Ex-morador de rua lança livro na Bienal do Rio

Por Carlos Brito, G1 Rio

Domingo, 1º de setembro de 2019, pouco depois das 13h. Léo Motta caminha maravilhado com o que vê na Bienal do Rio. Milhares de livros, centenas de estandes e muitos corredores lotados. Todos os elementos parecem encantá-lo.

Jamais, nem nos momentos de maior otimismo, imaginou que estaria ali como visitante – muito menos como autor. Mas é o que vai acontecer dentro de pouco mais de uma hora, quando lançar de forma oficial “A vida além da marquise”, relato literário dos seis meses nos quais viveu como morador das ruas do Rio de Janeiro.

Experiência nascida do desejo de não ver mais o sofrimento que seu vício em drogas causava à mãe.

“Ela ficava triste demais ao me ver daquele jeito. Eu havia enlouquecido por conta das substâncias que ingeria. Chegou um momento no qual a coisa mais humana que podia fazer por ela e pela minha família era desaparecer, ir embora. Foi quando eu parti para as ruas. Achava que já havia chegado ao meu ponto mais baixo, mas meu inferno começou ali”.

A perda do filho e o vício em drogas

As drogas entraram na vida de Léo as 14 anos, por meio de colegas de bairro. Durante sete anos, foi, nas palavras dele mesmo, um usuário recreativo. Aos 21 anos, porém, o assassinato de um filho de três anos o levou à cocaína – vício que manteria pelas 14 anos seguintes.

“Sempre fui trabalhador, mas pobre. Terapia não era uma possibilidade. Entrei de cabeça no que não devia – o vício foi o meu divã. Na maior parte do tempo, usei cocaína, mas também experimentei crack. A partir daí, as coisas se descontrolaram. Além de sair de casa, abandonei meu emprego. Quando me dei conta, já havia começado a catar comida nas latas de lixo e a dormir sob as marquises”.

A passagem de Léo pelas ruas cariocas o levou a vários bairros da cidade. Em dois deles, conheceu a crueldade humana de forma mais direta.

Já sem ter noção de há quantos dias não comia, entrou em uma padaria em Copacabana. Ali, viu uma senhora de pouco mais de um metro e meio, pele clara, aparência gentil e gestos suaves. Apesar da fraqueza, aproximou-se e perguntou se ela poderia lhe comprar um pão.

“Ela olhou para mim, não disse nem sim, nem não e, logo em seguida, cuspiu no meu rosto. Eu te confesso que, depois desse instante, não me lembro de mais nenhum detalhe daquele dia. Um muro se levantou entre mim e o resto do mundo ali, sabe?”.

Pouco tempo depois, em um dia típico de temperatura elevada no Rio de Janeiro, teve a ideia de entrar em um restaurante na Tijuca para pedir água – sentia muita sede.

O segurança do estabelecimento pediu que aguardasse. Pouco depois, retornou com um copo plástico, cheio de água e gelo.

“Engoli tudo de uma vez. Em dois segundos, senti um sabor muito forte na boca e cuspi. Ele havia colocado sal na água. Olhei para a porta do restaurante e o segurança, sorria, dizendo que havia feito aquilo para eu nunca mais voltar ali. Sentei no chão e comecei a chorar. Fica difícil ter esperanças depois disso, não?”

PM ajudou na recuperação

Os meses passaram e a vida de Léo entrou em um ciclo repetitivo. Costumava dormir em frente ao Hospital Souza Aguiar, no Centro, e passava os dias no Campo de Santana, logo em frente.

O único calçado que possuía – um chinelo – arrebentou. Tinha uma mochila velha, poucas roupas e nenhuma esperança de recuperação.

Certa manhã, ainda mais dormindo que acordado, sentiu que algo tocava uma de suas pernas. Ao abrir os olhos, viu que se tratava de um policial militar. Esperou pelo pior.

“A relação de moradores de rua com a PM nem sempre é boa, mas este policial era diferente. Fez várias perguntas, parecia interessado na minha vida. Depois que contei minha história, ele pediu que eu o acompanhasse. Achei que me levaria a uma delegacia, mas ele me conduziu até uma assistente social no Largo da Carioca. Nunca vou me esquecer: seu nome era Ana Lúcia. Ela também pediu para eu contar minha história – e foi a partir daí que as coisas começaram a mudar”.

Ele acabou encaminhado à Associação Solidários Amigos de Betânia. Localizada em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, a instituição se dedica à recuperação de moradores de rua.

Eram 9h de 9 de janeiro de 2017 – data e horário do início do renascimento de Léo, um processo que levou 224 dias e 896 refeições para ser concluído, como ele mesmo gosta de relembrar.

