Acidente com van deixa feridos no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio

Por Bom Dia Rio

Van capotou no Aterro do Flamengo na madrugada desta segunda-feira (9) — Foto: Reprodução / TV Globo

Van capotou no Aterro do Flamengo na madrugada desta segunda-feira (9) — Foto: Reprodução / TV Globo

Oito pessoas ficaram feridas na madrugada desta segunda-feira (9) em um acidente com uma van no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio.

O veículo capotou próximo à sede do Botafogo. As vítimas foram levadas para o hospital municipal Miguel Couto, e ainda não há informações sobre o estado de saúde delas.

Vítimas foram levadas para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Vítimas foram levadas para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

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Vereador é morto a tiros em Araruama, Região dos Lagos

Por Marco Antônio Martins, G1 Rio

Vereador Ciraldo Fernandes da Silva (DEM), de Araruama, foi morto neste domingo (8).  — Foto: Reprodução

Vereador Ciraldo Fernandes da Silva (DEM), de Araruama, foi morto neste domingo (8). — Foto: Reprodução

O vereador Ciraldo Fernandes da Silva (DEM), de 57 anos, foi morto na noite deste domingo (8), no bairro da Fazendinha, em Araruama, na Região dos Lagos.

Ciraldo é o segundo político morto no município em 2019. A prefeita Lívia de Chiquinho decretou luto na cidade por três dias. A Polícia Civil investiga o caso.

De acordo com testemunhas, o vereador foi morto em frente a um bar.

Ciraldo estava em seu quarto mandato como vereador em Araruama. Na eleição de 2016, Ciraldo foi o terceiro mais votado na cidade, com 1.904 votos.

“Meus sentimentos aos familiares e amigos do vereador Ciraldo! Que Deus conforte o coração de todos. Nos deixou de uma forma precoce e trágica, agora está ao lado do nosso Pai”, escreveu a prefeita em suas redes sociais.

Segundo vereador morto

Em maio, o ex-vereador Sérgio Cunha de Andrade, conhecido como Serginho da Lotada, foi morto a tiros na rodovia RJ-138.

O crime aconteceu no bairro da Fazendinha, mesmo local onde Ciraldo foi morto neste domingo.

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Criança de 10 anos é encontrada baleada na frente de hospital em Salvador; polícia investiga caso

Por G1 BA

Criança de 10 anos é encontrada baleada na frente de hospital em Salvador — Foto: Divulgação/ Hospital Eládio Lasserre

Criança de 10 anos é encontrada baleada na frente de hospital em Salvador — Foto: Divulgação/ Hospital Eládio Lasserre

Um menino de 10 anos foi encontrado baleado, na manhã de quarta-feira (4), na frente do Hospital Eládio Lasserre, no bairro de Cajazeiras II, em Salvador. Conforme a Polícia Militar, a criança foi socorrida por funcionários da unidade médica e está internada no local.

Segundo informações da PM, o menino, que estava sozinho, não informou para os funcionários do hospital e para a equipe da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Cajazeiras) o que aconteceu e nem quem o deixou na unidade de saúde. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

Segundo a Polícia Militar, o funcionário do hospital que socorreu a criança disse aos policiais que uma das poucas coisas que o garoto contou é que mora no bairro de Sete de Abril, também na capital baiana.

G1 entrou em contato com a Polícia Civil, que informou que o caso será investigado pela Delegacia de Repressão a Crime Contra Criança Adolescente (Derca) e pela 13ª Delegacia, em Cajazeiras. No entanto, ainda não há detalhes do que aconteceu.

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Tiroteio deixa mortos e feridos na Região Centro-Sul de BH

Por Bom Dia Minas — Belo Horizonte

Dois homens morreram e dois adolescentes ficaram feridos em um tiroteio, no fim da noite desta quinta-feira (5), no Morro do Papagaio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Militar (PM), as vítimas foram baleadas em um trailer de lanches, na Rua João Evangelista, no bairro Santa Lúcia.

Ainda segundo a PM, Walter Estalon Bispo da Silva, de 33 anos, morreu no local; Sacha Richelle Bispo da Silva, de 22, irmão de Walter, perdeu a vida no hospital. Uma menina de 12 anos e um adolescente de 14 ficaram feridos.

