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“Eu só fico assim… com medo”: relatos de violência policial nos estádios de Pernambuco

Ações da Polícia Militar têm deixado marcas em torcedores nos jogos do Recife, e ge escuta coronel da PM sobre casos; especialista em segurança pública discorda de explicações

Por Camila Alves e Camila Sousa — Recife

globo esporte

Relatos de violência policial têm sido comuns entre torcedores de Pernambuco

Suellen Araújo não pôde andar por alguns minutos. Ouvia uma mistura de músicas e vozes, entre o abafado de som dos carros na rua, quando teve as duas pernas e o pé direito atingidos por uma bomba de efeito moral. Era uma intervenção da Polícia Militar nos arredores do Arruda, na tarde do último domingo.

Ela estaria entre as mais de 40 mil pessoas que compareceram ao estádio para acompanhar a decisão do Santa Cruz contra o Tocantinópolis, na Série D, mas nem sequer conseguiu entrar. Voltou para casa depois das feridas.

“No momento, só tinha som (caixas de som de torcedores ligadas). Eles não chegaram com educação, de pedir para baixar, nem nada. Não tinha nada de droga, essas coisas. Do jeito que aconteceu comigo, poderia ter acontecido com outras pessoas. E eu só fico assim… com medo.”

Suellen, como ela mesmo temia, não é a única.

Kelvin Kaian estava no mesmo posto de gasolina, em frente ao Arruda, quando foi atingido por uma das bombas arremessadas pela polícia. Foi Catatau – massagista do Santa Cruz – quem prestou os primeiros socorros ao torcedor. Em meio ao tumulto, um funcionário do posto – que preferiu não se identificar – relatou o que viu.

– A polícia chegou um pouco agressiva. Não sei o que aconteceu, o que relataram para a polícia, que soltou algumas bombas de efeito moral para poder dispersar a torcida – relembra.

Ouvido pela reportagem do ge, o coronel da Polícia Militar, Alexandre Tavares, diz que é “prematuro dizer que houve excesso” da PM no caso. E pede que se faça uma análise do emprego das tropas que trabalham em dias de jogo, como o BPTRAN, Cipcães, Batalhão de Choque e Cavalaria.

Esse emprego das tropas, explica o coronel, é baseado em uma doutrina que, se for seguida em uma ação, a Polícia “entende que não houve excesso” no caso do Arruda.

– Se um PM, de forma deliberada, inadvertida, se excedeu, a gente precisa atuar naquela conduta individual daquele PM. Por isso que posso dizer: é prematuro garantir que não houve excesso, mas a gente precisa, primeiro, tomar conhecimento do fato, que é um fato pontual, na minha ótica – completa.

Alexandre Tavares acrescenta que, nos últimos jogos do Santa Cruz, a corporação tem identificado muitos torcedores no entorno do Arruda, até mesmo sem ingresso para assistir a partida, e que estariam ali com o intuito de “praticar atos de vandalismo nas proximidades do estádio”.

– Muitas vezes há a necessidade da atuar de forma repressiva, utilizando instrumentos que a gente chama de menor potencial ofensivo, do gás, da bala de borracha, justamente para que não haja um problema de grave monta. Então, foi um trabalho que posso dizer, no contexto geral, de excelência de qualidade – garante.

Torcedores do Santa Cruz são alvos de bombas de efeito moral após comemoração na Arena

Longe de ser um problema pontual

Os casos mais recentes aconteceram no domingo, antes de Santa Cruz x Tocantinópolis, pela Série D do Brasileiro, mas cenas de truculência policial – dentro e fora dos estádios – têm sido registradas por torcedores com maior frequência nos últimos anos.

O alvirrubro Diogo Lins, por exemplo, não esquece o que viveu nos Aflitos, em junho deste ano, durante o clássico entre Náutico e Sport.

– Na hora do gol estava bem tranquilo, vazio, e parte da torcida do Náutico foi comemorar na divisória da torcida do Sport, onde eu me encontrava.

“De repente o Choque chegou com uma truculência, nem chegou de alerta, pedindo para sair, afastar. Saiu batendo em todo mundo, e naquele momento eu me vi sendo agredido.”

– Eu virei para o policial: tem calma amigo, a gente está saindo. Ele não me escutou e me agrediu novamente.

O coronel Alexandre Tavares, da Polícia Militar, diz que existe uma sequência de empregos dos instrumentos “de menor potencial ofensivo”. Há uma lógica a ser seguida. Apesar disso, admite que não há garantia de que outras pessoas – de passagem pelo local – não sejam atingidas.

