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Sem reconhecimento por familiares, polícia tenta identificar pela digital homem atingido por botijão

Corpo de vítima morta após ser atingida por botijão pode ser enterrado como pessoa não identificada. Impressão digital precisa estar registrada no banco de dados do estado do RJ.

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio

Vídeo mostra vendedor momentos antes de ser atingido por botijão em Copacabana, no Rio

Os investigadores da Divisão de Homicídios da Capital (DHC) vão realizar uma identificação por impressões digitais na vítima que morreu após ser atingida por um botijão de gás, arremessado de um prédio em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O procedimento terá que ser feito já que nenhum familiar chegou para reconhecer o corpo, que segue no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. O delegado responsável pela investigação, Cassiano Conte, afirmou ao G1 que é necessário que a vítima tenha algum documento registrado no sistema do estado do RJ para a técnica de reconhecimento funcionar.

“Como não apareceu nenhum familiar, a gente vai fazer a identificação datiloscópica nele. O procedimento é feito através da impressão digital. Tem um setor específico para realizar isso. A gente vai tirar a digital do corpo e, se acusar no sistema, nós conseguimos identificar ele. O problema é se ele não tiver nenhum documento registrado no estado do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Cassiano Conte.

“Seria mais fácil se chegasse um parente para identifica-lo. Com algum familiar, a gente compara com a possível identificação. Além disso, ainda estamos aguardando o laudo do IML e o resultado da perícia técnica de local do dia do fato”, completou.

Botijão foi atirado pela janela de apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Botijão foi atirado pela janela de apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Sem nenhum registro no banco de dados do estado do RJ, a vítima pode ser enterrada como pessoa não identificada. As únicas informações que a polícia tem é que a pessoa atingida era um vendedor de frutas em Copacabana, popularmente conhecido como Tronco.

O morador que arremessou objeto tem problemas mentais, segundo relato da irmã e de dois patrões. Ele foi indiciado por homicídio doloso pela Polícia Civil.

Prisão em flagrante

O caso aconteceu na Rua Aires Saldanha, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (12).

O homem que arremessou o botijão é o pedreiro Venílson da Silva, de 33 anos. Ele foi preso em flagrante e indiciado por homicídio doloso — quando a pessoa tem a intenção ou assume o risco de matar.

A irmã de Venílson disse à polícia que ele sofre de problemas mentais e que está em tratamento. A versão foi confirmada por duas outras pessoas que se apresentaram na delegacia como patrões de Venílson.

Suspeito de atirar o botijão foi preso por policiais militares — Foto: Reprodução

Suspeito de atirar o botijão foi preso por policiais militares — Foto: Reprodução

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Polícia faz operação contra esquema que lavou R$ 20 milhões em 1 ano para facção criminosa

Equipes saíram para cumprir 8 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em quatro estados. Até as 8h20, três suspeitos foram presos.

Por Edivaldo Dondossola e Felipe Freire, Bom Dia Rio

Polícia Civil cumpre mandados contra maior organização criminosa do Rio

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quinta-feira (15) a Operação Link, contra o braço financeiro do Comando Vermelho, a maior facção do tráfico do estado. Em um ano, o esquema movimentou R$ 20 milhões.

Agentes saíram para cumprir 8 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Até as 8h20, quatro suspeitos foram presos.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 12 milhões nas contas de suspeitos e o sequestro de bens.

“A intenção da Polícia Civil é descapitalizar a maior facção criminosa do Rio de Janeiro”, diz o delegado Leonardo Borges, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro, que coordena as equipes que estão nas ruas.

Um dos principais alvos da ação é um comerciante de São Paulo que movimentou mais de R$ 6 milhões em depósitos fracionados que vieram de várias localidades de SP e do RJ, segundo a polícia.

Operação mira braço financeiro da maior facção do tráfico do RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

Operação mira braço financeiro da maior facção do tráfico do RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo as investigações, o dinheiro decorrente da venda de drogas era depositado em espécie em agências bancárias — muitas dentro das próprias favelas dominadas pelo Comando Vermelho — em “contas de passagem”.

