Polícia encontra picape trancada com 660 kg de maconha

Picape estava com mais de meia tonelada de droga (Foto: DOF/Divulgação)

Picape estava com mais de meia tonelada de droga (Foto: DOF/Divulgação)

O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) encontrou uma picape, com placas de São José dos Campos (SP), com 660 quilos de maconha na noite de quarta-feira (12), por volta das 23h, em Itaquiraí, na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 395 quilômetros de Campo Grande. O automóvel estava trancado.

Após a apreensão, um carro, com placas de Londrina (PR), foi abandonado no mesmo local. De acordo com o DOF, o condutor abandonou o veículo assim que avistou a viatura policial. Itaquiraí fica na região de fronteira com o Paraguai.

Veículos e entorpecente foram entregues na Delegacia de Polícia Civil de Itaquiraí para os procedimentos legais.

DOF afirmou que carro foi abandonado após condutor avistar a polícia (Foto: DOF/Divulgação)

DOF afirmou que carro foi abandonado após condutor avistar a polícia (Foto: DOF/Divulgação)

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Setor de serviços cresce 0,7% em fevereiro, mas recua 5% em 12 meses

O volume do setor de serviços do país cresceu 0,7% de janeiro para fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve revisão dos dados e foi registrado crescimento de 0,2% em janeiro e de 0,6% em dezembro. No confronto com fevereiro de 2016, o setor apontou queda de 5,1%, após ter registrado quedas de 3,5% (revisado) em janeiro e de 5,7% em dezembro. Com esses resultados, a taxa acumulada no ano ficou em -4,3% e, em 12 meses, -5%.

Variação do setor de serviços mês a mês (Foto: Arte/G1)

Variação do setor de serviços mês a mês (Foto: Arte/G1)

Revisão

O IBGE revisou os indicadores de janeiro. Em vez do recuo de 2,2% que havia sido divulgado, o volume de serviços avançou em 0,2% na comparação com dezembro. Já na comparação com janeiro de 2016, a queda foi de 3,5% e não de 7,3% conforme o órgão divulgou.

A revisão dos dados foi realizada a partir de uma mudança metodológica da pesquisa. De acordo com o IBGE, foi realizada uma atualização da amostra de informantes – eram cerca de 8 mil empresas pesquisadas e agora são mais de 12,2 mil. Com isso, o ano base para o cálculo dos indicadores passou a ser 2014, e não 2011 como era considerado para o levantamento dos indicadores até dezembro do ano passado.

Com a atualização metodológica da pesquisa, houve uma alteração nos pesos amostrais de cada um dos setores pesquisados para composição dos indicadores de serviço. O peso dos serviços prestados às famílias aumentou de 6,4% para 8,1%; o peso dos serviços de informação e comunicação caiu de 35,7% para 30,8%. Já o peso dos serviços profissionais, administrativos e complementares aumentou de 20,5% para 22,9%; o de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio passou de 30,8% para 31,2% e o de outros serviços passou de 6,6% para 7,1%.

Por atividades

Por atividade, em relação a janeiro, cresceram em fevereiro os segmentos de serviços prestados às famílias (0,6%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,2%). Os recuos foram registrados nos segmentos de serviços de informação e comunicação (-1,5%) e outros serviços (-0,5%).

O agregado especial das atividades turísticas apresentou crescimento de 0,2% na comparação com o mês imediatamente anterior. As variações positivas foram no Distrito Federal (24%), São Paulo (5,6%) e Goiás (2,7%). As variações negativas foram registradas em Pernambuco (-14,7%), Espírito Santo (-6,5%), Bahia (-5,1%), Rio de Janeiro (-3,3%), Ceará (-2,4%), Santa Catarina (-2,3%), Paraná (-2,0%), Rio Grande do Sul (-1,4%) e Minas Gerais (-0,9%).

O analista da Coordenação de Serviços e Comércios do IBGE, Roberto Saldanha, destacou que os indicadores de fevereiro mostram que há uma melhoria no setor de serviços do país. “Já estamos no quarto mês de crescimento na margem, com ajuste sazonal”, afirmou.

Ele explicou que essa melhoria se deve aos setores de comunicação, transportes terrestres e serviços prestados às famílias. Segundo ele, o avanço no setor de transportes se deve a um aumento na atividade industrial, que mais demanda o setor. Já a melhora nos serviços prestados às famílias tem a ver com a desaceleração da inflação. “Há uma estabilização nos preços, o que reflete no padrão de consumo das famílias”, disse.

