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Após 16 dias, termina incêndio que destruiu mais de 75 mil hectares de vegetação na Chapada dos Veadeiros

Extinção do fogo foi possível após operações noturnas e com a ajuda da chuva, segundo bombeiros e ICMBio. Do total da área queimada, 24 mil hectares são no interior do parque, em Goiás.

Por Danielle Oliveira, G1 GO

Após 16 dias, termina incêndio que destruiu mais de 75 mil hectares de vegetação na Chapada dos Veadeiros  — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Após 16 dias, termina incêndio que destruiu mais de 75 mil hectares de vegetação na Chapada dos Veadeiros — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O incêndio que durante mais de duas semanas destruiu 75,4 mil hectares na Chapada dos Veadeiros foi extinto, anunciaram neste domingo (11) o Corpo de Bombeiros e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em nota, as entidades afirmaram que o controle das chamas foi possível após operações noturnas e também com a ajuda da chuva.

Registros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicaram que na sexta (9) caiu uma chuva leve, de 1,2mm, em Alto Paraiso e em Caiapônia. Já em São Simão, foram apenas 0,2 mm.

Até sábado (10), 123 profissionais, entre bombeiros, brigadistas do ICMBio, voluntários, policiais militares e equipes da Prefeitura de Alto Paraíso, atuavam para combater o incêndio.

Após 16 dias, termina incêndio que destruiu mais de 75 mil hectares de vegetação na Chapada dos Veadeiros  — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Após 16 dias, termina incêndio que destruiu mais de 75 mil hectares de vegetação na Chapada dos Veadeiros — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Após avaliação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) neste domingo, as corporações informaram que satélites não detectaram mais focos de calor na região. A extinção das chamas foi confirmada por um drone.

Mais de 75 mil hectares destruídos

O fogo teve início no dia 25 de setembro, em uma propriedade rural no município de Cavalcante, no interior da Área de Proteção Ambienta (APA) do Pouso Alto.

Incêndio na Chapada dos Veadeiros, em Goiás — Foto: Rede Contra Fogo/Arquivo Pessoal

Incêndio na Chapada dos Veadeiros, em Goiás — Foto: Rede Contra Fogo/Arquivo Pessoal

Segundo a nota dos bombeiros e do ICMBio, dos 75.455 hectares destruídos pelo fogo, 24 mil são no interior do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o que corresponde a 10% de sua área total. Outros 51 mil hectares estão na APA Pouso Alto, o que corresponde 6% da Unidade de Conservação.

Ao longo dos 16 dias de combate às chamas, 250 profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros Militares do Estado de Goiás (CBMGO), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA/PREVFOGO) e Brigadistas Voluntários da Rede Contra Fogo e da Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante (BRIVAC), atuaram na região. Eles tiveram o apoio de cinco aviões, um helicóptero e 30 veículos.

Protesto após visita do ministro do Meio Ambiente

No sábado (10), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou a área incendiada. Nas redes sociais, ele fez posts manifestando apoio e dizendo que estava na “linha de frente” nas ações desenvolvidas para extinção do incêndio, que já consumiu 67 mil hectares de vegetação.

Moradores da Chapada dos Veadeiros protestam contra ministro do Meio Ambiente em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Moradores da Chapada dos Veadeiros protestam contra ministro do Meio Ambiente em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Após a visita do ministro, moradores da região protestaram distribuindo plaquinhas pelas ruas de Alto Paraíso com as escritas: “fora Salles”. Segundo uma das moradoras, que não quis se identificar, o ministro chegou à região após semanas de incêndio, se “gabando” do trabalho realizado por brigadistas que, em muitos casos, são voluntários.

Além disso, outra situação que está revoltando parte dos moradores é a utilização de um “retardante de fogo”, que estaria sendo cogitado o uso na Chapada dos Veadeiros, por parte do ministério, segundo os moradores.

Em nota ao G1, sobre as críticas relatadas, a assessoria do Ministério do Meio Ambiente chamou os moradores de “maconheiros” e disse que a opinião deles “não tem relevância”.

“A opinião de meia dúzia de maconheiros não tem relevância”, escreveram, em nota.

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Homem se arrisca para salvar animais de queimada e tem moto destruída por chamas: ‘Meu único transporte’

Veículo era único meio de transporte de Carlos Joaquim, que mora de favor em uma casa sem energia. Caso foi registrado em Mirassol, no interior de São Paulo.

Por Renato Pavarino, G1 Rio Preto e Araçatuba

Moto ficou completamente destruída após ser atingida por incêndio às margens de vicinal em Mirassol — Foto: Arquivo Pessoal

Moto ficou completamente destruída após ser atingida por incêndio às margens de vicinal em Mirassol — Foto: Arquivo Pessoal

Enquanto retornava para casa, Carlos Roberto Joaquim, de 58 anos, foi surpreendido por uma queimada de grandes proporções às margens de uma vicinal que liga os municípios de Mirassol e Ruilândia, no interior de São Paulo.

Ao perceber que o fogo estava se aproximando de um propriedade rural, ele resolveu parar a moto e ajudar a retirar as cabeças de gado que estavam no local. Contudo, as chamas se alastraram rapidamente e acabaram destruindo seu veículo na tarde da última quarta-feira (7).

“Nós conseguimos salvar todos os animais. Mas minha moto estava estacionada às margens da vicinal. Fui buscar e a encontrei pegando fogo. Tentei apagar as chamas, mas não consegui. Foi tudo muito rápido”, diz.

Em entrevista ao G1, Carlos afirmou que, apesar de ter seu único meio de transporte destruído, não se arrepende de ter parado para resgatar os animais do incêndio.

