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Museu da Língua Portuguesa reabre para visitas educativas nesta quinta-feira

Estudantes terão a oportunidade de visitar o Museu antes de sua reinauguração oficial. O local está fechado desde o incêndio que o atingiu em 2015.

Por G1 SP — São Paulo

O Museu da Língua Portuguesa fica na Estação da Luz, região central de São Paulo — Foto: Paulo Guereta/Estadão Conteúdo

O Museu da Língua Portuguesa fica na Estação da Luz, região central de São Paulo — Foto: Paulo Guereta/Estadão Conteúdo

O Museu da Língua Portuguesa inicia nesta quinta-feira (12) visitas educativas guiadas ao local, que fica na Estação da Luz, no Centro de São Paulo. O museu está fechado desde que foi parcialmente destruídopor um incêndio em dezembro de 2015, que provocou a morte de um bombeiro civil.

A nova etapa do programa educacional “Escola, Museu e Território”, iniciado em 2019, vai permitir que estudantes, professores, moradores da região da Luz e do Bom Retiro, adultos atendidos pelos serviços de assistência social e de saúde, e estudantes de EJA (Educação de Jovens e Adultos) acompanhem os bastidores da reconstrução do local e a montagem da exposição principal de sua reinauguração.

A previsão é de que o museu seja reaberto totalmente em junho de 2020. Ao custo total de R$ 81,4 milhões, as obras de recuperação foram entregues em dezembro de 2019.

Assim como na primeira fase do programa, estudantes chegarão ao Museu por meio do projeto “Ônibus Andante”, que propõe um trajeto a pé para explorar a região, seus marcos urbanos e prédios históricos.

O projeto “Museografia” também propõe contar de maneira interativa a história da Língua Portuguesa e de suas transformações ao longo do tempo.

O público geral também poderá visitar o local antes da reinauguração, mas somente uma vez por mês, em três sábados já definidos pela instituição.

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa e seu programa educativo são uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

PROGRAMAÇÃO

Visitas mediadas para escolas:

  • Data: somente às quintas-feiras – de 12 de março a 28 de maio;
  • Horários: às 8h (Educação Infantil); às 9h e às 14h30 (Ensino Fundamental e Médio);
  • Entrada: gratuita – as visitas devem ser agendadas com antecedência pelo site.

Visitas mediadas para adultos atendidos pelos serviços de assistência social e de saúde, moradores e trabalhadores da região, e estudante de EJA:

  • Data: somente às quintas-feiras e aos sábados – de 12 de março a 28 de maio;
  • Horários: às 11h, 17h e 19h30;
  • Entrada: gratuita – as visitas devem ser agendadas com antecedência pelo site.

Visitas abertas ao público geral (antes da reinauguração):

  • Data: somente nos dias 28 de março, 25 de abril e 30 de maio;
  • Horário: das 9h às 12h;
  • Entrada: gratuita – distribuição de senhas uma hora antes do início da visita.

Mais informações: http://museudalinguaportuguesa.org.br/

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Iniciada operação de retirada de óleo do navio Stellar Banner, encalhado na costa do Maranhão

Navio está com toneladas de óleo e minério de ferro. Marinha e a proprietária do navio acompanham os trabalhos para evitar um desastre ambiental.

Por G1 MA — São Luís, MA

Barco ALP Defender inicia retirada de óleo do navio Stellar Banner, encalhado na costa do Maranhão — Foto: Capitania dos Portos

Barco ALP Defender inicia retirada de óleo do navio Stellar Banner, encalhado na costa do Maranhão — Foto: Capitania dos Portos

A Marinha informou nesta quarta (11) que foi iniciada a operação de retirada de óleo do navio Stellar Banner, que está encalhado há 15 dias na costa do Maranhão.

Segundo a Polaris Shipping, proprietária do navio, cerca de 3,5 mil toneladas de óleo combustível e 140 toneladas de óleo diesel devem ser retirados durante a operação de desencalhe da embarcação. Se houver vazamento, todo o material pode se espalhar pelo litoral.

A operação é realizada pelas equipes contratadas pela Polaris Shipping, proprietária do navio, e acompanhada por equipes do governo federal, como a Marinha. A principal embarcação envolvida é a holandesa ALP Defender, utilizada para reboque, ancoragem de unidades flutuantes de petróleo e transporte de cargas. A capacidade da embarcação é de mais de 3 mil metros cúbicos.

Antes de realizar a operação foi realizado, com sucesso, testes nos mangotes e sistemas de transferência. A operação não tem prazo para terminar e será mantido até mesmo durante a noite.

O plano de remoção do óleo do navio foi aprovado nessa segunda-feira (9), mas as atividades só começaram nesta quinta (12) por conta das condições climáticas não favoráveis da região onde o Stellar Banner está encalhado.

De acordo com a Marinha, há ainda um plano de contingência para evitar possíveis vazamentos de óleo e minério de ferro no Oceano Atlântico.

Navio Stellar Banner está encalhado há duas semanas na costa do Maranhão — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Navio Stellar Banner está encalhado há duas semanas na costa do Maranhão — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Operação

Cerca de 255 militares da Marinha do Brasil estão atuando diretamente na operação de resgate do navio Stellar Banner. Cinco rebocadores, sendo três com materiais de combate à poluição causada por óleo, também servem de apoio no local.

Além disso, estão sendo usados um drone com câmera térmica, um helicóptero S-76C e três embarcações de suporte às atividades contingência de derramamento do óleo.

Navio Stellar Banner está encalhado a 100 km da costa do Maranhão. — Foto: Reprodução/TV Globo

Navio Stellar Banner está encalhado a 100 km da costa do Maranhão. — Foto: Reprodução/TV Globo

Área afetada

A área afetada no casco do navio é de cerca de 25 metros, segundo o chefe de Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval, Robson Neves Fernandes. Atualmente, não há registro de vazamentos.

No dia 28 de fevereiro, o Ibama havia verificado o vazamento de 333 litros de óleo no mar e o poluente havia se espalhado por uma área de 0,79 km². Um dia depois, o instituto afirmou que não visualizou mais as manchas de óleo encontradas anteriormente.

Técnicos também trabalharam para vedar ainda mais os tanques de combustível e reforçar as travas dos compartimentos de carga, onde está o minério.

Navio Stellar Banner segue encalhado no Oceano Atlântico, próximo ao Maranhão — Foto: Ibama

Navio Stellar Banner segue encalhado no Oceano Atlântico, próximo ao Maranhão — Foto: Ibama

Inquérito

A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão informou que abriu um inquérito para apurar possível crime ambiental no acidente do Stellar Banner. Antes, a Marinha já tinha informado que instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades sobre o caso.

Buracos na estrutura do Stellar Banner

O navio Stellar Banner tem capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e possui 340 metros de comprimento, o equivalente a quase quatro campos de futebol. A embarcação foi abastecida pela Vale e saiu do Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, com destino a um comprador em Qingdao, na China.

