‘Prévia’ do PIB do BC indica que economia brasileira cresceu 0,24% em janeiro

Indicador, divulgado pelo Banco Central, não captou os efeitos da pandemia do coronavírus na economia, que começaram a ser sentidos com mais intensidade a partir de março.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

A economia brasileira cresceu 0,24% em janeiro, na comparação com dezembro de 2019, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC).

O indicador é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes).

Na comparação com janeiro do ano passado, o índice de atividade apresentou crescimento de 0,69%, segundo informações do Banco Central.

Esse resultado ainda não capta os efeitos da pandemia do coronavírus na economia mundial e brasileira, que começaram a ser sentidos com mais intensidade a partir do mês de março.

Também nesta quinta-feira, o BC revisou sua projeção para a economia brasileira em 2020 e passou a prever estabilidade para o nível de atividade, ou seja, sem alta nem queda do PIB.

Retomada do crescimento

De acordo com a instituição, o crescimento de janeiro representa uma retomada do crescimento após dois meses de retração do nível de atividade.

Em novembro de 2019 houve queda de 0,10%, e, em dezembro, queda de 0,38%. A comparação é sempre com o resultado do mês anterior.

Ainda de acordo com a instituição, foi registrada uma alta de 0,86% no IBC-Br em 12 meses até janeiro de 2020. Esse valor foi calculado sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais.

PIB e IBC-Br

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois têm diferenças. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Com o menor crescimento, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 3,75% ao ano, na mínima histórica.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2020, a meta central de inflação é de 4%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 5,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

No relatório de inflação, divulgado nesta quinta-feira, o BC informou que vê como “adequada” a manutenção da taxa Selic em seu atual patamar de 3,75% ao ano.

“No entanto, o Comitê [de Política Monetária do BC, que define a taxa Selic] reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos”, acrescentou a instituição.

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Dólar opera em queda, abaixo de R$ 5

Na quarta-feira, cotação da moeda caiu pelo segundo dia seguido, e fechou a R$ 5,0327.

Por G1

Após um início de negócios em alta, o dólar volta a operar em queda nesta quinta-feira (26), após dois dias de queda, enquanto os mercados avaliam os desenvolvimentos sobre a epidemia de coronavírus no mundo, e a aprovação de medidas de estímulo sem precedentes nos Estados Unidos para aliviar os impactos econômicos da pandemia de coronavírus.

Às 10h20, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,9912, em queda de 0,82%. Veja mais cotações.

Na quarta-feira, o dólar fechou a R$ 5,0327, em queda de 0,93%, no segundo dia seguido de recuo na cotação da moeda.

Veja as últimas notícias sobre os mercados

Influências externas e internas

O mercado avalia nesta manhã o relatório semanal que mostrou a disparada do número de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos – houve um recorde de mais de 3 milhões na semana passada, conforme medidas estritas para conter a pandemia de coronavírus paralisam o país, desencadeando uma onda de demissões que provavelmente puseram fim ao maior ‘boom’ de emprego na história norte-americana.

Também no radar está a divulgação, feita mais cedo pelo Banco Central, do relatório trimestral de inflação. No documento, o BC revisou sua projeção para a economia brasileira em 2020 e passou a projetar estabilidade – a previsão anterior era que o Produto Interno Bruto cresceria 2,2% este ano.

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1

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Como higienizar verduras e legumes para evitar a contaminação?

Principal risco está na manipulação: elas só apresentam risco se forem manuseadas por alguém contaminado.

Por G1

Assim como qualquer outro alimento, verduras e legumes não representam uma fonte de transmissão do novo coronavírus. Elas só apresentam risco se forem manuseadas por alguém contaminado.

A indicação de especialistas é fazer a limpeza convencional com água corrente. “Em folhas, como agrião, mais escuras, pode usar vinagre ou cloro – são as medidas normais”, afirma Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A principal forma de evitar a contaminação pelo coronavírus é higienizar corretamente as mãos – seja com água e sabão, seguindo as etapas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ou com álcool gel.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) o novo coronavírus necessita de um hospedeiro para se multiplicar: a transmissão ocorre somente de pessoa para pessoa, de forma direta, pela proximidade com um indivíduo contaminado, ou indireta, tendo contato com uma superfície contaminada e não higienizando as mãos de forma correta.

Para Alberto Chebabo, infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a transmissão direta via alimentos não é uma preocupação.

“Nós temos que ficar atento aos cuidados com os utensílios disponíveis em restaurantes ou delivery de comida. O ideal é que todos esses objetos sejam higienizados antes do consumo”. – Alberto Chebabo, infectologista.

Antes de manusear qualquer alimento é importante higienizar as mãos e evitar falar ou até mesmo tossir próximo a legumes e verduras ou cozinhar bem antes de ser consumido.