“Faria tudo novamente. Parei a moto e já fui correndo, pensando nos animais. Jamais viraria as costas e os abandonaria. Talvez a única coisa que eu faria diferente era parar a moto em outro lugar”

Incêndio atingiu moto de desempregado em Mirassol, interior de São Paulo  — Foto: Arquivo Pessoal

Incêndio atingiu moto de desempregado em Mirassol, interior de São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

Meio de transporte

Carlos contou que mora de favor em uma casa sem energia elétrica, em Mirassol, e usava a motocicleta para poder comprar comida e buscar água.

“Minha moto era meu único meio de transporte. Não tenho condições de comprar outra, infelizmente. Estou sem trabalhar e passando por alguns perrengues”, afirma.

Moto foi levada para um sítio em Mirassol  — Foto: Arquivo Pessoal

Moto foi levada para um sítio em Mirassol — Foto: Arquivo Pessoal

O desempregado também afirmou que parou de trabalhar depois que se envolveu em um acidente há oito anos. Na época, ele quebrou dois ossos da perna esquerda na beira de um rio e ficou internado no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP).

“Peguei uma bactéria por causa da lama e fiquei com sequelas. Minha perna e meus dedos endureceram. Perdi a sensibilidade e tenho dificuldades para me locomover. Tentei voltar a trabalhar como pedreiro, mas não aguentava mais e realmente precisei parar. Atualmente, consegui um auxílio do governo com muita luta, mas continuo desempregado”, diz.

Ao G1, Carlos ainda relatou que a motocicleta foi comprada enquanto trabalhava e ganhava um salário. Sem o veículo, ele precisa andar a pé para buscar água e comprar comida.

“Já tentei andar de bicicleta. Só que não consigo por causa da minha perna machucada. Agora, perdi a moto. Minha vontade é de ter outra, realmente preciso, mas não tenho dinheiro nem para pagar aluguel”, conta.

Incêndios

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o número de queimadas aumentou 41,5 % em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e agosto de 2019, foram registrados 452 focos de incêndio. Já no mesmo período de 2020, equipes foram acionadas para controlar 640 queimadas.

Número de queimadas bate recorde

Segundo a corporação, a maioria dos casos tem origem em atos que poderiam ser evitados, como colocar fogo em terrenos baldios. Contudo, o tempo seco e a longa estiagem também influenciam.

Em relação à queimada que atingiu Mirassol e destruiu a motocicleta do desempregado, equipes dos bombeiros realizaram o combate às chamas, com ajuda de caminhões-pipa da prefeitura.

Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e Araçatuba

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RJ registra quase 4 mil ocorrências de lesão corporal em casos de violência doméstica entre janeiro e setembro

Além disso, houve 2.308 notificações de ameaças, aponta o levantamento feito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Este sábado (10), é o Dia Nacional de Violência Contra a Mulher.

Por Bom Dia Rio

De janeiro a setembro deste ano, houve quase quatro mil registros de lesão corporal em casos de violência doméstica no Estado do Rio. É o que mostra um levantamento feito pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

Os números são os seguintes:

  • 3.888 de lesão corporal decorrente de violência doméstica;
  • 2.308 de ameaças (crimes contra a liberdade pessoal) – o mês de setembro foi o de maior número, com 515 ações;
  • 674 por vias de fato;
  • 262 por descumprimento de medidas protetivas;
  • 101 por violação de domicílio.

Coordenadora do Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher e Vítimas de Violência de Gênero da Defensoria Pública, Matilde Alonso diz que o trabalho de recebimento de denúncias não diminuiu ou parou, mesmo durante a pandemia.

“Os serviços foram adaptados desde março para que os atendimentos continuassem. A partir de julho, o atendimento nas delegacias e nos centros de atendimento voltou a ser presencial. Agora, a Defensoria está funcionando de maneira híbrida – tanto remota quanto presencial. Esse atendimento nunca parou. Todos devem ajudar no combate à violência contra a mulher”, disse a defensora, lembrando que este sábado (10) é o Dia Nacional de Violência Contra a Mulher.

Mais números

Além dos dados levantados pelo TJRJ, números do Instituto de Segurança Pública mostram que o total de vítimas mulheres de crimes registrados sob a Lei Maria da Penha apresentou um aumento de 6,9% em agosto de 2020 em relação a julho de 2020.

O crime de estupro teve um aumento de 6,5% no número de vítimas mulheres em agosto, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior.

Em comparação com o mês de julho de 2020, também houve aumento do número de vítimas para os três delitos: 3,4% a mais para lesão corporal dolosa; 13,4% a mais para ameaça; e 24,8% a mais para as vítimas de estupro.

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Polícia interdita fábrica clandestina de cosméticos no Rio; dono usava tinta de impressora em esmaltes

No imóvel foram encontrados 20 funcionários trabalhando sem qualquer vínculo empregatício e sem equipamentos de proteção individual.

Por Eduardo Tchao, Bom Dia Rio

Fábrica clandestina de cosméticos na Penha — Foto: Reprodução/TV Globo

Fábrica clandestina de cosméticos na Penha — Foto: Reprodução/TV Globo

Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon-RJ) interditaram, nesta quinta-feira (8), uma fábrica na Zona Norte do Rio onde eram produzidos cosméticos de forma clandestina.

De acordo com as investigações, o dono do estabelecimento usava tintas de impressora como corante para esmaltes. Ele foi preso em flagrante e vai responder por falsificação e adulteração de produtos. A pena pelos crimes pode dar até 15 anos de prisão.

