Sport vive expectativa de receber R$ 895 mil por dívida de clube do Chipre na Fifa: “Se vier, ajuda”

Ermis Aradippou publicou nota nas redes sociais afirmando ter uma multa pendente na entidade máxima do futebol referente ao atacante Índio, formado na base do Leão

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

Em meio às quedas de receita, devido à paralisação do futebol por conta da Covid-19, o Sport vive a expectativa de receber uma verba referente ao atacante Índio, de 23 anos, formado na base do Leão. A história veio à tona após o Ermis Aradippou, clube do Chipre, para o qual ele se transferiu em 2018, publicar uma nota nas redes sociais informando ter uma multa de € 150 mil (cerca de R$ 895 mil na cotação atual) pendente na Fifa, referente a “taxas de direitos de treinamento” do atleta, chamado Wildson Silva de Melo.

O Sport aguarda o desfecho do caso. É o que diz o presidente do Rubro-negro, Milton Bivar. O valor pode representar um auxílio ao clube, uma vez que o Leão trabalha com um montante de R$ 145 milhões em dívidas a curto prazo (que precisam ser pagas em 12 meses), e tem um débito também na Fifa, referente à compra de André, junto ao Sporting, de Portugal, além de valores cobrados na CNRD e na Justiça do Trabalho.

“Notícia muito boa. Estamos esperando. Todos os clubes que tem base, tem jogadores que saíram por aí e, quando são transacionados, existe um direito de formação do jogador, é de solidariedade, então todos os clubes têm que receber. Para o Sport, é entrando e saindo na mesma hora. Mas se vier, é bom, ajuda.”

Procurada, a entidade máxima do futebol não se posicionou sobre o tema até a publicação desta reportagem. A manifestação do clube cipriota, por sua vez, teve como objetivo esclarecer o débito após entrevista do presidente Loukas Fanieros à rádio local Sport FM 104. Ainda de acordo com a nota, o pagamento será feito pelo mandatário nos próximos dias.

– Para que não haja erros ou mal-entendidos por parte de alguns, informamos que a multa de 150.000 euros que nossa Associação tem pendente neste momento na Fifa foi criada devido a uma omissão (de ex-associados de nossa equipe) de solicitar o documento de taxas de direitos de treinamento (conforme definido pela FIFA para jovens jogadores) em agosto de 2018 pela antiga equipe do De Melo, Sport Recife. Essa penalidade será liquidada nos próximos dias pelo presidente da nossa Associação com um pagamento direto (transferência bancária) para a conta bancária desse grupo.

No Regulamento sobre Status e Transferências de Jogadores, a Fifa determina compensação financeira a clubes formadores em dois cenários: como “Training compensation” e “Solidarity mechanism”.

Na compensação de treinamento, clubes responsáveis pela formação do atleta dos 12 aos 21 anos são indenizados no momento da primeira assinatura de contrato profissional e a cada transferência do jogador até ele completar 23 anos. O mecanismo de solidariedade é mais abrangente. Neste caso, a cada transferência internacional paga, até o término da carreira do atleta, os clubes formadores têm direito a até 5% do valor, contabilizado a depender do tempo que ele passou pela equipe em questão.

Natural de Paulista, em Pernambuco, Índio chegou ao Sport no Sub-17, em 2014, e permaneceu no clube por quatro anos, até os 21 anos de idade. Ele estreou pelo profissional em abril de 2017, em um confronto contra o Salgueiro, pelo Pernambucano, que contou apenas com pratas da casa. Na equipe principal do Leão, fez dois gols (um deles na estreia) em 14 partidas.

Em agosto de 2018, Índio deixou a Ilha do Retiro e desembarcou no Chipre para atuar pelo Ermis Aradippou. Após um gol em 17 jogos, foi negociado para o Centro Desportivo de Fátima, em Portugal, marcando três vezes em nove partidas. Em seguida, aos 23 anos, foi negociado para o Valadares Gaia, também de Portugal, onde está agora. O atacante fez dois jogos, sem marcar, antes da paralisação das competições por conta da Covid-19.

