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Operação contra quadrilha de roubos de carga tem 10 suspeitos presos no RJ

Força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil cumpre 12 mandados de prisão preventiva no estado. Roubos deram um prejuízo de R$ 2 milhões, segundo investigação.

Por Fernanda Rouvenat, Bom Dia Rio

O Ministério Público do Rio e a Polícia Civil fazem uma operação contra uma quadrilha de roubos de carga no RJ na manhã desta sexta-feira (11). Até as 7h35, eram dez presos na Operação Lacto, sendo que três pessoas já estavam detidas por outros crimes.

Os roubos deram um prejuízo de R$ 2 milhões. Segundo a polícia, as cargas mais visadas eram de carnes e laticínios, embora outros tipos de cargas, como medicamentos, também tenham sido roubadas.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva, 20 de busca e apreensão e 3 medidas cautelares diversas da prisão. Dezesseis pessoas foram denunciadas.

Segundo o delegado João Valentim, titular da 106ª DP e que está à frente das investigações, são vários núcleos de atuação.

“De março a final de agosto, essa organização criminosa praticou no mínimo 15 roubos comprovadamente, causando um prejuízo de R$ 2 milhões. Essa quadrilha é dividida em vários núcleos que fornecem os veículos para a prática dos delitos, os homens que roubam a carga diretamente, bem como os receptadores”, explica o delegado.

A organização criminosa tinha quatro estruturas:

  • um setor responsável por executar os roubos
  • outro por fornecer os veículos para os crimes
  • um responsável por dar destinação aos caminhões
  • outro pela guarda e destinação da carga roubada

Os mandados são cumpridos na Região Serrana e na Baixada Fluminense — duas prisões foram feitas em Belford Roxo, duas em Duque de Caxias e uma em Magé. Ainda não há informações sobre duas prisões. Outros três presos já estavam detidos por outros crimes.

O delegado informou ainda que os receptadores das cargas também são alvos da polícia.

“Entre os alvos, nós encontramos inclusive grande quantidade de carne. Então, serão trazidos os presos para a Cidade da Polícia. É importante consignar que a ação de hoje da Polícia Civil é uma resposta ao plano de ação que foi firmado com órgãos de segurança pública na semana anterior”.

A investigação teve início a partir de um roubo de carga no dia 18 de março na BR-040, no trevo de acesso a Itaipava. O grupo rendeu o motorista que levava uma carga de leite avaliada em R$ 18 mil. O veículo, avaliado em R$ 80 mil, também foi roubado.

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Criança sobrevive após vidro de sacada quebrar e ela despencar 3,5 metros em SP

Acidente ocorreu em Praia Grande, litoral paulista. Vítima tem 3 anos e está internada em UTI após ocorrido.

Por G1 Santos

Vidraça quebrou após criança encostar nela e menina sofreu queda de 3,5 metros de altura  — Foto: Arquivo Pessoal

Vidraça quebrou após criança encostar nela e menina sofreu queda de 3,5 metros de altura — Foto: Arquivo Pessoal

Uma menina de 3 anos sobreviveu após cair da sacada de uma residência em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ela estava em casa com a família, quando encostou no vidro e a estrutura quebrou. Segundo a Polícia Civil, a queda foi de uma altura de 3,5 metros.

Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (11), a mãe da criança, que prefere não se identificar, relatou que a menina foi sentar no chão enquanto tomava um suco em um copinho, quando encostou no vidro. Nesse momento, a vidraça quebrou e ela caiu da sacada. O acidente ocorreu por volta das 20h de quarta-feira (9).

A menina foi socorrida ao Hospital Irmã Dulce. De acordo com a mãe, o médico informou que a vítima sofreu traumatismo craniano moderado, fratura extensa e levou pontos nas mãos, pés, rosto e cabeça. Ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O boletim de ocorrência foi registrado nesta quinta-feira (10), e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. Segundo a polícia, já foi realizada uma primeira perícia no local.

Nas redes sociais, a mãe afirmou que o momento é de muita dor, e agradeceu as mensagens de apoio que recebeu de amigos e familiares. Ela relatou que a família está muito abalada com o ocorrido, e torcendo pela recuperação da criança.

Vidro quebrou e criança caiu de sacada, conforme relatou a mãe ao G1 — Foto: Arquivo Pessoal

Vidro quebrou e criança caiu de sacada, conforme relatou a mãe ao G1 — Foto: Arquivo Pessoal

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Corpo de grávida que estava desaparecida é encontrado em Deodoro; família fez reconhecimento

Corpo em avançado estado de decomposição foi achado na linha do trem. Polícia Civil acredita que Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, foi morta pelo tráfico.

Por Henrique Coelho, Elza Gimenez e Lívia Torres, G1 Rio e TV Globo

O corpo da grávida Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (10) na linha do trem em Deodoro, na Zona Oeste do Rio. Segundo moradores, a vítima foi achada na linha por onde passa o ramal de Santa Cruz.

