Colisão entre ambulância e carro deixa feridos na Avenida Roberto Marinho em SP

Por Bom Dia SP — São Paulo

Colisão envolvendo ambulância e carro deixa feridos em cruzamento da Avenida Roberto Marinho — Foto: Reprodução TV Globo

Colisão envolvendo ambulância e carro deixa feridos em cruzamento da Avenida Roberto Marinho — Foto: Reprodução TV Globo

Uma colisão entre um carro e uma ambulância deixou quatro pessoas feridas na manhã desta quinta-feira (29) na Avenida Roberto Marinho, na região do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

O acidente ocorreu na esquina com a Rua Vicente Leporace, no sentido aeroporto. Após a batida, a ambulância capotou.

Todos os feridos estavam na ambulância particular que atende convênios médicos. Além do paciente que era transportado, o acompanhante, enfermeiro e motorista do veículo também tiveram ferimentos. As vítimas foram socorridas para hospitais da região.

O motorista do carro não foi localizado no local do acidente. A via ficou totalmente interditada no sentido aeroporto. Por volta das 7h, duas faixas da via tinham sido liberadas para o tráfego de veículos.

Homem é socorrido após ficar ferido em acidente entre ambulância e carro na Av. Roberto Marinho — Foto: Reprodução TV Globo

Homem é socorrido após ficar ferido em acidente entre ambulância e carro na Av. Roberto Marinho — Foto: Reprodução TV Globo

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PF faz operação contra tráfico internacional de drogas no aeroporto de Cumbica, em SP

Por Isabela Leite e Leandro Matozo, GloboNews — São Paulo

A Polícia Federal de São Paulo faz nesta quinta-feira (29) operação de combate ao tráfico internacional de drogas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

São 20 mandados de prisão temporária, além de 20 de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais são para o estado de São Paulo. Entre as cidades estão a capital e Guarulhos.

Até as 8h40, 18 prisões já tinham sido feitas. Entre os presos, por exemplo, está um funcionário que estava trabalhando no terminal numa empresa de logística que dá suporte às companhias aéreas na pista.

Segundo a investigação, há indícios da atuação de uma organização criminosa dentro do aeroporto de Guarulhos envolvida com o tráfico de drogas.

A investigação apura também a suspeita de participação de funcionários de empresas terceirizadas que têm acesso à área restrita do terminal e que podem ter participado do envio de drogas.

A Justiça determinou sigilo no inquérito.

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Gaeco faz operação em dez estados para combater roubo de cargas, agiotagem e lavagem de dinheiro

Por G1 Triângulo e Alto Paranaíba

Uma operação é realizada na manhã desta quinta-feira (29) em dez estados do país para combater uma quadrilha especializada em roubo e receptação de caminhões e cargas, agiotagem além de lavagem de dinheiro.

Mandados judiciais são cumpridos em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Santa Catarina.

São pelo menos 93 mandados de prisão a serem cumpridos, sendo 45 de prisão preventiva e 48 de prisão temporária, além de 110 de busca e apreensão.

A Operação “Mercúrio” é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia com apoio da Polícia Militar (PM) e da Secretaria de Administração Prisional (Seap).

Segundo o Gaeco, a chefia da organização estava instalada nas cidades de Uberlândia e Goiânia. A operação obteve o bloqueio judicial de R$ 40 milhões, além da apreensão de cerca de 200 veículos.

A quadrilha também falsificava notas fiscais. Por isso, participam também da ação a Receita Estadual e a Polícia Civil de Goiás.

As investigações duraram cerca dez meses e tiveram como origem as Operações Catira e Fideliza, deflagradas pela Polícia Federal em 2015.

Triângulo e Alto Paranaíba

Na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba são cumpridos 42 mandados de prisão, sendo maior parte em Uberlândia.

Conforme o Gaeco, na cidade, somente em uma loja de veículos na Avenida João Naves de Ávila, foram apreendidos R$ 8 milhões em carros importados. E ainda, um dos investigados já estava no presídio da cidade.

