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‘Me vacino por mim e por minha mãe que não teve a chance’, diz menina de 8 ao ser imunizada no DF

Vacinação contra Covid-19 para crianças de 8 anos começou nesta quarta-feira (19), em Brasília. Mãe de Helena morreu em outubro passado, após 77 dias de internação; veja vídeo com homenagem.

Por g1 DF e TV Globo

Helena Rocha homenageia a mãe, vítima de Covid-19, ao receber vacina, no DF

A vacinação contra Covid-19 para crianças a partir de 8 anos de idade começou nesta quarta-feira (19), no Distrito Federal. Na Unidade Básica de Saúde 1, na região do Guará, Helena Rocha Vieira chamava a atenção por carregar um cartaz onde estava escrito “Eu me vacino! Por mim e por minha mãe, que não teve a chance de se vacinar” .

Aos 8 anos, Helena perdeu a mãe em outubro passado. Mayara Rocha tinha 33 anos e ficou internada no hospital por 77 dias.

“Pra mim é uma honra poder fazer essa homenagem pra minha mãe. Eu me vacinei hoje, e que todos se vacinem, porque essa vacina é muito importante pra preservar vidas”, diz Helena.

Helena Rocha homenageia mãe, vítima de Covid-19, ao receber vacina, nesta quarta-feira, no DF — Foto: TV GLobo/Reprodução

Helena Rocha homenageia mãe, vítima de Covid-19, ao receber vacina, nesta quarta-feira, no DF — Foto: TV GLobo/Reprodução

Segundo Ailton Fonseca, avô da menina e pai de Mayara, a ideia do cartaz uma maneira de prestar uma homenagem e, ao mesmo tempo, incentivar as pessoas a se vacinarem.

“Minha filha não teve essa sorte de receber a vacina. Ela pegou Covid, 5 dias antes da vacinação para a idade dela ser liberada. Essa doença não é brincadeira, e a vacina pode salvar vidas”, diz o avô de Helena.

Super-heróis vacinados

Irmãos se vestem de homem aranha para receber vacina contra Covid-19 no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Irmãos se vestem de homem aranha para receber vacina contra Covid-19 no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Na UBS 5, de Taguatinga, teve criança animada para se vacinar. Os irmãos Luiz Pedro e Bruno Aguiar, de 11 e 9 anos, foram vestidos de Homem-Aranha (veja vídeo abaixo).

“Super herói tem que se vacinar pra poder intimidar, né?! Todo mundo tem que se vacinar pra mais nada disso acontecer. Essa doença precisa de todo mundo unido pra poder fazer a diferença”, diz Luiz.

Luiz Pedro, de 11 anos, foi se vacinar contra Covid-19 nesta quarta-feira, no DF

Vacinação infantil no DF

Desde o último domingo (16), quando começou a vacinação infantil no DF, 7.149 crianças já tomaram a primeira dose, segundo a Secretaria de Saúde. Esse total representa 2,6% das crianças com idade para ser imunizadas.

A capital federal recebeu dois lotes da vacina Pfizer pediátrica, somando 32.600 vacinas para aplicação exclusiva nas crianças. Até março, a expectativa é que mais 250 mil vacinas cheguem ao DF para aplicação em todas as crianças de 5 a 11 anos.

A vacina está disponível para as crianças de 8 anos ou mais, e de 5 a 11 anos com deficiências permanentes ou doenças crônicas.

Para ser imunizada, é importante que os pais ou responsáveis levem a certidão de nascimento ou a carteira de identidade da criança, com CPF, além da caderneta de vacinação. Não é preciso agendar.

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Após reunião com Guedes, governador do Rio diz que vai esclarecer pontos do plano de recuperação fiscal em 15 dias

Claudio Castro disse que enviará informações ao governo federal e que chegará a ‘denominador comum’ com o Ministério da Economia.

Por g1 — Brasília

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, afirmou nesta quarta-feira (19) que irá esclarecer ao governo federal pontos do plano de retorno do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Ainda, segundo Castro, as informações serão divulgadas dentro de 15 dias.

Se ingressar no RRF do governo federal, o Rio de Janeiro será submetido a novas regras de ajuste fiscal que ajudarão o estado a pagar suas dívidas à União. Caso fique de fora do programa, o Rio terá de repassar R$ 24 bilhões à União, sendo que a arrecadação em 2021 foi de pouco mais de R$ 53 bilhões.

O compromisso de informar ao governo detalhes do RRF foi assumido durante uma reunião, de mais de uma hora, entre o governador e Guedes nesta quarta-feira (19), no Ministério da Economia, em Brasília. Segundo Castro, os esclarecimentos serão prestados antes da próxima reunião com o ministro.

Após o encontro, o Ministério da Economia divulgou nota em que afirmou que “os dois lados trabalham para a resolução de pontos pendentes e ficaram de voltar a se reunir dentro de 15 dias”.

Segundo Claudio Castro, há “boa vontade” para avançar na discussão para que o Rio ingresse no Regime de Recuperação Fiscal do governo federal.

“Vamos chegar ao denominador comum. Foi uma conversa em que todos demonstraram boa vontade. Não foi briga, foi conversa de entendimento”, disse o governador depois da reunião com Paulo Guedes.

Claudio Castro declarou também que, durante o encontro, técnicos do governo do Rio explicaram tópicos da proposta questionados pelo Ministério da Economia.

“São esclarecimentos de pontos. Houve um aprofundamento do que o plano quer dizer. O Ministério da Economia tinha dúvidas e a nossa Fazenda começou a explicar as dúvidas. Esse diálogo não pode ser informal, tem que ser colocado no papel, por isso o prazo de 15 dias”, disse Castro.

De acordo com o governador, as divergências giram em torno de sete pontos contidos na proposta do Rio de Janeiro. Ele não detalhou quais itens foram discutidos com Guedes.

Proposta do Rio para o Regime de Recuperação Fiscal eleva gastos e prevê reajuste anual a servidores

Pareceres contrários

Conforme divulgado pelo blog da Ana Flor, os documentos entregues pelo Rio ao governo federal ampliam gastos estaduais, em vez de reduzi-los, e preveem reajustes anuais aos servidores da administração local.