No local, os familiares fizeram o reconhecimento e confirmaram que se trata da jovem que estava grávida de oito meses e desapareceu há uma semana, depois de sair da casa onde mora, no mesmo bairro. O bebê morreu dentro da barriga da mãe.

No início da tarde, o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por identificação formal, já que está em avançado estado de decomposição.

Envolvimento do tráfico

A Polícia Civil acredita que Thaysa foi morta pelo tráfico da Favela do Triângulo, em Deodoro, na madrugada de sexta-feira (4). Segundo depoimentos na Delegacia de Descoberta de Paradeiros, Thaysa saiu de casa às 22h, foi até a favela para buscar uma bolsa de maternidade.

A polícia sabe que ela ficou até 1h de sábado (5), e que possivelmente pode ter sido alvo de uma emboscada de traficantes.

“O que a gente precisa saber é por que o tráfico a matou”, disse a delegada Elen Souto, titular da delegacia.

Entre as possíveis motivações para o crime, a polícia investiga ameaças recebidas por Thaysa pela namorada de um traficante. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a relação do pai do filho da vítima com uma pessoa da comunidade.

A Secretaria de Estado de Vitimados (Sevit) disse que conversou com a família de Thaysa e ofereceu atendimento psicológico e social.

Buscas por grávida de 8 meses

Uma amiga que divide o apartamento com Thaysa prestou depoimento nesta quarta-feira (9) na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), que investiga o caso.

Antes de prestar depoimento, a amiga contou que não havia percebido nada estranho no comportamento de Thaysa e que não sabia se ela sofria ameaças.

O chá de bebê de Thaysa estava marcado para a semana passada. A polícia encontrou roupas de bebê na casa dela e os convites para o evento, que não aconteceu.

A família chegou a procurar pela jovem no Instituo Médico Legal e em hospitais. “Muito triste, a gente não ter informações, a gente não saber como ela tá, a gente não saber o que aconteceu… São muitos porquês, são muitas perguntas, mas que se resumem numa única questão: onde está minha sobrinha? A gente precisa de uma resposta”, chegou a pedir a tia da jovem.

Thaysa deixa um menino de 5 anos e uma menina de 7 anos, que moram com a avó paterna.

 Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, estava grávida de 8 meses — Foto: Reprodução

Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, estava grávida de 8 meses — Foto: Reprodução

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Após registros de vídeo e pegadas, especialistas suspeitam de duas onças circulando, em Cascavel

Especialistas registraram a pegada de um possível felino na região da Estrada Chaparral; égua pode ter sido morta por animal de grande porte no Bairro 14 de Novembro.

Por RPC Cascavel — Foz do Iguaçu

Onças parda e pintada podem estar circulando pela região urbana de Cascavel

Duas onças podem estar circulando na área rural e urbana, em Cascavel, no oeste do Paraná, segundo veterinários e técnicos do zoológico do município. A suspeita ocorreu após um vídeo e marcas de pegadas serem registradas, nesta semana, em locais diferentes.

Uma câmera de monitoramento flagrou um animal em uma fazenda, na Estrada Chaparraral. Segundo os veterinários, a imagem mostra uma onça-parda. Veja o vídeo acima.

O segundo caso, apontado pelos especialistas, seria de uma onça-pintada, que raramente aparece cidade. A suspeita ocorreu após uma égua ser atacada, na quarta-feira (9), no Bairro 14 de Novembro, em uma área de mata, mas que fica bem próxima de residências.

“Para um animal tentar um ataque desse, se a gente fosse pensar em um felino da nossa fauna, seria uma onça-pintada”, disse o veterinário Rodrigo Neca Ribeiro.

Égua foi encontrada morta com sinais de mordidas de onça-pintada, segundo os especialistas — Foto: RPC/Reprodução

Égua foi encontrada morta com sinais de mordidas de onça-pintada, segundo os especialistas — Foto: RPC/Reprodução

A égua Estrela era de um adolescente, de 14 anos, que a deixava amarrada na região. Ao ver o animal morto com sinais de ataque, a família acionou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Os técnicos disseram que se surpreenderam com os ferimentos da égua e encontraram algumas pegadas, possivelmente, de uma onça-pintada.

“Eles averiguaram aqueles cortes, para ver o que era, e viram que era tipo de unha, dente. Eles acharam as marcas das patas, que sugerem que existe essa onça ali. A gente fica assustado. Imagina? À noite nem pensar mais em ir para fora. Deve estar aí por perto, aqui é pertinho, imagina onde ela estava, então a gente fica com medo!”, disse a mãe do dono da égua, Marina Cândido.

De acordo com os veterinários do Zoológico de Cascavel, as características dos ferimentos do animal não são compatíveis com os ataques de nenhum outro felino.

Especialistas registraram pegadas, que podem ser de uma onça-pintada — Foto: Prefeitura de Cascavel/Divulgação

Especialistas registraram pegadas, que podem ser de uma onça-pintada — Foto: Prefeitura de Cascavel/Divulgação

Por que onças?

