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Mortes por coronavírus crescem 164% em 4 dias no estado de SP

São 57 óbitos na região metropolitana e 1 no interior paulista. Número de pacientes em UTI também está em crescimento e soma 84.

Por G1 SP

O número de óbitos relacionados ao coronavírus no estado de São Paulo cresceu 163,6% entre domingo (22) e esta quinta-feira (26), segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. A quantidade de vítimas saltou de 22 para 58.

Das 10 novas mortes contabilizadas nesta quinta, sete são homens (36, 63, 73, 76, 80, 86 e 92) e três são mulheres (64, 77, 77). Nove aconteceram na cidade de São Paulo, e um paciente de 36 anos que tinha comorbidades, não resistiu e morreu em Ribeirão Preto. Pessoas com comorbidades e idosos estão no grupo de risco da Covid-19.

As mortes confirmadas apontam um avanço da doença para outras regiões do estado. Até domingo apenas a capital registrava óbitos relacionados à doença, enquanto nesta quinta-feira, os municípios de Vargem Grande Paulista, Guarulhos, Taboão da Serra e Ribeirão Preto também contabilizam pelo menos um óbito.

Pessoas doentes com Covid-19 no estado de SP

MunicípiosNúmero de casos
Arujá1
Barueri3
Caieiras2
Campinas4
Carapicuíba2
Cotia5
Embu das Artes1
Guarulhos9
Hortolândia1
Iracemápolis1
Jaguariúna1
Jundiaí2
Louveira2
Mairiporã1
Mauá2
Mogi das Cruzes7
Osasco3
Poá1
Ribeirão Preto1
Ribeirão Pires1
Rio Claro1
Santana de Paranaíba6
Santo André16
São Bernardo13
São Caetano17
São José do Rio Preto1
São José dos Campos2
São Paulo899
São Sebastião2
Suzano2
Taboão da Serra2
Taubaté1
Tatuí1
Valinhos1
Vargem Grande Paulista1
Outro estado8
Outro país28
Ignorado1
1.052

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

O número de pacientes graves em UTI também está em crescimento. Na quarta-feira (25) eram 59 pacientes; nesta quinta, a Secretaria da Saúde soma 84 notificações.

O estado ainda possui 1.052 casos confirmados da doença, um aumento de 22% aos 862 casos anunciados na quarta- feira. No Brasil são 2.915 casos confirmados e 77 mortes.

Em pronunciamento na terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro criticou medidas de isolamento adotadas por estados e municípios. Na quarta-feira (25), ele ainda discutiu com o governador de São Paulo, João Doria.

Quarentena

O estado de São Paulo adota estratégias de restrição de circulação contra o coronavírus desde 16 de março. A quarentena começou na terça-feira e vai durar 15 dias, até o dia 7 de abril, para os 645 municípios do estado de São Paulo.

A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança. Assim, os hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, públicas ou privadas, terão o funcionamento normal.

As transportadoras, armazéns, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte continuam funcionando com as orientações dos sanitaristas.

Os serviços de Segurança Pública, tanto estadual, quanto municipais, continuam funcionando normalmente. Os bancos e lotéricas também continuam abertos. As indústrias devem continuam operando, já que não têm atendimento ao público em geral.

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Trabalhadores da ‘cadeia de alimentos’ seguem na ativa: procura por limão e laranja aumenta

O setor é considerado serviço essencial. Para o presidente da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimentos (Abracen), Gustavo Melo, para que essa cadeia seja eficiente, ‘a primeira coisa é manter as rodovias funcionando’.

Por Paula Paiva Paulo, G1 SP

Movimento pediu aplausos aos profissionais que fazem parte da cadeia de alimentação — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Movimento pediu aplausos aos profissionais que fazem parte da cadeia de alimentação — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em meio à pandemia do novo coronavírus, cresceu a busca por frutas cítricas, como limão e laranja, nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, onde o trabalho continua durante o isolamento social.

A “cadeia de alimentos” do país não para durante a quarentena . O setor é considerado serviço essencial pelos decretos das esferas municipal, estadual e federal.

Para que os limões, laranjas, e todos os outros produtos alimentícios cheguem à mesa do brasileiro, existe toda uma cadeia de alimentos no país, que, considerada serviço essencial, não pode parar.

Ela começa no produtor, na área rural, e passa pelo caminhoneiros e por profissionais de logística, abastecimento e distribuição. No último domingo (22), chegou a circular uma mensagem em redes sociais, para que as pessoas aplaudissem esses profissionais nas janelas às 20h30.

Para o presidente da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimentos (Abracen), Gustavo Melo, para que essa cadeia seja eficiente, “a primeira coisa é manter as rodovias funcionando”.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, contou ao G1 que no começo da crise chegou a encontrar bloqueios em rodovias.

“Tivemos dificuldades de logística porque alguns estados estavam fechando estradas, mas recorremos a todos os governadores e recebemos compreensão, e liberaram a passagem dos produtos alimentícios e insumos”, disse Francisco.

Outra dificuldade enfrentada para a distribuição de alimentos foram borracharias e restaurantes fechados ao longo das rodovias, o que dificultava o trabalho dos caminhoneiros. No entanto, segundo o presidente da ABPA, isso também foi superado.

“Houve também um momento emocionante de solidariedade, as pessoas entregando marmitas para eles [caminhoneiros]. Então foi um período de muita superação esse início, para nós foi um aprendizado, ninguém imaginava uma situação como essa, mas fomos superando as adversidades”.

