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Médicos retiram 40 larvas que estavam comendo cabeça de criança em SP

Por G1 Santos

Menina de sete anos foi internada com uma lesão causada por parasitas na cabeça em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução/Boca no Trombone PG

Menina de sete anos foi internada com uma lesão causada por parasitas na cabeça em Praia Grande, SP — Foto: Reprodução/Boca no Trombone PG

A criança de sete anos internada com uma lesão causada por parasitas na cabeça, no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, já teve mais de 40 larvas retiradas, segundo o médico veterinário Fabiano Miranda, de 39 anos, que acompanha o caso desde o início.

A menina foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia no dia 3 de outubro. Segundo a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora da unidade, a criança ficou em atendimento médico no local até sexta-feira (4), sendo transferida ao Hospital Irmã Dulce. O Conselho Tutelar investiga o caso, que segue em segredo de Justiça.

“Nas primeiras 24h, ainda no UPA, tiraram mais de 40 ‘bernes’ [larva]. Mas, ela precisava de uma transferência para atendimento especializado porque já haviam larvas mais profundas que continuavam comendo a cabeça. Então corri atrás disso, divulgando nas redes sociais para que ela fosse transferida ao Hospital Irmã Dulce”, explica.

A SPDM afirma não ter autorização para informar o estado de saúde da criança e os procedimentos médicos pelos quais está sendo submetida. Porém, segundo o médico veterinário, o risco já está controlado e equipes médicas ainda estão retirando larvas, que já estão saindo mortas.

Tratamento

Fabiano conta que foi acionado pela enfermagem, já que a ‘berne’ é uma larva que aparece principalmente em animais. “Essa doença causa vários estragos, falando da parte veterinária”, diz. A doença é causada pelos ovos da mosca, que, quando depositados em ferimentos abertos na pele do animal ou do ser humano, se tornam rapidamente larvas.

“Quando se trata de mosca, na cabeça de criança, normalmente se dá por ferimento causado por piolho. Mas, a mãe relatou que a criança não tinha nenhum piolho, então é possível ela ter batido a cabeça de alguma forma, causando o ferimento. Como a menina tem um cabelo mais cheio, dificultou que a mãe visse o ferimento”, explica.

De acordo com o médico veterinário, após a criança reclamar de fortes dores de cabeça, a mãe encontrou os buracos. “Não foi negligência da mãe, em momento algum. Após ela notar o ferimento, levou ela rapidamente ao hospital. A primeira vez que vi fiquei desesperado, a criança chorava demais, porque o bicho se alimenta de carne e estava comendo a cabeça dela”.

O profissional continua acompanhando o processo de tratamento. De acordo com ele, não é normal ter registros de casos como esse na cidade, já que em ambiente rural que é mais recorrente. “Nos meses de setembro e outubro também aumentam as ocorrências. Estou acompanhando a melhora da criança diariamente e irei visitá-la pessoalmente”, finaliza.

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Ceará passa de mil focos de incêndio no ano e agrava falta de alimento e água para animais

Por G1 CE

Ceará tem mais de mil focos de incêndio até outubro, e animais silvestres sofem escassez de alimento e água — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Ceará tem mais de mil focos de incêndio até outubro, e animais silvestres sofem escassez de alimento e água — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

“Todo dia estou indo levar água, caju, banana e mamão para eles.” O relato é do comerciante Edval Soares, que nos últimos dias passou a alimentar cerca de 50 macacos silvestres que fugiram do fogo que consumiu 500 hectares da Serra do Graiado, na zona rural de Várzea Alegre, no Ceará.

Além de devastar a mata nativa, o incêndio consumiu a fonte de alimentação de diversas espécies que habitam a localidade. Neste ano, até 8 de outubro, o Ceará sofreu 1.028 queimadas e incêndios, mais que o total do ano passado, o que agrava a situação dos animais.

O chefe da Divisão Técnico-Ambiental do Ibama no Ceará, Muller Holanda, explica que em meio a um incêndio florestal os animais têm poucas opções. Eles podem tentar se esconder ou se deslocar fugindo das chamas.

Nessa corrida pela sobrevivência muitos acabam morrendo, seja pelas chamas, pelo calor do fogo ou por inalação de fumaça. Os que conseguem fugir do perímetro das queimadas inicia uma nova batalha: a busca por alimento e água.

“Eles [macacos] estão passando fome”, lamenta Edval. Ele e outros três moradores se revezam na missão de todos os dias, pela manhã e tarde, subirem a serra com água e alimento para os animais. “Aqui tem mais de 50, mas muitos deles não conseguiram escapar das chamas. E tem outras espécies que também morreram queimadas”, acrescenta Soares.

Muller Holanda justifica a percepção do comerciante explicando que “alguns animais percebem o fogo com mais facilidade pelo olfato, e acabam escapando para regiões onde o fogo ainda não se alastrou. Contudo, as chamas podem causar a morte de animais de mobilidade mais limitada, além de comprometer a saúde pela inalação de gás carbônico, no caso de tamanduás e filhotes de espécies diversas”.

Alta incidência em setembro

Nos oito primeiros dias de outubro, o Inpe já registrou 190 focos incêndios, índice mais de três vezes superior ao anotado em igual período do ano passado, quando foram contabilizados 59 focos.

