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Reencontro entre cão sequestrado e criança autista emociona família em SP

Mãe relata que momento foi de muita emoção para família, já que criança estava até sem comer por saudade do cachorro. Polícia Civil iniciou investigação e conseguiu localizá-lo.

Por G1 Santos

Mãe relata que cachorro é muito importante para filho, que tem autismo nível 3. Foto mostra cão e menino após reencontro.  — Foto: Arquivo pessoal

Mãe relata que cachorro é muito importante para filho, que tem autismo nível 3. Foto mostra cão e menino após reencontro. — Foto: Arquivo pessoal

“É inexplicável a conexão deles. Agora o João está calmo, em paz, voltou a comer e dormir melhor. Estamos muito felizes”, disse ao G1,nesta segunda-feira (17), a mãe de João Rehem, de seis anos. O menino é autista e a família teve a residência invadida e o cachorro levado por bandidos em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Devido ao ocorrido, a criança não conseguia se alimentar desde o crime, sentindo falta do pet.

A mãe da criança, que prefere não se identificar, relata que o cachorro foi encontrado pela Polícia Civil. “A polícia me ligou. Eles não deram detalhes, porque ainda estão em investigação do crime, mas relataram que conseguiram localizar o cachorro. Então fomos até a delegacia e o pegamos de volta”, conta.

A mulher levou o filho com ela até a delegacia, para que ele acompanhasse a entrega do cachorro. O momento foi filmado pela família. “Crianças autistas têm o tempo e o jeito delas para perceberem e reagirem as coisas. O João estava inquieto desde o ocorrido, mas quando abriu a porta e ele viu o cachorro, já deu vários carinhos, deu para perceber o quanto estava feliz. Já o Lucke [cão] ainda estava agitado, parecia um pouco assustado desde que foi sequestrado”, explica.

A família reside em São Paulo e estava na casa de veraneio durante o fim de semana passado para passear. Ao retornar da praia, encontrou a residência arrombada e diversos pertences faltando, assim como o cachorro do menino. Televisão, aparelho de som e documentos foram levados junto com o animal. A família, com medo, retornou à Capital, mas manteve a esperança de encontrar Lucke.

Após a invasão, um homem chegou a entrar em contato com eles afirmando estar com o cachorro e exigindo resgate. Desde o sequestro do animal, João estava agitado e sem comer, conforme relatou a mãe.

Agora, o menino voltou a se alimentar. “Ele e o cachorro são muito unidos. Eu estava em desespero até encontrá-lo. não me importo de ter as outras coisas de volta, só o cachorro. Televisão, som, essas coisas a gente compra, mas o animal é único, insubstituível, muito importante para nós. Agora estamos aliviados e felizes”, diz a mulher.

A Polícia Civil relatou ao G1 que realizou trabalho investigativo para localizar o animal e fazer o resgate. O suspeito de levá-lo já foi identificado, mas está foragido. De acordo com o delegado titular Luiz Antônio Pereira, a polícia identificou a placa do carro do suspeito após o crime, por meio de câmeras de monitoramento da rua.

“Fizemos monitoramento pelo sistema Detecta, e ficamos acompanhando a movimentação desde a cidade de Mongaguá, até Praia Grande. Assim conseguimos localizar o bairro que o carro do criminoso ficava, que é na Vili Mirim. Depois da repercussão do caso, ele saiu da cidade e escondeu o cachorro em primeiro momento. Na residência estava a avó, ela atendeu e informou que ele estava viajando. Ela deixou a gente olhar a casa, mas o cachorro não estava lá”, relata o delegado.

De acordo com a autoridade policial, após viaturas comparecerem a residência do suspeito, a polícia recebeu a denúncia de que o cachorro foi deixado na casa do suspeito. Eles retornaram então ao local e a residência estava vazia, e o cão amarrado nos fundos. “Fizemos o resgate e o levamos ao veterinário. Como ele estava bem, no dia seguinte já entregamos à família, eles ficaram bastante felizes”, conta o delegado.

“O amor que tenho pelo cachorro é tão grande, que é como se fosse meu filho. Ele já está dormindo na nossa cama. Eu não sei te explicar de onde vem o apego do Lucke e do meu filho. O cão nem late por conta do autismo do João, porque ele [cachorro] entende que meu filho não gosta de barulho. Não sei te explicar essa conexão dos dois, mas é muito forte”, finaliza a mãe da criança.

Lucke é companheiro de uma criança com aspecto autista nível três. — Foto: Reprodução/Facebook

Lucke é companheiro de uma criança com aspecto autista nível três. — Foto: Reprodução/Facebook

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Polícia Civil investiga morte de menino de 1 ano e 10 meses achado em rio no Oeste de SC

Pais acionaram os bombeiros após criança desaparecer e buscas foram realizadas com auxílio de cão farejador em área rural de Luzerna.

Por Valéria Martins, G1 SC

Cão farejador foi levado de helicóptero até Luzerna para auxiliar nas buscas de menino de 1 anos e 10 meses — Foto: Bombeiros/Divulgação

Cão farejador foi levado de helicóptero até Luzerna para auxiliar nas buscas de menino de 1 anos e 10 meses — Foto: Bombeiros/Divulgação

Um menino de um ano e 10 meses foi encontrado morto em um rio em Luzerna, no Oeste catarinense, no sábado (15) poucas horas após ter desaparecido. Um helicóptero da Polícia Civil levou uma equipe dos bombeiros com cão farejador até a área rural da cidade para o trabalho de buscas à criança.

