Pedreiro é condenado e fica preso por mais de um ano no lugar do irmão, suspeito de estupro

Do G1

Homem é condenado e preso por crime que não cometeu em Ponta Grossa

O pedreiro Johny Marcos Carvalho Lopes foi condenado e preso no lugar do irmão, suspeito de um estupro em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná.

Ele foi reconhecido pela vítima, julgado e condenado pelo crime. A semelhança física com o irmão, diz ele, foi o que fez com que a Justiça entendesse que ele era um dos culpados, junto com outros dois homens.

“Na delegacia, ela não me reconheceu. Mandaram eu sair, fui contente. Depois, mandaram eu voltar. De repente, ela falou que era eu, ela se confundiu”, argumenta o pedreiro.

Lopes conta que, no dia do crime, estava na casa da droga, num bairro distante do local do crime. Segundo ele, várias testemunhas confirmaram essa informação durante o julgamento.

O próprio irmão registrou um documento dizendo queo pedreiro não havia participado da festa e, portanto, não havia hipótese de ele ter cometido um crime. Mesmo assim, ele foi condenado a dez anos de prisão.

Após cumprir um ano e dois meses de pena, em regime fechado, o advogado de Lopes pediu uma revisão criminal. Novas testemunhas foram ouvidas repetindo que, no dia do crime, ele estava mesmo longe do local, na casa de parentes.

Ouvida de novo pela Justiça, a vítima corrigiu-se e reconheceu o irmão do pedreiro como o autor do crime. Com isso, ele foi absolvido e teve a soltura determinada imediatamente, no sábado (31).

Agora, Lopes diz que só pensa em seguir a vida e voltar a trabalhar. “Espero ter um pouco de paz na minha vida e esquecer um pouco o que aconteceu. É difícil. Cada passo dá um estalo na cabeça, dá impressão que você ainda tá preso na cabeça. Preso de coisa ruim. Não quero que ninguém passe por isso”.

O advogado do pedreiro afirma que vai entrar com uma ação de indenização contra o estado.

Outro lado

O juíza responsável pelo caso explicou que a decisão foi tomada de acordo com as provas e disse que, na época, a defesa não incluiu o irmão de Lopes no processo, apenas outros familiares. Além disso, a vítima reconheceu três pessoas como autores do estupro. A juíz disse, ainda, que a condenação foi confirmada por outros três desembargadores.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) disse que não pode passar informações sobre o processo, que corre em segredo de justiça.

O irmão de Lopes, suspeito de ter cometido o estupro, ainda não foi acusado por nenhum crime. A reportagem não conseguiu encontrá-lo.

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Brasil possui quase 2,5 milhões de crianças e adolescentes fora da escola, diz estudo

O Brasil possui 2.486.245 crianças e adolescentes de 4 e 17 anos fora da escola, segundo levantamento feito pelo Todos Pela Educação com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). O montante representa cerca de 6% do universo total de alunos.

Para Priscila Cruz, presidente executiva do Todos Pela Educação, o número é preocupante, pois afeta principalmente as crianças mais “vulneráveis”. “Essas crianças que estão fora da escola são exatamente as que mais precisam porque em geral são as deficientes, as mais pobres, e que moram em lugar mais ermos.”

A taxa de atendimento de crianças e jovens na escola aumentou 4,7 pontos percentuais desde 2005, atingindo 94,2% em 2015. O índice, no entanto, ainda é insuficiente para alcançar a Meta 1 do Todos Pela Educação para esse ano, que era de 96,3%, e a universalização determinada constitucionalmente para ser atingida até 2016.

Do número total de alunos fora da escola, 1.543.713 são de jovens de 15 a 17 anos, que deveriam estar matriculados no ensino médio. Esta foi a modalidade que apresentou o crescimento mais tímido de inclusão na última década: de 78,8% para apenas 82,6% de 2005 a 2015.

Além disso, embora o percentual dos que não estudam nem trabalham tenha diminuído entre 2005 e 2015 (de 11,1% para 10,7%), em números absolutos o valor ainda é alto: 974.224, em 2015, frente a 1.126.190, 2005.

“O jovem sai da escola achando que vai voltar um dia, só que não volta. Por isso que, para ele, sair da escola não tem um peso tão grande, mas precisamos evitar que ele saia”, afirma Priscila Cruz.