Com o quantitativo desta semana, o Ceará ultrapassou a marca de mil focos ativos de queimadas em 2019. No mês passado, os números também foram robustos. Em 30 dias, o Instituto registrou 460 focos de incêndios, frente aos 429 verificados em setembro de 2018.

A tendência é de que o número de focos cresça ainda mais nos próximos meses. Para o meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) Raul Fritz, as condições secas de solo e de vegetação, as baixas umidades relativas do ar, além das temperaturas altas e ventos frequentemente mais intensos colaboram para o avanço das queimadas nesta época.

“Neste período, é comum que tais focos tomem proporções maiores e evoluam para incêndio. Tempo mais seco e ventos fortes, associados à comum falta de chuvas no segundo semestre são condições propícias para o fogo se espalhar”, observa o pesquisador.

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Caso Mariana: Ministério Público denuncia suspeito de matar universitária por latrocínio

Por G1 Bauru e Marília

Suspeito de matar universitária Mariana Bazza, de Bariri, roubou carteira e tentou vender carro da jovem no dia do crime — Foto: TV TEM/Arquivo Pessoal

Suspeito de matar universitária Mariana Bazza, de Bariri, roubou carteira e tentou vender carro da jovem no dia do crime — Foto: TV TEM/Arquivo Pessoal

O Ministério Público denunciou nesta semana Rodrigo Pereira Alves – suspeito de matar a universitária Mariana Bazza – por latrocínio com base no inquérito policial que foi concluído na última quinta-feira (3). A denúncia ainda não foi aceita pela Justiça.

Mariana desapareceu no dia 24 de setembro depois de receber a ajuda de Rodrigo para trocar o pneu do carro. Ele foi preso horas depois de sumir com a jovem. No dia seguinte, a polícia localizou corpo dela em uma área de canavial em Ibitinga.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara (SP) apontou que a jovem foi morta por asfixia mecânica causada por estrangulamento.

Segundo a polícia, Rodrigo roubou o som do carro e a carteira da universitária, além de ter tentado vender o veículo dela no dia do crime, por isso o indiciamento por latrocínio.

Contudo, a polícia e o Ministério Público ainda aguardam resultados de laudos periciais, inclusive se houve crime de estupro.

Ajuda para trocar pneu

Uma câmera de segurança da academia registrou quando Rodrigo aborda Mariana para falar que o pneu estava murcho (veja abaixo).

Segundo a amiga da vítima, Heloísa Passarello, foi Rodrigo quem avisou que o pneu estava murcho. O homem estava com um celular quando ofereceu ajuda e insistiu para que ela aceitasse.

Nas imagens dá para ver os dois conversando até que, Rodrigo atravessa a avenida e entra em uma chácara, onde ele trabalhava como pintor. Logo após a amiga deixar o local, Rodrigo volta e conversa mais um pouco com Mariana, até que ela entra no carro, dá volta na avenida e entra na chácara.

Imagem mostra suspeito abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem mostra suspeito abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo

No imóvel, o suspeito trocou o pneu do carro de Mariana. A jovem chegou a fazer uma foto dele trocando o pneu e mandou para parentes (veja abaixo).

Após a ajuda, o carro de Mariana aparece no vídeo deixando a chácara. A polícia diz que Rodrigo estava na direção do veículo.

Além da foto, Mariana chegou a mandar mensagens ao namorado. O G1 teve acesso à conversa entre Mariana e Jefferson Vianna.

Nas mensagens pelo WhatsApp, é possível ver que a universitária avisa sobre o pneu furado, os procedimentos que estavam sendo feitos e que recebia ajuda do suspeito. Mariana e o namorado mantiveram contato até 8h36. Uma das últimas mensagens da jovem foi “terça-feira pesada”.

Print mostra últimas mensagens de Mariana Bazza enviadas para o namorado — Foto: Arquivo Pessoal

Print mostra últimas mensagens de Mariana Bazza enviadas para o namorado — Foto: Arquivo Pessoal

Crime premeditado?

A polícia investiga se Rodrigo premeditou o crime e se teria murchado o pneu do carro da jovem para forçar uma aproximação.

Em outro vídeo de câmera de segurança Rodrigo aparece encostado no carro da Mariana, que está estacionado próximo à academia. As imagens foram gravadas às 7h51, quando a jovem ainda estava no local.

O vídeo mostra que Rodrigo sai da chácara, atravessa a avenida e encosta no carro de Mariana, um Gol preto. Ele fica ali por alguns minutos.

Em entrevista exclusiva à TV TEM, um vizinho da academia contou que viu o suspeito abaixado e mexendo no carro de Mariana.

“Eu vi que ele estava agachado no pneu do carro. Talvez murchando, sei lá, fazendo alguma coisa. Quando ele me viu até se assustou e levantou. Ele foi até o canteiro e ficou mexendo nas árvores que estão ali, meio que disfarçando a situação. Eu estava saindo para trabalhar, então fui embora”, relatou o homem, que preferiu não se identificar.

Morador diz que viu suspeito de matar universitária mexendo no carro da vítima

Morador diz que viu suspeito de matar universitária mexendo no carro da vítima

“Nós estamos em diligências para conseguir novas imagens e também testemunhas que possam colaborar e tirarmos essa dúvida se ele premeditou ou foi uma mera ocasionalidade”, afirma o delegado Durval Izar Neto, responsável pelas investigações.

