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Bairros mais caros do Rio lideram casos, mas especialistas temem ‘explosão’ de Covid-19 nas favelas

Infectologistas dizem que doenças transmitidas por vias respiratórias têm mais risco de contágio em áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Por Gabriel Barreira e Felipe Grandin, G1 Rio

Bairros com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com os mais caros metros quadrados do Rio acumulam mais da metade dos registros de coronavírus. Mas é a chegada do vírus nas favelas que mais preocupa autoridades e especialistas.

Infectologistas afirmam que a doença desembarcou na capital com pessoas que estavam fora do país, especialmente Europa e China, mas já são transmitidas para pessoas com menor poder aquisitivo.

“Os primeiros casos no Rio ocorreram de pessoas que estavam circulando no exterior, que são, normalmente, as pessoas com mais poder aquisitivo. Agora, há pessoas que trabalham nessas casas na Zona Sul e na Barra. Babás, empregadas, diaristas, motoristas que vem de regiões mais pobres e que vão levar o vírus para suas casas”, diz o infectologista Edimilson Migowski.

A chegada do vírus às favelas tende a fazer com que os casos de doença se multipliquem, afirmam os especialistas. O motivo são as condições de moradia e a falta de saneamento básico oferecido pelo poder público.

“É uma situação preocupante porque, se o vírus entrar numa comunidade mais pobre vai ser devastador. Serão muitos casos”, conclui ele.

Até a noite de terça-feira (24), havia 278 casos de coronavírus confirmados na capital, sendo apenas um comunidade: na Cidade de Deus. Em outras favelas, há pelo menos 63 casos pendentes de confirmação. Os bairros com mais registros são:

  • Barra da Tijuca – 42
  • Leblon – 30
  • Ipanema – 30
  • Copacabana – 17
  • Botafogo – 16
  • Lagoa – 15
A Barra e bairros da Zona Sul da cidade concentram os casos de coronavírus no Rio — Foto: Reprodução/Painel Rio-Covid19

A Barra e bairros da Zona Sul da cidade concentram os casos de coronavírus no Rio — Foto: Reprodução/Painel Rio-Covid19

IDH x coronavírus

O infectologista Edimilson Migowski explica que, assim como outras doenças transmitidas por via respiratória, o coronavírus pode ter um efeito catastrófico onde as pessoas vivem aglomeradas.

Ele exemplifica o caso da tuberculose: no Rio, são cerca de 50 casos por 100 mil habitantes, enquanto na Rocinha o número chega a 300 por 100 mil habitantes.

Na população carcerária, onde a aglomeração é ainda maior, chega a 3 mil por 100 mil habitantes.

“Quanto pior é o IDH, maior é a probabilidade da doença ser disseminada”, diz Migowski.

Moradores colocam alertas no Complexo do Alemão sobre o coronavírus. — Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

Moradores colocam alertas no Complexo do Alemão sobre o coronavírus. — Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

Barra, Leblon, Ipanema, Botafogo e Lagoa estão entre as áreas com maior IDH do estado do RJ, segundo dados da ONU e do Ipea, e somam 47% dos casos de coronavírus.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Tânia Vergara, o problema se grava quando o coronavírus começar a se espalhar em regiões mais carentes – inclusive por terem menos acesso à saúde de qualidade.

“É inevitável que isso aconteça nas comunidades. Existe transmissão comunitária e todos nós estamos expostos. A gente não vai, de forma alguma, conseguir solucionar esse problema num estalar de dedos. Então, é ter o mínimo de exposição.”

Ela exemplifica casos em que vários familiares dormem num mesmo cômodo e sugere minimizar o problema, por exemplo, dormindo com as janelas abertas. Uma pesquisa mostra que há 300 mil domicílios nessa situação na Região Metropolitana do RJ.

Quando não for possível manter o distanciamento seguro de um metro meio, ela diz, que seja de ao menos um metro.

Nesta terça, após encontro com líderes comunitários, o governo acenou com a possibilidade de usar navios da Marinha para abrigar os grupos de risco, especialmente idosos que vivem em comunidades e áreas carentes.

