Engenheiros e médicos da USP se unem a empresa e desenvolvem ‘almofadas’ hospitalares para pacientes graves com Covid-19

400 coxins foram produzidos e doados para doentes internados na UTI do HC na capital. Objetivo é reduzir ferimentos nas peles e traumas ortopédicos nos doentes entubados.

Por Kleber Tomaz, G1 SP — São Paulo

Engenheiros e médicos da USP se unem à empresa e desenvolvem ‘almofadas’ hospitalares

Engenheiros e médicos da USP se unem à empresa e desenvolvem ‘almofadas’ hospitalares

Engenheiros e médicos da Universidade de São Paulo (USP) se uniram a uma empresa nacional para desenvolverem “almofadas” hospitalares anatômicas para pacientes graves com Covid-19, que precisam ser entubados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Há mais de um mês, os equipamentos vêm sendo testados em doentes com o vírus que estão em respiradores na UTI no Hospital das Clínicas (HC) da USP, no centro da capital. Os resultados dos testes serão encaminhados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que poderá autorizar a produção comercial do produto.

Inicialmente, 400 “almofadas”, conhecidas no meio médico como coxins, foram produzidas pela FOM, fabricante de encostos e pufes. Depois foram doadas pela empresa ao HC para ajudarem pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

O objetivo de se usar “almofadas” é reduzir o número de ferimentos e traumas ortopédicos.

Entubados

Modelos das almofadas hospitalares usadas em pacientes  — Foto: Divulgação/FOM

Modelos das almofadas hospitalares usadas em pacientes — Foto: Divulgação/FOM

Como têm de ficar entubados, de barriga para baixo, para melhorar a oxigenação dos pulmões, muitos desenvolvem escaras, as chamadas lesões devido ao atrito com a cama. E também sentem dores nos pescoços.

“Escaras sacrais também são um risco importante de pacientes internados em UTI e as almofadas poderão ser úteis nesses pacientes também”, disse ao G1 a médica Maria José Carmona, coordenadora de UTIs da USP.

A criação das almofadas que estão sendo testadas no HC faz parte da parceria público-privada do Projeto Prona. Ela surgiu devido à falta do produto similar no mercado nacional e à dificuldade de importação dele.

Participam do projeto a Faculdade de Medicina e a Escola Politécnica da USP e a FOM, empresa com sede em São Paulo.

Parceria

Almofadas hospitalares foram desenvolvidas na capital paulista para pacientes graves com Covid-19 — Foto: Divulgação/FOM

Almofadas hospitalares foram desenvolvidas na capital paulista para pacientes graves com Covid-19 — Foto: Divulgação/FOM

“As almofadas foram solicitadas e produzidas pela FOM em parceria com a Poli USP para serem usadas em pacientes que necessitam de pronação durante o tratamento da COVID-19”, explicou a médica Maria José.

A “pronação” é a posição de bruços. Essa técnica de deixar o paciente com a barriga para baixo durante a ventilação mecânica também vem sendo usada por hospitais de outros países como forma de tratamento contra o coronavírus.

“Os coxins desenvolvidos pela FOM foram pensados para melhorar a qualidade de internação dos pacientes em estado crítico, que necessitam ser entubados”, disse Suzana Carvalhaes, diretora de produto e marketing da FOM.

Segundo a empresa, as “almofadas” são feitas com microesferas de poliestireno expandido que se moldam ao corpo, dando o suporte necessário para que os pacientes fiquem em pronação, “aumentando suas chances de sobrevivência e evitando danos a pele, diminuindo assim o tempo de internação”.

Esse modelo de almofada tem espaço para o paciente colocar a cabeça e ombros em qualquer posição — Foto: Divulgação/FOM

Esse modelo de almofada tem espaço para o paciente colocar a cabeça e ombros em qualquer posição — Foto: Divulgação/FOM

O uso de “almofadas” em hospitais não é novo. Elas já eram usadas em operações de coluna, por exemplo. A novidade agora está no uso dele exclusivamente para doentes por Covid-19.

“Somos uma empresa de conforto e bem-estar, no entanto nunca atuamos na área hospitalar. Foi um desafio desenvolver, em parceria com médicos e engenheiros e de forma tão rápida, produtos que nasceram do zero”, falou Suzana.