Ainda segundo o delegado, inicialmente o inquérito foi aberto como latrocínio consumado, mas são apurados também estupro, homicídio e sequestro.

Rodrigo teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada no dia 25 de setembro. Ele negou que tenha matado Mariana e apontou a existência de outra pessoa como responsável pelo crime. No entanto, a polícia acha pouco provável que essa hipótese seja verdadeira.

“Ele fala de uma terceira pessoa que estaria com o veículo, porém imagens mostram que ele saiu com o veículo. E não há informações dessa terceira pessoa, não há imagens, não há testemunhas. Não vamos descartar, mas é pouco provável que exista outra pessoa envolvida.”

Mariana Bazza, de 19 anos, foi enterrada em Bariri — Foto: TV TEM/Reprodução

Mariana Bazza, de 19 anos, foi enterrada em Bariri — Foto: TV TEM/Reprodução

Ficha criminal

Rodrigo Alves, o homem que ofereceu ajuda, já tinha praticado vários crimes e as vítimas eram sempre mulheres.

A primeira condenação por crime sexual aconteceu em 2001. Armado com uma faca, ele atacou uma estudante de 18 anos, que foi violentada, na zona leste de São Paulo.

Rodrigo teve a prisão preventiva decretada após morte da Mariana Bazza — Foto: TV TEM/Reprodução

Rodrigo teve a prisão preventiva decretada após morte da Mariana Bazza — Foto: TV TEM/Reprodução

Por esse crime, Rodrigo passou 13 anos na cadeia. Depois, quando ganhou a liberdade, voltou a roubar e a estuprar.

Em janeiro de 2015, em Itápolis (SP), uma mulher disse que Rodrigo invadiu a casa dela e mandou que ela ficasse nua. Segundo a vítima, Rodrigo ficava se encostando nela. Depois, pegou um computador da casa e fugiu. Nesse caso, ele foi absolvido por falta de provas.

Em outubro daquele mesmo ano houve uma acusação parecida, desta vez na cidade de Bariri. Outra mulher disse à polícia que Rodrigo se passou por instalador de cerca elétrica para entrar na casa dela.

Mapa mostra locais onde Mariana Bazza foi abordada, em Bariri, e encontrada morta, em Ibitinga — Foto: Arte/G1

Mapa mostra locais onde Mariana Bazza foi abordada, em Bariri, e encontrada morta, em Ibitinga — Foto: Arte/G1

Ele fez ameaças com uma faca e também mandou que a vítima ficasse nua. Rodrigo foi acusado de roubar R$ 740 da vítima, além de uma câmera fotográfica, um celular e um relógio.

Ele teve a prisão decretada, ficou foragido por um tempo mas acabou indo para a cadeia em fevereiro de 2016. Rodrigo foi condenado nesse caso a 6 anos e 5 meses de prisão por roubo.

Há cerca de um mês, ele ganhou a liberdade condicional e conseguiu o bico de pintor na chácara em frente à academia.

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Polícia investiga se corpo encontrado no Morro dos Prazeres é de criança desaparecida

Por Larissa Caetano*, G1 Rio

Corpo de menina desaparecida é encontrado no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, nesta quarta-feira (9). — Foto: Reprodução/Redes sociais

Corpo de menina desaparecida é encontrado no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, nesta quarta-feira (9). — Foto: Reprodução/Redes sociais

O corpo de uma criança foi encontrado na tarde desta quarta-feira (9) no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Centro do Rio. Parentes disseram ao G1 que é Estela Evangelista de Oliveira, de 6 anos, que sumiu no último sábado (5) depois de sair com o tio para ir à praia. O tio permanece desaparecido.

A família, que mora na comunidade, tinha feito apelos nas redes sociais para encontrar a criança e o tio, identificado como Paulo Sérgio.

“Até agora minha filha e nem o tio apareceu. Tenho muita fé em Deus que minha princesa vai voltar para casa”, disse Luciana Evangelista, mãe da menina.

G1 também falou com amigos da família, que informaram que o corpo foi identificado por parentes por conta de roupas semelhantes à da criança e um colar.

Parentes contaram que a mãe da criança recebeu duas ligações de anônimos sobre o paradeiro da Estela. Ela estaria na Rua Riachuelo, no Centro do Rio, pedindo dinheiro no sinal com uma mulher negra nesta terça-feira (8) e quarta-feira (9).

Estela é a segunda filha que a mãe perde neste ano. Em julho, o irmão mais novo da menina morreu de pneumonia.

De acordo com a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), a Polícia Militar estava por volta das 17h30 tentando entrar na comunidade para isolar a área onde o corpo de uma criança foi encontrado. Moradores da região também confirmaram que é o corpo de Estela.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está apurando as circunstâncias de um corpo de uma menina, ainda não identificado, encontrado na comunidade nesta quarta-feira (9).

A Polícia Civil informou que o desaparecimento foi registrado e as investigações estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato.

