Sport vive expectativa da volta das partidas de olho em decisões: “Não tem jogo melhor”

Rubro-negro estava prestes a definir a classificação na próxima fase do Pernambucano, contra o Santa Cruz, e Copa do Nordeste, diante do Confiança, quando as competições foram paralisadas

Por GloboEsporte.com — Recife

De volta aos treinos presenciais após três meses sem futebol, o Sport vive, agora, sob expectativa de uma eventual volta das competições. Mesmo ainda sem definição sobre o novo calendário, o Rubro-negro tem uma ideia do que terá pela frente: decisões. Isso porque, a equipe estava prestes a definir a classificação no Pernambucano e Copa do Nordeste quando as disputas foram suspensas.

Titular com o técnico Daniel Paulista, o goleiro Luan Polli vê o cenário para retomada das partidas com bons olhos.

– Acho que não tem jogo melhor para se jogar do que clássico ou algum jogo valendo a classificação. Óbvio, a pressão é um pouco maior. A tensão também, tanto do nosso lado quanto do lado deles, porque apesar de ser um jogo decisivo, é de total importância principalmente para a gente que depende desses dois resultados. Mas acho que não tem melhor forma de a gente recomeçar esse calendário.

No Estadual, o Leão ainda enfrenta o Santa Cruz pela última rodada da primeira fase. Está em quinto colocado, com 11 pontos, apenas um a mais do que a primeira equipe na zona de rebaixamento, caso do Central. O Sport precisa vencer para garantir a classificação. Caso empate, torce para que Afogados e Central não vençam.

Na Copa do Nordeste, joga a última rodada da fase de grupos contra o Confiança. O Rubro-negro está fora da zona de classificação, com nove pontos. Ou seja, precisa vencer e torcer para que o ABC (em 4º) não vença.

Na avaliação do zagueiro Adryelson, a situação pode ser benéfica para o processo de readaptação do elenco, que volta precisando se recondicionar fisicamente.

– Acho que voltar com jogos importantes pela frente pode ser positivo. Nos coloca em um alto nível de disputa, deixa todo mundo ainda mais focado, mais ligado. Talvez o ritmo de jogo não seja o ideal, mas na hora da decisão isso tem que ficar de lado.

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Náutico avança em obras nos Aflitos e espera por aumento de capacidade em nova vistoria

Clube finalizou o reparo na pilastra danificada após ser atingida por caminhão e fez retirada de duas rampas de acessibilidade que tiveram saída recomendada pelo Corpo de Bombeiros

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Sem jogos nos Aflitos e de olho em retomar sua capacidade máxima, o Náutico tem utilizado o tempo disponível para dar andamento às obras na estrutura do estádio. Nos últimos dias, finalizou o reparo na pilastra danificada depois de ser atingida por um caminhão, além da retirada de duas rampas de acessibilidade próximas ao gramado.

Com uma vistoria prevista para esta semana, o Timbu acredita na possibilidade de haver ao menos um aumento correspondente às adequações realizadas durante a paralisação. É o que diz o vice-presidente patrimonial do clube, Eduardo Carvalho.

“Ainda é uma incógnita. Mas pelo que ele solicitou e a gente executou, teríamos que ter um aumento. Porque isso estava na solicitação e realizamos. Entedemos que teria um aumento, não para o que a gente quer, que seria em torno de 22 mil, mas pelo menos que tenha algum acréscimo em relação a agora.”

Na última revisão, feita para o confronto com o Botafogo, pela segunda fase da Copa do Brasil, em fevereiro, o estádio estava autorizado a receber até 14,4 mil pessoas. Mas, desde dezembro de 2018, quando reinaugurou os Aflitos, o clube viu a capacidade oscilar de 18,9 mil (exclusiva para a reabertura) até 11,7 mil ainda no início deste ano, antes do novo aumento.