De acordo com relatos das vítimas, eles estavam no trailer quando um Corolla de cor prata parou no local e quatro homens com roupas escuras de frio desceram atirando.

Walter foi encontrado morto no estacionamento de um condomínio, próximo ao trailer. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou a morte. Ele tinha vários disparos no peito e nas costas. Já Sacha entrou morto no hospital, com pelo menos 15 perfurações

A menina deu entrada inconsciente no hospital, com disparos na cabeça e na perna direita. O adolescente foi ferido na coxa direita.

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RJ e outros 11 estados têm investigações paradas após decisão do ministro Dias Toffoli

Por Henrique Coelho e Bette Lucchese, G1 Rio e Jornal Nacional

Em pelo menos 12 estados, investigações que envolvem crime de lavagem de dinheiro estão paralisadas. Isso ocorreu após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, decidir barrar apurações que fizessem uso de informações detalhadas do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem prévia autorização da Justiça.

Como revelou o G1 nesta quinta-feira (5), apenas no Rio de Janeiro são aproximadamente 140 inquéritos interrompidos. Alguns deles são sobre facções criminosas e milícias. Um dos casos é o procedimento que investiga o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle Franco, e o motorista dela, Anderson Gomes.

O Jornal Nacional mostrou que a decisão de Toffoli, tomada há menos de 2 meses, atingiu investigações em todo o país. Foi confirmado que existem inquéritos parados nos seguintes estados:

  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Minas Gerais
  • Santa Catarina
  • Goiás
  • Pará
  • Maranhão
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Pernambuco
  • Paraíba
  • Ceará

No Ceará, por exemplo, o Ministério Público paralisou 44 apurações. Lá, alguns dos procedimentos envolvem crimes contra a administração pública, e outros são sobre facções criminosas.

No Rio, além dos 140 revelados pelo G1 que estão engavetados na Polícia Civil, ainda existem outros 40 sendo analisados.

A decisão de Toffoli

Em julho, o presidente do STF suspendeu todas as investigações que usaram – sem autorização judicial – dados do Coaf, da Receita Federal e do Banco Central. A decisão vale até o julgamento definitivo, previsto para o dia 21 de novembro.

O ministro atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro, do PSL-RJ.

No fim do ano passado, um relatório do Coaf – que passou a ser chamado de Unidade de Inteligência Financeira – apontou movimentações suspeitas nas contas de 74 funcionários e ex-funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

Entre eles, Fabrício Queiroz, ex-assessor Flávio Bolsonaro, quando o filho do presidente Jair Bolsonaro ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Queiroz movimentou cerca de 1,2 milhão entre 2016 e 2017, segundo o relatório do Coaf.

Caso Marielle parcialmente parado

Entre os inquéritos parados no Rio está o que investiga as movimentações financeiras do policial militar reformado Ronnie Lessa.

Lessa foi preso como o principal suspeito de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Acusado de matar Marielle e Anderson confessa ser dono de 117 fuzis — Foto: Reprodução/JN

Acusado de matar Marielle e Anderson confessa ser dono de 117 fuzis — Foto: Reprodução/JN

O Departamento de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil analisava transações bancárias de Lessa para saber se ele recebeu quantias suspeitas na época do assassinato.

Já a outra investigação, da Delegacia de Homicídios, que busca saber quem são os mandantes do crime, continua. O PM reformado também é réu por tráfico de armas.

Presos na Lava Jato pedem suspensão

Além do caso Marielle, pelo menos dois acusados pela Lava Jato no Rio já conseguiram a suspensão de processos com base na decisão de Dias Toffoli.

No mês passado, o também ministro do STF Gilmar Mendes atendeu a pedidos da defesas de Lineu Martins, ex-assessor do Departamento de Estradas de Rodagem, e de um ex-conselheiro de uma construtora, Alex Sardinha Veiga, ambos investigados por corrupção.

Este ano, antes da decisão de Toffoli, a Polícia Civil do Rio já tinha conseguido o sequestro de R$ 52 milhões em bens de contraventores, milicianos e traficantes, e de dinheiro desviado dos cofres públicos.