Uma perícia foi realizada no local e, a princípio, a criança morreu afogada. Segundo os bombeiros, não havia cercados próximo ao rio que impedissem o acesso do menino. A Polícia Civil esteve no local e investiga o caso.

Os bombeiros foram acionados pelos pais da criança ao não conseguirem encontrar o menino na localidade da Linha São Bento. Como a área é rural e havia possibilidade de ele ter se perdido na mata, o cão de resgate Iron dos bombeiros também foi levado ao local.

As buscas foram feitas também em um rio próximo à residência da família. Poucas horas após o início das buscas, o corpo do menino foi encontrado no rio no início da tarde de sábado (15), distante cerca de 500 metros da casa da família, segundo a prefeitura.

“As causas da morte serão confirmadas pela perícia, o laudo ainda não saiu, e a apuração da morte será realizada por inquérito policial, os motivos, eventual descuido por parte dos pais, será investigada essa tragédia”, explicou o delegado regional de Joaçaba, Lucas Ferreira Pinto.

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Após cinco meses fechado, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros deve ser reaberto na terça-feira

Unidade se prepara para receber os visitantes com protocolos de segurança para prevenção da Covid-19, após a prefeitura de Alto Paraíso de Goiás liberar o turismo.

Por Vanessa Chaves, G1 GO

Cachoeira de 120 metros é um dos atrativos turísticos da Chapada dos Veadeiros — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Cachoeira de 120 metros é um dos atrativos turísticos da Chapada dos Veadeiros — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros reabre na terça-feira (18), em Alto Paraíso de Goiás, região norte do estado, após cinco meses fechado. Segundo a concessionária responsável pelas visitações, a Soci Parques, as atividades serão retomadas seguindo todas as normas sanitárias e de segurança para a prevenção da Covid-19.

“Estamos esperançosos com essa reabertura, nossa expectativa é alta. Os visitantes vão ter todo o protocolo de segurança presente. Nossos funcionários estão prontos para recebê-los e orientá-los”, afirma o diretor da concessionária, Rafael Ferraz.

A data de reabertura foi definida após a publicação do decreto municipal de Alto Paraíso de Goiás, que permite a retomada de atividades econômicas da cidade, desde que haja fiscalização e aprovação da prefeitura. “Estamos fechados desde de 17 de março. O retorno é importante para nossa economia, turismo e movimento das pousadas”, ressalta Ferraz.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros vai receber apenas 60% da sua capacidade total. Os turistas podem entrar das 8h às 12h e precisam sair até as 18h.

As medidas de prevenção ao coronavírus seguem de acordo com o estipulado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Entre elas estão o uso de máscara por visitantes e funcionários e a aferição de temperatura corporal.

Ferraz destaca que os protocolos de segurança minimizam os riscos de contaminação para os colaboradores, turistas, moradores da região, condutores de visitantes e guias de turismo que irão voltar a frequentar o parque.

Atrações permitidas

Os visitantes terão acesso permitido à Trilha Amarela, de 11 km que leva aos Saltos, Carrossel e Corredeiras; à Trilha Vermelha, de 11 km, com acesso aos Cânions e Cariocas; e à Trilha Azul, da Seriema, com 850 metros.

A Travessia das Sete Quedas, por ser a mais longa – 23,5 km – e por abrigar o camping, permanecerá fechada.

A loja de souvenirs e a lanchonete também retomam suas atividades. Porém, não será permitido o consumo de alimentos no interior do Centro de Visitantes, apenas na área externa.

Medidas de segurança

O uso de máscaras será obrigatório por todo o acesso ao parque, a temperatura será aferida por meio de termômetros infravermelhos e, quando houver registro acima de 37,8 ºC, o visitante não poderá acessar ao parque e será encaminhado para um serviço público de saúde.

No Centro de Visitantes, bilheteria, lanchonete e nos sanitários foram instalados dispositivos de álcool gel e sinalizações que orientam sobre o distanciamento e os cuidados com a higiene e segurança para os visitantes.

O parque intensificou a rotina de limpeza e desinfecção de todas as áreas, inclusive as superfícies manipuláveis. De acordo com a concessionária, os funcionários do parque estarão com os EPIs necessários e seus uniformes desinfetados diariamente, assim como os equipamentos utilizados para a limpeza.

Os funcionários vão orientar os visitantes para que evitem aglomerações durante toda a permanência no parque, incluindo trilhas e atrativos. Para as trilhas, é importante que cada visitante leve sua quantidade suficiente de alimentos e água para que não haja compartilhamento, além de garantir o bom funcionamento do sistema imunológico.

Patrimônio Mundial

O parque tem 240 mil hectares e é apenas uma parte da região da Chapada dos Veadeiros, que é considerada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Estão em regiões próximas ou dentro da Chapada dos Veadeiros três aquíferos: o Guarani, o Urucuia e o Bambuí.

O Cerrado é um dos ambientes mais antigos do planeta, com mais de 2 bilhões de anos. É o segundo bioma de maior formação vegetal da América do Sul, perdendo apenas para a Amazônia. No Cerrado estão 62% das cavernas brasileiras (cerca de 4 mil), que ajudam a água da chuva a ir para o lençol freático, além de ser o berço de uma das maiores biodiversidades do mundo.