Na comparação com fevereiro de 2016, as maiores contribuições para a queda foram de serviços profissionais, administrativos e complementares, com -2,4 ponto percentual; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com -1,5 pp; serviços prestados às famílias, com -0,6 pp; outros serviços, com -0,5 pp, e serviços de informação e comunicação, com -0,1 pp.

Saldanha destacou que a atividade que teve a maior retração foi o de serviços técnico-profissionais (-21,5%). “Esse setor é muito sensível a questões de retomadas de contratos”, disse o pesquisador, ressaltando que no começo de 2016 houve grande contratação na área de petróleo e gás que não se repetiu neste ano.

Outro segmento que registrou grande retração na comparação com o mesmo mês do ano anterior foi o de transporte aéreo (-14,6%). “Isso tem a ver com o preço das passagens aéreas. O preço alto nos meses de janeiro e fevereiro deste ano provocou a queda no volume deste serviço”, disse.

Receita

A receita nominal em fevereiro registrou variação de 0,2% em relação a janeiro e, na comparação com mesmo mês do ano anterior, ficou em 0,5%. A taxa acumulada no ano ficou em 1,3% e, em 12 meses, 0%.

Regiões

Em relação aos resultados regionais em fevereiro, os maiores crescimentos foram em Rondônia (9,1%), Mato Grosso (8,5%) e Acre (2,5%). As maiores quedas foram no Ceará (-9,8%), Espírito Santo (-5,3%) e Pernambuco (-5,2%).

Na comparação com fevereiro de 2016, as maiores altas foram registradas no Piauí (10%), Mato Grosso (3%) e Acre (0,5%). As maiores quedas foram registradas em Tocantins (-25,2%), Amapá (-18,9%) e Rondônia (-18%)

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Relatório final confirma que helicóptero com filho de Alckmin tinha haste desconectada

Do G1 SP

Relatório final aponta causa do acidente que matou filho de Alckmin e mais quatro pessoas.

Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluíram que a haste de comando do helicóptero que caiu em abril de 2015 em Carapicuíba, na Grande São Paulo, estava desconectada. A reportagem do Bom Dia São Paulo teve acesso às informações.

O acidente matou Thomaz Rodrigues Alckmin, filho mais novo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e mais quatro pessoas.

Sem o comando da haste o piloto consegue fazer a aeronave subir, porém, não realiza manobras para esquerda ou direita.

A análise confirma a versão apresentada pela Força Aérea Brasileira (FAB) em julho de 2015. À época, a FAB havia informado que os “controles flexíveis” e as “alavancas”, dois dos componentes apontados como “fundamentais” para o controle da aeronave durante o voo, estavam desconectados antes da decolagem.

O relatório final também destaca que a rotina de trabalho da equipe de manutenção sofria várias interferências e interrupções, além do acumulo de funções. Essas falhas impediram que o mecânico identificasse e corrigisse os problemas apresentados na aeronave.

Os peritos também constataram que havia um passageiro, não habilitado na aeronave, ocupando o assento do copiloto.

O relatório final da Polícia Civil, divulgado em dezembro de 2016, apontou problemas na manutenção da aeronave. Cinco funcionários da Helipark, empresa responsável pela manutenção, foram responsabilizados por três crimes relacionados ao acidente.

Entretanto, a Justiça e o Ministério Público não concordaram com a conclusão da investigação policial, que corrobora o relatório do Cenipa, e determinou que a promotoria siga à frente do caso.

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Corpo de piloto de helicóptero é encontrado por bombeiros em Itacoatiara, RJ

Queda de helicóptero deixa uma pessoa morta e outra ferida em Niterói.

O piloto do helicóptero que caiu na noite desta quinta-feira (13) na Praia de Itacoatiara, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, foi encontrado morto. A vítima, que era sargento do Corpo de Bombeiros, morreu na hora.

Fábio Pestana de Barro era primo da ex-governadora Rosinha Garotinho. Em uma rede social, a ex-governadora publicou uma foto ao lado dele e pediu uma corrente de orações. Por volta de 1h, os bombeiros encontraram o helicóptero e o corpo do piloto.

