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AGU suspende promoção em massa que levou 606 procuradores ao topo da carreira

Decisão foi tomada por ‘cautela’ e ‘razões de conveniência e oportunidade’, diz procurador-geral. Com a promoção, AGU passaria a pagar salário de R$ 27,3 mil para 93,3% da categoria.

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

A Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu suspender nesta quinta-feira (24) a promoção em massa que levou 606 procuradores federais do órgão ao topo da carreira – com salários acima de R$ 27 mil.

A decisão é do procurador-geral federal, Leonardo Lima Fernandes. Segundo ele, a suspensão se baseia “no poder geral de cautela da Administração, e por razões de conveniência e oportunidade”.

No documento que embasou a decisão, o coordenador-geral de Pessoal, Watson Monteiro Oliveira, afirma que todos os atos para a promoção dos servidores “revestiram-se de legalidade, praticados nos estritos termos da Lei”.

Ainda assim, ele recomenda a suspensão “tendo presentes os questionamentos suscitados com a publicação do referido ato, e com fulcro no poder geral de cautela da Administração”.

Na última sexta (18), uma portaria da AGU promoveu 607 procuradores, dos quais 606 passaram a integrar o topo da carreira da procuradoria federal. A medida, segundo a Advocacia-Geral, tinha seguido os critérios de antiguidade e merecimento.

Momento não era ‘oportuno’

No início da noite desta quinta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o momento não era “oportuno” para as promoções.

“Já está suspenso isso aí, não tem mais o que comentar isso aí. Não era o momento oportuno para isso, né? Isso é uma realidade. A decisão [de suspender] é o melhor para o momento que estamos vivendo”, declarou..

Promoção em massa deixa quase categoria inteira de servidores da AGU no topo da carreira

Topo do funcionalismo

Com a portaria agora suspensa, 3.489 dos 3.738 procuradores federais da AGU passariam a estar no topo da carreira – ou seja, 93,3% da categoria.

Os procuradores-gerais da AGU fazem a defesa do governo federal em ações judiciais e extrajudiciais. São responsáveis pela cobrança de recursos que autarquias, fundações têm a receber.

O número de procuradores promovidos havia dado um salto na comparação com anos anteriores.

Foram 79 promoções em 2017, 69 em 2018 e 83 em 2019. Em 2020, a promoção foi dada a 607 servidores. A AGU não informou o motivo desse crescimento.Procuradores promovidos ao topo da carreira na AGU

Questionada pela TV Globo, a Advocacia-Geral da União informou que os recursos para custear essas promoções já estavam previstos no orçamento, e se relacionavam a um “crescimento vegetativo” da folha de pagamentos. Apesar disso, a AGU não informou qual a previsão de custos desse reajuste.

Na Procuradoria-Geral Federal, o salário inicial é de R$ 21.014,00 e o salário final é de R$ 27.303,00.

Em nota divulgada nesta quinta, a procuradoria afirmou que todos os atos relacionados a seus servidores são praticados em estrita observância às disposições legais e regulamentares.

O presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais, Marcelino Rodrigues, afirmou que as promoções são legais:

“Há previsão orçamentária nesse sentido, assim como para várias outras carreiras públicas, já que a questão da promoção está inserida no âmbito dos direitos dos servidores públicos.”

As promoções foram efetuadas antes da discussão da reforma administrativa enviada pelo governo ao Congresso. Em um dos trechos, a reforma veda progressão ou promoção baseada exclusivamente em tempo de serviço. Mas as novas regras só valerão para novos servidores.

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Pantanal tem maior número mensal de focos de incêndios na história

Com 6.048 registros, número de incêndios no bioma ultrapassou o recorde mensal anterior, que era de 5.993, de agosto de 2005. Dados são do Inpe.

Por Lara Pinheiro, G1

Setembro já é o mês com o maior número de focos de incêndio no Pantanal

Pantanal já registra o número mensal mais alto de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: foram 6.048 pontos de queimadas registrados no bioma desde o dia 1º de setembro até quarta-feira (23), o dado mais recente. O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, quando houve 5.993 focos de incêndio no bioma.

