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MPF questiona FAB sobre voo que levou garimpeiros do PA para reunião com ministro Salles em Brasília

Órgão quer saber quem foi transportado, quem solicitou, quem autorizou e qual o fundamento legal para a viagem. À época, militares disseram que grupo era formado por indígenas, mas lideranças do povo Munduruku negaram.

Por Taymã Carneiro, G1 PA — Belém

MPF investiga transporte em avião da FAB de indígenas apontados como pró-garimpo até Brasília. — Foto: Reprodução / TV Liberal

MPF investiga transporte em avião da FAB de indígenas apontados como pró-garimpo até Brasília. — Foto: Reprodução / TV Liberal

O Ministério Público Federal (MPF) pediu informações ao comando da Aeronáutica sobre um voo realizado no dia 6 de agosto para transportar indígenas pró-garimpo de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, para uma reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em Brasília.

A aeronave havia sido originalmente enviada para ser utilizada na Operação Verde Brasil 2, de combate a crimes ambientais e ao garimpo ilegal na terra indígena dos Munduruku, no oeste do estado – essa operação acabou sendo suspensa. A realização do voo passou, então, a ser alvo de investigação.

O Ministério da Defesa disse, à época, que, nos últimos tempos, tem sido corriqueira a abertura de procedimentos de investigações relacionadas a terras indígenas. Ressaltou também que atua com transparência, obedecendo rigorosamente a legislação em vigor no âmbito da Operação Verde Brasil 2 e que, quando solicitado, prestaria informações ao MPF.

Como parte das investigações, o MPF quer saber quem foi transportado, quem solicitou, quem autorizou e qual o fundamento legal para a viagem em avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Sobre os questionamentos, a Aeronáutica informou por meio de assessoria que o Ministério da Defesa é quem deve comentar sobre o assunto. O Ministério da Defesa informou também não foi notificado pelo MPF e entende que a abertura de procedimentos investigatórios tem se tornado corriqueira nos últimos tempos. O órgão ressalta que atua com transparência, obedecendo rigorosamente a legislação em vigor no âmbito da Operação Verde Brasil 2.

Inquérito

O pedido de informações à FAB faz parte de inquérito civil aberto para investigar possível improbidade administrativa no transporte dos garimpeiros, que promovem atividade criminosa que provoca graves danos ambientais na região sudoeste do Pará e se intitulam “lideranças indígenas”, segundo o MPF.

De acordo com o órgão, o garimpo em terras indígenas não tem previsão legal na forma como exigido pela Constituição Federal e, de acordo com o atual regime normativo, a atividade não apenas é ilegal, mas configura crime contra o meio ambiente e a ordem econômica, além de ser inconstitucional, já que a Constituição Federal protege especialmente as terras indígenas.

À época da viagem, o MPF recebeu uma carta assinada por caciques da etnia Munduruku em que não reconhecem os indígenas transportados pela FAB como lideranças ou representantes legítimos.

Na carta, as lideranças indígenas disseram que o “grupo levado para Brasília era, na verdade, formado por sete moradores defensores dos interesses de garimpeiros” e que atuam na exploração ilegal de minérios no interior da Terra Indígena Munduruku.

Em nota, o MPF apontou que, pela legislação, além da Presidência da República, só podem solicitar transporte em aviões do Comando da Aeronáutica o vice-presidente, os presidentes dos poderes, ministros de Estado, comandantes das Forças Armadas e o chefe do Estado Maior das Forças Armadas. “A lei também determina que a autoridade que solicitar o transporte deve fazer o registro de datas, horários e destinos; do motivo da viagem e daqueles que acompanharam a autoridade”, informou.

No caso de cidadãos brasileiros, a viagem só pode ocorrer em situações de emergência médica ou de segurança e também quando autorizados pelo Correio Aéreo Nacional, “mas essa hipótese pressupõe registro prévio do solicitante e que exista aeronave com vagas disponíveis no trecho e data pretendidos”.

As perguntas encaminhadas à Aeronáutica foram:

  • qual o fundamento normativo que autoriza a realização do transporte dos garimpeiros e quais autoridades públicas foram responsáveis pela solicitação, autorização e realização do deslocamento;
  • o nome de todos os passageiros transportados até Brasília e quem foi a autoridade responsável por sua indicação e identificação;
  • quais dos passageiros foram identificados como “lideranças indígenas e qual autoridade pública foi responsável pela validação ou confirmação de sua legitimidade”;
  • se o transporte de manifestantes durante a operação de fiscalização estava previsto na programação aprovada.

O MPF disse que também questionou a Aeronáutica sobre a aparente ausência de informações sobre os referidos voos no portal da transparência da FAB, onde todos os percursos feitos por aeronaves da Força deveriam estar discriminados e sobre o valor total gasto com a viagem dos garimpeiros e defensores do garimpo em terras indígenas, nos trechos de ida e volta.