Mesmo ainda sem autorização para sediar jogos com público, por conta da Covid-19, o Náutico assinou um termo de compromisso junto ao Corpo de Bombeiros para ajustar o espaço sob as recomendações do laudo emitido no início de 2020. O termo tinha validade de 90 dias, portanto, venceu em abril.

Uma das modificações recomendadas foi a retirada das rampas de acessibilidade que ficavam na beira do campo nos setores Hexa e Social.

De acordo com Eduardo Carvalho, o Corpo de Bombeiros indicou que, em uma situação crítica, a instalação dificultaria a saída dos torcedores do estádio. As rampas, então, foram substituídas por duas pequenas escadas, mas que não irão interferir na acessibilidade para cadeirantes, segundo o dirigente.

“O cadeirante não vai deixar de ter naquele setor uma área acessível. Cada setor continuará com pelo menos um, via de regra. Não vai ter problema. Elas ficam a frente das arquibancadas, das cadeiras. Nesses dois espaço que tiramos, ficavam bem próxima da mureta. Liberou uma área bem razoável, que estava estreito e sem fluxo.”

O reparo na pilastra aconteceu por motivo diferente. Ainda em fevereiro, um caminhão perdeu o controle e chocou-se com uma das colunas do estádio, entortando-a e provocando rachaduras na estrutura da arquibancada e no chão. A área estava isolada desde então.

– Está faltando uma besteirinha de acabamento em cima, mas todo o resto da concretagem foi feito. Tanto nas vigas, quanto nas colunas. É só uma questão de acabamento mínimo, que eles devem fazer nesta segunda-feira para o serviço estar finalizado. Mas não vai ter mais empecilho.

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Maílson mira nova reviravolta por vaga no Sport: “Vejo todos os treinos como oportunidades”

Após terminar temporada passada no time principal, goleiro começou 2020 revezando posição e acabou perdendo posto para Luan Polli após chegada do técnico Daniel Paulista ao clube

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

A história de Maílson no Sport contraria as estatísticas. Principalmente no Brasil, onde ganhar uma chance no futebol profissional, para um atleta da base, é exceção. O goleiro foi de promessa a “responsável” por manter Magrão, ídolo incontestável do clube, no banco de reservas. Até que, com a chegada do técnico Daniel Paulista, perdeu o posto. De volta aos treinos após a paralisação, o camisa 1 leva os dias de olho em mais uma reviravolta na carreira.

“Vejo todos os treinos como oportunidades para convencer o treinador. Isso serve para quando estou jogando e para quando estou no banco. Com essa parada, creio que todo o elenco terá a oportunidade de ganhar a condição de titular. Respeito muito meus colegas de posição, mas estou muito motivado com o retorno dos treinamentos.”

Nesta temporada, aos 23 anos, o prata da casa começou dividindo a posição com Luan Polli, quando o treinador à época, Guto Ferreira, trabalhava com um rodízio no elenco. Mas a estratégia terminou sendo encerrada com Daniel. Desde então, Maílson não voltou a jogar.

Agora, o atleta, que herdou a camisa de número 1 após a saída de Magrão do clube, mira o restante da temporada para tentar mudar o cenário e recuperar a posição quando as competições voltarem.

– Apesar de tudo, acho que a temporada será mais eletrizante que o normal. Temos muitas competições e pouco tempo no calendário. Será jogo em cima de jogo, com muitas decisões. O ano será atípico e exigirá uma preparação especial. O Sport precisará de todo seu elenco pronto para ser utilizado em alto nível. O momento de agora é de trabalhar para isso.

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Metade dos clubes da Série C não iniciou treinamentos, e situação evidencia disparidade entre times

Tido como um dos favoritos ao acesso, Santa Cruz está de volta com Jacuipense e Vila Nova-GO pelo Grupo A; o Brusque sai na frente no Grupo B, que tem três equipes sem treinar

Por GloboEsporte.com — Recife

Há 100 dias sem futebol e ainda longe de uma previsão para o início das competições, o cenário dentre os clubes da Série C mostra quão será complexo deixar as equipes em condições de igualdade. Isso porque, dos 20 participantes, metade ainda nem sequer iniciou os treinamentos.

