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Paxlovid: Ministério da Saúde incorpora primeiro medicamento para casos leves de Covid

Fabricado pela Pfizer, medicamento é composto por dois antivirais: o nirmatrelvir e o ritonavir. Ele é indicado para pacientes com quadro leves a moderados da Covid-19.

Por g1

O Ministério da Saúde anunciou, na última sexta-feira (6), a incorporação do medicamento Paxlovid, composto pelos antivirais nirmatrelvir e ritonavir, para casos leves de Covid.

Esse é o primeiro tratamento incluído no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de pacientes com quadro leves a moderados da Covid-19 e alto risco de complicações. Ele tem o objetivo de prevenir internações, complicações e mortes.

Em 30 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do Paxlovid. Após a publicação da incorporação no Diário Oficial, na sexta-feira, o Ministério tem 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública.

Com potencial para redução da evolução da doença para quadros graves, o medicamento será ofertado para pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos.

O tratamento só poderá ser utilizado em caso de teste positivo para doença e em até cinco dias após início dos sintomas.

Em abril, o Ministério da Saúde incorporou o medicamento baricitinibe para casos graves da Covid-19. Ele também foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já tinha registro no Brasil para o tratamento de artrite reumatoide e dermatite atópica.

Como funciona o medicamento

O Paxlovid consiste em dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir.

Essa associação deve ser administrada por via oral e é indicada para pacientes com Covid-19 leve à moderada, não hospitalizados, que apresentam elevado risco de complicações e sem necessidade de uso de oxigênio suplementar.

O nirmatrelvir impede que o vírus se prolifere, tendo, assim, uma potente atividade contra o vírus da Covid-19 e outros coronavírus.

Já o ritonavir inibe a ação de uma enzima que degrada o nirmatrelvir. Com isso, colabora para que o nirmatrelvir fique por mais tempo disponível na corrente sanguínea, o que potencializa a sua ação.

O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/AIDS.

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Sindicato de motoboys de SP pede que empresas de entregas por app troquem mochila por baú; medida visa evitar falsos entregadores

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam proposta da entidade.

Por Ana Flávia Paula*, g1 SP — São Paulo

O Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP) elaborou um manifesto em que pede que seja exigido de empresas de entregas por aplicativos a troca de mochilas (bags), utilizada por grande parte dos entregadores parceiros, por baús.

Segundo o sindicato, a medida deve reduzir a atuação dos falsos entregadores na cidade e, também, atender ao regulamento de “motofrete” da Secretaria de Mobilidade e Trânsito, que impede o transporte de carga em equipamentos fixados por alças ou outros dispositivos junto ao corpo do condutor, como mochilas ou similares, quando a motocicleta está em movimento.

“Quando o moto entregador utiliza esse equipamento, “baú” é para uso do trabalho, quando um moto entregador utiliza a mochila bag, ele deixa de ser um moto entregador muito fácil, permitindo que qualquer motociclista possa atuar com facilidade para o crime e outros delitos”, ressalta o sindicato em um trecho da carta.

A entidade também defende que as entregas sejam feitas apenas pelos motociclistas que possuem cadastro na prefeitura. Isso, por sua vez, levaria os entregadores a fazer parte da categoria profissional de motofrete, sob fiscalização do Departamento de Transportes Públicos (DTP).

Na cidade de São Paulo, além de licença para a motocicleta, os profissionais desta modalidade também devem ter cadastro municipal de condutores de motofrete e utilizar placa vermelha na moto.

Um levantamento da prefeitura a que o g1 teve acesso com exclusividade indica que a capital paulista tem atualmente 8.201 motoboys com licença para atuar como motofrete.

Motocicleta equipada de acordo com o regulamento do "motofrete" da prefeitura de São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

Motocicleta equipada de acordo com o regulamento do “motofrete” da prefeitura de São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

O presidente da Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (AMABR), Edgar Francisco, também defende a regulamentação do trabalho por aplicativo como uma forma de aumentar a segurança da população e dos trabalhadores, mas diz acreditar ser preciso incentivo do poder público para que os motoboys busquem a regulamentação.

