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Testes com proxalutamida no AM são uma das mais graves violações da América Latina, dizem pesquisadores da Unesco

Conep pediu que Procuradoria Geral da República (PGR) investigue as circunstâncias da pesquisa. Diretor-presidente da Samel, onde pesquisa foi aplicada, afirmou que considera o caso uma perseguição política.

Por g1 AM

Pesquisadores da Unesco consideram que a morte de 200 pessoas durante uma pesquisa com proxalutamida no Amazonas poderia ser um dos “mais graves e sérios episódios de infração ética” e “violação dos direitos humanos” de pacientes na história da América Latina. Um documento com o parecer dos pesquisadores foi divulgado no sábado (9), na Rede Latino-americana e Caribenha de Bioética (Redbioética-Unesco).

Além das infrações no processo de pesquisa com os pacientes, os pesquisadores apontam que foram violadas normas do sistema ético, promovidas pela Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, Declaração de Helsinque e as pautas do The Council for International Organizations of Medical Sciences (CIOMS).

Os pesquisadores da Unesco ainda criticaram a ocultação de informação sobre os locais, número de participantes, entre outros, e reforçam que mudanças de protocolo deveriam ser aprovadas pelo órgão regulador local, no caso, pela Comissão Nacional de Ética do Conselho Nacional de Saúde (Conep)

No documento é condenado o fato das equipes não terem apresentado uma análise crítica da pesquisa, apesar do crescente número de mortos, e terem optado por continuar com a implementação dos estudos. E ainda considera grave a ocultação da existência de comitês de pesquisadores independentes e que trabalhavam diretamente com os patrocinadores – o que constituiria conflito de interesses.

“É urgente que, se comprovadas as irregularidades, sejam investigados e responsabilizados ética e legalmente todos os envolvidos, incluindo equipes de pesquisa, bem como instituições responsáveis e patrocinadores, nacionais e estrangeiros”, diz o texto.

Os pesquisadores da Unesco ainda pedem que a denúncia seja difundida e acompanhada pela comunidade internacional e os meios de comunicação.

Investigação da Conep

O tratamento com proxalutamida faz parte de um procedimentos de pesquisa realizado no Amazonas que foi questionado pela Conep, após indícios de irregularidades. De acordo com o documento, pelo menos 200 mortes foram reportadas durante o estudo. Cabe ressaltar que não existe um “tratamento” que tenha se mostrado eficaz contra a Covid-19. A vacinação é a maneira mais eficaz de evitar formas graves da doença.

Ao g1, o coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), Jorge Alves de Almeida Venâncio, disse que a investigação do órgão foi concluída.

“A investigação de nossa parte, na Conep, foi concluída, porque o pesquisador se recusou a fornecer as informações solicitadas. Nós encaminhamos a representação, que foi aprovada por unanimidade pelo colegiado da Conep, ao Ministério Público Federal”, afirmou.

Segundo Venâncio, MPF encaminhou a investigação para que o órgão no Amazonas desse continuidade aos trabalhos. Além do Amazonas, há uma investigação da Procuradoria no Rio Grande do Sul, pois parte da pesquisa também foi realizada irregularmente no estado. De acordo com Venâncio, a Conep recebeu denúncias de que testes foram feitos irregularmente também em Santa Catarina.

“Tudo isso irregular, não houve nenhuma autorização para pesquisa nesses locais todos”, disse.

De acordo com Venâncio, os responsáveis pela pesquisa se recusaram a enviar os documentos solicitados pela Conep, como o relato detalhado de cada óbito, para que se possa avaliar a causa da morte dos pacientes, o relatório do Comitê Independente de Monitoramento de Dados, que é formado por pessoas de fora da instituição e sem vínculos com a instituição. Segundo Venâncio, o relatório encaminhado foi assinado por uma funcionária da empresa patrocinadora, o que seria irregular.

“Se a pesquisa não respeitou os currículos científicos necessários, você teve uma pesquisa com 200 mortes e sem comprovar nada concretamente”, diz Venâncio. “A segunda possibilidade é digamos que o que o pesquisador está falando e a substância seja maravilhosa e evitou 90% dos óbitos, ele tinha obrigação de ter interrompido a pesquisa e transferido as pessoas que estavam no grupo de placebo para o grupo da substância. Por que ficar assistindo tantas mortes por placebo?”