Limão é muito procurado durante a pandemia — Foto: Divulgação

Limão é muito procurado durante a pandemia — Foto: Divulgação

Laranjas e limões

Os consumidores buscam por laranjas e limões para fortalecer a imunidade, já que alimentos ricos em vitamina C ajudam a formar as células de defesa. No entanto, os médicos alertam: as frutas não previnem o coronavírus.

No maior entreposto do país, em São Paulo, há cerca de 10 dias se percebe um aumento por esses produtos. “Nós observamos que realmente houve uma demanda maior para o setor cítrico, em torno de 20 a 30%”, disse o presidente do Ceagesp, Johnni Hunter Nogueira.

Junto com o aumento da procura, veio o aumento dos preços, principalmente do limão. Segundo Johnni, a caixa do limão, que geralmente é vendida de R$15 a R$20, está saindo por R$20 a R$25. Já a da laranja chegou a ser vendida por R$50 nesta quinta-feira (26).

Segundo a equipe de Hortifruti do Cepea (Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura), da USP, o limão tahiti atingiu a maior cotação do ano nesta semana. A fruta está em um período de pico da safra, que vai de janeiro a março, então os preços estavam em baixa. Já a laranja, é o oposto, ela está no período de menor oferta do ano, então os valores já estavam mais altos.

O aumento da procura desses produtos também se vê em outros ceasas do país, como no de Pernambuco, Minas Gerais e Ceará, informou o presidente da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimentos (Abracen), Gustavo Melo. “Em Pernambuco, o preço do limão subiu mais de 100%”, disse Gustavo.

Apesar da maior procura por estes produtos específicos, os presidentes dos Ceasas ressaltam que não há risco de desabastecimento destes produtos ou de nenhum outro nos entrepostos. O preço dos demais produtos também não se alterou.

“O entreposto tá funcionado normalmente, obedecendo as restrições e orientações do Ministério da Saúde”, disse o presidente do Ceagesp. O entreposto criou um comitê de crise, e faz reuniões diárias – ao ar livre – para avaliar as medidas a serem tomadas para diminuir a circulação de pessoas.

Aumento da imunidade

Segundo o nutrólogo Daniel Magnoni, alimentos ricos em vitaminas A, B6, B12 e C, ácido fólico e zinco ajudam no funcionamento do nosso sistema imune porque ajudam a formar as células de defesa.

“Quando a imunidade está baixa, nós temos uma maior facilidade de infecções, sejam elas virais ou bacterianas. É comum a gente falar: nossa, caiu minha imunidade e peguei um resfriado, caiu minha imunidade e peguei um herpes. Na cultura popular, nós já conhecemos esse aspecto”, fala o nutrólogo.

No entanto, o infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn, alerta: estes alimentos não protegem contra o coronavírus. “Eles não são capazes de prevenir contra os vírus respiratórios, inclusive o próprio coronavírus. Utilizar os mecanismos de prevenção, como evitar ambientes aglomerados, usar com frequência o álcool gel e lavar as mãos, é sim a melhor forma de proteção”.

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Câmara aprova projeto que prevê R$ 600 por mês para trabalhador informal

Texto vai ao Senado e prevê repasse por 3 meses. Autônomo deverá cumprir requisitos como ter mais de 18 anos e não receber benefício previdenciário ou assistencial.

Por Luiz Felipe Barbiéri, Fernanda Calgaro e Elisa Clavery, G1 e TV Globo — Brasília

Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) um projeto que prevê o pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais por três meses em razão da pandemia do coronavírus. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil. A proposta do governo era de R$ 200 para os trabalhadores informais, o Congresso passou para R$ 600.

Com a aprovação, o texto seguirá para votação no Senado. Ainda não há data definida para a análise pelos senadores. O pagamento do auxílio emergencial é limitado a duas pessoas da mesma família.

Segundo estimativa preliminar da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, o impacto fiscal com o auxílio para a União será de R$ 43 bilhões por três meses. O cálculo não considera ainda as mães chefes de família que poderão receber o auxílio em dobro.

Pela proposta, poderá receber o montante o autônomo que não receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família.

Desde a semana passada, a Câmara e o Senado tem aprovado projetos relacionados ao combate do coronavírus e dos efeitos provocados pela crise.

Em razão das medidas de prevenção contra o coronavírus, a sessão desta quinta foi parcialmente virtual, com a presença de apenas alguns deputados no plenário. Os demais acompanhavam por videoconferência.

Entenda o projeto

O projeto altera uma lei de 1993 que trata da organização da assistência social no Brasil. De acordo com o texto, o dinheiro será concedido a título de “auxílio emergencial” por três meses ao trabalhador que cumprir os seguintes requisitos:

  • for maior de 18 anos;
  • não tiver emprego formal;
  • não for titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o bolsa-família;
  • cuja renda mensal per capita for de até meio salário mínimos ou a renda familiar mensal total for de até três salários mínimos;
  • que não tenha recebido em 2018 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

Outros requisitos para receber o auxílio é:

  • exercer atividade na condição de Microempreendedor Individual (MEI) ou;
  • ser contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social ou;
  • ser trabalhador informal, de qualquer natureza, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal até 20 de março de 2020.

Apesar de a previsão inicial de pagamento do auxílio ser por três meses, o relator da proposta, Marcelo Aro (PP-MG), disse que a validade do auxílio poderá ser prorrogada de acordo com a necessidade.

