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‘Temos que seguir com as restrições’, diz secretário da Saúde de SP

Jean Gorinchteyn defendeu manutenção das medidas, mas evitou comentar se estado irá prorrogar a fase emergencial, prevista para ser encerrada dia 11 de abril. Secretário vê queda em índices em índices da Covid, apesar de estado seguir batendo recorde de mortes.

Por G1 SP e GloboNews — São Paulo

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse nesta quarta-feira (7) que é preciso manter as restrições no estado. Entretanto, ele evitou comentar sobre uma nova prorrogação da fase emergencial.

Em vigor desde 15 de março, a fase emergencial foi prorrogada até 11 de abril pela gestão de João Doria. O governo estadual ainda estuda as medidas que serão tomadas a partir da próxima segunda (12).

“Temos que seguir com restrições. No estado de São Paulo, estamos tendo apoio da população: chegamos a 53% da taxa de índice de isolamento. É isso que temos que olhar, as medidas implementadas estão impactando nos números”, disse Gorinchteyn em entrevista à GloboNews.

O secretário afirma que é possível notar uma queda em alguns índices da Covid.

“O comparativo entre a 13ª e a 12ª semana epidemiológica mostrou uma queda no número não só de casos em 3%, o número de internações em 5,4% e também, à despeito de termos um incremento no número de óbitos, eles desaceleraram”.

Nesta terça, entretanto, o estado de São Paulo bateu um novo recorde ao registrar 1.389 mortes por Covid em um dia.

Com isso, chegou a 78.554 o número de vidas perdidas para a doença no estado.

Jean Gorinchteyn sobre medidas restritivas : ‘Vamos continuar avaliando os índices e estratégias’

22º dia consecutivo com taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 90%

Também nesta terça, o estado de São Paulo chegou ao 22º dia consecutivo com a taxa de ocupação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) de pacientes com Covid-19 acima dos 90%.

São mais de 29 mil pessoas internadas em todo o estado, sendo quase 13 mil em leitos de UTI.

Ao menos 555 pessoas com Covid-19 ou suspeita da doença não resistiram à espera por um leito de UTI e morreram desde o início de março no estado de São Paulo. O levantamento é do G1 e da TV Globo.

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Criminosos atacam bancos e provocam terror em Mococa, no interior de SP

Ataques tinham como alvos três agências bancárias da cidade, que fica a 265 quilômetros da cidade de São Paulo e perto da divisa com Minas Gerais. Um vigilante ficou ferido.

Por G1 São Carlos e Araraquara

Uma quadrilha armada atacou na madrugada desta quarta-feira (7) agências bancárias em Mococa, município paulista de menos de 70 mil habitantes que fica perto da divisa com Minas Gerais e a 265 quilômetros da cidade de São Paulo.

Os criminosos usaram explosivos e atiraram em lojas, causando terror antes de fugir. Ninguém foi preso. Um vigilante ficou ferido sem gravidade durante a ação.

Moradores filmaram homens armados andando pela cidade e parados em esquinas. As imagens podem ser vistas no vídeo acima. Em um dos vídeos, um homem, aparentemente morador, diz haver várias munições pela rua.

Câmeras de segurança também registraram carros usados pela quadrilha circulando em uma espécie de comboio por Mococa. Moradores também registraram vídeos com barulhos de tiros e explosões.

Resumo

  • Ao menos três agências foram atacadas, segundo o prefeito Eduardo Barison (PSD) (veja abaixo entrevista com o prefeito no Hora 1).
  • Até o início da manhã, a polícia não sabia informar qual valor em dinheiro o bando conseguiu levar dos bancos.
  • Após deixar as agências, o bando circulou por algumas ruas, atirando contra lojas.
  • Muitos tiros e explosões foram ouvidos em toda a cidade durante a ação da quadrilha.
  • Aparentemente, foram usados fuzis e metralhadoras para atingir as vidraças e portas de estabelecimentos comerciais.
  • Não houve confronto entre policiais e criminosos, que fugiram em direção ao Sul de Minas Gerais por uma estrada vicinal.
  • Os criminosos usaram entre 8 e 10 veículos veículos para fugir por uma estrada que leva ao distrito de Igaraí, também em Mococa, segundo o delegado Mauro Bacci.
  • A quadrilha também atirou contra o batalhão da Polícia Militar e uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), que fica ao lado, mas está desativada para reformas após estragos de um temporal.
  • Um vigilante que estava na UPA foi atingido por estilhaços de vidro e teve um corte na cabeça; segundo o prefeito, ele foi medicado e não corre risco de vida. Luciano Pepe de Oliveira, de 42 anos, disse que ficou com medo de morrer.
  • Um inquérito será instaurado nesta quarta para apurar o caso, e a Polícia Federal ficará responsável pela investigação pelo ataque à agência da Caixa, segundo o delegado.
  • A EPTV, afiliada da TV Globo, apurou que cofres foram arrombados, mas ainda não há informações sobre o valor roubado.
  • O prefeito afirmou que nesta quarta-feira (7) é dia de pagamento de salários na cidade e isso pode ter motivado os criminosos. Disse ainda que foi levado dinheiro da Caixa Econômica Federal e do Banco Mercantil do Brasil.

‘Foi muito assustadora’, diz prefeito de Mococa (SP) sobre ação de bandidos na cidade

Veículos localizados e buscas

Segundo o capitão da PM Carlos Roberto Negrini, dois veículos usados na ação foram encontrados na área rural, inclusive com cápsulas de munições ponto 50 e 762 deflagradas.

Ainda de acordo com o capitão, a polícia recebeu a informação que um drone sobrevoava a entrada da cidade no momento da ação dos criminosos.

Ao menos 12 viaturas do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de Ribeirão Preto e mais sete de Piracicaba auxiliam a PM e a Polícia Civil de Mococa nas buscas pelos suspeitos. A PM de Minas Gerais também apoiou nos trabalhos, inclusive com um helicóptero.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as polícias Civil e Militar continuam as buscas para localizar o grupo de criminosos nesta manhã.