Mãe fez apelo para encontrar a filha Estela, de 6 anos.  — Foto: Reprodução/Redes sociais

Mãe fez apelo para encontrar a filha Estela, de 6 anos. — Foto: Reprodução/Redes sociais

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‘Achavam que era história de pescador’, diz homem que filmou anaconda na Amazônia

Por Carolina Diniz e Rickardo Marques, G1 AM

Pescador flagra cobra anaconda gigante após susto na floresta amazônica; veja vídeo

Pescador flagra cobra anaconda gigante após susto na floresta amazônica; veja vídeo

Mesmo sem soltar veneno ou atacar seres humanos, a sucuri – popularmente conhecida como anaconda – rende susto por onde passa. Com a chance de chegar a 11 metros de comprimento, ela pode gerar de 20 a 80 filhotes de uma só vez e é comumente encontrada na Amazônia. É o caso da que foi filmada por um pescador em Apuí, no Sul do Amazonas há poucos dias.

Além do registro em vídeo feito na última semana, o pescador Laudelino Fernandes, de 51 anos, conta que já se deparou com outras anacondas gigantes. “Inúmeras vezes”, faz questão de destacar ao comentar com orgulho sobre o vídeo que fez.

Sucuri de nove metros flagrada no Sul do Amazonas — Foto: Reprodução

Presidente da colônia dos pescadores, Lau conta que, recentemente, retirou de um balneário, com as próprias mãos, uma sucuri de aproximadamente seis metros. Em outra ocasião, em uma área de pasto, Fernandes e um grupo de pessoas encontraram outra sucuri com cerca de 11 metros de comprimento.

“Eu nem me assustei não. A gente sabe que elas vez ou outra aparecem, é só não mexer. Essa aí nem é a maior que já vimos. Quando vi, quis filmar, porque é difícil de acreditarem quando a gente conta que cruzou com uma cobra de nove metros por aí, né? Acham que é história de pescador… Na próxima a gente vai até tirar foto junto”, planeja, bem-humorado.

Como vivem? Do que se alimentam?

Na Amazônia Brasileira existem 189 espécies de cobras e a maioria não oferece risco aos seres humanos.

Especialista em biodiversidade e conservação de serpentes amazônicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a bióloga Luciana Frazão explica que a sucuri possui dentição aglifa, ou seja, não apresenta dentes específicos para soltar veneno. Mas alerta que uma mordida do animal pode causar problemas de saúde.

“Apesar de elas não serem peçonhentas, ela mordem – no caso das sucuris. E a mordida de um bicho desse grande, assim como a mordida de um cachorro, também pode causar infecção, por causa das bactérias que estão presentes dentro da boca do animal (…). Caso ela morda, o que tem que fazer é lavar o local da picada com água e sabão”, disse.

Anaconda flagrada por pescador se esconde em buraco na mata — Foto: Reprodução

Anaconda flagrada por pescador se esconde em buraco na mata — Foto: Reprodução

Para capturar suas presas, a sucuri utiliza os músculos do próprio corpo e realiza a chamada constrição, método de imobilização que espreme a presa até afetar o fluxo sanguíneo e diminuí-la. Por conta disso, Luciana reforça a importância de manter distância do animal.

“O corpo de uma sucuri é praticamente feito só de músculos. Então, se por algum evento ou acidente esse animal entrar em combate com um ser humano, é provável que ele cause dano. A melhor forma de agir quando encontrar um animal desse, dentro do seu habitat – como foi o caso do vídeo –, é manter uma distância segura.”

“As pessoas costumam ter medo desses animais e, por isso, acabam matando ou tentam se aproximar para machucar. E nisso pode causar algum acidente”, completa a especialista.

Pescador flagra cobra anaconda gigante na floresta amazônica — Foto: Reprodução

Pescador flagra cobra anaconda gigante na floresta amazônica — Foto: Reprodução

Serpentes pela Amazônia

Em sua pesquisa de doutorado, a bióloga estimou a distribuição potencial de serpentes em toda a Amazônia. Ao todo, foram identificados 350 registros documentados (com localização geográfica e imagens) de sucuris. O número demonstra que as aparições são comuns na região do Apuí, no Sul do Amazonas.

De acordo com a bióloga, o tamanho médio de uma sucuri adulta é de quatro a oito metros, mas há registros de que o animal pode chegar a até dez metros de comprimento. Elas vivem por mais de 30 anos e iniciam o período de acasalamento, geralmente, entre os meses de outubro e novembro. Os filhotes de sucuri nascem em meados de maio e são completamente independentes da mãe.

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Ação do MPF expõe indícios de tortura, maus-tratos e abusos durante intervenção federal em presídios no PA

Por Caio Maia e Taymã Carneiro, G1 PA — Belém

MPF reúne relatos, imagens e vídeos apontando indícios de torturas e maus tratos durante intervenção federal em presídios do Pará. — Foto: Reprodução / MPF

MPF reúne relatos, imagens e vídeos apontando indícios de torturas e maus tratos durante intervenção federal em presídios do Pará. — Foto: Reprodução / MPF

“Parece que fizeram uma seleção de psicopatas”, diz um agente prisional do Pará para descrever a atuação da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), que iniciou em julho no estado, após o massacre em Altamira. O G1 teve acesso à integra da ação assinada por 17 procuradores do Ministério Público Federal (MPF), que reúne relatos de detentos, ex-detentos, familiares e agentes prisionais, além de imagens e vídeos, apontando indícios de violações de direitos humanos generalizadas contra presos durante a intervenção.