O projeto estabelece ainda que só duas pessoas da mesma família poderão acumular o auxílio emergencial.

Para quem recebe o Bolsa Família, o texto ainda permite que o beneficiário substitua temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último for mais vantajoso.

Inicialmente, o auxílio previsto no parecer do relator era de R$ 500, mas, após a articulação de um acordo com o governo federal, o valor passou a ser de R$ 600.

Pouco antes, em uma live realizada pelo Facebook, o presidente Bolsonaro havia dito que, após conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo defendia inicialmente que o auxílio fosse de R$ 200, “ele resolveu triplicar”. “Deu o sinal verde”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou a construção de um acordo entre Legislativo e Executivo, relação geralmente marcada por atritos. Maia ponderou que, mesmo com divergências, é preciso haver um ambiente de diálogo para buscar soluções para “salvar vidas e encontrar o melhor caminho para que a economia sofra menos”.

BPC

O projeto de lei pretende ainda resolver um impasse em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago, no valor de um salário mínimo por mês, a idosos ou pessoas com deficiência de baixa renda.

O Congresso Nacional havia ampliado o limite de renda para ter direito ao pagamento do benefício, que valeria já para este ano. Com isso, mais pessoas passariam a ser beneficiadas, elevando as despesas públicas.

O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto alegando que não havia sido indicada fonte de receita, mas os parlamentares depois derrubaram esse veto.

O governo federal, então, recorreu ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a ampliação do limite valesse apenas a partir do ano que vem.

O ministro do TCU Bruno Dantas atendeu o pedido do governo, mas, no último dia 18, voltou atrás e suspendeu a sua decisão por 15 dias.

O projeto aprovado nesta quinta pela Câmara tenta resolver esse imbróglio. O texto define a partir de quando as novas regras passarão a valer. A proposta, porém, cria exceções diante da crise do novo coronavírus.

Pelo projeto, terão direito ao benefício pessoas com mais de 65 anos ou com deficiência que tenham renda familiar per capita:

  • igual ou inferior a um quarto do salário-mínimo, até 31 de dezembro de 2020;
  • igual ou inferior a meio salário-mínimo, a partir de 1° de janeiro de 2021.

No entanto, diante da pandemia do coronavírus, o projeto abre brecha para ampliar o critério da concessão de benefício ainda neste ano.

O benefício poderá ser concedido para quem recebe até meio salário mínimo per capita, em escala gradual a ser definida em regulamento, de acordo com uma série de fatores agravados pela pandemia, como comprometimento socioeconômico familiar.

Antecipação

O projeto também prevê a antecipação do pagamento do auxílio para quem ainda está na fila do BPC para pessoa com deficiência e do auxílio-doença. No caso do BPC, o projeto prevê pagamento de R$ 600. Para o auxílio-doença, o valor é de um salário mínimo.

Metas

A Câmara votou ainda um projeto de lei que suspende por 120 dias, a contar do dia 1º deste mês, a obrigatoriedade de manter as metas quantitativas e qualitativas exigidas de entidades de saúde que prestam serviço no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto vai ao Senado.

Autor do projeto, o deputado Pedro Westphalen (PP-RS) argumenta que, devido à pandemia de coronavírus no país, os hospitais tiveram que redirecionar sua atuação.

Ele pondera que cirurgias marcadas, por exemplo, têm sido canceladas para priorizar o atendimento aos pacientes com Covid. E, por essa razão, os prestadores não têm mais condições de cumprir as metas nesse período.

Como o repasse de recursos é condicionado ao cumprimento das metas, o objetivo do projeto é garantir que as entidades continuem recebendo a verba.

Atestado

A Câmara também aprovou projeto de lei apresentado pelo deputado Alexandre Padilha (PT-SP) que dispensa o trabalhador que estiver doente de apresentar atestado pelo prazo de sete dias, em situação de emergência de saúde, pandemia ou epidemia quando houver imposição de quarentena.

A partir do oitavo dia, no entanto, o empregado precisará apresentar documento de uma unidade de saúde ou um atestado eletrônico, regulamentado pelo Ministério da Saúde, que comprove seu estado de saúde.

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‘Prévia’ do PIB do BC indica que economia brasileira cresceu 0,24% em janeiro

Indicador, divulgado pelo Banco Central, não captou os efeitos da pandemia do coronavírus na economia, que começaram a ser sentidos com mais intensidade a partir de março.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

A economia brasileira cresceu 0,24% em janeiro, na comparação com dezembro de 2019, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC).

O indicador é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes).

Na comparação com janeiro do ano passado, o índice de atividade apresentou crescimento de 0,69%, segundo informações do Banco Central.

Esse resultado ainda não capta os efeitos da pandemia do coronavírus na economia mundial e brasileira, que começaram a ser sentidos com mais intensidade a partir do mês de março.

Também nesta quinta-feira, o BC revisou sua projeção para a economia brasileira em 2020 e passou a prever estabilidade para o nível de atividade, ou seja, sem alta nem queda do PIB.

Retomada do crescimento

De acordo com a instituição, o crescimento de janeiro representa uma retomada do crescimento após dois meses de retração do nível de atividade.

Em novembro de 2019 houve queda de 0,10%, e, em dezembro, queda de 0,38%. A comparação é sempre com o resultado do mês anterior.