Para ela, as razões para a evasão do ensino médio são múltiplas, e parte delas, podem ser resolvidas se a reforma do ensino médio for bem implementada. “Trabalho, gravidez precoce, violência e tráfico de drogas, diferentes situações da família. Também tem a questão da repetência múltipla, por isso que a política de progressão continuada é tão importante, é preciso garantir que o aluno aprenda para não repetir de ano”, explica Priscila.

“A reforma do ensino médio pode ajudar, mas depende da implementação para se tornar mais interessante”, diz. Priscila cita, como exemplo, se o aluno terá à disposição na sua escola o itinerário que gostaria de estudar, com bons professores, para que, de fato, se torne atrativa.

Distorção idade X série

O levantamento também aponta que a taxa de conclusão do ensino fundamental até os 16 anos foi de 76% em 2015, apenas 17,1 pontos percentuais acima do verificado em 2005. Já a taxa de conclusão do ensino médio até os 19 anos, ficou em somente 58,5% – apesar de ser 17,1 pontos percentuais (p.p.) superior à de 2005, ela não tem avançado nos últimos anos.

Nesse mesmo período, a taxa de jovens que não estudam nem trabalham aumentou entre aqueles que não concluíram o ensino fundamental até faixa dos 16 anos (de 19% para 22,2%) e também entre os que não concluíram o ensino médio até 19 anos (24,5% para 35,5%).

Educação infantil

A pesquisa mostra que o maior crescimento na taxa de atendimento escolar nos últimos dez anos foi entre as crianças de 4 a 5 anos, de 72,5% para 90,5% no período. Já a taxa de atendimento de 6 a 14 anos ficou em 98,5% em 2015, crescimento de apenas 1,8 ponto percentual desde 2005 – embora seja tida como universalizada no Brasil, ainda há 430 mil crianças e jovens dessa faixa etária fora da escola.

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Suspeito de estuprar mulher é preso em São Roque com ‘manual’ para cometer abusos

Polícia apreendeu uma faca, touca e folha de caderno com anotações do suspeito (Foto: São Roque Notícias/Divulgação)

Polícia apreendeu uma faca, touca e folha de caderno com anotações do suspeito (Foto: São Roque Notícias/Divulgação)

Um vigilante, de 42 anos, foi preso suspeito de estuprar uma mulher de 46 anos na tarde desta segunda-feira (3) em São Roque (SP). Com ele, os policiais encontraram uma espécie de “manual” escrito em folha de caderno, onde o agressor descrevia itens para serem usados durante a prática sexual, como espermicida e lubrificante.

No papel, também há a informação de cinco localidades. Segundo a Polícia Civil, essas anotações podem sugerir uma contagem que o suspeito fazia. Havia também anotações de alguns horários, como por exemplo, “14:10 gostosa”.

Ainda de acordo com a polícia, a mulher de 46 anos andava pela Estrada dos Romeiros, no bairro São João Velho, uma das localidades anotadas na folha de caderno, quando foi abordada pelo suspeito armado com uma faca. Ele levou a vítima até um matagal próximo à linha férrea e cometeu o estupro.

Após o abuso, a mulher conseguiu escapar e pedir ajuda aos vizinhos. O homem foi detido e agredido pelos moradores, tendo ferimentos no rosto. A Polícia Militar foi acionada e levou o suspeito para a Santa Casa de São Roque para passar por atendimento. A vítima também foi socorrida ao pronto-socorro da cidade.

Em seguida, o vigilante foi levado à delegacia, preso em flagrante por estupro e encaminhado para a Cadeia de Pilar do Sul (SP). Ele deve passar por uma audiência de custódia na manhã desta terça-feira (4). A faca, uma touca e a folha de caderno ficaram apreendidas.

Segundo a polícia, o homem já tinha duas passagens pelo mesmo crime. A vítima deve passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) em Sorocaba (SP).

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Inflação em SP acelera para 0,14% no fim de março puxada por alimentos

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) em São Paulo acelerou para 0,14% no fim de março, após ficar em 0,06% na terceira medição do mês passado. No fechamento de fevereiro, o índice teve queda de 0,08%.

O aumento dos preços dos alimentos puxou a alta do IPC-Fipe. O grupo alimentação saiu de queda de 0,01% para alta de 0,34% da terceira para a quarta apuração de março. Em fevereiro, tinha registrado recuo de 0,69%.

Outras acelerações foram observadas em despesas pessoais, de queda de 0,03% na terceira prévia para alta de 0,17% no encerramento de março, e em saúde, de 0,69% para 0,72% de aumento.

