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Plano para matar pastor Anderson pode ter começado em 2018, indica relatório da Polícia

G1 Rio

Investigações revelam supostos planos para matar o pastor Anderson do Carmo

O RJ2 desta quinta-feira (22) obteve o relatório final da Polícia Civil sobre oassassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD). O documento mostra que há indícios de que a complexa trama familiar tenha sido iniciada em outubro de 2018.

Anderson teria descoberto, segundo depoimento da filha adotiva Roberta dos Santos, que “três ou quatro meses antes do assassinato ficou sabendo através de seu irmão Carlos que iriam tentar matar o Niel”. Niel era o apelido de Anderson do Carmo.

Carlos também teria contado a Anderson sobre uma mensagem que viu no celular de Flordelis na qual a deputada dizia a Lucas dos Santos que bastava entrar no quarto do pastor e executar o serviço. Lucas, um dos filhos adotivos do casal, está preso e é acusado pelo assassinato.

Policiais tentam desvendar a história de um crime que envolve uma família numerosa, onde muitos se acusam — Foto: Reprodução/TV Globo

Policiais tentam desvendar a história de um crime que envolve uma família numerosa, onde muitos se acusam — Foto: Reprodução/TV Globo

Pastor não acreditava em ameaças

A dona de uma oficina onde Lucas trabalhou conta ter recebido a reprodução fotográfica de uma conversa que Lucas teria tido com sua mãe Flordelis. Neste “print”, a deputada pediu que ele executasse Anderson e roubasse os relógios para parecer um roubo.

Outro depoimento que acusa Lucas é o do filho adotivo Mizael. De acordo com essa versão, Anderson estava sendo ameaçado de morte e o plano era arquitetado por Lucas e Marly Teixeira.

O pastor também teria sido alertado pelo filho Adriano do plano para assassiná-lo, mas — outra vez — não acreditou.

Mizael relatou ainda que, depois de uma reunião com a mãe e os irmãos, Flordelis escreveu em um caderno que tinha quebrado o celular do pastor e jogado na Ponte Rio-Niterói.

Luan Santos, outro filho adotivo, contou no depoimento que a irmã dele Simone disse que Flordelis havia mandado ela contratar alguém para “apagar” Anderson. Ele disse que sabia que a irmã não faria isso e, por isso, pediu para que Marzy fosse procurada.

Flordelis e o marido, pastor Anderson Carmo, morto na madrugada de domingo (16) — Foto: Reprodução/ Facebook

Flordelis e o marido, pastor Anderson Carmo, morto na madrugada de domingo (16) — Foto: Reprodução/ Facebook

Suspeita de envenenamento

A suspeita de que o pastor vinha sendo envenenado também é investigada pela Delegacia de Homicídios de Niterói. Ele tomava remédio frequentemente e sem conhecimento, segundo depoimento de outra filha adotiva de Flordelis, Roberta dos Santos.

Ainda de acordo com essa versão, duas pessoas que tomaram bebidas de Anderson por engano passaram mal. Kelly Cristina, outra filha adotiva, disse que Marzy colocava o remédio ou veneno nos alimentos.

A medicação era colocada, segundo ela, “há muito tempo” e o deixava letárgico e com falta de ar.

Cinco boletins de atendimento hospitalar prestados a Anderson foram anexados no processo. Quase todos eles realizados em 2018. Na quarta, o RJ2 mostrou que Simone dos Santos fez buscas na internet sobre o veneno cianeto.

Flordelis e o marido, o pastor Anderson Carmo, morto na casa da família neste domingo (16) — Foto: Reprodução/ Facebook

Flordelis e o marido, o pastor Anderson Carmo, morto na casa da família neste domingo (16) — Foto: Reprodução/ Facebook

Destruição de provas

Depois do crime, segundo o filho Luan dos Santos, Flordelis mandou apagar mensagens do celular do marido. Até hoje, o aparelho telefônico não foi encontrado. O diálogo teria sido assim:

– Só apaga aquilo que está lá. Dá um jeito de apagar.

– Se a senhora mexer no celular, vão saber.

Luan disse acreditar que o irmão Adriano pode ter envolvimento no assassinato. Ele afirmou ter visto Adriano com o celular do pastor na mão e também com a mochila dele. Em seguida, ele teria ouvido de Adriano:

“Agora sou eu que vou resolver tudo. Mãe, quero falar uma coisa pra senhora: independente do que aconteça eu sempre vou te amar”.