Comunidades se unem contra o vírus

Os moradores das comunidades têm se organizado para reivindicar atenção das autoridades e para disseminar a informação para os vizinhos.

Uma das iniciativas chamou a atenção nesta terça. Foi o apelo da menina Sofia, de 4 anos, que mora na Vila Kennedy, na Zona Oeste da cidade. No vídeo, divulgado nas redes sociais, ela faz um apelo (veja no vídeo abaixo).

“Estou chegando aqui para dar um recado importante. para de sair para a rua. É para ficar dentro de casa, entendeu? Sabe aquele quartinho que você tá doido para dar uma geral? Arruma o quartinho. Sabe aquele guarda-roupa, arruma o seu guarda-roupa. Faz uma pipoquinha, vê um filme, mas dentro de casa. Para de sair para a rua”, pediu Sofia.

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Mudanças no BRT começam a valer nesta quarta; 27 estações fecham

Linhas vão funcionar até meia-noite e voltam a operar às 4h. Confira a lista de quais estações vão fechar.

Por G1 Rio

Para conter o avanço do novo coronavírus no Rio, começam a valer nesta quarta-feira (25) as alterações no funcionamento do consórcio BRT. O transporte de todas as linhas vai funcionar até meia-noite e só volta a operar às 4h. As mudanças entrarão em vigor por tempo indeterminado.

Além da mudança no horário, o consórcio também fechará 27 estações nos três corredores: Transoeste, Transcarioca e Transolímpica.

Inicialmente, o consórcio havia informado que 28 estações ficariam fechadas, mas a estação Aeroporto Jacarepaguá vai permanecer aberta porque fica próxima a unidades de saúde.

Segundo o consórcio, com a demanda de passageiros normalmente reduzida durante a madrugada e com a queda do número de passageiros por conta das restrições de circulação de pessoas, houve um acordo com a prefeitura para as novas medidas.

As estações fechadas são as que têm baixa demanda. O fechamento, segundo a concessionária, vai melhorar a operação e facilitar a fiscalização para evitar aglomerações (veja abaixo quais são).

Estações fechadas a partir desta quarta-feira:

Corredor Transoeste

  • General Olímpio
  • Cajueiros
  • Vendas de Varanda
  • Embrapa
  • Dom Bosco
  • Recanto das Garças
  • Guiomar Novaes
  • Nova Barra
  • Benvindo de Novaes
  • Guignard
  • Gelson Fonseca
  • Golfe Olímpico
  • Américas Park
  • Bosque da Barra
  • Paulo Malta Rezende

Corredor Transolímpica

  • Catedral do Recreio
  • Olof Palme
  • Minha Praia

Corredor Transcarioca

  • Praça do Bandolim
  • Recanto das Palmeiras
  • André Rocha
  • Pinto Teles
  • Vila Queiroz
  • Marambaia
  • Vila Kosmos
  • Praça do Carmo
  • Ibiapina

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Presidente do TJ-SP derruba liminar que proibia cultos religiosos em SP devido ao coronavírus sob pena de multa

Decisão judicial de 20 de março proibia missas na cidade de SP sob pena de multa de R$ 10 mil. Presidente do TJ entendeu que decisão só cabe aos governos estadual e municipal e que Judiciário não pode invadir competência do Executivo.

Por Tahiane Stochero, G1 SP

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, derrubou uma liminar dada por um juiz da Fazenda Pública da capital que proibia cultos religiosos e missas, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia de violação, para evitar a propagação do coronavírus. A medida valia para toda a região metropolitana do estado.

A decisão do presidente do TJ foi publicada no site do Tribunal de Justiça na manhã desta quarta-feira (25) após ser assinada por Franco na noite de terça-feira (24), atendendo a um pedido da Prefeitura da cidade de São Paulo e do governo do estado.

O estado de São Paulo já tem contabilizado 40 mortos pelo vírus e mais de 800 casos confirmados.