Também são cumpridos mandados em Patrocínio, Iraí de Minas, Santa Juliana e Araguari.

Os presos preventivamente serão encaminhados à Delegacia de Polícia Civil da cidade e, depois, ao presídio Professor Jacy de Assis. Aqueles presos temporariamente serão ouvidos nesta quinta-feira.

Nome da operação

Segundo informou o Ministério Público, Mercúrio, na mitologia romana, é um mensageiro, Deus dos transportes, da venda, do comércio, do lucro e dos ladrões.

* Reportagem em atualização

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Estudo da USP de Ribeirão Preto descreve pequeno réptil que viveu há 237 milhões de anos

Por EPTV 2

Pesquisadores estudam réptil que teria vivo há 200 milhões de anos

Pesquisadores estudam réptil que teria vivo há 200 milhões de anos

Paleontólogos da USP de Ribeirão Preto (SP) apontam a existência de um réptil do tamanho de uma lagartixa que teria vivido há 237 milhões de anos, na era dos dinossauros.

A espécie, agora nomeada como Clevosaurus hadroprodon, foi descoberta a partir de um fóssil encontrado há oito anos por pesquisadores no Rio Grande do Sul.

O exemplar é considerado o mais antigo dentro da família esfenodonte, que hoje conta apenas com uma espécie viva, o Tuatara, que habita a Nova Zelândia em condições mais amenas do que as encontradas no Mesozóico, mas que está em risco de extinção.

A partir do estudo, os pesquisadores querem descobrir que fatores levaram à extinção das demais variedades dos esfenodontes.

Fóssil ajudou pesquisadores de Ribeirão Preto a descrever réptil que viveu há mais de 200 milhões de anos — Foto: Reprodução/EPTV

Fóssil ajudou pesquisadores de Ribeirão Preto a descrever réptil que viveu há mais de 200 milhões de anos — Foto: Reprodução/EPTV

“O que a gente percebe ao longo do mesozoico, essa grande era mesozoica, a era dos dinossauros, é que era o momento de aridez, de muito calor, de temperaturas elevadas e que de certa forma propiciou a diversificação desses grupos”, diz a pesquisadora Annie Schmaltz Hsiou.

“Após essa extinção a gente não tem muitas outras evidências pra poder chegar a dados mais conclusivos. Provavelmente podem ter ocorrido alterações climáticas que ocasionaram uma extinção”, completa.

Assinado por 11 pesquisadores, o artigo foi publicado na revista Scientific Reports. A partir do fragmento de uma cabeça achado em Candelária (RS), os paleontólogos identificaram que o Clevosaurus hadroprodon tinha cerca de 10 centímetros, bem menor do que espécies já identificadas no sul do país, como o Pampadromaeus.

Esses répteis, segundo o estudo, habitaram a Gonduana, supercontinente que há 200 milhões de anos abrangia territórios da América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida.

Tuatara, réptil encontrado na Nova Zelândia — Foto: Reprodução/EPTV

Tuatara, réptil encontrado na Nova Zelândia — Foto: Reprodução/EPTV

“Em algum momento eles se expandiram, habitaram a Gonduana e a Laurásia [supercontinente formado por América do Norte e Eurásia], mas essa espécie em si ficou pra cá”, observa o pesquisador Silvio Onary.

Os dentes diretamente ligados aos ossos e com maxilares proeminentes, segundo Annie, dão pistas sobre como era o comportamento desse animal.

“Temos uma interpretação que poderia ser usado pra defesa, competição, disputa de fêmeas, por território, por exemplo, como é visto em vários grupos hoje de répteis”, explica.

Para o grupo, a descoberta do Clevosaurus hadroprodon representa um registro raro de um período em que o mundo tinha condições climáticas e geológicas muito distintas das atuais e que pode suscitar informações relevantes sobre a sobrevivência do Tuatara, na Nova Zelândia.