Entenda o caso

De acordo com o MPF, no início deste mês, a FAB enviou aeronaves para Jacareacanga por solicitação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O transporte foi solicitado para apoiar uma operação de combate a crimes ambientais, sobretudo garimpo ilegal, dentro das terras indígenas Munduruku e Sai Cinza.

Em 5 de agosto, Ricardo Salles esteve em Jacareacanga onde se encontrou com garimpeiros alvos da operação do Ibama. Na ocasião, o ministro foi cercado por garimpeiros (assista no vídeo abaixo). Ele, então, conversou com o grupo que pedia a interrupção da operação e chegou a defender o garimpo em terra indígena.

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales visita Jacareacanga, no PA

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales visita Jacareacanga, no PA

No dia seguinte, pessoas que defendem o garimpo em terras indígenas foram levadas para a reunião com o ministro em Brasília.

O voo passou a ser alvo de investigação, aberta em Itaituba, no sudoeste do estado, pois segundo o MPF, a situação pode configurar improbidade administrativa por desvio de finalidade, já que a presença da FAB na região tinha como objetivo apoiar uma operação contra crimes ambientais.

A FAB enviou um documento ao MPF no qual informou que as pessoas dentro da aeronave eram representantes das populações indígenas e disse que a determinação para ceder uma aeronave foi acompanhada de ordem para suspender temporariamente a Operação Verde Brasil 2 na região de Jacareacanga.

O procurador Paulo de Tarso afirmou que, conforme relatos, a paralisação temporária da fiscalização foi suficiente para que os infratores escondessem seus equipamentos e desarmassem os locais de exploração, impedindo qualquer flagrante após retorno da ação fiscalizatória, em 7 de agosto.

A FAB disse que, apesar de ter sido posteriormente retomada, a operação já não tinha capacidade para combater crimes ambientais, já que os criminosos tiveram tempo para esconder o maquinário pesado que utilizam para devastar a floresta.

A FAB concluiu dizendo que a paralisação da operação, assim como o transporte de garimpeiros até Brasília, prejudicaram a efetividade da fiscalização.

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Belo Horizonte tem céu coberto por fumaça de incêndios nesta segunda-feira

De acordo com Inmet, paisagem é resultado da secura da atmosfera e da fumaça por causa dos incêndios florestais na Região Metropolitana.

Por Alex Araújo, G1 Minas — Belo Horizonte

Fumaça sobre Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Fumaça sobre Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma fumaça paira no céu de Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira (28).

De acordo com a meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essa paisagem é resultado da secura da atmosfera e da fumaça por causa dos incêndios florestais na Região Metropolitana.

Somente nas últimas 24 horas, o Corpo de Bombeiros atendeu a 91 chamados para combater incêndios florestais em Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Na manhã desta segunda, a Estação Pampulha marcou 18,1°C e a máxima prevista é de 36°C. Não há previsão de chuva para a Grande BH.

Segunda-feira cinzenta em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Segunda-feira cinzenta em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Nas regiões Zona da Mata e Sul de Minas Gerais haverá transporte de umidade entre a quarta (30) e a quinta (1º) e pode chover.

No mesmo período, em Belo Horizonte e região, haverá um ligeiro aumento da umidade e a temperatura fica na casa dos 34°C.

Nesta segunda, a umidade do ar fica em 12% e na quarta e quinta sobre para 20%.

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Polícia Civil começa a periciar carros retirados de lago em pedreira desativada de Salto de Pirapora

Treze carros e uma moto foram retirados de local após força-tarefa; nível da água baixou e revelou veículos abandonados. Polícia apura se local era usado para golpe em seguradoras.

Por G1 Sorocaba e Jundiaí

Polícia Civil retira carros de lago em antiga pedreira de Salto de Pirapora — Foto: TV TEM/Reprodução

A Polícia Civil começa nesta segunda-feira (28) a periciar os 13 carros e uma motocicleta que foram retirados do lago de uma pedreira desativada em Salto de Pirapora (SP).

Até sexta-feira (25), três veículos que estavam emplacados tinham sido identificados e foi constatado de que teriam sido indenizados pela seguradora.

trabalho para remover os carros e a moto foi realizado na sexta-feira e contou com o apoio da Defesa Civil e de peritos da Polícia Científica. Outros dois carros devem ser removidos nos próximos dias.

Para a retirada dos veículos foram usados um barco e uma retroescavadeira, responsável por içar os veículos até a margem, que fica a 50 metros de altura. Segundo a delegada Fernanda Ueda, a polícia acredita que outros veículos ainda estejam no lago.