Ainda de acordo com a instituição, foi registrada uma alta de 0,86% no IBC-Br em 12 meses até janeiro de 2020. Esse valor foi calculado sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais.

PIB e IBC-Br

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois têm diferenças. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Com o menor crescimento, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 3,75% ao ano, na mínima histórica.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2020, a meta central de inflação é de 4%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 5,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

No relatório de inflação, divulgado nesta quinta-feira, o BC informou que vê como “adequada” a manutenção da taxa Selic em seu atual patamar de 3,75% ao ano.

“No entanto, o Comitê [de Política Monetária do BC, que define a taxa Selic] reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos”, acrescentou a instituição.

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Dólar opera em queda, abaixo de R$ 5

Na quarta-feira, cotação da moeda caiu pelo segundo dia seguido, e fechou a R$ 5,0327.

Por G1

Após um início de negócios em alta, o dólar volta a operar em queda nesta quinta-feira (26), após dois dias de queda, enquanto os mercados avaliam os desenvolvimentos sobre a epidemia de coronavírus no mundo, e a aprovação de medidas de estímulo sem precedentes nos Estados Unidos para aliviar os impactos econômicos da pandemia de coronavírus.

Às 10h20, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,9912, em queda de 0,82%. Veja mais cotações.

Na quarta-feira, o dólar fechou a R$ 5,0327, em queda de 0,93%, no segundo dia seguido de recuo na cotação da moeda.

Veja as últimas notícias sobre os mercados

Influências externas e internas

O mercado avalia nesta manhã o relatório semanal que mostrou a disparada do número de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos – houve um recorde de mais de 3 milhões na semana passada, conforme medidas estritas para conter a pandemia de coronavírus paralisam o país, desencadeando uma onda de demissões que provavelmente puseram fim ao maior ‘boom’ de emprego na história norte-americana.

Também no radar está a divulgação, feita mais cedo pelo Banco Central, do relatório trimestral de inflação. No documento, o BC revisou sua projeção para a economia brasileira em 2020 e passou a projetar estabilidade – a previsão anterior era que o Produto Interno Bruto cresceria 2,2% este ano.

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1

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Como higienizar verduras e legumes para evitar a contaminação?

Principal risco está na manipulação: elas só apresentam risco se forem manuseadas por alguém contaminado.

Por G1

Assim como qualquer outro alimento, verduras e legumes não representam uma fonte de transmissão do novo coronavírus. Elas só apresentam risco se forem manuseadas por alguém contaminado.

A indicação de especialistas é fazer a limpeza convencional com água corrente. “Em folhas, como agrião, mais escuras, pode usar vinagre ou cloro – são as medidas normais”, afirma Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A principal forma de evitar a contaminação pelo coronavírus é higienizar corretamente as mãos – seja com água e sabão, seguindo as etapas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ou com álcool gel.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) o novo coronavírus necessita de um hospedeiro para se multiplicar: a transmissão ocorre somente de pessoa para pessoa, de forma direta, pela proximidade com um indivíduo contaminado, ou indireta, tendo contato com uma superfície contaminada e não higienizando as mãos de forma correta.

Para Alberto Chebabo, infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a transmissão direta via alimentos não é uma preocupação.

“Nós temos que ficar atento aos cuidados com os utensílios disponíveis em restaurantes ou delivery de comida. O ideal é que todos esses objetos sejam higienizados antes do consumo”. – Alberto Chebabo, infectologista.

Antes de manusear qualquer alimento é importante higienizar as mãos e evitar falar ou até mesmo tossir próximo a legumes e verduras ou cozinhar bem antes de ser consumido.

Cuidados com alimentos:

  • Lavar as mãos com frequência, usando água corrente e sabão
  • Esfregar bem as mãos, inclusive entre os vãos dos dedos e punhos.
  • Não tossir, espirrar ou coçar o nariz enquanto estiver manuseando os alimentos.
  • Evitar a utilização de anéis e relógios, que podem acumular sujeiras.
  • Não falar ou assoviar em cima dos alimentos, superfícies ou utensílios utilizados para preparar os produtos.
  • Cozinhar bem os alimentos

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Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus?

Conversas virtuais e doações estão entre as principais formas de dar apoio durante o isolamento. Especialistas citam as melhores formas de ser voluntário.

Por Marília Neves, G1

“Cuidem dos idosos”. Foi com bastante ênfase que Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, repetiu diversas vezes essa frase em 17 de março, quando foi anunciada a primeira morte por coronavírus no Brasil. Ele também falou sobre a importância de proteger “pai, mãe, avó, tia-avó”.

Desde então, existe a recomendação de se manter os idosos em isolamento social. Com isso, as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) suspenderam a visitação dos familiares e proibiram passeios diários.

“É importante reduzir o número de visitas para evitar contágio. Em algumas instituições a visita é aberta apenas em casos excepcionais”, explica Eva Bettine, Presidente da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

Para diminuir a solidão, a sugestão é a videochamada. “São utilizadas para diminuir a ansiedade e os idosos saberem como estão seus familiares”, diz Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior.

Como posso ajudar?

Nos tempos de isolamento e pandemia, o voluntariado passou a ser ainda mais importante para ajudar essas instituições.

Há muitos relatos de ações de vizinhos que se propõem a fazer compras para os moradores idosos da região, assim eles não precisam sair de casa. Há histórias de solidariedade no ParanáSão PauloFortaleza, entre outros estados.

