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Prefeitura de Mateus Leme paga R$ 100 mil para família de morador que caiu em buraco na cidade

Relatório médico informou que o paciente teve uma lesão na medula, ficou tetraplégico e foi submetido a uma traqueostomia.

Por G1 Minas — Belo Horizonte

Mateus Leme vista de cima — Foto: Acervo TV Globo

Mateus Leme vista de cima — Foto: Acervo TV Globo

Parentes de um morador de Mateus Leme vão receber R$ 100 mil do município depois dele ter sofrido um grave acidente próximo à casa onde morava. A decisão da Justiça foi divulgada nesta quarta-feira (12).

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a vítima contou que voltava do trabalho no dia 22 de maio de 2012, quando caiu em um buraco com mais de três metros de profundidade. O homem foi hospitalizado e internado por vários meses, demandando cuidados 24 horas por dia.

Ainda segundo o TJMG, o relatório médico informou que o paciente teve uma lesão na medula, ficou tetraplégico e foi submetido a uma traqueostomia. O homem morreu oito meses depois.

A prefeitura de Mateus Leme chegou a recorrer da decisão. À Justiça, o município alegou que não haviam provas suficientes para responsabilização da prefeitura. Pediu, ainda, que a culpa fosse atribuída à Copasa, já que o esgotamento sanitário na cidade é administrado pela companhia.

Decisão

A desembargadora Sandra Fonseca, relatora do caso no TJMG, chegou a determinar a redução do valor para R$ 30 mil, justificando a crise financeira que atinge o setor público. Mas o voto foi vencido por outros magistrados que, em decisão colegiada, fixaram a indenização em R$ 100 mil, conforme definido em primeira instância.

De acordo com o TJMG, o desembargador Corrêa Júnior defendeu que nenhuma quantia será suficiente para compensar a dor e a tristeza, além do fato de que a indenização ser paga aos herdeiros não implica, necessariamente, na alteração do valor da reparação.

A decisão de primeira instância foi mantida por 4 votos a 1.

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Professora lamenta morte de estudante de 16 anos por Covid-19 dias após dar à luz: ‘Sempre educada’

Gilda Costa foi internada grávida e morreu dias depois que o parto foi realizado. Bebê recebe os cuidados médicos em Sorocaba (SP).

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

Estudante de 16 anos não resistiu ao coronavírus em Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook

Estudante de 16 anos não resistiu ao coronavírus em Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook

A professora da disciplina de português lembra com carinho da estudante Gilda Santos Costa, que tinha 16 anos e morreu por coronavírus depois do parto da filha, em Sorocaba (SP). A estudante estava no primeiro ano do ensino médio.

Ao G1, Flávia Gouvea conta que os colegas da jovem e professores ficaram comovidos quando souberam que a paciente não havia resistido e fizeram uma homenagem a ela em um perfil usado para divulgar informações sobre a escola.

“Tive pouco contato, mas sempre foi muito quietinha, até com os amigos, mas sempre educada. Perdemos uma menina que era um docinho. Falamos isso até entre os professores”, diz.

Gilda era aluna da escola estadual Joaquim Izidoro Martins, que fica na zona norte da cidade. A adolescente estava grávida e precisou ser internada após passar mal. O bebê prematuro nasceu no hospital.

Segundo apurado pelo G1, a jovem estava desde o dia 21 de julho no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), quando o parto foi realizado. A filha continuava no hospital até quarta-feira.

Ainda de acordo com a professora, uma campanha será feita para arrecadar roupas e fraldas para a filha da jovem. ”Vamos tentar arrecadar fraldas, itens de higiene, alimentos e roupas de recém-nascido”, diz.

Casos de Covid-19

Sorocaba registrou até quarta-feira (12) 12.794 casos positivos e 292 óbitos da Covid-19 .

A prefeitura informou em um boletim diário sobre mortes na cidade que a paciente era imunodeprimida, quando a imunidade fica debilitada.

O corpo de Gilda foi sepultado sem velório no dia 6 de agosto, no Cemitério Santos Antônio, em Sorocaba.