Foram desenvolvidos 100 kits, cada um com quatro peças de “almofadas”. Eles dão suporte para o tórax, os pés, a lombar e a cabeça, permitindo que o paciente fique com o pescoço reto ou para os lados, mesmo quando entubado.

Doação

Essa almofada apoia a coluna do paciente — Foto: Divulgação/FOM

Essa almofada apoia a coluna do paciente — Foto: Divulgação/FOM

A FOM produziu os kits por cerca de R$ 20 mil e doou ao HC. “O investimento foi de aproximadamente R$ 200 por kit”, disse Guel Lafer Rabinovitch, diretor da empresa.

Os resultados dos testes das ‘almofadas’ com pacientes serão levados futuramente para a Anvisa. “Estão em uso, por necessidade. A avaliação para a Anvisa será iniciada em breve”, disse a médica Maria José.

“Quando aprovados, pretendemos escalar a solução para toda rede privada e pública do pais”, falou Guel Rabinovitch.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

MP recorre ao STF contra decisão a favor de Flávio Bolsonaro para trocar juiz do caso das ‘rachadinhas’

Na última quinta-feira, desembargadores do TJRJ reconheceram foro privilegiado do senador, tiraram o caso de juiz da 1ª instância e passaram para a 2ª instância. Ministério Público alega que houve descumprimento de decisões anteriores do STF.

Por Marcelo Gomes, GloboNews e G1 Rio

MP-RJ pede ao STF que a investigação de Flávio Bolsonaro retorne à 1ª instância

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) disse nesta segunda-feira (29) que entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a decisão que reconheceu foro privilegiado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e, assim, tirou o caso das “rachadinhas” do juiz de primeira instância do Tribunal de Justiça do RJ (TJRJ) e levou para segunda.

De acordo com o documento encaminhado ao presidente do STF, ministro Dias Toffoli, a decisão da 3ª Câmara Criminal do TJRJ (veja como foi a votação) descumpriu decisões anteriores do STF, “usurpando, assim, a competência da Suprema Corte para definir os limites do foro por prerrogativa de função de senadores da república”.

Os promotores querem anular a decisão que levou o caso para ser analisado pelo Órgão Especial do TJ e, assim, manter o caso com o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal.

Os investigadores do caso se apoiam em jurisprudência criada em tribunais superiores de que o foro encerra quando o mandato termina, assim o caso poderia permanecer com o juiz Itabaiana.

A defesa de Flávio Bolsonaro considera que o Órgão Especial do TJ, formado pelos desembargadores mais antigos do tribunal, é o competente para julgar o caso já que o senador era deputado estadual no período em que teriam ocorrido os fatos.

Em nota, a defesa disse nesta segunda que a decisão foi “técnica e imparcial”.

“A Justiça apenas fez cumprir um direito que havia sido negado ao parlamentar. Com a mudança de foro, ele não obteve qualquer tipo de privilégio. Ao invés de ser avaliado por um único juiz, ele será analisado por 25. Neste caso, qualquer possível reclamação do Ministério Público é descabida. A expectativa da defesa é de que a demanda seja estancada liminarmente. Somente as decisões com efeito erga omnes proferidas pelo Plenário ou em casos de controle concentrado de constitucionalidade possuem a força pretendida pelo MP”, diz a nota.

‘Rachadinhas’

O inquérito apura um suposto esquema no gabinete de Flávio Bolsonaro quando o hoje senador era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Segundo o MP, uma organização criminosa praticava “rachadinhas”, quando funcionários contratados pelo gabinete devolvem dos salários para o parlamentar.

Essa foi a investigação que levou à Operação Anjo, na qual foi preso Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro. A mulher dele, Márcia, também teve a prisão decretada, mas está foragida.

Apesar da mudança de foro, os desembargadores decidiram pela validade das decisões de Itabaiana, e a defesa dos investigados entrou com um recurso para que o Órgão Especial anule toda a investigação – o que, na prática, poderia tirar Queiroz da cadeia.