De acordo com o veterinário Rodrigo Neca Ribeiro, as marcas do ataque na égua são muito característicos de onças. Ele explicou que nem mesmo tigres ou leões atacam as presas como aconteceu.

O veterinário destacou que próximo do local onde a égua estava, existe um corredor de biodiversidade, com uma grande área verde. O espaço dá ligação direta com o Parque Nacional do Iguaçu, que pode ter sido de onde a onça surgiu.

Segundo a equipe de especialistas, serão instaladas armadilhas fotográficas na região onde as possíveis onças foram vistas. A intenção é que elas sejam encontradas.

Em agosto, pelo menos quatro onças foram vistas em três cidades do Paraná. Segundo o IAT, não há uma única explicação para a presença desses animais perto da cidade. O instituto emitiu um alerta para os moradores.

Conforme o biólogo do IAT Mauro Britto Biólogo, é preciso ter cuidado ao ver um animal silvestre como as onças.

“Quando perceber que o animal está acuado em uma árvore ou embaixo da casa, você deve se trancar e ligar para um órgão oficial, e fazer contato com os vizinhos para avisá-los que tem um animal, que não é perigoso para o ser humano, mas que as pessoas tem que tomar cuidado com a proximidade dele, principalmente, as crianças.”

O IAT alertou ainda que esse tipo de aparição será cada vez mais comum, pois as cidades não vão pararam de crescer.

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Três pessoas morrem após serem atingidas por raio na zona rural de Oriximiná, no PA

Um grupo de cerca de 15 pessoas participava de uma reunião do projeto Pé de Pincha, quando o temporal começou.

Por Sílvia Vieira, G1 Santarém — PA

Érlison Vieira, professora Ana Maria Pinto e a jovem Josélia Evangelista morreram após serem atingidos por raio em Oriximiná — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Érlison Vieira, professora Ana Maria Pinto e a jovem Josélia Evangelista morreram após serem atingidos por raio em Oriximiná — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Três pessoas morreram (duas mulheres e um jovem) no início da noite desta quarta-feira (9), após terem sido atingidas por raio na comunidade Salgado III, na zona rural do município de Oriximiná no oeste do Pará. Uma das vítimas segurava o filho no colo quando houve a descarga elétrica. A criança passou por exames no Hospital Municipal e já teve alta.

Um temporal atingiu a região por volta das 16h. Cerca de 15 pessoas estavam juntas perto da margem do rio. Pouco tempo depois, Josélia Evangelista Pantoja (mãe da criança), Érlison Vieira e a professora Ana Maria Pinto da Silva foram atingidos pelo raio.

As pessoas participam de uma reunião do projeto Pé de Pincha que atua na preservação de quelônios na Amazônia. Por meio do projeto, que conta com a participação direta das populações de 20 comunidades das cidades de Oriximiná e Terra Santa, filhotes de tartarugas, tracajás e pitiús são inseridos anualmente na natureza.

O chefe da Brigada de Incêndio de Oriximiná, Jelson Araújo, disse que por volta das 17h30 recebeu um chamado via rádio da comunidade Salgado, na região de rios, para atender as vítimas de descarga elétrica.

“Imediatamente nos deslocamos para o Salgado e no caminho encontramos uma lancha que já estava trazendo as vítimas para a cidade. Nós transferimos as vítimas para a lancha do Samu, onde iniciamos os procedimentos de reanimação. Viemos tentando até no Hospital Municipal, mas infelizmente duas mulheres e um homem não resistiram”, relatou Jelson Araújo.

A criança atingida pelo raio havia ficado na comunidade. A equipe da Brigada de Incêndio retornou para buscá-la e, no caminho, soube que ela já estava sendo levada em uma lancha para a cidade.

“O médico avaliou a criança, que também passou por exames e graças a Deus está fora de perigo. Ela já está de volta em sua casa com a família. Infelizmente tivemos essas três mortes, a mãe da criança, uma professora e um rapaz morreram. São situações que a gente não espera, porque é um fenômeno da natureza e que deixa a população abalada”, disse Jelson Araújo.

Jelson Araújo e equipe do Samu que prestou socorro às vítimas do raio — Foto: Arquivo pessoal

Jelson Araújo e equipe do Samu que prestou socorro às vítimas do raio — Foto: Arquivo pessoal

Incidência de raios

Estudo realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de 2000 a 2019, apontou Oriximiná como o segundo município paraense com maior incidência de raios. O primeiro é Santa Maria das Barreiras.

De acordo com o estudo, em Oriximiná, foram registrados por ano 43 raios por quilômetro quadrado. Quanto às chances de uma pessoa morrer atingida por um raio no Brasil, ao longo de sua vida o estudo aponta que é de uma em 25 mil. Embora pareça pequena, a probabilidade é maior que a de ser mordido por um cachorro, que é de um em 100 mil. Essa chance aumenta em até 2,5 vezes, de acordo com o estudo, se a pessoa estiver desprotegida em uma área descampada durante uma tempestade.