“Durante a ação, os envolvidos dispararam contra uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e um segurança do local ficou ferido por estilhaços. Até o momento, dois veículos utilizados pelo grupo foram apreendidos entre os municípios de Mococa e Igaraí”, disse no comunicado.

A UPA estava fechada após estragos de um temporal e não havia pacientes no local. O segurança passa bem.

Criminosos fortemente armados causam noite de terror em Mococa

Relembre abaixo outros ataques semelhantes a pequenas e médias cidades brasileiras do Sudeste, Sul e Norte do país nos últimos anos:

Na madrugada de terça (6), uma quadrilha explodiu três agências bancárias de Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná. Outras duas agências também foram danificadas.

Em Abaré, cidade do norte da Bahia, uma agência bancária do Bradesco também foi alvo de um assalto na noite de terça (6). Não há registro de pessoas feridas.

Em Campo Bonito, no Oeste do Paraná, uma quadrilha fez reféns e explodiu uma agência de uma cooperativa de crédito, na madrugada desta quarta-feira (7).

Após atacar agências bancárias, criminosos circularam por ruas de Mococa, no interior de São Paulo, e atiraram contra lojas — Foto: TV Globo/Reprodução

Após atacar agências bancárias, criminosos circularam por ruas de Mococa, no interior de São Paulo, e atiraram contra lojas — Foto: TV Globo/Reprodução

Três agências atacadas

O prefeito de Mococa afirmou que acionou a Guarda Civil e as Polícia Militar (PM) e Civil. Além disso, pediu aos moradores para ficar em casa para que não corressem risco de serem atingidos por balas perdidas.

“A gente acordou numa cidade no interior de São Paulo, que tem 70 mil habitantes, uma cidade calma, ouvindo estouros, explosões, tiro, metralhadoras. Foi assustador, acho que todos aqui estão todos muito assustados com relação a isso”, disse o prefeito.

Segundo o prefeito, os bandidos atacaram uma agência da Caixa Econômica Federal, uma do Santander e uma terceira, do Banco Mercantil do Brasil.

Em nota, a assessoria de imprensa do Santander informou que houve uma tentativa de furto na agência da Praça Major José Pedro, 17, no Centro e que o banco está colaborando com as investigações policiais.

A EPTV entrou em contato com as assessorias dos outros bancos e aguarda posicionamento.

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Médica grávida de 8 meses morre de Covid-19 e bebê é salvo em parto de emergência em MT

O bebê, um menino, foi transferido de avião em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para Goiânia.

Por Denise Soares, G1 MT

A médica Cibele Bento Rodrigues, de 38 anos, morreu nesta terça-feira (6) vítima da Covid-19 em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Ela estava grávida de oito meses e os médicos conseguiram salvar o bebê em um parto de emergência.

Segundo informações de amigos, a médica passou mal no final de semana e estava com um quadro de tosse. Ela procurou atendimento em um hospital de Barra do Garças, onde foi internada na segunda-feira (5).

Ela precisava ser intubada, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu. Não há informações se ela tinha algum tipo de comorbidade.

O bebê, um menino, foi transferido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para Goiânia.

Cibele trabalhava em Ribeirãozinho, cidade vizinha a Barra do Garças.

O pai dela, José Rodrigues Neto, é ex-vereador na região. Além da médica, os pais, a cunhada e os sobrinhos dela testaram positivo para a Covid-19.

Cibele tinha experiência como biomédica e fez especializações na Bolívia, além de participar do programa Mais Médicos.

Desde o início da pandemia, 26 grávidas morreram com Covid-19 em Mato Grosso.

De acordo com a ginecologista e obstetra Bruna Fagundes Teixeira, o momento de gestação é quando a mulher está mais suscetível a contrair doenças.

“A gestação põe a paciente em um estado de imunossupressão, então ela fica mais suscetível a infecção e a complicações das infecções, inclusive a Covid-19. São complicações tanto clínicas que pode ser necessário de hospitalizações e também complicações obstétricas. No pré-natal que a gente vai excluir causas e fazer tratamentos que vão prevenir trabalho de parto prematuro, síndromes hipertensivas graves maternas que levem ao parto prematuro, dentre outros”, afirma.

Abaixo, relembre casos de grávidas que tiveram Covid:

Covid-19 em Mato Grosso

Mato Grosso registrou 107 mortes em decorrência da Covid-19 e 2.724 novos casos da doença nas últimas 24 horas. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (6), 319.978 casos confirmados da Covid-19 e 8.234 óbitos.

Dos 319.978 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 13.522 estão em isolamento domiciliar e 296.131 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 522 internações em UTIs públicas e 491 enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 98,12% para UTIs adulto e em 56% para enfermarias adulto.

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Brasil tem em 1 dia mais mortes por Covid-19 do que 133 países em 1 ano de pandemia

Morre-se mais no Brasil de Covid-19 do que em continentes inteiros: Europa, Ásia, África, Oceania ou restante da América. Hoje, o Brasil tem 2,7% da população mundial, mas concentra 37% das mortes no mundo.

Por BBC

Em 6 de abril de 2021, o Brasil bateu um recorde trágico na pandemia, com 4.195 mortes por Covid registradas em 24 horas. É mais que o dobro do registrado um mês antes. Apenas os Estados Unidos superam essa marca. O patamar brasileiro de mortes em apenas um dia é tão alto que supera o que 133 países registraram, separadamente, durante um ano inteiro de pandemia.

O Brasil tem 212 milhões de habitantes. Estes 133 países somam 1,9 bilhão de pessoas.

Nesse grupo há de tudo um pouco. Em comparação ao Brasil, há nações com quase a mesma população (Nigéria, com 206 milhões), 30 países com mais de 20 milhões de habitantes, 44 com maior índice de desenvolvimento humano (IDH), 33 com mais idosos, 49 com mais diabéticos. São dados oficiais levantados pelo site Our World in Data, da Universidade de Oxford.

