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NUVEM DE TAGS

Bovespa opera em alta nesta quarta-feira

Na terça-feira, Ibovespa subiu 1,05%, a 98.502 pontos.

Por G1

bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quarta-feira (14), dando sequência aos fortes ganhos da véspera.

Às 11h15, o Ibovespa tinha alta de 0,89%, a 99.383 pontos. Veja mais cotações.

Na terça-feira, a bolsa fechou em alta de 1,05%, a 98.502 pontos. Com o resultado, a bolsa tem alta de 4,12% no mês. No ano, ainda há perda de 14,82%.

Cenário externo e local

Nos Estados Unidos, as bolsas operavam em alta, com agentes à espera de novidades sobre estímulos fiscais e repercutindo novos resultados de bancos.

O cenário externo, porém, segue pautado pela cautela diante do salto nos casos de Covid-19, interrupções em testes de vacinas e novo impasse nas negociações de estímulo fiscal nos Estados Unidos.

A Johnson & Johnson disse na terça-feira que estava interrompendo um teste clínico de uma vacina contra o coronavírus, enquanto a Eli Lilly também disse que havia interrompido um teste clínico de um tratamento com anticorpos. O estudo da farmacêutica britânica AstaZeneca para uma vacina está suspenso há mais de um mês.

Na agenda doméstica, o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 2,9% em agosto, na comparação com julho, segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de engatar a terceira alta seguida, o setor ainda não conseguiu eliminar as perdas com a pandemia e setor segue 9,8% abaixo do patamar de fevereiro.

Na véspera, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para este ano e passaram a prever um tombo maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Segundo o relatório focos do Banco Central, a estimativa para a inflação do ano subiu de 2,12% para 2,47%. Foi a nona alta seguida do indicador. Já a projeção de retração da economia neste ano passou de 5,02% para 5,03%.

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Homem morre após ser atingido por botijão de gás jogado de prédio em Copacabana, Zona Sul do Rio

Segundo o RJ2, a vítima morava no Pavão-Pavãozinho e vendia frutas na região. Suspeito de arremessar o botijão foi preso e levado para a Delegacia de Homicídios da Capital.

Por Paulo Renato Soares, RJ2 e G1 Rio

Homem joga botijão de gás pela janela e mata uma pessoa em Copacabana

Homem joga botijão de gás pela janela e mata uma pessoa em Copacabana

Um homem morreu após ser atingido por um botijão de gás arremessado da janela do último andar de um prédio na Rua Aires Saldanha, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (12).

O suspeito de atirar o botijão foi preso por policiais militares e levado para a 13ª DP (Ipanema). Em seguida, ele foi levado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que vai investigar o caso.

O RJ2 informou que o suspeito foi identificado como Venilson da Silva Sousa. De acordo com a família, ele teria problemas mentais, estaria passando por tratamento psicológico e já havia tido outros surtos semelhantes anteriormente.

Além do botijão, o suspeito jogou outros objetos e parte de um fogão pela janela.

Botijão de gás atirado do alto de prédio em Copacabana mata uma pessoa — Foto: Reprodução/TV Globo

Botijão de gás atirado do alto de prédio em Copacabana mata uma pessoa — Foto: Reprodução/TV Globo

Vítima ainda não foi identificada

Os detalhes da ocorrência e a motivação ainda estão sendo apurados. A vítima ainda não foi identificada. Segundo o RJ2, testemunhas ouvidas falaram que a vítima era um homem conhecido como Tronco, morador do Pavão-Pavãozinho, que vivia na região vendendo frutas.

A rua foi interditada entre as ruas Miguel Lemos e Djalma Ulrich para o trabalho da perícia por volta das 16h50, segundo o Centro de Operações da Prefeitura (COR).

Policiais militares prenderam um homem que jogou um botijão de gás do apartamento em Copacabana — Foto: Polícia Militar

Policiais militares prenderam um homem que jogou um botijão de gás do apartamento em Copacabana — Foto: Polícia Militar

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Infestação de ratos preocupa acompanhantes de pacientes na entrada do CER do Leblon

Animais ficam ficam em lixeira na área coberta bem em frente à porta da unidade, onde parentes ficam esperando informações de pacientes.

Por Bom Dia Rio

Uma infestação de ratos bem na frente da Coordenação de Emergência do Leblon, na Zona Sul do Rio, assusta e preocupa pacientes e acompanhantes.

Um vídeo gravado por uma acompanhante, na madrugada desta terça-feira (13), é possível os ratos perto da lixeira que fica na entrada da emergência.

A lixeira fica em uma área coberta que fica bem na porta da unidade, onde parentes ficam esperando informações dos pacientes.

Em função da pandemia da Covid-19, os acompanhantes não podem ficar dentro da unidade de saúde.

A Rio Saúde disse que não há relatos de ratos dentro da CER Leblon e que a direção da emergência vai chamar a empresa que faz o serviço de controle de pragas para reforçar armadilhas contra ratos ao redor do prédio.

