Prefeitura confirma casos de coronavírus em pelo menos 6 comunidades do Rio; Alemão e Mangueira estão na lista

Cidade de Deus, Vidigal, Manguinhos e Parada Lucas também têm casos da doença. Chega a 33 o número de mortos por causa da doença, mas último balanço oficial da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na quarta-feira (1º), registra ainda 28 óbitos.

Por G1 Rio

Complexo do Alemão tem primeiro caso de coronavírus

Complexo do Alemão tem primeiro caso de coronavírus

A Prefeitura do Rio confirmou os primeiros casos do coronavírus no Complexo do Alemão e na Mangueira, Zona Norte da cidade.

Outros casos já haviam sido atestados na Cidade de Deus, na Zona Oeste, em Parada de Lucas e Manguinhos, na Zona Norte, e no Vidigal, na Zona Sul.

Pelo painel oficial da prefeitura, são pelo menos seis comunidades do Rio com casos confirmados de coronavírus.

Mortos no estado

Chega a 33 o número de mortos por causa da doença, mas pelo último balanço oficial da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na tarde de quarta-feira (1º), são 28 óbitos. Há ainda 832 casos confirmados da doença, segundo a secretaria.

Foram mais cinco mortes por coronavírus no estado entre esta terça-feira (31) e esta quarta. Entre as óbitos estão três mulheres residentes em São Gonçalo, na capital e em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Dois homens morreram em Rio das Ostras, também na Região dos Lagos, e na cidade do Rio.

Baixada Fluminense

Foi confirmada ainda a primeira morte em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A vítima é o aposentado Nazareno Rodrigues da Costa, de 72 anos. Ele morreu na segunda-feira (31) e foi enterrado na quarta-feira (1º).

Nazareno chegou a ser internado em uma UPA. A família precisou recorrer ao plantão judiciário para conseguir a sua transferência para um hospital com mais recursos. A causa da morte atestada pelo hospital foi pneumonia. A família disse que ficou sabendo pela imprensa que Nazareno testou positivo para coronavírus.

O aposentado vivia em uma casa com cinco pessoas, que ainda não apresentaram sintomas da Covid-19.

Até agora, são 3 casos confirmados em Belford Roxo e 86 estão sob suspeita.

A Secretaria de Estado de Saúde investiga ainda 49 óbitos por suspeita de coronavírus. Veja abaixo a distribuição de casos por municípios.

Belford Roxo confirma primeira morte por coronavírus

Belford Roxo confirma primeira morte por coronavírus

Veja a lista 28 mortes confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde:

  1. Mulher de 63 anos; de Miguel Pereira; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão
  2. Mulher de 69 anos; de Niterói; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão, e diabetes
  3. Homem de 65 anos; de Petrópolis; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão, e diabetes
  4. Mulher de 58 anos; do Rio; com doença cardiovascular crônica, doença renal crônica e pneumopatia crônica
  5. Mulher de 71 anos; do Rio; com doença cardiovascular crônica e hipotireoidismo
  6. Homem de 74 anos; do Rio; sem informação sobre outras doenças
  7. Mulher de 81 anos; do Rio; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão e doença pulmonar crônica
  8. Mulher de 61 anos; do Rio; sem informação sobre outras doenças
  9. Homem de 60 anos; do Rio; sem informação sobre outras doenças
  10. Homem de 66 anos; de Volta Redonda; sem informação sobre outras doenças
  11. Homem de 46 anos; do Rio; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão, diabetes mellitus, doença renal crônica e obesidade
  12. Homem de 65 anos; do Rio; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão, e diabetes mellitus
  13. Homem de 67 anos; do Rio; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão, e diabetes mellitus
  14. Homem de 64 anos; do Rio; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão
  15. Homem de 72 anos; do Rio; com alteração imunológica e neoplasia
  16. Homem de 86 anos; do Rio; com pneumopatia
  17. Mulher de 78 anos; do Rio; com doença cardiovascular, incluindo hipertensão, diabetes mellitus e doença renal crônica
  18. Mulher de 32 anos; de Rio Bonito; sem informação sobre comorbidades
  19. Homem de 67 anos, do Rio, com outra doença não informada pela secretaria
  20. Homem de 83 anos, do Rio, com outra doença não informada pela secretaria
  21. Homem de 66 anos, do Rio, sem informações de comorbidade
  22. Homem de 71 anos, do Rio, sem informações de comorbidade
  23. Mulher de 89 anos, do Rio com outra doença não informada pela secretaria
  24. Mulher de 58 anos, de São Gonçalo, com comorbidades
  25. Mulher do Rio de Janeiro sem informação sobre comorbidades
  26. Mulher de Arraial do Cabo sem informação sobre comorbidades
  27. Homem de 96 anos, Rio das Ostras, com comorbidades
  28. Homem do Rio de Janeiro sem informação sobre comorbidades