Nesta segunda-feira, está previsto um depoimento de Queiroz à Polícia Federal. O ex-policial militar, que está preso em Bangu, na Zona Oeste do Rio, será interrogado por videoconferência sobre o suposto vazamento da Operação Furna da Onça.

Defesa tenta afastar juiz em outro caso

A defesa de Flávio Bolsonaro entrou também com um pedido na Justiça para afastar o juiz Flávio Itabaiana da condução de um processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro. Além da 27ª Vara Criminal do TJRJ, Itabaiana atua na 204ª Zona Eleitoral do TRE.

As investigações na Justiça eleitoral contra o senador apuram declaração de bens do parlamentar referente à compra de imóveis na Zona Sul do Rio.

A Polícia Federal investigou e concluiu o caso sem verificar qualquer problema. Após análise, o Ministério Público Federal verificou haver “fortes indícios de lavagem de dinheiro”. Esse parecer foi usado apenas pelo MPF para decidir se a competência para investigar o caso é do órgão ou do MP estadual.

O advogado Rodrigo Roca diz no pedido ser amigo do magistrado e que já foi seu defensor. No documento recorda ainda que o juiz, que é o mesmo das investigações do caso das chamadas “rachadinhas”, deu entrevista chateado por “perder” o caso para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

Flávio Itabaiana nega as informações. Diz não se considerar “amigo pessoal” de Rodrigo Roca: “A última vez que tivemos relacionamento social foi em 2014”.

Entenda a suspeita de 'rachadinha' na Alerj envolvendo Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual no Rio de Janeiro e o ex-assessor Fabrício Queiroz  — Foto: Rodrigo Sanches e Juliane Souza/G1

Entenda a suspeita de ‘rachadinha’ na Alerj envolvendo Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual no Rio de Janeiro e o ex-assessor Fabrício Queiroz — Foto: Rodrigo Sanches e Juliane Souza/G1

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Médica goiana que coordenou pesquisa sobre o zika vírus é homenageada pela Turma da Mônica

Celina Turchi foi a responsável por formar uma rede de profissionais que conseguiu identificar, em três meses, a associação do vírus com a microcefalia.

Por Millena Barbosa, TV Anhanguera

Médica goiana que coordenou pesquisa sobre o zika vírus é homenageada pela Turma da Mônica — Foto: Maurício de Sousa/ Divulgação

Médica goiana que coordenou pesquisa sobre o zika vírus é homenageada pela Turma da Mônica — Foto: Maurício de Sousa/ Divulgação

A médica goiana Celina Turchi, de 68 anos, foi homenageada pela Turma da Mônica por sua atuação na pesquisa que identificou a ligação entre o zika vírus e a microcefalia, uma malformação neurológica em que o cérebro não se desenvolve da forma adequada.

A epidemiologista teve sua biografia publicada na página do projeto “Donas da Rua da História”, que busca resgatar a trajetória de mulheres que marcaram a humanidade com suas ações. A médica também ganhou um desenho na página de Maurício de Sousa em uma rede social, representada pela personagem Denise.

Celina foi a responsável por formar o Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia, com cerca de 30 profissionais de diversas especialidades e instituições. Os pesquisadores conseguiram identificar como o zika e a microcefalia estavam associados em um período de três meses – em janeiro de 2016 os estudos começaram e em abril já havia fortes indícios da relação.

Celina Turchi obteve reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) pela rapidez nas pesquisas, foi escolhida pela revista científica “Nature” como um das dez cientistas mais importantes do mundo em 2016 e selecionada pela revista “Time” como uma das 100 pessoas mais influentes em 2017.

Nascida em Goiânia, Celina Maria Turchi Martelli é graduada em medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em epidemiologia pela London School of Hygiene e Tropical Medicine, no Reino Unido. Celina também é doutora em saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP).

Atualmente, ela é pesquisadora no Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco (Fiocruz/PE), e coordenadora do Grupo de Pesquisa de Epidemia em Microcefalia, com projetos na área de infecção pelo zika vírus desde 2015.