Em comparação a 2019, quando setembro teve 2.887 focos detectados em 30 dias, o mesmo mês de 2020 já apresenta uma alta de 109%. O número de focos neste mês está 211% acima da média histórica do Inpe para setembro, que é de 1.944 pontos de incêndio.Meses com mais focos de incêndio no Pantanal, 1998-2020.

Este mês já era o setembro com mais focos de incêndio no bioma. Em agosto, foi registrado o segundo maior número de queimadas para o mês; julho também registrou um recorde mensal.

“Setembro é o mês mais crítico – então, no ritmo que os incêndios vinham no Pantanal, não é de se estranhar que esse mês tenha batido recorde, ainda que faltem seis dias para o mês terminar”, avalia o engenheiro florestal Vinícius Freitas Silgueiro, coordenador de inteligência territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), que monitora o Pantanal em Mato Grosso.

“Esse é o resultado dessa seca bastante intensa – e, principalmente, dos incêndios que estavam ativos que não foram combatidos com a eficiência necessária frente ao tamanho desse problema”, afirma o engenheiro.

A região enfrenta uma falta de chuvas histórica: é o maior período de estiagem em 47 anos, de acordo com o diretor-executivo da SOS Pantanal Felipe Augusto Dias. Ele avalia que a chuva é a única perspectiva de melhora na situação, e, apesar dos registros de chuvas nos últimos dias, elas não foram suficientes para apagar definitivamente os incêndios, segundo o diretor.

Já Silgueiro avalia que ainda é cedo para avaliar o reflexo das chuvas na redução dos incêndios, embora a umidade contribua para que eles se espalhem de forma mais lenta.

5 pontos sobre as queimadas no Pantanal

“Estava um cenário sinistro aqui de fumaça, mas reduziu muito. Choveu bem, muito bem mesmo, no domingo, e mudou o tempo – ficou mais fresco e abaixou bem a fumaça que estava no ar. Certamente, os incêndios que estavam aqui deram uma controlada. Só que choveu bem mais [aqui] do que choveu na região do Pantanal”, pondera Silgueiro, que mora em Alta Floresta, no norte de Mato Grosso (onde o bioma já é o da Amazônia).

Recorde anual

Três meses antes de terminar, 2020 também já ultrapassou o recorde de queimadas em um ano para o Pantanal: foram 16.201 focos registrados desde janeiro até quarta-feira (23). Antes, o número mais alto havia sido registrado em 2005, com 12.536 focos em todo o ano. A alta é de cerca de 29% (veja gráfico).Queimadas anuais no Pantanal (2005-20).

O fogo já destruiu 85% do Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio das onças pintas-pintadas. Dados do Inpe também apontam que, até 31 de agosto, havia uma perda de 12% do bioma neste ano – foram 18,6 km². Esse levantamento é divulgado mensalmente.

“Este é mais um triste recorde que o Brasil está batendo. E ele é fruto direto da política antiambiental desse governo”, declara Rômulo Batista, porta-voz da campanha de Amazônia do Greenpeace, sobre os números de setembro (veja mais sobre as queimadas na floresta e os embates do governo com o Inpe mais abaixo nesta reportagem).

“É fato que a gente vive uma seca histórica no Pantanal, mas isso já era sabido. Era possível trabalhar na prevenção dessas queimadas que ocorreram, mas nem isso o governo fez. A ciência já vinha advertindo que isso poderia acontecer”, lembra Batista.

Em julho, o Serviço Geológico do Brasil alertou que o bioma enfrentaria uma seca severa neste ano, com o pico entre a segunda quinzena e o fim de outubro em Mato Grosso do Sul.

“Desde que se iniciou, o governo vem cortando verbas para o meio ambiente, para o MMA [Ministério do Meio Ambiente], desqualificando o ICMBio, o Ibama, a Funai, que são órgãos de fiscalização e controle. E andando de mãos dadas com aqueles que lucram com a destruição ambiental”, afirma o porta-voz do Greenpeace.