Encontro

Os carros apareceram quando o nível da água da antiga pedreira baixou devido à estiagem e também ao trabalho de captação para abastecimento de três cidades. Entre eles, alguns tinham placas de Sorocaba (SP), de Votorantim (SP) e também de Itaporanga (SP).

Polícia remove veículos encontrados em lago de pedreira em Salto de Pirapora

Uma das linhas de investigação tomada pela corporação é a de que os veículos estejam envolvidos em um esquema de golpe em seguradoras.

Conforme apurado pelo G1, há denúncias de que o local era usado para desovar esses veículos usados nos golpes.

A quem pertence a área do lago?

Carros encontrados em lago de pedreira de Salto de Pirapora após nível da água baixar tiveram peças furtadas — Foto: Arquivo pessoal

Carros encontrados em lago de pedreira de Salto de Pirapora após nível da água baixar tiveram peças furtadas — Foto: Arquivo pessoal

A área é particular e pertence a uma fábrica de cimentos da região. O G1 entrou em contato com a empresa, mas ainda não teve retorno.

A Prefeitura de Salto de Pirapora informou que a Justiça determinou à fábrica dona da área o bloqueio e a proibição do acesso.

A determinação veio depois que dois mergulhadores foram encontrados mortos dentro do lago em 2012.

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Três pessoas morrem e 17 ficam feridas em acidente entre carro e van de turismo em Blumenau

Veículos bateram na BR-470 na noite de domingo. Três ocupantes do carro morreram, uma ficou ferida e 16 passageiros do coletivo foram levados para hospitais.

Por Valéria Martins, G1 SC e NSC TV

Grave acidente na BR-470 deixa três mortos e 17 feridos

Três pessoas morreram e 17 ficaram feridas em um grave acidente entre um carro e uma van de turismo na BR-470 em Blumenau, no Vale do Itajaí, na noite de domingo (27). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as pessoas que morreram estavam todas no carro.

Os dois veículos colidiram no km 60,9, pouco antes das 23h de domingo. Após perder o controle, o carro rodou na pista e bateu com a parte lateral na frente da van que seguia no sentido contrário, informou o motorista da van aos bombeiros. A pista estava úmida pois choveu ao longo do domingo na região, mas não chovia no momento do acidente nem tinha neblina, ainda segundo os bombeiros.

Carro e van colidiram na BR-470 em Blumenau e três pessoas morreram  — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Carro e van colidiram na BR-470 em Blumenau e três pessoas morreram — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

No carro com placas de Indaial, no Vale do Itajaí, estavam quatro pessoas, segundo os bombeiros: duas mulheres no banco traseiro, que foram jogadas para fora do veículo com o impacto do acidente, e dois homens nos bancos da frente, que ficaram presos às ferragens.

Segundo a PRF, uma jovem de 21 anos, um homem de 24 anos e o motorista morreram. Até as 9h desta segunda-feira (28) a idade do motorista e as identidades das vítimas não foram informadas. A outra mulher que também estava no banco de trás foi levada para o hospital.

A van de turismo com placas de Balneário Camboriú, no Litoral Norte do estado, estava com 19 ocupantes e ao menos 16 delas se feriram, segundo os bombeiros.

De acordo com a PRF, a maioria dos passageiros feridos têm idades entre 31 e 62 anos. Havia uma menina de 4 anos também na van e duas pessoas que as idades não foram informadas. Todos se feriram e foram levados para hospitais da região.

O motorista da van estava bem e não precisou ser levado ao hospital, ainda conforme os bombeiros. Até as 9h, a PRF e os demais socorristas não informaram se as vítimas usavam ou não cinto de segurança nos veículos.

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Irmã achou corpo de menino sumido após ver chinelo na casa do suspeito no litoral de SP

Homem começou a morar no bairro Gleba, onde a família do menino mora, há cerca de dois meses. Foram encontradas cordas e manchas de sangue na casa do suspeito.

Por G1 Santos

Corpo do adolescente foi encontrado no quintal de uma casa em São Vicente, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Corpo do adolescente foi encontrado no quintal de uma casa em São Vicente, SP — Foto: Arquivo Pessoal

O corpo do adolescente Iury Júnior Pereira Silva, de 14 anos, foi encontrado pela irmã após a jovem ver o chinelo dele na casa do principal suspeito do crime em São Vicente, no litoral paulista. O homem mora no bairro Gleba, onde a família do menino vive, há cerca de dois meses. O garoto ficou desaparecido por três dias, e familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais para tentar encontrá-lo. A Polícia Civil informou ao G1 que tenta identificar o suspeito.

Segundo o boletim de ocorrência, a irmã do adolescente informou aos policiais militares que o irmão estava desaparecido há três dias, e, segundo relatos, foi visto pela última vez com um morador novo no bairro. Ela, junto com outros voluntários da região, começaram a procurá-lo e encontraram o suspeito em frente à própria residência.