Os depósitos variavam de R$ 2 mil a até R$ 80 mil e eram feitos por moradores de comunidades de Japeri, São Gonçalo, Cabo Frio e Volta Redonda, obrigados a participar do esquema.

Em seguida, o dinheiro era repassado para suspeitos de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A polícia informou ainda que a renda dos envolvidos é incompatível com a quantia que eles movimentavam.

“A gente percebeu em comunidades dominadas por essa facção criminosa a entrada desses recursos de pessoas que não tinham perfil econômico para justificar essas quantias, pessoas que até receberam auxílio emergencial do governo federal, ou seja, não tinham esse perfil”, disse o delegado.

O dinheiro, segundo Borges, era lavado por meio de empresas de fachada.

“Existem metodologias de lavagem de dinheiro com o uso de empresas de fachada, com o uso de laranjas, empresas que não têm estrutura para justificar o volume de dinheiro. Elas são abertas e fechadas em curtos períodos de tempo. Isso tudo está sendo constatado no nosso trabalho de investigação”.

Polícia Civil cumpre 8 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em quatro estados — Foto: Reprodução/TV Globo

Polícia Civil cumpre 8 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em quatro estados — Foto: Reprodução/TV Globo

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Corpos de duas idosas são trocados por funerária e uma das famílias enterra pessoa errada no RJ

Laboratório informou que a troca dos corpos aconteceu no transporte para os cemitérios.

Por Paulo Renato Soares, RJ2

Funerária troca corpos e família enterra a pessoa errada

Os corpos de duas idosas que seriam veladas na terça-feira (13) foram trocados pela funerária. A família de uma delas acabou enterrando a pessoa errada.

O erro fez com que as duas famílias se encontrassem nesta quarta-feira (14), no Instituto Médico-Legal (IML). Foi a família de Cristiane que percebeu a troca. A mãe dela, Lúcia Maria Pinto, de 76 anos, morreu no ultimo dia 12.

O corpo foi levado para o Laboratório de Tanatopraxia da Santa Casa de Nilópolis para passar por uma preparação para o enterro e a cremação. Só que os parentes afirmam que não foi o corpo de Dona Lúcia Maria que saiu de lá.

Quando ia começar o velório, ninguém reconheceu Dona Lúcia no caixão. “Nos deparamos com outro corpo, que não era da minha mãe”, disse Cristiane, filha de Dona Lúcia.

A família conta que uma funcionária do laboratório tentou convencê-los de que estava tudo certo e que o argumento usado foi de que “o corpo muda com o procedimento”.

Eles ainda descobriram que o verdadeiro corpo de Dona Lúcia já tinha sido enterrado por outra família também vítima do erro. A outra família, que sofria com a perda de Dona Maria Cecilia Pereira Martins, de 89 anos, não percebeu a troca e fez o enterro da outra mulher no Memorial do Carmo.

A família de Dona Lúcia informou que a exumação do corpo deve acontecer nesta quinta-feira (15). O laboratório informou que a troca dos corpos aconteceu no transporte para os cemitérios e disse ainda que lamenta o ocorrido e que todo o suporte está sendo dado às famílias.

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Alesp conclui votação do ajuste fiscal de Doria e retira do texto final a proposta de extinção de quatro empresas públicas

De acordo com texto aprovado, Furp, Imesc, Itesp e Fundação Oncocentro não serão mais extintas. Orçamentos da Fapesp e das universidades paulistas também não serão alterados, segundo documento que vai à sanção do governador de SP.

Por G1 SP e TV Globo — São Paulo

Deputados aprovam projeto de Reforma Administrativa e ajuste fiscal do governo de SP

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) concluiu, na noite desta quarta-feira (14), a votação do pacote de ajuste fiscal para 2021, enviado à Casa em agosto pelo governador João Doria (PSDB). Na terça-feira (13), em votação apertada, os parlamentares já haviam aprovado o texto-baseA votação foi concluída nesta quarta para a retirada de destaques – um recuo do governo para conseguir a aprovação do texto final.

