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Justiça do DF rejeita queixa-crime de Bolsonaro contra Jean Wyllys por calúnia e injúria

Por G1 DF

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) negou recurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e manteve decisão de primeira instância que rejeitou queixa-crime contra o ex-deputado Jean Wyllys por calúnia e injúria. O entendimento foi unânime.

A ação foi movida por Bolsonaro depois que, em uma entrevista de 2017, Wyllys o chamou de “fascista”, “honesto coisa nenhuma”, “burro”, “ignorante”, “desqualificado”, “racista”, “corrupto”, “canalha”, “boquirroto”, e “moralista de goela”.

G1 questionou ao Palácio do Planalto se o presidente vai recorrer da decisão. Até a última atualização desta reportagem, no entanto, não havia resposta.

O caso já havia sido analisado no Supremo Tribunal Federal (STF), por conta do foro privilegiado que os dois envolvidos possuíam à época. Na ação, Bolsonaro afirmava que Wyllys violou sua honra, dignidade e reputação, e teve “vontade específica de magoar” e lhe “atingir o amor-próprio”.

Decisões anteriores

À ocasião, o ministro Celso de Mello rejeitou a queixa-crime, por entender que ela foi apresentada fora do prazo. Nesses casos, o processo precisa ser iniciado até seis meses após as ofensas que o motivaram. A petição chegou ao STF em 16 de fevereiro de 2018, mas o prazo se esgotou no dia anterior.

A defesa de Bolsonaro recorreu da decisão alegando que enviou a documentação ao STF, pelos Correios, dentro do prazo previsto e que não poderia ser responsabilizada pela demora na entrega. Ainda segundo os advogados do presidente, uma cópia da petição foi enviada via fax.

O ministro Celso de Mello também rejeitou o recurso e a defesa recorreu novamente. Com a perda do foro do ex-deputado Jean Wyllys, que desistiu do mandato em janeiro deste ano, o pedido foi enviado à Justiça do DF.

Primeira instância

Em julho, o juiz Márcio Evangelista Ferreira da Silva, da 2ª Vara Criminal de Brasília, manteve a decisão do STF e rejeitou a queixa-crime.

Segundo o magistrado, “a decisão não merece reparos, razão pela qual também se ratifica no presente momento processual, já que as razões apresentadas pelo querelante não foram e não são suficientes para afastar o mérito da decisão hostilizada”.

A defesa de Bolsonaro então recorreu pela terceira vez, à 2ª Turma Criminal do TJDFT. O processo estava sob relatoria do desembargador Roberval Casemiro Belinati, que votou pela manutenção das decisões anteriores e foi seguido pelos outros integrantes do colegiado.

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Renegociação atrai 2% dos estudantes em dívida com o Fies e deve recuperar 14% dos R$ 2,5 bilhões atrasados

Por Ana Carolina Moreno, G1

Fies abre inscrições — Foto: Reprodução

Fies abre inscrições — Foto: Reprodução

Apenas 2% dos estudantes em dívida com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fecharam acordos para parcelar os pagamentos em atraso. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o governo federal conseguiu renegociar um total de R$ 354 milhões, ou 14% das dívidas acumuladas.

Ao todo, 567 mil ex-alunos atendiam aos requisitos para aderir ao programa de renegociação anunciado no ano passado. Eles financiaram R$ 12 bilhões por meio do Fies, sendo que R$ 2,5 bilhões já venceram e ainda não foram pagos.

Para renegociar a dívida era preciso estar, até o segundo semestre de 2017, na fase de amortização da dívida e ter atraso de pelo menos 90 dias no pagamento.

De acordo com o MEC, apenas 11,5 mil concluíram a renegociação, que exigia o cumprimento da contrapartida de depositar o valor da entrada até 10 de outubro, fim do prazo de adesão.

Pelas regras do programa, a entrada equivale ou a 10% do saldo da dívida ou R$ 1 mil, o valor que for mais alto. Os estudantes que fizeram o pagamento poderão ter sua dívida parcelada em valor mensais de pelo menos R$ 200.

O governo não informou quantos estudantes inadimplentes buscaram os bancos financiadores (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) para renegociar a dívida, mas não chegaram a pagar a entrada até 10 de outubro.

