No Náutico, Dal Pozzo avalia diferenças em relação a Márcio Goiano

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

O técnico Gilmar Dal Pozzo tem, pela primeira vez, uma semana para treinar o Náutico, antes de uma partida. Neste sábado, o Timbu encara o Confiança, pela quinta rodada da Série C, e o treinador espera um bom nível de futebol da equipe. Além disso, Dal Pozzo quer começar a mostrar estilo próprio, que, segundo ele, tem diferenças importantes em relação ao do antecessor, Márcio Goiano.

Confira os principais pontos da entrevista do treinador

Herança de Márcio e diferença de estilos

– A diretoria procurou seguir um perfil de trabalho de técnico. Essa foi uma escolha acertada, não mudando muito o conceito de jogo de um técnico para outro. Peguei uma herança muito boa de Márcio. Fisicamente, o time está muito bem. E, taticamente, não fiz grandes diferenças. É um conceito só diferente. Márcio tem um conceito mais de posse, um jogo mais apoiado, que deu certo. Gosto mais, principalmente na retomada da bola, um jogo mais reativo, com transição de velocidade. Gosto de propor, atacar o adversário, sempre com cinco, seis jogadores, de forma organizada. Eu peguei uma herança muito boa e, a partir dessa semana, vou colocar minhas ideias, estratégias, conceitos.

Escalação para o jogo

– Há uma tendência muito grande de continuidade. Não tenho motivo de fazer troca por conta do desempenho ou do resultado. As duas vitórias foram satisfatórias em termos de produtividade e o resultado também agradou. O que procurei foi fazer ajustes. Um posicionamento um pouco diferente nas ações ofensivas, no momento de propor o jogo. E defensivamente também, uma postura de posicionamento diferente, fazendo alguns ajustes para surpreender. Isso faz parte da nossa estratégia.

Como será a marcação?

– A gente trabalha muito em função do adversário. Tem uma maneira de jogo, mas usa como estratégia as linhas de marcação. No primeiro jogo, contra o Campinense, marcamos o adversário praticamente o tempo todo, no campo deles, e não fizemos linha baixa. Contra o Treze, a gente fez uma marcação pressão, baixou linha em algum momento, e deu certo.

Ênfase no setor ofensivo

Ontem (quarta) foi um dia de trabalhar o setor defensivo. Trabalhamos muito o contra-ataque, caprichar no passe. Hoje é dia de trabalhar a parte ofensiva, trabalhando pelo lado direito, que está bom, fluindo, trabalhando e usando mais um posicionamento por dentro, com Wallace vindo, e aproximação de alguns jogadores – e um lado esquerdo é um jogo mais técnico, mas com profundidade, dependendo de quem vai começar por ali, se é Matheus ou Odilávio.

Necessidade de equilíbrio

Sempre uso a palavra equilíbrio. Nem desespero quando os resultados não vêm e, quando tivemos uma sequência de dois resultados positivos, muita calma nessa hora. Temos consciência de que temos que melhorar. A palavra é equilíbrio. Nem desespero, nem euforia. O futebol é assim. Ele oscila bastante. Temos que buscar o ponto de equilíbrio. Essas circunstâncias acontecem até no jogo. Eventualmente tu vai estar melhor que o adversário. É o momento da definição, que tem que aproveitar para fazer o gol. Mas tem que saber que, quando o adversário está com a posse, melhor, controlando o jogo, a gente vai ter que sofrer um pouquinho, baixar a linha e marcar forte.

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Cabral Neto aposta em repetição do time do Sport para jogo contra o Londrina

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

O técnico Guto Ferreira deixou no ar a provável escalação do Sport para o jogo desta sexta-feira, contra o Londrina, pela 5ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador está diante de duas possibilidades: repetir a equipe pela primeira vez ou dar chance aos reservas que entraram bem contra o América-MG. O comentarista do Grupo Globo Cabral Neto deu sua opinião do que faria e do que acha que o técnico Guto Ferreira vai fazer.

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Sport e Londrina se enfrentam às 21h30 desta sexta-feira, na Ilha do Retiro. A partida terá transmissão do Sportv (exceto para Pernambuco) e no Premiere (para todo o Brasil).

