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NUVEM DE TAGS

Controle de acesso forma filas na Supervia, no metrô e nas barcas

Desde sábado (21), somente trabalhadores de serviços considerados essenciais podem entrar no Município do Rio.

Por Bom Dia Rio

Controle de acesso forma filas em estações dos trens e metrô nesta segunda (23)

Controle de acesso forma filas em estações dos trens e metrô nesta segunda (23)

O controle de acesso montado pela Polícia Militar no transporte público do Grande Rio formou filas no início da manhã desta segunda-feira (23), o primeiro dia útil do isolamento da capital.

Desde sábado (21), somente trabalhadores de serviços considerados essenciais (veja a lista abaixo) podem entrar no Município do Rio. A restrição faz parte de um pacote de medidas do governo do estado para conter o avanço do coronavírus.

Policiais militares conferem carteira de trabalho ou crachá dos passageiros para liberar o acesso. Quem não pertencer às categorias liberadas precisa voltar para casa.

Às 6h30, a fila da triagem na Estação Nova Iguaçu da Supervia tomava os três lances da rampa de acesso e se estendia pela calçada.

Embora menores, no mesmo horário, filas se formavam na Estação Arariboia da CCR Barcas e na Estação Pavuna do metrô. Lá, às 7h, a espera era de meia hora.

O decreto do governador Wilson Witzel determina que a capacidade de lotação de todos os meios de transporte do estado seja restrita à metade.

Passe Livre dos estudantes foi suspenso — o de idosos e deficientes está mantido.

Fila para a Estação Nova Iguaçu da Supervia — Foto: Reprodução/TV Globo

Fila para a Estação Nova Iguaçu da Supervia — Foto: Reprodução/TV Globo

Quem pode embarcar para o Rio

  • Servidores públicos (inclusive aqueles relacionados às Forças Armadas, bombeiro militar e agentes de segurança pública);
  • Profissionais da saúde (inclusive individuais que prestem serviços de atendimento domiciliar, menos os serviços de natureza estética);
  • Pacientes em tratamento de saúde, com um acompanhante, desde que estejam com atestado médico, agendamento ou outro documento que comprovem a condição médica;
  • Funcionários de bares, restaurantes e lanchonetes;
  • Empregados de farmácias e drogarias;
  • Trabalhadores de pet-shops e veterinárias;
  • Revendedores de água e gás;
  • Profissionais do setor de serviços, como transporte e logística, limpeza e manutenção;
  • Porteiros e vigilantes;
  • Garis;
  • Profissionais da imprensa e de telecomunicações;
  • Agentes funerários;
  • Frentistas;
  • Funcionários das indústrias de alimentos, farmacêutica, higiene e limpeza.
Saiba quem são os profissionais autorizados a se deslocar entre municípios

Saiba quem são os profissionais autorizados a se deslocar entre municípios

Estações fechadas

Além da triagem da PM na porta, meios de transporte também fecharam parte das estações.

Fila na Estação Nova Iguaçu — Foto: Reprodução/TV Globo

Fila na Estação Nova Iguaçu — Foto: Reprodução/TV Globo

Na Supervia, nove estações não estão funcionando:

  • Ramal Japeri: Paracambi, Lagos, Presidente Juscelino e Olinda;
  • Ramal Belford Roxo: Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali;
  • Ramal Saracuruna: Campos Elíseos e Jardim Primavera.

A Estação Corte 8, que chegou a ser fechada no sábado, reabriu nesta segunda.

Na CCR Barcas, estão desativadas as linhas Praça-15-Charitas e Praça 15-Cocotá.

Plataforma de embarque das barcas em Arariboia — Foto: Reprodução/TV Globo

Plataforma de embarque das barcas em Arariboia — Foto: Reprodução/TV Globo

Linhas de ônibus intermunicipais não estão entrando na capital.

Gente em pé no BRT

O Bom Dia Rio flagrou, por volta das 6h40 desta segunda-feira, passageiros em pé nos ônibus do Corredor Transoeste do BRT.

Na semana passada, o prefeito Marcelo Crivella determinou que os coletivos só partissem com usuários sentados.

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Rio tem pelo menos 24 casos de coronavírus suspeitos em comunidades, segundo Secretaria Municipal de Saúde

Os dados são de quinta-feira (19), quando foi feito o último balanço pela equipe de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio. Primeiro caso foi confirmado na Cidade de Deus neste sábado (21).

Por G1 Rio

Na última quinta-feira (19), havia pelo menos 24 casos suspeitos do novo coronavírus em comunidades do Rio, segundo balanço inédito feito pela equipe de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

Neste sábado (21) foi confirmado o primeiro caso em comunidades carentes da capital, na Cidade de Deus. A situação tem preocupado especialistas, já que moradores dessas regiões sofrem com más condições de saúde e saneamento, fatores desfavoráveis ao combate da doença.

