Após chegar fora de forma, Barcia evolui e se destaca em treinos no Sport: “Atleta pronto”

Por Camila Alves

Globo Esporte

Aclamado pela torcida do Sport e recebido sob elogios da diretoria, o atacante uruguaio Leandro Barcia chegou à Ilha do Retiro como principal reforço do Rubro-negro para 2020. Apesar da alta expectativa, o início dos treinamentos no CT leonino terminou mostrando que, diferentemente do que se esperava, o jogador chegou ao Leão fora de forma. Um cenário, no entanto, que durou pouco tempo. Menos de três semanas após se apresentar, o atacante recuperou a melhor forma e desponta como uma das apostas do clube para a temporada.

Na semana em que o técnico Guto Ferreira revelou que o jogador passaria por um processo de recuperação de ritmo e intensidade para melhorar as condições, Barcia estava pesando 72kg e precisava aumentar o valor em duas medidas para chegar à forma física em que prefere jogar. É o que apontam os dados do fisiologista leonino, Inaldo Freire.

Não à toa que, nos primeiros dias pelo Leão, o atacante treinava no segundo time, num ataque formado por Ewandro – também recém-contratado – e Juninho. Hoje, o Barcia atingiu a meta estipulada (de 74kg), recuperou o nível de força e, principalmente, fez isso com ganhos somente em massa muscular. Ou seja, mantendo o mesmo percentual de gordura.

Com a recuperação da força física, o atacante começou a aparecer no sistema de GPS – sistema de monitoramento utilizado pelo clube para avaliar o rendimento dos atletas – como um dos nomes que mais eleva o volume e intensidade dos treinos. Isso significa que Barcia é um dos atletas que percorre as maiores distâncias e registra as mais altas velocidades do elenco. Além dele, outros três nomes que costumam aparecer entre essas estatísticas são o lateral-esquerdo Sander, o lateral-direito Ewerthon e o meia-atacante Pablo Pardal.

“Ele está sempre entre o primeiro e o segundo colocado. Quando fomos avaliá-lo no GPS, ele hoje é um dos atletas que sobra no treino. Ele faz a distância percorrida sempre como um dos primeiros. É um dos que mais corre e as ações de intensidade, que são os ‘sprints’, ele é um dos que faz mais, que são corridas que ultrapassam a casa dos 23 km/h. E ele consegue fazer isso como ninguém.”

Os dados apresentados pelo sistema de monitoramento do clube são, inclusive, um reflexo das temporadas desenhadas pelo jogador nos outros dois clubes pelo qual passou: Goiás, em 2019, e Nacional, do Uruguai, no restante da carreira. Isso porque, em campo, as estatísticas e análises apontam Barcia com características de um atleta disposto e que também atua na recomposição defensiva.

Após a suspensão do bloqueio do sistema de registros da CBF, que impedia o Sport de inscrever jogadores, o uruguaio é um dos atletas que aguarda regularização para ficar à disposição do técnico Guto Ferreira. Para o fisiologista Inaldo Freire, resta ao uruguaio agora apenas a recuperação da intensidade de jogo no campo.

– O Barcia hoje é um atleta pronto, o que falta para ele é o famigerado ritmo de jogo. Pode ser que o técnico bote em campo, ele sinta um pouco, mas a recuperação da forma física está feita. Como vai pegar ritmo de jogo? Jogando. Caso o treinador julgue necessário colocar ele como titular.

Ainda nos primeiros dias do jogador no clube, Guto Ferreira adiantou que trabalha com o plano de acionar Barcia de forma gradativa em campo. Iniciar o ano atuando pelo Campeonato Pernambucano, até ganhar espaço na equipe em outras competições. Assim como o uruguaio, o volante Rithely passou por caso semelhante no clube. Ele voltou ao Sport fora de forma e estreou na partida contra o Vitória-PE, na última quarta-feira, deixando o campo aos 23 minutos do segundo tempo. Assim, para a recuperação do ritmo de jogo, a tendência é de que Leandro Barcia siga o mesmo caminho no Rubro-negro.