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Hospital de SC instala vidro para aproximar famílias de pacientes com coronavírus durante visitas

Objetivo é melhorar qualidade e segurança das visitas na unidade, que fica em São Miguel do Oeste.

Por NSC TV e G1 SC

Há mais de 10 dias, Rodrigo de Oliveira, de 42 anos, não via a mulher, Pabline Rottava, e o filho, Igor. Ele está internado no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense, por causa de complicações da Covid-19. Por causa de uma adaptação feita com um vidro na unidade de saúde, a família pôde visitá-lo de uma forma mais segura.

O material permite que os familiares se vejam e, ao mesmo tempo, é mais uma barreira contra o vírus. A gerente de enfermagem do hospital, Márcia Dreher, afirmou que o encontro com a família, que ocorreu na sexta-feira (7), foi significativo para Rodrigo. “Houve uma melhora dentro do quadro clínico do paciente. Toda equipe se emocionou muito”, afirmou.

A mulher de Rodrigo, Pabline Rottava, descreveu a interação através do vidro: “Quando os olhos se encontraram, eu e o Igor nem conseguimos chorar. Mas o Rodrigo chorou. Imagina, né, bastante fragilizado. Mas depois tudo se tornou sorrisos, conversas, alegria. Foi uma injeção de ânimo muito grande pra ele”. Rodrigo mora em São Domingos, também Oeste catarinense.

Instalação e regras

Num primeiro momento, a pandemia obrigou os hospitais a capacitarem as equipes para o atendimento técnico. Mas agora muito se fala em empatia e humanização. Foi justamente daí que surgiu a ideia do vidro.

“Numa dessas discussões, a equipe planejou uma forma de visita segura pra esse paciente e veio o desejo do vidro. Prontamente esse desejo foi levado à equipe de manutenção do hospital e, em poucos dias, a gente teve a instalação”, explicou a gerente de enfermagem.

O projeto ocorre apenas no setor da enfermaria. A visita só é permitida aos pacientes em longos períodos de internação. Ela é agendada e não altera a rotina de trabalho do hospital. A família do Rodrigo foi a primeira a participar.

“Eu achei essa atitude do hospital bastante humana, pro paciente, pra toda família que está passando por isso. É muito lindo, sabe? É muito bom você ver, encontrar, essa troca de energia. O Rodrigo está melhorando e logo logo vai estar em casa com a gente”, disse Pabline.

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Moradora de Paranavaí encontra cheque de quase R$ 9 mil e devolve ao dono

Caso ocorreu nesta quarta-feira (12), no noroeste do Paraná; ela havia saído de casa para comprar um sapato de cerca de R$ 30. Para agradecer, o dono lhe deu uma gratificação.

Por RPC Noroeste

Moradora de Paranavaí encontra cheque de quase R$ 9 mil e devolve ao dono

Uma mulher, de 27 anos, encontrou nesta quarta-feira (12) um cheque no valor de quase R$ 9 mil no Centro de Paranavaí, no noroeste do Paraná, e devolveu ao dono horas depois.

O valor do cheque equivale a pouco mais de três vezes o valor do salário dela.

A mulher havia saído de casa para comprar um sapato de cerca de R$ 30, quando viu um papel no chão e, ao chegar perto, viu que se tratava de um cheque assinado.

Logo em seguida, ela postou uma foto do cheque nas redes sociais para tentar encontrar o dono. A publicação gerou, em menos de quatro horas, mais de 300 compartilhamentos.

Horas depois, o dono foi localizado e o cheque foi devolvido. Para agradecer, ele deu uma gratificação à mulher.

Moradora de Paranavaí encontra cheque de quase R$ 9 mil e devolve ao dono — Foto: Reprodução/RPC

Moradora de Paranavaí encontra cheque de quase R$ 9 mil e devolve ao dono — Foto: Reprodução/RPC

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TCU dá 15 dias para que governo federal apresente plano de vacinação contra a Covid-19

Ministros querem saber qual será a estratégia do Brasil para compra e distribuição das doses. Relatório do TCU aponta baixo investimento no combate direto à pandemia.