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Grupo invade supermercado, rende funcionários e foge após tentar explodir cofre em Almirante Tamandaré

Assalto foi registrado na madrugada desta terça-feira (13), na Região Metropolitana de Curitiba. Ninguém ficou ferido.

Por G1 PR e RPC Curitiba

Câmeras registram momento em que criminosos tentam explodir cofre de mercado no PR

Câmeras registram momento em que criminosos tentam explodir cofre de mercado no PR

Quatro homens armados invadiram um supermercado atacadista em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, e tentaram explodir um cofre, na madrugada desta terça-feira (13). Veja o momento da explosão no vídeo acima.

Pela manhã, os funcionários fizeram um mutirão para fazer a limpeza do local.

Depois da ação, os suspeitos fugiram em um carro preto. Nove funcionários que estavam no local foram rendidos pelos assaltantes, mas não ficaram feridos.

O supermercado fica na Rodovia dos Minérios. De acordo com o gerente, os criminosos não conseguiram levar o dinheiro do cofre.

Até a última atualização da reportagem, nenhum deles tinha sido localizado pela polícia.

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‘Não conseguia ajudar’, diz amigo de alpinista morto ao escalar paredão de cânion em SC

Diego Braga estava com Lucas de Zorzi quando ocorreu o deslizamento de pedra. Eles ficaram presos a uma altura de aproximadamente 200 metros. Objetivo da escalada era fazer salto de wingsuit.

Por Caroline Borges, G1

Diego estava acompanhando alpinista que iria fazer um salto de wingsuit — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Diego estava acompanhando alpinista que iria fazer um salto de wingsuit — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

“A gente se sente impotente, vê que o amigo estava mal e eu não conseguia ajudar”. Foi assim que Diego Braga, de 31 anos, contou como foram os minutos que antecederam o resgate do empresário Lucas de Zorzi, que morreu no domingo (11), após uma pedra deslizar no Cânion Espraiado, em Urubici, na Serra catarinense.

Apaixonado por esportes radicais, o empresário de 39 anos, escalava junto com Diego o paredão quando uma pedra escondida em meio à vegetação despencou. Eles ficaram presos a uma altura de 200 metros.

Lucas foi atingido na cabeça e Diego, que estava a frente na escalada, com 10 metros de distância, sofreu ferimentos leves. Segundo a Polícia Militar, quando o empresário foi resgatado, ele estava sem os sinais vitais.

“Eu cheguei a gritar, mas ele não respondeu. Aí ali eu já vi o que poderia ter acontecido […] A gente sabe dos riscos que tem o esporte ”, disse.

Entre o momento do acidente até a chegada o helicóptero Águia da PM foram 20 minutos de espera, de acordo com Diego. A operação de resgate foi marcada pelo alto grau de dificuldade e durou cerca de seis horas.

Um alpinista morreu e outro ficou preso — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Um alpinista morreu e outro ficou preso — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Salto de wingsuit

O objetivo de Lucas era chegar ao topo do cânion e fazer um salto de wingsuit. Quem pratica a modalidade usa um macacão com formato aerodinâmico, com asas, para voos de alta performance.

Diego acompanhava o percurso e dava suporte na escalada para o amigo, mas não iria pular.

Após o acidente, ele não conseguiu ir até o amigo oferecer ajuda. Segundo ele, no trecho do percurso, a vegetação impedia que ambos se vissem.

“Eu conseguia subir, mas não conseguia chegar nele. Também não dava para ir para o lado porque a corda ficou ficou esticada”, explica.

Vítima conhecia local

Apaixonado por esporte, Lucas possuía experiência em esportes radicais — Foto: Redes Sociais/Divulgação

Apaixonado por esporte, Lucas possuía experiência em esportes radicais — Foto: Redes Sociais/Divulgação

Há cerca de um mês, a dupla de alpinistas já havia ido ao local com objetivo de estudar o percurso para o esporte radical.

“A gente chegou a fazer a trilha lá de cima. O objetivo dele era fazer a trilha para poder fazer o salto e retornar pela trilha que era mais rápido, porque para buscar ele de carro a volta era muito grande”, disse.

Diretor de uma empresa de equipamentos para indústria madeireira, Lucas foi campeão Brasileiro de Wingsuit Artístico nos anos de 2015, 2016 e 2017, e recordista Sul e Latino Americano da modalidade.

Ele também atuou como instrutor do esporte e possuía experiência em escalada de rocha esportiva e alta montanha. Também praticava snowboard, paraquedismo e skydive.

“Chegava final de semana ele me ligava perguntava se eu queria escalar, fazer trilha. Ele me incentivava a saltar também, mas tinha que ter um curso para chegar no nível dele”, afirma.

Diego disse que mesmo após o acidente planeja continuar escalando, até mesmo como lembrança e para prestar homenagem ao amigo.

Alpinista morre e outro fica preso em paredão de cânion em SC — Foto: Reprodução/ NSC TV

Alpinista morre e outro fica preso em paredão de cânion em SC — Foto: Reprodução/ NSC TV

Resgate

Por ser uma região de difícil acesso, os socorristas do Batalhão de Aviação da Polícia Militar precisaram utilizar a técnica McGuire, que consiste no lançamento de um tripulante do helicóptero por meio de descida de rapel, amarração, imobilização da vítima e içamento por meio de cordas.