Distribuição de casos por municípios:

  • Rio de Janeiro – 697
  • Niterói – 62
  • Volta Redonda – 12
  • São Gonçalo – 11
  • Nova Iguaçu – 7
  • Duque de Caxias – 6
  • Petrópolis – 5
  • Itaboraí – 4
  • Belford Roxo – 3
  • Rio das Ostras – 3
  • Barra Mansa – 2
  • Maricá – 2
  • Resende – 2
  • Rio Bonito – 2
  • São João de Meriti – 2
  • Angra dos Reis – 1
  • Arraial do Cabo – 1
  • Campos dos Goytacazes – 1
  • Guapimirim – 1
  • Macaé – 1
  • Mangaratiba – 1
  • Miguel Pereira – 1
  • Queimados – 1
  • São Pedro da Aldeia – 1
  • Seropédica – 1
  • Teresópolis – 1
  • Valença – 1

Casos na cidade do Rio

Na capital, são 697 casos confirmados, com 20 mortes (7 mulheres e 13 homens), uma delas na rede pública. A Secretaria Municipal de Saúde estima 4.471 casos prováveis (entenda a classificação). O município tem 64 pacientes internados, 28 deles em UTIs.

Painel on-line

Secretaria Estadual de Saúde lançou na terça-feira (31) um painel de acesso a informações sobre o novo coronavírus. As atualizações são diárias.

O “Painel Coronavírus Covid-19” faz o monitoramento on-line dos casos no estado e tem como objetivo ampliar o acesso da população às informações.

Além dos casos confirmados e os óbitos por município, a plataforma traz também dados por faixa etária e gênero dos pacientes.

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Einstein aguarda Comissão Nacional de Ética para usar plasma de pacientes curados de coronavírus para tratar casos graves

Agência dos EUA liberou o método para tratamento de casos graves enquanto as pesquisas seguem sendo desenvolvidas.

Por Glauco Araújo e Rodrigo Rodrigues, G1 SP — São Paulo

Entrada do Hospital Albert Einstein — Foto: Reprodução/TV Globo

Entrada do Hospital Albert Einstein — Foto: Reprodução/TV Globo

O Hospital Albert Einstein espera autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para começar a fazer testes clínicos com plasma de pacientes que já se recuperaram do coronavírus em doentes em estado grave. A pesquisa ainda não teve início e o protocolo para os testes dependem de avaliação prévia da comissão.

Nos Estados Unidos, a agência que regulamenta medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência.

O plasma é a parte líquida do sangue. O uso desta substância retirada de pacientes recuperados já foi usado com sucesso em surtos de outras infecções respiratórias, incluindo a pandemia do vírus influenza H1N1, que ocorreu entre 2009 e 2010; a epidemia de Síndrome Aguda Respiratória (chamada de Sars-CoV-1), em 2003; e a epidemia de síndrome respiratória do Oriente médio (Mers-CoV), de 2012.