No Grupo A, Santa Cruz, Jacuipense e Vila Nova-GO são as três equipes com possibilidade de trabalho presencial. Tido como um dos favoritos ao acesso, o Tricolor trabalha há uma semana. Benefício que fez com que o meia João Cardoso atribuísse certa vantagem diante das outras equipes.

– Acho que a gente sai na frente, sim. Esse tempo treinando a mais, até se for cinco dias vai fazer diferença.

Enquanto isso, Treze, Botafogo-PB e Ferroviário-CE só devem voltar aos trabalhos na próxima semana. Cenário mais definido do que Manaus e Imperatriz-MA, que seguem sem previsão.

A indefinição está relacionada ao fato de que a volta aos treinos depende da liberação dos governos locais. É o caso de Paysandu e Remo, que aguardam o Governo do Pará validar o protocolo de saúde das equipes.

Brusque foi o primeiro a voltar

Se o Santa Cruz acredita ter vantagem no Grupo A, o Brusque pode ser visto como forte candidato na Chave B. Isso porque o clube treina desde 15 de maio. Três dias depois, foi a vez do São José-RS e, logo em seguida, a Tombense.

Considerado como franco atirador, o Boa Esporte prepara o time desde 3 de junho. Enquanto o Criciúma está de volta aos trabalhos desde 17 de junho.

Mas assim como no Grupo A, algumas equipes da Chave B nem sequer iniciaram o processo de treinamento. É o caso de Ituano, Londrina e São Bento.

A CBF ainda não traçou planos para a volta da Série C. A ideia é que clubes e entidades encerrem as competições regionais para que a nacional seja iniciada. O que pode permitir que os clubes que não iniciaram os trabalhos presenciais recuperem o tempo perdido

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Em dificuldades, ex-Palmeiras e Santa se emociona ao conseguir emprego em fábrica de telhas

Após motivar vaquinha virtual, Xavier recebe ajuda de Ricardo Rocha, Jorge Henrique e Sander e arruma trabalho como auxiliar de logística: “Não conseguia nada e agora posso receber salário”

Por GloboEsporte.com — Recife

Em dificuldades financeiras, ex-Santa, Palmeiras e Botafogo Xavier consegue emprego

Sem emprego há dois anos e com aluguéis atrasados, o ex-jogador Xavier chorou ao ver que amigos fizeram uma vaquinha virtual para ajudá-lo. Impossibilitado de fazer transporte escolar, sua fonte de renda, por conta da pandemia causada pela Covid-19, Xavier estava quase sem esperanças. Um mês após abrir o coração, no entanto, uma corrente de ajuda mudou a vida do ex-atleta e, mesmo diante da crise, fez com que ele arrumasse um emprego formal.

Se antes ganhava a vida com a habilidade nas pernas, agora Xavier inicia uma nova fase. Será auxiliar de logística em uma empresa que fabrica telhas. Conquista que o fez, mais uma vez, chorar. Agora, de alegria.

“É um felicidade inexplicável. Passei mais de dois anos sem emprego. E agora estou aqui. Não tem como falar. Não conseguia nada e agora posso receber salário e ajudar minha família. Estou muito realizado.”

Sem experiência longe do futebol, Xavier conseguiu o emprego através de amigos, prêmio que se junta ao valor da vaquinha virtual, algo que surpreendeu até mesmo o ex-jogador.

– Não esperava que tanta gente quisesse me ajudar. A gente vem de comunidade, estava numa situação muito difícil e muita gente me deu a mão. Gente que eu nem conhecia e acabou se oferecendo para ajudar. Isso não tem preço.