Por Laís Lis, G1 — Brasília

TCU dá 15 dias para governo apresentar plano para vacinação contra a Covid-19

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu nesta quarta-feira (12) prazo de 15 dias para que a Casa Civil da Presidência da República apresente o plano de ação para aquisição, produção e distribuição das futuras doses de vacina contra o novo coronavírus.

A corte também quer saber, da União, qual é o planejamento estratégico para a imunização da população brasileira. O governo federal já editou medida provisória com R$ 1,9 bilhão para comprar e produzir até 100 milhões de doses da chamada “vacina de Oxford” (veja detalhes abaixo).

Segundo o processo relatado pelo ministro Vital do Rêgo e aprovado nesta quarta, caso o planejamento não exista, o governo terá até 60 dias para elaborar os documentos.

A determinação foi aprovada em um processo que avalia a situação do “centro de governo” da gestão Jair Bolsonaro durante o enfrentamento à pandemia de Covid-19.

“Como serão os grupos eleitos prioritários? Quais os critérios? Poderemos contar com insumos suficientes para operacionalizar a ação?”, questionou Vital do Rêgo ao sugerir o pedido de informações aprovado em plenário.

Em nota, a Casa Civil afirmou que o Comitê de Crise para a Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19 “tem prestado todas as informações solicitadas pelo TCU desde o início da pandemia”.

Combate direto à doença

Anvisa já autorizou segunda dose da vacina de Oxford para voluntários brasileiros na fase de testes

No processo o ministro critica a baixa atuação do governo no combate direto à pandemia. Segundo o TCU, dos R$ 286,6 bilhões gastos pelo governo no enfrentamento dos efeitos da pandemia, apenas R$ 22,06 bilhões foram destinados a ações de combate direto à doença.

O valor indica que menos de 8% do total previsto foi investido na aquisição de leitos de UTI, equipamentos e medicamentos, entre outras ações de saúde.

“Não podemos cair na armadilha de estabelecer uma polarização entre saúde e recuperação econômica. Isso fica muito bem na boca de quem quer esconder o problema de saúde pública que o Brasil vive. Temos que conviver com essas duas questões e dedicar recursos para esses dois problemas”, afirmou o ministro Bruno Dantas durante votação do processo.

Sobre essas ações, o plenário recomendou ainda que a Casa Civil inclua projetos de combate direto à Covid-19 no programa Pró-Brasil.

O Pró-Brasil foi lançado pelo governo como um programa de retomada da economia, com previsão de investimentos públicos e mudanças na regulamentação para incentivar a geração de emprego e o crescimento econômico.

R$ 1,9 bilhão para vacina

O presidente Jair Bolsonaro assinou, no último dia 6, uma medida provisória que libera R$ 1,9 bilhão para viabilizar a produção de 100 milhões de doses da chamada “vacina de Oxford” contra o novo coronavírus.

A expectativa do governo é que, caso a vacina em estudo seja eficaz, uma campanha de vacinação contra a Covid-19 possa ser realizada em 2021.

Para o governo, o risco relacionado à eficácia da vacina é necessário devido à “urgência pela busca de uma solução efetiva para a manutenção da saúde pública e para a retomada” das atividades econômicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o valor será gasto desta forma:

  • R$ 1,3 bilhão para pagamentos à AstraZeneca, previstos no contrato de Encomenda Tecnológica
  • R$ 522,1 milhões para produzir a vacina na Fiocruz/Bio-Manguinhos
  • R$ 95,6 milhões para absorção da tecnologia pela Fiocruz

A pesquisa de vacina da Universidade de Oxford é considerada uma das mais promissoras até o momento.

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Doria afirma que testou positivo para a Covid-19

Governador disse que está sem sintomas e que trabalhará de casa. Aos 62 anos, ele é o 11º governador a testar positivo para a doença e não participou da entrevista coletiva do governo de SP nesta quarta (12). A primeira-dama, Bia Doria, também foi diagnosticada coronavírus.