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Após aposentadoria de Cardoso, parceira do Santa Cruz ajudará clube a pagar outro reforço

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Tiago Cardoso seria contratado pelo Santa Cruz em um modelo especial. Ídolo da torcida, mas com patamar salarial alto, o jogador teria cerca da metade do salário pago por uma empresa pernambucana. Com dores no joelho, o agora ex-goleiro decidiu se aposentar. Mas o acerto entre o Santa e a patrocinadora não naufragou. Segundo o presidente do clube, Constantino Júnior, a fabricante de alimentos garantiu que a parceria continua. O dinheiro destinado a pagar parte dos vencimentos de Cardoso será deslocado para outro atleta.

+ Tijolo por Tijolo: como Tiago Cardoso virou o “Paredão do Arruda”

Cabe ressaltar que essa empresa é diferente daquela que sondou Diego Souza. São dois patrocinadores, com valores de apoios distintos. Enquanto empresa de apostas alemã deseja contratar um atleta “midiático”, com um aporte financeiro maior, a parceira do ramo alimentício, que estampa a marca nos ombros da camisa tricolor, tem intenção de ajudar o clube com um valor menor, compatível com o que pode arcar.

A reportagem apurou que, no caso de Tiago, a empresa pagaria a metade dos cerca de R$30 mil que ele receberia mensalmente. A tendência é que o aporte seja mantido para o próximo reforço.

+ Santa Cruz estuda jogo de despedida para Tiago Cardoso e planeja homenagens no sábado

– Quero agradecer a nosso patrocinador pelo esforço. No momento que eles souberam que era Tiago, as pessoas que fazem a empresa, que sempre chega junto no Santa, fez um esforço extra que nos deu essa condição para trazer o atleta. Eles nos comunicaram que vão nos ajudar num próximo jogador – declarou o presidente tricolor..

Segundo Constantino, o reforço a ser contratado não é necessariamente um goleiro como Tiago Cardoso. Pelo contrário: a tendência é que seja um jogador de linha, já que o clube entende que, mesmo com a aposentadoria do “Paredão”, está bem servido na posição com Maycon Cleiton e Luiz Fernando.

– Independente de ser um goleiro ou não (vai haver apoio do patrocinador). A gente não vai achar no mercado um goleiro como Tiago, com a identificação que ele tem. A gente mantém essa parceria, ela vai continuar. Nei (Pandolfo), nosso executivo, e o pessoal do futebol sabem que vão ter essa condição de trazer um atleta – afirmou.

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Bateria danificada pode causar explosão de satélite da DirecTV

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Os primeiros resultados do Náutico em 2020 não agradaram ao torcedor. Apesar de não ter perdido neste ano – foram dois empates em jogos oficiais -, a torcida reagiu com muitas vaias não só na partida contra o Sport, pelo Campeonato Pernambucano, mas também no empate de 1 a 1 contra o River-PI, pela Copa do Nordeste. E neste jogo as cobranças foram maiores. E exageradas, pelo menos na visão do vice-presidente Diógenes Braga.

Após o empate contra o River-PI, a maioria dos torcedores que estiveram no estádio dos Aflitos, vaiou o time. Pequenos grupos se aglomeraram no túnel de saída dos jogadores para os vestiários e xingaram bastante.

 É como se a gente tivesse sido eliminado do campeonato. E temos o campeonato inteiro pela frente. É claro que você quer vencer na estreia, principalmente em casa. Mas eu acho exagerada a reação que aconteceu. Claro que, naturalmente, as cobranças internas existem quando não se ganha. Os atletas precisam vencer. Eles sabem que no futebol se vive de vitórias e é evidente que todo mundo se cobra. Diretoria, jogadores e comissão técnica. Mas sendo bem franco, acho que foi tudo exagerado ao final do jogo – disse Diógenes Braga.

Além dos jogos oficiais, o Náutico também empatou nos três amistosos preparatórios para 2020. Contra o ABC, empatou sem gols, e diante do Treze-PB, foi um 0 a 0 e, depois, 1 a 1.

O Timbu volta a jogar neste domingo, contra o Petrolina, pelo Campeonato Pernambucano. A partida será às 16h no Estádio Paulo Coelho, no Sertão. Para este jogo, o time deve ter uma formação alternativa.