A prática de atividades voluntárias diretas foi suspensa nos asilos. Uma das ações mais procuradas para voluntariado é a visitação para rodas de conversa. Com o isolamento, essa tarefa sofre mudanças: mas é possível interagir com os idosos por meio de aplicativos.

“O vínculo pode existir mesmo sendo remoto e, nesse sentido, podemos tirar vantagem da internet”, afirma a psicóloga Lecy Alves Zwarg. “Conversar, jogar, brincar, cantar, ensinar ou aprender algo podem ser alternativas para minimizar o impacto emocional do isolamento.”

“Incluir o idoso no processo demonstrando importância da sua colaboração é fundamental para que ele se sinta parte do coletivo e sinta que é peça fundamental para evitar contágio para a sociedade como um todo. Crises podem ser oportunidades de mudanças.”

Doações são importantes

O voluntário também pode, é claro, fazer doações de dinheiro e de mantimentos, explica Marianna Barbosa Yamaguchi, da Casa de Idosos Ondina Lobo:

“Uma das grandes demandas, principalmente das instituições públicas e beneficentes, é a questão financeira, principalmente neste momento, pois diminuirão as doações e as visitas, mas as instituições continuarão funcionando. Há o custo com os profissionais e tudo o que é necessário para a sobrevivência da instituição.”

Qualquer que seja a escolha do voluntariado, é preciso entrar em contato direto com as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) de sua região ou preferência. ONGs e locais públicos costumam ter uma carência maior.

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Em reunião sobre coronavírus, Bolsonaro e Doria trocam acusações

Governador disse que lamentava pronunciamento do presidente contra medidas de isolamento. Bolsonaro afirmou que Doria ‘não é exemplo para ninguém’.

Por Luiz Felipe Barbiéri, Guilherme Mazui e Délis Ortiz, G1 e TV Globo — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), trocaram acusações nesta quarta-feira (25) durante uma videoconferência com governadores da região Sudeste para discutir o combate ao coronavírus.

Bolsonaro tem realizado reuniões à distância com governadores das cinco regiões do país. Na segunda-feira (23), falou com mandatários do Norte e do Nordeste. Na terça (24), com os do Sul e do Centro Oeste.

Durante a reunião desta quarta, Dória disse que Bolsonaro deveria dar um exemplo de líder durante a crise e lamentou o pronunciamento desta terça em cadeia nacional, no qual o presidente criticou medidas de isolamento para evitar o avanço do vírus, ao contrário do que determinam as autoridades sanitárias.

“Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, início lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir “, afirmou o governador.

Bolsonaro, na resposta, disse que Dória “apoderou-se” do seu nome para se eleger governador e que depois “virou as costas”, passando a atacar o governo federal.

“Subiu à sua cabeça a possibilidade de ser presidente da República. Não tem responsabilidade. Não tem altura para criticar o governo federal, que fez completamente diferente o que outros fizeram no passado. Vossa excelência não é exemplo para ninguém”, declarou.

Em outro momento da conversa, Doria disse que manteve divisas do estado, estradas e aeroportos abertos, bem como fábricas, que seguem as orientações sanitárias determinadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde.

“Nós estamos preocupados com a vida de brasileiros dos nossos estados, preservando também empregos e o mínimo necessário para que a economia possa se manter ativa”, declarou.

Depois de finalizar sua fala, Bolsonaro passou a palavra ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que, segundo ele, também teria sido atacado pelo governador de São Paulo. O ministro pediu calma e equilíbrio.

“Volto a repetir, no momento onde se tem uma crise dessa proporção a primeira palavra que a gente precisa ter é clama e equilíbrio”, afirmou Mandetta.

Governadores

Após a reunião, Doria manteve as críticas a Bolsonaro. Nas redes sociais, o governador escreveu que a postura do presidente na conversa foi “decepcionante”.

“Presidente, no nosso estado temos 40 mortos por covid-19, dos 46 [mortos] em todo o Brasil. São pessoas que tinham RG, CPF, e familiares que continuarão sentindo sua falta. Não são mortos de mentirinha, presidente. E essa não é apenas uma ‘gripezinha'”, escreveu o governador.

Também na internet, o governador Wilson Witzel (PSL), do Rio de Janeiro, disse que mantém a determinação para a população do estado ficar em casa, ao contrário do que defende Bolsonaro.

“Peço mais uma vez ao povo fluminense: fique em casa. Siga as recomendações. Não queremos acabar com as empresas, exterminar empregos. Queremos preservar vidas”, afirmou Witzel. “Ressuscitar a economia a gente consegue. Ressuscitar quem morreu é impossível”, completou.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), criticou a posição de “confronto” adotada pelo presidente em relação aos governadores e garantiu que o Espírito Santo continuará seguindo o protocolo de quarentena pelos próximos dias até que a transmissão do coronavírus seja controlada e, assim, os estabelecimentos comerciais possam ser reabertos gradativamente.

“A palavra dele pode estabelecer o relaxamento das pessoas. Por isso eu faço um apelo: que a gente continue com os mesmos cuidados que temos até agora”, disse.

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Governadores reagem ao pronunciamento de Bolsonaro sobre coronavírus

Políticos reagiram com críticas à declarações do presidente na noite desta terça-feira (24).

Do G1 Política

Governadores reagiram ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia do coronavírus na noite desta terça-feira (24). O presidente pediu a “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e disse que os meios de comunicação espalharam “pavor”.

João Doria (PSDB), governador de São Paulo

“Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, inicio lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir.”