Um dos principais argumentos de quem nega a gravidade da pandemia no Brasil passa pelo tamanho da população. Muitos afirmam que não seria justo comparar com países com menos habitantes em números absolutos.

Vamos então aos números relativos: quantas mortes são registradas a cada 1 milhão de habitantes? Atualmente, o Brasil é o sexto do ranking mundial, superado apenas por Hungria, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte, Bulgária e Montenegro. Todos têm menos de 10 milhões de pessoas.

Se essa comparação levar em conta todas as mortes ocorridas na pandemia inteira, e não apenas a taxa atual, o Brasil está em 18º no ranking, atrás de nações como Bélgica, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e México.

Mas a situação brasileira está piorando rapidamente: em janeiro, o país ocupava a 24ª posição.

Hoje, o Brasil tem 2,7% da população mundial, mas concentra 37% das mortes que ocorrem no mundo. Morre-se mais no Brasil de Covid-19 do que em continentes inteiros: Europa, Ásia, África, Oceania ou no restante da América.

 — Foto: BBC

— Foto: BBC

Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortos por Covid-19 no Brasil totaliza 336 mil. A cifra, no entanto, é desatualizada e incompleta. Por outro lado, dados também oficiais de hospitais brasileiros apontam que o número de pessoas que morreram com casos confirmados ou suspeitos de Covid-19 já se aproxima hoje de 500 mil.

Em março, haviam morrido mais pessoas de Covid-19 no Brasil do que em 109 países juntos durante a pandemia inteira. E o mês de abril sinaliza ser pior.

Todos os indicadores de saúde do país indicam que a tragédia brasileira deve continuar piorando, com sistema de saúde em colapso, vacinação lenta, número de casos graves aumentando e centenas de pessoas morrendo em filas diariamente à espera de vagas em hospitais.

A situação socioeconômica também tem se agravado, com desemprego e inflação crescentes. Ainda: pela primeira vez em 17 anos, mais da metade da população não sabe se conseguirá ter comida no prato todos os dias. Há 19 milhões de pessoas passando fome hoje no país, segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar.

 — Foto: BBC

— Foto: BBC

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma ainda que a transmissão do vírus e a letalidade da doença estão em alta no país. Falta de leitos, medicamentos e profissionais de saúde tendem a ampliar o número de mortos.

Segundo a Fiocruz, 19 Estados e o Distrito Federal têm ocupação dos leitos de UTI superior a 90%. Isso levando em consideração que a oferta de camas hospitalares já é muito maior do que no início da pandemia.

Para tentar conter a crise, a instituição defende a adoção de restrições rígidas à circulação de pessoas por pelo menos duas semanas e de forma coordenada por governo federal, Estados e municípios.

“Coerência e convergência são fundamentais neste momento de crise, para que as medidas de bloqueio sejam efetivamente adotadas, de forma a sair do estado de colapso de saúde e progredir para uma etapa de medidas de mitigação da pandemia, diminuindo o número de mortes, casos e taxas de transmissão e efetivamente salvando vidas”, afirma a Fiocruz em boletim.

 — Foto: BBC

— Foto: BBC

Vacinação lenta

Há diversas formas de comparar o ritmo de vacinação entre os países. Em números totais, o Brasil estaria na quinta posição, com 21 milhões de doses distribuídas, atrás de EUA (168 milhões), China (142 milhões), Índia (83 milhões) e Reino Unido (37 milhões).

Mas, como mencionado acima, mesmo aqueles que minimizam a gravidade da situação defendem que as comparações levem em conta o tamanho da população.

E aí, nesse caso, o Brasil cai para a 15ª posição global, com 8,1% da população imunizada com pelo menos uma dose. O líder é Israel, 61%.

Na América Latina, quem está à frente é o Chile, com 37%. E mesmo com o avanço expressivo da vacinação por lá, o país sul-americano também tem enfrentado um colapso no sistema de saúde, o que indica que a contenção da pandemia precisa ser associada a medidas eficazes de distanciamento social e uso universal de máscaras capazes de evitar a infecção.

A estratégia de lockdown e vacinação acelerada juntos foi adotada por Israel e Reino Unido, dois dos países mais bem-sucedidos até aqui em reduzir o número de mortes e imunizar rapidamente a população.

O ritmo de vacinação no Brasil tem melhorado, mas está longe da capacidade instalada do país, reconhecido internacionalmente por programas massivos e eficazes de imunização.

Desde 17 de janeiro de 2021, o Brasil só superou duas vezes a marca de 1 milhão de vacinados por dia. Mas isso ainda é menos da metade da meta brasileira. “Nós temos 37 mil salas de vacinação no Brasil, que podem vacinar até 2,4 milhões de brasileiros todos os dias. Esse é o objetivo”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em audiência na Câmara dos Deputados em 31 de março de 2021.

A aceleração das aplicações esbarra em um problema mundial: a falta de vacinas.

No caso brasileiro, isso se agravou porque o governo Bolsonaro recusou sucessivas ofertas da Pfizer, apostou todas as fichas na vacina AstraZeneca-Oxford, boicotou a Coronavac por disputas políticas com o governo de São Paulo e só decidiu comprar outras vacinas quando a fila de países compradores já “dobrava a esquina”.

O cronograma atual do Ministério da Saúde prevê a entrega de 154 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, considerando apenas vacinas aprovadas pela Anvisa: Coronavac, AstraZeneca-Oxford e Pfizer.

Isso seria suficiente para imunizar o grupo prioritário inteiro, mas não significa que todas essas 78 milhões de pessoas estariam vacinadas antes de julho — o Brasil tem conseguido aplicar apenas metade das doses disponíveis e há um intervalo de semanas entre a primeira e a segunda dose.

Além disso, em razão dos atrasos recorrentes de importações e entregas e da alta demanda internacional por vacinas, parte dos especialistas vê com ceticismo o cronograma de 154 milhões de doses no primeiro semestre.