“A lei já ajudaria muito no enfrentamento do problema, mas é preciso de incentivo do poder público para que funcione de uma forma que não onere o entregador, e ele entenda o quanto que ele está mais seguro, além de como a população vai enxergar ele melhor ,e o trânsito ficará mais harmônico por ser uma pessoa que está capacitada a exercer essa profissão de risco”, avalia Edgar.

O que dizem especialistas

Assaltantes utilizarem disfarces para cometer crimes não é uma novidade, na visão do coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, David Marques.

“A diferença é que agora essa modalidade é a que está em alta. Isso é possibilitado de certa forma pela polarização dos aplicativos de entrega que tiveram um impacto na pandemia, seja para os trabalhadores como uma nova oportunidade de renda ou para a população, pelo distanciamento social.”

Para o especialista, com o cenário, surge para os entregadores uma demanda de segurança que permita que os equipamentos diferenciem entregadores reais de criminosos disfarçados.

“Independentemente se o caminho será via essa regulamentação da prefeitura ou de outra forma, o mais importante é que exista essa camada adicional que permita a fácil identificação dos entregadores reais, seja por parte dos órgãos de controle ou até mesmo dos cidadãos que convivem no trânsito com esses entregadores”, completou o especialista.

O engenheiro de tráfego Paulo Bacaltchuck diz que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) se preocupa com medidas de segurança física dos entregadores, mas cabe ao munícipio definir regras que possam trabalhar a identificação dos profissionais. Ele, porém, diz não acreditar que os equipamentos que o entregador use funcionem para solucionar o problema.

“Isso não impede quem quiser fraudar de clonar [baús] da mesma forma como fizeram com a mochila do aplicativo. O problema não é como o entregador se veste ou como está equipado. Talvez as empresas possam pensar em um mecanismo no aplicativo que monitore a circulação dos motoboys.”

O que dizem as empresas de aplicativo

g1 solicitou às empresas Amobitec (representante de iFood e Uber) e Abo2O (representante da Rappi) um levantamento com o número de entregadores parceiros que atendem ao regulamento na cidade, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.

Em nota, a Amobitec disse que “a entrega intermediada por aplicativos é de natureza privada, aplicando-se portanto as regras de trânsito previstas na resolução do CONTRAN nº 356/2010”.

A resolução citada pela empresa faz menção a uma lista de requisitos mínimos de segurança para o transporte remunerado de passageiros (mototáxi) e de cargas (motofrete) em motocicleta e motoneta.

O texto, entretanto, não faz nenhuma menção, entre os equipamentos permitidos, ao uso de mochilas ou similares fixados por alças.

A Abo2O, até a última atualização desta reportagem, não se posicionou sobre o assunto.

O que diz a prefeitura

A Prefeitura de São Paulo informou, por meio de nota, que estuda uma forma de regulamentar o serviço dos aplicativos de entrega.

Segundo a gestão municipal, a Lei 14.491 de julho de 2007 se aplica ao serviço de motofrete e prevê a exigência de baú ou outro equipamento específico para transporte de carga, na forma estabelecida em regulamentação pertinente expedida pelo Contran, além de placa vermelha e licença para a motocicleta e Cadastro Municipal de Condutores de Motofrete (Condumoto).

“A fiscalização feita por agentes do DTP diz respeito à fiscalização de transporte por motofrete, sem prejuízo da fiscalização do DETRAN e do Policiamento de Trânsito quanto ao cumprimento de regras no âmbito da legislação de trânsito”, diz o comunicado.

* Sob supervisão de Paula Lago

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Italiano é encontrado por cadelas farejadoras da PM, após ficar desaparecido por 4 dias em região turística do sul da Bahia

Caso aconteceu no distrito de Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro. Homem foi encontrado em uma área de mata e precisou de atendimento médico.

Por g1 BA

Um italiano foi encontrado por cadelas farejadoras da Polícia Militar após ficar desaparecido por quatro dias no distrito de Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, região turística do sul da Bahia. O resgate aconteceu na tarde de sábado (7).