Segundo relato da irmã, ele permitiu a entrada na casa, onde ela encontrou um chinelo que Iury usava. Após os moradores pressionarem o suspeito, ele disse que a vítima estava no quintal da casa. A irmã foi até o local, onde localizou o corpo do adolescente, parcialmente enterrado. Além do corpo, os policiais encontraram uma grande quantidade de cordas e manchas de sangue em uma das paredes.

Os policiais informaram que, ao chegarem no local, o homem não se encontrava, e no interior da casa os móveis foram depredados e quebrados. A equipe procurou vizinhos do suspeito, que não souberam informar sua identidade, já que o conheciam apenas por um apelido. Eles alegaram que o homem morava no bairro há cerca de dois meses.

Corpo foi encontrado parcialmente enterrado na casa do suspeito — Foto: G1 Santos

Corpo foi encontrado parcialmente enterrado na casa do suspeito — Foto: G1 Santos

“Esse homem veio para o bairro há pouco tempo, não sabíamos como eles se conheciam. Meu filho tinha 14 anos e era meu caçula”, desabafa a Valquíria Inacio Pereira, mãe de Iury. Em entrevista ao G1, ela pediu justiça pelo adolescente.

“Quero que a polícia ache quem fez isso com meu filho. Ele era uma criança, inteligente, nunca repetiu de ano. Na terça falou que entrou no concurso para ganhar bolsa para treinar e entrar para a polícia. Eu fiquei muito feliz, pensando no futuro dele”, desabafa Valquíria.

O caso foi registrado como homicídio simples e ocultação de cadáver na Delegacia Sede de São Vicente. Em nota, a Secretaria de segurança Pública (SSP), informa que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos, que realiza diligências para localizar o dono do imóvel onde o jovem foi encontrado.

Desaparecimento

A mãe de Iury registrou boletim de ocorrência de desaparecimento após o adolescente sumir na última quarta-feira (23). O boletim foi registrado na manhã deste sábado (27). No registro, a mãe diz que o filho não tinha envolvimento com drogas, não fazia uso de remédio controlado e não costumava passar a noite fora de casa.

Valquíria disse que ele saiu para andar de bicicleta e não retornou. Ela relatou à Polícia Civil que procurou o filho na casa de familiares e amigos, sem obter retorno. Nas redes sociais, ela colocou fotos dele pedindo ajuda para encontrá-lo. O corpo foi localizado apenas três dias depois do sumiço do menino.

Família publicou pedido de ajuda para encontrá-lo nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Família publicou pedido de ajuda para encontrá-lo nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

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Mulher encontra cobra em saco de laranja comprado em rede atacadista de Mogi: ‘Gritei muito’

Tosadora destaca que produto foi transportado ao lado do filho, no banco de trás do carro.

Por Gladys Peixoto, G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Consumidora de Mogi das Cruzes afirma ter encontrado cobra em saco de laranja — Foto: Lorene Lourenço/ Arquivo Pessoal

Consumidora de Mogi das Cruzes afirma ter encontrado cobra em saco de laranja — Foto: Lorene Lourenço/ Arquivo Pessoal

Uma moradora de Mogi das Cruzes levou um susto ao ver uma cobra saindo do meio do saco de laranjas que tinha acabado de comprar em uma rede atacadista. A tosadora afirma que frutas foram transportadas até a sua casa no banco de trás do carro, junto com o filho de 10 anos. “Eu gritei muito ao ver e meu filho ficou assustado”, contou.

A rede Atacadão afirmou que “lamenta o ocorrido com a consumidora e informa que, prontamente ao tomar conhecimento do caso, iniciou uma rigorosa apuração em sua unidade Mogi das Cruzes” (veja a nota completa abaixo).

A tosadora Lorene Lourenço conta que fez as compras em um atacadista no sábado (19). “Tirei as compras do carro e coloquei em cima da mesa. O saco de laranja ficou no chão. Eu disse para a minha funcionária pegar algumas laranjas. A gente estava conversando, quando vimos a cobra saindo do saco”, explica Lorene.

Um parente de Lorene cortou uma garrafa PET e esperou a cobra entrar no recipiente e a prendeu.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que a cobra foi retirada do imóvel pelo Cento de Controle de Zoonoses (CCZ). Segundo a administração municipal, ela é da espécie conhecida como “falsa coral”, que não é venenosa, e foi solta na natureza.

A tosadora contratou um advogado para processar o atacadista. “O supermercado tem responsabilidade independente da cobra ser venenosa ou não”, afirma Lorene.

O advogado explica que o comércio tem a responsabilidade e o dever de vigiar e fiscalizar as mercadorias. “Não pode pegar um produto direto do fornecedor sem examinar. Há produto que a embalagem é lacrada não dá para examinar, mas não é o caso do saco de laranja”, destaca Beraldo.