O depósito funcionava no térreo de um prédio residencial na Penha. Agentes encontraram 20 funcionários trabalhando sem qualquer vínculo empregatício e sem equipamentos de proteção individual.

Segundo a polícia, os rótulos utilizados nos produtos eram de marcas chinesas.

Ronda do Tchao: polícia prende ladrões de celulares e descobre fábrica clandestina

“A fábrica não tinha nenhum tipo de autorização da Vigilância Sanitária. O dono utilizava álcool 70 e tinta de impressoras”, disse o delegado André Neves. O material era revendido em grande parte do Rio de Janeiro.

O proprietário da fábrica de cosméticos disse que só vai falar em juízo.

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Dólar segue clima positivo no exterior e opera em queda

Na quinta-feira, moeda norte-americana fechou em queda de 0,68%, a R$ 5,5881.

Por G1

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (9), acompanhando o clima positivo nos mercados do exterior, apesar dos temores com o crescimento de novos casos de coronavírus na Europa.

Às 9h02, a moeda norte-americana recuava 0,27%, cotada a R$ 5,5728. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,68%, a R$ 5,5881 No mês, o dólar passou a acumular queda de 0,53%. No ano, a valorização é de 39,36%.

Cenários

No exterior, o dia é positivo, com os mercados caminhando para sua melhor semana desde julho. Na Europa, a recuperação de setores como bancos e empresas de energia impulsiona os mercados regionais. Os ganhos, no entanto, eram limitados por preocupações com o aumento dos casos de coronavírus em todo o continente.

“No geral, há o risco de que o sentimento do mercado possa facilmente azedar no curto prazo, dada a incerteza relacionada à eleição nos Estados Unidos e ao Brexit, bem como a casos crescentes de Covid-19 e temores de lockdowns mais amplos”, escreveram analistas do Unicredit em nota.

Por aqui, as atenções seguiram voltadas para as discussões em torno do financiamento do novo programa social do governo, o Renda Cidadã, em meio a incertezas sobre a saúde das contas públicas e andamento da agenda de reformas.

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Inflação acelera para 0,64% em setembro, maior alta para o mês desde 2003

No acumulado em 2020, IPCA registra alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, ficando agora acima do piso da meta central do governo para o ano, que é de 2,5%. Óleo de soja e o arroz acumulam no ano altas de 51,30% e 40,69%, respectivamente.

Por Darlan Alvarenga e Daniel SIlveira, G1

Inflação acelera para 0,64% em setembro, maior alta para o mês desde 2003

Puxada pela alta nos preços de alimentos e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,64% em setembro, acima da taxa de 0,24% registrada em agosto, divulgou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior alta para um mês de setembro desde 2003 (0,78%) e da maior taxa do ano.

No acumulado em 2020, o IPCA passou a registrar alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, acima dos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com o resultado, a inflação segue abaixo da meta central do governo para o ano, que é de 4%, porém agora acima do piso para 2020, que é de 2,5%.

IPCA - setembro/2020 — Foto: Economia G1

IPCA – setembro/2020 — Foto: Economia G1

O resultado ficou acima da mediana das projeções de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,54% de aumento. O intervalo das estimativas ia de alta de 0,40% até 0,65%.

Alimentos puxam alta

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 tiveram alta em agosto. A maior variação (2,28%) e o maior impacto (0,46 ponto percentual) no índice geral vieram do grupo alimentação e bebidas, puxado principalmente por alimentos para consumo no domicílio (2,89%), com o aumento nos preços do óleo de soja (27,54%) e do arroz (17,98%), que já acumulam no ano altas de 51,30% e 40,69%.

Outros produtos que subiram na cesta das famílias foram o tomate (11,72%), o leite longa vida (6,01%) e as carnes (4,53%). Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-11,80%), da batata-inglesa (-6,30%), do alho (-4,54%) e das frutas (-1,59%).

 Arroz  teve alta de 17,98% em setembro e acumulam no ano alta de 40,69%, segundo  IBGE. — Foto: Reprodução/TV Diário

Arroz teve alta de 17,98% em setembro e acumulam no ano alta de 40,69%, segundo IBGE. — Foto: Reprodução/TV Diário

Já os preços dos transportes (0,70%) avançaram pelo quarto mês seguido, com a gasolina registrando alta de 1,95% em setembro e representando, sozinha, uma contribuição de 0,09 ponto percentual na taxa oficial de inflação do mês. A gasolina é o subitem de maior peso no índice geral.

Dos cinco principais impactos individuais no IPCA de setembro, 4 foram do grupo de alimentação e bebidas (carnes, arroz, óleo de soja e leite longa vida) e um de transportes (gasolina).

Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a alta nos preços de alimentos como arroz e óleo está relacionada ao dólar alto e à maior demanda interna.

“Pelo lado da demanda, tem um impacto do auxílio emergencial, que tem garantido a manutenção do consumo, sobretudo das famílias mais pobres. Pelo lado da oferta, tem também o impacto do câmbio, com aumento significativo das exportações de produtos como o arroz e a soja”, destacou.

O grupo vestuário apresentou alta (0,37%), após quatro meses em queda, acompanhando a recuperação das vendas do comércio.

Veja o resultado para cada um dos 9 grupos pesquisados pelo IBGE

  • Alimentação e bebidas: 2,28%
  • Habitação: 0,37%
  • Artigos de residência: 1%
  • Vestuário: 0,37%
  • Transportes: 0,70%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,64%
  • Despesas pessoais: 0,09%
  • Educação: -0,09%
  • Comunicação: 0,15%

De acordo com o IBGE, o maior impacto negativo em setembro, ou seja, que ajudou a segurar o indicador, partiu dos planos de saúde (-2,31%), que contribuiu com -0,10 p.p. O gerente da pesquisa destacou que o aumento nos preços dos planos foi suspenso pela ANS, o que retirou peso da inflação. “Com isso a gente retirou do índice de agosto a parcela que havia sido incluída em maio”.