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Governo de Pernambuco traça estratégia, e jogos têm chances de voltar ainda em junho no estado

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, explicou as etapas para retomada das atividades, indo dos treinos aos jogos com torcida

Por GloboEsporte.com — Recife

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, deu alguns detalhes sobre como o estado deve liberar a volta do futebol local. Após decidir que os clubes poderão retomar os treinamentos no dia 15 de junho, Bruno disse que, a depender da curva de contágio da Covid-19, os jogos têm chances de serem retomados no final do mês.

– A gente fez uma parte do plano de ação voltada para o futebol profissional. Sabemos que é um ambiente controlado e que alguns lugares do mundo estão voltando. Então, fizemos um protocolo, junto com a Federação, para que os treinos voltassem no dia 15 de junho. Digamos que tudo corra bem e que a gente vá conseguindo implantar as etapas, a volta seria 29 de junho.

Ainda de acordo com o secretário, o protocolo feito em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol atende às exigências do Governo e está em fase final de conclusão.

– A questão do treino vai atender ao protocolo de segurança que estamos desenvolvendo. Na questão de isolamento, distanciamento. Vai atender ao que está sendo feito pela CBF, mas com algumas especificações nossas.

A ideia do Governo de Pernambuco é dividir a volta dos clubes em três etapas: treinos, jogos sem torcida e jogos com torcida. A volta do público, no entanto, faz parte da penúltima etapa do plano estadual de retorno das atividades econômicas, previsto para ocorrer em 11 semanas. Mesmo assim, segundo Bruno, isso será feito de forma gradual.

– A volta da torcida não será como estamos acostumados. Será numa quantidade reduzida. Dentro de um controle.

Cronograma de flexibilização das atividades econômicas em Pernambuco — Foto: Reprodução

Cronograma de flexibilização das atividades econômicas em Pernambuco — Foto: Reprodução

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Guarani alega readequação financeira e devolve atacante Juninho Piauiense ao Sport

Jogador com histórico de problemas extracampo deixa Bugre após fazer dois jogos

Por GloboEsporte.com — Campinas, SP

Além de Thallyson, que não renovou para acertar com um clube do Azerbaijão, o elenco do Guarani teve outra baixa nesta segunda-feira.

Alegando a necessidade de uma readequação financeira devido à paralisação pela pandemia do novo coronavírus, o Bugre devolveu o atacante Juninho Piauiense ao Sport.

O contrato de empréstimo iria até 30 de novembro, mas será rescindido “em comum acordo entre as diretorias”, segundo comunicado do clube campineiro. Oficialmente, o lado bugrino descarta que a decisão tenha sido motivada por qualquer aspecto disciplinar.

Com histórico de problemas extracampo desde quando subiu para o profissional do Sport, o jogador de 21 anos entrou em campo apenas duas vezes com a camisa alviverde (Palmeiras e Ponte Preta), sendo importante para a virada no dérbi campineiro ao fazer o gol de empate – o Bugre começou perdendo por 2 a 0, mas no fim ganhou da Ponte por 3 a 2.

Gol do Guarani! Juninho recebe bola de Todinho e finaliza, aos 35 do 2º tempo

Agora, o Guarani espera a definição sobre a renovação de Júnior Todinho. Assim como Thallyson, ele tinha vínculo até 30 de abril e é tratado como prioridade no Brinco de Ouro para a sequência da temporada. A tendência é que a situação seja resolvida nas próximas horas – para o sim ou para o não.

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Náutico adota protocolo e trata jogadores que se recuperam de lesão no CT do clube

Quatro atletas estão sob cuidados; confira como está a situação de cada um deles

Por GloboEsporte.com — Recife

Ainda impossibilitado de voltar aos treinos com todo o elenco por conta do novo coronavírus, o Náutico abriga no seu centro de treinamento quatros jogadores que estão em recuperação de diferentes lesões. Para realizar o tratamento, o clube adotou um protocolo com grupos divididos em horários alternados e uso de materiais de prevenção para evitar contágio em meio à pandemia.