Por G1 SP — São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (12) que está com Covid-19. Ele é o 11º governador a testar positivo para a doença no país. Doria, que tem 62 anos de idade, e, portanto, faz parte do grupo de risco para a doença, disse que não tem sintomas e se sente bem. A primeira-dama, Bia Doria, e o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano, também foram diagnosticados com coronavírus.

Nesta terça-feira (11), o estado de São Paulo registrou o segundo maior número de mortes por coronavírus desde o inicio da pandemia. Com 298 novas mortes por coronavírus em 24 horas nesta quarta, o total de mortos no estado chegou a 25.869.

Em sua conta no Twitter, Doria compartilhou o resultado do exame, que aponta “DETECTADO” pelo método “PCR em tempo real”.

Exame de Covid-19 do governador João Doria com resultado positivo — Foto: Reprodução/Twitter

Exame de Covid-19 do governador João Doria com resultado positivo — Foto: Reprodução/Twitter

“Hoje, quarta-feira, acabei de receber o meu sexto teste da Covid-19 e este, infelizmente, foi positivo. Eu estou com coronavírus. Absolutamente, assintomático, me sinto bem, vou para a minha casa, vou seguir o protocolo médico, com a orientação do doutor David Uip, infectologista e integrante do comitê de saúde do estado de São Paulo”, disse Doria.


O governador completou dizendo que manterá a relação com todos os setores do governo “pelo Zoom, pelo celular, por videoconferência”, e que seguirá o protocolo da saúde pelos próximos dez dias.

“Aproveito para pedir a você que está na sua casa, se proteja, siga também os protocolos da saúde. Tudo isso vai passar, a vacina vai chegar, e o Brasil terá um novo momento livre do coronavírus. Até lá, temos que fazer este enfrentamento, seguir o protocolo e obedecer a saúde”, completou.

Governador de SP, João Doria, testa positivo para Covid-19

Como Doria ficará ausente dos eventos presenciais, o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, abriu a entrevista coletiva do governo desta quarta (12). Ele reforçou que Doria está com o coronavírus e assintomático.

Ainda na coletiva, foi informado que a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, também está em quarentena até sair o resultado do seu teste para a Covid-19.

Em 13 de junho, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, também foi diagnosticado com a Covid-19. Na ocasião, ele também não foi afastado do cargo e fez o tratamento em casa.

Patricia Ellen — Foto: Reprodução/TV Globo

Patricia Ellen — Foto: Reprodução/TV Globo

25 mil mortes no estado

O estado de São Paulo ultrapassou no sábado (8) a marca de 25 mil mortes por coronavírus. É como se a cidade de Monte Aprazível, localizada na região de São José do Rio Preto, tivesse toda a sua população dizimada. O número paulista equivalia naquele dia a um quarto do total de mortes no Brasil, que alcançava a marca de 100 mil também no sábado.

Foram necessários 100 dias até que a curva epidemiológica de mortes parasse de acelerar no estado, mas o crescimento se estabilizou no patamar mais alto, o chamado platô, sem que houvesse uma queda significativa na sequência.

A média diária de mortes no estado está acima de 200 há mais de 70 dias, e chegou a ficar acima de 250 por várias vezes durante esse período. É como se uma aeronave de grande porte caísse diariamente no estado, matando todas as vítimas a bordo. A estabilidade de mortes em um patamar tão elevado preocupa os especialistas.

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Reitores dizem que corte previsto para educação brasileira em 2021 pode inviabilizar atividades em universidades federais

MEC prevê redução de R$ 4,2 bilhões no orçamento da pasta em 2021. Desse total, R$ 1,4 bilhão atingiriam universidades e institutos federais.

Por Elida Oliveira e Luiza Tenente, G1

Em meio à readequação imposta pela pandemia, universidades e institutos federais de ensino deverão enfrentar em 2021 um obstáculo extra para a retomada das aulas presenciais: um orçamento ainda mais enxuto. A notícia da previsão de corte de R$ 1,43 bilhão nas verbas para as federais chega dentro de um quadro em que houve mais gastos com a expansão de vagas, sem que os recursos aumentassem na mesma proporção.