Ele afirma que vai ingressar uma ação de danos morais por conta do medo e desespero que Lorene passou ao descobrir o animal peçonhento no meio das laranjas. Segundo o advogado, ele vai pedir uma indenização de 40 salários mínimos.

A rede atacadista acrescentou em nota que tem compromisso com um rígido protocolo de segurança alimentar em todas as unidades. “Também estamos comprometidos a prestar todo suporte necessário à cliente, mas até o momento não fomos procurados”, afirmou em nota.

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Fogo que destruiu 25 mil hectares no Pantanal de MS começou em grandes fazendas, aponta investigação da PF

Suspeita dos policiais é que os incêndios tenham sido provocados para transformar vegetação em pastagem. Advogado diz que um dos fazendeiros colabora com as investigações ‘pois é uma das vítimas das queimadas’.

Por G1 MS

Os incêndios que devastaram 25 mil hectares do Pantanal começaram em quatro fazendas de grande porte em Corumbá (MS), segundo investigação da Polícia Federal (PF) iniciada em junho (veja, abaixo, quais são as propriedades). A suspeita é que produtores rurais tenham colocado fogo na vegetação para transformação em área de pastagem.

O Pantanal registrou o maior número mensal de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: entre 1º de setembro e esta quarta-feira (23), data do dado mais recente, foram 6.048 pontos de queimadas no bioma. Um decreto federal, publicado em julho, proibiu queimadas de qualquer tipo em todo o país por 120 dias.

Conforme a PF, havia gado em duas das quatro fazendas de Corumbá onde os focos teriam começado. As propriedades rurais são as seguintes:

  • Califórnia, que pertence Hussein Ghandour Neto e tem 1.736 hectares;
  • Campo Dania, que pertence a Pery Miranda Filho e à mãe dele, Dania Tereza Sulzer Miranda, e tem 3.061,67 hectares;
  • São Miguel, que pertence a Antônio Carlos Leite de Barros e tem 33.833,32 hectares;
  • e Bonsucesso, de Ivanildo da Cunha Miranda e tem 32.147,06 hectares.

Todas elas se enquadram no conceito de grandes propriedades, segundo critérios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), já que têm área superior a 15 módulos fiscais. O módulo fiscal é uma unidade de medida agrária usada no Brasil. Ela é expressa em hectares e varia de cidade para cidade, pois leva em conta o tipo de exploração no município e a renda obtida com essa atividade, entre outros aspectos.

Em Corumbá, o tamanho do módulo fiscal é de 110 hectares. Propriedades acima de 1.650 hectares são enquadradas com grandes.

O que diz um dos citados

O advogado de Ivanildo Miranda, Newley Amarilla, disse que a defesa técnica somente será apresentada quando (e se) houver denúncia pelo Ministério Público Federal (MPF). Falou ainda que Ivanildo já prestou as informações solicitadas pela PF e colabora com as investigações – “que a ele também interessam, pois é uma das vítimas das queimadas”.

G1 não conseguiu contato com as defesas dos outros investigados até a última atualização desta desta reportagem.

Área queimada em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense, em julho deste ano — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Área queimada em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense, em julho deste ano — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Análise de imagens de satélite e perícia

Por causa do grande aumento de queimadas na região do Pantanal, uma equipe da delegacia da PF em Corumbá começou a monitorar alguns focos. A suspeita é que foram provocados intencionalmente, por pessoas que se aproveitaram da situação climática atípica e da estiagem na área.

Investigadores realizaram análises de imagens de satélite de toda a região. Alguns focos específicos de queimadas chamaram a atenção, porque eram próximos de áreas de preservação e começaram dentro de propriedades particulares.

A PF chegou a descobrir, pelas imagens, quando os incêndios começaram nas fazendas:

  • Califórnia, em 30 de junho;
  • Campo Dania, em 1º de julho;
  • Bonsucesso, em 14 de julho;
  • e São Miguel, em 16 de julho.

No dia 25 de agosto, para confirmar as informações coletadas dos satélites, uma equipe da PF sobrevoou as regiões das quatro propriedades e fez registros fotográficos.

Os policiais ainda descobriram que, na fazenda São Miguel e Bonsucesso, havia outros focos de queimadas, além dos descobertos pelas imagens de satélite.

Também foi feita uma perícia nos dados, com base em imagens do site do Inpe, que atestou as informações levantadas anteriormente.

A única divergência foi em relação à área total afetada. A partir dessa constatação e com a identificação dos proprietários foi deflagrada da operação Matáá.