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro

“Na manifestação em cadeia de rádio e TV, o presidente da República contraria as determinações da Organização Mundial de Saúde. Nós continuaremos firmes, seguindo as orientações médicas e preservando vidas. Eu peço a vocês: por favor, fique em casa.”

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo

“Pronunciamento do Pres.Jair Bolsonaro foi desconectado das orientações dos cientistas, da realidade do mundo e das ações do Ministério da saúde. Confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos Estados e Municípios, menospreza os efeitos da Pandemia. Mostra que estamos sem direção.”

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás

“Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo [de Bolsonaro], mas não posso admitir que venha agora um presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico ou pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela”. “Não tem mais diálogo com este homem. As coisas têm que ter um ponto final “, afirmou Caiado.

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará

“Em relação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, eu respeito a opinião de todos, mas não me furto a reafirmar nossa linha de ação. Nós buscamos, desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise. O caminho que o Governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio.”

Wellington Dias (PT), governador do Piauí

“É difícil não se manifestar frente ao discurso do Presidente da República, que vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Nós vamos seguir o que a ciência nos comprova. O Piauí mantém todas as suas medidas de prevenção à Covid-19”.

Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte

“Para muito além de quaisquer divergências políticas, o que se trata aqui é de proteger a saúde da população. Faço coro às palavras dos Secretários de Saúde do Nordeste. Não há neste momento tão delicado o desejo nenhum de politizar a discussão, mas o pronunciamento de hoje do Presidente é um equívoco! O pronunciamento dele vai na contramão de todas as medidas defendidas pelos Estados e municípios em sintonia com o Ministério da Saúde e pela própria sociedade!”

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão

“Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. Os danos são imprevisíveis e gravíssimos.”

Reinaldo Azambuja (PSDB), governador de Mato Grosso do Sul

“O país precisa de bom senso, serenidade e equilibro nesta hora extrema, difícil! Precisamos salvar vidas, combatendo a pandemia e também o caos econômico e social, representado pela possibilidade de desemprego agudo, agravamento da fome entre os mais vulneráveis e o desabastecimento da população! Ninguém está imune! Para superar essa tragédia, todos temos que ser parte da solução. A hora exige alta responsabilidade, dos governos, das empresas , dos cidadãos.”

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas

“A minha posição é muito clara. Não vamos voltar atrás de nenhuma decisão que foi tomada pelo Governo do Estado do Amazonas. Até porque elas foram tomadas de maneira responsável e seguindo o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde do Governo Federal. Eu fui eleito para proteger e defender o povo do Estado do Amazonas e é assim que eu vou continuar agindo”.

João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba

“Um desserviço, a destruição de tudo que está duramente sendo construído para proteger a população. Em resumo, um absurdo.” Ele ainda afirmou em uma rede social que todas as medidas que foram tomadas para evitar o contágio do coronavírus seguem implantadas.

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco

“Enquanto líderes de vários países tomam medidas necessárias para conter o avanço no novo Coronavírus, aqui no Brasil, em pronunciamento veiculado em Rede Nacional, o presidente Jair Bolsonaro vai contramão do que defendem autoridades sanitárias e o próprio Ministério da Saúde. Discurso que, lamentavelmente, comprova que o Brasil está sem comando num dos momentos mais desafiadores da história. O sacrifício é imenso, mas todo esforço tem o único objetivo de salvar vidas. Por isso, em PE, as medidas estão mantidas. É tempo de serenidade, união e trabalho.”

Gladson Cameli (PP), governador do Acre

“O objetivo principal nesse momento é preservar vidas dos cidadãos acreanos, sejam eles estudantes, aposentados, empresários, assalariados ou em condições de vulnerabilidade. Estão mantidas todas as medidas necessárias adotadas pelo governo estadual no sentido de resguardar o isolamento social e visando promover a quebra da linha de contágio. Lamento que neste momento, onde devemos destinar toda energia e foco em combater o Coronavírus, se procure politizar as opiniões e ações dos agentes públicos.”

Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul

“É urgente encontrar alternativa ao confinamento. Mas não se faz isso com ataques à ciência e cautela médica mundialmente estabelecidas. Não deixamos de olhar economia/empregos. Mas não assistiremos inertes a uma doença se alastrar. Protege-se: 1) a vida; 2) os empregos. Nesta ordem.”

Renan Filho (MDB), governador de Alagoas

“Alagoanos e alagoanas, como sempre longe de extremismos, quero reafirmar o meu compromisso com o firme propósito de manter as medidas preventivas que vêm sendo adotadas no enfrentamento ao novo coronavírus em nosso estado. Apesar do pronunciamento do presidente da República na noite desta terça-feira, que vai de encontro às recomendações da Organização Mundial de Saúde, manteremos com firmeza e serenidade nossas ações, lastreadas em estudos científicos e ouvindo as nossas melhores mentes que estão conosco permanentemente reunidas. Saibam que a vida de cada alagoano é e sempre será o bem mais precioso. Estamos trabalhando diuturnamente para, de um lado, achatar a curva de contágio da Covid-19; e, do outro, preparar a nossa rede hospitalar para a emergência do momento. É tempo de união. Juntos estaremos e venceremos!”