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Secretário de SP prevê vacina chinesa contra Covid-19 disponível no calendário de vacinação no início de janeiro de 2021

Jean Gorinchteyn disse nesta quinta-feira (10) que cronograma de testes da Coronavac está sendo respeitado e resultados serão enviados à Anvisa após 15 de outubro.

Por G1 SP — São Paulo

O governo de São Paulo prevê que a vacina chinesa contra o coronavírus esteja no calendário de vacinação nacional no início de janeiro de 2021.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, o cronograma dos testes está sendo respeitado e a expectativa é a de que os resultados sejam enviados para a Anvisa no final de outubro.

“O cronograma está sendo respeitado. Se pretende fazer a abertura dos estudos no dia 15 de outubro e esses dados serão levados pra Anvisa pra fazer a chancela. Em dezembro já teremos 46 milhões de doses e poderemos iniciar a vacinação no início de janeiro, lembrando que ainda no 1 ° trimestre recebemos mais 15 milhões com a possibilidade de até junho termos 100 milhões de doses disponibilizadas”, disse Gorinchteyn em entrevista à GloboNews na manhã desta quinta-feira (10).

Toda vacina precisa passar por etapas importantes de estudo até ser aprovada para uso. Após a fase pré-clinica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos.

Os testes precisam comprovar que a vacina é segura, que produz anticorpos e que é capaz de proteger contra o vírus.

O Instituto Butantan, de São Paulo, tem um acordo de cooperação com o laboratório chinês Sinovac, que produz a vacina, e é um dos 12 centros que vão coordenar os testes da imunização no Brasil.

Estatísticas

Nesta quarta-feira (9), o estado de São Paulo registrou 391 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas nesta quarta-feira (9), chegando ao total de 31.821 desde o início da pandemia.

Após um período em estabilidade, a média diária de mortes voltou a ter tendência de queda na terça-feira (8), segundo critério de especialistas (leia mais abaixo).

Escolas

O secretário também comentou sobre a perspectiva de reabertura das escolas, que segue mantida para o dia 7 de outubro, sendo necessário, porém, que 80% da população do estado esteja na fase amarela do plano de flexibilização econômica.

De acordo com Gorinchteyn, as instituições estão sendo preparadas para que a reabertura seja feita de forma segura e deu detalhes sobre o a testagem que o governo pretende fazer para mapear o número de estudantes, professores e servidores que já tiveram contato com o vírus.

A proposta havia sido anunciada em coletiva de imprensa pelo governo no dia 21 de agosto.

“O estado está já aparelhando de forma adequada as escolas com todas as regras sanitárias, álcool, distanciamento, medição de temperatura, e também fazendo um programa que chamamos de ‘programa de testagem’. Ele vai ser dividido em dois focos: o primeiro relacionado ao perfil epidemiológico. Então a gente vai fazer uma sorologia para saber quantos daquela escola, por exemplo, já tiveram e quantos não tiveram Covid, e também fazermos de forma amostral, escolhendo alguns integrantes dessas escolas, para fazer o PCR, que identifica o vírus”, afirmou.

Evolução da epidemia

O estado de São Paulo permaneceu por mais de três meses com a média diária de novas mortes em patamar acima de 200, o chamado platô no ponto alto da curva epidemiológica.

No dia 27 de agosto, após o longo período de estabilidade ininterrupto nos novos registros, a média diária de mortes apresentou tendência de queda pela primeira vez, com variação de -20% em comparação ao valor registrado nos 14 dias anteriores. Mas no dia 28 de agosto, a tendência voltou à estabilidade. Nesta terça (8), a tendência de queda voltou a ser verificada.

Para a gestão estadual, o estado já passou o pior momento da pandemia. Embora os novos registram venham sendo menores, os especialistas alertam que para confirmar a saída do platô é preciso que exista uma queda sustentada de novos casos e mortes.

“São Paulo caminha para a quinta semana consecutiva na redução de óbitos. As internações também estão caindo, pela 8° semana seguida. São bons indicadores que reconfirmam que a pandemia em São Paulo está recuando. Isso não significa afrouxamento da quarentena, em hipótese nenhuma o afrouxamento de medidas de resguardo, medidas sanitárias e preventivas que o governo do estado vem orientando e deliberando a prefeitas e prefeitos, e principalmente à população”, disse o governador João Doria (PSDB) nesta quarta-feira (9).

Durante o feriado, milhares de banhistas lotaram lotaram as praias no litoral paulista. Diversas aglomerações também foram registradas em outras cidades, incluindo a capital. A diminuição do isolamento social ainda pode refletir nos registros futuros de casos e mortes.

“Uma recomendação do comitê de saúde para pessoas que se expuseram em situações de risco em aglomerações durante o feriado são cuidados para minimizar possíveis danos. Primeiro o cuidado para transmissão para familiares. Nessa situação é necessário usar máscara facial em casa e distanciamento consciente. E a segunda recomendação, nesses dias dessa semana que as pessoas começam a desenvolver algum sintoma, devem procurar uma unidade básica de saúde ou um atendimento médico para que possa fazer o teste do PCR”, disse José Medida, coordenador do Centro de Contingência.