Houve taxas menores em habitação, de 0,28% para 0,19% de elevação; transportes, de queda de 0,41% para recuo de 0,49%; e vestuário, de baixa de 0,03% para decréscimo de 0,04%. O grupo educação apresentou alta de 0,06%, repetindo a taxa anterior.

Com o resultado de março, o IPC-Fipe acumulou alta de 0,38% no ano e de 3,56% em 12 meses.

O índice mede a inflação para famílias que recebem até dez salários mínimos e que vivem na cidade de São Paulo.

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Mulheres buscam destaque em setores da aviação dominados por homens

Apesar de ser uma área dominada por homens, cada vez mais mulheres exercem atividades na aviação, ocupando postos variados nos segmentos civil e militar. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), elas ocupam 5.190 postos de trabalho, o equivalente a 13,56% dos cargos, como pilotos, técnicas em manutenção de aeronaves e oficiais aviadoras.

O G1 conversou com duas profissionais que falaram sobre a rotina de trabalho, os desafios, o preconceito e o caminho para a realização do sonho nas carreiras. 

Sonho de ser piloto

Quando criança, a comandante Gabriela Carneiro Duarte pedia aos pais que a levassem ao aeroporto para ver os aviões. “Sempre tive o apoio deles! Mesmo nos momentos difíceis, em que eu achava que não ia conseguir, eles estavam ao meu lado”.

Formada em administração, muitas vezes ela ouviu que era melhor tentar um concurso público ou seguir carreira no mundo corporativo, mas persistiu no sonho.

“Costumava ouvir das pessoas, até de alguns familiares, que ser piloto era um sonho e que era melhor tentar outra carreira. O começo na aviação não é fácil, tanto para homens como para mulheres. Tive alguma dificuldade no início da minha carreira, porém nunca tive problemas em ser contratada e seguir como piloto. Acredito que o caminho esteja aberto para as mulheres na aviação brasileira”.

Gabriela pilota aeronaves Boeing 737-700 e 737-800, em voos nacionais e internacionais operados pela Gol.

“Não existem dias fixos de trabalho. No dia a dia, geralmente me apresento para um voo com uma hora de antecedência, encontro os demais tripulantes, fazemos um briefing, verifico a documentação referente ao voo e seguimos para a aeronave”, explicou a comandante.

Preconceito no passado

Segundo ela, os passageiros ainda ficam surpresos quando percebem que uma mulher está no comando do voo, mas as reações são positivas.

“Recebo muitos elogios e palavras de apoio. Os comentários negativos são muito raros, mas quando acontecem, sempre tento brincar com a situação e revertê-la. Casos de preconceito já ocorreram no passado, mas são cada vez mais raros e temos a lei a nosso favor”, disse.

Para conciliar a falta de rotina no trabalho com a vida pessoal, Gabriela tenta suprir a ausência familiar com a qualidade no convívio.

“Não tenho filhos e meu marido aceita e apoia minha profissão. É difícil ficar longe, principalmente nas datas festivas, mas sempre tento me programar para estar presente em datas importantes”.

Gabriela está na área da aviação onde as mulheres tem a menor presença, segundo a Anac. Dados de 2015 somam 29 licenças de mulheres, contra 3.708 de homens.

Mulheres na oficina

Crislaine Paes, de 21 anos, sempre sonhou em trabalhar com aviões e está na aviação há 5 anos. “Quando eu tinha 16 anos, consegui emprego no laboratório de metrologia e calibração, como menor aprendiz. Depois, fiz o curso técnico de mecatrônica e surgiu a oportunidade de emprego na oficina de equipamentos de emergência, onde fui estagiária. Quando concluí o curso, comecei a trabalhar na oficina de trem de pouso, que é um lugar que sempre tive curiosidade de trabalhar”, contou.

A jovem, que trabalha no Centro de Manutenção da Latam, em São Carlos (SP), teve o apoio da família para seguir na área.

“Sempre souberam que era isso que eu queria e eu sempre corri atrás. Mesmo que seja uma produção mais masculina do que feminina, eu queria entrar para me destacar, para falar que a mulher também pode e que faz as mesmas coisas que um homem”.

Em 2015, segundo a Anac, haviam 179 licenças de técnicas em manutenção de aeronaves. Já o número de licenças para homens somava 7.504.

