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NUVEM DE TAGS

Moradores de rua foram assassinados com tiro na cabeça em Birigui

Um homem foi preso em flagrante suspeito de matar os dois homens e a mulher no bairro Patrimônio Silvares. Vítimas foram baleadas enquanto dormiam na rua.

Por Diogo Nolasco, TV TEM

Os três moradores de rua assassinados neste domingo (4), em Birigui (SP), foram baleados com tiro na cabeça, conforme registro da polícia.

Um homem foi preso em flagrante suspeito de matar os dois homens e a mulher no bairro Patrimônio Silvares. As vítimas foram baleadas enquanto dormiam na rua, na frente da unidade do Centro POP – Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua.

A polícia chegou até o suspeito após informações de testemunhas. Uma pessoa fotografou o homem e a moto.

Com a imagem, os policiais conseguiram localizar o suspeito. A moto, a arma e o tênis, sujo de sangue, foram apreendidos.

A Polícia Militar e o resgate do Corpo de Bombeiros foram acionados, mas as vítimas estavam mortas.

O caso foi registrado na delegacia de Birigui, onde o suspeito ficou preso à disposição da Justiça. O caso é investigado como triplo homicídio qualificado.

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Diretor-executivo do Hospital Alberto Torres é morto em Niterói

Segundo testemunhas, ele foi vítima de uma tentativa de assalto na noite de domingo (4) na Rodovia Amaral Peixoto. José Dídimo do Espírito Santo teria reagido, houve troca de tiros e ele acabou morto.

Por Rogério Coutinho, Bom Dia Rio

Polícia tenta identificar quem matou o diretor do hospital Alberto Torres, em Niterói

O diretor-executivo do Hospital Alberto Torres foi morto em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, na noite de domingo (4). De acordo com testemunhas, ele foi vítima de uma tentativa de assalto.

Policial federal aposentado, José Dídimo do Espírito Santo, de 59 anos, foi baleado após trocar tiros com os bandidos na Rodovia Amaral Peixoto.

Ainda segundo testemunhas, quatro homens armados em um carro fecharam o veículo do diretor e desceram apontando as armas. Ele reagiu e acabou morto.

Os criminosos fugiram sem levar nada.

Os bombeiros foram chamados, mas encontraram José Dídimo sem vida.

José Dídimo do Espírito Santo — Foto: Reprodução

José Dídimo do Espírito Santo — Foto: Reprodução

Um outro carro acabou batendo na traseira do veículo da vítima quando a pista foi fechada pelos criminosos.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra policiais militares interditando parte da via na altura da Favela do Caramujo após o tiroteio.

A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar os criminosos. Uma perícia foi feita no local do crime.

Nota da Polícia Federal

Em nota, a Polícia Federal lamentou a morte do policial aposentado e informou que as circunstâncias do crime estão sendo investigadas. Confira abaixo:

“Com profundo pesar, a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro comunica o falecimento do Agente de Polícia Federal aposentado José Dídimo do Espírito Santo Costa, aos 59 anos, na noite de ontem (04/10), em Niterói.

O servidor ingressou na Polícia Federal no ano de 1990 e se aposentou em 2012, tendo como última lotação a Delegacia de Polícia Federal em Niterói.

As circunstâncias do ocorrido estão sendo devidamente apuradas.

A Polícia Federal expressa suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos enlutados.”

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Mercado financeiro prevê mais inflação e tombo menor do PIB em 2020

Projeção de retração da economia neste ano passou de 5,04% para 5,02% e estimativa de inflação subiu para 2,12%. Números foram divulgados pelo Banco Central no relatório Focus.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para este ano e melhoraram sua previsão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

As expectativas fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2020, a previsão de retração da economia passou de 5,04% para 5,02% na quarta semana seguida de melhora. Para 2021, o mercado continuou projetando uma alta de 3,5%.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Inflação

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 2,05% para 2,12%. Foi a oitava alta seguida do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Juliana Rosa: ‘BC diz que está tranquilo com a trajetória da inflação’

Pela regra vigente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro baixou de 3,01% para 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano em setembro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,50% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu em R$ 5,25. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 55,15 bilhões para US$ 57,49 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 53,31 bilhões para US$ 55 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, caiu de US$ 55 bilhões para US$ 51,26 bilhões. Para 2021, a estimativa recuou de US$ 68,50 bilhões para US$ 65 bilhões.

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Número de enterros em Manaus volta a subir após quatro meses de queda; mortes por Covid-19 também têm alta

Em setembro, foram 89 enterros de pessoas que morreram pelo novo coronavírus, maior número desde junho. Fiocruz aponta que alta da doença na capital apresenta “níveis acima do esperado”.

Por G1 AM

O número de enterros em cemitérios públicos de Manaus voltou a apresentar aumento, no mês de setembro, após quatro meses de queda, segundo dados divulgados pela Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira (1º). Em um único mês, durante o pico da pandemia, a cidade chegou a registrar 349 enterros de vítimas do novo coronavírus e o número de mortes ficou 108% acima da média histórica.