Annie afirma que estudos posteriores poderão esclarecer por que só uma única espécie de esfenodonte sobreviveu à extinção. Atualmente, o Tuatara vive em um ambiente mais restrito, com temperatura amena, entre 21ºC e 23ºC, ainda de acordo com a pesquisadora.

“No passado esses organismos estavam vivendo em um ambiente muito mais quente, muito mais árido, com temperaturas elevadas. Em algum momento perto da extinção dos dinossauros há mais ou menos 65 milhões de anos eles também foram extintos”, afirma.

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Brasil atinge 210 milhões de habitantes, diz IBGE

Por G1

A população brasileira foi estimada em 210,1 milhões de habitantes em 5.570 municípios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa com o total de habitantes dos estados e dos municípios se refere a 1° de julho de 2019 e foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (28).

O número representa um aumento de 0,79% na comparação com a população estimada do ano passado. Em 2018, o IBGE estimou um total de 208,5 milhões pessoas.

O estado de Roraima teve o maior aumento populacional, de 5,1%. Ano passado, a população estimada lá era de 576,5 mil habitantes, e este ano chegou a 605,7 mil — mais 29,1 mil pessoas. Segundo o IBGE, Boa Vista também foi a capital com maior taxa de crescimento no último ano: 6,35%.

De acordo com a gerente da pesquisa, Izabel Marri, o crescimento da população de Roraima acima do resto do país é resultado do saldo imigratório no estado. “A gente fez um cenário de aumento da imigração internacional para este estado especificamente. É uma situação atípica, de concentração de imigrantes muito forte”, explica.

Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, tem vivido uma onda de chegada de imigrantes venezuelanos devido à crise econômica, política e social no país vizinho. Apesar de ter registrado o maior aumento percentual, Roraima continua sendo o estado menos populoso, com 605,8 mil habitantes (0,3% da população total).

São Paulo permanece na frente como a unidade da federação com mais habitantes: 45,9 milhões de pessoas, concentrando 21,9% da população do país. Ano passado, a população paulista era de 45,5 milhões. Este ano, aumentou em mais 380,1 mil pessoas — ou 0,8%.

Segundo o IBGE, 66,5 milhões de brasileiros (31,7% ou cerca de 1 em cada 3) moram em 48 municípios com mais de 500 mil habitantes.

As estimativas populacionais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Principais destaques

  • A população brasileira total cresceu 0,79% entre 2018 e 2019. Entre 2017 e 2018, havia crescido 0,82%;
  • A população de Roraima cresceu 5,1%, a maior alta entre todos os estados. Continua sendo a unidade federativa menos populosa do país;
  • São Paulo é o estado mais populoso, com 45,91 milhões de pessoas, seguido por Minas Gerais (21,16 milhões), Rio de Janeiro (17,26 milhões) e Bahia (14,87 milhões);
  • Entre os municípios, São Paulo segue como o mais populoso, com 12,25 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,72 milhões), Brasília (3,0 milhões) e Salvador (2,9 milhões);
  • Serra da Saudade (MG) é a cidade com a menor população, 781 habitantes, seguida de Borá (SP), com 837 pessoas, e Araguainha (MT), com 935;
  • Mais da metade da população (57,4% ou 120,7 milhões de habitantes) vive em 324 cidades com mais de 100 mil habitantes;
  • 48 cidades possuem mais de 500 mil habitantes e concentram 31,7% da população (66,5 milhões);
  • Boa Vista foi a capital com maior taxa de crescimento no último ano (6,35%), e, Porto Alegre, a com o menor de aumento populacional (0,32%);
  • Dos 5.570 municípios do país, metade (49,6%) tiveram crescimento entre zero e 1% e apenas 4,8% (266 cidades) apresentaram crescimento igual ou superior a 2%.