Financiamento em queda

O Fies chegou a ser, em 2014, a principal forma de calouros em cursos de graduação de instituições privadas financiarem sua faculdade. Mas as novas restrições impostas pelo governo federal fizeram com que a porcentagem de ingressantes com contrato do Fies caísse de 21,3% naquele ano para 5,7% em 2017.

O Fies existe desde 2001, mas foi só em 2010, quando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passou a operar o fundo, que ele cresceu exponencialmente. Além da Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil também passou a atuar como agente financeiro do Fies, e a taxa de juros, que chegava a 6,5% ao ano, para estudantes de alguns cursos, foi reduzida a 3,4% ao ano para todos os cursos. Além disso, não havia um período limite de inscrições ou um número limite de vagas oferecidas por semestre.

O resultado foi um aumento de quase dez vezes no número de novos contratos em cinco anos, de cerca de 76,2 mil para aproximadamente 730 mil, segundo dados do FNDE.

freio da expansão do Fies começou em julho de 2015, durante o governo de Dilma Rousseff, com restrição da oferta de vagas, reajuste na taxa de juros e novas exigências para os candidatos, inclusive com maior limitação do teto de renda familiar.

Em 2017, a gestão de Michel Temer editou uma medida provisória para alterar mais uma vez as regras do programa, que passou a ser chamado de Novo Fies.

Com as mudanças, o programa passou a ter três modalidades diferentes, sendo que uma delas teria taxa de juros zero e seria destinada apenas a estudantes de baixa renda, enquanto outra teria juros de cerca de 3%, e uma terceira, chamada de P-Fies, seria gerida diretamente por bancos privados. Nos semestres seguintes, o número de novos contratos caiu.

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Corte Especial do STJ condena governador do Amapá a 6 anos e 9 meses de prisão

Por G1 — Macapá

Waldez Góes, governador do Amapá  — Foto: Rede Amazônica

Waldez Góes, governador do Amapá — Foto: Rede Amazônica

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou nesta quarta-feira (6), por oito votos a dois, o governador do Amapá, Waldez Goés, (PDT) pelo crime de peculato (desvio de recursos).

A pena imposta foi de seis anos e nove meses de prisão no regime semiaberto (no qual é possível deixar o presídio durante o dia) e multa de R$ 6,3 milhões.

Góes ainda pode recorrer ao próprio STJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a defesa diz que “Waldez reitera sua inocência e a consciência tranquila haja vista que não houve prática de desvio de recursos públicos”, justificando que, “não ocorreu desvio do erário para terceiros ou fins pessoais, mas sim o pagamento de despesas outras do Estado”. Confira a nota na íntegra no final da reportagem.

A Corte Especial, formada pelos ministros com mais tempo de atuação no STJ, determinaram ainda a perda do cargo de governador. A decisão, no entanto, não terá efeito imediato – ele pode continuar no cargo até o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidades de recurso.

O STJ entendeu que havia provas de que Waldez Góes atuou, com a ajuda de secretários do estado, em desconto de salário de funcionários públicos do Amapá para empréstimos consignados sem repassar os valores aos bancos.

O fato ocorreu em mandato anterior, mas agora ele foi eleito para um novo mandato e, por isso, o STJ decidiu julgar o caso.

No processo, a defesa do governador negou o cometimento de qualquer tipo de desvio. Alguns ministros concordaram com o argumento de que o estado usou os valores para saldar dívidas do estado e que não havia provas de que o dinheiro ficou com o político.

Mas a maioria da Corte considerou que o Estado não poderia usar valores de servidores e que isso representou o desvio de valores.

Nota da defesa do governador Waldez Góes

Em que pese o entendimento manifestado pela Corte Especial do STJ, o governador WALDEZ GÓES reitera sua inocência e a consciência tranquila haja vista que não houve prática de desvio de recursos públicos. Conforme apurado e reconhecido na instrução processual e na própria decisão condenatória, não ocorreu desvio do erário para terceiros ou fins pessoais, mas sim o pagamento de despesas outras do Estado em detrimento do consignado devido as instituições bancárias.

Além de o governador WALDEZ GÓES não ser ordenador de despesas – e, portanto, jamais haver dado ordem de não pagamento, em época de “cobertor curto” – é eticamente censurável que se obrigue o administrador público a privilegiar o pagamento de bancos em detrimento das despesas correntes do Estado como Saúde , Educação e Segurança Pública.