Waldez Góes (PDT), governador do Amapá

“O presidente da República reuniu por videoconferência com os governadores e é impressionante a distância entre o que o presidente, no diálogo que teve com os governadores, e o discurso ontem. Também há uma diferença muito grande entre as orientações que nós seguimos da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, dos cientistas, dos médicos, da comunidade acadêmica, daquilo que o presidente disse ontem. O que é estranho é a falta de alinhamento no governo central. Todos os prefeitos e governadores que tomaram essa atitude não tomaram de livre escolha. É necessário cobrar coerência do governo federal. Um posicionamento coerente. Não podemos ouvir o ministro da saúde falando para a gente providências e o governo federal desautorizando. Nós aqui no Amapá vamos continuar firmes para atuarmos no combate ao coronavírus.”

Camilo Santana (PT), governador do Ceará

“Cearenses, diante do pronunciamento do presidente da República, em rede nacional, esta noite, tenho apenas um comentário a fazer: vamos continuar trabalhando fortemente as ações que visam evitar o avanço do coronavírus em nosso estado, como temos feito até aqui. Todas as medidas adotadas por nós são recomendadas pelos profissionais de saúde, pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), e têm sido a melhor forma de enfrentamento ao coronavírus no mundo. Este não é um momento para ataques e provocações, mas um momento de cooperação e da união de todos. Da parte do Governo do Estado, continuaremos fazendo todos os esforços possíveis para buscar a proteção dos cearenses. A vida de cada um de vocês está em primeiro lugar.”

Carlos Moisés (PSL), governador de Santa Catarina

“Estarrecido com o pronunciamento da presidente República em relação às medidas de isolamento, venho informar à população de Santa Catarina que nesta quarta-feira, 25 de março, iniciamos mais uma quarentena de sete dias por determinação de decreto deste governador, mais sete dias para ficar em casa. Sabemos que precisamos equilibrar as medidas de retomada da atividades econômicas com as de restrição para que a gente não tenha contaminação em massa, [mas] é importante que nos mantenhamos firmes no isolamento social, pois mostrou resultados positivo aqui em Santa Catarina, já tivemos a curva de casos suspeitos diminuída. Ficar em casa é o local mais seguro.”

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais

“Minha prioridade é salvar vidas. Portanto, Minas continua seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (…) Em Minas Gerais nós estamos adotando as melhores práticas, aquelas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, e já adotadas em países desenvolvidos. Queremos, em primeiro lugar, a preservação da vida, mas compartilho da preocupação do presidente Bolsonaro com a questão econômica”, disse o governador.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal

“Não é hora de politizar ou polemizar. Bolsonaro tem parte da razão, afinal muitos municípios pequenos, sem qualquer caso de coronavírus, estão fechando. De outra parte, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília tem situações diferenciadas”, disse. “Acredito e preciso do apoio dos ministérios da Saúde e da Economia. Sou hospedeiro do governo federal, que paga um ‘aluguel’, [na forma do] Fundo Constitucional, pequeno para as condições da cidade que o hospeda.”

Mauro Carlesse (DEM), governador do Tocantins

“O Tocantins seguirá firme no propósito de manter a população livre do novo coronavírus e conta com a parceria dos demais poderes, dos municípios, dos órgãos de controle e, principalmente, com a população”, informou o governador, por meio da assessoria de imprensa.

Rui Costa (PT), governador da Bahia

“Não é gripezinha. Vou continuar trabalhando em defesa da vida. Olhar nos olhos das pessoas e dizer: estamos numa guerra. ACORDA. Temos que vencê-la. Chega de discurso vazio e delírios. Vamos trabalhar mais e mais. Responsabilidade. Todos contra o coronavírus”, disse em uma rede social.

Mauro Mendes (DEM), governador de Mato Grosso

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, afirmou Mauro Mendes.

Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná

Pela assessoria, informou: “o governo do Paraná informa que manterá o planejamento e as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus”.

Antonio Denarium (PSL), governador de Roraima

O governador não quis se manifestar.

Belivaldo Chagas (PSD), governador de Sergipe

“A gente lamenta porque, afinal de contas, quem tem que ser o grande líder neste momento é o presidente da República. Enquanto ele diz uma coisa, o ministro da Saúde diz outra. Eu vou preferir seguir as orientações do ministro da Saúde. Eu vou preferir seguir as orientações dos sanitaristas de um modo geral. Portanto, nós vamos estabelecer nossas regras e e cumpri-las (…) Lamentamos muito o posicionamento do presidente da República, mas ele acha que está assumindo a responsabilidade dele e nós temos a nossa. (…) Nós vamos cuidar das pessoas neste momento, que é extremamente importante.”

Coronel Marcos Rocha, governador de Rondônia

O governador ainda não se manifestou.

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Com impacto do coronavírus, Brasil deve voltar a ter recessão neste ano

Bancos e consultorias voltaram a revisar para baixo as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e parte dos analistas já dá como certa uma retração da atividade, o que não ocorre desde 2016.

Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1

A economia brasileira caminha para uma recessão neste ano. Com o impacto do coronavírus, bancos e consultorias voltaram a revisar para baixo as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e parte dos analistas dá como certa uma retração da atividade, o que não ocorre desde 2016. Para a maioria deles, a dúvida já é de qual vai ser o tamanho da queda.

O avanço do coronavírus tem provocado uma paradeira na economia global e nacional. Parte da população está isolada em casa, o varejo baixou as portas para ajudar a conter a propagação do vírus, e fábricas tiveram de interromper ou reduzir a produção. Na ponta, o resultado dessa combinação perversa são as demissões anunciadas pelas empresas, o que vai piorar o quadro do emprego no país.