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Cotas raciais: 17 anos depois, UnB tem quase metade dos alunos negros; professores ainda são minoria

Universidade de Brasília é pioneira na ação afirmativa; aprovação ocorreu em 2003. Número de alunos pretos ou pardos passou de 10% para 48,7%.

Por Luíza Garonce e Carolina Cruz, TV Globo e G1 DF

Alunos da Universidade de Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: TV Globo/Reprodução

Alunos da Universidade de Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: TV Globo/Reprodução

Uma pesquisa social feita pela Universidade de Brasília aponta que, 17 anos após a aprovação das cotas raciais na instituição – primeira do país a adotar o sistema –, 48,7% dos alunos são autodeclarados negros ou pardos. O cenário mudou desde 2003, quando esse percentual não passava de 10%.

A proporção era ainda mais desigual quando analisados os professores: apenas 1% se identificavam como pretos. Nos últimos anos, a universidade também ampliou o número de docentes negros, mas eles ainda são minoria.

Entre os 636 docentes, 21% se identificam como pretos, pardos, indígenas ou amarelos. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, a autodeclaração racial não é obrigatória.

Apesar do aumento da representatividade, a diversidade na população da universidade federal ainda é inferior à de moradores da capital. No mais recente levantamento da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), realizado em 2018, o órgão apontava que 57,6% dos habitantes da capital eram negros – equivalente a 1,6 milhões de pessoas.

5,3 mil cotistas formados

UnB foi a primeira do país a adotar sistema de cotas raciais, em 2004

As cotas raciais foram aprovadas em 2003 e implementadas efetivamente no ano seguinte. Desde então, 5.372 estudantes que ingressaram na universidade nessa modalidade se formaram. Um deles é Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, advogado e membro da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).

“Quando eu entrei na UnB, em agosto de 2009, para fazer minha primeira graduação, os negros da minha turma eram única e exclusivamente restritos aos alunos ingressos pelo sistema de cotas, nada mais.”

Nauê afirma que estudou em “um ambiente que asfixiava” naquele início de graduação. Contudo, sentiu mudanças anos depois. “Quando eu entrei na UnB em 2014, para gerenciar um projeto, já pude perceber uma mudança. Era um perfil diferente”.

O cotista também deu aulas na instituição, entrando na estatística da minoria dos professores negros da universidade.

“Estamos vencendo. Não podemos retroagir agora, porque está dando certo”, destaca.

Fiscalização

Desde 2012, o princípio das cotas na UnB é a autodeclaração racial, e não mais a verificação das características dos candidatos por uma banca examinadora, como ocorreu nos primeiros anos. Ou seja, para concorrer no sistema, basta que o candidato se afirme como preto ou pardo.

Para garantir que as cotas cumpram o papel de reparação histórica de desigualdades sociais e raciais, a UnB tem feito sindicâncias para apurar fraudes no sistema. Em julho, 15 estudantes acabaram expulsos da universidade e duas ex-alunas, que já haviam se formado, tiveram os diplomas cassados

O professor da UnB e chefe de gabinete da reitoria Paulo César Marques afirma que punir estudantes que fraudaram o sistema “é uma forma de tornar a política mais forte, mais confiável”. Ele explica que as cotas para estudantes ajudam a aumentar o percentual também de professores negros.

“São rodas de uma mesma engrenagem. Às vezes, o resultado demora um pouquinho mais, mas a universidade está ficando mais democrática”.

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Jovem morre durante temporal em SC; ao menos 4 cidades foram atingidas por tornados

Morador de Joinville morreu no mar em Penha. Defesa Civil faz balanço de estragos causados por dois tornados, micro explosões, vento e granizo em 27 cidades de SC.

Por Valéria Martins e Marcos Pereira, G1 SC e NSC TV

Um jovem de 22 anos morreu após sair para pescar em Penha, no Litoral Norte catarinense. Ele despareceu no mar na noite de sexta-feira (14) durante forte temporal na cidade, quando o vento passou de 100 km/h, segundo a prefeitura de Penha. A Defesa Civil do Estado confirmou a morte como consequência dos temporais em Santa Catarina na noite de sexta-feira (14). Em todo estado, o órgão estadual registrou 16 feridos, 848 desabrigados e 650 desalojados.

Santa Catarina teve dois tornados, micro explosões, granizo e ventos fortes na sexta-feira (14). O Estado diz que quatro cidades, sendo três no Oeste e uma no Norte, foram atingidas pelos tornados.

Além disso, ao menos 27 municípios registraram estragos por causa dos fenômenos climáticos na noite de sexta-feira, De acordo com a Defesa Civil, em todo o estado, mas de 4 mil residências foram afetadas, 57 locais públicos, além de ao menos 100 locais particulares, como empresas.

Quatro cidades estão com abrigos ativos, mas os locais não foram detalhados pela Defesa Civil. Mais de 13 mil telhas foram distribuídas, além de rolos de lonas, cestas básicas e colchões.

Morte em Penha

Jovem morreu afogado em Penha durante temporal, segundo prefeitura e Defesa Civil de SC — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Jovem morreu afogado em Penha durante temporal, segundo prefeitura e Defesa Civil de SC — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Felipe Rodrigues morava em Joinville e foi passar o fim de semana em Penha. Ele saiu de caiaque para pescar com dois amigos na noite de sexta-feira na área da Ilha Feia e não foi mais visto, segundo a prefeitura da cidade.

Na manhã de sábado os bombeiros iniciaram as buscas e o corpo foi encontrado no mar próximo à praia do Quilombo de tarde . O Instituto Médico Legal de Itajaí confirmou que ele morreu por afogamento e o corpo foi sepultado na tarde deste domingo (16) no cemitério municipal de Joinville.