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Com força máxima, Guto Ferreira faz mistério em time do Sport

Por Lucas Liausu — Recife

Globo Esporte

O técnico Guto Ferreira tem duas linhas para seguir na escalação do time do Sport para o jogo desta sexta-feira, contra o Londrina, na Ilha do Retiro. Por um lado, não perdeu nenhum jogador da partida contra o América-MG e poderia repetir a escalação pela primeira vez. Mas por outro, viu os reservas Leandrinho, Elton e Hyuri mudarem a história do jogo contra os mineiros e garantirem a vitória de virada. Diante disso, fica o questionamento: manter o time ou mudar?

– Amanhã por volta de uma hora antes da partida temos que liberar a escalação. Eu não cogito nada – brincou o treinador.

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O Sport teve três treinos de preparação para o jogo contra o Londrina. No primeiro, os titulares ficaram na academia fazendo um trabalho regenerativo. Nos dois seguintes, Guto Ferreira fechou os portões. A imprensa só teve acesso ao aquecimento e pôde constatar apenas que o Sport não perdeu nenhum jogador. Charles e Hernane Brocador, que deixaram o último jogo machucados, treinaram normalmente.

Caso opte por não mexer na equipe, o Sport entra em campo contra o Londrina com Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Adryelson e Sander; João Igor, Charles e Sammir; Ezequiel, Guilherme e Hernane Brocador.

Caso escolha mexer, três opções surgem como as principais. A primeira seria trocar Sammir por Leandrinho. Existe também a chance da entrada de Hyuri na vaga de Sammir, que colocaria Guilherme como meia. E para finalizar, Elton na vaga de Hernane Brocador.

Leandrinho meia ou segundo volante?

Guto Ferreira descartou utilizar o meia Leandrinho como segundo volante. O jogador atuou assim saindo do banco de reservas contra o América-MG e deu o passe para o gol da vitória de Hyuri.

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– Ele tem sido usado da melhor maneira possível. Às vezes com atuações bem interessantes quando a gente consegue colocar. Ele é um jogador mais ofensivo do que defensivo. Se jogar como volante não consegue ter o poder de marcação necessário. Contra o América-Mg entrou descansado contra uma equipe cansada. É diferente. Agora entrar no início, 0 a 0, é diferente. O jogo é diferente.

Ronaldo ainda fora

O volante Ronaldo voltou a treinar com bola nesta semana depois de passar cerca de 20 dias no departamento médico com uma lesão na coxa direita, mas ainda não vai ser relacionado para o duelo contra o Londrina. A comissão técnica ainda trabalha para que ele volte aos 100% de sua condição física. Existe a chance que ele 

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Primeiro treino de Milton Mendes no Santa Cruz é intenso, termina à noite e arranca aplausos

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

A segunda passagem de Milton Mendes pelo Santa Cruz começou. E quem mais sentiu isso foram os jogadores. No primeiro treinamento do comandante neste retorno ao clube, visando ao jogo do próximo sábado, contra o ABC, no Arruda, vários atletas terminaram exaustos. O treino foi longo e só terminou quando os refletores do estádio já estavam acesos.

Milton começou a implantar os conceitos e deu uma pequena amostra de como o Santa pode ser armado para o jogo – a escalação ainda não está confirmada.

Primeira parte

Após o aquecimento, Milton Mendes dividiu o elenco em vários grupos. Todos formando pequenas rodas de “bobinho”. Com dois jogadores em cada roda tentando roubar as bolas dos companheiros, que só davam um toque. Milton encostou, observou e pediu para os atletas pensarem rápido. Esta foi a parte mais rápida da movimentação.

– Tá muito bom, gente. Muito bom! – dizia o treinador a todo instante.

Segunda parte

Na segunda parte, Milton Mendes realizou trabalhou em espaço reduzido – menor que a metade das dimensões oficiais do Arruda.

“O fundamental é acabar a jogada. Finaliza logo. Dá o passe logo. Em dez segundos dá pra chegar no meio para gol”, disse o treinador.

O treinamento começava da seguinte forma: um jogador, sozinho, finalizava. Logo depois, dois entravam contra ele. Depois que esses dois finalizavam a jogada, outros dois se juntavam ao jogador que estava sozinho. O circuito terminava com três jogadores contra três. E a missão era finalizar logo a jogada.