Cuidados com alimentos:

  • Lavar as mãos com frequência, usando água corrente e sabão
  • Esfregar bem as mãos, inclusive entre os vãos dos dedos e punhos.
  • Não tossir, espirrar ou coçar o nariz enquanto estiver manuseando os alimentos.
  • Evitar a utilização de anéis e relógios, que podem acumular sujeiras.
  • Não falar ou assoviar em cima dos alimentos, superfícies ou utensílios utilizados para preparar os produtos.
  • Cozinhar bem os alimentos

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Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus?

Conversas virtuais e doações estão entre as principais formas de dar apoio durante o isolamento. Especialistas citam as melhores formas de ser voluntário.

Por Marília Neves, G1

“Cuidem dos idosos”. Foi com bastante ênfase que Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, repetiu diversas vezes essa frase em 17 de março, quando foi anunciada a primeira morte por coronavírus no Brasil. Ele também falou sobre a importância de proteger “pai, mãe, avó, tia-avó”.

Desde então, existe a recomendação de se manter os idosos em isolamento social. Com isso, as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) suspenderam a visitação dos familiares e proibiram passeios diários.

“É importante reduzir o número de visitas para evitar contágio. Em algumas instituições a visita é aberta apenas em casos excepcionais”, explica Eva Bettine, Presidente da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

Para diminuir a solidão, a sugestão é a videochamada. “São utilizadas para diminuir a ansiedade e os idosos saberem como estão seus familiares”, diz Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior.

Como posso ajudar?

Nos tempos de isolamento e pandemia, o voluntariado passou a ser ainda mais importante para ajudar essas instituições.

Há muitos relatos de ações de vizinhos que se propõem a fazer compras para os moradores idosos da região, assim eles não precisam sair de casa. Há histórias de solidariedade no ParanáSão PauloFortaleza, entre outros estados.

A prática de atividades voluntárias diretas foi suspensa nos asilos. Uma das ações mais procuradas para voluntariado é a visitação para rodas de conversa. Com o isolamento, essa tarefa sofre mudanças: mas é possível interagir com os idosos por meio de aplicativos.

“O vínculo pode existir mesmo sendo remoto e, nesse sentido, podemos tirar vantagem da internet”, afirma a psicóloga Lecy Alves Zwarg. “Conversar, jogar, brincar, cantar, ensinar ou aprender algo podem ser alternativas para minimizar o impacto emocional do isolamento.”

“Incluir o idoso no processo demonstrando importância da sua colaboração é fundamental para que ele se sinta parte do coletivo e sinta que é peça fundamental para evitar contágio para a sociedade como um todo. Crises podem ser oportunidades de mudanças.”

Doações são importantes

O voluntário também pode, é claro, fazer doações de dinheiro e de mantimentos, explica Marianna Barbosa Yamaguchi, da Casa de Idosos Ondina Lobo:

“Uma das grandes demandas, principalmente das instituições públicas e beneficentes, é a questão financeira, principalmente neste momento, pois diminuirão as doações e as visitas, mas as instituições continuarão funcionando. Há o custo com os profissionais e tudo o que é necessário para a sobrevivência da instituição.”

Qualquer que seja a escolha do voluntariado, é preciso entrar em contato direto com as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) de sua região ou preferência. ONGs e locais públicos costumam ter uma carência maior.

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Em reunião sobre coronavírus, Bolsonaro e Doria trocam acusações

Governador disse que lamentava pronunciamento do presidente contra medidas de isolamento. Bolsonaro afirmou que Doria ‘não é exemplo para ninguém’.

Por Luiz Felipe Barbiéri, Guilherme Mazui e Délis Ortiz, G1 e TV Globo — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), trocaram acusações nesta quarta-feira (25) durante uma videoconferência com governadores da região Sudeste para discutir o combate ao coronavírus.

Bolsonaro tem realizado reuniões à distância com governadores das cinco regiões do país. Na segunda-feira (23), falou com mandatários do Norte e do Nordeste. Na terça (24), com os do Sul e do Centro Oeste.

Durante a reunião desta quarta, Dória disse que Bolsonaro deveria dar um exemplo de líder durante a crise e lamentou o pronunciamento desta terça em cadeia nacional, no qual o presidente criticou medidas de isolamento para evitar o avanço do vírus, ao contrário do que determinam as autoridades sanitárias.

“Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, início lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir “, afirmou o governador.

Bolsonaro, na resposta, disse que Dória “apoderou-se” do seu nome para se eleger governador e que depois “virou as costas”, passando a atacar o governo federal.

