tem dedicado parte do tempo da quarentena a finalizar o curso da Licença PRO para treinadores, ministrado pela Confederação Brasileira de Futebol.

– Estou assistindo muita TV, séries, filmes. Na parte profissional, a gente procura, na medida do possível, estar sempre atento ao mercado. Procuro estudar. A gente que faz o curso da CBF e, no caso, estou no último estágio da Licença Pro, a gente tem uma tarefa de casa que é entregar muitos trabalhos, e o prazo final é agora no final do mês de março, então acabou coincidindo dessas férias forçadas.

As declarações do técnico foram dadas na primeira edição do programa “Fala, Minha Joia”, com o apresentador do Globo Esporte de Pernambuco, Tiago Medeiros.

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Em votação muito apertada, torcida do Sport escolhe Leonardo como grande ídolo

Destaque no Rubro-negro entre a década de 90 e o início dos anos 2000, atacante, vencedor da enquete, marcou 136 vezes e conquistou oito títulos pelo Leão

Por GloboEsporte.com

Após o desafio lançado nas redes sociais, em que o Sport divulgou o nome de quatro ídolos históricos no Leão, coube à torcida escolher o maior deles. Na Ilha do Retiro, o título ficou com Leonardo com 35,97%. Ele superou o zagueiro Durval por uma vargem muito curta. O defensor ficou com 35,91%. Em seguida, vieram o goleiro Magrão (26,73%) e o atacante Ademir Menezes (1,39%).

Natural de Picos, no Piauí, o ex-atacante Leonardo, falecido em 2016, era o principal nome do Rubro-negro na década de 90 e no começo dos anos 2000. Após 367 jogos, ele se tornou o terceiro maior artilheiro da história do Sport, com 136 gols. No ranking, fica atrás apenas de Traçaia e Djalma, que têm 202 e 151 gols, respectivamente, entre as décadas de 50 e 60.

No Brasileiro de 2000, então chamado Copa João Havelange, Leonardo chegou a marcar cinco vezes na vitória do Sport por 6 a 0 sobre o Atlético-MG, no Mineirão. Ele conquistou oito títulos pelo Rubro-negro: duas Copas do Nordeste (1994 e 2000) e seis Pernambucanos (1994, 1997, 1998, 1999 e 2000).

Leonardo faleceu no dia 1º de março de 2016, aos 41 anos. E recebeu várias homenagens dos torcedores e do clube.

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Santa Cruz adia volta aos treinos para 14 de abril por pandemia do novo coronavírus

Previsão do clube era retomar os treinos na terça-feira, enquanto isso, preparador físico Carlos Gamarra conduz trabalho à distância; Brasil tem 2.201 casos

Por GloboEsporte.com — Recife

A previsão era de que o elenco do Santa Cruz voltasse aos treinos na terça-feira, fim deste mês. Mas a paralisação das atividades por conta da pandemia do novo coronavírus vai durar mais tempo. Preocupado com a saúde dos funcionários e atletas, o clube informou, através da assessoria de imprensa, que a representação do departamento de futebol foi adiada para o dia 14 de abril. Data que ainda está sujeita à mudança.

– Reafirmamos que nossa maior preocupação é com a saúde de todos e, caso não haja uma melhora no panorama referente ao combate desta pandemia, poderemos remarcar, mais uma vez, a volta dos nossos profissionais – afirmou o clube, por meio de nota.

Com os treinos suspensos desde o dia 16 de março, o Tricolor tenta minimizar a perda de condicionamento físico dos atletas à distância. Para isso, o preparador Carlos Gamarra individualizou a programação de trabalhos, em que três jogadores fazem exercícios mais funcionais, de alongamento e flexibilidade. É o caso dos zagueiros Célio e Danny Morais, além do volante Paulinho, que estavam na transição física após se recuperarem de lesões.

Apesar disso, Gamarra reconhece que o trabalho está longe do ideal. Não à toa, chegou a afirmar que ideal seria poder contar com cerca de 20 a 30 dias de preparação e treinos antes da equipe voltar a jogar, ao fim da paralisação.