A tendência no Ministério da Economia, antes da reunião desta quarta, era rejeitar a proposta do governo estadual.

O projeto de recuperação fiscal do Rio foi avaliado por:

  • Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – manifestou-se de forma desfavorável;
  • Secretaria do Tesouro Nacional (STN) – manifestou-se de forma desfavorável;
  • Conselho Supervisor do Regime de Recuperação Fiscal do Rio (CSRRF) – manifestou-se favoravelmente, mas com ressalvas.

Na avaliação da PGFN e da STN, o plano do Rio de Janeiro não tem poder de equilibrar as finanças estaduais, e contém medidas cujos impactos possuem fluxos incertos e potencial de arrecadação possivelmente superestimados.

Outro problema é a concentração do ajuste fiscal no último exercício de vigência do RRF, em 2030, o que gera o estabelecimento de metas que não induzem a uma melhora gradual ao longo dos nove exercícios de vigência máxima do Regime de Recuperação Fiscal.

O Tesouro Nacional avalia ainda que no plano há uma alta fragilidade com variações mínimas em variáveis macroeconômicas como o PIB e o preço de petróleo. Dessa forma, o Tesouro entende que o Plano do Estado não é crível o suficiente para equilíbrio de contas públicas.

‘Defender o que fizemos’

Questionado sobre os pareceres contrários, Claudio Castro afirmou que o Rio defenderá a proposta que encaminhou ao governo federal.

“A gente vai defender o que nós fizemos e esse processo de diálogo, de ajuste, é totalmente razoável. Já houve muitos ajustes, 70% das primeiras conversas já foram resolvidas”, disse.

“Vamos mostrar que as premissas [contidas no plano] não eram falhas. Eram embasadas. Essa é nossa ideia. Esse é o nosso trabalho, mudar o entendimento [dos órgãos técnicos]”, concluiu.

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Operação no Jacarezinho dá início ao Cidade Integrada, novo projeto de ocupação de comunidades, 14 anos após criação das UPPs

Forças de segurança também ocuparam a Muzema. Espécie de reformulação do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) prevê patrulhamento, investigações para desestruturar organizações criminosas e intervenções sociais. Modelo será usado em outras quatro comunidades.

Por Henrique Coelho, g1 Rio

O governo do Rio de Janeiro deu início na manhã desta quarta-feira (19) ao Cidade Integrada, o novo projeto de ocupação social de comunidades e uma espécie de reformulação do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), criado em 2008.

A ação, com 1.200 homens, começou pelo Jacarezinho, na Zona Norte da cidade — onde em maio de 2021 uma operação policial terminou com 28 mortos, a mais letal da história do estado. A comunidade é dominada por uma facção do tráfico de drogas.

No meio da manhã, outro efetivo foi para a Muzema, sub-bairro do Itanhangá, na Zona Oeste do Rio, subjugado pela milícia. A região é a mesma onde dois prédios irregulares desabaram matando 24 pessoas em 2019.

Agentes da Polícia Civil saem da Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, e caminham em direção à comunidade do Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Agentes da Polícia Civil saem da Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, e caminham em direção à comunidade do Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Até a última atualização desta reportagem, a força-tarefa tinha prendido dois homens — um deles era um assaltante de banco foragido. Duas motocicletas foram apreendidas. A Polícia Civil tentava cumprir, no total, 42 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão de adolescentes.

Não houve relatos de tiroteios. “A situação é de aparente tranquilidade. Já temos o cerco nas imediações. O trânsito nas vias próximas segue fluindo normalmente, e isso é muito importante”, disse o porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz. Os trens também circulavam sem interrupções.

A intenção de reformar o projeto adotado pelas UPPs foi anunciada em maio de 2021. “O estado não estava presente, não tinha serviço lá dentro”, afirmou o governador Cláudio Castro (PL) na ocasião.

Veículo blindado sai da Cidade da Polícia em direção ao Jacarezinho, em projeto de ocupação social de comunidades do Governo do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Veículo blindado sai da Cidade da Polícia em direção ao Jacarezinho, em projeto de ocupação social de comunidades do Governo do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Nesta quarta, Castro comentou o início do Cidade Integrada nas redes sociais.

“Damos início a um grande processo de transformação das comunidades do Estado do Rio. Foram meses elaborando um programa que mude a vida da população levando dignidade e oportunidade. As operações de hoje são apenas o começo dessa mudança que vai muito além da segurança”, escreveu.

Resumo do projeto Cidade Integrada:

  • Delegacias farão investigações para ajudar a desestruturar organizações criminosas;
  • A Polícia Militar vai patrulhar ruas e avenidas das regiões;
  • Por fim, as áreas receberão intervenções urbanísticas e sociais.

Em novembro, o g1 mostrou que a ocupação estava prevista para seis grandes comunidades:

  1. Jacarezinho;
  2. Muzema/Tijuquinha/Morro do Banco, no Itanhangá;
  3. Cesarão, em Santa Cruz;
  4. Pavão-Pavaozinho/Cantagalo, em Copacabana e em Ipanema;
  5. Maré;
  6. Rio das Pedras.

Todas essas comunidades possuem forte presença do crime organizado, entre traficantes e milicianos. O Jacarezinho, por exemplo, é área do Comando Vermelho.

Mapa mostra as primeiras comunidades ocupadas no Cidade Integrada — Foto: Infografia: Juan Silva/g1

Mapa mostra as primeiras comunidades ocupadas no Cidade Integrada — Foto: Infografia: Juan Silva/g1

Nesta quarta, o governo não informou sobre outros alvos do Cidade Integrada. Mais detalhes serão apresentados no próximo sábado (22).

O projeto de ocupação do Jacarezinho ocorre no mesmo dia em que Cláudio Castro vai a Brasília tentar reverter junto ao governo Bolsonaro a rejeição do ingresso do estado do Rio ao novo Plano de Recuperação Fiscal.