Aviação Militar

As primeiras mulheres que ingressaram na Força Aérea Brasileira (FAB), em 1982, eram profissionais formadas em faculdades civis em áreas variadas, como medicina, nutrição, psicologia e jornalismo.

Em 2006, a Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), formou as primeiras oficiais aviadoras. As militares podem chegar à patente de Tenente-Brigadeiro do Ar, a mais alta da carreira, e ainda assumir a função de Comandante.

As oficiais que estão na ativa ocupam postos de Terceiro-Sargento a Coronel e atuam em áreas de aviação, manutenção, controle de tráfego aéreo, meteorologia, intendência, engenheira, administração, entre outras. Segundo a assessoria de imprensa da FAB, elas representam 17,27% do quadro de oficiais. No total são 11.323 mulheres, sendo 60 aviadoras.

AFA forma oficiais militares aviadores, intendentes e de infantaria (Foto: Reprodução/EPTV)

AFA forma oficiais militares aviadores, intendentes e de infantaria (Foto: Reprodução/EPTV)

Aviação Civil

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as mulheres ainda estão presentes na aviação como comissárias de bordo, controle de tráfego aéreo, despachante de voo, entre outras. Veja abaixo um gráfico com um levantamento de 2015, que mostra a distribuição das mulheres nos mais variados cargos. No cargo de comissário, as mulheres lideram com 5.021 licenças, contra 2.508 de homens.

Gráfico de licenças em atividades na aviação no ano de 2015 (Foto: Matheus Rodrigues/EPTV )

Gráfico de licenças em atividades na aviação no ano de 2015 (Foto: Matheus Rodrigues/EPTV )

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Com estiagem no Nordeste, período chuvoso ameniza seca no Maranhão

Michel SousaSão Luís, MA

Nível do Rio Mearim sobe com chegada das chuvas  (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Nível do Rio Mearim sobe com chegada das chuvas (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O Maranhão é o estado do Nordeste com menos cidades que decretaram estado de calamidade ou emergência por causa da seca que atinge a região nos últimos cinco anos. Segundo levantamento feito pelo G1 com base em dados do Ministério da Integração Nacional, dos 217 municípios do estado, 94 tiveram decretos por seca ou por estiagem entre 2012 e 2016, o que representa 43,3% do total. Em alguns estados do Nordeste, como o Piauí, o percentual chega a 98,2%.

O G1 mostra, em uma série de reportagens, uma pequena amostra da realidade vivida na região – e as muitas saídas que encontra para conseguir sobreviver.

Hoje, a falta de chuva atinge mais de 70% dos municípios do semiárido, o que afeta 1.396 cidades com a falta de abastecimento, além da perda de lavouras e rebanhos. Ao G1, o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Felipe de Holanda, explicou que as características ambientais diferenciadas ao longo do território maranhense, em relação a fatores climáticos, contribuíram para o grande volume de chuva dos últimos meses e, desta forma, com a redução dos impactos por todo o estado.

“O Maranhão tem boa parte do seu bioma na região amazônica e tem uma precipitação bem mais generosa, apesar de ser concentrada, durante seis, sete meses, diferente do que acontece na Caatinga. No Piauí e no Ceará, por exemplo, você tem zonas que tem 400 mililitros de precipitação por ano, e aqui, no Maranhão, não tem nada abaixo de 1.000. Nós temos vários municípios que sofreram com seca e enchentes de 2010 até agora”, afirmou Holanda.

Nível do Rio Itapecuru deixa ribeirinhos atentos com o aumento do volume das águas em Caxias (MA) (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Nível do Rio Itapecuru deixa ribeirinhos atentos com o aumento do volume das águas em Caxias (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Segundo dados do Monitor de Secas, documento elaborado por diversos órgãos ligados ao meio ambiente e meteorologia, as precipitações ultrapassaram 300 mm acumulados no mês de fevereiro e 200 mm durante o mês de janeiro em todo o Maranhão. Isto teria contribuído para a eliminação de impactos da estiagem na agricultura e na pecuária no estado, segundo dados do Imesc.

Ações contra a seca
O chefe do Departamento de Estudos Ambientais do Imesc, José de Ribamar Carvalho, afirmou que ações pontuais contribuíram para minimizar os impactos da estiagem como, por exemplo, o trabalho de abastecimento de água e a perfuração de poços artesianos nos locais em que a estiagem é mais severa. Além disso, a distribuição de água por meio de carros-pipa e o monitoramento feito por equipes permanentes também têm contribuído para a minimização dos impactos decorrentes da seca.