Segundo a Prefeitura, os registros de mortes causadas pela Covid-19 também voltaram a apresentar alta em setembro, com 89 casos. Até esta quinta-feira (1º), o número de casos do novo coronavírus em Manaus chegou a mais de 52 mil, com mais de 2,6 mil mortes registradas apenas na cidade. No estado, são mais de 140 mil casos, com mais de 4,1 mil.Enterros de mortos pela Covid-19Sepultamentos foram realizados em cemitérios públicos de Manaus.

O Governo do Amazonas identificou aumento de casos e internações pela doença nas últimas semanas, e decidiu voltar a fechar bares, praias e restaurantes após quatro meses de flexibilização do isolamento. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou uma nota afirmando que a alta da doença em Manaus apresenta “níveis acima do esperado”.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), responsável por gerir os cemitérios públicos da capital, o maior número de sepultamentos registrados na cidade em um único mês foi em abril, quando 2.433 enterros foram feitos. Nos quatro meses seguintes, os dados apresentaram diminuição e chegaram a 828 enterros, em agosto.

Após o período de queda, o índice voltou a apresentar um leve aumento, em setembro, com 868 sepultamentos feitos no mês.Enterros em ManausSepultamentos foram feitos em cemitérios públicos de Manaus.Enterros8888882.4332.4331.8991.899912912867867828828868868MarçoAbrilMaioJunhoJulhoAgostoSetembro050010001500200025003000Fonte: Prefeitura de Manaus

Os sepultamentos e cremações de óbitos tendo como causa a Covid-19, nos cemitérios públicos de Manaus, alcançaram em setembro a maior taxa desde o mês de junho.

Conforme a Semulsp, nos últimos 30 dias, foram registrados nos espaços funerários públicos 89 sepultamentos e cremações tendo como causa confirmada a doença provocada pelo novo coronavírus. Em julho, foram contabilizados 67 sepultamentos de óbitos por Covid-19 e em agosto foram 77.

Os dados seguem bem abaixo do registrado nos meses de abril e maio, quando ocorreu o pico de casos e mortes por Covid-19 em Manaus, mas acende o sinal de alerta em razão do crescimento de óbitos por Covid-19 e, como consequência, o aumento no total de sepultamentos”, observou o secretário da Semulsp, Paulo Farias, por meio de assessoria.

Desde o pico da pandemia do novo coronavírus no estado, registro entre abril e maio, já são 892 sepultamentos de pessoas que tiveram como causa oficial na declaração de óbito a Covid-19, de um total de 7.807 sepultamentos no mesmo período.

De janeiro até o fim de setembro de 2020, já são 10.392 sepultamentos registrados nos cemitérios públicos, o que representa quantitativo maior que todo o ano de 2019, quando foram registrados 10.342.

Mortes acima de média histórica

O Amazonas viveu a primeira onda de Covid-19 entre os meses de abril e maio, quando o sistema público de saúde da capital entrou em colapso. Na época, o número de mortes em Manaus ficou mais de 100% acima da média histórica.

Com aumento no número de mortes durante o pico de casos e o aumento na média de mortes por dia, na cidade, a Prefeitura de Manaus chegou a fazer enterros em valas comuns, chamadas pelo órgão de trincheiras. Após um registro de diminuição da média de mortes, a medida foi suspensa e os sepultamentos voltaram a ser feitos em covas individuais.

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Real é a moeda com o pior desempenho no mundo em 2020; entenda as causas

Economistas explicam que dificuldade do governo para equilibrar contas e fazer a economia crescer torna investimentos aqui mais arriscados. Juros baixos também explicam desvalorização.

Por Raphael Martins, G1

O real é a moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em 2020. A moeda americana acumula uma alta de 40% comparada à brasileira no ano, maior queda em uma lista de 30 países, segundo dados da Reuters.

Quando o ano começou, cada dólar valia R$ 4,0232. Nesta quinta-feira (1º), chegou a seu maior valor desde maio, cotado a R$ 5,6546. Naquele mês, o dólar teve seu recorde nominal (sem considerar a inflação) frente ao real. No dia 13, era vendido a R$ 5,9007.

Para economistas consultados pelo G1, são quatro os principais fatores que explicam a aceleração do dólar:

  • O principal: não há clareza de um plano para solucionar a situação fiscal do país;
  • Há falta de perspectivas de crescimento;
  • Menores taxas de juros tornam menos atraente o investimento no Brasil;
  • A crise ambiental também afasta os interessados.

Como mostrou o G1 na semana passada, houve uma saída recorde de investimentos estrangeiros do país em 2020Mas o que consolidou a última onda desvalorização cambial foi o financiamento proposto para o programa Renda Cidadã, explicam os especialistas.