– A gente não pode garantir que não vá acontecer nenhum efeito colateral. Pode acontecer de uma pessoa que está circulando de forma normal, sem envolvimento com o evento, acaba sendo envolvida por uma intervenção por uma necessidade do que está havendo no momento.

Policiais do Batalhão de Choque jogam spray de pimenta em torcedores do Sport

O coronel também afirma que discorda de excessos e incentiva o registro das ocorrências, para que a polícia possa instaurar o processo administrativo responsável pelas devidas apurações.

– A gente não concorda com excessos, sempre orienta que pessoas que presenciaram ou foram vítimas de excessos por uma atitude deliberada inadvertida de um policial militar, ela deve e pode procurar os meios correcionais que a própria SDS e PM oferecem. A exemplo da Corregedoria Geral da SDS, da Diretoria da Polícia Judiciária Militar – explica.

Diogo Lins, atingido pelo Choque nos Aflitos, conta que registrou um Boletim de Ocorrência após o episódio. O caso nunca teve qualquer desdobramento.

“Poderia ser feito diferente”

Professor do departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em Segurança Pública, José Luiz Ratton analisou a atuação da Polícia Militar, com base nos relatos dos torcedores. E discordou do coronel Alexandre Tavares.

– Os relatos todos nos indicam, e eles são unânimes, que a atuação da polícia não utilizou de força proporcional, não utilizou técnica e infringiu inclusive procedimentos de orientação para esse tipo de situação, infringiu a lei.

“A polícia de Pernambuco tem que estar preparada, inclusive emocionalmente, para essas situações.”

Ratton argumenta que em eventos esportivos com grande quantidade de pessoas, como no caso recente do jogo do Santa Cruz, as ações da Polícia Militar têm demonstrado a falta de orientação técnica adequada. Como consequência, há o uso desmedido da força policial.

– O uso da força tem que ser sempre proporcional e em uma situação que exija efetivamente o uso da força, mas não de forma indiscriminada, que a primeira escolha é usar bomba, gás de pimenta.

Trata-se de uma medida ineficaz, endossa o especialista, que pede treinamento continuado da Polícia Militar do estado e cobra melhor atuação dos órgãos públicos na hora de punir os policiais que fazem mau uso da força.

Torcedor do Náutico é pisoteado pela cavalaria da Polícia Militar nos Aflitos

– A PM de Pernambuco tem capacidade técnica para atuar de forma não violenta nessas situações. Se a PM funciona com base na hierarquia, os níveis superiores precisam ser responsabilizados e se responsabilizar por essas situações. E caso ocorra alguma transgressão que aponte para o uso inadequado da força, como vem ocorrendo, é preciso que a Corregedoria atue, investigue e faça as devidas punições administrativas – conclui.

Diogo, Suellen, Kelvin e tantos outros torcedores e torcedoras pernambucanas ficaram marcados – na pele e na memória – por ações truculentas da Polícia Militar. Entretanto, é necessário, além de pensar em alternativas para dirimir a violência, perguntar: até quando?

Como denunciar

Segundo a Secretaria de Defesa Social, as denúncias podem ser feitas todos dias da semana, 24h por dia, através do telefone (81) 3184 2714. De forma presencial, na Avenida Conde da Boa Vista, 428.

Existe ainda o telefone gratuito da Ouvidoria da SDS 0800 081 5001 e através do e-mail: [email protected]. A identidade do denunciante é preservada.

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Elano vence a primeira no Náutico e diz: “Dificuldade é quando cortava cana com meu pai”

Após amargar três derrotas nos seus primeiros jogos, treinador venceu a primeira no comando do Timbu, apontou evolução e disse que time começa a ter a sua cara

Por Redação ge — Recife

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vitória por 2 a 1 sobre o CRB não foi apenas uma alívio para o Náutico, que vinha de seis derrotas seguidas, mas também para o técnico Elano Blumer, que na sua quarta partida no comando do time, somou os primeiros três pontos. Seu último triunfo havia sido no dia 19 de março, à frente da Ferroviária, no Campeonato Paulista. Desde então, acumulava um empate, também no Paulistão, e depois as três derrotas já no Timbu.

Com um discurso tranquilo, e reconhecendo ainda estar no começo da carreira como treinador, Elano enfatizou que está acostumado a dificuldades. E para ilustrar isso, usou seu próprio exemplo de vida.