Paolo Razelli, de 53 anos, foi encontrado desidratado e desorientado. Familiares e amigos dele informaram do desaparecimento e deram pistas à polícia sobre onde Paolo poderia estar. Ele havia sido visto pela última vez no local de trabalho. A polícia não divulgou as circunstâncias do sumiço.

Com roupas e sapatos de Paolo, a PM contou com a ajuda das cadelas policiais K9 Surah e K9 Brunna, que são especialistas em mantrailing – uma técnica que consiste na busca específica do cheiro de uma pessoa, descartando outros odores.

As cadelas rastrearam Paolo e levaram os policiais por pontos onde o italiano poderia ter passado, como as praias de Piritinga e Coqueiros. O homem foi encontrado em uma área de mata, entre algumas folhas.

Ele recebeu os primeiros atendimentos dos policiais, depois foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arraial d’Ajuda, já que não conseguia beber água, por causa da fraqueza. Não há informações sobre possíveis ferimentos. Depois de passar por cuidados médicos, Paolo foi levado até a família.

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Associação afirma que servidores do ICMBio e Ibama não fiscalizam Terra Yanomami há 5 meses

Nota pública é assinada pela Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente (Ascema). Texto afirma que última ida de servidores ambientais até a reserva indígena ocorreu em dezembro de 2021.

Por g1 RR — Boa Vista

A Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente (Ascema) divulgou uma nota pública relatando que nenhum servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) foi enviado à Terra Indígena Yanomami desde dezembro de 2021, há cinco meses.

Intitulada “Governo Bolsonaro boicota IBAMA e ICMBio no caso Yanomami”, a nota afirma que não houve qualquer ação de fiscalização do Ibama, apesar de haver determinação para cumprimento.

A associação define como “desastrosa” as ações do Governo Federal para recrutar novos agentes e lamenta o “abandono” de programas e planos de combate ao desmatamento.

g1 procurou o Ibama e o ICMBio, mas até o momento não obteve resposta.

“Sem fiscalização, as atividades criminosas ganharam espaço para se desenvolver livremente, colocando sob risco não apenas os povos originários do Brasil, mas também toda a população, as futuras gerações, bem como a nossa megabiodiversidade”, conta no documento.

A nota foi divulgada no dia 6 de maio, em meio à tensões envolvendo a Terra Indígena Yanomami. O relatório da Hutukara, divulgado no dia 11 de abril, mostra que de outubro de 2018 até o fim de 2021, a área destruída pelo garimpo ilegal quase dobrou de tamanho, ultrapassando 3,2 mil hectares.

Apenas nos três primeiros meses de 2021, a degradação foi equivalente a 200 campos de futebol. Ao todo, se comparado a 2020, o ano passado registrou um aumento de 46%.

O documento também define como “interpretações propositadamente equivocada” as decisões da presidência do Ibama que “favorecem a prescrição de milhares de processos de autos de infração,promovendo uma verdadeira anistia em massa de infratores punidos”.

“Serão anos de gastos públicos no combate aos delitos ambientais jogados no lixo. Essa impunidade gera descrença nas instituições e promove um ambiente favorável à destruição ambiental e ao ferimento dos direitos dos povos originários”.

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Título de eleitor on-line: termina o prazo para pedir primeira via a tempo de votar nas eleições deste ano; número de eleitores aptos será divulgado em 11 de julho

Brasileiros tinham até ontem para pedir primeira via ou regularizar título de eleitor. De 0h às 19h de quarta, 1,3 milhão de atendimentos haviam sido feitos pela Justiça Eleitoral, a maior parte pela internet.

Por g1

Terminou às 23h59 desta quarta (4) o prazo para brasileiros a partir de 16 anos pedirem a primeira via do título de eleitor ou o regularizarem a tempo de votar nas eleições de 2022. O procedimento se dava por meio ser feito pela internet, por meio do Título Net.

O primeiro turno da votação está marcado para 2 de outubro. Já o segundo turno, nos estados e nacionalmente, caso preciso, ocorrerão em 30 de outubro, último domingo do mês.

O TSE informa que todos os pedidos serão analisados a tempo das eleições. O acompanhamento pode ser feito pela página da Justiça Eleitoral.

