ES tem mais de 1,6 mil pessoas fora de casa após chuva, diz Defesa Civil

Por G1 ES

A chuva que atingiu a região Sul do Espírito Santo, na última sexta-feira (17), já deixa 1.625 pessoas fora de casa, segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual às 17h desta segunda-feira (20).

Há registros de desabrigados e desalojados em Iconha, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Anchieta e Rio Novo do Sul. Seis mortes já foram confirmadas, sendo três delas em Iconha e três em Alfredo Chaves. As buscas por desaparecidos continuam.

Desalojados e desabrigados

MunicípioDesalojadosDesabrigadosFeridosDesaparecidosÓbitosAbrigo
Iconha5522*33Igreja Católica
Alfredo Chaves4500103
Vargem Alta94152000Escola Estadual Pres. Luebke e EMEF Pedra Branca
Anchieta9200*0
Rio Novo do Sul940*0Encaminhados para aluguel social
Total154778136

Fonte: Defesa Civil Estadual

* A Defesa Civil não tem informações até o momento

O que sobrou da casa de dona Geoceni Bourguinon, que está desaparecida — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O que sobrou da casa de dona Geoceni Bourguinon, que está desaparecida — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Calamidade pública

O governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) decretou, nesta segunda-feira (20), estado de calamidade pública para Iconha, Alfredo Chaves, Vargem Alta e Rio Novo do Sul, municípios do Sul do Estado que foram afetados pela chuva da última sexta-feira (17). Ele também anunciou novas medidas para auxiliar na limpeza e na reconstrução das cidades, a exemplo do fornecimento de maquinário pesado.

Casagrande anunciou que caberá à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) fornecerá máquinas para a limpeza das ruas e estabelecimentos, como pá mecânica, caminhão basculante e escavadeira hidráulica.

Além de atuar na reconstrução das estradas estaduais, o Departamento de Edificações e Rodovias (DER) também trabalhará na reconstrução das pontes que foram destruídas pela força da água.

O órgão também se envolverá na elaboração de projetos de infraestrutura, já que muitas casas e outros tipos de edificação foram destruídos.

“O trabalho está organizado em cada município, organizado pela Defesa Civil Estadual, para que possamos, de fato, dar o apoio necessário as pessoas neste momento, limpar as cidades, desobstruir as estradas do interior e partir para um trabalho de reconstrução dos municípios e também de apoio às famílias que sofreram com as chuvas”, disse o governador.

Cenário de destruição

Em Iconha, o município mais atingido pela chuva, o nível do rio subiu cerca de cinco metros, causando uma forte enxurrada pelas ruas da cidade. A água chegou quase ao segundo andar dos imóveis, destruiu casas, arrastou carros, móveis e eletrodomésticos, causando pânico entre os moradores.

No dia seguinte, a cidade amanheceu sob um cenário de caos e destruição. Ruas, casas, comércios e instituições públicas estavam cheias de lama. Vários veículos ficaram revirados e deram a sensação da força da água.

Três dias depois, casas interditadas pela Defesa Civil no centro do município ainda têm risco de desabamento. Três pessoas morreram na cidade.

Iconha neste sábado, 18 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Iconha neste sábado, 18 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Mais chuva

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está com alerta de atenção para mais de 60 municípios do Espírito Santo, válido até esta terça-feira (21). O indicativo é de chuvas acima da média, com raios e chance de rajadas de vento.

O alerta inclui os três municípios mais afetados pela chuva na última sexta-feira (17): Iconha, Alfredo Chaves e Vargem Alta.

Prédio com a estrutura comprometida pode cair sobre imóveis, em Iconha, no ES  — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Prédio com a estrutura comprometida pode cair sobre imóveis, em Iconha, no ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

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Justiça condena João de Deus a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais

Por Rafael Oliveira, G1 GO

A juíza Rosângela Rodrigues Santos condenou João de Deus, de 78 anos, nesta segunda-feira (20), a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres. Esta sentença acolheu denúncia do Ministério Público de Goiás enviada em março do ano passado. A defesa pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás. O condenado sempre negou as acusações.

João de Deus está preso desde 16 de dezembro de 2018. O advogado de defesa, Anderson Van Gualberto, disse que ainda não foi notificado sobre esta condenação, mas que, assim que tiver acesso ao conteúdo da sentença, entrará com recurso nas instâncias cabíveis. A defesa acrescenta que o entendimento da juíza é diferente do que o Superior Tribunal de Justiça já decidiu em casos similares.

João de Deus já foi condenado três vezes, até esta segunda-feira:

  • 1ª – por posse ilegal de arma de fogo, pena de 4 anos em regime semiaberto, novembro de 2019;
  • 2ª – por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres, condenado a 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019;
  • 3ª – por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres, sentenciado a 40 anos em regime fechado, janeiro de 2020.

A juíza ainda tem 10 processos em seu gabinete aguardando resposta de Judiciários de outros estados para voltar a dar andamento aos procedimentos. A magistrada explica que não há um prazo para decidir sobre esses processos porque foram enviadas cartas precatórias, as quais ainda não foram respondidas.

Os processos que tramitam na Comarca de Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, envolvem 50 mulheres. A magistrada destaca que as condenações já publicadas ainda não foram transitadas em julgado, sendo que as duas primeiras têm recurso tramitando no Tribunal de Justiça de Goiás.

“O julgamento dessas demais ações é imprevisível porque tem testemunhas que são de fora e precisamos aguardar retorno de outros juízes para que os processos estejam maduros para julgamento”, explica a juíza.

Processos na Justiça

Desde quando as denúncias vieram à tona, em dezembro de 2018, o MP-GO já recebeu cerca de 320 denúncias de mulheres que se dizem vítimas de João de Deus.

Ao todo, ele já foi denunciado 14 vezes pelo Ministério Público, sendo 12 por crimes sexuais. Veja a situação de cada uma:

  • Dez por crimes sexuais: duas com condenações por abusos sexuais. As demais aguardam a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por crimes sexuais e falsidade ideológica: aguardando sentença;
  • Uma por crimes sexuais, corrupção de testemunha e coação: está aguardando a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por posse ilegal de armas de fogo e munição em Abadiânia: João de Deus foi condenado a quatro anos no regime semiaberto e teve a prisão revogada. A esposa dele, Ana Keyla Teixeira também era ré no processo, mas foi absolvida;
  • Uma por apreensão de documentos, armas de fogo e munição, em Anápolis: não teve o andamento informado pelo Tribunal de Justiça.