Os casos confirmados e suspeitos são divulgados por bairros e não há no sistema da Prefeitura do Rio a distribuição por comunidades. A Cidade de Deus aparece porque é uma das poucas comunidades que são classificadas como bairros oficiais.

A equipe de Vigilância em Saúde da SMS, no entanto, tem feito levantamentos para passar a identificar casos em comunidades. O último deles é do dia 19 de março e o próximo será feito ao longo da semana, segundo o órgão.

Até quinta-feira, os 24 casos eram investigados nas seguintes localidades:

  • Manguinhos – 6
  • Jacarezinho – 5
  • Rio das Pedras – 5
  • Vilar Carioca – 2
  • Vidigal – 1
  • Rocinha – 1
  • Mangueira – 1
  • Cidade de Deus – 1
  • Acari – 1
  • Complexo Caju – 1

Até este domingo (22), 186 casos do novo coronavírus foram confirmados no estado do RJ, com 3 mortes.

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Últimas notícias sobre os mercados em 23 de março

Mercados globais voltam a afundar com mais medidas restritivas adotadas pelos países para conter o avanço do coronavírus e aumento dos temores de recessão.

Por G1

As bolsas europeias operam novamente em baixa nesta segunda-feira (23), em meio ao avanço do número de mortes provocadas pelo coronavírus e com vários países ampliando medidas restritivas para tentar frear a propagação da pandemia de coronavírus.

As bolsas asiáticas fecharam em queda, com os índices acionários da China recuando ao nível mais baixo em 13 meses. Nos EUA, os índice futuros também apontava para mais uma sessão de perdas.

Também pesava nos mercados o fracasso no domingo do Congresso dos EUA de aprovar um plano para mobilizar cerca de US$ 2 trilhões de dólares para apoiar a economia norte-americana.

Veja os principais destaques do dia:

  • Bolsa de Londres: opera em queda de 3,85%
  • Bolsa de Frankfurt: queda de 2,87%
  • Bolsa de Paris: queda de 3,02%
  • Bolsa de Madri: queda de 3,05%
  • Petróleo WTI: opera em queda de 1,94%, a US$ 22,19
  • Petróleo Brent: opera em queda de 5,86%, a US$ 25,40
  • Bolsa de Tóquio: fechou em alta de 2,02%
  • Bolsa de Xangai: fechou em queda de 3,11%
  • Bolsa de Seul: fechou em queda de 5,34%
  • Bolsa de SINGAPURA: fechou em queda de 7,35%
  • Bolsa de Sydney: fechou em queda de 5,62%

Atualizado às 8h30

Últimos destaques

  • O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, afirmou que o impacto do surto de coronavírus colocará a Europa em recessão, mas deve ser transitória e a região deve voltar a ter um crescimento positivo do PIB no segundo semestre.
  • Para Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, o choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001, e a economia global vai sofrer anos até se recuperar do impacto da pandemia de coronavírus.

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Casos de coronavírus no Brasil em 20 de março

Secretarias estaduais de saúde contabilizam 651 infectados em 23 estados e no DF. Último balanço oficial do Ministério da Saúde aponta 621. Estados do Amapá e do Mato Grosso registram primeiros casos. Já são sete mortos no Brasil.

Por G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 11h35 desta sexta-feira (20), 651 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 23 estados e no Distrito Federal.São sete mortes no Brasil, duas no Rio de Janeiro e cinco em São Paulo, onde o Ministério da Saúde registrou apenas quatro mortes.

Os estados do Amapá e do Mato Grosso identificaram seus primeiros casos. O Pará já registrou dois homens infectados, na faixa etária dos 35 anos, e o Acre alcançou quatro casos. Somente o Maranhão, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram casos.

Confira o balanço das secretarias de Saúde:

Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil

EstadoSecretarias da SaúdeMinistério da Saúde
AC43
AL44
AP10
AM33
BA3130
CE2420
DF4242
ES1311
GO1512
MA00
MT10
MS97
MG2929
PA21
PB11
PR2323
PE2828
PI30
RJ6665
RN11
RS3728
RO00
RR00
SC2120
SP286286
SE66
TO11
Total651621

Fonte: Secretarias estaduais da Saúde e Ministério da Saúde

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de quinta-feira (19), contabiliza 621 infectados. O órgão anunciou que deixará de trabalhar com casos suspeitos e divulgará apenas situações confirmadas e mortes.

Veja o avanço da doença no país até o consolidado de quinta-feira (19):

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1

Transmissão comunitária

De acordo com o ministério, há transmissão comunitária em algumas áreas do país. A pasta cita dois estados, três capitais e uma região de um estado no Sul. A transmissão comunitária ou sustentada é aquela quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

A transmissão comunitária está configurada nos estados de São Paulo, de Pernambuco e da Bahia. Além disso, ocorre isoladamente em três capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre (além das capitais de SP e PE, já incluídas acima).

Por fim, a pasta também considera o mesmo status apenas para o sul de Santa Catarina, mais especificamente a região da cidade de Tubarão. A declaração não vale para todo o estado.