Operação Matáá

No dia 14 de setembro a PF deflagrou a operação Matáá, que cumpriu dez mandados de busca e apreensão, sendo seis na área rural e os demais na cidade. Na casa de Pery Filho, os policiais encontraram armas e munições, e ele acabou preso em flagrante, sendo solto no dia seguinte por determinação judicial.

Também foram apreendidos celulares, notebooks e outros materiais nas fazendas. “A materialidade tem que ser comprovada além da culpa, além do dolo. Nós temos que ter a intenção. Verificar se houve o ato intencional de destruição da vegetação. Essa que é a questão. Então, nós temos que apurar o ânimo do agente, dos investigados no caso. Se houve intenção de destruição do bioma ou não. Mesmo que seja para renovar pastagem”, disse o delegado de PF Leonardo Raifaini.

Sobre a investigação, o delegado acrescenta que não estão restritos a apenas esse foco dos 25 mil hectares. “A investigação, acho que ela está sendo maturada, tá bem adiantada. Logo nós poderemos ter resultados para esclarecer os fatos”.

O que diz a federação de agricultores e pecuaristas do MS

A Federação dos Agricultores e Pecuaristas de Mato Grosso do Sul (Famasul) informou que os produtores das regiões afetadas pelas queimadas têm “diversas iniciativas para prevenir e controlar a situação, amenizar os prejuízos, proteger a fauna, flora e a integridade física das pessoas”.

“A Famasul defende o lícito, e confia no trabalho das autoridades para a apuração dos fatos”, disse o presidente da entidade, Maurício Saito.

A federação explica que tem alertado produtores e trabalhadores do campo quanto à necessidade de medidas de prevenção e combate aos focos de incêndio em áreas rurais:

“Entre as recomendações estão a confecção de aceiros ao redor das áreas protegidas, estradas, cercas e construções, como casas, galpões e mangueiros; também que os produtores organizem suas equipes e mantenham uma rede de contatos com seus vizinhos, para agilizar o combate aos incêndios, caso necessário, e ainda que disponham de equipamentos como abafadores, tratores, tanques, caminhão pipa, avião agrícola, que possam ser utilizados com segurança e eficácia”.

Maurício Sato falou ainda que essas orientações chegam aos trabalhadores através dos sindicatos rurais dos municípios: “São 69 sindicatos rurais e mais de 200 profissionais que atuam na Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS em cerca de 5 mil propriedades do estado”.

Há ainda ofertas de cursos para brigadistas, concluídos por ao menos 600 pessoas.

A Famasul diz que o produtor rural do Pantanal de Mato Grosso do Sul utiliza pecuária sustentável “garantindo a preservação de 85% do seu território” e que trabalha em parceria com instituições de pesquisa. “Juntos desenvolvem tecnologias que promovem a melhoria da produção e garantem a preservação do meio ambiente.”

Impactos

A pesquisadora da Embrapa Pantanal Sandra Santos, comenta que os impactos que os incêndios causam ao bioma dependem de uma série de fatores, como formação vegetal, localização, tipo de solo, frequência, intensidade e duração do fogo, condições climáticas e suas interações.

Sandra explica que além das plantas e do animais, os incêndios também têm grande impacto no solo, que é a base da sustentabilidade da região, e que isso pode influenciar no conteúdo da umidade, matéria orgânica e até mesmo nas características químicas, físicas e biológicas dos solos atingidos.

Ainda de acordo com a pesquisadora, os incêndios podem devastar a infraestrutura das propriedades, como cercas, construções rurais, redes elétrica e afeta principalmente o solo, “influenciando o conteúdo de umidade, matéria orgânica e características químicas, fiscais e biológica”.

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Governo libera entrada de estrangeiros em todos os aeroportos do país

Voos internacionais estavam proibidos em Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins. Entrada por terra e água segue restrita.

Por G1

O governo federal decidiu autorizar a entrada de estrangeiros, de qualquer nacionalidade, em todos os aeroportos do país. Portaria publicada nesta quinta-feira (24) em edição extra do “Diário Oficial da União” revogou uma anterior que restringia voos internacionais em 6 estados.

Pela nova portaria, a entrada de estrangeiros por via aérea está liberada “desde que obedecidos os requisitos migratórios adequados à sua condição, inclusive o de portar visto de entrada, quando este for exigido pelo ordenamento jurídico brasileiro”.

Estrangeiros com visto de visita para estadia de curta duração – até 90 dias – também deverão apresentar, antes do embarque, comprovante de aquisição do seguro-saúde. O documento deve ser válido no Brasil e ter duração para toda a estadia prevista. Caso contrário, a entrada em território nacional poderá ser proibida.

As restrições começaram em março e vinham sendo renovadas mensalmente como estratégia de combate ao novo coronavírus. Portaria anterior, publicada em agosto, proibia voos internacionais em 6 estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Restrições para entrada via terra e água são mantidas

A nova medida, no entanto, mantêm as restrições para a entrada de estrangeiros de qualquer nacionalidade por rodovias, outros meios de via terrestre ou por transporte aquaviário pelo prazo de 30 dias.

