Governadores da Amazônia Legal lamentam posições do governo e querem negociar com europeus

Por G1 AP

Governadores da Amazônia Legal lamentaram, em nota divulgada neste domingo (18), que posições do governo brasileiro tenham levado Alemanha e Noruega a suspenderem repasses de recursos para ajudar na preservação da Amazônia.

A nota foi divulgada pelo governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), presidente do Consócio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal.

O grupo é formado ainda pelos governadores de Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A nota diz que os governadores são “defensores incondicionais do Fundo Amazônia”, que recebe doações de Noruega e Alemanha e financia ações e projetos contra o desmatamento.

O texto afirma ainda que o bloco “estará dialogando diretamente com os países financiadores”, e que isso já foi informado oficialmente ao presidente da República e às embaixadas da Noruega, Alemanha e França.

“Os governantes do bloco amazônico desejam participar diretamente das decisões para reformulação das regras do Fundo Amazônia, que estão sendo feitas pelo BNDES. Queremos, ainda, que o Banco da Amazônia passe a ser o gestor financeiro do Fundo, em razão da proximidade da instituição financeira com os estados, já que o Banco da Amazônia possui sede em todas as unidades do bloco”, diz a mensagem.

Procurado pelo G1, o Palácio do Planalto informou que não vai comentar a nota.

Os governadores da Amazônia Legal afirmam também que são “radicalmente contra qualquer prática ilegal de atividades econômicas na região” e que estão “firmes e vigilantes no combate e punição aos que querem atuar fora da lei”.

Ainda de acordo com a nota, o governo federal “sinalizou positivamente” para agendar uma reunião com os governadores do consórcio para abordar o Fundo Amazônia e questões ligadas ao meio ambiente.

Alemanha

Em 10 de agosto, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Svenja Schulze, anunciou, em entrevista ao jornal “Tagesspiegel”, a suspensão do financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade na Amazônia devido ao aumento do desmatamento na região.

Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil não precisa do dinheiro da Alemanha para preservar a Amazônia.

Questionado sobre o corte do investimento alemão, Bolsonaro afirmou que a Alemanha estava tentando “comprar” a Amazônia. “Investir? Ela não vai comprar a Amazônia. Vai deixar de comprar a prestação a Amazônia. Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso”, declarou.

Para ele, outros países tentam se “apoderar” do Brasil. “Você acha que grandes países estão interessados com a imagem do Brasil ou em se apoderar do Brasil?”, indagou.

Noruega

Em 15 de agosto, foi a vez de a Noruega anunciar que decidiu congelar um repasse de R$ 132,6 milhões ao Fundo Amazônia. O país é o principal doador do fundo.

Entre 2009 e 2018, o fundo captou R$ 3,4 bilhões em doações, sendo que 93,8% veio da Noruega. As demais contribuições foram da Alemanha (5,7%) e da Petrobras (0,5%).

Em entrevista ao jornal ‘Dagens Næringsliv (DN)’, o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, citou ainda o aumento nos alertas de desmatamento, afirmando que há motivos para preocupação. “O que o Brasil fez mostra que eles não querem mais parar o desmatamento”, disse o ministro.

Em resposta, também nesta quinta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Noruega deveria usar a verba repassada ao Fundo Amazônia para reflorestar a Alemanha.

“A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós. Pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, afirmou.

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Praça Paris, na Zona Sul do Rio, é alvo de vandalismo 24 horas após mutirão de consertos e limpeza

Por Bom Dia Rio

Praça Paris é alvo de vandalismo 24 horas após receber mutirão de limpeza

Praça Paris é alvo de vandalismo 24 horas após receber mutirão de limpeza

A Praça Paris, na Glória, Zona Sul do Rio, foi alvo de vandalismo menos de 24 horas depois de a prefeitura ter feito um mutirão de limpeza e consertos no local. Os prejuízos aos cofres públicos com atos de destruição já somam R$ 500 mil somente no primeiro semestre deste ano.

Várias luminárias que tinham sido trocadas na semana passada voltaram a ser depredadas. É a segunda vez que isso acontece em menos de uma semana. Segundo a Rioluz, na noite de quarta-feira (14), equipamentos na praça foram furtados e vandalizados. Na ocasião, 54 luminárias foram destruídas e fios e cabos foram roubados, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 150 mil.

Após a ação criminosa, três equipes da Rioluz foram ao local na tarde de sexta-feira (16) para substituir os materiais e normalizar a iluminação na praça. No entanto, neste domingo (18), houve novo furto de fios e a destruição das luminárias recém-colocadas.

Em menos de 24 horas após reparos, vândalos depredaram luminárias da Praça Paris, na Glória — Foto: Reprodução / TV Globo

Em menos de 24 horas após reparos, vândalos depredaram luminárias da Praça Paris, na Glória — Foto: Reprodução / TV Globo

De acordo com a secretaria de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida, o primeiro caso já foi registrado na polícia, mas o deste domingo ainda não. Segundo a prefeitura, as ocorrências resultaram num total de 106 luminárias destruídas e fios e cabos roubados, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 300 mil.