A partir dali, e já livre dos vícios, ele começou a ajudar a instituição no processo de resgate de outros moradores de rua – até agora, já recuperou 22 pessoas.

Das marquises ao livro

Já fora das ruas, Léo procurou estabelecer uma rotina. Certo dia, por conta de um engarrafamento, o ônibus onde estava parou em frente à passarela 9 da Avenida Brasil, no Parque União. Foi quando ele viu, pela primeira vez em muito tempo, uma cracolândia.

“Aí a ficha caiu. Compreendi que precisava contar tudo pelo o que eu havia passado. Peguei o celular velho e sem tampa traseira que tinha naquela época, entrei em uma rede social e decidi criar uma página. Quando já estava na Leopoldina, olhei pela janela e vi uma das últimas marquises sob a qual havia dormido. Aí surgiu a ideia do nome: ‘Há vida depois das marquises’. Em semanas, o perfil já tinha 30 mil seguidores”.

E foi um deles que sugeriu a Léo que as histórias fossem transformadas em um livro.

Após conseguir R$ 3,8 mil por meio de um site de financiamento coletivo, o objetivo se transformou em realidade e o lançamento feito na tarde de domingo na Bienal foi a consolidação dessa história.

“E escrevi o livro em seis meses no mesmo celular velho e sem tampa. Acredita?”, pergunta Léo, sorrindo, a poucos minutos de apresentar sua obra a outros moradores de rua, em um dos dias mais lotados do festival literário.

“Ninguém nasce na rua, mas todos podem acabar nela. Espero que meu livro mostre que a vida das pessoas pode seguir por caminhos tristes, mas que e sempre possível sair deles”.

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Sistema que Ibama quer contratar já foi descartado pelo PA e comprado por R$ 6 milhões por MT com verba internacional; entenda

Por Filipe Domingues, G1

Ministro Ricardo Salles utilizou em 1º de agosto dados dos satélites Planet para criticar alertas do Inpe. — Foto: Reprodução/TV Brasil

Ministro Ricardo Salles utilizou em 1º de agosto dados dos satélites Planet para criticar alertas do Inpe. — Foto: Reprodução/TV Brasil

O governo federal quer contratar um sistema de monitoramento de florestas que já foi testado no Brasil. No estado do Pará, ele foi descartado com a alegação de que os sistemas já existentes atendem a demanda, enquanto em Mato Grosso ele foi comprado por R$ 6 milhões com verba internacional.

O lançamento de um edital pelo Ibama para contratar alertas diários, com cobertura mínima de 3 metros e fornecidos por uma empresa privada ocorre após o governo Bolsonaro lançar críticas e colocar em dúvidas os dados públicos já disponíveis.

A contratação é contestada por especialistas e ex-diretores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que afirmam que os sistemas já utilizados pelo Brasil são suficientes e têm como base satélites que fornecem imagens gratuitamente.

Afirmam ainda que há falta de recursos e que o país precisa investir em fiscalização em campo. O ministro Ricardo Salles defende que a contratação de imagens diárias e de alta resolução iriam se “somar” aos sistemas já utilizados pelo Inpe.

Segundo especialistas ouvidos pelo G1, as exigências técnicas do edital indicam que o único sistema de monitoramento de florestas que atende o edital é o fornecido pela empresa americana “Planet”, representada no Brasil pela “Santiago & Cintra Consultoria”. Este é o sistema que já foi testado pelo estado do Pará e atualmente vem sendo usado pelo Mato Grosso.

Testado no Pará e no Mato Grosso

Pará contratou os serviços da Planet entre os anos 2017 e 2018, por um ano, mas o contrato não foi renovado. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, “o contrato com a Planet prevê apenas a utilização das imagens para a visualização do território paraense, sem análise de dados”.

O sistema foi testado gratuitamente, mas o governo do estado decidiu não contratá-lo em definitivo, avaliando que o serviço oferecido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Aeroespaciais (Inpe), que é gratuito, já atendia as demandas para o monitoramento de florestas.

“Após analisar a qualidade dos dados gerados e avaliar o custo benefício do produto, a secretaria tomou a decisão de não realizar a compra por entender que os atuais sistemas disponibilizados pelo Inpe apresentam a qualidade e temporalidade necessárias, além de serem disponibilizados de forma gratuita pelo Instituto”, informou a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará.

Já o estado do Mato Grosso acabou de começar a usar o serviço da Planet: o monitoramento iniciou neste mês de agosto. O estado também firmou contrato de um ano. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, até aqui, a experiência “está sendo positiva” e já ajudou a embasar ações de fiscalização.