– A gente está se dividindo em dois turnos para não ficar condensado. Eles [os jogadores] têm que usar máscara. Tem todos os cuidados de manipulação dos aparelhos, cuidado com fisioterapia e álcool em gel, disse o vice-presidente médico Múcio Vaz.

Com estado de quarentena decretado em Pernambuco até este domingo, a posição do governo é que não pode haver aglomeração com mais de dez pessoas e que tratamentos médicos são permitidos. Desse modo, a atividade está dentro dos parâmetros estabelecidos.

No caso alvirrubro, estão em recuperação os zagueiros Ronaldo Alves, Rafael Dumas e Camutanga além do atacante Álvaro. Por fim, o atacante Matheus Carvalho é outro que está lesionado, mas não frequenta o CT e aguarda cirurgia.

Entenda abaixo, como está a situação de cada jogador que está em recuperação de lesão.

Camutanga

  • Sofreu ruptura dos ligamentos no joelho esquerdo
  • Está na preparação física, em recuperação
  • Entra no sexto mês de recuperação; prazo total é de sete

Álvaro

  • Sofreu lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco do joelho esquerdo
  • Está fazendo fisioterapia há pouco mais de um mês
  • Prazo de recuperação total é entre seis e oito meses

Ronaldo Alves

  • Sofreu ruptura total do tendão de aquiles
  • Em tratamento no segundo mês de fisioterapia
  • Prazo de recuperação total é entre seis e oito meses

Rafael Dumas

  • Problema no joelho esquerdo
  • Fez tratamento, mas, quando chuta, está com dor
  • Será submetido a uma artroscopia, mas o retorno está previsto dentro de um mês

Matheus Carvalho

  • Sofreu lesão ligamentar no joelho direito
  • Estava impedido de fazer cirurgia por conta do avanço da pandemia do novo coronavírus que impediu temporariamente procedimentos seletivos
  • Deve ser operado em junho
  • Prazo de recuperação é entre seis e sete meses após a cirurgia

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“Usam a pandemia para fazer safadeza”, diz Magrão após suspensão de acordo com Sport

Após adiar parte da dívida com ídolo para 2023, Rubro-negro solicitou paralisação dos pagamentos na Justiça do Trabalho sob a justificativa da crise causada pela Covid-19

Por GloboEsporte.com — Recife

O Sport conseguiu, na Justiça do Trabalho, a suspensão dos pagamentos da dívida com o goleiro Magrão, por três meses após a volta das atividades. Medida solicitada pelo clube, sob a justificativa da crise causada pela Covid-19. A decisão, no entanto, aconteceu contra a vontade do camisa 1, que mostrou-se revoltado com a direção rubro-negra, em entrevista ao Canal do Nicola.

– A gente vê um pouco de mal caráter da parte das pessoas que estão tomando a frente dessa situação em relação ao Sport. Porque havia um acordo, onde eu aceitei a situação, entendi o problema do clube, mas agora que é para pagar o acordo que tinha feito, eles começam a falar que não tem condições. Então é complicado. Foi feito um acordo e esse acordo foi desonrado. Vamos ver se a gente entra em um acordo pelo menos um pouco amigável.

Procurado, o Sport ainda não se posicionou sobre o tema.

Quando o Rubro-negro solicitou a suspensão do processo, em 13 de maio de 2020, Magrão posicionou-se contra, impugnando a manifestação do clube. O pedido do Leão, no entanto, foi aceito pela juíza Maria Carla Dourado de Brito Jurema.

Na ocasião, a repactuação entre clube e atleta, deferida em 20 de abril, deixou de valer. No acordo, o Sport havia adiado as parcelas de abril e junho para 2023, assim como metade dos valores correspondentes a maio e julho. O pedido de suspensão ocorreu dois dias antes de quando deveria pagar os outros 50% de maio.