O resultado das investigações incluem de violência física, tortura, privação de sono e de alimentação a casos de abuso sexual. Tanto o governo federal quanto o estadual negam que houve excessos.

O conteúdo da ação estava sob sigilo até a Justiça Federal decidir pelo afastamento do coordenador da FTIP no Pará, Maycon Cesar Rottava, por improbidade administrativa. No documento, o MPF afirma que mesmo sem evidências de que o comandante tenha executado diretamente os supostos atos de abuso de autoridade, tortura e maus tratos, há indícios de que ele manteve “postura omissiva”.

No Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na região metropolitana, foram relatados casos de violência física e moral, com uso de spray de pimenta; não fornecimento de comida, itens de higiene pessoal e de acesso a assistência à saúde; e proibição de contato entre detentos com a família e advogados.

Em outra casa penal, o Centro de Reeducação Feminino de Ananindeua, o relatório afirma que uma detenta teria abortado em razão de agressões físicas; outra perdeu visão temporariamente por causa do uso abusivo de spray de pimenta. As detentas, segundo os relatos, foram colocadas em formigueiro, em locais com fezes de ratos; e foram obrigadas a usar apenas roupas íntimas e a não irem ao banheiro.

Na terça, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado sobre o assunto durante entrevista coletiva no Palácio da Alvorada e pediu, aos jornalistas, que “parem de perguntar besteira”.

Cinco dias após o afastamento de Rottava, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse, em visita ao Pará, que “não estão corretas” as premissas expostas pelo MPF. O ministro afirma que tem “absoluta crença” que a questão será resolvida.

Na madrugada de quarta-feira (9), o ministro Sérgio Moro publicou no twitter que “a Ftip/Depen no Pará está realizando um bom trabalho, retomando o controle dos presídios que era do Comando Vermelho”. Segundo Moro, os crimes caíram nas ruas por conta da ação. “Os presos matavam-se uns aos outros antes disso e se houver comprovação de tortura ou maus tratos, os responsáveis serão punidos”, disse o ministro.

O Governo do Pará também nega que houve agressão a detentos.

A atuação da força-tarefa no Pará começou em julho, após o massacre que resultou na morte de 62 presos no presídio de Altamira, sudoeste do Pará. À época, o governador Helder Barbalho solicitou a ajuda do governo federal para intervenção em 13 unidades do estado.

Para elaborar a ação contra a União e o Estado do Pará, os procuradores ouviram detentos, familiares de presos e servidores do sistema penitenciário, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que realizaram inspeções nas casas penais do estado, e do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNCT).

A maioria dos relatos ocorreram no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na região metropolitana de Belém. Segundo o parecer do MPF, os detentos foram amontoados em celas, sem água, sem comida e usando apenas roupas íntimas. Os presos relatam também que o ambiente é “completamente insalubre”. Eles afirmam que foram obrigados a realizar necessidades fisiológicas no local e têm de dormir cobertos por fezes e urina.

“Temos que comer comida do chão, que é coberto de fezes. Isso é desumano. Quando pegam um funcionário vocês dão uma atenção. Como é que vocês querem ressocializar o preso?”, questiona detento que não teve a identidade revelada.

Entre as humilhações relatadas pelos presos está a agressão a um deficiente físico. “Tem um que faltava uma perna, e davam rasteira nele. Eles (agentes federais) mandaram um rapaz subir a escada de quatro”, relatou outro preso.

“Ninguém é contra a intervenção. Nós não estamos reivindicando que cessem a intervenção, não, é a tortura. Eles estão apanhando, eles estão sem comer, eles estão sendo torturados física e psicologicamente. É como se o Estado tivesse impondo uma situação para que viesse acontecer uma rebelião, para que aconteça uma chacina como a que teve lá em Altamira”, disse familiar de um detento custodiado em Santa Izabel.

Abusos sexuais

Os relatos do presídio de Santa Izabel também envolvem abusos sexuais. Em um dos casos, agentes federais e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) teriam inserido o cabo de uma arma no ânus de um detento. Segundo o preso que relatou o caso, a vítima precisou ser atendida por uma ambulância.

“Eu vi eles pegando o cabo de uma doze e introduzindo no rapaz. Foram dois agentes, ele estava em posição de procedimento, ou seja, com as mãos na cabeça. Tentaram primeiro introduzir no ânus dele um cabo de enxada, mas não conseguiram, aí conseguiram com o cabo da doze. Inclusive, eu vi esse rapaz saindo de ambulância e os médicos atendendo ele”, contou.

Os abusos também aconteciam dentro das celas, segundo os relatos. Os presos estariam sendo obrigados a se beijar e a tocar nas partes íntimas uns dos outros durante revistas, realizadas diariamente. Detentos contam que os agentes também introduziam materiais menores, ou o dedo, no ânus de alguns presos.

“Os agentes federais e o Core mandavam a gente esfolar o pênis (…) e a gente virar de costa (…) para ver nossos ânus; Isso não ocorreu somente no primeiro dia, acontece em todas as revistas. Somos revistados todas as vezes que saímos da cela”, relatou outro preso.