Segundo a prefeitura de Penha, além da morte do jovem no mar, na cidade também houve destelhamento de casas, árvores que caíram e falta de energia elétrica. A prefeitura distribuiu lonas na cidade, mas ninguém ficou desabrigado na cidade.

Situação nas cidades

Água Doce foi uma das três cidades do Meio-Oeste atingidas por um dos tornados e o prefeito assinou decreto de calamidade pública. Na região, Ibicaré e Tangará também foram atingidas.

“Estamos levantando todos os dados, mas atingiu cerca de 80% das nossas empresas, inclusive as duas maiores da cidade, com a parte produtiva destruída”‘, informou o prefeito de Tangará, Nadir Baú da Silva ao G1.

Segundo a Defesa Civil, o granizo foi mais forte em Vargem Bonita, também no Oeste, onde cerca de 80% das residências tiveram danos nos telhados. Os locais das micro explosões não foram detalhados.

Já o segundo tornado atingiu Irineópolis, no Norte do estado. A prefeitura informou que vai decretar situação de emergência na segunda-feira (17).

Ainda na região, Rio Negrinho teve destelhamentos. Na cidade árvores, como a Araucária, ficaram tortas pelo vento.

Em Rio Negrinho, casas também foram destelhadas, segundo prefeitura e defesa civil — Foto: Defesa Civil/Divulgação

Em Rio Negrinho, casas também foram destelhadas, segundo prefeitura e defesa civil — Foto: Defesa Civil/Divulgação

Já Garuva, uma das cidades mais afetadas pelo ciclone bomba no fim de julho, também teve destelhamentos. Segundo a prefeitura, a intensidade do evento climático deste fim de semana não foi tão forte quando o de junho.

Em pouco mais de dois meses, além desses fenômenos, Santa Catarina enfrentou uma série de fenômeno climáticos que causaram prejuízos milionários aos cofres públicos, feridos e mortos: tornado no Oeste em Descanso (10 de junho), “ciclone bomba” (30 de junho), chuva com enxurradas e alagamentos (7 de julho).

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Homem invade Comando da PM na Zona Leste de SP e é morto por policiais

Ele chegou em uma motocicleta e apontou arma para os policiais, segundo a Polícia Militar. O órgão verificou que a arma era falsa e que ele tinha uma carta de despedida.

Por Ariane Brione, TV Globo e G1 SP

Homem entra em Comando da Polícia na Zona Leste — Foto: Reprodução

Homem entra em Comando da Polícia na Zona Leste — Foto: Reprodução

Um homem invadiu a sede do Comando de Policiamento de Área Metropolitana Quatro, na Zona Leste de São Paulo, e foi morto por policiais na tarde deste domingo (16).

Segundo a Polícia Militar, por meio de sua assessoria de imprensa, o homem estava em uma motocicleta e, ao descer do veículo, sacou uma arma e caminhou na direção dos policiais.

Ainda segundo a SSP, um policial interveio e o homem foi atingido. O resgate foi acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos. Com ele, foi encontrada uma carta de despedida.

De acordo com a PM, depois de o homem ser morto, foi verificado que a arma era falsa.

O caso está sendo registrado no Plantão de Polícia Judiciária Militar, onde será instaurado um Inquérito Policial Militar, e no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

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PF encontra R$ 60 mil na conta de suspeito de integrar ‘central de fraude’ do auxílio emergencial

Polícia Federal começou a cruzar os dados obtidos na investigação sobre a quadrilha. Nove pessoas foram detidas em uma chácara em Lençóis Paulista; oito permanecem presas.

Por Alan Schneider, TV TEM

Polícia prende quadrilha suspeita de aplicar golpes para roubar auxílio emergencial em Lençóis Paulista — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Polícia prende quadrilha suspeita de aplicar golpes para roubar auxílio emergencial em Lençóis Paulista — Foto: Polícia Militar/Divulgação

A Polícia Federal começou a cruzar os dados obtidos com a investigação sobre a quadrilha que mantinha uma “central de fraude” do auxílio emergencial em uma chácara na zona rural de Lençóis Paulista (SP).

Nove pessoas foram detidas no local na noite de terça-feira (11) e oito permaneceram presas após a ação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar. A Polícia Federal, que está à frente das investigações, já identificou na conta de um dos suspeitos o valor de R$ 60 mil.

Segundo o delegado da PF, Ênio Bianospino, essa quantia provavelmente também é referente as outras fraudes do benefício.

“Tudo indica que esse valor é de outros golpes aplicados. Esse valor de R$ 60 mil é de apenas uma conta. Outras contas já foram bloqueadas pela Caixa, mas ainda não temos o conteúdo.”

PF divulga novas informações sobre ‘central de fraude’ ao auxílio emergencial na região

Durante a operação, foram apreendidos na propriedade quatro carros, uma moto, 19 cartões bancários, cerca de 300 chips de celulares, R$ 60 mil em dinheiro e vários cheques totalizando R$ 26 mil. Os criminosos armazenavam dados de moradores, como CPF, RG e endereço, para criar perfis falsos na Caixa e sacar o auxílio emergencial de forma indevida.

Já durante toda a quarta-feira (12), a Polícia Federal fez a perícia na chácara utilizada pelos criminosos. “Os computadores apreendidos serão encaminhados pra laboratório. Os discos rígidos foram retirados e serão periciados pra identificar as vítimas cadastradas”, informou o delegado da PF.