– Vai para dentro, vai para dentro! Entenderam, né?

Os atletas tinham até dez segundos para finalizar a jogada. Membros da comissão técnica contavam, em voz alta, a contagem regressiva. Neste momento, os jogadores, no geral, erraram muitos passes.

Terceira parte

O elenco do Santa Cruz foi dividido em três grupos. O primeiro – que parecia ser o principal – ficou de coletes brancos e tinha Marcos Martins, William Alves, João Victor, Bruno Ré, Charles, Allan Dias, Celsinho, Everton, Dudu e Pipico. Outro, de coletes pretos, tinha: Cesinha, Vitão, William, Carlos Renato, Diego Lorenzi, Italo Henrique, Guilherme Queiroz, Elias, Augusto e Sillas.

A movimentação, mais uma vez, foi em campo reduzido. A missão era clara: trocar passes até o outro lado do campo. Uma espécie de “barra bandeira”. Quem conseguisse entrar na área demarcada do adversário – que era no campo de defesa – fazia um ponto. O time branco venceu.

Depois, entrou um grupo sem coletes. Nele, estavam Augusto Potiguar, Warley, Carlos Renato, Eduardo, Luiz Felipe, Lucas Gonçalves, Jeremias, Paulo Victor, Neto Costa e Misael. O time sem colete chegou a marcar cinco pontos a zero no time de coletes brancos. Mas depois a equipe de coletes brancos virou.

Quarta parte

A última parte explorou a velocidade na transição ofensiva. Ele pediu para que os jogadores se movimentassem fazendo um “triângulo” no meio de campo. Todos os laterais ficaram blocados, ocupando o mesmo espaço. Os esquerdos também. E assim com todas as posições.

Quem estava no mesmo grupo dos segundos volantes – com Diego Lorenzi e Italo Henrique – era o meia Allan Dias. Desde que chegou, o antigo camisa 10 disse que a posição de segundo volante era a sua preferida.

Nesta movimentação, Milton Mendes explorou muito saídas de bola, que começavam com os zagueiros.

– Eu quero que todos se movimentem para a gente saber o que a gente quer.

Milton treinou duas maneiras de sair com a bola, usando os laterais e os jogadores de meio de campo. Todos se movimentaram muito. No final, já com os refletores acesos, o treinamento terminou com todo mundo – jogadores e comissão técnica – dando aplausos.

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Gilmar Dal Pozzo trabalha contra-ataque e varia marcação no Náutico; treino em detalhes

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Náutico fez um trabalho tático nesta quarta-feira, no CT Wilson Campos. De olho no jogo do próximo sábado, quando enfrenta, em Sergipe, o Confiança, pela quinta rodada da Série C, o técnico Gilmar Dal Pozzo deu grande ênfase ao contra-ataque. Foi o que ele mais trabalhou com a equipe – e o que mais cobrou dos atletas.

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Como foi o treino?

Gilmar Dal Pozzo separou o Náutico em três grupos e dividiu o campo em duas partes. Uma das partes correspondia a cerca de 60% do campo – enquanto a outra preenchia o restante.

Na parte menor do campo, jogadores como Lucas Paraíba, Fábio Matos e Danilo Pires faziam um treino técnico de finalização.

Na maior, a mais importante, Dal Pozzo dividiu os dois times. O de vermelho era o titular e estava completo: dez na linha e um no gol. O de colete branco tinha seis jogadores e o goleiro (Luiz Carlos).

A diferença do número de jogadores se explicava porque o trabalho era mais focado no grupo vermelho. O treinador trabalhou a marcação da equipe na saída de bola e o contra-ataque.

A bola sempre iniciava com o time branco saindo jogando de trás. Os titulares, então, faziam a marcação: ora o time baixava as linhas, ora pressionava para tentar roubar lá na frente. Assim que conseguia tomar a bola, a equipe principal era instigada a armar o contra-ataque rápido.

Dal Pozzo cobrou muito que os jogadores, quando roubassem a bola, não conduzissem muito. A ideia do treinador era que os jogadores que não estavam com a bola se projetassem no ataque e entrassem em diagonal nas costas da defesa.