O Bom Dia Rio apurou que nesta quinta (20) Castro vai se reunir com o prefeito Eduardo Paes (PSD) para discutir o andamento do programa.

Paes, no entanto, afirmou que não foi avisado sobre as ocupações desta quarta.

Policiais saem da Cidade da Polícia em direção ao Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Policiais saem da Cidade da Polícia em direção ao Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

“Neste primeiro momento, a ideia é que possamos fazer uma retomada do território”, disse Ivan Blaz. “Era necessário que fizéssemos este trabalho de cerco e agora é fazer vasculhamento, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e verificação de antigos mandados de prisão”, emendou.

Segundo Blaz, o Comando de Operações Especiais, que inclui o Bope, chegou ainda na noite de terça (19). Batalhões da Zona Norte e a Coordenadoria de Polícia Pacificadora também foram mobilizados.

“Algumas comunidades ao redor também vão ser ocupadas para o sucesso da operação. Manguinhos e Bandeira 2 são comunidades que estão sofrendo algum impacto”, acrescentou o porta-voz.

Governo do Rio de Janeiro deu início na manhã desta quarta-feira (19) a um novo grande projeto de ocupação social de comunidades. A primeira ação acontece no Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Governo do Rio de Janeiro deu início na manhã desta quarta-feira (19) a um novo grande projeto de ocupação social de comunidades. A primeira ação acontece no Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Castro: ‘Entrada de serviço público’

Na semana passada, ao inaugurar centros de testagem para Covid, o governador disse que o Cidade Integrada não seria “como em outras épocas”.

“Eu tenho certeza de que não é, como em outras épocas, entrar dando tiro nas pessoas. É uma entrada de serviço público, um repensar da segurança pública”, declarou Castro.

“Chegou a hora de repensar até essa questão da ocupação do estado mesmo. É um programa que vem discutir segurança pública de maneira mais ampla e não simplesmente fazer o que foi feito nas outras vezes, que era ocupar e tirar todo mundo e daqui a pouco volta”, detalhou.

Documentos obtidos pelo g1 mostram que a reformulação já vinha sendo discutida pelo menos desde setembro. Um ofício previa, por exemplo, a instalação de projetos sociais destinados a mulheres e idosos no Cantagalo.

O programa das UPPs surgiu em 2008, na gestão do governador Sérgio Cabral. Dez anos depois, sofreu uma grande diminuição, quando o Rio estava sob intervenção federal na segurança pública.

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Cidade Integrada: policiais ocupam Muzema e outras áreas dominadas pela milícia na região

Projeto do governo do RJ começou nesta quarta-feira (19) no Jacarezinho e é uma espécie de reformulação do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Há previsão de patrulhamento, investigações para desestruturar organizações criminosas e intervenções sociais.

Por Henrique Coelho e Eduardo Tchao, g1 Rio e TV Globo

Poucas horas depois da ocupação da Favela do Jacarezinho, que deu início ao programa Cidade Integrada, forças de segurança chegaram a outras comunidades da Zona Oeste do Rio nesta quarta-feira (19). Agentes ocupam a Tijuquinha, o Morro do Banco e a Muzema — regiões de domínio das milícias.

A ação conta com 100 policiais civis e militares do Batalhão Ambiental e foi deflagrada pouco depois das 10h nas três comunidades (veja a movimentação acima). O foco, segundo a PM, vai ser o combate ao comércio ilegal de gás de cozinha, crimes ambientais e construções irregulares.

Até a última atualização desta reportagem, a força-tarefa tinha prendido nove homens e levado outros três para a delegacia.

A Muzema tem sido alvo de constantes operações da polícia e da prefeitura para derrubar construções irregulares, que são erguidas e vendidas para financiar o grupo criminoso. Em dezembro, a força-tarefa demoliu ao menos 8 imóveis erguidos em área de mata.

As investigações apontaram que, entre os donos dos imóveis, três são policiais militares. Uma estimativa do Ministério Público apontou ainda que os apartamentos e as casas foram avaliados em R$ 6 milhões. Com valor agregado terreno, montante chegaria a R$ 10 milhões.

Em outra ação, a construção de uma sala comercial irregular foi interrompida.

Sala comercial ilegal em prédio da milícia teve construção interrompida

Além do crescimento desordenado, moradores também reclamam da cobrança de taxas extras para uso de serviços como gás e internet e até do pagamento de 13º salário para bancar os grupos paramilitares.

A região é a mesma onde dois prédios irregulares desabaram matando 24 pessoas em 2019.

Largada no Jacarezinho

Cidade Integrada prevê a ocupação social de comunidades e é uma espécie de reformulação do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), criado em 2008 (veja abaixo imagens da ação no Jacarezinho).

A ação, com 1.200 homens, começou pelo Jacarezinho, na Zona Norte da cidade — onde em maio de 2021 uma operação policial terminou com 28 mortos, a mais letal da história do estado. A comunidade é dominada por uma facção do tráfico de drogas.

Até a última atualização desta reportagem, um homem havia sido preso, cuja identidade não foi revelada. A Polícia Civil tentava cumprir, no total, 42 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão de adolescentes.

“A situação é de aparente tranquilidade. Já temos o cerco nas imediações. O trânsito nas vias próximas segue fluindo normalmente, e isso é muito importante”, disse o porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz. Os trens também circulavam sem interrupções.

A intenção de reformar o projeto adotado pelas UPPs foi anunciada em maio de 2021. “O estado não estava presente, não tinha serviço lá dentro”, afirmou o governador Cláudio Castro (PL) na ocasião.

Nesta quarta, Castro comentou o início do Cidade Integrada nas redes sociais.

“Damos início a um grande processo de transformação das comunidades do Estado do Rio. Foram meses elaborando um programa que mude a vida da população levando dignidade e oportunidade. As operações de hoje são apenas o começo dessa mudança que vai muito além da segurança”, escreveu.

Agentes da Polícia Civil saem da Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, e caminham em direção à comunidade do Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Agentes da Polícia Civil saem da Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, e caminham em direção à comunidade do Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Resumo do projeto Cidade Integrada:

  • Delegacias farão investigações para ajudar a desestruturar organizações criminosas;
  • A Polícia Militar vai patrulhar ruas e avenidas das regiões;
  • Por fim, as áreas receberão intervenções urbanísticas e sociais.