O outro tripulante da aeronave, o bombeiro da reserva Paulo Roberto Costa, ficou ferido. O helicóptero caiu a cerca de 200 metros e moradores da região contaram que chovia muito e ventava forte na hora do acidente. Paulo conseguiu sair da aeronave e nadou até a costa. Ele foi levado para o hospital estadual Azevedo Lima e já teve alta médica.

O acidente foi por volta das 18h30. Após o acidente, a aeronave submergiu. O helicóptero pertencia à empresa de táxi aéreo do Rio e era um modelo esquilo, prefixo PTYZM.

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Exumação confirma que menino que se envolveu em confusão no Habib’s morreu após consumir drogas

O menino João Victor Souza Carvalho, de 13 anos, morreu em decorrência do uso de drogas, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo nesta quarta-feira (12). O corpo do garoto foi exumado e passou por novo exame necroscópico, que concluiu que seu coração estava tão lesionado que se assemelhava ao órgão de um idoso de 90 anos, segundo a Polícia Científica.

O adolescente morreu em 26 de fevereiro, depois de uma confusão envolvendo funcionários de uma lanchonete Habib’s. A Justiça determinou a exumação para que o cadáver passasse por novo exame necroscópico para saber se João morreu devido ao uso de drogas, como apontou o laudo oficial do Instituto Médico-Legal (IML), ou se a causa da morte foram as supostas agressões que ele sofreu dos funcionários.

Em nota, a SSP afirma que a Polícia Técnico-Científica realizou novos exames que “confirmaram os resultados obtidos nos primeiros exames, realizados em 27/02/2017”. “O trabalho, acompanhado em todas as fases por peritos designados por ambas as partes envolvidas no caso, confirmou o resultado do exame inicial realizado pelo Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo, relacionando a morte de origem cardíaca com o abuso crônico de drogas”, disse a nota.

Mãe de menino morto em confusão no Habib’s acompanha exumação do corpo.

“Não foram encontradas lesões traumáticas (inclusive através de exames de tomografia computadorizada) como responsáveis pela morte. Os exames histológicos realizados no coração de João Vitor evidenciaram, novamente, lesões crônicas e extensas causadas por uso de drogas, a saber, cocaína e tricloroetileno, compatíveis com coração de indivíduo idoso, de cerca de 90 anos de idade, apesar de o jovem ter apenas 13 anos”, concluiu o comunicado.

A exumação foi feita por médicos do IML e acompanhada por parentes de João e também pela Polícia Civil. “O objetivo da exumação é se buscar a verdade real”, disse à época o delegado assistente Wladimir Gomes de Souza, do 28º Distrito Policial (DP), Freguesia do Ó.

Menino tenta acertar funcionário do Habib's com um pedaço de pau (Foto: GloboNews/Reprodução)

Menino tenta acertar funcionário do Habib’s com um pedaço de pau (Foto: GloboNews/Reprodução)

O pai de João, Marcelo Fernandes de Carvalho, disse na ocasião da exumação que esperava que o novo exame fizesse Justiça. “O menino foi assassinado. Morreu depois de apanhar”, afirmou.

O médico legista Levi Miranda, contratado para atuar no caso a pedido dos advogados da família de João, criticou o laudo do IML. “Faltaram ao menos seis exames para serem feitos no cadáver”, afirmou ele, que veio do Rio de Janeiro a São Paulo para participar da exumação. “Fui eu que fiz o parecer que colocou em dúvida o laudo oficial”.

Câmeras de segurança registraram o momento em que empregados do Habib’s correram atrás de João após o garoto ameaçar atirar um pedaço de pau na loja. Eles saem do alcance da filmagem e, em seguida, as imagens já mostram os funcionários arrastando o adolescente, que parece desacordado, e o largando na calçada ao lado da lanchonete.

Os funcionários do Habib’s negam ter agredido o garoto. Eles foram afastados pela rede de fast-food.

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Polícia de SP descobre túnel que liga loja ao Fórum Criminal da Barra Funda

Polícia encontra um túnel cavado por bandidos, na Barra Funda.

A polícia encontrou na quarta-feira (12) um túnel cavado por bandidos na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. O túnel liga uma loja alugada pela quadrinha na Rua Doutor Sérgio Meira e tem mais de um quilômetro de extensão. As informações são do SPTV.

Segundo os policiais, o túnel termina em uma rede de esgoto onde os bandidos instalaram iluminação clandestina que vai até o Fórum Criminal da Barra Funda.