Situação no mundo

Mais de 220 mil foram infectados e mais de 10 mil morreram até a manhã desta sexta-feira por causa do novo coronavírus, o Sars-Cov-2, em todo o mundo, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins.

Brasil contraria OMS e só faz testes nos casos graves

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que não mudará agora o critério adotado na fase de mitigação, e só as pessoas com casos graves serão testadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, na última sexta-feira (13), que os países apliquem testes em massa para descobrir quem está infectado e isolar esses pacientes para “achatar a curva” da disseminação da doença Covid-19.

O governo federal, que disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos, disse que o objetivo da medida é economizar testes para as pessoas com complicações.

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Empresas aprovadas pela Anvisa para produzir testes do coronavírus planejam venda inicial de 640 mil kits

Oito testes rápidos foram aprovados nesta quinta-feira, que serão vendidos por seis companhias. Apesar da previsão, ainda não há data para chegada ao mercado.

Por Carolina Dantas, Elida Oliveira e Lara Pinheiro, G1

As seis empresas com testes rápidos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esperam vender, inicialmente, 640 mil kits no Brasil. Entretanto, a entrega para o governo ou outros eventuais compradores ainda não tem data prevista.

Apesar delas já trabalharem com previsão de quantidade de kits a ser produzida, a maioria das empresas aponta que a entrega desses itens depende antes da importação de material da China para produção dos testes em fábricas no Brasil.

O que se sabe sobre os testes aprovados:

  1. A Celer fez um pedido inicial de matéria-prima para 20 mil kits. O material será importado da China. O resultado deverá ser feito por meio de coleta de sangue (10 microlitros) em laboratório. O teste detecta a liberação dos anticorpos IgM e IgG, da fase aguda (a partir de 4º – 5º dias) e crônica (a partir de 13º-14º dias) da doença. O diagnóstico é feito em 15 minutos.
  2. A Biocon entrou com uma compra de 200 mil unidades importadas da China. O teste é similar ao aplicado pela Celer e o resultado também fica disponível em 15 minutos.
  3. Única a aprovar três produtos, a Eco Diagnóstica importa todo o material da Coreia. A empresa também irá disponibilizar o teste de detecção dos anticorpos, mas chama a atenção para o teste de fluorescência, que já é possível detectar a partir do 2º e 3º dia de infecção. A coleta do material no paciente é por meio da passagem de um cotonete nas vias respiratórias. O terceiro teste aprovado ainda está com alguns processos em finalização e deve demorar um pouco mais para entrar no mercado. A ideia é trazer 50 mil do tipo IgM e IgG e mais 100 mil do kit de fluorescência.
  4. A Medlevensohn diz ter feito um pedido inicial de 200 mil testes e tem um teste feito com um furo no dedo, como na medição de glicose da diabetes. O sangue é espalhado em uma tira, com um resultado de 10 a 15 minutos.
  5. A Ebram tem capacidade de produzir 70 mil testes e também apresenta testes do tipo IgM e IgG. As amostras podem ser de soro, plasma ou sangue.
  6. A QR Consulting não quis falar ainda em quantidade de testes e também apresenta um kit com detecção de anticorpos.

Algumas das empresas ouvidas pelo G1 apontam a alta do dólar e a redução dos trechos dos aviões cargueiros como um possível impedimento para a chegada da matéria-prima nos próximos meses. As companhias fazem a finalização dos produtos em fábricas no Brasil.

Testes até agora

O Ministério da Saúde divulgou um balanço nesta quinta-feira e disse que os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) em todo o país já enviaram 17 mil reações para detectar o vírus em pacientes com suspeita nos estados – cerca de 2,5 mil testes já foram realizados.

Em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) diz que deverá atingir a distribuição de 50 mil testes e que em abril deverá triplicar a capacidade de produção. A instituição informou estar em contato direto com fornecedores para garantir os insumos e estabelecer um novo cronograma de entregas.

Situação da doença no Brasil

Até a tarde desta quinta, o Ministério da Saúde havia confirmado 621 casos confirmados de coronavírus e 6 mortes. A maioria dos registros está localizado em São Paulo, com 286 infecções, e no Rio, com 65.

Há transmissão comunitária em algumas áreas do país. A pasta cita dois estados, três capitais e uma região de um estado no Sul.

A transmissão comunitária ou sustentada é aquela quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

A transmissão comunitária está configurada nos estados de São Paulo e de Pernambuco. Além disso, ocorre isoladamente em três capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre (além das capitais de SP e PE, já incluídas acima).

Por fim, a pasta também considera o mesmo status apenas para o sul de Santa Catarina, mais especificamente a região da cidade de Tubarão. A declaração não vale para todo o estado.

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‘Ansiosos para ajudar’, médicos cubanos ainda aguardam convocação

Há cerca de 2 mil profissionais que permaneceram no Brasil após fim de acordo com Cuba, diz associação.