Ao chegar no local, a equipe resgatou Lucas, que foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora do Prazeres, em Lages. Em seguida, a aeronave retornou ao local e retirou Diego da área de vegetação.

Alpinista morre no Cânion Espraiado em Urubici

Luto

Após a divulgação da morte do empresário, clube de Wingsuit em que Lucas era instrutor lamentou acidente. Em uma publicação nas redes sociais, a escola afirmou que o esportista era um dos melhores na modalidade.

“Um amigo incrível, pai e marido dedicado, que na qualidade de atleta estava entre os melhores do esporte”, dizia um trecho da nota publicada na noite de domingo. Lucas deixa um filho e mulher.

Ao comunicar a morte de Lucas, a Mill Indústria de Serras, localizada em Lages, também manifestou pesar pela morte do diretor da companhia. “O falecimento prematuro interrompe tragicamente uma trajetória marcada pelo espírito aventureiro, por vitórias e conquistas, deixando um grande legado de empreendedorismo e dedicação”, dizia o comunicado.

O velório de Lucas ocorrerá até a tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério Parque da Saudade, em Lages.

Socorristas resgataram alpinistas no Cânion Espraiado, em Urubici — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Socorristas resgataram alpinistas no Cânion Espraiado, em Urubici — Foto: Polícia Militar/Divulgação

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Alpinista morre e outro fica preso em paredão de cânion após pedra deslizar na Serra de SC

Empresário Lucas de Zorzi, de 39 anos, foi atingido na cabeça, ficou inconsciente e morreu durante o percurso que fazia de rapel na manhã de domingo.

Por Caroline Borges, G1 SC

Alpinista morre no Cânion Espraiado em Urubici

Alpinista morre no Cânion Espraiado em Urubici

Um alpinista morreu e outro ficou preso a uma altura de 200 metros na manhã de domingo (11), após uma pedra deslizar do Cânion Espraiado, em Urubici, na Serra de Santa Catarina. A operação de resgate feita por policiais militares teve a duração de seis horas.

O acidente ocorreu durante o percurso feito de rapel no momento em que eles subiam o cânion, por volta das 10h. A pedra atingiu a cabeça do empresário Lucas de Zorzi, de 39 anos, que ficou inconsciente e morreu. O amigo dele Diego Braga, de 31 anos, não conseguiu se mover do paredão e foi resgatado com ferimentos leves.

Um alpinista morreu e outro ficou preso no paredão do Cânion Espraiado — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Um alpinista morreu e outro ficou preso no paredão do Cânion Espraiado — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Técnica

Por ser uma região de difícil acesso, os socorristas do Batalhão de Aviação da Polícia Militar precisaram utilizar a técnica McGuire, que consiste no lançamento de um tripulante do helicóptero por meio de descida de rapel, amarração, imobilização das vítima e içamento por meio de cordas.

A equipe resgatou Lucas, que foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora do Prazeres, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em seguida, a aeronave retornou ao local e retirou o segundo alpinista da área de vegetação.

Socorristas precisaram utilizar a técnica McGuire — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Socorristas precisaram utilizar a técnica McGuire — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Esportista experiente

Diretor de uma empresa de equipamentos para indústria madeireira, Lucas foi campeão Brasileiro de Wingsuit Artístico nos anos de 2015, 2016 e 2017, e recordista Sul e Latino Americano da modalidade.

Ele também atuou como instrutor do esporte que tem como fundamento o uso de um macacão com asas para voos de alta performance.

Apaixonado por esporte, possuía experiência em escalada em rocha esportiva e alta montanha. Lucas praticava ainda snowboard, paraquedismo e skydive. Ele deixa um filho e mulher.

Apaixonado por esporte, Lucas possuía experiência em esportes radicais — Foto: Redes Sociais/ Reprodução

Apaixonado por esporte, Lucas possuía experiência em esportes radicais — Foto: Redes Sociais/ Reprodução

Luto

Após a divulgação da morte do empresário, clube de Wingsuit em que Lucas era instrutor lamentou acidente. Em uma publicação nas redes sociais, a escola afirmou que Lucas era um dos melhores do esporte.

“E com grande pesar que comunicamos a toda comunidade a perda do nosso grande irmão Lucas, um amigo incrível, pai e marido dedicado, que na qualidade de atleta estava entre os melhores do esporte! Você sempre estará em nossas mentes e nossos corações. Descanse em paz nosso querido irmão”, dizia a nota publicada na noite de domingo.

Um alpinista morreu e outro ficou preso — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Um alpinista morreu e outro ficou preso — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Empresa emite comunicado

Ao comunicar a morte de Lucas, a Mill Indústria de Serras, localizada em Lages, também manifestou pesar pela morte do diretor da companhia. “O falecimento prematuro interrompe tragicamente uma trajetória marcada pelo espírito aventureiro, por vitórias e conquistas, deixando um grande legado de empreendedorismo e dedicação que servirão de exemplo para as futuras gerações”, dizia o comunicado.