Dois homens que guardavam o túnel foram presos.

Túnel tinha iluminação própria e mais de um km de extensão (Foto: TV Globo/Reprodução)

Túnel tinha iluminação própria e mais de um km de extensão (Foto: TV Globo/Reprodução)

Túnel foi descoberto em uma loja alugada pela quadrilha, segundo a polícia (Foto: TV Globo/Reprodução)

Túnel foi descoberto em uma loja alugada pela quadrilha, segundo a polícia (Foto: TV Globo/Reprodução)

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Na 5ª queda seguida, juro básico vai a 11,25% ao ano, menor desde 2014

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu acelerar o ritmo e reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira pela quinta vez seguida na quarta-feira (12), de 12,25% para 11,25% ao ano.

O corte, de um ponto percentual, foi o maior desde março de 2009, ou seja, em oito anos, e levou a Selic ao menor patamar desde outubro de 2014 – quando a taxa estava em 11% ao ano.

 (Foto: Arte G1)

(Foto: Arte G1)

A redução de um ponto percentual também confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. A aposta dos analistas teve por base indicação do próprio Banco Central que, no início de março, sinalizou que iria acelerar o ritmo de redução dos juros.

“Essa intensificação moderada [do ritmo de corte] em relação ao ritmo das reuniões de janeiro e fevereiro mostra-se, no momento, adequada”, informou o BC, por meio de comunicado.

Em post no Twitter, o presidente Michel Temer afirmou que o corte “vai ajudar a acelerar o crescimento econômico do país e gerar empregos para os brasileiros”. “A inflação em queda e a redução da taxa Selic vão estimular a economia, a produção industrial e o consumo interno. Com determinação para tocar as reformas que o País precisa, vamos colocando o Brasil no rumo certo”, acrescentou

Mais reduções esperadas

Os analistas das instituições financeiras preveem que o Copom continuará a reduzir a Selic nos próximos meses e que a taxa chegará a 8,5% ao ano no fechamento de 2017, ou seja, em um dígito, algo que não acontece desde o final de 2013.

A autoridade monetária acrescentou ainda que, neste momento, considera o atual ritmo de corte “adequado”, ou seja, sinaliza que deve manter o mesmo percentual de redução dos juros no próximo encontro do Copom, em 30 e 31 de maio.

“Entretanto, a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo [de redução dos juros]”, avaliou o Banco Central.

Ranking de juros reais

Mesmo com a redução de juros promovida pelo Copom nesta quarta-feira, o Brasil ainda permanece na liderança do ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Com os juros básicos em 11,25% ao ano, a taxa real do Brasil soma 6,36% ao ano. Com isso, permanece acima do segundo colocado, que é a Rússia, com 5,12% ao ano, seguida pela Colômbia, com 2,49% ao ano. Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 2,2% ao ano.

Sistema de metas

A definição da taxa de juros pelo Banco Central tem como foco o cumprimento da meta de inflação que é definida todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2017 e 2018, a meta central de inflação é de 4,5% e o teto é de 6%.

Normalmente, quando os a inflação está em alta, o BC eleva a Selic na expectativa de que o encarecimento do crédito freie o consumo e, com isso, a inflação caia.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz o juros. É o que está acontecendo neste momento.

Em razão do cenário de recessão na economia, a inflação está em queda. No primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, a inflação oficial (medida pelo IPCA) ficou em em 0,96%, menor valor para o período desde o início do Plano Real.

Para o ano de 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 4,09%, abaixo da meta de 4,5% fixada para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.

“O comportamento da inflação permanece favorável. O processo de desinflação se difundiu e houve consolidação da desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. A desinflação dos preços de alimentos constitui choque de oferta favorável”, informou o BC nesta quarta-feira.

A instituição acrescentou que, com as trajetórias para as taxas de juros e câmbio da pesquisa com o mercado financeiro, as projeções do Copom encontram-se em torno de 4,1% para o IPCA de 2017 e ao redor de 4,5% para 2018. “Esse cenário supõe trajetória de juros que alcança 8,5% a.a. ao final de 2017 e se mantém nesse nível até o final de 2018”, informou.

Rendimento da poupança

De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mesmo com a redução dos juros para 11,25% ao ano, os fundos de investimento continuam mais atrativos e ganham da poupança na maioria das situações.