“Subiu à sua cabeça a possibilidade de ser presidente da República. Não tem responsabilidade. Não tem altura para criticar o governo federal, que fez completamente diferente o que outros fizeram no passado. Vossa excelência não é exemplo para ninguém”, declarou.

Em outro momento da conversa, Doria disse que manteve divisas do estado, estradas e aeroportos abertos, bem como fábricas, que seguem as orientações sanitárias determinadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde.

“Nós estamos preocupados com a vida de brasileiros dos nossos estados, preservando também empregos e o mínimo necessário para que a economia possa se manter ativa”, declarou.

Depois de finalizar sua fala, Bolsonaro passou a palavra ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que, segundo ele, também teria sido atacado pelo governador de São Paulo. O ministro pediu calma e equilíbrio.

“Volto a repetir, no momento onde se tem uma crise dessa proporção a primeira palavra que a gente precisa ter é clama e equilíbrio”, afirmou Mandetta.

Governadores

Após a reunião, Doria manteve as críticas a Bolsonaro. Nas redes sociais, o governador escreveu que a postura do presidente na conversa foi “decepcionante”.

“Presidente, no nosso estado temos 40 mortos por covid-19, dos 46 [mortos] em todo o Brasil. São pessoas que tinham RG, CPF, e familiares que continuarão sentindo sua falta. Não são mortos de mentirinha, presidente. E essa não é apenas uma ‘gripezinha'”, escreveu o governador.

Também na internet, o governador Wilson Witzel (PSL), do Rio de Janeiro, disse que mantém a determinação para a população do estado ficar em casa, ao contrário do que defende Bolsonaro.

“Peço mais uma vez ao povo fluminense: fique em casa. Siga as recomendações. Não queremos acabar com as empresas, exterminar empregos. Queremos preservar vidas”, afirmou Witzel. “Ressuscitar a economia a gente consegue. Ressuscitar quem morreu é impossível”, completou.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), criticou a posição de “confronto” adotada pelo presidente em relação aos governadores e garantiu que o Espírito Santo continuará seguindo o protocolo de quarentena pelos próximos dias até que a transmissão do coronavírus seja controlada e, assim, os estabelecimentos comerciais possam ser reabertos gradativamente.

“A palavra dele pode estabelecer o relaxamento das pessoas. Por isso eu faço um apelo: que a gente continue com os mesmos cuidados que temos até agora”, disse.

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Governadores reagem ao pronunciamento de Bolsonaro sobre coronavírus

Políticos reagiram com críticas à declarações do presidente na noite desta terça-feira (24).

Do G1 Política

Governadores reagiram ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia do coronavírus na noite desta terça-feira (24). O presidente pediu a “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e disse que os meios de comunicação espalharam “pavor”.

João Doria (PSDB), governador de São Paulo

“Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, inicio lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir.”

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro

“Na manifestação em cadeia de rádio e TV, o presidente da República contraria as determinações da Organização Mundial de Saúde. Nós continuaremos firmes, seguindo as orientações médicas e preservando vidas. Eu peço a vocês: por favor, fique em casa.”

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo

“Pronunciamento do Pres.Jair Bolsonaro foi desconectado das orientações dos cientistas, da realidade do mundo e das ações do Ministério da saúde. Confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos Estados e Municípios, menospreza os efeitos da Pandemia. Mostra que estamos sem direção.”

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás

“Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo [de Bolsonaro], mas não posso admitir que venha agora um presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico ou pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela”. “Não tem mais diálogo com este homem. As coisas têm que ter um ponto final “, afirmou Caiado.

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará

“Em relação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, eu respeito a opinião de todos, mas não me furto a reafirmar nossa linha de ação. Nós buscamos, desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise. O caminho que o Governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio.”

Wellington Dias (PT), governador do Piauí

“É difícil não se manifestar frente ao discurso do Presidente da República, que vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Nós vamos seguir o que a ciência nos comprova. O Piauí mantém todas as suas medidas de prevenção à Covid-19”.

Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte

“Para muito além de quaisquer divergências políticas, o que se trata aqui é de proteger a saúde da população. Faço coro às palavras dos Secretários de Saúde do Nordeste. Não há neste momento tão delicado o desejo nenhum de politizar a discussão, mas o pronunciamento de hoje do Presidente é um equívoco! O pronunciamento dele vai na contramão de todas as medidas defendidas pelos Estados e municípios em sintonia com o Ministério da Saúde e pela própria sociedade!”

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão

“Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. Os danos são imprevisíveis e gravíssimos.”

Reinaldo Azambuja (PSDB), governador de Mato Grosso do Sul

“O país precisa de bom senso, serenidade e equilibro nesta hora extrema, difícil! Precisamos salvar vidas, combatendo a pandemia e também o caos econômico e social, representado pela possibilidade de desemprego agudo, agravamento da fome entre os mais vulneráveis e o desabastecimento da população! Ninguém está imune! Para superar essa tragédia, todos temos que ser parte da solução. A hora exige alta responsabilidade, dos governos, das empresas , dos cidadãos.”