O velório de Lucas ocorrerá até a tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério Parque da Saudade, em Lages.

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Por aglomeração, Prefeitura do Rio interdita duas casas de festa na Barra da Tijuca

Estabelecimentos autuados tinham espaço de dança e devem ficar fechados por sete dias.

Por G1 Rio

Boates do Rio abrem com aglomeração

A Prefeitura do Rio interditou na noite deste domingo (11) duas casas de festas na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, que mantinham pistas de dança.

De acordo com a Fase 6B, vigente desde 1º de outubroboates e estabelecimentos com espaço de dança não podem abrir.

Casas de show podem funcionar exclusivamente com reserva de lugar numerado, também sem aglomeração.

Ambos os estabelecimentos, na Avenida Armando Lombardi e na Avenida Érico Veríssimo, descumpriam essa determinação e promoviam aglomeração na parte interna.

A interdição desses estabelecimentos é por sete dias.

As equipes vistoriaram ainda outra casa de festa, também na Avenida Érico Veríssimo, onde não havia pista de dança, mas o local foi multado por aglomeração na parte externa e por falta de sabão para higienização nos banheiros.

“Para que continuemos avançando na retomada das atividades, é importante que a população assuma sua responsabilidade dentro do plano de retomada, seguindo todas as regras e os protocolos de segurança, evitando aglomerações e exposições desnecessárias”, alertou o superintendente de Educação e Projetos da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, Flávio Graça.

São consideradas gravíssimas as infrações dos estabelecimentos que permitirem aglomerações, com infrações de R$ 15 mil a R$ 26 mil — esse último valor é em caso de reincidência.

Desde o início da pandemia, em março, a Vigilância Sanitária fez 11.148 inspeções com foco em coibir o descumprimento das Regras de Ouro, a falta de condições sanitárias e aglomerações nos estabelecimentos. Foram aplicadas 4.887 infrações e 288 estabelecimentos foram interditados.

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Esposa grávida, três filhos e dois despejos em 2 meses: o drama dos inquilinos expulsos de casa durante pandemia

Sem conseguir pagar aluguel, Jucelio Lima teve de deixar apartamento em São Bernardo e família foi morar em ocupação. Três meses depois, Estado pediu reintegração de posse do terreno e ele foi despejado de novo.

Por BBC

O trabalhador e pai de família Jucelio Sousa Lima foi despejado duas vezes durante a pandemia — Foto: Arquivo Pessoal

O trabalhador e pai de família Jucelio Sousa Lima foi despejado duas vezes durante a pandemia — Foto: Arquivo Pessoal

No caminho para casa depois do trabalho na noite de quarta (7), o motoboy Jucelio de Sousa Lima, de 39 anos, se pergunta como fará para pagar o aluguel neste mês.

O local em que vive com a esposa Michele — grávida de sete meses — e os três filhos, em Diadema, é a terceira moradia da família durante a pandemia, mas se não conseguirem R$ 600 para pagar o aluguel, poderão não ter para onde ir.

Antes da pandemia, Jucelio e família moravam em São Bernardo do Campo, em um apartamento alugado no Jardim Silvina. Quando a crise gerada pela covid-19 levou os chefes do pai de família a reduzirem seu salário, ficou impossível pagar o valor do aluguel.

“Ou a gente pagava as contas ou a gente comprava comida”, conta ele à BBC News Brasil.

O dono do apartamento pediu o imóvel de volta e a família ficou sem ter para onde ir. Com o que estava recebendo — menos de R$ 600 — e em meio à pandemia, Jucelio não conseguiu alugar outro lugar.

Desesperado, conta ele, pediu a líderes de uma ocupação que tinha visto em Diadema durante uma entrega de moto se poderia ficar no local. A ocupação do Jardim Ruyce, que ficava em um terreno vazio próximo à rodovia dos Imigrantes, foi feita por várias pessoas que ficaram desempregadas na pandemia.

“Eles arrumaram um espaço de 9 metros por 5 metros, mas se a gente não construísse um barraco em uma semana, ia perder mesmo isso”, conta ele.

Como ele usava uma moto da empresa no trabalho, Jucelio pôde vender sua moto, que usava para ganhar um dinheiro extra trabalhando após o expediente, para poder construir o barraco e não deixar a família desabrigada. A moto não rendeu muito; Jucelio também teve de pedir dinheiro emprestado ao irmão e aos chefes para poder comprar material de construção.

Ele mesmo construiu o barraco e levou seus móveis para a ocupação com ajuda de amigos. Tinha esperança de poder ficar ali por algum tempo, pelo menos até conseguir pagar as dívidas e comprar novamente uma moto.

Mas, em menos de 35 dias, Jucelio, Michele e os três filhos foram despejado de novo, ao lado de outras 179 famílias, quando o governo do Estado de São Paulo e a Ecovias conseguiram na Justiça ordem para remoção das famílias do local.