Presídio feminino de Ananindeua

O CRF de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, foi vistoriado após denúncias de maus tratos em ação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para retomada de controle da unidade. De acordo com os parentes, as presas foram amontoadas em celas superlotadas e foram agredidas diariamente, em setembro deste ano.

Uma inspeção de cárcere, realizada no dia 12 de setembro por representantes da OAB-PA e da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), constatou que as detentas estavam sendo obrigadas a sentar em uma quadra repleta de urina e fezes de rato. A comissão também aponta que, em vários momentos, as presas foram forçadas a ficar nuas em frente a agentes federais homens.

Um relatório emitido pelo MNCTP detalha que há “uma situação generalizada de superlotação”. O parecer aponta ainda que existem celas com até 80 detentas e que as celas são “completamente abarrotadas em condições degradantes, com acesso restrito a água e alimentação”.

A OAB-PA também relata que mulheres em período menstrual são forçadas a ficar sem absorventes íntimos. Em um dos casos, a OAB cita que detentas foram colocadas sentadas em cima de formigueiros dentro de um pavilhão.

“O pessoal da Força queria que eu comesse absorvente. Na hora que a mulher estava me batendo, eu comecei a sangrar. Eu falei pra ela: ‘eu tô sangrando, senhora’. Ela respondeu ‘eu não quero saber, cala a tua boca'”, contou uma detenta.

Outro lado

Na manhã desta terça-feira (8), o Ministério da Justiça divulgou uma nota dizendo que não reconhece as denúncias de tortura em presídios do Pará. Segundo o Ministério, sindicâncias foram instauradas para apurar as denúncias e, se forem comprovados “desvios de conduta”, os agentes serão afastados das funções e responderão a processos administrativos. Ainda de acordo com a nota, a pasta “reafirma a confiança e o compromisso do trabalho realizado pelas forças tarefas de intervenção”.

À época do afastamento do coordenador da FTIP no PA, o Governo do Estado informou, em nota, que foi notificado sobre a decisão da justiça federal do afastamento cautelar e afirmou que a atuação da FTIP nas casas penais do Estado continua e que a decisão judicial é apenas uma medida preventiva.

O Governo do Estado disse ainda que no mês de setembro, 64 presas do Centro de Recuperação Feminino, indicadas por membros do Conselho Penitenciário, e 8 do Complexo Penitenciário de Santa Izabel, indicados pelo Mecanismo Nacional de Combate a Tortura, foram submetidos à perícia no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e constatou-se a inexistência de sinais de tortura ou de maus-tratos.

Segundo o Governo do Pará, a Advocacia Geral da União e o Ministério Público do Estado devem recorrer da decisão da justiça, por entenderem que ela não tem fundamento.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), responsável pela FTIP, divulgou uma nota na noite de terça (8). Veja na íntegra:

“O Departamento Penitenciário Nacional (Depen/MJSP) não reconhece as alegações de tortura generalizada durante o emprego da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) em 13 unidades prisionais do Pará. O Depen defende a humanização da pena e repudia quaisquer atos de maus tratos.

Reforçamos que as funções da FTIP são divididas em três etapas, sendo a primeira a retomada do controle, da ordem da unidade prisional e da instalação de procedimentos de segurança semelhantes ao do Sistema Penitenciário Federal (SPF). A segunda etapa abre a possibilidade para as visitas dos órgãos de inspeção e promoção de ações que intensifiquem as assistências como atendimentos à saúde e jurídico – isso permite que haja a segurança necessária para todos os envolvidos, permitindo a execução de assistências previstas na Lei de Execução Penal (LEP). Na terceira fase há o treinamento dos agentes penitenciários do estado.

Cabe esclarecer que, no mês de setembro, 64 presas do Centro de Recuperação Feminino (CRF), indicadas por membros do Conselho Penitenciário, e oito presas do Complexo Penitenciário de Santa Izabel, indicados pelo Mecanismo Nacional de Combate à Tortura, foram submetidos à perícia no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Não foi constatada a existência de sinais de tortura ou de maus tratos.

A corregedoria-geral do Depen possui um servidor atuando no Pará, em atividades de supervisão e orientação da atuação da FTIP junto ao sistema prisional. A Ouvidoria do Depen está à disposição para escutar relatos e acompanhou parte das inspeções técnicas do Copen em que foram ouvidas presas do CRF, que resultaram em exames periciais com 64 reeducandas.

Sindicâncias foram instauradas a fim de apurar as supostas denúncias. Caso sejam comprovados eventuais desvios de conduta, os agentes serão devidamente afastados de suas funções e responderão por processos administrativos.

O Depen/MJSP reafirma a confiança e o compromisso do trabalho realizado pelas forças tarefas de intervenção. Em 40 dias de atuação, foram realizados mais de 40 mil procedimentos. Entre 23.155 entrega de medicações, 10.235 procedimentos de enfermagem, 1.963 atendimentos médicos, 875 exames de tuberculose, 500 atendimentos odontológicos, entre outros.

Para dar celeridade aos cumprimentos judiciais, foram realizados 13.258 procedimentos, sendo 5.015 atendimentos com advogados e defensoria pública, 305 alvarás, emissão de 246 RGs e 136 CPFs, além de resultados como progressão de regime, realizações de audiências por videoconferências, escolta, entre outros. O número de materiais ilícitos apreendidos pela FTIP-PA é de 5428. Entre eles: cerca de R$ 30 mil, mais de 2 mil celulares, 13 armas de fogos, eletrônicos, entre outros.