De 0h às 19h desta quarta, a Justiça Eleitoral recebeu 1.343.606 solicitações, das quais 830.850 mil são pedidos feitos pela internet e 512.756 de forma presencial. Entre as solicitações estão a primeira via do título, para quem nunca votou, transferência de domicílio eleitoral, alteração de dados pessoais e de local de votação, além de regularização para quem estava com o título cancelado.

O tribunal divulgará em 11 de julho o total de eleitores aptos a votar em 2022, divididos por município, assim como o detalhamento e o perfil do eleitorado brasileiro.

A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97 – artigo 91) determina o fechamento do Cadastro Eleitoral 150 dias antes de cada pleito. Neste período, as pessoas podem resolver pendências como transferência de domicílio eleitoral ou outras decorrentes de ausência ou justificativa nas três últimas eleições.

“Para evitar contratempos, é importante solicitar a primeira via ou regularizar o título o quanto antes, pois nos últimos dias do prazo a procura pelo serviço é alta”, diz o TSE.

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Covid-19: Brasil registra primeiros casos da subvariante ômicron XQ; veja o que se sabe

Dois casos aconteceram na cidade de São Paulo e foram sequenciados pelo Instituto Butantan. Informações sobre idade e gênero dos pacientes não foram divulgadas.

Por Roberto Peixoto, g1

O Brasil registrou os dois primeiros casos de Covid-19 provocados pela subvariante XQ, uma combinação das sublinhagens BA.1.1 e BA.2 da ômicron.

Os casos aconteceram na cidade de São Paulo e foram sequenciados pelo Instituto Butantan.

O Instituto e a Secretaria Estadual de Saúde confirmaram a informação ao g1 (veja nota ao final da reportagem).Informações sobre idade e gênero dos pacientes não foram divulgadas.

Segundo o sistema internacional de classificação e registro de novas linhagens conhecido como Pango, 49 casos de variantes recombinantes do tipo já tinham sido registrados na Inglaterra e no País de Gales.

Uma recombinação ocorre quando um indivíduo é infectado com duas ou mais variantes ao mesmo tempo, resultando em uma mistura de seu material genético dentro do corpo do paciente.

Mas uma variante recombinante, como é o caso da XQ, não é a mesma coisa que um indivíduo infectado por duas variantes ao mesmo tempo.

A XQ é uma mistura das duas sublinhagens da ômicron: BA.1.1 e BA.2.

Salmo Raskin, médico pediatra e geneticista, diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba, explica que, como temos poucos casos descritos no mundo, não é possível saber ao certo informações sobre a transmissibilidade virulência da XQ.

Porém, como esse número também é muito pequeno no país, o pesquisador acredita que essas recombinantes serão provavelmente ‘engolidas’ pela BA.2, que é mais transmissível que a BA.1.

“Todas essas variantes recombinantes são chamadas de variantes de interesse. Estão abaixo do grau de variante de preocupação (VOC) da OMS”, diz.

No começo de abril, o Ministério da Saúde confirmou por aqui o primeiro caso de outra recombinante da ômicron, a XE, uma mistura da BA.1 e BA.2. De lá pra cá, segundo dados do Ministério da Saúde, somente mais três casos da XE foram confirmados.

Anvisa aprova uso emergencial do Paxlovid, antiviral da Pfizer contra a Covid

À época, embora apontada em estudos iniciais como cerca de 10% mais transmissível que a BA.2, a OMS disse que aguardava novas pesquisas sobre o assunto.

No mesmo mês, a organização também havia dito que continuaria a monitorar os riscos associados às variantes recombinantes e que forneceria atualizações à medida que mais evidências científicas estivessem disponíveis.

Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que a OMS já tinha alertado sobre essa recombinação recém-identificada no Brasil em relatórios de meados de março, sem nomeá-la de XQ.

A infectologista destaca que, quanto mais variantes, maior é o risco de características como maior transmissibilidade, capacidade de reinfecções, outros ou novos sintomas mais específicos, porém ressalta que as características genéticas das atuais recombinações estão bastante semelhantes.