Por esta razão sua defesa irá apresentar as medidas judiciais cabíveis para reparar esta flagrante injustiça. É importante lembrar que, em decisões anteriores sobre casos absolutamente idênticos, o Tribunal de Justiça do Amapá e o STJ absolveram os agentes públicos da prática de peculato, ja que não houve desvios de recursos para fins pessoais.

A vida administrativa do Amapá segue normalmente, sem prejuízo do exercício do cargo. O governador tem a certeza de que sua inocência será provada, como aconteceu na Primeira Instância e no Tribunal de Justiça do Amapá, os quais decidiram absolver os demais co-réus que respondiam pelo mesmo fato – o governador apenas respondeu junto ao STJ pela posição que ocupa.

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PF abre inquérito para investigar depoimento do porteiro de condomínio de Bolsonaro

Por G1 Rio

Condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa — Foto: Reprodução/TV Globo

Condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa — Foto: Reprodução/TV Globo

A pedido do Ministério Público Federal, a Polícia Federal instaurou um inquérito nesta quarta-feira (6) para investigar o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa.

À Polícia Civil, o porteiro afirmou que o ex-PM Élcio de Queiroz, um dos presos pela morte de Marielle Francodisse que que iria na casa do então deputado Bolsonaro ao entrar no condomínio, horas antes da morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

O MPF pede que seja apurado se houve obstrução de Justiça, falso testemunho, denunciação caluniosa contra o presidente. Também há um pedido para que seja investigado se o porteiro infringiu o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, que prevê de 1 a 4 anos de prisão para quem calunia ou difama autoridades, como o presidente, imputando a elas fatos criminosos ou ofensivos à reputação.

Uma investigação do Ministério Público estadual (MPRJ) contradisse a versão do porteiro. As promotoras alegam que uma gravação do interfone do condomínio comprova que o porteiro interfonou para o outro preso pelas execuções, o PM reformado Ronnie Lessa, que também tem casa no condomínio.

O pedido do MPF foi depois de que o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou o caso à Procuradoria no Rio, pela ausência de possíveis investigados com foro no Supremo Tribunal Federal.

O MPF afirmou que só vai se manifestar depois da conclusão das investigações. O inquérito vai tramitar em sigilo de Justiça.

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MEC quer que universidades parceiras complementem a formação de alunos da rede pública

Por Afonso Ferreira, G1

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta quarta-feira (6) o “Programação Educação em Prática“, no qual prevê que universidades parceiras ofereçam seus espaços e professores para complementar a formação de alunos do ensino médio e também do fundamental II (6º ao 9º ano).

De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a adesão será voluntária e as universidades “serão bem avaliadas por isso”. Participantes do programa devem ganhar pontos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que o governo diz já considerar atividades de extensão e responsabilidade social.

“Sempre que a iniciativa privada puder estar presente, ela é muito bem-vinda” – Abraham Weintraub, ministro da Educação

De acordo com o secretário de Educação Básica (SEB), Janio Macedo, o objetivo é que alunos de escolas públicas tenham a oportunidade de usar as estruturas e os professores das faculdades parceiras em atividades do ensino em tempo integral.

“Temos várias escolas públicas do país que não tem um laboratório de qualidade, às vezes não têm nem uma quadra de esportes, não têm como fazer para levar para aquele aluno uma educação de melhor qualidade apesar de todos nossos desejos e anseios. E não temos recursos públicos no momento em quantidade para fazê-lo.” – Janio Macedo, secretário de Educação Básica (SEB)

Segundo Macedo, a adesão é voluntária e pode ser feita por instituições públicas ou privadas. Ele disse ainda que esse acordo de cooperação tem que ser construído entre a instituição de ensino, o MEC e o Consed e a Undime.

O governo espera que as universidades parceiras usem seus alunos de pedagogia e licenciatura para dar aulas para os alunos da rede pública para “prática efetiva” em sala de aula, uma espécie de “estágio supervisionado”.

Segundo o MEC, o Brasil tem 2.152 instituições de ensino superior privadas e 296 universidades públicas que podem aderir participar do programa. Os 38 institutos federais e os dois Centros Federais de Educação Tecnológica também podem participar do programa. “Esse é o nosso público alvo”, disse Macedo.

