Marcinho é regularizado e fica à disposição do Sport contra Figueirense

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

Sport terá um reforço importante, no jogo do próximo domingo, contra o Figueirense, em Florianópolis, pela Série B. O atacante Marcinho teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário da Confederação Brasileira de Futebol, nesta quinta-feira. Com a regularização confirmada, está apto a ser utilizado pelo técnico Guto Ferreira, diante dos catarinenses.

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A tendência é que Marcinho comece no banco de reservas. Ele deu início aos treinos nesta semana e, apesar de elogiado nos bastidores, pelo desempenho nos treinamentos, deve aguardar uma oportunidade. Marcinho não foi apresentado oficialmente pelo clube.

O Sport agora espera resolver a situação do volante Willian Farias. Ele está no Recife desde a última terça-feira, mas está sem treinar com os companheiro. A tendência é que seja liberado para o jogo da sexta-feira da próxima semana, contra o América-MG, na Ilha do Retiro.

Para este domingo, contra o Figueirense, o técnico Guto Ferreira deve escalar o Sport com Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; João Igor, Charles e Leandrinho; Hyuri, Guilherme (Yan) e Hernane Brocador. O atacante Guilherme perdeu o treino desta quinta e virou dúvida na escalação.

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Thiago e Hereda seguem como dúvida, mas quatro voltam no Náutico

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

O Náutico teve, no treino desta quinta-feira, a volta de quatro jogadores que tiveram problemas físicos na última quarta: Camutanga, Jefferson, Jhonnatan e Paulinho. Thiago e Hereda, no entanto, permanecem de fora e mantêm o status de dúvida, para o jogo do próximo domingo, na ida das semifinais da Série C, contra o Juventude, em Caxias do Sul.

Thiago tem dores no tornozelo direito, que o tiraram do jogo contra o Paysandu, ainda no primeiro tempo. Ele anda com dificuldades. Hereda sente um desconforto abdominal. Foi medicado e apresenta evolução gradativa – mas participação na partida é incerta.

Lateral e atacante terão a sexta como dia-chave. Se treinarem, devem viajar para o Sul do país à tarde, junto com a delegação. Se não conseguirem, a tendência é que fiquem de fora no domingo.

Caso eles não joguem, há jogadores favoritos para assumir as posições: Jhonnatan, na ponta direita, e André Krobel, na lateral.

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Departamento de futebol do Santa Cruz começa a sofrer primeiras mudanças

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

O presidente Constantino Júnior já havia dado o alerta: o departamento de futebol do Santa Cruz passaria por mudanças. E as primeiras já aconteceram. Há nove anos no clube, o gerente de futebol Ataíde Macedo não faz mais parte do Tricolor. E já foi comunicado sobre o desligamento.

Ataíde, que foi ex-jogador do Santa Cruz nos anos 80 e 90 – jogou de 1987 a 1991 e depois foi para o Sport -, chegou ao Tricolor para desempenhar um papel diferente em 2010, na gestão do então presidente Antônio Luiz Neto. Ataíde chegou para ser supervisor e, em 2015, passou a ser coordenador de futebol depois da saída do também ex-atleta Sandro Barbosa.

Helder Moura, que também entrou em 2015,e deixou de ser o diretor das categorias de base para assumir a supervisão do futebol profissional, é outro que deve sair do Santa. Helder estava há 23 anos no clube.

Outra saída que é esperada é a do executivo de futebol Luciano Sorriso. Isto ainda não aconteceu, mas ele, que chefiava o futebol profissional do clube e juntamente com a presidência e comissão técnica definia a montagem do elenco, com chegadas e saídas, não está mais no Recife.

Sorriso concluiu o trabalho de acordos feito com os atletas que fizeram parte do elenco de 2019 e viajou para São Paulo. Nos próximos dias, é outro profissional que deve sair.