Após a decisão do presidente do TJ, os promotores autores da ação que conseguiu a proibição dos cultos solicitaram ao Procurador-Geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, a designação de um procurador junto ao TJ para recorrer da decisão.

Na suspensão da liminar, que havia sido concedida pela Justiça a pedido do Ministério Público em 20 de março, o presidente do TJ entendeu que as gestões municipais e estaduais já estão tomando todas as medidas necessárias para conter a reunião de pessoas e a propagação do vírus e que “a preocupação do Ministério Público” (que pediu a suspensão dos cultos), e do magistrado que proferiu a decisão, é a dele também.

O presidente do TJ entendeu, porém, que a decisão judicial invade competência do Poder Executivo para tomar providências sobre a questão.

“Neste momento de enfrentamento de crise sanitária mundial, considerando todos os esforços que envidados hora a hora pelo Estado e pelo município, decisões isoladas têm o potencial de promover desorganização administrativa, obstaculizando a evolução e o pronto combate à pandemia”, afirmou o presidente do TJ na decisão.

Segundo o desembargador, tanto o Estado de São Paulo quanto a capital paulista já possuem decretos recomendando a não realização de cultos religiosos durante o período de quarentena, para evitar a propagação do vírus da Covid-19.

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Em tempos de isolamento, catarinense cria rede solidária para levar conforto aos idosos

Ela e outros voluntários vão conversar gratuitamente com pessoas da terceira idade. ‘É muito importante que saibam que não são invisíveis, não estão sozinhos’, diz idealizadora do projeto.

Por Joana Caldas, G1 SC

Juliana Germann, idealizadora do projeto 'Escutatória de idosos', ao telefone — Foto: Juliana Germann/Arquivo pessoal

Juliana Germann, idealizadora do projeto ‘Escutatória de idosos’, ao telefone — Foto: Juliana Germann/Arquivo pessoal

Uma parente de 84 anos e um curso foram as inspirações e motivações da jornalista de Florianópolis Juliana Germann para criar uma rede solidária para ajudar idosos. O objetivo é escutá-los, seja por telefone ou chamada de vídeo, e trazer conforto para eles, isolados socialmente por causa da prevenção ao coronavírus. “É muito importante que idosos saibam que não são invisíveis, não estão sozinhos”, disse a jornalista.

Nas redes sociais, Juliana começou a divulgar o projeto na terça-feira (24), com um número de telefone. Por ele, os idosos podem fazer contato e marcar um horário para conversar ela ou outros voluntários. O serviço é gratuito. “Vi que muitas pessoas da terceira idade não têm com quem conversar, sentem-se sozinhas. As próprias pessoas da família não têm mais paciência de ouvir as mesmas sagas repetidamente”, disse.

Segundo ela, o objetivo do projeto é “poder movimentar as pessoas da terceira idade, falar de coisas que são memórias que para elas são memórias felizes. Não ficar vivendo na dor, vivendo na nostalgia de quem já partiu ou na doença”.

Início em novembro

A iniciativa, chamada de “Escutatória de idosos”, já foi presencial. Em novembro, Juliana e outras duas pessoas faziam visitas para ouvir as histórias. “Veio o fim do ano, deu aquela parada. Justamente agora em março íamos retomar com tudo”, disse.

Com a rápida disseminação do novo coronavírus, além do cancelamento dos atendimentos presenciais, também surgiu outra mudança no projeto: a preocupação com a saúde mental dos idosos. “Agora eles estão se sentido muito frágeis. Tem muita gente que chora, está triste, só fala que vai morrer. Precisa de muito carinho, muito amor para ajudá-los a passar por essa fase”, declarou Juliana.

Além dela, havia quatro voluntários no projeto até a tarde de terça. Todos recebem treinamento por vídeo para poderem participar. “Meu sonho é que essa rede se expanda para todos os cantos, que eles [idosos] precisam muito. Se cada pessoa pegasse um idoso simplesmente para ligar e saber como está, faria grande diferença na vida dele”, finalizou a jornalista.

