Praga de gafanhotos leva Ministério da Agricultura a declarar estado de emergência fitossanitária no RS e SC

Governo brasileiro prepara uso de aviões para possível controle dos gafanhotos.

Por G1

Nuvem da gafanhotos avança em direção ao Uruguai

nuvem de gafanhotos que avança em direção ao Brasil levou o Ministério da Agricultura a declarar estado de emergência fitossanitária nas áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estados que podem ser afetados pelos insetos. A portaria foi publicada no início da madrugada desta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU), assinada pela ministra Tereza Cristina Correa da Costa Dias.

PORTARIA Nº 201, DE 24 DE JUNHO DE 2020

Declara estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos Estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais.

A MINISTRA DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição Federal, tendo em vista o disposto no Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, na Lei nº 12.873, de 24 de outubro de 2013, no Decreto nº 8.133, de 28 de outubro de 2013, e o que consta do Processo nº 21000.040518/2020-16, resolve:

  • Art. 1º Declarar estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais.
  • Parágrafo único. As diretrizes e medidas a serem adotadas serão indicadas em Ato da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  • Art. 2º O prazo de vigência da emergência fitossanitária previsto no art. 1º será de 1 (um) ano, a contar da data de publicação desta Portaria.
  • Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

TEREZA CRISTINA CORREA DA COSTA DIAS

O decreto 8.133 de 2013 permite a contratação de pessoal por tempo determinado e autoriza a importar temporariamente defensivos agrícolas para conter a praga.

A espécie Schistocerca cancellata é um gafanhoto da subfamília Cyrtacanthacridinae. É a principal espécie de enxame na América do Sul subtropical.

nuvem de gafanhotos que avança pela Argentina está a 130 km em linha reta do município brasileiro de Barra do Quaraí, no oeste do Rio Grande do Sul, de acordo com o último levantamento do governo argentino. Para meteorologistas, a chegada vai depender da condição climática no Sul nos próximos dias.

 — Foto: Guilherme Pinheiro / G1

— Foto: Guilherme Pinheiro / G1

O governo do Brasil já estuda o uso de mais de 400 aviões agrícolas para controle dos insetos, caso cheguem ao país.O sindicato que representa as empresas de aviação agrícola (Sindag) colocou à disposição do Ministério da Agricultura os 426 aviões pulverizadores que o Rio Grande do Sul possui.

“A aviação agrícola é considerada mundialmente uma das principais armas no combate a nuvens de gafanhotos”, disse em nota o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

Segundo a entidade, a ferramenta é utilizada nesse tipo de operação inclusive em ações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na África.

O Brasil possui a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo, com 2.280 aeronaves.

Alerta no Sul

O ministério pediu que a Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que realizem o monitoramento das lavouras e orientem os agricultores, principalmente os do Rio Grande do Sul, a adotarem eventuais medidas de controle da praga, caso a nuvem chegue ao Brasil.

A Emater do Rio Grande do Sul também orientou os produtores da Fronteira Oeste do estado.

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Nuvem de gafanhotos está a 130 km do Brasil e do Uruguai, diz governo da Argentina

Segundo estudo do país vizinho, insetos podem se deslocar cerca de 150 km por dia, porém não é possível afirmar que essa distância vai ser percorrida nesta quarta-feira. Governo brasileiro prepara uso de aviões para possível controle dos gafanhotos.

Por G1

Agricultores da Fronteira Oeste do RS estão em alerta por proximidade de nuvem de gafanhotos

nuvem de gafanhotos que avança pela Argentina está a 130 km em linha reta do município brasileiro de Barra do Quaraí, no oeste do Rio Grande do Sul, de acordo com o último levantamento do governo argentino nesta quarta-feira (24). Para meteorologistas, a chegada vai depender da condição climática no Sul nos próximos dias (veja mais abaixo).

Segundo Héctor Medina, chefe do serviço de monitoramento do país vizinho, a nuvem também está a mesma distância da cidade de Bella Unión, no Uruguai, para onde os especialistas acreditam que os insetos vão migrar, segundo o Ministério da Agricultura brasileiro.

O governo do Brasil já estuda o uso de mais de 400 aviões agrícolas para controle dos insetos, caso cheguem ao país (leia mais abaixo). A recomendação é que o combate aos gafanhotos seja feito pelas autoridades.

Hector Emilio Medina @MedinaHectorE · 2h

🇦🇷

#AlertaLangosta

La manga se encuentra en cercanías de Sauce, Corrientes . Equipo de @SenasaAR y la provincia están en búsqueda de su ubicación precisa. Neblina y bajas temperaturas dificultan la tarea.#langostas #gafanhotos #Manga #locustswarm @GlobalLocust @LocustCirad

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Hector Emilio Medina @MedinaHectorE

📌
🇦🇷
📌
🇧🇷
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🇺🇾

La manga avanzó ayer hacia el sur, se encuentra a:

15 – 20 km de Entre Ríos
130 km aprox. (en línea recta) Barra el Quarai
130 km aprox. (en línea recta) de Bella Unión

https://geonode.senasa.gov.ar/maps/1806

812:26 PM – Jun 24, 2020Twitter Ads info and privacySee Hector Emilio Medina ‘s other Tweets

De acordo com o governo argentino, essa espécie de gafanhoto é uma praga migratória, “que não reconhece limites ou fronteiras e, em um dia, pode viajar até 150 quilômetros e, por exemplo, atravessar de uma província para outra, ou mesmo de um país para outro em poucas horas”.