O que dizem os citados

O advogado de Ronnie Lessa disse que ainda não recebeu nenhuma intimação pra depor em investigação por lavagem de dinheiro.

O advogado de Fabrício Queiroz afirmou que as investigações foram paralisadas pela inexistência de um simples requerimento judicial determinado em lei pra obtenção das informações.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro disse que a decisão de Dias Toffoli corrige excessos que ocorriam no Brasil, e que só se pode quebrar o sigilo bancário de um cidadão se houver permissão da Justiça.

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Mulher de Macron é ‘feia mesmo’, diz Paulo Guedes

Por G1 CE — Fortaleza

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta quinta-feira (5) em Fortaleza que Brigitte Macron, mulher de Emmanuel Macron, presidente da França, “é feia mesmo”. Na ocasião, o ministro falou ainda sobre a necessidade de acelerar as privatizações no país e defendeu a venda dos Correios para a iniciativa privada.

Em uma palestra para convidados no evento “A Nova Economia do Brasil – o impacto para a região Nordeste”, Guedes falava sobre o que classificou como “progresso” do governo de Jair Bolsonaro em setores diversos quando citou o episódio em que o presidente falou sobre a mulher de Macron.

“Eu tô vendo o progresso em várias frentes, mas nada disso… é… tudo isso é assim… a preocupação é assim: xingaram a [Michele] Bachelet, xingaram a mulher do Macron , chamaram a mulher de feia. Macron falou que tão botando fogo na floresta brasileira e o presidente devolveu: ‘que a mulher dele é feia, por isso ele tá falando isso’. Tudo bem, é divertido, não tem problema nenhum. É tudo normal e é tudo verdade. Presidente falou mesmo, e é verdade mesmo, a mulher é feia mesmo [sorri, e a plateia ri e aplaude] . Não existe mulher feia, existe mulher observada do ângulo errado”.

Após a palestra, o ministro foi questionado, durante a coletiva de imprensa, sobre a afirmação que deu a respeito da esposa de Macron, e respondeu: “Chamar a primeira dama de feia? Não sei do que você tá falando”. Em seguida, explicou: “O que eu tenho a ver com a opinião a respeito da primeira dama francesa? Você viu que a gente brincando, falando que o presidente é uma pessoa com bons princípios, e às vezes, na forma de falar, ele extrapola, brinca…”.

Guedes argumentou, ainda, que as críticas deveriam ser feitas à declaração de Macron sobre fazer uma intervenção internacional na Amazônia. “Vocês deviam estar criticando isso, o Macron tá querendo fazer uma intervenção porque chamaram a mulher dele de feia, olha só que coisa horrível. Quer dizer que se alguém chamar sua mulher de feia você pode fazer uma intervenção internacional? Em quem chamou a mulher de feia? Você devia criticar isso. Você apoia uma intervenção internacional no Brasil, na Amazônia?”, questionou.

À noite, por meio de nota, Guedes se desculpou pela brincadeira feita no encontro. “O Ministro Paulo Guedes pede desculpas pela brincadeira feita hoje em evento público em Fortaleza (CE), quando mencionou a primeira-dama francesa Brigitte Macron. A intenção do ministro foi ilustrar que questões relevantes e urgentes para país não têm o espaço que deveriam no debate público. Não houve qualquer intenção de proferir ofensas pessoais”.

Comentário

O presidente Jair Bolsonaro respondeu a um comentário sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron. — Foto: Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro respondeu a um comentário sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron. — Foto: Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro

O comentário sobre a mulher de Macron havia sido feito por Bolsonaro em resposta a um seguidor em um post do presidente, no Facebook, sobre a atuação de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) em Porto Velho para combater as queimadas na Amazônia.

O seguidor postou fotos dos dois presidentes acompanhados de suas mulheres com a seguinte pergunta: “Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?”. O seguidor ainda acrescentou “é inveja presidente do Macron pode crê (sic)”.

Bolsonaro respondeu ao comentário dizendo: “Rodrigo Andreaça não humilha cara. kkkkk”.

O presidente apagou o comentário. A postagem, feita em 24 de agosto, ficou no ar até o dia 27.