Navio Stellar Banner sofre fissura no casco no meio do Oceano Atlântico — Foto: Divulgação

Navio Stellar Banner sofre fissura no casco no meio do Oceano Atlântico — Foto: Divulgação

Segundo a Capitania dos Portos, o navio apresentou ao menos dois locais com entrada de água nos compartimentos de carga por volta das 21h30 do dia 25 de fevereiro e começou a afundar no Oceano Atlântico. Uma fissura no casco pode ter sido a causa. O comandante do navio emitiu um alerta de emergência via satélite e levou a embarcação para um banco de areia.

Equipes da Capitania dos Portos e da Vale foram encaminhadas para o local e cerca de 20 tripulantes foram evacuados. A empresa Polaris Shipping, proprietária do navio, informou que todos os membros da tripulação estão seguros e que está realizando inspeções para evitar maiores danos.

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Governo não pode ser obrigado a fornecer remédio de alto custo fora da lista do SUS, decide STF

Ministros adiaram a definição das exceções a essa regra. Ministério da Saúde gastou R$ 8,16 bilhões em 10 anos com decisões judiciais que mandavam União pagar esses medicamentos.

Por Mariana Oliveira e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (11), por nove votos a zero, que o poder público não pode ser obrigado, por meio de decisão judicial, a fornecer remédio de alto custo que não esteja na lista de remédios gratuitos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a decisão, obrigar o fornecimento pode beneficiar poucos e prejudicar toda a coletividade, que depende do orçamento da saúde pública.

Nos votos, os ministros definiram exceções para a concessão de remédios e insumos caros em situações específicas. Por exemplo, quando o paciente e a família não têm condição financeira, ou quando não há remédio similar disponível.

Como cada ministro apresentou critérios diferentes, essas regras só devem ser estipuladas na aprovação da tese (regra a ser seguida pelas instâncias inferiores). Esse debate será concluído em uma nova data, que não foi definida nesta quarta.

Nove dos 11 ministros votaram sobre o tema. O presidente do Supremo, Dias Toffoli, se declarou impedido por ter atuado em processos do tema quando era advogado-geral da União. Celso de Mello está em licença médica até o fim deste mês por conta de uma cirurgia no quadril.

O caso tem repercussão geral, o que significa que a decisão valerá para processos semelhantes que correm em todo o Judiciário. Mais de 40 mil ações em todo o país aguardam a posição final do Supremo sobre o tema.

Gasto bilionário

A questão é relevante porque, só em 2019, o Ministério da Saúde gastou R$ 1,37 bilhão com aquisição de medicamentos e depósitos judiciais para ressarcimento de pacientes.

Em dez anos, entre 2010 e 2019, as demandas custaram R$ 8,16 bilhões aos cofres federais. Estados argumentam que, com decisões judiciais obrigando fornecimento de remédios, não conseguem administrar corretamente os orçamentos e oferecer adequadamente o serviço público.Gastos federais com decisões judiciais (em milhões de R$)Valor inclui compra de medicamentos de alto custo e depósitos judiciais para ressarcimento de pacientes.

O julgamento se baseou em um recurso do estado do Rio Grande do Norte, relativo a uma paciente com miocardiopatia isquêmica e hipertensão arterial pulmonar. Ela foi à Justiça por não ter condições de custear o tratamento e para garantir que o estado fornecesse o medicamento sem interrupções.

Carmelita Anunciada de Souza, de 83 anos, obteve decisões favoráveis tanto na primeira quanto na segunda instância. O estado recorreu ao Supremo argumentando que os altos custos do produto comprometeriam as contas públicas. Enquanto o processo tramitava, o medicamento foi inserido na lista do SUS.

No recurso, o governo do Rio Grande do Norte pediu ao STF que definisse a não obrigação dos governos em fornecer medicamentos ausentes da lista do SUS – salvo exceções a serem definidas.

Os votos

O julgamento começou em 2016, quando o relator, ministro Marco Aurélio Mello e os ministros Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso votaram sobre o tema – veja os critérios sugeridos por cada um. Na ocasião, o ministro Teori Zavascki pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o tema.

  • Alexandre de Moraes

Nesta quarta, o julgamento foi retomado com o voto de Alexandre de Moraes, que herdou os processos de Teori. Ele considerou que obrigar os governos a fornecerem remédios fora da lista do SUS pode prejudicar a coletividade em benefício dos poucos pacientes atendidos a um alto custo.

Para ele, as exceções devem atender aos seguintes requisitos:

  • comprovação de hipossuficiência para custeio;
  • laudo médico comprovando necessidade do medicamento, de feito por médico de confiança do juiz e não da parte;
  • certificação de inexistência de medicamento subsidiário ou substituto terapêutico incorporado pelo SUS;
  • atestado da eficácia e segurança para combate da doença.

“Não há nenhum país do mundo que garanta acesso a todos os medicamentos de modo generalizado. O Judiciário tem, sempre que possível, que evitar sem um elemento desestabilizador do orçamento”, defendeu Moraes.

“Essa é a questão em jogo. Será possível que a seletividade seja tão aberta que toda demanda judicial deva ser atendida e, com isso, a cada somatório de decisão judicial o orçamento da coletividade seja diminuído?”

  • Rosa Weber

Em, seguida, Rosa Weber deu o quinto voto para não obrigar o poder público.

Segundo a ministra, em caso de demanda de medicamento não incorporado pelo SUS, o Estado tem a obrigação de fornecer o remédio em caráter excepcional, desde que comprovados, cumulativamente, estes requisitos:

  • prévio requerimento administrativo, que o juiz pode decidir substituir pelo depoimento de um agente público;
  • indicação do medicamento por meio da denominação comum brasileiro;
  • incapacidade financeira de arcar com o custo do medicamento;
  • registro na Anvisa
  • que a demanda judicial seja preferencialmente por processo coletivo.

“A aplicação indevida, insuficiente ou incorreta de recursos públicos na área da saúde pode vir a representar, sim, violação de direitos humanos, por fazer com que pessoas não sejam atendidas de forma adequada e igualitária.”

  • Cármen Lúcia

A ministra Cármen Lúcia foi contra obrigar o poder público e concordou com exceções apresentadas pelos colegas.

“Quem tem dor tem pressa, tem urgência sempre. Ainda fica a sensação de injustiça para quem não consegue obter a resposta. Todos os ministros ouviram de governadores que não administram a saúde por causa das liminares. […] O judiciário tem sempre que verificar quem não tem condições. Acho que discutiremos os requisitos na tese, no momento próprio se for o caso”, afirmou a ministra.

  • Ricardo Lewandowski

Ricardo Lewandowski deu o sétimo voto nesse sentido. “Entendo que aqueles remédios que não estejam listados não devem de regra ser fornecidos pelos magistrados. Tendo em conta a importância desse bem que a Constituição protege, em circunstâncias excepcionais os remédios podem e devem ser autorizados.”