“Com o pé no chão, até o meio do ano você vai ter uma vacinação provavelmente de quem tem mais de 60 anos e provavelmente pode avançar um pouco mais na faixa dos 50 anos, incluindo também outros profissionais em risco. É isso que nós vamos ter até o meio do ano. Estamos falando de 40 ou 50 milhões de pessoas. E 100 milhões de doses de vacinas”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em entrevista ao jornal Valor Econômico em 4 de abril de 2021.

É importante ter em mente que tudo pode mudar.

A tendência, até o momento, é que o início da vacinação dos adultos não prioritários deva acontecer pelo menos em meados do segundo semestre de 2021, enquanto a de jovens com menos de 25 anos deve acontecer só em 2022.

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Funcionários da LG vivem apreensão por futuro incerto com fim da divisão de celulares: ‘faltou consideração’

Apesar de anunciar o fim da produção de celulares, a empresa sul-coreana não informou o que pretende fazer com os cerca de 400 dos 1 mil funcionários que atuam na produção de celulares na planta em Taubaté (SP).

Por Giovanna Madureira, G1 Vale do Paraíba e Região

Após meses de rumores, a confirmação, nesta segunda-feira (5), de que a LG vai encerrar globalmente a divisão de celulares da marca fez com que trabalhadores da fábrica em Taubaté (SP) passassem a viver em momento de apreensão, de acordo com o relato de um trabalhador ao G1.

“É uma vida que se constrói lá dentro. Tem gente com 20 anos de casa. A gente queria um pouquinho mais de consideração e transparência por parte da empresa. Faltou consideração na forma de conduzir”, disse o funcionário, que prefere não ser identificado na reportagem por medo de represálias.

Apesar de anunciar o fim da produção de celulares, a empresa sul-coreana não informou o que pretende fazer com os cerca de 400 dos 1 mil funcionários que atuam na produção de celulares na planta. A LG informou que vai negociar ações para minimizar os impactos (veja mais abaixo).

O funcionário relata que a tensão pelo futuro incerto tomou conta de generalizada entre os demais setores.

“A ansiedade está bem alta. Tem pessoas ficando afetadas na parte psicológica e emocional, várias delas indo em médicos e com medo de perder plano de saúde, ainda mais neste momento. Muita gente adquiriu financiamento recentemente e fica preocupada”, relata.

Outro ponto que foi uma surpresa para o trabalhador, que está na empresa há cerca de dez anos, foi a estimativa de impacto com a saída da empresa do mercado de celulares.

“Internamente, os celulares são tratados como carro-chefe, então existe um medo que o impacto pode ser maior que 400 empregos. O que queremos do sindicato é que qualquer negociação incluísse também funcionários de notebooks e monitores. Sabemos que a fábrica só tem planos para até início do segundo semestre nestes setores. Por isso existe um temor de que a fabricação desses produtos possa ser transferida para Manaus”.

Impacto

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, além dos empregos diretos há ainda outros 430 funcionários de três fábricas terceirizadas exclusivas da LG que estão com os postos em xeque com o anúncio do fim da divisão de smartphones.

Com o fim das atividades em Taubaté, as fábricas da Blue Tech e a 3C, em Caçapava, e a Sun Tech, em São José dos Campos, também devem ser afetadas. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, 90% desse montante é composto por mulheres chefes de família.

Dos 430 terceirizados, são 40 da 3C, que faz a produção dos carregadores da LG, outros 170 são da BlueTech e outros 220, da SunTech – ambas fábricas que recebem matéria-prima da empresa sul-coreana e produzem os aparelhos, que depois são enviados para a matriz de Taubaté, onde recebem a certificação e são enviados para centros de distribuição.

LG anuncia fim da produção de celulares; medida afeta também fábricas terceirizadas

O que diz a LG

A LG anunciou que vai encerrar a produção de celulares, mas não informou até o momento qual o futuro dos trabalhadores que mantém na fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo, a única da companhia no país voltada para a produção de smartphones.

A unidade, que também produz monitores, tem cerca de 1 mil funcionários. Desse total, 400 estão alocados na área celulares.

Por nota, a empresa informou que vai negociar ações com o Sindicato dos Metalúrgicos para minimizar os efeitos de sua decisão.

“As negociações até o momento podem impactar os empregados dedicados à essa divisão, porém estão sendo avaliadas todas as possibilidades, tais como realocação, transferência ou rescisão”, informou por nota.

A empresa informou ainda que vai seguir operando por mais alguns meses, até o encerramento total dos insumos para produção.

LG anuncia encerramento de operações mundiais no mercado de celulares

Greve

De acordo com o sindicato, os trabalhadores das três terceirizadas da LG na região entraram em greve nesta terça-feira (6). A paralisação ocorre na Blue Tech e 3C, em Caçapava, e Sun Tech, em São José dos Campos.

O sindicato também informou que, ainda nesta terça-feira, tem uma reunião marcada com representantes das empresas terceirizadas para discutir sobre a manutenção dos postos de trabalho.

Terceirizadas da LG entram em greve após anúncio de fechamento da divisão de celulares

Poder público

Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que está em tratativas com a LG desde início de fevereiro e que a montadora sinalizou que tem interesse em reativar a operação da linha branca (geladeiras e lavadoras) na planta, mas que isso dependeria de redução do ICMS pelo Governo de SP.

“A Prefeitura está praticando a política de redução de impostos municipais, no limite na lei, para que a empresa permaneça na cidade e os empregos sejam mantidos. A Secretaria de Desenvolvimento e Inovação já informou ao Estado que, caso haja negociação sobre ICMS na planta de Taubaté, a LG informou que há condições de reativar a produção de linha branca”, diz nota.

Já o Estado informou que “acompanha a situação e está em diálogo com a prefeitura de Taubaté para apoiar a recolocação dos trabalhadores da fábrica e a atração de investimentos para mitigação dos impactos na região”.

Panorama da LG

Apesar do anúncio do fim da divisão de celulares, a produção de monitores em Taubaté não deve ser afetada pela medida. O anúncio desta segunda também não deve afetar a outra fábrica que a LG mantém no país, que fica em Manaus (AM) e produz aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros eletrodomésticos da chamada linha branca.