Segundo a secretaria, em dois dias de mutirão de revitalização da Praça Paris, diversos órgãos da prefeitura atuaram para entregar o local em bom estado para a população carioca.

Técnicos fizeram mutirão de limpeza e consertos na Praça Paris no sábado (17) — Foto: Reprodução / TV Globo

Técnicos fizeram mutirão de limpeza e consertos na Praça Paris no sábado (17) — Foto: Reprodução / TV Globo

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Caixa e BB começam a pagar cotas do Fundo PIS-Pasep nesta segunda-feira

Por G1

Calendário do PIS Pasep — Foto: Reprodução/TV Globo

Calendário do PIS Pasep — Foto: Reprodução/TV Globo

Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começam a pagar nesta segunda-feira (19) os recursos das cotas do Fundo PISPasep – uma modalidade diferente do abono salarial – para beneficiários de todas idades e que não precisam se enquadrar nos critérios anteriores como aposentadoria ou doenças graves.

Tem cotas do PIS somente quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada entre 1971 e 1988. Já as cotas do Pasep são detidas por quem trabalhou como servidor público ou militar no mesmo período.

O valor existente nesse fundo é pago somente uma vez, ou seja, uma vez retirado o dinheiro por quem tem direito, o saldo é zerado. O Fundo PIS-Pasep tem hoje cerca de R$ 22,8 bilhões em depósitos. A Caixa é responsável pelos pagamentos do PIS, e o BB, pelos pagamentos do Pasep.

Segundo a Caixa, há 10,4 milhões de trabalhadores com direito ao saque das cotas do PIS em todo o Brasil. O pagamento das contas poderá movimentar até R$ 18,3 bilhões. Já no Banco do Brasil estarão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões pertencentes a 1,522 milhão de cotistas do Pasep.

O governo liberou o pagamento do fundo para todas as idades – antes era permitido para quem tivesse a partir de 60 anos. É que muitos cotistas não retiraram o dinheiro por conta de falecimento, sem que seus herdeiros tivessem conhecimento do benefício. Outro fator que contribui para esse cenário é que os beneficiários são idosos, e, com isso, podem não ter se atentado para o direito de sacar os recursos.

Saques do PIS

Os pagamentos poderão ser realizados por meio de crédito em conta na Caixa, com o Cartão do Cidadão e senha nas Lotéricas, Caixa Aqui e terminais de Autoatendimento ou nas agências do banco.

Em caso de cotista falecido, os dependentes terão acesso aos recursos apresentando a certidão de dependente do INSS. No caso de sucessores, será preciso apresentar uma declaração de consenso entre as partes e declarar que não há outros herdeiros conhecidos.

Calendário

  • Cotistas com conta na Caixa: crédito em conta a partir de 19 de agosto
  • Cotistas sem conta na Caixa, com 60 anos ou mais: saque liberado a partir de 26 de agosto
  • Cotistas sem conta na Caixa, com até 59 anos: a partir de 2 de setembro
  • Não há prazo final para os saques

Saques do Pasep

Os cotistas que tiverem conta-corrente ou poupança no BB terão o depósito feito automaticamente nesta segunda-feira. Quem for cliente de outro banco e tiver até R$ 5 mil em cotas do Pasep poderá transferir o dinheiro via TED, sem custo, a partir desta terça-feira (20). Segundo o BB, a opção de transferência poderá ser feita pela internet, pelo www.bb.com.br/pasep, ou pelos caixas eletrônicos.

Já os demais cotistas, herdeiros e portadores de procuração legal poderão sacar o dinheiro nas agências do Banco do Brasil a partir de 22 de agosto.

Calendário

  • Cotistas com conta no BB: crédito em conta a partir de 19 de agosto
  • Cotistas com conta em outros bancos e saldo até R$ 5 mil: TED a partir de 20 de agosto
  • Demais cotistas: saque nas agências a partir de 22 de agosto
  • Não há prazo final para os saques

Como ver o saldo

As contas do PIS, vinculadas aos trabalhadores do setor privado, são administradas pela Caixa Econômica Federal. Já as contas do Pasep, vinculadas aos servidores públicos civis ou militares, são administradas pelo Banco do Brasil.

Portanto, para consultar o saldo do Fundo PIS-Pasep, o cotista ou herdeiro devem acessar os sites da Caixa ou Banco do Brasil. Em ambos, com o número do CPF já é possível ver se há dinheiro a ser liberado. Veja mais informações abaixo:

PIS

Os cotistas ou herdeiros poderão verificar se têm saldo a receber através do site do banco, no endereço www.caixa.gov.br/cotaspis.

Para consultar o saldo de cotas do PIS, é necessário ou o número do CPF ou o número do NIS do cotista, que pode ser encontrado:

  • no Cartão do Cidadão;
  • nas anotações gerais de Carteira de Trabalho antiga;
  • na página de identificação da nova Carteira de Trabalho;
  • no extrato do FGTS impresso.