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Prefeitura do Rio rompe contrato com Viva Rio e deixa cinco mil funcionários da saúde em aviso prévio

Por RJ2

Mais de 5 mil profissionais de saúde vão entrar em aviso prévio nesta terça-feira (21) após a Prefeitura do Rio romper o contrato com a organização social Viva Rio. A OS administra 75 unidades de saúde na capital e vai ser substituída pela empresa municipal RioSaúde.

Entre as unidades afetadas estão as de atenção primária da Zona Sul, da região da Leopoldina e de Madureira, além de UPAs e CAPs do Complexo do Alemão e da Rocinha.

A Prefeitura não deu prazo para mudança, mas disse que está fazendo cálculos e que vai cumprir com todos os compromissos.

Informou também que a RioSaúde abriu processo seletivo para contratar ou recontratar os profissionais que quiserem continuar trabalhando nas unidades.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a rescisão do contrato com a Viva Rio é “uma decisão estratégica de gestão”. E que a troca é “uma escolha por serviços com mais qualidade e eficiência para o cidadão que busca atendimento”.

A Prefeitura afirmou que a mudança vai garantir uma economia de R$ 200 milhões.

Sem repasses

A Viva Rio afirmou que, se os recursos das rescisões não foram depositados até o dia 7 de fevereiro, vai cancelar o aviso prévio dos funcionários e suspender as demissões.

Enquanto isso, funcionários que trabalhavam na atenção básica para a OS IPCEP e tiveram o contrato rescindido no fim de dezembro não viram a cor do dinheiro. Eles dizem que tiveram que assinar a homologação com o aviso que os valores rescisórios não foram pagos por falta de repasse da prefeitura.

Nesta segunda-feira (20), o prefeito Marcelo Crivella disse que espera receber entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões da União para serem aplicados na saúde. Segundo ele, o valor do repasse de recursos para custear hospitais federais que foram municipalizados em 1995 está desatualizado e a Justiça mandou corrigir os valores.

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Gêmeas siamesas morrem após parada cardiorrespiratória; elas ficaram 16 dias na UTI da Santa Casa

Por Graziela Rezende, G1 MS

Gêmeas siamesas nasceram na última sexta-feira (3), na Santa Casa de Campo Grande (MS) — Foto: ASCOM Santa Casa Campo Grande/Divulgação

Gêmeas siamesas nasceram na última sexta-feira (3), na Santa Casa de Campo Grande (MS) — Foto: ASCOM Santa Casa Campo Grande/Divulgação

As gêmeas xifópagas (popularmente conhecido como “siamesas”) faleceram às 8h35 (de MS) desse domingo (19), em Campo Grande. Elas tiveram após parada cardiorrespiratória e a equipe da Santa Casa fez manobras de reanimação, mas, sem sucesso.

A assessoria de imprensa do hospital ressaltou que “foram utilizadas todas as mediações e manobras previstas na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)”, porém, as pacientes não resistiram.

Maria Júlia e Luna Vitória nasceram no dia 3 de janeiro deste ano, interligadas pelo tórax e parte superior do abdômen, pesando juntas 3,890 quilos. Desde o início, os profissionais ressaltaram que o caso era desafiador e inclusive entraram em contato com profissionais de outros estados. Desde então, não havia previsão para cirurgia.

Desde o nascimento, as gemelares de Alice Aparecida Silva permaneceram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa e respiravam com auxílio de aparelhos. No período de internação, receberam alimentação parenteral, sendo acompanhadas pela equipe médica neonatal e também de cirurgia pediátrica, torácica e cardíaca, além das especialidades clínicas.

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Após erro na correção do Enem 2019, participantes temem perder vagas nas universidades federais

Por Elida Oliveira e Marcelo Valadares, G1

Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame — Foto: Reprodução/Twitter

Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame — Foto: Reprodução/Twitter

A preocupação dos candidatos a uma vaga no ensino superior aumentou desde que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reconheceu no sábado (18) que houve “inconsistências” na correção dos gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Segundo Weintraub, a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor.

O ministro da Educação afirmou que até esta segunda-feira (20) o problema será resolvido. No domingo, ele reforçou que o Inep segue apurando os erros e descartou que qualquer candidato possa ser prejudicado.

“A equipe do Inep continua trabalhando na apuração das inconsistências nas notas individuais do Enem 2019. Reafirmo: nenhum candidato será prejudicado! A abertura do Sisu será na terça, dia 21” – Abraham Weintraub, ministro da Educação.

O desempenho no Enem é critério para concorrer no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. O período de inscrições foi mantido: vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24).

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, 3,9 milhões de pessoas fizeram as provas em 3 e 10 de novembro. A princípio o erro havia atingido apenas a correção de gabaritos do 2º dia, quando houve provas de ciências da natureza e matemática. Neste domingo (19), o Inep afirmou que a revisão será feita nos dois dias do exame.

O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados. O endereço é [email protected]. Os relatos devem ser enviados até as 10h desta segunda-feira (20), com nome completo e CPF.

Virgínia Medina, 20 anos, tenta pela quarta vez entrar em medicina – o primeiro ano foi como “treineira”. Ela procurou o Inep e, até a manhã de domingo quando conversou com o G1, não sabia se as suas notas estavam sendo revisadas.

“Meu medo é o erro não ser corrigido e eu ser prejudicada no Sisu. Foi um ano inteiro de investimento. Eu morei em outra cidade para fazer cursinho, paguei as aulas, estudei bastante e agora comecei a me preocupar, porque aquela nota não condiz com a minha preparação” – Virgínia Medina, 20 anos, que fez prova em Viçosa (MG).

Até a manhã de sábado, o MEC e o Inep não sabiam informar quantas pessoas poderiam ter sido atingidas, mas admitiram o erro em ao menos quatro provas de Viçosa (MG) – justamente a cidade em que Virgínia fez o exame. O governo não descartou que as falhas podem ter ocorrido em outros estados e afirmou que investiga o caso.

Segundo Weintraub, o erro atingiu “alguma coisa como 0,1%” dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 3,9 mil candidatos. Depois, Alexandre Lopes, presidente do Inep, falou que o erro poderia ter afetado “até” 1% – 39 mil pessoas. Ao fim, afirmou que “não chega a 9 mil”.

G1 questionou o Inep na manhã de domingo (18) para saber se houve atualização nos dados, mas não recebeu resposta até as 5h. O instituto afirmou que vai divulgar o resultado da força tarefa feita para identificar os erros na correção das provas do Enem 2019 ainda nesta segunda-feira (20), mas não especificou o horário.