Serviços ainda acumulam deflação no ano

Os custos de serviços avançaram 0,17% em setembro, após deflação de 0,47% em agosto, confirmando a recuperação mais lenta do setor, que tem se mostrado o mais impactado pela pandemia de coronavírus. No acumulado no ano, os preços de serviços ainda registram deflação de 0,05%.

Em meio à flexibilização das medidas de restrição e do isolamento social, alguns serviços já começam a registrar um aumento nos preços. A alimentação fora, por exemplo, teve alta de 0,82% em setembro, após deflação de 0,11% no mês anterior. As passagens aéreas tiveram a maior variação, de 6,39%, ante recuo de 1,97% em agosto. Já o aluguel de veículos teve aumento de 5,14%.

Preços sobem em todas as regiões do país

Em setembro, todas as 16 regiões pesquisadas tiveram alta nos preços. Campo Grande (1,26%) teve o maior índice. Outros destaques de alta foram Fortaleza (1,22%), Rio Branco (1,19%), Goiânia (1,03%) e São Luís (1,00%). Já a menor inflação foi registrada na região metropolitana de Salvador (0,23%),

O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas e seis municípios.

Perspectivas e meta de inflação

Apesar da disparada nos alimentos nos últimos meses, a expectativa de inflação para este ano segue bem abaixo da meta central do governo, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Os analistas das instituições financeiras projetam uma inflação de 2,12% em 2020, conforme a última pesquisa Focus do Banco Central.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica. O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano, subindo para 2,5% no final de 2021.

Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

Embora a inflação oficial permaneça sob controle no país, a alta do custo de vida tem pesado mais no bolso dos mais pobres. O índice da FGV que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, por exemplo, acumula alta de 4,54%, permanecendo em nível superior ao da inflação sentida pela população de maior renda.

INPC tem maior alta para setembro desde 1995

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários, teve alta de 0,87%, maior resultado para um mês de setembro desde 1995 ( 1,17%). No ano, o INPC acumula alta de 2,04% e, nos últimos 12 meses, de 3,89%.

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Vaquinha bate meta e arrecada quase R$ 40 mil para pai que pedala 28 km toda semana para buscar tarefas dos filhos: ‘Vai melhorar nossa vida’

Sem internet e computador, o roçador Edemilson Wielgosz pedala do sítio em Guaratuba (PR) até o colégio que fica em Garuva (SC). Com salário atrasado e dependendo de doações, ele sustenta três filhos sozinho.

Por Natalia Filippin, G1 PR — Curitiba

Vaquinha arrecada quase R$ 40 mil para pai que pedala 28 km toda semana para buscar tarefas dos filhos — Foto: Reprodução/Razões para Acreditar

Vaquinha arrecada quase R$ 40 mil para pai que pedala 28 km toda semana para buscar tarefas dos filhos — Foto: Reprodução/Razões para Acreditar

Uma vaquinha feita pela internet bateu 110% da meta e arrecadou quase R$ 40 mil para o pai que percorre 28 km de bicicleta de um estado a outro toda semana para buscar tarefas dos filhos.

Ele garante que os três filhos adolescentes não parem de estudar, mesmo sem computador, internet e morando distante do colégio.

“Eu estou muito faceiro, vai me ajudar bastante. Na verdade, tenho certeza que vai melhorar a nossa vida. Eu agradeço muito por toda essa força, de coração”, disse Edemilson Wielgosz.

A família mora em um sítio às margens da BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná.

Em cima de uma bicicleta, o roçador Edemilson vai até Garuva (SC), município vizinho, todas as terças-feiras para buscar materiais e tarefaspara que eles estudem em casa, durante a pandemia do novo coronavírus.

Vaquinha ajudar pai que pedala 28km para garantir estudo para os filhos

Vaquinha ajudar pai que pedala 28km para garantir estudo para os filhos

‘Primeiro nossas despesas’

Ao G1, o pai comentou que ainda nem parou para pensar sobre o quanto essa quantia vai ajudar a família, mas que está extremamente grato. Na vaquinha, mais de 600 pessoas colaboraram.

“Com certeza, Deus vai abençoar a todos que ajudaram, não só com dinheiro, mas com comida, roupas. Primeiro penso nas nossas despesas de dentro de casa, primeiro temos que ter comida, pagar as contas, depois quem sabe consigo comprar uma internet para colocar aqui”, disse.

Edemilson estudou até a 4ª série e vê nos filhos a chance de não repetir o passado — Foto: Arquivo pessoal/Herison Schorr

Edemilson estudou até a 4ª série e vê nos filhos a chance de não repetir o passado — Foto: Arquivo pessoal/Herison Schorr

Quanto à sua companheira de todos os dias, a bicicleta, ele diz que pretende usar o dinheiro da ajuda para o essencial e que vai ficar com ela ainda por um tempo.

“A bicicleta por enquanto essa está boa, vou ficar com a minha velhinha mesmo. Eu não tenho carteira de motorista, então tem que ser assim durante essa pandemia”, comentou o pai.

O pai trabalha há 18 anos em uma pousada mas, devido à pandemia, o local não paga o salário há mais de três meses, segundo ele. A família Wielgosz sobrevive com ajuda de cestas básicas e doações.