Em novembro, o g1 mostrou que a ocupação estava prevista para seis grandes comunidades:

  1. Jacarezinho;
  2. Muzema/Tijuquinha/Morro do Banco, no Itanhangá;
  3. Cesarão, em Santa Cruz;
  4. Pavão-Pavaozinho/Cantagalo, em Copacabana e em Ipanema;
  5. Maré;
  6. Rio das Pedras.

Todas essas comunidades possuem forte presença do crime organizado, entre traficantes e milicianos. O Jacarezinho, por exemplo, é área do Comando Vermelho.

Nesta quarta, o governo não informou sobre outros alvos do Cidade Integrada. Mais detalhes serão apresentados no próximo sábado (22). A TV Globo apurou que nesta quinta (20) Castro vai se reunir com o prefeito Eduardo Paes (PSD) para discutir o andamento do programa.

Policiais saem da Cidade da Polícia em direção ao Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Policiais saem da Cidade da Polícia em direção ao Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

“Neste primeiro momento, a ideia é que possamos fazer uma retomada do território”, disse o porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz. “Era necessário que fizéssemos este trabalho de cerco e agora é fazer vasculhamento, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e verificação de antigos mandados de prisão”, emendou.

Segundo Blaz, o Comando de Operações Especiais, que inclui o Bope, chegou ainda na noite de terça (19). Batalhões da Zona Norte e a Coordenadoria de Polícia Pacificadora também foram mobilizados.

“Algumas comunidades ao redor também vão ser ocupadas para o sucesso da operação. Manguinhos e Bandeira 2 são comunidades que estão sofrendo algum impacto”, acrescentou o porta-voz.

Governo do Rio de Janeiro deu início na manhã desta quarta-feira (19) a um novo grande projeto de ocupação social de comunidades. A primeira ação acontece no Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Governo do Rio de Janeiro deu início na manhã desta quarta-feira (19) a um novo grande projeto de ocupação social de comunidades. A primeira ação acontece no Jacarezinho — Foto: Reprodução/ TV Globo

Castro: ‘Entrada de serviço público’

Na semana passada, ao inaugurar centros de testagem para Covid, o governador disse que o Cidade Integrada não seria “como em outras épocas”.

“Eu tenho certeza de que não é, como em outras épocas, entrar dando tiro nas pessoas. É uma entrada de serviço público, um repensar da segurança pública”, declarou Castro.

“Chegou a hora de repensar até essa questão da ocupação do estado mesmo. É um programa que vem discutir segurança pública de maneira mais ampla e não simplesmente fazer o que foi feito nas outras vezes, que era ocupar e tirar todo mundo e daqui a pouco volta”, detalhou.

Documentos obtidos pelo g1 mostram que a reformulação já vinha sendo discutida pelo menos desde setembro. Um ofício previa, por exemplo, a instalação de projetos sociais destinados a mulheres e idosos no Cantagalo.

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SP registra temperatura mais alta do verão nesta terça; calor deve permanecer durante toda a semana

Termômetros bateram 33,4ºC nesta terça, índice mais elevado desde o início do verão, em 21 em de dezembro de 2021. Sol e clima quente seguirá nas próximas semanas.

Por g1 SP

A cidade de São Paulo bateu o recorde de temperatura deste verão na tarde desta terça-feira (18), segundo informações do Climatempo.

Por volta das 15h, os termômetros bateram 33,4º C. Nesta quarta-feira (19), a máxima é de 32º C, e a temperatura pode subir ainda mais.

Nesta semana, o verão finalmente “chegou” em São Paulo: sol, altas temperaturas e pancadas de chuva no final das tardes. A estação começou oficialmente no dia 21 de dezembro, mas o final e começo de ano foi marcado por nebulosidade e temperaturas amenas.

A temperatura mais alta já registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na capital paulista foi de 37,8º C, em 17 de outubro de 2014. As medições começaram a ser feitas em 1943.

Previsão para os próximos dias

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), os próximos dias seguem com condições típicas de verão, ou seja, sol e temperaturas elevadas com pancadas de chuva no final das tardes.

A quinta-feira (20) segue com sol e calor na Grande São Paulo. Os termômetros variam entre mínimas de 20°C e máximas que podem passar dos 31°C. No período da tarde, as chuvas retornam na forma de pancadas isoladas, com raios e rajadas de vento.

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Curto-circuito causa incêndio no palco durante show do Olodum no Pelourinho, em Salvador

Chamas começaram na parte inferior do palco após curto-circuito em um dos equipamentos. Fogo foi controlado e show prosseguiu normalmente. Ninguém ficou ferido.

Por g1 BA e TV Bahia

Curto-circuito causa pequeno incêndio no palco durante show do Olodum

Um incêndio atingiu o palco durante uma apresentação da Banda Olodum, no Largo da Tieta, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, na noite de terça-feira (18).

Em imagens que circulam pelas redes sociais é possível ver o fogo na parte inferior da estrutura, enquanto parte do público se afasta do local das chamas. É possível ver ação de homens que afastam materiais inflamáveis das chamas, enquanto o vocalista Lazinho pede calma ao público que a situação seja resolvida.

Em nota, o Olodum informou que o incêndio começou após um curto-circuito na caixa de grave, mas diz que a situação foi resolvida em dois minutos pelos bombeiros brigadistas que trabalhavam no evento.

Ainda segundo a banda, o show prosseguiu normalmente, sem riscos ou danos para o público, banda e equipe que estavam no local.

Palco pega fogo durante apresentações do Olodum — Foto: Redes sociais

Palco pega fogo durante apresentações do Olodum — Foto: Redes sociais

Os ensaios de verão do grupo, conhecidos com a Benção do Olodum, ocorrem tradicionalmente às terças-feiras. Na semana passada, o ensaio não aconteceu porque um dos integrantes da banda testou positivo para a Covid-19.