Um levantamento divulgado nesta quinta pelo IBGE aponta que, em 18 anos, o Brasil perdeu 8,3% da vegetação natural, com 42% virando pasto e 19%, plantação. A Amazônia e o Cerrado foram os biomas que mais sofreram perdas, segundo o instituto.

Alta na Amazônia

Amazônia também já registrou mais focos de incêndio neste mês do que em todo o mês de setembro do ano passado. Em setembro de 2019, foram 19.925 focos de calor; neste ano, até quarta-feira (23), houve 28.279 focos, uma alta de cerca de 42%.

Há, ainda, uma alta no total anual de focos de incêndio. De janeiro até 30 de setembro de 2019, haviam sido registrados 66.749 pontos de fogo na floresta. Neste ano, de janeiro até o dia 23 deste mês, eram 72.292, aumento de 8,3%.

Somando Amazônia e Pantanal, o Brasil perdeu 53.019 km² de mata nativa devido às queimadas até 31 de agosto. O número é equivalente a 34 cidades de São Paulo, ou quase a soma das áreas dos estados de Sergipe e Alagoas.

Embates com governo

Os dados do Inpe têm causado embates com membros do governo federal.

Na terça-feira (22), em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil era “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal. O presidente disse que a floresta amazônica é úmida e só pega fogo nas bordas, e que os responsáveis pelas queimadas são “índios” e “caboclos”. A declaração, entretanto, é falsa, conforme apuração do G1 junto a especialistas no assunto.

No mesmo discurso, Bolsonaro disse, ainda, que “as grandes queimadas [no Pantanal] são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”. Essa afirmação, no entanto, também é falsa, conforme checagem do G1 com especialistas na questão.

Na semana passada, o vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que “alguém” no instituto que faz “oposição” ao governo de Bolsonaro prioriza a divulgação de dados negativos sobre queimadas na Amazônia.

Mourão também disse que desconhecia que os dados das queimadas são públicos e pediu uma análise qualitativa ao instituto.

No dia 11, o vice-presidente declarou que o Inpe estava “se contradizendo” quanto aos dados de queimadas na Amazônia. A fala foi proferida após ele ser questionado sobre uma reportagem publicada pelo jornal “O Globo”, que mostrava um aumento no número de queimadas de janeiro a 9 de setembro deste ano em comparação ao ano passado.

Em entrevista ao G1, Alberto Setzer, coordenador do programa de monitoramento de queimadas do Inpe, alertou que não há contradições e que são “períodos diferentes” sendo comparados. (Entenda detalhes neste link). Setembro, ele explica, é o mês em que a floresta mais queima.

“Setembro é o mês que mais tem focos. Temos que esperar o mês de setembro para poder dar uma análise um pouco mais sólida. Não adianta deixar o mês mais marcante de todos fora dos cálculos”, disse Setzer.

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Governo publica nova portaria sobre procedimento para aborto em caso de estupro

Comunicação à polícia sobre casos continua entre medidas que devem ser tomadas pelo médico, mas regra foi publicada na nova portaria sem a palavra ‘obrigatória’. Outra portaria semelhante foi publicada em 28 de agosto.

Por G1

O governo federal editou uma nova portaria sobre o procedimento para realização de aborto em caso de estupro. O texto foi publicado na edição desta quinta-feira (24) do “Diário Oficial da União”, com a assinatura do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Foi mantida a previsão, descrita em portaria editada no fim de agosto, que autoridades policiais sejam comunicadas do caso, independentemente da vontade da vítima de registrar queixa ou identificar o agressor. No entanto, a palavra “obrigatória” foi retirada do trecho sobre a comunicação à polícia.

Outra mudança na portaria é a retirada do trecho que determinava que a equipe médica deveria informar sobre a possibilidade de visualização do feto ou embrião por meio de ultrassonografia, caso a gestante desejasse. A portaria anterior determinava que a paciente deveria “proferir expressamente sua concordância, de forma documentada”, mas todo o artigo sobre este item foi excluído.