“Está difícil para todo mundo e quando eles me procuraram para reduzir, eu falei: ‘Não tem problema, eu aceito’. Quando foi para receber agora um pedaço, eles entraram de novo, dizendo que não tem condições de pagar. Aí eu falei: ‘Pera aí’. Estou querendo ajudar, mas a gente vê que algumas pessoas usam a pandemia, as dificuldades, para fazer safadeza” – disse Magrão.

O começo do problema

O valor do processo, ajuizado pelo goleiro no ano passado, corresponde a R$ 5 milhões. Mas duas semanas após o início da briga na Justiça do Trabalho, Sport e Magrão entraram em acordo, acertando um parcelamento sobre um montante de aproximadamente R$ 1,8 milhões. Na entrevista, o camisa um explicou o motivo por ter recorrido aos meios legais quando deixou a Ilha do Retiro.

– Fiquei praticamente seis meses sem receber e não vi da parte deles uma vontade de solucionar o problema. Não sei se por achar, pelo tempo que eu estava no clube, que eu não estava ligando, mas tenho família, projetos na vida e estava precisando dos meus salários. E pelas conversas que a gente estava tendo, eles não mostraram preocupação, que queriam resolver essa questão. Eles iam empurrar com a barriga e aí eu falei, tudo tem um limite.

Maior campeão da história do clube, acumulando, entre os títulos, a Copa do Brasil de 2008, Magrão passou 14 anos no Sport. No ano passado, estava no banco de reservas, durante a Série B, quando deixou o Leão, em junho.

– Infelizmente acabei saindo de uma maneira que não gostaria, mas sempre deixei claro o amor, respeito, carinho, pelo torcedor e pelo clube. Independentemente de alguns dirigentes terem arrebentado o clube. Queria sair de uma maneira diferente, mas não me arrependo, porque provavelmente lá na frente iria me arrepender se não tivesse tomado essa atitude. Meu problema é com as pessoas. Infelizmente sabemos que nem todo torcedor consegue raciocinar de uma maneira clara. O que eu pude fazer, eu fiz, pelo clube.

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Herói em 2005, Reinaldo lembra caminho turbulento até acesso do Santa Cruz: “Foram dias difíceis”

Atacante, que quase perdeu a vaga de titular, tornou-se artilheiro da competição, com direito a dois gols na partida que garantiu o Tricolor na elite do Brasileiro de 2006

Por GloboEsporte.com — Recife

Artilheiro em 2005, Reinaldo relembra campanha do acesso do Santa Cruz

Artilheiro da competição, responsável por marcar dois gols no jogo que garantiu o acesso à Série A, titular absoluto… Em 2005, não há dúvidas de que Reinaldo foi um dos grandes responsáveis pela quase irretocável campanha do Santa Cruz na Série B do Brasileiro. Vindo do Vasco, após uma passagem apagada pelo Cruz-Maltino, o atacante encontrou no Arruda o espaço que não teve em São Januário. Mas o caminho não foi tão tranquilo assim.

Responsável por marcar 16 gols na competição, Reinaldo quase perdeu a vaga de titular da equipe no quadrangular final. Isso porque, após liderar toda a primeira fase e somar seis pontos a mais que o segundo colocado, o Santa Cruz começou o quadrangular em turbulência. Derrota para a Portuguesa, fora de casa, empate com o Grêmio, no Arruda, com direito a pênalti perdido por… Reinaldo.

– O último jogo dentro de casa tinha sido contra o Avaí. Saímos para jogar contra a Portuguesa, perdemos. Aí contra o Grêmio, eu perdi o pênalti. A partir do pênalti perdido a confiança foi para eu sair, mas Givanildo segurou. Foram dias difíceis, de muitas cobranças e de muita incerteza. Mas Givanildo me deu muita segurança, disse que não me tiraria – disse o jogador.

Reinaldo lembra acesso de 2005 pelo Santa Cruz — Foto: Reprodução / TV Globo

Reinaldo lembra acesso de 2005 pelo Santa Cruz — Foto: Reprodução / TV Globo

A insistência do treinador deu resultado. Cobrado, o atacante chegou à última rodada com o peso de comandar o ataque coral na partida que poderia garantir o acesso. Logo nos primeiros minutos, porém, Cléber marcou o primeiro gol, fez o Arruda se calar e, de quebra, empatou na artilharia com Reinaldo.

