Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Operação contra milícia na Baixada Fluminense prende 11 suspeitos, entre eles um policial militar

A polícia afirma que o grupo paramilitar explorava o serviço de mototáxi na região e matou pelo menos 20 pessoas.

Por Fred Justo, Bom Dia Rio

Polícia faz operação contra quadrilha envolvida em homicídios e extorsão, na Baixada Fluminense

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quinta-feira (27) a Operação Consagrado, contra uma milícia que age em Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Até a última atualização desta reportagem, 11 pessoas haviam sido presas, entre elas um policial militar, o cabo Eduardo Oliveira dos Santos, lotado no 21ºBPM (Mesquita). Ele foi indiciado e denunciado por corrupção passiva, que é quando um agente público pede ou recebe vantagem indevida.

Agentes tentavam cumprir no total 32 mandados de prisão e 71 de busca e apreensão.

As investigações começaram há um ano. A polícia afirma que o grupo paramilitar tomou todos os pontos de mototáxi de Austin e arredores — para tal, matou pelo menos 20 pessoas.

O inquérito também apontou indícios de uma aliança entre a organização criminosa e uma facção do tráfico de drogas, formando uma narcomilícia, e a exploração, mediante extorsões, de serviços de “segurança” e de TV a cabo e internet clandestinas.

A operação mobilizou cerca de 400 policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco-MP).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Brasil atinge 211,8 milhões de habitantes, diz IBGE

População cresceu 0,77% em relação a 2019. Estado de São Paulo segue na liderança, com 46,289 milhões de pessoas.

Por G1

A população brasileira foi estimada em 211.755.692 habitantes em 5.570 municípios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa com o total de habitantes dos estados e dos municípios se refere a 1° de julho de 2020 e foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (27).

O número representa um aumento de 0,77% na comparação com a população estimada do ano passado. Em 2019, o IBGE estimou um total de 210,1 milhões de pessoas.

Principais destaques por estados

  • São Paulo permanece na frente como a unidade da Federação com mais habitantes: 46,289 milhões de pessoas, concentrando 21,9% da população total do país. Ano passado, a população paulista era de 45,9 milhões. Na sequência, os estados mais populosos são Minas Gerais (21,292 milhões) e Rio de Janeiro (17,366 milhões).
  • O Distrito Federal agora tem uma população de mais de 3 milhões de habitantes. Já Roraima tema menor população: 631.181.
  • Roraima foi mais uma vez o estado com maior crescimento populacional na comparação com o ano anterior: um crescimento de 4,19% frente a 2019. De 2018 para 2019, havia crescido 5,1%.
  • Já o menor crescimento foi no Piauí, de 0,25%, seguido por Bahia (0,39%) e Rio Grande do Sul (0,40%).
  • Os cinco estados menos populosos, que somam cerca de 5,7 milhões de pessoas, estão todos na região Norte: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia.

As estimativas populacionais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Ranking de população por estado — Foto: Economia G1

Ranking de população por estado — Foto: Economia G1

Principais destaques por municípios

  • São Paulo continua sendo o município mais populoso, com 12,3 milhões de pessoas, seguido por Rio de Janeiro (6,75 milhões), Brasília (3,05 milhões) e Salvador (2,88 milhões).
  • Com apenas 776 habitantes, Serra da Saudade (MG) é a cidade brasileira com menor população, seguido por Borá (SP), com 838 habitantes, Araguainha (MT), com 946 habitantes, e Engenho Velho (RS), com 982 habitantes.
  • 21,9% da população está concentrada em 17 municípios, todos com mais de um milhão de habitantes, sendo que 14 são capitais estaduais.
  • Em 2020, eram 49 os municípios com mais de 500 mil habitantes.
  • O grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional, com 1.410 (37,3%).
  • Os municípios entre 100 mil e 1 milhão de habitantes são os com maior contingente com crescimento superior a 1%, totalizando 142 (46%).
  • Em 28,1% dos municípios (ou 1.565 cidades) houve redução populacional, enquanto apenas 205 municípios (3,7% do total) tiveram crescimento igual ou superior a 2%.
  • O conjunto das 27 capitais supera os 50 milhões de habitantes, representando 23,86% da população total do país.

Municípios com mais de 1 milhão de habitantes, que totalizam 46.400.712:

  1. São Paulo: 12.325.232
  2. Rio de Janeiro: 6.747.815
  3. Brasília: 3.055.149
  4. Salvador: 2.886.698
  5. Fortaleza: 2.686.612
  6. Belo Horizonte: 2.521.564
  7. Manaus: 2.219.580
  8. Curitiba: 1.948.626
  9. Recife: 1.653.461
  10. Goiânia: 1.536.097
  11. Belém: 1.499.641
  12. Porto Alegre: 1.488.252
  13. Guarulhos: 1.392.121
  14. Campinas: 1.213.792
  15. São Luís: 1.108.975
  16. São Gonçalo: 1.091.737
  17. Maceió: 1.025.360

De acordo com o IBGE, as estimativas indicam aumento gradativo da quantidade de grandes municípios no país. No Censo de 2010, somente 38 cidades tinham população superior a 500 mil habitantes, e 15 delas tinham mais de 1 milhão de moradores. Já em 2020, eram 49 os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes, sendo 17 os que superavam a marca de 1 milhão de habitantes.