Por BBC

Médicos cubanos que permaneceram no país após o término de sua participação no programa Mais Médicos querem ajudar na contenção do coronavírus — Foto: Organização Pan-Americana de Saúde/ BBC

Médicos cubanos que permaneceram no país após o término de sua participação no programa Mais Médicos querem ajudar na contenção do coronavírus — Foto: Organização Pan-Americana de Saúde/ BBC

Médicos cubanos que permaneceram no país após o término de sua participação no programa Mais Médicos estão “ansiosos” para voltar ao trabalho e ajudar na contenção do coronavírus, disse à BBC News Brasil Niurka Valdes Perez, representante desses profissionais. Embora o governo de Jair Bolsonaro já tenha anunciado que vai convocá-los, ela diz que o chamado ainda não ocorreu.

Segundo Perez, que preside a associação de médicos cubanos que ficaram no Brasil (Aspromed), há cerca de 2 mil profissionais que continuam no país. Sem poder exercer a profissão, muitos vivem de bicos e trabalhos informais. Eles se dividem em três grupos: os que se naturalizaram brasileiros, os que receberam o direito de residência permanente, e os que ficaram na condição de refugiados. Já a Embaixada cubana em Brasília diz que parte deles já retornou à Cuba, restando cerca de 1,6 mil no Brasil.

Ministério da Saúde anunciou que vai contratar 5.811 profissionais para reforçar o enfrentamento ao coronavírus, com contratos de um ano de duração. O primeiro edital de convocação, no entanto, exige que a pessoa tenha registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Essa exigência exclui a imensa maioria dos médicos cubanos, que não possui o Revalida (exame para revalidar diplomas de medicina obtidos em outros países).

À BBC News Brasil, o ministério disse que os médicos cubanos só serão chamados na terceira convocação, prevista para ocorrer na próxima semana ou na seguinte. A previsão é de contratar cerca de 1,8 mil cubanos.

A primeira convocação, aberta até este domingo, está registrando grande procura. Até quinta-feira, já havia 7.167 inscritos. No entanto, a participação desses interessados só será confirmada após a verificação de documentos. Em convocações anteriores, houve também desistência de médicos brasileiros depois da distribuição pelas cidades do Brasil. Por isso, o Ministério da Saúde acredita que haverá convocação de cubanos.

Os médicos contratados na primeira convocação devem começar a trabalhar em abril. A bolsa-auxílio será de R$ 12,38 mil.

‘Estamos sendo excluídos’

governo cubano encerrou sua participação no Mais Médicos em novembro de 2018, logo após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em reação aos ataques dele aos profissionais de Cuba durante a campanha. Naquele momento, havia mais de oito mil médicos cubanos no país, cerca de metade do contingente do programa.

Porém, no final de 2019, o Congresso aprovou a reintegração dos médicos cubanos que permaneceram no Brasil ao Mais Médicos. Isso foi incluído pelos parlamentares na lei que criou o Médicos pelo Brasil, novo programa do governo federal que deve substituir futuramente o Mais Médicos e que é voltado apenas a médicos com CRM. Por isso, desde o início desse ano os cubanos estão na expectativa de serem recontratados.

“A ansiedade para trabalhar e ajudar está muito grande”, disse Perez à reportagem. “Estamos vendo que estamos sendo excluídos, até porque o país nesse momento está em uma emergência e eles não usam nós dentro do Mais Médicos, nem falam para quando a gente vai ser chamado”, reclamou ainda.

A estimativa do Ministério da Saúde é que 90% dos casos de Covid-19 (nome da doença causada pelo novo vírus) serão tratados nos 42 mil postos de saúde do país. A pasta recomenda que apenas os casos mais graves, que apresentem sintomas como febre, dor de garganta e dificuldade respiratória, recebam tratamento hospitalar.

Segundo Perez, a expectativa dos médicos cubanos é justamente atuar nas unidades básicas de saúde, auxiliando na prevenção ao contágio do coronavírus.

“O programa Mais Médicos nos dá um registro médico autorizado pelo ministério. A gente não pode trabalhar em hospitais. Então, nosso trabalho seria em postos de saúde, em unidades básicas, como fizemos por cinco anos”, afirma.

“A maioria de nós trabalhou num período longo no Brasil. Ou seja, conhecemos o SUS (Sistema Único de Saúde), conhecemos como é trabalhar com a população brasileira”, reforça.

Estudantes serão convocados para atuação voluntária

Nesta quinta-feira (19), o Ministério da Saúde também anunciou que convocará estudantes do último ano dos cursos de medicina, enfermagem, fisioterapia e farmácia para trabalhar voluntariamente em postos de saúde e, sob supervisão, em hospitais. Esses estudantes serão treinados nos protocolos de atendimento no caso de coronavírus e receberão um bônus de 10% nas provas de residência médica. Os detalhes dessa iniciativa serão ainda divulgados por meio de portarias.