Os dois casais presidenciais, brasileiro e francês, têm em comum a diferença de idade, sendo que Brigitte Macron, de 66 anos, é mais velha que o marido, que tem 41 anos. Já Bolsonaro tem 64 anos, enquanto sua esposa, Michelle, tem 37.

O fato gerou uma polêmica com Macron que, na última segunda-feira (26), disse que o comentário foi “extraordinariamente desrespeitoso”. O chefe de Estado francês disse ainda esperar que os brasileiros tenham rapidamente um presidente à altura do cargo.

“O que eu posso dizer? É triste, é triste. Mas é triste, em primeiro lugar, para ele e para os brasileiros. Eu penso que as mulheres brasileiras têm, sem dúvida, vergonha de ler isso de seu presidente. Creio que os brasileiros, que são um grande povo, têm também vergonha de ver esse comportamento — eles esperam, quando se é presidente, que nos comportemos bem em relação aos outros”, afirmou Macron em Biarritz, onde participava do encontro do G7.

E completou: “Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que eles rapidamente tenham um presidente que se comporte à altura”.

O porta-voz de Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, afirmou que a publicação foi apagada para evitar “dupla interpretação” sobre o tema.

Em 27 de agosto, questionado sobre o caso, Bolsonaro disse que seu comentário chamou atenção do seguidor para que ele não falasse “besteira”.

“A mulher dele [Macron]… Eu não botei aquela foto. Alguém que botou a foto lá, e eu falei para ele não falar besteira. É isso que eu botei lá”, disse. “[No] meu comentário, eu falava para não insistir neste tipo de postagem”, acrescentou.

Diante da observação feita na entrevista de que seu comentário tinha risadas (kkkkk), Bolsonaro encerrou a entrevista irritado e não respondeu a indagação se pretende pedir desculpas à primeira-dama da França.

‘Programa Acelerado de Privatização’

Guedes afirmou ainda durante a palestra que vai acelerar o processo de privatização de empresas no país. “Fizemos uma reunião na semana passada e decidimos, olha, vamos ter de acelerar”, disse. “Tinha o PAC, né? Vai ter o PAP, Programa Acelerado de Privatização”, completou, em tom de brincadeira.

O ministro reclamou da burocracia que, segundo ele, tem dificultado o processo de venda de empresas públicas. “A gente prepara a a documentação. Manda para o TCU (Tribunal de Contas da União) e aí, volta (…). Demora mais um ano e meio. Não tem como”, criticou Guedes, acrescentando que a venda de estatais deveria ser mais desburocratizada. “Quando você está no setor privado, vende em 40 dias”, afirmou.

Guedes também defendeu a privatização dos Correios, anunciada em agosto último. “Qual a dúvida de privatizar os Correios? Lá nasceu o mensalão. Ninguém escreve mais cartas”, sugeriu. Ao enumerar as vantagens de se privatizar a estatal, ele citou a concorrência de gigantes multinacionais do setor.

“Imagina isso disputado por gigantes como DHL, UPS, Fedex, e imagina as que já estavam por lá, a TAM e Azul, querendo fazer o last mile (contratação de empresa que faz a “última milha” por meio de conexões). Imagina as do futuro, Amazon”, afirmou.

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Testemunha de processo contra Garotinho diz que foi ameaçada de morte, aponta MPRJ

Por Marcelo Gomes e Ricardo Abreu, GloboNews

O Ministério Público vai pedir novamente a prisão dos ex-governadores do Rio Anthony e Rosinha Garotinho. Ambos saíram da prisão na quarta-feira (4), menos de 24 horas depois de terem sido presos por suspeita de superfaturamento na construção de casas populares em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

O argumento do Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é de que os crimes praticados pelo grupo de Garotinho são graves e que incluem até relatos de ameaças de morte a uma das testemunhas. A informação foi obtida com exclusividade pela GloboNews.

A defesa do casal diz que há perseguição política e que testemunhas “faltaram com a verdade” (leia a íntegra no fim da reportagem).

Na coletiva após a prisão, promotoras do grupo disseram que havia risco de ambos interferirem na investigação.