A retomada do ensino presencial durante a pandemia de Covid-19 agrava ainda mais a situação: reitores preveem gastos mais altos com a compra de equipamentos de proteção, reforços nas equipes de limpeza e adaptações nas salas de aula e nos sistemas de ventilação.

Nessa última segunda (10) o Ministério da Educação disse que, dos R$ 4,2 bilhões que podem sair do orçamento do ano que vem, R$ 1 bilhão deixará as mãos das universidades e R$ 434,3 mil, dos institutos federais. O número de matriculados nessas instituições totaliza 1,2 milhão de estudantes.

O MEC ainda não detalhou quais serão outras áreas (educação básica, por exemplo) e programas atingidos pelos outros R$ 2,75 bilhões restantes do total de R$ 4,2 bilhões que deixariam o orçamento.

As reduções ocorrerão nas despesas discricionárias – aquelas que não são obrigatórias e podem, por lei, serem remanejadas. São despesas como água, luz, contratação de terceirizados (limpeza e segurança, por exemplo), obras e reformas, compras de equipamentos, realização de pesquisas e até a assistência estudantil. Os cortes não afetam as despesas obrigatórias, como salários de funcionários e aposentadorias, que fazem do orçamento dessas instituições.

“Estamos há três anos com o orçamento nominalmente congelado. As despesas têm ajustes anuais. Além disso, o corte ocorre em um ano que deveria ter aumento de recursos. As aulas vão voltar com álcool em gel, sabão, papel, equipamentos de proteção. Será preciso mexer na estrutura da universidade para garantir o distanciamento. Haverá gastos no pós-pandemia”, afirma Edward Madureira Brasil, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa 68 universidades federais.

“Todas as gorduras que tínhamos para eliminar – vigilância, diárias, estágios, visitas técnicas – nós tivemos que reduzir nesses últimos anos. Não tem a menor chance de conseguirmos tocar as instituições. É uma situação grave, gravíssima”, afirma Jadir Jose Pela, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que representa 653 campi universitários pelo Brasil.

MEC diz não saber quantos alunos da rede pública estão tendo aulas virtuais

Em nota (veja íntegra mais abaixo) sobre a previsão do corte de R$ 4,2 bilhões, o MEC diz que “a Administração Pública terá de lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos”.

Declara também que “liberou recursos adicionais para as universidades voltados a projetos de redução de despesas como, por exemplo, painéis fotovoltaicos, vigilância eletrônica, conclusão de obras para redução de aluguéis, ações de inovação, combate à pandemia da Covid-19, conectividade à internet, entre outras”.

Sem proteção para a volta às aulas

Segundo o MEC, a crise econômica causada pela pandemia provocou a redução na arrecadação e, consequentemente, no orçamento.

Por outro lado, segundo as universidades, a Covid-19 trará aumento nos gastos do ensino superior quando as aulas presenciais forem retomadas.

Para Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as consequências para a reabertura serão “desastrosas”.

“Os gastos com assistência estudantil aumentaram” já com o ensino remoto, diz Raupp. Segundo ele, na volta às aulas presenciais, ainda haverá as despesas com equipamentos de proteção individual (EPIs) e com os cuidados sanitários.

“Há estimativas de que os gastos para a retomada, só em limpeza, podem ser de 30% a 50% maiores. Estamos arcando sozinhos com os custos e, agora, ainda somos surpreendidos com a redução para 2021”, afirma Raupp.

“Um retorno presencial sem vacina fica praticamente impossível, porque não teremos como investir em protocolos seguros para o retorno”, avalia Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ.

Na Universidade de Brasília (UnB), a preocupação com os cortes também é maior por causa da volta às aulas. “A instituição busca viabilizar a aquisição de insumos, como álcool gel e equipamentos de proteção individual, além de garantir a inclusão digital efetiva dos estudantes em situação de vulnerabilidade econômica”, afirma, em nota.

“Quando houver a retomada de atividades presenciais, os desafios serão ainda maiores. A instituição terá de adequar sua infraestrutura, para assegurar ventilação e distanciamento social”, diz.