Porém, o comportamento do inseto não é contínuo, não sendo possível afirmar que a nuvem vá atravessar a fronteira ainda nesta quarta-feira.

Clima pode determinar chegada

Segundo a Somar Meteorologia, a faixa Oeste do Rio Grande do Sul está em atenção, mas a chance de grandes estragos é baixa devido à mudança de tempo prevista para acontecer nos próximos dias.

Isso porque os insetos preferem tempos secos e quentes, e com a previsão de chuva entre esta quarta e quinta-feira, eles não devem em grande número ao estado. “Se permanecêssemos com ventos de norte e tempo seco por mais dias, poderia chegar”, informa a Somar.

Existe um risco menor da nuvem chegar ao oeste de Santa Catarina, porém, a avaliação de especialistas ouvidos pelo G1 é de que apenas uma mudança drástica na condição dos ventos na Argentina poderia fazer com os insetos cheguem ao estado.

Brasil prepara uso de aviões

Nuvem de gafanhotos causa prejuízos na Argentina e pode estar a caminho do Brasil

O governo brasileiro já estuda medidas para controlar os insetos, caso cheguem ao país. O sindicato que representa as empresas de aviação agrícola (Sindag) colocou à disposição do Ministério da Agricultura os 426 aviões pulverizadores que o Rio Grande do Sul possui.

“A aviação agrícola é considerada mundialmente uma das principais armas no combate a nuvens de gafanhotos”, disse em nota o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

Especialistas alertam que o controle do inseto deve ser feito e orientado pelas autoridades do país, no caso o Ministério da Agricultura.

Movimentação da nuvem de gafanhotos — Foto: Guilherme Pinheiro/G1

Movimentação da nuvem de gafanhotos — Foto: Guilherme Pinheiro/G1

Segundo a entidade, a ferramenta é utilizada nesse tipo de operação inclusive em ações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na África.

“Não por acaso, foi determinante para o surgimento do setor no Brasil, em 1947, no Rio Grande do Sul. O primeiro voo agrícola brasileiro foi em 19 de agosto daquele ano, contra gafanhotos que dizimavam lavouras na região de Pelotas.”

O Brasil possui a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo, com 2.280 aeronaves.

Alerta no Sul

O ministério pediu que a Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que realizem o monitoramento das lavouras e orientem os agricultores, principalmente os do Rio Grande do Sul, a adotarem eventuais medidas de controle da praga, caso a nuvem chegue ao Brasil.

Nuvem de gafanhotos ataca lavouras na Argentina — Foto: Divulgação/Governo da Província de Córdoba

Nuvem de gafanhotos ataca lavouras na Argentina — Foto: Divulgação/Governo da Província de Córdoba

A Emater do Rio Grande do Sul também orientou os produtores da Fronteira Oeste do estado.

“As autoridades fitossanitárias brasileiras encontram-se em permanente contato com as autoridades argentinas, bolivianas e paraguaias, por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave)”, reforçou o Ministério da Agricultura, em nota divulgada nesta terça-feira (23).

Praga pouco conhecida

Segundo um relatório do Ministério da Agricultura da Argentina, a espécie de gafanhoto que avança na América do Sul, chamada Schistocerca cancellata, causou danos severos à produção do país nos anos 1960 e é considerada uma “praga pouco conhecida”.

Novos ataques do inseto voltaram a ser relatados no país vizinho somente em 2015 e se repetiram em 2017 e 2019. Os argentinos afirmam que o inseto não traz nenhum risco aos humanos e nem é vetor de doenças.

Nuvem de gafanhotos ameaça lavouras no sul do país — Foto: Reprodução

Nuvem de gafanhotos ameaça lavouras no sul do país — Foto: Reprodução

De acordo o Ministério da Agricultura do Brasil, esses gafanhotos estão no país desde o século 19 e causaram grandes perdas às lavouras de arroz na região Sul do país nas décadas de 1930 e 1940. Mas as nuvens não se formam desde então.

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Após 18 dias internada, mulher que teve parto induzido por causa da Covid-19 morre em UTI no AC

Patydan Castro foi internada no PS grávida de seis meses. Ela estava há 15 dias entubada e nem chegou a ser informada da morte do bebê.

Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

Internada na UTI com Covid-19, grávida de seis meses é submetida a parto induzido no AC  — Foto: Arquivo pessoal

Internada na UTI com Covid-19, grávida de seis meses é submetida a parto induzido no AC — Foto: Arquivo pessoal

Após 18 dias lutando pela vida no pronto-socorro de Rio Branco, a acadêmica de psicologia Patydan Castro, de 34 anos, que perdeu o bebê após um parto induzido por conta da Covid-19, não resistiu às sequelas da doença e morreu na noite dessa terça-feira (23) em uma UTI da unidade.