Além disso, o ministério está fazendo um cadastramento de todos os profissionais de saúde já formados do país, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos e farmacêuticos, para que possam ser recrutados em caso de aumento da necessidade de força de trabalho.

“Então, já teremos um grande banco de dados daquele profissional que vai estar em casa ou que eventualmente só trabalha em um turno e pode disponibilizar outro turno do seu trabalho se, eventualmente, com o prosseguimento da situação de epidemia, nós necessitarmos de mais força de trabalho”, disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

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Toyota suspende produção no Brasil por combate ao coronavírus

Paralisação será feita a partir da próxima terça-feira (24), com previsão de retorno no dia 6 de abril.

Por G1

Fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) — Foto: Divulgação

Fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) — Foto: Divulgação

Toyota anunciou nesta sexta-feira (20) que interromperá a produção em todas as suas fábricas no Brasil pela pandemia do coronavírus. As atividades serão suspensas a partir da próxima terça-feira (24) e o retorno está previsto para o dia 6 de abril.

Todos os cerca de 6 mil funcionários da fabricante no país estão afastados, seja para trabalho remoto, como os colaboradores das áreas administrativas, ou férias coletivas, caso dos trabalhadores de funções que não permitem trabalho à distância.

As medidas afetam as quatro fábricas da Toyota no Brasil, localizadas em São Bernardo do Campo, Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz, todas no estado de São Paulo.

De acordo com comunicado da marca, a paralisação se deve tanto à prevenção da propagação do vírus causador da Covid-19, quanto ao “quadro de incertezas do mercado brasileiro no curto prazo”, além das dificuldades logísticas e de abastecimento de peças e suprimentos.

Além de suspender a produção de veículos e os trabalhos presenciais, a Toyota também fechou os Centros de Visitantes das unidades de São Bernardo do Campo, Sorocaba e Indaiatuba até o final de março e cancelou viagens de funcionários e executivos.

Outras marcas já suspenderam atividades

Na última quinta-feira, a Ford anunciou a paralisação em todas as suas fábricas da América do Sul a partir de segunda-feira (23), enquanto a Volvo dará férias coletivas para os 3,7 mil trabalhadores de sua fábrica de caminhões e ônibus em Curitiba, a partir de 30 de março.

Volkswagen disse que vai suspender atividades de todas as suas fábricas no país a partir da próxima segunda-feira. A Mercedes-Benz também deu férias coletivas para todos os seus funcionários, assim como a General Motors.

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Terminal Rodoviário Tietê fica interditado durante madrugada desta sexta-feira por suspeita de bomba

Uma mulher deixou uma mochila no local. Gate foi acionado e identificou a falsa bomba.

Por Bom Dia SP — São Paulo

O Terminal Rodoviário do Tietê, na Zona Norte da cidade de São Paulo, ficou interditado, na madrugada desta sexta-feira (20), por suspeita de uma bomba.

Uma mulher deixou, por volta da 1h, uma mochila em um dos saguões da rodoviária e, desconfiados, os funcionários do terminal ligaram para a Polícia Militar, que percebeu que havia um objeto semelhante à uma bomba. O Grupo de Ações Táticas (Gate) foi acionado e identificou que se tratava de uma falsa bomba.

A mulher que deixou a mochila foi identificada e encaminhada até a delegacia. Ela confessou ter abandonado o objeto, mas não disse o motivo.

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Prefeitura do Rio determina o fechamento de praças gradeadas para evitar aglomerações

A recomendação é que as outras praças públicas, que não são gradeadas, também não sejam utilizadas para reduzir a movimentação de pessoas nas áreas de lazer.

Por G1 Rio

Em portaria publicada nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial, o presidente da Fundação Parques e Jardins determinou o fechamento das praças gradeadas da cidade do Rio de Janeiro.

A medida tem como objetivo evitar a circulação e aglomeração de pessoas nas áreas de lazer por conta do coronavírus.

O decreto recomenda ainda que as outras praças públicas, que não são gradeadas, também não sejam utilizadas durante a pandemia.

A determinação terá vigência enquanto permanecer a situação de emergência na capital.

Confira abaixo as praças que ficarão fechadas:

  • Praça Mahatma Gandhi / Centro
  • Praça Roberto Campos / Cidade nova
  • Jardins do BNDES / Centro
  • Praça João Calvino / Centro
  • Praça Rev. Mathias Gomes dos Santos / Centro
  • Praça Paris / Centro
  • Praça Nossa Senhora da Paz / Ipanema
  • Praça General Osório / Ipanema
  • Jardim de Alah / Ipanema
  • Praça Serzedelo Correia / Copacabana
  • Praça do Lido / Copacabana
  • Praça Peter Pan / Copacabana
  • Praça Nelson Mandela / Botafogo
  • Praça Fernando Pessoa / Catete
  • Praça Professor Darcy Pereira / Andaraí
  • Praça Luiz Lasagne / Tijuca
  • Jardim do Meier / Meier
  • Praça Veiga Bastos / Engenho de Dentro
  • Praça João Noce / Ilha do Governador
  • Largo da Penha / Penha
  • Praça Ivan Pacini (Pomar da Barra) / Barra da Tijuca
  • Praça Parque das Rosas / Barra da Tijuca
  • Parques do Condomínio Península / Barra da Tijuca

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que registrou, até quarta-feira (18), 63 casos confirmados de coronavírus (Covid-19) no estado do Rio de Janeiro.