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas

“A minha posição é muito clara. Não vamos voltar atrás de nenhuma decisão que foi tomada pelo Governo do Estado do Amazonas. Até porque elas foram tomadas de maneira responsável e seguindo o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde do Governo Federal. Eu fui eleito para proteger e defender o povo do Estado do Amazonas e é assim que eu vou continuar agindo”.

João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba

“Um desserviço, a destruição de tudo que está duramente sendo construído para proteger a população. Em resumo, um absurdo.” Ele ainda afirmou em uma rede social que todas as medidas que foram tomadas para evitar o contágio do coronavírus seguem implantadas.

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco

“Enquanto líderes de vários países tomam medidas necessárias para conter o avanço no novo Coronavírus, aqui no Brasil, em pronunciamento veiculado em Rede Nacional, o presidente Jair Bolsonaro vai contramão do que defendem autoridades sanitárias e o próprio Ministério da Saúde. Discurso que, lamentavelmente, comprova que o Brasil está sem comando num dos momentos mais desafiadores da história. O sacrifício é imenso, mas todo esforço tem o único objetivo de salvar vidas. Por isso, em PE, as medidas estão mantidas. É tempo de serenidade, união e trabalho.”

Gladson Cameli (PP), governador do Acre

“O objetivo principal nesse momento é preservar vidas dos cidadãos acreanos, sejam eles estudantes, aposentados, empresários, assalariados ou em condições de vulnerabilidade. Estão mantidas todas as medidas necessárias adotadas pelo governo estadual no sentido de resguardar o isolamento social e visando promover a quebra da linha de contágio. Lamento que neste momento, onde devemos destinar toda energia e foco em combater o Coronavírus, se procure politizar as opiniões e ações dos agentes públicos.”

Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul

“É urgente encontrar alternativa ao confinamento. Mas não se faz isso com ataques à ciência e cautela médica mundialmente estabelecidas. Não deixamos de olhar economia/empregos. Mas não assistiremos inertes a uma doença se alastrar. Protege-se: 1) a vida; 2) os empregos. Nesta ordem.”

Renan Filho (MDB), governador de Alagoas

“Alagoanos e alagoanas, como sempre longe de extremismos, quero reafirmar o meu compromisso com o firme propósito de manter as medidas preventivas que vêm sendo adotadas no enfrentamento ao novo coronavírus em nosso estado. Apesar do pronunciamento do presidente da República na noite desta terça-feira, que vai de encontro às recomendações da Organização Mundial de Saúde, manteremos com firmeza e serenidade nossas ações, lastreadas em estudos científicos e ouvindo as nossas melhores mentes que estão conosco permanentemente reunidas. Saibam que a vida de cada alagoano é e sempre será o bem mais precioso. Estamos trabalhando diuturnamente para, de um lado, achatar a curva de contágio da Covid-19; e, do outro, preparar a nossa rede hospitalar para a emergência do momento. É tempo de união. Juntos estaremos e venceremos!”

Waldez Góes (PDT), governador do Amapá

“O presidente da República reuniu por videoconferência com os governadores e é impressionante a distância entre o que o presidente, no diálogo que teve com os governadores, e o discurso ontem. Também há uma diferença muito grande entre as orientações que nós seguimos da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, dos cientistas, dos médicos, da comunidade acadêmica, daquilo que o presidente disse ontem. O que é estranho é a falta de alinhamento no governo central. Todos os prefeitos e governadores que tomaram essa atitude não tomaram de livre escolha. É necessário cobrar coerência do governo federal. Um posicionamento coerente. Não podemos ouvir o ministro da saúde falando para a gente providências e o governo federal desautorizando. Nós aqui no Amapá vamos continuar firmes para atuarmos no combate ao coronavírus.”

Camilo Santana (PT), governador do Ceará

“Cearenses, diante do pronunciamento do presidente da República, em rede nacional, esta noite, tenho apenas um comentário a fazer: vamos continuar trabalhando fortemente as ações que visam evitar o avanço do coronavírus em nosso estado, como temos feito até aqui. Todas as medidas adotadas por nós são recomendadas pelos profissionais de saúde, pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), e têm sido a melhor forma de enfrentamento ao coronavírus no mundo. Este não é um momento para ataques e provocações, mas um momento de cooperação e da união de todos. Da parte do Governo do Estado, continuaremos fazendo todos os esforços possíveis para buscar a proteção dos cearenses. A vida de cada um de vocês está em primeiro lugar.”