Uma operação foi realizada com base nos alertas do sistema Planet entre os dias 13 e 17 de agosto, no município de Marcelândia e, segundo a secretaria, gerou multa de R$ 7,5 milhões. As principais agências de fiscalização do estado têm acesso ao serviço, como a Polícia Militar, os comitês de combate a queimadas e os institutos de pesquisa.

O sistema foi contratado pelo valor de R$ 5.980.200,00. “A plataforma foi adquirida pelo Programa REM, por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com recursos da Alemanha e Reino Unido”, justifica o governo do estado.

O edital do Ibama

O edital é um “chamamento público” para “prospecção de empresas especializadas”, e não uma “licitação”. Embora sejam instrumentos parecidos, o chamamento público convoca somente Organizações da Sociedade Civil (OSC), isto é, instituições privadas e sem fins lucrativos.

Segundo a presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-SP, Glaucia Savin, a prospecção não resulta, necessariamente, na contratação de um fornecedor. “O chamamento público existe para que o governo firme um termo de parceria com uma organização”, diz. “Não posso criar condições restritivas e inviabilizar a competição”, explica.

E, como afirma o doutor em direito ambiental e professor da Escola de Direito do Brasil (EDB), Rodrigo Jorge Moraes, quanto maior o número de participantes, melhor. “O processo existe para ter quantidade de candidatos e o governo poder escolher, entre as propostas, a melhor, a mais vantajosa tanto do ponto de vista econômico quanto técnico”, diz.

Neste caso, como se trata de uma “prospecção”, o edital do Ibama ainda não prevê a contratação de uma empresa. Eventuais candidatos têm 8 dias úteis, a contar do dia 21, para se apresentar. E o governo pode, depois disso, abrir uma licitação.

No caso de haver somente uma candidata, a Planet, o governo pode recorrer à chamada “inexigibilidade de licitação”. Se isso ocorre, o governo pode afirmar que somente um fornecedor é capaz de atender à sua demanda. A inexibilidade é prevista em lei quando é impossível promover livre competição entre os candidatos.

Entretanto, Glaucia Savin explica que a inexigibilidade precisa ser bem justificada. “Na hora em que você cria situações que limitam a competição, elas têm que estar muito bem embasadas. Tem que falar: sem isso eu não consigo atingir tal e qual objetivo.”

Caso essa justificativa não fique clara, o edital pode ser questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pelo Ministério Público (MP).

A pedido do G1, o TCU informou que, até o momento, não há nenhuma investigação em andamento sobre esse edital do Ibama. “O TCU só se manifesta sobre assuntos que estejam em análise. Lembramos que o Tribunal pode ser acionado a qualquer momento sobre possíveis irregularidades”, afirmou, em nota.

De acordo com Rodrigo Jorge Moraes, para se comprovar que há direcionamento em uma licitação, seria preciso demonstrar isso com critérios técnicos.

G1 entrou em contato com a “Santiago & Cintra Consultoria” e com o Ibama/Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve resposta.

Diferenças entre o Planet e outros satélites

De acordo com especialistas em monitoramento florestal, dois aspectos técnicos do edital do Ibama indicam o serviço da Planet:

  • A exigência de que a produção de imagens seja diária;
  • A exigência de que a área mínima coberta seja de 3,0 metros “ou melhor”.

Essas são características técnicas dos satélites que monitoram desmatamento em florestas. A “resolução temporal” é o período de tempo que o satélite demora para observar uma mesma área da Terra; e a “resolução espacial” corresponde ao tamanho da área mínima que o satélite consegue observar.

O sistema da Planet é o único que fornece imagens diárias e consegue visualizar distâncias a partir de 3 metros. Por outro lado, a qualidade das imagens de seus microssatélites é menor do que a dos satélites maiores e mais complexos.

Os dados de desmatamento produzidos hoje no Brasil fazem uma combinação das informações de vários satélites. Veja na tabela abaixo um resumo de suas características.

Características dos principais satélites para monitoramento florestal

SISTEMASENSORORIGEMVISUALIZAÇÃOPERÍODO DE COBERTURAACESSO
LandsatOLI/ETMEUAA partir de 30 metros8-16 diasGratuito
CBERSWFIChina e BrasilA partir de 55 metros5 diasGratuito
ResourcesatAWiFSÍndiaA partir de 56 metros5 diasGratuito
Sentinel-2MSIEuropaA partir de 10-20 metros5 diasGratuito
Planet (Planetscope)EUAA partir de 3 metrosDiárioPago

Fonte: Mapbiomas e Agrosatélite

Marcos Reis Rosa, coordenador técnico do projeto Mapbiomas, que usa dados produzidos pela Planet em suas atividades, explica que esse sistema tem mais de 120 microssatélites espalhados na órbita da Terra, e do tamanho de uma caixa de sapato.