Abalado e ainda sem saber como vai contar para a filha de 4 anos sobre a morte da mãe e do irmãozinho que ela tanto esperava, o marido de Patydan, o médico Raimundo Castro lembrou de como ela era e disse que vai deixar saudade.

“A gente vai preparar ela ainda para receber essas notícias. A Paty é um exemplo de mãe, uma menina de ouro, sonhadora, que estava fazendo curso de psicologia porque gostava. A gente tinha mais de 10 anos de casados, ela se foi com 34 anos, pela vontade de Deus, vai deixar muita saudade. Não tenho nem palavras de tanta saudade que sinto dela. Agora vai ficar só eu e minha filha, a metade da família. A gente tinha um planejamento de ser quatro e ficou só dois. Vou educar minha filha para ter fé em Deus, se ela conseguir um dia chegar ao que a Paty era, já é muito para mim”, disse entre lágrimas.

O médico contou que a causa principal da morte da mulher foi uma pneumonia hospitalar e a secundária foi a Covid-19. Segundo ele, o corpo de Patydan vai ser sepultado às 10h desta quarta-feira (24) no cemitério Jardim da Saudade.

“A Covid ela neutralizou, mas as bactérias que ela pegou na UTI que levaram ela a óbito. Apesar de ela ter um teste negativo para Covid e estava na UTI comum, mas no atestado de óbito veio como causa a Covid, então a família decidiu que ela vai ser enterrada direto, para não colocar em risco as outras pessoas”, disse o marido.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou que a morte de Patydan vai entrar no na estatísticas de Covid-19 e que a Vigilância em Saúde aguarda o município informar o óbito para ser incluído no boletim diário dos casos da doença.

No último dia 19 de junho, o resultado do exame de PCR, que tem o objetivo de identificar o vírus no período em que está no organismo, mostrou que ela já não estava mais com a doença e que, portanto, já era considerada curada. No dia seguinte ela foi transferida da UTI Covid para uma UTI normal do pronto-socorro.

Apesar de não estar mais com a Covid-19, Patydan continuou internada tratando das sequelas da doença, já que, segundo o marido, estava com pneumonia e trombose.

A acadêmica, que estava no sexto mês de gravidez e com Covid-19, estava internada há 17 dias na UTI do pronto-socorro. O parto induzido foi feito na segunda-feira (15) na tentativa de não colocar em risco a vida da mãe e do bebê.

O bebê nasceu vivo e, em seguida, teve uma parada cardíaca, chegou a ser reanimado por quase uma hora pela equipe médica, mas não resistiu. Em coma induzido, Patydan não chegou a receber a notícia sobre a perda do bebê. Ela deixa uma filha de 4 anos.

Medo de pegar a doença

Por conta da profissão do marido, a acadêmica redobrou os cuidados na gravidez. Em reportagem publicada no último dia 15 de junho, o médico contou ao G1 que nem estava dormindo em casa para evitar a contaminação.

Ele também pegou a Covid-19, mas disse que a mulher teria contraído a doença de uma secretária que continuava trabalhando na casa da família durante a quarentena.

“Eu estava em um hotel e quem estava em casa ajudando minha esposa era a secretária. Ela pegou a Covid-19 e com quatro dias depois a minha esposa pegou também. Desde quando tudo começou, em março, ela ficou muito assustada e se isolou no quarto, com muito medo de pegar por conta do bebê que a gente planejou, ela estava se cuidando muito. Mas, infelizmente, essa doença é assim. Agora temos que buscar forças em Deus”, contou.

No dia 12 de junho, o médico foi para frente do pronto-socorro e fez uma oração pedindo pela vida da mulher. “Acredito em Deus, fiz essa oração não só para ela, mas para todo o hospital, todos que estão nessa luta, a gente está em uma guerra”, lamentou.

O marido chegou a fazer uma campanha pedindo a doação de plasma de pessoas que tiveram a Covid-19 e já são consideradas curadas para ajudar no tratamento da mulher. Se trata de um tratamento experimental em pacientes internados com a doença.

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Curitiba triplica número de casos da Covid-19 em menos de um mês, e secretária fala que ‘colapso está no horizonte’

Secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, avalia que avanço do coronavírus, que registra 3.298 casos e 116 mortes, pode aumentar restrições na próxima semana. Chegada da onda de casos ao Sul no inverno também preocupa.

Por Ederson Hising, G1 PR — Curitiba

Curitiba triplicou o número de casos confirmados do novo coronavírus em menos de um mês. O crescimento se tornou motivo de preocupação para o município, que chegou a 3.298 casos da Covid-19 e 116 mortes na terça-feira (23).

“O colapso do sistema de saúde está no horizonte. Se a sociedade curitibana não colaborar, teremos problemas. Tem um grupo negando a gravidade da pandemia”, afirma a secretária de Saúde, Márcia Huçulak.