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Dal Pozzo admite dificuldades para encontrar substituto de Jhonnatan

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

O técnico Gilmar Dal Pozzo perdeu uma peça importante neste início de temporada. O volante Jhonnatan, que foi titular na reta final da Série C do ano passado, começou a temporada lesionado. Depois, apareceu recuperado, mas voltou a sentir a lesão na coxa. Isso tem atrapalhado os planos do treinador, que tenta arrumar um substituto para o antigo titular, sem prazo para retorno.

“Jhonnatan se apresentou com uma lesão e atrasou todo o processo. Ele se recuperou da dor no adutor, depois voltou a trabalhar e criou a expectativa de iniciar a competição. E aí teve outra lesão que foi muscular. E aí atrasou o processo. Dentro da ideia de jogo, temos dificuldade de encontrar (um substituto) por conta da característica”, disse Gilmar Dal Pozzo.

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Até então, quem vem jogando na vaga de Jhonnatan é Rhaldney, cria da base e bem mais novo que o antigo titular. Enquanto um tem 21 anos, o outro tem 27. Outra aposta de Gilmar Dal Pozzo, que em breve vai ganhar uma chance, é o volante Wagninho, que tem 19 anos e, assim como Rhaldney, é uma grande aposta do clube.

– Rhaldney tem um bom passe, mas não chega na frente como Jhonnatan. Dentro da equipe ele é fundamental. Wagninho tem essa característica e vai receber a oportunidade em algum momento. Vamos ter que esperar Jhonnatan e estamos buscando o substituto com essa característica.

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Com boas atuações de Maycon Cleiton, Santa Cruz freia busca por goleiros

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Com a aposentadoria de Tiago Cardoso, a tendência do Santa Cruz parecia ser a contratação de um novo goleiro. Mas as atuações recentes do prata da casa Maycon Cleiton convenceram a diretoria do contrário: agora, a cúpula tricolor entende que trazer outro reforço para a posição não é uma das urgências do elenco.

Para o executivo de futebol do Santa, Nei Pandolfo, o clube está bem servido na função para a posição – já que conta, além de Maycon, com Luiz Fernando. Sem mencionar Carlos Miguel, Guilherme, formado na casa, e a possibilidade de Rokenedy subir para os profissionais.

“Em relação aos outros goleiros, nós tivemos um rendimento muito bom do Maycon nesses dois primeiros jogos. Luiz Fernando vai se ajustando ao clube, se adaptando, e ainda temos outros goleiros. De início, não é uma preocupação principal a busca por goleiro”, afirmou o executivo.

O Santa Cruz tem essa segurança em relação a seus goleiros porque a possibilidade de Maycon sair naufragou. Até pouco tempo, o prata da casa estava na mira do Corinthians, para o time sub-23. Segundo Nei, porém, a situação mudou.

– Houve interesse por parte do Corinthians pelo atleta. Acabou não caminhando porque o Corinthians teve um retorno de um atleta para a posição. E felizmente, a permanência do Maycon acabou resultando nos nossos bons resultados dentro de campo.

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De suposto “homem-gol” a alvo da torcida: No Sport, Elton tem média de 0,11 gols por jogo

Por Camila Alves — Recife

Globo Esporte

No Sport desde o início de 2019 e com contrato até dezembro deste ano, o atacante Elton chegou à Ilha do Retiro para ser o “homem-gol” do então técnico Milton Cruz. A expectativa, na época, era de que o jogador assumisse o papel de Hernane Brocador no Rubro-negro, considerado principal centroavante do elenco naquele período. Mas isso não aconteceu. Na última partida do Leão, diante do Vitória-PE, pelo Pernambucano, Elton apareceu como opção no banco de reservas por conta de desgaste físico e, aos 34 anos de idade, registra números que mostram um cenário diferente do esperado em sua chegada.