Ele propôs os seguintes critérios:

  • alto custo do tratamento, bem como impossibilidade financeira do paciente e da família. “Nesse momento, é importante que se invoque solidariedade familiar”, disse;
  • laudo técnico oficial que mostre necessidade;
  • inexistência de tratamento no âmbito do SUS;
  • tratamento com os medicamentos disponíveis não surtindo o efeito;
  • medicamento desejado com eficácia testada ou aprovada por entidade, ou demora irrazoável pela agência reguladora;
  • medicamento que não tenha sido reprovado pela Anvisa;
  • informes periódicos do paciente, por meio de relatórios, sobre a situação do tratamento.
  • Gilmar Mendes

Ao votar pela fixação de critérios para custeio dos medicamentos de alto custo, o ministro Gilmar Mendes considerou que obrigar o Estado a financiar todas as ações de saúde teria impactos no orçamento, o que poderia prejudicar o atendimento à população.

“Obrigar a rede pública a financiar toda e qualquer ação e prestação de saúde existente geraria grave lesão à ordem administrativa e levaria ao comprometimento do SUS, de modo a prejudicar ainda mais o atendimento médico da parcela da população mais necessitada”, declarou.

O ministro considerou que, ao apreciar os pedidos desse tipo, os juízes devem avaliar criteriosamente o caso concreto, verificando as condições de vida do paciente e solicitando a produção de provas da necessidade do medicamento.

  • Luiz Fux

Último ministro a votar, o vice-presidente do STF, Luiz Fux, afirmou que estava de acordo com os pontos apresentados nos votos dos ministros. Reforçou ainda que o custeio dos remédios deve ser feito em “caráter excepcional”.

“Estou de acordo com todos os fundamentos que foram aqui articulados quanto ao direito fundamental à saúde. Entendo que em caráter excepcional, obedecidos os requisitos, também é dever do Estado essa concessão”, concluiu.

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Pai com doença degenerativa leva filha ao altar em poltrona adaptada: ‘Ele não fala, não anda, mas sente muito’

Antônio Rodrigues, de Curitiba, é portador de Esclerose Lateral Amiotrófica há mais de dez anos; cerimônia cheia de desafios levou ainda mais emoção para o dia mais importante da família.

Por Natalia Filippin, G1 PR — Curitiba

Pai com doença degenerativa leva filha ao altar em poltrona adaptada com rodinhas — Foto: Arquivo pessoal/Studio Lof

Pai com doença degenerativa leva filha ao altar em poltrona adaptada com rodinhas — Foto: Arquivo pessoal/Studio Lof

Os poucos passos até o altar de um casamento costumam ser de emoções à flor da pele e nervosismo. No caso de Rosangela Rodrigues Vasconcellos, essa pequena distância lhe trouxe sensações ainda mais intensas.

O pai dela, Antônio Arcanjo Rodrigues, de 54 anos, diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) há dez anos, a levou até o altar em uma poltrona adaptada com rodinhas, com aparelhos para respirar e sonda para se alimentar.

A cerimônia ocorreu em fevereiro deste ano, em Curitiba.

“Eu pretendia só casar no civil, mas não teve jeito, ele é chegado em uma festa. Era o sonho dele me levar ao altar, me ver de branco, segurar minha mão. Ele não fala e não anda, mas sente. E sente muito”, disse a noiva.

De caráter progressivo, a doença ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular. Além de ser uma doença ainda sem cura, a esclerose amiotrófica tem um diagnóstico difícil. O raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais.

Uma das pessoas que vive com ele essa batalha, diariamente, é a enfermeira Patrícia de Oliveira. Segundo ela, Antônio se comunica apenas pelo olhar, por meio de piscadas.

“Tentamos fazer uma tabela com o alfabeto escrito, mas não foi eficiente. Nos comunicamos da seguinte forma: a pessoa vai ditando o alfabeto e o Antônio pisca na letra em que ele quer escolher, para então com letra por letra montar palavras e construir frases”, explicou Patrícia.

Antônio fez questão – e muito esforço – para estar presente no dia mais importante de uma das filhas gêmeas dele.

“Quando eu vi ele, não dá para descrever. Ele me deu a vida, sempre foi meu tudo. Eu não podia não atender o pedido dele. A perspectiva de vida no primeiro diagnóstico dele foi de seis meses, e ele está firme, ele é apaixonado por viver”, contou Rosangela.

Relação de Rosangela e do pai Antônio sempre foi muito próxima. Foto tirada em 1993 — Foto: Arquivo pessoal/Rosangela Rodrigues Vasconcellos

Relação de Rosangela e do pai Antônio sempre foi muito próxima. Foto tirada em 1993 — Foto: Arquivo pessoal/Rosangela Rodrigues Vasconcellos

Logística da cerimônia

Conforme a cerimonialista Fernanda Delai, o desafio foi enorme em fazer o casamento, já que envolvia mais do que decoração, comidas ou música.

Ela e os outros profissionais que a acompanham participaram de reuniões com as equipes médicas para ver toda a logística, para saber o que era liberado e recomendado ao Antônio.

“Uma experiência totalmente nova. Pensamos em um ambiente plano, com tomadas para os aparelhos, mesa dele perto da porta, rota pré-estabelecida até o hospital. Os médicos liberaram ele para ficar fora da cama em casa por apenas quatro horas”, explicou.

A noiva, de 29 anos, e o marido Fábio, de 45, se conheceram em uma festa há cerca de 15 anos. Eles têm um filho, Jean, de 12 anos, que teve a missão de levar a poltrona com o avô no casamento.

“A cadeira de rodas do meu pai é muito desconfortável. Então, meu marido adaptou uma poltrona com umas rodinhas. Foi tudo muito bem pensado. No dia da festa, o pai estava com o sorriso de orelha a orelha, cumprimentou todos os convidados e até dançou do seu jeito”, lembrou Rosangela.

Para completar a alegria da realização de um sonho, quem pegou o buquê foi a irmã de Rosangela, a Rosane. E a família Rodrigues já ficou na expectativa de um próximo casamento em breve.

“Somos gêmeas e ela pegar o buquê foi para fechar com chave de ouro. Ela cuida demais do pai, e espero que ele leve ela também até o altar. Nem nos melhores sonhos, eu imaginava um dia tão completo, tão feliz. Foi a celebração da vida, sem dúvidas”, disse a noiva.

Noiva Rosangela, o pai Antônio e a irmã Rosane durante a festa do casamento  — Foto: Arquivo pessoal/Studio Lof

Noiva Rosangela, o pai Antônio e a irmã Rosane durante a festa do casamento — Foto: Arquivo pessoal/Studio Lof

A doença

Antônio nasceu em Reserva, nos Campos Gerais do Paraná, e trabalhou por 20 anos como auxiliar de produção em uma empresa.