O projeto Despejo Zero luta contra despejos durante a pandemia de covid-19 — Foto: Arquivo Pessoal

O projeto Despejo Zero luta contra despejos durante a pandemia de covid-19 — Foto: Arquivo Pessoal

Idoso, doente e sem casa na pandemia

A situação de Jucelio não é nenhuma raridade, explica Talita Gonzales, da campanha Despejo Zero, uma reunião de voluntários de várias áreas e movimentos sociais que lutam nacionalmente para que famílias não sejam desabrigadas em meio à difícil situação imposta pela pandemia de covid-19.

“Vivemos, dezenas de famílias, na mesma situação: indo para a ocupação depois de despejadas e sendo despejadas de novo”, conta.

Um mapeamento do LabCidade, laboratório de urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, mostra que o número de remoções coletivas aumentou durante a pandemia na região metropolitana de São Paulo. Entre abril e junho deste ano, seis remoções levaram 1300 famílias a ficarem desabrigadas — o dobro do trimestre anterior (janeiro a março de 2020). Entre julho e setembro, foram oito novas remoções coletivas, atingindo 285 famílias.

Dados do Secovi (sindicato das empresas de habitação) mostram que metade dos inquilinos residenciais e comerciais pediram renegociação do aluguel durante a pandemia — 54% deles em julho e 50% em agosto. Mas muitos não conseguiram renegociar e precisaram sair.

Dados do Tribunal de Justiça de São Paulo indicam que houve um aumento na ações envolvendo contratos de locação durante a pandemia. Em junho foram 1.290, um aumento de 55,8% em relação a maio; a maioria (89%) por falta de pagamento. O número inclui também processos de imóveis comerciais. Em julho, o número aumentou ainda mais, para 1.600 processos.

São dados alarmantes, afirma a urbanista Raquel Rolnik, professora da FAU-USP e coordenadora do LabCidade, e que nem incluem os despejos informais — de pessoas em situações mais precárias que não tem contratos formais.

A situação levou a vários embates estressantes com imobiliárias, como no caso do aposentado Jorge Torres, um idoso de 79 com demência vascular.

Sua filha, a designer Renata Tonezi, conta que mesmo durante a pandemia estava pagando os aluguéis em dia, mas que a imobiliária, esqueceu de renovar o seguro-fiança no tempo certo e quis que Jorge fizesse um seguro de 30 meses em meio à pandemia — sendo que o contrato terminaria em 12.

A imobiliária não aceitou um seguro de 12 meses nem as alternativas oferecidas pela família. Desesperada com a possibilidade de um despejo, Renata correu para encontrar um lugar para seu pai.

“Ele nem está conseguindo entender o que está acontecendo, por que vai ter que sair da casa, é muito triste”, conta ela. “Eu converso com ele, mas no dia seguinte ele esquece”, explica Renata, que tem se revezado com o irmão para dar remédio e comida para o pai, que, por causa da doença, muitas vezes ele esquece de se alimentar sozinho.

Idoso e doente, Jorge foi obrigado a sair de casa pela imobiliária em meio à pandemia — Foto: Arquivo Pessoal

Idoso e doente, Jorge foi obrigado a sair de casa pela imobiliária em meio à pandemia — Foto: Arquivo Pessoal

“Ele foi para a casa (no Cursino, em São Paulo) justamente porque é perto da casa da minha mãe e do meu irmão e facilita para cuidarmos. Ele ser obrigado a sair em meio à pandemia é um transtorno muito grande para uma pessoa doente”, conta Renata. “A gente tentou resolver de forma amigável, mas não teve jeito.”

“É tão injusto. Eu chorei de raiva hoje, porque nunca deixamos de pagar, sempre cuidamos da casa” diz Renata.

A BBC News Brasil questionou a imobiliária sobre o caso por e-mail e por telefone, mas não obteve resposta.

Epidemia de despejos

“No observatório de remoções do LabCidade acompanhamos os casos de remoções coletivas, e, mesmo com dificuldade de conseguir dados, mapeamos muitos casos. Se você considerar os despejos individuais e os informais, então é um número enorme, é uma verdadeira epidemia”, afirma Rolnik.

“Com a crise econômica e agravamento do desemprego, já estávamos observando um aumento nas ocupações. Na pandemia isso se agravou ainda mais e surgiram muitas novas ocupações, de gente que morava pagando aluguel em favelas e não conseguem mais pagar, ou seja, são despejadas das favelas e acabam em ocupações, em situação ainda mais precária”, diz ela.

O primeiro despejo de Jucelio, quando precisou sair do apartamento em São Bernardo, é um desses casos que não estão nas estatísticas — ele não conseguiu pagar, o dono pediu o apartamento e ele devolveu, não chegou a haver uma ação judicial.

A remoção da ocupação, conta, foi ainda mais traumática, porque os moradores tinham uma liminar que impedia o Estado de fazer a remoção, então acharam que não iam precisar sair. Mas, de última hora, o governo conseguiu uma decisão judicial derrubando a liminar.