Além do Sisu, a nota do Enem pode ser usada na seleção de outras universidades, incluindo instituições em Portugal, e também em programas de apoio do governo – como o Prouni, que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares, e o Fies, que financia o pagamento de mensalidades.

#ErrosnoEnem

Os relatos de erros nas notas do Enem começaram a aparecer nas redes sociais assim que os resultados individuais foram divulgados na sexta (17).

De acordo com os estudantes ouvidos pelo G1, antes do anúncio do governo, eles já haviam procurado o Inep, por telefone e e-mail.

A resposta era de que não seria possível revisar a correção e que o Enem seguia a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – metodologia que avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo, uma espécie de método “antichute”. A TRI calcula as notas conforme o desempenho em vez de contabilizar erros e acertos. O mesmo esclarecimento foi enviado pelo Inep à TV Globo.

Os estudantes de Viçosa viram que outros candidatos estavam com o mesmo problema e começaram a usar a hashtag #errosnoenem. Logo, foram seguidos por outros estudantes de todo o país.

Os relatos feitos ao G1 são de candidatos que fizeram a prova do Enem no Pavilhão de Aulas B (PVB) da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Segundo eles, ao menos 50 estudantes tiveram o mesmo problema e estudam entrar com uma ação no Ministério Público Federal.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) diz estar recolhendo informações de candidatos prejudicados para denunciar o caso à Justiça. A entidade diz estar atenta para as “correções necessárias”.

“Quando vi a nota baixa, achei que era erro e seria atualizado. Depois, vi que não foi. A gente confia na nossa educação e no preparo dado pelos professores. Sabíamos que estava errado. É uma sensação de descaso absurda, uma desvalorização de tudo que estudamos este ano” – Lívia Costa, 19 anos, que tenta medicina na UFV.

Nota mínima

Das 45 questões em matemática, Lívia afirma que acertou 36 e recebeu nota 350. “Não conheço absolutamente ninguém que já tirou essa nota, é praticamente a nota mínima do Enem”, afirma ela, que em outras edições da prova chegou a atingir 700 pontos na disciplina.

A mesma discrepância de notas ocorreu com Virgínia, citada no início desta reportagem. Ela conta que acertou 35 das 45 questões de matemática e obteve nota de 386,9. Em ciências da natureza, ela acertou 30 das 45 questões e teve nota 400,3. “São notas que, mesmo com a TRI, correspondem a 5 ou 6 acertos, quando a pessoa tem um desempenho muito baixo”, afirma.

“Nenhum dos participantes que entrei em contato está tranquilo com a manifestação [do MEC], principalmente pelo prazo curto que deram para refazer a correção”, afirma Gustavo Castro, 18 anos, que fez seu primeiro Enem no PVB de Viçosa.

Ele conta que acertou 35 questões das 45 em matemática e em ciências da natureza. Em ambas, tirou 400. “Mesmo com TRI, as notas de matemática são sempre próximas a 700 ou 800 [com este número de acertos]. Ano passado, sem cursinho e estudando em escola pública, eu tirei 785. A discrepância é muito grande”, afirma.

“Eu me sinto injustiçado e estou em um desgaste, sofrendo muito, é a realização de um sonho que está em jogo” – Gustavo Castro, estudante que tenta uma vaga em medicina e teve problemas na nota do Enem 2019.

Luisa Mendonça também fez a prova no PVB, em Viçosa(MG). Esta é a terceira vez que ela faz o exame. Luisa já cursa agronomia na UFV, mas quer tentar uma outra vaga em biomedicina e mudar de curso.

Ela afirma que sentiu muita frustração ao ver as notas do segundo dia. Ela faz parte do grupo de estudantes de Viçosa que se mobilizou para relatar os erros nas redes sociais com a hashtag #errosnoenem.

“Aparentemente, afetou só aqui em Viçosa, mas ouvimos relatos de pessoas que foram afetadas em outras cidades. Até o ministro fazer a declaração estávamos desolados. Agora, estamos ansiosos esperando que eles corrijam a nota. Mas estamos chateados, é um ano que a gente dedicou e a gente não esperava por isso. Esperamos que a nota seja corrigida antes do Sisu” – Luisa Mendonça, participantes do Enem 20192 que diz ter sido afetada pelos erros na correção.

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Quinhentos mil litros de cerveja estão parados dentro da Backer

Por Fantástico — Belo Horizonte

Equipe entra na cervejaria Backer, investigada por intoxicação de consumidores

Equipe entra na cervejaria Backer, investigada por intoxicação de consumidores

Quinhentos mil litros de cerveja estão parados dentro dos taques da cervejaria Backer, em Belo Horizonte. O Fantástico entrou no setor onde funciona a penúltima etapa da fabricação das cervejas. Lá se faz a fermentação e a maturação.

O primeiro lote de cervejas que teve a contaminação identificada foi fermentado em um terceiro tanque mostrado na reportagem. Ele foi o primeiro a ser interditado pelos auditores do Ministério da Agricultura. Tanques que têm um tipo de lacre verde e amarelo são os que têm cerveja dentro.

O estoque está cheio. Nenhuma garrafa de cerveja pode ser vendida. A fábrica tem 70 tanques de fermentação, 140 funcionários diretos, que se revezam trabalhando 24 horas por dia. Por causa dos lacres, ninguém pode andar pela linha de produção. A Backer produziu, no ano passado, cinco milhões de litros de cerveja para 18 de suas marcas. A Belorizontina representava 70% das vendas.

“Espero que as autoridades ajam com rapidez para que esse prejuízo não seja maior do que já é, e para as pessoas que já foram atingidas por esse triste fato”, disse a diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos.

A Polícia Civil está investigando como o dietilenoglicol foi parar em 32 lotes de 10 cervejas produzidas pela Backer. Todos foram retirados do mercado. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou neste sábado (18) que detectou mais 11 lotes de cervejas da Backer contaminados com a substância tóxica dietilenoglicol. Segundo o ministério, agora são 32 lotes identificados com a substância.

Dos 32 lotes, 23 são da cerveja Belorizontina, e os outros nove, de rótulos diferentes. As duas novas marcas que foram identificadas contaminações são a Corleone e a Backer Trigo. As análises são realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária.

“Existem vários lotes contaminados, em tempos diferente. Essa característica na investigação nos deixa a entender que, se houve uma sabotagem, ela foi realizada em longo prazo, de forma contínua, mas nenhuma linha é descartada neste momento”, destacou o delegado Flávio Grossi.