Macedo lembrou das altas taxas de evasão no ensino médio e disse acreditar que o programa pode incentivar a permanência na escola. “Esse aluno, ao começar a frequentar as universidades, ele vai ter um atrativo”, disse o secretário.

Vagas oferecidas pelo governo

Durante o lançamento do programa, o MEC anunciou que pretende ampliar em quase 50% a oferta do Ensino Médio em Tempo Integral. Cerca de R$ 330 milhões serão destinados para a manutenção e ampliação do Novo Ensino Médio e do Ensino Médio e Tempo Integral.

O MEC diz que 500 novas escolas públicas serão apoiadas para oferecer 40 mil novas vagas do ensino médio em tempo integral. Além disso, 40 escolas piloto vão passar por um trabalho de implementação da educação em tempo integral no ensino fundamental II.

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Pedaços de garrafa quebrada durante briga em baile funk provocaram morte de universitária em MS

Por Ricardo Freitas, G1 MS

Luana Farias morreu com ferimentos no rosto, pescoço e braços — Foto: Redes Sociais

Luana Farias morreu com ferimentos no rosto, pescoço e braços — Foto: Redes Sociais

A universitária Luana Farias de Oliveira, de 20 anos, morreu após ser atingida no rosto e no pescoço por pedaços de uma garrafa de vodca que foi quebrada a poucos centímetros dela em um baile funk, segundo a polícia. A festa ocorreu no domingo (3)no bairro Universitário, em Campo Grande.

De acordo com a delegada Célia Maria Bezerra, uma briga causada por ciúme resultou na morte de Luana, que passou pela confusão sem ter ideia do que estava ocorrendo. Um adolescente, de 15 anos, foi identificado e é o principal suspeito do crime.

“O adolescente estava com amigos e uma menina no baile, os dois estavam se beijando. O ex dela viu a cena e não gostou e foi tirar satisfação. Foi nessa hora que começou a confusão. Eles trocaram socos e empurrões. Em um determinado momento, o ex estava indo embora, mas o menor o perseguiu com a garrafa de vodca vazia e desferiu um golpe na cabeça do rapaz. Infelizmente, a Luana passava do lado quando isso ocorreu”, disse a delegada.

De acordo com a polícia, os pedaços da garrafa atingiram veias importantes do pescoço de Luana, que foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por choque hipovolêmico (quando se perde grande quantidade de líquido e sangue).

O adolescente foi ouvido e liberado. Ele negou que tenha sido o autor da garrafada. Outras 13 pessoas também prestaram depoimento. As investigações apontam que o baile funk funcionava de maneira irregular, sem alvará e com apenas um segurança. Menores podiam entrar com bebidas e cigarros e sem passar por qualquer tipo de revista.

No Facebook, a irmã de Luana, Jéssica Farias, desabafou: “Ela estava tão feliz ontem que subiu de cargo no serviço, ia pegar folga hoje e queria comemorar”.

Os organizadores do baile e presidente da associação ainda irão prestar depoimento. Como há o envolvimento de menor, o caso foi repassado para a delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude.

Pedaços da garrafa de vodca que atingiram Luana  — Foto: TV Morena/Reprodução

Pedaços da garrafa de vodca que atingiram Luana — Foto: TV Morena/Reprodução

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Jovem com paralisia cerebral supera limitações e faz Enem para manter sonho de cursar faculdade

Por John Pacheco, G1 AP — Macapá

Mateus Barros usa cadeira de todas adaptada para locomoção diária — Foto: John Pacheco/G1

Mateus Barros usa cadeira de todas adaptada para locomoção diária — Foto: John Pacheco/G1

Sem se mover, com dificuldades de fala e dependente 24 horas da ajuda de alguém. Quando nasceu com paralisia cerebral, poucos poderiam esperar que o jovem amapaense Mateus Ribeiro, de 20 anos, fosse tão longe. Hoje, prestes a concluir os estudos, fez no domingo (3) o 1º dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O objetivo é cursar pedagogia ou jornalismo, e quem disse que não pode? Por si só e com a ajuda da mãe, da irmã e do cuidador, que passaram a sonhar os mesmos sonhos que ele, Mateus está indo longe, e principalmente, virou exemplo.