Em determinado momento, o treinador cobrou que Thiago se movimentasse num espaço deixado pela defesa do time branco.

– Vamos atrair o adversário para um lado do campo e, depois de retomar a bola, atacar o outro lado. O lateral deles vai estar aberto. Tem que aproveitar – pediu.

Houve outro momento em que Luiz Henrique, após roubar a bola, deixou Matheus Carvalho em ótimas condições de marcar após passe longo.

– Essa é a bola. Precisão de passe, Luiz – elogiou.

Regra dos cinco segundos

Ao longo do treino, Dal Pozzo variou a forma de marcar do time titular. Em alguns momentos, falou claramente para o time baixar as linhas – como forma de atrair o adversário e abrir espaço para o contra-ataque.

Mas, em outros momentos, também exigiu marcação pressão – especialmente quando, ao sair de trás, o time branco levava a bola para uma das laterais.

Houve um momento em que, por exemplo, Gilmar estabeleceu a regra dos “cinco segundos”. Assim que a bola chegasse num dos laterais, o ponta do time titular teria que subir a marcação e ser acompanhado por seus colegas para sufocar o adversário.

Isso teria de ser feito em cinco segundos. Se o time não roubasse a bola nesse tempo ou estivesse perto disso, era o momento de voltar e recompor.

Novamente Thiago foi protagonista numa dessas ocasiões, quando pressionou o lateral-esquerdo do time branco. Não roubou a bola e até fez falta, mas, mesmo assim, mereceu elogios do treinador pela agressividade.

– Boa, Thiago. Aí é agredir marcação. Aí me serve. Falta técnica – disse.

Escalação

Time do Náutico em treino — Foto: GloboEsporte.com

Time do Náutico em treino — Foto: GloboEsporte.com

A escalação do time titular foi a mesma do jogo contra o Treze-PB, no último sábado: Bruno; André Krobel, Camutanga, Suéliton e Josa; Jiménez, Luiz Henrique, Odilávio e Thiago; Matheus Carvalho e Wallace Pernambucano.

A linha de quatro atrás era formada normalmente. Dal Pozzo pediu que os jogadores não fizessem linha de impedimento.

Um pouco mais à frente dessa primeira linha, Luiz Henrique e Jiménez ficavam na proteção, ora fechando o meio, ora subindo a marcação em caso de pressão no homem da bola.

Thiago fechou pela direita, um pouco à frente da linha dos volantes, enquanto Odilávio fazia o mesmo pela esquerda. Em dados momentos, o esquema de marcação era próximo a um 4-2-4, com um “cinturão” de atacantes pressionando o adversário.

Quando as linhas baixavam. Thiago e Odilávio ficavam numa altura mais próxima à dos volantes, com Wallace Pernambucano e Matheus Carvalho mais à frente.

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Fifa desiste de Copa do Mundo do Catar em 2022 com 48 seleções

Por Martín Fernandez — São Paulo

Globo Esporte

A Fifa desistiu de ampliar a Copa do Mundo, no Catar, com 48 seleções. O próximo Mundial, a ser disputada entre novembro e dezembro de 2022, terá os mesmos 32 participantes que as seis edições anteriores.

A informação foi publicada primeiro pelo jornal inglês “The Times” e confirmada em seguida pelo GloboEsporte.com. O inchaço da Copa do Mundo era um projeto do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O Mundial terá 48 times a partir de 2026, ano em que será organizado por EUA, México e Canadá.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, fez anúncio em coletiva — Foto: reprodução

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, fez anúncio em coletiva — Foto: reprodução

Questões políticas e de logística são os principais fatores para o presidente da entidade, Gianni Infantino, abandonar o projeto. O Catar está em uma grave crise política com vizinhos como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, as fronteiras com esses países inclusive estão fechadas. A Fifa, por sua vez, aponta que teve um longo e completo debate com o país-sede para tomar a decisão final de manter 32 equipes.