Carlos Moisés (PSL), governador de Santa Catarina

“Estarrecido com o pronunciamento da presidente República em relação às medidas de isolamento, venho informar à população de Santa Catarina que nesta quarta-feira, 25 de março, iniciamos mais uma quarentena de sete dias por determinação de decreto deste governador, mais sete dias para ficar em casa. Sabemos que precisamos equilibrar as medidas de retomada da atividades econômicas com as de restrição para que a gente não tenha contaminação em massa, [mas] é importante que nos mantenhamos firmes no isolamento social, pois mostrou resultados positivo aqui em Santa Catarina, já tivemos a curva de casos suspeitos diminuída. Ficar em casa é o local mais seguro.”

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais

“Minha prioridade é salvar vidas. Portanto, Minas continua seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (…) Em Minas Gerais nós estamos adotando as melhores práticas, aquelas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, e já adotadas em países desenvolvidos. Queremos, em primeiro lugar, a preservação da vida, mas compartilho da preocupação do presidente Bolsonaro com a questão econômica”, disse o governador.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal

“Não é hora de politizar ou polemizar. Bolsonaro tem parte da razão, afinal muitos municípios pequenos, sem qualquer caso de coronavírus, estão fechando. De outra parte, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília tem situações diferenciadas”, disse. “Acredito e preciso do apoio dos ministérios da Saúde e da Economia. Sou hospedeiro do governo federal, que paga um ‘aluguel’, [na forma do] Fundo Constitucional, pequeno para as condições da cidade que o hospeda.”

Mauro Carlesse (DEM), governador do Tocantins

“O Tocantins seguirá firme no propósito de manter a população livre do novo coronavírus e conta com a parceria dos demais poderes, dos municípios, dos órgãos de controle e, principalmente, com a população”, informou o governador, por meio da assessoria de imprensa.

Rui Costa (PT), governador da Bahia

“Não é gripezinha. Vou continuar trabalhando em defesa da vida. Olhar nos olhos das pessoas e dizer: estamos numa guerra. ACORDA. Temos que vencê-la. Chega de discurso vazio e delírios. Vamos trabalhar mais e mais. Responsabilidade. Todos contra o coronavírus”, disse em uma rede social.

Mauro Mendes (DEM), governador de Mato Grosso

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, afirmou Mauro Mendes.

Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná

Pela assessoria, informou: “o governo do Paraná informa que manterá o planejamento e as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus”.

Antonio Denarium (PSL), governador de Roraima

O governador não quis se manifestar.

Belivaldo Chagas (PSD), governador de Sergipe

“A gente lamenta porque, afinal de contas, quem tem que ser o grande líder neste momento é o presidente da República. Enquanto ele diz uma coisa, o ministro da Saúde diz outra. Eu vou preferir seguir as orientações do ministro da Saúde. Eu vou preferir seguir as orientações dos sanitaristas de um modo geral. Portanto, nós vamos estabelecer nossas regras e e cumpri-las (…) Lamentamos muito o posicionamento do presidente da República, mas ele acha que está assumindo a responsabilidade dele e nós temos a nossa. (…) Nós vamos cuidar das pessoas neste momento, que é extremamente importante.”

Coronel Marcos Rocha, governador de Rondônia

O governador ainda não se manifestou.

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Com impacto do coronavírus, Brasil deve voltar a ter recessão neste ano

Bancos e consultorias voltaram a revisar para baixo as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e parte dos analistas já dá como certa uma retração da atividade, o que não ocorre desde 2016.

Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1

A economia brasileira caminha para uma recessão neste ano. Com o impacto do coronavírus, bancos e consultorias voltaram a revisar para baixo as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e parte dos analistas dá como certa uma retração da atividade, o que não ocorre desde 2016. Para a maioria deles, a dúvida já é de qual vai ser o tamanho da queda.

O avanço do coronavírus tem provocado uma paradeira na economia global e nacional. Parte da população está isolada em casa, o varejo baixou as portas para ajudar a conter a propagação do vírus, e fábricas tiveram de interromper ou reduzir a produção. Na ponta, o resultado dessa combinação perversa são as demissões anunciadas pelas empresas, o que vai piorar o quadro do emprego no país.

A última vez que o mundo sentiu um impacto tão grande foi na crise financeira de 2008. No Brasil, a doença chegou num momento muito ruim. Os últimos números da economia no ano passado já apontavam para uma perda de ritmo. Antes de o surto se propagar, as projeções para o desempenho do PIB neste ano já estavam sendo reduzidas, já próximas a uma expansão de 1,5%.

“A crise global de 2008 era uma crise financeira e chegou, inicialmente, de uma maneira indireta no dia a dia do Brasil”, diz o economista-chefe do banco BNP para o Brasil, Gustavo Arruda. “Agora, é uma crise com impacto direto na atividade.”