Com o anúncio desta segunda-feira, a LG se torna a primeira grande empresa que produz celulares a se retirar deste mercado.

A sul-coreana afirma que o fim das operações foi definida após sucessivos prejuízos na área. Antes, a companhia havia tentado vender todo o setor, mas, sem sucesso, optou pelo encerramento das atividades.

“Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) [em perdas] até o final de 2020”, informou a LG em nota.

O futuro da LG já era especulado pela imprensa internacional desde o início do ano. Em fevereiro, uma notícia veiculada pelo jornal “The Korea Times” informava que a LG havia iniciado as negociações para a venda da produção global de celulares da marca.

No entanto, no fim de março a Bloomberg publicou que após o fracasso das negociações com uma empresa alemã e outra vietnamita, a empresa sul-coreana iria fechar o setor em vez de vendê-lo.

Na planta, os trabalhadores da divisão de celulares da fábrica de Taubaté aprovaram estado de greve em 26 de março. À época, eles buscavam negociação com a empresa diante das incertezas. Apesar disso, até a publicação não havia uma sinalização dos trabalhadores sobre uma paralisação.

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Parentes de pacientes com Covid internados no Hospital São Paulo relatam ficar até uma semana sem notícias dos doentes

Na internação, recepcionista diz às famílias que médico irá entrar em contato por telefone diariamente, mas contato não tem acontecido, de acordo com o relato de familiar. Em nota, unidade de saúde disse que foram identificadas falhas pontuais de comunicação e que o hospital reorganizou processos para corrigir a situação.

Por Bárbara Muniz Vieira, G1SP — São Paulo

Parentes de pacientes com Covid-19 internados no Hospital São Paulo, na Zona Sul da capital, reclamam que têm ficado até uma semana sem receber notícias sobre o estado de saúde dos doentes.

No ato da internação, o profissional da recepção do hospital diz às famílias que um médico irá entrar em contato por telefone diariamente, às 18h. Mas o contato não tem acontecido, de acordo com o relato de um familiar que prefere não se identificar.

Segundo ele, o pai está internado com Covid-19 desde quinta-feira (1) no hospital e, até esta segunda-feira (5), recebeu apenas duas ligações da equipe com notícias do pai. Este familiar disse que conversou na recepção com uma senhora que também está com o pai internado na unidade e que só tinha recebido uma ligação dentro de sete dias.

“Ela me contou que, em uma semana, tinha conseguido contato uma única vez com um médico nesse período. E estava lá se matando pra obter informação.”

No relato ao G1, o familiar disse que a equipe do hospital tentou até mesmo entregar o celular que estava com o pai internado, retirando a única forma de contato entre eles.

“Fui presencialmente ao hospital às 18h de sexta-feira depois de quase dois dias sem notícias. Um enfermeiro me disse que é mais efetivo ir pessoalmente. Não veio médico falar comigo. Veio uma enfermeira, para trazer pertences do meu pai. Inclusive o celular, que estava sendo nosso contato com ele. Imagine nossa angústia. Bati o pé. Falei: ‘O celular não levo. Façam o que quiserem com ele, mas não levo'”, contou.

De acordo com o mesmo familiar, a relação do hospital com as famílias está a cargo das equipes de médicos intensivistas e enfermeiros.

“Não existe uma sistematização, um protocolo, que envolva profissionais do serviço social ou da psicologia para fazer essa ponte, levar a informação e, por que não, uma acolhida humanizada, empática com as famílias. Identifico um problema na gestão e que pode ser atacado sem grandes invenções, sem grandes recursos. Se chega, a informação vem em uma conversa ali no ambiente conturbado da recepção, na correria, com um médico, um enfermeiro que precisa voltar urgentemente pro front. Imagine se essas equipes têm condições de atender essa demanda! Todo mundo perde”, afirma.

Ele também presenciou outros familiares sendo bem atendidos, porém.

“Vi uma moça sendo atendida com muita atenção por uma médica ali na recepção. Mas nitidamente, depende da disponibilidade do médico. De ele ter condições de fazer isso. E de novo, ali, no tumulto da recepção. Então, a questão central é essa: uma negligência nesse contato com as famílias e essa sobrecarga trazendo ainda mais pressão para médicos e enfermeiros.”

Para o familiar, é desesperador e angustiante não receber notícias do pai.

“Se o combinado de ligarem às 18h não se cumpre, imagine a angústia de uma família que não recebe a informação sobre o estado da pessoa internada. É desesperador. Fico imaginando a loucura no hospital, com o telefone tocando sem parar, famílias desesperadas em busca de informações sobre seus entes queridos. Se o contato não acontece, as famílias ficam à deriva. Ficam perdidas.”

Em nota, o Hospital São Paulo – Hospital Universitário da Unifesp disse que, devido ao agravamento da pandemia e seguindo a legislação vigente, foram alteradas as regras para visitação de pacientes dentro da unidade, especialmente em alas destinadas ao atendimento de Covid-19, assim como de transmissão de boletins médicos aos familiares de pacientes internados.

“Tais boletins são transmitidos via telefone, nos números cadastrados na ficha de admissão, em horários que variam de acordo com o setor de internação. Não procede a informação de que familiares permanecem uma semana sem notícias dos pacientes internados. Porém, como foram identificadas falhas pontuais de comunicação em uma das novas unidades de ampliação para atendimento Covid, o hospital já reorganizou processos para corrigir tal situação, monitorada constantemente para garantir a transmissão de informações aos familiares”, diz o texto.

Falta de insumos e proteína

Em fevereiro deste ano, médicos residentes do Hospital São Paulo, que pertence à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizaram um protesto contra a falta de condições para atender os pacientes. Por conta dos problemas, eles decidiram paralisar parte do atendimento.

Na ocasião, disseram que o hospital não tinha medicamentos básicos, nem materiais como luvas, aventais e seringas para atendimento da população.