“A vantagens do Planet são aproximação maior e imagens diárias”, afirma Reis Rosa. “Se você tem imagens todo dia, a chance de ter uma imagem sem nuvem é maior”, explica.

As nuvens são o principal obstáculo na observação de territórios por meio de satélites, porque impedem o sensor do satélite de enxergar a superfície. Quanto mais frequentes as imagens, maior a chance de ver a mesma área sem nuvens.

O diretor executivo da Agrosatélite Geotecnologia, Bernardo Rudorff, que trabalhou durante 30 anos no Inpe, concorda que a frequência maior de observação ajuda a superar o problema das nuvens.

“O desmatamento acontece de forma muito rápida, por isso é interessante. Mas observar a cada 5 dias é mais do que suficiente. Não precisaríamos de imagens diárias”, pondera.

De acordo com a série histórica dos dados do desmatamento, os alertas gerados pelo Inpe vêm sendo confirmados, e com margem.

Comparativo dos balanços Deter x Prodes — Foto: Guilherme Figueiredo/Arte G1

Comparativo dos balanços Deter x Prodes — Foto: Guilherme Figueiredo/Arte G1

Custo-benefício

O sistema Planet é o único pago entre os satélites disponíveis. Segundo uma fonte ouvida pelo G1, no plano mais básico do serviço de monitoramento da Planet, a contratação custa de 1 a 2 dólares por km², mas esse valor varia conforme a quantidade de km² contratados.

No caso do edital do Ibama, a exigência é de 1 milhão de km² e um pacote seria contratado para que o Ibama possa acessar o sistema pelo período de um ano. Considerando que a área do Mato Grosso é de 903,4 mil km² e o preço cobrado foi de R$ 5,98 milhões, é possível afirmar que a Planet cobraria do Ibama um valor próximo disso.

Segundo Marcos Reis Rosa, o que precisa ser avaliado antes de se contratar um novo sistema como o da Planet é se o Ibama realmente precisa de mais precisão nas imagens para que possa produzir alertas de desmatamento e realizar estratégias de fiscalização.

“Saber com mais detalhe onde está ocorrendo desmatamento não é, necessariamente, uma forma de reduzir o desmatamento”, comenta. “Para atuar na fiscalização, os sistemas de satélites que temos hoje [usados pelo Inpe nos dados do Deter e do Prodes] são mais que suficientes.”

Reis Rosa observa que as falhas, hoje, estão nos sistemas de fiscalização, que têm poucos recursos para fazer a visita às áreas afetadas por desmatamentos e queimadas.

De acordo com Bernardo Rudorff, “não adianta ficar procurando formiguinha” nas áreas desmatadas, mas “é preciso ir atrás dos grandes, dos elefantes”.

“Não é preciso criticar a Planet, que tem um bom sistema. Basta dizer que o trabalho realizado pelo Inpe há décadas deve ser respeitado. Claro, há sempre espaço para melhorar. Mas o que precisamos hoje é de uma inteligência territorial [de fiscalização] associada ao monitoramento de florestas”, diz.

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Argentino procurado pela Interpol é preso em Copacabana

Por G1 Rio

Agentes da Polícia Federal prenderam na tarde de sábado (31) um argentino que estava na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol.

O criminoso, que era procurado pelo assassinato de uma ex-namorada, foi preso na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, o argentino, que não teve sua identidade revelada, trabalhava oferecendo pacotes turísticos na Zona Sul.

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Acidente entre dois veículos deixa seis mortos na BR-386, em Soledade

Por G1 RS

Acidente acontecei por volta das 4h, na BR-386. — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Acidente acontecei por volta das 4h, na BR-386. — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Um acidente envolvendo dois veículos deixou seis mortos, entre eles uma criança de 5 anos, na BR-386, em Soledade, no Norte do Rio Grande do Sul, na madrugada desta sexta-feira (30). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, todas as vítimas estavam no mesmo veículo.

Um ocupante do outro carro foi levado para o Hospital de Soledade, e depois transferido para o Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. A instituição informou ao G1 que o estado do homem, que tem 34 anos, é grave, e ele ainda está passando por exames.

Ainda não se sabe a identidade das vítimas, nem se eram da mesma família.

A colisão aconteceu no quilômetro 236 da rodovia, por volta das 4h. Os veículos envolvidos foram um Peugeot 207, com placas de Porto Alegre, e um Volvo, de Bento Gonçalves, na Serra.

A PRF informou que o condutor do Peugeot trafegava no sentido Capital-Interior quando invadiu a pista contrária e colidiu de frente com o outro veículo. O Volvo caiu em um barranco e o Peugeot ficou no acostamento.