População brasileira

Unidades da federaçãoPopulação 2018População 2019Variação percentual 2018/2019Variação absoluta 2019/2018
Acre869.265881.9351,46%12.670
Alagoas3.322.8203.337.3570,44%14.537
Amapá829.494845.7311,96%16.237
Amazonas4.080.6114.144.5971,57%63.986
Bahia14.812.61714.873.0640,41%60.447
Ceará9.075.6499.132.0780,62%56.429
Distrito Federal2.974.7033.015.2681,36%40.565
Espírito Santo3.972.3884.018.6501,16%46.262
Goiás6.921.1617.018.3541,40%97.193
Maranhão7.035.0557.075.1810,57%40.126
Mato Grosso3.441.9983.484.4661,23%42.468
Mato Grosso do Sul2.748.0232.778.9861,13%30.963
Minas Gerais21.040.66221.168.7910,61%128.129
Pará8.513.4978.602.8651,05%89.368
Paraíba3.996.4964.018.1270,54%21.631
Paraná11.348.93711.433.9570,75%85.020
Pernambuco9.496.2949.557.0710,64%60.777
Piauí3.264.5313.273.2270,27%8.696
Rio de Janeiro17.159.96017.264.9430,61%104.983
Rio Grande do Norte3.479.0103.506.8530,80%27.843
Rio Grande do Sul11.329.60511.377.2390,42%47.634
Rondônia1.757.5891.777.2251,12%19.636
Roraima576.568605.7615,06%29.193
Santa Catarina7.075.4947.164.7881,26%89.294
São Paulo45.538.93645.919.0490,83%380.113
Sergipe2.278.3082.298.6960,89%20.388
Tocantins1.555.2291.572.8661,13%17.637
Brasil208.494.900210.147.1250,79%1.652.225

Fonte: IBGE

17 cidades possuem mais de 1 milhão de habitantes

A cidade de São Paulo segue como a mais populosa do país, com 12,25 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,72 milhões), Brasília (3,0 milhões) e Salvador (2,9 milhões).

Segundo o IBGE, 17 municípios possuem população superior a um milhão de habitantes e concentram 21,9% da população do país (46,08 milhões). Dos 17, 14 são capitais. Veja lista abaixo:

  1. São Paulo: 12.252.023
  2. Rio de Janeiro: 6.718.903
  3. Brasília: 3.015.268
  4. Salvador:2.872.347
  5. Fortaleza: 2.669.342
  6. Belo Horizonte: 2.512.070
  7. Manaus: 2.182.763
  8. Curitiba: 1.933.105
  9. Recife: 1.645.727
  10. Goiânia: 1.516.113
  11. Belém: 1.492.745
  12. Porto Alegre: 1.483.771
  13. Guarulhos (SP): 1.379.182
  14. Campinas (SP): 1.204.073
  15. São Luís: 1.101.884
  16. São Gonçalo (RJ): 1.084.839
  17. Maceió: 1.018.948

Reunidas, as 27 capitais reúnem mais de 50 milhões de habitantes, concentrando 23,86% da população total.

Dos 5.570 municípios do país, 28,6% apresentaram redução populacional no último ano. Praticamente metade (49,6%) das cidades tiveram crescimento entre zero e 1% e apenas 4,8% (266 municípios) apresentaram crescimento igual ou superior a 2%, segundo o IBGE.

“O grupo de municípios com até 20 mil habitantes apresentou, proporcionalmente, o maior número de municípios com redução populacional. Já no grupo de municípios entre 100 mil e um milhão de habitantes, está presente a maior proporção de municípios com crescimento superior a 1% ao ano. Os municípios com mais de um milhão de habitantes concentram crescimento entre zero e 1% ao ano”, informou o IBGE.

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Dólar opera com instabilidade, com atuações do BC no radar

Por G1

O dólar opera com instabilidade nesta quarta-feira (28), em sessão marcada pela atuação do Banco Central, um dia depois de a autoridade monetária ter atuado no mercado com venda de dólar pela primeira vez desde 2009.

Às 10h27, a moeda norte-americana caía 0,29%, vendida a R$ 4,1453. Veja mais cotações. Na mínima, chegou a R$ 4,1310, e máxima a R$ 4,1674.