Veja como localizar o número do seu PIS ou NIS pela internet

Em caso de consultar com o número do NIS, o beneficiário ou herdeiro também precisarão de uma senha. Quem já possui a Senha Cidadão pode fazer o login neste link, disponibilizado no site da Caixa, e informar a Senha Internet que deseja cadastrar.

Quem não possui a senha pode clicar em “esqueci a senha” e preencher os dados solicitados, ou, se tiver o Cartão Cidadão, fazer um pré-cadastramento da senha pelo telefone 0800-726-0207. Para quem não tem o cartão, também é possível fazer o cadastramento em uma agência da Caixa.

A Caixa também disponibiliza outros canais para consulta ao benefício. O APP Caixa Trabalhador está disponível para download nas plataformas Android e IOS, é gratuito e as informações estão disponíveis ao clicar no link “Informações Cotas do PIS”, onde o trabalhador deverá informar o CPF ou NIS, data de nascimento para saber se possui saldo de cotas do PIS. Para verificar o valor também deverá ser informada a senha internet.

Os terminais de autoatendimento também podem ser usados com Cartão Cidadão.

Pasep

As consultas de saldo do Pasep podem ser acessadas no site do Banco do Brasil, no endereço www.bb.com.br/pasep. Ali será pedido ou o número do CPF ou o número de inscrição do Pasep e também a data de nascimento do cotista.

A ferramenta informa ao participante se ele tem ou não cota, mas, como os saldos do Pasep estão protegidos por sigilo bancário, não é informado o valor disponível para saque.

Os correntistas do Banco do Brasil com saldo de cota podem consultar o valor disponível na internet e nos terminais de autoatendimento, por meio da conta corrente, acessando a seguinte opção: Extratos – Extratos diversos – Agenda financeira.

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Prouni 2019 encerra inscrição para bolsas remanescentes nesta segunda (19)

Por G1

O Programa Universidade para Todos (Prouni) só aceitará inscrições para bolsas remanescentes até esta segunda-feira (19), no site http://siteprouni.mec.gov.br/. O prazo refere-se a alunos que não estão matriculados na instituição de ensino em que pleiteiam a bolsa de estudos.

Para participar, é necessário:

  • ser professor da rede pública de ensino;
  • OU ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com nota superior a 450 pontos, desde que não tenha zerado na redação.

Para aqueles que já estão matriculados na universidade em que querem se inscrever, o prazo é diferente: até 30 de setembro.

Bolsas parciais e integrais

O Prouni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior.

Para concorrer às integrais, o candidato deve ter renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Já para as parciais, que cobrem 50% dos custos, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

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Um dia após drone apontar 40 mil pés de maconha, mais 125 mil pés são apreendidos no norte da BA

Por G1 BA

Um dia após drone apontar 40 mil pés de maconha, mais 125 mil pés são apreendidos no norte da BA  — Foto: Divulgação/SSP-BA

Um dia após drone apontar 40 mil pés de maconha, mais 125 mil pés são apreendidos no norte da BA — Foto: Divulgação/SSP-BA

Um dias após uma área com cerca de 40 mil pés de maconha ser descoberta com ajuda de um drone, após denúncia anônima, policiais apreenderam mais 125 mil pés da erva, em um povoado próximo, no município de Canudos, no norte da Bahia.

Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), a plantação ficava no distrito de Juá. Policiais da 25ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Euclides da Cunha), do 5° Batalhão da Polícia Militar e da Coordenadoria Regional de Polícia Técnica receberam denúncias anônimas horas após a primeira apreensão, no distrito de Bendegó.

Segundo a SSP, as equipes encontraram uma megaestrutura para o cultivo da droga, com sistema de irrigação, poços artesianos e acampamentos usados pelas pessoas que davam manutenção no plantio.

O órgão informou que os responsáveis pelos 125 mil pés de maconha, que ficavam em uma área com aproximadamente 25 mil metros quadrados, fugiram do local. De acordo com a SSP, se estima que cerca de 20 pessoas trabalham na manutenção das drogas.

O caso é investigado na delegacia de Euclides da Cunha.

Drogas foram encontradas em um povoado da primeira apreensão — Foto: Divulgação/SSP-BA

Drogas foram encontradas em um povoado da primeira apreensão — Foto: Divulgação/SSP-BA

Drogas apreendidas no dia anterior

Plantação da droga foi encontrada com a ajuda de um drone — Foto: Divulgação/SSP-BA

Plantação da droga foi encontrada com a ajuda de um drone — Foto: Divulgação/SSP-BA

Uma plantação com cerca de 40 mil pés de maconha foi encontrada pela polícia, na sexta-feira (16), no distrito de Bendegó, em Canudos, cidade do norte da Bahia. A área foi descoberta com a ajuda de um drone, após denúncia anônima.

Após algumas horas sobrevoando a região, policiais militares encontraram os 40 mil pés de maconha, sendo que uma grande parte da erva já estava colhida. No local também havia acampamentos usados pelas pessoas que davam manutenção no plantio.