Descobriu a doença em torno dos 40 anos e foi obrigado a se afastar porque as limitações começaram a ficar mais evidentes, mesmo com a cabeça em pleno funcionamento.

“Ele ficava sem almoço porque não conseguia chegar no refeitório, as pernas já não o respondiam mais. Depois, começou a se afogar com os alimentos, teve parada cardíaca e dores. Para uma pessoa ativa, praticante de esportes, aceitar que não dava mais dói muito”, relatou a filha.

Rosangela diz ainda que, mesmo sendo obrigado a parar, não se rendeu nunca. Ele chegou a passar seis meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Foram muitos ‘de hoje ele não passa’, muitas perguntas à minha mãe se ela não preferia que desligassem os aparelhos dele. A doença foi algo drástico sim, mas ele sempre afirma que não quer ser taxado de doente. Ele quer ser lembrado por sua alegria, como um homem forte e realizado”, disse ela.

Rosangela diz que mesmo o pai sendo obrigado a parar de trabalhar, nunca se rendeu  — Foto: Arquivo pessoal/Rosangela Rodrigues Vasconcellos

Rosangela diz que mesmo o pai sendo obrigado a parar de trabalhar, nunca se rendeu — Foto: Arquivo pessoal/Rosangela Rodrigues Vasconcellos

Segundo a enfermeira Patrícia, mesmo com a doença prejudicando órgãos e paralisando todos os músculos, Antônio consegue interagir com as pessoas.

“Ele entende tudo, ouve bem. Ele sempre diz que é um homem muito feliz, e eu acredito. Não vou só fazer as medicações e tratar ele como um doente. Procuro deixar ele bem tranquilo, contar histórias, levar até a janela para ver o movimento”, relatou a enfermeira.

Patrícia diz que outro “anjo” da vida de Antônio chama-se Thiago, que é o fisioterapeuta dele. “Nós três construímos uma verdadeira amizade e fazemos até planos para o futuro. Tenho certeza de que o amor, o cuidado e o pensamento positivo transformam. Ele vai longe!”, completou ela.

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Hospital das Clínicas de BH faz primeiro transplante de fígado em portador do HIV

Segundo a instituição, a principal causa de morte em pacientes com o vírus passou a ser a doença hepática terminal. Antes, o transplante não era oferecido como opção.

Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte

HC-UFMG — Foto: Reprodução/TV Globo

HC-UFMG — Foto: Reprodução/TV Globo

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizou em fevereiro o primeiro transplante de fígado em um portador do HIV em Minas Gerais. O homem, de 55 anos, morador de Belo Horizonte, tinha cirro e câncer no órgão, provocados pelo uso de medicamentos que controlam o vírus. O transplante era o único tratamento possível.

“Antigamente, o transplante não era indicado para os pacientes com o HIV porque a toxicidade dos medicamentos era muito alta. Muitos não sobreviviam ao procedimento. Mas com o desenvolvimento dos remédios, foi possível fazer a cirurgia”, disse o cirurgião e coordenador do grupo e transplante de fígado do Hospital das Clínicas, Leandro Navarro Amado.

O paciente já teve alta e se recupera bem em casa. “Esperamos que com este transplante, o procedimento seja recomendado e não rejeitado, como era feito antes”, disse o médico.

A principal causa de morte em pacientes com o HIV passou a ser a doença hepática terminal, por causa do avanço da medicação usada para controlar a doença. “Daí a importância deste transplante. É possível sim, desde que o paciente esteja com o vírus controlado”, disse o médico.

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Sensores de projeto piloto indicaram solo saturado dias antes de deslizamentos na Baixada Santista

Equipamentos foram instalados, entre outros pontos, em morros onde houve deslizamentos, como parte de projeto piloto de órgão federal em parceria com estado e municípios.

Por Isabella Lima, G1 Santos

Sensores de umidade do solo instaladas nos municípios da Baixada Santista indicavam, cerca de quatro dias antes dos deslizamentos na região, que o solo das áreas de risco já estava saturado.

Os equipamentos fazem parte de um projeto piloto e estão em fase de observação, porém, segundo o geólogo Márcio Andrade, já poderiam indicar a necessidade de remoção preventiva dos moradores nos locais de risco.

Andrade é pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e coordenador do RedeGeo. Em junho de 2019, a equipe de pesquisadores da RedeGeo do Cemaden instalou plataformas de coleta de dados geológicos (PCDs Geo) em parceria com as defesas civis dos municípios de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Praia Grande.

As plataformas são compostas por pluviômetros acoplados a sensores geotécnicos. Desta forma, um mesmo equipamento tem capacidade de fazer a medição de chuva e de umidade do solo. As plataformas foram distribuídas em vários pontos das cidades.

“Essa medida de umidade do solo é feita por meio de uma sonda. Então, vamos nos locais que têm áreas de risco, histórico de deslizamento, e fazemos uma perfuração de três metros, colocando um tubo com seis sensores, cada um em uma altura diferente de profundidade. Esses dados podem ser acessados por todos pela página da Cemaden”, explica Andrade.

Segundo o geólogo, a previsão de chuva para a Baixada Santista no mês de fevereiro era de 300 mm, mas foram registrados mais de 900 mm de chuva, ou seja, muito mais que o esperado. “Esse mês anterior aos deslizamentos já vinha com histórico de chuvas intensas, o que contribui em deixar o solo encharcado”, destaca.

Os sensores apontaram e ainda indicam um valor limite de absorção de água no solo. Os estudos realizados até o momento indicam que, quando o solo atinge 50% de umidade, já entra em estado de saturação, ou seja, tem risco de deslizamento.

A PCD Geo identifica a variação da quantidade de água no solo em até três metros de profundidade. Segundo ele, o objetivo é que o monitoramento da umidade das camadas de solo, junto aos dados de chuvas, permita a emissão de alertas antecipados de deslizamentos.

No dia 1º de março, dados de projeto piloto do Cemaden já mostravam que umidade do solo estava em 47% — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

No dia 1º de março, dados de projeto piloto do Cemaden já mostravam que umidade do solo estava em 47% — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

De acordo com o pesquisador, no domingo (1), um dia antes dos deslizamentos, os dados do Cemaden já apontavam 47,16% de umidade no solo em Guarujá. Segundo ele, esses dados já apontavam um risco de deslizamento nos morros de Santos, São Vicente e Guarujá.

“Nós já conseguimos, através desses sensores, perceber que os níveis de umidade do solo estavam muito elevados, a maior parte deles, inclusive, estava no limite da saturação”, relata.

O especialista compara o solo a uma esponja para explicar os efeitos de um solo encharcado. “Têm esponjas que absorvem mais água; outras absorvem menos água. Assim também funcionam as camadas do solo”, destaca o especialista.