“A mensagem é: as variantes existem e estão surgindo a cada dia. E quanto maior a circulação do vírus, maior a chance do surgimento de novas variantes”, diz Kobayashi.

Confira a nota da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todo o território estadual. A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e, até o momento, há dois casos da nova variante Ômicron XQ (BA.1.1 e BA.2) no município de São Paulo identificadas pelo Instituto Butantan. Balanço da vigilância aponta mais de 10 mil casos da variante Ômicron e suas sublinhagens.

O comportamento de um vírus pode ser diferente em locais distintos em virtude de fatores demográficos e climáticos, por exemplo. A Vigilância estadual, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), monitora, acompanha e auxilia nas investigações, em tempo real de todas as Variante de Preocupação (VOC = Variant Of Concern), tais como Delta, Alpha, Beta, Gamma e a Ômicron.

As medidas já conhecidas pela população seguem cruciais para combater a pandemia do coronavírus: higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel); distanciamento social; e a vacinação contra a Covid.

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Polícia Federal apreende 77 quilos de ouro em Sorocaba

Carga avaliada em R$ 23 milhões, e de procedência duvidosa, foi apreendida em dois carros na rodovia Castello Branco, depois de chegar a Sorocaba em um avião; seis pessoas foram detidas. Polícia Federal acredita que metal precioso tenha saído do Mato Grosso e Pará.

Por g1 Sorocaba e Jundiaí

Polícia Federal apreende 77 quilos de ouro em Sorocaba (SP) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Polícia Federal apreende 77 quilos de ouro em Sorocaba (SP) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal apreendeu 77 quilos de ouro sem procedência na tarde desta quarta-feira (4), em Sorocaba (SP). Seis pessoas que faziam o transporte foram detidas.

A Polícia Federal informou que monitorava um avião particular suspeito, modelo King Air turboélice, que pousou no Aeroporto Estadual de Sorocaba (Bertram Luiz Leupolz).

Com apoio da da Polícia Militar Rodoviária, os policiais abordaram dois veículos no KM 74 da Rodovia Castello Branco, sentido capital.

Nos veículos, as equipes encontraram três malas com barras de ouro, totalizando 77 quilos. Segundo documentos apreendidos, a carga de metal precioso saiu do Mato Grosso e Pará. Uma quarta mala com diversos documentos também foi apreendida.

Polícia Federal apreende 77 quilos de ouro em Sorocaba (SP) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Polícia Federal apreende 77 quilos de ouro em Sorocaba (SP) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Os seis detidos foram levados à delegacia da PF em Sorocaba, onde foi aberta uma investigação para apurar a denúncia de prática dos crimes de usurpação de bens da União e receptação dolosa.

O metal foi encaminhado para perícia em laboratório da PF. Por tratar-se de ouro, o valor da apreensão soma cerca de R$ 23 milhões.

O avião também foi apreendido, o qual é objeto de sequestro criminal em outro inquérito policial. As circunstâncias da utilização proibida da aeronave serão apuradas.

Polícia Federal apreende 77 quilos de ouro em Sorocaba — Foto: Polícia Federal/Divulgação

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Brasil tem 3ª maior inflação entre as grandes economias, mostra OCDE

Na conjunto de países do grupo G20, taxa em 12 meses atingiu 7,9% em março, contra 11,3% no Brasil; veja ranking.

Por Darlan Alvarenga

A alta da inflação é uma preocupação global, mas a taxa registrada no Brasil permanece bem acima da média observada nas maiores economias do mundo. Relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que a inflação acumulada em 12 meses no Brasil é a maior do G20 – grupo dos países mais ricos –, atrás só da Turquia e da Argentina.

Por aqui, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 11,3% no acumulado em 12 meses até março. Já são 7 meses seguidos com a inflação anual acima dois dígitos.

Na conjunto de países da OCDE, que inclui todas economias desenvolvidas e algumas emergentes, a inflação em 12 meses atingiu 8,8% em março, ante 7,8% em fevereiro – nível mais alto desde outubro de 1988. No grupo G20, a taxa ficou em 7,9%, contra 6,8% no mês anterior. No G7, passou para 7,1%, vindo de 6,3%.