Após 35 partidas pelo Rubro-negro, sendo oito como titular, o jogador marcou quatro vezes. Números que fizeram com que o técnico Guto Ferreira apontasse o aproveitamento de gols como reflexo do baixo número de partidas do atleta pelo Sport. Fato é que, desde que acertou com o clube, ele fez apenas uma sequência de jogos pelo time titular. Ainda na reta final da Série B do ano passado, entre a 35ª e 38ª rodada, o centroavante assumiu a posição, enquanto Brocador desfalcou o Leão por conta de uma fratura no rosto. Apesar disso, considerando o tempo de jogo concedido ao atacante desde que chegou ao Leão, Elton precisa de 326 minutos para marcar um gol pela equipe.

Titular na última temporada e concorrência na posição, Hernane Brocador, por outro lado, precisa de menos da metade desse tempo para balançar as redes. Desde que os dois estão juntos no Sport, ainda no início de 2019, Hernane marca a cada 147 minutos. Ele disputou 45 partidas pelo Rubro-negro, sendo apenas uma saindo do banco de reservas, e marcou 23 gols. São números que fizeram com que o atleta terminasse a temporada como artilheiro do time, mesmo perdendo a reta final do Brasileiro.

Com Hernane impedido de atuar neste início de temporada, porque ainda aguarda a regularização após a suspensão do bloqueio do sistema de inscrições da CBFElton seria o nome imediato no elenco para assumir o posto. Num cenário em que normalmente atuaria como titular incontestável, mais uma vez teve dificuldades. Nas duas últimas partidas que o atacante fez pelo Rubro-negro, diante de Náutico e Vitória-PE, ele não acertou nenhuma finalização em direção ao gol. Foram três chutes no total, todos para fora.

As estatísticas de Elton no Sport em 2020

JogosNáutico 1 x 1 SportSport 1 x 1 Vitória-PE
CondiçãoTitularReserva
Finalizações para fora12
Passes completos299
Passes incompletos8
Faltas cometidas1
Faltas recebidas4
Desarmes1
Gols

Na partida diante do Vitória-PE, na última quarta-feira, o técnico Guto Ferreira optou por deixar Elton no banco de reservas e recorreu a Juninho para a função de centroavante no time titular. O prata da casa, por sua vez, registra uma média de 449 minutos para marcar pelo Leão, desde a temporada de 2019. São 123 a mais que o concorrente de posição. Pelo Rubro-negro, mantendo o recorte de 2019 a 2020, Juninho fez dois gols nos 22 jogos que disputou.

Após ser escolhido para ficar no banco de reservas, Elton voltou a ser acionado no Sport no intervalo do confronto com o Tricolor. Mas seguiu sem conseguir marcar. Na ocasião, pouco depois de entrar em campo, o atacante errou um cabeceio sozinho após a bola desviar no meia Pablo Pardal. E aos 14 minutos, teve uma nova chance em um cruzamento do lateral-direito Ewerthon, mas a bola subiu e ficou fácil para a defesa do goleiro Felipe Alisson. Irritando os pouco mais de três mil rubro-negros presentes na Arena de Pernambuco.

Com encontro marcado para o próximo sábado, às 18h no estádio Rei Pelé, diante do CSA, pela Copa do Nordeste, o centroavante pode voltar a ser acionado na equipe e ainda terá chances de mudar este cenário. Para esta temporada, o técnico Guto Ferreira terá como opções no ataque, além de Elton, Hernane Brocador e Juninho, outros sete nomes. São eles Marquinhos, Ewandro, Leandro Barcia, Maxwell, Yan, Luan e Pedro Maranhão.

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Análise: pratas da casa passam em teste de fogo, mas é preciso cautela com jovens do Sport

Por Brenno Costa — Recife

Globo Esporte

A missão era arriscada. Punido por conta de salários atrasados, o Sport se viu obrigado a lançar vários jogadores formados no clube para iniciar a temporada. Do outro lado, porém, estava o Náutico – potencial rival do Leão na luta pelo título estadual. Desde o começo do jogo, as interrogações começaram a se apagar, e o técnico Guto Ferreira viu os oito pratas da casa escalados como titulares darem conta do recado no empate em 1 a 1, no último domingo, nos Aflitos. No entanto, projetando a temporada com Série A pela frente, é preciso cautela.