“A gente começou por conta própria a pesquisar casos clínicos compatíveis com eles, com os doentes. E aí, pesquisando esses casos clínicos é que a gente achou que o que tinha causado essa sintomatologia neles era o dietilenoglicol”, lembrou Camila.

Quando a Camila foi à delegacia pela primeira vez, já trouxe as informações que tinha apurado. E isso acabou sendo fundamental: foi o ponto de partida da investigação.

Resumo

  • Uma força-tarefa da polícia investiga 19 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja; quatro morreram;
  • Os sintomas da intoxicação incluem náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas;
  • O Ministério da Agricultura identificou 32 lotes de cerveja da Backer contaminados com dietilenoglicol, um anticongelante tóxico;
  • A Backer nega usar o dietilenoglicol na fabricação da cerveja;
  • A cervejaria foi interditada, precisou fazer recall e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro;
  • A diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja;
  • O governo de MG criou portal para informar sobre intoxicação;
  • À Justiça, a Backer apresentou um vídeo com suposto indício de sabotagem.

Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura interditou a fábrica da Backer até o fim das investigações.

“A Backer, no ano passado, ela foi fiscalizada praticamente o ano inteiro, justamente pelo fato de a gente estar crescendo”, disse Paula Lebbos.

A polícia investiga como o dietilenoglicol foi para dentro das cervejas Belorizontina. Quatro pessoas morreram e 15 foram internadas.

Vítimas

“Meu marido é uma pessoa extremamente saudável, sempre foi praticante de atividade física diária, uma pessoa muito forte mesmo. E você vê ele ali numa cama de CTI, um sofrimento do outro mundo, não podendo mais falar, mexer, assim… E a família, uma impotência…”, desabafou Flávia Schayer Dias, mulher de Cristiano Assis Gomes.

O professor universitário Cristiano Mauro Assis Gomes, de 47 anos, é uma das 19 vítimas identificadas, até agora, de uma intoxicação grave provocada pelo consumo da cerveja Belorizontina.

Quatro das vítimas morreram, entre elas, o pai da Camila, Paschoal Dermatini Filho, que tinha 55 anos. Até o momento, foi o único caso fatal de intoxicação que foi confirmado pelas investigações.

O marido dela, Luiz Felipe Teles Ribeiro, está internado em estado grave. Paschoal e Felipe também tomaram a Belorizontina quando a família se reuniu para celebrar o Natal.

“O meu pai, ele foi rápido… Era a hora dele. Em momento nenhum fiquei desesperada, ‘vai acontecer a mesma coisa com o Felipe’. Acho que são indivíduos diferentes, idades diferentes, históricos de vida diferentes que respondem de forma diferente”, desabafou Camila.

Sintomas

Ministério da Saúde investiga síndrome nefro neural em Minas Gerais  — Foto: Reprodução/TV Globo

Ministério da Saúde investiga síndrome nefro neural em Minas Gerais — Foto: Reprodução/TV Globo

A intoxicação provoca sintomas como mal-estar e dores abdominais. Os rins começam a parar de funcionar e depois aparecem sintomas neurológicos: problemas na visão e paralisia facial, que pode aumentar e chegar ao corpo inteiro. Nos casos mais graves, a pessoa só respira com a ajuda de aparelhos.

Entre o Natal e as duas primeiras semanas deste ano, ninguém sabia o que estaria causando esses sintomas, e o número de casos aumentava.

Camila é farmacêutica. Ela decidiu investigar o caso e assim acabou conhecendo a Flávia, citada nesta reportagem, comemorando a recuperação do marido. As duas começaram a trocar informações sobre o que as vítimas tinham comido e bebido no período de festas.

“Ele comeu japonês? Comprei no super… Não, não comemos. Eu tirei fotos de todos os produtos, mandei para ela… Não, nada compatível, nada. A única coisa era a cerveja em comum”, contou Flávia.

A suspeita sobre a cerveja aumentou quando a Flávia descobriu que uma terceira vítima, vizinho dela, também estava internada. “A pergunta que eu fiz foi: ‘ele tomou Belorizontina?’. O amigo dele falou assim: ‘Só foi encontrado Belorizontina na casa dele’”.

“O que ajudou muito o nosso trabalho foi a investigação epidemiológica feitas pelas famílias, que chegaram e foram enfáticas em falar que todos usaram a mesma cerveja”, destacou o neurologista clínico Marco Túlio Oliveira Tanure.

Segundo os médicos, o tratamento das vítimas pode durar meses e pode haver sequelas. Mas as famílias estão confiantes.

“O Felipe continua lá. Todos os dias é um passinho de cada vez, cada dia é um progresso, mas é como se fosse uma escada mesmo, cada dia é um degrau. Eu acredito que ele vai sair dali do jeito que ele entrou: andando e conversando”, disse Camila.

“Hoje eu tenho a certeza que ele vai sair curado, apesar de a equipe médica, alguns médicos vierem falar que ele realmente vai ficar com sequela. Mas eu tenho certeza que ele vai sair dessa”, afirmou Flávia sobre o marido, Cristiano.

A Vigilância Sanitária de Minas Gerais recolheu garrafas nas casas das famílias das vítimas e a perícia confirmou que estavam contaminadas com dietilenoglicol, uma substância altamente tóxica.

A cervejaria Backer, que produz a Belorizontina, disse que não usa essa substância, e sim uma outra, chamada monoetilenoglicol.

“O monoetilenoglicol é liberado, é um produto que é fiscalizado, inclusive não é um produto proibido”, falou Paula Lebbos.

Processo de fabricação

O processo básico de fabricação de cerveja tem várias etapas. O ingrediente principal, normalmente o malte de cevada, passa por um processo de moagem e outro de cozimento. Depois, vem uma espécie de filtragem. O líquido, então, é fervido, vira o chamado “mosto”, e recebe mais ingredientes. Depois é resfriado em um aparelho chamado trocador de calor, e a temperatura cai de 96 graus para 15.

Como explicou André Franken, diretor de uma cervejaria de São Paulo: “Nós estamos entre a parte quente, onde acontece a mistura dos ingredientes e a parte fria, onde tem os tanques de fermentação, onde vai realmente ser criada a cerveja pelas leveduras. Essas placas são como se fossem um sanduíche. De um lado passa a água fria, e de outro lado passa o mosto quente, então ele é resfriado através da placa”.