Conforme Venâncio, tanto da hipótese da pesquisa estar errada ou estar correta, houve um erro gravíssimo, porque não poderia ter ocorrido um número tão expressivo de mortes. Antes dessa pesquisa, onde estimativas apontam cerca de 200 óbitos, o maior número de mortes que havia sido registrado em estudos dessa natureza era de pouco mais de 20.

O pedido para realização do estudo foi realizado sob a responsabilidade do médico Flávio Cadegiani e a pesquisa com proxalutamida no Amazonas foi facilitada pela empresa Samel, com início em fevereiro deste ano. Na época, diretores da empresa divulgaram amplamente as visitas aos municípios do interior do Amazonas para apresentar a nova técnica e iniciar os estudos com pelo menos 600 voluntários de Manaus, Itacoatiara, Maués e Parintins. A pesquisa usou placebo em alguns pacientes e proxalutamida em outros, para depois comparar a eficácia entre os métodos.

Uma das vítimas do estudo é Zenite Gonzaga, idosa de 71 anos, que morreu após participar do tratamento com proxalutamida no Amazonas para tratar a Covid-19. A idosa foi internada em fevereiro, em Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. Após mais de 30 dias internada recebendo esse medicamento, ela foi transferida Manaus, e morreu um dia depois, em 13 de março.

Alessandra conta que a falta de informações sobre os procedimentos adotados aconteceu desde o início do tratamento até a morte de Zenite. Segundo ela, os próprios parentes da vítima faziam a administração do medicamento para a paciente.

Prontuário de Zenite Gonzaga  — Foto: Arquivo pessoal

Prontuário de Zenite Gonzaga — Foto: Arquivo pessoal

O que diz a Samel

Em entrevista ao g1, o diretor-presidente da Samel, Luis Alberto Nicolau, afirmou que não chegou a ter acesso ao relatório do Conep e que não faz parte do relatório, pois a empresa não é parte do quadro de pesquisadores principais.

“Nós servimos, com muito orgulho, de local de uso para provar a eficácia (como foi provada), da proxalutamida. Inclusive, o vazamento de informações sigilosas já são motivo de processo da nossa parte”, comentou Nicolau

“Fomos ao interior, foi tudo filmado, não fizemos nada às escondidas. O que está sendo feito agora é uma politicagem, não estamos mais falando de ciência, estamos falando de política. A proxalutamida é um remédio que provou 70% da queda do índice de mortalidade e reduziu mais de 90% a intubação e ninguém fala dele”, disse.

O diretor-presidente afirmou, ainda, que considera o caso uma perseguição política e que não recebeu visitas de representantes do Conep para esclarecimentos. “Os dados da Samel estão abertos. Até agora eu não recebi a visita de nenhuma pessoa do Conep em busca de esclarecimentos e a gente sabe o porquê”, afirma.

g1 questionou o diretor sobre o número de mortes registradas na pesquisa, que chegou a 200 óbitos. Sobre o assunto, Nicolau disse os pacientes que morreram durante a pesquisa utilizaram placebo.

“Essas mortes claramente foram debatidas e esse número, para quem é de Manaus e sabe da realidade do interior, sabe que esses números de mortes, mesmo assim, foram menores que o número de óbitos. No interior nós tínhamos 50% de óbitos naquela época, dependendo do hospital. Esses óbitos são do grupo placebo. O grupo que recebeu a proxalutamida tinha uma taxa de 8%”, disse.

O que é proxalutamida

A proxalutamida é uma droga experimental estudada para aplicação em pacientes com alguns tipos de câncer, como o de próstata, pois bloqueia a ação de hormônios masculinos. Ela tem sido defendida pelo presidente Jair Bolsonaro contra a Covid-19, assim como fez anteriormente com a cloroquina e a ivermectina, remédios sem eficácia contra o coronavírus.

No dia 2 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), suspendeu, de maneira cautelar, a autorização de importação e uso de proxalutamida no país. Segundo o órgão, há indícios de que os documentos que faziam a Agência autorizar a importação tenham sido fraudados.