O goleiro Maílson, os zagueiros Adryelson e Chico, o lateral-direito Ewerthon, o volante Alê Santos, os pontas Pablo Pardal e Vicente, além do atacante Juninho. Todos esses jogadores são crias do clube e iniciaram o duelo. Desses, vale ressaltar, apenas Maílson e Adryelson eram titulares na temporada passada. Juninho não tinha a mesma condição, mas já integra o elenco profissional desde 2017. No decorrer do jogo, o atacante Pedro Maranhão também foi acionado.

Em campo, o Sport não fez um jogo inspirado, mas mostrou um bom encaixe até a expulsão de Sander, aos oito minutos da etapa final, provocar mudanças na disposição do time. No geral, três jogadores tiveram maior destaque entre as escolhas de Guto Ferreira.

De volta ao time profissional depois de uma lesão no joelho, Chico mostrou segurança na defesa apesar do gol contra. O atleta ainda foi deslocado para a lateral esquerda quando o Sport ficou com menos uma peça em campo e deu conta do recado ao conter os avanços de Erick, do Náutico.

+ Atuações: veja as notas dos jogadores do Sport

Mais à frente, o jovem Alê Santos mostrou vitalidade. Correu vários setores do meio-campo e também se lançou ao ataque quando necessário. Mostrou personalidade. Para fechar, Vicente, que precisou ser substituído após a expulsão, caracterizou-se pela velocidade e ousadia no um contra um.

Mas, apesar do desempenho aprovado desses jogadores, é preciso cautela. É necessário avaliar que foi apenas um jogo – ainda que seja de peso – e que o Sport ainda terá um temporada dura, com disputa da Série A e necessidade de avanços na Copa do Brasil para equilibrar as contas do clube.

– Não é o momento de criar expectativa. Nem eles em relação a si próprio e nem o torcedor em relação a eles. Deixa eles se adaptarem, crescerem, maturarem naturalmente. A fruta que matura no pé é muito melhor do que a que matura embrulhada em jornal e outras coisas. Vamos deixar os meninos da Ilha maturarem naturalmente – disse Guto Ferreira.

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Torcedor pede desculpas após imagem de cusparada em jogador do Sport viralizar

Por GloboEsporte.com — Recife

Uma imagem que não condiz com o futebol marcou um momento específico do Clássico dos Clássicos entre Náutico e Sport, neste domingo, nos Aflitos, jogo do Campeonato Pernambucano que terminou 1 a 1. Aos 19 minutos do primeiro tempo, um torcedor alvirrubro aparece na transmissão da TV Globo tentando cuspir no meia Pablo Pardal, do Sport, no momento de cobrança de escanteio (veja vídeo). Após a imagem viralizar negativamente nas redes sociais, o torcedor em questão pediu desculpas.

“Desculpa é a palavra. Quem me conhece sabe e me sinto envergonhado e graças a Deus que não pegou”, publicou o torcedor em uma de suas redes sociais”.

Torcedor Náutico — Foto: Reprodução

Torcedor Náutico — Foto: Reprodução

O ato viralizou e a torcida do Sport não gostou. Muitos alvirrubros também criticaram o rapaz:

vitu@vitualvx

não tô conseguindo nem definir o nojo que eu tô disso

Embedded video

8144:57 PM – Jan 19, 2020 · Itapissuma, BrasilTwitter Ads info and privacy404 people are talking about this

Torcedor do Náutico tenta cuspir em meia Pablo Pardal, do Sport — Foto: Reprodução

Torcedor do Náutico tenta cuspir em meia Pablo Pardal, do Sport — Foto: Reprodução

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Disparidade entre Nordeste e eixo Sul-Sudeste é maior na base; confira retrospecto na Copinha

Por Rômulo Alcoforado — Recife

Globo Esporte

Não é exagerado dizer que há, no futebol brasileiro, um abismo que separa os clubes do Nordeste daqueles que estão mais “para baixo” no mapa do país. Donos de orçamentos maiores e mais capacidade de investimento, as equipes do sul e do sudeste sedimentam-se ano após ano como as grandes potências, aprofundado progressivamente as disparidades regionais. Equipes tradicionais e com torcidas apaixonadas, os nordestinos eventualmente fazem boas campanhas – mas não ganham um título de envergadura nacional desde a Copa do Brasil de 2008 levantada pelo Sport. Não é, porém, entre os profissionais que está a maior distância. Na base, o fosso entre os clubes do Nordeste e os do eixo endinheirado é ainda mais profundo.