Segundo o relatório, cerca de um quinto dos 38 integrantes da OCDE tiveram inflação de dois dígitos em março, sendo a mais alta a da Turquia (61,1%). Os únicos outros países da organização (mas que não estão entre as maiores economias) com taxa anual acima de 10% são Lituânia (15,7%), Estônia (15,2%), República Tcheca (12,7%), Letônia (11,5%), Polônia (11%) e Eslováquia (10,4%).

OCDE destacou a forte pressão dos preços de energia, cuja inflação saltou 33,7% em 12 meses, maior elevação desde maio de 1980. Excluindo-se alimentos e energia, a inflação para o bloco de países do grupo foi de 5,9%.

Inflação vai dar trégua?

Para tentar frear a inflação, os países têm acelerado e intensificado a alta das taxas básicas de juros.

No Brasil, a expectativa do mercado financeiro, em pesquisa realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 bancos, é de que a taxa Selic terminará 2022 no patamar de 13,25% ao ano.

O resultado da inflação oficial de abril será divulgado pelo IBGE no dia 11. Puxada pela alta dos combustíveis, a prévia da inflação registrou a maior alta para o mês desde 1995, com a taxa no acumulado em 12 meses chegando a 12%.

Reportagem do g1 mostrou que a inflação além de mais elevada, também está mais espalhada, afetando 8 em cada 10 itens pesquisados pelo IBGE. O índice de difusão saltou para 78,7%, maior patamar já registrado para meses de abril e maior nível desde fevereiro de 2003, o que indica que a inflação deve continuar pressionada pelos próximos meses.

projeção atual do mercado financeiro é de uma inflação de 7,89% em 2022. No entanto, desde o ano passado, os analistas já preveem que o IPCA fechará pelo 2º ano seguido acima do teto da meta do governo, que tinha sido fixada em 3,5% para 2022.

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Golpista invade perfil de pousada na Serra do Cipó, faz ‘promoção’ e debocha de vítimas

Após receber pagamento, golpista mandou mensagem à vítima pedindo ‘desculpas’. Direção da pousada afirma que redes sociais foram hackeadas.

Por Carolina Caetano, g1 Minas — Belo Horizonte

Golpista invade perfil de pousada na Serra do Cipó, faz ‘promoção’ e debocha de vítimas

Suítes com hidromassagem, algumas equipadas com cozinha, churrasqueira portátil e deck com espreguiçadeiras na Serra do Cipó, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Minas Gerais, distrito de Santana do Riacho.

Por todo esse conforto, diárias a partir de R$ 250, com café da manhã, almoço e jantar inclusos. O anúncio pode parecer atrativo, mas não se engane — é golpe. 

 Uma das suítes da pousada com hidromassagem — Foto: Pousada Santa Vila / Divulgação

Uma das suítes da pousada com hidromassagem — Foto: Pousada Santa Vila / Divulgação

Vítimas interessadas na hospedagem já registraram boletins de ocorrência informando que perderam dinheiro depois que fizeram PIX que seriam para reserva na Pousada Santa Vila. A direção do local alega que as redes sociais e o WhatsApp do estabelecimento foram hackeados. 

A assistente administrativa Ana Cláudia da Silva Godinho, de 25 anos, queria se hospedar na pousada no próximo fim de semana e pelo pacote, de sexta a domingo, fez um PIX de R$ 1,1 mil.

“Estava de férias e comecei a procurar na internet algumas pousadas para viajar com meu noivo. Encontrei o Instagram e o site da Santa Vila. Aparentemente estava tudo normal e chamei no WhatsApp para mais informações”, contou. 

A Polícia Civil já registrou pelo menos 14 denúncias sobre o golpe envolvendo a pousada Santa Vila. Segundo a corporação, por se tratar de um crime de estelionato, é preciso que, além do boletim de ocorrência, seja feita uma representação criminal. A vítima pode procurar a delegacia mais perto de casa ou o Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes (leia mais aqui).