Na véspera, a moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 0,5%, vendida a R$ 4,1575. Na máxima do pregão, chegou a ser vendida a R$ 4,1923, a maior cotação do ano durante os negócios, após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizer que a recente desvalorização da taxa de câmbio está dentro do padrão normal. A fala foi entendida por analistas como um sinal de que o BC poderia não atuar de forma adicional para conter a depreciação do real. No entanto, a alta perdeu força após atuação do Banco Central para conter a valorização, com um leilão adicional de dólares à vista, com taxa de corte de R$ 4,1250.Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento.

O Banco Central não informou o valor de dólares vendidos no leilão extra do dia anterior. Segundo o BC, a última operação do tipo foi feita em 3 de fevereiro. Na prática, o leilão representou uma “queima de reservas”.

O BC anunciou para esta quarta-feira oferta de US$ 550 milhões em dólar à vista conjugada com swaps reverso e tradicional. Adicionalmente, disponibilizará até US$ 1,5 bilhão em linhas de dólares com compromisso de recompra, em operação que visa rolar parte dos US$ 3,8 bilhões que devem deixar o mercado no começo de setembro.

Motivos da alta

Para o economista Jason Vieira, essa montanha russa do dólar tem mais fatores internacionais do que nacionais: guerra comercial entre Estados Unidos e China; temor de uma possível desaceleração da economia americana; e a crise na Argentina fazem os investidores tirarem seu dinheiro de países emergentes como o Brasil em busca de investimentos que consideram mais seguros.

“O cenário ideal é a guerra comercial acabar. A conclusão da eleição argentina, seja para que lado for. E aqui no Brasil a gente consiga avançar as reformas. Esse, literalmente, é o melhor cenário que tem”, disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

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STJ decidirá nesta quarta-feira se militares do caso Riocentro podem ser julgados

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidirá nesta quarta-feira (28) se militares podem ser julgados pelo atentado a bomba no Riocentro, em 1981.

Na sessão, os ministros da Terceira Seção do tribunal, especializada em direito penal, analisarão um recurso do Ministério Público e deverão decidir se o atentado pode ser enquadrado como crime contra a humanidade. Esse crime é imprescritível, ou seja, não tem prazo para ser julgado.

O episódio, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi uma tentativa fracassada de ataque a bomba durante um show comemorativo do Dia do Trabalhador, que reuniu mais de 20 mil pessoas no Centro de Convenções do Riocentro em 30 de abril de 1981.

Segundo o MPF, a ação foi planejada por militares e buscava a criação de um clima de medo na sociedade brasileira para justificar o recrudescimento da ditadura, dificultando o processo de abertura política.

Relembre

Duas bombas seriam levadas em um carro pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo capitão Wilson Dias Machado, mas uma delas explodiu antes, no estacionamento, matando o sargento e ferindo o capitão. Instantes depois, uma segunda bomba explodiu na caixa de força.

O Serviço Nacional de Informações culpou grupos de esquerda, e um inquérito concluiu que os militares haviam sido vítimas do atentado.

Anos depois se comprovou que a ação partiu dos próprios militares.

Reabertura do caso

O caso foi reaberto em 1999, apontando como envolvidos o coronel Wilson Machado, o general de reserva Newton Cruz, o sargento Guilherme do Rosário (morto na explosão), e o coronel Freddie Perdigão, que morreu em 1997. O Superior Tribunal Militar o arquivou o caso em 2000, por prescrição.

Após a divulgação do relatório da Comissão Nacional da Verdade, concluindo que os militares sabiam previamente do atentado, o MPF decidiu denunciar os generais reformados Nilton de Albuquerque Cerqueira, Newton Araújo de Oliveira e Cruz e Edson Sá Rocha, o ex-delegado Cláudio Antônio Guerra, o major reformado Divany Barros e o coronel da reserva Wilson Luiz Chaves Machado.

Em maio de 2014, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Criminal Federal do Rio, aceitou a denúncia, tornando réus seis militares por diversos crimes. Ela entendeu que perseguições políticas cometidas por agentes do Estado durante a ditadura militar configuram crimes contra a humanidade, portanto, não prescrevem.