“A gente não sabia, teve gente que foi trabalhar e deixou todas as coisas, perdeu tudo. Eu consegui salvar a geladeira, a TV e a máquina de lavar, mas perdemos uma cômoda com todas as roupas de bebê que tínhamos ganhado, uma carteira com parte do pagamento da moto, vários documentos. Foi horrível, eles chegaram com retroescavadeiras e simplesmente derrubaram tudo”, conta Jucelio.

Logo depois da remoção, um incêndio na ocupação destruiu pertences que ainda estavam em meio aos escombros. Diversas pessoas ficaram feridas e tiveram que ser levadas ao hospital, segundo relatos das famílias.

À época, a Ecovias disse em nota que comunicou as famílias 15 dias antes, mas reconheceu que a data da reintegração de posse não estava marcada. A justificativa seria o risco pelo fato da ocupação estar próxima à rodovia. Nem o governo do Estado, dono do terreno sob concessão da Ecovias, nem a prefeitura de Diadema, onde ficava a ocupação, ofereceram assistência às famílias.

“Discussão do risco é muito importante, de fato, tem áreas em que as pessoas estão sujeitas a riscos como deslizamento e enchente. Mas o problema quando se fala em risco é que ele precisa ser avaliado individualmente, fazer um laudo, examinar em outra escala, não em baciada”, afirma Raquel Rolnik, da FAU.

“Ninguém vai se pendurar numa pirambeira numa situação vulnerável se tiver alternativas. Hoje se olha áreas sujeitas a risco e tira-se as pessoas, não se atende ninguém, e muitas vezes as pessoas vão embora para uma situação de risco ainda maior”, diz a urbanista.

Jucelio, felizmente, conseguiu ajuda de uma conhecida para alugar informalmente uma casa em Diadema e ajuda das professoras dos três filhos para comprar comida e roupas, mas sua situação ainda é de total insegurança.

“Estou pagando os empréstimos que usei para construir, recebi meu salário ontem e tive que pagar tudo para o meu patrão, que tinha me emprestado. Ou seja, não recebi nada. Não sei como vou fazer. É uma situação muito constrangedora, muito humilhante”, diz ele, com medo de ter de mudar novamente sem saber para onde.

Mas despejos na pandemia são permitidos?

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu uma resolução aconselhando que os tribunais não despejassem pessoas na pandemia, mas é apenas uma orientação, não uma regra, explica advogado Lincoln Romão Leite, especialista em Direito Imobiliário do escritório Neves, De Rosso e Fonseca Advogados.

Durante a pandemia, o Congresso aprovou uma lei proibindo despejos por decisões liminares (preliminares e temporárias, normalmente dadas com rapidez). A proibição foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas passou a valer quando o Congresso derrubou o veto — alguns dias após a remoção da ocupação de Jucelio através de uma liminar.

No entanto, explica Romão Leite, decisões normais de despejo, que não sejam dadas por liminar, continuam valendo.

Boa parte dos casos, no entanto, nem chegam à Justiça, como o de Jorge Torres.

Sua filha Renata conta que a imobiliária nem chegou a passar à proprietária do imóvel as propostas de outras formas de garantia que a família ofereceu quando descobriu que a empresa tinha esquecido de renovar o seguro fiança.

“Eles queriam que fizéssemos uma seguro de 30 meses, sendo que o contrato terminava em um ano”, conta ela. “Nós oferecemos outras garantias, como caução ou outras corretoras de seguro que aceitassem menos meses, mas eles disseram que a proprietária não topou. Depois conversando com a proprietária, descobri que eles nem apresentaram nossa proposta para ela”, conta Renata.

“Imagina, um seguro para 30 meses ficaria muito mais caro, a gente não tem condições”, conta Renata. “A gente nem pediu desconto no aluguel na pandemia, só queríamos uma solução amigável para a questão da garantia”, conta ela.

“A imobiliária está querendo cobrar a multa por (encerramento) do contrato, sendo que foram eles que obrigaram meu pai a sair”, conta ela, que tentou um acordo com a empresa sem sucesso. A imobiliária, Dinamar Imóveis, não respondeu os contatos feitos pela BBC News Brasil sobre o caso.

No fim, a única solução encontrada pela família foi o idoso ir morar com a ex-esposa, mãe de Renata. “Eles estavam separados havia 15 anos, mas ela se sensibilizou”, conta a filha.

“Ser desalojado já é um processo traumático e com consequências gravíssimas em termos normais. Na pandemia a situação é ainda muito mais grave”, afirma Rolnik.

“A gente viu situações que chama de ‘transitoriedade permanente’, de pessoas que chegaram a ser removidas 8 vezes. E o principal conselho das autoridades de saúde é ‘fique em casa’. Como promover essa medida se as pessoas estão sendo desalojadas?”

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Inflação sobe em meio à crise; o que está provocando a alta dos preços?

Economistas acreditam em efeito temporário por causa da queda de renda do brasileiro e do desemprego ainda alto. Mas real desvalorizado desabastece o mercado interno e aumentará preços por alguns meses.