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Filho desabafa sobre estado de Vanusa: ‘Ver ela definhar não é fácil’

Cantora está internada, desde a última segunda-feira (7), no Complexo Hospitalar dos Estivadores, em Santos. Segundo a família, o estado de saúde de Vanusa é estável.

Por Gabriel Gatto, G1 Santos

cantora Vanusa, de 72 anos, segue internada no Complexo Hospitalar dos Estivadores em Santos, no litoral de São Paulo, onde deu entrada com problemas respiratórios. Ao G1,nesta quinta-feira (10), o filho da cantora e produtor Rafael Vannuci afirmou que a mãe está com pneumonia. O quadro de saúde dela é estável, está evoluindo e, segundo ele, Vanusa está lúcida, porém não há previsão de alta.

Rafael explicou que Vanusa estava internada em uma clínica em Santos. Por conta da pandemia, ela passou a morar com a filha Amanda. Por causa de problemas respiratórios, ela precisou ser internada na última segunda-feira no Hospital dos Estivadores. Vanusa está com pneumonia, segundo Rafael, e continuará internada pois precisa tomar antibióticos por via subcutânea.

“Minha mãe está com um quadro de pneumonia, um quadro estável, não está respirando com auxílio de oxigênio, está evoluindo gradativamente, falando, está lúcida. Ontem mesmo brigou comigo pelo telefone. Está estável, está tomando antibióticos, não consegue tomar antibióticos via boca, por isso está sendo mantida internada. Está tendo muito cuidado também com o quadro de demência, por conta da idade e, por conta de tudo isso, ela está hospitalizada e tomando medicação intravenosa para curar esse princípio de pneumonia”

Após boatos, o filho quis explicar que a mãe apresenta ferimentos pelo corpo e também sofre com problemas nos dentes. “Ela já bateu o braço e, por ser frágil, ficou roxo. Ela tem uma escara no tornozelo e essa escara tem 1,5 centímetros. Minha mãe é tratada com pomada específica para tratamento de idosos, isso acontece. Não é anormal. Minha mãe sofre com os dentes há 15 anos. A gente muitas vezes tentou fazer um tratamento. Os médicos hoje não autorizam fazer o tratamento pela debilidade dela, ela não pode arrancar os dentes que sobram e colocar uma prótese”, disse ele.

Empresário Rafael Vannucci com a mãe, a cantora Vanusa — Foto: Reprodução/Facebook

Empresário Rafael Vannucci com a mãe, a cantora Vanusa — Foto: Reprodução/Facebook

Rafael falou sobre o estado mental da mãe. Segundo ele, a cantora sofre de demência e a família já tentou manter enfermeiros em casa para cuidar dela. Porém, após diversas tentativas, ela acabou sendo levada para uma clínica em Santos, já que uma das filhas mora próximo da cidade e o local é de uma amiga da família.

“A demência no idoso é uma coisa normal, que acontece. Temos casos de outros artistas que estão passando por isso. É uma doença muito difícil. A família que passa por ela sabe dizer o que é isso. Conhecer uma mulher, uma guerreira, uma artista, que sempre lutou pelos direitos das mulheres, do público que amava ela, uma mulher que sempre foi feminista. Não é fácil ver ela definhar em uma cama”, disse Rafael

Filho da cantora publicou comunicado sobre estado de saúde da mãe nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

Filho da cantora publicou comunicado sobre estado de saúde da mãe nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

A cantora recebeu homenagens e mensagens de apoio de familiares, amigos e fãs pelas redes sociais. A filha Aretha Marcos também fez uma postagem, na última terça-feira (8), falando sobre o momento que a mãe está vivendo.

“Minha mãe, assim como milhares de pessoas, está se transformando. A maior inteligência que já conheci. A pessoa mais verdadeira em sua luz e sombra, nunca soube ser de mentira. Boa de mentira, amar de mentira, ser mãe de mentira, tudo intenso e verdadeiro, só para fortes. Ela me deu o DNA, e me mostrou a porta para que eu pudesse buscar quem eu sou. Viva Vanusa!”, escreveu Aretha.

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Denúncias de violência contra crianças e adolescentes caem 12% no Brasil durante a pandemia

Foram registradas 26,4 mil denúncias entre março e junho, segundo menor valor da série histórica iniciada em 2011. De acordo com especialista, fechamento das escolas pode ter dificultado notificações. Antes do fechamento, professora de SP percebeu que aluna estava sofrendo abuso do pai.

Por Bárbara M. Vieira, Marina Pinhoni e Renata Matarazzo, G1 SP — São Paulo

O número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil caiu 12% durante os meses da pandemia em 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram registradas 26.416 denúncias pelo canal “Disque 100” entre março e junho deste ano, contra 29.965 no mesmo período de 2019.