Família Wielgosz sobrevive com ajuda de cestas básicas e doações — Foto: Arquivo pessoal/Edemilson Wielgosz

Família Wielgosz sobrevive com ajuda de cestas básicas e doações — Foto: Arquivo pessoal/Edemilson Wielgosz

Luta por dignidade

Edemilson, de 47 anos, estudou até a 4ª série e, segundo ele, não quer o mesmo futuro para os filhos.

Ele conta que tem quatro filhos. A mais velha se casou e não mora mais com o pai e os irmãos. Com ele, ficaram Wellinton, de 16 anos, Amabili, de 14, e Nicole, de 12.

“Estou lutando para dar dignidade a eles. Falta muita coisa e o que temos é simples, mas nunca faltou carinho e empenho. Já passamos por muitas dificuldades, ainda dói, mas desistir não é uma opção. Nunca foi”, disse o pai.

A irmã de Edemilson, Márcia Aparecida Wielgosz, conta que sempre tentou ajudar a família como pode.

“Não gosto de ver ninguém passando fome ou dificuldades, ainda mais o meu irmão. A gente vêm ajudando ele há muito tempo. Todo final de semana, a nossa mãe leva para eles cuca, pão e bolo. A gente faz uma compra no mercado quando precisa também”, relatou ela.

Além de Márcia, Edemilson tem mais sete irmãos. Todos moravam no mesmo terreno onde ele vive até hoje.

Sem internet, pai percorre 28 km de bicicleta de um estado a outro toda semana para buscar tarefas dos filhos — Foto: Arquivo pessoal/Herison Schorr

Sem internet, pai percorre 28 km de bicicleta de um estado a outro toda semana para buscar tarefas dos filhos — Foto: Arquivo pessoal/Herison Schorr

Desafio do ensino à distância

Morando em uma casa às margens da rodovia, a família raramente consegue sinal de telefonia. Edemilson aproveita para fazer ligações, quando precisa, no trabalho, e os filhos se arriscam caminhando pela rodovia até encontrarem algum sinal para o celular.

“É arriscado, mas é o jeito. Eu mal tenho condições de colocar um prato cheio na mesa, quem dirá um computador e internet. Não é feio passar aperto, feio é não tentar mudar e fazer o melhor que pode. Vou quantas vezes precisar e até mais longe. Meu amor por eles me move”, pontuou.

Conforme o pai, algumas vezes, quando a tarefa exige algum tipo de pesquisa, um dos filhos vai até a região que tem sinal de telefonia, faz capturas de tela do celular com o conteúdo e volta para terminar em casa.

Edemilson cuida de Wellinton, de 16 anos, Amabili, de 14, e Nicole, de 12 — Foto: Arquivo pessoal/Herison Schorr

Edemilson cuida de Wellinton, de 16 anos, Amabili, de 14, e Nicole, de 12 — Foto: Arquivo pessoal/Herison Schorr

O professor Nilton Schorr dá aulas de geografia para os três filhos de Edemilson há uns seis anos. Ele conta que os adolescentes sempre se mantiveram firmes nos estudos, apesar das dificuldades financeiras e de distância do colégio.

“A família toda é um exemplo de dedicação. Agora, com a potencialização do problema com a pandemia, eles demonstraram ainda mais garra. Todos poderiam simplesmente desistir, mas não. Tudo isso graças ao esforço do pai, a criação humilde e correta”, disse.

Ajuda

Segundo a diretora do colégio onde eles estudam, Rosângela Maria Moisés, a internet na região entre as cidades sempre foi um problema, mas que após a passagem de um ciclone bomba, tudo ficou ainda pior.

“Os alunos já estavam enfrentando dificuldades para ter acesso às aulas remotas durante a pandemia e, depois disso [ciclone], aumentou o número de famílias prejudicadas. Os três [filhos de Edemilson] estão entre os mais de 300 que precisam estudar só com atividades impressas”, explicou.

Conforme a diretora, os três são muito queridos em toda a escola. Para ela e as duas assessoras que fazem o filtro da situação dos estudantes, é impossível não querer ajudar a família de alguma forma.

“Temos um carinho enorme pelos três, e também pelos outros estudantes, claro. Mas, cada aluno é especial para nós. Esse pai é muito guerreiro. É de cortar o coração ver pessoas que tem direito como qualquer outro, estarem nessa situação”, disse Rosângela.

A diretora contou que várias vezes tentou auxiliar a família, mesmo que pouco.

De acordo com Rosângela, certo dia, ela e as assessoras juntaram o dinheiro que tinham na carteira e compraram um chinelo, um tênis e um agasalho para Wellinton porque o chinelo que ele tinha ido para o colégio arrebentou.

“Uma das assessoras da escola estava no pátio, e o menino estava com o pé no chão, aí ela perguntou o motivo e ele disse que o chinelo tinha arrebentado. Ela veio falar comigo e nós duas começamos a chorar. Demos as coisas para ele, e o olho dele brilhava. Essa família vale ouro”, concluiu.

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Modelo desaparecida há 1 ano é encontrada em favela no Rio

Eloísa Pinto Fontes, de 26 anos, que já fotografou para revistas internacionais, havia desaparecido quando estava em Nova York. Ela foi encontrada com a ajuda de amigos da família e recebeu cuidados médicos.

Por G1 Rio

Modelo alagoana é encontrada no Morro do Cantagalo

A modelo alagoana Eloísa Pinto Fontes, de 26 anos, desaparecida havia um ano, foi encontrada no Morro do Cantagalo, Zona Sul do Rio, com ajuda de agentes do programa Ipanema Presente.

Eloísa já fotografou para revistas internacionais e desapareceu quando estava em Nova York.

A modelo foi encontrada com a ajuda de amigos da família e recebeu cuidados médicos.