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Morte de mulher que saiu ‘escondida’ de hospital no Rio foi provocada por ação violenta, aponta investigação

Hospital Salgado Filho diz que Valéria Muniz, de 52 anos, deixou o local sozinha, sem autorização, no sábado (19), às 5h da manhã, pelo setor de emergência. Ela foi encontrada morta em uma rua do Cachambi, na Zona Norte.

Por Patricia Teixeira, G1 Rio

Imagens mostram paciente deixando o hospital Salgado Filho, antes de ser encontrada morta

A morte da mulher que saiu “escondida dos médicos” do Hospital Salgado Filho, no Rio de Janeiro, foi provocada por uma ação violenta, de acordo com as investigações da Polícia Civil.

Valéria Muniz de Carvalho, de 52 anos, estava internada no Salgado Filho, no Méier, com uma fratura no calcanhar, mas, de acordo com o hospital, saiu sozinha do local sem que os médicos ou enfermeiros percebessem, às 5h da manhã de sábado (19), pelo setor de emergência.

Ao dar entrada na unidade de saúde, Valéria relatou ter sofrido uma queda, o que teria ocasionado a fratura, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Morte por ação violenta

Valéria foi encontrada morta na rua Rua Miguel Angelo, no Cachambi, bairro vizinho ao Méier, mas os familiares só tiveram conhecimento de sua morte ao procurarem informações sobre ela no Instituto Médico Legal, para onde o corpo foi levado.

O enterro aconteceu na tarde desta quarta-feira (23), no cemitério do Pechincha.

Segundo a investigação policial, Valéria foi “morta por ação violenta”.

“Instauramos inquérito para apurar porque realmente a situação é meio complicada, já estamos avançando na investigação. A gente já conseguiu detectar que a morte foi por ação violenta, mas a gente ainda não conseguiu concluir, estamos a caminho (da conclusão)”, disse o delegado Deoclecio de Assis, titular da 23ª DP (Méier).

A polícia não detalhou quais sinais indicaram que Valéria foi morta por ação violenta.

G1 conversou com o namorado de Valéria, Milton de Souza, que disse que o corpo foi encontrado por um motorista de caminhão da Cet-Rio, que logo em seguida avisou a polícia. Milton disse ainda que não foi relatado a ele nenhum sinal de que ela havia sido assassinada.

“Não consegui ver o laudo, mas não teve realmente marca de tiro nem nada. O que eles me falaram no IML é que ela estava com o queixo inchado, mas eu vi o rosto dela no enterro e estava normal. Tomei coragem pra olhar pra ela e vi que estava normal. O IML também só informou da fratura no pé. Aparentemente, marca de tiro ou de violência, não, realmente não tinha”, disse Milton.

Paciente do hospital Salgado Filho é encontrada morta no Cachambi

Saída do hospital

G1 questionou o Hospital Salgado Filho se Valéria, com uma fratura no calcanhar, teria condições de sair andando sozinha. O hospital respondeu apenas que a condição de saúde da paciente está registrada em prontuário, sem dar mais detalhes.

“Não se pode avaliar a condição de um paciente por câmeras de segurança. O que as imagens mostram é a paciente deixando o hospital. As imagens das câmeras de segurança estão com a polícia, a quem cabe investigar o caso”, disse o hospital, em nota.

Um funcionário do Salgado Filho, que não quis se identificar, revelou ao G1 que Valéria estava com o pé imobilizado quando deixou o local e que imagens das câmeras de segurança mostraram ela andando sozinha.

Valéria estava internada na enfermaria do hospital desde quinta-feira (17) e ia passar por uma cirurgia quando deixou o pronto-socorro à revelia. A Secretaria Municipal de Saúde informou que Valéria não relatou aos profissionais do hospital que gostaria de sair e que ela deixou o local sem ter recebido alta médica.

Uma fonte ouvida pelo G1 disse que a mulher foi encontrada em circunstâncias que indicam que ela possa ter sido morta por outra pessoa. Segundo informações da 23ª DP (Méier), as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato e diligências estão sendo realizadas. A polícia agora aguarda o resultado do laudo pericial.