– O Catar sempre esteve aberto à ideia de um torneio expandido em 2022. Buscou-se um modelo operacional viável, e todas as partes envolvidas concluíram que uma edição expandida com 48 equipes seria do interesse do futebol e do Qatar como nação anfitriã. Uma análise conjunta, a este respeito, concluiu que, devido à fase avançada dos preparativos e à necessidade de uma avaliação detalhada do potencial impacto logístico no Catar, seria necessário mais tempo e uma decisão não poderia ser tomada antes do prazo de junho. Portanto, decidiu-se não prosseguir com esta opção – disse o Catar, em comunicado divulgado nesta quarta-feira.

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Gianni Infantino era o maior entusiasta da Copa do Mundo com 48 seleções, havia a possibilidade de negociar com o Catar para que alguns jogos fossem realizados em outros países do Oriente Médio. Agora, a Fifa prepara o anúncio oficial sobre o Mundial de 2022 ter 32 seleções.

Em março, após encontro em Miami, dirigentes aprovaram que proposta da Copa do Catar com 48 seleções continuasse em pauta, a ideia era votar em junho. O aumento faria o Catar dividir torneio com países que o embargam politicamente. O país, por sua vez, evitava entrar em polêmica e informava que faria o melhor pelo futebol.

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Apesar da confirmação da Copa do Mundo com 32 seleções em 2022, as eliminatórias para a competição não terão qualquer mudança, pois já seguiam o modelo adotado para a classificação do último Mundial, em 2018, na Rússia.

Confira a série A Copa no Deserto, que mostra a região do Mundial de 2022:

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Gabi chama a responsabilidade, e Brasil estreia na Liga das Nações com vitória sobre a China

Por Carol Oliveira e Fabrício Marques — Brasília

Globo Esporte

Uma veterana de 25 anos. É o status atual de Gabi na seleção brasileira feminina de vôlei. Referência do renovado time do técnico José Roberto Guimarães, a ponteira do Minas assumiu a braçadeira de capitã e comandou a boa vitória sobre a China, em Brasília, pela rodada de abertura da Liga das Nações 2019: 3 sets a 0, parciais de 25/15, 25/21 e 25/21.

Foram 20 pontos de Gabi, que chamou a responsabilidade nos momentos mais cruciais e terminou como o principal nome do jogo. Paula Borgo (16) e Mara (12) também foram bastante acionadas pela levantadora Macris e ajudaram a conduzir a grande produção ofensiva do time.

A seleção brasileira volta a jogar nesta quarta-feira, quando encara a República Dominicana, às 20h (de Brasília). A participação na etapa do Distrito Federal termina na quinta-feira, contra a Rússia, no mesmo horário. O SporTV 2 transmite as duas partidas ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em tempo real.

A capitã Gabi

Aniversariante da semana, Gabi ganhou de presente a faixa de capitã do técnico Zé Roberto. Estreando no posto, a ponteira, que completou 25 anos no domingo, não sentiu a pressão. Foi a bola de segurança de Macris e o principal pesadelo da defesa chinesa.

A craque do Minas desponta como referência na importante temporada que a seleção brasileira tem pela frente. Além da Liga das Nações, o time disputa nos próximos cinco meses os Jogos Pan-Americanos de Lima (agosto), a Copa do Mundo do Japão (setembro) e a principal competição do ano: o pré-olímpico para os Jogos de Tóquio 2020, marcado para o início de agosto, em Belo Horizonte.

Noite de estreia

Diferentes fatores como calendário, contusões e pedido de dispensa de algumas veteranas fizeram o técnico José Roberto Guimarães ter que acelerar o processo de renovação do elenco. Oportunidade para testar algumas jovens promissoras como Júlia Bergmann, que fez a estreia pela seleção brasileira principal.

A ponteira de 18 anos entrou logo no primeiro set, mas foi na última parcial que teve mais tempo em quadra e foi acionada algumas vezes pelas levantadoras Macris e Roberta.

– Fiquei um pouco nervosa no começo, mas as meninas me ajudaram muito. Dei o meu melhor e quero jogar. Ele (Zé Roberto) já tinha conversado com a gente, disse para dar o meu máximo. Fiquei sempre olhando para ele para ver se me chamava. Então, foi bem legal – disse Júlia.