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Quadrilha usa fotos íntimas para chantagear vítimas no ‘golpe dos nudes’; entenda o esquema criminoso

Na quinta-feira (7), a Polícia Civil do RS desmantelou uma quadrilha que aplicava o golpe em pelo menos 8 estados. Veja como funcionava o teatro da extorsão.

Por Fantástico

Falsos policiais, falsas delegacias e até falsas vítimas menores de idade. Na última quinta-feira (7), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantelou uma quadrilha que aplicava o chamado ‘golpe dos nudes’ em pelo menos 8 estados. Ogolpe inicia com o contato de uma mulher jovem com os alvos. Após iniciar a conversa em um aplicativo, eles passam a conversar por mensagens, e a trocar fotos íntimas.

Em seguida, o homem, vítima do golpe, passa a receber ligações dos supostos pais da jovem ou de falsos policiais civis que o acusam de pedofilia, sob a alegação de que as fotos são de uma criança ou adolescente. Na extorsão, os falsos familiares exigem valores para não denunciar à polícia ou se identificam como delegados, na tentativa de arquivar os supostos inquéritos.

Fantástico revela depoimentos de vítimas dessa quadrilha e também mostra como funcionava o teatro da extorsão. Entenda este enredo criminoso vendo a reportagem em vídeo.

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Adolescente cria ONG para conseguir doações de absorventes para meninas em situação de vulnerabilidade

Constanza del Possa criou, junto a amigos de escola, a ONG Absorvendo Amor em 2018. Em três anos, já distribuíram cerca de 150 mil absorventes.

Por Fernanda Graell, Bom Dia Rio

Enquanto as autoridades públicas não priorizam o combate à chamada pobreza menstrual, uma estudante do Rio dá exemplo de solidariedade. Faz três anos que Constanza del Possa criou uma ONG para arrecadar absorventes íntimos e distribuí-los entre adolescentes em situação de vulnerabilidade.

A ONG Absorvendo Amor foi criada em 2018, quando Constanza tinha apenas 14 anos. O projeto nasceu com a ajuda de amigos da escola quando o tema pobreza menstrual ainda era pouco conhecido. A iniciativa conquistou empresas e doadores.

“Eu me lembro que nessa primeira doação a gente conseguiu arrecadar mais de 3 mil absorventes, o que para a primeira ação de um projeto é incrível”, contou a adolescente.

Ao longo destes três anos, Constanza estima que a ONG Absorvendo Amor já tenha conseguido doar cerca de 150 mil absorventes. “Já impactamos mais de 7 mil mulheres”, disse.

A pobreza menstrual ganhou as manchetes nos últimos dias depois que o presidente Jair Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua. O projeto tinha sido aprovado pelo congresso em setembro.

Pobreza menstrual é a dificuldade de acesso a absorventes. Isso pode acontecer por falta de dinheiro ou de informação. A necessidade, muitas vezes, põe em risco meninas e mulheres.

Segundo a professora Yvonne Bezerra de Mello, do projeto Urerê, que há anos se dedica ao trabalho social com crianças e adolescentes no conjunto de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, estima-se que, no Brasil, 26% das adolescentes não tenham acesso a absorventes.

“Isso é uma questão de saúde pública. Porque essas meninas usam miolo de pão, pano de chão, qualquer trapo que elas encontram em casa. Muitas vezes as casas não têm água, muitas vezes a comunidade não tem um saneamento básico, então isso provoca múltiplas infecções, como clamídia, doenças do trato urinário, doenças do colo do útero e até a esterilidade se for muito grave a infecção”, alertou a professora.

A médica Larissa Cassiano, que é ginecologista e obstetra, confirma os risco aos quais estas meninas estão expostas.

“Principalmente infecções, como do trato urinário, que podem ocorrer pela má higiene ou uso de produtos inadequados, infecções pélvicas, e essa infecções pélvicas podem evoluir para quadros mais graves que a gente chama de doença inflamatória pélvica que pode obstruir e causar alterações que vão impactar na fertilidade no futuro”, destacou.

O problema da falta de recursos é ainda mais grave porque muitas mulheres têm vergonha de pedir ajuda. A médica diz que falar de menstruação não pode ser tabu.

“Falar da menstruação como algo fisiológico, como algo que acontece com as mulheres e que não é uma vergonha, que não é algo que ela deve esconder, é o primeiro passo para a gente comece a pensar nisso”, enfatizou a médica.