Com o fim do rito de aprovação, o documento volta agora para a Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR) da Alesp, para que a versão final do texto seja consolidada e, em seguida, enviada para a sanção do governador de São Paulo.

Para conseguir aprovar o ajuste e conquistar votos, foi retirada do texto a proposta de extinção de 4 empresas públicas: Fundação Oncocentro (Fosp), Fundação para o Remédio Popular (Furp), Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) e Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) (veja mais abaixo).

Os deputados estaduais também retiraram do texto final pontos que levavam ao aumento do Imposto de Transmissão de Causa Mortis e Doação (ITCMD), além de extinguirem também o trecho da obrigação de retirada da sobra orçamentária das universidades estaduais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de 2019, que seriam destinadas à conta única do Tesouro de SP. Agora, essas sobras continuarão com as entidades, segundo a redação da lei aprovada pelos parlamentares.

O governo paulista alega que o ajuste fiscal é necessário para conter um rombo de R$ 10,4 bilhões no orçamento de 2021. A proposta aumenta impostos e extingue órgãos públicos, autorizando a demissão de 5.600 servidores.

Alesp aprova pacote de ajuste fiscal do governo do estado com alterações

Alvo de críticas de professores e da comunidade científica, esta parte da proposta já havia sido alterada, já que antes previa retirar este caixa também a partir de 2020 e tinha se restringido a 2019.

Veja as mudanças feitas no ajuste fiscal pelo governo para conseguir a aprovação:

  1. Empresas: retirada, do projeto, de 4 das 10 empresas e órgãos que seriam extintos e que, agora, não serão mais: Fundação Oncocentro (Fosp), Fundação para o Remédio Popular (Furp), Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) e Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).
    Veja a lista de empresas com extinção prevista pelo projeto, entre elas a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU).
  2. Imposto de Transmissão de Causa Mortis e Doação (ITCMD): a) retira a proibição do pagamento parcelado em até 12 meses e; b) retirada da obrigação de pagamento adicional do imposto em caso de doação com reserva de usufruto (quando o bem é doado mas o doador permanece morando ou usando o bem até morrer).
  3. Fundo da PM e do Corpo de Bombeiros: retirada do texto a proposta do governo usar o dinheiro destes órgãos, que também seria destinada à conta única do Tesouro.
  4. Fundos de universidades e da Fapesp: Retirada total do artigo que previa a destinação de superávits dos fundos de pesquisa e das universidades de 2019 e anos seguintes para o orçamento de 2021. A proposta era descontar o valor desses superávits do repasse anual obrigatório de 2021 que o governo fará a esses órgãos com base na arrecadação do ICMS.

Trâmite com alterações

Após duas tentativas, em vão, de levar o texto a discussão na Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR), da Alesp, que não conseguiu analisar o texto por falta de quórum, o presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB), que, no início da análise, há três meses, não facilitou a tramitação, aproveitou uma brecha no regimento interno e levou o texto direto à plenário para votação.

Foram realizadas, nas três últimas semanas, sessões extraordinárias para tentar votar o projeto, mas nenhuma delas teve o quórum mínimo de 48 deputados para iniciar a votação. A falta de consenso sobre a proposta e ataques de que o texto era inconstitucional e aumentava impostos levou à formação de uma aliança inédita entre legendas antagônicas, como PT, PSL, PSOL e Novo, contra o projeto do governo tucano.

Em SP, cientistas consideram que ajuste fiscal pode paralisar pesquisas

Tramitação

O texto do projeto de lei 529/2020 foi enviado pelo governador, João Dória (PSDB), em 12 de agosto e devia ter sido aprovado até 30 de setembro para integrar a lei orçamentária enviada à Casa naquele dia pelo governo, e que prevê o que vai ser arrecadado e no que será possível gastar no próximo ano.

O projeto entrou em debate na semana passada no plenário da Alesp em regime de urgência, após não conseguir ser analisado nas comissões, por falta de quórum.

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Juiz federal do DF nega pedido do MP para afastar ministro Ricardo Salles do cargo

Pedido tinha sido feito pelo Ministério Público Federal em ação de improbidade administrativa contra o ministro do Meio Ambiente, apresentada em julho.

Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

A Justiça Federal do Distrito Federal negou, nesta quarta-feira (14), um pedido de afastamento do cargo do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A decisão é assinada pelo juiz Márcio de França Moreira, da 8ª Vara Federal do DF. O pedido de afastamento imediato tinha sido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em uma ação de improbidade contra Salles, apresentada em julho.

Segundo Moreira, o MPF não demonstrou como a manutenção de Salles no cargo poderia prejudicar a análise da ação judicial. A decisão vem após ordem do desembargador Ney Bello para que o pedido de afastamento fosse analisado pelo juiz imediatamente.

O mérito da ação deve ser julgado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no próximo dia 27.

Decisão do juiz

MPF cobrou decisão sobre pedido de afastamento de Ricardo Salles no fim de setembro; relembre

Para Moreira, os procuradores não apresentaram provas de possível interferência do ministro do Meio Ambiente na condução processual.

O magistrado disse que a ação tem argumentos vagos sobre ameaças de Salles a servidores do órgão, o que revela uma clara intenção de antecipar os efeitos de uma eventual condenação à perda do cargo público.

“Somente a demonstração efetiva de empecilho criado pelo agente público à instrução processual, cuja permanência no local de trabalho seria um elemento facilitador para a obstrução ou ocultação de provas, é que justificaria a medida de suspensão e afastamento da função pública, mas não há nos autos prova incontroversa de que a permanência do agente público no cargo de Ministro de Estado do Meio Ambiente importa em ameaça à instrução do presente processo.”

O que diz a ação

Na ação, os procuradores do MPF afirmam que “por meio de ações, omissões, práticas e discursos, o Ministro do Meio Ambiente promove a desestruturação de políticas ambientais e o esvaziamento de preceitos legais, mediante o favorecimento de interesses que não possuem qualquer relação com a finalidade da pasta que ocupa.”

“Caso não haja o cautelar afastamento do requerido do cargo de Ministro do Meio Ambiente o aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia, consequência direta do desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente, pode levar a Floresta Amazônica a um ‘ponto de não retorno’, situação na qual a floresta não consegue mais se regenerar”, defendeu o MPF ao pedir o afastamento imediato.

Vai-e-vem na Justiça

O pedido foi apresentado à Justiça Federal em Brasília, mas o juiz determinou o envio dele à Seção Judiciária de Santa Catarina, porque já havia uma solicitação similar tramitando no local. O MPF recorreu e o desembargador Ney Bello determinou que a ação ficasse na capital.

Em setembro, o MPF cobrou uma decisão, alegando que a manutenção de Salles no cargo traz danos às iniciativas de preservação do meio ambiente. “A permanência do requerido Ricardo Aquino Salles no cargo de Ministro do Meio Ambiente tem trazido, a cada dia, consequências trágicas à proteção ambiental, especialmente pelo alarmante aumento do desmatamento, sobretudo na floresta amazônica.”

À ocasião, o juiz Márcio de França Moreira argumentou que não havia uma decisão final sobre a competência da Justiça Federal de Brasília, e não a de Santa Catarina, para analisar o caso. Por isso, disse que não poderia analisar o pedido de afastamento apresentado pelo MPF.

Os procuradores então recorreram novamente ao TRF-1. Na terça-feira (13), o desembargador Ney Bello determinou que o juiz analisasse o pedido imediatamente. O magistrado entendeu que estavam presentes os requisitos para a concessão da liminar. Porém, disse que, antes, o pedido precisava ser analisado na primeira instância.

“Todavia, para não incorrer em indevida supressão de instância, entendo que o pedido deve ser analisado pelo pedido de origem, ao qual é facultado suscitar conflito de competência ao órgão judicial competente para dirimi-lo.”

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Servidores, empresários e advogados são alvo da Operação Tergiversação 2, contra corrupção na própria PF

Força-tarefa investiga esquema de pagamento de propina para policiais em troca de proteção nas investigações realizadas em um núcleo da Polícia Federal.