Segundo informações da polícia, cinco ocupantes do Peugeot, dois homens e três mulheres, morreram no local do acidente. Um menino, com cerca de 5 anos, que estava no mesmo veículo, chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

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Rio tem 5 pessoas atingidas por bala perdida em 3 dias; homem morre após ser baleado na Pavuna

Por Bom Dia Rio

Homem morre baleado quando voltava do trabalho, na Pavuna

Homem morre baleado quando voltava do trabalho, na Pavuna

Pelo menos cinco pessoas foram atingidas por balas perdidas no Rio de Janeiro nos últimos três dias. No começo da noite desta quinta-feira (29), um homem de 26 anos morreu após ser alvejado na nuca quando voltava para casa, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Os familiares, que o socorreram, contaram que tinha uma perseguição policial ocorrendo no momento.

Emerson Conceição da Silva estava caminhando na Avenida Pastor Martin Luther King, perto da entrada da comunidade Final Feliz, quando foi atingido por um tiro na nuca. Ele trabalhava na Ceasa e era jogador de futebol.

Os parentes o levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, mas morreu assim que deu entrada na emergência.

A Delegacia de Homicídios investiga o crime. Um dos clubes onde jogou, o Atlético Meritiense divulgou uma nota de pesar.

Cinco atingidos

Cinco pessoas foram atingidas por balas perdidas no Rio nos últimos três dias:

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Propina para obras do Metrô de SP era paga com dinheiro vivo em encontros em restaurantes, diz ex-diretor

Por Bruno Tavares, SP2

O ex-diretor do Metrô de São Paulo, Sérgio Corrêa Brasil, revelou em depoimento na delação premiada para a Força-Tarefa da Lava Jato que recebia com dinheiro vivo a propina das empreiteiras envolvidas nas obras da Linha 2-Verde e que foi criada uma empresa de fachada para receber propinas das empresas na construção da Linha 5-Lilás. O esquema de propina funcionou durante os governos de José Serra e Geraldo Alckmin, do PSDB, e envolveu ainda a licitação da Linha 6-Laranja.

Os detalhes da delação foram revelados com exclusividade pelo SPTV. Na audiência que selou o acordo com o Ministério Público Federal, o ex-diretor se comprometeu a devolver mais de R$ 6 milhões.

Brasil disse que os pagamentos chegavam em envelopes que eram entregues em encontros marcados em restaurantes de São Paulo. Ele recebia de R$ 30 mil a R$ 60 mil em envelopes com dinheiro vivo.

Sérgio Brasil trabalhou por 42 anos no metrô e se demitiu, voluntariamente, em 2016. Pelo acordo, ele deve ficar preso em regime semiaberto por sete anos. Brasil atuava no esquema de corrupção com a função de negociar aditivos que afetam, por exemplo, o preço e os prazos dos contratos, além dos modelos de licitação. Assim, conseguia favorecer as empreiteiras que, por sua vez, fornecia repasses em troca de apoio ao governo e a campanhas eleitorais. Ele disse que recebia 0,5% de cada contrato.

“Tinha os recebimentos periódicos”, afirmou. “Foi durante o período da obra 3 anos. Não era mensal mas tinha uma regularidade e eu recebia tudo isso em espécie.”

Veja como era o esquema de propina da obra da Linha 2-Verde segundo ex-diretor do Metrô — Foto: Juliane Souza/Editoria de Arte/G1

Veja como era o esquema de propina da obra da Linha 2-Verde segundo ex-diretor do Metrô — Foto: Juliane Souza/Editoria de Arte/G1

No depoimento, o delator Sérgio Corrêa Brasil afirmou que:

  • o arranjo passou pelos governos de José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, que não são citados como beneficiários diretos;
  • entrou em operação em 2004 e funcionou até as eleições de 2014;
  • começou com as obras da Linha 2-Verde, passou pela 5-Lilás e chegou à licitação da 6-Laranja do Metrô.
  • pelo esquema, as obras dessas linhas ficaram mais caras e mais lentas;
  • as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêapagavam as propinas;
  • PPS (hoje Cidadania), PSDB, PFL (hoje DEM) e PTB – partidos da base da administração Alckmin – recebiam repasses mensais em troca de apoio ao governo;
  • parte da propina era repassada a deputados estaduais, para que os contratos antigos não fossem questionados na Alesp;
  • tinham “vínculo mais forte” com o esquema o ex-deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), hoje vice-governador de SP, e o ex-deputado estadual Arnaldo Jardim (Cidadania), hoje deputado federal.

MP de SP recorre ao STJ contra delação de ex-diretor do Metrô ao MPF sobre esquema de propina

Sérgio Brasil contou que recebeu propina ao longo de 15 anos para defender os interesses das empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez nos contratos com o governo de São Paulo.

