Fies 2019 divulga resultados do primeiro semestre

Por G1

O resultado do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi divulgado nesta segunda-feira (25). Os nomes dos candidatos pré-selecionados estão disponíveis no site do programa.

É possível consultar as listas de aprovados em fies.mec.gov.br.

Puderam participar da seleção, estudantes que fizeram o Enem a partir da edição de 2010 e que obtiveram média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos. Aqueles que tiraram zero na redação ficam impedidos de pleitear uma vaga.

Também é preciso ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.

Já na modalidade P-Fies (quando o agente financeiro é o banco), a renda familiar mensal bruta per capita deve ser de de três a cinco salários mínimos.

Modalidades do Fies

Desde 2018, o fundo tem duas modalidades: o Fies, destinado a alunos com renda familiar per capita de até três salários mínimos por mês, com juro igual a zero, e com limite de cem mil vagas por ano; e o P-Fies, para alunos com renda que vai de três a cinco salários mínimos, com juros que variam de acordo com os bancos, e sem limite de vagas.

Nos dois casos, o pré-requisito é nota mínima de 450 pontos na prova do Enem, sem zerar a redação. Esses critérios continuam valendo em 2019. Mas a regra para ser chamado para o P-Fies mudou: a convocação será feita por ordem de inscrição e não a classificatória. Em 2018, apenas 0,34% das vagas do P-Fies foram preenchidas.

Além disso, os candidatos poderão conseguir financiamento de até 50% da mensalidade, “desde que o limite financiável não passe de R$ 42.983,70 por semestre”, explicou o MEC.

Cronograma do Fies

  • Complementação da inscrição: 26 de fevereiro a 7 de março
  • Lista de espera (modalidade Fies): 27 de fevereiro a 10 de abril

Lista de espera

Os candidatos ao Fies que não foram convocados nesta primeira chamada são automaticamente incluídos na lista de espera. Eles deverão acompanhar diariamente o portal FiesSeleção entre os dias 27 de fevereiro e 10 de abril, para saber se serão convocados.

No caso de serem selecionados, terão 3 dias úteis, a partir da divulgação do resultado, para complementar sua inscrição no site.

A modalidade P-Fies não tem lista de espera.

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Com fronteira fechada, caminhoneiros brasileiros ficam impedidos de sair da Venezuela

Por Emily Costa e Valéria Oliveira, G1 RR — Pacaraima

Caminhões estão bem próximo à linha de fronteira que divide a Venezuela e o Brasil — Foto: Arquivo pessoal

Caminhões estão bem próximo à linha de fronteira que divide a Venezuela e o Brasil — Foto: Arquivo pessoal

Um grupo de 32 caminhoneiros brasileiros está retido dentro da Venezuela sem ter como retornar para o Brasil em razão do fechamento da fronteira, informou nesta segunda-feira (25) a Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Cargas do Norte.

A maioria, 22 deles, está bem próxima à linha que divide os dois países, mas não pode entrar no Brasil porque a passagem é proibida para veículos e pedestres. Esses caminhões já tinham entregado a carga na Venezuela e retornavam ao país quando ocorreu o bloqueio. Somente ambulâncias tem passado pela Guarda Nacional Bolivariana.

“Está praticamente descartado que os caminhões cruzem a fronteira. Agora o que se negocia é liberar os caminhoneiros para que eles venham a pé pela BR-144″, disse Dirceu Lana, presidente da Coopertan.

O Itamaraty ainda não se pronunciou sobre o que tem sido feito para ajudar brasileiros que estão no país. Na noite desse domingo (24), um grupo de turistas conseguiu voltar ao Brasil após intensas negociações.

Dirceu Lana afirmou que há idosos entre os caminhoneiros e que não seria viável retornar ao Brasil por rotas clandestinas. “Preferimos que passem pelas vias corretas”.

Os demais veículos estão em um depósito distante 9 km de Pacaraima, na fronteira. “Eles estão na armazenadora, um depósito onde ficam as carretas que chegam ou que saem”, disse, afirmando que o local fica próximo a uma base militar venezuelana.

Caminhões brasileiros dento da Venezuela — Foto: Arquivo pessoal

Caminhões brasileiros dento da Venezuela — Foto: Arquivo pessoal

Todos são de empresas que fazem o transporte internacional de mercadorias e estavam no país quando Nicolás Maduro determinou o fechamento da fronteira para impedir a entrada da ajuda humanitáriaprogramada por Juan Guiadó, autoproclamado presidente interino.

“Alguns tentaram chegar antes da fronteira ser fechada, mas não conseguiram”, disse Dirceu Lana, presidente da Coopertan. Há caminhoneiros estão com esposas, o que dá ao menos 36 pessoas impedidas de saírem.