Por Arthur Guimarães, Erick Rianelli, Márcia Brasil e Marco Antônio Martins, Bom Dia Rio

Operação da PF mira agentes suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) iniciaram nesta quinta-feira a Operação Tergiversação 2, contra uma suspeita de corrupção dentro da própria PF.

A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão.

Os procurados não tinham sido identificados até a última atualização desta reportagem.

Blindagem mediante propina

A primeira etapa, em junho do ano passado, prendeu um delegado da ativa da PF, um escrivão da PF e um advogado.

A força-tarefa afirmou à época que o esquema excluía, mediante propina, os nomes de empresários e de suas companhias das investigações em curso em um núcleo da Polícia Federal. Seis pessoas foram denunciadas pelo MPF pelos crimes de corrupção ativa e passiva.

A segunda fase da Tergiversação mira outros empresários suspeitos de pagar propina para policiais em troca da proteção. Advogados apontados como intermediários das cobranças de vantagens indevidas também são alvos da força-tarefa.

Os suspeitos são investigados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à justiça.

Equipes estiveram em um prédio em Copacabana e no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca — de onde saíram com documentos.

A Operação Tergiversação 1

No dia 11 de junho de 2019, a PF e o MPF prenderam o delegado de Polícia Federal Lorenzo Pompílio da Hora, o escrivão Éverton da Costa Ribeiro e um advogado.

A PF afirma que os servidores contavam com a atuação de operadores, que usavam seus contatos para se aproximar dos investigados e pedir os pagamentos de vantagens indevidas, além de viabilizar o recebimento de propina e as operações de lavagem de dinheiro.

Pagamentos entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão eram feitos, na maior parte das vezes, em dinheiro. Outros valores foram repassados por meio de transferências a empresas ligadas aos operadores.

Durante as investigações, a polícia determinou as quebras de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico dos investigados.

Além disso, a apuração identificou, após acordo de colaboração premiada celebrado com alguns dos empresários abordados pelo grupo, a prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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Operação prende em Goiás grupos suspeitos de aplicar golpes e extorquir dinheiro de vítimas pelo WhatsApp

Todos os onze mandados de prisão são cumpridos em Goiás. Terceira fase da ação, batizada de ‘Peregrino’, também executa ordens judiciais em São Paulo e no Pará. Segundo polícia, grupo conseguia clonar app, se passava pelas vítimas e pedia dinheiro a parentes.

Por Sílvio Túlio, G1 GO

Polícia faz operação contra quadrilha especializada em golpes pelo WhatsApp

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira (14) mira integrantes de grupos suspeitos de aplicar golpes e extorquir dinheiro de vítimas pela internet. Segundo as investigações, eles conseguiam clonar o WhatsApp dos alvos, se passavam por eles e pediam dinheiro para parentes. Todos os onze mandados de prisão expedidos pela Justiça são cumpridos em Goiás. A ação também ocorre em São Paulo e no Pará.

De acordo com a corporação, existem ao menos quatro grupos investigados, que conseguem contactar as vítimas pelo app de mensagens e, por meio de links falsos, dados para instalar o programa em outros celulares. A partir disso, começam a conversar com parentes das vítimas e pedir para fazerem depósitos.

Está é a terceira fase da operação, batizada de “Peregrino”. Ao todo, 130 policiais estão nas ruas dos três estados para cumprir os mandados, distribuídos da seguinte forma:

Goiás:

  • 11 mandados de prisão
  • 26 de busca e apreensão

São Paulo:

  • 8 mandados de busca e apreensão

Pará:

  • 5 mandados de busca e apreensão
Operação da Polícia Civil mira grupos suspeitos de aplicar golpes e extorquir dinheiro de vítimas pelo WhatsApp  — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Operação da Polícia Civil mira grupos suspeitos de aplicar golpes e extorquir dinheiro de vítimas pelo WhatsApp — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O delegado de São Paulo, Guilherme Caselli, que está em Goiás acompanhando a operação, disse que as investigações apontaram que o núcleo criminoso era coordenado e executava as ações no estado.