Como foi o contato

Após realizar o PIX e mandar o comprovante, a jovem não teve mais resposta. Ana ligou para a pousada e foi informada por uma funcionária que o local tinha sido vítima de uma “invasão digital”. 

“Perdi o dinheiro e, depois disso, o criminoso ainda debochou pelo Instagram e me bloqueou. A minha indignação é porque os donos não tiraram o site do ar. Não tive nenhum tipo de apoio deles”, disse ela ao g1

Primeiro contato da vítima com os golpistas — Foto: Arquivo Pessoal

Primeiro contato da vítima com os golpistas — Foto: Arquivo Pessoal

Outras vítimas

A atendente de cobrança Camilla Praxedes, de 22 anos, também caiu no golpe e transferiu R$ 270. Ela já tinha se hospedado na pousada em 2019 e não teve nenhum problema.

“Estou no puerpério e queria descansar com o meu marido e minha filha de 4 meses. Fiz o PIX com a metade do valor cobrado, eu até estranhei o preço desta vez, principalmente porque tinha refeição incluída, mas me disseram que era uma promoção relâmpago e acreditei”, contou.

Golpista ainda debochou da vítima — Foto: Arquivo Pessoal

Golpista ainda debochou da vítima — Foto: Arquivo Pessoal

Pousada fica em um dos destinos mais visitados de Minas Gerais — Foto: Pousada Santa Vila / Divulgação

Pousada fica em um dos destinos mais visitados de Minas Gerais — Foto: Pousada Santa Vila / Divulgação

Pedido de ‘desculpas’

O consultor de sistema Rafael Ferreira da Costa, de 32 anos, também foi vítima. Ele pagou R$ 800 para se hospedar na pousada no último fim de semana.

“Entrei em contato na sexta pelo WhatsApp, fiz o depósito e fui para a pousada. Cheguei lá à noite, chamei no portão e ninguém atendeu”, contou. 

Ao mandar mais uma mensagem, o golpista respondeu pedindo “desculpas” pelo WhatsApp. “Desculpa de verdade. Deus vai te abençoar. Só não deseja meu mal”, escreveu o golpista. Veja a conversa na imagem abaixo:

Golpista pediu desculpas após praticar crime — Foto: Arquivo Pessoal

Golpista pediu desculpas após praticar crime — Foto: Arquivo Pessoal

“Arrumei outro lugar para dormir e, no sábado de manhã, voltei à pousada. Os donos disseram que não poderiam fazer nada”, contou.

O que diz a pousada

Procurada pela reportagem do g1 Minas, a pousada afirmou que foi vítima de ataque hacker e que também foi lesada. Veja na íntegra a nota enviada pela direção do espaço nesta quarta-feira (4):

“A Pousada Santa Vila lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com todos que foram afetados pelo golpe, do qual também é vítima. Informa ainda que tomou todas as providências possíveis para interromper a conduta criminosa, assim que tomou conhecimento dos fatos, e já acionou os órgãos responsáveis para identificação e punição dos autores desse crime”.

Pousada se manifestou pelas redes sociais — Foto: Pousada Santa Vila / Divulgação

Pousada se manifestou pelas redes sociais — Foto: Pousada Santa Vila / Divulgação

Quando acessado, o site, nesta terça-feira (3), tinha a seguinte mensagem: “Nosso antigo WhatsApp: 31 9977-0383 foi hackeado. Favor não encaminhar dados pessoais e não realizar nenhum tipo de pagamento”.

Procurada pela reportagem do g1 Minas, a direção afirmou que também foi lesada, registrou um boletim de ocorrência e está apurando as informações. 

O que diz a Polícia Civil 

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que localizou 14 registros de ocorrências sobre os fatos. No entanto, para que o caso seja investigado, é necessário que a vítima vá até uma delegacia e faça uma representação. Veja o comunicado na íntegra:

“Com os dados informados foram localizados quatorze registros de ocorrência, e por se tratar de estelionato, crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima, a PCMG orienta que as vítimas devem procurar a delegacia para formalizar a representação e prestar depoimento. Em caso de algum cidadão tenha sido vítima e/ou se sentir lesado, ele deverá procurar a unidade policial mais próxima da sua casa para registrar o boletim de ocorrência. Os fatos serão investigados e, se for constatada alguma conduta criminosa, os responsáveis poderão responder pelo crime de estelionato”.