“Os números acompanham uma tendência já percebida nos últimos anos, evidenciando a emergência de polos regionais, que apresentam crescimento populacional acima de 1% ao ano”, explica o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Mitsuo Minamiguchi.

Em 28,1% dos municípios (ou 1.565 cidades), as taxas de crescimento foram negativas, ou seja, houve redução populacional. Pouco mais da metade dos municípios brasileiros (52,1%) apresentou crescimento populacional entre 0 e 1%. Apenas 205 municípios (3,7% do total) indicaram crescimento igual ou superior a 2%.

As regiões Norte e Centro-Oeste tinham as maiores proporções de municípios com crescimento acima de 1%. Já na região Sul, 45,6% dos municípios tiveram redução de população.

A maior taxa de crescimento no período 2019-2020 foi em Boa Vista (RR), com 5,12% e a menor, em Porto Alegre (0,3%).

Veja abaixo a distribuição da população por municípios:

Distribuição da população brasileira por tamanhos de municípios — Foto: Divulgação

Distribuição da população brasileira por tamanhos de municípios — Foto: Divulgação

Municípios pequenos perdem moradores

O grupo de municípios com até 20 mil habitantes foi o que, proporcionalmente, apresentou maior número com redução populacional, com 1.410 (37,3%). Por outro lado, o grupo entre 100 mil e 1 milhão de habitantes possui municípios com crescimento superior a 1%, totalizando 142 (46%). Já as cidades com mais de 1 milhão de habitantes mostraram crescimento entre 0 e 1% ao ano (14 dos 17 municípios).

Os dados reforçam a percepção de que os municípios pequenos estão perdendo moradores, enquanto os médios crescem – ao mesmo tempo em que as maiores cidades estão estabilizadas em termos de crescimento populacional.

“Na incapacidade de os grandes centros se expandirem e proverem habitação para todos, é natural que as novas famílias procurem áreas periféricas, fazendo com que os polos regionais tenham cada vez mais atratividade”, ressalta Minamiguchi.

O fenômeno se reflete também nas estimativas relacionadas às regiões metropolitanas. As taxas de crescimento das maiores regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador) são ligeiramente inferiores à média do país. E nessas metrópoles, o crescimento do município sede é, na maioria dos casos, mais baixo do que o verificado nos municípios restantes.

A região metropolitana de São Paulo continua sendo a mais populosa, com 21,9 milhões de habitantes, seguida pelas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (13,1 milhões) e Belo Horizonte (6,0 milhões), além da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) do Distrito Federal e Entorno (4,7 milhões).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Bombeiros retomam as buscas em Brumadinho, após 5 meses de suspensão dos trabalhos; 11 vítimas seguem desaparecidas

Buscas foram interrompidas em 21 de março por causa da pandemia do novo coronavírus e voltam, com efetivo de 60 militares, nesta quinta-feira (27).

Por Ana Tereza Almeida, G1 Minas — Belo Horizonte

Bombeiros retomam as buscas por 11 desaparecidos em Brumadinho

Após mais de cinco meses, o Corpo de Bombeiros retoma, nesta quinta-feira (27), as buscas pelas vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Elas foram suspensas no dia 21 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus.

O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão da Vale deixou 259 pessoas mortas e 11 continuam desaparecidas.

No dia 25 de julho, quando a tragédia completou um ano e meio, parentes pediram a retomada dos trabalhos. Quando o anúncio da retomada foi feito, em 10 de agosto, eles comemoraram, mas se disseram surpreendidos por terem recebido a notícia pela imprensa.

Bombeiros retomam buscas por desaparecidos em Brumadinho — Foto: Divulgação/Cobom

Bombeiros retomam buscas por desaparecidos em Brumadinho — Foto: Divulgação/Cobom

Interrupção foi necessária, diz coronel

Após várias tratativas com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e demais órgãos envolvidos, os bombeiros tiveram aprovado o protocolo que regulamenta a retomada das atividades, resguardando práticas de proteção ao enfrentamento da Covid-19.

Um efetivo de aproximadamente 60 militares vai trabalhar no perímetro da tragédia, que foi devidamente preservado, segundo o Corpo de Bombeiros.

“A interrupção foi necessária pois o mundo enfrentava algo totalmente desconhecido e o momento exigia uma pausa, pelo bem de nossos bombeiros militares, funcionários da mineradora, operadores de máquinas e terceirizados que conviviam em ambiente comum e propenso a contaminação. A operação reúne indivíduos de diferentes regiões do estado, por tudo isso, fez-se necessário agir com senso de responsabilidade e prudência para evitar que a pandemia ganhasse terreno”, disse o coronel dos Bombeiros, Alexandre Gomes Rodrigues, em entrevista ao G1.

Para Rodrigues, a dificuldade do trabalho nesta retomada é porque o terreno possui alguns cursos de rios, córregos, e ribeirões, que deixam o local muito molhado e, consequentemente, compactado. “Isso reduz a visualização da parte interna dos rejeitos, o que atrapalha os trabalhos, além da grande dificuldade de deslocamento dos militares durante a busca”.

Familiares de vítimas lutaram pela retomada

Lecilda Oliveira está entre os 11 desaparecidos da tragédia da Vale — Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Lecilda Oliveira está entre os 11 desaparecidos da tragédia da Vale — Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Entre os 11 desaparecidos está Lecilda de Oliveira, de 49 anos. Ela deixou dois filhos, um de 21 e outro de 26 anos. Era funcionária da Vale havia 30 anos. A irmã de Lecilda, Natália Oliveira, que faz parte da Associação dos Familiares das Vítimas de Brumadinho (Avabrum), conta que lutou para que as buscas fossem retomadas.