Uma semana antes, o hospital já tinha sido alvo de denúncias, de pacientes e familiares de doentes internados, que relataram redução de proteína na alimentação. Durante uma semana, todos os internados receberam ovos nas refeições.

A unidade é administrada de forma compartilhada por um conselho gestor, do qual faz parte a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, e atende a todas as especialidades médicas, em especial as com procedimentos de alta complexidade.

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IBGE suspende provas de concurso para Censo 2021

A decisão foi tomada por conta da aprovação, pelo Congresso, do Orçamento para este ano, que reduziu a apenas R$ 71 milhões o valor destinado para a realização da pesquisa.

Por G1

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (6) que suspendeu a realização das provas dos concursos para o Censo 2021.

A decisão foi tomada por conta da aprovação, pelo Congresso, do Orçamento para este ano, que reduziu a apenas R$ 71 milhões o valor destinado para a realização da pesquisa. O texto ainda não foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O valor, segundo o Instituto, inviabiliza a realização do Censo. Com isso, o IBGE decidiu suspender a realização das provas objetivas do concurso, para os cargos de agente censitário e recenseador, previstas de 18/04/2021 e 25/04/2021, respectivamente. Novas datas poderão ser definidas posteriormente, a depender da liberação de recursos.

“O IBGE informa, ainda, que avaliará com o Cebraspe um novo planejamento para aplicação das provas, a depender de um posicionamento do Ministério da Economia acerca do orçamento do Censo Demográfico”, diz o Instituto em nota.

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No 1º dia de liberação do Auxílio Emergencial, agências da Caixa registram filas mesmo sem autorização para saque

Trabalhadores nascidos em janeiro e sem Bolsa Família recebem nesta terça-feira através de contas digitais, mas saques e transferências só podem ser feitos a partir de 4 de maio. Além de PE, houve filas em SP, RJ e BA.

Por G1 PE

Agências da Caixa registram fila no 1º dia de depósito do novo auxílio emergencial

Agências da Caixa Econômica Federal de cidades de vários estados registraram grandes filas nesta terça-feira (6), dia do início do pagamento da primeira parcela do Auxílio Emergencial para pessoas nascidas em janeiro que não recebem Bolsa Família. As filas se formaram mesmo sem a possibilidade de saques do benefício, o que só poderá ocorrer para este grupo a partir de 4 de maio.

O pagamento da nova rodada do Auxílio Emergencial está sendo feita diretamente em conta poupança digital da Caixa, que pode ser movimentada, por enquanto, apenas pelo aplicativo Caixa TEM. Os recursos ainda não podem ser retirados nas agências. Também não é possível se cadastrar para receber o benefício.

Depois do primeiro grupo de beneficiários do Auxílio Emergencial – que está recebendo o pagamento a partir desta terça e é formado por quem nasceu em janeiro e não é do Bolsa Família – a liberação para os próximos grupos começa só em abril, para quem nasceu em fevereiro e para quem já recebe Bolsa Família.

Na manhã desta terça-feira, muitas pessoas aguardavam para serem atendidas no Recife, nas agências dos bairros da Encruzilhada e de Casa Amarela, na Zona Norte, e de Afogados, na Zona Sul. Também houve filas nos municípios de Abreu e LimaCabo de Santo Agostinho e Paulista, na Região Metropolitana, antes mesmo da abertura.

Foram registradas, ainda, filas em agências nos estados de São PauloRio de JaneiroBahia e Ceará.

Fila é registrada na área externa da agência da Caixa Econômica no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, às 8h desta terça-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Globo

Fila é registrada na área externa da agência da Caixa Econômica no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, às 8h desta terça-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com a Caixa, as agências funcionam no horário padrão das 8h às 13h. No entanto, em diversos pontos da Região Metropolitana do Recife, por volta das 6h desta terça, pessoas já estavam em filas do lado de fora desses locais. (Leia mais abaixo sobre a fila em outros estados)

Imagens gravadas pela TV Globo mostraram pessoas que levaram cadeiras para aguardar nas filas. Algumas pessoas também foram vistas sem o uso de máscaras, medida preventiva contra a Covid-19.

O helicóptero Globocop sobrevoou a cidade de Paulista, também em Pernambuco, e mostrou a fila no estacionamento de um shopping local, seguindo depois para o Cabo de Santo Agostinho, onde as pessoas aguardavam em frente a uma agência. Em ambos os locais, era possível ver distanciamento.

Na agência da Caixa do bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, pessoas estavam em busca de informações, como Marco Antonio da Silva. Nascido em abril, ele acreditava que já poderia receber o dinheiro e tentava falar com um funcionário do banco para tirar as dúvidas.

Fila no shopping Paulista North Way, na Região Metropolitana do Recife, na manhã desta terça-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Globo

Fila no shopping Paulista North Way, na Região Metropolitana do Recife, na manhã desta terça-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Globo

Filas pelo país

No estado da Bahia, algumas pessoas reclamaram que não conseguiram acessar o aplicativo do benefício. Em Salvador, a frente da agência do Largo do Tanque ficou lotada. Em Feira de Santana, distante 100 quilômetros da capital baiana, agências registraram filas que dobraram o quarteirão.

No Ceará, houve até venda de lugar na fila em frente a agência de Fortaleza. A Polícia Militar foi acionada e dispersou pessoas sem-teto que estavam marcando as vagas com objetos

Na cidade do Rio de Janeiro, entre os que aguardavam atendimento estavam pessoas com dificuldade de acesso ao aplicativo e outras que não tinham acesso à internet e precisavam de informação .

Também houve longas filas em São Vicente (SP) e em São Paulo.

Pagamento

Nesta terça-feira, recebem os trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em janeiro. Para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos começam só em 16 de abril. Aqueles nascidos em fevereiro recebem a partir de 9 de abril, e poderão sacar só a partir de 6 de maio.

O pagamento do benefício é feito em quatro parcelas, com valores de acordo com o perfil do beneficiário. O valor médio é de R$ 250, mas pode variar de R$ 150 a R$ 375.