A vítima pode procurar a delegacia mais perto de casa ou o Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes, localizado na avenida Francisco Sales, 780, bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte.

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Em 5 anos, real perdeu 30% de seu poder de compra

Inflação oficial do país aumentou gradativamente entre 2017 e 2022. Famílias parecem ‘sentir’ mais porque relação entre salários e preços está mais apertada.

Por Thaís Matos, g1

Quanto valiam R$ 50? Veja a evolução do poder de compra desde 2013

Nos últimos cinco anos, a inflação oficial do Brasil cresceu de forma cada vez mais intensa. Em 2018, o IPCA registrado no país foi de 3,75% – taxa que saltou para 10,06% em 2021. Já nos 12 meses até março deste ano, chegou a 11,30%, indicando mais um ano de preços em disparada.

Com tanta inflação, de março de 2017 a março de 2022 o real perdeu 31,32% de seu valor e poder de compra. Em outras palavras, com o mesmo valor agora a gente consegue comprar apenas dois terços do que comprava naquele ano.

(Correção: o g1 errou ao informar que o real perdeu 27,68% de seu valor de compra em 5 anos. Essa perda foi registrada em 4 anos – em 5, a perda foi de 31,32%. O texto foi corrigido às 8h54)

Real perdeu poder de compra nos últimos anos — Foto: g1

Real perdeu poder de compra nos últimos anos — Foto: g1

Essas porcentagens se refletem todos os dias na vida dos brasileiros, que encontram preços mais altos para os mesmos produtos e serviços. E a inflação afeta os orçamentos das famílias de maneira diferente de acordo com a faixa de renda.

Para as mais pobres, o aumento dos preços dos alimentos e do gás de cozinha consome boa parte da renda no início deste ano. Em pelo menos 11 capitais, apenas os itens da cesta básica já equivaliam a mais de 50% do salário mínimo em março. Já as famílias de renda alta sentiram muito os reajustes dos preços de transporte, puxados pelo aumento da gasolina.

Por que ‘sentimos mais’ os aumentos

O economista Fabio Louzada, analista CNPI e CEO da escola Eu Me Banco, explica que o brasileiro parece “sentir mais” o peso da inflação porque vivemos “o pior cenário em termos de inflação versus reajuste de salários.”

“O brasileiro sente mais a inflação porque está nos produtos e serviços que a população mais consome no dia a dia: gasolina, gás de cozinha, alimentos, energia elétrica e aluguel. Complementando, vem o salário do consumidor que teve poucos reajustes nesse período, principalmente por conta da pandemia”, explica Louzada.

“Nos outros anos, por mais que a inflação subisse, os salários também subiam, então afetava um pouco menos o poder de compra.”

O aumento da inflação é explicado por fatores nacionais e internacionais, diz Louzada. “Quanto maior a instabilidade global, mais os investidores tiram dinheiro dos emergentes. A pandemia foi o principal fator nesse período, seguida da guerra na Ucrânia”, diz.

Crise hídrica e fenômenos climáticos em 2021, que alongaram períodos de secas e cheias, também afetaram a produção de alimentos e energia elétrica, diminuindo a oferta de produtos no mercado.

Além disso, o “aperto monetário” feito pelo Banco Central, com aumento da taxa de juros, não está sendo de fato efetivo para reduzir a inflação, avalia Patrícia Campos, supervisora da área de preços do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

“A política adotada é o aumento da taxa de juros, mas ela não trata a inflação na sua causa porque a economia brasileira está parada“, explica.

Famílias cortam gastos

Os juros altos também afetam o poder de compra do brasileiro, que conseguem consumir menos produtos, já que os empréstimos também ficam mais caros.

Sentindo o poder de compra diminuir, mais de 60% da população teve que cortar gastos nos últimos seis meses, segundo uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final de abril. E mais de 30% teve que fazer cortes “grandes ou muito grandes” nas despesas.

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