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Autônomos e informais são os mais vulneráveis no cenário de incerteza causado pelo coronavírus

Sem salário fixo e sem movimento nas ruas, esse grupo de trabalhadores vai enfrentar tempos bem difíceis.

Por Jornal Nacional

Trabalhadores informais e autônomos são os que sentem primeiro o impacto pandemia da Covid-19 na economia.

Estava tudo pronto para a entrevista quando Mariana recebeu uma mensagem no celular: “Devido à pandemia do coronavírus e visando a saúde da nossa família, decidimos adiar a festa da nossa bebê”.

O trabalho dela tem cara de festa, cheiro de festa e, principalmente, gosto de festa: bala de coco. Mas então o que fazer se o tempo não é de festa? “Confesso para você que não durmo. Eu tenho contas para pagar, tenho uma filha de um ano e quatro meses, a Marina”, conta.

Para tentar diminuir as perdas, anunciou nas redes sociais uma nova estratégia: “A ideia mesmo é trabalhar com pequenas quantidades, tentar trazer aqueles clientes que têm aquele gostinho, vontade de comer a bala de coco”.

A produção continua e se antes o que movimentava as vendas da Mariana era o encontro de pessoas, agora, num momento difícil, ela vai tentar pelo menos adoçar um pouquinho a vida de cada um. Nestes tempos mais solitários, até as palavras ganham mais valor. A balinha vai acompanhada de uma mensagem: “que seu dia seja doce”.

Mas nem todos conseguem mudar de estratégia de repente. Segundo o IBGE, o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas trabalhando por conta própria. Na semana passada, o governo anunciou a concessão de um benefício mensal de R$ 200, durante três meses, para trabalhadores informais autônomos de baixa renda. Mas o governo não deu detalhes de como vai ser feito o pagamento.

“Como vamos conseguir pegar esse valor, que o governo está disposto a oferecer para a gente? É um valor muito pequeno, que não paga nem uma cesta básica. A gente está tentando saber como vai sobreviver nesse período”, questionou o vendedor ambulante, Gilberto Alves.

O economista Manuel Thedim, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, alerta que o poder público deve tomar medidas urgentes de distribuição de renda para dar suporte aos trabalhadores informais.

“Esses vão sentir um baque muito forte e não têm nenhum tipo de alternativa de renda, não têm poupança, não têm plano B de trabalho. O problema é enorme, imenso, requer uma visão muito objetiva e um sentido de urgência muito do governo federal, estaduais e municipais”, avaliou

Na semana passada, no centro do Rio, vários vendedores guardavam as mercadorias e interrompiam o comércio de rua. “Não tenho uma reserva. A reserva tenho, mas ela é mínima. Não dá para segurar”, contou Cláudio Santos, vendedor de livros.

Nesta segunda (24), o mesmo cenário estava assim: pouquíssimos se arriscaram a montar as barracas. E mesmo quem tentou vender não encontrou comprador.

“Estamos dispostos a ficar em casa. Um mês ou o que for preciso. Mas como sobreviver? Como pagar as contas? Como conseguir se alimentar?

O Ministério da Economia declarou que nos próximos dias vai encaminhar ao Congresso uma proposta com detalhes da proposta emergencial.

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Eletricista se nega a fazer corte de energia em meio à quarentena em Fortaleza e é demitido

‘As pessoas nesse momento estão necessitando da energia, não achei justo’, alegou.

Por Cinthia Freitas G1 CE

Eletricista diz que se negou a fazer corte de energia em meio à quarentena em Fortaleza, recebeu advertência e depois foi demitido

Eletricista diz que se negou a fazer corte de energia em meio à quarentena em Fortaleza, recebeu advertência e depois foi demitido

Após se recusar a fazer cortes de energia elétrica na casa de clientes em Fortaleza, um funcionário terceirizado da distribuidora de energia do Ceará, a Enel, foi demitido na segunda-feira (23). Ramiro Roseno Sombra, 27 anos, se opôs a cumprir o serviço devido à situação de emergência e isolamento social no estado por causa do novo coronavírus. “As pessoas nesse momento estão necessitando da energia, não achei justo”, alegou.