O Olodum

Nascido como bloco, foi como banda, surgida só em 1987, que o Olodum ganhou o mundo com o ritmo samba-reggae, criado pelo músico e percussionista Neguinho do Samba, por anos o maestro principal da banda. Atualmente, o grupo é dos mais tradicionais da música baiana, dono de músicas de sucesso como Faraó, Protesto Olodum, Deusa do Amor e Miss Her.

Em 1991, o grupo viveu um dos seus maiores momentos, ao tocar ao lado do astro Paul Simon para 750 mil pessoas no Central Park, em Nova Iorque. Em 1994, de novo nos Estados Unidos, o Olodum levanta a taça do tetra campeonato da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo da Fifa.

Em 1996, o rei do pop Michael Jackson veio à Bahia gravar com o Olodum o videoclipe da canção “They Don’t Care About Us”.

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‘Vacinem seus filhos. A proteção do meu depende da imunidade comunitária’: o apelo de mãe de menino à espera de vacina

Com o início da vacinação infantil no Brasil, famílias de crianças imunossuprimidas e com comorbidades esperam ansiosamente pelo imunizante, que diminuirá os riscos à saúde dos pequenos.

Por Giulia Granchi, BBC — Da BBC News Brasil, em São Paulo

Hélio com sua mãe, Thaís: ele toma um medicamento imunossupressor desde o primeiro ano de vida — Foto: Arquivo pessoal/via BBC

Hélio com sua mãe, Thaís: ele toma um medicamento imunossupressor desde o primeiro ano de vida — Foto: Arquivo pessoal/via BBC

Quando Hélio Tenório, de 5 anos, vê outras crianças na rua, fica difícil para ele esconder um sorriso. Segundo sua mãe, Thaís Sêco, por ter passado a maior parte dos últimos dois anos fora das aulas presenciais e sem brincar pessoalmente com colegas da mesma idade, ele, que é naturalmente sociável, fica em êxtase quando encontra alguém que possa se tornar seu amigo.

O isolamento do pequeno não foi à toa. Hélio toma um medicamento imunossupressor desde seu primeiro ano de vida, já que foi diagnosticado com AVB (atresia de vias biliares) logo após o nascimento e, aos seis meses, precisou passar por um transplante de fígado.

De acordo com a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), a doença é o motivo mais comum de transplante hepático em crianças, e sua causa não é completamente conhecida. No caso de Hélio, a cor amarelada da pele que não sumiu depois dos banhos de sol e as fezes amarelas como gema de ovo foram sinais que ajudaram no diagnóstico.

Em um organismo com o quadro, há uma inflamação e obstrução dos ductos biliares, responsáveis por transportar a bile, líquido que ajuda na digestão de gorduras e carrega algumas substâncias para serem eliminadas pelo intestino. A bile fica retida no fígado, provocando rapidamente danos ao órgão, o que pode evoluir para cirrose e óbito, caso o paciente não seja tratado precocemente.

Para muitas crianças, a saída é fazer um procedimento conhecido como ‘cirurgia de Kasai’, que tem como objetivo fazer uma ligação do intestino delgado ao local de maior acumulação de bile no fígado e pode retardar a necessidade de um transplante de fígado em mais de uma década. No caso de Hélio, a cirurgia não teve sucesso, o que fez com que ele precisasse receber um pedaço do fígado do pai.

‘Conto com a ciência desde que ele nasceu’

O fígado é o único órgão capaz de se regenerar, o que permitiu que seu pai, Thiago Duque, continuasse vivendo saudavelmente após doar 30% do órgão para o filho.

“O volume ainda era muito superior ao tamanho de um bebê, por isso, os médicos reduziram ainda mais. Foi uma cirurgia extremamente delicada que demorou 13 horas. Para que ele pudesse viver, conto com a ciência desde que ele nasceu. Agora, com a vacina, não seria diferente”, diz Thaís, que tem 36 anos e é professora do departamento de Direito da UFLA (Universidade Federal de Lavras) e está licenciada para se dedicar à pesquisa de doutorado.

Por diferentes intercorrências na saúde, até um ano e meio, Hélio passou por sete procedimentos cirúrgicos. Depois, o menino foi crescendo e levando uma vida como qualquer outra criança, com a ajuda do imunossupressor que impede que o corpo rejeite o órgão transplantado.

Mas como o nome sugere, a droga tem o efeito de deixar o sistema imune mais fraco. “Esses pacientes têm maior risco de contrair qualquer tipo de infecção, assim como de desenvolver formas mais graves delas”, explica Lucas Fadel, pediatra e coordenador da UTI Pediátrica e Neonatal da Santa Casa de São José dos Campos (SP).

Por isso, a família de Hélio o manteve em casa durante a maior parte da pandemia, com medo que ele pudesse ter contato com o Sars-CoV-2.

‘Esse coronavírus nunca vai embora, mãe?’

A pergunta foi feita por Hélio em dezembro de 2021. Assim como boa parte dos brasileiros, ele estava ansioso para retomar a vida “normal”, sem os perigos impostos pela Covid-19. Ao ouvir da mãe que os cientistas estavam produzindo o imunizante, ele voltou à sala alguns minutos mais tarde, com sua própria versão da vacina, feita de lego, em mãos. A cena fez a mãe rir e ansiar ainda mais por uma vacina de verdade.

“Ele pode tomar a maioria das vacinas. Embora vá ter uma taxa de resposta inferior, ainda vale muito para fortalecer o sistema imunológico dele. Mas a proteção dele também depende muito da imunidade comunitária, e por isso, faço o apelo para que outros pais também vacinem seus filhos”, diz Thais.

Atualmente, a família mora em Bicas, Minas Gerais, cerca de 40 quilômetros de distância de Juiz de Fora. Na cidade, a vacinação ainda não teve início. “Em Juiz de Fora já começou, mas não há nenhuma menção sobre imunossuprimidos. Aqui, um carro de som passa avisando. Estou ansiosa para ouvir o anúncio”, diz a mãe.