“Fomos duas vezes conversar com o governador, estamos na expectativa que agora os trabalhos serão feitos até varrer toda a área ou encontrar as 11 joias. Até o momento, procuraram em um terço da área. É preciso alertar que não há ninguém desaparecido. Eles estão lá. Queremos enterrar os nossos familiares para então a gente poder descansar”, disse Natália.

Natália Oliveira é irmã de Lecilda Oliveira que ainda não foi encontrada — Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal

Natália Oliveira é irmã de Lecilda Oliveira que ainda não foi encontrada — Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal

Principais recomendações do protocolo

O protocolo para o trabalho dos bombeiros em Brumadinho durante a pandemia, elaborado em conformidade com o programa Minas Consciente, prevê uma série de medidas que deverão ser rigorosamente observadas por todos os militares. Dentre as recomendações, destacam-se as seguintes práticas de proteção:

  • Os militares que se enquadram nos grupos de risco não deverão ser escalados. A saber: idade igual ou superior a 60 anos; cardiopatias graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica); pneumopatias graves ou descompensados (asma moderada/grave, DPOC); doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5); diabetes mellitus, conforme juízo clínico; doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica; gestação e puerpério; pessoas com deficiências e cognitivas físicas; estados de imunocomprometimento, devido ao uso de medicamentos ou doenças e doenças neurológicas;
  • Se o militar apresentar qualquer sinal ou sintoma de resfriado ou gripe, ele deverá informar ao seu chefe direto e procurar o serviço de saúde imediatamente;
  • Obrigatoriedade do uso de máscara cobrindo nariz e boca e óculos de proteção durante todo o período do transporte, inclusive dentro do veículo;
  • Deverá ser verificada a temperatura de cada militar, diariamente, antes do embarque ou empenho matinal e ao término do empenho. Se for verificado febre, deverá ser encaminhado ao médico para avaliação;
  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel a 70% com periodicidade mínima de 2 horas, ou a qualquer momento dependendo da atividade realizada;
  • Utilizar os equipamentos de proteção individual disponibilizados, da forma correta;
  • Higienizar os equipamentos com álcool a 70% ou conforme orientação do fabricante.

Saúde

  • O militar deverá ser submetido a exame médico pericial em sua unidade antes do embarque para Brumadinho, só podendo ser escalado após estar apto;
  • Solicitar exames para avaliação de metais pesados antes e após o empenho, conforme protocolo específico. Entregar as duas guias de exames de metais (antes e após empenho);
  • A coleta de sangue e urina relacionada aos demais exames de controle de saúde da operação está suspensa na Base Bravo como medida para diminuir fluxo de pessoas no local.

Durante o empenho

  • Todos os militares passarão por medição de temperatura diariamente, sendo considerado suspeito o caso com temperatura superior a 37,8ºC;
  • Caso apresente febre e/ou sintomas respiratórios, tosse, congestão nasal, dificuldade para respirar, falta de ar, dor de garganta, dores no corpo, dor de cabeça, deverá comunicar ao chefe da frente/direto e solicitar avaliação médica no Posto de Saúde Avançado (PSA).
  • Em caso de suspeita de contaminação definido pelo médico do Posto de Saúde Avançado (PSA), seguir o protocolo de contingência de saúde.

Após o empenho

  • Deverá ser mantido o isolamento durante o período de folga (4 dias), se possível, inclusive de familiares próximos;
  • Neste período, deverá observar o surgimento de febre ou sintomas respiratórios e fazer contato com o NAIS/SAS/Consultório médico da Unidade.

Transporte

  • Para os deslocamentos das unidades até Brumadinho e no retorno ou, nos deslocamentos na área de Operação, fica limitada a ocupação dos veículos a 50% do número de assentos disponíveis;
  • Nos veículos para 5 passageiros fica permitido a ocupação dos 2 assentos dianteiros e 1 ocupante no assento traseiro;
  • Deverá ser disponibilizado frasco com álcool a 70% em todos os veículos utilizados para transporte da tropa, que ficará sob a responsabilidade do motorista;
  • No caso de viaturas do Corpo de Bombeiros e caminhonetas alugadas, todas deverão ter frasco com álcool a 70% e os tripulantes deverão higienizar as mãos antes do embarque;
  • Os veículos deverão operar sem o uso do ar condicionado e com vidros abertos. Nos veículos onde não for permitido a abertura das janelas ou em caso de chuva, deverá acionar o sistema de circulação externa de ar;
  • Antes e após cada deslocamento, os veículos devem ser higienizados com álcool a 70% nas áreas de maior contato;