Alessandro Leal, médico oncologista e pesquisador do Albert Einstein, disse em entrevista ao Fantástico que “o soro, cumprindo esses anticorpos, eles podem ser administrado, de maneira profilática, para prevenir a infecção em casos de alto risco como, por exemplo, indivíduos idosos, ou vulneráveis, pacientes com doenças cardiovasculares e até prestadores de cuidados de saúde, com exposição de casos já confirmados de covid-19”.

“Esse é um tratamento promissor, visto que a vacina levará de 12 a 18 meses pra gente obter sucesso”, disse Leal.

Em meio à urgência da pandemia do coronavírus, a FDA está liberando o uso emergencial de plasma de pacientes recuperados para serem usados naqueles que estão com o quadro grave da doença, enquanto estudos mais completos ainda estão sendo desenvolvidos.

“Esse processo [liberado pela agência] permite o uso de um medicamento sob investigação para o tratamento de um paciente individual feito por um médico licenciado, mediante autorização da FDA. Isso não inclui o uso de plasma convalescente da Covid-19 para a prevenção de infecção”, afirma a instituição.

Segundo a agência americana, “embora promissor, o plasma convalescente não demonstrou ser eficaz em todas as doenças estudadas.” De acordo com a FDA, “é importante determinar, por meio de ensaios clínicos (…) o que é seguro e eficaz de fazer.”

Experiência na China

Na China, cinco pacientes em estado grave diagnosticados com a Covid-19 apresentaram melhora após o tratamento com plasma de pessoas que adquiriram o novo vírus e se recuperaram. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita por um hospital da China, e divulgada nesta segunda (30) pela revista de pesquisa científica Jama.

A pesquisa foi realizada pelo departamento de doenças infecciosas do hospital, Third People’s Hospital em Shenzhen no sudoeste do país, em cinco pacientes que apresentaram pneumonia grave com progressão rápida e a carga viral da Covid-19 continuamente alta. Todos estavam respirando por meio de aparelhos.

O estudo foi realizado de 20 de janeiro a 25 de março deste ano. Os pacientes, com idades entre 36 e 73 anos, receberam a transfusão de plasma com um anticorpo específico neutralizados do Sars-Cov-2, o nome científico do novo coronavírus.

O plasma convalescente, rico em anticorpos, vem sendo usado por décadas para tratar doenças infecciosas, como o ebola e a influenza. Após a transfusão, a temperatura corporal de quatro pacientes normalizou em três dias, e as cargas virais também diminuíram 12 dias após a transfusão.

Três dos cinco pacientes tratados voltaram a respirar sem a ajuda de aparelhos dentro de duas semanas após a transfusão. Eles receberam alta hospitalar após permanecerem internados cerca de 50 dias. Os outros dois estão em condição estável após 37 dias da transfusão.

Os doadores de 18 a 60 anos haviam se recuperado da infecção e consentiram em fazer a doação sanguínea para a pesquisa. Segundo os pesquisadores, a limitação de testes impede a afirmação definitiva sobre a eficácia do tratamento.

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Médicos e enfermeiros reclamam da falta de equipamentos de proteção no RJ; 130 profissionais estão afastados

Denúncias são recebidas pelos sindicatos dos médicos e enfermeiros desde o início da pandemia da Covid-19. Falta de máscaras e sabão estão os relatos mais comuns.

Por Rogério Coutinho, Bom Dia Rio

Profissionais da saúde reclamam da falta de proteção nos hospitais

Profissionais da saúde reclamam da falta de proteção nos hospitais

Pelo menos 100 enfermeiros e 30 médicos do Rio de Janeiro estão afastados de suas funções por contágio ou suspeita do novo coronavírus. As informações são do diretor do Conselho Regional de Enfermagem, Glauber Amâncio, que destaca a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como um dos principais motivos para os contágios.