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O jogo

Aproveitando o entrosamento das campeãs da Superliga, o técnico Zé Roberto iniciou com quatro jogadoras do Minas: Gabi, Mara, Macris e Léia. Com a defesa bem postada e as bolas rápidas da levantadora, o Brasil abriu 10/6. Os bloqueios de Mara e as cortadas potentes de Gabi seguiram ditando o ritmo do ataque das donas da casa (18/8). Com o jogo sob controle, o treinador brasileiro pôde até girar o time na reta final da parcial, fechada pelo Brasil em 25/15 com ataque de Mara.

A seleção brasileira pareceu um pouco desconcentrada na volta para o segundo set e viu as chinesas fazerem rápido 0/3. A capitã Gabi chamou a responsabilidade, virou bola atrás de bola, e não demorou para as donas da casa virarem para 9/8. Defendendo bem, as visitantes conseguiram manter o equilíbrio e obrigaram Zé Roberto a pedir tempo com o jogo em 19/19. A parada deu resultado: o Brasil dominou as rivais na sequência e fez 25/21 em cravada de Paula na saída de rede.

Como em uma repetição da parcial anterior, a China começou melhor o terceiro set: 2/4. Mas não demorou para o time brasileiro engrenar. Amanda e Paula apareceram bem, Gabi continuou como bola de segurança de Macris, e o Brasil virou o placar: 13/7. Daí para a frente, as chinesas não ofereceram mais muita resistência. Zé Roberto aproveitou para testar bastante as jovens Lorenne e Júlia Bergmann. Coube a Gabi fechar o jogo com mais um ataque de força pela ponta: novo 25/21 para o Brasil no terceiro set.

Os times

Brasil: Macris, Paula Borgo, Mara, Bia, Gabi e Amanda. Líbero: Léia. Entraram: Roberta, Júlia Bergmann e Lorenne.

China: Diao Linyu, Yang Hanyu, Hu Mingyuan, Wang Yuanyuan, Zeng Chunlei, Sun Yan, Zheng Yixin, Lin Li, Liu Yanhan, Duan Fang, Ni Feifan e Du Qingqin.

República Dominicana vence a Rússia

Próxima adversária do Brasil, a seleção da República Dominicana estreou com vitória. Na abertura da rodada em Brasília, o time caribenho comandado pelo técnico brasileiro Marcos Kwiek se impôs contra a jovem equipe da Rússia e fez 3 sets a 1: parciais de 25/21, 22/25, 25/18 e 28/26. Destaque para os 24 pontos anotados por Brayelin Martinez.

Classificação

A vitória deixa o Brasil em uma boa posição neste início de Liga das Nações. A seleção começa a competição no terceiro lugar, empatado com Estados Unidos e Sérvia, mas levando a pior no saldo de pontos. Na disputa, as cinco primeiras colocadas na tabela garantem um lugar na fase final. A China, sede da última fase, já está garantida e completa o sexteto que vai brigar pelo título.

Programação da etapa de Brasília da Liga das Nações:

21/05, terça-feira

  • República Dominicana 3 x 1 Rússia (25/21, 22/25, 25/18 e 28/26)
  • Brasil 3 x 0 China (25/15, 25/21 e 25/21)

22/05, quarta-feira

  • 17h: China x Rússia – SporTV 2
  • 20h: Brasil x República Dominicana – SporTV 2

23/05, quinta-feira

  • 17h: China x República Dominicana – SporTV 3
  • 20h: Brasil x Rússia – SporTV 2

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Lista final da Argentina para Copa América tem Messi, Agüero e Di María

Por GloboEsporte.com — Buenos Aires

O técnico Lionel Scaloni convocou nesta terça-feira a Argentina para a Copa América. Fazem parte da lista final de 23 jogadores os pesos-pesados Messi, Agüero e Di María, assim como Dybala, suspense até a última hora. Entre as ausências mais sentidas estão o zagueiro Kannemann, do Grêmio, que sofreu uma lesão na lombar, e Icardi, da Inter de Milão.

Agüero não era chamado desde a Copa do Mundo, mas a temporada em alto nível pelo Manchester City (32 gols em 46 jogos) convenceu o treinador. Di María, destaque no Paris Saint-Germain, estava na mesma situação, enquanto Messi já havia participado do amistoso contra a Venezuela em março. Os três estão na casa dos 30 anos.