Algumas cervejarias usam substâncias que não deixam essa água congelar. O dietilenoglicol, que a cervejaria Backer garante não ter usado no seu processo de fabricação, tem essa função. Seu uso não é proibido, mas não é comum, porque existem opções mais seguras para o caso de uma contaminação.

“A gente aqui optou pelo etanol, grande parte das cervejarias artesanais utiliza o etanol por causa do preço. A vantagem que eu vejo é a questão de eu não ter problema caso ele venha a entrar em contato com o produto, ele não vai causar nenhum tipo de toxicidade no produto”, afirmou o diretor de uma cervejaria.

Processo cervejeiro — Foto: Arte/G1

Processo cervejeiro — Foto: Arte/G1

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Mais de 30 comunidades estão isoladas em Iconha após chuva no ES e nº de desaparecidos é incerto

Por G1 ES

Mais de 30 comunidades estão isoladas em Iconha após chuva no ES e nº de desaparecidos é incerto

Reprodução/TV Gazeta

Mais de 30 comunidades estão isoladas no município de Iconha, no Sul do Espírito Santo, após a forte chuva que atingiu a região na última sexta-feira (17). Até agora, a contabilização da Defesa Civil é de que duas pessoas estão desaparecidas na cidade, mas esse número pode aumentar conforme as equipes forem conseguindo acesso a esses locais. Parte da cidade ainda está sem energia elétrica.

Ainda segundo a Defesa Civil, o número de pessoas fora de casa também pode aumentar quando as equipes conseguirem chegar nas áreas isoladas. Até agora, a contabilização é de 35 desabrigados.

A forte chuva que atingiu o Espírito Santo na sexta-feira, sobretudo em cidades da região Sul, já deixa 415 pessoas fora de casa, segundo o último relatório divulgado pela Defesa Civil Estadual. Seis mortes foram confirmadas: três delas em Iconha e três em Alfredo Chaves.

Sobre os desaparecidos, na contabilização da Defesa Civil Estadual até agora, além dos dois casos em Iconha, há a confirmação de outros três casos em Alfredo Chaves. Entretanto, nesses dois município, os moradores alegam que esse número é maior e as equipes trabalham para chegar aos locais que estão isolados.

Moradores tentam fazer a limpeza da cidade de Iconha nesta segunda-feira, 20 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Moradores tentam fazer a limpeza da cidade de Iconha nesta segunda-feira, 20 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O tenente-coronel Carlos Wagner, que é porta-voz do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, explicou as dificuldades que as equipes de salvamento estão encontrando.

“A grande dificuldade é que em parte do município não foi restabelecida a energia elétrica, então as pessoas não conseguem carregar seus celulares. Podem ter pessoas desaparecidas e nós não estamos conseguindo essa informação por esse fator. As nossas equipes estão chegando nesses locais ilhados, buscas informações com a população e então vão catalogando e repassando para a prefeitura. Ou seja, é um trabalho lento, mas nós cremos que assim que a EDP conseguir fazer o restabelecimento da energia elétrica, vamos conseguir trabalhar com precisão o número de pessoas desaparecidas. Esse número pode ser maior sim.”

Rio Iconha — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Rio Iconha — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Nesta segunda-feira (20), moradores trabalham para limpar a cidade. Muitos perderam tudo o que tinham e muitos prédios estão condenados pela Defesa Civil, por apresentarem risco de desabamento. Um imóvel, inclusive, veio abaixo neste domingo (19).

Toda a área comercial da cidade está sem funcionar e os donos de estabelecimentos alegam também que perderam o que tinham.

Equipes da EDP, concessionária de energia que atende a cidade, trabalham para restabelecer a eletricidade em todo o território afetado.

‘Tsunami de água doce’

O tenente-coronel Carlos Wagner comparou a enxurrada que atingiu Iconha a um “tsunami de água doce” ao explicar como tudo aconteceu.

Segundo ele, já havia um alerta de chuva intensa para a região Sul do Estado para a sexta-feira, mas não da maneira como ocorreu: o nível do rio Iconha subiu cerca de cinco metros em pouco tempo.

“Choveu muito, principalmente em Vargem Alta, e o rio Iconha tem sua nascente em Vargem Alta, e por isso aconteceu toda aquela enxurrada que pegou pessoas andando nas ruas, carros passando no momento, caminhão que foi arrastado para áreas de alagamento. Foi como um tsunami de água doce que veio fazendo uma varredura na cidade de Iconha e também na área rural. Por isso temos hoje esse cenário de guerra que a cidade apresenta até hoje”, explicou.

Governo

Cerca de 150 militares do Corpo de Bombeiros estão espalhados pelos municípios de Iconha, Alfredo Chaves e Vargem Alta – os três mais afetados do Estado – para ajudar nos trabalhos de resgates, minimização de risos e orientação à população.

Na manhã desta segunda-feira (20), mais uma equipe saiu da Grande Vitória para a região Sul, para dar apoio aos trabalhos.

“O governador do estado articulou toda uma ação emergencial para esses municípios. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, o diretor da Secretaria Nacional de Defesa Civil e o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano terão uma reunião junto com os prefeitos afetados, para que possam acelerar o processo de recuperação desses municípios, buscando a normalização dos serviços essenciais, de forma que a população fique mais protegida”, disse o tenente-coronel dos bombeiros.

Mortes

Em Iconha, um dos mortos foi o aposentado Antenor Sabino, de 62 anos, que era morador do distrito de Bom Destino. O corpo dele foi encontrado por um vizinho na madrugada de sábado (18). Segundo testemunhas, ele foi levado pela força da água quando parou para observar a correnteza do rio.

Outra pessoa que morreu também era da comunidade de Bom Destino e a identificação não foi informada. A terceira morte de Iconha foi na localidade de Campinho, que está isolada. A vítima é um homem, que teve o corpo resgatado por um helicóptero neste domingo (19).

Já em Alfredo Chaves, um casal de idosos morreu soterrado em um deslizamento de terra no bairro Cachoeirinhas. Os corpos das vítimas foram encontrados no final da tarde deste domingo (19).

O neto do casal, que também estava em casa, foi resgatado. Ele foi levado para o Hospital São Lucas, em Vitória, onde foi atendido e recebeu alta na tarde de sábado (18).

Os municípios onde as mortes foram confirmadas vão solicitar o decreto de estado de calamidade pública.