Ainda segundo Andrade, quando a saturação do solo ocorre há dois efeitos. O solo fica mais pesado e perde a estabilidade, o que pode ser chamado de coesão ou resistência. “Isso acontece porque, ao absorver água ao extremo, ele fica mole, fica frágil, ainda mais quando está em um plano inclinado, como os morros, gerando os deslizamentos”, explica.

Na manhã do dia 2 de março, números de projeto piloto também mostravam que umidade do solo estava próxima de 50% — Foto: Divulgação/Cemaden

Na manhã do dia 2 de março, números de projeto piloto também mostravam que umidade do solo estava próxima de 50% — Foto: Divulgação/Cemaden

Ocupação irregular

Além das fortes chuvas, a ocupação urbana nesses morros, considerados áreas de maior risco, é um fator propício aos deslizamentos, de acordo com o pesquisador. Para que as áreas dos morros fossem ocupadas, conforme explica Andrade, era necessário terem grandes obras de drenagem e de contenção.

“A moradia não tem resistência física. As pessoas também são vulneráveis porque têm dificuldade de entender e conseguir sair em um momento crítico. São pessoas em vulnerabilidade social. E, também, no dia do temporal, foi uma chuva muito forte, que não parava”, relata.

Segundo Andrade, os municípios de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão têm histórico grande de desastres por deslizamentos, por isso, a importância dos sensores nesses locais. Os sensores fazem parte de um projeto piloto e ainda estão sendo aperfeiçoados.

“Está sendo implantado exatamente para prevenção de tragédias como essa. Então, todos nós e as defesas civis, tanto municipais, quanto estadual, estamos na fase de observação desses dados. Cadastrando todas essas informações para que, após o verão, façamos conjuntamente um protocolo de ação”, relata.

Porém, mesmo estando em fase de testes, os dados dos sensores ficam disponibilizados diariamente no site. O Cemaden informou ao G1 que, no dia 28 de fevereiro, após analisar os índices pluviométricos da região Sudeste, enviou um alerta ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), informando que haveria riscos geo-hidrológicos nos próximos dias.

Alerta

Apesar de os dados ainda não serem oficiais, o especialista em gerenciamento de risco Moacyr Duarte, explica que os números não devem, em nenhuma hipótese, ser ignorados, ao contrário, já podem servir de alerta para uma ação preventiva. “Quando você pega esses estudos, ou algum equipamento, temos uma fase chamada prova de conceito. Isso significa que você não conhece suficiente o equipamento ou sistema para basear um grande alerta nele. Porém você já tem indícios que as medições dele têm um determinado nível de precisão, se não, nem o colocaria para fazer prova de conceito”, relata.

Pela análise de Duarte, os dados apontados pelo Cemaden, não devem ser divulgados apenas no site, mas diretamente aos municípios, para que sejam feitas orientações preventivas nas áreas de maior risco. “Pelo menos para esse pessoal que está na área em que o sistema tá implantado, e demonstrou que havia instabilidade em função do acúmulo de água, era importante ter validade essa informação. Até porque nem todas as prefeituras tem corpo técnico para entender, ou buscar no site as informações que são divulgadas”, explica.

De acordo com ele, o repasse de alertas amplos não é o suficiente para evitar tragédias. “Repassar um alerta que se refere a toda região sudeste ou, por exemplo, à Baixada Santista em geral, não é exatamente gestão de desastres, porque isso não é muito orientador. Um boletim também só informando que terá chuva e risco de deslizamentos, na verdade, não diz muito, porque é preciso mostrar onde, exatamente, estarão os maiores riscos. Isso que permitiria ajudar as pessoas que moram nesses locais”, destaca.

Avisos

Em nota, o Cemaden informou que a rede observacional na cidade de Guarujá conta com 15 pluviômetros automáticos instalados no município. Destes, o que registrou maior volume de chuvas foi o instalado em Morrinhos, totalizando 277,8 mm de chuvas no dia 3 (terça-feira). Já nos dois dias anteriores (2 e 1º), foram registrados 80,7 mm e 52,3 mm, respectivamente. Portanto, entre 1 e 3 de março, o total de chuvas acumuladas foi de 410 mm em 72 horas.

Guarujá insere-se na lista de municípios prioritários para monitoramento pelo Cemaden/MCTIC; no entanto, em razão de não contar com as áreas de riscos mapeadas (mapeamento este que não é de competência do Cemaden), o Centro afirma não emitir alertas de riscos de deslizamentos e/ou de inundações, enxurradas no mesmo formato adotado para o município de Santos (para este dispõe das áreas de riscos mapeadas e georreferenciadas).

Porém o Cemaden afirma monitorar Guarujá e emitir ‘Comunicados de Atenção’, os quais são encaminhados ao Centro Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres (Cenad) do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que os retransmite para os órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil. A partir desses dados, o órgão encaminhou para o Cenad, os seguintes ‘Comunicados de Atenção’:

Comunicado de atenção 0096/2020 (encaminhado ao CENAD em 01/03/2020, 21:39h)

“Prezados/as,

Comunica-se a possibilidade de ocorrência de eventos de Risco Hidrológico, Movimentos de Massa em Guarujá – SP, em virtude dos acumulados de precipitação que são de até 114 mm em 24 h na estação Pereque, Cemaden, de áreas de instabilidade atuando sobre município de acordo com a estimativa de precipitação instântanea do radar São Roque. A previsão indica continuidade de chuva com pancadas de intensidade moderada a forte.

O Cemaden continuará em constante monitoramento e coloca-se à disposição para fornecer informação adicional que seja de interesse da Defesa Civil.”

Comunicado de atenção 0099/2020 (encaminhado ao CENAD em 03/03/2020, 00:12 h)

“Prezados/as,

Comunica-se a possibilidade de ocorrência de eventos de Movimentos de Massa, Risco Hidrológico em Guarujá, São Vicente, em virtude dos acumulados de precipitação que são de até 331mm/72h, de áreas de instabilidade atuando sobre os municípios de acordo com a estimativa de precipitação instantânea do radar São Roque. A previsão indica continuidade das chuvas nas próximas horas.

O Cemaden continuará em constante monitoramento e coloca-se à disposição para fornecer informação adicional que seja de interesse da Defesa Civil.”

Além disso, o Centro afirma elaborar e disponibilizar publicamente no site boletins de risco geo-hidrológico com mapas e informações sobre áreas com riscos de eventos geo-hidrológicos. No dia 29 de fevereiro, disponibilizou boletim com informações e mapas com as regiões de riscos nos dias 1 e 2 de março. Portanto, foram mencionadas a região da Baixada Santista. Posteriormente, no dia 1 de março de 2020 (domingo), os mapas foram atualizados, destacando-se que o risco foi elevado para “muito alto” na mesorregião que inclui a Baixada Santista.

Sobre as ações das defesas civis com moradores locais, o Cemaden destaca que isso não se enquadra nas competências do órgão.