Em nota, a Enel confirmou a demissão, mas disse que os contratos terceirizados são gerenciados pelas empresas parceiras e afirmou que o tipo de corte em questão é relativo aos casos em que o próprio cliente solicita o desligamento (veja abaixo a nota empresa na íntegra). O G1 entrou em contato com a empresa para qual o eletricista trabalha, a Sirtec, mas as ligações não foram atendidas.

O ex-funcionário conta que outros três colegas de profissão foram demitidos e mais 16 suspensos por um dia, na segunda, por se recusar a fazer os desligamentos que conforme ele, eram por causa de débitos.

“Recebi 52 cortes, eu e mais 19 motoqueiros, quatro foram demitidos, eu e mais três, e 16 foram suspensos por um dia porque todos eles reivindicaram que não iriam cortar cliente específico porque nesse momento, nesse período, não é cabível cliente ser cortado”, disse. Segundo ele, depois de se negar a fazer o serviço recebeu uma advertência e horas depois foi demitido.

Além dos problemas aos clientes acarretados pela pandemia de coronavírus que atingiu o Ceará, ele argumenta que há risco de os profissionais sofrerem reações violentas da população ao tentar fazer um corte de energia. “É um serviço arriscado”, frisou.

Eletricista postou aviso prévio de demissão nas redes sociais  — Foto: Reprodução

Eletricista postou aviso prévio de demissão nas redes sociais — Foto: Reprodução

Vídeo mostra advertência

Após a advertência, ele divulgou um vídeo em suas redes sociais explicando o caso, que circulou em redes sociais.

“Tenho convicção do que falei, não corto e não irei cortar e não me arrependo. Eu escolhi essa profissão e tô há quase seis anos cumprindo ela porque tenho responsabilidade. Mas nesse momento que nós estamos vivendo não tô de acordo em fazer corte”, sustentou.

Sombra trabalhava na empresa há mais de um ano. Ele conta que tem quatro filhas e o trabalho como eletricista era sua única fonte de renda.

“O que eles fizeram comigo foi bastante injusto”, lamentou.

Leia a nota da Enel na íntegra:

“A Enel Brasil esclarece que o serviço mencionado no vídeo refere-se a suspensão do fornecimento de energia por solicitação do próprio cliente, o que ocorre em casos de encerramento de contrato de aluguel ou mudança, por exemplo. Mesmo com o avanço do Coronavírus, a empresa não tem medido esforços para garantir a operação do serviço de distribuição e as solicitações dos clientes, em todos os estados em que atua.

A companhia informa ainda que as empresas parceiras gerenciam diretamente os contratos de trabalho com seus colaboradores, como contratação e desligamentos.”

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Suspeitos usam pandemia de coronavírus para aplicar golpes na internet no RS

Falsários utilizam suposto auxílio do governo para enganar as vítimas e roubar dados dos usuários. Especialistas alertam para a prática em período de crise.

Por Giovani Grizotti, RBS TV

Golpistas usam pandemia de coronavírus para aplicar fraudes pela internet no RS

Golpistas usam pandemia de coronavírus para aplicar fraudes pela internet no RS

Golpistas se aproveitam da pandemia de Covid-19 para aplicar golpes no Rio Grande do Sul. Entre as modalidades, está a prática de espalhar vírus em equipamentos eletrônicos para extrair dados dos usuários e até extorquir dinheiro de vítimas com falsa ajuda do governo.

Em uma delas, as pessoas são levadas a informar os números do cartão de crédito para realizar um exame que supostamente detectaria o coronavírus. Em outro golpe, as vítimas teriam de clicar no que seria um mapa da doença pelo mundo, mas quem clica pode ter o celular bloqueado.

Os aplicativos são criados com base em informações da Organização Mundial da Saúde e disponibilizados em lojas de aplicativos. Segundo o especialista em crimes virtuais Ronaldo Prass, os falsários pedem dinheiro para liberar o aparelho.