Ministro da Economia busca novas fontes de recursos para o Renda Cidadã

Contas públicas e o Renda Cidadã

O uso de verba destinada a pagar precatórios e o redirecionamento de recursos do Fundeb para financiar o novo programa social, como foi anunciado pelo governo nesta semana, gerou uma fuga de dólares ao indicar um aumento de gastos disfarçado.

Precatórios são dívidas que o governo é obrigado judicialmente a pagar. Um atraso de quitação de parte desses débitos foi encarado pelo mercado financeiro como empurrão de dívidas sem resolvê-las. O dinheiro do Fundeb, por sua vez, é demarcado fora do teto de gastos. Essa solução encontrada pelo governo fez ressurgir o termo “contabilidade criativa”.

Diante da repercussão negativa, o governo recuou. Na quarta-feira (30), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que recursos de precatórios não serão usados no Renda Cidadã. Não bastou para evitar que a moeda terminasse setembro com alta de 2,5%.

“É consenso que a proposta enviada gera incerteza e isso não some com o recuo. O mercado vai esperar atitudes concretas do ponto de vista fiscal antes de ter uma nova dinâmica de fluxo de câmbio”, afirma Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset.

Genta explica que, em tempos de Selic mais alta, o diferencial de juros do Brasil (a diferença entre a taxa de juros paga aqui e lá fora) tornava o investimento atraente diante do risco-país. Mas, com a dívida pública crescente após a pandemia do novo coronavírus – mais alta que outros emergentes –, e crescimento lento, pesa mais não ter um plano de pagamento da dívida ou redução de gastos.

“Com a crise global, é natural uma fuga para moedas fortes. E o real, por ser um mercado grande, acaba sofrendo mais por ter mais liquidez”, afirma o economista.

Após dizer que governo não tem dinheiro, Mourão sugere imposto para financiar Renda Cidadã

Agronegócio se beneficia

Há setores que se beneficiam de um câmbio mais alto. Quem depende de exportação, como o agronegócio, commodities e processadoras de alimentos, consegue faturar mais e ter produtos mais competitivos no mercado externo.

Como são produzidos em real e vendidos em dólar, os produtos ficam mais lucrativo ou podem ter reduzido seu valor de face para serem mais competitivos internacionalmente.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) de setembro, medido pela FGV, mostra valorizações fortes de preços no atacado. É o caso do minério de ferro, que subiu 10,81% no mês (após alta de outros 10,82% em agosto), da soja em grão (14,32%) e do milho em grão (14,89%).

Essa elevação é a origem de um fenômeno recente: a alta de preços do arroz e outros alimentos, que tiveram suas vendas direcionadas para fora do país. Também no IPA, o arroz em casca subiu 38,93%.

“Um câmbio tão alto não é bom porque impacta atividade e põe pressão em insumos que se usa para produzir”, afirma o economista Guilherme Tinoco. “Em tempos normais, esse patamar ainda colocaria mais peso na inflação, mas temos muita capacidade ociosa. Ainda assim, a cotação prejudica investimento em máquinas e equipamentos importados.”

Ibovespa e dólar fecham em alta e moeda americana chega a R$5,65

Crescimento lento

Na outra ponta da composição da dívida pública está o crescimento do PIB. Mesmo com o agronegócio mais competitivo, os fluxos de investimento internos estão em marcha lenta desde a recuperação da crise de 2015 e 2016.

Em 2017 e 2018, o crescimento foi de 1,3% em cada ano. Em 2019, 1,1%.

A vagareza se explica porque empresários esperam melhores perspectivas fiscais por meio das reformas, uma agenda que tem dificuldade de caminhar no Congresso Nacional. Em novembro de 2019, o governo deu seu único passo até agora, com a promulgação da reforma da Previdência.

“A reforma da Previdência nunca foi o final da história, era o momento de geração de uma situação fiscal e econômica melhor – e poderia ter sido”, diz Lucas de Aragão, sócio da consultoria política Arko Advice.

“Após a pandemia, o governo pressiona para criar um programa social e o medo é que o teto de gastos tenha que ser flexibilizado para equacionar o país. Quando se faz isso, perdem-se confiança e credibilidade”, afirma Aragão.

Com a proximidade das eleições municipais, a perspectiva de avanço da reforma tributária e tramitação da reforma administrativa em 2020 beira a zero.

Para o economista Guilherme Tinoco, o que ainda nos diferencia dos demais emergentes, como Turquia e Argentina, é a robusta reserva internacional brasileira, de US$ 356 bilhões, e uma dívida pública quase toda doméstica. Sem ambas, diz ele, esse movimento de desvalorização do real seria ainda pior.

“O câmbio próximo a R$ 6 não condiz com situações de contas externas, no balanço de pagamentos e reservas, nem com condições financeiras. Estaríamos muito melhor com a economia crescendo, menos ruído, agenda ambiental que atraia investidores internacionais e boa condução da parte fiscal”, diz Tinoco.