Além dos amigos e pessoas anônimas, alguns jogadores e ex-atletas também se juntaram na corrente para ajudar Xavier. É o caso do tetracampeão mundial, Ricardo Rocha, do ex-armador, Chiquinho, do atacante Jorge Henrique e do lateral-esquerdo Sander. Embora não conheça Xavier, o atleta do Sport fez questão de pagar os aluguéis atrasados do ex-jogador.

“Vi a matéria com ele e me sensibilizei muito com a história. Eu e minha família e decidimos ajudar”.

Agora, com carteira assinada e depois de notar o quanto é querido por amigos e familiares, Xavier só pensa em corrigir os erros do passado e poder ajudar o tanto quanto foi ajudado.

“Errei muito na minha vida e isso me levou até aqui. Agora, vou correr atrás de comprar minha casa e ajudar as pessoas. Eu fui muito ajudado e quero fazer o mesmo pelos outros.”

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Após volta às atividades, Sport trabalha para recuperar parte da receita com patrocinadores

De olho em retomar o fluxo de caixa, Rubro-negro tenta voltar a receber dos investidores, que suspenderam os pagamentos desde abril por conta da paralisação dos jogos

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

A medida que o futuro das competições se tornou incerto por conta da pandemia causada pela Covid-19, o Sport deixou de receber dos patrocinadores, que suspenderam os pagamentos ao clube desde abril. Três meses depois, com a retomada gradual das atividades e aumento da expectativa sobre uma eventual volta aos jogos, o Rubro-negro trabalha no sentido de recuperar parte dessas receitas.

De acordo com o vice-presidente de marketing do Leão, Diogo Noronha, o clube tem mantido contato com os investidores durante a paralisação e conversa sob a expectativa de retomar o fluxo de caixa neste quesito ainda este mês.

“Já fizemos contato. A gente não deixou ninguém longe, o tempo inteiro, na pandemia. Sempre estivemos em contato com todos eles. Então acredito que não vai ter problema, nosso relacionamento é muito bom com os patrocinadores, deve dar tudo certo.”

A verba pode auxiliar o Leão com o pagamento dos salários, que estão com dois meses da CLT atrasados.

Ciente da necessidade de captar novas receitas em relação ao ano passado, principalmente em meio a uma temporada de desafios no âmbito financeiro, o Sport tem precisado se reinventar. Até porque, logo na primeira semana da paralisação, perdeu o acerto com um patrocinador master, quando estava prestes a assinar, devido à suspensão das competições.

Sem vislumbrar novos acordos, o Leão propôs aumentar a exposição das marcas na volta do futebol, assim como compensar em 2021 os meses pagos, mas ambas as ideias foram negadas. Cenário que o clube espera mudar com a volta das atividades.

Além dos patrocinadores, o Sport recorre às campanhas de marketing para tentar gerar receitas enquanto as competições não volta. Uma vez que as bilheterias, por exemplo, devem continuar sem dar retorno por conta da previsão de volta dos jogos sem público, o clube projeta comercializar ingressos virtuais voltado para as partidas de portões fechados.

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Joelinton volta a marcar após quase um ano, e Newcastle derrota o Sheffield

Atacante brasileiro, que não balançava as redes desde agosto do ano passado, colabora para o triunfo por 3 a 0 pelo Campeonato Inglês

Por Globoesporte.com — Newcastle, Inglaterra

O Newcastle venceu neste domingo o Sheffield United, por 3 a 0, no St. James Park, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Inglês. O atacante brasileiro Joelinton, que não balançava as redes na Premier League desde agosto do ano passado, marcou o terceiro gol da partida. Os outros dois gols do time foram de Saint-Maximin e Ritchie.

Todos os gols saíram no segundo tempo, depois da expulsão de Egan, do Sheffield. Apesar de ter terminado o jogo com menos posse de bola, o Newcastle criou muito mais do que o adversário (8 chutes no gol, contra apenas um do time visitante).