Com medo de retaliações, os médicos e outros profissionais enviam as denúncias aos sindicatos, que já contabilizam diversos relatos desde o início da pandemia. De acordo com Glauber Amâncio, as informações estão sendo encaminhadas para o Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e Vigilância Sanitária.

“O Conselho Regional de Enfermagem já recebeu 127 denúncias de profissionais de enfermagem, em sua grande maioria sobre a falta do EPI (…) em relação à exposição pela falta do EPI, nós temos 15 mil profissionais de enfermagem expostos e 4 mil profissionais médicos expostos”, diz o diretor do conselho.

O médico também destacou as principais faltas nos hospitais, de acordo com as denúncias:

  • Unidades de saúde sem sabão;
  • Falta de máscaras N95;
  • Falta de papel toalha;
  • Falta de máscaras cirúrgicas; e
  • EPIs fora dos padrões.
Médicos vestem sacos plásticos como proteção no atendimento aos pacientes no Hospital Salgado Filho — Foto: Reprodução/TV Globo

Médicos vestem sacos plásticos como proteção no atendimento aos pacientes no Hospital Salgado Filho — Foto: Reprodução/TV Globo

Um dos exemplos da falta de equipamentos de proteção, enviado à TV Globo, mostra profissionais utilizando sacos plásticos no lugar dos capotes cirúrgicos no Hospital Salgado Filho, no Méier, Zona Norte do Rio.

O que diz o Estado

A Secretaria Estadual de Saúde informou que começou a distribuir 5 mil máscaras doadas pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) e Federação das Indústrias do Estado do RJ (Firjan) em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nesta quarta-feira (1).

A pasta também anunciou a compra de 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas, 150 mil máscaras de proteção, 300 mil óculos de proteção e 600 mil aventais, além gorros cirúrgicos e luvas de proteção para abastecer unidades que receberão vítimas da Covid-19.

Segundo a secretaria, as entregas são feitas pelos fornecedores seguindo solicitação da pasta.

Policiais militares sem proteção

Policial militar orienta banhista no Rio de Janeiro durante pandemia do novo coronavírus — Foto: G1 Rio

Policial militar orienta banhista no Rio de Janeiro durante pandemia do novo coronavírus — Foto: G1 Rio

Assim como os médicos e enfermeiros, os agentes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro também reclamam da falta de itens importantes para proteção individual, como álcool em gel, luvas e máscaras.

Os PMs também relatam o uso compartilhado da mesma arma entre agentes, assim como outros objetos, e que não há qualquer tipo de orientação sobre essas situações.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a corporação fechou contrato com um fabricante de máscaras PFF2/95 para compra de 60 mil unidades e que o primeiro lote, com 5 mil, foi entregue na quarta-feira (1).

Os lotes restantes seriam distribuídos a cada dois dias. Também afirmou que foram adquiridos, em caráter emergencial, 50 mil litros de álcool líquido com 70% de concentração para limpeza de superfícies e viaturas, e 900 mil embalagens de álcool em gel.

Confira a nota na íntegra:

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que o comando da corporação não está medindo esforços para adquirir os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários à atuação dos policiais militares. Os EPIs são destinados tanto aos policiais militares que trabalham diuturnamente nas ruas para garantir o isolamento social, como também para o efetivo lotado nas unidades de saúde.

Para os policiais militares que trabalham nas ruas, a Corporação fechou contrato com um fabricante de máscaras PFF2/95 para compra de 60 mil unidades. O primeiro lote, com 5 mil máscaras, já foi entregue hoje (quarta-feira). Os lotes restantes serão distribuídos a cada dois dias. Vale ressaltar que esse tipo de máscara pode ser reutilizado após a devida higienização. Também em caráter emergencial, foram adquiridos 50 mil litros de álcool líquido com 70% de concentração para limpeza de superfícies, inclusive das viaturas, e 900 mil embalagens de álcool em gel.