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Brigadista que morreu enquanto combatia queimada reclamou sobre incêndios dias antes: ‘Pode queimar até mesmo pessoas’

Arilson de Souza morreu no combate às chamas em um canavial em Itapura (SP). Trator que ele usava foi queimado pelo fogo.

Por G1 Rio Preto e Araçatuba

Postagem da vítima sobre queimadas em canavial — Foto: Reprodução

Postagem da vítima sobre queimadas em canavial — Foto: Reprodução

O operador de máquinas Arilson de Souza, de 46 anos, que morreu na quarta-feira (30) ao combater uma queimada em um canavial em Itapura (SP), chegou a postar um desabafo em uma rede social sobre as pessoas que colocam fogo em canaviais quase um mês antes de morrer carbonizado.

Na postagem, feita no dia 9 de setembro, Arilson fez alerta sobre a prática de queimadas em canaviais. “Pode queimar mata, bichos, ninhos de pássaros, lavouras sem seguro ou até mesmo pessoas em suas casas ou sedes. Pense nisso”, escreveu.

“Lembre-se que combatendo aquele incêndio pode estar um pai, um filho ou esposo, com sua família aguardado seu retorno”, completou.

Arilson era operador de máquina da usina e fazia parte da equipe brigadista — Foto: Arquivo Pessoal

Arilson era operador de máquina da usina e fazia parte da equipe brigadista — Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a polícia, Arilson trabalhava como operador de máquinas e fazia parte da brigada de incêndio da usina. Para ajudar a controlar as chamas, a vítima estava em um trator para fazer um aceiro – que é um corte no terreno para o fogo não se alastrar.

Contudo, as chamas atingiram o trator e o homem saiu correndo, mas teria sido cercado pelo fogo, morrendo carbonizado. O incêndio, que começou por volta do meio-dia, foi totalmente controlado apenas às 23h.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as causas do incêndio e também a morte do homem. O corpo de Arilson foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Andradina e foi liberado para a família.

O operador foi enterrado no cemitério municipal da cidade nesta quinta-feira (1º). Ele deixou um filho de seis anos.

Em uma rede social, a usina lamentou a morte do funcionário e disse que está prestando a assistência necessária.

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Supremo autoriza venda de refinarias da Petrobras contestada pelo Congresso

STF considerou que criação de subsidiárias para facilitar venda de ativos não afronta entendimento de 2019, que prevê licitação e aval do Congresso para privatização de estatais.

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quinta-feira (1º), por seis votos a quatro, um pedido de suspensão da venda de oito refinarias e ativos da Petrobras a partir da criação de empresas subsidiárias. A iniciativa da estatal havia sido questionada pelo Congresso Nacional.

A Petrobras pretende vender as refinarias de Landulfo Alves (BA), Presidente Getúlio Vargas (PR), Abreu e Lima (PE), Alberto Pasqualini (RS), Gabriel Passos (MG), Isaac Sabbá (AM), Lubnor (CE) e a Unidade de Industrialização de Xisto (PR).

Na ação, o Congresso argumentou que a Petrobras estava descumprindo um entendimento do próprio STF ao desmembrar a empresa-mãe para, em seguida, vender esses ativos sem autorização do Legislativo.

Por maioria, os ministros do STF avaliaram que o entendimento da Corte não foi descumprido, e que as operações representam um desinvestimento por parte da estatal – e não uma fraude para repassar o controle acionário ao setor privado.

Os ministros decidiram sobre um pedido de cautelar para que a venda fosse suspensa temporariamente até o julgamento final da ação. O mérito do pedido ainda deve ser julgado, mas ainda não há data marcada.

Após o julgamento, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, comemorou o resultado. “Estamos muito felizes. Sempre acreditamos no resultado positivo porque temos confiança na capacidade de nossa Suprema Corte”, afirmou.

Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN), presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Petrobras, o Supremo não reconheceu o “risco” da decisão da venda das subsidiárias em autorização do Legislativo. “Trata-se, porém, apenas de uma decisão liminar [provisória], a ser confirmada ou revisada no mérito. Vamos seguir debatendo esse tema, para que as pessoas entendam o que está em jogo, não só para o futuro da Petrobrás, como para a autonomia energética do país”, disse.

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) afirmou em nota que a decisão do Supremo abrirá uma oportunidade para se criar um mercado “aberto, plural e competitivo” e indica que a abertura do mercado de refino “se dará em um ambiente de segurança jurídica e regulatória, quando o país tanto precisa de investimentos de longo prazo em infraestrutura”.

Em junho de 2019, o STF definiu que o governo precisa de autorização de deputados e senadores para privatizar estatais, mas essa regra não se aplica às subsidiárias, ou seja, às subdivisões criadas pelas empresas públicas para atuar em ramos específicos.