Antes de triplicar os registros, a capital paranaense levou praticamente dois meses e meio para ultrapassar a marca de mil casos confirmados da Covid-19, em 28 de maio.

O avanço da doença coincide, por exemplo, com o momento posterior à reabertura de shoppings e centros comerciais, no fim do mês passado, e o aumento do movimento na cidade. Porém, há outros fatores como a chegada da onda de casos no inverno – que impulsiona as infecções respiratórias.

O município confirmou 226 novos casos na terça em relação ao total da segunda-feira (22), que tinha registrado 147 novas confirmações. Segundo a secretária, a manutenção do crescimento de casos deve resultar no aumento das restrições na cidade com a bandeira vermelha.

“A onda chegou ao Sul. Lá no início já prevíamos que seria entre o outono e o inverno. A média de casos nesta semana está absurdamente alta”, avalia a secretária de Saúde de Curitiba.

A prefeitura implantou em 9 de junho o sistema de bandeiras, dividido em três níveis, para regular as restrições na cidade, com base no modelo de Porto Alegre (RS). Em uma semana, Curitiba saiu da bandeira amarela para a laranja, fechando igrejas e academias, por exemplo.

Na capital paranaense, a avaliação para definir o status é feita às sextas, e o resultado é decorrente da média ponderada do peso de nove indicadores, em dois critérios.

Nesta semana, Porto Alegre voltou a ampliar as restrições ao comércio após ultrapassar 3 mil casos confirmados da doença e e chegar a 68 mortes por Covid-19. Florianópolis (SC) também anunciou novas restrições.

Até o surgimento das bandeiras, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), não havia determinado o fechamento de nenhuma atividade. Ele se limitou a decretar o que era considerado serviço essencial. Shoppings e academias foram fechados por decreto estadual.

A secretária de Saúde afirma que no fim de março não era necessário determinar medidas restritivas na capital. Naquele momento, houve suspensão de aulas em escolas e universidades, além do fechamento de parte no comércio.

“Dava para ter mantido o funcionamento por uns 15 ou 20 dias. Acho que o medo levou a isso [fechamento]. Só que a sociedade não aguentou até por questões econômicas, e a vida parece ter voltado ao normal em maio”, indica.

Márcia Huçulak, secretária de Saúde de Curitiba, em transmissão ao vivo que é realizada diariamente — Foto: Reprodução/Facebook

Márcia Huçulak, secretária de Saúde de Curitiba, em transmissão ao vivo que é realizada diariamente — Foto: Reprodução/Facebook

Colapso do sistema de saúde

Márcia Huçulak explica que o movimento maior de pessoas circulando pela cidade provoca também o crescimento de ocupação de hospitais por outros motivos, como traumas físicos provocados por acidentes.

Na semana anterior, a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para a Covid-19 bateu 86% na capital.

Na terça, 75% dos 223 leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba estavam ocupados. A quantidade disponível tem oscilado por causa do afastamento de profissionais da saúde com suspeita ou confirmação da Covid-19.

“Não é só ter leito. Conversando com outros estados, de 12% a 25% dos profissionais podem chegar a ficar afastados. Esse recurso é finito”, diz.

Segundo a secretária, estão previstas ao menos mais duas ampliações de número de leitos de UTI. Até 30 de junho, devem ser ativados 71 leitos. Outros 68 têm previsão de entrar em funcionamento até 15 de julho.

Ela também aponta a preocupação com a população idosa da capital – mais de 80% das mortes por Covid-19 são de pessoas acima dos 60 anos. “Curitiba tem mais de 30 mil moradores acima dos 80 anos. Tem população mais velha expressiva, e problemas de saúde surgem com a idade”, explica.

Outra preocupação é com o contágio entre familiares. Márcia afirma que tem sido uma tendência da cidade. “Tivemos o caso de uma senhora que morreu dias depois da comemoração de aniversário de 75 anos. Grande parte da família também testou positivo”, conta.

Para frear isso o avanço da doença, ela pede ajuda da população com o distanciamento e o isolamento social.

Crescimento exponencial

O professor Giovani Vasconcelos, do departamento de física da Universidade Federal do Paraná (UFPR), aponta que a capital paranaense passa por uma “relargada” na curva de casos e mortes causadas pelo novo coronavírus.Casos do novo coronavírus em Curitiba.

Ele integra uma rede de pesquisa em modelagem matemática da pandemia, com professores de outras instituições. Por meio do sistema Modinterv, o professor afirma que Curitiba caminha para um crescimento exponencial de casos e óbitos.

“Houve uma mudança. Curitiba vinha num crescimento linear, mas a curva acelerou, entrando no subexponencial [intermediário], que não é explosivo. Agora tende a crescer mais rápido até alcançar o achatamento da curva”, explica.

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70% das mortes por Síndrome Respiratória em Minas são por causa indeterminada e governo admite falha em testes

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é um conjunto de sintomas comuns a várias doenças, entre elas, a Covid-19. Estado tem a 9ª menor taxa de mortalidade pelo coronavírus do país, com 2,4%.