O plano da Coopertan é negociar com a Guarda Venezuelana para que ao menos a passagem dos motoristas seja liberada.

“Nossa preocupação é com os motoristas, porque que os carros que estão na armazenadora [depósito] estão em segurança. Nosso maior problema são os caminhoneiros que estão com os carros vazios aqui na aduana [perto da fronteira]. Conversamos ontem com o general [da Guarda Venezuelana] para ver a possibilidade desses motoristas entrarem nem que seja a pé em Pacaraima”, disse.

Ajuda de atravessadores

Caminhoneiros têm recebido ajuda de atravessadores que cruzam fronteira por rotas clandestinas — Foto: Arquivo pessoal

Caminhoneiros têm recebido ajuda de atravessadores que cruzam fronteira por rotas clandestinas — Foto: Arquivo pessoal

A Coopertan disse que tem levado comida aos caminhoneiros que estão próximos da fronteira com ajuda de atravessadores – pessoas que conseguem transitar pelos dois países por rotas clandestinas. Os mesmos caminhos são usados por venezuelanos que se arriscam em fuga para o Brasil.

O empresário Wolney Vieira, dono de um dos caminhões que está do outro lado da fronteira, conseguiu levar comida café e pão para o grupo nesta segunda pela manhã.

“Eles não tão presos em celas mas se encontram nas margens da estrada. Sem poder ir ou vir, só se for de forma clandestina. E nós que vamos lá para vê-los sofremos com o risco de sermos pegos no caminho”, reforçou Vieira.

“Agora está tranquilo, mas não é um situação fácil. Pode mudar a qualquer momento e ter tumulto com eles do lado de lá”, reforçou.

A Venezuela fechou a fronteira com o Brasil na quinta-feira (21) para impedir a entrada de ajuda humanitária no país. Desde então, foram registrados conflitos em cidades venezuelanas e na linha de fronteira entre os dois países.

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Professor agredido a socos por aluno de 14 anos relata medo: ‘Não quero mais dar aula’

Por Sérgio Pais, G1 Bauru e Marília

 O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, ensanguentado no banheiro da escola após a agressão: "Decepção" — Foto: Arquivo pessoal

O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, ensanguentado no banheiro da escola após a agressão: “Decepção” — Foto: Arquivo pessoal

O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, anunciou que pretende abandonar a profissão. A decisão, tomada após 20 anos de magistério, foi tomada após a agressão que sofreu por parte de um aluno de 14 anos, dentro da sala de aula de uma escola estadual de Lins (SP).

O ataque foi um dos dois casos de agressão a professores registrados na cidade na sexta-feira (22) envolvendo alunos menores de idade. Em outra escola, um professor de 41 anos e um cuidador, de 23, foram agredidos e ameaçados por um aluno de 12 anos.

Paulo Procópio, que dá aulas de história e geografia há três anos na escola estadual Otacílio Sant’anna, no Parque Alto de Fátima, explicou que já tem tempo para se aposentar, mas admitia seguir trabalhando após obter o benefício.

“Estou horrorizado. A gente sempre ouvia falar em casos de violência dentro de salas de aula, mas confesso que nunca imaginei passar por isso. Já estava decepcionado com a falta de respeito dos alunos, mas essa agressão foi demais”, disse ao G1.

Agressão contra o professor de história e geografia aconteceu na escola estadual Otacílio Sant'anna, em Lins — Foto: Reprodução/Google Street View

Agressão contra o professor de história e geografia aconteceu na escola estadual Otacílio Sant’anna, em Lins — Foto: Reprodução/Google Street View

Paulo Procópio ainda se recupera dos ferimentos no rosto que sofreu após ser agredido pelo aluno. Ele precisou levar seis pontos cirúrgicos no rosto e mais dois no supercílio para fechar os cortes provocados pelos socos desferidos pelo aluno e também pelo caderno que foi atirado durante o ataque.

“Tem muitos professores que, até pela questão financeira, continuam trabalhando após se aposentar. Mas agora vou me aposentar e procurar outra coisa pra fazer. Não quero mais dar aulas”, diz o professor, que ficará afastado em licença médica até a próxima quarta-feira (27).

Outra agressão na sala de aula

O outro caso de agressão em Lins foi registrado na escola estadual Fernando Costa, no Centro de Lins. De acordo com o boletim de ocorrência, um professor de 41 anos e um cuidador, de 23, foram agredidos e ameaçados por um aluno de 12 anos.

O aluno estaria exaltado na sala de aula porque não tinha caneta. Então, o professor teria dado uma caneta para o menor, que jogou o objeto no chão. Ainda segundo o registro policial, o educador pediu para que o estudante saísse da sala de aula, momento em que começou a confusão.