Governo Federal

O Cenad é um órgão do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Em nota, o Ministério informou atuar em constante articulação com órgãos federais de climatologia e as Defesas Civis estaduais e municipais. O Cenad confirmou que na última sexta-feira (28) foi emitido um alerta conjunto de órgãos do Governo Federal informando sobre tempestades para região Sudeste.

O alerta conjunto foi emitido pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo a Cenad, para a região da Baixada Santista, desde o domingo (1º), uma sequência de alertas específicos passou a ser enviado às coordenações municipais e estadual de Defesa Civil informando sobre os riscos – inclusive geo-hidrológicos – decorrentes das chuvas intensas. Os avisos também chegaram à população cadastrada para receber os alertas via SMS.

Governo do Estado

Em nota, a Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que no dia 28 de fevereiro foi emitido um Boletim Especial de Chuva informando a população e os agentes municipais de defesa civil da região que, entre domingo (1º) e terça-feira (3), havia condição de chuvas intensas acompanhadas de descargas elétricas, fortes rajadas de vento e acumulados elevados, aumentando o risco para transtornos como inundações e deslizamentos, pois o solo da Baixada Santista estava saturado pelas chuvas anteriores.

Segundo o Estado, entre a noite da segunda (2) e a madrugada da terça (3), foram disparados 12 alertas via SMS 40199 para a população cadastrada na Baixada Santista, informando sobre os riscos. Para receber os alertas emitidos pela Defesa Civil do Estado de SP, basta enviar uma mensagem pelo aplicativo de SMS do seu celular para o número 40199 com o CEP de interesse.

A Defesa Civil Estadual afirmou que com ampla estrutura de monitoramento e equipe própria de meteorologistas para suporte de informações e produção de dados, que norteiam a emissão dos alertas. Os planos de evacuação e retirada de moradores são de responsabilidade dos municípios que podem, eventualmente, solicitar apoio ao Estado.

Por meio de acordo de cooperação técnica, a Defesa Civil do Estado utiliza, complementarmente, as informações do Cemaden para produção de alertas. Cumpre destacar que as estações geotécnicas do Cemaden instaladas na Baixada Santista são fruto de projeto de pesquisa e ainda não fornecem parâmetros para estabelecimento de protocolos operacionais junto às defesas civis para remoção de moradores.

Guarujá

A Prefeitura de Guarujá, por meio de nota, falou que o próprio Cemaden não fez nenhum alerta no sentido de evacuar ou outro incidente que pudesse ser ocasionado por essa saturação de solo.

A administração disse que, de acordo com informações do secretário-adjunto de Defesa e Convivência Social, Carlos Eduardo Smicelato, as imagens dos radares fornecidas pelo Cemaden são em tempo real, ou seja, o alerta que foi emitido na noite de segunda-feira ocorreu quando a Defesa Civil já estava socorrendo vítimas dos deslizes dos morros de Guarujá. Além disso, são vários elementos que caracterizam a necessidade de evacuação de áreas de risco.

“A saturação do solo é um elemento novo, mas não é primordial. O primordial é o volume de chuvas que, nos últimos três dias que antecederam os deslizamentos, tinha sido muito pequeno, ou seja, em torno de 30 a 35 mm. O volume de chuvas é o principal critério que adotamos para fazer a remoção e alertas junto à população”, explica o secretário.

No caso de Guarujá, os deslizamentos ocorreram pelo volume de 280 mm de chuva em apenas 12 horas, fenômeno que os radares meteorológicos não previram. De acordo com Smicelato, era previsto para o dia apenas 50 mm de chuva, tendo em vista que o volume adotado como atenção é de 80 mm. “O fator que o Cemaden está citando tem relevância, mas não é preponderante. O importante seria o acúmulo de chuvas registradas pelos pluviômetros espalhados pelos 17 pontos do município de Guarujá”, explicou em nota.

Santos

A Prefeitura de Santos, por meio de nota, não respondeu se recebeu o alerta da Defesa Civil Estadual. A administração disse que tem o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), operado em conjunto com a Defesa Civil do Estado. Todos os moradores das áreas de risco alto e muito alto recebem a visita dos técnicos todos os anos e são orientados a saber identificar os sinais de movimentação das encostas. Existe a orientação para a população se cadastrar para receber o envio de SMS alertando sobre períodos de chuva e vento fortes.

Outra ação que foi realizada antes das chuvas na noite de segunda-feira (2) e madrugada de terça-feira (3) foi o pedido de inserção nas TVs de informativo de utilidade pública, com as orientações que são dadas aos moradores das áreas de risco, durante todo o ano, e intensificadas no período do PPDC.

A Defesa Civil de Santos realiza vistorias de rotina nos imóveis localizados em áreas de risco. Quando chove 80 mm em 72 horas (e com previsão de mais chuvas), o estado de observação dos morros muda para estado de atenção, com intensificação nas vistorias. Quando é necessário algum tipo de intervenção para salvaguardar uma família, a Defesa Civil aciona a secretaria competente.

Em casos críticos, a pessoa é orientada pela Defesa Civil a sair de casa. Em casos de risco iminente, a Defesa Civil pode obrigar a remoção. A prefeitura também atua no controle de ocupações irregulares por meio de força tarefa coordenada pela Secretaria de Serviços Públicos (Seserp). Desde junho de 2018, o grupo técnico já realizou mais de 100 ações em áreas de risco.

São Vicente

A Prefeitura de São Vicente, por meio da Defesa Civil do município, informou que acompanha as notificações oficiais e segue à risca todas as orientações. Graças à troca de informações entre a Defesa Civil de São Vicente e os órgãos oficiais, ainda na noite de domingo (1), todos os profissionais estavam em prontidão.

A cidade conta com um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). Ele traz sugestões de intervenções estruturais e não estruturais para o controle de riscos. A Prefeitura mantém um grupo de trabalho multifuncional seguindo o plano à risca. Entre as ações, há o acompanhamento permanente de imóveis nas áreas de risco, para eventuais problemas estruturais; verificação das condições do solo; monitoramento do índice pluviométrico a cada três horas; telefone 199 para plantão 24 horas.

Desde 2017, o município faz acompanhamento e sido rápida a ação nas intenções de invasão, inibindo novas ocupações de imediato nas áreas públicas. Importante ressaltar que a situação atualmente vivida pelo município com relação aos aglomerados subnormais está integralmente ligada aos investimentos em Assistência Social e Habitação.

Arte: Por que ocorrem os deslizamentos (VALE ESTE) — Foto: Juliane Monteiro/Arte G1

Arte: Por que ocorrem os deslizamentos (VALE ESTE) — Foto: Juliane Monteiro/Arte G1

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Operação mira milícia que ergueu condomínio ilegal na Taquara

São sete mandados de prisão. Caso foi mostrado em maio pela TV Globo; unidades clandestinas eram oferecidas por homem que se identificava como capitão da PM.