O que diz o Hospital Salgado Filho

G1 também questionou o hospital por que a família de Valéria não foi avisada assim que ela deixou o local. A unidade de saúde alega a paciente saiu “lúcida, orientada e com controle de sua consciência”, e que, por isso, não havia obrigatoriedade em comunicar o fato aos familiares (veja a nota abaixo).

“A paciente não sumiu, deixamos isso claro. Destacamos ainda que a Sra. Valéria era uma paciente adulta, lúcida, orientada e deixou a unidade sem autorização ou alta hospitalar, não havendo, portanto, nenhum documento assinado. O termo de responsabilidade por deixar o hospital durante o tratamento só é assinado quando há um acordo, chamado de “alta a pedido”, entre paciente e equipe médica.

A decisão da Sra. Valéria deixar a unidade por evasão foi tomada com ela lúcida, orientada e com controle de sua consciência, sem que tivesse qualquer indicação de acompanhamento psiquiátrico ou que estivesse usando medicação que pudesse alterar sua condição de mulher adulta capaz de tomar decisões.

Por estes motivos, além do direito à privacidade de todo paciente, não há obrigatoriedade em comunicar este fato aos familiares, que foram, sim, informados na segunda-feira (21), quando atendidos pelo Núcleo Estratégico de Apoio às Famílias (NEAF), que deu todas as informações sobre o tratamento e saída da paciente.

Após sair do hospital às 5h de sábado, a Sra. Valéria deixou de ser uma paciente ativa e por isso seu contato foi retirado da lista de envio de boletins médicos diários.

A direção do Hospital Municipal Salgado Filho mais uma vez lamenta a morte da Sra. Valéria Muniz e reitera que está colaborando com a investigação policial.

Valéria deu entrada na quinta-feira com uma fratura no calcanhar, foi examinada e medicada para ser preparada para cirurgia. No início da manhã de sábado, por volta das 5h, saiu da unidade caminhando pelo setor de emergência.

A direção do Salgado Filho segue solidária à família da Sra Valéria, à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e oferece todo apoio necessário para os familiares da paciente”.

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Irmãos de 15 e 20 anos morrem com coronavírus no interior de SP: ‘Verdadeira tragédia’, diz pai

De acordo com a família, que mora em Tanabi (SP), Isac Reis, de 20 anos, não possuía comorbidades. Já Rebeca Reis, de 15, era portadora de Síndrome de Down.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

Dois irmãos morreram infectados pelo novo coronavírus em Tanabi, no interior de São Paulo, em menos de um mês.

De acordo com a família, Isac, de 20 anos, e Rebeca Reis, de 15 anos, não resistiram às complicações causadas pela Covid-19. O rapaz morreu nesta quarta-feira (23), e a irmã, no dia 27 de agosto.

Isac e Rebeca colheram material genético e testaram positivo para o novo coronavírus. O corpo dos dois irmãos já foi enterrado.

“Foi muito complicado receber a notícia das mortes. Sofremos uma verdadeira tragédia”, afirma o pai Roberto Reis da Silva, de 60 anos.

Irmãos morrem com coronavírus em menos de um mês no interior de SP

Roberto e a esposa também contraíram a doença, mas se já recuperaram.

Ainda conforme a família, Isac ficou 21 dias internado no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP). Ele não possuía comorbidades e não resistiu às complicações da doença.

A irmã dele era portadora de Síndrome de Down e tinha dificuldades para se comunicar. Rebeca foi levada para a Santa Casa de Tanabi e morreu no mesmo dia em que foi internada.

Até esta quarta-feira, a prefeitura contabilizava 1.234 casos confirmados, com 25 mortes.

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BC estima entrada de US$ 50 bi em investimentos estrangeiros em 2020, menor valor em 11 anos

Em meio à pandemia do coronavírus, previsão para o déficit em transações correntes passou de US$ 13,9 bilhões para US$ 10,2 bilhões com desaquecimento da economia mundial.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Banco Central (BC) reduziu de US$ 55 bilhões para US$ 50 bilhões sua estimativa de ingresso de investimentos estrangeiros diretos no país em 2020. A informação consta no relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano, divulgado nesta quinta-feira (24).