Assim como muitos jovens – iguais a ele, sem distinção – usou a internet para levar sua mensagem ao mundo. Através de um canal no YouTube mostra parte de sua rotina, que inclui palestras para crianças e adolescentes, os ideais e até uma peça que escreveu sobre acessibilidade.

Jovem durante palestra para participantes do programa Amapá Jovem, do qual é monitor — Foto: Reprodução

Jovem durante palestra para participantes do programa Amapá Jovem, do qual é monitor — Foto: Reprodução

As mensagens de Mateus têm sempre o mesmo objetivo: fortalecer a igualdade, a empatia e perseverança. A força de vontade em seguir buscando seus ideais contagiou todos ao seu redor.

“Não importa o tamanho da sua dificuldade, você deve estar pensando ‘lá vem aquele discurso pacificado’, mas existiu uma pessoa que foi a mais pacificadora: Jesus Cristo. E que morreu por todos nós. Se você acha que a sua dificuldade é muito grande, todos nós temos, mas olhe para o seu próximo, assim como Jesus”, orienta o estudante.

A fala às vezes falha, mas a mensagem do jovem é facilmente entendida: a da superação. Vivendo numa casa simples no Conjunto Mestre Oscar, na Zona Norte de Macapá, todos os dias ele vai de ônibus para a escola Gabriel de Almeida Café, no Centro.

Confira parte do espetáculo “Dança Átomo”, idealizado por Mateus e encenado para mais de 800 pessoas na plateia do Teatro das Bacabeiras, em 2017:

Para isso, o apoio da família é fundamental, segundo ele. Com apenas 3 meses de expectativa de vida dados após o nascimento, ele celebra a longevidade e torce que por uma sociedade mais tolerante.

“No momento conturbado como o nosso, ainda existem pessoas boas. Agradeço por ter tido uma criação boa, não foi a suficiente, mas foi a perfeita que a minha mãe e minha irmã puderam dar para mim”, conta Mateus.

Para a mãe Eliana Barros, de 56 anos, é sempre emocionante lembrar a trajetória para criar os dois filhos, em especial Mateus. Ela diz só agradecer a todos que contribuíram durante toda a vida dele, e que possam, ainda mais, comemorar as conquistas.

“Médico disse que ele iria vegetar e morrer logo depois. Ver ele fazendo o que faz sem a gente mandar e compartilhando as experiências com outras pessoas, que passam pelas mesmas dificuldades, sempre com alegria. Ele sempre acorda com sorriso no rosto, ele é muito feliz”, relata, feliz a mãe.

A vida de Mateus podem ser acompanhadas pelas redes sociais e pelo canal dele:

  • Instagram: @mateus.barros.oficial
  • Twitter: @MateusBarrosOf2
  • Facebook: Mateus Barros
  • YouTube: Mateus Barros Oficial

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Jovem manda foto para mãe minutos antes de morrer em praia de SP

Por G1 Santos

Jovem mandou foto para a mãe antes de morrer, dizendo que estava sol na praia — Foto: Arquivo Pessoal

Jovem mandou foto para a mãe antes de morrer, dizendo que estava sol na praia — Foto: Arquivo Pessoal

Um jovem de 20 anos morreu ao ser levado pela correnteza do mar de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o corpo do turista foi encontrado na cidade vizinha ao afogamento, em Itanhaém. Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (6), a mãe da vítima relatou que ele havia lhe enviado uma foto minutos antes de morrer, afirmando estar curtindo a praia.

“Pouco tempo antes dele morrer, ele me mandou uma foto falando, olha mãe, tá o maior sol aqui. Depois de um tempo eu soube que nunca mais veria o sorriso do meu filho. Era a primeira vez que ele visitava a cidade de Mongaguá. Está doendo muito”, conta a vendedora Silmara do Nascimento, de 38 anos, mãe do jovem.

A vítima foi identificada como Igor Nascimento de Oliveira, morador do município Ferraz de Vasconcelos. O jovem, segundo o GBMar, teria desaparecido neste domingo (3). Porém, o corpo dele foi encontrado apenas na última segunda-feira (4).