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Após frustração no Santa Cruz, Marcelo Mattos reavalia carreira em 2020

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Marcelo Mattos foi a principal contratação feita pelo Santa Cruz para a Série C. Estimulado por um contrato de produtividade, ele chegou ao Arruda no final do mês de maio, mas não conseguiu render. Havia uma desconfiança sobre as condições físicas do volante, que vinha de um histórico de lesões no joelho direito. Ao todo, foram cinco cirurgias e mais de dois anos parado. Aos 35 anos, ele ainda busca chegar à melhor forma. Mas garante: o primeiro semestre de 2020 será determinante. Existe a possibilidade de encerrar a carreira.

“Meu pensamento para janeiro é disputar um campeonato regional, um Paulista, um Carioca e ver como que vai ficar. Se meu corpo não responder bem, aí é o fim da minha carreira nos campos.”

Com um currículo recheado de grandes clubes, como Corinthians, Botafogo, Vitória e Vasco, Marcelo Mattos viveu um drama no clube carioca. Foi lá que ele teve a primeira lesão no joelho direito. Foram pouco mais de dois anos se recuperando – cinco cirurgias para corrigir problemas no mesmo local.

– Eu sempre me cobro muito e só vou continuar jogando se eu estiver no mesmo nível dos meus companheiros. Se eles estiverem 100% e eu a 90%, é certeza que eu não vou continuar jogando. Eu acho que é possível chegar a 100% se eu fizer um bom trabalho. O joelho tem um tempo também. Eu fiz cinco cirurgias e não adianta querer antecipar algumas respostas do corpo.

Hoje, Marcelo Mattos está plenamente recuperado da última cirurgia e voltou a treinar no início de 2019.

– Agora é que meu corpo está respondendo bem, me dando respostas impressionantes todos os dias. Eu creio que posso disputar um campeonato no início do ano e mostrar para mim mesmo que eu fui capaz. Se isso não acontecer, vou estudar. Gostaria muito de ser treinador, é minha vontade. Eu creio que posso dar certo nesse novo trabalho, tem que estudar bastante.

O volante quer usar o restante do ano para se condicionar bem e aí ver o que será do futuro.

– Estou pensando ainda. Nesse final de ano é só treinar mesmo. Fazer um trabalho bem feito no joelho para poder estar em boas condições. No ano que vem, pretendo continuar jogando e, se eu fizer um bom início de ano, pretendo seguir.Se não, vou pensar em outras coisas.

Veja outras repostas de Marcelo Mattos sobre a passagem no Santa Cruz:

Vai continuar no Santa?

– Não houve nenhuma procura, mas tenho vontade de poder continuar. Existem outras coisas, claro, que não dependem só de mim. Seria bem mais fácil se o clube tivesse subido para a Série B e ficou um gostinho amargo.

Como foi a passagem pelo Santa Cruz?

– Não foi como eu gostaria. Claro que a gente pensa que algumas coisas vão acontecer da melhor maneira possível, mas logo depois vai aparecendo o porquê não deu certo logo de cara. Quando eu saí do Vasco, fiquei parado por uns 40 dias. E essa parada de estar no campo, fazendo os treinos, com competitividade, prejudicou. Eu perdi isso. Eu fiquei dois anos e meio sem jogar, com cinco cirurgias, e não podia ficar esse tempo todo sem atividade. Até no jogo que eu fui titular (derrota de 2 a 0 para o Ferroviário), fiquei um pouco travado. Depois eu vi o que aconteceu, conheço meu corpo.

O que prejudicou?

– Depois fui lá para Curitiba, fiz um bom jogo com o Sub-23 e estava muito feliz mesmo. Mas na hora que eu comecei a ter uma crescente, depois desse jogo que eu vi que podia ajudar, eu torci o tornozelo em um treino. E aí eu perdi mais dez, 15 dias. E sem ir para o campo, complicou um pouco mais. Eu não tive duas ou três semanas de treino direto, indo para o campo, indo para o banco de reservas. Sempre tive algo que me atrapalhou. Mas eu sempre quis ajudar o Santa que foi o clube que me ajudou, abriu as portas depois da minha lesão. No final, eu senti que poderia ajudar se o time passasse de fase. Com certeza eu estava preparado. Agora é continuar.