“Quando o município entra em estado de emergência, a Defesa Civil e o estado criam equipes de emergências no próprio município para realizar ações de curto e longo prazo. Em momentos iniciais, realizamos trabalhos de distribuição de água em carros-pipas e depois são escolhidos os pontos nos povoados que sofrem com a estiagem nesses períodos ou não, para a construção de poços artesianos. Com os problemas em relação à quantidade de precipitação, os corpos hídricos subterrâneos podem ser utilizados para essa questão”, explicou.

Com esse cenário do aumento do volume de chuvas e as ações pontuais de diminuição dos impactos da estiagem, as atividades econômicas vinculadas a cultivos agropecuários, piscicultura e extrativismo ganharam sobrevida, segundo aponta relatório da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Análise da seca e estiagem
Segundo o ‘Atlas de Desastres Naturais’, entre os anos de 1991 a 2010, o Maranhão foi atingido por 81 episódios de secas e estiagens, que ocorreram em 64 municípios, distribuídos nas cinco mesorregiões do estado, principalmente no leste maranhense.

No entanto, o relatório da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil apontou o ano de 2012 como o que teve mais decretações de situação de emergência por estiagem. Ao todo foram 87 registros, sendo 32 decretos municipais e 55 estaduais. De 2012 a 2015 foram 208 decretos.

Para o Monitor de Secas do Nordeste da Agência Nacional de Abastecimento (ANA), no mês de agosto de 2016, a área de seca extrema no Maranhão chegou a 57%, avançando no setor central e sul do estado. Além do agronegócio, os pequenos agricultores também sofreram com as perdas das plantações e animais.

Em 2016, 21 casos decretos de emergência foram feitos, enquanto que nos primeiros três meses deste ano há apenas oito registros de situações de emergência. “Um dos pesos muito grandes para estiagem é a perda da agricultura e problemas da população com acesso a água para consumo próprio” finalizou José de Ribamar.

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Crianças se queimam ao jogar álcool em lixo que pegava fogo, em Catalão

Irmão caçula teve 70% do corpo queimado após jogar álcool em lixo que pegava fogo, em Catalão.

Dois irmãos, de 3 e 8 anos de idade, se queimaram, na segunda-feira (4), após jogar álcool em um lixo que pegava fogo em uma fazenda de Catalão, na região sudeste de Goiás. De acordo com a direção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade, o menino mais novo teve 70% do corpo queimado e o mais velho teve ferimentos nos braços e mãos. As crianças foram transferidas para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), em Goiânia.

Segundo o último boletim médico do hospital, o estado de saúde do caçula é gravíssimo. Já o irmão mais velho está internado na enfermaria com estado de saúde regular. Conforme o médico Peterson França, diretor da UPA de Catalão, onde as crianças receberam o primeiro atendimento, o menino de 3 anos de idade precisou ser estabilizado antes de ser transferido para a capital.

“A criança menor já chegou em estado mais grave. Primeiro ela teve que ser estabilizada na unidade, porque o transporte já era de alto risco. Então ela foi estabilizada na unidade primeiro, foi feito todo o protocolo para grande queimado, a partir daí ela já estava sendo regulada. Saiu a vaga para Goiânia, a gente encaminhou”, contou.

O acidente aconteceu na fazenda onde a família mora, a 10 km do centro de Catalão. De acordo com o último boletim médico do Hugol, a criança de 3 anos passou por uma cirurgia ainda na segunda-feira (4) e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Já o irmão está na enfermaria e não corre risco de vida.

O capitão Bruno Prudente, do Corpo de Bombeiros, orienta os pais a nunca deixarem os filhos brincarem com material inflamável.

“Nunca incentivem seus filhos, principalmente crianças, a brincarem com fósforos, isqueiros e materiais inflamáveis. São ocorrências que acometem crianças em lesões graves e sequelas às vezes até irreversíveis, isso quando não leva a morte”, disse.

Crianças foram socorridas, primeiro, na Unidade de Pronto-Atendimento de Catalão (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Crianças foram socorridas, primeiro, na Unidade de Pronto-Atendimento de Catalão (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

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Bactéria que matou adolescente no ES pode levar a óbito em poucos dias, diz infectologista

Médico infectologista do ES explica superbactéria que casou morte de jovem.