Uma semana após o crime, Kelly Cristina revelou que Flordelis tentou reunir todos os filhos na igreja para que, junto com o advogado, orientassem todos que fossem depor.

A neta de Flordelis suspeita de ter jogado o celular de Anderson do Carmo no mar também foi ouvida: Lorrane dos Santos Oliveira disse que foi duas vezes à praia de Pirartininga. No dia do sepultamento jogou uma sacola vazia e um monte de papel na lixeira da praia. E que dois dias depois, foi relaxar sozinha na praia à noite e que jogou seu tênis vermelho fora.

Erica dos Santos de Souza afirmou que dois dias depois da morte do pastor, as irmãs dela Simone e Rayane subiram até o terceiro andar da casa. Ela viu o momento em que Simone escondeu um telefone na janela do seu quarto e, em seguida, jogou um outro telefone em cima do closet.

Lucas dos Santos – que junto com o irmão Flávio – está no banco dos réus – disse que foi coagido pelo irmão – a mudar seu depoimento. Eles estavam presos em celas separadas, mas muito próximas.

Flávio revelou que Lucas teria que dizer que foi torturado e coagido ao revelar à policia detalhes do crime.

Roberta dos Santos ainda afirmou pra polícia que ao ver as declarações e a forma que Flordelis se comporta diante da imprensa não tem dúvidas de que se trata de um teatro.

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Justiça suspende transferência de oceanógrafo do ICMBio de Fernando de Noronha para o Sertão

Por G1 PE

A Justiça do Distrito Federalsuspendeu a portaria que determinou a transferência do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior, analista ambiental em Fernando de Noronha, para o Sertão de Pernambuco. A decisão, anunciada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi tomada contra a vontade do servidor. No arquipélago, ele desenvolve um projeto de preservação de golfinhos.

O pedido de tutela de urgência foi ajuizado pelo oceanógrafo e deferido pela juíza Edna Márcia Silva Medeiros Ramos, da 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal. A decisão pode ser alvo de recurso judicial.

A determinação do ICMBio foi anunciada no dia 1º de agosto, pela nova direção do órgão. José Martins mora em Fernando de Noronha desde 1990 e passou a trabalhar no ICMBio em 2007, após ser aprovado em concurso.

No instituto, ele tem questionado o crescimento do turismo em Fernando de Noronha, que em 2018 recebeu 103 mil visitantes. O ambientalista também é contra a aprovação de novos empreendimentos turísticos de grande porte na ilha.

Após a visita a Noronha feita pelo ministro do Meio AmbienteRicardo Salles, em julho, a direção do órgão transferiu José Martins para a unidade de conservação Floresta Nacional de Negreiros, em Serrita, no Sertão pernambucano. A transferência repercutiu entre os pesquisadores de diversas áreas.

Na decisão, a juíza afirma que há “fundado perigo de irreversibilidade dos efeitos” produzidos pela transferência determinada pelo ICMBio.

Ela concordou com a fundamentação do pedido de José Martins. No processo, o servidor diz que ele “está desprovido de qualquer justificativa e motivação técnica, considerando que sua formação é em oceanografia” e que “sua lotação de destino não necessita da utilização da sua formação principal, pois que se localiza a 500 quilômetros do oceano.”

Na decisão, a juíza determina, ainda, que o ICMBio se abstenha de dar sequência à remoção de José Martins para a Floresta Nacional de Negreiros, em Serrita.

Repercussão

Ao saber da decisão judicial, José Martins Júnior disse ao G1, nesta quinta-feira (22), que poderá continuar o trabalho desenvolvido na ilha há mais de 30 anos. “Isso mostra o meu empenho e da comunidade científica para que eu fique em Noronha “, afirmou.

Segundo ele, o fato de os conselhos gestores do ICMBio e de turismo da ilha terem apoiado a permanência “evidencia que o desenvolvimento de Fernando de Noronha deve unir várias forças. “São diversos atores. Eu e todos que estão na ilha”, acrescentou.