Ressaltamos ainda a relevante atuação da FTIP na superação de graves crises Penitenciárias com atuação em diversos estados da federação (RN, RR, CE, AM e PA). Os servidores que atuam na FTIP são experientes por atuarem em outras crises.

Sobre o afastamento do coordenador da FTIP, Maycon Rottava, o Depen afirma que cumpriu de imediato a decisão judicial. O agente federal de execução penal, Marco Aurélio Avancini, foi designado para a função de coordenador da operação no Pará. O Depen solicitou à AGU que providencie os meios jurídicos necessários para a revisão da decisão judicial.”

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Cerca de 20 toneladas de maconha são incineradas em duas semanas em Ponta Porã

Por Martim Andrada, TV Morena

Cerca de 20 toneladas de maconha foram incineradas pela Polícia Civil nas últimas duas semanas em Ponta Porã, a 338 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. Somente na terça-feira (08), foram queimadas 13 toneladas.

A droga incinerada é resultado de diversas apreensões realizadas pelas forças de segurança pública na região, que é considerada porta de entrada de entorpecente no Brasil.

Entre o total incinerado terça-feira, estão 8 toneladas, distribuídas em 260 fardos, que foram apreendidas no dia 9 de setembro, em um depósito às margens da BR-463, que tinham São Paulo e Rio de Janeiro como destino. Foi a maior quantidade de maconha já apreendida pela Polícia Civil na cidade.

O caseiro da chácara e o filho dele foram presos. Além da droga, a polícia também encontrou no local uma grande quantidade de munição de calibres 9 e 12 milímetros.

Fardos de maconha para incineração — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Fardos de maconha para incineração — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Secretário executivo de turismo da PB é preso na quinta fase da Operação Calvário

Por G1 PB

O secretário executivo de turismo da Paraíba, Ivan Burity, foi preso na manhã desta quarta-feira (9) em uma nova fase da Operação Calvário, que investiga desvios de recurso públicos da saúde. O objetivo desta fase, a quinta, é cumprir 28 mandados, sendo três de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, em cinco estados. O diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape (HGM), Eduardo Simões Coutinho, também foi preso por volta das 7h30.

G1 tenta entrar em contato com os advogados dos investigados, mas as ligações não foram atendidas até as 7h30.

A Operação Calvário visa desarticular uma organização criminosa suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos em contratos firmados com unidades de saúde e educação da Paraíba. A investigação identificou que a organização criminosa teve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em várias unidades da federação, no período entre julho de 2011 até dezembro de 2018.

Na Paraíba, os mandados de prisão emitidos pelo desembargador-relator Ricardo Vital de Almeida foram contra Ivan Burity de Almeida, secretário de turismo da Paraíba; e Eduardo Simões Coutinho, diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape.

Ao todo, são cumpridos 28 mandados judiciais em cinco estados: três de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão.

  • Na Paraíba: Dois de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão
  • No Rio de Janeiro: quatro de busca e apreensão
  • Em São Paulo: três de busca e apreensão
  • No Paraná: cinco de busca e apreensão
  • Em Alagoas: um de prisão e um de busca e apreensão

Esta fase também tem como alvo o secretário de Educação e da Ciência e Tecnologia, Aléssio Trindade de Barros, e do ex-executivo da pasta José Arthur Viana Teixeira de Araújo. Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão. Eles são investigados por suspeitas de inexigibilidade de licitações nos contratos apurados pelo MPPB.

No âmbito da Saúde, também é alvo de busca e apreensão o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep), Organização Social que gerencia o Hospital Metropolitano de Santa Rita e o Hospital Geral de Mamanguape. A instituição foi denunciada na primeira etapa da operação.

A quinta fase da Operação Calvário na Paraíba é realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na Paraíba, a operação acontece simultaneamente em João Pessoa, Santa Rita e Mataraca.

O que a operação investiga

A Operação Calvário foi desencadeada em dezembro de 2018 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, além de outros órgãos governamentais. A ex-secretária de administração da Paraíba chegou a ser presa e fez acordo de delação onde contou como supostamente funcionava o esquema.

A estimativa, no entanto, é inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, já que só foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do município e do Rio de Janeiro, não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa na Paraíba, que vem conseguindo centenas de milhões de reais desde o ano de 2011.00:00/00:00

Ex-assessor flagrado com dinheiro caixas de vinho

No dia 1º de fevereiro de 2019, o ex-assessor de Livânia Farias, Leandro Nunes, foi preso na cidade de Itabaiana, na Paraíba. Uma reportagem do Fantástico mostrou Leandro sendo flagrado com um repasse de dinheiro dentro de uma caixa de vinho. Este dinheiro teria sido usado para pagar fornecedores de campanha.

A investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) levantou a suspeita de que o dinheiro entregue a Leandro era para a campanha eleitoral de 2018. Ele foi solto no início de março, após assinar um acordo de delação.

Segundo o Gaeco, a delação de Leandro Nunes levou as investigações da Calvário até o secretário de Turismo. Ivan Burity é apontado como o recebedor de propinas e a influência dele acontecia em contratos da saúde e da educação.