No caso da Linha 5-Llilás, o ex-diretor contou que a propina no valor de R$ 400 mil foi paga por meio de uma empresa de fachada que estava no nome de parentes dele.

“[A empresa] não tinha um escritório, ficava fechado não tinha ninguém. Eu estava atuando e não tinha tempo de cuidar, não tinha funcionário nada.”

‘Apadrinhado’

O ex-diretor disse ainda que se tornou o arrecadador da propina porque foi “apadrinhado” no Metrô por Rodrigo Garcia (DEM), que na época era deputado estadual pelo antigo PFL. Garcia atualmente é vice-governador de São Paulo.

Segundo o delator, grande parte da propina teria que dar sustentação política aos partidos PTB, PFL, PSDB e PPS. Metade de todo o dinheiro arrecadado com as empreiteiras era repassada aos políticos, segundo Sérgio Brasil e as entregas, eram feitas nessa casa, onde funcionava o escritório do deputado federal Arnaldo Jardim, que na época era deputado estadual pelo PPS.

“Em algumas situações nós tivemos reuniões em conjunto Rodrigo Garcia, David que era o presidente da companhia e eu reuniões de acompanhamento, não se falava em detalhes, mas pra mim estava claro que o contato que eu deveria manter pra esse tipo de coisa era o Arnaldo Jardim.”

Brasil contou ainda aos procuradores que os repasses da Linha 2-Verde ocorreram entre 2004 e 2007 durante as gestões de Alckmin e Serra e continuaram durante as obras da Linha 5-Lilás e 6-Laranja. Foi aí que o sistema de arrecadação de propina passou a ter um acompanhamento de pessoas do alto escalão do governo estadual.

O delator disse ainda que Alckmin e Serra e o atual vice-governador Rodrigo Garcia não receberam vantagens diretas. Disse também que integrantes do primeiro escalão desses governos não recebiam dinheiro em mãos, mas sabiam de tudo o que estava acontecendo.

“O receio de quem está embaixo principalmente eu numa terra estranha”, afirmou. “Mas era a preocupação de me falar fica tranquilo você está errado mas existem muitas pessoas no governo você não está fazendo nada contrariando a vontade dos seus chefes. Diferente do meu chefe direto saber mas de uma certa forma tinha uma ciência de que isso acontece.”

Segundo o delator, quem repassava as diretrizes eram o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes e Júlio Semeghini, então secretário de planejamento do governo e presidente do conselho gestor de parcerias público privadas.

Ainda segundo o delator, o esquema contava com o apoio do Tribunal de Contas do Estado.

Como parte do acordo de colaboração apresentou aos procuradores provas como extratos bancários que identificam movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos, históricos de editais que foram alterados, notas fiscais falsas e e-mails trocados entre ele e os representantes das empreiteiras.

O que dizem os citados

As construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez disseram que colaboram com a Justiça, que têm total interesse em esclarecer os fatos do passado e que melhoraram procedimentos internos.

A Camargo Côrrea disse que teve papel determinante nas investigações de irregularidades envolvendo obras do Metrô de São Paulo. “A empresa informa que as denúncias ora investigadas são resultado direto do acordo de leniência e dos acordos de colaboração firmados, respectivamente, entre a companhia e ex-executivos com o Ministério Público do Estado de São Paulo e com o CADE.”

O PSDB disse que desconhece os fatos narrados por Sérgio Brasil e que jamais recebeu recursos vindos de desvios.

O Tribunal de Contas do Estado disse que Eduardo Bittencourt está desligado desde abril de 2012. E que desconhece o teor das delações.

Eduardo Bittencourt disse que não tem conhecimento da delação premiada referida e não têm ciência de seu envolvimento em processo ou investigação decorrente dela.

Jurandir Fernandes, ex-secretário dos Transportes Metropolitanos disse que nunca foi citado em nenhum esquema de benefícios e que lamenta o comportamento de Sérgio Brasil.

O deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania, disse que desconhece fatos e procedimentos de um comportamento que nunca teve.

Em relação ao vice-governador Rodrigo Garcia, o Palácio dos Bandeirantes disse que se trata de uma acusação sem fundamento e que ele já foi inocentado no STF por falsas acusações referentes ao Metrô.

Marcos Monteiro, apontado pelo delator como sendo ex-tesoureiro da campanha de Geraldo Alckmin, não quis comentar.

Geraldo Alckmin diz que desconhece o teor das declarações de Sérgio Brasil e nega que Monteiro fosse tesoureiro de sua campanha.

Fabio Gandolfo, representante da Odebrecht, na época da obra da linha 2-Verde, disse que as informações trazidas agora apenas corroboram os fatos narrados em colaborações anteriores.