+ Quartas de final da Copa SP começam nesta sexta; veja jogos

A Copa São Paulo de Futebol Júnior, maior competição de base do país, serve como parâmetro. Nesta edição, 29 times nordestinos participaram do torneio: nenhum deles conseguiu chegar nem sequer às oitavas de final – formada quase integralmente por clubes das regiões sul e sudeste. O único “intruso” foi o Goiás, eliminado pelo Vasco, na última quinta-feira.

Participantes por estado

AlagoasCRB (eliminado na terceira fase), CSA (eliminado na primeira fase) e Dimensão Saúde (eliminado na primeira fase)
BahiaBahia (eliminado na segunda fase), Canaã (eliminado na primeira fase), Jacuipense (eliminado na primeira fase), Vitória da Conquista (eliminado na primeira fase) e Vitória (eliminado na segunda fase)
CearáAtlético-CE (eliminado na segunda fase), Ceará (eliminado na segunda fase) e Fortaleza (eliminado na primeira fase)
MaranhãoTimon (eliminado na segunda fase) e Moto Club (eliminado na primeira fase)
ParaíbaConfiança-PB (eliminado na primeira fase) e Perilima (eliminado na primeira fase)
PernambucoNáutico (eliminado na segunda fase), Petrolina (eliminado na primeira fase), Retrô FC (eliminado na primeira fase), Santa Cruz (eliminado na terceira fase) e Sport (eliminado na segunda fase)
PiauíFluminense-PI (eliminado na primeira fase) e River-PI (eliminado na segunda fase)
Rio Grande do NorteABC (eliminado na segunda fase), Palmeira (eliminado na primeira fase) e Visão Celeste (eliminado na primeira fase)
SergipeOlímpico (eliminado na primeira fase), Confiança-SE (eliminado na primeira fase), Sergipe (eliminado na primeira fase) e Socorro (eliminado na primeira fase)

Do número total, 17 times nordestinos foram eliminados ainda na primeira fase (mais da metade, portanto). Outros 10 caíram na etapa posterior. Só dois resistiram até a terceira fase de uma competição que tem sete estágios: Santa Cruz e CRB.

Mas ambos não conseguiram avançar além disso. O Santa foi eliminado pelo São Paulo. O CRB, pelo Taboão da Serra.

Somados, os times do Nordeste disputaram 100 jogos nesta Copinha: venceram 26, empataram 22 e perderam 52. Fizeram 100 pontos de 300 possíveis – o que aponta para um aproveitamento global dos clubes da região de cerca de 33% dos pontos disputados.

Aproveitamento por estado (edição 2020)

Ceará: 48%
Piauí: 47%
Bahia: 41%
Pernambuco: 40%
Alagoas: 33%
Maranhão: 33%
Sergipe: 19%
Rio Grande do Norte: 13%
Paraíba: 5%

Retrospecto histórico

Não se trata de um caso isolado ou de um acidente: em geral, com baixo poder de investimento em suas divisões inferiores, os clubes do Nordeste têm resultados pouco expressivos na Copinha – como mostram os dados abaixos, atualizados a partir de levantamento feito no blog do jornalista Cássio Zirpoli.

No total, 109 times nordestinos já participaram da Copinha, conta que inclui os 11 times estreantes da edição de 2020. A divisão por estado é a seguinte: 17 (Maranhão), 16 (Bahia), 14 (Paraíba), 12 (Pernambuco), 12 (Sergipe), 11 (Alagoas), 10 (Piauí), 9 (Ceará) e 8 (Rio Grande do Norte).

O primeiro da região a participar foi o Bahia, na edição de 1972. Mas a frequência maior começou na década de 1990, quando mais times foram convidados a jogar a Copinha.

Além de ser o time que mais participou e que, ao lado do Vitória, é o que mais venceu, o Bahia também pode se orgulhar de ter feito a melhor campanha do Nordeste na Copinha: em 2011, foi vice-campeão – perdendo o título para o Flamengo.