A última vez que o mundo sentiu um impacto tão grande foi na crise financeira de 2008. No Brasil, a doença chegou num momento muito ruim. Os últimos números da economia no ano passado já apontavam para uma perda de ritmo. Antes de o surto se propagar, as projeções para o desempenho do PIB neste ano já estavam sendo reduzidas, já próximas a uma expansão de 1,5%.

“A crise global de 2008 era uma crise financeira e chegou, inicialmente, de uma maneira indireta no dia a dia do Brasil”, diz o economista-chefe do banco BNP para o Brasil, Gustavo Arruda. “Agora, é uma crise com impacto direto na atividade.”

Na leitura dos analistas, o estrago maior na economia brasileira deverá ser observado no segundo trimestre, quando os efeitos da paralisação da economia serão sentidos de forma mais intensa. “Parece que o efeito maior da crise se dará, de fato, no segundo trimestre, em que o contágio atingirá seu pico”, escreveu em relatório o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale.

Nas projeções da MB Associados, a atividade econômica deve recuar 0,3% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com os últimos três meses do ano passado. No segundo trimestre, o tombo deve ser de 6,5%.

No caminho da recessão — Foto: Economia G1
No caminho da recessão — Foto: Economia G1

No caminho da recessão — Foto: Economia G1

Tamanho do tombo

Por ora, tem sido difícil apontar qual será o real tamanho da recessão esperada para este ano. A única certeza é de que houve uma deterioração acentuada da economia nos últimos dias. A dificuldade de se dá porque é impossível saber qual será a duração do isolamento social no país.

Um exercício da consultoria Tendências deixou bem claro como o PIB pode variar neste ano a depender dos dias de isolamento. O cenário-base da consultoria é de uma retração da atividade econômica de 1,4%, num quadro em que 22 dias úteis serão perdidos com a paralisação.

Num cenário otimista, com apenas nove dias úteis desperdiçados, o Brasil ainda poderá crescer 0,2%. Num quadro pessimista, com 32 dias úteis comprometidos, o PIB deve despencar 3,3%.

“No último trimestre, já houve uma frustração, a economia cresceu menos do que o esperado”, afirmou a economista e sócia da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro. “Antes do coronavírus, já havia essa frustração. Agora, o crescimento vai ser mais fraco do que se imaginava.”

Na semana passada, o Itaú também fez um exercício parecido, de como o resultado da economia pode variar, a depender do impacto do coronavírus. O banco estima que o PIB deve recuar 0,7% neste ano, levando em conta que o Brasil tenha um bloqueio equivalente a 75% do chinês.

Se o impacto for equivalente a 100% do bloqueio chinês, a queda do PIB brasileiro será de 1,6%. Num cenário mais positivo, em que o choque é de apenas 50% do observado na China, o Brasil ainda poderá colher um crescimento de 0,2%. “É uma crise que parece ser temporária. O produto cai muito e depois volta para o patamar em que deveria estar”, disse o economista-chefe do banco Itaú, Mario Mesquita.

O banco estima que o PIB do segundo trimestre deve recuar 9,6% no segundo trimestre na comparação com os três meses anteriores, com uma recuperação de 11,9% no período de julho a setembro.

Piora do mercado de trabalho

A volta da recessão no Brasil – a última foi em 2016 – também vai marcar uma reversão no mercado de trabalho. Os números do emprego até mostravam uma tímida melhora, mas os analistas já voltaram a projetar uma piora do quadro.

O banco UBS, por exemplo, estima que a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve encerrar o ano em 12,5%, nos dados dessazonalizados. Em janeiro, a desocupação ficou em 11,2%, com 11,9 milhões desempregadas.

“O desemprego encerrou o ano passado melhorando, mas este ano deve terminar com uma piora, subindo”, afirmou Fabio Ramos, economista do UBS Brasil.

O quadro de trabalho também traz preocupações porque uma parcela importante da força de trabalhado está na informalidade – eram 38,3 milhões de trabalhadores em janeiro. Esse contingente deve sofrer com um impacto na renda diante da paralisação de toda a economia.

“Certamente o mercado de trabalho vai piorar, sobretudo quando a gente pensa em ocupação. A nossa projeção era de um crescimento de 1,6% da ocupação neste ano, mas vamos rever este número para baixo”, disse Alessandra, da Tendências.

Medidas do governo

equipe econômica tem anunciado uma série medidas para tentar mitigar os efeitos da pandemia do coronavírus na atividade econômica. O Banco Central reduziu novamente a taxa básica de juros e já disponibilizou R$ 1,2 trilhão para o sistema bancário tentar manter o mercado de crédito funcionando.

O governo também propôs um auxílio mensal de R$ 200 para trabalhadores autônomos. Com o aumento de gastos para combater o coronavírus, o rombo do governo também deverá ser maior.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia medidas emergenciais contra o coronavírus — Foto: Reprodução/GloboNews

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia medidas emergenciais contra o coronavírus — Foto: Reprodução/GloboNews

A MB Associados estima que o déficit vai dobrar neste ano em relação ao previsto inicialmente: vai passar de R$ 103 bilhões para R$ 206 bilhões. Nesse ritmo, a dívida bruta do governo vai avançar de 76,9% do PIB para 80,8% do PIB.

“Tudo que poderá ser feito, de qualquer maneira, não conseguirá impedir a queda contratada do PIB este ano”, afirmou Vale.

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