Médica goiana que coordenou pesquisa sobre o zika vírus é homenageada pela Turma da Mônica — Foto: UFG/Divulgação

Médica goiana que coordenou pesquisa sobre o zika vírus é homenageada pela Turma da Mônica — Foto: UFG/Divulgação

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Jovem diagnosticado com Covid-19 morre em apartamento após passar mal enquanto aguardava ambulância em Cuiabá

PM foi chamada por vizinhos e Samu demorou 50 minutos para atender o rapaz. Mãe ainda pediu para que hospital particular buscasse o filho.

Por Flávio Coelho, TV Centro América

Jovem de 23 anos diagnosticado com coronavírus (Covid-19) morreu nesse domingo (28) depois que passou mal em um apartamento no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá — Foto: Arquivo pessoal

Jovem de 23 anos diagnosticado com coronavírus (Covid-19) morreu nesse domingo (28) depois que passou mal em um apartamento no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá — Foto: Arquivo pessoal

Um jovem de 23 anos diagnosticado com coronavírus (Covid-19) morreu nesse domingo (28) depois que passou mal em um apartamento no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O jovem veio de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, para visitar a mãe.

Ele passou mal na semana passada e foi atendido em um hospital particular. O rapaz chegou a ficar internado, mas foi liberado recentemente.

Na manhã de domingo ele passou mal novamente. Os vizinhos ouviram o grito da mãe e chamaram a polícia acreditando que era um caso de violência doméstica.

Quando os policiais chegaram, verificaram que o jovem estava desmaiado

Por não poderem atender sendo um caso de Covid-19, a PM chamou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

No entanto, a ambulância chegou depois de 50 minutos. O rapaz não resistiu e morreu.

A mãe ainda foi até um hospital particular e pediu para que buscassem o filho, porém, a unidade afirmou que não poderia e que alguém teria que trazer o rapaz até o hospital.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ainda não se posicionou sobre a demora no atendimento pelo Samu.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 29 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País tem 1.345.470 casos confirmados de Covid-19 e 57.659 mortes. O mundo já tem mais de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos. O Brasil responde por 11% das mortes totais no planeta.

Por G1

Brasil tem 57,6 mil mortes e 1,3 milhão de casos de Covid, diz consórcio

O Brasil tem 57.659 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (29), mostra um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou no domingo (28), às 20h, o 21° balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta segunda-feira (29):

  • 57.659 mortes
  • 1.345.470 casos confirmados

(No domingo, 28, às 20h, o balanço indicou: 57.658 mortes, 555 nas últimas 24 horas; e 1.345.254 casos confirmados. Neste balanço, o Nordeste aparece com 44% do total de mortes registradas nas últimas 24 horas, seguido pelo Sudeste, com 32%).

De acordo com um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins, o mundo já tem mais de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos. O Brasil responde por 11% das mortes totais no planeta.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Neste domingo (28), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 552 novos óbitos e 30.476 novos casos, somando 57.622 mortes e 1.344.143 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Ministério da Agricultura suspende exportação de frigorífico da JBS à China

É o segundo frigorífico brasileiro a ter a cobiçada licença retirada por causa de casos da Covid-19 entre trabalhadores.

Por Valor Online

Unidade da JBS em Passo Fundo — Foto: Reprodução/RBS TV

Unidade da JBS em Passo Fundo — Foto: Reprodução/RBS TV

O Ministério da Agricultura suspendeu nesse fim de semana a autorização para que a carne de frango produzida no abatedouro da JBS em Passo Fundo (RS) seja exportada à China.

Trata-se do segundo frigorífico brasileiro a ter a cobiçada licença retirada por causa de casos da Covid-19 entre trabalhadores. No início da última semana, o abatedouro de bovinos do mato-grossense Agra também foi suspenso.

Conforme o Valor apurou, a expectativa no setor é que mais abatedouros tenham a exportação à China suspensa pelo ministério nos próximos dias. No caso da JBS de Passo Fundo, a decisão da Pasta já consta no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).

Em comum, os abatedouros suspensos tem a incidência de casos da Covid-19 entre funcionários. Com as suspensões voluntárias, o Ministério da Agricultura tenta responder às medidas de maior controle adotadas pela China nas últimas semanas para evitar uma segunda onda de covid-19.