Para as unidades de saúde da corporação, que estão com seus estoques em dia apesar do aumento de demanda, já foram adotadas as estratégias necessárias para comprar em tempo hábil máscaras cirúrgicas, luvas de látex e outros EPIs no mercado fornecedor.

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Ministério da Saúde cria comitê para monitorar impacto do novo coronavírus em comunidades indígenas

Na quarta (1), uma jovem da etnia Kokama, do interior do Amazonas, foi a primeira índia do Brasil a testar positivo para o novo coronavírus.

Por G1

O Ministério da Saúde criou um comitê de crise nacional para monitorar impactos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em comunidades indígenas. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2).

Segundo a portaria, o comitê será formado por outros 35: um central, formado por membros da Secretaria especial de saúde indígena; e os distritais, representantes dos 34 distritos sanitários especiais indígenas. O documento estabelece que o comitê central se reúna uma vez ao dia, presencialmente ou por videoconferência.

Primeiro caso confirmado

Na quarta (1), uma jovem da etnia Kokama, do interior do Amazonas, foi a primeira índia do Brasil a testar positivo para o novo coronavírus. Após a confirmação, duas aldeias inteiras foram colocadas em isolamento.

Em vários estados, as populações indígenas fecharam aldeias para impedir o contato com pessoas de fora da comunidade. Desde 18 de março, a Fundação Nacional do Índio (Funai) suspendeu as autorizações de entrada em terras indígenas.

Doenças respiratórias já são a principal causa de morte entre as populações nativas brasileiras. As secretarias de saúde municipais e estaduais estão preocupadas com a imunidade de algumas etnias, que nunca foram vacinadas.

Além da saúde, outra preocupação é o desabastecimento das aldeias e comunidades, que compram alimentos e outros produtos básicos nas cidades ou recebem doações de fora da comunidade.

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‘Antes do vírus, o que preocupa é a fome’, diz líder indígena de Minas Gerais sobre pandemia

Segundo Célia Xakriabá, uma política pública destinada às aldeias é urgente. Um caso suspeito de covid-19 foi registrado em um território indígena entre Minas Gerais e Espírito Santo.

Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte

Aldeia Xakriabá em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

Aldeia Xakriabá em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

“Somos um povo de costumes coletivos. Estamos fazendo todo esforço possível para que o primeiro caso não chegue. Se chegar, será um extermínio”, disse a doutora em antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e líder indígena, Célia Xakriabá.

Ela cobra políticas públicas destinadas às aldeias no combate à pandemia do novo coronavírus. Principalmente recursos para a sobrevivência dos povos.

“Antes do vírus, o que preocupa é a fome. Os povos que vivem no estado têm relação com a vida urbana. Com o comércio fechado e aldeias isoladas, muita gente está tendo problemas com alimentação”, disse Célia.

As plantações não são suficientes para abastecer toda a aldeia, segundo ela. Há cerca de 11 mil xacriabás em Minas Gerais. Grande parte do território fica na cidade de São João das Missões, no norte do estado.

Alerta dado aos índios Xakriabá sobre o novo coronavírus — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

Alerta dado aos índios Xakriabá sobre o novo coronavírus — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

“É um desafio para aqueles que querem acessar mercadoria. Foi proibido a entrega de produtos na aldeia”, disse ela.

A pandemia também afetou hábitos do povo Xakriabá.

“Quando venho aqui, a primeira coisa é ir na casa das minhas tias mais velhas. É difícil para os anciões entenderem este afastamento”, contou Célia que se divide entre a aldeia e a Belo Horizonte onde está concluindo o doutorado.

Célia Xakriabá é uma das lideranças indígenas em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

Célia Xakriabá é uma das lideranças indígenas em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

De acordo com ela, a costume que os índios sempre visitem a casa de seus vizinhos. Mas isso teve mudar por causa do novo coronavírus. “Meu avô de 80 anos mora com a gente. Ele caminha todo dia. Ia na casa dos outros e agora conversamos com ele. É um desafio não poder se movimentar”, disse.