Alfredo Chaves

Depois que ruas foram alagadas, casas invadidas pela água, carros e árvores arrastados pela força da correnteza, neste domingo, a água do centro de Alfredo Chaves baixou e os moradores e prefeituras começaram o trabalho de limpeza.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Audinei Cardoso da Silva, o prejuízo todo ainda não foi contabilizado. Distritos ainda estão isolados, sem energia e sem sinal de internet.

“Tem vários trechos de estradas vicinais que ainda estão fechadas e pontes que ainda tem que ser recuperadas para chegar até essas localidade. Está sendo feita uma equipe para a limpeza da cidade e, em breve, o abastecimento de água será restabelecido”, explicou Silva.

O morador Mario Antônio Louzada, de 64 anos, contou que a casa dele encheu cerca de 80 centímetros. “Acabou tudo. Agora tem 10 centímetros de lama dentro de casa. A gente raspa tudo, depois a patrola vai passar e nós vamos juntando. Depois vão lavar para nós. Eu só espero que Deus dê de melhor”, lamentou.

O prédio da Secretaria de Saúde de Alfredo Chaves também foi invadido pela enchente. Segundo a secretária de saúde Bárbara Sinoni Bravim, todos os documentos de marcação de consultas de pacientes foram perdidos.

“No primeiro andar da secretaria ficava a coordenação de epidemiologia e vigilância e atenção primária, almoxarifado de toda a saúde, o laboratório de epidemiologia e nossa central de regulação, que ficava os exames de toda saúde do município. Nós vamos nos reunir a partir de amanhã, e correr atrás dos pacientes remarcando a agenda, indo atrás de todos os pedidos e do que foi perdido”, revelou.

Diego tem um salão de beleza que foi invadido pela enchente. E, além das perdas materiais, ele perdeu os calopsitas de estimação afogadas.

“Eu perdi tudo. Era um salão completo. Até as minhas calopsitas, tadinhas, que ficavam na área do serviço do salão morreram afogadas. Eu não sei o que fazer. Quando enchia, chegava até o portão e baixava, mas nunca aconteceu isso não”, afirmou.

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Witzel diz acreditar que crise da água na Cedae foi ‘sabotagem’

Por Carlos Brito, G1 Rio

O governador Wilson Witzel disse nesta segunda-feira (20) acreditar que a crise da água distribuída pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio, a Cedae, foi uma “sabotagem”. Segundo ele, a intenção seria “manchar” a imagem da companhia para o leilão de concessão (entenda abaixo).

“Eu desconfio que houve uma sabotagem, exatamente para manchar a gestão eficiente que está sendo feita na Cedae preparando ela para o leilão”, disse o governador.

Desde a semana passada, a Polícia Civil investiga o caso.

Witzel não deu detalhes de como teria ocorrido esta suposta sabotagem no processo de tratamento da água. Desde o início do ano, consumidores da capital e de outros seis municípios do Grande Rio tem se queixado do cheiro, do gosto e da coloração barrenta da água. A Cedae diz que não há risco no consumo.

“Houve, de fato, uma imperícia. Agora vamos apurar se foi dolosa ou culposa. Se quem deveria tomar conta para evitar que o que está acontecendo agora, no verão e nas férias, acontecesse foi simplesmente um fato culposo. Ou seja, incompetência. Eu, particularmente, não acredito. Eu acredito que o que está sendo apurado é uma sabotagem por conta do leilão. Há muitos interesses envolvidos”.

Privatização da Cedae

A privatização da Cedae foi uma das exigências para que o Rio de Janeiro, em uma das mais graves crises financeiras de sua história, aderisse ao Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo governo federal em 2017.

Desde aquele ano, ficou sob responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fazer a modelagem para a venda da companhia. O BNDES concluiu em dezembro a modelagem.

No modelo proposto, a Cedae continuaria com uma fatia estatal, responsável pela produção e tratamento da água. Já a distribuição de água seria dividida em quatro zoneamentos de áreas distintos, sendo cada um concedido a uma empresa ou consórcio diferente.

O Governo do Estado tem que concluir a venda da Cedae ainda no primeiro semestre deste ano. Do contrário, a companhia passará automaticamente para as mãos da União, segundo o acordo.

Crise da água

Desde o início do ano, a água distribuída pela Cedae tem chegado aos consumidores com coloração turva, mau cheiro e gosto de terra.

A Cedae alegou que a alteração na água foi provocada pela proliferação de uma enzima chamada geosmina, que é produzida por algas. A companhia afirmou que a substância não colocaria em risco a saúde da população. Muitos moradores dizem que passaram mal, mas não houve confirmação da relação com a água.

O caso mobilizou o Ministério Público e a Polícia Civil, que decidiram fiscalizar a estação de tratamento do Guandu, de onde parte a água fornecida pela Cedae. Funcionários da companhia já prestaram depoimento.

A investigação está a cargo da Delegacia de Defesa Serviços Delegados, cujo delegado titular, Júlio Filho, confirmou que a apuração tenta identificar se houve indícios de sabotagem.

Carvão ativado

Para solucionar as alterações na água, a Cedae informou que vai usar carvão ativado na água. Os equipamentos que faltavam já chegaram à Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A Cedae já está montando o sistema, mas ainda não disse exatamente quando vai começar a funcionar.

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Irmãs que fazem aniversário juntas dão à luz no mesmo dia

Por Pedro Alves, G1 PE

Irmãs que fazem aniversário juntas dão à luz no mesmo dia

Memorial São José/Divulgação

Duas irmãs pernambucanas que nasceram no mesmo dia, com sete anos de diferença, deram à luz dois bebês na mesma data, no Recife, sem agendar o parto. Lauryanne Costa e Luciares Araújo, de 32 e 39 anos, respectivamente, pretendiam ter os filhos em parto normal, mas ambas precisaram fazer cesarianas. Elas não sabiam que, além de compartilhar o dia do aniversário, teriam tanto a dividir uma com a outra.

Luciares nasceu no dia 14 de julho de 1980. No dia do aniversário de sete anos dela, em 1987, nasceu a irmã, Lauryanne. Elas são as irmãs mais velha e mais nova, respectivamente, entre as três filhas de José e Lúcia, moradores de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco.

A primeira a dar à luz foi Lauryanne, que teve Joaquim às 9h15 do dia 12 de janeiro, no Hospital Memorial São José, na área central da capital pernambucana.

A gestação tinha atingido 41 semanas e, para não provocar riscos ao bebê, a obstetra decidiu realizar a cirurgia. Luciares, então com 39 semanas, esperava ter Mariana dias depois, quando completaria 40 semanas.