Se confirmado, será o menor valor desde 2009 (US$ 31,48 bilhões), ou seja, em 11 anos.

A revisão acontece em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem gerado necessidade de capital por parte das empresas, e, também, de críticas de investidores sobre a política ambiental brasileira.

Nos oito primeiros meses deste ano, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 26,957 bilhões, com queda de 41% frente ao mesmo período de 2019, quando somaram US$ 46 bilhões.

Contas externas

O BC também baixou de US$ 13,9 bilhões para US$ 10,2 bilhões sua previsão de déficit nas contas externas em 2020.

Se confirmado, esse será o melhor resultado desde 2007, quando foi registrado um superávit de US$ 408 milhões nas chamadas “transações correntes”. Ou seja, será o melhor saldo em 13 anos. As contas externas apresentaram saldo positivo nos últimos cinco meses.

A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Trata-se de um dos principais indicadores do setor externo brasileiro.

“O principal fator para a revisão é a melhora nos valores esperados para as exportações, que apresentaram nos últimos meses resultado acima do anteriormente projetado”, informou o BC, no relatório de inflação.

Segundo o BC, porém, ainda se espera queda de vendas externas na comparação com o ano de 2019, por conta do recuo dos preços internacionais (em decorrência do coronavírus), mas aumento das quantidades exportadas de produtos básicos “especialmente da soja, sustentado pela demanda chinesa”.

Ao mesmo tempo, as importações também devem recuar na comparação com o ano passado. “A redução do valor importado tem como fatores determinantes a desaceleração da atividade doméstica em meio à pandemia da Covid-19 e a desvalorização do real, aliados a uma importante redução nos preços”, informou.

Balança comercial

O BC também revisou, para cima, sua previsão para o saldo positivo (exportações menos importações) da balança comercial em 2020.

No relatório de inflação anterior, divulgado em junho, a instituição projetava um saldo comercial positivo de US$ 39 bilhões em 2020. No documento divulgado nesta semana o valor foi elevado para um superávit de US$ 45,3 bilhões.

De acordo com o BC, a previsão para as exportações, em 2020, passou de US$ 187,5 bilhões para US$ 200,7 bilhões. Já a estimativa das compras no exterior subiu US$ 148,5 bilhões para US$ 155,4 bilhões.

Em 2019, as exportações somaram US$ 225,8 bilhões e as compras do exterior totalizaram US$ 185,3 bilhões. Deste modo, embora o BC tenha subido sua previsão para esses dois itens em relação a junho, eles ainda devem ficar bem abaixo do registrado no ano passado.

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Operação contra ‘franquia da milícia’ no RJ busca Tandera; 4 já foram presos

Segundo as investigações, Tandera chefia uma ramificação do grupo de Wellington da Silva Braga, o Ecko, em municípios da Baixada Fluminense.

Por Lívia Torres e Silvana Ramiro, Bom Dia Rio

Polícia e MP realizam operação contra grupo de milicianos que atuam na Zona Oeste

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco-MPRJ) tenta prender, nesta quinta-feira (24), um dos milicianos mais procurados do RJ.

Danilo Dias Lima, o Tandera, é um dos alvos dos sete mandados de prisão e oito de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.

Segundo as investigações, Tandera chefia uma “franquia” da milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, em bairros de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Até a última atualização desta reportagem, quatro pessoas haviam sido presas:

  • Júlio Cezar Nascimento dos Santos;
  • Lucas Leite dos Santos, o Pará;
  • Daniel de Abreu Guarani, o Madruga;
  • Michel de Carvalho Pereira, o Barba ou Sombra.

Tandera seguia foragido.

Maior milícia do RJ

Segundo a força-tarefa, o grupo de Tandera atua nos bairros Cabuçu, Km 32 e Grão Pará, dentre outros, na localidade conhecida como “Estrada de Madureira”.