“A pobreza menstrual é um problema gigante no Brasil. Uma em quatro meninas falta aula porque não tem acesso a absorvente. Elas podem perder 45 dias de aula por ano. Isso pode levar à evasão escolar, a tantos problemas, problemas que acabam impactando, por exemplo, nas faculdades, no mercado de trabalho”, alertou a jovem ativista Constanza.

No estado do Rio de Janeiro existe uma lei que autoriza a distribuição gratuita de absorventes nas escolas estaduais. A Lei 9404 foi sancionada pelo governador Cláudio Castro no mês passado. No papel, já está valendo. Mas, na prática o governo do estado informou que não há prazo para começar a acontecer.

A Secretaria Estadual de Educação disse que pediu um estudo técnico preliminar, exigido por lei em licitações públicas. Enquanto isso, estudantes que não têm recursos precisam contar com doações.

Já a prefeitura da capital anunciou que, ainda em outubro, vai distribuir absorventes para adolescentes matriculadas nas escolas municipais. A previsão é beneficiar cerca de 100 mil alunas.

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Gordofobia: o que fazer após ser vítima

Ação movida pela bailaria Thais Carla levou à primeira condenação direta por gordofobia. Prática não é crime, mas pode ser enquadrada por injúria e danos morais.

Por Vivian Souza

Ação movida pela bailaria Thais Carla levou à primeira condenação direta por gordofobia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ação movida pela bailaria Thais Carla levou à primeira condenação direta por gordofobia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A bailarina Thais Carla venceu o processo judicial que moveu contra o humorista Leonardo Lins após sofrer gordofobia, que é a discriminação contra as pessoas gordas. Para ativistas da área, a sentença é um marco para essa população, pois foi a primeira vez que um juiz deferiu diretamente a condenação por violação de gordofobia em primeiro plano.

A prática não é crime, mas pode ser enquadrada por injúria e danos morais, que são da esfera criminal e cível, respectivamente, explica a advogada, cofundadora do projeto Gorda na Lei e Membro da Comissão de Direitos Sociais da OAB/ES, Mariana Vieira de Oliveira.

A gordofobia se trata de diversas dificuldades enfrentadas pelas pessoas gordas, desde ofensas e ridicularizarão, falta de acessibilidade – como catracas apertadas no ônibus – e até mesmo a discriminação médica, quando o paciente é tratado mais agressivamente do que uma pessoa magra seria.

Deste modo, é possível denunciar estes atos por se tratarem de uma discriminação. No caso de Thais Carla, ela ganhou indenização por danos morais, diz Mariana.

Veja a seguir o que fazer caso tenha sido vítima de gordofobia.

Civil ou Criminal?

Mariana afirma que após identificar que foi vítima de gordofobia, a pessoa deve analisar se processará o agressor na esfera cível ou criminal:

“Eu quero que a pessoa seja punida criminalmente ou punida financeiramente? Se você quer uma reparação financeira, você vai entrar com uma indenização de danos morais, explicando que você teve sua moral abalada e o porquê, explicando qual a situação que você sofreu e porque a pessoa tem que te indenizar”, diz a advogada.

Caso a opção escolhida seja a punição criminal, é necessário fazer um boletim de ocorrência.

Nas duas opções é preciso juntar todas as provas do ocorrido.

“Se você gravou a situação, tem que entender como foi sofrida a gordofobia e qual o meio de prova possível. Se for uma conversa de WhatsApp, além de fazer o print, é ideal que você faça uma ata notarial, que é ir no cartório para ele certificar que aquele print não foi adulterado, que aquela mensagem não foi adulterada”, relata Mariana.

Neste caso, a mensagem, ainda no aparelho de celular, deve ser apresentada no cartório, que irá se certificar que a prova é válida. Em seguida, a pessoa pode seguir para a delegacia para abrir a ocorrência.

Cada penalização será conforme o crime enquadrado. No caso de danos morais, por exemplo, as punições são multas ou detenção. O valor da multa é decidido conforme a agressão cometida.