“Quando o usuário baixa o aplicativo, precisa liberar algumas permissões para que funcione. Na verdade, elas farão com que o aplicativo criptografe a memória do celular. Ou seja, vai embaralhar digitalmente, e os criminosos vão usar esses dados para obter dinheiro para liberar essas informações”, explica.

“Além disso, os golpista ameaçam liberar essas informações na internet, o que pode ser um grande problema”, acrescenta.

Golpistas reproduzem conteúdo da OMS sobre o coronavírus para enganar vítimas e roubar informações — Foto: Reprodução / RBS TV

Golpistas reproduzem conteúdo da OMS sobre o coronavírus para enganar vítimas e roubar informações — Foto: Reprodução / RBS TV

As fraudes mais comuns exploram a crise econômica gerada pela pandemia. Elas usam a ajuda anunciada pelo governo, de R$ 200 por autônomo, para espalhar mensagens sugerindo que os trabalhadores cliquem em um link para se cadastrar. O morador de Bento Gonçalves Joneval de Carvalho quase chegou a repassar dados pessoais ao acessar a mensagem.

“Eu cheguei a passar meu CPF, minha data de nascimento, meu nome, e quando foi pedir a filiação, eu vi que a mensagem foi cortada”, relata Joneval. “Fiquei preocupado porque eu compartilhei, passei para um amigo meu, que apagou logo. Mandou dizer que era fake, que era vírus.”

Existe, ainda, um outro golpe, em que uma fábrica de bebidas supostamente distribuiria álcool gel para a população. Ao clicar nas palavras “continue lendo”, em vez de ir para a continuação da mensagem, a vítima é direcionada para um site que pode roubar informações pessoais.

O delegado de crimes informáticos André Lancet alerta para este tipo de ação, que pode instalar vírus nos equipamentos das vítimas.

“Os criminosos sempre buscam, mandando essas mensagens, furtar os dados das pessoas com o objetivo de aplicar algum tipo de golpe futuro.”

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

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Quarentena põe em risco a renda de moradores de favelas brasileiras, diz pesquisa

72% dos entrevistados disseram não ter renda nenhuma caso percam a fonte de sustento. Levantamento foi feito pelo Data Favela com 1.142 entrevistas em 262 favelas de todos os estados do Brasil.

Do G1 Bem Estar

Moradores colocam alertas no Complexo do Alemão sobre o coronavírus. — Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

Moradores colocam alertas no Complexo do Alemão sobre o coronavírus. — Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

A necessidade de isolamento e de quarentena em razão do novo coronavírus ameaça a renda da maioria dos moradores das favelas brasileiras, aponta uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (24): 72% dos entrevistados dizem não ter conseguir manter o padrão de renda por ausência de reservas.

Questionados a respeito, 75% dos moradores se disseram muito preocupados com a renda em consequência do coronavírus –70% afirmam que tiveram em alguma medida a renda impactada. Para 86%, vai faltar dinheiro para comprar itens básicos, como comida.

O levantamento “Coronavírus nas favelas” foi feito pelo Data Favela com 1.142 entrevistas em 262 favelas de todos os estados do Brasil. Foram entrevistados homens e mulheres de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de março. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para cima ou para baixo.

O Data Favela é uma parceria do Instituto Locomotiva e da Central Única das Favelas (Cufa). No Brasil, cerca de 13,6 milhões de pessoas moram em favelas, de acordo com o Data Favela.

Outras conclusões da pesquisa

  • 97% dos moradores disseram ter mudado a rotina com as medidas de isolamento;
  • 86% entre aqueles que são pais disseram que os filhos deixaram de ir para a escola;
  • Sem os filhos na escola, para 84% os gastos em casa aumentaram;
  • Para 75% dos entrevistados, ter os filhos em casa dificulta trabalhar ou obter renda;
  • 47% dos moradores são autônomos;
  • 19% têm carteira assinada;
  • 86% sentiram algum impacto onde trabalham por conta do novo coronavírus;
  • 71% dependem do trabalho para sobreviver;
  • 54% disseram estar muito preocupados com o trabalho e ter medo de perder emprego;
  • 75% dos moradores estão muito preocupados com a renda por causa do coronavírus;
  • 84% acham que a renda vai diminuir;
  • 79% estão cortando gastos;
  • 68% ficariam com a renda comprometida;

‘Geladeira vazia’

Para Celso Athayde, fundador da CUFA e do Data Favela e coordenador do movimento #FavelaContraOVirus, “o corona atinge a população de forma desigual”.