A milícia de Ecko, oriunda da Liga da Justiça, é a maior do RJ. O grupo é investigado pela prática de homicídios, extorsões, receptação e exploração de diversos serviços.

No pedido desta quinta, os promotores afirmaram que a prisão preventiva tem como objetivo prevenir ameaças à coleta de provas e, se permanecerem soltos, podem influenciar testemunhas.

Em março de 2018, o G1 mostrou, na série “Franquia do crime”, como funcionavam essas ramificações dos grupos paramilitares. À época, segundo a reportagem, dois milhões de pessoas estavam sob influência da milícia.

Polícia cumpre mandado contra a milícia de Tandera — Foto: Reprodução

Polícia cumpre mandado contra a milícia de Tandera — Foto: Reprodução

Técnicas para lavar dinheiro

A quadrilhada chefiada por Tandera tem comprado imóveis, terrenos, animais silvestres e veículos para lavar dinheiro. Em uma das casas que seria dele, avaliada pelos policiais em R$ 2 milhões, os agentes encontraram um carro considerado de luxo em uma operação na segunda (22).

Em abril, em outra operação contra a milícia comandada por ele, foram apreendidos telefones e munição em bairros de Nova Iguaçu, como Cabuçu, Valverde, Palhada, em Seropédica, além de Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste.

Em dezembro do ano passado, os agentes fizeram uma operação contra o esquema que usava laranjas para a compra de carros que eram usados pelos milicianos.

Um dos veículos, segundo a polícia, foi blindado e comprado por quase R$ 300 mil em dinheiro vivo.

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Polícia prende estrangeiro suspeito de fornecer armas, drogas e explosivos para criminosos no Rio

Homem com nacionalidade americana, inglesa e israelense foi preso com carro clonado e documentos falsos na terça-feira (22).

Por G1 Rio

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam na noite de terça-feira (22) Anthony David Schethtman, suspeito de fornecer drogas, armas e explosivos para uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

Anthony tem nacionalidade britânica, americana e israelense e foi preso em flagrante por uso de veículo clonado ou roubado e falsificação de documento veicular.

Os explosivos vendidos por Anthony eram utilizados para ataques a bancos no Rio, segundo as investigações. Ele foi preso depois que a polícia o abordou quando o americano conduzia um veículo Mitsubishi branco clonado.

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Força Nacional envia bombeiros para reforçar combate a incêndios no Pantanal em MT

Ao todo, 40 agentes partiram da capital federal, do Pará, Paraná e Goiás, na manhã desta quarta-feira (23). Emprego do efetivo vale por 30 dias.

Por Carolina Cruz, G1 DF

Bombeiros da Força Nacional vão para Mato Grosso para combater incêndio no Pantanal

Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou, nesta quarta-feira (23), 40 bombeiros da Força Nacional para auxiliar no combate aos incêndios florestais no Mato Grosso. O estado abriga parte do Pantanal, que registra recorde histórico de queimadas neste ano. As equipes partem do DFGoiásParaná Pará.

A autorização do emprego da Força Nacional foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23), assinada pelo ministro André Mendonça. O reforço atende a um pedido do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).

A equipe se reuniu na base da Força Nacional, no Gama (DF), por volta das 6h30. O grupo vai atuar no Mato Grosso por 30 dias, a partir de quinta-feira (24). O prazo pode ser prorrogado.

Bombeiros da Força Nacional partem do DF para Mato Grosso  — Foto: TV Globo/Reprodução

Bombeiros da Força Nacional partem do DF para Mato Grosso — Foto: TV Globo/Reprodução

De acordo o diretor da Força Nacional de Segurança Pública, Antônio Aginaldo de Oliveira, os bombeiros enviados possuem “vasta experiência em catástrofes, desastres e incêndios florestais”.

“Vamos ficar sob o comando do governo do Mato Grosso, que vai fazer um briefing [apresentação de informações] para a equipe dos locais com adversidades mais críticas no Pantanal.”