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira: Rio de Janeiro (55), Niterói (6), Barra Mansa (1) e Guapimirim (1), cidade que até terça-feira (17) não tinha casos.

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Prefeitura de SP libera circulação de veículos de carga em período integral

Medida vale para veículos que transportam alimentos perecíveis, caminhões do segmento de feiras livres, materiais imunológicos e veículos urbanos de carga.

Por G1 SP e TV Globo

A Prefeitura de São Paulo liberou a circulação de alguns veículos de carga em período integral por tempo indeterminado na cidade.

De acordo com a gestão municipal, o objetivo é ajudar a garantir o abastecimento de mercadorias e os produtos na cidade durante o período de isolamento social por conta do aumento de casos de coronavírus.

A medida vale para os caminhões que transportam:

  • Produtos alimentares perecíveis
  • Caminhões do segmento de feiras livres
  • Materiais imunológicos, vacinas e kits de sorologia
  • Veículos Urbanos de Carga (vucs)

Os veículos que têm autorização especial do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) para realizar essas atividades podem circular pela cidade, sem se preocupar com as limitações da Zona de Máxima de Restrição à circulação de caminhões e com o rodízio.

Comércio

Nesta quarta-feira (18), o prefeito Bruno Covas assinou um decreto determinando o fechamento do comércio na cidade de São Paulo a partir de sexta-feira (20) até o dia 5 de abril, por causa da crise do coronavírus na cidade.

Segundo o prefeito, a restrição atinge apenas os atendimentos presenciais do comércio. As lojas poderão continuar vendendo produtos através do telefone ou das vendas online, por sites ou aplicativos.

Continuarão funcionando em SP:

  • Hipermercados e supermercados;
  • Padarias;
  • Farmácias;
  • Postos de gasolina;
  • Lojas de conveniência;
  • Restaurantes e lanchonetes;
  • Lojas de produtos para animais;
  • Feiras livres.

“As lojas poderão continuar a funcionar para balanços, entregas delivery, inventário, pequenas reformas. Mas atendimento presencial fica proibido a partir de sexta-feira.Quem não atender pode ter a licença cassada e o local fechado pela prefeitura”, disse Covas.

De acordo com o prefeito, apenas padarias, farmácias, restaurantes e lanchonetes, supermercados, postos de gasolina, lojas de conveniência e produtos para animais e feiras livres não serão fechados e terão autorização de funcionamento durante o período de vigor do decreto.

Prefeitura de SP manda fechar parte do comércio para conter Covid-19

Para continuarem funcionando, porém, os restaurantes e lanchonetes da cidade terão que obedecer a distância mínima de um metro entre as mesas, além de intensificarem as ações de limpeza e disponibilizarem álcool gel aos clientes e informações sobre a Covid-19 nos estabelecimentos.

“É preciso tomar medidas cada vez mais restritivas porque o número de casos confirmados na cidade por causa do coronavírus cresce na ordem de 33% por dia pelo que está sendo observado. Queremos contar com o apoio da população para que, além de lavar as mãos, permaneçam em casa. O trabalho conjunto entre poder público e sociedade é fundamental para que a gente possa passar por esse situação”, afirma Covas.

A Prefeitura de São Paulo também informa que o decreto assinado por Bruno Covas não afeta os estabelecimentos de serviços da capital paulista e nem as praças de alimentação, supermercados, bancos e outros serviços que funcionam dentro dos shoppings. Porém, as lojas dentro dos shoppings centers da capital deverão permanecer fechadas até 05 de abril.

Mais cedo, o governador de São Paulo, João Dória, determinou o fechamento dos shoppings e academias da Grande São Paulo até 30 de abril e a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (ALSHOP) informou que irá cumprir integralmente a determinação. Porém, a Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (ABLOS), outra entidade de representação dos lojistas, afirmou que se organiza para pedir moratória aos empreendimentos, além da isenção do aluguel e flexibilização no pagamento da taxa de condomínio.

O decreto do prefeito Bruno Covas também autoriza as subprefeituras a suspenderem as autorizações dos camelôs para atuarem na cidade durante o período de vigor do decreto, permitindo que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) remova das ruas os ambulantes que desobedecerem a determinação.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa na capital paulista — Foto: Reprodução/TV Globo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa na capital paulista — Foto: Reprodução/TV Globo

Decreto de emergência

A nova medida de restrição anunciada nesta quarta-feira pelo prefeito Bruno Covas complementa o decreto de estado de emergência na cidade, publicado terça-feira (17) no Diário Oficial. Pelo decreto de emergência, a Prefeitura poderá requisitar bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, com pagamento posterior de indenização justa. A medida também autoriza a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços destinados ao enfrentamento da emergência.