Apenas equipes de saúde são permitidas dentro da aldeia. “Essa doença pode se alastrar muito rapidamente”, disse Célia.

O balanço divulgado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Minas Gerais/Espírito Santo (DSEI-MG/ES) nesta quarta-feira (1º) apontou um caso suspeito de covid-19 em uma das aldeias da região. Ainda não há informações sobre o local ou tribo atingida. No Amazonas, um caso em indígena de 20 anos foi confirmado.

“Precisamos de uma política pública destinada aos povos indígenas. Compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), insumos, vacinação contra gripe. É urgente”, disse Célia.

Um plano emergencial tramita no Congresso Nacional, em Brasília. Ele determina medidas específicas de vigilância sanitária e epidemiológica para prevenção do contágio e da disseminação do novo coronavírus. Ainda prazo para que ele entre em votação.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que mantém diálogo com as lideranças indígenas e orientações de isolamento social estão sendo feitas. O órgão disse ainda que “efetuou o pagamento emergencial de 75% do custeio da Resolução SES-MG nº 6.894/2020 no valor de R$ 1. 154.395,18 para ações de enfrentamento à epidemia”.

“Por conta da nossa situação de vulnerabilidade, da invisibilidade e cegueira social, essa pandemia pode significar o nosso extermínio”, disse Célia.

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Coronavírus faz Receita adiar para 30 de junho prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda

Prazo era 30 de abril. Motivo do adiamento é a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Até a última segunda, tinham sido entregues 8 milhões dos 32 milhões de declarações esperadas.

Por Laís Lis, Gustavo Garcia e Mateus Rodrigues, G1 — Brasília

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) a prorrogação do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por 60 dias.

Com isso, o prazo para a entrega da declaração de 2020 passa de 30 de abril para 30 de junho.

“Esse prazo venceria no próximo dia 30 de abril e está sendo prorrogado para entrega no dia 30 de junho. Portanto prorrogação por dois meses do prazo de entrega das pessoas físicas”, afirmou o secretário.

A Receita ainda avalia se será mantido o prazo do primeiro lote da restituição, previsto para 30 de maio.

Tostes Neto deu as informações em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica do governo.

De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações – cerca de 25% do total.

A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020.

Impacto do coronavírus

Há cerca de duas semanas, o secretário Tostes Neto afirmou que a Receita avaliaria o adiamento do prazo em razão do avanço da pandemia do novo coronavírus.

Na ocasião, explicou que o órgão avaliaria o impacto da crise nas condições do contribuinte de declarar o imposto.

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Sagui é resgatado por bombeiros em estação do metrô na Zona Oeste do Rio

Animal estava na caixa do auto-falante da estação Jardim Oceânico. Ele foi devolvido à natureza nas margens da Lagoa da Tijuca, perto de um dos acessos à estação.

Por Bom Dia Rio

Sagui é resgatado da caixa de som de metrô

Sagui é resgatado da caixa de som de metrô

Um visitante inesperado deu trabalho para o Corpo de Bombeiros, nesta terça-feira (31), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Um pequeno sagui precisou ser resgatado da caixa do auto-falante da estação Jardim Oceânico do Metrô.

O animal não tinha ferimentos aparentes e foi devolvido à natureza nas margens da Lagoa da Tijuca, que fica pertinho de um dos acessos à estação.

Sagui — Foto: Reprodução/TV Globo

Sagui — Foto: Reprodução/TV Globo

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João de Deus deixa presídio para cumprir pena em prisão domiciliar por risco de coronavírus

Aos 78 anos, ele foi condenado a quase 60 anos de prisão por crimes sexuais. Decisão impõe restrições como entrega do passaporte e proibição de frequentar a casa Dom Inácio de Loyola, onde realizava sessões espirituais em Abadiânia.