É possível saber sobre o valor do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, disponível para sistemas Android iOS, pelo site da Caixa ou pelo site do Dataprev. Segundo o Ministério da Cidadania, 2,36 milhões de famílias devem receber o auxílio em 2021.

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Como aumento de 39% no gás natural pela Petrobras chegará ao seu bolso

Gás natural não é a mesma coisa que gás de botijão, mas reajuste deve chegar às famílias por produtos industrializados e conta de luz.

Por BBC

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (5) um reajuste de 39% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, com vigência a partir de 1º de maio.

Num ano em que a estatal já aumentou os preços da gasolina em 46,2%, do diesel em 41,6% e do gás de botijão em 17%, o reajuste de quase 40% de uma só vez no gás natural assustou os consumidores.

Mas muito do susto vem de uma confusão comum: a de achar que gás natural e gás de botijão são a mesma coisa. Não são.

No Brasil, 91% das famílias usam gás de botijão para cozinhar, enquanto apenas 8% usam gás encanado (como é chamado o gás natural), segundo dados de 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O gás natural é destinado principalmente para a indústria (43%), geração de energia elétrica (38%) e veículos movidos a gás (9%), com as residências respondendo por apenas 2% do consumo desse combustível no país, conforme dados de 2020 da Abegás popularmente (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado).

Mas isso não significa que o consumidor não tenha com o que se preocupar.

Segundo especialistas, embora o efeito do reajuste do gás natural não seja tão imediato para as famílias como o aumento da gasolina e do gás de botijão, esse impacto deve sim chegar aos consumidores finais, mas de forma indireta.

Isso porque o gás natural representa um gasto expressivo para parte relevante da indústria, que deve repassar a alta de custos para o consumidor através dos produtos vendidos.

O consumidor também deve sentir a alta do gás natural na conta de luz, já que o custo para geração térmica deve subir, o que tende a ser repassado aos preços pelas distribuidoras de energia, por ocasião de seus reajustes anuais.

Entenda a seguir como o reajuste de 39% do gás natural vai afetar o seu bolso.

Apenas 8% das famílias brasileiras usam gás encanado (como é popularmente chamado o gás natural), mas mesmo quem está fora deste percentual pode sofrer reajuste — Foto: BBC

Apenas 8% das famílias brasileiras usam gás encanado (como é popularmente chamado o gás natural), mas mesmo quem está fora deste percentual pode sofrer reajuste — Foto: BBC

1. Qual a diferença entre gás natural e gás de botijão?

O gás natural é aquele que chega às residências encanado, vendido por distribuidoras como a Comgás, em São Paulo, e a Gasmig, em Minas Gerais.

Já o gás de botijão tem o nome técnico de GLP (gás liquefeito de petróleo) e é vendido por distribuidoras como Ultragaz, Liquigás, Supergasbras, Nacional Gás e Copagaz.

Segundo Adrianno Lorenzon, gerente de gás natural da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia), a principal diferença entre os dois combustíveis é que o GLP é produzido a partir do refino de petróleo, assim como a gasolina e o diesel, enquanto o gás natural é extraído diretamente de reservatórios no subsolo.

“Do ponto de vista físico, o GLP tem mais moléculas de carbono e o gás natural tem menos. Na prática, isso significa que o GLP pode ser pressurizado num botijão e ele vira líquido – você consegue transportar ele facilmente para as donas de casa”, diz Lorenzon.

“Já o gás natural só tem uma molécula de carbono. Como ele é muito leve, não dá para fazer isso, por isso ele é sempre comercializado encanado”, completa.

2. O que levou ao reajuste de 39% do gás natural de uma vez?

Segundo a Petrobras, em comunicado divulgado nesta segunda-feira, são três os fatores que levaram a esse reajuste impressionante: a alta recente do petróleo, a taxa de câmbio e o reajuste da parcela do preço referente ao transporte do gás pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), índice de inflação que acumula alta de 31% em 12 meses até março.

Diferentemente da gasolina, diesel e gás de botijão, que são reajustados pela Petrobras sem uma periodicidade fixa, o gás natural é reajustado pela empresa trimestralmente. Isso significa que a alta ou queda de custos fica represada durante três meses, até ser repassada pela estatal às distribuidoras.

Entre janeiro e março, o preço do petróleo teve alta de 38%, segundo a estatal.

“O preço do barril do petróleo reflete a volta do mundo à normalidade”, explica André Braz, coordenador de índices de preços no Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

“Grandes economias estão fazendo investimentos tanto no combate à covid, como na recuperação da atividade. Esses dois movimentos têm ajudado vários países a voltarem à sua normalidade e, com isso, a demanda por derivados de petróleo aumenta, puxando o preço do barril”, afirma.

O economista lembra ainda do inverno rigoroso este ano no Texas, importante produtor de petróleo dos Estados Unidos, que contribuiu para reduzir a oferta do óleo, levando os preços para cima.

Já o dólar encerrou 2020 cotado a R$ 5,19 e chegou, na última sexta-feira (02/03), a R$ 5,71, em uma valorização de 9,9% em relação ao real.

“A nossa moeda oscila em função da incerteza doméstica que paira sobre dois pilares: o primeiro ligado ao aumento dos casos de covid e à falta de uma estratégia de vacinação mais rápida; e o outro é o aumento do déficit público”, diz Braz.

“Já vínhamos com uma relação entre dívida pública e PIB muito elevada e essa situação gera muita incerteza, o que provoca desvalorização cambial, ao afastar investimentos estrangeiros do país.”

O IGP-M, índice de inflação que também corrige os aluguéis, tem um peso muito grande das commodities na sua composição. Assim, a alta de 31% em 12 meses até março reflete esses mesmos dois movimentos apontados pelo economista da FGV: a alta das commodities devido à recuperação econômica global e a desvalorização do real causada pela incerteza doméstica.

3. Como o reajuste de 39% do gás natural deve afetar as famílias?

Segundo André Braz, o reajuste anunciado pela Petrobras na segunda-feira (05/04) deve chegar ao consumidor de duas formas, uma direta e outra indireta.