Uma testemunha afirmou que, desde a primeira vez que Garotinho foi preso, na Operação Chequinho, em 2016, “recebeu vários recados na rua de pessoas falando que ela vai ser morta ou de que alguém de sua família será atingido, como seu esposo e seu filho, e que os recados sempre vêm no sentido de que ela já falou demais e que ela deveria ficar quieta quanto a outros fatos que tenha conhecimento para não morrer.”

Para o Ministério Público, não há dúvidas de que a testemunha sofreu ameaças de morte.

O mérito da liminar que soltou Garotinho e Rosinha, assinada pelo desembargador Siro Darlan, no Plantão Judiciário, será julgado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Ainda não há data para o julgamento.

Na decisão de soltura, Siro Darlan escreveu que “os fatos narrados na peça do MP são de 2008. E teriam acontecido até meados de 2016”. “Ou seja, estamos diante de um decreto prisional que, em nome da garantia da ordem pública, cita fatos de mais de 10 anos atrás, uma total ausência de contemporaneidade”, escreveu.

Ainda segundo o desembargador, o juiz que decretou a prisão “faz a ilação que testemunhas poderiam ser ameaçadas”. “Porém nenhum fato concreto ou mero indício é apontado como existente para tal dedução.”

Investigação e prisão

O contrato de licitação para a construção das casas foi feito com a Odebrecht durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita, entre 2009 e 2016. Segundo o Ministério Público, eles receberam R$ 25 milhões em propina.

As investigações apontam que o prejuízo aos cofres públicos da cidade foi de R$ 62 milhões. Além do casal Garotinho, outras 3 pessoas foram presas. Foi a quarta fez que Garotinho foi parar atrás das grades.

Durante a investigação, o MP descobriu que um sistema de propina dentro da Odebrecht era utilizado para organizar e ocultar os valores de propina para vários beneficiários. Garotinho, segundo as planilhas apreendidas, era chamado de “Bolinha”, “Bolinho” ou “Pescador”.

"Bolinha", codinome para Anthony Garotinho, aparece em planilha da Odebrecht de 2014 — Foto: Reprodução/Ministério Público

“Bolinha”, codinome para Anthony Garotinho, aparece em planilha da Odebrecht de 2014 — Foto: Reprodução/Ministério Público

No depoimento ao Ministério Público, a testemunha falou ainda sobre o episódio conhecido como a Farra dos Guardanapos, o jantar em Paris, em que o ex-governador Sérgio Cabral, políticos e empresários foram fotografados com guardanapos na cabeça. As fotos do grupo foram reveladas por Garotinho, mas uma pessoa que estava no encontro não foi exposta pelo ex-governador.

Era Benedicto Júnior – na época, executivo da Odebrecht. A testemunha disse “que Garotinho não poderia ‘detonar’ essa pessoa, já que a prefeitura de Campos ainda mantinha contrato com a Odebrecht.

O que dizem os citados

Em nota, a defesa dos ex-governadores Garotinho e Rosinha disse que “vivemos tempos difíceis de politização da Justiça e judicialização da política, em especial no Judiciário de Campos de Goytacazes. Por isso, a necessidade de um debate profundo sobre abuso de autoridade”.

A nota diz ainda que a decisão do desembargador Siro Darlan foi bastante contundente e devidamente fundamentada.

A defesa afirma também que as testemunhas usadas pelo Ministério Público para embasar a denúncia são as mesmas que faltaram com a verdade na operação Chequinho, cuja ação está suspensa pelo STF, por suspeita de parcialidade do promotor de Justiça.

A nota diz ainda que “é público e notório que Anthony Garotinho sofre perseguição por ter denunciado a cúpula do governo Sérgio Cabral à PGR, ao Executivo, Legislativo e Judiciário, onde todos que foram noticiados por ele foram ou estão presos”.

O Ministério Público do Rio não quis comentar sobre a resposta dos ex-governadores.

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Bondinho de teleférico cai após chuva e funcionário fica ferido em Poços de Caldas, MG

Por G1 Sul de Minas

Um bondinho do teleférico de Poços de Caldas caiu na tarde desta quinta-feira (5) durante uma chuva em Poços de Caldas (MG). Conforme o Corpo de Bombeiros, uma das cabines do teleférico se desprendeu de um cabo e caiu sobre o estacionamento de uma oficina automotiva. Um funcionário que faz a manutenção no local estava dentro da cabine e caiu de uma altura de cerca de 12 metros em uma área de mata. Ele foi resgatado com ferimentos.