A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5%. Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

Se a previsão do mercado financeiro se concretizar, e a taxa Selic for reduzida para 8,5% ao ano no fim de 2017, os rendimentos da poupança passarão a ser menores. Isso porque, segundo fórmula definida em 2012, quando a Selic atingir esse patamar, os rendimentos da poupança passam a ser de 70% do juro básico da economia. O objetivo é evitar que grandes investidores tirem recursos de fundos de renda fixa e de títulos públicos para colocar na poupança, dificultando assim a emissão de papéis pelo Tesouro Nacional.

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Caixa abre mais cedo nesta quinta para saques do FGTS inativo

A lista com a relação de agências com horário diferenciado está disponível no site da Caixa.

Agências da Caixa atendem em horário especial para saque do FGTS (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

Agências da Caixa atendem em horário especial para saque do FGTS (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

Para facilitar o atendimento, os trabalhadores devem ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato de trabalho. Para valores acima R$ 10 mil, é obrigatória a apresentação desses documentos.

Desde o anúncio do saque das contas inativas, mais de 1,8 mil agências foram abertas em dois sábados: dias 18 de fevereiro e 11 de março. Já no último sábado (8) foram abertas mais de 2,1 mil agências no primeiro dia do saque do calendário para quem nasceu em março, abril e maio. Os demais sábados em que agências abrirão das 9h às 15h serão dias 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho.

 (Foto: Editoria de arte/G1)

(Foto: Editoria de arte/G1)

Saques de R$ 12,3 bilhões

A Caixa pagou até esta quarta-feira (12) mais de R$ 12,3 bilhões para cerca de 8 milhões de trabalhadores com recursos nas contas inativas do FGTS até 31 de dezembro de 2015. O cálculo considera a soma das fases liberadas até o momento.

Na segunda fase de saques das contas inativas, o valor pago desde o último sábado (8) alcançou R$ 6,2 bilhões, o equivalente a 55% do total dos R$ 11,2 bilhões previstos na segunda fase. O valor inclui também os créditos em conta realizados no sábado (8).

O número de trabalhadores nascidos em março, abril e maio que já sacaram os recursos das contas do Fundo referente à MP 763/2016 superou 4,3 milhões e representa 56% dos 7,7 milhões de pessoas nascidas no período.

Na primeira fase das retiradas, a Caixa registrou o pagamento de mais de R$ 6,1 bilhões relativos às contas inativas do FGTS para os 3,7 milhões trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro de acordo com a MP 763/2016. O valor equivale a 88% do total inicialmente previsto (R$ 6,96 bilhões) e aproximadamente 77% dos trabalhadores (4,8 milhões).

Abril é o mês com mais saques de contas inativas do FGTS. De todos os trabalhadores que podem sacar o benefício, 26% devem fazer a retirada neste mês. Já o mês com a menor proporção é julho, com 8%. Março tem 16% do total, maio e junho, 25% cada.

Segundo a Caixa, as pessoas que não conseguirem fazer a retirada do dinheiro dentro do seu mês do calendário e nem até 31 de julho não conseguirão fazer o saque em outra data.

Quem pode sacar

Tem direito a sacar o dinheiro do FGTS quem pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31/12/2015. Uma conta fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido à extinção ou rescisão do contrato de trabalho. O trabalhador, no entanto, não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que ainda receba depósitos pelo empregador atual.

De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas inativas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados pelos trabalhadores.

A Caixa Econômica Federal disponibilizou o site exclusivo para informações e consultas de saldos somente das contas inativas: www.caixa.gov.br/contasinativas, e o telesserviço 0800 726 2017. O interessado pode ainda acessar as informações pelo aplicativo da Caixa, mas nesse caso aparecerão também as contas ativas do FGTS.

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Universalização do saneamento traria R$ 537 bi ao país em 20 anos, diz estudo

Balanço da universalização do saneamento básico no Brasil, em 20 anos (Foto: Editoria de Arte/G1)

Balanço da universalização do saneamento básico no Brasil, em 20 anos (Foto: Editoria de Arte/G1)

A universalização do saneamento básico traria ao país benefícios econômicos e sociais de R$ 537,4 bilhões em 20 anos, segundo um estudo do Instituto Trata Brasil obtido pelo G1 e divulgado nesta quarta-feira (12). Isso quer dizer que os ganhos com a expansão dos serviços de água e esgoto no Brasil são maiores que os custos para investir no setor. Os setores mais beneficiados são os de saúde, educação, turismo, emprego e imobiliário.