Embora não existam evidências de que os alimentos transmitam o vírus, Pequim pediu que os diferentes governos suspendam a exportação “de produtos alimentícios cujos estabelecimentos produtores tenham identificado funcionários infectados com a covid-19, em situação que crie risco de contaminação dos alimentos”, conforme mensagem enviada pelo embaixador do Brasil na China, Paulo Estivallet de Mesquita, e transmitida aos exportadores do Brasil pelo Itamaraty.

Procurada pelo Valor, a JBS não respondeu até a publicação desta reportagem.

No momento, a companhia não pode produzir no abatedouro de Passo Fundo porque uma decisão desta semana do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) interditou a unidade até que o grupo comprove a adoção das medidas de proteção determinadas pelos auditores do trabalho.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Concessões de crédito somam R$ 1,1 tri de março até 19 de junho, diz Febraban

Indivíduos e pequenas empresas representam R$ 44,5 bilhões (em parcelas suspensas) desse total.

Por Valor Online

As concessões de crédito entre o início de março e 19 de junho somam R$ 1,116 trilhão, colocando na conta contratações de novas operações, renovações de contratos e suspensão de parcelas, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Foram renegociados 11,3 milhões de contratos com pagamentos em dia, representando R$ 666,4 bilhões em saldo e R$ 80,9 bilhões em parcelas suspensas. As prorrogações de prestações de pessoas físicas e jurídicas contemplam períodos que vão de 60 a 180 dias, dependendo do banco e da modalidade, e começaram a ser oferecidas pelas instituições financeiras em 16 de março.

Indivíduos e pequenas empresas representam R$ 44,5 bilhões (em parcelas suspensas) desse total, segundo a Febraban. As suspensões, argumentam os bancos representam alívio de caixa imediato para os tomadores.

Os dados também apontam aumento que as concessões de crédito com recursos livres a pessoas jurídicas subiram de 43,4% na média diária por dia útil no intervalo que vai de 16 de março a 19 de junho deste ano quando comparadas com os meses de março a junho de 2019, totalizando R$ 9,503 bilhões. A Febraban atribuiu a alta à forte demanda das empresas por recursos bancários no início da crise para fazer caixa, ao mesmo tempo em que o mercado de capitais e as linhas externas secaram.

Não foram abertos os dados de concessões a pessoas físicas, mas a entidade disse que se nota uma esperada retração da demanda.

“As ações do setor bancário têm se traduzido em medidas concretas de alívio financeiro para ajudar o país a enfrentar este momento dificílimo e a fazer a travessia. Vamos continuar agindo para retomarmos mais à frente a trajetória de crescimento. Fizemos concessões robustas de mais de R$ 1,1 trilhão em crédito, incluindo recursos novos, renovações e postergação de parcelas e, ainda, conseguimos fazer isso com taxas de juros e spreads menores do que os que tínhamos antes do início da crise”, afirmou, em nota ao Valor, o presidente da Febraban, Isaac Sidney Ferreira.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Bovespa começa a semana no azul com exterior favorável

Ibovespa encerra a semana em baixa 2,24%, a 93.834 pontos.

Por G1

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (29), acompanhando o viés mais favorável no exterior, após ter acumulado perdas na semana passada.

Às 10h42, o Ibovespa subia 0,39%, a 94.200 pontos. Veja mais cotações.

Já o dólar é negociado em queda, mas segue acima de R$ 5,40.

Na sexta-feira, a Bolsa fechou em queda de 2,24%, a 93.834 pontos, acumulando perda de 2,83% na semana. Na parcial do mês, o Ibovespa passou a acumular alta de 7,36%, mas no ano ainda registra queda de 18,86%.

Cenário local e externo

A alta nesta segunda vem após uma semana negativa na bolsa brasileira, marcada por preocupações com o risco de uma nova onda de casos de Covid-19 em meio à reabertura das economias.

Na visão da equipe da Guide Investimentos, contudo, o recente salto no número de infectados pelo Covid-19 ao redor do mundo mantém investidores em estado de alerta.