Por Bette Lucchese e Márcia Brasil

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e as polícias Civil e Militar do RJ iniciaram nesta quarta-feira (11) uma operação contra uma milícia envolvida em construções ilegais na Zona Oeste do Rio.

A força-tarefa tenta prender sete pessoas. Até a última atualização desta reportagem, uma pessoa foi presa.

Segundo as investigações, a quadrilha ergueu um condomínio clandestino de casas na Estrada do Curumaú, na Taquara, em Jacarepaguá — em uma área de conservação ambiental. A construção começou em 2012.

Equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), da Corregedoria da PM e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil estão ainda em Itaboraí, na Região Metropolitana.

Força-tarefa vasculha casas na Taquara — Foto: Reprodução/TV Globo

Força-tarefa vasculha casas na Taquara — Foto: Reprodução/TV Globo

Casas ainda em construção em área de preservação são anunciadas pela milícia — Foto: Reprodução/TV Globo

Casas ainda em construção em área de preservação são anunciadas pela milícia — Foto: Reprodução/TV Globo

RJ1 denunciou em maio

As investigações que levaram à operação desta quarta começaram em maio do ano passado, a partir de uma reportagem do RJ1.

Na ocasião, a TV Globo mostrou um homem negociando os imóveis clandestinos que se apresentou como capitão da PM. Trata-se, segundo o MPRJ, do capitão Vitor Alexandre Silveira de Araújo, um dos procurados pela polícia nesta quarta.

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STF julga se governo é obrigado a fornecer remédios caros a quem não pode pagar

Gasto com medicamentos de alto custo somou R$ 8,16 bilhões em dez anos, diz Ministério da Saúde. Hoje, quem precisa de produtos fora da lista do SUS tem que acionar a Justiça.

Por Rosanne D’Agostino e Mateus Rodrigues, G1 — Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar nesta quarta-feira (11) se medicamentos de alto custo que não estejam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser custeados pelo Estado para famílias que não têm condições de arcar com esse custo.

Mais de 40 mil ações em todo o país aguardam a posição final do Supremo sobre o tema.

Em 2019, o STF definiu que o Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamento experimental ou sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eles ainda podem ser obtidos em situações excepcionais – por exemplo, se a Anvisa demorar a aprovar o registro (entenda mais abaixo).

Agora, o Supremo vai analisar o fornecimento de remédios que já foram aprovados no Brasil, mas não estão na lista de distribuição do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, essa lista passou de 574 itens em 2010 para 921, atualmente.

O caso, que começou a ser discutido em 2016, tem repercussão geral. Isso significa que a decisão tomada pelos ministros valerá para todos os processos semelhantes que tramitam em outros tribunais.

Três ministros já apresentaram votos divergentes, mas a expectativa é que haja um “voto médio”, à semelhança do que ocorreu no julgamento de medicamentos sem registro da Anvisa.

Alto custo

Como não há uma decisão definitiva sobre o tema, hoje, pacientes que precisam de um medicamento de alto custo fora da lista do SUS precisam acionar a Justiça. A demanda crescente, chamada de “judicialização da saúde”, tem um impacto grande nas contas da União.

Só em 2019, o Ministério da Saúde gastou R$ 1,37 bilhão com aquisição de medicamentos e depósitos judiciais para ressarcimento de pacientes. Em dez anos, entre 2010 e 2019, as demandas custaram R$ 8,16 bilhões aos cofres federais.Gastos federais com decisões judiciais (em milhões de R$)Valor inclui compra de medicamentos de alto custo e depósitos judiciais para ressarcimento de pacientes.

Esses valores não incluem medicamentos de alto custo que já são “tabelados” pelo Ministério da Saúde e ofertados em farmácias públicas especializadas a pacientes com receitas do SUS. Nestes casos, não é preciso ir à Justiça.

Em 2017, por exemplo, o governo federal atendeu 2,2 milhões de pessoas com 83 condições clínicas diferentes. A lista, naquele momento, incluía 208 fármacos. Parte era custeada pela União, e parte, pelos governos estaduais, do Distrito Federal e dos municípios. Só o governo federal investiu R$ 6,5 bilhões naquele ano para custear essa lista.

O caso em análise

O caso que chegou ao STF é o de uma paciente de 83 anos do Rio Grande do Norte, Carmelita Anunciada de Souza. Ela tem miocardiopatia isquêmica e hipertensão arterial pulmonar, e afirmou à Justiça que não consegue arcar com o custo dos medicamentos.

O processo se arrasta desde 2006, quando Carmelita pediu acesso gratuito ao Revatio (citrato de sildenafila), que não consta na relação do Programa de Dispensação de Medicamentos em Caráter Excepcional do Ministério da Saúde.

Em 2018, o G1 mostrou que Carmelita convive com a hipertensão pulmonar há mais de uma década, e chegou a conseguir em duas instâncias judiciais o direito a receber o remédio, orçado naquela época em R$ 2,8 mil mensais.

A pauta do STF também inclui um pedido para que o plenário analise casos ligados ao fornecimento de produtos derivados da Cannabis sativa – planta conhecida como maconha. A Anvisa já liberou a importação de parte desses produtos.

O pedido é da Defensoria Pública e afirma que, atualmente, apenas as pessoas que conseguem importar e arcar com os custos desses remédios, com o canabidiol como princípio ativo, conseguem se beneficiar da liberação da Anvisa.

O que o STF já decidiu

Em maio de 2019, quando o Supremo terminou de julgar parte das ações sobre remédios, os ministros acabaram analisando apenas as demandas relativas a insumos que não têm registro na Anvisa.

A expectativa é que esses mesmos pontos sejam também aplicados aos medicamentos de alto custo.

regra geral definida foi que remédios sem registro na Anvisa não devem ser fornecidos – nem mesmo os que estejam em fase de testes.

O tribunal impôs condições para que, em casos excepcionais, esse tipo de medicamento seja fornecido pelo estado:

  • em caso de demora irrazoável da Anvisa em registrar o remédio (365 dias para remédios comuns e de 120 dias para aqueles voltados para doenças raras);
  • exigência de pedido de registro de medicamento no Brasil;
  • exigência de registro em agências do exterior;
  • inexistência de substituto terapêutico registrado;
  • as ações devem ser propostas contra a União.

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Últimas notícias sobre a crise no preço do petróleo

No Brasil, Bovespa recuperou parte das perdas, subindo 7,14%; o dólar fechou em queda, e voltou a ficar abaixo de R$ 4,70. Bolsas dos Estados Unidos também tiveram dia de recuperação.

Por G1

Um dia após a turbulência provocada pela guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita, os mercados mostraram recuperação nesta terça-feira (10). No Brasil, a Bovespa recuperou parte das perdas e subiu 7,14%. O dólar fechou em queda e voltou a ficar abaixo de R$ 4,70.