Com a chegada das guarnições, um grupo fugiu utilizando um veículo, mas um integrante ainda não identificado foi cercado e preso com uma espingarda. Após a apreensão da droga, os pés de maconha foram queimados.

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‘Crime impossível’, diz polícia sobre mulher que insistiu em retirar prêmio da Mega-Sena com bilhete falsificado em MT

Por André Souza, G1 MT

Bilhete foi falsificado, segundo a Polícia Civil — Foto: Divulgação

Bilhete foi falsificado, segundo a Polícia Civil — Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Mato Grosso chamou de ‘crime impossível’ a tentativa de uma jovem de 22 anos de retirar o prêmio da Mega-Sena com um bilhete falsificado em uma lotérica. A ocorrência foi registrada em São José do Rio Claro, a 325 km de Cuiabá, na quinta-feira (7). A mulher foi liberada depois de prestar depoimento.

Segundo a polícia, ficou entendido que a jovem utilizou “de meio absolutamente ineficaz” para tentar aplicar o golpe, configurando crime impossível.

Ao G1, um representante da lotérica – que não quis ser identificado –, contou que antes de ir até a agência a mulher já havia entrado em contato com fotos do bilhete avisando que era a ganhadora. A fraude foi identificada logo de cara.

Antes de tentar aplicar a golpe, a jovem chegou a comprar um bilhete e registar uma aposta para o concurso 2175, sorteado no dia 3 de agosto. O prêmio estava acumulado em R$ 32 milhões.

“Sabíamos que o prêmio tinha acumulado, então ninguém tinha acertado os seis números sorteados”, contou.

Depois de entrar em contato, a mulher foi até a agência e, com o bilhete em mãos, insistiu que era a ganhadora. Ao argumentar que o bilhete era premiado, a proprietária da lotérica foi chamada para resolver a situação.

Com o bilhete em mãos, a dona do estabelecimento notou a falsificação — classificada pela polícia como ‘grotesca’ –, e acionou os policiais. De acordo com a polícia, a mulher recortou os números e colou no bilhete que apresentou.

O que chamou a atenção foi a tentativa de retirar o prêmio daquele valor na lotérica. De acordo com o estabelecimento, prêmios de valores muito altos são pagos somente em agências bancárias da Caixa Econômica.

“Os funcionários são bem treinados para evitar não só essa, mas todo tipo de situação que envolva golpe, ou tentativa de golpe”, afirmou o representante.

Depois, segundo a polícia, a mulher chegou a circular os números com uma caneta para tentar convencer os funcionários.

Ao insistir, mulher circulou número no bilhete — Foto: Divulgação

Ao insistir, mulher circulou número no bilhete — Foto: Divulgação

Ao ser detida, a jovem negou a falsificação, mas confessou o crime logo em seguida. À polícia, ela contou que tentou aplicar o golpe para ajudar a família que passa por dificuldades financeiras.

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado no próximo sábado (17). O valor acumulado para o concurso é de R$ 20.015.946,48.

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‘Desumano com quem precisa’, diz vítima de anúncio falso de emprego no RJ

Por RJ1

Dezenas de desempregados que madrugaram em uma fila após serem enganados com um falso anúncio de empregos em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, disseram estar indignados com toda a situação.

“Fiquei frustrada porque peguei dinheiro emprestado pra poder vir aqui, me endividando ainda mais e chegar aqui e acontecer isso. Eu acho desumano com quem precisa. É uma falta de amor ao próximo”, desabafou Jaqueline Pessanha, que está desempregada há quatro anos.

Também em busca de uma oportunidade, Amanda Carvalho passou pela mesma situação.

“Cheguei aqui e fiquei chateada depois de ter pegado mais de uma hora de trânsito nessa Alameda, saí de casa cedo, peguei dinheiro com a minha mãe porque eu não tinha. É uma revolta enorme”, lamentou Amanda.

Érica Ferreira Machado foi uma das pessoas que chegaram à fila às 4h.

“Eu fiquei sabendo por uma mensagem de áudio no WhatsApp. Minha mãe passou para mim, eu passei para as minhas primas, e assim foi”, lembra. “No Facebook eu até não acredito muito. Mas no WhatsApp? Mandando vir para cá? Eles dão o endereço, eles dão a data! É muita sacanagem com o povo!”, revoltou-se Érica.

“É muita perversidade! Tem gente que não tem comida em casa, paga passagem e vê uma falsidade dessa?”, indigna-se Ana Cláudia Ferreira de Souza.

Falso anúncio

Áudios que circulavam por WhatsApp esta semana davam conta da inauguração de uma suposta sede do Sistema Nacional de Empregos (Sine-RJ) na Avenida Feliciano Sodré.