Segundo a portaria, o prazo poderá vir a ser novamente prorrogado, “conforme recomendação técnica e fundamentada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

O estrangeiro que estiver em país de fronteira terrestre e precisar entrar no Brasil para embarcar em voo de retorno a seu país de residência poderá ingressar no país mediante autorização da Polícia Federal.

A portaria é assinada pelos ministros Braga Netto (Casa Civil), Tarcísio Gomes (Infraestrutura) e Eduardo Pazuello (Saúde) e André Luiz de Almeida Mendonça (Justiça).

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Indígena é morta a tiros durante caça em aldeia de MT, diz polícia

De acordo com a Polícia Civil, a indígena Marinalva Zaquimae Corezomae, de 33 anos, chegou sem vida no hospital. Ela foi alvejada ao ser confundida com um animal por outros membros da tribo.

Por Denise Soares, G1 MT

Indígena Marinalva Zaquimae Corezomae, de 33 anos, foi morta a tiros em Mato Grosso — Foto: Facebook

Indígena Marinalva Zaquimae Corezomae, de 33 anos, foi morta a tiros em Mato Grosso — Foto: Facebook

Uma indígena foi morta a tiros nessa quinta-feira (24) confundida por outros indígenas que caçavam na região conhecida como ‘Piapó’, em Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá. A informação é da Polícia Civil, que trata a ocorrência caso como homicídio culposo (sem intenção de matar) após disparo acidental.

De acordo com a Polícia Civil, a indígena Marinalva Zaquimae Corezomae, de 33 anos, chegou sem vida no hospital do município. Ela foi atingida na clavícula.

Marinalva estava dentro das terras da Aldeia Umutina quando foi baleada. Os parentes dela contaram que estavam caçando na região e teriam confundido a vítima com um animal.

A Polícia Civil investiga o caso e a Fundação Nacional do Índio (Funai) foi comunicada sobre a morte de Marinalva. A entidade que protege os indígenas se comprometeu a levar o autor do disparo para prestar depoimento à polícia.

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Mulher supera doença e engravida de quadrigêmeos depois de cinco anos de tentativas: ‘Nada é impossível’

Fernanda Kenski, de 34 anos, moradora de Curitiba, conseguiu engravidar após um tratamento de indução de ovulação; saiba como funcionam os tratamentos de reprodução humana.

Por Adriana Justi, G1 PR — Curitiba

Depois de ser diagnosticada com síndrome do ovário policístico e de sofrer dois abortos, a terapeuta ocupacional Fernanda Naiara Gans Kenski, de 34 anos, que mora em Curitiba, recebeu a notícia mais especial da vida dela: estava grávida de quadrigêmeos.

Ela e o marido, Gustavo de Carvalho Kenski, sempre sonharam em ter filhos, mas já estavam desanimados e preocupados após cinco anos de tentativas.

Casal comemora a gravidez dos quadrigêmeos após o tratamento  — Foto: Arquivo pessoal

Casal comemora a gravidez dos quadrigêmeos após o tratamento — Foto: Arquivo pessoal

“Foi a sensação mais feliz que eu tive na vida porque foi um momento que era muito esperado por nós. Antes da última ecografia, nós não conseguimos nem dormir de tanta ansiedade. Mas depois que vimos que todos estavam bem e com saúde, ficamos muito mais aliviados”, conta Gustavo.

A gravidez de Fernanda foi possível após um tratamento de indução de ovulação. “Nada é impossível nessa vida. Nós estamos tão felizes que é até difícil de explicar como está nosso coração neste momento. Foi realmente uma bênção de Deus”, diz Fernanda.

Ricardo Beck, especialista em reprodução humana, explica que, quando qualquer tipo de tratamento é feito, a expectativa é de que seja uma gestação de apenas um bebê e sem riscos para a mãe.

Mas, segundo ele, em situações não muito comuns, existe a possibilidade de uma gestação múltipla, como aconteceu com a Fernanda. Casos como esse demandam mais cuidados, conforme o especialista.

“No caso da Fernanda, ela tinha uma dificuldade ovulação e isso é normal em cerca de 40% a 45% das mulheres que buscam algum tipo de tratamento. Foi então que nós decidimos aumentar a dose da Fernanda e monitorar através de ecografia”, detalha o médico.

Ele conta que a gravidez foi uma surpresa para toda a equipe. “Apesar da preocupação com o risco e de prognóstico reservado, às vezes, a natureza conspira a nosso favor. Então, com a boa evolução do caso, nós teremos, provavelmente, um final muito feliz e inesquecível para toda a família”, afirma.