Em julho daquele ano, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região concedeu habeas corpus aos militares e trancou a ação penal, entendendo que houve prescrição do caso.

O que diz o Ministério Público

No recurso que o STJ analisará nesta quarta-feira, o MPF afirma que as condutas dos militares são crimes sobre os quais não incidem as regras de prescrição do Código Penal. Se o recurso for concedido, o processo criminal volta a correr na primeira instância.

Entre os crimes apontados estão tentativa de homicídio doloso, associação criminosa, transporte de explosivos, favorecimento pessoal e fraude processual.

Segundo o relator, ministro Rogerio Schietti Cruz, a questão deve ser analisada, pois outros casos estão em andamento baseados em sentenças proferidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e medidas adotadas pelo governo brasileiro para resguardar a verdade e a memória das vítimas de violações de direitos humanos.

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Congresso pode decidir nesta quarta se mantém ou derruba veto a bagagem gratuita em voos

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O Congresso Nacional pode analisar em sessão marcada para esta quarta-feira (28) o veto à proposta sobre gratuidade de bagagens em voos domésticos.

A gratuidade para o despacho de até 23 quilos de bagagem em voos domésticos foi incluída – e aprovada – na votação da medida provisória que permitiu empresas aéreas de capital estrangeiro no Brasil.

Mas o presidente Jair Bolsonaro vetou.

Para analistas do setor aéreo, a manutenção do veto é considerada essencial para a entrada de novas empresas aéreas no Brasil e para a expansão das empresas de baixo custo, as chamadas “low cost”.

Airton Pereira, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), avalia que a medida é tão importante que, segundo ele, a eventual derrubada do veto não só impediria a entrada de novas empresas como também levaria empresas de baixo custo que já anunciaram operação no Brasil desistirem dessa iniciativa.

“A cobrança pelo despacho de bagagens é essencial no modelo de negócio das ‘low cost’. Eu diria que elas não só não viriam para o Brasil, mas as que estão aqui iriam embora”, afirmou, sobre a possibilidade de as empresas voltarem a ser obrigadas a despachar bagagens gratuitamente.

O veto, no entanto, não será o último desafio das companhias aéreas no Congresso Nacional.

Essa medida é uma das 115 proposições em análise no Congresso Nacional e que são consideradas com potencial de impactar negativamente o setor, segundo levantamento feito pela Abear a pedido do G1.

Deputado defende derrubar veto

Além do veto, a retomada do despacho gratuito de bagagens também está prevista em um projeto de decreto legislativo que pede o cancelamento do regulamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que autorizou a cobrança de bagagens.

Para o deputado Eli Corrêa Filho (DEM-SP), presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, a mudança na regra feita pela Anac não reduziu o preço das passagens aéreas como prometido.

Segundo o deputado, caso o Congresso mantenha o veto do presidente Jair Bolsonaro, ele colocará em votação a proposta de decreto legislativo para proibir a cobrança de bagagem.

A proposta de decreto legislativo não depende da sanção do presidente para começar a vigorar. Essa proposta já foi aprovada no Senado Federal.

“O consumidor está sendo lesado. Por isso, nada mais justo do que derrubar uma medida que só estava trazendo prejuízos”, disse.

Ele também não acredita que a mudança vá impactar a intenção de outras empresas de entrarem o Brasil. “A cobrança não irá intimidar novas empresas”, afirmou.

Regulação

Para o diretor geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata Brasil), Dany Oliveira, manter um ambiente regulatório alinhado às melhores práticas mundiais é um dos grandes desafios do Brasil.

“Países que promovem a aviação, ao modernizarem o arcabouço regulatório e jurídico, evitando um excesso de regulação e protecionismo, criaram as condições ideais para o crescimento de nossa indústria, beneficiando a todos tanto pelo lado social como econômico”, disse.

De acordo com Oliveira, há uma grande preocupação com o volume de projetos de lei que circulam no Congresso Nacional e que, segundo ele, prejudicam a indústria de aviação Esses projetos, afirmou, sufocam “ainda mais o potencial da aviação no Brasil”.