“Quem tiver desempregado na sua família, manda pro Sine Niterói, a inauguração vai ser sexta-feira, dia 16, na rua da rodoviária, oito da manhã. Eu não vou ‘tá’ lá. Eu trabalho na matriz, eu trabalho na sede, lá no Rio. Manda a galera pra cá porque tem muito emprego, muito emprego. Manda todo mundo pra cá. Sexta-feira, dia 16 de agosto, levar todos os documentos. Eu não vou tá lá, mas vai ter muita vaga de emprego, manda a galera toda pra lá”, dizia um dos áudios.

Paralelamente, postagens no Facebook afirmavam haver cerca de 1.500 vagas na nova unidade.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais afirmou tratar-se de uma informação falsa.

“Nós não temos neste presente momento nenhum Sine sendo inaugurado [em Niterói]”, disse Ana Asti, subsecretária de Emprego e Renda, ao Bom Dia Rio.

“Estou muito sensibilizada. Realmente é uma falta de respeito com a população. Esse tipo de informação mexe com a vida das pessoas”, afirmou Ana.

Somente às 7h15, quando um funcionário da Prefeitura de Niterói chegou ao endereço e avisou às pessoas que não haveria inauguração, a fila se desfez.

Fila para suposto posto do Sine em Niterói — Foto: Reprodução/TV Globo

Fila para suposto posto do Sine em Niterói — Foto: Reprodução/TV Globo

Desemprego no RJ

Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo IBGE mostram que, no RJ, 1,3 milhão de pessoas estão sem ocupação – quase a metade, 500 mil, procura emprego há mais de dois anos.

O levantamento também mostrou que a renda média do morador do RJ está praticamente estagnada. No ano passado, era de R$ 2.612; este ano, foi para R$ 2.702.

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Laudo preliminar de perícia sugere que liderança indígena do Amapá não foi assassinada

Por G1 AP — Macapá

Polícia Federal enviou equipes para investigar morte de líder indígena e possível invasão de reserva no Amapá — Foto: PF/Divulgação

Polícia Federal enviou equipes para investigar morte de líder indígena e possível invasão de reserva no Amapá — Foto: PF/Divulgação

Polícia Federal (PF) divulgou nesta sexta-feira (16) informações sobre o laudo preliminar da morte do indígena Emyra Waiãpi, em julho no Amapá. A perícia, segundo a PF, sugere que o cacique não foi assassinado; os indícios são de morte por afogamento. A versão dos índios é de que ele foi morto durante invasão de garimpeiros.

“O laudo conclui que o conjunto de sinais apresentados no exame, corroborado com a ausência de outras lesões com potencial de causar a morte, sugere fortemente a ocorrência de afogamento como causa da morte de Emyra Waiãpi”, detalha a nota da PF.

No dia 27 de julho, índios da Terra Indígena Waiãpi pediram ajuda a órgãos federais, após encontrarem o corpo de Emyra em um dos rios da região. Eles afirmavam que a morte seria um assassinato causado por garimpeiros que invadiram a região.

PF fez buscas na região e, inicialmente, não localizou indícios de presença de não-indígenas nas áreas apontadas pelos Waiãpi. A investigação continua.

Policiais federais foram até a região, no dia 28 de julho, investigar a morte do líder indígena Waiãpi — Foto: PF/Divulgação

Policiais federais foram até a região, no dia 28 de julho, investigar a morte do líder indígena Waiãpi — Foto: PF/Divulgação

corpo do índio foi exumado no dia 2 de agosto por dois médicos legistas da Polícia Técnico-Científica (Politec) do Amapá, ao longo de duas horas. A avaliação necroscópica ocorreu na própria terra indígena, que fica no município de Pedra Branca do Amapari, com autorização da família e de outros líderes indígenas, respeitando as tradições daquele povo.

A morte, segundo a perícia, aconteceu entre os dias 21 e 23 de julho. A PF recebeu o laudo preliminar na quinta-feira (15) e informou que ainda aguarda o laudo complementar toxicológico, com previsão de ser entregue em 30 dias, com o resultado do que foi coletado dos órgãos internos de Emyra. As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Toxicologia Forense.

“Resultado [complementar] servirá apenas para auxiliar na investigação das circunstâncias dos fatos, não interferindo, contudo, na conclusão pericial quanto à causa da morte por afogamento”, acrescentou a PF.

Na nota, a polícia detalhou que, segundo a exumação, não houve “lesões de origem traumática”. O laudo indica que a ferida na cabeça era uma lesão superficial, “que não atingiu planos profundos, e que não houve fraturas”. No pescoço também não foram encontradas lesões traumáticas ou “sulcos evidenciáveis de enforcamento”.

“O exame do tórax do indígena também não evidenciou a existência de lesões penetrantes, desmentindo as primeiras notícias que davam conta de que a liderança teria sido atacada a facadas”, acrescentou a PF.

Ministério Público Federal (MPF) informou, nesta manhã, que acidente passa a ser a principal hipótese na investigação da morte de Emyra. “As investigações, incluindo a apuração da entrada de não-índios na Terra Indígena, prosseguem”, acrescentou o órgão.