A bactéria Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina (MRSA é a sigla em inglês), que matou a adolescente Lara Furno, na véspera de completar 15 anos, se manifestada de forma grave no organismo, pode levar à morte em poucos dias, segundo o infectologista Aloísio Falqueto.

Lara foi levada ao hospital pela família por três vezes em um período de menos de uma semana. Nas duas primeiras internações, ela foi diagnosticada com rinite e bronquite, respectivamente. Mas, ao dar entrada na unidade pela terceira vez, teve uma infecção generalizada, sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.

Lara Furno faleceu por causa de bactéria super-resistente (Foto: Reproduçã/Facebook)

Lara Furno faleceu por causa de bactéria super-resistente (Foto: Reproduçã/Facebook)

O infectologista explicou que a bactéria da espécie Staphylococcus Aureus é muito comum e está presente na mucosa nasal de aproximadamente 30% da população. Já a Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina (MRSA) – que é uma variante genética da espécie – é mais rara, podendo ser encontrada na mucosa nasal de cerca de 2% das pessoas sadias, sem causar doença; no entanto, pode causar efeitos graves no organismo de algumas pessoas.

“Dependendo da característica genética da pessoa, além de outros fatores pouco conhecidos, ela invade a corrente sanguínea, e pode se manifestar da forma grave, que pode ser a septicemia – infecção generalizada – ou broncopneumonia”, explicou.

A infecção pela bactéria também pode se manifestar de forma considerada “leve”. “Na forma comum, os sinais são furúnculos, feridas, úlceras na pele, e também celulite, é uma inflamação do tecido subcutâneo”, disse.

Falqueto alerta, por exemplo, que essas feridas podem ser uma via de acesso da bactéria à corrente sanguínea. Por isso, é importante evitar espremer espinhas e furúnculos, por exemplo. “Se, ao espremer uma espinha, o pus que contém a bactéria entrar em contato com a corrente, ela poderá causar os efeitos mais graves”.

O infectologista explicou também que, assim como aconteceu com Lara, a forma grave de manifestação da infecção pela bactéria pode levar à morte em pouco tempo. “É rápido, às vezes com três, quatro dias, quando a bactéria cai no sangue, pode ser fatal”, disse.

Falqueto disse que ainda não é possível identificar por que algumas pessoas desenvolvem a forma grave da infecção e outras não. “São casualidades que a gente não consegue definir na medicina”, explicou.

Outro fato é que a variante genética da bactéria resistente à Meticilina era rara na década de 1960, quando foi produzido o antibiótico; na ocasião, era considerada uma bactéria típica de ambiente hospitalar. Mas nas últimas décadas tem aumentado muito sua frequência em pessoas da comunidade, sem relação com ambientes de hospital.

Morte

Segundo a família, Lara começou a passar mal uma semana antes da morte. No domingo (26), ela foi levada à uma unidade da Unimed, diagnosticada com rinite e voltou para casa.

Na madrugada de quinta-feira (30), a adolescente não conseguia respirar e teve que voltar para o hospital. “A médica deu diagnóstico de bronquite e mandou ela embora para casa de novo”, lembra o irmão, Felipe Furno.

Na quinta-feira (30) pela manhã, Lara foi para a aula no Centro Educacional Primeiro Mundo, em Vitória, mas passou mal e voltou para casa. À noite, o irmão, que é estudante de medicina, constatou uma piora no quadro dela.

“Vi que a Lara estava com a frequência e batimentos cardíacos acelerados. Ela começou a ficar com as pontas dos dedos roxos, porque não conseguia oxigenar. Fomos correndo com ela para a Unimed. Os médicos já a entubaram e sedaram. O caso era muito grave”, disse Felipe.

No sábado (1), ela teve a primeira parada cardíaca. E, no domingo (2), sofreu uma nova parada, e não resistiu.

Unimed

Em nota, a Unimed Vitória informou que a paciente deu entrada no pronto-socorro do Hospital Unimed na madrugada do dia 31 em estado grave, sendo encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva.

A equipe do HU deu toda assistência necessária para o quadro apresentado e seguiu todos os protocolos clínicos no atendimento à paciente, que veio a óbito na madrugada de domingo, dia 2.

A cooperativa esclareceu ainda que quadros clínicos só podem ser divulgados com autorização da família.