“Existem aqueles que, ainda bem, conseguem ficar no conforto do seu lar, com a geladeira cheia, fazendo home office. No entanto, a pesquisa deixa claro que existe milhões de brasileiros, autônomos, e com a geladeira vazia (…) Cesta básica ajuda, mas é, de novo, um morador da cidade dizendo para o morador da favela o que ele tem direito. Mais efetivo seria transferir renda diretamente para que eles pudessem comprar o que precisam”, afirma.

“Por mais que isso soe alarmista, esse quadro pode indicar uma situação de convulsão social num futuro próximo”, diz Renato Meirelles, fundador do Data Favela.

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Ministério da Agricultura vai disponibilizar 84 laboratórios para testes do novo coronavírus

Unidades estão espalhadas em 19 estados e serão usadas conforme orientação do governo federal. Essa estrutura têm capacidade para analisar 76 mil amostras por dia.

Por G1

Laboratórios da Agricultura farão testes do coronavírus — Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura

Laboratórios da Agricultura farão testes do coronavírus — Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura

Ministério da Agricultura disse nesta terça-feira (24) que vai disponibilizar sua infraestrutura de laboratório, equipamentos e funcionários para auxiliar nos testes do novo coronavírus.

Segundo o comunicado, serão disponibilizados 84 laboratórios das redes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs) e da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Esses locais contam com 89 equipamentos do tipo RT-PCR em operação e capacidade de análise de mais de 76 mil amostras por dia. Essa é a técnica de referência para detecção do coronavírus, segundo o governo.

Os laboratórios da rede do Ministério da Agricultura estão em 19 estados e 27 cidades do país. Os equipamentos deverão ser realocados com base na demanda estratégica do Ministério da Saúde.

A Agricultura disse que haverá um total de 108 profissionais qualificados para operar equipamentos e ensaios, que poderão ser alocados conforme a necessidade do governo federal.

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Bandidos furtam 5 mil máscaras cirúrgicas do Hospital Regional de Betim, na Grande BH

Álcool e sabão também foram levados.

Por Odilon Amaral e Tábata Poline, TV Globo — Belo Horizonte

Coronavírus: bandidos furtam 5 mil máscaras cirúrgicas do Hospital Regional de Betim

Coronavírus: bandidos furtam 5 mil máscaras cirúrgicas do Hospital Regional de Betim

Não bastassem a dificuldade para se encontrar e o aumento enorme nos preços, 5 mil máscaras cirúrgicas foram furtadas do Hospital Público Regional de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Mesmo álcool e sabão estão sendo levados com frequência, mas a prefeitura da cidade alegou que o fornecimento desses dois itens está normal. O furto aconteceu na terça-feira (17).

A direção do hospital, mesmo com o furto, disse que “as máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) disponíveis no almoxarifado são suficientes para que os servidores atendam, com segurança, às demandas relativas ao coronavírus que chegarem à unidade”.

Imagens mostram suspeita; polícia investiga o furto — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens mostram suspeita; polícia investiga o furto — Foto: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura de Betim informou que o crime está sendo investigado, que forneceu as imagens de câmeras de segurança do hospital para a investigação e que “estão sendo tomadas as devidas medidas junto aos órgãos de segurança do município”, inclusive com relação ao sumiço de álcool e sabão das dependências do Hospital Regional.

E fez um apelo: “que todos mantenhamos a calma e o bom senso, para que, juntos, possamos continuar somando esforços e sejamos vitoriosos frente a essa pandemia”.

Máscaras cirúrgicas — Foto: Reprodução/TV Globo

Máscaras cirúrgicas — Foto: Reprodução/TV Globo

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