Alimentação

  • Intensificar a atenção e o cuidado no cumprimento das boas práticas de manipulação de alimentos de acordo com a legislação em vigor;
  • Orientar a higienização das mãos e antebraços dos manipuladores de alimentos que deve ser realizada com água, sabonete líquido inodoro e agente antisséptico.
  • Utilizar EPIs adequados para a atividade exercida. Essa utilização deve ser completa (luvas, touca descartável, máscara, óculos, face shield e avental descartável;
  • Limitar a presença de 1 colaborador a cada 2,25m² no refeitório, considerando-se um espaço de 1,5m de distância entre eles;
  • A alimentação deverá ser servida ao militar de forma individual, respeitando a distância mínima de 1,5m;
  • Fica proibido o serviço de self service, bem como rodízio. Adotar o atendimento com marmitex;
  • Caso o colaborador apresente febre e/ou sintomas respiratórios, tosse, congestão nasal, dificuldade para respirar, falta de ar, dor de garganta, dores no corpo, dor de cabeça, deve comunicar ao chefe ou responsável e respeitar o período de afastamento do trabalho, até a completa melhora dos sintomas;
  • Estabelecer fluxos distintos de entrada e saída do ambiente;
  • Deverá ser organizada uma fila para a entrada, respeitando a distância de 1,5 metro de um militar para o outro, com as devidas demarcações no piso;
  • A entrada no refeitório só será permitida após a lavagem das mãos com sabonete líquido inodoro e a secagem das mãos com papel toalha, supervisionada por um responsável.
  • Os militares deverão utilizar máscara para a entrada no ambiente, devendo essa ser retirada apenas no momento das refeições;
  • Cada militar ocupará 1 mesa com uma cadeira, mantendo a distância de 1,5m de um militar para o outro no refeitório ou 2,25m².
  • As cadeiras não poderão ser retiradas de seus lugares;
  • Manter o ambiente de trabalho com ventilação adequada, sempre que possível.

Dormitórios e estadia

  • Os dormitórios disponíveis para acomodação dos militares deverão ser adaptados para prevenir e reduzir riscos de infecção pela Covid-19;
  • O distanciamento mínimo entre as camas deverá ser de 2 metros, não devendo utilizar a parte superior dos beliches; as mesmas não devem ser colocadas em corredores e demais áreas de circulação;
  • Não será permitida a circulação dos militares em outros dormitórios;
  • Manter os ambientes arejados por ventilação natural (portas e janelas abertas) e providenciar a retirada de tapumes utilizados para fechamento de áreas externas;
  • O militar ao chegar ao dormitório deverá se dirigir ao lavabo ou toalete mais próximo para higienizar as mãos com água e sabão;
  • Estabelecer um horário pré-definido para a limpeza e desinfecção dos quartos visando adequação à rotina dos militares;
  • Os funcionários responsáveis pela limpeza deverão utilizar os equipamentos de proteção apropriados (máscara, luva de borracha, calça comprida, sapato fechado) e manter o distanciamento.

Para o retorno das buscas, segundo a Vale, foram realizadas melhoria de acessos e drenagem de áreas afetadas, com o aval do Corpo de Bombeiros. A Base Bravo, onde ficam os militares, está recebendo ajustes para adequar o espaço à prevenção à Covid-19.

De acordo com a Vale, até o momento, cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de rejeito foram removidos e estão sendo dispostos na cava da Mina Córrego do Feijão, com aval da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Agência Nacional de Mineração.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pacientes de Clínica da Família denunciam que atendimento parou por horas devido à festa de aniversário

Interrupção começou às 11h e foi até o meio da tarde, na unidade de Senador Camará. Vídeo mostra recepção cheia, salas vazias, enquanto todos os funcionários estavam na festa.

Por Bom Dia Rio

Pacientes denunciam que festa de aniversário parou atendimento em clínica da família de Senador Camará

Pacientes de uma Clínica da Família de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, denunciam que, na última quarta-feira (26), o atendimento foi interrompido por cerca de quatro horas porque funcionários participavam de uma festa de aniversário.

Um paciente gravou um vídeo, mostrando a recepção cheia de pacientes e as salas da unidade vazias. Segundo ele, todos os funcionários estavam numa sala fechada, celebrando a data.

“Deu 11h, deu meio-dia, deu 13h, deu 14h, e a clínica só enchendo. Fui na sala que fazia curativo, na medicação vazia, administração vazia. Quando chego na sala do corredor, todo mundo numa festa danada”, contou o paciente no vídeo.

Em nota, a Rio Saúde informou que o gerente da unidade foi afastado e que uma sindicância foi aberta para apurar os fatos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Afipe repassou R$ 92 milhões a uma empresa de comunicação durante um ano, diz MP

Investigação aponta que valores levantaram suspeita de lavagem de dinheiro na associação. Operação Vendilhões apura desvio de R$ 120 milhões doados por fiéis. Fundador da entidade, padre Robson se afastou direção e nega irregularidades.

Por Sílvio Túlio e Gabriel Garcia, G1 GO e TV Anhnguera

Investigação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) aponta que a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) repassou, no período de um ano, R$ 92 milhões a uma empresa de comunicação. Segundo o órgão, os pagamentos levantaram a suspeita de lavagem de dinheiro “em virtude da elevada quantia e da forma empregada para as transferências”. Uma rede de postos de combustíveis e pessoas ligadas à Afipe também teria participado das negociações.

A associação é alvo da Operação Vendilhões, deflagrada pelo MP-GO, que apura desvios de doações feitas por fiéis. O fundador da Afipe, padre Robson, também é investigado e se afastou das funções temporariamente. Ele nega ter cometido irregularidades.

As empresas e pessoas investigadas pelo MP-GO negam as acusações (veja posicionamentos ao final do texto).

De acordo com a apuração, entre 2017 e 2018, a Sul Brasil Rádio e Televisão LTDA recebeu quase R$ 100 milhões da Afipe. Não consta na ação para que fim seria esse valor em específico. A empresa alegou que “o dinheiro repassado tem relação com a venda de uma rede de televisão para a associação”.