Mas a tarde era tricolor. Mesmo vaiado, o atacante coral marcou duas vezes, garantiu a virada e o acesso. Só não levantou o troféu porque, nos Aflitos, o Náutico perdeu para o Grêmio, que ficou com o título da competição.

“Contra a portuguesa eu atingi o auge da minha concentração, da minha entrega. A gente saiu perdendo, a torcida pegou no meu pé, mas eu sabia que as coisas iriam acontecer. Ali era para ser nosso. Sabia que poderia render e fiz dois gols. A gente queria o título, mas veio o acesso e está tudo bem.”

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Jornal Italiano coloca Adryelson na lista de reforços da Lazio; Sport desconhece interesse

“Gazzetta dello Sport” diz que zagueiro brasileiro está no perfil procurado pelo clube italiano, vice-líder na Velha Bota

Por GloboEsporte.com — Recife

O jornal italiano “La Gazzetta dello Sport” publicou nesta semana o interesse da Lazio no zagueiro Adryelson, do Sport. Segundo a publicação, o defensor rubro-negro, que tem contrato com o Leão até dezembro de 2021, é um dos alvos para reforçar o time comandado pelo técnico Simone Inzaghi. A história, no entanto, parece distante da Ilha do Retiro.

O movimento em torno do prata da casa leonino, ainda de acordo com a publicação, começou no ano passado, quando o clube italiano se interessou por Adryelson, em sua primeira temporada atuando como titular. Mas teria desistido da contratação por conta do valor do atleta. O jornal aponta um montante em € 10 milhões, o que representa cerca de R$ 58 milhões, na cotação atual da moeda europeia.

Vale ressaltar que, o atual vínculo de Adryelson, atleta formado na Ilha do Retiro, foi assinado em maio de 2019 e, segundo o diretor de futebol rubro-negro, Wanderson Lacerda, conta com uma multa em cerca de R$ 10 milhões (valor significativamente menor ao citado pela imprensa italiana).

“A multa dele gira em torno de R$ 10 milhões. Mas se chegar algo, a gente conversa.”

Aos 23 anos, Adryelson é colocado no radar da Lazio como a segunda opção do clube italiano que, apesar de saber da existência de concorrência pelo atleta, segundo o jornal, estaria disposta a esperar para poder assinar com o defensor a um custo reduzido. Até porque o zagueiro tem apenas mais um ano de contrato com o Sport. O primeiro alvo, no entanto, seria o albanês Marash Kumbulla, de 20 anos, que atua no Verona, também da Itália.

Procurado, o presidente do Sport, Milton Bivar, afirmou, através de mensagem, desconhecer o interesse do clube italiano.

Essa não é a primeira vez que movimentações em relação ao zagueiro agitam os bastidores do clube. No início do ano passado, pouco antes de acertar a renovação na Ilha do Retiro, Adryelson chegou a negociar com Athletico e Internacional. Naquele período, restavam cerca de três meses até julho, quando o atleta estaria liberado para assinar um pré-contrato com outro clube sem retorno aos cofres do Leão.

Negociar Adryelson, no entanto, esteve em pauta novamente no Sport nesta temporada. Dessa vez, por iniciativa do próprio clube. O Rubro-negro ofereceu um percentual de direitos do atleta ao Sporting, de Portugal, como parte do pagamento da dívida referente à compra de André, em 2017, que ameaça o Leão de punição na Fifa. O débito internacional gira em torno de € 900 mil, ou seja, R$ 5,2 milhões. A oferta, no entanto, foi recusada pelo clube português.

A Lazio disputava o título italiano com a Juventus até o futebol ser interrompido no país, no início de março. A Velha Senhora lidera com 63 pontos, um à frente do time da capital italiano. Veja a tabela do Campeonato Italiano.