Criminalização da gordofobia

O maior problema pelo fato da gordofobia não ser criminalizada é que o julgamento vai de encontro ao entendimento do juiz, aponta a Coordenadora do Fórum de Gordofobia do Rio Grande do Sul, Dóris Macedo.

“Ou seja, mais uma vez vemos o corpo gordo reduzido ao julgamento do outro”, afirma.

Mariana explica que faz pouco tempo que as pessoas começaram a entender que a gordofobia poderia ser criminalizada.

“Tem pouco tempo que os juízes têm considerado o termo gordofobia e têm considerado que a gordofobia é passível de indenização. Então hoje em dia as pessoas estão conseguindo sim, mas isso tudo vem fruto, no que eu acredito, no fortalecimento do movimento antigordofobia”, declara.

Atualmente, existem alguns projetos que visam criminalizar esse tipo de preconceito.

“No Brasil, diversos municípios têm leis que respaldam as pessoas gordas, mas sob a perspectiva médica, dando acesso a tratamentos e cirurgia bariátrica. Mas a gordofobia vai muito além da perspectiva nutricional”, relata Dóris.

Para a coordenadora do fórum de gordofobia, os Projetos de Lei (PL) mais relevantes no momento são o 3461/2020 e o 3526/2020, ambos do Senador Romário de Souza Faria (PL/RJ), por abordarem perspectivas de acessibilidade da população gorda.

O primeiro proíbe a cobrança adicional de pessoas obesas em transportes e em eventos culturais e tipifica a discriminação nesses contextos e o segundo obriga os estabelecimentos de saúde a disponibilizarem equipamentos médico-assistenciais adequados ao atendimento da pessoa obesa.

Entre outras situações, é muito comum que pessoas com obesidade tenham que comprar dois ingressos em shows, por exemplo, devido ao espaço que ocupam. E, quando no hospital, existem casos em que o paciente não é tratado com equipamentos que o comporte adequadamente.

Ainda que o caso de Thais Carla tenha sido o primeiro a ter a gordofobia na sentença, não é a primeira vez que pessoas vítimas desse tipo de preconceito têm um resultado positivo na justiça. Ano passo, um caso de discriminação teve a condenação por danos morais.

“Em 2020, tivemos o flagrante de gordofobia julgado e condenado pela Justiça do Trabalho de Muriaé, na Zona da Mata de Minas. Uma vendedora de uma loja de bijuterias tinha que cumprir uma meta: a redução de peso imposta por um chefe, sócio do estabelecimento. A 1ª Vara do Trabalho da cidade condenou a loja a pagar a indenização de R$ 50 mil por danos morais à funcionária”, lembra Doris.

Empresa é condenada a indenizar ex-funcionário por gordofobia

Um problema social

Para Doris, a gordofobia antes de tudo é um problema social. “Há uma percepção errada de que o problema do peso é individual e não cultural. Então se faz necessário educar a população, pois a grande responsável pela discriminação é a falta de conhecimento”, diz.

Ela relata que em muitos casos a própria terapia médica de pessoas com obesidade acaba não obtendo sucesso devido ao “preconceito enraizado na formação dos próprios médicos”.

“A obesidade é relacionada a graves problemas de saúde pública. Por isso, os estudos para buscar tratamentos e entender melhor as causas desse quadro precisam receber financiamento apropriado, proporcional à sua prevalência e ao impacto na sociedade”, diz.

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Mulher compra celular pela internet e recebe pedaço de mármore no lugar do aparelho

Encomenda chegou à casa da vítima amassada, pesada e com lacre violado. Após reclamar com a empresa, o celular foi enviado à vítima.

Por Luana Alves, Bom Dia Rio

Moradora da Zona Norte do Rio compra celular pela internet e recebe uma pedra

Uma mulher comprou um celular pela internet e, no lugar do aparelho, recebeu uma pedaço de mármore. A Isadora Fernandes disse que, assim que recebeu o pacote, o esposo dela estranhou a condição e aparência da encomenda.

“Ele achou estranhou porque a embalagem estava amassada, o lacre parecia violado e a caixa parecia muito pesada pra ser apenas um celular. Então ele resolveu filmar abrindo o pacote pra eu poder ver junto com ele. Quando ele abriu a caixa veio a surpresa: dentro não tinha um telefone, tinha uma pedra de mármore”, contou a vítima.