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Vereador e filho são mortos a tiros dentro de casa em Maricá, RJ

Por Amaro Mota e Viviane Lopes, G1 — Maricá

Vereador Ismael Breve foi assassinado a tiros na madrugada desta quinta-feira (22) em Maricá — Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Maricá

Vereador Ismael Breve foi assassinado a tiros na madrugada desta quinta-feira (22) em Maricá — Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Maricá

O vereador Ismael Breve (DEM), de 59 anos, e o filho dele, Thiago Martins, de 31, foram assassinados a tiros dentro de casa na madrugada desta quinta-feira (22) em Maricá (RJ).

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 4h no bairro Zacarias. Ainda de acordo com a PM, a esposa e uma enteada do político também estavam em casa na hora dos assassinatos.

A PM informou também que, segundo a esposa do político, dois homens encapuzados entraram na casa, foram ao quarto do filho, arrombaram a porta e atiraram contra ele.

Ainda segundo a PM, a mulher disse também que o vereador ouviu o barulho e levantou para ver o que era. Ismael entrou em luta corporal com um dos homens e foi baleado pelo outro.

Nenhum suspeito foi preso até o momento e o caso é investigado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). O G1 aguarda informações da Polícia Civil sobre a investigação do crime.

Ismael foi eleito em 2016 com 1.443 votos e estava em seu primeiro mandato.

Em nota, a Câmara de Vereadores de Maricá informou quer lamenta profundamente a morte do vereador e do filho.

“Ambos foram brutalmente assassinados na madrugada desta quinta-feira. A Câmara decreta luto de três dias e por isso a Casa de Leis permanecerá fechada neste período”, diz parte da nota.

A Prefeitura também divulgou nota e decretou luto oficial.

“O vereador Ismael Breve era um agente público interessado e compromissado com a melhoria da qualidade de vida da população. Sua morte trágica, tanto quanto a de seu filho, Thiago Marins, enluta e revolta a todos os que, com eles, pensavam na vida parlamentar a serviço daqueles mais necessitados”, diz parte do texto divulgado pelo município.

A nota diz também que “Maricá não é o espaço da barbárie, mas da convivência pacífica e construtiva”.

Mortes na cidade

Maricá teve dois jornalistas assassinados a tiros em 2019.

Romário da Silva Barros, de 31 anos, do portal “Lei Seca Maricá (LSM)”,foi morto dentro de um carro em junho, e Robson Giorno, que era dono do jornal “O Maricá”, foi assassinado na porta de casa em maio.

Segundo sua página pessoal em uma rede social, Robson pretendia ser candidato a prefeito nas eleições municipais do ano que vem.

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Cinco mulheres e um homem são mortos em chacina na cidade de Touros, RN

Por Anderson Barbosa e Acson Freitas, G1 RN e Inter TV Cabugi

Vítimas foram mortas em duas casas vizinhas, na Rua Praia de Touros, em Touros — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Vítimas foram mortas em duas casas vizinhas, na Rua Praia de Touros, em Touros — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Cinco mulheres e um homem, quase todos da mesma família, foram mortos a tiros na noite desta quarta-feira (21) na cidade de Touros, no litoral Norte potiguar. Entre as vítimas, que estavam em duas casas vizinhas, estão duas adolescentes: uma de 13 e outra de 15 anos. Pelo menos 10 crianças estavam nos imóveis, mas não foram feridas. Ninguém foi preso.

Segundo a Polícia Militar, pelo menos quatro pessoas armadas de espingardas e pistolas participaram da chacina. Os bandidos chegaram em dois carros. Cada um parou na frente de uma casa, que tiveram os portões arrombados.

A PM foi chamada logo após os disparos. Buscas ainda foram feitas pela região, mas nenhum suspeito foi encontrado.

As vítimas

As vítimas foram identificadas como:

  • Francisca de Assis de Melo, 54 anos;
  • Marise Melo da Costa, 29 anos;
  • Azinete Santos Costa, 26 anos;
  • Manoelle de Assis de Melo Costa, 15 anos;
  • Emilly Kaliane Melo da Silva, 13 anos;
  • E um homem ainda não identificado oficialmente

Das mulheres que foram assassinadas, a mais velha é Francisca de Assis de Melo, mãe de Marise Melo da Costa e de Manoelle de Assis de Melo Costa, que também foram mortas. Emilly Kaliane Melo da Silva é filha de Marise e neta de Francisca.

Nas duas casas, segundo a polícia, havia pelo menos 10 crianças. As menores são dois bebês de 3 e 5 meses de vida. O mais velho tem 11 anos. Algumas delas brincavam na área de uma das casas quando os criminosos chegaram.