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STJD notifica FPF e Série A2 do Pernambucano é paralisada antes da segunda fase

Por GloboEsporte.com — Caruaru, PE

A Série A2 do Campeonato Pernambucano foi paralisada na tarde desta quarta-feira por determinação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O tribunal acatou o pedido de liminar feito pelo 1º de Maio, que busca com que o Decisão Bonito perca os dez pontos recuperados em segunda instância. A competição não retorna até que o caso seja analisado

Os clubes ficaram sabendo que a competição foi paralisada minutos antes de entrarem em campo. Nesta tarde, Decisão x Porto e Retrô x Vera Cruz iriam abrir a segunda fase do campeonato. À noite, jogariam Centro Limoeirense x Íbis.

Procurada pelo GloboEsporte.com, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) confirmou a paralisação e disse que vai se pronunciar em breve.

Documento do TJD-PE — Foto: Reprodução

Documento do TJD-PE — Foto: Reprodução

Entenda

O clube de Bonito conseguiu reverter a perda de dez pontos na segunda instância do TJD-PE alegando que não podia ser prejudicado pelas mudanças de regulamento da competição. A liminar, pedida pelo 1º de Maio, entende que essa decisão prejudicou o futuro do campeonato.

O Azulino ficou de fora da fase, mas conseguiria a vaga, caso o Decisão fosse eliminado após determinação judicial. O 1º de Maio alega que o Falcão descumpriu o artigo 6º, parágrafo 4º, do regulamento da Série A2 do Campeonato Pernambucano, que diz que cada clube só poderia inscrever quatro atletas oriundos de outras federações estaduais. Em primeira instância, o Decisão foi punido por ter ultrapassado esse número de transferência.

+ Confira a tabela da Série A2 do Campeonato Pernambucano

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Fortaleza faz proposta por Raul Prata, mas Sport e jogador brecam negociação

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

O lateral-direito Raul Prata, do Sport, entrou na mira do Fortaleza, da Série A. A equipe cearense entrou em contato nesta semana para tentar a contratação, mas o clube e o próprio jogador optaram por não dar seguimento à negociação. A informação foi confirmada por Nelo Campos, diretor de futebol do Sport, nesta quarta-feira.

– O Fortaleza teve interesse, sim, em Raul, mas ele está nos nossos planos. Ele está totalmente imbuído do trabalho no Sport, que é buscar a classificação. Não sei se chegou nele especificamente. Pode ter chegado pelos empresários, mas o Sport e o empresário dele disse também que Raul não tinha interesse.

Ainda de acordo com o dirigente do Sport, as conversas não chegaram nem a começar. Houve apenas o contato inicial.

– O Sport não abriu nem negociação. Ele é um jogador totalmente integrado dentro do nosso objetivo.

Raul Prata está no elenco do Sport desde 2017 e de lá para cá já fez 79 jogos. Ele tem sido reserva em boa parte desta temporada. Até agora, foram 17 partidas em 2019.

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Copa dos Refugiados: a história do haitiano fã de Ronaldinho que escapou da morte em terremoto

Por Elton de Castro e Wagner Sarmento — Recife

Globo esporte

11/09/2019 12h05  Atualizado há 6 horas

O relógio marcava 16h53 e o estudante de engenharia civil Jean Baptiste Joseph estava no quintal da casa da prima, em Porto Príncipe, capital do Haiti, quando sentiu o chão de terra batida se movimentar. Era 12 de janeiro de 2010. Em meio ao tremor, caiu. Olhou o céu e só enxergava fumaça. Olhou ao redor e só via caos.