Entretanto, ao visitar a irmã mais nova e a sobrinha no hospital, ela descobriu que estava com dois centímetros de dilatação. A médica, então, decidiu mandá-la para casa, já que, mesmo em trabalho de parto, o nascimento do bebê deveria ocorrer mais tarde ou mesmo no outro dia.

“Fiquei grávida e, uma semana depois, Luciares disse que achava estar grávida. Eu pensei ‘mentira’, porque já é uma coincidência termos nascido no mesmo dia. Não quisemos agendar o parto, queríamos normal. Contratamos a mesma equipe de doulas e obstetra, no mesmo hospital, mas não foi para sermos iguais, mas porque obtivemos referências positivas e queríamos essa equipe”, afirmou Lauryanne.

Horas depois, com dores, Luciares precisou voltar à maternidade e já estava com oito centímetros de dilatação. O parto, até então, seria normal, mas depois de quatro horas tentando dar à luz, a escolha da obstetra, que foi a mesma médica que acompanhou a irmã, Lauryanne, foi de optar pela cesariana. Mariana, então, nasceu às 18h15, exatamente nove horas depois do primo Joaquim.

“O que aconteceu foi que o bebê dela atrasou alguns dias e a minha, se antecipou alguns dias. Eu dizia que queria que Mariana nascesse depois, porque eu queria acompanhar o parto dela, mas meu marido dizia que era muita emoção. Mas é que, como moro em Garanhuns [no Agreste], não nos veríamos por um tempo depois do nascimento”, declarou Luciares.

Para as duas irmãs, a gravidez foi uma experiência compartilhada, desde os sintomas físicos e emocionais às experiências de como aliviá-los.

“A gravidez foi tranquila, mas tive enjoo, enxaqueca, refluxo e por aí vai. Ficávamos no WhatsApp ou em chamada de vídeo falando sobre os sintomas. Era ‘tu teve isso?’ e a outra ‘tive, faz tal coisa’. Mas Luciares vinha todo mês para a médica e a gente aproveitava para se encontrar”, afirmou Lauryanne.

Depois de sair da maternidade, os dois primos, Joaquim e Mariana, ainda não se encontraram. O reencontro ainda não foi marcado. Por morar em Garanhuns, Luciares alugou um apartamento no Recife, no dia 22 de dezembro de 2019, para esperar a chegada da bebê, mas decidiu voltar ao interior dias depois do parto.

“Eu, por ser a mais velha, sempre tive uma relação de muito cuidado com Lauryanne. Pegava no colo, ajudava a cuidar, tinha ciúmes. E como eu já tinha tido um filho, ajudava ela em alguns sintomas. Ela sempre tinha antes e eu, depois. Quando tinha enjoo, por exemplo, ela tinha primeiro e eu dizia ‘toma suco de limão de manhã’. Logo depois, eu tinha. Foi muito boa essa troca”, disse Luciares.

Familiares

Com as duas filhas no pós-parto, os pais delas, José Soares e Lúcia Araújo, decidiram sair de Belo Jardim para ajudar nos primeiros dias com as crianças. Segundo a mãe das duas, as filhas sempre foram bastante unidas, mas a família não imaginava que elas teriam tanto a compartilhar.

“Elas sempre foram muito amigas. Nós ficamos muito alegres quando Lauryanne disse que estava grávida, porque ela é a nossa terceira, que teria o primeiro filho e nós gostamos muito de crianças. Quando soubemos de Luciares, a alegria foi dobrada”, disse.

O pai de Luciares e Lauryanne, por sua vez, afirma que se surpreende cada vez mais com as coincidências na vida das duas.

“Quem estudar numerologia vai ter muito o que analisar nesse caso. Nenhuma programou nada e, ainda assim, isso aconteceu. Ainda tem outra coincidência que é que o marido de Lauryanne nasceu em 1978 e ela, em 1987. Ele também nasceu num dia 12, mesmo número do dia de nascimento dos dois bebês”, disse.

Marido de Luciares, o professor Mirko Gutierrez, que é peruano, conheceu a esposa na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde os dois trabalham. Para ele, a esposa foi uma guerreira durante as gestação do primeiro filho, Vicente, de 3 anos, e agora de Mariana.

“Vicente nasceu durante o surto de zika, que causou microcefalia em tantas crianças, e nós ficamos muito apreensivos. Na gravidez de Mariana, houve um descolamento de placenta e foi preciso haver repouso absoluto, além do fato de que ela ganhou muito peso, tanto que a bebê nasceu bem grande. Todo mundo dizia ‘nossa, que bebê grande. Olha a mão dela'”, afirmou.

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Backer apresenta à Justiça vídeo com suposto indício de sabotagem

Por Humberto Trajano, G1 Minas — Belo Horizonte

G1 no BDMG: Backer apresenta à Justiça vídeo com suposto indício de sabotagem

G1 no BDMG: Backer apresenta à Justiça vídeo com suposto indício de sabotagem

Vista aérea da fábrica da Backer, em BH — Foto: Globocop

Vista aérea da fábrica da Backer, em BH — Foto: Globocop

A cervejaria Backer apresentou à Justiça um vídeo com um suposto indício de sabotagem nos barris de monoetilenoglicol, substância usada em serpentinas de resfriamento da cervejaria. O vídeo foi anexado ao pedido da Backer para retomar as atividades na empresa.

A sabotagem seria na composição do monoetilenoglicol, usado pela Backer. Na substância usada na empresa, nas amostras de cervejas e na água da fábrica foram identificados o dietilenoglicol. Que é apontado pela Polícia Civil de Minas como o causador da síndrome nefroneural. Dezoito casos suspeitos da intoxicação foram notificados, entre eles quatro mortes. Nesta quinta-feira, a Polícia Civil fez busca e apreensão em uma distribuidora na Grande BH que fornece o monoetilenoglicol para a Backer, foram recolhidas amostras dos produtos e documentos. A corporação também ouviu em BH ex-funcionários da Backer e de distribuidora de insumos.

“O Impetrante juntou aos autos vídeo supostamente contendo indícios de sabotagem nos barris demonoetilenoglicol por ele adquiridos junto ao seu fornecedor. Todavia, não cabe a análise dessa questão na viaestreita do mandado de segurança”, diz a Juíza federal substituta Anna Cristina Rocha Gonçalves, na decisão.

O pedido para retomar a produção na fábrica foi aceito parcialmente pela juíza. Ela determinou nesta quinta-feira (16) de forma liminar a reabertura da fábrica da Backer, em Belo Horizonte. O local foi interditado na última sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). A juíza determinou uma série de medidas.