Entre junho e novembro de 2018, narra o MP-GO, a empresa recebeu mais R$ 18 milhões do montante e transferiu, no mesmo período, R$ 17,5 milhões, para o Auto Posto Kurujão, o que chamou a atenção dos promotores.

Operação do MP cumpriu mandados na Afipe e na casa do padre Robson — Foto: MP-GO/Divulgação

Operação do MP cumpriu mandados na Afipe e na casa do padre Robson — Foto: MP-GO/Divulgação

Além disso, a investigação apontou outro depósito de R$ 1,2 milhão da empresa para Onivaldo Oliveira Costa Júnior, que foi devolvido por ele à companhia dois meses depois. Após essas duas transações, o homem teria recebido outros R$ 180 mil da Sul Brasil, o que, segundo o MP-GO, reforça “a conexão entre os núcleos de investigados”.

Onivaldo, juntamente com Bráulio Cabriny de Almeida Costa e Gleysson Cabriny de Almeida Costa – vice-prefeito de Trindade – são apontados na ação como pessoas que fizeram “operações imobiliárias” causando “reiterados prejuízos à Afipe”.

Onivaldo e Gleysson constam na ação como sócios de empresas diversas que fizeram negócios com a Afipe. Tais companhias, afirma o MP-GO, “receberam vultuosas quantias em dinheiro” da entidade.

Uma das empresas de propriedade de Bráulio fez “movimentações financeiras atípicas” com a Afipe, além oito transações imobiliárias.

Outros envolvidos

Outros nomes citados nos autos são de Celestina Celis Bueno, conselheira fiscal da Afipe, e Anderson Reiner Fernandes, advogado da associação. Os dois foram sócios numa rádio junto com Gleysson e Onivaldo. No documento não cita qual é esta empresa de comunicação.

A apuração constatou que Celestina se tornou sócia de mais duas rádios e que fez movimentações milionárias, mas quando vendeu suas cotas, sobrou apenas R$ 1,8 mil em sua conta, o que aparenta “ser um indicativo de que ela cedeu/usou seu nome e sua conta bancária para passagem e lavagem de dinheiro”.

Já Anderson, também sócio de uma rádio, teria feito cinco transações imobiliárias com a Afipe de mais de R$ 2 milhões. A casa de praia na Bahia, vendida à entidade, foi feita pela empresa do advogado, conforme o MP-GO.

O que dizem os citados

A defesa do padre Robson, que também representa a Afipe, disse que teve acesso agora ao processo e que vai se posicionar quando estiver por dentro de toda a investigação. Destacou ainda que o pároco é o maior interessado no esclarecimento de todas as suspeitas e já se colocou à disposição dos promotores.

A defesa de Gleysson, Bráulio e Onivaldo disse que as operações feitas com a Afipe são legais e que os três não foram sequer intimados, mas que eles estão à disposição para qualquer esclarecimento.

A Sul Brasil informou que vai provar no processo que a negociação com a Afipe foi legal e que o dinheiro repassado à empresa tem relação com a venda de uma rede de televisão para a associação.

O representante do Posto Kurujão, Douglas Reis, disse que é inocente e irá provar.

G1 e a TV Anhanguera não conseguiram contato com Celestina e Anderson.

Ação do MP apreendeu dinheiro na casa do padre Robson — Foto: MP-GO/Divulgação

Ação do MP apreendeu dinheiro na casa do padre Robson — Foto: MP-GO/Divulgação

Entenda o caso

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Com aquecimento global, crescimento do país e desperdício, demanda de água no Brasil pode aumentar quase 80% até 2040, aponta estudo

Estudo do Instituto Trata Brasil estima cenários da demanda futura de água no país para pensar como o setor de saneamento básico deve se planejar para conseguir atender a população de forma eficiente e sustentável.

Por Clara Velasco, G1

A demanda de água potável no Brasil pode aumentar quase 80% até 2040 diante de mudanças econômicas, demográficas e climáticas. É o que aponta um estudo do Instituto Trata Brasil com a Ex Ante Consultoria divulgado nesta quarta-feira (26) e obtido com exclusividade pelo G1.

O trabalho estima cenários da demanda futura de água no país para pensar como o setor de saneamento básico deve se planejar para conseguir atender a população de forma eficiente e sustentável.

Um dos principais cenários prevê mudanças expressivas no padrão de consumo dos brasileiros e uma elevação otimista do PIB per capita. O período analisado é de 2017 a 2040. Os dados mais recentes do setor se referem a 2018.

Estudo estima o aumento da demanda de água no país nos próximos anos. — Foto: Juliane Souza/Arte

Estudo estima o aumento da demanda de água no país nos próximos anos. — Foto: Juliane Souza/Arte

Considerando apenas os crescimentos econômico e demográfico dos próximos anos, os brasileiros devem demandar 14,3 bilhões de metros cúbicos de água em 2040. Esse valor é 43,5% superior à quantidade de água que foi efetivamente entregue para a população em 2017 (10 bilhões de metros cúbicos).

Isso significa, segundo o estudo, que o país precisaria de 4,4 Sistemas Cantareiras cheios a mais só para atender a água adicional em 2040.