Por Rafael Oliveira, G1 GO

A Justiça de Goiás expediu, nesta terça-feira (31), o alvará de soltura para João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, cumprir a pena de quase 60 anos em prisão domiciliar, devido ao risco de coronavírus. Ele deixa o presídio de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, para ficar na casa dele, em Anápolis, a cerca de 60 km de distância. As condenações são por crimes sexuais, o que ele nega ter cometido.

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou, em nota, que cumpriu nesta tarde a decisão judicial que determina a prisão domiciliar de João Teixeira de Faria. O órgão ressalta que, conforme determina a Justiça, ele será monitorado eletronicamente por tornozeleira, nos termos expressos pelo Judiciário.

A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, da Comarca de Abadiânia, concedeu prisão domiciliar a João de Deus, de 78 anos, na última quinta-feira (26). A magistrada afirma que, entre outros motivos, a medida se faz necessária pela pandemia de coronavírus.

“Como se vê, embora esteja sendo acusado por fatos de extrema gravidade, o requerente é idoso, acometido por doenças graves, por isso inserido no denominado grupo de risco para infecção pelo cornavírus, principalmente diante das más condições da cela (paredes mofadas, insalubridade) propícia à disseminação da Covid-19”, escreveu a juíza na decisão.

O advogado de defesa de João de Deus, Anderson Van Gualberto, disse que pediu o cumprimento da pena em casa em razão da idade avançada e dos problemas crônicos de saúde, como remissão de câncer, hipertensão e problemas de coração.

“A decisão se valeu da gravidade do estado de saúde, bem como a impossibilidade da unidade prisional em ofertar o tratamento de saúde adequado. Por questões de segurança não será divulgado o endereço onde será cumprida a medida”, informou Van Gualberto em nota.

O promotor de Justiça Luciano Miranda, coordenador da força-tarefa do Ministério Público de Goiás que investiga os crimes cometidos por João de Deus, informou que, assim que tiver acesso ao conteúdo da decisão, vai recorrer.

Restrições

A decisão impõe restrições, como a entrega do passaporte ao Judiciário, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de frequentar a casa Dom Inácio de Loyola em Abadiânia, onde realizava sessões espirituais, e de manter contato com vítimas e testemunhas dos processos de crimes sexuais, que tramitam em segredo na Justiça.

João de Deus também não pode sair de Anápolis. Ele deve comparecer ao Judiciário todo mês para informar as atividades exercidas na prisão domiciliar.

A decisão atende a uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça para que os Judiciários e magistrados de todo o país revejam as prisões preventivas e provisórias diante da pandemia de coronavírus.

Condenações

Em janeiro deste ano, a mesma juíza condenou João de Deus a 40 anos de prisão em regime fechado por crimes sexuais. No ano passado, ele pegou 19 anos de prisão pelos mesmos crimes. João de Deus estava preso desde o dia 16 de dezembro de 2018 no presídio de Aparecida de Goiânia.

Até esta terça-feira (31), João de Deus possui três condenações:

Até então, a juíza ainda tem 10 processos em seu gabinete aguardando respostas de Judiciários de outros estados para voltar a dar andamento aos procedimentos.

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Criminosos roubam carro de voluntários com doações destinadas a famílias carentes do RJ

No veículo roubado estavam legumes, frutas e leite para alunos de projetos do Instituto Mundo Novo. Crime ocorreu na segunda-feira (30), quando voluntários levavam doações para Nilópolis.

Por Bom Dia Rio

No meio de tanta solidariedade, o carro de voluntários do Instituto Mundo Novo, em Mesquita, na Baixada Fluminense, foi roubado nesta segunda-feira (30) com todas as doações que seriam entregues às famílias das crianças assistidas pelo projeto.

As vítimas foram abordadas por suspeitos armados, que pediram para que saíssem do carro, que é de uma voluntária. Além das doações,os criminosos também levaram os pertences dos voluntários, como conta a voluntária Bruna Simãozinho.