Os assassinos pouparam as crianças, que fugiram com medo. O Conselho Tutelar da cidade foi chamado pela polícia para fazer o acolhimento delas.

Capsulas de munições de grosso calibre e de pistola foram recolhidas durante a perícia. Ficou constatado que Francisca, além ter sido atingida por disparos, ainda chegou a ser esfaqueada.

A Polícia Civil de Touros trabalha para descobrir o que motivou as mortes.

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Polícia acha fábrica clandestina de armas, munições e explosivos na Zona Norte do Rio

Por Nathalia Castro, G1 Rio e TV Globo

Polícia Militar encontra fábrica de armas e explosivos na Zona Norte

Polícia Militar encontra fábrica de armas e explosivos na Zona Norte

A Polícia Militar (PM) encontrou na madrugada desta quinta-feira (22) uma fábrica clandestina de produção de armas, munições e explosivos no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio. Dois homens foram presos em flagrante.

De acordo com a polícia, a fábrica abastecia comunidades do Rio e funcionava em uma área residencial, em uma vila, na Rua Daniel Carneiro. No local foram apreendidas três armas, plataformas para montagem de fuzil AR-15, 4,8 mil munições de diversos calibres, pólvora, espoletas, estojos para recarga e maquinário.

O local, que fica a menos de um quilômetro do estádio Nilton Santos, o Engenhão, e perto da Linha Amarela, tinha até um depósito de pólvora. Os agentes investigaram o local por duas semanas antes da abordagem.

Segundo a PM, a fábrica atendia a encomendas de facções criminosas e de milícias.

Foram presos Rafael dos Santos Teixeira, de 24 anos, e Israel Alves da Silva, 30. Teixeira é ex-detento, condenado por roubo e receptação.

O material foi levado para a 19ªDP (Tijuca), onde o caso foi registrado, em um caminhão. Os armamentos serão levados depois para a Delegacia Especializada em Armas, Munição e Explosivos (Desarme).

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‘Não vai ter dinheiro nem para material de laboratório’, diz cientista da UFMG sobre possível corte nas bolsas do CNPq

Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte

Meio litro de soro usado na pesquisa de produção de antídotos para venenos de cobras e escorpiões, realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), não sai por menos de R$ 2 mil.

“Com essa possibilidade de não ter pagamento do CNPq em setembro, não vai ter dinheiro nem para material de laboratório. Ele já está acabando”, disse o professor Carlos Delfin Chávez Olortegui, que coordena o estudo.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também admitiu que há risco de que as bolsas fiquem sem pagamento no mês que vem.

O professor conquistou o valor máximo do último edital do CNPq. Porém, dos R$ 120 mil prometidos, ele recebeu R$ 4,5 mil. A pesquisa coordenada por ele pretende diminuir o uso de animais na produção de antídotos para venenos de animais peçonhentos.

“A ideia é não usar mais cavalos ou camundongos na produção. Não precisamos matar cobras ou escorpiões. Estamos desenvolvendo os antivenenos no laboratório através da biotecnologia. Com bactérias e em células”, contou Olortegui.

Pesquisa estuda produção de antivenenos sem uso de animais. — Foto: Reprodução EPTV

Pesquisa estuda produção de antivenenos sem uso de animais. — Foto: Reprodução EPTV

Além dele, cerca de 80% dos vinte alunos de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado dependem da bolsa do CNPq para viver da pesquisa.

“Tem gente que está conosco até sem bolsa. Fizemos até uma vaquinha para que uma aluna conseguisse participar de um encontro de uma semana na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Tiramos dinheiro do próprio bolso”, contou o professor.

Com a possibilidade de não ter pagamento do CNPq em setembro, a pesquisa corre o risco de ficar paralisada.

“O Brasil é uma potência mundial no estudo das toxinas. É uma referência para outros países. Ele corre um sério risco de perder essa liderança”, disse.

O professor também luta para que alguns de seus alunos continuem a pesquisa no exterior. “Estou entrando em contato com colegas para tentar mandar três ou quatro dos estudantes aqui do laboratório. É desesperador”, falou Olortegui.

Parte da pesquisa também é bancada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Porém, ela suspendeu parte dos recursos em fevereiro por causa da crise financeira do estado. Só a UFMG perdeu R$ 2,5 milhões destinados a bolsas de iniciação científica e cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores.

Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas — Foto: Divulgação/CNPq

Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas — Foto: Divulgação/CNPq

Suspensão

Sem resposta do governo federal sobre a garantia de abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa.

A recomposição, segundo informou o órgão ao G1, se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, mas, de acordo com o conselho, até a tarde desta quinta, a pasta não havia dado garantias de que liberaria o reforço orçamentário.

Ao G1, o Ministério da Economia afirmou que o pedido de crédito suplementar para o CNPq, feito em 1º de março e referendado em votação no Congresso Nacional em 11 de junho, ainda “permanece em análise na JEO [a Junta de Execução Orçamentária], sem prazo para decidir sobre o pleito.”

Esse recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas.

No dia 16 de agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes afirmou que há risco de que as bolsas do CNPq fiquem sem pagamento em setembro. Segundo ele, a liberação de recursos está na “mão da Economia e também da Casa Civil”.

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Cientista da UFMG, vencedora de prêmio internacional apoiado pela Unesco, pensa em sair do país por ameaça de cortes do CNPq

Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte

Professora Angélica Vieira está entre as vencedoras do prêmio Mulheres na Ciência. — Foto: Angélica Vieira/Arquivo pessoal

Professora Angélica Vieira está entre as vencedoras do prêmio Mulheres na Ciência. — Foto: Angélica Vieira/Arquivo pessoal

Com a possibilidade de não haver repasse para bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em setembro, várias pesquisas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) podem ficar paralisadas já no mês que vem. Uma delas é coordenada pela professora Angélica Vieira, uma das vencedoras da edição de 2018 do prêmio ‘“Para Mulheres na Ciência”, realizado pela L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também admitiu que há risco de que as bolsas fiquem sem pagamento em setembro.

“Eu tenho pensado em sair do Brasil para continuar a pesquisa. Se eu não sair, provavelmente os avanços serão feitos por colegas de outros países. É uma perda imensa para a ciência no Brasil. Trabalho jogado fora”, disse a professora que coordena uma pesquisa que estuda os efeitos da alimentação saudável no combate à chamada “superbactéria” , resistente a antibióticos.

De acordo com ela, metade dos alunos que trabalham no laboratório são bolsistas do CNPq. “Está um caos. Só no meu grupo são três os que tem dedicação exclusiva. Estamos desesperados”, disse a cientista.

Além dos alunos, a professora também teve recursos do CNPq aprovados. Porém, não recebe a verba há oito meses.

“Nós estávamos sobrevivendo com a bolsa do prêmio, que é de R$50 mil. Porém, ela já acabou. A gente também tem recursos aprovados pela Fapemig, mas não recebemos há um ano”, contou ela.

A Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) suspendeu parte dos recursos em fevereiro por causa da crise financeira do estado. Só a UFMG perdeu R$ 2,5 milhões destinados a bolsas de iniciação científica e cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores em toda a UFMG.

De acordo com a professora Angélica, cerca de 30% da pesquisa estão concluídos. “As possibilidades são enormes. Uma pena. No futuro, a longo prazo, este corte vai causar um prejuízo terrível para ciência, além de barrar carreiras futuras brilhantes”, lamentou.

Suspensão

Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas — Foto: Divulgação/CNPq

Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas — Foto: Divulgação/CNPq

Sem resposta do governo federal sobre a garantia de abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa.

A recomposição, segundo informou o órgão ao G1, se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, mas, de acordo com o conselho, até a tarde desta quinta, a pasta não havia dado garantias de que liberaria o reforço orçamentário.

Ao G1, o Ministério da Economia afirmou que o pedido de crédito suplementar para o CNPq, feito em 1º de março e referendado em votação no Congresso Nacional em 11 de junho, ainda “permanece em análise na JEO [a Junta de Execução Orçamentária], sem prazo para decidir sobre o pleito.”

Esse recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas.

No dia 16 de agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes afirmou que há risco de que as bolsas do CNPq fiquem sem pagamento em setembro. Segundo ele, a liberação de recursos está na “mão da Economia e também da Casa Civil”.

Prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

Campeã de patentes

Só no Instituto de Ciência Biológicas (ICB) funcionam cerca de 400 laboratórios de pesquisas biológicas e biomédicas. O risco é perder anos de estudos e de investimentos porque a previsão dos cortes deve começar nos serviços básicos.