‘Insustentável’

De acordo com Raupp, pró-reitor da UFRJ, todos os programas (assistência estudantil, bolsas de iniciação científica, atividades de extensão e de monitoria) e atividades essenciais (limpeza, manutenção, segurança e investimentos em infraestrutura) poderão ser afetados.

“A universidade terá de suspender serviços e encerrar atividades. A UFRJ teria uma redução de R$ 70 milhões, em termos nominais, sem a correção da inflação. Nosso orçamento que, antes, só cobria 10 meses por ano, não chegará nem à metade”, afirma. “Teremos de fazer cortes drásticos, justamente quando a sociedade mais precisa dos nossos serviços.”

O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles, informa que o corte previsto na instituição será de R$ 30 milhões, equivalente a 18,32% do orçamento de 2020. “É um corte inaceitável e insustentável para as universidades”, diz.

Congresso pode alterar

Por enquanto, o corte é uma previsão – faz parte do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual), elaborado pelo Ministério da Economia. É um plano de como o governo planeja gastar o dinheiro no ano seguinte: estabelece, por exemplo, qual a quantia direcionada a cada área da educação. Depois, essa proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Como o projeto ainda não foi votado pelo Legislativo, pode ser que sofra alterações. Entidades representativas das universidades e institutos federais de ensino, como Andifes e Conif, afirmam que vão tentar reverter o corte no Congresso, durante a tramitação do orçamento.

Marcelo Carneiro Leão, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), prevê que será uma “batalha” no Congresso.

“Temos de mobilizar a bancada de deputados federais de Pernambuco”, diz. “Caso seja aprovado, esse corte vai representar menos R$ 16 milhões ou R$ 17 milhões para a universidade. Isso significa que as atividades ficariam inviabilizadas”, completa.

A pró-reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) também informou que tentará evitar os cortes. “A administração geral da universidade atuará junto à bancada capixaba para tentar reverter isso”, afirma o órgão.

O que diz o MEC

Questionado especificamente sobre o corte nas universidades e institutos federais de ensino, o MEC não respondeu até a publicação desta reportagem.

Sobre o corte no orçamento geral da pasta, o ministério enviou a seguinte nota:

“O Ministério da Educação informa que, conforme Referencial Monetário recebido pelo Ministério da Economia, a redução de orçamento para suas despesas discricionárias foi de 18,2% frente à Lei Orçamentária Anual 2020 sem emendas. Esse percentual representa aproximadamente R$ 4,2 bilhões de redução.

É importante ressaltar que houve um simples ajuste de despesa, no qual os recursos que estavam sob o controle do Ministério da Saúde (R$ 278,8 milhões), para Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), foi alocado no MEC. Tendo em vista a peculiaridade dessa transferência e a finalidade específica do gasto (que estava comportado no orçamento do Ministério da Saúde), não se contabiliza nos números acima essa realocação.

A redução do orçamento é apresentada no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021, a ser encaminhado ao Congresso Nacional pela Presidência da República ainda este ano.

A redução para as universidades federais será a mesma aplicada para o MEC nas suas fontes do tesouro, ou seja, 18,2%. Isso representa aproximadamente R$ 1 bilhão. Ressalta-se que as fontes próprias das universidades dependem do potencial arrecadador e da estimativa apresentada por cada universidade em separado. Dessa forma, não houve corte para as receitas próprias por parte do MEC.

Em razão da crise econômica em consequência da pandemia do novo coronavírus, a Administração Pública terá que lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos e na priorização das despesas.

Objetivando minimizar o impacto da redução do orçamento para 2021, além da liberação de 100% dos recursos alocados diretamente nas universidades federais na LOA de 2020, o MEC liberou recursos adicionais para as universidades voltados à projetos de redução de despesas como, por exemplo, painéis fotovoltaicos, vigilância eletrônica, conclusão de obras para redução de aluguéis, ações de inovação, combate à pandemia da Covid-19, conectividade à internet, entre outras, que totalizaram aproximadamente R$ 450 milhões.”

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Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 12 de agosto, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País conta 103.118 óbitos registrados e 3.114.287 diagnósticos de Covid-19.