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Com salários atrasados e queda de receita, diretoria do Sport ainda aguarda liberação de empréstimo

Pedido junto à instituição bancária é visto como melhor alternativa para auxiliar no pagamento de dívidas com jogadores e funcionários

Por GloboEsporte.com — Recife

Em meio à paralisação do futebol por conta da Covid-19 e sob a possibilidade cada vez mais escassa de gerar receitas, o Sport enfrenta o acúmulo de problemas financeiros no clube. Entre eles, está o caso dos salários atrasados, com atletas e funcionários. Passado mais de um mês desde a solicitação de um empréstimo bancário, aposta do Rubro-negro para solucionar a questão, o Leão segue esperando pela liberação da verba. É o que diz o presidente Milton Bivar, em breve contato por mensagem.

Em busca de alternativas para manter os pagamentos em dia desde a suspensão das competições, em março, o Sport vê no pedido junto à instituição bancária a possibilidade mais palpável para aliviar os cofres. Ao mesmo tempo, investe nas campanhas de ingresso solidário, que chegam a valores mais modestos em relação à folha do clube, mas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 122.682,00 até o momento.

No início deste mês, com a verba gerada pelo Rubro-negro em abril, após a suspensão dos pagamentos dos patrocinadores e queda no quadro de sócios, a diretoria conseguiu pagar parte dos vencimentos de março a funcionários e elenco (referente à CLT). Mas, de acordo com Milton Bivar, ainda deve aos atletas as folhas de março e abril, que venceu há duas semanas, no dia 11 deste mês.

O cenário, inclusive, impossibilita a diretoria de acertar uma redução salarial com os jogadores. A medida, de interesse do Rubro-negro, seria aplicada durante a pandemia e permitiria mais cortes de gastos no clube. Mas negociar, sendo devedor do elenco, torna-se inviável.

Vale lembrar que, em relação aos funcionários, o Sport recorreu à inclusão da folha administrativa na Medida Provisória 936. Com isso, reduziu salários e jornada de trabalho, preservando alguns empregos com auxílio do Governo Federal, que compensa os pagamentos. Apesar disso, também fez demissões em diferentes departamentos do clube, enxugando a base e paralisando todas as atividades esportivas até o fim do ano, com exceção do futebol profissional e parte do Sub-17 e Sub-20.

Além dos salários atrasados, a questão financeira preocupa o clube no âmbito dos processos em trâmite na esfera jurídica esportiva. É o caso da dívida com o Sporting, de Portugal, referente à André, em que o Leão corre risco de punições na Fifa. Além da parcela atrasada com o chileno Mark González, que resultou no bloqueio do sistema de inscrições da CBF para o Sport.

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Xodó do Santa Cruz entra na linha de frente contra a Covid-19: “Eu nunca vi tanta gente morrer”

Fernando José Mendes, mais conhecido como Catatau, também trabalha como técnico de enfermagem em um hospital particular do Recife

Por Lucas de Senna — Recife

Globo Esporte

O futebol parou por causa da pandemia causada pela Covid-19, mas Catatau, massagista do Santa Cruz, não pode parar. Técnico em enfermagem, ele costuma se dividir entre desempenhar a função em dupla jornada, uma vez que tem um segundo emprego fora do Arruda. Mas com a suspensão das competições por tempo indeterminado, o xodó da torcida coral tem se dedicado exclusivamente a um dos ofícios: o atendimento de pacientes no hospital particular em que trabalha.

“É assustador, porque a gente não sabe quando vai acabar. Quando a gente sai, vai para o trabalho, é como se estivesse indo para uma guerra. Eu nunca vi tanta gente morrer.”

Atualmente, Pernambuco tem 29.919 casos confirmados do novo coronavírus e 2.468 mortes. O preparo físico, que sempre ajudou Fernando José Mendes, como se chama fora dos domínios corais, a ter velocidade no atendimento aos atletas em campo, agora o faz ter forças para atender aos pacientes infectados pela Covid-19.

– A enfermagem não é só para dar medicação. É para conversar com o paciente, ver o que o paciente tem. Às vezes, ele não fala para o médico, mas fala para a gente, e a gente passa para o médico. Às vezes vem a solidão, porque o paciente está numa enfermaria, tem uns que só veem o teto e a televisão, e não veem mais ninguém. A gente leva amor para o paciente.