O número de registros em 2020 é o segundo menor para o período em toda série histórica, iniciada em 2011. Ele só superou as 24.188 denúncias que foram feitas em 2018. (veja tabela abaixo).

Para o advogado, especialista em direitos da infância e juventude e ex-conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro, o fechamento das escolas por conta da quarentena obrigatória contra o coronavírus pode ter influenciado na diminuição das denúncias.

“A subnotificação das denúncias acaba sendo um efeito colateral do isolamento social e da suspensão de aulas para conter as contaminações por Covid-19. A maioria dos casos são descobertos por meio das escolas, mas os educadores e cuidadores de creche costumam se preservar e fazer denúncia anonimamente no ‘Disque 100’ ou nos Conselhos Tutelares. As denúncias são em sua maioria de negligência, além dos casos de violência física, psicológica e sexual”, diz.

Denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil  — Foto: Arte/G1

Denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil — Foto: Arte/G1

É o caso do abuso sofrido pela filha da trabalhadora autônoma M., de 47 anos, moradora da Zona Leste de São Paulo, que prefere não se identificar. A menina, de 5 anos, começou a apresentar comportamento diferente na escola e a professora chamou a mãe para conversar.

De acordo com a mãe, a criança já tinha sofrido abuso sexual de um vizinho de 16 anos e vinha tendo acompanhamento psicológico e médico desde novembro do ano passado. Em março deste ano, M. começou a desconfiar que o então marido também estava abusando da filha.

“Com a pandemia, meu marido ficou em casa todos os dias e teve mais oportunidades de abusar [da filha]. A professora detectou rapidinho. Ela percebeu que a menina só chorava, tinha medo de homens e não queria ficar perto dos meninos, só das meninas. Acho que as crianças deveriam ser orientadas para contar para o professor em quem elas confiam”, afirma.

Por causa das agressões, a criança fez perícia duas vezes no Hospital Pérola Byington, na região central da capital, e mãe e filha deixaram a casa onde moravam com o agressor sem ter para onde ir.

“Ela falou: ‘mamãe, papai fechou a porta, tampou minha boca, machucou aqui’. Se ela escuta algum barulho de noite, chora e diz que tem medo do pai e do adolescente, que eles vão vir matar a gente”, afirma.

De acordo com M., o ex-marido foi preso depois de abusar da filha pela segunda vez, bater em M. e persegui-las de carro pela rua. Agora, ela luta na Justiça para provar as agressões. A audiência foi marcada para o dia 18 de setembro.

“Eu me considero uma pessoa morta. Ele chegou a dizer que ia me matar e depois se matar. O adolescente que abusou da minha filha foi colocado como testemunha do caso. Não sei o que vai acontecer comigo. Não tenho meios de sobrevivência, vou ter de voltar para aquele apartamento [vizinho do adolescente que abusou da filha]. Eu choro todos os dias de desespero.”

Relatório de denúncias

O “Disque 100” é um serviço de atendimento telefônico gratuito que recebe denúncias sobre violações dos Direitos Humanos em todo o país e em todas as áreas. Os dados são compilados pelo governo federal e divulgados desde 2011.

O último relatório anual sobre violações de direitos humanos, divulgado em maio, apontou recebimento de 86.837 denúncias relacionadas a crianças e adolescentes no país em todo o ano de 2019, aumento de 14% em relação a 2018. As principais violações foram negligência (62.019), violência psicológica (36.304), violência física (33374) e violência sexual (17.029). As denúncias podem conter mais de um tipo de violação.

O governo federal, no entanto, deixou de incluir no documento os dados sobre retornos dos órgãos de apuração e proteção dos encaminhamentos tomados diante das denúncias recebidas pelo Disque 100. Segundo Ariel de Castro, a falta de encaminhamento agrava ainda mais o problema da subnotificação de denúncias.

“Os conselhos tutelares deram só 10% de respostas ao Disque 100 em 2018. Em 2019, não se sabe, porque essa informação foi retirada do relatório. Com um índice tão baixo de respostas sobre os encaminhamentos dos casos, quanto as providências, investigações e medidas de proteção às vítimas tomadas, podemos concluir que o sistema na prática tem pouca utilidade e efetividade”, afirma.

Outro ponto que ficou prejudicado com a redução de denúncias foi a adoção de crianças no país. Como o G1 mostrou, o número de adoções de crianças e adolescentes no Brasil no 1º semestre deste ano caiu pela metade em meio à pandemia.

A presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Sara Vargas, afirmou que nesse período de isolamento social houve menos casos de acolhimento.

“A própria rede de proteção não conseguiu continuar trabalhando da forma ideal. A maioria das denúncias de maus-tratos e abusos contra crianças parte da escola ou dos hospitais. E as crianças deixaram de ir para a escola. Então houve menos casos de acolhimento. É todo um ciclo. Menos crianças, um processo mais lento”, diz.

Estado de São Paulo

Em 2019, São Paulo foi o estado com o maior número absoluto de denúncias contra crianças e adolescentes pelo Disque 100. Os 20.355 registros representam 23% do total do país. As principais violações também foram negligência (15.103), violência psicológica (8814), violência física (8007) e violência sexual (3206).