Depois de descobrir o golpe, Isadora entrou em contato com a Casas Bahia, empresa onde realizou a compra e registrou o caso na polícia.

Em nota, a empresa Via Varejo, grupo que abrange a Casas Bahia, afirmou que repudia toda e qualquer prática danosa ao consumidor, que já está em contato com a vítima e também com a empresa diretamente responsável pela distribuição do produto.

Ainda segundo a Via Varejo, Apesar do golpe, o celular que Isadora comprou já foi entregue para ela.

Mulher compra celular pela internet e recebe pedra — Foto: Reprodução

Mulher compra celular pela internet e recebe pedra — Foto: Reprodução

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Caminhão tomba e derruba carga de farinha na pista da Rodovia Raposo Tavares na Grande SP

Acidente ocorreu na madrugada desta sexta (8), no sentido interior, na altura de Cotia.

Por Bom Dia SP e g1 SP — São Paulo

Caminhão tomba e derruba farinha na pista da Rodovia Raposo Tavares em Cotia — Foto: Reprodução

Caminhão tomba e derruba farinha na pista da Rodovia Raposo Tavares em Cotia — Foto: Reprodução

Um caminhão que transportava seis toneladas de farinha de trigo tombou na Rodovia Raposo Tavares, na altura de Cotia, na Grande São Paulo, na madrugada desta sexta-feira

O acidente ocorreu por volta da 1h30, no km 38, no sentido interior, no limite com o município de Vargem Grande Paulista.

De acordo com os funcionários da concessionária que administra a rodovia, o motorista disse que perdeu o controle do caminhão na curva.

O caminhoneiro e um passageiro tiveram ferimentos leves. Eles foram levados para o Hospital Regional de Cotia.

Parte da carga de farinha caiu na pista e bloquearam a faixa da esquerda. A remoção da carga deve ocorrer nesta manhã. O caminhão foi retirado por volta das 3h30.

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Ato em memória dos quase 600 mil mortos pela Covid no Brasil estende lenços brancos em Copacabana

Seiscentos lenços foram pendurados em varais na areia da Praia de Copacabana, na manhã desta sexra-feira (8).

Por g1 Rio

Um ato na Praia de Copacabana lembrou, nesta sexta-feira (8), os quase 600 mil mortos pela Covid no Brasil. A ONG Rio de Paz estendeu em um varal na areia, em frente ao Copacabana Palace, 600 lenços brancos.

Até esta quinta-feira (7), segundo o consórcio dos veículos de imprensa, 599.865 brasileiros tinham perdido a vida vítimas do coronavírus.

Com o avanço da vacinação, porém, em setembro mais da metade dos municípios brasileiros não registrou mortes por Covid — o maior índice desde maio de 2020.

Rio de Paz estende lenços brancos em Copacabana em memória das vítimas da Covid — Foto: Reprodução/TV Globo

Rio de Paz estende lenços brancos em Copacabana em memória das vítimas da Covid — Foto: Reprodução/TV Globo

A manifestação da Rio de Paz também é em repúdio ao modo como o governo federal e parte da sociedade vêm tratando a pandemia desde o início da crise sanitária.

Ao meio-dia, os 600 lenços seriam entregues ao taxista Márcio Antônio, que perdeu o filho para a Covid em abril de 2020. Em um ato da ONG no ano passado, também em Copacabana, Márcio recolocou cruzes que haviam sido derrubadas por um homem contrário ao protesto.

O taxista Marco Antônio no ato de junho do ano passado: ele recolocou n — Foto: Reprodução redes sociais

O taxista Marco Antônio no ato de junho do ano passado: ele recolocou n — Foto: Reprodução redes sociais

Lenços serão levados a Brasília

Os lenços desta sexta serão levados por Márcio Antônio e pela ONG Rio de Paz a Brasília, no dia 19, data de encerramento da CPI da Covid. O material será entregue ao senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI.

“Houve um morticínio no Brasil. Se queremos tirar alguma lição dessa espantosa perda de vidas a fim de que sofrimento como esse não se repita no nosso país, precisamos responder a uma pergunta central: quem são os responsáveis por esta tragédia?”, questiona o presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos Costa.

“Houve insensibilidade por parte do presidente da República, que fez piada com a agonia das vítimas”, emendou.