Catatau colocando os equipamentos de proteção — Foto: Arquivo Pessoal

Catatau colocando os equipamentos de proteção — Foto: Arquivo Pessoal

Catatau não esconde que tem sentido muito a falta do futebol, do carinho da torcida, mas pede para que todos tenham paciência neste momento tão delicado, pois não quer ver mais torcedores se transformando em pacientes.

“Dá vontade de chorar as vezes. Eu não digo nem no hospital, porque no hospital dão EPI, o Equipamento de Proteção Individual. Mas você vai lá, salva um paciente, um médico, um enfermeiro… É como um gol para a gente. E quando perde (um paciente) é como quando perde um campeonato. Fica triste todo mundo.”

Torcedor do Santa Cruz desde a infância, ele sempre teve o sonho de entrar em campo pelo clube do coração. O curioso é que foi o trabalho que fazia como técnico em enfermagem que o levou a essa realização.

– Eu disse: ‘vocês vão ver eu correndo aí’. E a turma: ‘oxe, você não sabe jogar bola, não é bom de bola…’. Aí pronto, um tempo depois eu estava correndo dentro de campo. Não como jogador, como massagista.

Há quase 30 anos, Fernando José Mendes, na época “apenas” técnico em enfermagem, foi atender o então jovem jogador das categorias de base do Sport, Edson Miolo, com uma grave lesão na perna. Agora ex-atleta, Edson relembra a importância de Catatau na recuperação da lesão, depois da qual construiu uma carreira com passagens por Corinthians e Olympique de Marselha, na França.

– Catatau foi uma pessoa muito importante no inicio da minha carreira, onde eu sofri com uma cirurgia muito grave. Um momento muito difícil, em que eu precisava de muito apoio, estava longe da família. Tenho muita gratidão a ele. Me ajudava no dia a dia, me ajudava a caminhar no corredor para poder fazer a drenagem melhor da minha perna, me dava sempre uma palavra de conforto, lia sempre a bíblia ao meu lado, chegava com uma alegria muito grande.

Além da gratidão, Edson quis ajudar e caminhou para a realização de um sonho: indicou Fernando para o futebol. No Santa Cruz, o técnico em enfermagem foi contratado como massagista e ganhou o apelido de Catatau (personagem de desenho infantil). Ao longo dos últimos 27 anos, chamou a atenção pelos piques que dá em campo para atender os jogadores durante as partidas e, com carisma, transformou-se em grande xodó da torcida.

– Quando eu vejo a imensa torcida da gente… é muito bonito. A torcida festejando gol, quando a gente entra em campo e… olha, dá até vontade de chorar porque é uma emoção muito grande você entrar em campo com o estádio cheio – conta Catatau.

Para Edson Miolo, este atendimento mais humanizado de Catatau foi um diferencial importante para a recuperação da lesão, lá no passado, e pode ter o mesmo efeito positivo para outros pacientes, que agora enfrentam o novo coronavírus.

“Com certeza o Catatau vai fazer a mesma coisa que fez comigo. Vai ajudar essas pessoas com coronavírus, dentro dos hospitais, que estão passando por um momento difícil. Ele é um cara com o coração muito grande, leva sempre alegria, tem uma áurea muito boa. Espero que ele possa ajudar como sempre.”

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A caminho do Flamengo, joia do Sport realiza sonho de família: “Pensei em desistir do futebol”

Natural do bairro de Brasília Teimosa, no Recife, meia Fernando Soares, do Sub-15 do Leão, está entre atletas acertados com o clube carioca

Por GloboEsporte.com — Recife

Nas categorias de base, o futuro é quase sempre incerto. Principalmente no Brasil, em que a chance de despontar no futebol profissional é exceção. Para o meia Fernando Soares, no entanto, mais conhecido como Fernandinho, no Sub-15 do Sport, a base é motivo de esperança. Natural do bairro de Brasília Teimosa, na zona sul do Recife, ele está entre os pratas da casa acertados com o Flamengo e, aos 13 anos, diz realizar um sonho de família.