De acordo com a polícia, os criminosos provavelmente escolheram o local para praticar o crime por ser uma região deserta. Moradores relataram que não perceberam a movimentação da quadrilha até esta semana, quando carros de luxo começaram a chamar atenção.

Grupo suspeito de criar perfis falsos na Caixa para sacar auxílio foi localizado em chácara de Lençóis Paulista — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Grupo suspeito de criar perfis falsos na Caixa para sacar auxílio foi localizado em chácara de Lençóis Paulista — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Os dados dos criminosos vão ser encaminhados para a Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial (BNFAE), criada pela Polícia Federal, que possibilitará a investigação da atuação do grupo criminoso.

“Os dados dos presos nessa operação serão cruzados pra identificar outros golpes. A Caixa Federal vai nos informar se houve transferências, pagamento de boletos e saques”, disse o delegado.

Nove pessoas estavam na chácara, mas oito delas foram presas. Seis homens, entre 25 e 36 anos, e duas mulheres, de 20 e 25 anos. Outra mulher também vai ser investigada, mas não ficou presa.

“Essa mulher está grávida e alegou que tinha ido ao local pra pegar as roupas sujas dos envolvidos pra mandar lavar. Mas já identificamos que ela tem uma cerca quantia na conta bancária. Ela também será investigada”, apontou Ênio Bianospino.

Dos seis homens, quatro são de Birigui, na região de São José do Rio Preto, e dois de Lençóis Paulista. Por causa da grande quantidade de equipamentos de alta tecnologia, o delegado acredita que a quadrilha agia em outras cidades.

“Acreditamos que a quadrilha migrava de cidade pra cidade. Na chácara em Lençóis Paulista, o contrato assinado com o dono do local era de 27 de julho. O valor do aluguel foi pago adiantado”, finaliza.

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1.184 aparelhos chineses foram entregues a unidades de saúde do estado de SP; material faz parte de compra investigada da China

Últimos 30 equipamentos de anestesia que serão adaptados para serem usados como respiradores chegaram no dia 5 de agosto e serão usados pelo governo paulista no tratamento da Covid-19. Compra é investigada pelo MP e teve pagamento antecipado de R$ 242 milhões.

Por Bárbara Muniz Vieira, G1 SP — São Paulo

SP recebe últimos aparelhos de anestesia que serão usados como respiradores; material faz parte de compra investigada da China — Foto: Divulgação

SP recebe últimos aparelhos de anestesia que serão usados como respiradores; material faz parte de compra investigada da China — Foto: Divulgação

Unidades de saúde do estado de São Paulo já receberam 1.184 respiradores e equipamentos de anestesia que serão usados como respiradores para tratamento de pacientes com Covid-19, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Os últimos equipamentos do tipo AX400 chegaram no dia cinco de agosto ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Esses equipamentos fazem parte da compra da China que atrasou para chegar e teve pagamento antecipado de R$ 242 milhões. A compra é investigada pelo Ministério Público (MP) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

No total, 1.280 respiradores foram comprados, sendo 920 SH300 e 360 AX400. Desses, 96 ainda estão em fase de calibragem e preparação para destinação aos serviços de saúde dos municípios paulistas.

O SH300 é um respirador para equipar leitos de UTI; já o AX400 é um equipamento de anestesia que também opera como respirador, e pode ser equipado em leitos de enfermaria, para atender casos de baixa complexidade. As máquinas são fabricadas por duas empresas chinesas – a Shenzen Comen (AX 400), uma companhia privada; e a Eternity, que é estatal.

O governador João Doria (PSDB) anunciou no dia 29 de abril que compraria 3 mil respiradores por US$ 100 milhões, o equivalente a R$ 550 milhões, com pagamento antecipado de US$ 44 milhões (R$ 242 milhões).

A negociação foi fechada com uma representante dessas fabricantes – a Hichens Harrison Partners, com sede nos Estados Unidos. A Secretaria Estadual da Saúde conseguiu pareceres favoráveis dos procuradores do estado para comprar os equipamentos em caráter de emergência, sem licitação.

Por causa do atraso da entrega e das investigações do MP-SP e do TCE, o governo do estado decidiu manter apenas as compras que já tinham sido pagas – um total de 980 respiradores – e cancelou o restante da aquisição. A Hichens concordou e garantiu que enviaria os equipamentos até meados de junho.

No dia 26 de junho, a empresa obteve liminar em seu favor após início de providências administrativas para rescisão do contrato por parte da Secretaria da Saúde. O mandado de segurança anulou a rescisão unilateral e concedeu o direito à ampla defesa para a empresa. Nesse ínterim, considerando o andamento dos trâmites rescisórios, os equipamentos foram recebidos pela pastada saúde (veja mais detalhes abaixo).

Essa última leva de equipamentos AX400 não está na lista de 96 respiradores cadastrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Eles estão registrados pela agência como equipamentos de anestesia.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que aparelhos de anestesia podem ser usados como respirador, com algumas particularidades. Este assunto, inclusive, foi abordado pelo conselho na “Palestra Manuseio das Vias Aéreas do Paciente no Covid-19”. (veja as ressalvas abaixo)

Segundo a empresa Hichens, Harrison&Co, que trouxe os equipamentos comprados pelo governo de São Paulo, os aparelhos AX400 receberam liberação da FDA (sigla em inglês para Administração de Alimentos e Remédios, a autoridade sanitária dos EUA) para ser comercializada pela Hichens como respirador no mercado norte-americano durante a pandemia.