“Os fatores econômico e demográfico são clássicos. O demográfico quer dizer que vai haver uma expansão da população, e, aí, surgem novas bocas para serem alimentadas e nutridas com água”, diz Fernando Garcia, o principal pesquisador do estudo.

Segundo ele, o consumo de água também aumenta com a idade, principalmente na idade ativa, de trabalho. “Esse processo de crescimento ainda é intenso no Brasil, o que deve gerar um aumento de demanda de água nas residências nos próximos anos.”

Já o aumento da demanda por causa de questões econômicas acontece principalmente quando existe crescimento com mobilidade social, em que as pessoas mudam para moradias melhores e demandam mais o serviço de água tratada.

“O Brasil está com uma tendência forte de reduzir a população rural e aumentar a população urbana. Mesmo que a pessoa continue trabalhando no campo, ela está morando na cidade. Isso faz com que as cidades cresçam e demandem mais água.”

Além disso, outro ponto importante é a ampliação da cobertura do serviço de água encanada. “Neste cenário mais otimista, o Brasil terá acesso universal ao serviço de água potável em 2040. É um cenário que a gente espera que ocorra, já que os indicadores estão crescendo, mesmo que lentamente, nos últimos anos”, diz Garcia.

Segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2018, 83,6% da população brasileira é atendida com água tratada. Em 2011, esse percentual era de 82,4%.

“Consideramos um crescimento econômico razoável. Não é chinês, mas é parecido com o que tivemos nos últimos 15 anos. Também consideramos o ritmo de urbanização de acordo com o nosso histórico, mas aceleramos os investimentos para universalizar a água, já que a disposição de investir no setor está grande com o novo marco regulatório. É um mundo possível de ser atingido, mas é um desafio imenso.”

Desperdício de água

O desafio fica ainda maior se o país continuar mantendo os mesmos índices de desperdício e de perda de água na distribuição que tem hoje.

Atualmente, o Brasil perde quase 40% da água potável que produz por causa de vazamentos, roubos e erros de medição. Isso significa que a produção teria que aumentar ainda mais para que o país consiga entregar água para todo mundo que precisa em 2040.

O estudo considera que o país teria que produzir 7 bilhões de metros cúbicos de água a mais em 2040 se, além dos crescimentos econômicos e demográficos, o desperdício também for considerado. Isso equivale a um aumento de 70,5% em relação ao que foi entregue em 2017.

O trabalho também destaca que o que foi desperdiçado em 2017 (3,8 bilhões de metros cúbicos) quase seria suficiente para suprir a demanda incremental de água por conta dos crescimentos econômicos e demográficos no país (4,3 bilhões de metros cúbicos).

Ou seja, se o país conseguisse reduzir o desperdício, não precisaria captar muito mais água da natureza para cobrir o aumento de demanda dos próximos anos.

“A gente tem que fazer investimentos incrementais e começar a fazer uma política de redução de perdas. Você cresce a oferta de água para as famílias sem pressionar os recursos hídricos, o meio ambiente”, diz Garcia.

“É uma meta de sustentabilidade para o setor, de não apenas crescer e esgotar os recursos. E tem que fazer a conta, pois tem muita empresa que perde dinheiro com esses desperdício que teria como melhorar.”

Aquecimento global

Além dos três fatores já analisados, o estudo também considera as mudanças climáticas e os impactos que elas podem causar na demanda de água potável no país.

O levantamento mostra que o acréscimo de 1°C na temperatura máxima ao longo do ano até 2040 no Brasil elevaria o consumo de água em 2,4%.

Assim, considerando os crescimentos econômicos e demográficos, os atuais níveis de desperdício e o aquecimento global, o valor final de produção a mais de água chega a 7,6 bilhões de metros cúbicos, 76,1% a mais que o total de água efetivamente entregue no Brasil em 2017.

“Esse aumento de mais de 2% por causa do aquecimento global não é muito quando você considera todos os fatores, mas é um desafio adicional”, diz Garcia.

“É importante destacar que esse efeito não é homogêneo no país. Não vai ter problema nenhum com escassez de água na Amazônia, no Pantanal e no litoral. Mas, na região semi-árida, a gente vai ter um ‘problemão’. Vai faltar recurso hídrico de forma sistemática”, diz o pesquisador.

Por isso, segundo o ele, este é um fator que deve ser acompanhado de perto.

“A umidade relativa do ar cai, diminui a entrada de água nos mananciais e tem maior evaporação de água reservada. Além disso, com mais calor, tem mais demanda de água pela população. E esse não é um problema brasileiro, é uma questão mundial”, diz.

Assim, diante do aumento expressivo de demanda de água para os próximos anos, Garcia destaca que os investimentos no saneamento básico têm que ter bom planejamento (inclusive, de longo prazo).

“Tem que investir muito para correr atrás disso. Tem que racionalizar, pois tem um desperdício muito grande. E tem que monitorar o aquecimento global e os impactos locais e fazer políticas para mitigar esses efeitos”, diz o pesquisador.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Instituto Raoni denuncia tiros em porteira de acesso à aldeia onde cacique vive em MT

Foram encontradas 29 cápsulas deflagradas e marcas de disparo nas madeiras do bloqueio. A comunidade pertence a Terra Indígena Kapot Jarinã, onde vive o cacique Raoni Metuktire.