Por G1

Brasil tem 103.118 mortes por Covid-19, aponta consórcio de veículos de imprensa

O Brasil tem 103.118 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (12), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de terça-feira (11), 3 estados atualizaram seus dados: AM, PI e RR.

Veja os números consolidados:

  • 103.118 mortes confirmadas
  • 3.114.287 casos confirmados

Na terça-feira (11), às 20h, o balanço indicou: 103.099 mortes, 1.242 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.000 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Sobre os infectados, eram 3.112.393 brasileiros com o novo coronavírus, 56.081 confirmados no último período. A média móvel de casos foi de 43.474 por dia, uma variação de -6% em relação aos casos registrados em 14 dias.

Progressão até 11 de agosto

No total, 7 estados apresentaram alta de mortes: SC, MG, MS, AM, AP, TO e BA.

Em relação a segunda (10), SP e RS estavam com a média de mortes subindo e, hoje estão em estabilidade. AP estava com a média em estabilidade e, agora, está subindo.

Estados

  • Subindo: SC, MG, MS, AM, AP, TO e BA.
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: PR, RS, ES, SP, DF, GO, MT, PA, PE e PI.
  • Em queda: RJ, AC, RO, RR, AL, CE, MA, PB, RN e SE.

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Estados com a média de mortes subindo — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes subindo — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em estabilidade — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em estabilidade — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em queda — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em queda — Foto: Arte G1

Sul

  • PR: -4%
  • RS: +6%
  • SC: +62%

Sudeste

  • ES: -14%
  • MG: +29%
  • RJ: -34%
  • SP: +1%

Centro-Oeste

  • DF: +2%
  • GO: -11%
  • MS: +32%
  • MT: -13%

Norte

  • AC: –50%
  • AM: +44%
  • AP: +53%
  • PA: +10%
  • RO: -30%
  • RR: -45%
  • TO: +35%

Nordeste

  • AL: -19%
  • BA: +17%
  • CE: -30%
  • MA: -29%
  • PB: -22%
  • PE: -12%
  • PI: -7%
  • RN: -22%
  • SE: -31%

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Estudante de 16 anos morre por Covid-19 dias após dar à luz em Sorocaba

Gilda Costa foi internada grávida e morreu dias depois que o parto foi realizado. Bebê recebe os cuidados médicos; escola fez homenagem à aluna.

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

Estudante de 16 anos não resistiu ao coronavírus em Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook

Estudante de 16 anos não resistiu ao coronavírus em Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook

A estudante Gilda Santos Costa, que tinha 16 anos e estava no primeiro ano do ensino médio de uma escola estadual de Sorocaba (SP), morreu por coronavírus, na quarta-feira (5). A informação foi confirmada uma semana depois, nesta quarta-feira (12).

Gilda estava grávida e precisou ser internada após passar mal. A estudante teve o bebê prematuro durante a internação.

Segundo apurado pelo G1, a jovem estava internada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e o parto foi realizado no dia 21 de julho. A filha continuava no hospital até esta quarta-feira.

Sorocaba contabilizava, até terça-feira (11), 292 mortes por Covid-19 e 12.479 casos da doença.

Segundo amigos da jovem, Gilda era aluna da escola estadual Joaquim Izidoro Marins, que fica na zona norte da cidade. A unidade publicou uma homenagem em uma rede social.

“Com um jeitinho doce e um sorriso para oferecer, você conquistou amizades. Tua partida deixará saudades, que são a certeza de não te esquecer. Tão linda nossa menina, cheia de cachinhos e poucas palavras”, diz o texto.

A prefeitura informou em um boletim diário sobre mortes na cidade que a paciente era imunodeprimida, quando a imunidade fica debilitada.

O corpo de Gilda foi sepultado sem velório no dia 6 de agosto, no Cemitério Santos Antônio, em Sorocaba.

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60 idosos morreram por Covid-19 em abrigos no Ceará

Do total, 52 aconteceram em instituições situadas em Fortaleza, até o dia 7 de agosto. Outros 35 óbitos são investigados.