Por Patrícia Fiúza, G1 Minas — Belo Horizonte

Coronavírus home — Foto: Foto por Fusion Medical Animation no Unsplash/Divulgação

Coronavírus home — Foto: Foto por Fusion Medical Animation no Unsplash/Divulgação

Apesar de a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) determinar a realização de testes de Covid-19 em todas as mortes classificadas como casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 70% dos óbitos registrados desde o início deste ano até 13 de junho não tiveram causa definida, seja por falta de realização de exames ou pela execução inadequada do diagnóstico. Paralelamente, o estado tem uma das taxas de letalidade de Covid-19 mais baixas do país, de 2,4%, enquanto o Brasil é de 4,63%.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reconhece o problema e afirma que o baixo índice de óbitos de SRAG que são diagnosticados se deve à dificuldade para realizar a coleta de material para testes de forma adequada ou em tempo hábil. O G1 mostrou nesta terça-feira (23), o estado é o que menos testa no Brasil, com 155 exames feitos a cada 100 mil habitantes.

De acordo com a SES-MG, todo caso em que há dificuldade respiratória, além de outros sintomas como febre, coriza e tosse, é classificado como Síndrome Respiratória Aguda Grave. Ainda de acordo com a secretaria, todos os pacientes hospitalizados com esta condição ou que morrem têm que passar por testes para detectar Covid-19.

Entretanto, quando se analisa os dados de Síndrome Respiratória em Minas Gerais, até o dia 13 de junho, foram contabilizadas 2.220 mortes. Destas, 15 foram por influenza, 1 por outros vírus, 486 por Covid-19 e 148 permaneciam em investigação. O restante, 1.570, ficou sem diagnóstico. A informação está no último Boletim da Gripe divulgado na semana passada pela Secretaria.

O número de mortes por SRAG sem causa definida vem aumentando, de acordo com dados da própria SES-MG. Pelo Boletim da Gripe do dia 26 de maio, até o dia 16 daquele mês, dos 1.259 óbitos registrados, 173 eram por Covid-19 e 997 não tiveram diagnóstico definido.

O epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Stefan Vilges, defende que o volume muito grande de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sem causa definida pode ser, em sua maioria, casos de Covid-19 que não foram devidamente diagnosticados.

“Ou não estão sendo feitas coletas de forma adequada ou nem estão fazendo a coleta mesmo. Muitas vezes, o médico não tem recursos e, por falta de um diagnóstico mais específico, acaba fazendo um mais ampliado, fechando como uma das causas clínicas, que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave, e, não, como Covid”, explicou.

Coleta não foi feita

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde confirmou que “o percentual de casos que não teve amostragem processada se refere a situações em que os municípios não conseguiram realizar coleta de forma adequada ou em tempo hábil.”

Ainda segundo a pasta, além da coleta inadequada, armazenamento e transporte das amostras também podem influenciar na falta de diagnóstico para as mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Outros fatores também estariam associados, como tempo entre coleta e início de sintomas, tipo de material coletado e a possibilidade de o paciente estar com pouca carga viral.

A Secretaria informou que estruturou uma rede de laboratórios parceiros à Fundação Ezequiel Dias para que as amostras sejam analisadas próximo aos locais onde foram feitas as coletas. E que tem capacitado profissionais e prestadores de serviços de saúde sobre os procedimentos de coleta.

Para Stefan Vilges, subnotificar o número de mortes é grave. “Entre as principais consequências de subnotificação de mortes, está em subestimar o problema que a gente está vivenciando. Os gestores estão utilizando destes números para adotar as medidas de flexibilização. Se para os óbitos, que deveriam ser mais identificados, existe subestimativa, nós estamos trabalhando com risco muito grande, de estarmos criando sensação de segurança que a gente não tem”, concluiu o epidemiologista.

Protocolo para diagnóstico em caso de mortes

Para tentar reduzir os casos sem diagnóstico, a Secretaria de Estado de Saúde elaborou e disponibilizou um protocolo o Plano Estadual de Contingência de Óbito que determina, entre outros, detalhes de condutas que deverão ser adotadas em caso de morte de pessoas que apresentavam sintomas de Covid-19, mas não chegaram a ser testadas.

O protocolo só foi publicado no dia 15 de maio, há pouco mais de um mês, quando Minas Gerais já registrava 146 mortes confirmadas pela doença.

De acordo com o Governo do Estado, no caso de óbitos em casa, a declaração de óbito e a coleta de amostra ficarão a cargo da equipe de plantão do Programa de Saúde da Família, onde o serviço existir. Onde não haja PSF, o médico do serviço de saúde mais próximo é que faz a coleta e a declaração de óbito. O G1 perguntou à Secretaria de Estado de Saúde quantos óbitos foram registrados em casa de casos suspeitos de Covid-19, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

Covas no Cemitério da Paz, em BH — Foto: TV Globo/ Reprodução

Covas no Cemitério da Paz, em BH — Foto: TV Globo/ Reprodução

Em caso de morte de paciente que não estava em tratamento em casa, qualquer médico pode realizar a declaração de óbito e fazer a coleta nos casos suspeitos de Covid-19. Em locais onde não existam Programa de Saúde da Família, mas exista base do Samu com previsão de médico, é o Samu que deverá fazer a declaração de óbito e coleta do material.