Joelinton disputou até o momento 35 jogos nesta temporada pelo Newcastle e marcou quatro gols. Ele chegou no clube inglês após uma transferência do Hoffenheim, da Alemanha, no valor de 44 milhões de euros. O jogador comemorou o fim da “seca”.

– Poder marcar esse gol no retorno do campeonato é muito importante para mim. Como atacante, me cobro muito para fazer os gols e é para isso que trabalho constantemente e incansavelmente. Pessoalmente, é um momento muito importante, pois vou ser pai novamente e dedico esse gol à minha esposa, aos meus filhos e à toda a minha família que estão sempre ao meu lado – afirmou Joelinton.

OptaJoe@OptaJoe

2130 – Joelinton has scored his second Premier League goal of the season and his first since August 2019 against Spurs. He had gone 2130 minutes and taken 39 shots without scoring between the two goals. Relief.

Com a vitória deste domingo, o Newcastle subiu para o 12º lugar na tabela de classificação do Campeonato Inglês, ao chegar aos 38 pontos. O Sheffield United permanece em sétimo, com 44 pontos.

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O que mudou após a paralisação do futebol por conta da Covid-19?

Rubro-negro completou uma semana desde a retomada das atividades presenciais, paralisadas por três meses por conta da pandemia causada pela Covid-19; assista vídeos

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Três meses sem futebol. Consequência da Covid-19, que não só paralisou competições em todo o mundo, como também alterou a rotina dos atletas. E na semana em que retomaram-se os trabalhos presenciais, isso ficou ainda mais evidente.

Restrições e os cuidados com a saúde, pré-requisito no esporte, tornaram-se ainda mais severos, também por conta de quem está fora do campo. Além dos testes físicos, jogadores foram submetidos aos exames que detectam o novo coronavírus. Realidade que também fez parte da rotina dos funcionários.

Nesta segunda-feira, o Sport marca uma semana desde a volta às atividades presenciais e trazemos, em imagens, o registro da retomada em um cenário antes pouco visto no esporte mundial.

A chegada tem uma câmera termográfica para medir temperaturas e diagnosticar febre. No campo, as orientações inicias foram do diretor médico do Leão, Stemberg Vasconcelos. E a volta, que antes começava na academia, agora acontece em ambiente aberto. Porque os equipamentos foram movidos para o gramado.

O Sport dividiu o elenco em dois grupos de 16 atletas, que treinaram em horários alternados no CT. Na lista, estiveram duas caras novas: o lateral-direito Patric e o atacante Ronaldo, reforços oficializados na paralisação.

“Realizamos seis boas sessões de treinos, tanto físicos como físico-técnico, é importante os jogadores voltarem a ter contato com a bola” – disse o preparador físico do Sport, Ricardo Henriques.

“Não quero cair da Série A para a B, e não vou”

Garçom no Sport nesta temporada, com quatro assistências, Marquinhos foi o primeiro atleta a conceder uma “coletiva” no clube em tempos de pandemia. Sentado na sala de imprensa praticamente vazia, respondeu às perguntas enviadas por áudio pelos jornalistas. E chegou a dizer que considera ser até desrespeito tratar o time com chance de queda antes mesmo do Brasileiro iniciar.

“A gente está numa evolução. Precisamos ir gradativamente reconstruindo a condição física dos atletas, para quando a gente tiver as competições, que eles possam render dentro de campo tudo que puderem” – disse o preparador físico, Ricardo Henriques.

O volante Willian Farias sabe bem disso. De volta às movimentações e, principalmente, após o início dos trabalhos físico-técnico, o atleta sentiu que terá um processo de readaptação pela frente.

“Temos sofrido um pouquinho”

Próximo ao fim da semana, o grupo recebeu os dois últimos atletas aguardados para a reapresentação. Caso do uruguaio Leandro Barcia, que chegou após passar o período da paralisação no país de nascença, e do artilheiro Hernane Brocador, de volta ao CT no último sábado depois de se recuperar da dengue.