Segundo os dados de 2015 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos – seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios. Quanto ao acesso a água, 34 milhões de brasileiros seguem sem conexão com o sistema.

De acordo com o estudo, seriam necessários R$ 317 bilhões em 20 anos para que toda a população tenha acesso aos serviços de água e esgoto. Considerando que esse acesso significa um aumento das despesas das famílias, os custos totais chegam a R$ 552,1 bilhões.

Quanto aos benefícios, que envolvem desde a redução dos custos com a saúde até a renda gerada pelo aumento de operação da cadeia produtiva do saneamento básico, os valores chegariam a quase R$ 1,1 trilhão. No final, o balanço positivo é de R$ 537,4 bilhões para o país.

Investimento transversal

Segundo Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, os ganhos da universalização do saneamento são amplos por se tratar de um investimento transversal – ou seja, que envolve diversas áreas da sociedade.

Os maiores retornos viriam das próprias cadeias produtivas do saneamento: a renda gerada pelo investimento direto no setor (ampliando redes, construindo estações de tratamento, etc.) seria de R$ 443,1 bilhões, e a renda gerada pelo aumento de operação das empresas responsáveis pelo saneamento (contratando mais empregados, aumentando a compra de produtos químicos, etc.) chegaria a R$ 257,9 bilhões.

Existem, ainda, os efeitos indiretos do saneamento. Por exemplo, com a universalização, o número de trabalhadores afastados do trabalho por motivos de saúde cairia de 6,4 milhões em 2015 para 5,3 milhões em 2035. Além disso, o estudo prevê uma redução das despesas com internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar do SUS. Por isso, em 20 anos, considerando o avanço gradativo do saneamento, a economia na área de saúde alcançaria R$ 7,3 bilhões.

O economista Fernando Garcia, consultor do Trata Brasil, também destaca o aumento da produtividade dos trabalhadores. “Conseguimos mostrar estatisticamente que os trabalhadores que moram em casas sem acesso a água e esgoto têm uma menor produtividade no trabalho, pois se afastam mais por questões de saúde. Com esses afastamentos, acabam sendo demitidos e conseguindo um emprego pior”, afirma. Se todas as moradias das áreas urbanas do país tivessem condições sanitárias adequadas, a renda média do trabalho seria 1,1% maior.

Os efeitos sobre a valorização imobiliária também são considerados no estudo. Com o acesso ao saneamento, as residências teriam uma valorização média de 12,8%. A previsão é que a universalização traga acesso a água tratada a mais de 33,1 milhões de moradias, e coleta e tratamento de esgoto a 49,1 milhões de casas até 2035.

Quanto ao turismo, uma das principais consequências da falta de saneamento é a das praias poluídas, segundo Garcia. “O setor vai afastando cada vez mais a estrutura turística da poluição. Então o que acontece é que hotéis vão sendo afastados dessas praias e dos centros das cidades. Isso aconteceu no Rio, no litoral de São Paulo e em capitais do Nordeste, como Salvador e Recife.”

O estudo estima um ganho de R$ 24,5 bilhões com a valorização ambiental derivada do acesso ao saneamento básico. Segundo Garcia, isso significa uma renda maior para os trabalhadores do setor de turismo, lucros para as empresas e impostos para os governos.

se os investimentos no setor continuarem seguindo o mesmo ritmo dos últimos 10 anos, o país precisaria de 40 anos para atingir a universalização  (Foto: Ligia Guimarães/G1)se os investimentos no setor continuarem seguindo o mesmo ritmo dos últimos 10 anos, o país precisaria de 40 anos para atingir a universalização  (Foto: Ligia Guimarães/G1)

se os investimentos no setor continuarem seguindo o mesmo ritmo dos últimos 10 anos, o país precisaria de 40 anos para atingir a universalização (Foto: Ligia Guimarães/G1)

Investimento lento

O prazo de 20 anos estabelecido no estudo é baseado no Plano Nacional de Saneamento Básico, que foi elaborado e lançado pelo governo federal em 2014 e que propõe metas de investimento para o setor para duas décadas. Por isso, o estudo considera o período de 2015 a 2035 para fazer o balanço da universalização.