O PTB disse que nunca recebeu recursos ilegais ou indevidos e sempre teve suas contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

O DEM, antigo PFL, informou que desconhece o teor da delação e das acusações e negou o recebimento de qualquer doação ilegal.

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Polícia encontra três garimpos ilegais em Altamira, no Pará

Por G1 PA — Belém

Polícia Civil fecha garimpos ilegais em Altamira, no PA — Foto: Reprodução / Polícia Civil

Polícia Civil fecha garimpos ilegais em Altamira, no PA — Foto: Reprodução / Polícia Civil

A Operação Castelo de Ouro da Polícia Civil fechou, nesta quinta-feira (29), três garimpos clandestinos no distrito de Castelo de Sonhos, em Altamira, no sudeste do Pará. Duas pessoas foram presas.

Policiais da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários de Altamira e Santarém estiveram nas ações, em apuração sobre crimes ambientais na região. Segundo a Polícia, os garimpos fechados são de grandes proporções.

De acordo com as investigações, as atividades vinham causando danos ambientais diretos e indiretos da extração do ouro, envolvendo derrubadas, escavações, poluição de rios, entre outros problemas. Os garimpos estavam em pleno funcionamento quando os policiais chegaram.

A Polícia apreendeu sete escavadeiras; dois tratores de esteira; dois recuperadores de azougue e uma motosserra.

Polícia apreende equipamentos utilizado em garimpo ilegal no PA — Foto: Reprodução / Polícia Civil

Polícia apreende equipamentos utilizado em garimpo ilegal no PA — Foto: Reprodução / Polícia Civil

Queimadas

No Pará, operação do Governo do Estado busca conter os 10 mil pontos de incêndio espalhados por áreas de florestas. Aproximadamente 90% dos pontos de incêndio e desmatamento se concentram em três municípios paraenses: Altamira, Novo Progresso e São Félix do Xingu, no eixo da rodovia BR-163 e da Transamazônica.

As ações vão começar e seis municípios onde o fogo atinge unidades de conservação ambiental e terras indígenas. Cerca de 50 pessoas envolvidas com queimadas no Estado já foram identificadas.

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Por causa de auxílio emergencial da Vale, Brumadinho e São Joaquim de Bicas, na Grande BH, têm aumento de população

Por Cristiane Leite, TV Globo — Belo Horizonte

Brumadinho e São Joaquim de Bicas, ambas na Região Metropolitana, viram suas populações crescerem após o desastre da Vale em janeiro deste ano, segundo as prefeituras. O motivo é o pagamento do auxílio emergencial a moradores de Brumadinho e que viviam, em 25 de janeiro, a até um quilômetro da calha do Rio Paraopeba até a cidade de Pompéu, no Centro-Oeste.

O auxílio consiste em um salário mínimo para adultos, meio para adolescentes e um quarto de salário para crianças. O benefício também acabou atraindo a atenção de estelionatários. A polícia já prendeu 32 pessoas e outras 84 estão sendo investigadas suspeitas de receber indevidamente o auxílio. A Vale informou que segue apoiando as autoridades na apuração dos casos.

“Essas pessoas se utilizam de um documento falso para conseguir a vantagem econômica indevida, que é essa indenização da Vale”, afirmou a delegada Ana Paula Gontijo.

O controle de novos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) revelou um aumento na população desde a tragédia com barragem de Fundão em 25 janeiro deste ano. O número de moradores em Brumadinho subiu de 39,5 mil para 44,5 mil.

“Nossa procura por atendimento, ela cresceu muito não só lá na UPA, mas também na atenção. O que eu enxergo através do sistema de saúde, que são familiares que foram cadastrados nas residências existentes aqui”, contou o secretário de saúde de Brumadinho, Junio Araújo Alves.

Funcionários ameaçados

A Prefeitura de São Joaquim de Bicas afirma que o número de moradores no município pulou de 30 mil para 39 mil depois. Com auxílio emergencial liberado na cidade tem muita gente em busca do comprovante de endereço para cadastro dos moradores no Programa de Saúde da Família e que é aceito pela Vale para o pagamento do auxílio emergencial.

Funcionários da prefeitura dizem que estão recebendo ameaças para fornecer o documento com data retroativa ao rompimento da barragem. Segundo uma funcionária, os colegas estão trabalhando com medo.

Presos

A Polícia Civil prendeu nesta semana mais um grupo suspeito de fraudar documentos para conseguir benefícios da Vale pagos às vítimas do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Quatro pessoas foram detidas, entre elas uma agente de saúde responsável pelo registro dos atingidos. Ela chegou a realizar cerca de quarenta cadastros, grande parte deles com informações falsas.