O sócio da área de infraestrutura da VGP Advogados Sílvio Guidi não acredita que essas ações do Congresso Nacional impeçam a entrada de empresas estrangeiras no Brasil, mas, segundo ele, podem impedir a redução do preço das passagens.

“Eu não diria que é um impeditivo, mas é um sinal perigoso. É só a gente se colocar no papel desses agentes que estão analisando a possibilidade de vir para o Brasil. A partir do momento que ele vê que o setor sofre uma influência política, de duas, uma: ou ele não vem ou coloca isso no preço”, afirmou.

Outros projetos

Além da volta do despacho gratuito de bagagens, os projetos no Congresso monitorados pelo setor incluem discussões sobre fim da liberdade tarifária e até a instalação de circuito interno de câmera de vídeo dentro dos aviões.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da Abear, no Brasil e no mundo as margens das empresas de aviação são muito pequenas e mesmo projetos que parecem de pouco impacto, como a instalação de câmeras, pode afetar o custo de operação.

“Imagina só o Brasil obrigar a instalação de câmeras dentro de aviões? Tudo isso vai nos transformando em um país com regulamentação diferenciada, leis diferenciadas”, disse.

Veja abaixo alguns projetos em tramitação no Congresso relacionados ao setor aéreo:

  • PL 4804/2009: propõe restringir a aplicação do regime de liberdade tarifária na prestação de serviços aéreos regulares;
  • PL 1458/2015: trata da obrigatoriedade de instalação de circuito interno de câmera de vídeo, como equipamento obrigatório de segurança em aeronaves;
  • PL 2734/2019: torna obrigatório o serviço gratuito de “web-check-in”;
  • PDC 49/2015: altera as normas de reembolso de bilhete aéreo adquirido mediante tarifa promocional;
  • PDC 578/2016: proíbe a cobrança de bagagem despachada.

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Aos 50 anos, escritor que tem síndrome rara busca outros casos de Langer-Giedion na internet

Por Thaís Leocádio, G1 Minas — Belo Horizonte

Ao nascer, médicos deram a Rick Bastos expectativa de vida de 2 anos. Nesta terça-feira (27), escritor completa 50 anos — Foto: Thaís Leocádio/G1

Ao nascer, médicos deram a Rick Bastos expectativa de vida de 2 anos. Nesta terça-feira (27), escritor completa 50 anos — Foto: Thaís Leocádio/G1

“Quanta coisa eu vivi nesses 50 anos. Eu acho que tenho que agradecer a Deus e muito. É uma luta, mas com muita força, muita fé e esperança”, definiu o aniversariante desta terça-feira (27), Ricardo Luiz de Bastos, que tem uma alteração genética rara.

Quando Rick nasceu, os médicos disseram que ele provavelmente não viveria mais do que dois anos. Cinco décadas atrás, o diagnóstico da síndrome de Langer-Giedion era difícil de ser definido. Em busca de informações sobre a condição, Denize Mileita Mileu de Bastos, 81, e Ithiel de Bastos, 84, enviavam cartas para pesquisadores dos Estados Unidos. O primeiro estudo cromossômico de Rick foi realizado quando ele tinha 4 anos.

Ricardo não sai da cama desde 1997, quando sofreu múltiplas fraturas. Tudo o que vê da janela de casa, no bairro Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, é o céu. A vista inspirou reflexões que foram reunidas no livro “As nuvens”, publicado de maneira independente em 2007.

Apaixonado por literatura, o escritor está lendo atualmente “Entre 3 segredos”, de Lavínia Rocha, e recentemente fez um curso on-line de escrita para se manter atualizado. Através dos livros, de filmes e dos pais – que frequentam eventos literários e registram tudo para o filho – ele conhece o mundo.

Dentro do quarto, Rick também fortalece sua espiritualidade. “Meu maior sonho é ser um instrumento de Deus para as pessoas que estão acompanhando minha vida, minha caminhada”, respondeu quando questionado sobre o que gostaria de receber de presente de aniversário.