De acordo com a Secretaria, todos os óbitos suspeitos de Covid-19 devem ser notificados no sistema próprio, denominado SIVEP-Gripe. As amostras devem ser colhidas em até 24 horas após a morte, caso não tenha sido feito em vida.

Letalidade

Minas Gerais está em 9º lugar no ranking das taxas de letalidade de Covid-19 mais baixas no Brasil, empatado com Roraima. Por diversas vezes, o governador Romeu Zema (Novo) citou o baixo índice de mortes para mostrar o sucesso do estado na luta contra o coronavírus.

Para Stefan Vilges, a baixa letalidade pode estar associada a falta de testagem não só nos casos confirmados, mas também no de óbitos.

“Quando nós temos um volume grande de casos que são classificados como SRAG, estes casos potencialmente estão mascarando os casos que seriam a Covid-19. E com isso a gente acaba tendo o indicado, a letalidade, enviesado, por conta de não conseguir detectar o agente etiológico nestes casos. Quando ampliamos a testagem, vamos melhorar estes indicadores”, explicou Letalidade por Covid-19 .

Segundo os dados oficiais do governo de Minas Gerais, o estado teve, até esta terça-feira (23), 720 mortes decorrentes da Covid-19 e 29.897 casos confirmados. São 979 novos casos desde a véspera e 32 óbitos a mais.

Outras 261 mortes seguem em investigação. Os números constam no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta terça-feira (23).

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Grandes frigoríficos brasileiros declaram à China que carnes estão ‘livres de coronavírus’

Chineses aumentaram a inspeção de alimentos importados após um surto de Covid-19 em Pequim. País pede que importadores evitem mandar carnes de frigoríficos que tiveram casos da doença.

Por Reuters

Frigorífico Tönnies na Alemanha, paralisado após um surto de coronavírus entre os funcionários — Foto: Divulgação

Frigorífico Tönnies na Alemanha, paralisado após um surto de coronavírus entre os funcionários — Foto: Divulgação

Grandes frigoríficos brasileiros assinaram declarações pedidas por autoridades chinesas dizendo que suas exportações estão livres do coronavírus, segundo empresas e fontes ouvidas pela Reuters.

BRF, maior exportadora de frango no mundo e fornecedora também de carne suína, disse em nota que assinou na última sexta-feira a declaração pedida pela China “assegurando a qualidade e segurança de seus produtos”.

“Vale destacar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades de saúde reconhecidas no mundo inteiro, não há evidências de que a Covid-19 esteja sendo transmitida por alimentos ou suas embalagens”, ressaltou a BRF.

A companhia ainda afirmou que estudos feitos sobre o novo coronavírus também mostram que a transmissão ocorre de pessoa para pessoa ou pelo contato próximo com pessoas infectadas.

Em geral, as declarações assinadas pelos frigoríficos são válidas tanto para as cargas que estão sendo contratas quanto para os contêineres que estão chegando aos portos chineses.

“A China fez esse pedido a praticamente todas a empresas de quem eles importam, do Brasil e diversos outros países. A Marfrig assinou assim como todas as demais, praticamente no mesmo dia que veio a solicitação”, disse a fonte sob condição de anonimato.

O interlocutor da Minerva afirmou que a solicitação inicial partiu de autoridades chinesas para as empresas importadoras e estas repassaram os pedidos a seus fornecedores estrangeiros.

Segundo ele, a demanda chegou aos frigoríficos exportadores no último fim de semana e a resposta, apesar de assegurar a sanidade das cargas em todos os casos, “não é uma carta padrão”.

Questionadas, JBSMarfrig e Minerva não quiseram se posicionar.

Os principais países exportadores de carne, como Brasil e Estados Unidos, tiveram milhares de casos da Covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos. Algumas unidades suspenderam as vendas para os chineses por causa do problema.

A China intensificou as inspeções às importações de carne depois que um novo surto de infecções pelo vírus foi identificado em Pequim, no mercado atacadista Xinfadi.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou em nota que os exportadores brasileiros receberam pedidos de declaração feitos pelos importadores de que cumprem a norma chinesa, que garante a segurança dos alimentos.

A entidade não informou se alguma empresa associada havia assinado documentos solicitados pelas autoridades chinesas.

“A ABPA e as empresas associadas reiteraram que seguem as normas estabelecidas pela FAO e pela OMS, bem como as regulações do Brasil e da China, que tratam da segurança dos alimentos e da prevenção frente a Covid-19.”

Somente nos setores de aves e suínos, as exportações brasileiras para a China podem superar 1 milhão de toneladas em 2020, ante 834 mil toneladas embarcadas no ano passado, conforme estimativa da associação.