Por Raphael Martins, G1

As últimas semanas reacenderam uma antiga preocupação dos brasileiros: a alta de preços.

Na sexta-feira (9), o IBGE divulgou que a inflação de setembro ficou em 0,64% – a maior taxa para o mês desde 2003. Já o IGP-M, a chamada inflação do aluguel, alcançou seu maior valor em 17 anos, no acumulado em 12 meses.

Mas afinal, o que está provocando essa alta na inflação?

O principal motor das altas de preços é a diferença entre a oferta e a demanda dos produtos. Quando a oferta é baixa e a demanda é alta, os preços tendem a subir.

Na situação oposta, quando tem pouca gente querendo comprar e muita mercadoria para vender, o natural é que os preços caiam.

Mas, na situação atual do Brasil, surgiram novos “vilões”: a procura por alimentos e commodities no mercado internacional e, principalmente, o dólar alto levaram a inflação de produtos no atacado às alturas.

A “temperatura” do atacado é medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa cerca de 60% do Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, aquele usado para corrigir os contratos de aluguel.

Na pesquisa de setembro, o IPA subiu 5,92%, acumulando alta de 25,26% em 12 meses. A consequência foi a disparada do IGP-M.

Na cesta do IPA estão produtos como minério de ferro (alta de 71,6% em 12 meses e 86,2% de janeiro a setembro), carne suína (76,1% e 41%, respectivamente), arroz (123,3% e 110,6%), trigo (38,8% e 40,7%) e soja (75,4% e 66,6%).

Os preços das commodities subiram com o relaxamento das medidas restritivas contra o novo coronavírus e com a lenta recuperação da economia em todo o mundo.

Todos os produtos, além de verem seus preços subirem dólar, também sofrem efeito de uma desvalorização forte do real frente à moeda americana.

Como mostrou reportagem do G1o real se tornou a pior moeda do mundo em relação ao dólar por causa das incertezas com o plano de recuperação fiscal brasileiro, juros mais baixos, crescimento tímido e a despreocupação com o meio ambiente. E, sempre que o real se desvaloriza, acaba convidando os países a comprar do Brasil.

Por um lado, há melhora dos números da balança comercial. Por outro, acontece um desabastecimento do mercado brasileiro para itens que são matéria-prima para fabricação de alimentos que chegam às gôndolas. A alta da soja, por exemplo, aumenta o preço de ração animal, que se reflete nos custos da carne.

Real é a moeda que mais desvalorizou em relação ao dólar em 2020

E quais os riscos?

“Enquanto o risco fiscal não se resolver, pode acontecer nova desvalorização da moeda e ampliar o efeito da demanda internacional. Se o mundo volta à normalidade, ele passa a consumir mais e, com a mesma quantidade de dólares, a comprar cada vez mais do Brasil”, afirma o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

Braz, que é coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), não acredita, contudo, que o Brasil corre risco de um estouro inflacionário prolongado com crescimento estagnado, a chamada “estagflação”.

Ainda que os preços no atacado continuem pressionados por algum tempo, diz ele, o mercado interno ainda não recuperou os espaços perdidos para a pandemia. Com alguma retomada do trabalho, principalmente de prestadores de serviços que foram impedidos de manter atividades, haverá algum aquecimento da atividade econômica.

“A economia não tem renda suficiente na mesa, porque ainda temos desemprego alto, para sustentar repasses de preço a ponto de colocar a inflação acima da meta e com dificuldade do Banco Central contornar a situação”, afirma Braz.

O ex-presidente do BC, Gustavo Loyola, também aposta em um ambiente temporário, a depender do empenho político na agenda de equilíbrio fiscal. Com a demanda interna ainda fraca, as atenções se voltam ao enfraquecimento do real.

“Há a hipótese de a moeda se desvalorizar ainda mais e aumentar essa pressão de preços, mas parece improvável”, afirma o economista.

Para Loyola, o governo precisa dar clareza a duas metas básicas para que a situação se equilibre e afaste rumores de inflação fora de controle.

No curto prazo, é preciso saber o desenho do Orçamento de 2021. Com essa informação em mãos, será possível compreender o plano de ajuste de contas que o governo terá para a saída da pandemia. Isso inclui o financiamento do programa Renda Cidadã dentro do teto de gastos.

Para o médio prazo, passadas as eleições municipais e as eleições para presidência da Câmara e do Senado, os olhos se voltam à continuidade das reformas administrativa e tributária. É nesse momento que o mercado verifica se ainda há prestígio e influência do ministro Paulo Guedes para o andamento da agenda reformista.

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Queimadas no Amazonas em 2020 registram maior número da história

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que estado já registrou 15,7 mil focos ativos. Meses de agosto e setembro costumam ser os mais secos do ano na Região Amazônica.

Por Matheus Castro, G1 AM

Número de focos de queimadas no Amazonas bate recorde

O número de queimadas no Amazonas em 2020 superou o recorde anterior, de 2005, e passou a ser o maior da história. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, até este domingo (11), o estado já registrou 15.700 focos ativos, enquanto em 2005 o acumulado de todo o ano foi de 15.644 casos.