Assistência médica

Segundo o subsecretário da operação Segurança Presente, Antônio Carlos dos Santos, a modelo estava desorientada e foi levada para o Instituto Philippe Pinel na terça-feira (6) – hospital psiquiátrico em Botafogo –, onde está sendo assistida por uma equipe médica.

“Ela estava andando pela comunidade completamente desorientada. E ontem nós conseguimos localizá-la e regatá-la”, disse o subsecretário em entrevista ao Bom Dia Rio nesta quinta-feira (8).

Modelo Eloísa já foi capa de revistas internacionais — Foto: Reprodução/TV Globo

Modelo Eloísa já foi capa de revistas internacionais — Foto: Reprodução/TV Globo

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Vítimas relatam ação de mulheres presas por dopar e roubar idosos: ‘Apaguei e me jogaram do carro’

Jovem de 24 anos e a tia, de 44, confessaram que davam medicamentos com refrigerante aos idosos na região de Itapetininga (SP). Uma vítima foi encontrada morta em canavial; laudo aponta traumatismo craniano.

Por Carlos Dias e Airton Salles Jr., G1 Itapetininga e Região

Dois idosos relataram ao G1 o sufoco depois que foram abordados, dopados e deixados caídos na rua por duas mulheres presas suspeitas de roubar ao menos 15 vítimas na região de Itapetininga (SP).

A dupla, de 24 e 44 anos, foi presa no dia 13 de agosto suspeita de drogar e matar um idoso de Cesário Lange, que foi encontrada em um canavial. Uma câmera de segurança registrou quando Erineu da Rosa, de 78 anos, entrou no carro das mulheres.

O aposentado Darci Paulino de Oliveira, de 72 anos, contou que foi alvo da dupla na tarde do dia 18 de junho deste ano. A vítima mora em um sítio em Itapetininga e no dia do crime foi até o Centro para pagar contas.

Na volta para casa, as duas mulheres o abordaram no ponto de ônibus. Uma delas se apresentou como enfermeira e ofereceu carona até a região que seria perto da casa dele.

“Ela disse que ia até Varginha e que me levava. Entrei no carro. A motorista saiu e entrou na farmácia. Quando chegou no posto para abastecer, ela comprou um refrigerante. Tomei e fui apagando. Escureceu a vista. Fiquei sem comer, sem beber e urinei na roupa”, lembra.

De acordo com o boletim de ocorrência, antes de ser dopado, elas pediram R$ 20 para o combustível. O dinheiro teria sido usado para comprar a lata de refrigerante.

“Caí duas vezes de cabeça no chão. Fiquei dois dias e duas noites sozinho. Vi um carro e pedi socorro. Me levaram para um bar e me deram água, salgado e chamaram o Samu.”

‘Coração parecia que ia explodir’

Já Florindo Simões, de 72 anos, afirma que foi abordado em Itapetininga na manhã do dia 28 de maio em uma feira. Na ocasião, a mulher pediu para que o idoso pagasse um pastel.

Em seguida, a golpista ofereceu uma carona para Alambari e no meio do caminho também lhe deu um refrigerante com medicamentos.

“Tomei e depois de 10 minutos o coração parecia que ia explodir. Depois, eu apaguei e me jogaram do carro. Uma pessoa me viu e me socorreu. Só acordei no hospital.”

As duas mulheres, que são sobrinha e tia, são suspeitas de aplicarem golpes em ao menos três vítimas em Angatuba (SP), uma em Sarapuí (SP), uma em Alambari (SP), uma em Cesário Lange (SP), uma em Avaré (SP), duas em São Miguel Arcanjo (SP), uma em Campina do Monte Alegre e nove em Itapetininga (SP).

Dos casos que as vítimas registraram boletim de ocorrência, 12 foram durante a pandemia. Contudo, há registros de crimes desde setembro de 2019.

Flagrantes em vídeo

Novos vídeos mostram mulheres presas por dopar e roubar vítimas com idosos em agências

Novos vídeos mostram mulheres presas por dopar e roubar vítimas com idosos em agências

Dois videos que o G1 teve acesso registraram as ações das suspeitas. Em um deles, um homem com dificuldade para andar foi levado de um caixa para outro. O crime ocorreu enquanto outras pessoas utilizavam o serviço e não perceberam.

Em outra situação, flagrada à noite, uma delas entrou no prédio. Em seguida, o idoso e a outra mulher entraram. Eles ficaram na agência por cerca de 40 minutos.

Os vídeos ajudaram a polícia a montar o quebra-cabeça da série de crimes em cidades da região e o modo que tia e sobrinha agiam.

Abordagem

Segundo a polícia, a dupla abordava idosos em locais públicos e oferecia caronas ou se passavam de enfermeiras.

Uma delas contou à investigação que oferecia serviço sexual. No entanto, as vítimas ouvidas na delegacia negam.

Idoso morto

Um vídeo registrou a última vez que Erineu da Rosa, de 78 anos, foi visto com vida em Cesário Lange (SP). O idoso despareceu no dia 29 de julho, por volta das 14h. Duas mulheres, de 24 e 44 anos,

O boletim de ocorrência de desaparecimento foi feito no dia 30 de julho, quando ele não retornou para casa. Na ocasião, a vítima saiu de casa dizendo que iria buscar um carro na oficina, mas não chegou ao local. O filho afirmou à polícia que era a primeira vez que o idoso não tinha retornado.

Vídeo mostra idoso entrando em carro de mulheres presas por dopar e roubar vítimas

O vídeo, a qual o G1 obteve na terça-feira (6), mostrou quando as mulheres pararam o carro e Erineu entrou. Testemunhas contaram à investigação que ele andava na rua quando as duas o abordaram. Antes do idoso, um homem revelou que também havia sido chamado por elas.