Na leitura dos analistas, o estrago maior na economia brasileira deverá ser observado no segundo trimestre, quando os efeitos da paralisação da economia serão sentidos de forma mais intensa. “Parece que o efeito maior da crise se dará, de fato, no segundo trimestre, em que o contágio atingirá seu pico”, escreveu em relatório o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale.

Nas projeções da MB Associados, a atividade econômica deve recuar 0,3% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com os últimos três meses do ano passado. No segundo trimestre, o tombo deve ser de 6,5%.

No caminho da recessão — Foto: Economia G1
No caminho da recessão — Foto: Economia G1

No caminho da recessão — Foto: Economia G1

Tamanho do tombo

Por ora, tem sido difícil apontar qual será o real tamanho da recessão esperada para este ano. A única certeza é de que houve uma deterioração acentuada da economia nos últimos dias. A dificuldade de se dá porque é impossível saber qual será a duração do isolamento social no país.

Um exercício da consultoria Tendências deixou bem claro como o PIB pode variar neste ano a depender dos dias de isolamento. O cenário-base da consultoria é de uma retração da atividade econômica de 1,4%, num quadro em que 22 dias úteis serão perdidos com a paralisação.

Num cenário otimista, com apenas nove dias úteis desperdiçados, o Brasil ainda poderá crescer 0,2%. Num quadro pessimista, com 32 dias úteis comprometidos, o PIB deve despencar 3,3%.

“No último trimestre, já houve uma frustração, a economia cresceu menos do que o esperado”, afirmou a economista e sócia da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro. “Antes do coronavírus, já havia essa frustração. Agora, o crescimento vai ser mais fraco do que se imaginava.”

Na semana passada, o Itaú também fez um exercício parecido, de como o resultado da economia pode variar, a depender do impacto do coronavírus. O banco estima que o PIB deve recuar 0,7% neste ano, levando em conta que o Brasil tenha um bloqueio equivalente a 75% do chinês.

Se o impacto for equivalente a 100% do bloqueio chinês, a queda do PIB brasileiro será de 1,6%. Num cenário mais positivo, em que o choque é de apenas 50% do observado na China, o Brasil ainda poderá colher um crescimento de 0,2%. “É uma crise que parece ser temporária. O produto cai muito e depois volta para o patamar em que deveria estar”, disse o economista-chefe do banco Itaú, Mario Mesquita.

O banco estima que o PIB do segundo trimestre deve recuar 9,6% no segundo trimestre na comparação com os três meses anteriores, com uma recuperação de 11,9% no período de julho a setembro.

Piora do mercado de trabalho

A volta da recessão no Brasil – a última foi em 2016 – também vai marcar uma reversão no mercado de trabalho. Os números do emprego até mostravam uma tímida melhora, mas os analistas já voltaram a projetar uma piora do quadro.

O banco UBS, por exemplo, estima que a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve encerrar o ano em 12,5%, nos dados dessazonalizados. Em janeiro, a desocupação ficou em 11,2%, com 11,9 milhões desempregadas.

“O desemprego encerrou o ano passado melhorando, mas este ano deve terminar com uma piora, subindo”, afirmou Fabio Ramos, economista do UBS Brasil.

O quadro de trabalho também traz preocupações porque uma parcela importante da força de trabalhado está na informalidade – eram 38,3 milhões de trabalhadores em janeiro. Esse contingente deve sofrer com um impacto na renda diante da paralisação de toda a economia.

“Certamente o mercado de trabalho vai piorar, sobretudo quando a gente pensa em ocupação. A nossa projeção era de um crescimento de 1,6% da ocupação neste ano, mas vamos rever este número para baixo”, disse Alessandra, da Tendências.

Medidas do governo

equipe econômica tem anunciado uma série medidas para tentar mitigar os efeitos da pandemia do coronavírus na atividade econômica. O Banco Central reduziu novamente a taxa básica de juros e já disponibilizou R$ 1,2 trilhão para o sistema bancário tentar manter o mercado de crédito funcionando.

O governo também propôs um auxílio mensal de R$ 200 para trabalhadores autônomos. Com o aumento de gastos para combater o coronavírus, o rombo do governo também deverá ser maior.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia medidas emergenciais contra o coronavírus — Foto: Reprodução/GloboNews

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia medidas emergenciais contra o coronavírus — Foto: Reprodução/GloboNews

A MB Associados estima que o déficit vai dobrar neste ano em relação ao previsto inicialmente: vai passar de R$ 103 bilhões para R$ 206 bilhões. Nesse ritmo, a dívida bruta do governo vai avançar de 76,9% do PIB para 80,8% do PIB.