Jovem também enviou mensagem avisando a mãe que havia chegado na praia e no dia seguinte voltava para casa — Foto: Arquivo pessoal

Jovem também enviou mensagem avisando a mãe que havia chegado na praia e no dia seguinte voltava para casa — Foto: Arquivo pessoal

O desaparecimento do turista ocorreu após ele ter sido puxado pela correnteza. O GBMar foi acionado via 193, mas não encontrou o corpo da vítima ao chegar no local. Igor só foi localizado no dia seguinte, na praia de Itanhaém. A perícia foi acionada e o corpo foi retirado e reconhecido pela família.

De acordo com a mãe do jovem, eles eram muito próximos e a família está sofrendo muito com a perda. “Enterramos ele nesta terça-feira. Eram 20 anos do meu filho e foram 20 minutos para enterrá-lo. Eu nunca mais vou poder vê-lo. Ele morreu um dia depois do aniversário da irmã. É muito triste. Meu menino brincalhão que trabalhava de garçom para me ajudar agora deixa só lembranças”, finaliza a mãe.

Silmara relatou que filho mandou mensagem pouco tempo antes de morrer em Mongaguá, SP — Foto: Arquivo pessoal

Silmara relatou que filho mandou mensagem pouco tempo antes de morrer em Mongaguá, SP — Foto: Arquivo pessoal

Cresce números de afogamentos

Durante o fim de semana do feriado de Finados, celebrado no último sábado (2), o número de afogamentos nas praias da Baixada Santista somou cinco pessoas mortas e pelo menos sete desaparecidas.

Em 2019, o GBMar realizou 1.633 salvamentos e registrou 80 mortes em praias da Baixada Santista. O número de salvamentos é 20% maior do que o registrado em todo o ano passado, quando 1361 banhistas foram resgatados.

A quantidade de mortes também aumentou. Em 2018, 60 pessoas morreram afogadas, 20 a menos do que o número registrado até o início de novembro em 2019.

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Empresa de navio grego diz que é notificada por Marinha do Brasil junto com outras 4 embarcações

Por Fábio Manzano, G1

Bouboulina, navio petroleiro operado por empresa grega suspeito de derramar o óleo que atinge o Nordeste, segundo a PF — Foto: Carlos Vadir Góñiz Fariñas/Arquivo pessoal

Bouboulina, navio petroleiro operado por empresa grega suspeito de derramar o óleo que atinge o Nordeste, segundo a PF — Foto: Carlos Vadir Góñiz Fariñas/Arquivo pessoal

A empresa Delta Tankers Ltd., administradora do navio Bouboulina levantado pela Polícia Federal como um dos suspeitos pelo vazamento de óleo no Nordeste, informou nesta terça-feira (5) que foi notificada pela Marinha do Brasil junto com outras 4 embarcações gregas. São elas:

  • Maran Apollo
  • Maran Libra
  • Minerva Alexandra
  • Cap Pembroke

De acordo com a nota, as cinco embarcações estão sendo investigadas pelo governo brasileiro. A notificação, ainda segundo a Delta Tankers, foi feita por meio de um aviso da Marinha do Brasil ao Ministério de Assuntos Marítimos da Grécia. A documentação do Bouboulina foi exigida pelo órgão.

O texto divulgado pela empresa apresenta um trecho da notificação feita pela Marinha:

“Como representante da autoridade marítima, solicito à autoridade marítima de seu país a notificação dos navios listados abaixo como suspeitos de derramamento do óleo que surgiu na costa nordeste do Brasil, já que eles navegaram perto da área afetada durante o período em que acredita-se que ocorreu o vazamento”.

Em resposta às suspeitas das autoridades brasileiras, a Delta Tankers diz que fez uma “pesquisa completa do material por meio de imagens de câmeras, dados e registros e afirmou que não há provas de que a embarcação tenha parado. A empresa relata que irá prestar documentos de forma voluntária e que o navio Bouboulina partiu da Venezuela em 19 de julho, sem pausas, para a Malásia”.

Marinha diz que navio grego, suspeito do vazamento de óleo, já foi notificado

Marinha diz que navio grego, suspeito do vazamento de óleo, já foi notificado

Principal entre 30 suspeitos

No sábado (2), a Marinha do Brasil disse que o navio grego Bouboulina é o principal suspeito, entre 30 embarcações, de ter derramado o óleo no Nordeste. A investigação veio a público na sexta-feira (1º), quando Operação Mácula foi desencadeada com base em um relatório produzido pela empresa HEX Tecnologias Espaciais. O documento leva em conta a análise de dados de satélite para localizar as manchas.