Fernanda diz que quando optou pelo tratamento até esperava que viesse mais de um bebê, mas jamais imaginou que fossem quatro.

“Nós fizemos uma ecografia inicial, e a médica nos disse que seriam gêmeos. Mas como a gravidez ainda estava no início, depois de algumas semanas fizemos outra e até a médica ficou surpresa. Ela não parava de contar embriões dentro da minha barriga”, brinca a mãe.

A notícia deixou Fernanda e Gustavo, que vivem juntos há 17 anos, maravilhados. “Nós tivemos um misto de emoções e estávamos com muito medo porque já temos um histórico de perdas por causa dos abortos. Demorou pra cair a ficha, mas agora sabemos que todos eles estão bem e que estão crescendo”, conta.

Ao sair do laboratório, Fernanda recorda que foi espalhando a notícia para a família e que todos ficaram muito emocionados. O avô, que até então estava na espera de uma netinha que vai nascer em dezembro, recebeu a notícia com muita emoção.

A avó paterna, Elvira Wolowska Kenski, que completou 106 anos recentemente, também ficou surpresa e comemorou o anúncio dos vários bisnetos de uma vez só.

Atualmente, dona Elvira, que ficou conhecida por ser a 1ª mulher a usar calça comprida em Curitiba, já é bisavó de oito crianças. Veja abaixo como foi a reação dela ao receber a notícia dos quadrigêmeos.

Mais de 240 fraldas por semana

Logo que soube da notícia, o casal recebeu algumas doações de fraldas, acessórios e roupinhas de bebê  — Foto: Arquivo pessoal

Logo que soube da notícia, o casal recebeu algumas doações de fraldas, acessórios e roupinhas de bebê — Foto: Arquivo pessoal

Atualmente, no quarto mês de gestação, o casal já começou a adaptar a casa para receber os filhos e fazer as contas de como vão manter as crianças.

“Só de fraldas, calculamos pelo menos 35 por dia e 245 por semana. E também tem a questão do leite, que costuma ser mais caro”, explica a mãe.

A preocupação da questão financeira, justifica a terapeuta, é porque quando as crianças nascerem, como ela tem contratos temporários no trabalho, estará desempregada.

“Mas muita gente já está nos ajudando. Recebemos doações de roupinhas, fraldas e muitas coisas já. Essas doações vão ajudar muito porque já imaginamos que os gastos para quatro filhos serão realmente altos”, ressalta.

Tipos de tratamento de reprodução humana

A indução de ovulação é procedimento mais simples, mais barato, e menos invasivo para quem busca tratamento para engravidar, explica o médico Ricardo Beck . “Em pacientes onde o fator único é o problema ovulatório, os casos normalmente evoluem bem”, destaca.

Quando a indução não funciona, a primeira técnica mais simples a se fazer é a inseminação intra-uterina, segundo ele.

“Esse tipo de tratamento é possível através da coleta do sêmen do homem e o material é preparado dentro do laboratório, através de um método de capacitação espermática, onde é possível melhorar a possibilidade do espermatozoide fertilizar”, explica.

Segundo o especialista, o processo também é simples e barato, mas a chance de dar certo é baixa. Se o procedimento também não for possível, é preciso partir para a técnica de fertilização in vitro, de acordo com Ricardo.

“Nessa técnica, o processo de fertilização é feito fora do corpo. Os óvulos da paciente são retirados e passam por um procedimento de amadurecimento através de medicamentos”, explica.

Depois da coleta do sêmen, e de vários procedimentos, os óvulos são depositados no útero para que haja a implantação embrionária e o desenvolvimento da gestação.

Dentro do procedimento de fertilização in vitro, surgiu ainda a injeção intracitoplasmática de espermatozoides, detalha o especialista.

“Quando os espermatozoides não são muito bons, quando o número não é adequado, é possível selecionar um a um, colocar dentro de uma microagulha, e injetar dentro do óvulo”, acrescentou o especialista.

Ele afirma ainda que existem várias técnicas de reprodução e sempre aparecem novos estudos.

Postagem da gravidez viralizou

Depois da experiência positiva em buscar o tratamento, Fernanda postou a conquista em um grupo só de mulheres no Facebook. O post teve bastante repercussão, principalmente entre mulheres que passam pela mesma dificuldade em engravidar e que também sofrem da síndrome do ovário policístico.

“Quando eu comecei com as várias tentativas de engravidar e vi que não estava dando certo, comecei a procurar respostas para o que estava acontecendo e não achei muita coisa que me fizesse seguir em frente, sabe? Então, eu quis postar mesmo pra incentivar as mulheres e mostrar o meu exemplo, de que é possível, sim”, explica a terapeuta.

Até esta sexta-feira (25), o post tinha mais de 2 mil comentários e 11 mil curtidas.

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