No total, o governo estadual já redistribuiu 3.768 ventiladores pulmonares a hospitais e municípios para ampliação de novos leitos de Terapia Intensiva no Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

Carregamento de equipamentos de anestesia que serão usados como respiradores em São Paulo que chegaram em junho ao Aeroporto Internacional de Guarulhos — Foto: Divulgação

Carregamento de equipamentos de anestesia que serão usados como respiradores em São Paulo que chegaram em junho ao Aeroporto Internacional de Guarulhos — Foto: Divulgação

Repactuação

Segundo a Hichens, Harrison&Co, a venda original para o governo de São Paulo, “que envolve respiradores e máquinas de anestesia adaptadas para uso como respiradores, era de três mil unidades. Esse volume total foi repactuado para 1.280, e foi quitado com os 30% pagos como adiantamento pelo governo paulista. A redução se deu devido à sobrecarga de pedidos que a fabricante chinesa recebeu, de cerca de 80 países – o governo chinês, para poder atender todos os compradores, limitou o número de equipamentos a serem entregues por comprador a lotes de 150 unidades.”

A empresa informou também que “dentro do pedido original havia mil máquinas do modelo AX400, e isso foi reduzido para 360 unidades. Destas, 50 já haviam sido entregues, já foram testadas e se encontram em uso no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Mais 150 já estão prontas e serão coletadas na fábrica ao longo desta semana – a coleta vai mobilizar quatro caminhões por lote de 50 unidades e leva até quatro dias para ser concluída.”

O secretário-executivo de Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro, disse, em entrevista à GloboNews, que “na compra do governo de São Paulo a aquisição parcial de equipamentos de respiração mecânica, que são primariamente utilizados para anestesia, mas que foram devidamente ajustados para uso à beira-leito de UTIs. Todos esses respiradores com esses ajustes já distribuídos na cidade de São Paulo e estão sendo plenamente utilizados sem nenhum prejuízo, sem nenhuma dificuldade de operação ou de dificuldade de uso junto aos pacientes”.

Ainda segundo ele, “os valores variam de acordo com cada equipamento. Os equipamentos de ventilação mecânica ajustados de anestesia têm um valor menor, cerca de US$ 20 mil, os aparelhos inicialmente definidos como respiradores têm um valor um pouco maior. Tanto os respiradores como os carrinhos ajustados para respiradores, todos se prestam para uso em UTI.”

Ressalvas do Cremesp

Embora tenha aprovado o uso dos aparelhos de anestesia, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) fez as seguintes ressalvas:

  • fabricantes de aparelhos de anestesia no mundo emitiram notas informando que os aparelhos não foram desenhados para manter o paciente em ventilação por períodos de dias prolongados, pois esses equipamentos precisam ser testados diariamente;
  • interrupção momentânea do uso desses equipamentos como ventiladores para os devidos testes previstos pelos fabricantes. Isso garante que ele pode funcionar por mais tempo;
  • problema para fazer os testes é que é pode haver dispersão de aerossol, o que é considerado um momento crítico, possibilitando algum grau de contaminação, pois o filtro não é 100%.

Compra investigada

Inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) anunciou a compra da China de 3 mil respiradores das fabricantes Comen e Beijing Eternity pelo total de US$ 100 milhões (equivalente a R$ 550 milhões), com pagamento antecipado de US$ 44 milhões (R$ 242 milhões).

A negociação foi fechada com uma representante dessas fabricantes – a Hichens Harrison Partners, com sede nos Estados Unidos. A Secretaria Estadual da Saúde conseguiu pareceres favoráveis dos procuradores do estado para comprar os equipamentos em caráter de emergência, sem licitação.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e o Tribunal de Contas do Estado abriram investigações para apurar possíveis irregularidades nesta compra. O promotor José Carlos Blat se baseou em uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, que aponta que os respiradores tiveram o preço médio de R$ 180 mil cada, quando modelos similares no mercado custam R$ 60 mil, o que poderia caracterizar improbidade administrativa.

O governo justificou a compra sem licitação e o preço pelo caráter emergencial da pandemia e pelo prazo de entrega rápido apresentado pelo fornecedor, em um momento que há dificuldade no mundo inteiro para compra de equipamentos para ampliação de leitos. A empresa, no entanto, não cumpriu os prazos iniciais estipulados e houve atraso na entrega previstas das remessas dos aparelhos.

Os problemas com a entrega resultaram em uma renegociação para a entrega de 1.280 respiradores, menos da metade do previsto inicialmente, pelo valor equivalente que já havia sido antecipado. No dia 20 de maio chegou o primeiro lote com apenas 50 aparelhos desta compra, bem menos que o previsto.

Segundo o MP, o pagamento antecipado vai contra a regra para compras públicas. Além disso, os promotores estão investigando o motivo do atraso na entrega dos equipamentos e também querem saber porque o governo do estado acertou a compra dos respiradores sem exigir contrato nem garantias do fornecedor. Nesta terça, representantes da intermediária americana prestaram esclarecimentos ao órgão.

Em nota enviada ao G1 no início de junho, o governo afirma que “o contrato firmado junto à Hichens prevê a devolução do dinheiro e multa de 10% sobre o valor caso haja descumprimento das cláusulas do documento. O Governo do Estado antecipou o pagamento de US$ 44 milhões diretamente à Hichens mediante o parecer da Procuradoria Geral do Estado, reconhecendo a urgência da aquisição e prática global de antecipação no mercado. As compras emergenciais seguem a Lei 13.979 da COVID-19”.