Lenços brancos estendidos na areia de Copacabana em memória das vítimas da Covid — Foto: Reprodução/TV Globo

Lenços brancos estendidos na areia de Copacabana em memória das vítimas da Covid — Foto: Reprodução/TV Globo

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Entenda como funciona o casamento por procuração e em quais casos ele é permitido

Modalidade ganhou destaque na pandemia, fazendo até noiva ‘se casar’ com o sogro.

Por Leonardo Milagres*, g1 Minas — Belo Horizonte

Nesta semana, o g1 contou a história de uma noiva que “se casou” com o próprio sogro por causa da pandemia, deixando muita gente com uma pulga atrás da orelha. Na verdade, o marido dela estava na Holanda, e a união entre os dois só foi possível por meio de uma procuração.

Paula e Guilherme se casaram à distância por meio de procuração — Foto: Paula Sabatini Brandão/Arquivo Pessoal

Paula e Guilherme se casaram à distância por meio de procuração — Foto: Paula Sabatini Brandão/Arquivo Pessoal

O casamento por procuração é um tipo de matrimônio em que um dos noivos ou ambos, por qualquer motivo, não está fisicamente presente no momento da união, sendo representado legalmente por outra pessoa.

A modalidade ganhou destaque durante as restrições impostas pela Covid-19, que acabou criando barreiras para alguns casais celebrarem a aliança.

No entanto, nem tudo está perdido, e se você deseja se casar, ainda é possível, mesmo que à distância (veja como abaixo).

Veja os requisitos para o casamento por procuração:

Este tipo de matrimônio é permitido pelo artigo 1.542 do Código Civil brasileiro, que diz: “O casamento pode celebrar-se mediante procuração, por instrumento público, com poderes especiais”.

Seja no processo de habilitação do casamento no civil ou no dia da celebração, a única exigência é que o procurador represente apenas uma das partes do do casal.

Na ausência dos dois, serão necessárias duas procurações, uma para cada um dos noivos, com representantes distintos.

No caso da escolha por um regime de comunhão parcial de bens, a procuração para a habilitação do casamento civil pode ser feita por instrumento particular.

Se o casal optar por outro regime, a procuração deve ser pública e feita através de um cartório de notas.

Para a representação na cerimônia, a procuração também deve ser pública. O prazo de validade deste documento é de até 90 dias após ser lavrada.

Se o noivo for brasileiro e estiver fora do país, a procuração pode ser realizada no consulado do Brasil local.

Caso a pessoa seja estrangeira e não possua Registro Nacional de Estrangeiro no Brasil, ela obrigatoriamente deverá realizar o ato em um órgão de notário público.

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Após sucesso da rifa da fazendinha, alunos e funcionários de escola de SC celebram Dia das Crianças em pizzaria

Venda dos bilhetes possibilitou que todas as turmas do colégio celebrassem data. Rifa viralizou após vereadores caírem na risada com a leitura dos prêmios, que incluíram porcos, patos e galinhas-choca.

Por Joana Caldas, g1 SC

Alunos e funcionários da Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto, em Nova Veneza, no Sul catarinense, começaram na quarta-feira (6) as celebrações do Dia das Crianças. Por conta do sucesso da rifa da fazendinha, que viralizou após a leitura dos prêmios em uma sessão na Câmara de Vereadores, foram arrecadados recursos suficientes para levar todas as turmas do colégio a uma pizzaria (veja vídeo acima da sessão).

A rifa da fazendinha foi feita para arrecadar uma quantia para fazer uma comemoração e homenagem para as crianças. Os prêmios, como porcos, patos, salame e queijo, foram doados pelos pais dos alunos. A cidade tem cerca de 13 mil habitantes e a economia é baseada na agricultura.

Alunos e funcionários de escola da rifa da fazendinha na pizzaria — Foto: Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto/Arquivo

Alunos e funcionários de escola da rifa da fazendinha na pizzaria — Foto: Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto/Arquivo

Após os vereadores do município caírem na risada durante a leitura dos prêmios, o vídeo viralizou e a rifa acabou vendendo 48 mil bilhetes, arrecadando cerca de R$ 100 mil. O dinheiro vai ser usado nas celebrações da Semana da Criança e também para melhorias na escola, explicou a diretora, Jussara Laíde Savio.