O comandante alvirrubro também disse entender as críticas que vem sofrendo, mas afirmou não se arrepender do início do seu trabalho no Náutico. E ao apontar melhoras no time, destacou que a equipe começa a ter a sua cara.

– Entendo as críticas, faz parte da análise. Mas não vou mudar nem uma vírgula do que eu sou, da maneira que eu faço, daquilo que eu acredito. Fui um atleta que graça a Deus tive um dom maravilhoso e consegui alcançar tudo. Como treinador estou vivendo hoje como se tivesse que novamente buscar chegar na seleção brasileira. Então, não tem como chegar a ser grande, conquistar coisas grandes, sem passar por essas dificuldades. Sou treinador porque me preparei para ser treinador – afirmou.

– Sempre fui de jogar junto, sou assim. Mas quando cheguei tive que corrigir algumas coisas. Agora o time tem um pouco da minha cara. Na minha carreira e na minha vida inteira eu sempre guerreei, e meu time tem que guerrear, ir para luta, mas com organização. A gente tem que competir, a Série B pede isso – finalizou Elano.

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Reforços do Sport agradam técnico e podem ganhar sequência; Leão ainda tenta contratar

Claudinei Oliveira espera por melhor adaptação dos quatro contratados recentes, que já estrearam; lateral Eduardo e atacante Wanderson jogaram primeiros minutos na última terça

Por Redação do ge — Recife

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Apesar do resultado, a goleada sofrida por 4 a 1 para o Ituano mostrou evolução no desempenho do Sport, segundo o técnico Claudinei Oliveira. E além do rendimento coletivo, o treinador também falou especificamente sobre os reforços que estrearam – o lateral-direito Eduardo e o atacante Wanderson – e os que fizeram a segunda partida – atacantes Vagner Love e Gustavo Coutinho.

– Acho que eles entregaram o que a gente esperava. Com Eduardo estávamos tendo muitas chances de cruzamento pelo lado direito, botei ele que bate bem na bola. Procurou dar sua contribuição. Gustavo Coutinho já vai para o segundo jogo com a gente, Love também. E Wanderson estreou – avaliou Claudinei Oliveira.

Segundo o técnico rubro-negro, a questão maior agora é a de adaptação desses atletas ao próprio grupo. Ainda mais com a urgência de o Sport obter resultados positivos para ainda sonhar em voltar ao G-4.

– Estamos estreando atletas agora na quarta rodada do returno. É uma adaptação. Estamos às vezes queimando etapas, colocamos Wanderson em campo, primeiro jogo que ele faz com os companheiros.

“Companheiro tem que entender onde que Wanderson gosta de receber a bola, se é no pé ou em profundidade, qual o movimento que ele faz que posso achar um bom passe nele. Isso é só com entrosamento. Só que a gente tem urgência dos resultados. Não pode ficar cheio de dedo.”

Os melhores momentos de Ituano 4 x 1 Sport pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2022

Claudinei lembrou o gol de Vagner Love como exemplo, em sua estreia, quando saiu do banco de reservas para marcar aos 40 do segundo tempo contra o Criciúma.

– A gente botou Vagner Love contra o Criciúma e ele fez o gol. Se vamos esperar estar ideal, ele não teria jogador e não teria feito o gol.

Além dos quatro reforços em questão, o Sport ainda trabalha na atual janela de transferências. O Leão procura acertar com um meia e um atacante.

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Jobson prega trabalho no Náutico por reação: “Ver realmente quem é homem pra poder assumir”

Timbu está afundado na lanterna da Série B, com seis derrotas consecutivas, e ainda busca primeira vitória com técnico Elano após três jogos

Por Redação do ge — Recife

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O clima no Náutico não é bom em meio ao momento que o time vive na Série B – na lanterna, com seis derrotas consecutivas. Há menos de um mês no clube, o volante Jobson falou da necessidade de as últimas contratações pegarem ritmo de jogo e de o time encaixar sob comando do técnico Elano, que busca sua primeira vitória após três partidas.

– Ninguém gostaria de viver esse momento. Tem jogadores que chegaram há pouco tempo, tem jogadores que estavam há muito tempo sem jogar… Então a gente está tentando fazer o que pode, tentando entrar no ritmo o quanto antes, fazer as coisas que Elano pede o quanto antes pra começar a ganhar, começar a pontuar e sair dessa zona (de rebaixamento) – afirmou Jobson.

“Acho que neste momento agora é trabalhar, a gente ver realmente quem é homem pra poder assumir, entrar dentro de campo e resolver o problema, que é o que a gente quer”, acrescentou.