Dados divulgados nesta segunda-feira mostraram que a recuperação da confiança econômica na zona do euro se intensificou em junho após retomada modesta em maio, com melhora em todos os setores. A confiança geral subiu a 75,7 pontos em junho de 67,5 em maio, ainda aquém das expectativas do mercado de 80,0 e bem abaixo da média de 100 desde 2000.

Na cena doméstica, os economistas do mercado financeiro voltaram a piorar as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. A projeção passou de uma retração de 6,50% para 6,54%, segundo o boletim “Focus” do Banco Central. Os analistas também passaram a prever um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 2,25% ao ano. A nova estimativa é de que a taxa encerre o ano em 2%.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Coronavírus: Ibaneis declara estado de calamidade pública no DF devido à pandemia

Com medida, governo não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e poderá receber repasses da União. Situação se estende a áreas além da saúde.

Por Marília Marques, G1 DF

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus. Até a manhã desta segunda-feira (29), a capital contabilizava 548 mortes por Covid-19 e 44,9 mil infecções.

Com o decreto, o governo local não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nem as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2020. Além disso, o DF poderá receber repasses da União.

“Fica declarado estado de calamidade pública no âmbito do Distrito Federal, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2”, diz trecho da publicação.

A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.

Em fevereiro, o governador havia declarado o estado de emergência na capital, por 180 dias, mas a medida se aplicava apenas à área de saúde. Agora, o decreto se estende a outros setores.

Coronavírus no DF

Neste domingo (28), a Secretaria de Saúde confirmou mais 11 mortes pelo novo coronavírus. Assim, o total de óbitos desde o início da pandemia na capital chega a 548. Ceilândia é a região com o maior número de casos e vítimas.

Segundo o governo do DF, 51,6% dos infectados na capital são mulheres, com idade entre 30 e 39 anos.

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal  — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

O aumento dos casos também tem causado impacto nos hospitais. Ainda no domingo (28), as unidades particulares atingiram 90,4% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para paciente com Covid-19. O índice é o mais alto desde o início da pandemia na capital.

Dados divulgados pelo portal Sala de Situação, da Secretaria de Saúde, apontam que apenas 21 das 219 vagas da rede privada estavam disponíveis até a última atualização desta reportagem. Do total, 191 estavam disponíveis e sete, bloqueadas.

Flexibilizações

Mesmo com o crescimento das infecções, o GDF tem autorizado uma série de flexibilizações desde o comércio a espaços de lazer. Na sexta (26), Ibaneis permitiu a reabertura de clubes recreativos e o retorno dos treinos de times de futebol profissionais.

Na última semana, a Justiça Federal suspendeu a decisão liminar que impedia a reabertura de novas atividades não essenciais no DF em meio à pandemia. O magistrado atendeu a um pedido feito pelo governador.

A decisão ocorreu no dia em que o DF registrou um recorde de infectados pelo coronavírus em 24 horas. Foram 2.455 novos casos entre quinta (25) e sexta.

Perda de R$ 1 bi

Em abril, o governador enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um pedido de declaração do estado de calamidade no Distrito Federal, por conta do impacto econômico causado pela crise da Covid-19. À época, a situação foi aprovada por 23 votos, em turno único.

Neste ano, o GDF prevê redução de R$ 1 bilhão na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e de R$ 183,7 milhões no Imposto sobre Serviços (ISS).

Estado de calamidade

O estado de calamidade é reconhecido em lei e previsto para estados e municípios. Em abril, Ibaneis também decretou outra alerta para o DF, dessa vez de “estado de emergência ambiental” para prevenir e minimizar os efeitos dos incêndios florestais durante o período de seca.

A medida vale até novembro deste ano. Com a situação de emergência, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos públicos podem fazer compras emergenciais, sem licitação, para combater queimadas. Entenda a diferença:

  • Desastre: o decreto define o termo como o “resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais”.
  • Situação de emergência: o termo é definido como uma “situação anormal, provocada por desastres” e que comprometa parcialmente a capacidade de resposta do poder público local. O caso pode requerer ajuda financeira ou reforço policial, deslocado de regiões vizinhas sob o comando da União.
  • Estado de calamidade pública: mais grave que a situação de emergência, pode ser decretado quando o desastre é grande o suficiente para comprometer totalmente a capacidade de resposta do poder público local. Nestes casos, a União pode definir a intervenção da Força Nacional para auxiliar no controle de danos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Maior raio do mundo é registrado no Brasil, com 709 km de extensão, diz Organização Meteorológica Mundial

Raio cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; além deste recorde, organização também anunciou o registro do raio mais longo, em segundos, na Argentina.