Quando saiu à rua, Porto Príncipe não existia mais. Tudo era escombro, poeira e passado. Casas, escolas, prédios públicos, hospitais, uma cidade inteira tinha ido abaixo. Feridos, muitos amputados, vagavam gritando por um socorro que não chegaria. A primeira reação foi correr para casa atrás dos três irmãos. O alívio de encontrá-los vivos foi abafado pela confirmação de que o prédio onde Jean Baptiste estudava, na Universidade do Estado do Haiti, tinha desmoronado com o terremoto. Seus amigos estavam soterrados. Todos mortos.

Jean Baptiste escapou por destino. Ainda pensou em ir à aula naquele dia, mas desistiu porque foi à residência da prima, onde havia internet, para fazer uma pesquisa sobre o Recife, a cidade onde, em algumas semanas, passaria a morar. O jovem fora um dos 10 haitianos selecionados com uma bolsa de estudos para concluir a graduação no Brasil, mais especificamente na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Um mês e 10 dias depois da maior tragédia de um país acostumado a sofrer, em 22 de fevereiro, estava ele no Recife. O Brasil era refúgio. Virou casa. Passaram-se nove anos, e no próximo domingo (15), Jean Baptiste, 33 anos, será o único representante do Haiti na etapa estadual da Copa dos Refugiados e Migrantes, na Arena de Pernambuco. Dividirá o time com senegaleses, cabo-verdianos, angolanos e beninenses, numa “Copa do Mundo” estrelada por sobreviventes.

“Se eu tivesse ido para a aula, com certeza eu teria morrido. Minha sorte foi ter ficado na casa da minha prima para pegar mais informações sobre o Recife, os ônibus que eu pegaria, como era a cidade. São momentos que não desejo a ninguém. Que vou levar comigo até minha morte. Foi uma coisa de filme”.

Jean só teve notícia dos pais, que moravam no interior, uma semana após o abalo sísmico. A família escapou ilesa ao tremor que tirou a vida de 300 mil haitianos. Porto Príncipe, recorda, cheirava a morte. Literalmente. Caminhões-pipa cruzavam os pouco mais de 36 quilômetros quadrados da cidade despejando água misturada com detergente para tentar amenizar o odor dos cadáveres espalhados pelas ruas, milhares jogados em valas abertas em meio aos destroços.

“Naquela época, o índice de analfabetismo era de uns 60%. Eu, que era universitário, não sabia o que era aquele fenômeno. Não é comum ter terremoto por lá. Fazia mais de 100 anos que não havia um. Achei que era alguma explosão que tinha acontecido e que era uma coisa localizada. Não tinha noção.”

Foi por isso que o jovem deixou seu país e toda uma vida para trás. Uma peregrinação que não era só dele. Até antes do terremoto, havia 595 migrantes haitianos em território brasileiro. Nos cinco anos seguintes, 72 mil cruzaram a fronteira para fugir da crise humanitária e da pobreza extrema no Haiti. Dois milhões perderam suas casas.

Já são quase dez anos vivendo na capital pernambucana. Pesquisador e doutorando em geomecânica de reservatório de petróleo na UFPE, o engenheiro civil haitiano driblou os preconceitos e as adversidades em território brasileiro. Formou família. Mantém uma ONG e espera construir um ginásio esportivo em sua cidade natal.

A Copa dos Refugiados e Migrantes, para ele, é uma oportunidade de, através do poder transformador do futebol, sensibilizar os brasileiros para uma temática que está na agenda mundial. Zagueiro que também atua como lateral-direito, o haitiano não promete apresentações de gala na competição. O resultado, segundo ele, pouco importa.

– O futebol é só uma ponte. Essa Copa acontece porque a gente acredita no esporte. Muitos acham que o refugiado representa perigo, só porque ele costuma deixar seu país na clandestinidade. Queremos mostrar que não. O refugiado é alguém que está pedindo socorro. E nós devemos ajudar – finaliza.