De acordo com o boletim, o aluno partiu para cima do professor com tapas e socos, provocando lesões nos braços. Um cuidador da escola tentou apartar a confusão e também foi atingido. Ainda segundo o boletim de ocorrência, o aluno ameaçou o professor de morte.

O menor foi para a diretoria da escola até a chegada de um parente. Já o professor e o cuidador registraram um boletim na central de polícia judiciária por lesão corporal e ameaça.

A Polícia Civil informou que irá encaminhar os dois casos de agressão contra professores na segunda-feira (25) para a Vara da Infância e Juventude.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que “realiza trabalho junto a crianças em situação de vulnerabilidade social para coibir situações de violência nas escolas”.

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Receita libera nesta segunda o programa do IR 2019

Por G1

A Secretaria da Receita Federal liberou nesta segunda-feira (25) o download do programa gerador do Imposto de Renda 2019, referente ao ano-base 2018. A temporada de entrega das declarações começa depois do carnaval, em 7 de março, e vai até 30 de abril.

Do computador, o contribuinte pode baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). Para os celulares, os programas estrão disponíveis para Android e IOS.

O programa para preenchimento da declaração é o mesmo para as duas formas de tributação (utilizando as deduções legais ou o desconto simplificado). No início do preenchimento, são apresentadas orientações sobre as formas de tributação e, ao final, quando for entregar a declaração, o programa apresentará quadro comparativo para que o contribuinte possa escolher a opção mais favorável.

O contribuinte pode fazer a importação de dados de 2018 para facilitar o preenchimento neste ano. A importação de dados substitui eventuais dados já digitados na declaração de 2019. Para evitar isso, a Receita recomenda fazer a importação antes de iniciar o preenchimento. Em caso de a última declaração ter sido retificada, é preciso substituir pelo número do recibo da última retificadora online.

Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, também receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

A Receita Federal espera receber 30,5 milhões de declarações dentro do prazo legal neste ano. A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo corresponde a 20% do imposto devido.

As restituições começarão a ser pagas em junho e seguem até dezembro para os contribuintes cujas declarações não caíram na malha fina.

Quem deve declarar?

Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado.

Também deve declarar:

  • Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2018, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • Quem teve, em 2018, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Quem tinha, até 31 de dezembro de 2018, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
  • Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2018;
  • Quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda;
  • Quem optar pelo declaração simplificada abre mão de todas as deduções admitidas na legislação tributária, como aquelas por gastos com edudação e saúde, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor do ano passado.

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Buscas em Brumadinho chegam a um mês com foco em escavações

Por Raquel Freitas, G1 Minas — Brumadinho

As buscas pelas vítimas levadas pelo “mar de lama” provocado pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), completam um mês nesta segunda-feira (25). Ao longo destas quatro semanas, a megaoperação passou por diferentes fases e empregou técnicas variadas.

“Agora é um momento de paciência. São escavações, que têm que ter método, ter tecnologia e ter organização”, afirma o tenente-coronel Anderson Passos.

Entre 25 de janeiro e este 25 de fevereiro, a procura por sobreviventes e por corpos foi rotina para centenas de militares e voluntários. “O trabalho começa às 5h, quando as equipes se levantam. Às 6h30, nós nos reunimos para uma orientação, um briefing de segurança e de diretrizes do que vai ser feito ao longo do dia. As equipes são lançadas a campo. (…) Ao final do dia, quando as equipes retornam, elas nos dão um feedback de como foi o rendimento do planejamento. Fazemos então, a seguir, uma reunião para planejarmos o dia seguinte e tudo se repete”, diz o oficial.

Segundo ele, ainda não é possível estimar por quanto tempo este esquema de trabalho vai perdurar.

Fases da operação

Se inicialmente quase 500 homens e mulheres de diversos estados e corporações – e até de fora do país – atuaram nas buscas, com auxílio de cerca de 15 helicópteros e quase 20 cães farejadores, atualmente, a incansável procura por corpos tem outras características.

“Num primeiro momento, os resgates eram feitos manualmente. Em outro momento, com a ajuda dos cães mais expressiva. Neste terceiro momento, os cães continuam e, a esse esforço dos cães, foi agregado, o maquinário pesado, em que o solo é revolvido, o cão faz uma busca pelo faro e àquele rejeito é dada uma destinação uma vez que não há ali nenhum indício. Então, são técnicas diferentes, que é natural, nesse cenário tão grande, que ela precisa ser modificada”, explica o tenente-coronel Passos

No quinto dia de buscas, segundo dados do Corpo de Bombeiros, o efetivo chegou a 486 pessoas, entre militares dos estados de Minas Gerais, Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraná e Rio de Janeiro, além da Força Aérea e de Israel. Também havia apoio de 14 aeronaves e de 17 cães farejadores.