Por G1 CE

No Ceará, 60 idosos internados em instituições de longa permanência (ILPIs) morreram com causas relacionadas à infecção por Covid-19 do início da pandemia até 7 de agosto. Outros 35 óbitos são investigados. Os dados são de relatórios do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (Cedi).

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), o Ceará atingiu 8.043 óbitos e 191.540 casos confirmados de Covid-19 até o fim da tarde desta terça-feira (11). Outros 86.304 casos seguem em investigação.

Em todo o Estado, existem 60 abrigos do tipo ativos, com 1.710 idosos – considerados um dos principais grupos de risco para a Covid-19. Contudo, na semana a que se refere o levantamento, 13 unidades deixaram de prestar informações sobre a doença.

Lar que acolhe 55 idosos está precisando de ajuda

Só em Fortaleza, são 52 óbitos. Do total, 20 dessas instituições estão na capital cearense, com 643 idosos. Elas passam por fiscalização da 15ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

O promotor de Justiça Hugo Porto observa que os dados registrados nos abrigos seguem a tendência no Estado, de forma geral.

“A fase aguda veio primeiro em Fortaleza. Aqui, tivemos uma série de circunstâncias. Com a ida do vírus para o interior, os índices começam a ficar elevados, a gente percebe por uma consequência lógica. Ainda que tenham sido estabelecido os protocolos, mesmo assim, com o contato dos colaboradores, houve uma maior incidência nas ILPIs do Cariri”, analisa.

O promotor coordena a área do idoso do Grupo Especial de Combate à Pandemia do Novo Coronavírus do MPCE e afirma que foram contabilizados, recentemente, 41 testes positivos para a Covid-19 em idosos internados em uma unidade de Juazeiro do Norte, o que reforça a interiorização da doença.

Idosos celebram recuperação após contraírem Covid-19 — Foto: Arquivo Pessoal

Idosos celebram recuperação após contraírem Covid-19 — Foto: Arquivo Pessoal

“A gente verificou que a unidade estava com ausência de álcool em gel, distanciamento… Fizemos uma série de orientações. O que a gente espera é que as ILPIs sigam as dinâmicas de cada região. As taxas de óbitos em instituições de longa permanência de idosos são bem menores do que na população em geral. A mortalidade é bem menor”, detalha Hugo Porto.

Estabilização

O Lar Torres de Melo, um dos mais tradicionais de Fortaleza, entrou nesta semana sem casos confirmados e suspeitos de Covid-19, de acordo com a gerente de saúde do abrigo, Acácia Torres de Melo, 62.

“A fase crítica foi o mês de maio. Depois, as coisas começaram a estabilizar. No total, tivemos 19 óbitos, infelizmente, mas desde o dia 20 de junho não registramos mais mortes”, explica.

Já chega a 139 a soma dos idosos suspeitos, confirmados e já recuperados da doença no Lar. “Estamos mantendo todos os cuidados com o uso de álcool em gel, máscara e ainda a restrição das visitas para manter esse quadro mais estável aqui dentro. Os familiares continuam se comunicando pelas redes sociais, com o apoio da assistência. Os estágios em saúde daqui também estão suspensos, para não gerar aglomeração”, garante Acácia.

Dados da pandemia no Ceará:

  • A taxa de ocupação das UTIs cearenses é de 57,68%;
  • A taxa de ocupação das enfermarias cearenses é de 38,05%;
  • A letalidade da doença no Estado é de 4,2%
  • Houve 20 mortes confirmadas nas últimas 24 horas

Os números apresentados pela Secretaria da Saúde são atualizados permanentemente e fazem referência à disponibilidade dos resultados dos testes para detectar a presença dos vírus, ou seja, não necessariamente correspondem à data da morte ou do início da apresentação dos sintomas pelo paciente.

Veja como está o plano de retomada por região:

  • Fortaleza segue na fase 4 (cinemas e bares ainda não têm permissão de funcionamento)
  • Municípios da Macrorregião de Fortaleza avançam para a fase 4;
  • Macrorregiões do Sertão Central e Litoral Leste/Jaguaribe continuam na fase 2;
  • Macrorregião Norte segue para a fase 2;
  • Macrorregião do Cariri segue para a fase 1

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