O repasse direto deve afetar a parcela de consumidores que usam gás encanado no Brasil. Esse repasse não é imediato e deve acontecer à medida que os reajustes anuais das distribuidoras estaduais forem autorizados pelas agências reguladoras.

O gás encanado é mais consumido no Brasil por famílias de maior renda, que moram nas regiões centrais onde há oferta de gás canalizado, e na região Sudeste, que responde por 91% do gás encanado residencial consumido em todo o país, segundo a Abegás.

Por isso, o peso do gás encanado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é muito menor (0,13%) do que o peso do gás de botijão (1,14%). Assim, um reajuste do gás natural tem impacto menor do que um reajuste do GLP no índice oficial de inflação.

Já o repasse indireto deve afetar todos os consumidores de bens industriais e de energia elétrica.

“Existe uma vasta produção industrial que utiliza o gás como recurso energético”, diz o economista. “Setores que são muito dependentes do gás acabam absorvendo esse aumento em seus custos de produção e repassando isso aos produtos.”

4. Quais setores da indústria consomem mais gás natural?

Segundo Lorenzon, da Abrace, entre os segmentos industriais que mais consomem gás em seu processo produtivo estão fertilizantes, siderurgia, vidro, papel e celulose, química, cerâmica, cimento e alumínio.

“Se a empresa vai exportar e está competindo globalmente, ela tem um espaço muito pequeno para repassar esse aumento, porque não estamos vendo esse nível de reajuste no resto do mundo”, diz o gerente de gás natural. “A empresa acaba ficando espremida, o que ajuda a explicar o movimento de desindustrialização do Brasil.”

“Para quem está atuando no mercado interno, aí sim haverá um repasse de custos e isso vai acabar impactando na inflação, através do aço que vai entrar no automóvel, do vidro que vai fabricar a garrafa e assim por diante. É assim que isso chega ao consumidor.”

Já no setor elétrico, a alta do gás natural deve afetar termoelétricas movidas a esse combustível.

“Cada termoelétrica tem seus contratos de gás natural. Esses contratos serão reajustados e à medida que as usinas receberem esse aumento vão repassar isso para a energia gerada, que é vendida às distribuidoras, que vão repassar aos consumidores finais”, explica Lorenzon.

“Novamente aqui, há um efeito inflacionário indireto grande ao longo da cadeia.”

5. O gás natural poderia ser mais barato no Brasil?

Na avaliação do representante da Abrace, um passo importante para a redução do preço do gás natural no país foi tomado com a aprovação em março do novo marco legal do setor pelo Congresso.

A expectativa é de que a mudança legal permita a competição no mercado de gás natural, hoje praticamente monopolizado pela Petrobras.

“A lei deve ser sancionada pelo presidente essa semana, quando vencem os 15 dias para sanção presidencial”, diz Lorenzon. “Vai faltar então colocar a lei para funcionar, com toda a regulamentação necessária após a sanção. Entendemos que, ao se cumprir todas as diretrizes previstas na lei, isso vai possibilitar a entrada de novos agentes no mercado, competindo com a Petrobras e aí as leis de mercado vão começar a funcionar.”

Já a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) defende que uma forma de baixar o preço do gás no país seria aumentar o consumo de gás nacional.

“Hoje são reinjetados, mensalmente, mais de 50 milhões de metros cúbicos de gás natural nacional, que em grande parte poderiam estar chegando ao mercado consumidor, contribuindo, com esse aumento de oferta, para a redução de preços”, disse a entidade, em nota.

O Brasil reinjetou 13,3 bilhões de metros cúbicos de gás natural entre janeiro e agosto de 2020. O volume corresponde a 43% do gás produzido no país no período. O gás é reinjetado como parte do processo de produção de petróleo, mas também devido à falta de infraestrutura para escoamento do combustível até a costa.

“Os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras”, afirma a Abegás. “Ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação às outras fontes de energia como a gasolina, óleo combustível, GLP (gás de botijão) e eletricidade.”

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Chefão da máfia italiana que vivia no Brasil é preso ao tentar voltar para a casa na Páscoa

Giuseppe Calvaruso foi detido no aeroporto de Palermo assim que chegou de Natal. Ele é acusado de pertencer a uma organização que punia outros criminosos, que atuavam sem autorização da Cosa Nostra.

Por France Presse

Um chefe da máfia da Itália que vivia escondido no Brasil viajou para seu país para passar a Páscoa com a família e foi preso ao chegar ao seu destino.

Giuseppe Calvaruso, de 43 anos, foi identificado e detido no aeroporto de Palermo, na Sicília, informou a polícia nesta terça-feira (6).

Justiça italiana começa julgamento em massa de membros da máfia da região da Calábria

Segundo funcionários da direção antimáfia citados pela imprensa, Calvaruso era o chefe do clã Pagliarelli, que atua no sudeste da cidade de Palermo.

No domingo, ele pegou um voo de Natal, com escala em Paris, rumo a Palermo. Ele já era esperado pela polícia no aeroporto, mostra um vídeo divulgado após sua prisão.

Calvaruso é acusado de conspiração para cometer um crime junto com outros quatro cúmplices, encarregados de executar suas ordens na Itália.

Segundo os investigadores, o clã punia outros criminosos que atuavam sem sua autorização. Comerciantes e empresários da região tinham de recorrer à essa família da Cosa Nostra para obter qualquer autorização para abrir atividades comerciais, ou para resolver litígios.

O “chefão” administrava a ordem pública de seu território, mantinha relações com outros clãs mafiosos e investia na construção e na restauração de edifícios. Também estabeleceu laços com um investidor de Singapura com interesses na Sicília.

Depois da prisão, em 4 de dezembro de 2018, de 46 pessoas pertencentes à Cosa Nostra – entre elas Settimo Mineo, até então “capo” de Pagliarelli -, Calvaruso assumiu as rédeas da organização em seu território.

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