“Nós ficamos sem o nosso carro, sem as doações. Essas doações iam chegar para 50 crianças do nosso projeto de educação infantil e se sobrasse, daria para os nossos 200 alunos do projeto Arte com Visão”, disse Bruna.

As frutas, legumes e leite doados foram roubados que os voluntários estavam a caminho da Chatuba, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Desde março, a equipe do Instituto Mundo Novo estava ajudando as famílias da comunidade que tinham sido atingidas por uma enchente.

Informações que possam levar aos criminosos podem ser passadas para o Disque Denúncia, no telefone 2253-1177.

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Aeroporto Internacional Tom Jobim reduz operação para cerca de seis voos diários em abril

Aeroporto deve ter apenas 172 voos, cerca de 2% do que foi registrado no mesmo período em 2019. Imagens mostram pátio do Santos Dumont praticamente vazio na manhã desta quarta (1°).

Por Ari Peixoto e Guilherme Peixoto, Bom Dia Rio

A partir desta quarta-feira (1º) os voos no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, na Ilha do Governador, vão reduzir drasticamente por causa da pandemia de coronavírus. Em abril, serão somente 172 voos durante o mês inteiro, uma média de 6 voos diários.

O número representa pouco mais de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 6.803 voos. Em 2019, pouco mais de 14 milhões de passageiros circularam pelo aeroporto.

Imagens do Globocop na manhã desta quarta-feira (1°) mostraram o pátio do aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, praticamente vazio. De acordo com a Infraero, entre os dias 26 e 31 de março o aeroporto teve queda de 85% no volume de voos. A movimentação é tão fraca que diversas portas do terminal estão fechadas.

Balcões vazios

O Aeroporto Tom Jobim é o segundo maior do Brasil em movimento internacional e já foi palco de voos históricos, como o do Concorde em 1971, e o do Airbus A380, atualmente o maior avião do mundo, em 2016.

Na tarde de terça-feira (31), áreas públicas do aeroporto já estavam desertas. Sem ninguém nos balcões de check-in e nas mesas de restaurantes.Portas de embarque e desembarque vazias. E os taxistas esperando por passageiros que não vêm.

Antes da pandemia do coronavírus, aproximadamente 20 empresa aéreas estrangeiras e três brasileiras chegavam e partiam do Tom Jobim para centenas de destinos nacionais e internacionais. Agora, o aeroporto fica reduzido a um empresa brasileira, que vai voar para um único destino: o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

O presidente do consórcio RioGaleão, que administra o aeroporto, Alexandre Monteiro, disse que a queda na receita será astronômica.

“Em termos de queda de receita, a gente está imaginando o mês de abril basicamente zero. Temos uma receita por volta de R$ 85 milhões. Daí, vem todas as reduções de horários de funcionamento, fechamento de uma área toda nova do Pier Sul, que foi construída e inaugurada para a Olimpíada, fechamento da pista mais longa, a pista 28, temos duas pistas, uma de 3,2 km e outra de 4km”, disse Monteiro.

Ele também falou sobre a manutenção dos empregos dos 780 funcionários da concessionária.

“Um dos nortes dessas medidas era manter a equipe aqui. Home office para alguns, outros estão trabalhando aqui. Outros com escala reduzida para a gene evitar o contato. Enfim, seguindo as melhores recomendações das autoridades sanitárias”, disse Monteiro.

Todas as atividades do aeroporto serão suspensas entre 23h e 5h. Ou seja, ele ficará fechado a passageiros e aos 15 mil trabalhadores do aeroporto, desde a Polícia Civil, Receita Federal e Anvisa até os que trabalham nas pistas, nas lojas e nas praças de alimentação.

O presidente do RioGaleão está otimista, acredita que mês que vem já poderá ver mais voos no aeroporto.

“A expectativa é que a gente, já em maio, comece a ter mais voos. Não ter uma situação tão drástica quanto abril, e paulatinamente evoluindo até o fim do ano”, disse Monteiro.

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