De acordo com os bombeiros, o acidente aconteceu próximo à quarta torre, na Fonte dos Amores. Na hora do acidente, o funcionário da prefeitura fazia a manutenção no teleférico dentro de uma das cabines, mas devido ao forte vento, ela se desprendeu do cabo de aço. O funcionário teria sido projetado para fora da cabine. Uma árvore foi encontrada caída no local, mas ainda não se sabe se isso pode ter causado o acidente.

Imagens do local mostram o estrago provocado pela queda da cabine sobre o estacionamento. Segundo o secretário de Turismo de Poços de Caldas, Ildeu Pereira, o funcionário do teleférico, identificado como Miguel Albano de Almeida Filho, de 59 anos, foi socorrido consciente e orientado. Ele foi levado para a Santa Casa da cidade com suspeita de traumas na coluna e no abdômen. Segundo o hospital, o estado de saúde dele é estável. O servidor passaria por exames para saber se seria necessário ser submetido a cirurgia.

Segundo a prefeitura, o teleférico estava fechado para turistas durante toda a semana para manutenção. Por causa do acidente, a atração foi interditada por tempo indeterminado.

O teleférico tem extensão de 1,5 km e chega a 20 metros de altura. Em julho de 2017, uma peça de uma cabine do teleférico se soltou durante uma viagem e caiu no Centro da cidade. O objeto, um pedaço de vidro acrílico, foi parar na rua Mato Grosso e quase atingiu um turista, que fez uma postagem em uma rede social alertando para o perigo.

Durante a tarde desta quinta-feira, uma forte chuva caiu em Poços de Caldas. Em muitos pontos, choveu granizo e pedras de gelo se acumularam e foram registrados pontos de alagamento.

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Violência contra a mulher: 2,3 mil processos aguardam julgamento no DF

Por Marília Marques, G1 DF

Monitor da violência - feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

Monitor da violência – feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

Até a manhã desta quarta-feira (4), 2,3 mil processos sobre casos de violência doméstica contra a mulher aguardavam o julgamento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A maioria deles, 99%, está na primeira instância da Corte, o que significa que ainda não houve a condenação dos acusados.

O levantamento é do próprio Poder Judiciário, que também divulgou a meta de dar andamento a, pelo menos, 50% dos casos até o fim de 2019. A quantidade de processos à espera de uma sentença se refere apenas aos autos registrados até 31 de dezembro do ano passado.

Já em relação às ações que envolve feminicídio – assassinatos de mulheres cometidos em razão de gênero – dos 70 processos em tramitação no 1º grau, 38 aguardam pelo julgamento.

Entenda os dados:

De um total de 5,9 mil processos contra agressores e homicidas de mulheres no Distrito Federal, 3,5 mil (59,5%) tiveram sentenças emitidas de janeiro a julho.

Apesar de 40% dos autos ainda estarem em tramitação, o Tribunal de Justiça afirma que “já atingiu o índice de 119,06% no tocante a esse objetivo [julgamento de casos]”.Processos sobre violência doméstica e feminicídio na Justiça do DFDados se referem aos autos iniciados até 31 de dezembro de 20185.9185.9182.3952.395Total de processosProcessos julgados02k4k6k8kFonte: TJDFT

Violência doméstica

Medidas protetivas tentam conter a violência quando a vítima tem vínculo com o agressor. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, entre janeiro e maio deste ano, foram 6.409 pedidos, número 8,4% maior que os 5.894 casos registrados no mesmo período do ano passado.

Em casos de violência doméstica, a Lei Maria da Penha prevê medidas restritivas como suspensão do porte de arma do agressor, proibição de que ele se aproxima da vítima, e até restrição de visitas a filhos do casal.

Caso se sinta ameaçada, a vítima pode pedir a medida protetiva à Justiça, que deverá decidir sobre a solicitação em até 48 horas.