Jean, o Haiti, a seleção brasileira e o exemplo de Ronaldinho Gaúcho

A pouca habilidade com a bola nos pés não significa que o futebol é algo longe de Jean. Muito pelo contrário. Filho de comerciantes, Jean Baptiste Joseph nasceu e cresceu em Jean-Rabel, cidade mais pobre do Haiti, com menos de 150 mil habitantes. A infância foi à base de vela e candeeiro. Até o final da década de 90, não havia energia elétrica por lá. O primeiro contato de Jean com uma televisão foi em 1998, na cidade de Gonaives, a quarta maior do país.

Na tela, o maior espetáculo do esporte: uma final de Copa do Mundo. Fanático pela seleção brasileira graças ao pai, colecionador de camisas da amarelinha, o menino de 12 anos estava diante de uma decisão entre a França, nação colonizadora do Haiti, e o Brasil. Questionado por quem torceu naquele dia, a resposta é enfática: “Brasil, é claro”.

A vitória francesa, um eloquente 3 a 0, não arrefeceu a paixão de Jean Baptiste pelo futebol. Pelo contrário. No ano seguinte, em 1999, ele viu estrear pela seleção brasileira aquele que seria seu maior ídolo no esporte: Ronaldinho Gaúcho. Idolatria que vai muito além das quatro linhas. É um lema, que traz a marca do atleta: “Nou tonbe e nou leve ak souri nan bouch nou”, frase em Crioulo, língua local, que traz a mensagem “Caímos e nos levantamos com sorriso na boca”.

“Meu maior ídolo é Ronaldinho. Os haitianos gostam de pessoas que sorriem. Ronaldinho, mesmo quando cai, quando alguém o derruba, ele sempre se levanta sorrindo. E nós no Haiti também somos assim. A gente se ergue e segue em frente. Apesar dos problemas, estamos alegres, sorrindo, dançando. Ronaldinho Gaúcho, em campo, traduzia isso”, compara Jean.

A seleção do Haiti ostenta pouca tradição no universo da bola. Ocupa, atualmente, a posição de número 83 no ranking da Fifa e disputou apenas uma Copa do Mundo, em 1974. Um desempenho que não diminui o amor do haitiano pelo futebol. A torcida, no país, é dividida entre Brasil e Argentina. Como o mercado de apostas é forte e há grupos rivais que atuam nas periferias, a segurança precisa ser reforçada em jogos importantes. Mas época de Copa do Mundo, no Haiti, vai muito além disso. As ruas haitianas pintadas de verde e amarelo encurtam os 4,7 mil quilômetros que separam os dois países.

Em 2004, a nação caribenha vivia um dos momentos mais difíceis de sua história recente. Em meio a uma crise política, que resultou no envio da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), chefiada pelo Brasil, a seleção brasileira desembarcou em Porto Príncipe para o chamado Jogo da Paz.

Os jogadores brasileiros, por questão de segurança, chegaram ao país somente duas horas antes da partida. No lugar do temor, no entanto, a delegação brasileira encontrou manifestações de carinho e respeito. Os haitianos tomaram as ruas e acompanharam o percurso de cinco quilômetros entre o aeroporto e o estádio Sylvio Cator.

Jean Baptiste ainda morava em Jean-Rabel, no interior, quando o amistoso aconteceu. Na falta de energia elétrica, não pôde ver o jogo pela TV. O jeito foi acompanhar no rádio. Ouvir, imaginar cada jogada do esquadrão canarinho, pentacampeão do mundo, encabeçado por Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho.

– Escutei no rádio junto com minha família. Tinha um monte de gente reunida. Lembro que Ronaldinho fez jogadas mágicas, passou o pé em cima da bola, deu um show. Os haitianos perderam, mas ficaram muito felizes. Nossa seleção jogou e torcemos pelo Brasil. Isso é loucura. Foi um dia muito importante na vida dos haitianos – confidencia.