Em entrevista ao SP2 no início do mês, representante da Hichens no Brasil disse que a empresa entregaria os 1.280 respiradores até final de junho.

“Nós assumimos o compromisso, nós temos esse projeto, não é um projeto financeiro, é um projeto humanitário. A gente quer trazer as máquinas pra ajudar o Brasil. Então nós estamos comprometidos a trazer as máquinas e entregar até dentro do aeroporto”, disse Fabiano Kempfel.

Respiradores chegam a São Paulo nesta terça-feira (26) — Foto: Divulgação

Respiradores chegam a São Paulo nesta terça-feira (26) — Foto: Divulgação

O governo estadual informou que os novos equipamentos que chegaram em junho se juntam a outros 60 unidades, que chegaram anteriormente e seriam instalados em hospitais da Grande São Paulo, Piracicaba e no AME Campinas.

Os outros ventiladores foram adquiridos junto à empresa nacional Magnamed, após decisão judicial que derrubou requisição do Ministério da Saúde da totalidade da produção nacional.

No total, são 443 respiradores adquiridos pelo governo estadual e 150 ventiladores de transporte doados pelo Ministério da Saúde, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Os equipamentos eram esperados para a abertura de novos leitos de UTI, em um momento em que o sistema de saúde no estado já estava pressionado em com altas taxas de ocupação.

Respiradores da China

Ministério Público apura compra de 3 mil respiradores para atender pacientes com Covid-19

Em abril, o coronavírus já avançava rápido no estado de São Paulo e os leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) começaram a ficar cheios. A secretaria de Saúde precisava com urgência de respiradores para dar conta da demanda que viria.

Alegando compra emergencial, o governo do estado dispensou licitação. O processo teve o aval da Procuradoria-Geral do estado. Pareceres dos procuradores aprovaram a operação por se tratar de situação excepcional.

Na proposta original, ficou acertada a compra de 3 mil peças de fabricantes chineses. Um dos modelos, um ventilador pulmonar, custou US$ 40 mil a peça – o equivalente a R$ 220 mil. O outro, um ventilador de anestesia, custou a metade – US$ 20 mil, ou R$ 110 mil.

A Secretaria Estadual de Saúde acertou toda a transação com uma empresa intermediária, a Hichens Harrison Capital Partners, com sede nos Estados Unidos, que se apresentou como representante das fabricantes chinesas no Brasil.

Foi a Hichens que estabeleceu os prazos de entrega dos equipamentos. Seis lotes sendo um com entrega no fim de abril e o último, no início de junho.

A Secretaria do Estado de Saúde afirmou que fechou negócio com os chineses porque a Hichens Harrison Capital Partners, empresa com sede nos Estados Unidos e representante das fabricantes chinesas no Brasil, apresentou menor prazo de entrega.

Após o atraso do primeiro lote, com 500 aparelhos, a Hichens avisou que não conseguiria cumprir o prazo combinado e o governo do estado já tinha pago adiantado 30% da compra.

Em um e-mail em resposta à cobrança do estado, o presidente da Hichens, Pedro Leite, explica que, por causa da pandemia, a China passa por um “caos logístico” e que as autoridades passaram a limitar o envio de mercadorias a no máximo 150 peças por avião.

O estado, então, decidiu manter apenas as compras que já tinham sido pagas – um total de 980 respiradores – e cancelaria o restante da aquisição. A Hichens concordou e garantiu que enviaria os equipamentos até meados de junho.

O alto valor das compra, a preços acima dos de mercado, e o descumprimento dos prazos de entrega chamaram a atenção do Ministério Público. Os promotores questionam a falta de contrato e de garantias do negócio – em aquisições que foram pagas adiantadas.

A apuração tenta ainda saber mais detalhes sobre a presença na transação de Basile Pantazis, um ex-tesoureiro do PTB no Paraná nos anos 2000. Basile já foi alvo de uma investigação do Ministério Público, por suspeita de fraude no Detran paranaense.

É ele quem envia, em nome da Hitchens, a proposta de venda dos respiradores chineses para a secretaria de Saúde.

No email enviado à secretaria no começo de abril, Basile deseja sucesso para o governo no combate à pandemia que assola milhares de pessoas sem recursos e sem esperança” e termina dizendo: “que Deus nos ajude a todos”.

A Secretaria Estadual da Saúde disse que o pedido original de 3 mil respiradores foi repactuado e teve como premissa a entrega dos equipamentos até meados de junho e que então o número de respiradores comprados da Hichens Harrison passa a ser de 1.280.

De acordo com a pasta, o contrato prevê a devolução do dinheiro e multa de 10% sobre o valor caso haja descumprimento de cláusulas.

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Pazuello não faz menção aos 105 mil mortos pela Covid-19 no Brasil em reunião com a OMS

O ministro interino da Saúde preferiu destacar quantos brasileiros se recuperaram da Covid. Ele falou das compras de medicamentos, aumento do número de leitos de UTI e disse que o sistema público de saúde está preparado e que as ações do governo para combater a pandemia estão corretas.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, participou de uma reunião com a OMS. E, ao apresentar um balanço da atuação do governo na pandemia, não fez nenhuma menção aos mais de 105 mil mortos pela Covid.