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Em 12 meses até maio, investidores retiram US$ 50,9 bi do Brasil em aplicações financeiras, diz BC

Retirada em 12 meses é a maior da série histórica, iniciada em 1995. Banco Central explicou que valores englobam aplicações em ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Os investidores retiraram US$ 50,9 bilhões de aplicações financeiras no Brasil nos doze meses encerrados em maio deste ano, informou nesta quarta-feira (24) o Banco Central.

Os valores retirados do país englobam aplicações em ações, em fundos de investimentos e em títulos de renda fixa.

As retiradas aconteceram em meio à pandemia do novo coronavírus – que tem gerado saída de recursos de países emergentes para títulos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa retirada de recursos de aplicações financeiras do Brasil, nos últimos doze meses, é a maior da série histórica, que começa em 1995.

“A gente tem, em um primeiro momento, uma redução do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior [com a queda da taxa Selic para a mínima histórica], o que provoca saída de estrangeiros. Em uma situação de reformas e outros avanços institucionais, a gente poderia voltar a atrair esses investidores”, acrescentou.

Segundo Rocha, a “fuga” para a “qualidade”, movimento conhecido como “flight to quality”, se verifica quando em uma situação de incerteza internacional, e ocorre não somente no Brasil, mas em outros países emergentes também.

Com perspectivas de desvalorização das aplicações, avaliou ele, os investidores buscam se antecipar a esse movimento e a se “manterem mais líquidos em sua moeda de origem, em dólar”.

  • Somente em maio, as retiradas somaram US$ 2,2 bilhões, com saídas líquidas de US$ 545 milhões em títulos de renda fixa e de US$ 1,6 bilhão em ações e fundos de investimento.
  • Nos cinco primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 33,6 bilhões de investimentos em “portfólio” negociados no mercado doméstico, na comparação com o ingresso líquido de US$ 9,7 bilhões no mesmo período do ano passado.

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Hotel Nacional de Brasília recebe ordem de despejo para posse de novos proprietários

Hóspedes foram transferidos para outros estabelecimentos. Imóvel foi arrematado por R$ 93 milhões em 2018; local já hospedou personalidades como rainha Elizabeth II.

Por G1 DF e TV Globo

Oficiais de Justiça cumpriram uma ordem de despejo no Hotel Nacional, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (24). A medida é para permitir que os novos proprietários tomem posse do imóvel.

A oficial de Justiça que esteve no local, Mara Selena, afirmou que a administração do hotel estava ciente de que precisaria desocupar o prédio nesta manhã. Ela afirma que eles tentaram, por meio de recursos, adiar a mudança.

“Não era surpresa porque as partes sabiam. Inclusive, já foi tentada a posse e não foi concluída há dois [ou] três meses atrás. Agora, nós estamos realizando. Então, não foi nada de surpresa”.

De acordo com o advogado que representa os novos proprietários, Saulo Mesquita, embora a administração soubesse, os hóspedes não foram informados da decisão e foram transferidos para outros estabelecimentos. “Como são poucos hóspedes, está sendo tranquilo”, disse ele.

G1 tenta contato com a antiga administração do hotel. O estabelecimento, localizado no Setor Hoteleiro Sul, já hospedou personalidades como a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e o príncipe Philip em novembro de 1968. Ele foi arrematado em leilão em 2018 pela empresa Incorp, por R$ 93 milhões, parcelado até 2021

Hóspedes do Hotel Nacional são obrigados a fazer checkout após ordem de despejo para imissão de posse  — Foto: TV Globo/Reprodução

Hóspedes do Hotel Nacional são obrigados a fazer checkout após ordem de despejo para imissão de posse — Foto: TV Globo/Reprodução

Questionado pela reportagem, o advogado negou que o impasse seja causado pela demora na quitação do imóvel.

“O parcelamento [do pagamento] é previsto na lei de falências. Todo o procedimento é previsto na lei. A demora foi por conta de incidentes processuais, recurso protelatórios que haviam impedido essa imissão da posse. Agora, esse recursos já se se esgotaram e, por isso, a ordem judicial está sendo cumprida”, afirmou.

Dívidas

Hotel Nacional de Brasília — Foto: Wikimapia/Reprodução

Hotel Nacional de Brasília — Foto: Wikimapia/Reprodução

O leilão foi homologado em dezembro de 2018 pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo – a mesma que, no mesmo ano, colocou o prédio à venda para quitar dívidas na empresa falida Petroforte, que já foi uma das principais distribuidoras de combustíveis do país.

Nos últimos recursos do processo, julgados ainda neste ano, a defesa da antiga administração questionava a competência do tribunal paulista para decidir sobre mandados de posse do imóvel em Brasília.

O edifício foi avaliado em R$ 185,2 milhões e colocado em leilão, no fim de outubro, por essa cifra. No entanto, nenhuma oferta chegou a este valor.

De acordo com o advogado que representa os novos proprietários, o local deve passar por uma revitalização após a desocupação. Ele não soube informar se o hotel deve manter o mesmo nome ou o prazo para conclusão da reforma.

Quanto aos funcionários, Mesquita afirmou que a Incorp “não tem qualquer responsabilidade”. A recontratação da equipe pela nova empresa, no entanto, “pode ocorrer em alguns anos”, segundo ele.