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Exame confirma morte de homem por febre amarela em hospital de Itaperuna

Do G1 Norte Fluminense

Um homem de 33 anos morreu por febre amarela no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Segundo a Prefeitura, o resultado do exame foi divulgado na segunda-feira (30) pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio. De acordo com o município, o homem é morador de Porciúncula e faleceu no dia 26 de fevereiro.

Em nota, o Estado informou, na manhã de terça-feira (4), que o boletim mais recente, referente a 17h de segunda (3), não contabiliza o caso de Itaperuna; somente os casos de Casimiro de Abreu, São Fidélis e São Pedro da Aldeia constam no comunicado.

De acordo com Alexandre Martins, secretário de Saúde de Itaperuna, não há casos suspeito da doença em moradores da cidade. Até o momento, uma morte por febre amarela foi confirmada no Estado, em Casimiro de Abreu.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Porciúncula, Magali Aquino, uma equipe irá a Itaperuna para colher mais informações sobre o caso. De acordo com Magalhi, o homem era um andarilho que ficava no distrito de Santa Clara e tinha família no Rio de Janeiro, onde foi enterrado. A suspeita inicial era de que ele tivesse morrido por leptospirose.

São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, teve a confirmação de um caso de febre amarela silvestre em um morador. A cidade terá um “Dia D” de vacinação nesta quinta-feira (6). Na quinta-feira (30), a Secretaria de Estado de Saúde confirmou que o Rio de Janeiro tem nove casos confirmados da doença: sete, com uma morte, em Casimiro de Abreu, um em São Fidélis, no Norte Fluminense, e um em um moraror de São Pedro da Aldeia.

Em Silva Jardim, a morte de um idoso que se vacinou contra a febre amarela é investigada. Segundo a Prefeitura, o homem de 60 anos morreu após ter complicações pela vacina.

Segundo o Estado, o morador de São Pedro da Aldeia contraiu a febre amarela em viagem à zona rural de Casimiro de Abreu.

Os dois pacientes com a doença em Casimiro tiveram o diagnóstico confirmado nesta quinta, segundo o Estado; eles já tiveram alta, mas são acompanhados pela equipe médica do Hospital Municipal Ângela Maria Simões Menezes.

Primeiros casos
Os primeiros dois casos de febre amarela foram foram identificados em Casimiro de Abreu no dia 15 de março. O pedreiro Watila Santos, 38, morreu pela doença. A secretaria de Estado de Saúde disse que todos foram contraídos na zona rural da cidade.

Após as primeiras confirmações em Casimiro, uma corrida foi iniciada para a imunização dos moradores. Um Hospital de Campanha chegou a ser montado e agilizou o atendimento.

A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios, porém, o vírus é igual ao da febre amarela urbana, com os mesmos sintomas e evolução da doença.

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Exames de DNA confirmam troca de bebês em maternidade há 32 anos

Sílvio Túlio

Do G1 GO

 Keila Martins Borges acredita ter sido trocada há 32 anos em maternidade de Quirinópolis, Goiás  (Foto: Reprodução/Facebook)
Keila foi trocada no hospital há 32 anos e quer conviver com a mãe biológica (Foto: Reprodução/Facebook)

Resultados de exames de DNA confirmaram que duas mulheres foram trocadas há 32 anos logo após nascerem no Hospital Municipal de Quirinópolis, região sul de Goiás. De forma e motivação ainda desconhecidas, Keila Martins Borges e Elisângela Vicente Maciel foram entregues a famílias com as quais não tinham laços sanguíneos. Os envolvidos ainda tentam entender e lidar com a situação inesesperada.

O parto das duas ocorreu no dia 15 de maio de 1984. Keila, gerada pela dona de casa Percília Vicente, de 56 anos, deixou o hospital com a autônoma Maria Martins Pereira, de 50, mãe biológica de Elisângela. Por sua vez, Elisângela foi levada por Percília.

As suspeitas só surgiram há cerca de dois meses, quando uma prima de Keila viu na igreja que frenquetava uma mulher muito parecida fisicamente com ela. A mulher em questão se trata de Eliane Maciel, de 38 anos, que também é filha de Percília.

Keila diz que os exames foram apenas uma confirmação oficial, pois já tinha certeza da troca. Inclusive, ela resolveu conhecer a mãe biológica antes mesmo dos resultados.