Três semanas depois, o cenário era outro. No 26º dia de buscas, por exemplo, 181 militares – 115 mineiros e 66 de outros estados – e quatro cães estavam mobilizados. Já o número de máquinas pesadas, que não podiam ser usadas no início dos trabalhos por causa das características da lama, chegava a 42.

Escavações

Segundo o tenente-coronel, o efetivo menor não significa redução nas buscas. Ele ressalta que a variação no quantitativo de pessoal é reflexo da característica atual do trabalho, focado em escavações.

“Nós chegamos a ter mais de 470 pessoas em campo no primeiro momento da ocorrência, na primeira semana, em que a demanda de resgates era muito intensa. Muitos resgates feitos porque as localizações estavam sendo feitas à superfície, a olho nu. Então, a demanda era muito grande, muito intensa. Isso já não acontece mais. É um outro momento operacional. Não precisamos mais de tantos homens. Então, hoje, a quantidade de homens diminuiu, mas a quantidade de máquinas aumentou porque a efetividade do maquinário para as escavações é, obviamente, muito mais produtiva”, afirma.

Capitão Daniela Santos Oliveira diz que, no início de sua atuação em Brumadinho, escavações podiam ser feitas com ferramentas manuais. 'Precisa da ajuda das máquinas agora', diz — Foto: Capitão Daniela Santos Oliveira/Arquivo Pessoal

Capitão Daniela Santos Oliveira diz que, no início de sua atuação em Brumadinho, escavações podiam ser feitas com ferramentas manuais. ‘Precisa da ajuda das máquinas agora’, diz — Foto: Capitão Daniela Santos Oliveira/Arquivo Pessoal

A Capitão Daniela Santos Oliveira, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, conta que que durante os dias em que esteve em Brumadinho, a mudança na característica da lama, que se torna menos fluida com o tempo, influenciou os métodos de trabalho.

“Ela forma uma camada superficial como se fosse uma nata, que, para andar em pé, não dá porque afunda, mas, ao mesmo tempo, para retirar alguma coisa ou mesmo escavar, precisa da ajuda das máquinas agora nesse momento. No início, nos primeiros dias que a gente estava aqui, com nossas ferramentas manuais, a gente conseguia fazer mais escavações”, afirma.

A cabo Simone Gonçalves Alves, há 13 anos no Corpo de Bombeiros de Minas, foi deslocada de Uberaba, no Triângulo Mineiro, para a Grande BH para atuar nas buscas e acompanhou de perto as escavações. Segundo ela, o trabalho de busca em profundidade é minucioso e exige sincronia entre os militares e os operadores das máquinas.

“Em cada máquina, ficam de dois a três militares, depende do tamanho da máquina, que tem tamanhos diferentes e depende da área também. É minucioso, é um trabalho de observação praticamente. Se a gente visualizar ou suspeitar de algum corpo ou segmento, a gente dá um sinal, que são dois apitos, e ele [operador da máquina] para. Além da terra, a gente está tendo que revirar o material encontrado em mochila, com pertence pessoais para ver se localizamos algum tipo de documentação ou algo em que identifique alguma vítima”, diz.

De acordo com o tenente-coronel Passos, o perfil dessa missão tende a ser o mesmo até o seu encerramento. Questionado sobre a previsão de término das operações, o oficial disse não ter uma resposta neste momento.

“Isso é um detalhe que não é uma decisão simples de ser tomada em razão dos desdobramentos que ela traz. Então, a quantidade de vítimas já localizadas. Ela tende a aumentar nas próximas semanas em razão das identificações que vão ser feitas por DNA. Isso interfere na logística que está sendo empregada. Nós vamos conseguir identificar quais são as áreas prioritárias para dimensionar o tamanho desse aparato logístico e humano. O final das operações, ele não está sequer projetado. Ele é incerto”, comenta.

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Prefeitura de SP entrega só um terço de 4 mil apartamentos às margens da Billings prometidos para 2018

Por Marina Pinhoni, G1 SP — São Paulo

A espera de Daniel por uma nova moradia desde que sua família foi removida de casa por conta de uma enchente já dura nove anos. Embora tenha sido um dos selecionados para morar no enorme empreendimento popular construído pela Prefeitura de São Paulo às margens da Represa Billings, na Zona Sul, Daniel e centenas de outros beneficiados ainda não têm previsão de quando finalmente vão conseguir pegar suas chaves.

Em março de 2018, a Prefeitura prometeu que entregaria todas as 3.860 unidades do Residencial Espanha até o fim do ano. No entanto, até agora apenas um terço dos apartamentos foi entregue: 580 em outubro e outros 740 em novembro. Em visita ao local na última quinta-feira (22), a reportagem constatou que os prédios estão todos prontos, mas a maioria segue fechada e sem moradores.