Os dados de 2020 do ministério ainda não estão disponíveis por estado, então não é possível analisar se houve queda nas denúncias durante a pandemia.

Segundo Ariel de Castro, professores acabam tendo papel fundamental nas denúncias, principalmente relacionadas a crianças de idades menores.

“Os educadores acabam notando por mudança de comportamento, medo de adultos. Os educadores têm tido muitos cursos para se preparar em como podem identificar situações, e isso se aperfeiçoou muito nos últimos anos. Adolescente até consegue se defender, tem acesso a amigos, vizinhos, internet, mas a criança fica mais subjugada. Sem ir para a creche ou a escola, onde podem identificar a violência, a criança acaba não tendo como se proteger. Quem deveria proteger acaba sendo o agressor. A criança vive refém do inimigo”, diz.

Mas sem vacina ou controle da pandemia, a segurança para o retorno das atividades nas escolas ainda é questionada. Além da contaminação, há também o receio que as crianças transmitam a doença para parentes idosos e cuidadores em casa.

“O receio é muito grande dos pais, mesmo os adolescentes. A convivência deles é por meio do contato. As crianças voltarem para as casas contaminadas, em locais que moram 10 pessoas em 2, 3 cômodos, muitas vezes os avós. O receio é concreto é real e não vejo como o estado obrigar os pais a levar os filhos para a escola sem ter uma vacina”, afirma o advogado.

Em São Paulo, as escolas fecharam em março com o início da quarentena obrigatória. Nesta terça-feira (8), a gestão estadual autorizou a reabertura parcial das instituições para atividades de reforço e complementares, mas poucos municípios aderiram.

O retorno das aulas regulares previsto pelo governo estadual para 7 de outubro ainda é incerto. De acordo com o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, as aulas devem voltar lentamente e a presença será opcional.

“Acho que a gente tem que começar a voltar lentamente. A gente tem ainda a decisão sobre outubro, com a previsão de volta às aulas para o dia 7 de outubro, mais ainda temos que cumprir algumas condicionalidades.”

Atendimento psicológico

Além do prejuízo da aprendizagem, o fechamento das escolas também afeta a saúde mental.

Na semana passada, o governo de São Paulo anunciou a contratação de psicólogos para a rede pública estadual, após pesquisa apontar que 75% dos alunos e 50% dos professores tiveram alterações emocionais durante o isolamento. O atendimento será feito remotamente em plataforma digital enquanto as escolas permanecerem fechadas.

Para Ariel de Castro, a medida pode ajudar também a identificar os casos de violência.

“O estado está planejando isso com psicólogos, que é uma medida extremamente importante, é verificar aqueles alunos que estão com dificuldades maiores. É importante manter esse vínculo, conversar para o telefone sempre, pela internet, ir na casa. Isso também ajudaria na questão do enfrentamento da violência doméstica. A escola deve trabalhar em conjunto com esses setores da saúde, por meio da assistência social. A atuação desses profissionais é fundamental para o diagnóstico adequado e enfrentamento.”

Em 2019, uma lei aprovada pelo Congresso já estipulava a obrigatoriedade para a contratação de profissionais de psicologia e de assistência social nas escolas públicas. O projeto chegou a ser vetado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas o veto foi derrubado pelos parlamentares e a lei foi promulgada. Os estados e municípios terão até dezembro deste ano para atender à determinação da lei federal e contratar os profissionais.

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Ameaçados de extinção, dois filhotes de mico-leão-preto nascem no zoológico de SP

Espécie é patrimônio ambiental do estado de São Paulo; população é estimada em 1.400 indivíduos na natureza e apenas 61 em cativeiro.

Por G1 SP — São Paulo

Filhotes de mico-leão-preto nasceram no zoológico de SP em 16 de agosto — Foto: Ana Maria Macagnan/Zoo SP

Filhotes de mico-leão-preto nasceram no zoológico de SP em 16 de agosto — Foto: Ana Maria Macagnan/Zoo SP

Dois filhotes de mico-leão-preto nasceram na Fundação Zoológico de São Paulo no último dia 16 de agosto. A espécie é a única endêmica do estado, ou seja, na natureza, o mico-leão-preto existe somente no estado de SP.

Hoje classificada como ameaçada de extinção, a espécie chegou a ser considerada extinta por mais de seis décadas. Em 1970, ela foi avistada novamente por cientistas no Parque Estadual Morro do Diabo, no extremo oeste do estado, e teve início seu processo de preservação. Desde então o animal já foi reconhecido como patrimônio ambiental de SP e animal símbolo da conservação da fauna do estado.

O Zoológico de SP é uma das poucas instituições capazes de reproduzi-la em cativeiro. Segundo um censo realizado em 2019, a população da espécie em cativeiro é composta por apenas 61 indivíduos, “número muito reduzido para um programa de conservação em longo prazo”, de acordo com a fundação.