Na quarta, cerca de 200 pessoas, entre alunos e funcionários da unidade escolar, foram até uma pizzaria na cidade vizinha de Forquilhinha. Inicialmente, a ideia era que as turmas que vendessem mais bilhetes da rifa fossem almoçar no local. Porém, com o sucesso do sorteio, todos da unidade de ensino conseguiram participar.

Estudantes e profissionais da escola da rifa da fazendinha na pizzaria — Foto: Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto/Divulgação

Estudantes e profissionais da escola da rifa da fazendinha na pizzaria — Foto: Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto/Divulgação

“Eles estão eufóricos, felizes da vida e já estavam ansiosos por esse dia. Vamos deixar eles comerem à vontade, porque todos se esforçaram para vender os bilhetes. E claro, nós fizemos tudo isso por eles, a rifa da fazendinha sempre foi pensando no melhor para os nossos alunos”, disse a diretora.

Continuando as celebrações da Semana da Criança, nesta quinta-feira (7) o restante das turmas também irá à mesma pizzaria. Para sexta (8), haverá comemoração com cachorro-quente e entrega de lembrança. Na próxima semana, as crianças de algumas turmas também devem receber crepe e algodão-doce.

O dinheiro arrecadado com a rifa também será usado para melhorar o ensino na escola. Conforme a diretora, serão comprados televisores para as salas e outros materiais que possam ajudar os professores nas aulas.

Geralmente, o montante arrecadado com as rifas era usado para uma comemoração chamada de Rua de Lazer, em que a escola fechava a via em frente à unidade e alugava brinquedos, como cama elástica e castelo inflável, para as crianças. Este ano, isso não será possível por causa da pandemia da Covid-19.

“Mas, início do ano letivo de 2022, a gente já está deixando dinheirinho guardado para fazer a Rua do Lazer, como a gente costumava fazer”, afirma a diretora.

Prêmios

A rifa foi feita com prêmios doados pelos pais dos alunos e foi comprada por pessoas de outros estados e países. A cidade tem a economia baseada na agricultura e, por isso, na lista de prêmios estão porcos, ovos e até mesmo uma tilápia.

Cada número foi vendido por R$ 2 e as vendas terminaram no dia 14 de setembro. O sorteio foi feito por uma transmissão pelas redes sociais no perfil da escola no dia 20 de setembro.

Lista com os prêmios listados por vereadora em Nova Veneza — Foto: Câmara de Vereadores /Redes Sociais

Lista com os prêmios listados por vereadora em Nova Veneza — Foto: Câmara de Vereadores /Redes Sociais

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Caminhoneiro estaciona para abastecer e encontra sucuri de dois metros debaixo de estepe

Segundo o Corpo de Bombeiros, cobra estava entre a cabine e a carroceria do veículo. Motorista vinha da Bahia e estacionou em um posto de combustíveis em Salinas, no Norte de Minas.

Por Marina Pereira, G1 Grande Minas

Cobra foi capturada pelo Corpo de Bombeiros de Salinas — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Cobra foi capturada pelo Corpo de Bombeiros de Salinas — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Uma cobra de dois metros foi encontrada em um caminhão em um posto de combustíveis, em Salinas, no Norte de Minas. Segundo os bombeiros, a serpente da espécie sucuri estava debaixo do estepe entre a cabine e a carroceria do veículo. O motorista seguia da Bahia sentido Montes Claros e percebeu a presença do animal ao estacionar para abastecer.

“Ele desceu para abastecer, foi verificar alguns itens do veículo e enxergou a cobra. A parte da calda estava para fora e o restante debaixo do estepe. O que chamou atenção é que essa espécie não é nativa da região”, conta o sargento Welbert Ferreira de Araújo.

Para fazer a captura, os militares retiraram o estepe do caminhão e em seguida, usaram um gancho apropriado. O trabalho durou 20 minutos e o animal não sofreu ferimentos.

Serpente media dois metros — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Serpente media dois metros — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

A serpente foi levada para o quartel do Corpo de Bombeiros e será entregue no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Montes Claros nesta quinta-feira (7), onde passará por uma avaliação e depois será devolvida ao habitat natural.

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