“No fim do ano o prefeito [Bruno Covas (PSDB)] foi lá e falou que todo mundo ia passar o Natal em suas casas. Quando chegou janeiro, nada. Aí eles falaram que deu um erro no documento. Agora a gente vai ter que esperar mais e eles não deram nem decisão de quando vão entregar”, afirma Daniel de Jesus. (Leia mais histórias de famílias abaixo)

Procurada pelo G1, a Secretaria Municipal da Habitação não explicou o motivo do atraso e não deu um novo prazo para a ocupação total. Em nota, a pasta afirmou apenas que uma nova parte será entregue a partir desta semana, “com a mudança das famílias gradativas de acordo com a aprovação do cadastro pela Caixa”. (Leia a íntegra no final da reportagem)

Também prometidas para 2018, as escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental que atenderiam à demanda de todas essas famílias ainda não saíram do papel. De acordo com a Prefeitura, o processo de licitação foi iniciado e o projeto está em fase de aprovação pela Cetesb.

Não há previsão para a construção de novos postos de saúde na região. A demanda será encaminhada para a UBS Jardim Apurá, que já tem um atendimento saturado.

Histórico do Residencial Espanha

O Residencial Espanha começou a ser construído em 2015, ainda na gestão Fernando Haddad (PT). O objetivo do empreendimento é atender famílias da região de preservação da Represa Billings removidas de áreas de risco, de recuperação ambiental ou por obras de infraestrutura.

A obra gerou confusão com moradores da região, que alegavam que a construção prejudica as nascentes de água e que reivindicavam que a área toda virasse um parque. Além disso, o empreendimento chegou a ser parado por um ano por causa de questões judiciais com o Ministério Público, mas depois foi liberado.

No total, foram investidos R$ 379 milhões por meio do programa Minha Casa Minha Vida, sendo R$ 293 milhões do Governo Federal, R$ 72 milhões do Governo do Estado e R$ 13 milhões da Prefeitura.

Os 3.860 apartamentos têm 48 m² de área útil, com dois dormitórios, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. O condomínio também conta com guarita, estacionamento e áreas de lazer.

De acordo com a Prefeitura, do total de 830 mil m² do terreno, 250 mil m² foram usados para a construção dos condomínios. Os outros 580 mil m² de área verde serão destinados ao Parque Municipal dos Búfalos. As obras do parque, no entanto, ainda não começaram.

Famílias aguardam há 9 anos

Dona Creuza de Jesus faleceu antes que conseguisse ver a sua nova casa pronta. Em fevereiro de 2010, ela estava entre os moradores do Parque da Cocaia, no Grajaú, que foram removidos após uma enchente atingir o local.

Nove anos depois, sua filha Cecília Viana ainda não conseguiu pegar as chaves a que sua família tem direito. Assim como Daniel de Jesus e Maria Aparecida Sousa, Cecília já assinou o contrato para morar no Residencial Espanha, mas ainda não se mudou e continua dependendo do auxílio aluguel de R$ 400.

“Pessoas de outras áreas que estão na fila há bem menos tempo – 2 ou 4 anos – já se mudaram e a gente foi ficando para trás. Eles prometeram entregar em setembro, de setembro adiaram para dezembro. Agora, eles não têm previsão”, diz Cecília.

Enquanto o apartamento não sai, Daniel afirma que o auxílio aluguel não é suficiente para os gastos com a moradia.

“A gente tem que inteirar. A maioria das pessoas paga R$ 550, R$ 600 de aluguel. A casa nova seria realizar um sonho, que nós já estamos esperando há 9 anos. De um sonho acaba virando um pesadelo”, afirma.

Outro lado

Veja a íntegra da nota da Prefeitura de São Paulo:

“A entrega do residencial Espanha começou em outubro de 2018, já sendo entregues 5 dos 14 condomínios: Bilbao, Barcelona, Celta, Ávila e o Pamplona. O condomínio Ibiza será entrega a partir desta semana, com a mudança das famílias gradativas de acordo com a aprovação do cadastro pela Caixa.

A Prefeitura de São Paulo prevê ainda a construção de uma CEMEI (Centro Municipal de Educação Infantil ) e uma EMEF ( escolas municipais de ensino fundamental) para atender cerca de 1.200 crianças e adolescentes. O processo de licitação já foi iniciado e o projeto está em fase de aprovação pela CETESB.

O Parque dos Búfalos encontra-se em execução das obras de cercamento para instalações das obras que abrigará o parque”.