“Tudo que poderá ser feito, de qualquer maneira, não conseguirá impedir a queda contratada do PIB este ano”, afirmou Vale.

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Bairros mais caros do Rio lideram casos, mas especialistas temem ‘explosão’ de Covid-19 nas favelas

Infectologistas dizem que doenças transmitidas por vias respiratórias têm mais risco de contágio em áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Por Gabriel Barreira e Felipe Grandin, G1 Rio

Bairros com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com os mais caros metros quadrados do Rio acumulam mais da metade dos registros de coronavírus. Mas é a chegada do vírus nas favelas que mais preocupa autoridades e especialistas.

Infectologistas afirmam que a doença desembarcou na capital com pessoas que estavam fora do país, especialmente Europa e China, mas já são transmitidas para pessoas com menor poder aquisitivo.

“Os primeiros casos no Rio ocorreram de pessoas que estavam circulando no exterior, que são, normalmente, as pessoas com mais poder aquisitivo. Agora, há pessoas que trabalham nessas casas na Zona Sul e na Barra. Babás, empregadas, diaristas, motoristas que vem de regiões mais pobres e que vão levar o vírus para suas casas”, diz o infectologista Edimilson Migowski.

A chegada do vírus às favelas tende a fazer com que os casos de doença se multipliquem, afirmam os especialistas. O motivo são as condições de moradia e a falta de saneamento básico oferecido pelo poder público.

“É uma situação preocupante porque, se o vírus entrar numa comunidade mais pobre vai ser devastador. Serão muitos casos”, conclui ele.

Até a noite de terça-feira (24), havia 278 casos de coronavírus confirmados na capital, sendo apenas um comunidade: na Cidade de Deus. Em outras favelas, há pelo menos 63 casos pendentes de confirmação. Os bairros com mais registros são:

  • Barra da Tijuca – 42
  • Leblon – 30
  • Ipanema – 30
  • Copacabana – 17
  • Botafogo – 16
  • Lagoa – 15
A Barra e bairros da Zona Sul da cidade concentram os casos de coronavírus no Rio — Foto: Reprodução/Painel Rio-Covid19

A Barra e bairros da Zona Sul da cidade concentram os casos de coronavírus no Rio — Foto: Reprodução/Painel Rio-Covid19

IDH x coronavírus

O infectologista Edimilson Migowski explica que, assim como outras doenças transmitidas por via respiratória, o coronavírus pode ter um efeito catastrófico onde as pessoas vivem aglomeradas.

Ele exemplifica o caso da tuberculose: no Rio, são cerca de 50 casos por 100 mil habitantes, enquanto na Rocinha o número chega a 300 por 100 mil habitantes.

Na população carcerária, onde a aglomeração é ainda maior, chega a 3 mil por 100 mil habitantes.

“Quanto pior é o IDH, maior é a probabilidade da doença ser disseminada”, diz Migowski.

Moradores colocam alertas no Complexo do Alemão sobre o coronavírus. — Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

Moradores colocam alertas no Complexo do Alemão sobre o coronavírus. — Foto: Divulgação/Voz das Comunidades

Barra, Leblon, Ipanema, Botafogo e Lagoa estão entre as áreas com maior IDH do estado do RJ, segundo dados da ONU e do Ipea, e somam 47% dos casos de coronavírus.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Tânia Vergara, o problema se grava quando o coronavírus começar a se espalhar em regiões mais carentes – inclusive por terem menos acesso à saúde de qualidade.

“É inevitável que isso aconteça nas comunidades. Existe transmissão comunitária e todos nós estamos expostos. A gente não vai, de forma alguma, conseguir solucionar esse problema num estalar de dedos. Então, é ter o mínimo de exposição.”

Ela exemplifica casos em que vários familiares dormem num mesmo cômodo e sugere minimizar o problema, por exemplo, dormindo com as janelas abertas. Uma pesquisa mostra que há 300 mil domicílios nessa situação na Região Metropolitana do RJ.

Quando não for possível manter o distanciamento seguro de um metro meio, ela diz, que seja de ao menos um metro.

Nesta terça, após encontro com líderes comunitários, o governo acenou com a possibilidade de usar navios da Marinha para abrigar os grupos de risco, especialmente idosos que vivem em comunidades e áreas carentes.

Comunidades se unem contra o vírus

Os moradores das comunidades têm se organizado para reivindicar atenção das autoridades e para disseminar a informação para os vizinhos.

Uma das iniciativas chamou a atenção nesta terça. Foi o apelo da menina Sofia, de 4 anos, que mora na Vila Kennedy, na Zona Oeste da cidade. No vídeo, divulgado nas redes sociais, ela faz um apelo (veja no vídeo abaixo).