“Ao todo são quatro quadrilhas. Os alvos de prisão são todos de Goiás. Tanto aqueles que conseguiam clonar os números, como os que cediam as contas bancárias para depósitos. Até agora [8h], soubemos que seis pessoas já foram presas”, disse ao G1.

Ele explicou que os criminosos conseguiam interagir com as vítimas pelo app e mencionavam algo para ludibria-las, como um suposto anúncio em algum site de compras. Com isso, ele passava um torpedo e pedia que a vítimas digitasse um código pelo qual os golpistas conseguiam clonar o programa e instalá-lo em outro aparelho. A partir daí, começavam a praticar o crime.

Centenas de chips de celular apreendidos durante fase anterior da operação, em julho deste ano — Foto: Divulgação Polícia Civil

Centenas de chips de celular apreendidos durante fase anterior da operação, em julho deste ano — Foto: Divulgação Polícia Civil

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Comerciante que matou três ladrões em loja teve o pai assassinado durante assalto, diz delegado

Dono de loja reagiu a roubo e baleou trio, que não resistiu, na Zona Norte de Sorocaba (SP). Empresário foi ouvido pela investigação e alegou legítima defesa.

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

Câmera de segurança mostra momento em que dono de loja atira contra bandidos em Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/Câmera de segurança

Câmera de segurança mostra momento em que dono de loja atira contra bandidos em Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/Câmera de segurança

O dono de loja que atirou e matou três criminosos durante um assalto em Sorocaba (SP) afirmou à polícia que agiu em legítima defesa e que não conhecia o trio. Após se apresentar na delegacia, o comerciante também contou à polícia que teve o pai assassinado durante um assalto.

A ocorrência da morte do trio suspeito de assaltar a loja de roupas no Jardim São Guilherme, zona norte da cidade, foi registrada na quarta-feira (7). A polícia aguarda laudos e irá ouvir testemunhas para finalizar o inquérito.

De acordo com a investigação, os três homens entraram no comércio por volta das 11h e ficaram alguns minutos conversando com o comerciante.

As câmeras de segurança do local registraram o momento em que um dos suspeitos sacou a arma e apontou para o dono da loja, que também pegou uma arma da cintura. Houve troca de tiros e os três criminosos foram baleados.

De acordo com o delegado Acácio Leite, responsável pelo caso, o empresário contou que estava trabalhando quando o grupo chegou e simulou que queria fazer compras.

“Justificou a sua reação nos fatos de que já aconteceram outros roubos, inclusive o pai dele veio a ser vítima de roubo e faleceu naquele mesmo local e situação”, informou o delegado.

A reportagem do G1 questionou sobre quando a morte do pai do comerciante foi registrada, mas detalhes sobre a ocorrência não foram divulgados.

Imagens mostram momento em que dono de loja dispara contra bandidos durante assalto

Ainda segundo Acácio, as armas dos criminosos e do comerciante foram recuperadas em um matagal. Segundo a polícia, o revólver do empresário estava com a numeração raspada e ele alegou que estava em processo de regularizar o porte.

A polícia também informou que já identificou os três rapazes mortos. Eles são: um homem de 32 anos com passagens por receptação e esteve preso, um homem de 30 anos que também esteve preso por roubo e um jovem de 20 anos sem passagem.

Segundo a polícia, a perícia vai analisar as imagens da câmera de segurança. O caso foi registrado como tentativa de roubo seguido de homicídio.

Comerciante fugiu após disparar contra três bandidos em Sorocaba  — Foto: Reprodução/ TV TEM

Comerciante fugiu após disparar contra três bandidos em Sorocaba — Foto: Reprodução/ TV TEM

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Polícia conclui que morte de amigas que caíram de cachoeira de 30 metros em SC foi acidente

Jovens de 18 e 19 anos escorregaram e caíram ao tentar tirar fotos. Caso aconteceu em Lages no dia 13 de setembro. Delegado afirma que local tem placas avisando do perigo, mas pessoas ignoram advertência.