Síndrome de Langer-Giedion

Segundo Melissa Machado Viana, 40, doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), não há como precisar o número de casos de Langer-Giedion registrados no Brasil e no mundo. “Alguns estudiosos acreditam que [a prevalência da doença] seja de 0.2 a 1 a cada 100.000 pessoas”, explicou a médica geneticista.

Pessoas que têm a síndrome possuem algumas características em comum, como dismorfismos faciais, com nariz e orelhas típicos e cabelos ralos, além de exostoses – crescimento ósseo exagerado em alguns locais do corpo, como ossos longos, escápulas e costelas. “Pode ocorrer também perda auditiva com atraso na fala e deficiência intelectual”, acrescentou Melissa.

Ainda de acordo com a doutora, um dos exames utilizados para fazer o diagnóstico da síndrome (chamado CGH-array) está mais disponível em laboratórios do país e, em alguns casos, é até coberto por planos de saúde.

“Apesar de ter havido um barateamento do preço desse exame nos últimos anos, ele continua caro e fora do alcance da grande maioria da população brasileira”, afirmou.

Outros casos

“Minha mãe fala que eu sou uma referência para outras famílias. Isso é uma responsabilidade muito grande”, disse Rick Bastos. Na internet, ele administra a página “LGS Community” no Facebook e busca pessoas ao redor do mundo que tenham a mesma condição.

“Eu o encontrei quando digitei sobre a síndrome, após o diagnóstico de Antonia”, contou a jornalista Maria Karina Andrade, 39, de Euclides da Cunha, cidade do interior da Bahia. Antonia, de 3 anos, foi diagnosticada com a Langer-Giedion aos 7 meses de vida.

“Quando li sobre o Rick eu fiquei extremamente feliz. Embora ele tivesse algo que não é característico na síndrome, as fraturas, ele tinha o neurológico perfeito. Isto me fortaleceu à época. Antonia, além da síndrome, tem autismo. Por conta disso, é difícil precisar o quanto seu neurológico foi afetado”, relatou Maria Karina.

Assim como a família de Rick, a família de Antonia também busca outros casos na internet. Essa rede, para Maria Karina, é um alento, pois “embora cada indivíduo tenha suas peculiaridades, há muitas características em comum”.

Denize de Bastos, mãe de Rick, tem contato nas redes sociais com pessoas da Espanha, dos Estados Unidos e duas do Brasil que também possuem a síndrome de Langer-Giedion. Ricardo é o mais velho entre elas.

“O que eu espero dessas famílias é que elas continuem acreditando, dando amor aos filhos. Elas estão começando a descobrir a essência da síndrome. Que elas estejam sempre ali do lado apoiando porque as dificuldades vão sempre aparecer, mas não é para desistir. Vamos seguir em frente”, finalizou Rick Bastos.

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Petrobras detecta vazamento de mais 6,6 mil litros de óleo na Bacia de Campos

Por G1 — Campos dos Goytacazes

A Petrobras divulgou na noite desta segunda-feira (26) que um novo sobrevoo feito na Bacia de Campos identificou presença de óleo no mar, com volume estimado em 6,6 mil litros, além do vazamento identificado e já recolhido de 1,2 mil litros.

Segundo a estatal, o vazamento foi causado por conta de trincas no casco de um navio da empresa Modec.

Ainda de acordo com a Petrobras, sete embarcações para recolhimento e dispersão já estão atuando no local, além de quatro embarcações de apoio e um helicóptero, para sobrevoo.

A retirada das 54 pessoas embarcadas, iniciada na sexta, foi concluída nesta segunda-feira (26)

A Petrobras informou também que a empresa dona da embarcação constatou o aumento na extensão das trincas, desde o início da ocorrência, mas o navio continua em posicionamento estável e em condições seguras, sob monitoramento permanente da Modec e da Petrobras.

O navio encontra-se fora de operação desde o ano passado e em processo de saída da locação do campo de Espadarte, a 130 quilômetros da costa.

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