Por G1 MT

Cápsulas deflagradas foram encontradas na porteira da aldeia — Foto: Instituto Raoni/Divulgação

Cápsulas deflagradas foram encontradas na porteira da aldeia — Foto: Instituto Raoni/Divulgação

Dois homens armados tentaram invadir a aldeia Piaraçu na noite dessa segunda-feira (24) e causou medo aos indígenas que vivem na região. A comunidade pertence a Terra Indígena Kapot Jarinã, onde vive o cacique Raoni Metuktire.

O caso foi denunciado pelo Instituto Raoni à Polícia Militar.

Conforme relato dos moradores, os homens chegaram em uma caminhonete. Eles tentaram abrir a porteira que bloqueava o acesso à aldeia e fizeram vários disparos.

Segundo a polícia, foram encontradas 29 cápsulas de calibre .9mm deflagradas e marcas de disparo nas madeiras do bloqueio.

Homens armados tentaram destruir porteira que dá acesso ao território indígena em MT — Foto: Instituto Raoni/Divulgação

Homens armados tentaram destruir porteira que dá acesso ao território indígena em MT — Foto: Instituto Raoni/Divulgação

Na tentativa de entrar no local, um carro da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) chegou para buscar um indígena. Nesse momento, os suspeitos perguntaram ao motorista se a balsa estava passando. Ao serem informados que não, os dois homens foram embora.

Um índio que estava voltando da cidade encontrou a caminhonete em alta velocidade indo em direção ao município de São José do Xingu.

A equipe da PM foi até a estrada a região onde foram feitas as abordagens para localizar a caminhonete e os ocupantes, mas nada foi encontrado.

Cápsulas encontradas no local foram recolhidas  — Foto: Instituto Raoni/Divulgação

Cápsulas encontradas no local foram recolhidas — Foto: Instituto Raoni/Divulgação

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil. O delegado André Rigonato determinou nesta terça-feira (25) a instauração de um auto de investigação preliminar para apurar a ocorrência e coletar mais informações.

O neto de Raoni, Patxon Metuktire, informou que as lideranças da região se reuniram para falar sobre o caso. Segundo ele, a população acredita que os homens tentavam fugir pela região.

“É muito cedo para chegarmos a uma conclusão. Imaginamos que eles tenham feito algo de errado e estavam tentando fugir por ali. Não acredito que eles vieram atacar”, disse.

Apesar disso, Patxon afirmou que a ação assustou a comunidade. Como forma de segurança, um alerta foi emitido para que os moradores das aldeias e da cidade não abram as portas caso alguém com as mesmas características dos suspeitos peça informações.

“Foi um susto por causa dos disparos efetuados, mas os representantes entendem que era alguém tentando fugir por aquele caminho”, ressaltou.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Governo federal reabre visitação em parques nacionais pelo país

Reabertura deve acontecer de forma ‘gradual e monitorada’ e mediante cumprimento dos protocolos de segurança sanitária.

Por G1

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou uma portaria no Diário Oficial desta quarta-feira (26) autorizando a reabertura dos parques nacionais.

visitação aos parques havia sido suspensa em março, no início da crise provocada pela Covid-19 no Brasil. Desde então, alguns parques já haviam reaberto, como o Parque Nacional de Jericoacoara e o Parque Nacional do Itatiaia.

Segundo o texto, a reabertura deve acontecer de forma “gradual e monitorada” e mediante cumprimento dos protocolos de segurança sanitária dos estados onde a unidade se encontra.

A reabertura deverá respeitar as medidas de prevenção e a retomada das atividades de turismo e atrativos naturais estabelecidos pelos estados e municípios.

Para as Unidades que detenham contrato de concessão de uso público, a reabertura da visitação deverá ser pactuada entre o Poder Concedente e a Concessionária.

Medidas de prevenção

A visitação pública será permitida desde que se cumpra uma série de normas estabelecidas pelo ICMBio.

Será obrigatório o uso de máscara de proteção facial cobrindo a região do nariz e boca durante todo o período que o visitante estiver no interior da unidade de conservação.

Além disso, as unidades deverão disponibilizar álcool gel 70%, estimular e priorizar a venda on-line de ingressos, permitir agendamentos para evitar filas e aglomerações, fazer marcações no piso para promover o distanciamento de 2 metros entre as pessoas, além da limpeza e desinfecção constantes dos ambientes, entre outras medidas.

Nos lugares fechados como abrigos, auditórios, centro de visitantes, lojas de conveniência e souvenirs o número de visitantes deve ser reduzido para permitir o espaçamento mínimo de 2 metros entre as pessoas.

O Brasil possui, atualmente, 73 parques nacionais administrados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente criada em 2007. Desses, 42 são abertos para a visitação do público.

Os parques têm como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. São áreas de pesquisa científica, desenvolvimento de educação ambiental e turismo ecológico.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Com diferença de 5 horas, casal de idosos morre por complicações da Covid-19 em Aparecida de Goiânia, diz família

José Basílio e Custódia, de 83 e 79 anos, estavam internados no mesmo hospital. Neta diz que os dois eram muito unidos e estavam casados há 62 anos: ‘Não conseguiriam viver um sem o outro’.

Por Millena Barbosa, TV Anhanguera

José Basílio e Custódia, de 83 e 79 anos, estavam internados em hospital de Aparecida de Goiânia, Goiás — Foto: Carol Basílio/Arquivo pessoal

José Basílio e Custódia, de 83 e 79 anos, estavam internados em hospital de Aparecida de Goiânia, Goiás — Foto: Carol Basílio/Arquivo pessoal

Um casal de idosos que estava internado no mesmo hospital morreu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a família, José Basílio de Freitas, de 83 anos, e Custódia Laureana de Freitas, de 79, morreram em um intervalo de cinco horas.