Por Valéria Martins, G1 SC

Bruna (E) e Monique (D) morreram ao caírem cerca de 30 metros em cachoeira na Serra catarinense — Foto: Redes sociais/Reprodução

Bruna (E) e Monique (D) morreram ao caírem cerca de 30 metros em cachoeira na Serra catarinense — Foto: Redes sociais/Reprodução

A Polícia Civil concluiu que a morte das amigas de 18 e 19 anos que caíram de uma cachoeira de 30 metros em Lages, na Serra, foi um acidente. A queda ocorreu em 13 de setembro.

Bruna Rafaela Vellasquez, de 18 anos, e a amiga Monique Medeiros de Almeida, de 19 anos, caíram da parte mais alta da cachoeira de Salto Rio Caveiras e morreram após uma tentar socorrer a outra. Elas tiravam fotos quando uma delas se desequilibrou e caiu. Ao tentar ajudar a amiga, a outra também caiu.

O inquérito policial concluído na sexta-feira (9) foi enviado à Justiça sem nenhum indiciamento, informou o delegado responsável pelo caso, Raphael Quagliato Bellinati. De acordo com o delegado, elas estavam com mais dois amigos, um rapaz e uma outra jovem.

“Os quatro estavam no rio. Aí o menino e a outra colega ali sentiram que estava escorregadio, estava perigoso, e saíram. Quando as duas foram retornar, escorregaram e, na tentativa de que uma socorresse outra, as duas foram a solo, caíram dali e vieram a óbito”, disse o delegado.

Duas jovens morrem ao cair em cachoeira na Serra de SC

Relembre o caso

As jovens despencaram de cerca de 30 metros de altura e caíram sobre as pedras em um local de difícil acesso.

Por isso, o helicóptero da Polícia Militar foi utilizado para auxiliar a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no resgate.

Quando os socorristas chegaram, Bruna já estava sem vida. Monique sofreu ferimentos graves, foi colocada em uma maca e içada até um campo, onde foi levada de ambulância até o Hospital Tereza Ramos, em Lages (veja acima vídeo do resgate). No entanto, ela não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade de saúde.

Após o resgate de Monique, os socorristas do Samu voltaram à cachoeira com auxílio do helicóptero da PM para resgatar o corpo de Bruna.

Perigo ao tentar tirar fotos

Durante a investigação, a polícia ouviu amigos e concluiu que o acidente ocorreu enquanto as duas vítimas tentavam tirar fotos.

“A situação ali é problemática por conta de que não existe uma fiscalização. Até porque o acesso às propriedades que dão acesso à cachoeira são propriedades particulares, então a responsabilidade não pode nem ser delegada ao próprio município ou à Secretaria de Turismo”, explicou o delegado.

As amigas Bruna e Monique morreram após caírem de cachoeiras de 30 metros em SC — Foto: Redes sociais/Reprodução

As amigas Bruna e Monique morreram após caírem de cachoeiras de 30 metros em SC — Foto: Redes sociais/Reprodução

Segundo ele, há placas que indicam o perigo do local.

“Uma das propriedades ali pertence à Celesc. Nesse ponto ali, haveria placas de alerta proibindo a entrada, inclusive alertando para o risco de acidentes. Mas, mesmo assim, as pessoas acabam ignorando isso e tendo acesso, porque eles estavam na parte superior da cachoeira. Então para ter acesso ali por cima, só invadindo essas propriedades”, afirmou.

Salto Rio Caveiras

Salto Rio Caveiras, em Lages, em período de chuvas — Foto: Prefeitura de Lages/ Divulgação

Salto Rio Caveiras, em Lages, em período de chuvas — Foto: Prefeitura de Lages/ Divulgação

De acordo com a Prefeitura de Lages, o Salto Rio Caveiras é procurado na cidade pela bela paisagem, mas possui áreas de visitação proibida.

Segundo os socorristas que atenderam o caso no dia do acidente, o local onde ocorreu a queda é de acesso proibido, mas recebe visitantes, especialmente em dias quentes.