“Eu já esperava. Desde o primeiro momento já achei que não precisava de exame. Ficou todo mundo assustado, deu um nó na nossa cabeça, mas fiquei feliz porque já gosto muito da minha nova família. Não quero e nem vou perder minha mãe que me criou, mas também não vou abrir mão da minha mãe de sangue. Quero ter as duas”, disse ao G1.

O G1 tentou falar com Elisângela, mas o marido dela disse que ela não quer se pronunciar sobre o caso.

Misto de sentimentos
Na cabeça de Percília, que mora na zona rural de Quirinópolis, ainda existem sentimentos opostos: a tristeza em ser vítima dessa situação e a alegria por saber que tem mais uma filha. A ideia, segundo ela, também é aglutinar todos os lados envolvidos na história.

“Já sofri tanto com isso. Só quem passa por isso sabe como é a dor. Por que entre tantos bebês o meu tinha que ser trocado? Isso tudo surgiu como uma bomba. Mas a Keila é uma pessoa que tive um carinho especial desde pela primeira vez que vi. Também a amo. Para mim não tem diferença. Jamais vou rejeitar ou maltratar”, afirmou.

Mulher acredita ter sido trocada há 32 anos em maternidade de Quirinópolis em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Semelhança entre Eliane (à esquerda) e Keila motivou suspeitas de troca (Foto: Reprodução/Facebook)

A dona de casa também já deixou claro que Elisângela vai seguir sendo sua filha, independente de tudo. Mas admite que ela ainda está assustada e com receio de se aproximar da mãe biológica. “Vai ter que dar um tempo”, diz.

Percília afirma que jamais desconfiou da troca. Mas revela que se lembra de Maria ainda no hospital e que amamentou Keila sem saber que ela era sua filha. Na ocasião, a autônoma não estava conseguindo dar leite. Para Percília, tudo aconteceu naquele momento.

Suspeitas após parto
Maria já tinha contado ao G1 que suspeitou de uma troca logo após o parto.  Ela se lembra de um conjunto de fatos “suspeitos” que, na época, a fizeram questionar se o bebê era mesmo aquele gerado em seu ventre.

Isso tudo surgiu como uma bomba. Mas a Keila é uma pessoa que tive um carinho especial desde a primeira vez que a vi. Também a amo. Para mim não tem diferença. Jamais vou rejeitar ou maltratar”
Persília Vicente, dona de casa

“Vou confessar que tinha uma suspeita. Quando minha filha nasceu, ela foi levada para o berçário. Minha mãe a viu antes e me disse: ‘Sua menina é linda, branquinha, parece o pai’. Quando ela veio para o quarto, minha mãe também estava e questionou que não era o mesmo bebê por ser bem mais morena. Além disso, ela estava com uma roupinha diferente das duas que eu tinha levado para o hospital para que ela vestisse. Acho que a troca aconteceu ali”, disse.

Outro fator que chamou a atenção foi o fato da recém-nascida não estar com a pulseira de identificação com o nome da mãe. A autônoma diz que questionou a enfermeira sobre a situação, mas ouviu que o objeto tinha caído além da confirmação de que aquela era sua filha. “Na hora eu acreditei e fui cuidar da minha filha. Depois nunca mais passou pela minha cabeça questionar essa situação”, lembra.

Um dia após dar à luz, Maria deixou a unidade de saúde com Keila no colo e voltou para Gouvelândia, a 35 km de Quirinópolis, onde sempre viveu.

Troca ainda é mistério
As circunstâncias em que a possível troca de bebês se deu ainda é uma questão cheia de mistérios. A direção do Hospital Municipal de Quirinópolis não possui os registros dos servidores que atuaram nos partos daquele dia, pois diz ser obrigada por normativa do Conselho Federal de Medicina (CFM) a guardar documentos somente por um período de 20 anos.

As duas mulheres foram registradas no Cartório Civil de Quirinópolis. Apesar da data de nascimento, Keila foi registrada em 1985, e Elisângela somente no ano seguinte. Não há qualquer informação mais detalhada fora aquelas de praxe como nome dos pais e data de nascimento.

A tabeliã Aparecida Maciel afirma que é praticamente impossível saber exatamente quantas crianças nasceram naquele dia na cidade. “Os arquivos não são digitalizados e, além disso, como nos casos das duas, o registro é feito muito tempo depois. Então teríamos que analisar em todos os livros ao menos dois dados”, explica.

Na prefeitura também não há informações disponíveis sobre escalas de trabalho ou nomes dos profissionais que estavam em serviço.

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