Seis atuam no futebol local: Andrada (Boca Juniors), Saravia (Racing), Armani, Casco, Palacios e Matías Suárez (River Plate). O atacante millonario tomou um dos postos que poderiam ser de Icardi, autor de apenas nove gols pela Inter de Milão na temporada.View image on Twitter

A Argentina está no Grupo B ao lado de Catar, Colômbia e Paraguai. A estreia será contra a seleção cafetera dia 15 de junho na Fonte Nova. Em seguida, encara os paraguaios dia 19 no Mineirão e fecha a participação na primeira fase dia 23 diante da equipe asiática na Arena do Grêmio.

A lista completa:

Goleiros: Esteban Andrada (Boca Juniors), Franco Armani (River Plate) e Agustín Marchesín (América-MEX).

Defensores: Renzo Saravia (Racing), Nicolás Otamendi (Manchester City), Juan Foyth (Tottenham), Germán Pezzella (Fiorentina), Ramiro Funes Mori (Villarreal), Nicolás Tagliafico (Ajax), Marcos Acuña (Sporting) e Milton Casco (River Plate).

Meio-campistas: Rodrigo De Paul (Udinese), Leandro Paredes (PSG), Roberto Pereyra (Watford), Giovani Lo Celso (Betis), Ángel Di María (PSG), Guido Rodríguez (América-MEX) e Exequiel Palacios (River Plate).

Atacantes: Lionel Messi (Barcelona), Sergio Agüero (Manchester City), Paulo Dybala (Juventus), Matías Suárez (River Plate) e Lautaro Martínez (Inter de Milão).

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Rumo à Copa! Seleção brasileira feminina embarca para a disputa do Mundial: “Expectativa positiva”

Por Amanda Kestelman — Rio de Janeiro

Globo Esporte

A jornada da seleção brasileira na Copa do Mundo de futebol feminino começa oficialmente nesta terça-feira. As convocadas do técnico Vadão embarcam nesta tarde para a Europa. Das 23 convocadas, apenas sete não estão no grupo que saiu do Rio de Janeiro após se apresentar em um hotel próximo ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

O Brasil inicia a partir de quinta-feira a preparação para a Copa do Mundo. O time de Marta e companhia ficará até dia 5 de junho treinando em Portimão, na região do Algarve, em Portugal.

– É sempre bom disputar uma grande competição. Tenho certeza que esse grupo que tá indo vai lutar o tempo inteiro para que possamos alcançar nossos objetivos – afirmou Marta, antes do embarque.

O técnico Vadão também mostrou confiança.

– Agora com 15 dias (de preparação) melhora muito. A expectativa passa a ser muito positiva e fatalmente vamos ter uma melhora acentuada – disse.

A estreia na Copa da França será dia 9, contra a Jamaica, em Grenoble. No Grupo C, o Brasil também enfrentará Austrália e Itália na primeira fase. A TV Globo e o SporTV transmitirão ao vivo todos os jogos da Seleção.

+ Confira a tabela da Copa do Mundo Feminina

A seleção brasileira embarca tentando reverter o momento atual dentro campo. O retrospecto recente não é positivo . São nove derrotas consecutivas na preparação para o Mundial. Vadão disse que o time aprendeu com essa sequência de maus resultados.

– Nós tiramos nossas lições de período ruim, vamos esquecer isso (as derrotas). Vamos trabalhar os 15 dias e definir melhor a equipe com todo mundo junto para que a gente possa colocar em campo as atletas que estiverem em melhores condições – salientou Vadão, indicando qual o principal ponto a ser melhorado nos treinos.

– A gente pecou muito no fundamento passe, e isso proporcionou muitos contra-ataques (nos amistosos) em zonas perigosas. Temos que melhorar essa organização.

Destaques como Marta e Cristiane encontrarão as companheiras direto no embarque. O trio Andressinha, Camilinha e Debinha sairá dos Estados Unidos direto para a preparação. Atuando no futebol europeu, Geyse, Tayla e Kathelen também encontram a seleção em Portugal.