“Eles eram muito unidos. Um não aguentaria viver sem o outro. Até nesse momento eles permaneceram juntos. Se existe definição de amor, a definição é a relação deles”, disse a neta do casal, Carolina Basílio.

Segundo a família, os dois foram diagnosticados com a doença no dia 18 de julho. Dois dias depois, tiveram de ser internados e, em seguida, transferidos para leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde ficaram até sábado (22), quando morreram.

Custódia, que tinha hipertensão, morreu por volta das 3h. Cinco horas depois, às 8h, José faleceu. Ele possuía doença de Chagas.

“Foram 62 anos de casados, quatro filhos, oito netos e quatro bisnetos. Uma linda história de amor, um exemplo de matrimônio para todos na família”, afirmou a neta.

José Basílio e Custódia, de 83 e 79 anos, estavam casados há 62 anos, em Aparecida de Goiânia, Goiás — Foto: Carol Basílio/Arquivo pessoal

José Basílio e Custódia, de 83 e 79 anos, estavam casados há 62 anos, em Aparecida de Goiânia, Goiás — Foto: Carol Basílio/Arquivo pessoal

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Lucro da Caixa cai 39% no 2º trimestre, para R$ 2,6 bilhões

No semestre, lucro líquido somou R$ 5,6 bilhões, queda de 31% na comparação com o mesmo período do ano passado. Caixa informou que já pagou R$ 202,8 bilhões de auxílio, saque do FGTS e BEm.

Por Darlan Alvarenga, G1

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta quarta-feira (26) que registrou um lucro líquido contábil de R$ 2,558 bilhões no segundo trimestre, valor que representa uma queda de 39,3% frente ao mesmo período do ano passado (R$ 4,212 bilhões).

Já na comparação com o resultado do 1º trimestre de 2019, a queda foi de 16,1%.

No semestre, o lucro líquido somou R$ 5,6 bilhões, uma queda de 31% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 8,1 bilhões).

O retorno sobre o patrimônio líquido, um indicador da lucratividade dos bancos, caiu para 12,1% no 2º trimestre, ante 14,9% no trimestre anterior.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 5,4 bilhões, redução de 18,8% quando comparado ao segundo trimestre do ano anterior. Já as despesas administrativas tiveram alta de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A despesa com provisão de crédito para devedores duvidosos saltou 40% no 2º trimestre, em relação ao 1º trimestre, para R$ 2,8 bilhões, somando R$ 4,8 bilhões no semestre.

Carteira de crédito cresce

A carteira de crédito ampla da Caixa cresceu 5,5% na comparação com o 2º trimestre do ano passado e atingiu R$ 720,1 bilhões em junho, impulsionada por aumentos de 7,2% em habitação, 34,3% em crédito rural, de 2,6% em saneamento e infraestrutura, de 1,1% em crédito comercial pessoa física e de 6,3% na carteira comercial pessoa jurídica.

“Somente no segundo trimestre, a Caixa contratou mais de R$ 100 bilhões em crédito, valor 10,5% superior ao primeiro trimestre de 2020”, destacou o banco.

O índice de inadimplência totalizou 2,48%, ante 3,14% no 1º trimestre e 2,46% no mesmo período do ano passado.

Carteira de crédito imobiliário cresce 7,2% em 12 meses

A Caixa informou que o saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 7,2% em 12 meses e chegou a R$ 484,7 bilhões em junho, dos quais R$ 302,2 bilhões foram concedidos com recursos FGTS e R$ 182,4 bilhões com recursos da caderneta de poupança.

O banco segue líder absoluto do segmento no país, com 69,3% de participação de mercado, segundo destacou o balanço.

A Caixa encerrou o semestre com um total de 128,1 milhões de correntistas e poupadores, dos quais 125,6 milhões de pessoas físicas e 2,5 milhões de pessoas jurídicas.

Arrecadação de loterias cai

As Loterias Caixa arrecadaram R$ 7,4 bilhões no 1º semestre de 2020, valor 8,2% menor que o apurado no mesmo período do ano passado.

R$ 202,8 bilhões em auxílio emergencial, FGTS emergencial e BEm

O banco também divulgou um balanço dos pagamentos dos benefícios governamentais para amenizar os impactos da pandemia do novo coronavírus. Segundo a Caixa, já foram pagos R$ 202,8 bilhões para um total de 95,5 milhões de pessoas, considerando o Auxílio emergencial, o saque emergencial do FGTS e o benefício emergencial (BEm).

Os valores já pagos foram distribuídos assim:

  • Auxílio Emergencial: R$ 173,4 bilhões, pagos a 66,9 milhões de pessoas
  • Saque Emergencial FGTS: R$ 18,3 bilhões, pagos a 23,8 milhões de pessoas
  • Benefício Emergencial (BEm): R$ 11,1 bilhões, pagos a 4,8 milhões de pessoas

A Caixa informou também já ter concedido o montante de R$ 7,3 bilhões em crédito a mais de 57,9 mil empresa, no âmbito do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), além de R$ 2,2 bilhões a mais de 28,6 mil empresas em linhas do financiadas pelo Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.