O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, na tarde da terça-feira, registra 2.201 casos do Covid-19 confirmados no Brasil e 46 mortes. Em Pernambuco, por sua vez, são 42 ocorrências. O Estado também apresenta cinco pacientes que tiveram cura clínica do novo Coronavírus.

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Presidente da Federação Pernambucana afirma: “Acabar com Estaduais seria o caos”

“No Nordeste, só quem tem vaga assegurada na Copa do Brasil é Sport, Bahia e Ceará. Nem o Fortaleza tem”, diz Evandro de Carvalho, que prevê Estaduais entre julho e agosto

Por Elton de Castro — Recife

Globo Esporte

Com as competições estaduaisregionais e nacionais paralisadas, por conta da pandemia provocada pela Covid-19, cresce a incerteza sobre a viabilidade da manutenção de todos os torneios quando a normalidade social for restabelecida. Apesar da preocupação, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro de Carvalho, acredita que, caso o futebol volte até setembro, tudo será mantido. Mas faz um alerta.

– Se as competições voltarem até setembro, como acreditamos que vão voltar, mantemos tudo. Acreditamos que voltaremos em agosto. Após isso, fica um tanto quanto inviável – diz o dirigente, que acrescenta.

“Mas uma coisa é certa: acabar os Estaduais seria um caos. Provocaria um caos jurídico, pois os Estaduais são as únicas competições que classificam para Copa do Brasil e Série D. Por isso, manter os Estaduais é prioridade.”

A preocupação do mandatário é por temer uma série de ações jurídicas dos clubes que se sentissem prejudicados. Cenário que, para ele, inviabilizaria o calendário.

– Um campeonato, quando cancelado, ele não gera resultado. Não pode ter resultado homologado. Aí começa a confusão. Para você ter ideia, no Nordeste, só quem tem vaga assegurada na Copa do Brasil é Sport, Bahia e Ceará. Nem o Fortaleza tem. E aí como faz para classificar, se a competição classificatória não existiu? O mesmo vale para a Série D. Isso inviabilizaria tudo. Mas os Estaduais vão seguir normalmente.

Ainda de acordo com o dirigente, o retorno das competições até agosto fará com que o Brasileiro seja disputado com intervalos menores entre as partidas, mas sem mudança de regulamento.

“Não há nada sobre mudança de regulamento do Brasileiro. O que há é: os Estaduais devem resolver a vida entre julho e agosto e o Brasileiro vai até fim de dezembro. Aí o Brasileiro será jogado duas ou três vezes na semana”.

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Sem futebol, clubes começam a liberar atletas em fim de contrato, e FPF prepara aporte financeiro

Com o Pernambucano paralisado, equipes como Central, Petrolina, Decisão e Vitória-PE, começam a liberar jogadores, e federação projeta ajuda: “Conseguimos um aporte de R$ 100 mil”

Por GloboEsporte.com — Recife

Globo Esporte

Com o Campeonato Pernambucano paralisado, por conta da pandemia do novo Coronavírus, e sem previsão de volta, os clubes que não têm calendário no segundo semestre, como Central, Petrolina, Decisão e Vitória-PE, começam a liberar atletas que estão em término de contrato.

Diante deste cenário, a Federação Pernambucana de Futebol optou por dar uma aporte financeiro, para que os clubes possam custear algumas despesas.

– Conseguimos um aporte de R$ 100 mil, sendo R$ 10 mil para cada clube. Acontece que alguns clubes estão liberando os atletas e estavam sem poder custear as passagens. Com isso, a gente fez esse aporte que é para ajudar nesse sentido – disse o presidente da entidade, Evandro de Carvalho.

Ainda de acordo com Evandro, o fato de os clubes estarem liberando atletas antes do fim da competição, que ainda não tem nova data para acontecer, não prejudicará o torneio. Mesmo que o futebol seja retomando apenas no segundo semestre.

– Não prejudica, porque esses clubes que estão liberando os atletas jogam com a base. São os clubes que estão mais na parte de baixo da tabela e não têm calendário no segundo semestre.