Entenda o que é considerado comorbidade

A ordem de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde começa com crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades, depois crianças indígenas e quilombolas, seguidas por aquelas que vivem em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19. Depois desses grupos, vêm as crianças sem comorbidades, começando dos mais velhos para os mais novos.

No entanto, cada estado (e em alguns casos, municípios), podem apresentar diferenças na logística de vacinação.

Além de crianças imunossuprimidas por qualquer causa, são consideradas comorbidades para o público infantil pelo Ministério da Saúde:

  • diabetes mellitus;
  • pneumopatias crônicas graves;
  • hipertensão arterial resistente ou de estágio 3;
  • hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;
  • insuficiência cardíaca;
  • cor-pulmonale e hipertensão pulmonar;
  • cardiopatia hipertensa;
  • síndromes coronarianas;
  • valvopatias;
  • miocardiopatias e pericardiopatias;
  • doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;
  • arritmias cardíacas;
  • cardiopatia congênita no adulto;
  • próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;
  • doenças neurológicas crônicas;
  • doença renal crônica;
  • hemoglobinopatias graves;
  • obesidade mórbida;
  • síndrome de Down;
  • e cirrose hepática.

Os primeiros da fila da vacina

Acompanhado de sua mãe, Enzo Cronemberger de Azevedo, de 9 anos, foi o primeiro a chegar no posto de saúde localizado na Vila Anastácio, bairro da zona oeste de São Paulo, para receber a vacina em dose pediátrica no último dia 17.

Milene chora ao falar do filho vacinado. “É algo que a gente esperou demais. Acompanhávamos o passo a passo das aprovações. Ter a vacina, para nós, é uma esperança. Ele estava ansioso, até disse que faria um bolo para comemorar o dia da vacina”, conta a mãe, acrescentando que ele não teve nenhuma reação adversa ao imunizante.

O menino pôde ser atendido por fazer parte das crianças com comorbidades e imunossuprimidas. Nos primeiros meses de vida, ele foi diagnosticado com diabetes e hipotireoidismo. Logo depois, teve um distúrbio renal que fazia com que seu corpo eliminasse proteína em excesso na urina. O quadro, pouco comum em crianças, levou os médicos que o acompanhavam a suspeitar de uma síndrome rara.

Enzo foi então diagnosticado com a doença autoimune IPEX, quadro hereditário e raro que causa a disfunção de várias glândulas endócrinas e a inflamação do intestino. Desde então, ele faz utilização contínua de um medicamento imunosupressor, e, com isso, manteve uma boa saúde.

Quando a pandemia começou, Milene, que é gerente de projetos, já passou a trabalhar remotamente. “Nos primeiros meses, ficamos totalmente sem sair de casa. O contato dele é com a família – minha mãe, minha irmã, o pai dele e os irmãos por parte do pai”, explica ela, que hoje mora com o filho e o marido, padrasto de Enzo.

O pequeno ficou quase dois anos sem ir para escola presencialmente. Em novembro de 2021, com os cuidados indicados pelos médicos, ele voltou a estudar na mesma sala que outros colegas durante um mês, antes das férias e da nova onda causada pela variante ômicron começar.

Mesmo tomando os cuidados regularmente, Milene foi infectada pelo Sars-CoV-2 duas vezes, mas em ambas as ocasiões conseguiu proteger o filho, deixando-o na casa do pai.

“Ele entende a situação atual e é bem consciente em relação à imunidade dele, às medicações, e se manteve tranquilo no isolamento. Mas antes da volta à escola já estava chegando a um estágio em que ficar tão recluso fazia mal para ele. Não saíamos com ele para as festas, ele deixou de brincar com outras crianças e de fazer atividade física, já que as aulas de natação não eram mais possíveis”, diz a mãe.

“Conversei com a médica imunologista dele, que me deu um atestado para que ele tomasse a vacina. Fiquei com medo, mas os médicos falaram: é muito melhor que ele tome a vacina.”

Mitos atrapalham a vacinação

“As dúvidas sobre a vacina devem ser esclarecidas com o pediatra da criança”, aconselha o médico Lucas Fadel para que as famílias não caiam em notícias falsas. Abaixo, o especialista esclarece tópicos que frequentemente são usados para desencorajar a vacina, mas que não são verdadeiros:

  • A vacina não interage com o DNA celular e não causa alterações genéticas. Ela funciona como uma “receita” pronta para que o sistema imunológico possa produzir anticorpos e estar pronto para combater uma possível infecção.
  • O RNAm (ou RNA mensageiro), utilizado na vacina Pfizer, não ficará indefinidamente nas células que ele entrou. Após cumprir seu papel, é inativado (como todo RNAm que o corpo humano produz). As proteínas spike do coronavírus também serão inativadas pelo organismo, assim como todas as proteínas reconhecidas como invasoras.
  • Miocardite, pericardite e outros eventos vacinais são extremamente raros. “Basta olhar o número de vacinado, que são milhões, e o número de eventos, de apenas algumas dezenas”, aponta Fadel.
  • Os eventos vacinais mais preocupantes são ainda mais improváveis e todos mostraram curso benigno. “Além do mais, o risco de desenvolver uma miocardite pela infecção por coronavírus chega a ser mais de dez vezes maior que pela vacina.”

Diagnóstico recente fez Lívia entrar para o grupo prioritário

Os pais de Lívia Martins Pinto, de 7 anos, também anseiam pela vez da filha receber o imunizante, o que deve ocorrer nos próximos dias na cidade de Indaiatuba (SP). Após ter mononucleose em 2021, a febre da menina não cessou por 15 dias seguidos. O sintoma preocupante foi o começo da luta dos pais por um diagnóstico. Os sinais que apareceram a seguir foram dores nas articulações e ânsia de vomito, o que levava Lívia a não comer e a perder peso.

Mais 15 dias se passaram, com a criança internada, antes que a equipe multidisciplinar de médicos que a examinava descobrisse o problema. Após uma bateria extensa de exames e testes, os pais receberam a notícia de que ela possuía artrite idiopática juvenil sistêmica.