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Paisagista espancada diz que pode ter sido alvo de vingança; ela deve prestar depoimento nesta segunda

Por TV Globo

A paisagista Elaine Caparroz, de 55 anos, acredita que pode ter sido alvo de uma tentativa de vingança de Vinícius Serra, 27 anos, que está preso por tentativa de feminicídio. Ela foi violentamente espancada por quatro horas no apartamento onde mora na Barra da Tijuca, Zona Oeste, na madrugada de sábado (16).

“Em algum momento ele falou pra mim: ‘Ah, eu gostaria da sua opinião’. Eu falei: ‘Sobre o quê?’. Ele falou assim: ‘Eu tenho um amigo que quer muito se vingar de alguém e ele pensa em matar essa pessoa. Nossa, meu amigo tá muito bravo! Ele quer realmente matar. O que você acha disso?’. Eu falei: ‘Nossa, que conversa, né? Que conversa mais louca””, lembra Elaine, que deve prestar depoimento na 16ªDP (Barra) no início da tarde desta segunda-feira (25).

Ainda de acordo com a paisagista, uma agressão dessa não pode ter ocorrido de forma gratuita. “Não sei por que, mas eu achei muito estranho. Qual motivo de uma pessoa fazer isso gratuitamente? Eu não faço mal para ninguém. Deve ter algum motivo. Eu achei essas perguntas dele estranhas, por que ele ia perguntar isso? E por que ele fez isso comigo? Não sei. Talvez alguma rixa, não é? Mas não posso afirmar que seja com isso. Tem que ser investigado porque eu acho que é uma agressividade gratuita, ele quase me matou, eu quase morri”, afirmou.

A paisagista Elaine Perez Caparroz em entrevista ao Fantástico — Foto: Reprodução

A paisagista Elaine Perez Caparroz em entrevista ao Fantástico — Foto: Reprodução

Paisagista diz que foi dopada

De acordo com Elaine, depois de se encontrarem no apartamento dela, ambos começaram a beber vinho e, em pouco tempo, começou a se sentir alterada e a perder os sentidos. Ela acordou já de madrugada, com o jovem a espancando.

Ao ser questionada se Vinícius poderia ter colocado alguma coisa em sua bebida, ela responde sem dúvidas. “Eu não acho. Eu tenho certeza, certeza absoluta”.

A possibilidade de ter sido dopada se soma ao estranhamento que sentiu ela diante das atitudes de Vinícius desde antes de entrar no apartamento, quando se identificou com um nome falso.

“O porteiro ligou e falou que Felipe havia chegado. Respondi que não esperava por nenhum Felipe. Depois ele disse que era Vinícius Felipe. Não sabia que ele tinha um nome composto. Pedi para o porteiro perguntar se era o Vini Serra. Aí ele confirmou que sim”.

No início, Vinícius parecia normal. No entanto, logo em seguida assumiu um comportamento que começou a deixar Elaine preocupada.

Após ser questionado se gostaria de assistir um filme, ele respondeu que queria ver um terror. A paisagista ficou espantada com a escolha e respondeu que não gostava do gênero. A situação ficou mais estranha logo em seguida.

Logo em seguida, Elaine começou a se sentir alterada, como se estivesse perdendo os sentidos.

“Eu só lembro de nós assistindo o filme juntos, ele com a cabeça no meu colo deitado no sofá. Daí, eu já lembro de mim em pé na cama, com ele no meu quarto. Foi aí que eu já sei que algo aconteceu porque eu não lembro de nós dois juntos na sala levantando do sofá, combinando de ir para o quarto… Você entendeu? A última coisa que eu lembro foi eu deitando no ombro dele e depois disso, não sei dizer quanto tempo depois, eu já estava no chão com ele em cima de mim desferindo vários socos horríveis no meu rosto, me agredindo muito, muito. Eu não entendi nada”.

Elaine diz que, além dos socos e mordidas, Vinícius também tentou estrangulá-la, ação que, segundo suas recordações, foi impedida porque ela conseguiu conter a ação do agressor ao puxar os cabelos dele. “Essa foi uma defesa que acho que evitou minha morte”.

Elaine Perez Caparroz antes e depois das agressões — Foto: Reprodução/TV GloboElaine Perez Caparroz antes e depois das agressões — Foto: Reprodução/TV Globo

Elaine Perez Caparroz antes e depois das agressões — Foto: Reprodução/TV Globo

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Comando de Operações Especiais faz operação nos morros da Mangueira e do Tuiuti, Zona Norte do Rio

Por Bom Dia Rio

Agentes do Comando de Operações Especiais (COE) fazem uma operação, na manhã desta segunda-feira (25), nas comunidade da Mangueira e do Tuiuti, na Zona Norte do Rio.

Por volta das 6h30, policiais do Batalhão de Ação com Cães (BAC), do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Batalhão de Choque (BChoque) percorriam ruas das comunidades.