Em nota, o MPF declarou também que “o documento descarta a hipótese investigativa inicialmente apresentada: corpo não apresentava traumas de qualquer natureza na região dorsal e na genitália”.

Nesta sexta-feira, o procurador da República Alexandre Guimarães, que atua na esfera cível, vai participar de uma reunião anual de caciques na terra indígena. O MPF anunciou que serão tratados assuntos de interesse do povo indígena, mas não deu mais detalhes.

Investigação

Após denúncia, policiais visitaram aldeias Waiãpi no Amapá — Foto: Reprodução

Após denúncia, policiais visitaram aldeias Waiãpi no Amapá — Foto: Reprodução

Emyra Waiãpi foi encontrado morto em um rio pela família. Quando visitou a região, no dia 28 de julho, a Polícia Militar (PM) declarou que o corpo do cacique tinha marcas de perfurações e cortes na região pélvica.

O senador Randolfe Rodrigues visitou a aldeia e conversou com lideranças no dia 30 de julho. Em um vídeo gravado pela equipe do senador, Jawaruwa Waiãpi, vereador no município, contou que Emyra Waiãpi foi encontrado pela esposa.

“O corpo dele estava com muitas perfurações de faca. Perfuraram a cabeça e a barriga dele. Também furaram os olhos dele e amarraram o pescoço antes de jogarem ele no rio. Por isso a família pensava que ele tinha caído no rio e se afogado. Mas quem descobriu as perfurações foi o filho dele, o professor. […] Nosso povo Waiãpi está se sentindo inseguro”, descreveu na época.

A exumação foi acompanhada por servidores da Funai. Ao todo, 27 pessoas participaram do trabalho, entre agentes da PF, Polícia Civil e Politec.

Mesmo não encontrando indícios de invasão, o MPF, que também abriu investigação sobre o caso, declarou que “há várias linhas de investigação” e que “nenhuma foi descartada”.

Mapa - invasão de garimpeiros em terra indígena — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1

Mapa – invasão de garimpeiros em terra indígena — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1

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Venezuelanos com HIV cruzam a fronteira para conseguir remédios: ‘Não vou morrer, vou ao Brasil’

Por Fabrício Araújo, G1 RR — Boa Vista

Cinco dias depois de fazer aniversário, em janeiro deste ano, o venezuelano Misael Gonzalez Gomez, de 29 anos, recebeu uma dura notícia: foi diagnosticado com HIV. Já debilitado, pesando 50 quilos, ele precisava de medicamentos antirretrovirais e mal teve tempo para pensar.

“Foi uma decisão: minha vida ou morrer? Resolvi me dar a oportunidade de viver e vim para o Brasil”, conta Gomez, que é indígena da etnia Pemon.

No Brasil, o tratamento com antirretrovirais (que impedem o vírus HIV de se multiplicar) é universal e acessível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na Venezuela, o acesso também era gratuito. Mas, depois da crise que começou a afetar o fornecimento a partir de 2016, o sistema público passou a não conseguir mais atender plenamente a demanda. Com a escassez de remédios, pacientes com HIV temem por suas vidas e se veem forçados a buscar ajuda longe de casa.

O governo de Nicolás Maduro não divulga números oficiais atualizados. Mas a Agência das Nações Unidas de Luta contra a Aids (Unaids) – programa da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado ao combate da doença – informa que, em 2017, dos 120 mil soropositivos que viviam no país 65 mil não estavam conseguindo fazer os tratamentos como deveriam.

Entre 2016 e os seis primeiros meses de 2019, o Núcleo de Controle de DST/AIDS/HIV de Roraima identificou 1065 pessoas vivendo com HIV ou Aids no estado: 993 brasileiros, 66 venezuelanos, quatro guianenses, um cubano e um haitiano.

No estado fronteiriço de Roraima, 6,2% dos pacientes em tratamento contra o HIV e a Aids na rede pública são venezuelanos, número que vem crescendo nos últimos três anos.

Misael Gonzalez Gomez, por exemplo, desconfiava que tinha o vírus desde 2014, mas só teve a confirmação quando fez exames para assumir um posto de trabalho em uma padaria. Após receber o diagnóstico, decidiu migrar para Roraima – cruzou a fronteira em 16 de janeiro. Cerca de 15 dias depois, conseguiu antirretrovirais. Hoje, tem o vírus indetectável.

Viver com o HIV é diferente de ter Aids. HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células do sistema de defesa chamadas CD4 e torna os pacientes mais vulneráveis a outros vírus, bactérias e câncer.