Segundo Édison Carlos, porém, se os investimentos no setor continuarem seguindo o mesmo ritmo dos últimos 10 anos, o país precisaria de pelo menos o dobro do tempo para atingir a universalização. Por isso, segundo ele, é importante demonstrar o quanto investir mais em saneamento pode ser rentável.

“O saneamento, apesar de ser importante, só acontece com decisões políticas. Um prefeito sempre verifica o que dá mais retorno para a cidade e para ele do ponto de vista eleitoral, e muitas vezes encara o saneamento como uma obra que só gera custos. Tentamos quebrar esse paradigma mostrando que o setor talvez seja o melhor investimento que a cidade pode fazer”, diz.

Para atingir a universalização em 2035, o país precisaria investir R$ 15,8 bilhões ao ano. Nos últimos dez anos, a média foi de R$ 9,1 bilhões anuais. “Dá para aumentar [esse investimento]. Tem recursos do fundo de garantia, do BNDES ou mesmo recursos privados. Comparado a questões habitacionais ou obras de infraestrutura, estamos falando de pouco dinheiro”, diz Garcia.

Além disso, Édison Carlos ressalta que os ganhos são permanentes – mas desde que haja uma manutenção do sistema. “Os ganhos são para a eternidade, mas a cidade precisa manter seu sistema funcionando. Aí vemos não só os ganhos da universalização, mas os que acontecem depois, como uma nova geração mais produtiva, com melhor educação e mais saúde”, afirma.

Para isso, segundo ele, os esforços devem ser coletivos. “Os prefeitos têm um papel fundamental, pois o avanço mais rápido do saneamento passa pelo município. Os governadores também são importantes por causa das empresas operadoras, mas, logicamente, o governo federal é a grande locomotiva, é de onde vem a maior parte dos recursos. Ele tem o poder de acelerar os investimentos e a obrigação de garantir ao setor os recursos para motivar as cadeiras produtivas.”

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Copom se reúne nesta quarta e mercado prevê maior corte de juros em 8 anos

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá nesta quarta-feira (12) e a aposta da maior parte dos economistas do mercado financeiro é que o Banco Central deverá anunciar redução na taxa básica de juros da economia, a Selic, de 12,25% para 11,25% ano.

Se as estimativas do mercado estiverem corretas, o corte de um ponto percentual será a maior diminuição da taxa Selic desde março de 2009, quando o BC promoveu corte de 1,5 ponto percentual,. A decisão do Copom será anunciada a partir das 18h.

Se a medida, como espera o mercado, for mesmo adotada pelo BC, representará a quinta redução consecutiva dos juros, chegando ao menor patamar desde outubro de 2014, quando estavam em 11% ao ano.

O próprio Banco Central já sinalizou que pode celerar o passo e cortar os juros mais rapidamente.

Sistema de metas

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, definida todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Normalmente, quando a inflação está em alta, o BC eleva a Selic na expectativa de que o encarecimento do crédito freie o consumo e, com isso, a inflação seja reduzida.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz o juros. É o que está acontecendo agora.

Menor patamar para o 1º trimestre

Em razão do cenário de recessão na economia, a inflação está na chamada “queda livre”. No primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, a inflação oficial (medida pelo IPCA) ficou em em 0,96%, menor valor para o período desde o início do Plano Real.

Para o ano de 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 4,09%, abaixo da meta de 4,5% fixada para este ano.

A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.

Previsões para 2017

A previsão do mercado financeiro é que a taxa básica de juros da economia continue recuando nos próximos meses e chegue a 8,5% ao ano no final de 2017.

Para o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, a sociedade e os economistas do mercado financeiro estão pressionando o BC por um corte mais agressivo na taxa básica de juros da economia no decorrer deste ano.

“Do ponto de vista da sociedade é compreensiva a demanda, afinal com dados de desemprego tão elevados os cidadãos clamam por algum tipo de alívio”, avaliou ele, acrescentando que, do lado do mercado financeiro, essa redução maior nos juros geraria ganhos de curto prazo para os bancos.

André Perfeito avaliou, porém, que dada a quantidade de “potenciais ruídos” ao longo desse ano (tanto no Brasil, com o cenário político, quanto no exterior) seria melhor o BC ser mais conservador neste momento. “O mercado já está cortando os juros para o BCB, cabe aqui evitar certos excesso”, concluiu.

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