O Brasil goleou por 6×0 o Haiti num mês em que o país era palco de motins e conflitos que resultaram na queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Ronaldinho Gaúcho, ídolo de Jean Baptiste, marcou três gols no jogo. E ajudou, sorrindo, o povo haitiano a tentar se levantar mais uma vez.

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Adryelson e Leandrinho voltam aos treinos no Sport, mas Hyuri segue fora

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

O técnico Guto Ferreira segue sem conseguir trabalhar com todos os jogadores do Sport nesta semana, que antecede a partida contra o Figueirense. Nesta quarta-feira, o treinador até ganhou os retornos do zagueiro Adyelson e do meia Leandrinho, mas o atacante Hyuri seguiu fora das atividades.

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Hyuri perdeu o treino da última terça-feira por conta de dores na panturrilha esquerda. Ele era aguardado na atividade desta quarta e até se recuperou dessa lesão de acordo com a assessoria de imprensa do Sport, mas se apresentou com amigdalite e por isso foi poupado.

Quem estava com amigdalite e já se recuperou foi o zagueiro Adryelson. Ele não treinou na última terça-feira, e nesta quarta trabalhou com um casaco, se protegendo das chuvas que caíram durante a tarde. Além dos dois, o atacante Elton também reclamou do mesmo problema durante a semana. O auxiliar técnico de Guto Ferreira, Alexandre Faganello, também está com amigdalite.

Já Leandrinho, começou o treino da última terça-feira, mas saiu logo no início reclamando de uma alergia no corpo. Ele foi atendido por uma dermatologista e liberado para treinar nesta quarta.

Quem ficou fora dos trabalhos foi o atacante Hernane Brocador. Ele ficou no departamento médico realizando reforço muscular no joelho esquerdo. O jogador deve treinar normalmente na quinta.

Caso não conte com Hyuri para o jogo de domingo, contra o Figueirense, Yan é o principal cotado para ficar com a vaga. Adryelson e Leandrinho já treinaram no time titular. Na vaga de Hernane, Elton foi o escolhido para compor a equipe principal. O Leão deve entrar em campo com Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; João Igor, Charles e Leandrinho; Hyuri (Yan), Guilherme e Hernane Brocador.

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Thiago fala sobre lesão, “agonia” com jejum de gols, futuro no Náutico e sonho de Europa

Por GloboEsporte.com — Recife

O atacante Thiago é um dos destaques do time do Náutico que conseguiu o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Geralmente blindado pela diretoria, a joia alvirrubra de 18 anos concedeu uma rara entrevista ao GloboEsporte.com. Para Sabrina Rocha, falou sobre assuntos a respeito de seu momento e carreira.

Sobre a entorse no tornozelo direito que o tirou da partida do acesso contra o Paysandu (substituído no segundo tempo), Thiago está confiante em participar do jogo de domingo contra o Juventude. O duelo em Caxias do Sul é o primeiro pelas semifinais da Série C.

“Não sei ainda se vou pro jogo, mas não é tão grave. Estou me tratando no DM. Estou vindo de manhã e fazendo dois períodos e espero voltar amanhã ao campo e quem sabe treinar.”

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O atacante também está ansioso para acabar com o jejum de gols que o aflige na Série C.

– Acho que já são quatro jogos. É chato porque ficam no meu pé, meus familiares, me cobrando para fazer gols. Desde pequeno não fico me aguentando se não consigo fazer gols.

Por fim, Thiago também fala sobre o interesse que seu futebol gerou em outras equipes. Ou melhor, “falou”, entre aspas mesmo. O jogador foi escorregadio, também motivado pela sua timidez, mas deixou claro o objetivo de jogar na Europa.

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Com boa parte do elenco formado em casa, Náutico colhe frutos da aposta na base

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

No futebol, não é raro que as soluções estejam mais perto do que se imagina. Muitas vezes, os jogadores da base só precisam de uma oportunidade para mostrar que estão prontos para ajudar. O caso do Náutico, que subiu para a Série B, neste domingo, após vencer o Paysandu nos pênaltis, é exemplar: quatro titulares foram formados no clube, além de outros seis atletas, que compõem o grupo principal.