A publicação formalizou ainda a decisão da gestão municipal de suspender o rodízio de veículos na cidade a partir desta terça (17), por tempo indeterminado, além de cassar os alvarás de funcionamento para eventos privados e públicos, que foram suspensos na cidade.

De acordo com a prefeitura, os todos equipamentos culturais e de assistência social serão fechados na cidade, com exceção dos que acolhem moradores de rua.

Bruno Covas também anunciou que os servidores municipais com mais de 60 anos e os que fazem quimioterapia poderão trabalhar de casa. Ele anunciou ainda que todo final de linha, os ônibus serão higienizados para voltarem a circular.

De acordo com a Secretária Estadual de Saúde, o estado de São Paulo já registrou 4 mortes pelo coronavírus e 240 casos confirmados da doença, segundo balanço desta quarta-feira (18). Trata-se de um aumento de 46% em relação ao balanço anterior, que confirmava 164 casosna terça-feira (17).

Desses 240 confirmados em SP, 214 estão na capital paulista, 6 em São Caetano do Sul, 6 em Santo André e 3 em São Bernardo do Campo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Em todo o Brasil são 512 casos confirmadosda doença, segundo as secretarias estaduais brasileiras. O boletim do Ministério da Saúde desta quarta-feira aponta 291 pacientes infectados.

Por causa das restrições impostas por causa do coronavírus, Bruno Covas estima que a cidade deve perder cerca de R$1,5 bilhão em arrecadação de impostos em 2020.

“Todo mundo vai perder. Nós estamos chamando os empresários donos de shoppings, restaurantes, bares e cinemas para tentar diminuir os prejuízos para todos. Esse R$1,5 bilhão que nós estamos falando diz respeito apenas à receitas de ISS, ITBI e outros impostos que deixarão de entrar nos cofres da cidade por conta da recessão que nós estamos vislumbrando neste ano. Nós já trabalhos com uma possível retração de menos 1% no PIB [Produto Interno Bruto] para 2020, que vai impactar os cofres da cidade de São Paulo”, explicou Covas.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), em coletiva de imprensa em São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), em coletiva de imprensa em São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo

Horários alternados de funcionários públicos

A Prefeitura também afirmou que os funcionários públicos municipais que não estão nos grupos de risco vão trabalhar em dois turnos diferentes, para evitar aglomerações nas repartições públicas e contatos físicos próximos. Esses funcionários serão divididos no turno da manhã e da tarde, com a primeira turma trabalhando até o horário do almoço e a outra na parte da tarde.

“A ideia é tirar o pico de stress do transporte público no horário de rush e evitar metrôs e ônibus superlotados. Não há medida restritiva ou do poder público que tenha efeito sem a colaboração e responsabilidade de todos os cidadãos. Lavar as mãos deixou de ser um ato de higiene para ser um ato humanitário. Uma necessidade de saúde pública”, explicou o prefeito.

Os empregados da Saúde e da Segurança Pública não terão os turnos reduzidos, segundo o prefeito. Mas os servidores municipais com mais de 60 anos e os que fazem quimioterapia poderão trabalhar de casa, assim como gestantes, lactantes e empregados com algum tipo de imunodeficiência.

“A Prodam [Empresa de processamento de dados da cidade] já está orientada a criar links para manter os empregados conectados à prefeitura de casa”, declarou o prefeito da cidade.

A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia deve liberar 30 mil acessos remotos para que os funcionários possam trabalhar na modalidade home office até o final da crise.

O prefeito também afirmou que o atendimento ao público nos balcões de serviço como Descomplica SP, serviços de emissão de documentos ou renegociação de dívidas, além de praças de atendimento das subprefeituras, só serão feitos por meio de agendamento online ou pelo telefone 156, para tentar controlar o fluxo de munícipes nessas repartições.

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Rodízio de veículos e ônibus higienizados

De acordo com Bruno Covas, o rodízio municipal de veículos está suspenso na cidade por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (17). A intenção, segundo ele, é diminuir o fluxo de pessoas no transporte público da cidade durante o pico de proliferação da doença.

“Não é a medida mais aconselhada do ponto de vista ambiental, mas estamos numa situação de emergência e precisamos diminuir o fluxo de passageiros nos trens, ônibus e metrôs da cidade, até o fim da expansão e do pico da doença, que pode turar até três meses”, avaliou o prefeito.

Por hora, as restrições anunciadas nesta segunda-feira são por tempo indeterminados. Mas elas poderão ser reavaliadas a cada dia, afirmou o prefeito da cidade.

Bruno Covas também declarou que a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e a SPTrans vão orientar nesta segunda-feira todos as empresas de transporte público da cidade sobre a necessidade de higienização de todos os ônibus da cidade com água sanitária, assim que chegarem ao ponto final da linha.