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MPF pede na Justiça a suspensão da transferência de lixo atômico das usinas de Angra

O plano da Eletronuclear é armazenar o material em 72 cilindros metálicos, envolvidos em camadas de concreto e aço. O depósito de lixo atômico ao ar livre foi aprovado sem um estudo de impacto ambiental e sem uma audiência pública com os moradores da região.

Do Jornal Nacional / G1

MPF pede na Justiça a suspensão da transferência de lixo atômico das usinas de Angra

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil contra o armazenamento do lixo nuclear das usinas de Angra 1 e 2.

Desde a inauguração até hoje, o lixo nuclear de Angra 1 e Angra 2 vem sendo armazenado em tanques gigantescos. São as chamadas piscinas de combustíveis usados. Elas ficam ao lado do reator, dentro dos prédios de contenção, que são a estrutura mais reforçada das usinas, cercadas de aço e concreto.

As piscinas estão quase cheias. O cronograma de operação de Angra prevê que as duas vão chegar à capacidade máxima em 2021.

Para onde vai esse lixo atômico? O plano da Eletronuclear é armazenar esse material em 72 cilindros metálicos, envolvidos em camadas de concreto e aço. O local reservado para os cilindros fica dentro do complexo de Angra, em uma parte do terreno bem perto do centro de informações, do mirante para os visitantes e da BR-101.

O calendário de operação das usinas prevê que, daqui a duas semanas, já comece o processo de transferência do lixo nuclear de Angra 2.

O Ministério Público Federal entende que a pressa está falando mais alto que a segurança. O depósito de lixo atômico ao ar livre foi aprovado sem um estudo de impacto ambiental e sem uma audiência pública com os moradores da região.

Na ação civil pública, o procurador pede a suspensão imediata da transferência do lixo atômico e afirma que autorização teria que ser debatida no Congresso Nacional, já que o novo depósito não estava previsto no projeto de Angra 1, tampouco de Angra 2 ou, ainda, Angra 3. Portanto, é, efetivamente, uma nova instalação nuclear, compreendendo todos os riscos a ela inerentes.

“Até um tempo atrás, falar em tornado aqui no Brasil seria um absurdo. Hoje já não é mais um absurdo. Qual é a capacidade de impacto, se tiver um tornado atingindo a região de Angra dos Reis? Não é claro o que que ele suporta”, diz Ígor Miranda, procurador da República.

O Brasil não tem um reservatório que possa servir como depósito final do lixo nuclear. Por isso, os cilindros seriam o depósito intermediário. Mas o risco é permanente e terá que ser administrado por muitas gerações. O material armazenado tem alto grau de radiação e vai representar perigo por milhares de anos.

O professor de engenharia nuclear da UFRJ, Aquilino Senra, diz que, a princípio, a solução dos cilindros dentro do complexo de Angra é a mais adequada.

“Mais de 30 anos vem sendo instaladas em diversas usinas ao redor do mundo e até o momento se mostrou como uma solução aceitável. Agora, a questão que se coloca é o seguinte: é isso ou é isso. Se esse depósito intermediário não for construído vai ter que desligar as usinas em 2021”, avalia o professor de Energia Nuclear da Coppe/UFRJ.

Mas o professor ressalta: o processo de instalação deveria ser mais transparente. A transparência é o principal pedido do Ministério Público. A licença para o novo depósito foi concedida com base em um relatório ambiental simplificado.

“Eu ouvi de um técnico do Ibama a seguinte ruim analogia: que seria uma espécie de reforma no banheiro de uma casa que já tem o Habite-se, que já tem o alvará. E, ainda que assim fosse, a gente está falando de um banheiro que produz lixo nuclear, o que é seríssimo ao meio ambiente, à saúde e à vida das pessoas”, destaca o procurador Ígor Miranda.

A Eletronuclear declarou que ainda não tomou conhecimento do processo.

Mas que está em conformidade com as licenças de implementação das unidades de armazenamento a seco.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear afirmou que o licenciamento da unidade de armazenamento segue a normatização rigorosa da comissão, que obedece a padrões internacionais de radioproteção e segurança nuclear. E que não foi notificada sobre a ação civil pública.

O Ibama também declarou que desconhece a ação.

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