Na delação, Leandro narrou que em junho de 2014, teria transportado R$ 1,2 milhão trazido de uma cidade que ele não informou. De posse desse dinheiro, cerca de R$ 300 mil teria sido destinada ao ex-deputado federal e então vice-governador da Paraíba Rômulo Gouveia, falecido em 2018.

O que dizem os investigados

Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep): A assessoria de imprensa do Ipcep informou as 9h40 que tomou ciência da notícia, mas em nota, enviada às 10h40, disse que só vai se manifestar após o acesso ao processo.

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Bebê de 5,5 kg nasce em maternidade na fronteira: ‘Médico disse que ia ser grande, mas não achei que fosse tanto’

Por Graziela Rezende, G1 MS

Bebê de 5,5 kg nasce em hospital na fronteira de MS — Foto: Anna Carolina Gomes Nicacio/Arquivo Pessoal

Bebê de 5,5 kg nasce em hospital na fronteira de MS — Foto: Anna Carolina Gomes Nicacio/Arquivo Pessoal

Uma agricultora de 37 anos deu à luz um bebê de 5,5 kg e 59 centímetros no Hospital Regional (HR) em Ponta Porã, que faz fronteira com o Paraguai. Arthur Barbosa de Souza está sendo monitorado desde o dia em que nasceu, há 4 dias, para que não desenvolva diabetes. É o segundo caso este ano na maternidade do município, já que um menino de 5,7 kg e 54 cm nasceu no mês de janeiro.

“O médico disse que poderia ser grande, mas não imaginei que fosse crescer tanto. Eu tive que trocar todas as roupinhas que eu tinha, nenhuma coube. Agora estou comprando roupas e fraldas aos poucos porque a nossa condição não é muito boa, mas, estou feliz. Eu continuo internada para fazer exames agora mas, logo logo já vou para casa”, afirmou ao G1, Elizandra Chimenes Barbosa.

Segundo Elizandra, que possui outros dois filhos, durante a gestação foi necessário muito repouso por conta do risco de aborto. E, com o tempo, o peso também lhe causava muitas dores. “Meus filhos mais novos nasceram com peso normal”. E o pai do bebê, Luan de Souza Costa, emendou dizendo que “toda a família é alta e ficou surpresa”.

O hospital é gerenciado por uma organização da sociedade civil, o Instituto Acqua, em parceria com a secretaria estadual de Saúde (SES).

Mãe disse que teve que trocar todo o enxoval do bebê em MS — Foto: Anna Carolina Gomes Nicacio/Arquivo Pessoal

Mãe disse que teve que trocar todo o enxoval do bebê em MS — Foto: Anna Carolina Gomes Nicacio/Arquivo Pessoal

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Uma pessoa morre em confronto com policiais durante operação contra exploração em garimpo ilegal em MT

Por G1 MT

Garimpo foi invadido pela Polícia Federal. — Foto: PF-MT

Garimpo foi invadido pela Polícia Federal. — Foto: PF-MT

Uma pessoa morreu em confronto com policiais do Batalhão de Operações Oficiais (Bope ) e federais na tarde desta segunda-feira (7) na 2ª fase da ‘Operação Trype’ no garimpo ilegal do município de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá. Cerca de mil a duas mil pessoas já circularam no garimpo, segundo autoridades.

A Polícia Federal confirmou a morte, mas não informou a identidade da pessoa que morreu.

De acordo com a PF, a operação tem objetivo de cessar as atividades no grande garimpo ilegal no município. Não há, inicialmente, mandados de prisão contra garimpeiros.

O garimpo ilegal causaria grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios. — Foto: PF-MT

O garimpo ilegal causaria grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios. — Foto: PF-MT

De acordo com as investigações, além do impacto ambiental na região, o garimpo ilegal estaria causando grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas, prostituição e outros crimes.

Cerca de 160 policiais e também de servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) atuarão na área durante toda semana.

A ação conta com apoio de forças de segurança do Estado de Mato Grosso.

O garimpo

Policiais federais estão no garimpo, em Aripuanã, para conter ação. — Foto: PF-MT

Policiais federais estão no garimpo, em Aripuanã, para conter ação. — Foto: PF-MT

Há quase um ano o garimpo ilegal atrai aventureiros e curiosos em busca de ouro na região de Aripuanã. A situação já foi alvo de investigação da Polícia Federal em 2018 e reuniu autoridades, no entanto, a exploração continuava sem qualquer tipo de controle.

A área explorada ilegalmente registrou acidentes, soterramentos, mortes e assassinatos ao longo de quase um ano.

A Polícia Civil de Aripuanã disse, em junho deste ano, que o garimpo reúne cerca de 2 mil pessoas. Já a Prefeitura de Aripuanã calcula que são cerca de mil pessoas. A concentração de pessoas de fora da cidade provocou um aumento no fluxo do hospital da cidade, além de aumento no índice de crimes.

A invasão da propriedade, que é da União, começou em novembro de 2018. Desde então as autoridades, como Ministério Público Federal, governo estadual e federal, tentaram soluções e fizeram diversas reuniões.

As autoridades debateram, inclusive, os danos ambientais causados na área. À época o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) determinou que os invasores deixassem o garimpo.

A instalação de uma mineradora na cidade também causou impactos em Aripuanã.

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