O levantamento de focos ativos de incêndio do Inpe é feito por satélite desde 1998.

Agosto também registrou o maior número de queimadas para um único mês nos últimos 22 anos. Segundo a tabela de Monitoramento dos Focos Ativos por Estado do Inpe, foram 8.030 casos de queimadas em todo o Estado.

Os meses de agosto e setembro costumam ser os mais secos do ano na Região Amazônica e também formam o período em que, segundo especialistas, ocorrem os maiores índices de casos de queimadas e desmatamento.

De janeiro a setembro de 2020, o número parcial de queimadas em todo o Amazonas também foi maior que o total de 2019. — Foto: GloboNews

De janeiro a setembro de 2020, o número parcial de queimadas em todo o Amazonas também foi maior que o total de 2019. — Foto: GloboNews

No comparativo dos anos, atrás de 2020 20052015 registrou o terceiro maior índice da história. Foram 13.419 casos. Em quarto lugar, 2019, com 12.676 focos.Maiores focos de queimadas no AmazonasLevantamento feito por ano. Dados de 2020 até 11 de outubro.

Os municípios de Apuí e Lábrea, no extremo sul do Estado e fronteira com o Mato Grosso, são os mais afetados pelas queimadas nesse ano. Em Apuí, até o final da segunda semana de outubro foram registrados 2.740 focos, enquanto em Lábrea, 2.237. Os dois municípios estão na lista do Inpe como as dez cidades de todo o país mais afetadas pelas chamas.

Amazônia é o bioma mais afetado

Segundo dados do Inpe, a Amazônia é o bioma mais afetado pelas queimadas em 2020. 45,6% dos casos registrados no país durante o ano ocorreram na região. Dados mostram que, de janeiro a setembro deste ano, o número de focos de queimadas registrados é o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos, enquanto em 2020, no mesmo período, 76.030.

Além das queimadas, a Amazônia Legal também registra um aumento no número de desmatamento. A região teve uma área de 964 km² sob alerta em setembro, a segunda maior em cinco anos, segundo um levantamento do G1. No Amazonas, o município de Lábrea, que também registra o segundo maior em número de queimadas em todo o estado durante o ano, já desmatou, em 2020, cerca de 42,06 km².

desmatamento e as queimadas estão relacionados. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.

Para o geógrafo e ambientalista Carlos Durigan, diretor do Programa WCS-Brasil, organização que preserva a fauna silvestre e lugares naturais em todo o mundo através da ciência, as queimadas são a consolidação das áreas desmatadas em campos agrícolas ou para atividade pecuária.

“O Amazonas é o maior estado do Brasil e nos últimos anos vemos esse aumento expressivo que vem pelo Sul do Estado. Nada mais é que a substituição do modo de vida, do modo de produzir amazônico pelo modo de produzir que vem de outras regiões, como o Sul e o Centro-Oeste. E que tá ligado ao agronegócio, a agricultura e a pecuária extensiva”, explicou.

O especialista também vê com preocupação a expansão dos eixos rodoviários na Região, como a BR-319, no Sul do Estado. Segundo ele, os números de desmatamento e queimada podem aumentar ainda mais se não houver controle por parte dos órgãos competentes.

“Se não houver uma salva-guarda sócio-ambiental por parte das autoridades vamos ver esse cenário de destruição estabelecido no Sul do Amazonas subindo para a Amazônia central, afetando a vida das pessoas que vivem na região do Purus e do Madeira, até Manaus. Estamos perdendo um patrimônio de valor incalculável, como biodiversidade, floresta, serviços ecossistêmicos e qualidade de vida”, ressaltou.

Política nacional

No dia 30 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro declarou, em um discurso gravado e apresentado na cúpula sobre biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), que organizações, em parceria com “algumas ONGs”, comandam “crimes ambientais” no Brasil e também no exterior. O presidente não apresentou provas para as afirmações.

Quatro dias antes, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) publicou informações incorretas sobre as queimadas registradas no país em 2020. A mensagem da secretaria dizia que a área queimada em todo o território nacional era a menor dos últimos 18 anos.

A afirmação, entretanto, desconsiderava um dado que aparecia na imagem postada pela própria Secom junto com a mensagem: os números de 2020 se referiam aos oito primeiros meses do ano – janeiro a agosto. Já os dados dos outros anos consideravam os doze meses.

Em agosto, o Ministério do Meio Ambiente chegou a anunciar que as ações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia seriam suspensas. Em nota, na época, o órgão afirmou que suspensão seria motivada por um bloqueio financeiro determinado pela Secretaria de Orçamento Federal em verbas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O vice-presidente Hamilton Mourão contestou a decisão do ministro e afirmou que Salles havia se precipitado ao anunciar a suspensão das operações. Segundo ele, o bloqueio orçamentário de R$ 60,6 milhões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — apontado pelo Ministério do Meio Ambiente como motivo para a suspensão das operações — não será efetuado.

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