Além de Jobson, o Náutico contratou outros oito jogadores na atual janela de transferências, que se encerra no próximo dia 15, numa espécie de mini reformulação em busca de melhora na Série B. Deles, três ainda não estrearam – os zagueiros Arthur e Maurício, e o lateral-direito Anilson.

Confiança do torcedor

Jobson também alertou da necessidade da retomada de confiança por parte do torcedor. O Timbu vive relação fragilizada com sua torcida, até pela falta de vitórias nos Aflitos – o último triunfo foi há mais de um mês, no dia 2 de julho, no 3 a 1 sobre o Novorizontino.

– O torcedor não está contente com o que a gente vem apresentando, mas sabemos que quando começar a vencer eles voltam a comparecer, começam a apoiar novamente. Tudo vai depender do que a gente vai fazer dentro de campo. Espero que a gente volte a ganhar para que eles voltem a acreditar.

O próximo compromisso alvirrubro é em casa. Na quarta-feira, o Náutico recebe o CRB tentando quebrar jejum de quase 16 anos sem vencer o adversário como mandante.

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Reforço do Sport volta ao futebol após superar segundo tumor: “Sofri muito. Vou retomar minha vida”

Recém-contratado pelo Rubro-negro, lateral-direito Eduardo atuará pela primeira vez após mais de um ano afastado para tratar de tumor na perna

Por Camila Alves — Recife

globo esporte

No Sport, Eduardo volta ao futebol após 2º tumor: “Sofri muito. Vou retomar minha vida”

Eduardo esteve em campo pela última vez no dia 20 de julho de 2021. Ali, era o começo de uma nova história de superação. Aos 34 anos, no América-MG, o lateral-direito precisou ser substituído no intervalo do jogo – contra o Sport – por conta de uma pancada na tíbia. Dois meses depois, foi diagnosticado com um tumor ósseo na perna, pela segunda vez na carreira.

Agora, após quase um ano afastado dos gramados, está de volta ao futebol, pelo Leão.

“Sofri muito. Mas o deserto sempre acaba. Deserto não é lugar de morada, é lugar de passagem. Aqui eu vou retomar minha carreira, vou retomar minha vida.”

Em 2019, atuando na Chapecoense na época, aconteceu o primeiro diagnóstico: um tumor benigno na tíbia.

– Conseguimos ultrapassar essa barreira em silêncio, sem muito alarde. Até porque eu não gosto muito de vitimismo. A Chapecoense me deu suporte para que eu pudesse me recuperar – lembra Eduardo.

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Gustavo Coutinho lembra de Vagner Love na TV e mira dupla no Sport: “Estou vivendo um sonho”

Após deixar Série C, atacante de 23 anos estreia ao lado de Vagner Love e tinha dez durante a melhor fase do companheiro, que compôs o “Império do Amor” com Adriano Imperador

Por Redação do ge — Recife

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Gustavo Coutinho deixou a Série C do Brasileiro como vice artilheiro e com 19 gols marcados pelo Botafogo-PB nesta temporada. Subiu uma divisão para defender o Sport na Série B nacional. Na Ilha do Retiro, o atacante de 23 anos chega para disputar – ou mesmo dividir – posição com nomes que são referência para o próprio jogador.

– É um sonho. Tenho 23 anos. Em 2010 e 2009 eu estava vendo Vagner Love na televisão. Eu tinha 10 e depois 11 anos de idade – conta Coutinho.

“É um sonho realizado fazer dupla com Love. Meu primo mesmo me mandou mensagem: caramba, olha onde você chegou… Estou vivendo um sonho.”

Gustavo Coutinho lembra de ver Vagner Love na TV e mira dupla no Sport: “Sonho realizado”

Contratado por empréstimo do Fortaleza, Coutinho estreou pelo Sport na última rodada do Brasileiro – no empate com o Criciúma – e dividiu o campo com Vagner Love, também acionado no segundo tempo. Foi a noite de estreia de ambos os atacantes pelo Leão. A parceria, contudo, começou ainda nos bastidores.

Sport apresenta atacantes Gustavo Coutinho e Wanderson na Ilha do Retiro

– Se vocês pudessem acompanhar… O cara é sensacional. No vestiário, parecia que estava aqui há cinco, dez anos. O cara é um líder nato. Só tem a agregar ao Sport, está sempre conversando com a gente – conta Coutinho.

“Quando o Vagner falar: vamo correr… Vamo correr, não tem jeito. É referência e aqui não vai ser diferente.”