“Na natureza, a situação também é preocupante: a população está estimada em 1.400 indivíduos, apresentando um declínio continuado relacionado principalmente à perda, fragmentação e desconexão de habitat”, afirma o a Fundação Zoológico.

A Fundação Zoológico de SP é uma das 10 instituições e autarquias do governo de São Paulo que podem ser extintas com a aprovação de um projeto de lei enviado pelo governador João Doria (PSDB). Um abaixo-assinado contra a extinção da fundação já conta com mais de 9 mil apoiadores online. Com o projeto, a gestão João Doria (PSDB) pretende cortar 5.600 vagas no funcionalismo público e gerar um resultado financeiro de R$ 8,8 bilhões.

Os micos nasceram em uma área interna e restrita do zoológico, conhecida como “Micário”. Este local é destinado à reprodução de três das quatro espécies de micos-leões existentes: mico-leão-preto, mico-leão-da-cara-dourada e mico-leão-dourado.

“Este espaço, construído exclusivamente para abrigar os micos, reflete o compromisso institucional no desenvolvimento de estratégias para a manutenção de espécies geneticamente viáveis para futuros programas de reintrodução e reforço das populações na natureza”, diz o zoológico em nota.

A reprodução em cativeiro é uma das estratégias usadas para garantir a conservação da espécie que, na natureza, foi vítima da crescente e desordenada ocupação humana e reduziu seu habitat a poucos fragmentos do território original.

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Países com desigualdade social, como Brasil, vão demorar mais para sair da pandemia, diz estudo da UFMG

Proposta do levantamento, feito a partir de ferramentas de inteligência artificial, é auxiliar o poder público a identificar o que está levando a pandemia expandir ou enfraquecer, de acordo com a situação de cada local.

Por Patrícia Fiúza, G1 Minas — Belo Horizonte

Países com grande desigualdade social, como o Brasil, estão entre os que têm maior índice de mortalidade por Covid-19 e também são os que mais tempo levam para ver a redução do contágio. É o que aponta um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, a partir de ferramentas de inteligência artificial.

Realizado em parceria com a Kunumi, organização dedicada ao desenvolvimento de tecnologias emergentes, o levantamento indica quais variáveis levaram a uma piora ou melhora em taxas de mortalidade nos países afetados pela pandemia.

Foram levantados mais de 200 indicadores de 211 países, extraídos de bancos de dados oficiais, como Datasus, IBGE e outros. Para condensar estes dados, foi utilizada uma solução de inteligência artificial, segundo um dos pesquisadores e chefe do laboratório, Adriano Veloso.

“Este modelo que a gente criou é capaz de juntar todas as variáveis, o que não é uma trivial. A gente gerou e treinou este modelo dia após dia, para ir prevendo ou predizendo a aceleração; quando o surto iria aumentar ou diminuir. Esta ferramenta ainda é capaz de reajustar automaticamente diante de um erro”, contou.

De acordo com Adriano, o modelo antecipa em até 15 dias o aumento do número de mortes e os principais motivos, em cada país, que seriam os “culpados” por este fenômeno.

“A gente construiu um modelo e antecipa em até 15 dias quantos óbitos vão crescer. E, ao fazer isso, o objetivo é conseguir explicar por que a aceleração vai aumentar. A explicação vem na forma das ‘culpas’. No Brasil, o grande número de pessoas que vivem em favela e a desigualdade social são os fatores que levam a número grande de mortes”, explicou Adriano.

Já em países europeus, por exemplo, o grande número da população idosa, vivendo em asilos, seria o fator responsável pelo número de óbitos. “A Bélgica sofreu muito, se considerar que não tem população muito grande. A Holanda, a Suíça, também. O que a nossa ferramenta ofereceu de explicação é que o fator culpado é o número de asilos. Esses países têm muitos asilos. Os enfermeiros saíam do hospital, iam assintomáticos e levavam para os moradores do asilo”, afirmou.

A proposta da ferramenta é, segundo o pesquisador, auxiliar o poder público a identificar o que está levando a pandemia expandir ou enfraquecer, de acordo com a situação de cada local. “A ferramenta pretende dar conta da complexidade para dar apoio aos gestores públicos do problema e todas as complexidades”, disse Gabriella Seiller, executiva da Kunumi.

O levantamento e os dados estão disponíveis para consulta no site.

Desaceleração

Pela primeira vez, em meados de agosto, a plataforma identificou uma desaceleração do contágio de Covid-19 no Brasil. A boa notícia, no entanto, é vista com ressalvas pelo pesquisador.

“O que a gente está vendo na ferramenta é que a aceleração está caindo abaixo de zero. Está começando a cair a velocidade de propagação. Isso é uma coisa muito boa. Porém, quando a gente vê a importância das variáveis que estão freando o espalhamento, que seria o fechamento das escolas, a gente preocupa quando vê que alguns estados estão retomando as aulas presenciais. Este relaxamento, não só do governo, mas da população que não respeita, isso é um perigo”.

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