“Estou chegando aqui para dar um recado importante. para de sair para a rua. É para ficar dentro de casa, entendeu? Sabe aquele quartinho que você tá doido para dar uma geral? Arruma o quartinho. Sabe aquele guarda-roupa, arruma o seu guarda-roupa. Faz uma pipoquinha, vê um filme, mas dentro de casa. Para de sair para a rua”, pediu Sofia.

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Mudanças no BRT começam a valer nesta quarta; 27 estações fecham

Linhas vão funcionar até meia-noite e voltam a operar às 4h. Confira a lista de quais estações vão fechar.

Por G1 Rio

Para conter o avanço do novo coronavírus no Rio, começam a valer nesta quarta-feira (25) as alterações no funcionamento do consórcio BRT. O transporte de todas as linhas vai funcionar até meia-noite e só volta a operar às 4h. As mudanças entrarão em vigor por tempo indeterminado.

Além da mudança no horário, o consórcio também fechará 27 estações nos três corredores: Transoeste, Transcarioca e Transolímpica.

Inicialmente, o consórcio havia informado que 28 estações ficariam fechadas, mas a estação Aeroporto Jacarepaguá vai permanecer aberta porque fica próxima a unidades de saúde.

Segundo o consórcio, com a demanda de passageiros normalmente reduzida durante a madrugada e com a queda do número de passageiros por conta das restrições de circulação de pessoas, houve um acordo com a prefeitura para as novas medidas.

As estações fechadas são as que têm baixa demanda. O fechamento, segundo a concessionária, vai melhorar a operação e facilitar a fiscalização para evitar aglomerações (veja abaixo quais são).

Estações fechadas a partir desta quarta-feira:

Corredor Transoeste

  • General Olímpio
  • Cajueiros
  • Vendas de Varanda
  • Embrapa
  • Dom Bosco
  • Recanto das Garças
  • Guiomar Novaes
  • Nova Barra
  • Benvindo de Novaes
  • Guignard
  • Gelson Fonseca
  • Golfe Olímpico
  • Américas Park
  • Bosque da Barra
  • Paulo Malta Rezende

Corredor Transolímpica

  • Catedral do Recreio
  • Olof Palme
  • Minha Praia

Corredor Transcarioca

  • Praça do Bandolim
  • Recanto das Palmeiras
  • André Rocha
  • Pinto Teles
  • Vila Queiroz
  • Marambaia
  • Vila Kosmos
  • Praça do Carmo
  • Ibiapina

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Presidente do TJ-SP derruba liminar que proibia cultos religiosos em SP devido ao coronavírus sob pena de multa

Decisão judicial de 20 de março proibia missas na cidade de SP sob pena de multa de R$ 10 mil. Presidente do TJ entendeu que decisão só cabe aos governos estadual e municipal e que Judiciário não pode invadir competência do Executivo.

Por Tahiane Stochero, G1 SP

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, derrubou uma liminar dada por um juiz da Fazenda Pública da capital que proibia cultos religiosos e missas, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia de violação, para evitar a propagação do coronavírus. A medida valia para toda a região metropolitana do estado.

A decisão do presidente do TJ foi publicada no site do Tribunal de Justiça na manhã desta quarta-feira (25) após ser assinada por Franco na noite de terça-feira (24), atendendo a um pedido da Prefeitura da cidade de São Paulo e do governo do estado.

O estado de São Paulo já tem contabilizado 40 mortos pelo vírus e mais de 800 casos confirmados.

Após a decisão do presidente do TJ, os promotores autores da ação que conseguiu a proibição dos cultos solicitaram ao Procurador-Geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, a designação de um procurador junto ao TJ para recorrer da decisão.

Na suspensão da liminar, que havia sido concedida pela Justiça a pedido do Ministério Público em 20 de março, o presidente do TJ entendeu que as gestões municipais e estaduais já estão tomando todas as medidas necessárias para conter a reunião de pessoas e a propagação do vírus e que “a preocupação do Ministério Público” (que pediu a suspensão dos cultos), e do magistrado que proferiu a decisão, é a dele também.

O presidente do TJ entendeu, porém, que a decisão judicial invade competência do Poder Executivo para tomar providências sobre a questão.

“Neste momento de enfrentamento de crise sanitária mundial, considerando todos os esforços que envidados hora a hora pelo Estado e pelo município, decisões isoladas têm o potencial de promover desorganização administrativa, obstaculizando a evolução e o pronto combate à pandemia”, afirmou o presidente do TJ na decisão.

Segundo o desembargador, tanto o Estado de São Paulo quanto a capital paulista já possuem decretos recomendando a não realização de cultos religiosos durante o período de quarentena, para evitar a propagação do vírus da Covid-19.

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