Mesmo com reforços, ataque ainda é calo do Sport

A determinação de Coutinho tem sido reflexo da caminhada do atacante no futebol. Formado na base do Botafogo e do Alcanenense, de Portugal, o atleta voltou para o Fortaleza em 2018, passou por Cabofriense, Operário-PR e Botafogo-PB antes da chegada ao Sport.

Disputa a Série B do Brasileiro pela segunda vez na carreira, mas garante: não está nela por acaso.

– Há dois anos eu estava em uma Série D, vim para o Fortaleza e joguei a Copa do Nordeste, estava na Série C e agora na Série B com o Sport. Não foi algo que aconteceu do nada. Não saí de baixo para cima do nada. Eu vim gradativamente desempenhando meu máximo.

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Com 78% de risco de queda, Náutico precisará dobrar aproveitamento para escapar

Timbu tem apenas 27,3% de aproveitamento e precisará somar 52% dos pontos nas próximas rodadas para alcançar margem considerada segura para a permanência na Série B

Por João de Andrade Neto — Recife

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Acumulando seis derrotas seguidas e na lanterna da Série B, o Náutico viu o risco de rebaixamento aumentar para 78% ao final da 22ª rodada, de acordo com o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais. Ameaça que também pode ser avaliada de acordo com outro dado preocupante.

Ainda segundo a UFMG, uma margem considerada segura para a permanência na Série B é a de 43 pontos, que representa apenas 6,6% de risco de queda. Sendo assim, para alcançar essa pontuação, o Náutico terá que praticamente dobrar o seu rendimento atual.

Com apenas 18 pontos, o Timbu tem um aproveitamento de 27,3%. E restando apenas 16 rodadas a serem disputadas (48 pontos), o time pernambucano precisará somar mais 25 para chegar aos desejados 43 pontos. O que significar ter, a partir de agora, um rendimento de 52%.

Náutico perde para Operário/PR e afunda na zona de rebaixamento da Série B

Vale ressaltar, porém, que o atual “ponte de corte” para estar fora da zona de rebaixamento é de 21 pontos, o que representa um aproveitamento de 31,8%. Transferindo esse percentual para a última rodada, significa que 37 pontos seriam suficientes para a permanência na Série B.

No entanto, a tendência é essa margem de segurança aumente. Tanto que a UFMG calcula que 37 pontos ao término da competição é praticamente uma sentença de rebaixamento, com probabilidade de 98,1%.

O Náutico volta a campo na próxima quarta-feira, nos Aflitos. Para a partida, o técnico Elano Blumer, que ainda não pontuou no comando do time, não terá o meia Jean Carlos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

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Martelotte cita erros em finalização como pivô para empate, mas diz que decisão aberta

Técnico do Santa Cruz lamenta tomadas de decisão equivocadas contra o Tocantinópolis, mas não vê injustiça no resultado: “Você precisa concretizar o volume maior”, destaca

Por Camila Sousa — Recife

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Apesar do calor nos primeiro minutos, maior domínio de jogo e chances claras construídas, o Santa Cruz não saiu do 0 a 0 contra o Tocantinópolis, em pleno Arruda lotado, pela partida de ida das oitavas de final da Série D. Um placar justo, entretanto, na visão do técnico Marcelo Martelotte.

O treinador tricolor citou os vários erros de definição na hora de finalizar como um dos pivôs para o empate sem gols – como a chance mais clara delas, de Matheuzinho, sem o goleiro na barra -, mas disse que o jogo da volta, no próximo domingo, no estádio João Ribeiro, está em aberto.

Uma vitória pelo placar mínimo garante o Santa Cruz nas quartas de final da Série D, o mata-mata do acesso para a Terceira Divisão. Em caso de nova igualdade, a classificação será decidida nos pênaltis.00:00/00:00

Melhores momentos de Santa Cruz x Tocantinópolis

– Tivemos as melhores oportunidades, não concluímos bem, não finalizamos bem. Não foi o resultado que a gente desejava. Vimos o time criar ao máximo ofensivamente, mas definindo de maneira errada, na tomada de decisão, finalização, muitas vezes do passe. Dificilmente a disputa seria decidida hoje e segue em aberto – afirmou.

– Não vejo injustiça no futebol, a não ser que exista um erro de arbitragem. Se um jogo acabou 0 a 0, e a gente teve maior volume de jogo, teve justiça. Porque não adianta você ter um volume maior, mais posse de bola, ficar mais no campo do adversário. Você precisa concretizar – completou.