No Brasil, a maioria das pessoas com HIV não tem Aids. Quem tem o vírus e se trata tem a mesma expectativa de vida de quem não tem.Pessoas que vivem com HIV ou Aids em RRDados referentes ao período entre 2016 a junho de 2019Brasileiros: 93,24 %Venezuelanos: 6,2 %Haitiano: 0,09 %Cubano: 0,09 %Guianense: 0,38 %Fonte: Núcleo de Controle de DST/AIDS/HIV de RR

Diagnosticados em RR entre 2016 e junho de 2019

Nacionalidade201620172018Até junho de 2019Total
Brasileira23422377153993
Venezuelana81342366
Guianense11204
Haitiana00101
Cubana01001

Fonte: Núcleo de Controle de DST/AIDS/HIV de RR

‘Não vou morrer, vou ao Brasil’

Diagnosticada há 14 anos, Nilsa Hernandez, de 62 anos, quando fez exames após a morte do ex-marido. Ela cruzou a fronteira da Venezuela com o Brasil em busca de tratamento para o HIV em 2018.

Mãe de oito filhos, Nilsa diz que sente falta de estar perto da família: “Uma das coisas que mais dói de imigrar é a separação da família, não saber se jamais vou voltar a vê-los. Isso é o que mais me afetou”.

Ela não sabia como o sistema de saúde brasileiro funcionava, mas precisava de remédios e conseguiu. Hoje, oferece a própria casa para que outros venezuelanos soropositivos possam ter onde ficar quando precisam buscar ajuda em Roraima.

“Quando me diagnosticaram havia um bom controle na Venezuela, eu fazia consultas todos os meses e recebia remédios, conta. “Mas em 2016 começou a falhar. Chegava uma parte dos medicamentos, mas faltava sempre alguma coisa. Não podemos tomar um remédio e não tomar outro, porque o vírus se torna mais resistente.”

“Minha saúde estava mal, estava com uma complicação pulmonar, meu sistema imunológico baixou e as infecções oportunistas começaram a se manifestar. Foi quando tomei a decisão: não vou morrer, vou ao Brasil”, declarou.

Ela vendeu móveis que ainda restavam em sua casa, comprou passagens de ônibus e embarcou para Pacaraima junto com o neto de 12 anos e o marido, de 50 anos, que é brasileiro.

Assim que chegaram a Roraima, os três viveram na rua por uma semana. Depois, passaram por abrigos e há um ano alugam, com ajuda de amigos, uma casa onde hospedam os venezuelanos que vêm em busca de ajuda.

Venezuelana acolhe conterrâneos em RR

Em um caderno de controle, Nilsa fez uma lista com mais de 40 nomes anotados – há adultos, idosos e crianças. São os “Valentes pela Vida”, como Nilsa gosta de chamá-los.

Num grupo que montou no WhatsApp, a venezuelana se comunica com pessoas que lutam contra o HIV na Venezuela e precisam vir se tratar em Roraima.

“O nome do grupo é Valentes pela Vida porque é preciso ser valente para migrar de um lugar para outro e é preciso ser valente para enfrentar a situação de saúde que pela qual passamos”, diz. Quando os “valentes” chegam a Roraima, Nilsa fornece hospedagem e orientações para que elas consigam ajuda em Boa Vista.

Os venezuelanos são encaminhados, primeiro, a um posto de saúde para retirar o cartão do SUS. Depois, vão para o Hospital Coronel Mota, na capital do estado, onde fazem exames e tratamento.

“Na Venezuela, não há medicamentos, não há exames”, diz Nilsa. “E as pessoas, com todos os riscos e muita valentia, estão chegando ao Brasil.” Segundo ela, apenas dois dos “valentes” moram em Roraima. Os demais voltam ao estado a cada três meses para conseguir antirretrovirais e, então, retornam à Venezuela.

Na casa que mantém para acolhê-los, ela recebe apoio de organizações não-governamentais, que doam produtos de higiene e alimentos. Mas enfrenta problemas financeiros. Há pelo menos sete contas de energia acumuladas, e o fornecimento pode ser cortado.

“Eu nunca pedi para ser paga por isso. Eu sempre quis trabalhar e faço isso por amor. Necessito que me ajudem, mas não preciso que o governo me mande dinheiro, preciso que mande para esta casa, para as pessoas que necessitam de ajuda”, afirmou.

Desde que iniciou seu tratamento contra o HIV, Nilsa fez cursos para atender mulheres vítimas de violência e para dar atendimento as pessoas LGBTQ+. Além das cartilhas, recebe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) preservativos para distribuir.

Em Roraima, a Associação de Bem com Vida (ABV) já prestava apoio à população que convive com o HIV e também tem acolhido imigrantes que precisam de ajuda. É o caso de Misael Gomez.

Gratidão

Raquél Jiménez, uma mulher trans de 26 anos, descobriu que tem HIV em 2016, quando fez teste de rotina. Em choque, isolou-se por meses até receber ajuda psicológica.

Os poucos antirretrovirais que havia na Venezuela estavam sendo vendidos por um preço muito caro. E havia pessoas que não tinham dinheiro para comprar, muita gente já estava há meses sem conseguir os remédios.

Raquél conheceu Nilsa em 2018, em uma rede social, e descobriu como o sistema de saúde funciona no Brasil.