Imagens do Globocop mostraram caixas de som de um baile funk, que ocorreu no Morro da Mangueira nesta madrugada, bloqueando uma das ruas da favela.

Homens do Batalhão com Cães se movimentam na entrada da Mangueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Homens do Batalhão com Cães se movimentam na entrada da Mangueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Paredão de caixas de som após baile funk é visto em um dos acessos à Mangueira — Foto: Reprodução/TV Globo

Paredão de caixas de som após baile funk é visto em um dos acessos à Mangueira — Foto: Reprodução/TV Globo

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Baixada lidera ranking de crimes em janeiro no RJ; uma só delegacia registrou 21 homicídios

Por Felipe Grandin e Henrique Coelho, G1 Rio

As delegacias da Baixada Fluminense lideraram o ranking de crimes violentos em janeiro de 2019, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Apenas na 58ª DP (Posse), em Nova Iguaçu, foram registrados 21 homicídios. Nesta área, o número de crimes deste tipo aumentou 62% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2018. Em todo o estado, caiu 18%.

Em seguida, ficou a 71ª DP (Itaboraí), com 18 ocorrências, uma alta de 80% em relação aos 10 do ano anterior. Logo depois, a 146ª DP (Campos dos Goytacazes), onde ocorreram 15 homicídios, crescimento de 50%.

A 58ª DP (Posse), em Nova Iguaçu, registrou o maior número de homicídios dolosos em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 58ª DP (Posse), em Nova Iguaçu, registrou o maior número de homicídios dolosos em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

O maior número de mortes por intervenção policial foi registrado pela 63ª DP (Japeri), também na Baixada. Houve um aumento de 267% nessas ocorrências na delegacia, de 3 para 11 casos.

A 54ª (Areia Branca) apareceu logo depois, com 10 mortes, aumento de 233% em relação aos 3 casos de janeiro de 2018. A 59ª, também em Duque de Caxias, registrou 9 ocorrências, alta de 125% em relação ao ano anterior.

A 63ª DP (Japeri) registrou o maior número de mortes por intervenção policial em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 63ª DP (Japeri) registrou o maior número de mortes por intervenção policial em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 59ª (Duque de Caxias) também registrou o maior número de roubos, com 908 casos no mês de janeiro. Houve um crescimento de 5% nesses casos. Em segundo, ficou a 34 ª DP (Bangu), com 820 registros e alta de 6%. Logo depois, a 64ª DP (São João de Meriti), com 663 ocorrências, mas com queda de 28%.

A 59ª DP (Duque de Caxias) registrou o maior número de roubos em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 59ª DP (Duque de Caxias) registrou o maior número de roubos em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A DP de Caxias também liderou em número de roubos de veículos e de cargas no mês de janeiro.

A 59ª DP (Duque de Caxias) registrou o maior número de roubos de veículos em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 59ª DP (Duque de Caxias) registrou o maior número de roubos de veículos em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 59ª DP (Duque de Caxias) registrou o maior número de roubos de carga em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 59ª DP (Duque de Caxias) registrou o maior número de roubos de carga em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Já em roubos de rua, o maior número de casos foi registrado pela 34ª DP (Bangu), na Zona Norte do Rio.

A 34ª DP (Bangu) registrou o maior número de roubos na rua em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

A 34ª DP (Bangu) registrou o maior número de roubos na rua em janeiro de 2019 no RJ — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Caso de destaque

Em janeiro, uma chacina no dia 20 deixou nove mortos em Itaboraí, na Região Metropolitana. Na ocasião, a primeira linha de investigação envolvia disputa entre traficantes de drogas de facções rivais.

Porém, a Divisão de Homicídios descartou a possibilidade, e agora investiga se a milícia que atua na região de Itaboraí foi responsável pelas mortes.

Próximo ao local da chacina, o policial militar Rodrigo Marques Paiva, do 35º BPM (Itaboraí) foi morto no dia 17 de janeiro . Segundo a PM, ele estava de folga, comendo em um trailer, quando criminosos em um carro e uma moto efetuaram os disparos. A Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí investiga também a relação entre a morte de Rodrigo e a chacina.

Como foi a chacina

As mortes acontecerem em uma mesma região conhecida como Marambaia, que fica entre Itaboraí e São Gonçalo.

Segundo testemunhas, quatro homens chegaram armados e encapuzados em um carro prata e falaram em matar todas as pessoas que tivessem envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo a polícia, apenas uma das vítimas tinha relação com o crime.

Na região de São Gonçalo, foram assassinadas três pessoas da mesma família que estavam dentro de casa. Os parentes disseram que os criminosos bateram na porta e dispararam.

Uma das vítimas tinha um trailer de lanches e foi levada pelos bandidos para outro local, onde foi morta.