Policiais chegaram até tia e sobrinha ao analisarem as imagens de câmeras de monitoramento e terem acesso a registros de ligações, que apontaram que elas estiveram na cidade.

Segundo a Polícia Civil, após a prisão, as suspeitas indicaram onde deixaram a vítima. O idoso foi achado na plantação em estado de decomposição.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Erineu morreu por traumatismo craniano. A Polícia Civil aguarda também o laudo toxicológico, que irá apontar as substâncias no corpo dele. Conforme o filho, a vítima havia saído de casa com cerca de R$ 1 mil.

Alvos idosos

As mulheres passaram a oferecer refrigerante com remédios, dopavam as vítimas e aproveitavam para pegar os valores. Alguns idosos relataram terem sido agredidos e deixados no mato por dias.

Ao serem detidas, em Itapetininga, elas confessaram que estavam a caminho de outra cidade fazer mais vítimas. A polícia acredita que os golpes registrados na delegacia podem ter chegado a R$ 100.

A Justiça determinou a prisão preventiva por latrocínio, quando há roubo seguido de morte, e foram encaminhadas para uma unidade prisional da região. Também foram aprendidos dois veículos usados nos crimes, celulares e medicações.

Prisão de fornecedor

Homem é preso suspeito de vender remédios ‘tarja preta’ a mulheres que dopavam idosos

Um técnico de enfermagem do Hospital Regional de Sorocaba (SP) foi preso no dia 9 de setembro, na operação “Melhor Idade”, por suspeita de vender medicamentos controlados para as duas.

Conforme a investigação, o funcionário do hospital, de 37 anos, foi detido na casa dele, na Vila Piedade, em Itapetininga (SP), durante cumprimento de mandado de busca.

Na casa dele foi apreendida grande quantidade de medicação “tarja preta” como morfina, Clonazepan, Diazepam, Lorazapan, Tramadol e diversas marcas de antibiótico.

De acordo com a DIG, as medicações não possuíam nota fiscal ou qualquer anotação que indique a procedência. Os remédios foram apreendidos. O suspeito foi liberado na audiência de custódia e o caso continua sob investigação.

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos não possuíam nota fiscal — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos não possuíam nota fiscal — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Quase metade das mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho; 15% delas pediram demissão, diz pesquisa

Pesquisa indica que o assédio sexual atinge mais negras e mulheres com rendimentos menores; apenas 5% delas recorrem ao RH das empresas para reportar o caso.

Por Marta Cavallini, G1

Quase metade das mulheres já sofreu algum assédio sexual no trabalho, segundo pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inovação social Think Eva, que ouviu 414 profissionais em todo o país, de forma online. Entre elas, 15% pediram demissão do trabalho após o assédio. E apenas 5% delas recorrem ao RH das empresas para reportar o caso.

De acordo com o levantamento, a maioria das entrevistadas que já sofreram alguma forma de assédio sexual no ambiente de trabalho são mulheres negras (52%) e que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%). Além disso, o Norte (63%) e Centro-Oeste (55%) têm uma concentração de relatos superior às demais regiões.

A pesquisa mostra ainda que, mesmo entre as mulheres que ocupam posições hierárquicas mais altas, o assédio não deixa de ser uma realidade. Entre as entrevistadas que declararam desempenhar a função de gerente, 60% afirmaram terem sido vítimas de assédio. No caso de diretoras, o número chegou a 55%.

Mais de 95% das entrevistadas afirmam saber o que é assédio sexual no trabalho, mas pouco mais de 51% falam com frequência sobre o tema. Quanto maior o rendimento, maior a frequência com que as discussões acontecem. Veja abaixo:

  • 47%: até 2 salários mínimos
  • 54%: de 2 a 6 salários mínimos
  • 60%: 6 a mais de 8 salários mínimos

Entre as mulheres que mais falam sobre assédio, a maioria é de mulheres pretas ou pardas, ocupa cargos de gerência e tem acima de 55 anos:

  • 68% das mulheres declararam ocupar posições de gerência
  • 67% das mulheres têm acima de 55 anos
  • 57% das profissionais desempenham funções em nível pleno ou sênior
  • 54% das mulheres são pardas e pretas

Impunidade e medo desencorajam denúncia

Apenas 5% das mulheres recorrem ao departamento de RH das empresas para reportar um caso. O baixo índice de queixas está associado ao senso de impunidade, ineficiência de políticas internas e ao medo, além do sentimento de culpa pelo assédio sofrido.

A sensação de impotência faz com que o silêncio e a solidão sejam os resultados mais recorrentes. Metade delas prefere dividir o ocorrido apenas com pessoas próximas e 15% optam pela demissão:

  • 50%: contei para pessoas próximas
  • 33%: não fiz nada
  • 15%: pedi demissão
  • 14%: outros
  • 8%: recorri a sistemas de denúncia anônimos da minha empresa
  • 5%: recorri ao RH
  • 4%: recorri a grupos de apoio de minha empresa
  • 3%: recorri a grupos de apoio de fora da minha empresa

Apenas 15% das participantes que presenciaram uma situação de violência afirmaram ter auxiliado diretamente a vítima. Outras 10% não fizeram nada e apenas 4,3% disseram ter avisado o departamento de Recursos Humanos.

As participantes relataram que a maior barreira para a denúncia é a impunidade: 78,4% delas acreditam que nada de fato acontecerá caso denunciem o crime dentro das corporações em que trabalham.