“A doença faz com que os anticorpos que deveriam servir de proteção no sistema imunológico ataquem o próprio corpo. Ela inflama as articulações, causando dor, inchaço e dificuldade de movimento. Lívia tem o subtipo mais grave (sistêmica), que causa febre e alterações importantes no sangue. Além disso, ela também teve síndrome de ativação macrofágica, que causa a excessiva proliferação de macrófagos (células do sistema imune), e pode ser fatal”, explica a reumatologista pediátrica Maria Teresa Terreri, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e parte da ONG Acredite, onde conheceu Lívia.

Durante o ano, Lívia precisou ser internada seis vezes e agora, fazendo o uso de três medicamentos imunossupressores, tem a saúde estável.

“Eu tenho medo que ela pegue qualquer coisa, mas principalmente a Covid-19. Só saímos com máscaras PFF2, ainda tiramos as roupas antes de entrar em casa e não deixo ninguém se aproximar demais dela”, diz a mãe, Shirlei, que tem 52 anos e é professora do ensino fundamental.

O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95

Para poder ter mais segurança, Terreri explica que não é só seguro, como também extremamente indicado, que pacientes imunossuprimidos recebam a vacina.

“Espero que o imunizante possa permitir que ela faça mais coisas. É uma menina muito especial, brilhante na escola, que até tem uma boa compreensão do que acontece com ela, mas que ainda quer brincar e visitar as amigas”, diz a mãe.

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Aldeias enfrentam informações falsas sobre a vacinação contra Covid-19, diz líder indígena no PA: ‘falaram até que era do demônio’

Há um ano, a vacinação contra o novo coronavírus iniciava no Pará. 95% dos indígenas que tomaram a segunda dose ainda não tomou a dose de reforço no estado.

Por g1 Pará — Belém

Liderança indígena Tembé fala de vacina contra Covid-19. — Foto: Arquivo Pessoal

Liderança indígena Tembé fala de vacina contra Covid-19. — Foto: Arquivo Pessoal

Depois de um ano de vacinação contra Covid-19 no Pará, a liderança indígena Wendel Tembé conta que perdeu parentes para a Covid-19 e que ainda há entraves para a imunização de aldeias. Até então, 95% da população indígena no Pará vacinada com a segunda dose ainda não tomou a dose de reforço. “Pastores tentaram influenciar indígenas e chegaram a falar a vacina era do demônio, que iríamos virar jacaré. Tivemos óbitos porque muitos tiveram medo de se vacinar”.

Nesta quarta-feira (19), o g1 Pará publica três histórias sobre o início da vacinação contra Covid-19 no estado.

Sobre a vacina, Wendel Tembé diz que a disseminação de informações falsas pela internet, em afirmações do presidente Jair Bolsonaro e por igrejas, causaram medo, mas que a imunização é essencial para vencer a pandemia.

“Eu, como parte da liderança indígena Tembé, vejo que nós, povos indígenas, temos que apostar e acreditar na medicina, porque o tempo de vencer o inimigo com arco e flecha acabou. A vacina é a melhor saída para nos livrar dessa enfermidade”, diz.

No Pará, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) a primeira indígena vacinada foi Ronoré Kaprere Pahinti. Ela tomou todas as doses, incluindo a de reforço.

A Sespa disse que realiza a distribuição para vacinação de indígenas, mas “há Distritos Sanitários Indígenas enfrentando recusas à vacina, motivadas por vários fatores como as falsas notícias sobre os imunizantes”

Quanto à logística, a Sespa informou que “é complexa e requer atenção diferenciada e o governo do estado vem colaborando conforme as demandas solicitadas pelos DSEIs”.

São mais de três mil indígenas na região do Alto Rio Guamá, que fica no limite dos municípios de Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, Capitão PoçoViseu e Paragominas. São 16 aldeias na margem do rio Guamá.

Durante a pandemia, os Tembés da aldeia Tekohaw chegaram a não registrar casos de Covid-19 em períodos de isolamento rigoroso – relembre a reportagem.

“Tivemos reuniões logo quando começou a pandemia. A gente não podia estar aglomerado, mas aí o povo Tembé teve bom senso… Conversamos, tomamos os cuidados possíveis, foram feitas várias aldeias improvisadas no meio da mata para não ficarmos na margem do rio, expostos”.

Mas a Covid chegou às aldeias. Wendel lembra que perdeu dois parentes. Ambos tinham tomado apenas a 1ª dose da vacina.

Ele conta que um deles era um grande guerreiro, referência na cultura indígena; o outro, cacique da aldeia Itatupiri, morreu com pouco mais de 70 anos e também era uma grande influência para o povo Tembé. Na região de Marabá, onde ele cresceu, faleceu o cunhado, que era cacique de uma aldeia. Ele tinha 40 anos de idade.

Wendel relata que lideranças foram atingidas porque andavam para fora das aldeias para reuniões em Belém. Ele mesmo contraiu duas vezes a doença, já que trabalha em cinco aldeias e sempre se movimenta para levar informação entre os grupos. A maioria já tomou a dose de reforço.

O indígena afirma que os óbitos são vistos, culturalmente, de uma forma diferente na tradição Tembé, e que a Covid-19 impactou diretamente no ritual de despedida:

“Quando morre um de nós, a gente tem, por cultura, que ficar oito dias ali no velório, com a família. Agora imagina morrer 2, 3 ao mesmo tempo. Como ia ficar nosso povo?”.

A vacina que chegou até as aldeias do Alto Rio Guamá levou mais confiança aos indígenas, diz Wendel:

“A gente está mais confiante, se sente hoje mais seguro. Pelo fato de já termos tomado as duas doses e o índice de casos já ter diminuído. Os que surgiram depois da vacina foram casos mais fracos, as pessoas sentem muito poucas dores, perto do que sentiam antes. A gente acredita que após a terceira dose todo mundo vai se sentir melhor ainda”.

“A gente perdeu muita coisa já. Está perdendo terra, língua, tradição… Então eu peço a todas as comunidades indígenas que se vacinem, que aceitem a vacina”, ele conclui.