A expectativa da Federação é que a competição seja retomada, no máximo, em agosto, para que possa ser finalizada sem maior prejuízo ao calendário de jogos das equipes que também disputam a Copa do Nordeste e o Brasileiro.

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Contraproposta vai pedir garantias de clubes e adiar discussão salarial; acordo coletivo fica mais distante

Realidades distintas entre estados e de caixa faz FENAPAF preparar resposta com outros termos para acordo. Sinalização ainda é de negativa a oferta de Comissão Nacional de Clubes

Por Raphael Zarko — Rio de Janeiro

Globo Esporte

A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol vai enviar até esta quarta-feira resposta à Comissão Nacional de Clubes sem admitir corte de salário dos jogadores neste início de paralisação. Depois da segunda proposta dos clubes, no qual houve ajuste de proposta de 50% para 25% de desconto do salários dos atletas, jogadores de futebol querem discutir, primeiro, garantias para receberem pela antecipação das férias coletivas.

A contraproposta, que vai ser enviada à Comissão de clubes até esta quarta, prevê também alguma garantia de pagamento pela antecipação de férias – além de prazo menor para os clubes efetuarem esta repasse de verba a atletas. Leia mais abaixo a última proposta enviada pelos clubes.

– Não vamos discutir redução salarial agora. Alguns jogadores comentam que tem clube que não pagou o que tem do ano passado, como vou falar de redução salarial? O que vamos dizer na contraproposta, que ainda vai passar por sindicatos e grupos de jogadores, é pedir ampliação das férias, receber mais rápido e ter garantias sobre esses pagamentos – explicou o advogado Décio Neuhaus, da FENAPAF.

Os atletas não admitem discutir 25% de desconto, pois a maioria dos clubes no país tem dois, três meses de atrasos salariais – quando não há situações piores, inclusive em clubes grandes. A FENAPAF não representa diretamente os atletas, mas negocia com a Comissão Nacional de Clubes, que representa 46 times em todo país, por alguns sindicatos. Por isso a resposta às duas propostas dos clubes vai vir através dela.

Representantes de jogadores entendem que ainda não há prejuízo financeiro aos clubes – ou seja, não houve cortes de verba de transmissão, de patrocinadores nem outras receitas que só viriam em meses mais adiante (como janela de transferências para o futebol internacional, por exemplo) -, por isso não concordam com os futuros descontos em remuneração de atletas. Pelo menos não inicialmente.

Raphael Zarko@raphazarko · 4hReplying to @raphazarko

Nesta terça, três advogados, que representaram bom número de atletas no país, assinaram nota recomendando que os jogadores não aceitem a proposta da CNC. Os irmãos Thiago e Filipe Rino, de São Paulo, e a Mariju Maciel, de Porto Alegre.

Raphael Zarko@raphazarko

O texto diz que “não há notícia comprovada sobre prejuízo comprovado”, o que está previsto na CLT em “força maior” e eventual corte de 25% de salário. Outro trecho fala que a paralisação atendeu a “pedidos de clubes”. Mas foi desejo/pedido também de atletas e ordens de governo.

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134:51 PM – Mar 24, 2020Twitter Ads info and privacySee Raphael Zarko’s other Tweets

Em Recife, o Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol de Pernambuco já receberam negativa de jogadores sobre a proposta da Comissão Nacional de Clubes. O presidente Ramon Ramos contou que jogadores de Náutico, Santa Cruz e Sport querem negociar diretamente com seus clubes, o que é uma tendência em outros estados também. Ou seja, diretorias negociarem diretamente com os atletas, com auxílio de cada sindicato estadual.

Na proposta, a Comissão Nacional de Clubes prevê, além dos descontos de 25% por “força maior”, da paralisação dos jogos, férias coletivas de 20 dias entre 1 e 20 de abril. Este ponto deve ser mantido a partir do decreto do governo federal, da última segunda-feira.