Como atuou na final da Liga dos Campeões feminina no fim de semana, a meia Andressa Alves, do Barcelona, viajará somente na próxima quinta-feira. Com uma entorse no tornozelo sofrida durante um treinamento no último sábado, a zagueira Érika viaja com o grupo, mas ficará sob observação (a CBF pode levar outro nome caso ela não se recupere). Vadão, de todo modo, tem até o dia 26 de maio para entregar a lista final das 23 convocadas para a Fifa.

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Cortina de fumaça e “número zero”: bastidores do acerto entre Milton Mendes e Santa Cruz

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

A negociação entre Milton Mendes e Santa Cruz surpreendeu muita gente. Até no próprio clube. Por ser um treinador que se acostumou a trabalhar na Série A nos últimos anos – no próprio Santa, inclusive – era difícil convencê-lo a voltar ao Arruda para comandar o time na Série C. Em termos financeiros, também era complicado. Mas o Santa Cruz conseguiu. E tem no comandante o principal trunfo para sair da Terceira Divisão.

As conversas entre Milton Mendes e Santa Cruz começaram no último domingo, um dia depois da demissão do técnico Leston Júnior. Desde então, ele sempre foi a principal aposta do clube, que chegou a conversar com alguns nomes como Lisca e Roberto Fonseca. Mas segundo o presidente Constantino Júnior, outros treinadores especulados na imprensa foram “cortinas de fumaça”.

“Milton Mendes não era o nosso número um. Era número zero, nossa principal aposta desde que começamos a conversar. A gente sabia que era muito difícil, mas ele entendeu o que queríamos. Falaram alguns nomes e deixamos correr. Eram cortinas de fumaça”, disse Constantino.

A relação de amizade de Milton Mendes e Constantino Júnior sempre foi muito forte. Nem mesmo a saída do treinador, durante a Série A de 2016, fez os dois se afastarem. Milton, inclusive, foi convidado para ver a vitória do Santa Cruz sobre o Confiança por 2 a 0 neste ano, pela Copa do Nordeste.

O presidente tricolor aproveitou essa relação estreita para mexer com o coração do treinador.

– Ele tem um carinho grande pelo Santa e nós somos amigos. Há muito tempo que a gente vem conversando, temos uma relação muito boa. E eu também aproveitava para falar a ele da nossa situação difícil, esperando que ele compreendesse… E ele compreendeu no fim das contas. É um cara que conhece o clube – disse Constantino Júnior.

E a parte financeira?

Esta é uma questão que preocupa torcedores. Os últimos trabalhos de Milton Mendes no Brasil foram no Athletico Paranaense, Santa Cruz, Vasco e Sport. Todos estavam na Série A. O que faria, então, um treinador optar pela Série C? Só o carinho pelo clube e a boa relação com os dirigentes? Era preciso mais do que isso.

O executivo de futebol coral, Luciano Sorriso, admitiu que o Santa Cruz ultrapassou o limite financeiro para contar com o novo treinador. Era preciso ganhar cancha no mercado e brigar forte contra possíveis propostas vantajosas que Milton viesse a receber.

Mas o que foi acertado não preocupa o clube, segundo Constantino Júnior. Inclusive, Milton Mendes baixou a pedida salarial para que os lados chegassem a um acordo.

“Foi tudo dentro do planejamento financeiro. O torcedor pode ficar tranquilo. Fomos fortes, investimos pesado, mas nada que ultrapassasse demais o limite. O departamento financeiro nos deu respaldo e não estamos cometendo nenhuma loucura”, disse o presidente tricolor.

Motivador de jogadores e da torcida

O Santa Cruz tem em Milton Mendes um figura que pode agregar dentro e fora de campo. Por isso o investimento alto. A parte tática do treinador agrada aos diretores. Há um consenso que Milton pode arrumar o time. E nas arquibancadas o clube aposta em Milton como um motivador para atrair renda.

– Esperamos muito do torcedor. Sabemos que Milton pode ser uma figura que atraia a torcida também, para que possa encher o estádio, para também nos dar retorno e ajudar o time na luta pelo acesso. Dentro de campo, compreendemos que ele é muito importante, trabalha muito bem com os jogadores. E fora dele, a torcida vai comparecer nessa briga pelo acesso, ninguém duvida.

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