Além disso, 64% afirmam que há um ciclo de descaso e que as pessoas diminuem os casos de assédio sexual. Com um percentual exatamente igual, outro fator que faz com que as mulheres evitem denunciar é o medo de serem expostas.

Saiba como denunciar casos de assédio sexual no trabalho

Maiores barreiras para a denúncia:

  • 78%: impunidade – nada de fato acontecerá
  • 64%: descaso – as pessoas diminuem o que aconteceu
  • 64%: medo de ser exposta
  • 60%: descrença – as pessoas dificilmente acreditam no que aconteceu
  • 60%: medo de ser demitida
  • 41%: colocariam a culpa em mim
  • 27%: falta de certeza se foi um assédio sexual
  • 16%: sentimento de que a culpa foi minha – eu mereci / eu pedi

Dificuldade para identificar o assédio

Ao mesmo tempo em que as mulheres conversam sobre o assunto, existe um desconhecimento sobre as melhores formas de identificar situações de assédio sexual. Esse contexto aparece quando 10% das entrevistadas dizem não saber se já passaram por algum episódio de assédio, assim como outros 10% não sabem identificar situações correlatas em seus ambientes de trabalho.

As ações mais associadas ao assédio sexual são:

  • 92%: solicitação de favores sexuais
  • 91%: contato físico não solicitado
  • 60%: abuso sexual

Nos casos em que a mulher reconhece ter sido vítima de um caso de assédio, existe uma distorção entre a identificação e a reação. Os principais sentimentos que as vítimas relatam são raiva, nojo, medo, impotência, vergonha, humilhação e culpa. Em 15% dos casos, sentem-se confusas e em dúvida. E 10% acham que a culpa pela violência é delas.

A sensação de insegurança é maior entre mulheres com renda de até 2 salários mínimos (51%). Este mesmo grupo, assim como as participantes pretas e pardas (54%), também são maioria em afirmar que sentem vergonha por serem vítimas de assédio sexual. O índice chega a ser 10 pontos percentuais superior à média de mulheres com outros perfis.

A perda da autoconfiança é outra consequência relatada com frequência, assim como um impacto negativo na performance profissional, a sensação de que seriam culpabilizadas pelo que aconteceu ou que provocaram o episódio. Em todos esses casos, mulheres com um rendimento financeiro menor lideram os percentuais.

Além disso, as participantes afirmam terem sentimentos como cansaço (31,7%) e falta de confiança em si e nos outros (30,3%). Sintomas de ansiedade e depressão também são comuns e aparecem em quarto lugar no ranking:

  • 35%: constante medo e dificuldade
  • 32%: desânimo e cansaço
  • 30%: diminuição da autoconfiança
  • 28%: sintomas de ansiedade e/ou depressão
  • 23%: afastamento de colegas de trabalho
  • 22%: diminuição da autoestima

Para as entrevistadas, a construção de um ambiente profissional livre de assédio deve ter as seguintes ações das empresas:

  • Adotem um posicionamento oficial e público
  • Desenvolvam ações preventivas
  • Criem uma ouvidoria especializada para acolhimento das vítimas
  • Façam um monitoramento constante para avaliação das políticas e práticas
  • Adotem um processo de denúncia seguro e transparente
  • Elaborem um protocolo de encaminhamento dos casos com a punição do agressor

Assédio nas redes sociais

O LinkedIn também aplicou um questionário dentro da própria plataforma para analisar como as usuárias são atingidas por casos de assédio sexual nas redes sociais.

O Facebook aparece em primeiro lugar entre as redes com maior possibilidade de ocorrer assédio sexual, seguido pelo Instagram, Whatsapp, Twitter e LinkedIn.

Do total, 13,4% das mulheres afirmaram ter passado por casos de assédio no próprio LinkedIn. De 795 mulheres que usam o LinkedIn pelo menos uma vez ao dia, 29,8% dizem ter sido assediadas, 5,9% não têm certeza se já passou por isso e 44% informaram ter presenciado um caso na rede.

A maior parte dos casos aconteceu de forma velada, por meio de mensagens privadas (61,4%) seguida por comentários em artigos ou publicações (27,3%).

A maioria das mulheres não respondem às mensagens ou bloqueiam os contatos dos assediadores, não tomando medidas formais para isso como os mecanismos de denúncia da plataforma. Outras simplesmente abandonam a plataforma (18%).

Debate e mudança são necessários

De acordo com Maíra Liguori, diretora de impacto da Think Eva, o assédio sexual era, até pouco tempo, naturalizado e legitimado no ambiente de trabalho, mas é uma violência de gênero que traz danos profundos e traumas irreversíveis para as profissionais.

“O ambiente corporativo ainda encontra dificuldades em assumir sua parte nessa mudança cultural. Ao fechar os olhos para este problema, reproduz os mesmos comportamentos que, direta ou indiretamente, protegem o agressor e reforçam um cenário perverso em que ele, por sinal, é o único que não sai perdendo. A vítima é revitimizada e excluída do mercado, a própria empresa perde talentos e a diversidade de seu corpo de funcionários e a comunidade segue vendo a violência ser perpetuada”, destaca.

Para Ana Plihal, diretora de soluções de talentos e líder do Comitê de Mulheres para o LinkedIn Brasil, é preciso trazer a discussão para um nível de consciência e de quebra de estruturas pouco eficazes em casos de denúncia.

“Temos como objetivo chamar lideranças empresariais a assumirem um compromisso público e aberto de combate ao assédio sexual no ambiente de trabalho, conclamando para a adoção de ações preventivas de contenção e proporcionando, assim, um ambiente mais seguro”, afirma.

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