Na ocasião, o STF definiu que a venda de empresas estatais que implique perda do controle acionário precisa atender a dois critérios: aval do Congresso e abertura de licitação. Isso só vale para as empresas-mãe e não se aplica às subsidiárias dessas estatais.

No questionamento ao STF, o Congresso afirma que a Petrobras tem planos de criar subsidiárias para, dessa forma, sair da restrição e colocar os ativos à venda.

Seria uma forma de burlar o entendimento do Supremo. Isso porque, de acordo com a ação judicial, a decisão não é orientada por novas oportunidades de negócios, mas pelo interesse em alienar (se livrar de) ativos. Essa prática é chamada “privatização branca”.

Governo e Petrobras comemoraram decisão do STF sobre privatização de subsidiárias em 2019

O julgamento

O julgamento começou na quarta (30), com a sustentação oral das partes do processo. Nesta quinta, o relator, ministro Edson Fachin, votou para conceder a liminar ao Congresso e suspender a venda dos ativos.

Para o ministro, a Petrobras não pode vender uma subsidiária que tenha sido criada apenas com esse objetivo, na tentativa de driblar a necessidade de autorização do Congresso.

“Entendo não ser possível a livre criação de subsidiárias com o consequente repasse de ativos e posterior venda direta no mercado venda dos ativos da empresa-mãe”, afirmou o relator.

O ministro Alexandre de Moraes divergiu do relator, afirmando que não se trata de transferência de controle acionário, mas de plano de desinvestimento. O entendimento foi seguido pela maioria dos demais ministros.

“Entendo aqui que há, no plano negocial, um desinvestimento [para] consequentemente, garantir maior rentabilidade, eficiência e eficácia à empresa”, disse Moraes.

O ministro Luís Roberto Barroso concordou com o voto de Moraes e também divergiu do relator Edson Fachin. Para ele, “nem sequer se tangencia a alienação de controle” e a Petrobras vem se recuperando de um prejuízo e de má gestão, tentando alternativas de negócio.

“Não acho que caiba ao STF interferir”, declarou.

A ministra Rosa Weber acompanhou o relator, entendendo que há “aparente afronta” ao que decidiu o Supremo sobre a venda de subsidiárias. Em seguida, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam a divergência aberta por Moraes.

Ricardo Lewandowski afirmou que essa decisão de venda é uma “negação dos objetivos que levaram à criação da Petrobras”.

“Tenho para mim que a criação de subsidiárias, tal como vem sendo praticada, ou seja, unicamente com o objetivo de vender ativos, não só afronta a Constituição e o quanto decidido pelo plenário, também parece configurar expediente empregado para furtar o controle pelo Congresso Nacional”, afirmou.

O ministro Gilmar Mendes acompanhou a divergência. “Considero improcedente a tese segundo a qual os atos configurariam desvio de finalidade”, disse o ministro. “Os planos da Petrobras de desinvestir precedem a deliberação desta Corte.”

Marco Aurélio Mello disse que o objetivo maior da Constituição é a preservação do patrimônio nacional, “mas parece que não é bem assim, pelo menos para alguns desavisados”. “Acompanho o ministro relator”, afirmou.

Último a votar, o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, formou a maioria contra a suspensão. “Essa decisão está na vanguarda da análise econômica do direito, que prega a eficiência. Todos os países do mundo pregam o desinvestimento para crescer.”

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Casos de sementes misteriosas aumentam e chegam a 17 estados mais DF, diz ministério

Até então, moradores de 8 unidades da federação haviam recebido pacotes. Governo diz que já recebeu 181 amostras, todas originárias de países asiáticos como China e Malásia.

Por G1

Embaixada chinesa diz que há suspeita de fraude no envio de sementes misteriosas

O Ministério da Agricultura informou nesta quinta-feira (01) que aumentou de 8 para 17 o número de estados com casos de recebimento de pacotes de sementes não solicitadas. Há também registro no Distrito Federal (DF).

O ministério afirma ainda que já recebeu 181 amostras, todas originárias de países asiáticos como China e Malásia e da região administrativa chinesa Hong Kong.

Com isso, ocorrências já foram reportadas por moradores das seguintes unidades da federação (UF):

  • Alagoas (AL)
  • Amapá (AP)
  • Bahia (BA)
  • Ceará (CE)
  • Distrito Federal (DF)
  • Goiás (GO)
  • Mato Grosso do Sul (MS)
  • Minas Gerais (MG)
  • Paraná (PR)
  • Pernambuco (PE)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Rio Grande do Sul (RS)
  • Rio Grande do Norte (RN)
  • Rondônia (RO)
  • Roraima (RR)
  • Santa Catarina (SC)
  • São Paulo (SP)
  • Tocantins (TO)

Ainda segundo o governo, “até o momento, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos”. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas.