Hospedes da realeza

O Hotel Nacional de Brasília recebeu a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e o príncipe Philip em novembro de 1968 — Foto: TV Globo/Reprodução

O Hotel Nacional de Brasília recebeu a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e o príncipe Philip em novembro de 1968 — Foto: TV Globo/Reprodução

O Hotel Nacional foi erguido junto às primeiras construções de Brasília, em 1960. Na época, hospedava a elite política e social na capital.

Entre as autoridades que já passaram a noite no Hotel está a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e o príncipe Philip, sete anos após a inauguração. Eles estrearam a suíte presidencial no 9º andar do edifício.

O quarto nobre ainda não havia sido usado porque, quando o hotel foi inaugurado, apenas os três primeiros andares estavam finalizados. Contando com a cobertura, hoje, são 10 pavimentos e 347 apartamentos.

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Nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil e pode originar epidemia, diz estudo

Cientistas detectaram, em 2019, sequências genéticas de uma linhagem africana do vírus. Como ela nunca havia circulado no país, maior parte da população não tem anticorpos para combatê-la.

Por G1

Estudo identifica circulação de nova linhagem do vírus da zika no Brasil

Uma nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil, segundo pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia. Por meio de uma ferramenta que monitora as sequências genéticas do vírus, os cientistas detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano dele, com potencial de originar uma nova epidemia.

Segundo Artur Queiroz, um dos líderes do estudo, dois dados indicam que a linhagem circulou pelo Brasil em 2019:

  • ela foi encontrada em dois Estados distantes entre si: no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro;
  • os hospedeiros que “abrigavam” os vírus eram diferentes: um mosquito “primo” do Aedes aegypt, chamado Aedes albopictus, e uma espécie de macaco.

A descoberta foi publicada no início de junho, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”.

Diferentes linhagens

São conhecidas duas linhagens do vírus da zika: a asiática e a africana (subdividida em oriental e ocidental).

A ferramenta do Cidacs acompanha, desde 2015, quais circulam no Brasil. Há mudanças notáveis nas 248 sequências genéticas analisadas ao longo do período: até 2018, a maior parte era de um subtipo asiático do Camboja (90%). Em 2019, outro subtipo passou a preponderar: o da Micronésia (89,2%).

O mais preocupante foi outra constatação: também em 2019, segundo o estudo, 5,4% das sequências eram inéditas no país, de linhagem africana.

Para Queiroz, há o perigo de uma nova epidemia. “A maior parte da população não tem anticorpos para isso”, diz.

Número de casos em 2020

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, foram notificados 3.692 casos prováveis do vírus da zika – número muito inferior aos 47.105 casos de chikungunya e aos 823.738 de dengue. Segundo os cientistas, com a nova linhagem genética, a situação pode mudar.

Larissa Catharina Costa, uma das autoras da pesquisa, reforça a importância de um monitoramento constante. “Atualmente, com as atenções voltadas para a Covid-19, este estudo serve de alerta para não esquecermos outras doenças, em especial, da zika. (…) Os estudos genéticos devem continuar sendo realizados a fim de evitar um surto da doença com o novo genótipo circulante”, diz.

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Recém-nascido é levado da enfermaria da Santa Casa de Misericórdia em Belém

O bebê sumiu por volta das 3h20 da madrugada desta terça-feira (23). Polícia investiga o desaparecimento.

Por G1 PA — Belém

Polícia investiga sumiço de bebê de maternidade em Belém

Um recém-nascido de apenas um dia de vida desapareceu da enfermaria do Hospital Santa Casa de Misericórdia na madrugada desta terça-feira (23), em Belém. Os pais do menino, identificado como Luiz Carlos Oliveira Rocha, estão muito preocupados com o sumiço e registraram um boletim de ocorrência na Seccional de São Brás para que a polícia ajude a localizar o paradeiro do filho.

Segundo o pai da criança, José Luiz Rocha, o menino nasceu na tarde de segunda-feira (22), estava na enfermaria e sumiu por volta das 3h20 da madrugada, quando a mãe da criança percebeu que a mesma não se encontrava no quarto. A polícia está analisando as imagens das câmeras de segurança do local.

Recém-nascido Luiz Carlos Oliveira Rocha desapareceu da Santa Casa  — Foto: Arquivo pessoal

Recém-nascido Luiz Carlos Oliveira Rocha desapareceu da Santa Casa — Foto: Arquivo pessoal

Ainda de acordo com o pai, estavam na enfermaria a mãe e a tia de Luiz. “A mãe do meu filho disse que o bebê estava bem, mamou o dia inteiro e ela acabou pegando no sono. Durante a madrugada, ela acordou e não viu mais o nosso filho”, conta.

Em nota, a Santa Casa disse que lamenta o ocorrido e informou que está dando todo apoio para a família. De acordo com a Santa Casa, a Polícia Civil já foi acionada para apurar o desaparecimento do menino Luiz Carlos Oliveira Rocha.

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