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Vírus da zika pode causar complicações neurológicas em adultos, diz estudo da UFRJ

Por Cristina Boeckel, G1 Rio

Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado nesta quinta-feira (5) na Nature Communication – um dos principais veículos de divulgação científica do mundo – indica que o vírus da zika é capaz de infectar tecidos cerebrais adultos.

Antes, acreditava-se que a doença afetava somente as chamadas células progenitoras ou neurônios ainda imaturos, como ocorre no cérebro dos fetos. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O coordenador do estudo e professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, Sérgio Teixeira Ferreira, explicou que a principal contribuição da pesquisa foi revelar que o vírus não afetava apenas cérebros em desenvolvimento.

“Todos os estudos até então focaram em como o zika afetava os fetos quando as mães eram infectadas”, destacou o neurocientista.

A descoberta dos cientistas brasileiros esclarece casos de complicações neurológicas em adultos infectados durante o surto da doença, em 2015. Em algumas situações, o vírus gerava desde confusão mental até dificuldade motora.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores infectaram com o vírus amostras de tecidos de cérebros adultos operados no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o hospital universitário da UFRJ.

“Depois de um tempo incubado, verificamos que este tecido era infectado, principalmente os neurônios”, destacou a neurocientista Claudia Pinto Figueiredo, professora da Faculdade de Farmácia da UFRJ, também uma das responsáveis pela coordenação da pesquisa.

Aedes aegypti — Foto: Fiocruz/Divulgação

Aedes aegypti — Foto: Fiocruz/Divulgação

Danos

Figueiredo destaca que estudos prévios já haviam demonstrado a presença do vírus da zika no líquor – tecido que banha o sistema nervoso central de pacientes adultos na fase aguda da infecção.

Os estudos para a comprovação da infecção dos cérebros de adultos seguiram sendo realizados com camundongos adultos infectados pela zika.

“O vírus não causa uma má formação do cérebro, pois ele já está pronto. Não há uma degeneração, mas vimos que o vírus ataca os neurônios e causa alterações que levam a perdas de controle e de memória”, ressaltou o professor Sérgio Teixeira Ferreira.

Os dados também mostraram que os sintomas de problemas neurológicos permanecem mesmo após a infecção ter sido controlada.

“Estes prejuízos não foram só na fase aguda da infecção. Em 30 dias, quase não há vírus no cérebro, mas ainda há danos”, destacou a professora Claudia Pinto Figueiredo.

Medicamento para artrite

Outra descoberta do estudo é que um medicamento anti-inflamatório, hoje usado para o tratamento da artrite reumatoide, cujo nome genérico é infliximab, pode reduzir os prejuízos neurológicos causados pelo vírus.

“Esse estudo é importante para traçar políticas públicas para avaliar os efeitos da doença na população. Isso, a longo prazo, pode trazer benefícios para a população, além de diminuir os gastos”, explicou Figueiredo.

A pesquisa, que também tem como uma das coordenadoras a médica virologista Andrea DaPoian, professora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, começou no início de 2016. Todos os profissionais que fizeram parte do estudo são da universidade.

O estudo teve financiamento público, com a Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Cortes podem comprometer pesquisa

A professora Cláudia Figueiredo acredita que com os cortes em bolsas de pesquisa, o futuro do estudo pode ser comprometido.

“Quanto aos próximos passos da pesquisa, nosso grupo pretendia seguir avaliando os efeitos das arboviroses [doenças transmitidas por mosquitos] sobre o sistema nervoso de adultos, mas com o corte de bolsas dos pesquisadores e orçamento da CNPq previsto para 2020, isso será impossível. O que é uma pena, principalmente para a população que esta exposta a epidemia de Chikungunya atualmente – que também tem resultado em quadros neurológicos graves e dor crônica, e pode estar exposta em um futuro próximo a novos surtos de Zika”, destacou a pesquisadora.

Segundo ela, toda a população perde com os cortes, não somente os pesquisadores.

“É importante ressaltar que a formação da nova geração de mestres e doutores é um pilar fundamental para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação do Brasil, potencializando o crescimento econômico e social, diminuindo as assimetrias, e levando a melhores condições de vida da população brasileira”, explicou.

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