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No Sport, Willian Farias relata desafio em reinício: “Temos sofrido um pouquinho”

Leão retomou treinos presenciais depois de três meses, e atletas precisam passar por readaptação

Por Camila Alves — Recife

Foram exatos três meses sem futebol desde a paralisação, em março, por conta da Covid-19. Um período de treinos à distância, em casa, no estacionamento ou mesmo em campos emprestados. E agora o elenco do Sport precisará de tempo para recuperar a melhor forma física. É o que acredita o volante Willian Farias, que retomou as atividades presenciais pelo Rubro-negro nesta semana.

“Eu particularmente tenho sofrido um pouco mais pelo longo período que a gente ficou, 90 dias. É totalmente atípico e diferente dos 30 dias que nós ficamos e, por mais que tenhamos um período de férias, a gente não fica parado. Ficamos treinando, então diminui esse tempo. Agora, temos sofrido um pouquinho, que acho que é natural. Tenho certeza que em breve vamos estar bem.”

A equipe volta a se preparar para retomar a caminhada de 2020. Nesta etapa, a movimentação dos atletas no CT acontece com foco na preparação física, justamente devido ao tempo que o elenco ficou distante dos gramados. Mas o trabalho tático com bola começa a ser inserido pelo técnico Daniel Paulista.

Até porque, nas últimas temporadas, o tempo máximo de “paralisação” no Sport foi de um mês, no período de férias. Assim, menos da metade do que acontece atualmente, fazendo com que os atletas precisem passar por uma etapa de readaptação.

– Para nós está sendo importante, já que a gente ficou um longo período parado. Esse era meu maior medo, maior desafio. Por mais que estivéssemos fazendo os treinos em casa, não sabíamos qual o nível de competitividade que a gente estava. Chegando aqui, fazendo os treinos físicos, com bola e tático, vimos que vamos precisar de um período bacana para fazer essa readaptação e voltar a ser o que era antes.

Antes da paralisação, o Rubro-negro estava prestes a disputar a última rodada da primeira fase do Pernambucano e Copa do Nordeste, ainda precisando pontuar para se classificar. A Série A do Brasileiro, por sua vez, não chegou a começar. Não há data prevista pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) ou Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para retomada das competições.

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Técnico do Santa Cruz foca em recuperar elenco e adia busca por reforços: “Momento diferente”

Contratações eram pedido constante de Itamar Schülle, mas cenário mudou com paralisação; tendência é de que único novo acerto seja com atacante Victor Rangel

Por GloboEsporte.com — Recife

Pedido constante do técnico Itamar Schülle desde o início da temporada, a chegada de reforços, momentaneamente, fica em segundo plano para o treinador do Santa Cruz. Preocupado com a atual situação do clube, que retorna às atividades presenciais após três meses de paralisação, ele deixou claro que, agora, o foco é trabalhar a condição do atual elenco.

– Reforços, nós precisamos. O que precisávamos antes não muda. Mas é um momento diferente e temos que valorizar os que aqui estão. Não podemos pensar em reforços sem estar com a situação organizada aqui. Agora, nós estamos voltando aos treinos e, quando tivermos o sinal da direção, pensaremos em reforços.

Além da questão física e técnica do elenco, o treinador sabe que a situação financeira do Santa Cruz inviabiliza grandes investimentos. Sem receber dos patrocinadores desde fevereiro, devido à suspensão dos jogos, o Tricolor só deve intensificar as investidas para reforçar a equipe quando tiver a data determinada para o início da Série C. Competição vista como prioridade pelo clube.

Até lá, a tendência é de que o único acerto seja com o atacante Victor Rangel, que chegou ao fim do contrato durante a paralisação. O atleta é visto como peça importante pelo treinador.

“É um jogador que falei com ele e que tem vontade de seguir aqui. A questão financeira cabe à direção e acredito que isso se resolverá.”

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