Nesta quinta, a Embaixada da China no Brasil negou que os pacotes que chegaram ao Brasil nas últimas semanas tenham vindo daquele país. E disse estar disposta a cooperar com a investigação das autoridades brasileiras.

Mas, no último dia 18, os chineses já haviam afirmado que uma verificação preliminar do China Post, os Correios do país, constatou que as etiquetas de postagem apresentam indícios de fraude.

Entenda a possível fraude no mistério das sementes enviadas indevidamente da Ásia

Cuidados

O Ministério da Agricultura reforça para que a população tenha cuidado e não abra encomendas recebidas pelo correio de pacotes de sementes não solicitadas, seja qual for o país de origem.

Caso o cidadão venha a receber em casa sementes provenientes do exterior, o governo orienta a entrega do material para uma das unidades do ministério em seu estado ou no órgão estadual de defesa agropecuária.

Problemas parecidos nos EUA e Canadá

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês) abriu uma investigação para apurar a chegada de diversos pacotes de sementes misteriosas vindos, em sua maioria, da China.

O USDA disse que identificou mais de uma uma dúzia de espécies de plantas. O que intriga as autoridades é que o produto chegou na casa de milhares de americanos sem ter sido comprado ou solicitado.

“O Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal do USDA (Aphis) está trabalhando em estreita colaboração com a Alfândega e Proteção de Fronteiras do Departamento de Segurança Interna, outras agências federais e departamentos estaduais de agricultura para investigar a situação”, disse o departamento.

Os pacotes também foram vistos no Canadá, onde o governo postou um alerta contra “sementes estrangeiras enviadas pelo correio da China ou Taiwan”.

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Doria assina contrato para 46 milhões de doses da vacina chinesa e diz que médicos serão vacinados neste ano

Parceria entre o Instituto Butantan e um laboratório chinês para a produção de imunização contra o coronavírus foi anunciada em de junho. Governador afirma que vacinação de profissionais de saúde deve ter início em 15 de dezembro.

Por Marina Pinhoni, Patrícia Figueiredo e Vivian Souza*, G1 SP — São Paulo

Doria assina acordo com laboratório chinês durante coletiva de imprensa nesta quarta (30) — Foto: Reprodução/TV Globo

Doria assina acordo com laboratório chinês durante coletiva de imprensa nesta quarta (30) — Foto: Reprodução/TV Globo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou nesta quarta-feira (30) um contrato com o laboratório chinês Sinovac para o recebimento de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida pela empresa em parceria com o Instituto Butantan. O anúncio da parceria para a produção de uma vacina contra o coronavírus foi feito há mais de três meses, em 11 de junho.

O acordo foi assinado por Doria e Weining Meng, diretor do laboratório Sinovac, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. No mesmo evento, o governador anunciou que a vacinação de profissionais de saúde deve ter início em 15 de dezembro.

“O início da vacinação, previsto até aqui para começar no dia 15 de dezembro, em São Paulo, com os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, paramédicos, aqueles que atuam em hospitais públicos e privados e em todas as unidades de saúde, unidades públicas, municipais, estaduais e do governo do estado de São Paulo”, disse Doria.

A vacina Coronavac ainda está em testes entre profissionais de saúde brasileiros. Até agora, 7 mil voluntários já participaram da pesquisa, segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. A meta é envolver 13 mil pessoas na pesquisa.

Em relação ao valor pago pelo estado de SP para a Sinovac, Doria disse que o contrato assinado é de 90 milhões de dólares. Até dezembro, a farmacêutica vai enviar 6 milhões de doses da vacina já prontas, enquanto outras 40 milhões serão envasadas em São Paulo, segundo o governo.

Governo de SP assina contrato para a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa

No entanto, o governador não esclareceu se esse valor é relativo apenas à compra das 46 milhões de doses que devem chegar em 2020, ou se também inclui doses que devem ser entregues apenas em 2021. Doria também não afirmou se o valor de 90 milhões de dólares se soma aos R$ 85 milhões que, em junho, o governo estadual declarou que havia pago pelo acordo.

Durante o evento de assinatura do acordo, Meng disse que o objetivo é trazer vacina suficiente para todo o país.

“Trabalhando em conjunto com o Butantan, nossa meta é simples: nós vamos trazer vacina suficiente para o Brasil. O mais importante, nós também vamos trazer vacina acessível para cá, para beneficiar todo mundo nesse país contra a pandemia da Covid-19. Nós realmente esperamos que no futuro com nossa vacina e com outras grandes contribuições possamos fazer com que as pessoas voltem à vida normal”, disse Meng.

Um estudo apresentado pelo governo de São Paulo mostrou que a Coronavac não deu efeito colateral em 94,7% dos voluntários testados na China (leia mais aqui).

Vacina para todos os brasileiros

Na semana passada, o governador já havia prometido que toda a população do estado vai receber a vacina contra a Covid-19 até fevereiro de 2021. Ele disse que há um “plano alternativo” para o estado de SP, caso não haja acordo com o governo federal para a distribuição nacional.