Por G1

Imagem de satélite mostra o maior raio do mundo, em extensão: ele cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018, percorrendo uma distância de 709 km. — Foto: Divulgação/OMM

Imagem de satélite mostra o maior raio do mundo, em extensão: ele cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018, percorrendo uma distância de 709 km. — Foto: Divulgação/OMM

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou nesta sexta-feira (26) o registro de dois recordes de raios: o mais extenso em distância percorrida, e o mais longo em segundos. São os “megaflashes”.

  • O recorde de raio mais extenso é do Brasil: Ele percorreu 709 km em uma linha horizontal, cortando o Sul do Brasil, em 31 de outubro de 2018. É mais que o dobro do recorde anterior, registrado em Oklahoma (EUA), com 321 km.
  • O recorde de raio com duração mais longa é da Argentina: Ele durou 16,73 segundos a partir de um flash que começou no norte da Argentina, em 4 de março de 2019. Ele também é mais que o dobro do recorde anterior, de 7,74 segundos registrado em Provence-Alpes-Côte d’Azur, França em 30 de agosto de 2012.
Infográfico da OMM mostra a distância percorrida pelo maior raio do mundo, que cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; registro de raio com brilho mais longo foi na Argentina, em março de 2019: durou 16,730 segundos — Foto: Divulgação/OMM

Infográfico da OMM mostra a distância percorrida pelo maior raio do mundo, que cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; registro de raio com brilho mais longo foi na Argentina, em março de 2019: durou 16,730 segundos — Foto: Divulgação/OMM

O novo recorde foi estabelecido devido a uma nova tecnologia de imagens por satélite. Mas, segundo a OMM, tanto o registro anterior quanto o novo usaram a mesma metodologia para medir a extensão do flash.

As descobertas foram publicadas pelas Cartas de Pesquisa Geofísica da American Geophysical Union, antevéspera do Dia Internacional da Segurança contra Raios, em 28 de junho.

“Esses são registros extraordinários de eventos únicos de relâmpagos. Eventos climáticos extremos são medidas vivas do que a natureza é capaz, bem como o progresso científico em poder fazer essas avaliações. É provável que ainda haja extremos ainda maiores e que possamos observá-los na medida que a tecnologia de detecção de raios melhorar ”, disse o professor Randall Cerveny, relator-chefe de extremos climáticos da OMM.

“Isso fornecerá informações valiosas para o estabelecimento de limites à escala de raios – incluindo megaflashes – para questões de engenharia, segurança e científicas”, disse ele.

Os raios representam um grande risco à vida de muitas pessoas, todos os anos. As descobertas destacam importantes preocupações de segurança pública contra raios para nuvens eletrificadas, onde os flashes podem percorrer distâncias extremamente grandes.

Raios no Brasil

De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil. Entre 2000 e 2019, 2,1 mil pessoas morreram devido à incidência de raios –a cada 50 mortes por raio no mundo, 1 é registrada no Brasil. O estado com mais mortes por raios, de 2000 a 2019, foi São Paulo, com 327 óbitos.

Veja abaixo os números:

  • 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil
  • A cada 50 mortes por raio no mundo, 1 é no Brasil
  • De 2000 a 2019, 2.194 pessoas morreram no Brasil, por incidência de raios
  • O estado que mais registrou mortes por raios no período foi SP (327), seguido por MG (175) e PA (162)
  • 26% das mortes ocorreram na área rural; 21% em casa; 9% próximo à água; 9% debaixo de árvores; 8% em áreas cobertas; 7% em áreas descampadas; entre outros.

Segundo o Elat, a incidência de raios diminuiu 20% na cidade de São Paulo no período inicial da quarentena. Segundo o cientista Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, o motivo foi a queda na emissão de poluentes atmosféricos, com a redução de veículos nas ruas.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.