Veja, abaixo, quem são as vítimas e o local onde elas estavam:

Itaboraí:

  • Débora Rodrigues, de 46 anos, dona do trailer
  • Hércules de Souza Costa, que trabalhava como atendente no trailer
  • Michael Douglas da Silva Machado, de 25 anos
  • Allan Patrick Pinto Vicente, de 21 anos

Granja Cabuçu:

  • Vanderson dos Santos Silva, de 18 anos

Ampliação:

  • Pablo Damasceno dos Esteves, de 26 anos

São Gonçalo:

  • Gabriel Trigueiro de Oliveira, de 19 anos
  • Renan Trigueiro de Almeida, de 20 anos, primo de Gabriel
  • Rodrigo Avelino Braga, de 38 anos, tio de Gabriel e Renan

Em outro caso, criminosos pediram resgate após roubar um carro no bairro Jardim América, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu no dia 21 de janeiro. Imagens de câmeras de segurança mostraram um homem descendo de uma moto e correndo com uma arma na mão no meio da rua. Os criminosos ligaram para a esposa do motorista pedindo R$ 12 mil de resgate.

A família do motorista não aceitou e, dias depois, o carro foi encontrado todo depenado, sem os pneus e peças do motor. “Foi um momento que achei que, em qualquer momento, ele ia atirar em mim e eu ia perder vida”, contou o motorista, que preferiu não ser identificado.

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Após abandono, parque municipal de Itapetininga é invadido por famílias e sofre devastação

Por G1 Itapetininga e Região

Desativado desde 2012, o antigo Parque São Francisco de Assis, em Itapetininga (SP), que recebe atualmente o nome de Parque Ecológico Municipal Manoel Silvério, já sofre com o abandono e devastação da mata nativa.

Desde o final do ano passado, o local está ocupado por integrantes de um movimento de famílias integrantes da União Nacional Camponesa, filiados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e empreendedores familiares rurais (Conafer).

A suspeita de devastação levou a Polícia Militar Ambiental a notificar os invasores, já que estariam cortando árvores dos 35 hectares de Mata atlântica, com nove nascentes.

O biólogo Carlos Poranga, por exemplo, conta que visita o local há mais de 10 ano e que se preocupa com o corte das árvores nativas.

“A gente identificou algumas que não poderia tirar, porque dá um coquinho que serve de comida para os pequenos mamíferos. Temos dentro do parque pequenos mamíferos que vivem desse coquinho, então jamais poderia ser colhido. Eu vi também uma espécie de Embaúba que dá uma bananinha, muito usado pelos tucanos e esquilos. Então, não poderia jamais ser retirado do ambiente”, explica.

Ele ainda afirma que, no local, há diversas espécies de plantas que precisam ser preservadas.

“Tem muita embaúba, pau-brasil, figueira, pau-jacaré, que é característico daqui. É um lugar único em Itapetininga”, diz.

Em janeiro, a Polícia Ambiental notificou o grupo pelo corte de árvores nativas no local, segundo o sargento Alexandre Oliveira Camilo.

“Foi verificado que eles fizeram uma limpeza da vegetação. Tiraram a vegetação rasteira, deixaram no solo e isso configura a destruição da vegetação ativa do local. Isso é crime, configura crime. Foi feito um ato de infracional ambiental de uma área de aproximadamente 240 metros quadrados. Foi gerado termo de advertência, e agora não pode mexer mais no local”, diz.

O sargento ainda explica que, como o parque é municipal, a fiscalização não é de responsabilidade deles, e que uma operação só é feita quando existe denúncia.

“A nossa fiscalização engloba justamente as infrações ambientais, em tudo aquilo que está tipificado na lei 9.605. O fato da invasão no local para nós não configura uma demanda”, diz.

A líder do movimento, Cássia Maria Alves dos Santos, confirmou que eles estavam limpando algumas áreas. “Essa parte da casa foi a gente, em volta, porque a gente queria reformar a casa”, conta.

Além disso, alguns barracos estão sendo montados no local e vão servir de moradia para 10 famílias. Segundo a líder do movimento, todos vieram do município de Teodoro Sampaio.

Em novembro, eles foram notificados pela prefeitura para saírem do espaço em um prazo de 15 dias, porém o grupo afirma que a Conafer enviou um ofício à Câmara Municipal informando o motivo da ocupação e que seria funcional, já que o parque estaria abandonado.

Em nota, o Presidente da Comissão do Meio Ambiente na Câmara, o vereador Marcos Silvério, informou que notificou a prefeitura, a Secretaria do Meio Ambiente e a Guarda Municipal sobre a invasão no parque.

A prefeitura de Itapetininga, também por meio de nota, afirmou que o caso está sendo avaliado pela Secretaria de Negócios Jurídicos para tomar as medidas judiciais cabíveis.

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