A prefeitura também pediu para que os idosos não usem os ônibus nos horários de pico e determinou que o Bilhete Único do Idoso seja solicitado pelo e-mail: atendimento.idoso@sptrans.com.br

Eventos privados cancelados

Na última sexta-feira (13), o prefeito já tinha anunciado a proibição de eventos públicos municipais, mas essas medidas restritivas da prefeitura foram ampliadas nessa segunda-feira (16) para todos os eventos da capital paulista.

Dessa forma, shows, encontros culturais, corridas de rua, entre outros eventos promovidos pela iniciativa privada com aglomerações na capital paulista também foram suspensos por tempo indeterminado.

“Desde sexta-feira, mais de 400 eventos da prefeitura foram cancelados. Agora estamos proibindo também os eventos privados com aglomerações. Quem teve o alvará permitindo a realização do evento vai ter esse alvará cancelado e novos alvarás não serão emitidos pela prefeitura”, disse Covas.

Mudança para a sede da prefeitura

Além da ampliação das medidas restritivas, o prefeito Bruno Covas também anunciou que está mudando para o edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, para acompanhar 24 horas o avanço do coronavírus na capital paulista.

“A intenção é acompanhar de perto as medidas que estão sendo tomadas para conter a doença”, avisa o prefeito, que também orientou os moradores da cidade de São Paulo a buscarem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) caso tenham algum sintoma que indique infecção pelo coronavírus.

“Não podemos superlotar os hospitais. Os Pronto-Socorros são para atender os casos graves da doença. Procurem uma UBS para receber orientações e acompanhamento médicos”, aconselhou.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que vai criar mais 490 novos leitos de UTI na rede pública municipal para atender todos os pacientes vítimas da infecção por coronavírus. Para criar essas novas vagas, o sistema passará por uma reorganização, cancelando cirurgias eletivas sem necessidade de emergências. Com isso, a cidade ganhará 190 vagas de UTI a partir da reorganização do sistema municipal e outras 300 vagas serão criadas com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, segundo a secretaria.

O órgão também cancelou as férias dos profissionais de saúde, que serão adiadas por 60 dias.

Ponto a ponto todas as medidas da Prefeitura

Transportes

  • Rodízio municipal será suspenso por tempo indeterminado;
  • Os ônibus serão lavados a cada término de viagem com água sanitária;
  • Idosos não devem usar os ônibus nos horários de pico;
  • Linha circular de turismo será suspensa;
  • Bilhete Único do Idoso será solicitado por e-mail: atendimento.idoso@sptrans.com.br

Saúde

  • Profissionais de saúde não poderão tirar férias nos próximos 60 dias.
  • No próximo dia 23 terá inicio a vacinação da gripe para idosos.
  • Viabilização de 490 novos leitos de UTI na rede pública, divididos da seguinte forma: reorganização da rede municipal vai gerar 190 novos leitos em até 20 dias e pelo menos outros 300 serão financiados pelo Ministério da Saúde em até 50 dias.

Educação

  • Prefeitura decidiu suspender as aulas nas escolas a partir do dia 23.

Subprefeituras

  • Não haverá emissão de novos alvarás para eventos públicos com aglomerações.
  • Alvarás já emitidos serão cancelados.
  • Praças de Atendimento só funcionarão para serviços que não podem ser solicitados via 156 e terão de ter agendamento prévio.
  • Nos velórios serão permitidos até 10 pessoas por sala.

Gestão

  • Funcionários com mais de 60 anos, gestantes e pessoas com suspeita do vírus deverão trabalhar em sistema de home office;
  • Todas as secretarias deverão organizar seu quadro de RH dividindo seus funcionários em dois turnos;
  • Os trabalhadores, exceto os de saúde e segurança, poderão antecipar o período de férias mediante autorização das chefias.

Cultura

  • Todos os equipamentos de cultura, como museus, teatros e cinemas administrados pela prefeitura serão fechados por tempo indeterminado.

Assistência Social

  • Serão mantidos apenas os serviços de acolhimento e de visitação domiciliar para cuidado de idosos;
  • Atendimentos nos CRAS somente mediante agendamento;
  • Equipamentos para idosos, adolescentes e crianças serão fechados;
  • Reforçar com as equipes de abordagem da População em Situação de Rua para intensificar ainda mais a atuação para convencê-los a aceitar os serviços prestados nos centros mantidos pelo município.

Trabalho

  • Cursos suspensos e suspensão da intermediação de mão de obra nas unidades do CATe.

Esporte e Lazer

  • Todos os Centros Esportivos serão fechados;
  • Clubes da Comunidade abertos, mas com a recomendação de que não aconteçam eventos;
  • Programa Ruas Abertas está suspenso por tempo indeterminado.
Ciclo do coronavírus — Foto: Foto: Arte/G1

Ciclo do coronavírus — Foto: Foto: Arte/G1

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