“Nilsa ajuda muita gente, eu sou muito grata a ela. Ter uma pessoa desconhecida em sua casa é algo muito difícil e ela faz isso para todos que precisam de medicação e têm coragem de viajar para o Brasil para lutar contra o HIV”, disse.

Venezuelanos têm direto ao remédio, diz professor

O professor João Carlos Jarochinski, que dá aulas no curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Roraima (UFRR), explica que os venezuelanos podem obter os medicamentos no Brasil porque o SUS é regido pela lógica da universalidade.

“No caso dessas pessoas, deve ser destacado que elas possuem cartão SUS por estarem regularmente no país, nem que seja no momento da obtenção do cartão. A partir do momento em que possuem o cartão, o atendimento realizado já é contabilizado e recebem-se os recursos desse atendimento”, explica o professor.

Jarochinski destacou ainda que o Brasil foi pioneiro, há cerca de 20 anos, em quebrar patentes e auxiliar outros países a tratar portadores de HIV.

“Barateamos e tornamos acessível esse tipo de tratamento e o oferecemos em várias partes do mundo”, pontuou.

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Corpo de bebê morto em batida durante perseguição em Caxias, RJ, é sepultado

Por Alba Valéria Mendonça, G1 Rio

Corpo da bebê Lavínia é sepultado em cemitério de Caxias — Foto: Reprodução / TV Globo

Corpo da bebê Lavínia é sepultado em cemitério de Caxias — Foto: Reprodução / TV Globo

O corpo da menina Lavínia, de um ano e meio, que morreu em um acidente durante uma perseguição policial na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caixas, foi sepultado no fim da manhã desta sexta-feira (16), no cemitério da Taquara, em Santa Cruz da Serra, na Baixada Fluminense. Familiares e amigos da família estavam muito abalados.

A criança estava no carro da família, na pista sentido sentido Petrópolis, quando policiais militares de folga iniciaram uma perseguição a criminosos que haviam roubado um carro na altura da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc).

Durante o velório, a estudante Iris Gomes da Cunha, prima de Lavínia, contou que a caçula – ele tem uma irmã de 8 anos e um irmão de 18 anos- era muito querida, o xodó da família.

“Ela foi muito desejada. Os pais estão arrasados”, contou Iris, lembrando que desde que a mãe da menina começou a trabalhar como subgerente de uma empresa em Campo Grande, na Zona Oeste, e deixava a filha na casa da babá. O pai Leonardo trabalha numa marmoraria em Caxias. Eles estava no trabalho no momento do acidente.

A bebê Lavínia, de 1 ano e meio, não resistiu aos ferimentos  — Foto: Reprodução/TV Globo

A bebê Lavínia, de 1 ano e meio, não resistiu aos ferimentos — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo Iris, Lavínia morreu um dia depois do aniversário do pai e no dia que completava 1 ano e 3 meses de vida.

Houve confronto na via e o carro dos assaltantes bateu no veículo da família, que destruiu a mureta da pista e caiu em um terreno baldio. Sete pessoas estavam dentro do carro, três eram crianças, incluindo a bebê Lavínia, que não resistiu aos ferimentos e chegou sem vida ao Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna.

A babá do bebê, identificada apenas como Lúcia Cristina, que ficou bastante machucada no acidente, chegou amparada com dificuldades para andar e com a cabeça protegida. Segundo Iris, ela era de total confiança da família e cuidava de Lavínia há cerca de um ano. Sem condições físicas, ela ficou pouco tempo no velório.

O primo Alcenir Oliveira disse que estuda uma forma de processar o estado, mas que os pais da menina ainda não têm condições de decidir o que fazer.

“O estado tem de ser responsabilizado de alguma forma. Os policiais estavam à paisana, num carro comum, fazendo uma perseguição, colocando em risco a vida de todo mundo. Os bandidos roubaram um carro na Reduc. Eles viram, saíram atrás atirando. Na fuga os bandidos sinalizaram pra passar, ela não viu, eles jogaram o carro em cima. Eles não sofreram nada e roubaram outro carro e fugiram”, contou o primo, que ainda vai conversar com os pais de Lavínia sobre a abertura do processo.

Carro que levava os criminosos ficou pendurado entre dois viadutos — Foto: Reprodução/ TV Globo

Carro que levava os criminosos ficou pendurado entre dois viadutos — Foto: Reprodução/ TV Globo

O tio da menina, o padeiro Daniel Santos, contou que Lavínia costumava ficar na casa da babá, a poucos metro de onde ocorreu no acidente. “ Foi uma fatalidade. Ela estava saindo de casa para ir ao mercado e levou Lavínia para não deixar a menina sozinha em casa. Ela não teve culpa de nada”, disse Santos.

Outras vítimas, identificadas como Raíza Santos, de 20 anos, Lúcia Luiz, de 36 anos, Kelly Cristina e Lucas Fernando Santos, já receberam alta do hospital, segundo a direção da unidade.

O carro dos assaltantes ficou pendurado entre dois viadutos e eles conseguiram fugir.

O caso foi registrado na 60ª delegacia (Duque de Caxias).

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