Eduardo Pazuello preferiu destacar quantos brasileiros se recuperaram da Covid. Na declaração para a Organização Mundial da Saúde, o ministro interino falou das compras de medicamentos, aumento do número de leitos de UTI, disse que o sistema público de saúde está preparado e que as ações do governo para combater a pandemia estão corretas.

“Equipamos nosso sistema de saúde para responder à altura a essa pandemia, assegurando atenção médica e tratamento adequados a todos os que precisam. Estamos entre os líderes mundiais em pacientes recuperados, o que evidencia o acerto das ações do governo brasileiro em resposta à pandemia”, disse.

Mas, segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde, a explicação para o número alto de recuperados é porque o Brasil apresenta também um número elevado o de infectados. E ainda lembrou que existe subnotificação.

“Se nós tivéssemos um plano nacional de enfrentamento à Covid, tratado entre todas as esferas de gestão e também com participação do controle social, certamente milhares dessas vidas teriam sido salvas”, afirmou Fernando Pigatto.

O ministro também falou com deputados e senadores da comissão que acompanha as ações do governo no enfrentamento à pandemia. Eles cobraram o ministro em várias questões, principalmente pela falta de medicamentos para a intubar os pacientes nas UTIS.

“A demanda, a reclamação, ela parecer insistir, o que se pode ser feito a mais com relação a esses equipamentos, em especial, para intubação em quantidade compatível com a expectativa de demanda no sistema de saúde”, disse o deputado Francisco Júnior, do PSD/GO, relator da comissão.

Pazuello reconheceu que houve falta de medicamentos, mas disse que kits de intubação já foram distribuídos e que a partir desta semana, estados e municípios vão receber novas remessas vindas do exterior. Informou também que foi feito um pregão eletrônico para dar estabilidade para o fornecimento desses remédios, a partir de agora.

Os parlamentares lembraram que o Tribunal de Contas da União apontou que os recursos para o combate à Covid estavam sendo usados em ritmo lento. Pazuello informou que usou 56% do que foi destinado à pandemia e que o restante vai ser repassado ao longo dos próximos meses. De acordo com o ministro, R$ 25 bilhões ainda vão chegar aos fundos municipais e estaduais de saúde.

O ministro falou também sobre vacinas. Disse que o governo está acompanhando todos os projetos que estão surgindo, inclusive a vacina russa, que ainda não apresentou, segundo ele, informações seguras.

“Nós estamos atentos a vacina russa e caso essa prospecção seja positiva, nós devemos também participar. Eu posso afiançar os senhores que a AstraZeneca com Oxford ainda é a nossa melhor opção, estamos nela, e vamos fazer a contratação, acredito que até na próxima sexta-feira já com o pagamento, já com o empenho de recursos para a empresa AstraZeneca”, explicou.

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‘Nunca havia visto uma coisa tão bizarra’, diz delegado sobre estúdio de pornografia infantil; alemão foi preso em área de mata

No estúdio para produção de pornografia infantil, em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio, gangorra, piscina de plástico e brinquedos se misturavam com objetos eróticos.

Por Luana Alves, Bom Dia Rio

esquema de pornografia infantil que o alemão Klaus Berno Fischer, de 73 anos, é suspeito de ter montado na Zona Oeste do Rio, surpreendeu e revoltou até mesmo os policiais envolvidos em sua captura.

“Foi um choque. Nesse tempo de polícia que eu tenho, nunca havia visto uma coisa tão bizarra, tão agressiva. Terror, mesmo. Um horror era o que havia lá. Requintes de sadomasoquismo além do comum. Realmente fiquei horrorizado”. disse o delegado Luis Maurício Armond.

No estúdio para produção de pornografia infantil, em Santíssimo, gangorra, piscina de plástico e brinquedos se misturam com objetos eróticos.

Agentes da 35ªDP (Campo Grande) prenderam Klaus na noite desta quinta-feira (13). Ele foi encontrado em uma área de mata Seropédica, Baixada Fluminense. De acordo com policiais, ele tentou fugir, mas caiu e ficou ferido.

Os policiais conseguiram chegar até o suspeito depois que uma das mulheres apontadas como aliciadoras do esquema deu informações sobre onde estava Fischer.

Agora a polícia vai investigar quem são os receptores do conteúdo. No estúdio onde o material era produzido foram encontrados mais de 30 mil vídeos com crianças.

Klaus Fischer, de 73 anos, é suspeito de aliciar menores para a produção de pornografia infantil na Zona Oeste do Rio. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Klaus Fischer, de 73 anos, é suspeito de aliciar menores para a produção de pornografia infantil na Zona Oeste do Rio. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Conteúdo ilegal vendido internacionalmente

O material produzido era vendido para clientes do mundo todo na deep web, a camada obscura da internet. As vítimas eram aliciadas em comunidades de Santíssimo.

Crianças de diversas idades eram fotografadas e filmadas no estúdio localizado pela polícia nesta quinta (13).

De acordo com os policiais, o alemão possui visto de permanência no país.

“Ele tem uma agência de viagens que temos a desconfiança de que estaria envolvida nestas atividades de violência sexual, inclusive com turismo sexual”, destacou o delegado.

Os investigadores chegaram ao local a partir da denúncia de uma mãe, que foi até a 35ª DP (Campo Grande) para denunciar os abusos contra as filhas, de 12 e 14 anos. De acordo com o delegado, ela estava acompanhada de uma amiga, que tem uma filha de 5 anos de idade.

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