O ICB tem o maior número de patentes de medicamentos no país e graças a institutos como ele, o Brasil ocupa o 13º lugar no ranking mundial em pesquisas científicas.

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Moradores da Providência, no Centro do Rio, acordam ao som de tiros

Por G1 Rio

O Bom Dia Rio registrou um intenso tiroteio nos arredores do Morro da Providência no início da manhã desta quarta-feira (21).

A Polícia Militar informou que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) realiza uma operação para coibir o tráfico de drogas.

A comunidade fica no Centro do Rio. No seu entorno fica a Central do Brasil, terminal de passageiros dos trens urbanos do Grande Rio.

Importantes vias, como a Avenida Presidente Vargas e a Rodrigues Alves, circundam o morro.

Até as 6h30, não havia informações sobre prisões ou feridos.

VLT restringe circulação

Por segurança, os bondes modernos do VLT suspenderam a circulação no trecho às 6h e retomaram a operação, com intervalos irregulares, às 7h20.

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Filha diz que deputada Flordelis sabia de plano para matar pastor Anderson

Por GloboNews

Uma das filhas adotivas da pastora e deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) admitiu à polícia ter pedido a um dos irmãos, Lucas Cézar dos Santos, que matasse o pai, o pastor Anderson do Carmo, casado com Flordelis. No mesmo depoimento, prestado em 24 de junho, Marzy Teixeira da Silva afirmou que a mãe sabia do plano.

A filha de Flordelis disse que “a ideia e intenção de planejar a morte de Anderson” partiu dela. E acrescentou que a mãe “não tinha dinheiro”, e alertou a filha que não fizesse nada que se arrependesse depois.

As informações foram publicadas nesta terça-feira (20) pelo jornal Extra.

Também no relato, Marzy afirmou à Polícia Civil que embora tenha contado para Flordelis sobre o plano, nenhum pedido partiu da mãe. Em vez disso, a deputada pediu à filha que apagasse qualquer conversa sobre a morte de Anderson após o crime.

Ao irmão Lucas, Marzy contou à polícia ter oferecido R$ 10 mil pela morte do pai. O dinheiro teria sido furtado do próprio pastor. O irmão aceitou o combinado, mas segundo Marzy, ela se arrependeu.

Para a polícia, Lucas negou ter aceitado a proposta. Ele e outro filho do casal, Flávio dos Santos, estão presos acusados de homicídio duplamente qualificado.

A assessoria de imprensa da deputada federal afirmou que não irá se pronunciar sobre o depoimento por orientação do advogado dela.

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Bovespa fecha em queda e segue abaixo dos 100 mil pontos

Por G1

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta terça-feira (20) e seguiu abaixo dos 100 mil pontos, com os investidores monitorando o ritmo da atividade global.

O Ibovespa recuou 0,25%, a 99.222 pontos. Na mínima do dia, chegou a 98.002 pontos. Na máxima, foi a 99.664 pontos. Veja mais cotações.

No dia anterior, o Ibovespa recuou 0,34%, a 99.468 pontos.

Na semana, a bolsa acumula queda de 0,58%. Em 2019, no entanto, já subiu 12,90%.

O temor de que uma recessão econômica global esteja a caminho se refletiu em cautela por parte de investidores globais, com a situação política na Argentina agravando o problema para o Brasil, destacam analistas da corretora Mirae Asset.

“As incertezas sobre a economia global crescem e com isto teremos que nos habituar com um período de volatilidade no mercado financeiro global e aqui não tem como ser diferente”, afirmaram Fernando Bresciani e Pedro Galdi, em nota a clientes.

Dados da B3 apontam forte saída do capital estrangeiro negociado no segmento Bovespa, com o saldo negativo em R$ 9,6 bilhões no mês até a última sexta-feira (16).

O mercado também continuou monitorando a atuação dos bancos centrais para conter os riscos relacionados à desaceleração econômica global, apontou a corretora Coinvalores. Esse pano de fundo com medidas no radar favorece expectativas de fluxo para emergentes.

Nesse sentido, a corretora destacou na pauta da semana atas de reuniões de política monetária dos BCs dos EUA (quarta) e da zona do euro (quinta), além do simpósio do Federal Reserve em Jackson Hole a partir de sexta, com autoridades de vários países.

“Investidores esperam sinais mais claros sobre a atuação dos BCs nos próximos meses”, afirmou em nota a clientes.

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