Após o empate, o elenco do Santa Cruz ganha folga nesta segunda e se reapresenta na terça-feira à tarde, no Arruda, iniciando a preparação para o duelo de volta contra o Tocantinópolis. Depois de sentir lesão, Jefferson é dúvida para o jogo de volta, enquanto Daniel Pereira é desfalque certo, suspenso por cartão vermelho.

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Decreto altera regras de combate a incêndio, e Arruda deve ter capacidade ampliada

Uma vistoria do Corpo de Bombeiros acontecerá nesta tarde de quinta no estádio para inspecionar as reformas feitas no anel superior

Por Camila Sousa — Recife

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Ingressos para Santa x Tocantinópolis já estão à venda

Em decreto divulgado no Diário Oficial da União na manhã desta quinta-feira, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, alterou as regras do código de incêndio e pânico dos estádios de futebol, flexibilizando as medidas de segurança. A mudança, que entra em vigor em caráter imediato, influencia diretamente o Santa Cruz, que trava uma batalha recente com o Corpo de Bombeiros para liberar as arquibancadas do anel superior.

Decreto publicado pelo Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, flexibilizando as medidas de segurança dos estádios — Foto: Arquivo Pessoal

Decreto publicado pelo Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, flexibilizando as medidas de segurança dos estádios — Foto: Arquivo Pessoal

Uma vistoria do órgão, inclusive, é aguardada pela direção do Santa Cruz na tarde desta quinta-feira. Tendência, portanto, é de que haja a liberação de parte do anel superior e até mesmo um aumento da capacidade disponível da arquibancada inferior.

Internamente, a expectativa da diretoria é muito grande não só pela liberação da “geral”, como também da capacidade total do estádio, que comporta 60.044 torcedores, o triplo da lotação máxima de apenas 20 mil hoje disponíveis.

Funcionários do Santa Cruz trabalharam até tarde da noite da quarta-feira e continuam os serviços no estádio até agora para concluir alguns reparos, como a aplicação dos restantes dos guarda-corpos em todo o perímetro de 430m do anel superior, sinalização de entradas de emergência e corrimãos.

Desde o início de abril, quando obteve ampliação da capacidade máxima para 20 mil torcedores – o que se manteve até então – , o Santa Cruz tem trabalhado para aumentar a lotação do Arruda, principalmente no anel superior. Não teve sucesso até aqui.

Pelo menos duas vistorias recentes foram feitas no estádio, mas o Corpo de Bombeiros manteve, em ambas, a “necessidade de intervenções com o fito de viabilizar a possível liberação da estrutura”.

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Náutico treina em Curitiba com retorno de Geuvânio e ausência de Richard Franco

Equipe realizou o último trabalho antes da partida contra o Operário, nesta sexta; escalação deve ter mudanças

Por Rafael Cabral — Recife

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Náutico treina em Curitiba

O Náutico realizou, nesta quinta-feira, o último treino antes da partida contra o Operário, nesta sexta, em Ponta Grossa, Paraná. A atividade aconteceu no CT do Athlético-PR e contou com o retorno do atacante Geuvânio, que perdeu as últimas movimentações por conta de uma virose. Já o volante Richard Franco, ainda lesionado, ficou no Recife.

Geuvânio tem sido presença constante no time titular do Náutico, atuando em sete partidas e marcando um gol. O jogador não participou dos treinos no Recife se queixando dos efeitos de uma gripe, mas viajou e deve ser confirmado na equipe.

Já o volante Richard Franco segue afastado do time, se recuperando de uma lesão grau um na coxa coxa. O atleta já havia ficado de fora da última rodada, contra o Bahia.

O técnico Elano ainda deve promover outras modificações, com o retorno do zagueiro Wellington na defesa, o deslocamento de Victor Ferraz para a lateral-direita e a estreia do atacante Júlio Vitor.

O provável time do Náutico para enfrentar o Operário tem: Lucas Perri; Victor Ferraz, Wellington, João Paulo e João Lucas; Jobson, Souza e Jean Carlos; Geuvânio, Júlio Vitor e Kieza.

Mantido no ataque, Kieza mencionou a importância da partida, tratada pelo Náutico como um duelo decisivo, já que apenas três pontos separam as duas equipes na tabela.

– Expectativa imensa, de a gente conseguir voltar a vencer, somar pontos. Esperamos fazer grande um jogo, voltar a somar, e se Deus quiser, sair dessa situação o mais rápido possível – pontuou.

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