Em 2013, a equipe chegou à semifinal da competição. Antes, além dele mesmo na campanha do vice de 2011, só o Vitória chegara tão longe: caiu nas semis de 1993.

As melhores campanhas nordestinas na Copinha (entre os 16 melhores)

1981 – Bahia (quartas)
1986 – Bahia e Santa Cruz (oitavas)
1988 – Bahia (oitavas)
1991 – Bahia (oitavas)
1992 – Santa Cruz (quartas)
1993 – Vitória (semifinal); Bahia (oitavas)
1994 – Vitória (quartas); Bahia e Sport (oitavas)
1997 – Sport (quartas); Vitória (oitavas)
1998 – Vitória (oitavas)
2001 – Santa Cruz (oitavas)
2003 – Vitória (quartas); Santa Cruz (oitavas)
2005 – Corinthians-AL (oitavas)
2006 – Bahia e Moto Club (quartas); Fortaleza (oitavas)
2007 – Bahia (quartas); Porto e Vitória (oitavas)
2008 – Fortaleza (quartas)
2009 – Fortaleza (oitavas)
2011 – Bahia (vice); Vitória (oitavas)
2012 – Vitória (quartas)
2013 – Bahia (semifinal); Fortaleza (oitavas)
2015 – Vitória (quartas)
2016 – Bahia e Sport (quartas); Ceará (oitavas)
2018 – Vitória (quartas)
2019 – Visão Celeste-RN (oitavas)

Confira abaixo quantas vezes cada clube visitou as principais fases da competição

Oitavas de final

Bahia (11 vezes)
Vitória (10 vezes)
Fortaleza e Santa Cruz (4 vezes)
Sport (3 vezes)
Ceará, Corinthians-Al, Moto Club, Porto e Visão Celeste-RN (uma vez cada)

Quartas de final

Bahia e Vitória (6 vezes)
Sport (2 vezes)
Fortaleza, Moto Club e Santa Cruz (uma vez cada)

Semifinais

Bahia (2 vezes)
Vitória (uma vez)

Final

Bahia (uma vez)

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Pouco mistério, privacidade e Kieza no banco: as razões dos treinos fechados no Náutico

Por Daniel Gomes — Recife

Globo esporte

Os três dias que antecedem o Clássico dos Clássicos das 16h do domingo, entre Náutico e Sport, foram de treinamentos de portões fechados na Avenida Rosa e Silva. Na última quinta-feira foi assim, nesta sexta-feira também, assim como neste sábado. Mas quais as razões para todo esse mistério acontecer às vésperas do primeiro jogo do ano?

Privacidade e campo de jogo

Este é o ponto número um. Gilmar Dal Pozzo poderia comandar os treinamentos no Centro de Treinamento do clube, mas optou pelo estádio dos Aflitos, palco da partida do domingo. Longe dos olhos da imprensa e dos torcedores (apesar dos prédios que cercam o estádio), Dal Pozzo pode corrigir falhas do time sem se preocupar com interrupções externas.

Time titular

O Náutico não tem muitas razões para esconder o time titular. Grande parte da provável equipe foi mostrada na última quarta-feira, no último treino aberto antes do clássico, com: Jefferson; Hereda, Rafael Ribeiro, Lombardi e William Simões; Josa, Rhaldney e Jean Carlos; Matheus Carvalho, Álvaro e Salatiel. Todos esses jogadores estão regularizados e em condições de jogo.

Kieza?

Principal contratação feita pelo Náutico para esta temporada, Kieza tem treinado bem e já está regularizado – podendo pintar no banco de reservas. No treinamento da última quarta, fez parte do “time titular” ao lado de Jorge Henrique – mas eram peças a mais na equipe, que jogou com 13 na linha.

Kieza já está regularizado, ou seja, pelo menos do ponto de vista burocrático, pode jogar. A parte física ainda pesa porque ele foi um dos últimos a começar a pré-temporada. Mas a última partida oficial do atacante foi na última rodada da Série A, no dia 8 de dezembro. Ou seja, não faz tanto tempo.

Só quem poderá responder à pergunta sobre a participação do jogador é o Gilmar Dal Pozzo, que dará nesta sexta a última entrevista coletiva antes da bola rolar.

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