Última proposta dos clubes

  1. Concessão de Férias Coletivas de 20 dias a todos os atletas, no período compreendido entre os dias 1 de abril e 20 de abril de 2020, com pagamento integral no quinto dia útil do mês subsequente ao gozo das férias e o 1/3 constitucional a ser pago no mês de dezembro de 2020, de modo que os clubes – e somente eles – arcarão integralmente com a manutenção das atividades futebolísticas durante tal período;
  2. Garantia aos atletas do período de 10 dias restantes de férias no final do ano de 2020 ou no início de 2021, adequadas ao calendário que se desenhará após o retorno da paralisação;
  3. Redução da remuneração dos atletas em 25% durante o período da paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior.

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Notificado pela Fifa, Sport acredita em novo prazo por dívida de R$ 5,5 milhões: “O mundo está parado”

Acionado pelo Sporting, clube tem um débito referente à compra do atacante André e corre o risco de ser punido com até três janelas sem poder inscrever jogadores

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Notificado pela Fifa em março deste ano, o Sport corre contra o tempo para cumprir com o prazo de 45 dias (até 18 de abril) para quitar uma dívida em R$ 5,5 milhões com o Sporting, de Portugal. O débito é referente à compra do atacante André, adquirido ainda em 2017.

Devido à pandemia do novo Coronavírus, no entanto, que paralisou competições no Brasil, e impacta o futebol a nível mundial (com a suspensão das Eliminatórias para a Copa do Mundo, além do adiamento da Copa América e da Eurocopa ), o Rubro-negro acredita em uma prorrogação da data limite para o pagamento. A visão otimista parte do presidente do Leão, Milton Bivar.

“Não tenho a menor dúvida de que vai acontecer (um adiamento). Não só em relação a Fifa, como tudo. Até porque o mundo está parado. Ninguém está pagando e ninguém está recebendo.”

Procurada pela reportagem, a entidade preferiu não tomar uma posição definitiva. Consultada, posicionou-se por meio de um porta-voz reiterando a mesma fala de quando confirmou a notificação oficial aos clubes, no dia 4 de março.

– Observe que a decisão ainda não é final e obrigatória. De acordo com a prática padrão, entenda que não podemos comentar mais sobre o assunto neste estágio.

Caso não solucione a dívida dentro do prazo estabelecido pela FIFA, o Sport corre o risco de ser punido com até três janelas sem poder inscrever jogadores. Assim, ficaria por um ano e meio sem reforços. Ao fim da data limite, o clube também fica sujeito a sanções como perda de pontos e até mesmo rebaixamento.

Desde que o Sporting acionou o Rubro-negro na FIFA, a diretoria tenta chegar a um acordo com o clube português. Irredutível na negociação, exigindo o pagamento à vista, o Alviverde negou a proposta de parcelamento e também os direitos econômicos do atacante Juninho e do zagueiro Adryelson, que foram oferecidos pelo Sport.

Apesar disso, o Leão segue otimista na tentativa de acertar um acordo através da Confederação Brasileira de Futebol, além de outros meios, diz Milton Bivar.

“Isso está previsto. A gente está trabalhando, acho que vamos conseguir. Não é só via CBF, mas também com colaboradores.”

A questão financeira é um problema antigo na negociação da dívida de André. É o maior montante devido pelo clube em relação a um mesmo atleta.

Com a pandemia do Covid-19, no entanto, o cenário se tornou mais crítico. Uma vez que, com a paralisação das competições, o Sport perdeu a receita líquida dos jogos como mandante por tempo indeterminado, ao mesmo tempo em que precisa arcar com os pagamentos que mantém o clube funcionando (como pagamento de salários).

A projeção do Rubro-negro no orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo em outubro do ano passado é de arrecadar R$ 5,8 milhões em bilheterias. Após sete jogos como mandante em 2020, o Sport lucrou R$ 306 mil.

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Saúde financeira, futebol, ações… O Santa Cruz uma semana após o Coronavírus

Depois de ter liberado elenco e comissão de trabalhos, Tricolor busca soluções para pagar as contas em meio a incertezas por avanço da pandemia do novo coronavírus

Por GloboEsporte.com — Recife

Uma semana depois das primeiras paralisações esportivas por conta da pandemia do novo coronavírus, o Santa Cruz vive – como todos os clubes – momento de incertezas sobre os próximos passos. Seja em relação à saúde financeira ou ao futebol, os bastidores seguem. Veja um panorama do que aconteceu no Tricolor passados esses sete dias.