Vacinação no Pará

Até a manhã desta quarta-feira, foram aplicadas no Pará 11.960.228 doses contra a Covid-19. Foram 5.921.604 na 1ª dose; 5.433.828 na 2ª dose; e 604.796 na dose de reforço.

Em relação aos indígenas, foram 16.871 na primeira dose; 13.441 na segunda dose; e 649 na dose de reforço. Duas pessoas receberam a dose única. No total, foram 30.963 doses aplicadas.

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Comprovante de vacinação contra Covid não será exigido na volta às aulas da rede municipal de SP

De acordo com Secretaria Municipal da Educação, alunos não vacinados poderão assistir aulas, mas serão incentivados a receber imunização.

Por g1SP — São Paulo

A Secretaria Municipal da Educação de São Paulo informou que, assim como vai acontecer na rede estadual, não vai exigir a vacina contra a Covid-19 dos estudantes para a volta às aulas presenciais, que ocorre em 7 de fevereiro.

De acordo com o órgão, as unidades escolares seguem uma portaria municipal e já possuem a prática da solicitação da carteirinha de vacinação no ato da matrícula e da rematrícula.

“Porém, a não-apresentação do documento não impede que o estudante frequente a unidade escolar”, diz a pasta por meio de comunicado.

A secretaria destacou, no entanto, que vai incentivar os paulistanos com filhos com idade entre 5 e 11 anos a aderir à campanha de vacinação, e que todos os protocolos sanitários serão mantidos neste retorno às aulas.

Entre estes protocolos estão a aferição de temperatura, uso de máscara e higienização das mãos e ambientes, além da utilização de álcool em gel.

A pasta informou que investiu mais de R$ 30 milhões em mais de 142 milhões de máscaras descartáveis e álcool em gel para distribuição nas unidades escolares. Deste total, mais de 1,6 milhão são do modelo PFF2, direcionadas aos servidores.

As unidades escolares ainda contarão com o apoio das “mães guardiãs”, que tiveram seus contratos prorrogados até dezembro de 2022.

Elas são mulheres entre 18 e 50 anos, moradoras da capital, com filho(a) matriculado(a) na rede municipal de ensino, e que recebem um benefício de R$ 1.155 mensais para ajudar no cumprimento dos protocolos sanitários nas unidades de ensino municipais.

As aulas para os cerca de 1 milhão de alunos da rede municipal ocorrerão entre 7 de fevereiro e 22 de dezembro. O recesso do meio do ano será de 11 a 22 de julho.

Vacinação na capital

A vacina contra a Covid 19 começou a ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos nos postos de saúde da capital paulista na última segunda-feira (17). A expectativa do governo do estado é a de vacinar 4,3 milhões de crianças no período de três semanas.

A vacinação deve ocorrer de forma escalonada, em ordem decrescente, como foi feito com a população adulta.

O pré-cadastro para vacinação desse público foi liberado na quarta (12). Os pais podem acessar o site do governo paulista (www.vacinaja.sp.gov.br) para inserir os dados da criança e agilizar o atendimento nos postos de saúde do estado.

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Anac autoriza Azul e Gol a voar com menos comissários em voos após avanço da ômicron impactar tripulações; Latam também pediu

Para voar com menos comissários, as companhias precisarão limitar o número de assentos por avião. Avanço de variante do novo coronavírus afeta vários setores da economia. Azul, Gol e Latam detêm 98,2% do mercado doméstico de aviação no Brasil.

Por Ricardo Gallo e Rafael Miotto, g1 — São Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a Azul e a Gol a voar com menos comissários de bordo nos aviões –três, em vez de quatro profissionais. A Latam fez o mesmo pedido e aguarda resposta da agência.

Na prática, a medida obriga as empresas a reacomodarem passageiros em outros voos, porque haverá limite de até 150 assentos em aviões com capacidade para até 186 pessoas.

Juntas, as três empresas detêm 98,2% do mercado doméstico de aviação no Brasil, segundo dados da agência relativos a novembro –os mais recentes disponíveis.

Os pedidos das companhias aéreas estão relacionadas ao avanço da variante ômicron, que tem causado afastamento de tripulantes das escalas de voo e cancelamentos de voos. A ômicron também tem provocado impacto em outros setores da economia, como profissionais da saúde e do comércio.

A autorização da Anac à Azul foi dada em 12 de janeiro; o aval à Gol, nesta segunda-feira (17).

As empresas são obrigadas a manter um comissário para cada 50 passageiros. Assim, para voar com três tripulantes, os voos passam a ter número reduzido de passageiros.

No caso da Gol, os Boeings 737-800 e 737 Max 8 afetados pela medida poderão levar até 150 passageiros caso operem com três comissários. Os aviões têm capacidade para 186 passageiros.

Na Azul, voos com Airbus A320 ficam restritos a 150 assentos; a aeronave tem capacidade para levar 174 passageiros. Em aeronaves Embraer E195, a companhia poderá levar 100 passageiros e usar dois comissários; o avião tem capacidade para até 118 passageiros.

No caso da Azul, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) recebeu uma denúncia de que a empresa já operava com menos comissários antes da autorização formal da Anac. O sindicato questionou a Anac a respeito e não obteve resposta. Questionada pelo g1, a Azul não se manifestou.

Gol se limitou a confirmar a informação da redução de comissários. A Latam informou que aguarda manifestação da Anac sobre o pedido de atuar com menos comissários.

Voos cancelados

Em meio ao avanço da variante ômicron e do vírus H3N2 da influenza, as companhias aéreas estão dispensadas muitos de seus tripulantes com síndromes gripais para que esses possam fazer o isolamento.

Isso fez com que diversos voos fossem cancelados no início de 2022. A Azul foi a primeira a ter voos afetados, mas a Latam também sofreu com os impactos, cancelando 111 voos.

Na ocasião, a Anac afirmou que monitorava os casos de Covid-19 e gripe em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo, para minimizar impactos em voos.

No mundo, o avanço da variante ômicron em meio à necessidade de isolar tripulantes potencialmente infectados levou a milhares de atrasos ou cancelamentos, a maioria deles em aeroportos dos EUA e da China, entre o Natal e o Ano Novo.

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