“A sensação é única. É uma realização de um dos meus sonhos. Teve momentos que pensei em desistir do futebol, por causa de problemas dentro de um dos clubes que passei, depois me recuperei e segui em frente. O que me motiva é o apoio da minha família e a vontade de querer dar uma vida melhor para eles.“

Prata da casa do Sport foi negociado com Flamengo — Foto: Arquivo Pessoal

Prata da casa do Sport foi negociado com Flamengo — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe, Cristiane de Lima, que trabalha como secretária do lar, acompanhou o menino em maior parte das viagens com as equipes juniores. O pai, Elias Soares, por vezes, assistiu o crescimento do filho no futebol à distância, porque o ofício como taxista pouco permitiu a ele deixar o Recife no período de jogos. Mesmo assim, Elias divide uma história determinante com Fernandinho, que tenta realizar, ao lado do pai e do irmão, o sonho de fazer carreira como jogador profissional.

– Meu pai e meu irmão tentaram ser atletas profissionais, mas não conseguiram. Minha família sempre me apoiou muito, quando eu tinha sete anos, vi que queria seguir o sonho de ser atleta e estou até hoje batalhando a cada dia, tentando dar o meu melhor. Eles ficaram muito felizes e emocionados, porque estão nessa luta diária a mais de seis anos, em viagem e competições.

Cristiane conta que, na época em que Elias tentou seguir carreira de atleta, as oportunidades eram escassas. Quando chegou o filho mais velho, sem conseguir estudo com o esporte, ela mesma decidiu por tirá-lo. Com Fernando, o cenário mudou. E há um mês, ele se mostrou consciente do que, mesmo com a pouca idade, leva guardado na mala. No aniversário do pai, dia 17 de abril, escreveu um texto de presente.

“Fernando disse que ia em busca dos sonhos do pai. Que não era fácil sair seis da manhã e chegar oito da noite, mas que era o sonho dele e ele ia realizar, para o pai nunca mais precisar trabalhar. Quando o Sport ligou, perguntando se aceitaríamos a negociação, ele falou: ‘Mãe, é meu sonho, vou sofrer nos primeiros dias, mas não vou deixar você e meu irmão saindo todos os dias em busca do ganha pão’.”

Fernando chegou à base do Sport no ano passado — Foto: Arquivo Pessoal

Fernando chegou à base do Sport no ano passado — Foto: Arquivo Pessoal

A família de Fernando vinha se preparando para a possibilidade de ver o menino deixar o Recife, porque sabiam que ele estava sendo avaliado pelo Flamengo. Agora, a ideia de Cristiane é ficar as primeiras duas semanas no Rio de Janeiro, para assinar documentação e conhecer o processo. E manter visitas mensais, quando possível.

“Depois de um ano, eu pretendo passar uns meses. Estou conseguindo umas casas aqui, então tendo uma renda fica mais fácil sair daqui. Mas sentamos, perguntamos se ele queria que a gente fosse agora, ele disse que não, quer se estabilizar e amadurecer. A gente fica apreensivo, mas sabe que vida de jogador é isso mesmo. E ele tem uma cabeça muito boa, digo a ele: ‘Acho que você tem 60 anos.’”

Camisa 10 do Sport, Fernando passou por Náutico e Santa Cruz antes de chegar à Ilha do Retiro, ainda para o Sub-13, no ano passado. Ele está entre os atletas do Leão que, em meio à falta de perspectiva de competições e dificuldades financeiras do clube, foram repassados para lucrar com futuras vendas.

Isso porque, segundo o presidente Milton Bivar, o Leão mantém 40% dos direitos dos atletas. Como se trata de um atleta menor de idade, o percentual de uma futura negociação fica a cargo de um acordo entre clubes. Uma vez que o meia não assinou contrato profissional, que só pode ser firmado a partir dos 16 anos, de acordo com a Lei Pelé.

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