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Dólar renova máxima do ano e fecha a R$ 4,17, de olho no PIB e nas incertezas externas

Por G1

O dólar fechou em leve alta nesta quinta-feira (29), após um pregão instável, com o mercado de olho nas atuações do Banco Central, nas incertezas político-econômicas na Argentina e nos números do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil no 2º trimestre, que mostraram uma alta de 0,4% sobre o trimestre anterior.

A moeda norte-americana terminou o dia em alta de 0,30%, vendida a R$ 4,1704, maior patamar de fechamento do ano e também maior nível desde o recorde de R$ 4,1952, atingido em 13 de setembro de 2018. Veja mais cotações.

Na mínima desta quinta, a cotação foi a R$ 4,1435. Na máxima, chegou a R$ 4,1773.

Na véspera, o dólar fechou praticamente estável, com variação de 0,01%, a R$ 4,1579, renovando patamar máximo de fechamento desde setembro do ano passado.

Já a bolsa de valores avançou 2,37%, a 100.524 pontos, com o resultado do PIB.Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento.

A economia brasileira evitou a recessão no segundo trimestre com um resultado até melhor do que o esperado pelo mercado.

“A leitura do PIB acaba gerando um clima um pouco mais favorável nos mercados internos, ainda que esse alívio não seja suficiente para compensar toda turbulência que temos visto na moeda”, afirmou à Reuters Camila Abdelmalack, economista-chefe da CM Capital Markets.

O BC vendeu todos os US$ 544,5 milhões em moeda física nesta quinta-feira e negociou ainda todos os 10.890 contratos de swap cambial reverso ofertados, nos quais assume posição comprada em dólar.

Cenário externo pesa

Também seguia no radar o cenário político-econômico argentino, depois que o governo anunciou na quarta-feira que o país vai negociar com os detentores de seus títulos soberanos e o Fundo Monetário Internacional para prorrogar os prazos de vencimento de sua dívida.

Segundo analistas da XP Investimentos, “o impacto total desse evento sobre o crescimento econômico brasileiro ainda é incerto e no curto prazo deve apenas colocar um pouco de pressão sobre a taxa de câmbio dada a maior aversão ao risco global e ao fato de o Brasil estar, de alguma forma, mais exposto à Argentina.”

As negociações comerciais entre EUA e China também seguiam de pano de fundo, com o Ministério do Comércio da China dizendo que os dois lados “deveriam criar condições” para o progresso nas negociações e que a China é contra a intensificação da guerra comercial e está disposta a resolver o problema com calma.

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Polícia investiga parceria entre milicianos e traficantes na venda de drogas em São Gonçalo, RJ

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio

Tabletes de maconha com símbolos de milicianos e traficantes foram encontrados em São Gonçalo — Foto: Reprodução

Tabletes de maconha com símbolos de milicianos e traficantes foram encontrados em São Gonçalo — Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga uma possível parceria entre traficantes e milicianos no Morro da Coreia, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Durante uma operação na favela, a polícia apreendeu tabletes de drogas com referências a duas organizações criminosas que controlam a região.

Na embalagem, além do símbolo do personagem “Batman” e a bandeira da Coreia, também havia um desenho do personagem “Surfista Prateado” e estava escrito “melhor gestão”. Em letras miúdas, constava também a informação: “qualquer violação, reclame na boca [de fumo]”.

O diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Antônio Ricardo, afirmou ao G1 que existe a possibilidade de uma “narcomilícia”.

“Observamos uma situação de ‘narcomilicia’. A milícia cede espaço para o tráfico. Tivemos uma apreensão interessante que é uma embalagem de maconha com o símbolo da milícia e do tráfico no Morro da Coreia”, afirmou o delegado.

Segundo investigadores, a associação não é comum nas disputas de território do Rio. O que ocorre geralmente é o confronto entre grupos paramilitares e traficantes pelo domínio de comunidades.

Em outros casos, há a possibilidade de exploração de determinado grupo criminoso sobre outros. A cooperação de milicianos e traficantes naquela região é algo inusitado, e que será investigado.

“Eu fui à Rocinha em 2017, a gente começou a investigar o tráfico atuando no gás. Eles estão se tornando um pouco milicianos e os milicianos um pouco traficantes. A milícia toma o gás, mototáxi, gato net, mas e o viciado? Vai ficar sem fumar e cheirar? Se aquilo for vantajoso para eles, por que não ter isso no negócio da contabilidade geral?”, afirmou Antônio Ricardo.

“Na Praça Seca, tem a disputa entre tráfico e milícia, e eles não se entendem. Mas tem lugares que eles se entendem. Já que se entendem, [os criminosos pensam] por que não [vender drogas]? O que importa é o lucro final. A facção vende mais e a milícia atende o comércio local. O caso da Coreia é bem específico, uma parceria”, completou o delegado.

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