O apontamento deste navio suspeito vai contra duas tendências anteriormente apontadas pela Marinha e pelo Ibama nas investigações:

  • a mancha teria sido localizada pela HEX Tecnologias Especiais com imagens de satélite, mas o Ibama já havia descartado essa possibilidade em estudos próprios, de agências espaciais e de universidades. Além disso, nesta segunda-feira (4), um novo parecer voltou a dizer que satélites ‘não têm condições’ de apontar óleo no oceano;
  • as datas da passagem do navio pela costa e o fato de ele não estar operando como um “navio-fantasma” também divergem das hipóteses levantadas pelos órgãos brasileiros.

Depois de sair da Venezuela e trafegar sempre com seu sistema de localização ativo, o navio Bouboulina passou a oeste da Paraíba em 28 de julho. As investigações do governo brasileiro apontam que a primeira mancha no oceano foi registrada em 29 de julho, a 733 km da costa da Paraíba. As primeiras praias do país afetadas foram no município paraibano de Conde em 30 de agosto.

O petroleiro é do tipo Suezmax, e sua capacidade máxima é 1,1 milhão de barris. Considerando o valor atual de mercado do petróleo, o carregamento vale cerca de US$ 66 milhões. As 2,5 mil toneladas que vazaram na costa brasileira equivalem a quase três milhões de litros. Isso representa 1,8% da carga transportada pelo navio.

Navio Bouboulina: comparativo do volume transportado pela embarcação e o total de óleo que vazou, de acordo com a PF — Foto: Arte/G1

Navio Bouboulina: comparativo do volume transportado pela embarcação e o total de óleo que vazou, de acordo com a PF — Foto: Arte/G1

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Gesto de jogar “moedas da sorte” causa problema ambiental nas Cataratas do Iguaçu

Por Jornal Nacional

Hábito de turistas preocupa o Parque Nacional do Iguaçu

Hábito de turistas preocupa o Parque Nacional do Iguaçu

Um gesto que se generalizou entre turistas que visitam as Cataratas do Iguaçu acabou virando um problema para o parque.

A baixa vazão das Cataratas do Iguaçu nas últimas semanas deixou à mostra paredões de pedra que normalmente ficam escondidos. E o que também ficou visível foram as milhares de moedas jogadas pelos turistas na água, o que é proibido.

“Ele joga a moeda, faz uma escolha, algum desejo na intenção que se realize”, conta Luiz Fernando Faga, turista.

Elas se acumulam entre as pedras e algas. Ficam presas nos buracos. Para alcançar as moedas, os bombeiros precisam chegar bem perto das quedas d’água. A limpeza só pode ser feita com equipamentos de segurança por causa do risco de acidentes.

A equipe retirou da água 329 quilos de moedas. Um recorde na história do parque. Os brasileiros são os que mais deixaram moedas para trás, algumas estão fora de circulação há mais de 20 anos. Depois, vem os nossos vizinhos da Argentina e do Paraguai. Outras moedas vieram de bem mais longe: da China, Panamá, Israel e África do Sul.

“A gente vê várias moedas de países diferentes e a gente vai atrás para ver de qual país é”, diz Gerliane Benitez, estagiária do parque.

O que pra muita gente pode ser a esperança de realizar um desejo, para as Cataratas do Iguaçu é problema ambiental. Além de toda a dificuldade para fazer a limpeza, com o tempo, muitas moedas se dissolvem e metais pesados como o níquel e cobre vão parar na água.

“Realmente é uma contaminação química da água que afeta toda a cadeia alimentar. Também vários animais confundem as moedas com suas presas por causa do brilho das moedas. Principalmente peixes e as aves aquáticas que frequentam o Rio Iguaçu acabam confundindo com seu alimento e ingerem essas moedas e causam sérios problemas para essas espécies”, destaca Pedro Fogaça, biólogo do Parque Nacional do Iguaçu.

“O povo não tem consciência do que está fazendo. Moeda foi feita para girar, não para estar aí na natureza”, diz um turista.

A equipe recolheu R$ 14 mil em moedas, que serão doados para projetos sociais. Os 130 quilos de moedas estrangeiras seguirão para reciclagem.

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