As bolsas dos Estados Unidos também fecharam em alta nesta terça-feira (10), com esperanças de medidas de estímulo para evitar uma recessão global. Com a expectativa melhor, os preços do petróleo, que haviam tombado na segunda-feira, também se recuperaram.

Veja os principais destaques do dia:

  • Barril do petróleo Brent: fechou em alta de 8,32%, a US$ 37,22
  • Barril do petróleo WTI: alta de 10,37%, a US$ 34,36
  • Dólar: fechou em queda de 1,77%, a R$ 4,6447
  • Bovespa: fechou em alta de 7,14%, a 92.214 pontos
  • Ação da Petrobras: alta de 9,41% (preferenciais), 8,51% (ordinárias)
  • Ação da Vale: alta de 18,45%
  • Bolsa de Frankfurt: fechou em queda de 1,41%
  • Bolsa de Paris: fechou em queda de 1,51%
  • Bolsa de Londres: fechou em queda de 0,09%
  • Bolsa de Tóquio: fechou em alta de 0,85%
  • Bolsa de Xangai: fechou em alta de 1,82%

Veja os últimos destaques

  • Segundo a agência Reuters, os investidores avaliam que os países podem disparar possíveis estímulos econômicos diante da crise
  • O dia é de expectativas de que ainda seja possível que a Rússia e os países da Opep voltem às negociações para evitar a guerra de preços
  • Na noite de segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que tomará importantes medidas para proteger a economia dos EUA
  • Segundo a Casa Branca, Trump conversou nesta terça com o príncipe saudita. Os dois teriam discutido sobre os mercados globais de energia, entre outros assuntos
  • Por meio de uma rede social, o presidente dos EUA também pressionou o Federal Reserve (o BC local) a cortar os juros e a implementar medidas de estímulo à economia
  • O governo do Japão informou que planeja gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de ações para lidar com o vírus – o que pode ajudar a conter a desaceleração econômica

Cronologia da crise do petróleo

  • epidemia de coronavírus reduziu as expectativas de crescimento econômico global e a estimativas de demanda mundial pelo petróleo, fazendo recuar o preço da commodity. Empresas passaram a consumir menos energia, o número de voos de aviões se reduziu e a indústria chinesa enfrenta dificuldades.
  • Como forma de estabilizar os preços, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), grupo dos maiores produtores da commodity, que inclui a Arábia Saudita, propôs ampliar os cortes na produção – com a redução da oferta, os preços tendem a subir.
  • A Arábia Saudita, no entanto, condicionou o corte à colaboração da Rússia, um dos maiores produtores mundiais. O país não faz parte da Opep, mas há três anos é um aliado, sendo parte do que ficou conhecido como Opep+.
  • Na sexta-feira (6), a Rússia se negou a cortar sua produção. Em resposta, a Opep removeu todos os seus próprios limites de bombeamento. Com isso, o petróleo Brent sofreu sua maior queda diária em mais de 11 anos.
  • No final de semana, a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, retaliou a decisão russa, decidiu adotar o maior corte dos preços do barril em 20 anos e anunciou que iria aumentar a produção para ganhar participação no mercado.
  • decisão deu início a uma guerra de preços, que afetou as cotações globais e teve repercussões em todo o mundo.
  • Os Estados Unidos podem ser particularmente afetados – não só por serem os maiores consumidores de petróleo, mas porque uma queda acentuada nos preços do petróleo torna pouco competitivo o óleo extraído no país – especialmente o produzido a partir do gás de xisto, cujos custos são altos.
  • Em mais uma jogada do xadrez dos preços, o Ministério de Finanças da Rússia afirmou nesta segunda que o país poderia suportar preços do petróleo de entre US$ 25 e US$ 30 o barril por um período de entre seis e dez anos.

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Bovespa opera em alta após tombo da véspera; Petrobras recupera parte das perdas

Na véspera, Ibovespa teve queda de 12,17% – o maior tombo desde 1998.

Por G1

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta terça-feira (10), enquanto lá fora os mercados acionários também esboçam recuperação, em meio a expectativas de ações coordenadas de governos e bancos centrais de todo o mundo para ajudar as economias em meio ao surto do novo coronavírus.

Às 12h22, o Ibovespa tinha alta de 2,69%, a 88.231 pontos. Mais cedo, a alta chegou a superar 5%. Na máxima até o momento foi a 91.771 pontos. Veja mais cotações.

Depois de recuar quase 30% na véspera, e ver seu valor de mercado ‘encolher’ US$ 91 bilhões, a Petrobras era destaque de alta, subindo 4,61% no caso das ações preferenciais, e 3,49% nas ordinárias. Já os papeis da Vale subiam 9,44%.

Na segunda-feira, a bolsa desabou 12,17%, na maior queda em mais de 20 anos. O dia foi marcado por uma tensão generalizada nos mercados globais após o tombo preços do petróleo adicionar mais um componente de turbulência, elevando os temores de uma recessão global.

Com a queda, a bolsa de valores apagou os ganhos de 2019 e voltou ao patamar de 27 de dezembro de 2018, quando marcou 85.460 pontos. No ano, o Ibovespa acumula queda de 25,58%.

Bovespa desaba 12%, na maior queda diária desde 1998, e dólar tem novo recorde

Bovespa desaba 12%, na maior queda diária desde 1998, e dólar tem novo recorde

Expectativas de recuperação

No exterior, as bolsas da Europa e dos EUA também tinham dia de recuperação, com alta de mais de 2%.

Os preços do petróleo eram negociados em alta perto de 10% nesta terça, após tombo de quase 25% na véspera, depois de uma guerra de preços dos maiores produtores, Arábia Saudita e Rússia, que provocou a maior queda diária desde a Guerra do Golfo de 1991.

Os investidores miravam possíveis estímulos econômicos e sinais da Rússia de que conversas com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para evitar a guerra de preços seguem possíveis.

O presidente norte-americano Donald Trump disse na segunda-feira que tomará importantes medidas para proteger a economia dos EUA contra impactos da disseminação do coronavírus, enquanto o governo do Japão planeja gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de ações para lidar com o vírus.

“A perspectiva de maiores gastos do governo está ajudando investidores a ignorar a ampliação nas medidas de contenção que reduzirão a atividade econômica”, destacou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, destacando entre as medidas as restrições de deslocamento na Itália.

“A possibilidade de uma atuação dos ‘policymakers’ para lidar com a crise, aliada a preços e ‘valuations’ mais atrativos está sustentando o mercado”, afirmou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos.

“Eu vinha com uma visão e um viés muito mais cauteloso e negativo nas últimas semanas. Neste momento, ainda vejo um cenário extremamente frágil e incerto. Ainda espero volatilidade, mas acredito que parte relevante desta incerteza tenha sido precificada nos ativos de risco.”

Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: Economia/G1

Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: Economia/G1

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