Os incêndios na região já contam com o reforço de militares da Marinha. Agora, além dos bombeiros da Força Nacional, o Ministério da Justiça envia ainda 12 viaturas, dois micro-ônibus e um helicóptero ao Mato Grosso.

Força Nacional envia bombeiros do DF para Mato Grosso em reforço no combate aos incêndios no Pantanal  — Foto: TV Globo/Reprodução

Força Nacional envia bombeiros do DF para Mato Grosso em reforço no combate aos incêndios no Pantanal — Foto: TV Globo/Reprodução

De acordo com o Ministério da Justiça, a Secretaria de Segurança Pública do DF foi acionada para colaborar com o envio de mais militares. O G1 questionou a pasta se serão enviadas outras equipes, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Queimadas no Pantanal

Fotos mostram antes e depois da Rodovia Transpantaneira ser atingida pelos incêndios no Pantanal de MT — Foto: Drone Cuiabá/Divulgação

Fotos mostram antes e depois da Rodovia Transpantaneira ser atingida pelos incêndios no Pantanal de MT — Foto: Drone Cuiabá/Divulgação

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os incêndios florestais no Mato Grosso em 2020 são os maiores já registrados desde que o monitoramento começou a ser feito, em 1998.

Neste ano, foram identificados 15.756 focos de calor no Pantanal. Antes disso, o maior número tinha sido registrado em 2005, 12.536 focos.

O fogo teve início na região de Poconé e já são mais de 1.740.000 hectares queimados em Mato Grosso até o dia 13 de setembro. O Pantanal já registrou o maior número de focos de incêndio, desde então. Foram 5.603 queimadas até o dia 16 de setembro.

5 pontos sobre as queimadas no Pantanal

Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, mostram que a área queimada no Pantanal, em 2020, já passou de 2,3 milhões de hectares, sendo 1,2 milhão em Mato Grosso e mais de 1 milhão em Mato Grosso do Sul.

Essa área de mais de 2 milhões de hectares representa quase 10 vezes o tamanho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro juntas.

Situação de emergência

O secretário de Segurança Pública do Mato Grosso, Alexandre Bustamante, afirmou, nesta terça, que o reforço das Forças Armadas no combate ao fogo no Pantanal é necessário, pois as equipes de bombeiros que atuam na região até o momento, já “trabalham no limite”.

O governo decretou situação de emergência no estado por causa dos incêndios florestais no dia 14 de setembro. O decreto vale por 90 dias, podendo ser prorrogado.

Com o documento, as autoridades poderão adotar as medidas necessárias à prevenção e combate das queimadas, podendo comprar materiais sem precisar de licitação e suspender os prazos para retorno de gastos com pessoal e dívida.

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Trecho de Serra da Rodovia dos Tamoios segue bloqueado na manhã desta quarta

Interdição teve início por volta das 12h40 de terça-feira (22). Via é interditada sempre que os pluviômetros passam dos 100 milímetros de chuva em 72h.

Por G1 Vale do Paraíba e Região

O trecho de serra da Rodovia dos Tamoios (SP-99) segue interditado na manhã desta quarta-feira (23) por causa do risco de queda de barreiras após o registro de um alto volume de chuva na extensão da estrada.

A interdição teve início por volta de 12h40 desta terça-feira (22) e a via seguia bloqueada após mais de 20h. No início da manhã desta quarta-feira, ainda não havia uma previsão para liberação do trecho.

Nos pontos de bloqueios, nos Kms 58 e 82, muitos caminhoneiros aguardavam a liberação da rodovia para seguir viagem.

Por medida de segurança, a via é interditada sempre que os pluviômetros passam dos 100 milímetros em 72 horas devido ao risco de quedas de barreiras. A rodovia teve o registro de um deslizamento de terra na altura do Km 80.

A interdição foi informada pela concessionaria Tamoios por volta das 12h40 de terça-feira. Os motoristas podem optar por trafegar pela rodovia Mogi-Bertioga ou Oswaldo Cruz.

A concessionária informou ainda que equipes trabalham no acompanhamento dos equipamentos e das encostas.

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