Na partida contra o Papão da Curuzu, os titulares foram Jefferson, Diego Silva, Hereda e Thiago. Apesar de pratas da casa, os quatro têm trajetórias diferentes.

Diego Silva

O mais velho do grupo é Diego Silva. Zagueiro, de 26 anos, a história dele é curiosa. Começou a subir para os profissionais em 2013. Destacou-se mesmo num momento ruim do clube. Em 2016, foi negociado para o time sub-23 do Santos. De lá, rodou em Portugal, no Nacional da Ilha da Madeira.

Em 2019, recebeu uma ligação do Náutico e voltou ao clube que o formou. No começo do ano, ouviu críticas do torcedor e passou a maior parte da temporada no banco. No final dela, firmou-se como titular, ao lado de Camutanga, e virou peça importante no acesso alvirrubro.

– Para a gente, que é de casa, o sabor é um pouco diferente. A gente acaba tendo uma identificação maior com o clube.

Jefferson

Jefferson também precisou ir e voltar para o Náutico. Mas a experiência dele longe do Recife foi mais curta – embora intensa. Natural de Vitória de Santo Antão, o goleiro, de 26 anos – meses mais novo que Diego Silva -, surgiu como titular, em 2017.

+ Mais maduro e líder, Jefferson volta ao Náutico para virar herói do acesso

No ano seguinte, era o momento de se firmar. Mas ele teve uma lesão, no início da temporada. Bruno entrou no lugar, foi bem e não deu espaço para Jefferson retornar. Para não ficar encostado, o goleiro pediu para ser emprestado.

Foi para o Atlético-GO, na Série B, depois para o Joinville e retornou ao Náutico, durante a Série C. Mais velho e maduro, foi a vez dele aproveitar uma contusão de Bruno para recuperar o espaço. O colega foi negociado com o futebol português – e Jefferson virou o dono da posição.

Além de goleiro, foi líder do time, um dos cinco capitães escolhidos por Dal Pozzo.

No final, foi, ainda, decisivo: pegou o único pênalti perdido na disputa entre Náutico e Paysandu, garantindo o acesso ao Timbu.

Hereda

O lateral-direito titular do Náutico, Hereda, tem só 20 anos. Mas precisou superar problemas para chegar ao patamar atual.

Em 2018, ele – ainda na base – envolveu-se em uma polêmica. Atleta do clube, tinha direito a dois ingressos para a final do Pernambucano daquele ano – contra o Central. Foi flagrado tentando vendê-los, pela internet, por valores bem mais altos do que os da bilheteria. Foi criticado pela torcida.

Chegou a haver certo movimento em favor de sua dispensa do clube.

A diretoria, no entanto, acreditou nele. O jogador foi chamado para treinar com o time profissional pouco depois disso. Mas, no segundo treino, em um lance sozinho, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Só pôde voltar a jogar neste ano, quando consolidou-se como o titular da equipe, desde os primeiros meses da temporada. Disputou 36 jogos.

Thiago

O mais jovem entre os titulares é aquele de maior destaque no time. O ponta-direita Thiago teve trajetória sempre crescente no Timbu: estreou fazendo o gol na volta aos Aflitos, apareceu como alternativa para o decorrer do jogo no início, mas logo se firmou como titular do time, relegando ao banco de reservas ninguém menos que Jorge Henrique.

Tudo isso aos 18 anos. A velocidade e a ousadia com a perna esquerda fizeram dele o artilheiro do Timbu na Série C e o vice-artilheiro do time no ano.

Além disso, Thiago é visto como a grande promessa do clube. O presidente timbu, Edno Melo, chegou a afirmar que ele deve ser a maior venda da história do Náutico.

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