Em julho, o governador disse que a vacina seria distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para milhões de brasileiros, não apenas em São Paulo. Ao apresentar o projeto desta vacina para o Ministério da Saúde, em agosto, Dimas Covas também afirmou que “a vacina é para brasileiros, não é para paulistas”.

Nesta quarta, Doria voltou a falar sobre a distribuição da Coronavac e afirmou que deseja que a importação seja feita em parceria com o governo federal, mas que, caso não haja acordo, São Paulo fará a imunização estadual.

“Se pudermos fazer, faremos em conjunto com o governo federal através do Ministério da Saúde, esse é o nosso desejo, essa é a nossa expetativa. Não vejo motivo para que o ministério não atue nesse sentido. Não há razão para rompimentos ou rupturas. Mas quero deixar claro também, se houver uma circunstância deste tipo, repito, não é a perspectiva que temos nem as indicações que possuímos mas, se tivermos atitude de ordem política, ideológica e discriminatória em relação a São Paulo, São Paulo faz a importação e imunização dos brasileiros aqui em São Paulo”, disse Doria.

O acordo com o laboratório chinês prevê o envio de doses prontas da Coronavac, fabricadas na China, além da transferência de tecnologia para que o Butantan possa fabricá-las em território nacional no futuro.

O estado de São Paulo tem cerca de 44 milhões de habitantes, segundo o IBGE. Os testes da Coronavac em voluntários são feitos com pelo menos duas doses da vacina por pessoa.

Diretor do Instituto Butantan comenta as próximas fases da vacina contra o coronavírus

Liberação com 50% de eficácia

Na última sexta-feira (25), Dimas Covas declarou que o governo de São Paulo vai pedir para a Anvisa a liberação de uso emergencial da Coronavac caso a vacina demonstre eficácia de pelo menos 50% em análise preliminar.

A eficácia de 50% não é, necessariamente, o objetivo final da vacina, mas um valor mínimo a ser obtido em uma análise interina que deve ocorrer até novembro. Essa análise compara quantos voluntários tiveram coronavírus entre aqueles que tomaram a vacina e aqueles que tomaram placebo.

O estudo de fase 3 divide os voluntários em dois grupos iguais: metade dos participantes toma a vacina e a outra metade, um placebo. Os participantes não sabem a qual grupo pertencem. Para que a análise interina da Coronavac seja feita, é necessário que pelo menos 61 casos de Covid-19 ocorram entre os 13 mil voluntários, sejam eles membros do grupo que tomou vacina ou do chamado grupo de controle.

O estudo deve ter ainda uma segunda análise, chamada de análise primária, que é feita quando o número de casos confirmados de Covid-19 entre os 13 mil voluntários chegar a 154 casos.

G1 em 1 Minuto: SP pedirá liberação da CoronaVac para Anvisa se ela tiver 50% de eficácia

A escolha de profissionais de saúde para os testes no Brasil pode acelerar a execução das análises preliminares, já que o grupo é naturalmente mais exposto ao coronavírus e, por isso, demora menos tempo até que os casos confirmados comecem a aparecer entre os voluntários.

A meta de eficácia de uma vacina para a análise preliminar faz parte do protocolo de cada imunização.

Na segunda-feira (21) a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, afirmou que uma vacina contra a Covid-19 com 50% de eficácia seria capaz de ajudar a conter a pandemia. No entanto, a cientista alertou que “uma vacina com menos de 30% talvez não seja muito eficaz”. “Não alcançaremos o nível de imunidade pretendido”, explicou.

SP deve receber 5 milhões de doses de vacina contra Covid em outubro, diz Dimas Covas

A eficácia de vacinas que fazem parte do calendário oficial brasileiro varia. Na vacina da gripe, por exemplo, que é aplicada anualmente, a taxa varia ano a ano, e não costuma superar a marca de 50%.

Esse valor, no entanto, é diferente do calculado para vacinas ainda em testes, porque a eficácia das imunizações que ainda estão em desenvolvimento pode mudar conforme os testes avançam. Se, no final dos testes da Coronavac, a proporção de doentes entre o grupo que recebeu placebo aumentar, a eficácia final pode ser maior do que a medida nas análises preliminares, por exemplo.

Meta de eficácia

A Anvisa já autorizou a ampliação do número de voluntários para o estudo da fase 3 da Coronavac, de 9 mil para 13 mil voluntários.

Segundo Dimas Covas, com o aumento também muda um critério importante. Até agora os voluntários eram só profissionais de saúde em contato com a Covid-19, mas que não tinham tido a infecção. Com a expansão, o grupo de testes terá também profissionais que já pegaram a doença, o que ajudará na pesquisa sobre a possibilidade de reinfecção.

O número de centros participantes do estudo também aumentou de 12 para 16: agora fazem parte unidades de saúde e pesquisa de Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Pelotas (RS) e Barretos, no interior do estado.