Futebol

Depois de ter vencido o Decisão por 2 a 1 no dia 15, um domingo, pelo Campeonato Pernambucano, e consolidado a primeira liderança do primeiro turno com uma rodada de antecedência, o Santa Cruz liberou os atletas a partir da terça. Seria a reapresentação após a tradicional folga pós-jogo para quem atuou.

A princípio, a paralisação dos trabalhos no Arruda ficou definida por duas semanas, com previsão de volta para o dia 31. Alguns jogadores, como o volante Paulinho e o zagueiro Danny Morais, podem retornar um pouco antes ao clube para realizar trabalhos de recuperação de lesões.

Por conta de todo esse tempo parado, o preparador físico coral, Carlos Gamarra, deu uma previsão de quanto tempo os jogadores precisariam de treinos físicos após o retorno das atividades e antes de voltarem a atuar. Segundo ele, um mês seria ideal para evitar lesões.

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A pausa por conta da pandemia do novo coronavírus foi prejudicial ao Tricolor também em termos de estatísticas. O time teve seu melhor início de Campeonato Pernambucano em 19 anos.

Agora, a previsão de retorno aos jogos no Estadual é em cerca de 60 dias, segundo o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro de Carvalho. Na Copa do Nordeste, ainda não existe uma possível data de volta. O Brasileiro da Série C também é uma incógnita, já que a Confederação Brasileira de Futebol suspendeu as competições nacionais no dia 15 – a ideia inicial é de terminar os torneios em curso antes de iniciar o Brasileiro, mas não há definição do que será feito.

Saúde financeira

O momento do Santa Cruz é de extrema cautela a respeito da saúde financeira do clube. O presidente coral, Constantino Júnior, estuda opções para manter os pagamentos de salários em dia – a folha do futebol profissional gira em torno de R$ 400 mil.

+ Sem jogos, presidente do Santa busca alternativas em tempos de Covid-19: “Vamos passar”

E a receita de jogos seria um fator importante nesse processo – em 22 partidas disputadas em 2019, o Tricolor arrecadou R$ 2,5 milhões de receita de bilheteria. Em 2020, em oito jogos no Arruda, conseguiu R$ 185 mil de receita líquida.

Um pequeno alento nesta questão é que, desde a última sexta-feira, a Procuradoria-Geral da Fazenda suspendeu pelos próximos 90 dias os atos de cobrança da dívida ativa da União. O Tricolor é o maior devedor entre os clubes da Série C, com um valor aproximado a R$ 60 milhões (exatos R$ 57.844.437,18).

Outra situação em aberto é quanto à negociação da Comissão Nacional de Clubes com sindicatos de atletas para tentar um acordo na Justiça do Trabalho. São negociados pontos como férias até 21 de abril, redução salarial em 50% por 30 dias e, se não houver mudança de cenário em maio, suspensão do contrato de trabalho até o retorno – com prorrogação de contratos pelo período de suspensão. A proposta inicial foi rejeitada pelos jogadores, e as negociações continuam nesta segunda.

Por conta de todos esses fatores, contratações estão longe de ser uma prioridade para o Santa Cruz no momento. Constantino Júnior avalia que não faz sentido fechar com jogadores no momento sem saber quando as competições retornam.

Ações

Em relação a ações fora de campo, o Santa Cruz se mobilizou para ajudar como pode em relação à mobilização do Governo de Pernambuco para combater o novo coronavírus. O Tricolor colocou à disposição do Estado todo seu setor social.

Além disso, o clube também tenta conscientizar seus torcedores da necessidade de isolamento social e higiene. A assessoria de imprensa divulgou em redes sociais vídeo do goleiro Maycon Cleiton falando que tem realizado trabalhos físicos recomendados pela comissão, mas também incentivando os corais a seguirem as recomendações da imprensa a respeito dos cuidados a serem tomados para conter a pandemia.

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