A juíza ainda definiu uma série de medidas que devem ser tomadas por empresa e ministério. A venda das cervejas segue proibida.

Na decisão, a magistrada endossa o recolhimento de todas as cervejas das marcas Belorizontina e Capixaba e também dos lotes de outros rótulos indicados como contaminados pelo Ministério da Agricultura.

A juíza ainda autoriza que a Backer volte a envasar garrafas de cervejas nos tanques não lacrados na fábrica referente a outros rótulos produzidos pela Backer, exceto Belorizontina e “Backer”.

Na mesma decisão, a justiça estipulou prazo de 48 horas para que o Ministério da Agricultura comece a apresentar análise laboratorial dos tanques de cerveja ainda não periciados. “Observando a ordem de fabricação do produto, da mais antiga para a mais recente, de modo a evitar o perecimento dos produtos que testarem negativo para qualquer dos agentes contaminantes, os quais serão liberados para envase”.

Para voltar a comercializar as cervejas engarrafadas a Backer precisará constatar que elas estão livres de contaminação.

Para embasar as decisões, a juíza levou em consideração informação do Mapa durante coletiva que não descartou a hipótese de o monoetilenoglicol estar se transformando em dietilenoglicol durante a análise. “Essa dúvida suscitada por parte do Ministério da Agricultura significa a admissão de que existe a hipótese, ainda não estudada, de que o método laboratorial utilizado pela Polícia Civil e pelo Ministério da Agricultura em todas as análises feitas até então poderia estar acarretando a modificação das moléculas de monoetilenoglicol, de modo a dar falso positivo para dietilenoglicol”, afirmou.

A juíza argumenta que a decisão de manter a fábrica fechada e recolher toda a produção desde outubro do ano passado inviabilizaria a empresa. “Pois a atividade empresarial da impetrante ao longo de décadas ficaria total e irreversivelmente comprometida com o embargo total de suas atividades e a determinação de recolhimento de toda sua produção, indiscriminadamente, relativa ao período de outubro de 2019 até janeiro de 2020”.

Mortes

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES) investiga três mortes por suspeita de síndrome nefroneural em Minas Gerais; um caso já foi confirmado. No total, quatro mortes podem estar relacionadas a síndrome, provocada por intoxicação pela substância tóxica dietilenoglicol. A substância foi encontrada em amostras da cerveja Belorizontina, da Backer.

O último caso aconteceu em Pompéu, na Região Centro-Oeste do estado. Trata-se de uma mulher de 60 anos. Ela morreu de insuficiência renal no dia 28 de dezembro. O caso já havia sido notificado pela Secretaria Municipal da cidade e entrou no boletim da Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (16).

Ao G1 familiares da vítima, que não quiseram ser identificados, relataram que antes do óbito, a idosa esteve em viagem a Belo Horizonte no período de 15 a 21 de dezembro onde consumiu a cerveja Belorizontina.

De acordo com a SES, até o momento, um caso foi confirmado por intoxicação provocada pelo dietilenoglicol, substância tóxica usada em resfriamento de serpentinas. Trata-se de Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos. Ele morreu na noite de terça-feira (7) no Hospital Santa Casa de Misericórdia em Juiz de Fora., na Zona da Mata.

Ainda não há prazo para conclusão dos laudos referentes aos casos suspeitos.

A ligação entre a síndrome e a contaminação por dietilenoglicol é investigada pela Polícia Civil. Análises feitas pela perícia do Instituto de Criminalística da corporação apontaram a presença da substância em amostras da cerveja Belorizontina. Ela é tóxica e também foi encontrada em exames de sangue de quatro dos pacientes internados em Minas Gerais.

A Backer nega que usa o dietilenoglicol no processo de fabricação. Ele foi encontrado pelo Ministério da Agricultura em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria.

Resumo:

  • Uma força-tarefa da polícia investiga 18 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja; três morreram;
  • Os sintomas da síndrome nefroneural incluem náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas;
  • O Ministério da Agricultura identificou sete lotes de cerveja da Backer contaminados com dietileglicol, um anticongelante tóxico;
  • A Backer nega usar o dietilenoglicol na fabricação da cerveja;
  • A cervejaria foi interditada, precisou fazer recall e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro;
  • Diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja.

Veja lista das mortes investigadas

Sintomas e tratamento

Ministério da Saúde investiga síndrome nefro neural em Minas Gerais  — Foto: Reprodução/TV Globo

Ministério da Saúde investiga síndrome nefro neural em Minas Gerais — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre os sintomas da síndrome nefroneural estão alterações neurológicas e insuficiência renal. De acordo com a presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia, Lilian Pires de Freitas do Carmo, os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos. O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.

‘Não bebam a Belorizontina’

O Ministério da Agricultura determinou na segunda (13) que todas as cervejas da marca sejam recolhidas e que seja suspensa a venda de produtos. A medida é válida para qualquer rótulo da cerveja, além dos chopes, fabricado entre outubro de 2019 e janeiro. A Backer informou que pediu mais prazo à Justiça para fazer o recall.

A diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos, pediu em entrevista coletiva nesta terça-feira (14) que as pessoas não consumam a cerveja alvo da investigação. A orientação vale também para a cerveja Capixaba, que é produzida no mesmo tanque e possui a mesma fórmula da Belorizontina, porém com rótulo diferente.

“O que estou pedindo é que não bebam a [cerveja] Belorizontina, qualquer que seja o lote. Eu não sei o que está acontecendo”, disse ela.

No início desta tarde desta terça (14), a Polícia Civil e o ministério vistoriaram novamente a cervejaria Backer no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de BH. Nesta quinta-feira, a fábrica seguia interditada.

Processo cervejeiro — Foto: Arte/G1

Processo cervejeiro — Foto: Arte/G1

Nota da Backer na íntegra

“Conforme anunciado na coletiva de imprensa do dia 14 de janeiro, a Backer estruturou uma equipe especializada, que desde ontem atua para prestar assistência e fornecer o apoio necessário aos pacientes e seus familiares. A empresa se solidariza com essas pessoas, compartilha da mesma dor que eles vivem nesse momento, e reforça sua atenção e seu compromisso em disponibilizar todo o suporte necessário para cada um deles. A Backer está aberta para receber o contato desses familiares sempre que desejarem e continua colaborando com as autoridades e verificando seus processos para contribuir com as investigações e ter respostas o quanto antes. O contato exclusivo para os familiares é (31) 3228-8859, de 8h às 17h”.

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