Governo de SP pode antecipar pedido de liberação da Anvisa para vacina chinesa

Doutora em microbiologia pela USP e divulgadora científica, Natália Pasternak está acompanhando o desenvolvimento das principais vacinas contra Covid-19 no mundo.

A especialista avalia que é possível começar a utilizar a Coronavac antes do fim da fase 3 do estudo, que está previsto para acabar apenas em outubro de 2021, desde que os resultados da análise preliminar sejam “robustos”.

“O que pode acontecer é que na análise parcial de novembro, se os resultados forem muito robustos, se a vacina tiver uma eficácia muito alta, você quebra o estudo, vacina todo o grupo placebo, e daí pode pedir a liberação emergencial da vacina. Com uma boa análise interina você pode pedir liberação pra uso na Anvisa”, afirma.

A médica e vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, Denise Garrett, explica que o estudo da fase 3 que está sendo conduzido no Brasil é essencial para comprovar a eficácia da Coronavac contra o vírus.

“Como a gente vê eficácia? Na fase 3 são dois grupos: grupo da vacina e o placebo. Ninguém sabe quem está recebendo o quê, os pesquisadores não sabem, nem a pessoa que está participando sabe. Aí essas pessoas, umas que receberam a vacina, outras que não, elas são vacinadas e existe um tempo que a gente tem que esperar para dar a chance delas viverem a vida normal delas e serem, ou não, infectadas”, explica Garrett.

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Em 10 anos, população de idosos do Rio cresce 47% e passa a de crianças e jovens até 19 anos

Outro levantamento, feito pelo Sebrae, aponta que 25% dos empreendedores do estado do Rio têm mais de 55 anos.

Por Ben-Hur Correia, Rogério Coutinho e Vivianne Tufani, Bom Dia Rio

Rio já tem mais idosos do que crianças e jovens até 19 anos

Em 10 anos, a população de idosos cresceu 47% no Rio. Com isso, há na cidade mais indivíduos de terceira idade que crianças e jovens até 19 anos.

Os números fazem parte de uma pesquisa feita pelo SeniorLab em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que o Rio de Janeiro tem mais de 1,5 milhão de pessoas acima dos 60 anos.

O número representa 22% da população. Em 2010, o percentual de idosos era de 16%.

Empreendedores

O crescimento do número de idosos na sociedade se faz presente quando se trata de empreender.

Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, 25% dos empreendedores têm mais de 55 anos.

“Eu tive um câncer de intestino e precisei usar a bolsa de colostomia, o que me incomodou muito. Por isso, criei uma cinta para a pessoa colostomizada. A partir daí, comecei a empreender”, disse a empresária Leda da Mata, de 76 anos.

Em todo o estado, 2,3% das mulheres com mais de 65 anos são empreendedoras. Com os homens, a percentagem chega 5,6%.

“A expectativa de vida do brasileiro aumentou muito. Então a necessidade de realização pessoal e profissional por mais anos na nossa trajetória se torna fundamental. Se vamos viver mais, também teremos mais atividade laboral”, afirmou a coordenadora do Sebrae, Carla Panisset.

Depois de trabalhar 35 anos como bancário, Pythagoras Teixeira decidiu usar a habilidade na cozinha para empreender.

“Trazia os colegas aqui em casa para fazer jantares de comemoração de metas batidas. Foi quando eu comecei a fazer minhas próprias massas”.

Ele produz talharim, canelone, ravioli, nhoque e também os molhos.

“Com isso, minha vida mudou. Passei de aposentado a empreendedor”.

No estado do Rio, os negócios nas áreas de alimentação e moda se destacam – e a participação dos idosos empreendedores é ampla.

“Há empreendimentos nas áreas de base tecnológica, agricultura e indústria. E os maduros estão espalhados por todas as possibilidades de negócios”, explica Carla Panisset.

Existem dois perfis clássicos de empreendedor com mais de 55 anos.

O primeiro é o chamado microempreendedor por conta própria, ou Microempreendedor Individual (MEI). Este, quase sempre empreende por necessidade.

Já o segundo tipo é o empreendedor empregador. Este gera emprego e empreende por oportunidade.

Os números do Sebrae mostram que 22% dos empreendedores com mais de 55 anos no estado do Rio mantêm o negócio há mais de dois anos.

O Sebare informa que, mesmo com no cenário de pandemia, é possível permanecer empreendendo nessa idade seguindo quatro dicas importantes:

  • Não se intimidar com a juventude e apostar em toda a experiência adquirida;
  • Usar a rede de contatos;
  • Manter-se atualizado, fazendo um plano de negócios profissional;
  • Entrar no mundo digital, colocando o negócio nas redes sociais ou em sites.

“Tenho mais oito produtos patenteados. Por isso, quero dizer a todos para nunca perderem a esperança”, finalizou Leda.

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